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ALIENAÇÃO E
IDEOLOGIA
A cultura pode ser contaminada por
modos perversos que a desviam do
processo de humanização. Estes são a
alienação e a ideologia, cujos riscos
refletem nas definições dos objetivos
de uma educação focada na
emancipação humana.
TRABALHO COMO PRÁXIS
O
trabalho entendido no amplo
sentido de atividade prática e teórica,
é uma condição para a instauração do
mundo da cultura, mas, se as relações
de poder não fazem democráticas,
persiste a cultura da dominação, com
nítidos prejuízos para a equitativa
repartição dos bens, sociais, sobretudo
a educação.
Alienação
ALIENAÇÃO
é uma forma de tirar a
identidade das pessoas. Uma pessoa
alienada é aquela que age sem saber das
coisas. É uma pessoa que vive mas não dá
importância para o que se passa no mundo.
Que não luta pelos seus ideais e que se
submete a qualquer coisa. A Alienação é a
cegueira da consciência. Sendo assim, toda
e qualquer Ideologia apresentada é válida.
Uma sociedade alienada é uma sociedade
em estado de anomia (sem nome).
A
alienação se caracteriza pela falta de
capacidade do individuo conseguir pensar por
si só, ele não se reconhece enquanto ser e se
torna ‘escravo’ de uma realidade que o
condiciona a viver sem razões individuais. A
sociedade humana hoje se mostra tomada
pela ‘doença do possuir’, as mídias, todas as
formas de comunicação, cospem produtos e
vendem ideias absurdas para a população, que,
durante décadas vem sofrendo um processo
de cegueira da consciência, não conseguem
identificar nem separar seus gostos reais dos
gostos fabricados e oferecidos.
SOCIEDADE PÓS-MODERNA
E ALIENAÇÃO
Na
era da cibernética, ou seja, a partir da
revolução da informática e da generalização do
uso de computadores pessoais, a sociedade
contemporânea
sofreu
uma
mudança
significativa das relações de trabalho, com a
predominância do setor de serviços (setor
terciário), que envolve atividades tanto das
áreas de comunicação e informação, como de
comércio, finanças, saúde, educação, lazer etc.
Se,
com a ampliação do setor de
serviços, foi deslocada a tradicional
oposição entre o proprietário da
fábrica e o proletário, conforme a
clássica representação marxista
costumava enfatizar, cada vez mais
as empresas são controladas por
administradores,
os
tecnoburocratas.
Com
o advento da sociedade pósmoderna, alterou-se também o
modo pelo qual se estabelecem as
relações pessoais e dos indivíduos
com o mundo que os cerca. No
campo
das
comunicações,
a
realidade
transformou-se
em
simulacro, ou seja, cada vez mais os
meios tecnológicos de comunicação
simulam a realidade.
Por
outro lado, o resultado
também é muitas vezes a ilusão
de conhecimento, a atenção
flutuante, o conhecer por
fragmentos, sem um momento de
parada para a integração das
partes e a reflexão sobre as
informações recebidas.
A SOCIEDADE DO LAZER
Com
a sociedade industrial, o lazer
surgiu como um fenómeno de massa
com características especificas que
nunca existiriam antes do século XX,
devido as reivindicações e conquistas
dos
trabalhadores
relativas
à
diminuição da jornada de trabalho, ao
descanso semanal e as férias.
IDEOLOGIA E TRABALHO
Há
vários significados para a palavra ideologia.
Em sentido amplo, é o conjunto de ideias,
concepções ou opiniões sobre algum ponto
sujeito a discussão. Bem como normas
estabelecidas a partir de valores. A ideologia é
uma teoria, uma organização sistemática dos
conhecimentos destinados a orientar a prática, a
ação efetiva. Nesse sentido, cada um tem uma
ideologia que o ajuda a decidir, por exemplo,
onde estudar, que profissão escolher e a respeito
do que é certo ou errado.
Em
sentido restrito, inicialmente
elaborado pelo filósofo e cientista
social Karl Marx, que viveu no século
XIX. Atualmente este conceito está
incorporado ao pensamento político
e econômico, sendo utilizado até por
teóricos não-marxistas, tal a sua
fecundidade na compreensão das
relações de poder.
A FUNÇÃO DA IDEOLOGIA
A
função da ideologia é, pois, ocultar as
diferenças de classe, facilitando a
continuidade da dominação de uma
classe sobre outra. A ideologia assegura
a coesão entre os homens e a aceitação
sem críticas das tarefas mais penosas e
pouco recompensadoras, em nome da
vontade de Deus”, do “dever moral” ou
simplesmente como decorrentes da
“ordem natural das coisas”.
CARACTERISTICAS DA IDEOLOGIA
A
Abstração;
A Universalização;
A Lacuna;
A Inversão.
ALIENAÇÃO, IDEOLOGIA E EDUCAÇÃO
É
muito comum considerar a educação uma prática
apolítica, a escola como um espaço neutro, uma ilha
isolada das divergências da sociedade e um canal
objetivo de transmissão da cultura universal. Tal
procedimento torna-se ideológico quando despreza o
fato de que a educação é um fenômeno social e que
deve promover a construção da personalidade social
do educando. Por isso mesmo, a educação não
desvincula da situação concreta em que se acha
inserida.
Num rápido esboço do papel
ideológico da educação vamos
abordar a questão sob alguns
aspectos, entre muitos outros tais
como a LEGISLAÇÃO e a
PRÁTICA EDUCATIVA.
LEGISLAÇÃO E IDEOLOGIA
É
impossível que uma legislação
eficaz para a educação não tenha
como suporte uma teoria pedagógica
cujo rigor possa superar a
compreensão meramente empírica
do fenômeno educativo. Somente se
apoiando na teoria é que a solução
para os problemas surge de forma
intencional,
coerente
e
não
fragmentada, ultrapassando o nível
pratico utilitário do senso comum.
PRÁTICA EDUCATIVA E IDEOLOGIA
A
organização escolar pode exercer um
papel ideológico na medida em que a
rígida hierarquia exige o exercício do
autoritarismo e da disciplina estéril, que
educam para a passividade e a
obediência. Entre os recursos utilizados
na prática educativa, o livro didático não
pode ser considerado um veículo
neutro, objetivo, mero transmissor de
informações.
CONTRA-IDEOLOGIA: EDUCAR PARA A CIDADANIA
Se
considerássemos apenas o que foi dito até
agora, restaria uma visão pessimista da educação
e uma nítida sensação de impotência diante
dessa situação. É preciso superar essa posição
imobilista. Para isso, vamos explicitar o que seria
um discurso não-ideológico.
Retomemos os conceitos analisados no início do
capítulo: o discurso ideológico é abstrato e
lacunar, faz uma análise invertida da realidade e
separa o pensar e o agir, a fim de manter
privilégios e a dominação de uma classe sobre
outra.
Aplicando
o conceito de dialética à educação,
podemos ver que uma teoria educacional não
determina autoritariamente e a priori o que deve
ser feito, mas parte da análise dos fatos e deve
para eles retornar, a fim de agir sobre eles,
mantendo viva a relação entre o pensar e o agir.
Por isso, toda teoria educacional autêntica vem
sempre acompanhada de forma reflexiva e crítica
pela filosofia, cuja função é “explicitar os seus
fundamentos, esclarecer a função e a
contribuição das diversas disciplinas pedagógicas
e avaliar o significado das soluções escolhidas”
Apesar
de pertencer ao mundo do
trabalho, a escola deve dar condições
para que se discuta criticam ente a
realidade em que se acha mergulhada.
Ou seja, para exercer sua função com
dignidade, precisa manter a dialética
herança-ruptura: ao transmitir o saber
acumulado, deve ser capaz de romper
com as formas alienantes, que não estão
a favor do homem, mas contra ele.
Uma
das soluções possíveis para se
oferecer uma escola de boa qualidade
estaria na exigência da aplicação
adequada dos recursos do governo e,
além disso, no esforço conjunto de
educadores e do próprio povo. Ou seja,
cabe também à sociedade civil buscar
meios e inventar caminhos para
conseguir uma escolarização em que o
conteúdo dos estudos seja, acima de
tudo, a prática social vigente.
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