sucralfato: agente cicatrizante e analgésico usado no tratamento de

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CURSO: FARMÁCIA HOSPITALAR COM ÊNFASE EM ONCOLOGIA
SUCRALFATO: AGENTE CICATRIZANTE E ANALGÉSICO
USADO NO TRATAMENTO DE ÚLCERAS DA PELE E MUCOSA
Autora: Elaine de Paula Mendonça Franqueiro
E-mail: [email protected]
RESUMO
O sucralfato é um medicamento utilizado em diversas enfermidades como o refluxo
gástrico esofágico, úlceras de estresse, estomatite aftosa recorrente e úlceras venosas
crônicas. O sucralfato cria um efeito mucoprotetor gástrico estimulando a produção de
prostaglandinas com aumento da atividade das cicloxigenases e fatores de crescimento
de fibroblastos atuando na reparação dos tecidos e aumentando a circulação sanguínea
que favorecem a cicatrização com absorção mínima pelo intestino. Nas mucosites
causadas por radioterapia, em casos de câncer de cabeça e pescoço, sucralfato de uso
oral é capaz de reduzir os sintomas dessa enfermidade melhorando a qualidade de vida
do paciente. A presente revisão bibliográfica tem por finalidade propor que o sucralfato
seja padronizado em hospitais por ser um medicamento seguro, eficaz e barato, como
opção de tratamento de feridas em mucosas e pele, pois colabora de forma efetiva na
cicatrização e analgesia.
PALAVRAS-CHAVE: sucralfato, mucosite oral, radioterapia, afta, úlceras, feridas
venosas crônicas e queimaduras.
INTRODUÇÃO
O sucralfato é um medicamento comercializado no Brasil com o nome comercial
de SUCRAFILM® que se apresenta na forma de comprimido mastigável de 1g e na
forma de suspensão oral - 2g (200mg/ml). É um fármaco de estrutura complexa que
apresenta uma porção de hidróxido de alumínio e outra com a sacarose sulfatada. Num
ambiente ácido (pH<4), o sucralfato sofre extensa ligação cruzada, produzindo um
polímero viscoso e pegajoso, que adere às células epiteliais e as crateras das úlceras
durante até 6h após uma única dose (Brunton et al 1998). Possui moléculas carregadas
negativamente que ligam-se a carga positiva de proteínas das mucosas e as células
brancas do sangue presentes na base das úlceras (Dollory C. 1999). O sucralfato é um
material sintético, insolúvel em água. Foi desenvolvido no início de 1980 como um
agente oral mucoprotetor eficaz no tratamento de úlceras gástricas e duodenais
(Candelli et al 2000). Também atua como uma barreira física a irritantes e tem atividade
antibacteriana. É um agente citoprotetor, seguro e isento de efeitos secundários e por
isso é amplamente usado para prevenir doenças do refluxo gástrico-esofágico, gastrite,
úlcera péptica, úlcera de estresse, no tratamento de estomatite aftosa recorrente
(Delavarian 2006) e em gastrite provocada pela bactéria H. Pylori (Watanabe et al
2004). A maioria dos estudos sobre a aplicação desse medicamento é de uso oral,
principalmente em doenças gástricas, onde o pH se torna próximo a 4 (Watanabe et al
2004). O sucralfato é minimamente absorvido a partir do intestino e as pequenas
quantidades de dissacarídeo sulfatado que são absorvidos são excretadas principalmente
na urina. Embora o mecanismo da capacidade do sucralfato em acelerar a cura de
úlceras duodenais não está totalmente definido, sabe-se que o seu efeito protetor se
relaciona à ação local.
O sucralfato possui maior afinidade pela mucosa ulcerativa do que pela mucosa
normal (Kalant et al 1998). Esta afinidade produz um efeito mucoprotetor que estimula
a capacidade em aumentar a atividade de prostaglandinas pelo aumento da atividade da
ciclooxigenase diretamente liberada a partir da mucosa.
A terapia da Helicobacter pylori envolve a combinação de antibióticos e
medicamentos antiulcerosos. Estudos em animais mostram que sucralfato potencializa o
efeito da terapia com antibióticos nas infecções gástricas, local onde a H. Pylori reside,
formando um muco viscoso que retém fisicamente a bactéria e inibe a degradação de
antibióticos como a claritromicina, pelo ataque de ácido do estômago e pela secreção de
bicarbonato, levando a ação direta de antibióticos contra a H. pylori (Watanabe et al
2004). Nos casos de úlceras, a prevenção e o tratamento da ferida é fator chave para o
processo de cicatrização dos tecidos. O sucralfato mostra ainda efeitos antibacteriano,
segundo West e colaboradores, contra Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosas e
Staphylococcus aureus (West et al 1993). Nas úlceras, o dano à mucosa gástrica é
reparado pela ação do sucralfato pelo estímulo aos fatores de crescimento vascular
incluindo a angiogênese, que desempenham papel importante na reparação do tecido
(Rattan et al 1994) e contribui para o processo de cicatrização atuando nos macrófagos,
que possuem função essencial por secretarem fatores de crescimento como fator de
crescimento derivado de plaquetas (PGDF), fator de crescimento transformante  (TGF), fator de crescimento epidermal (EGF), fator de crescimento tumoral (TNF), fator de
crescimento de fibroblastos (FGF) entre outros que liberam citocinas provocando o
influxo de neutrófilos, bem como a migração e proliferação de células endoteliais e
fibroblastos no local da ferida (Watanabe et al 2004). O sucralfato pode contribuir para
o aumento da circulação sanguínea da mucosa favorecendo o processo de cicatrização
(Ferraro et al 1984).
O sucralfato pode aliviar as úlceras péptica e duodenal, isentas de infecção por
H. Pylori, por meio de vários mecanismos como a inativação da pepsina, produzindo
uma barreira física na região ulcerativa, alterando a composição péptica do muco,
aumentando a secreção de bicarbonato da mucosa gástrica e induzindo a produção local
de fator de crescimento epitelial (Gilman et al 1996). Em indivíduos saudáveis, o
sucralfato aumenta a produção e secreção de PGE2 e PGF1α no trato gastrointestinal e
diminui TXB2 (Dollory C. 1999). Słomiany et al (2000) sugerem que a principal causa
do rápido alívio da úlcera pelo sucralfato se relaciona a queda na regulação de
interleucina (IL- 4) na mucosa, no início da ulceração. Essa alteração na produção de
IL-4 leva a desregulação de endotelina-1 (ET-1) e indução de TNF-, afetando o reparo
da mucosa pelo início da apoptose.
Foi proposto o uso do sucralfato nos casos de ingestão acidental ou intencional
de substâncias químicas corrosivas. A ingestão de agentes químicos pode provocar
danos graves para o trato gastrointestinal superior, como perfuração, necrose e até a
morte. A longo prazo, pode ser responsável pelo desenvolvimento de carcinoma de
esôfago (Gumaste et al 1992). Na esofagite por agente corrosivo, a terapia visa evitar o
aparecimento de perfuração, fibrose e formação de estenose. A formação de estenose
pode ser evitada por supressão da fibrose e a formação de cicatriz (Demirbilek et al
1994). Na esofagite corrosiva de 1º e 2º graus, a formação de estenose raramente é vista,
mas são comuns em esofagite de 3º e 4º graus (Ramasamy e Gumaste 2003). Nas lesões
cáusticas, o gastroenterologista pode evitar a formação de estenose na fase precoce com
a diminuição da reação inflamatória. A intenção ao usar o sucralfato, nestes casos, é
produzir uma adesão à mucosa inflamada e ulcerada e assim evitando o contato entre o
esôfago e as paredes opostas, sugerindo que sucralfato poderia funcionar como uma
cobertura para o tecido danificado, o que ajudaria no processo de cura com melhores
resultados.
O sucralfato é fácil de administrar e não apresenta efeito colateral grave,
podendo ser utilizado rotineiramente em pacientes que receberam radioterapia de cabeça
e pescoço (Cengiz et al 1999), onde as mucosites aparecem com frequência, afetando a
qualidade de vida do paciente. A aplicação oral da droga é indicada para ulcerações
aftosas oral e mucosites induzidas pela quimioterapia e radioterapia especialmente nos
casos de Estomatite Aftosa Recorrente (EAR) (Preeti et al 2011). A EAR é uma
enfermidade infecciosa bacteriana ou viral, mas pode também ser causada por traumas
na mucosa devido a tratamentos dentários, injeções de anestésico local e lesões
causadas pela escova de dente (Preeti et al 2011). As mucosites que aparecem durante o
tratamento de câncer por quimioterapia ou radioterapia são uma complicação muito
grave onde os hábitos de vida diária dos pacientes ficam comprometidos pelas lesões
dolorosas com disfagia, odinofagia e também causa de desnutrição e perda de peso
(Demarosi et al 2002). Além do desconforto do paciente, esta complicação faz com que
haja redução na dosagem terapêutica indispensável da radiação. O uso de bochechos de
solução contendo sucralfato é benéfico, pois diminui a intensidade da mucosite induzida
pela radiação e o desconforto oral (Emami et al 2007). Assim, o tratamento com o
sucralfato para reduzir os sintomas da mucosite tem como objetivo melhorar a qualidade
de vida do paciente (Maddireddy et al 2004). Além do desconforto do paciente, esta
complicação faz com que haja redução na dosagem terapêutica indispensável da
radiação.
A aplicação oral da droga é indicada para ulcerações aftosas oral e mucosites
induzidas pela quimioterapia e radioterapia especialmente nos casos de Estomatite
Aftosa Recorrente (EAR) (Preeti et al 2011). A patogênese se relaciona basicamente à
natureza imunológica, mediada por auto-anticorpos e alterações na imunidade celular
(Jurge et al 2006). Melhorar a qualidade de vida desses pacientes tornou-se tão
importante quanto a extensão da quantidade de vida. A maioria dos estudos sobre o
sucralfato foi realizada com a ingestão oral do presente agente e há poucos estudos
sobre a aplicação local de sucralfato. Estudos recentes têm empregado sucralfato como
um medicamento tópico para a cura de vários tipos de feridas epiteliais (Masuelli et al
2010). As feridas epiteliais podem ocorrer como consequência de inflamação, infecções,
oclusão vascular, danos físicos etc. Após a lesão, o epitélio começa a reparar a lesão
envolvendo a coagulação sanguínea e hemostasia, a reação inflamatória e a formação de
tecidos de granulação (Kiristy et al 1993). Nas feridas superficiais, a cicatrização é
baseada apenas na regeneração epitelial, enquanto que a cicatrização de feridas
profundas envolve a matriz extracelular e remodelação de tecidos que conduz à
formação do tecido de granulação e de preenchimento do espaço da ferida (Kiritsy et al
1993). Outras ulcerações que tem indicação para o uso do sucralfato são as úlceras
venosas que afetam principalmente pessoas idosas. Além da terapia cirúrgica é
necessário utilizar algo capaz de fazer o reparo das feridas e consequentemente a
regeneração do tecido de forma sistêmica ou tópica. As úlceras venosas são feridas
crônicas dos membros inferiores que ficam expostas e por isso estão sujeitas a infecções
que produzem mal cheiro e aparência ruim devido as secreções, que levam o indivíduo a
se isolar do convívio social, gerando além de um problema de saúde, um problema
social grave. O repouso é bastante indicado e por isso a pessoa não consegue trabalhar,
acarretando um problema também econômico. Existem diversas causas de úlcera de
membros inferiores, dentre elas, o aumento da pressão venosa. A úlcera de origem
venosa representa 70% de todas as úlceras dos membros inferiores. Muitos tratamentos
foram propostos e cada um com a sua indicação, como por exemplo: repouso com
membros elevados, terapia compressiva com faixas elásticas e meias elásticas próprias,
cirurgia de ligadura das perfurantes insuficientes, laser, tratamento das varizes
tronculares, radiofrequência e outras. O reparo dessas feridas depende de fatores da
neoangiogênese e de fatores de ativação da resposta imune local, de fatores de
crescimento, incluindo o TGF, fator transformante (TGF-e fator de crescimento de
fibroblastos básico (FCF-) um potente fator angiogênico (Folkman 1987), sendo
mitogênico e quimiotático para fibroblastos e células endoteliais (Terranova et al 1985).
Algumas drogas que atuam nesse reparo e no processo de regeneração, tem mostrado
ser agentes promissores e úteis para o tratamento de úlceras venosas crônicas, como é o
caso do sucralfato.
A variedade com que se pode aplicar sucralfato e obter sucesso no tratamento
tem levado ao aparecimento dos mais diversos usos como em estudos recentes que
mostram a eficácia do uso de sucralfato tópico a 20% em assaduras, um incômodo na
vida de bebês que utilizam fraldas. A dermatite irritativa da fralda tipicamente ocorre
em superfícies convexas da pele que estão em contato direto com a fralda, esses locais
incluem nádegas, abdômen, genitália e parte superior das coxas (Atherton, 2004). A
melhor maneira de tratar essas irritações é eliminar o contato direto com a urina e fezes.
A etiologia exata da dermatite das fraldas ainda não é bem conhecida, podendo estar
relacionada a vários fatores como aumento da hidratação da pele favorecendo um
ambiente úmido, a exposição a substâncias químicas irritantes e atrito da própria fralda.
Os irritantes químicos primários na área da fralda são derivados da ação sinérgica de
urina e bactérias fecais que produzem a enzima urease, a qual interage com a urina para
aumentar o nível do pH sob a fralda a 6,7. Elevados níveis de pH ativam as enzimas
fecais (protease e lipase) que irritam diretamente a pele causando erupção inflamatória,
e uma vez inflamada a pele fica susceptível ao ataque de microrganismos como
Candida albicans, que piora a gravidade da irritação.
O creme tópico contendo sucralfato foi testado em queimaduras de segundo e
terceiro graus. As queimaduras são lesões dinâmicas que podem se tornar lesões
profundas ao longo do tempo e quando profundas, prolongam o tempo de cura que
muitas vezes resultam em cicatrizes e contraturas significativas (Singer et al 2011). As
queimaduras mais comuns resultam da exposição ao calor e aos produtos químicos. A
cura das queirmaduras é dividida em quatro componentes principais: a formação de
tecido de granulação, a deposição de colágeno, a re-epitelização e contração
(Hassanadeh e Ghorbani 2003). A infecção é uma das complicações mais comuns nas
queimaduras, sendo responsável pela maioria dos casos de morte (Hassanzadeh e
Mehdikanloo 2004). As substâncias antimicrobianas tópicas utilizadas nas queimaduras,
como sulfadiazina de prata ou iodo povidine retardam a cicatrização de feridas (Banati
et al 2001). Sulfadiazina de prata a 1% é um agente utilizado contra a maioria das
queimaduras (Khorasan et al 2008) por ser considerado um agente bactericida ativo
contra bactérias gram positivas e gram negativas (McQuestion 2011) e com baixa
toxicidade (Durmush et al 2009), embora parece atrasar a cicatrização de feridas
(Atiyeh et al 2007), pois prejudica a atividade dos fibroblastos e a proliferação epitelial,
sendo esta uma propriedade positiva, característica nas formulações contendo
sucralfato.
O objetivo desta revisão sistemática de literatura é divulgar a ação analgésica e
cicatrizante do sucralfato para o equilibrio do micro-ambiente de diversos tipos de
úlceras. Assim, esse estudo justifica-se pela relevância do tema para a clínica médica
por se entender que no Brasil poucas unidades de saúde padronizaram esta substância
em intervenções apropriadas e que há bases científicas capazes de mostrar que o
sucralfato pode ser utilizado com o intuito de minimizar as consequências de vários
tipos de ulcerações.
METODOLOGIA
Trata-se de uma revisão sistematizada de literatura, sem meta-análise. Realizouse um levantamento de artigos científicos que abordavam o tema nas seguintes bases de
dados na internet: Bireme, Medline, Portal Capes, Free Medical Journal, SciELO,
Medscape, no período de 1984 a 2013. Foram selecionados estudos dos últimos 29
anos, por se considerar uma fonte de literatura científica que faz referência aos
fundamentos básicos em datas anteriores sobre o tema. Os seguintes descritores foram
empregados na busca das publicações: sucralfate, oral mucositis, radiotherapy, aphtae,
chronic venous, ulcers, wounds, burns, sucralfato, mucosite oral, radioterapia, afta,
úlceras, feridas venosas crônicas e queimaduras. Foram recuperados 43 artigos
científicos de periódicos para análise neste estudo, procedendo-se então à leitura
exploratória de todo o material. Dos artigos mencionados, 7 não foram considerados,
por não citarem o sucralfato com dados suficientes para se correlacionarem com o título
proposto. Assim, foram selecionados para análise 36 estudos referentes ao período de
1984 a 2013, no idioma inglês, publicados em periódicos internacionais. Durante a
leitura, foram consideradas as informações contidas nos textos, sua significância
estatística, sua consistência e os dados apresentados pelos autores. Os critérios de
exclusão abrangem os estudos que não obedecem aos critérios de significância
(importância que o artigo tem para o tema em estudo, para a abordagem terapêutica
como de importância maior) e também todos os artigos pagos.
DISCUSSÃO
Sucralfato tem sido usado topicamente a fim reduzir a dor e melhorar a
cicatrização de feridas ou ulcerações. O sucralfato demonstrou possuir efeitos
analgésicos em várias condições. As preparações tópicas de sucralfato (creme,
suspensão e enxaguatório bucal) foram testadas paraa redução da dor de várias
condições, incluindo aftas orais, mucosite induzida por radiação, reações cutâneas
eritematosas de radiação, queimaduras de segundo e terceiro graus (Delavarian et al
2007e Gupta et al 2011).
Para avaliar o efeito do sucralfato em resposta a dor em pacientes que fizeram
cirurgia de hemorroidas, Ala e colaboradores (2013) mostraram que pacientes tratados
com sucralfato experimentaram significativamente menos dor nas 24 e 48 horas após a
cirurgia do que o grupo tratado com placebo. Nas horas anteriores não houve diferença
significativa na intensidade da dor entre os dois grupos. O protocolo de analgésicos
seguiu o mesmo padrão, mostrando uma redução significativa no grupo sucralfato nas
24 ª e 48ªh em relação ao grupo placebo, mas antes disso não houve diferença estatística
no consumo de analgésico entre os dois grupos, o que confirma os relatos de intensidade
da dor conforme uso subjetivo de escala analógica visual dos pacientes, ou seja, foi
necessário adicionar analgésicos de outras classes concomitantemente como opióides ou
AINEs (antinflamatórios não esteroidais) durante as primeiras 24 horas pós-operatórias
no controle da dor no caso de cirurgia de hemorroidas, pois a intensidade de dor nesses
casos é bastante acentuada (Ala et al 2013).
Delavarian e colaboradores (2007) mostraram que em poucos dias o sucralfato
trouxe alívio da dor em 59% dos pacientes com aftas, tratados com sucralfato em
relação a 14% dos pacientes tratados no grupo controle. Durante os primeiros 7 dias de
tratamento, o número de úlceras reduziu em ambos os grupos, que foi
significativamente maior no grupo tratado. Uma suspensão a 10% de sucralfato,
portanto traz alívio da dor acelerando o desaparecimento de aftosas e a sua utilização é
recomendada como um adjuvante para o tratamento da EAR.
Epstein e colaboradores mostraram que o tratamento profilático com o
enxaguamento bucal com uma solução de sucralfato não impediu a mucosite ulcerativa,
mas reduziu a experiência de dor durante a radiação (Epstein et al 1994). Segundo
Emami et al 2007 , o sucralfato pode completar o tratamento de radiação, sem qualquer
necessidade de terapia medicamentosa de rotina. Estes resultados são consistentes com
Cengiz, onde num estudo relatou que houve incidência menor de mucosite em pacientes
usando sucralfato na forma de enxaguatório bucal. (Epstein et al 1994).
Sucralfato apresenta um efeito muco protetor onde Tytgat e colaboradores
afirmam que moléculas contedo sucralfato polimerizadas tem 6 a 7 vezes mais afinidade
pela mucosa ulcerada do que pela mucosa normal (Tytgat et al 1984). Em outro estudo,
Roark e colaboradores relataram que o sucralfato adere ao tecido ulcerado quatro vezes
mais que na mucosa normal. Além disso, nos procedimentos endoscópicos realizados
duas horas após a administração de sucralfato em pacientes com úlceras esofágicas de
qualquer etiologia, observou-se a cobertura da mucosa ulcerada (Roark 1984).
Nos casos de esofagite corrosiva, Reddye colaboradoes (1988) mostraram que o
sucralfato administrado quatro vezes ao dia, em esofagite de 2ª grau impediu a formação
de estenose. Temir e colaboradores (2005) mostraram significante resultado na
prevenção da formação de estenose nas lesões cáusticas com a administração de
sucralfato duas vezes por dia, mas informaram sobre o grau das lesões cáusticas. (Temir
et al 2005). Gümürdülü e colaboradores, num estudo randomizado, observaram que
sucralfato aderiu à mucosa inflamada e ulcerada e evitou o contato entre as paredes
opostas do esôfago agindo como uma cobertura para o tecido danificado, assim os
autores recomendam uma terapia intensiva com altas doses de sucralfato para graus
avançados de esofagite para melhorar a cicatrização da mucosa e evitar a formação de
estenose, o que contribui para o processo de cura com melhores resultados (Gümürdülü
et al 2010).
Sucralfato tópico representa uma forma segura, barata e eficaz em intervenções
terapêuticas. Gupta e colaboradores observaram o uso de sucralfato na forma de pomada
usando vaselina como veículo na cicatrização da mucosa e para proporcionar analgesia
durante o tratamento de feridas e em pacientes submetidos a fistulotomia anal (Gupta et
al 2008).
Burkhart e colaboradores (2009) compararam os efeitos de sucralfato a 7% entre
formulações com óxido de zinco a 20% e cetoconazol a 1%. Sucralfato mostrou ser
mais benéfico em pacientes com intertrigo candidiásico, uma doença de pele causada
pelo mesmo fungo que causa a candidíase. A formulação contendo sucralfato não
causou irritação na pele, com boa tolerância e benefício terapêutico. Ainda neste estudo
os autores sugerem que variações na formulação contendo sucralfato pode ser usado
para uma gama de entidades dermatológicas com feridas, fissuras e úlceras.
No tratamento da dermatite irritativa crônica, o sucralfato a 4% na forma de
creme aquoso foi mais eficaz do que os métodos tradicionais como o uso de clotrimazol
a 1% (Canesten®) e preparações com óxido de zinco (Markham et al 2000). O
sucralfato atua como uma barreira física a agentes irritantes e tem atividade
antibacteriana. A droga adere às proteínas epiteliais no local da úlcera formando um
revestimento protetor. Sua ação se baseia também no uso tópico sobre a epitelização da
ferida por meio dos fatores de crescimento epidérmico e de crescimento de fibroblastos.
Ainda segundo Negar e colaboradores, num estudo comparativo entre sucralfato e óxido
de zinco, nos casos de dermatite irritativa das fraldas, mostrou que o sucralfato tópico a
20% poderia curar num curto período de tempo em comparação ao óxido de zinco, que
tem sido mais comumente utilizado por um longo período de tempo (Negar et al 2012).
O sucralfato é amplamente utilizado no tratamento de úlceras gastrointestinais,
embora seu mecanismo de ação ainda é pouco conhecido, mas sabe-se que a droga se
liga ao tecido ulcerado e forma uma barreira contra os ácidos reduzindo a sua secreção.
Induz a secreção de fibroblastos da derme, queratinócitos e tecido de granulação, além
de estimular a produção de muco. Sua capacidade de induzir fator de crescimento da
pele desempenha papel fundamental na cura de feridas. Ativa o sistema tanto na
produção de óxido nítrico como as prostaglandinas que colaboram na ação protetora
desta droga (Ress W. D. 1991).
Tumino e colaboradores (2008) avaliaram a eficácia, segurança e tolerabilidade
do sucralfato tópico, na cicatrização de úlceras venosas crônicas na perna onde os
resultados indicaram que a aplicação diária de sucralfato tópico para úlceras não
infectadas, durante um período médio de 42,0 dias, conduziu a cura completa em 95,6%
dos pacientes, em comparação com apenas 10,9% dos casos, com uma correspondência
de placebo. Uma melhora significativa foi obtida no grupo de pacientes tratados com
sucralfato quanto à inflamação do tecido local, bem como dor e ardor, e,
consequentemente, o tamanho da úlcera e a evolução do tecido de granulação. Os
achados foram confirmados pela análise morfológica de biópsias obtidas antes e após o
tratamento dos pacientes selecionados. Usando análise ultraestrutural, foi demonstrado
que a aplicação tópica do fármaco era capaz de afetar a neoangiogênese, aumentar a
contração da ferida, promover a re-epitelização da área da ferida e melhorando a
inflamação do tecido local, o ardor e a dor. No geral, os resultados indicaram que os
pacientes com úlceras venosas crônicas mostraram melhora após o uso de sucralfato
tópico (Tumino et al 2008).
Banati e colaboradores (2001) afirmam ainda que sucralfato pode ser usado em
casos de queimaduras de segundo e terceiro graus na forma de creme tópico
promovendo uma rápida epitelização com efeitos colaterais mínimos. O estudo foi
realizado em duas fases. A primeira fase, composta por pacientes tratados com creme de
sucralfato, enquanto que na segunda fase os pacientes foram tratados com outros
agentes antimicrobianos tópicos. A maioria dos pacientes apresentaram queimaduras de
segundo grau e outros, queimaduras de terceiro grau. Na segunda fase, um grupo com
queimaduras foi tratado com creme de sucralfato, enquanto um outro grupo foi tratado
com uma pomada de placebo, contendo os excipientes utilizados na preparação do
creme de sucralfato, mas sem sucralfato. Na primeira fase, verificou-se que o período de
epitelização de queimaduras de segundo grau no grupo de estudo tratados com creme de
sucralfato foi de 18,8 dias, em comparação com 24,6 dias com outros agentes tópicos.
No estudo duplo-cego, a cura também nas áreas tratadas com sucralfato foi mais rápida
do que os tratados com a pomada de placebo. Os estudos histopatológicos também
foram realizados em 10 pacientes de fase I do estudo. O creme de sucralfato promove
uma rápida epitelização de queimaduras de segundo graus em qualquer reação local,
como prurido, apesar do uso a longo prazo nos pacientes tratados, além disso a pomada
é de menor custo quando comparada com os outros agentes tópicos utilizados, podendo
ser mais um agente incluído no arsenal de especialidades para os cuidados de
queimaduras (Banatti et al 2001). Segundo Hassanzadeh e colaboradores o uso do
sucralfato em queimaduras comparado a sulfadiazina de prata e brassica oleracea,
mostrou que a sulfadiazina de prata não acelerou a cicatrização, mas começou a reduzir
a inflamação após a segunda semana e mostrou efeito positivo no uso de sucralfao e
brassica oleracea na repitelização e contração da ferida diminuindo seu tamanho,
sugerindo que ambos possam ser uma boa escolha no tratamento de queimaduras
(Hassanzadeh et al 2013).
CONCLUSÃO
O presente estudo indicou que sucralfato é um medicamento seguro, que traz
alívio à dor e cicatrização em processos onde ocorrem ulcerações por várias etiologias
onde a mucosa normal é rompida, sendo necessários mais estudos sobre a aplicação
local deste agente visto que a maioria dos estudos sobre o sucralfato foi realizada com a
ingestão oral. Diante dos beneficios aqui apresentados sugere-se, que o sucralfato,
dentre as estratégias de tratamento, pode ser padronizado em hospitais para usos
diversos como em assaduras da pele, queimaduras, úlceras venosas, mucosites,
estomatite aftosa recorrente e ingestão de substâncias químicas corrosivas por se tratar
de uma substância sem efeito tóxico, de fácil aplicação e baixo custo.
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