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Entendendo
A Dexametasona
e Outros Esteroides
Índice
Introdução 5
O que é a Dexametasona e como ela atua? 5
Doses e Esquemas de doses usadas no tratamento com esteroides 8
Quais são os possíveis efeitos secundários da
Dexametasona? 10
Pode-se ministrar a Dexametasona com outras
drogas? 20
Como se administra a Dexametasona e existem
algumas considerações especiais que precisam
ser levadas em conta quando se administra a
Dexametasona? 22
Utilizam-se outros corticóides para o tratamento do Mieloma Múltiplo? 23
Sobre a IMF 24
Glossario 27
4
Introdução
Você está recebendo este livreto para
conhecer mais sobre uma droga chamada
Dexametasona, assim como outras drogas que
pertencem a mesma classe que ela: os corticoides adrenais (prednisona, prednisolona e
metilprednisolona). Estas drogas são usadas
para tratar o Mieloma Múltiplo. Depois de ler
este manual, você saberá o seguinte:
n O que é a dexametasona
n Como a dexametasona funciona
n Os possíveis efeitos secundários da
dexametasona
n Como se administra a dexametasona
n Os mesmos detalhes sobre outros corticoi-
des adrenais que são utilizados no tratamento do mieloma múltiplo
Este livreto tem somente a finalidade de
fornecer informações gerais. Ele não substitui
a orientação do seu médico. Seu médico é
quem pode responder sobre seu plano de
tratamento específico.
O que é a Dexametasona e
como ela atua?
A dexametasona (nomes comerciais: Decadron,
Dexasone, Diodex, Hexadrol e Maxidrex) é um
dos medicamentos utilizado no tratamento do
mieloma múltiplo. É um esteroide adrenocortical sintético. Os esteroides adrenocorticais
também conhecidos como glicocorticóides
5
ou corticóides, são naturalmente produzidos
pelas glândulas adrenais do nosso organismo.
Para evitar confusões, todos esses compostos
serão chamados de esteróides neste livreto.
As glândulas adrenais produzem hormônios e
esteróides. Os esteróides influenciam em algumas ações dos diferentes sistemas do organismo. Trabalham regulando os carboidratos,
proteínas e gorduras. Também inibem a inflamação assim como as respostas alérgicas e do
sistema imune normal. As versões sintéticas
podem imitar as ações dos naturais ou compensar em algumas situações como quando a
quantidade de produção natural das glândulas
adrenais não é suficiente.
A dexametasona, um esteróide sintético, está
disponível em diferentes formas: em injeção,
em cápsulas de administração oral, em solução
para tratar infecções oculares, em sprays
nasais, em forma tópica - gel, creme ou spray.
A injeção e as cápsulas são usadas para o tratamento do mieloma múltiplo. A dexametasona
é usada para o tratamento de uma grande
variedade de doenças:
n Doenças endócrinas, incluindo situações
nas quais as glândulas adrenais, por diferentes motivos, não produzem esteroides
suficientes (insuficiência adrenocortical e
hiperplasia adrenal); Tireoides (inflamação
da glândula da tireoide); ou Hipercalcemia
(níveis anormais elevados de cálcio produzidos pelo câncer)
n Doenças reumáticas, incluindo vários tipos
de artrites; espondilite anquilosante (inflamação da coluna vertebral e articulações
6
sacroelíticas); Lúpus Eritematoso Sistêmico
(lúpus); e Esclerodermia.
n Doenças Dermatológicas, incluindo alguns
tipos de erupções, enrijecimento da pele e
micoses/fungos
n Estados
Alérgicos, incluindo asma,
dermatites, hipersensibilidade a medicamentos, alergias perenes, alergias permanentes e doença do soro
n Doenças Oculares, incluindo um grande
número de situações que produzem enrijecimento, inchaço, inflamação dos olhos e
áreas ao redor dos olhos
n Doenças
Gastrointestinais, tais como,
enterites (inflamação do intestino delgado)
e colites (inflamação do intestino grosso)
n Doenças Respiratórias, incluindo asma,
DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica),
alguns tipos de pneumonia e sarcoidoses
(inflamação de gânglios)
n Doenças Hematológicas, incluindo alguns
tipos de anemia, purpura e trombocitopenia
(níveis baixos de plaquetas no sangue)
n Doenças Neoplásicas, incluindo alguns tipos
de leucemia, linfoma e mieloma.
A dexametasona e outros esteroides, particularmente a prednisona, prednisolona e
metilprednisolona, tem várias indicações no
tratamento do câncer. Elas inibem certas ações
do sistema imunológico e também inibem
citoquinas, que são substâncias químicas do
corpo que controlam a inflamação. Suas funções anti-inflamatórias podem atuar detendo
7
a inflamação ao redor dos tumores (especialmente na coluna vertebral, cérebro e osso).
Também diminuem a dor e outros sintomas
produzidos por tumores quando há compressão dos nervos adjacentes.
A dexametasona também pode alterar as respostas normais do sistema imunológico, assim
é útil no tratamento de determinadas doenças
que afetam o sistema imunológico, como certos tipos de anemia (anemia aplásica e hemolítica), a trombocitopenia e a purpura.
A dexametasona é administrada com outras
drogas, tais como a vincristina, doxurrubicina,
Velcade, Revlimid e talidomida para o tratamento do mieloma múltiplo. Sabe-se que os
esteroides podem aumentar a capacidade de
outras drogas quimioterápicas ou imunomoduladoras de destruir as células do mieloma. Na
verdade, a dexametasona e outros esteroides,
às vezes, são usados sozinhos para o tratamento do mieloma. A dexametasona utilizada
como agente único, administrada em altas
doses, é a opção mais eficaz como agente
único.
Doses e Esquemas de doses
usadas no tratamento com
esteroides
Tratamento inicial ou de primeira linha
A dexametasona é administrada em combinação com outras drogas como talidomida,
lenalidomida (Revlimid) ou bortezomibe como
tratamento de primeira linha para o mieloma.
8
Frequentemente, é administrada via oral em
pulsos de quatro dias (exemplo: 40 mg por
4 dias seguidos, com um numero variável
de dias de descanso até o próximo pulso: 4
dias com/4 dias sem; 4 dias com/10 dias sem).
Alguns hematologistas/oncologistas prescrevem a dexametasona em ciclos administrados semanalmente, com uma dose mais baixa
que 40 mg. Você e seu médico devem discutir
para encontrar um esquema de dose que seja
melhor tolerado e apropriado para o tratamento
do seu mieloma múltiplo.
Tratamento de manutenção
O esteroide mais usado na manutenção do mieloma múltiplo é a prednisona. É
administrada via oral, com doses de 50 mg
em dias alternados. Como a dexametasona,
as doses de prednisona podem ser reduzidas.
O objetivo é determinar uma dose que mantenha a resposta ao tratamento, sem produzir
9
efeitos secundários que possam comprometer
a qualidade de vida do paciente. Você e seu
médico devem discutir para encontrar um
esquema de dose que seja melhor tolerado e
apropriado para o tratamento do seu mieloma
múltiplo.
Tratamento de resgate em recaídas/recidivas
A dexametasona é frequentemente utilizada
nessa situação. As doses e esquemas de uso
são iguais aos já mencionados em tratamento
de primeira linha.
Quais são os possíveis
efeitos secundários da
Dexametasona?
Como ocorre com qualquer medicamento, o uso
de dexametasona pode produzir alguns efeitos
secundários indesejáveis. Alguns pacientes não
apresentam nenhum efeito secundário. Existem
certas precauções que pacientes e profissionais
da saúde devem tomar para reduzir ou evitar a
aparição de efeitos secundários. Membros da
equipe multidisciplinar de tratamento podem
dar mais informação e mais detalhes sobre os
possíveis efeitos secundários. Esses também
podem lhe dar recomendações sobre manejo e
gerenciamento dos efeitos secundários.
A possibilidade de apresentar efeitos
secundários causados por esteróides,
incluindo a dexametasona, aumentam com
a duração do tratamento e com a dose utilizada. Em outras palavras, quanto mais longo
10
o tratamento e maior forem as doses utilizadas,
maiores são as possibilidades de apresentar
efeitos secundários. A maioria desses efeitos
secundários são reversíveis e desaparecem no
final do tratamento. Converse com seu médico
se apresentar algum efeito secundário ou se
houver duvidas na utilização de esteroides, mas
você não deve suspender ou reduzir as doses
sem autorização do seu médico.
Abaixo, estão alguns dos efeitos colaterais mais
comuns e/ou mais sérios.
Infecções
Como os esteroides impedem que os leucócitos viagem até os locais onde há infecção, as
infecções podem piorar ou podem surgir novas
infecções. Um efeito paradoxal é que o nível de
leucócitos no sangue aumenta, isso porque os
leucócitos não estão indo do sangue para os
tecidos infectados. Qualquer uma das drogas
que inibe as respostas do sistema imunológico
pode fazer com que uma pessoa fique mais
11
susceptível às infecções. Os esteroides podem
atuar mascarando os sinais que são produzidos quando há uma infecção. Também podem
diminuir a capacidade que o corpo tem de
frear o inicio de uma nova infecção. Os pacientes que estão tomando esteroides, incluindo
dexametasona, tem um risco aumentado para
todo tipo de infecções (bacterianas, virais ou
fúngicas).
Prevenção e tratamento das infecções
Os esteroides, incluindo a dexametasona, não
devem ser administrados a um paciente com
uma infecção conhecida, mas existem algumas situações onde a utilização dos esteroides
pode ser importante ou necessária durante
12
o tempo que a infecção está ativa e sendo
tratada com antibióticos adequados.
A qualquer sinal de uma infecção, o paciente
deve consultar a equipe que o atende.
Os pacientes que não tenham contraído a varicela ou sarampo devem ter cuidado especial
para evitar esta exposição. Se você contraiu e
desenvolveu uma dessas doenças, deve avisar
a equipe que o atende. Os pacientes que
estão tomando dexametasona ou algum outro
esteróide, devem evitar ser vacinados. Existem
certos tipos de vacinas que podem ser administradas se realmente necessário. Consulte a
equipe que o atende antes de receber qualquer tipo de vacina.
Alterações cardíacas e retenção de líquidos
O uso de dexametasona e outros esteroides
pode produzir elevação da pressão arterial,
retenção de sal e água, e aumento da excreção
de potássio e cálcio. Essas mudanças ocorrem com frequência quando as drogas são
administradas em altas doses. A retenção de
sal pode produzir edemas ou inchaços. Você
pode notar inchaço nos tornozelos e pés. A
retenção de líquidos e a perda de potássio
podem ser um problema em pacientes cardiopatas, especialmente se constatada insuficiência cardíaca e hipertensão.
Prevenção e tratamento das alterações cardíacas e retenção de líquidos
Podem ser necessárias mudanças na dieta.
Você pode ter que restringir a ingestão de sal
e tomar suplementos para repor a perda de
potássio e cálcio. Fale com a sua equipe de
13
tratamento para estar seguro quanto à dieta
adequada e os suplementos apropriados.
Efeitos dermatológicos
Os pacientes que tomam dexametasona e
outros esteroides podem notar que suas feridas demoram mais tempo que o habitual
para cicatrizar. Os pacientes também podem
apresentar acne e outras erupções. Alguns
pacientes também podem notar um aumento
da sudorese durante o tratamento.
Prevenção e tratamento dos efeitos
dermatológicos
Deve-se ter muito cuidado quando há um
corte ou arranhão. A higiene apropriada é
muito importante; lave qualquer ferida e mantenha a área sempre limpa. Se você notar que
um corte ou arranhão não cicatriza em tempo
14
apropriado, deve falar com a equipe que o
atende. Não use nenhum produto sem receita
médica para tratar as feridas sem antes consultar a equipe que lhe atende.
Efeitos endócrinos
Os esteroides, incluindo a dexametasona,
podem interferir nas vias de metabolismo dos
carboidratos e produzir elevação dos níveis de
glicose no sangue. Isto é especialmente importante para os pacientes diabéticos. Os pacientes
com diabetes conhecida podem tomar esteroides, mas um tratamento adicional, incluindo
tratamento com insulina, pode ser necessário
para controlar os níveis de glicose no sangue.
Os esteroides também podem causar irregularidades no ciclo menstrual.
Prevenção e tratamento dos efeitos endócrinos
Os pacientes diabéticos podem ter que monitorar os níveis de glicose no sangue com mais
frequência. Esses pacientes podem necessitar
de ajustes nas doses de insulina ou na medicação que estiverem tomando para o diabetes.
Essa decisão precisa ser tratada com a equipe
que o atende. Se você tem diabetes, converse
com seu médico.
Os pacientes com idade fértil devem ser avisados que os efeitos da dexametasona e outros
esteroides sobre a gravidez não são conhecidos. As mulheres, especialmente aquelas
com irregularidades no ciclo menstrual,
devem manter em dia as precauções para não
engravidarem.
Efeitos gastrointestinais
Os esteroides podem produzir vários efeitos
15
sobre o trato intestinal. Aumentam o risco
de perfurações gastrointestinais. Os pacientes com úlceras pépticas, diverticulite e colite
ulcerosa devem utilizar os esteroides minimizando ao máximo o risco de perfurações gastrointestinais. Por esse motivo, alguns médicos
recomendam o tratamento com antiácidos
para esse grupo de pacientes.
Outros possíveis efeitos colaterais
gastrointestinais que são observados durante
o tratamento com dexametasona ou outros
esteroides são: plenitude gástrica (distensão
abdominal), náuseas, vômitos, soluço e queimação no estomago. Também pode ocorrer
aumento de apetite.
Prevenção e tratamento dos efeitos
gastrointestinais
Para evitar ou minimizar a irritação gastrointestinal, a dexametasona deverá ser ingerida
durante as refeições ou imediatamente depois
das mesmas. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas. Deve-se também limitar o consumo de
alimentos que contenham cafeína (coca-cola,
café, chá e chocolate). Comer em pequenas
quantidades e frequentemente, pode ajudar
a controlar as náuseas. Tomar antiácidos entre
as refeições pode ser útil, mas sua utilização deve ser aprovada pelo médico que o
atende. O tratamento para soluço persistente
pode precisar de prescrições de medicamento
como: Clorpromazina ou Prometazina. Se você
apresentar qualquer alteração gastrointestinal enquanto estiver tomando dexametasona,
deve imediatamente comunicar à equipe que
lhe atende.
16
Efeitos gerais
O uso de esteroides, incluindo a dexametasona, pode causar o aumento de peso.
Prevenção e tratamento do ganho de peso
Durante o tratamento com esteroides, podese esperar ganho de peso. A dexametasona
e os outros esteroides tendem a aumentar
o apetite. Os pacientes necessitam controlar
a ingestão de alimentos calóricos. Durante
o tratamento com esteroides, a ingestão de
carboidratos se faz útil. A variação de peso é
de 2.25kg no período de 1 ou 2 dias durante os
pulsos de dexametasona e outros esteroides.
Se isso ocorrer, você deve se comunicar, imediatamente, com a equipe que o atende.
Alguns pacientes também podem apresentar
rouquidão durante vários dias. Geralmente,
esse efeito secundário desaparece, mas sua
duração varia de paciente para paciente.
Descansar a voz ajuda a amenizar o efeito.
Efeitos músculo-esqueléticos
Como os esteroides diminuem a absorção de
17
cálcio e aumentam sua excreção, os ossos são
afetados. Esses efeitos podem produzir dor e
osteoporose em adultos. Os pacientes com
maior risco de osteoporose, especialmente
mulheres pós menopausa, devem tomar precauções quando do tratamento com altas
doses de esteroide por um longo período. Os
pacientes podem apresentar dores musculares
devido à perda de potássio.
Prevenção e tratamento dos efeitos
músculo-esqueléticos
O paciente pode tomar suplementos para
repor o cálcio ou potássio, quando prescritos
pela equipe médica. Também pode aumentar
os níveis de cálcio no organismo com refeições
que tenham alto índice de cálcio. Alimentos
como leite, queijo, iogurte e outros derivados
de leite, e alguns vegetais, são ricos em cálcio.
As bananas e outras frutas e vegetais, são boas
fontes de potássio.
18
Alguns pacientes com mieloma múltiplo usam
bisfosfonatos para tratamento de doença
óssea relacionada ao mieloma. Esse tratamento com bisfosfonatos também combate
os efeitos negativos dos esteroides nos ossos.
Efeitos oftalmológicos
O tratamento prolongado com esteroides
pode produzir: cataratas, elevação da pressão
ocular, que é responsável pelo glaucoma, dano
do nervo ótico e infecções oculares.
Prevenção e tratamento dos efeitos
oftalmológicos
Faça regularmente uma revisão de seus olhos.
Qualquer mudança na visão deverá ser comunicada à equipe que lhe atende.
Efeitos psiquiátricos e neurológicos
Os esteroides podem produzir irritabilidade,
mudanças bruscas de humor, mudanças de
personalidade ou severa depressão. Também
podem produzir insônia. A instabilidade emocional ou tendências psicóticas pré-existentes,
podem agravar-se e piorar durante o tratamento com esteroides. Os pacientes também
tem comunicado cefaléias e vertigem durante
o tratamento com dexametasona.
Prevenção e tratamento dos efeitos psiquiátricos e neurológicos
Você deve entrar em contato com alguém
da equipe que o atende caso experimente
qualquer alteração ou efeito de sua personalidade como os descritos. É importante informar a família e o cuidador sobre os efeitos
psiquiátricos e neurológicos. Se você apresenta problemas para dormir, também pode
19
ser necessário uma intervenção da equipe que
o atende. O tratamento com a dexametasona
não deve interferir no seu sono.
Reações alérgicas
As reações alérgicas ou de hipersensibilidade
aos esteroides podem ocorrer em pacientes susceptíveis ou alérgicos a essas drogas.
As reações alérgicas podem incluir dificuldade para respirar, para engolir e inflamação dos lábios e da língua. Essas reações são
consideradas raras.
Prevenção e tratamento das reações alérgicas
Os pacientes que apresentam uma história
relacionada a alergias a medicamentos devem
dobrar a atenção e avisar imediatamente a
equipe responsável pelo tratamento.
Pode-se ministrar a
Dexametasona com outras
drogas?
As interações com outros medicamentos
são possíveis no tratamento com dexametasona. Os pacientes com mieloma múltiplo,
geralmente, precisam tomar determinados
medicamentos tanto para tratar a doença já
existente, quanto para tratar outras doenças
que podem aparecer. As possibilidades de
interação aumentam quando se tomam vários
medicamentos. Na continuação, aparece uma
lista de alguns medicamentos (não todos) ou
classes de medicamentos que podem interagir
com a dexametasona. Essas interações podem
aumentar ou diminuir as ações de alguns
20
desses medicamentos. Por isso, é muito importante comunicar à equipe que o atende sobre
a prescrição de outros medicamentos, assim
como ervas e vitaminas que já esteja tomando.
Drogas que podem interagir com a dexametasona e outros esteroides
n A anfotericina B (antifúngico) e diuréticos
que afetam os níveis de potássio tais como
amilorida, Espironolactona e Triamtereno
(Triamterene)
n Antibióticos, tais como eritromicina, claritro-
micina, rifanpicina e azitromicina
n Anticoagulantes, como a varfarina e aspirina
n Barbitúricos, como o amobarbital, butalbital,
pentobarbital e secobarbital
n Medicamentos para o diabetes, como insu-
lina, glibenclamida e metformina
n O imunossupressor ciclosporina; o medi-
camento para insuficiência cardíaca digitalis; enfedrina, um composto utilizado para
perda de peso
n Medicamentos que contenham estrogênios,
incluindo contraceptivos orais e produtos
para tratamento de reposição hormonal
n Anti-inflamatorios não esteroides, inclu-
indo aspirina, ibuprofeno, naproxeno e
indometacina
n O anticonvulsivante fenitoína.
21
Como se administra a
Dexametasona e o que
precisa ser levado em conta
quando se administra a
Dexametasona?
A dexametasona, geralmente, é administrada
através de infusão intravenosa ou via oral. A
quantidade de dexametasona administrada
aos pacientes com mieloma múltiplo depende
de muitos fatores. Se existe o objetivo de
reduzir a possibilidade de que o paciente apresente efeitos secundários, será utilizada uma
dose mínima necessária de dexametasona. As
doses de dexametasona serão prescritas pelo
médico e sua equipe, sendo que individualizadas para cada paciente.
22
A dexametasona pode irritar o estômago, mas
quando ingerida com alimentos esse efeito
pode ser reduzido. Bebidas alcoólicas devem
ser evitadas. O uso de dexametasona junto
com bebidas alcoólicas pode irritar ainda mais
o estômago.
Como ocorre com outros glucocorticóides, o
tratamento com dexametasona não pode ser
suspenso bruscamente. É necessário diminuir
as doses gradativamente. A suspensão brusca
pode produzir sintomas de provação de corticóides. Seu médico orientará como você deve
tomar dexametasona para minimizar os possíveis efeitos secundários.
Utilizam-se outros Corticoides
para o tratamento do Mieloma
Multiplo?
A dexametasona frequentemente é utilizada
com outros corticoides para o tratamento do
mieloma múltiplo:
n Prednisona;
n Prednisolona;
n Metilprednisolona.
Como todas essas drogas pertencem à mesma
classe – glucocorticóides – podem atuar de
maneira similar e podem ser usadas do mesmo
modo para tratar diversas doenças. Como os
mecanismos de ação são similares, os efeitos
secundários e as precauções são as mesmas.
Resultados de ensaios clínicos demonstram
que essas drogas são igualmente efetivas no
23
tratamento do mieloma múltiplo.
O uso, os efeitos secundários, as precauções
e considerações descritas previamente para
a dexametasona são iguais para toda a classe
de corticóides, incluindo os glucocorticóides.
A prednisolona é um metabolito da prednisona. A metilprednisolona tem estrutura similar à prednisona e prednisolona, sendo que
parece ser menos tóxica e está associada com
menor retenção de sódio e de líquidos que
a prednisolona. A escolha do medicamento
deve ser discutida com a equipe médica, para
saber qual será o mais apropriado no seu
tratamento. Como a dexametasona, a dose de
glucocorticóides utilizada será a mais baixa
possível com o intuito de produzir a resposta
desejada, evitando ou minimizando os efeitos
secundários.
Para mais informações sobre o mieloma múltiplo e as opções de tratamento, entre em contato com a IMF.
Sobre a IMF
“O Uma pessoa pode fazer a diferença.
Duas podem fazer um milagre”
Brian D. Novis
Fundador da IMF
O mieloma é um câncer da medula óssea
pouco conhecido, complexo, que freqüentemente é sub-diagnosticado, que ataca e destrói
o osso. O mieloma afeta aproximadamente
24
75.000 a 100.000 pessoas nos Estados Unidos,
com mais de 20.000 casos novos diagnosticados a cada ano. Enquanto não existe cura
conhecida para o mieloma, médicos tem
muitas formas de ajudar os pacientes com
mieloma a viver mais e melhor.
A International Myeloma Foundation (IMF) foi
fundada em 1990 por Brian e Susie Novis logo
após o diagnóstico do mieloma de Brian aos
33 anos de idade. O sonho de Brian era que no
futuro os pacientes pudessem ter acesso fácil
à informação médica e suporte emocional na
sua batalha contra o mieloma. Quando ele fundou a IMF, três eram suas metas: tratamento,
educação e pesquisa. Ele buscou fornecer um
amplo espectro de serviços para pacientes,
suas famílias, amigos e profissionais da saúde.
Embora Brian tenha morrido 4 anos após seu
diagnóstico inicial, seu sonho não morreu.
Hoje a IMF possui mais de 185.000 membros
em todo o mundo. A IMF é a primeira organização dedicada unicamente ao mieloma, e ainda
hoje permanece a maior.
A IMF fornece programas e serviços para ajudar
na pesquisa, diagnóstico, tratamento e gerenciamento do mieloma. Com a IMF ninguém
estará sozinho na luta contra o mieloma. Nós
damos apoio aos pacientes hoje, enquanto
trabalhamos em busca da cura.
Sobre a IMF LATIN AMERICA
A IMF Latin America foi fundada no Brasil em
2004, por Christine Battistini, filha de uma
25
paciente de mieloma. A IMF Latin America leva
aos países da América Latina os mesmos serviços disponíveis nos Estados Unidos e Europa.
Como a IMF pode ajudá-lo?
A IMF dedica-se a melhorar a qualidade de
vida dos pacientes com mieloma enquanto
trabalha em direção à prevenção e à cura.
KIT INFORMATIVO SOBRE O MIELOMA
O Kit Informativo IMF fornece informações
amplas sobre opções de tratamento e gerenciamento da doença. Disponível gratuitamente,
o Kit inclui o Manual do Paciente, Revisão Concisa
da Doença e Opções de Tratamento, informações
sobre eventos futuros e outras publicações e
serviços da IMF.
LIGAÇAO GRATUITA 0800 771 0355
Uma linha gratuita , o Hot-line dá resposta às
perguntas sobre o mieloma.
ACESSO À INTERNET
Através de nosso site, www.myeloma.org.br,
nosso compromisso é fornecer a você informações sempre atualizadas sobre o mieloma múltiplo incluindo pesquisas e avanços no tratamento,
bem como informações sobre a IMF, eventos e
nossos programas de educação, pesquisa, apoio
e direitos do paciente.
SEMINÁRIOS PARA PACIENTES & FAMILIARES
Desde 1993 a IMF vem conduzindo Seminários
para Pacientes e Familiares em
cidades por todo o mundo. Estes encontros educacionais fortalecem pacientes e seus familiares
à medida que são informados sobre os últimos avanços no tratamento e gerenciamento do
26
mieloma, apresentados por um grupo multidisciplinar de especialistas.
Cobrindo uma grande variedade de tópicos que
refletem as mais avançadas modalidades de
tratamento e avanço em pesquisa, estes seminários oferecem uma oportunidade única para
contato pessoal com especialistas em mieloma
e a troca de experiências com outras pessoas que
enfrentam os mesmos problemas.
Glossario
Agente alquilante: Agente quimioterapico como o
melfalano e a ciclofosfamida. Alquilante se refere
à forma com que esses agentes se ligam de forma
cruzada ao DNA das células de câncer e bloqueiam
sua divisão celular.
Anticorpo: Uma proteína produzida por alguns
glóbulos brancos (leucócitos) para combater a
infecção e a doença na forma de antígenos como
bactérias, vírus, toxinas ou tumores.
Apoptose: Processo celular normal que envolve uma
série geneticamente programada de eventos que
resultam na morte da célula.
Citocina: Um fator de crescimento produzida por
células-T que estimula o crecimento de células_T
e B.
Colite: Inflamação do tecido do intestine grosso
(cólon).
Enterite: Irritação ou inflamação do intestine
Delgado.
Imunoglobulina: Proteína produzida pelas células
plasmáticas; parte essencial do sistema imunológico do organismo. As imunoglobulinas atacam
as substancias estranhas (antígenos) e ajudam a
destrui-las. As classes de imunoglobulinas são IgA,
IgG, IgM, IgD e IgE.
Glóbulos brancos (leucócitos): Células que ajudam o
organismo a combater infecções e outras doenças. Essas células começam a se desenvolver na
medula óssea e são transportadas para outras
27
partes do corpo. Entre os leucócitos específicos
estão os neutrófilos, os granulócitos, os linfócitos
e os monócitos.
Glóbulos Vermelhos: Célula sanguínea que transporta
oxigênio para todas as partes do corpo. A produção
de glóbulos vermelhos é estimulada por um hormônio (eritropoetina) produzido pelos rins. Os
pacientes com mieloma e comprometimento renal
não produzem eritropoetina em quantidade suficiente e podem precisar de eritropoetina sintética
injetável.
Plaquetas: Um elemento do sangue que ajuda na
coagulação. As plaquetas reparam as partes rompidas das paredes dos vasos sanguíneos e estimulam
a formação de coágulo sanguíneo.
Plasmocitoma: Um tumor originado de células
plasmáticas cancerosas.
Proteína Monoclonal (Proteína M): Um proteína anormal produzida pelas células de mieloma que se
acumulam e danificam os ossos e a medula óssea.
Um alto nível de proteínas M indica que as células
de mieloma estão presentes em grande número.
Trombocitopenia: Baixo nível de plaquetas no
sangue. Ocorrem problemas de sangramento
quando o nível das plaquetas é menor que 50.000.
Hemorragia de grande porte está geralmente associada a uma redução para menos de 10.000.
28
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