P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 157 Cérebros, Mapas e o Novo Território da Psicologia Anne Beaulieu Royal Netherlands Academy of Arts and Sciences Theory & Psychology Copyright © 2003 Sage Publications. Vol. 13(4): 561–568 [0959-3543(200308)13:4;561–568;034694] Resumo Na última década, tem-se visto o crescimento do interesse no uso dos métodos de imageamento funcional do cérebro em pesquisas. A variedade das condições e comportamentos estudados usando esses métodos também tem se expandido. Esses desenvolvimentos têm alterado o perfil dos subcampos da psicologia e da neurociência. Enquanto esses acontecimentos são criticados como movimentos reducionistas, eu argumento que eles podem ser melhor caracterizados como processos produtivos. Esse tipo de caracterização torna visível a expansão e reorganização do objeto de estudo e de domínios de investigação; ele destaca novas relações com outras disciplinas e instituições e problematiza o subseqüente incremento na visibilidade social. Uma abordagem reflexiva para o mapeamento das práticas é proposto para ajudar as pesquisas de imageamento funcional no direcionamento das questões de segregação e responsabilidade metodológicas. Palavras-chave: Mapeamento Cerebral, História do Imageamento Funcional, Neuroética, Reducionismo, Reflexividade. Abstract The past decade has seen growing interest in the use of functional brain imaging methods in research. The range of conditions and behaviours studied using these methods has also been expanding. These developments have changed the profile of subfields in both psychology and neuroscience. While these events have been critiqued as reductionist moves, I argue that they can better be characterized as productive processes. Such a characterization makes visible the expansion and reorganization of the object of study and of domains of investigation; it highlights new relations with other disciplines and institutions, and it problematizes the subsequent increased social visibility. A reflexive approach to mapping practices is proposed to help functional imaging research address issues of methodological isolation and accountability. P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 158 Key Words: Brain Mapping, History of Functional Imaging, Neuroethics, Reductionism, Reflexivity racial’ aplicados antes dos scans. Esse Tudo no Cérebro estudo foi publicado em um dos O argumento de que ‘tudo está no cérebro’ dificilmente principais periódicos científicos suscita americanos. Não se seguiu nenhum dúvidas. Quase todos os meses, uma protesto. Exatamente como medir esse nova área para tal processo ou uma rede traço pode ser debatido, mas aquele para é medo de que o Outro está conectado em encontrado e amplamente divulgado. De nossos cérebros é uma ideia que pode fato, ao longo da Década do Cérebro, a ser levada em consideração. É também ideia de uma base biológica para a uma ideia que parece não apenas mente tornou-se enraizada, tanto no carregar a agenda de um novo estilo de discurso popular quanto no científico. pesquisa psicológica, mas também de Algumas declarações sobre as bases abraçar biológicas de aprimoramento nas relações sociais. Se podem os mecanismos biológicos do medo aquele de comportamento certos personalidade traços ainda o podem Um artigo recente afirma ter encontrado eventualmente os substratos biológicos para atitudes (biologicamente, farmacologicamente) raciais (Phelps et al., 2000). Como modulados. atitudes complexas estar identificados, de ocasionalmente surpreender e chocar. poderiam ser compromisso podem também eles ser culturais tão O que não quer dizer que a relacionadas aos metodologia do mapeamento cerebral tecidos do cérebro e a circulação não vem sendo debatida, tanto dentro sanguínea? Um grupo de sujeitos foi quanto fora da comunidade de pesquisa. escaneado enquanto observavam rostos Figuras como Jerry Fodor e Tom Wolfe negros e brancos, e a atividade foi escreveram sobre as fraquezas desta mensurada em suas amígdalas (uma abordagem. Wolfe (1997) preocupa-se estrutura envolvida na aprendizagem com a queda de noções como cultura, emocional e no medo). O nível de self e alma, como um resultado dos atividade correspondia aos resultados cientistas examinando dentro de nossos dos sujeitos nos testes de ‘avaliação cérebros, tornando-os transparentes P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 159 através das tecnologias de imageamento. Fodor (1999) insiste na complexos. Em uma frase: mapas ligam a vida da mente e o espaço do cérebro. importância de fazer questões sobre a O desenvolvimento do mente, para além de observar áreas mapeamento do cérebro tem marcado específicas do cérebro iluminando-se uma importante mudança na prática de em relação a uma determinada tarefa. experimentos Certamente, uma linha de argumento psicologia e da neurociência. Pela comumente ouvida quando se discute utilização mapeamento em escaneamento, fenômenos que estavam denunciar o reducionismo potencial dos sendo estudados utilizando medidas mapas cerebrais e apontar as limitações comportamentais, dos scans. Esse tipo de crítica não deixa estudados utilizando base cerebral, e, de ser interessante, mas pode perder mais importantes e anatômicas. Em vez de focar nos científicos desta nova tendência. Uma processos da mente no tempo, o crítica sobre esses mapas que visibilize mapeamento cerebral suas complexidades e o modo como são atenção para padrões no espaço do produtivos (não apenas redutivos) pode cérebro proporcionar um melhor trabalho de mudanças no foco dos experimentos são contextualização desta nova corrente de detalhadas em Images of Mind, de pesquisa. Posner e Raichle (1997), dois pioneiros cerebral aspectos consiste sociais em de certas áreas experimentos vieram especificamente, (Beaulieu, a da de ser medidas redireciona a 2002). Essas do método no final de 1980. Muitas das A Função dos Mapas objeções sobre essa abordagem são formuladas em resposta a uma edição de O que é isso que estes mapas Behavioral and Brain Sciences, na qual fazem*, e por que isso é valorizado? A um resumo desse livro foi apresentado1. que propósito estes mapas do cérebro Essas localizações têm crescido estão servindo? A resposta se baseia em em sofisticação ao longo da última um princípio simples e detalhes técnicos década. Um crescimento complexo do conjunto de características da mente * N.T. Aqui a autora faz um jogo de palavras com a língua inglesa: “What is it that these maps do do”(...). pode ser mapeado no cérebro. As experiências de vida, o impacto do ambiente e da aprendizagem, tem sido P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 160 todos estudados em experimentos de da mente no mapeamento cerebral leva mapeamento. Tem-se produzido mapas o social ou o ambiental bastante a sério. distinguindo como a linguagem é Atribui-se a eles uma característica do localizada em bilingues precoces e mapa. Na popular revista Newsweek, o tardios. A memória espacial superior destino da carência de orfãos romenos dos motoristas de táxi de Londres, os foi quais precisam aprender a memorizar as crianças normais através de dois PET principais ruas da cidade para serem scans, com as imagens sustentando para certificados, também tem sido mapeada o impacto de negligência emocional como biologicamente diferente. Além como mensurado nos cérebros dos de modificar as formas de trabalho de órfãos (Begley, 1997). Neste caso, a muitos psicólogos e neurocientistas, os falta de educação foi apresentada como mapas têm estado no centro de novas uma característica biológica. formas de argumentos sobre o natural e o aprendido. importante aspectos O mapeamento, ressaltar, sociais e não é ignora ambientais; ao largamente comparado ao de Mais recentemente, os mapas cerebrais têm cada vez mais configurado o modo como a questão natural/aprendido está sendo colocada. contrário, ele recoloca estes aspectos em Um estudo de termos biológicos. O experimento sobre (Thompson et al., 2001) relacionou racismo descrito no início deste artigo é escaneamento cerebral com variação um claro exemplo de como até mesmo genética. um conceito firmado em determinantes correlacionou culturais como o racismo pode ser resultados de teste de QI em relação à traduzido como uma reação no cérebro. influência Estes mapas ligam fatores sociais, acontecendo nesse exemplo não é a psicológicos e ambientais à estrutura recusa em dar importância aos aspectos biológica do cérebro. não Esse cérebros estudo estrutura genética. biológicos O das gêmeos também cortical que e está funções Pode-se dizer que o mapeamento psicológicas, mas, ao contrário, uma reconfigura o debate natural/aprendido. complexa tradução dos fenômenos em Não é só o natural que conta; o mensurações do cérebro. Medindo os aprendido também conta, mas apenas volumes das partes do cérebro e quando correlacionando-os traduzido em ativação mensurável no cérebro. A biologização aos graus de similaridade genética (através da bem P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 161 conhecida gêmeos estratégia de monozigóticos comparar e O Espaço do Corpo gêmeos fraternos), as variações em volumes O foco do mapeamento cerebral podem ser atribuídas a fatores genéticos no ou ambientais. Esse estudo específico consequências ulteriores para o futuro ainda sugeriu um possível mecanismo da psicologia e neurociência. O alcance para explicar fatores hereditários em do mapeamento se extende às noções de escores de QI: volumes de matéria cinza self, no sentido de seu potencial e de foram determinados sua biografia. Assim como essas noções geneticamente e puderam assim ser são mapeadas no espaço do cérebro, relacionados aos resultados obtidos elas também entram nos sistemas de pelos sujeitos. base cerebral. O sistema primário que fortemente Diferenças nas e anatomia tem de lida com o corpo é, claramente, a inteligência, diferenças nos graus de instituição biomédica. No momento em relacionamentos que estas noções estão ligadas ao e medidas espaço diferenças no ambiente e experiência puderam ser cérebro, todos comparados nesse estudo, porque funções mentais tornam-se condições eles foram traduzidos em caracteres de biomédicas. Isto é, portanto, outra voxels, que forma significativa pela qual estes delineiam os escaneamentos do cérebro mapas são produtivos: neurociência e e servem para calcular volumes e níveis psicologia podem ligar seu trabalho ao de atividade metabólica. Acusar o empreendimento médico, incluindo a mapeamento cerebral de reducionismo é genética e a farmacologia. Ao trabalhar perder os caminhos pelos quais sua com mapas do cérebro, um território força comum (literalmente) é criado onde as unidades redefine digitais conceitos como o comportamento, aprendido, cultura e essas ambiente. O papel relacional do mapa é, trabalhar. portanto, ligar contexto, mente e que várias previamente disciplinas eram podem Esta ligação torna claro dois cérebro. Este é um dos modos pelo qual pontos relacionados. Primeiro, ela o impacto dos mapas é mais bem ilumina porque o mapeamento cerebral analisado como produtor de novas tornou-se conectado a detecção de relações, em vez de condená-lo como doenças. Livros como de Rita Carter, reducionista. Mapping the Mind (1998), mostram P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 162 quão ponderosa do pela tendência de fazer estudos de grupo mapeamento está se tornando. A recente em mapeamento cerebral e de mensurar edição em brochura deste livro, embora scans de diversos sujeitos retomando em ainda diferenças individuais está se tornando conserva muitas das suas atrativas um alvo de importante crescimento, já ilustrações e imagens dramáticas de que o mapeamento cerebral e os cérebros ativos. Página após página esforços apresenta pares justapostos de cérebros aliados. A possibilidade de reunir dados coloridos. A sensível distinção entre significativos sobre indivíduos pode esses cérebros produz o forte argumento assim parcialmente explicar o sucesso visual de que há uma diferença a ser dos estudos de fMRI em contraste com percebida entre cérebros assassinos e o PET, que requer o cálculo de uma pacíficos, média. um a formato metáfora reduzido, padrões de pensamentos biomédicos Mapas tornaram-se cerebrais, portanto, masculinos e femininos, ou estados rearticulam a tensão entre a busca por conscientes e inconscientes da mente universais da neurociência cognitiva e (Dumit, 2004). Uma vez que as atenção condições são identificadas no cérebro, individuais nos estudos em genética a lógica clínica diz que nós devemos ser (Plomin & Kosslyn, 2001) ou ciência hábeis para distinguir casos patológicos clínica. Este significativo desafio para dos momento, noções tradicionais de ‘normalidade’ é psicologia especialmente nítido quando os mapas (especialmente em psicologia social e cerebrais são constituídos através de cognitiva) tem sido tradicionalmente base de dados de scans e atlas concebida em termos muito diferentes eletrônicos (Beaulieu, 2001). normais. Até normalidade em do que na ciência diferenças explicam o clínica. Estas alguns dos investida para variações Em segundo lugar, este modo de relatar experimentos alinham a desconfortos expressos por psicólogos tecnologia do escaneamento cerebral sobre as extrapolações feitas nas bases com outros scanners biomédicos, como de seus trabalhos (por exemplo, sobre a o raio-x, a ferramenta diagnóstica possibilidade padrão. Pesquisadores que trabalham no de ‘testagem’ para dislexia ou ‘falsas memórias’). mapeamento cerebral comumente Enquanto que psicólogos falam relatam que eles são questionados se sobre ‘o cérebro’, uma noção sustentada podem estender seus trabalhos para P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 163 proporcionar testes diagnósticos para mapeamento preciso do litoral foi um detectar as condições que eles estão potencial ato de deslealdade não muitos investigando. Uma vez que temos o séculos atrás. De fato, mapas são ainda mapa, devemos estar aptos para usá-lo potentes objetos envolvidos em sistemas para navegação! de poder, e os mapas do cérebro não são Também é importante notar que diferentes. Mapeamento cerebral é, enquanto as noções anatômicas têm portanto, também produtor de novas sustentado estudos demandas aos pesquisadores. Como a aproximadamente na primeira década psicologia e a neurociência enfrentam desta nova corrente, as áreas nas quais áreas simbólicas significativas, como cérebro e comportamento estão sendo consciência, conectados são desenvolvidas em duas subjetividade e as bases neurais das direções. Cérebros e comportamento relações sociais, eles devem esperar por estão sendo ligados no nível molecular, níveis relacionados de preocupação com inclinações genéticas (como no social. estudo de gêmeos descrito acima) ou neurociência cognitiva aumenta o uso possíveis implicações farmacológicas do mapeamento para retratar seus (como nos estudos que consideram resultados neurotransmissores humano, cruciais) estes como (Cummings, fatores 2000; Jetty, (falsa) memória, Semelhantemente, biomédico. em ela como a termos de cérebro adentra o domínio Consequentemente, ela Charney, & Goddard, 2001). Uma deixa de ser uma disciplina acadêmica segunda tendência significativa é a de relativamente isolada; o incremento da favorecer a visibilidade leva a um grande suporte modelação como forma de traduzir público, mas também a um grande processos noções escrutínio público. As intervenções de neurocientíficas para uma linguagem Fodor e Wolfe discutidas anteriormente comum (veja McIntosh, Fitzpatrick, & são assim dignas de nota, porque suas Friston, 2001). avaliações a matematização cognitivos e e da metodologia de mapeamento cerebral foram publicadas em mídia impressa proeminentes. Junto O Corpo Político ao crescimento recente da ‘relevância’ Mapas, também não material obstante, de política. são O da neurociência cognitiva vem o aumento da responsabilidade. Assim P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 164 como a comunidade de geneticistas e o acima, uma abordagem reflexiva do seu projeto para mapear genes, a contexto e conteúdo desta pesquisa neurociência enfrenta uma iniciativa pode ser mais efetiva debatendo-se a Pan-Européia seus aceitabilidade deste empreendimento e aspectos éticos, legais e sociais (ELSA). leva para um debate frutífero, para além Um simpósio financiado pela Wenner- de Gren e a European Science Foundations reducionismo biológico. para examinar acusações e recusas de um foi organizado em Estocolmo, em Este tipo de abordagem reflexiva setembro de 2001, e objetivava a nos leva a dois importantes tipos de reflexão sobre as questões levantadas considerações. Primeiro, em termos de por estes desenvolvimentos recentes na conteúdo, neurociência. Um pedido Americano reconhecimento de que os objetos da para desenvolver a ‘neuroética’ também psicologia foi mudando, feito.2 neurociência A nova cognitiva corrente nos e conduz neurociência não ao estão simplesmente, visa diretamente, aprimorando. Isto também relacionar mecanismos cerebrais com implica uma posição modesta no que referências tradicionais da psicologia diz social e está, portanto, tratando com mapeamento cerebral – uma posição questões claramente que permite pesquisadores considerar o significativas (veja Cacioppo et al., que está excluído pelos paradigmas 2002). dominantes sociais social da ela Mapas cerebrais e especialmente respeito às em possibilidades experimentos pode coração deste tipo de pesquisa. Novas Roepstorff, 2002; Roepstorff 2002). financiamento ser enriquecida (Jack & têm Segundo, em relação ao contexto lançado em meio a declarações e deste trabalho, há algumas indicações ‘a de que pesquisadores estão tomando neurociência cognitiva social é uma nota da importância social de suas grande ciência e está na vanguarda... atividades (Phelps, 2001). É preciso Isto talvez assuste alguns que podem mais do que conversa fiada, uma vez temer que ela nos leve estrada abaixo que os pesquisadores entendem onde e para o reducionismo biológico’ (Azar, como suas pesquisas são social e 2002). Diante dos pontos discutidos culturalmente localizadas, podem ser ratificações de de mapeamento e como a metodologia as metodologias de fMRI estão no iniciativas do defensivas que P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 165 mais capazes para delinear suas Notas responsabilidades como produtores de conhecimento e suas responsabilidades 1. Veja o texto principal e respostas sociais. críticas em Posner e Raichle (1995). Isto alternativa oferece para o responsabilidade uma terceira problema social da 2. A Dana Foundation, Universidade de dos Stanford e Universidade da Califórnia, pesquisadores – aqueles que parecem em São Francisco, mais práticos e éticos ao negarem conferência qualquer responsabilidade pelo o que Mapeando o campo’. Veja o website da acontece em suas próprias pesquisas, ou conferência então assumirem todas as possíveis http://scbe.stanford.edu/neuroethics_con repercussões de seus trabalhos. É claro ference.html. organizaram a intitulada e ‘Neuroética: conferencista, que isto não deveria ser considerado como de exclusiva responsabilidade dos Referências pesquisadores. Instituições e agências de fomento talvez também precisam Azar, B. (2002). At the frontier of sustentar este aumento de consciência, science. Monitor on Psychology, pela estimulação da comunicação em 33(1) curso (ao invés da post-hoc) entre http://www.apa.org/monitor/fronti pesquisadores de mapeamento cerebral er.html e antropólogos, sociólogos e eticistas 2002). que são experts nestas questões. January: (consulted 8 Beaulieu, A. (2001). Voxels in the Mapas são de fato produtivos: brain: Neuroscience, informatics eles conectam o estudo da cognição and com a vida diária, psicologia com o objectivity. corpo Science, 31(5), 635–680. e pesquisa científica January com instituições de cuidado. Estas novas changing notions Social of Studies of Beaulieu, A. (2002). Images are not the relações e as oportunidades que elas (only) criam pode constituir o verdadeiro visual impacto do mapeamento e estes são, iconoclasm. Science Technology indiscutivelmente, de significado muito & Human Values, 27(1), 53–86. maior do que as objeções teóricas do reducionismo. truth: Brain knowledge, mapping, and Begley, S. (1997, Spring/Summer). How to build a baby’s brain. P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 166 Newsweek (Special Edition), 28– Cognitive Sciences, 6(8), 333– 31. 339. Cacioppo, J.T., Adolphs, Davidson, Berntson, G.G., Jetty, P.V., Charney, D.S., & Goddard, Carter, C.S., A.W. (2001). Neurobiology of R., R.J., McClintock, generalized anxiety Clinics disorder. M.K., McEwen, B.S., Meaney, Psychiatry of M.J., Schacter, D.L., Sternberg, America, 24(1), 75–100. North E.M.,nSuomi, S.S., & Taylor, S.E. McIntosh, A., Fitzpatrick, S., & Friston, (2002). Foundations in social K. (2001, 1 December). On the neuroscience. Cambridge, MA: marriage MIT Press. neuroscience. Neuroimage, 14(6), Carter, R. (1998). Mapping the mind. London: Weidenfeld & Nicolson. Cummings, J.L. (2000). Cognitive and behavioral heterogeneity in Alzheimer’s disease: Seeking the neurobiological basis. of cognition and 1231–1237. Phelps, E.A. (2001). Faces and races in the brain. Nature Neuroscience, 4(8), 775–776. 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New P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 167 York: Scientific American Library. professora visitante da Science Studies Roepstorff, A. (2002). Transforming subjects Academy of Arts and Sciences) e into objectivity: An Centre, University of Bath, UK, onde ministrou a disciplina em Science, ‘ethnography of knowledge’ in a Culture brain imaging laboratory. FOLK, (Department of Psychology). Ela tem Journal estudado of the Danish and a Communication comunidade do Ethnographic Society, 44, 145– imageamento funcional desde meados 170. de 1990. Seu trabalho atual direciona-se Thompson, P., Cannon, T., Narr, K.L., as questões sociológicas e culturais em van Erp, T., Poutanen, V.-P., bases de dados e compartilhamento de Huttunen, informação digital. M., Lonnqvist, Standertskjold-Nordenstam, J., C.- Endereço: Networked Research and G., Kaprio, J., Khaledy, M., Dail, Digital R., Zoumalan, C.I., & Toga, A.W. Joan Muyskenweg 25, PO Box 95110, (2001). Genetic influences on 1090 HC Amsterdam, The Netherlands. brain [email: structure. Nature Neuroscience, 4(12), 1253–1258. Information, NIWI-KNAW, [email protected]; website: http://www.niwi.knaw.nl/nerdi Wolfe, T. (1997, 2 February). Sorry, but your soul just died. The Tradução: Marcos Adegas de Independent on Sunday, Sunday Azambuja – Possui graduação em Review, pp. 6–10. Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2003), Agradecimentos. A deseja mestrado em Psicologia pela Pontifícia agradecer Stuart Blume, Trudy Dehue, Universidade Católica do Rio Grande Brad Jorgensen, Sarah Riley, David do Gooding, Helen Haste and Andreas Psicologia pela Pontifícia Universidade Roepstorff, bem como o Editor deste Católica do Rio Grande do Sul (2012), periódico, pelos prestativos comentários com período de doutorado sanduíche na e a discussão estimulante neste tópico. London School of Economics (LSE). Anne Beaulieu é pesquisadora senior Atualmente é professor adjunto do na Networked Research and Digital Centro Universitário Franciscano. Tem Information experiência na área de Psicologia, com (Royal autora Netherlands Sul (2006) e doutorado em P o l i s e P s i q u e , V o l . 2 , n . 1 , 2 0 1 2 P á g i n a | 168 ênfase em Psicologia Social, atuando principalmente nos seguintes temas: produção da subjetividade, psicologia, neurociências, saúde mental, educação e corpo. E-mail: [email protected]