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Origem da língua portuguesa: o latim vulgar
A antiga Roma, devido à sua situação
privilegiada e às qualidades do seu povo,
conquistou extensas regiões em toda
Europa. Com as conquistas, uma variante
popular da língua falada na região do Lácio,
na Itália, o latim vulgar, foi sendo levada a
todos os rincões pelos soldados romanos,
pelos colonos, pelos homens de negócio. As
viagens favoreciam, portanto, a difusão desse
latim vulgar.
Primeiramente, o latim se expandiu por
toda a Itália, depois pela Córsega e Sardenha,
pelas províncias do oeste do domínio colonial,
pela Gália, pela Espanha, pelo norte e nordeste
da Grécia, pelo leste da Dácia. Em sua difusão,
o latim foi produzindo falares diversos de
Sêneca
conformidade com as regiões e povoados,
surgindo daí os dialetos que dariam origem
às línguas românicas ou novilatinas, a saber, português, espanhol, catalão, provençal, francês,
franco-provençal, italiano, rético, sardo, romeno e dalmático.
LÍNGUA PORTUGUESA
Introdução
Sabemos muito pouco em relação às línguas dos povos habitantes da Península
Ibérica antes de os romanos dela se apossarem.
Os romanos ocuparam a Península Ibérica no século III a.C. Contudo, ela só foi
incorporada ao Império no ano 197 a.C. Houve rebeliões contra o jugo romano.
O latim, língua dos conquistadores, foi paulatinamente suplantando a dos povos
pré-latinos. “Os turdetanos, e mormente os ribeirinhos do Bétis, adotaram de todo
os costumes romanos, e até já nem se lembram da própria língua” (Estrabão).
O latim implantado pelos conquistadores não era o adotado por Cícero e outros
escritores da época clássica, e sim o latim vulgar, como se destacou acima, língua de
vocabulário reduzido e sintaxe simplificada, falada por populações incultas que dele
se utilizavam para fins práticos, sem preocupações estilísticas.
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O latim clássico era, no entanto, conhecido na Península Ibérica, e ensinado nas escolas, como o
demonstraram as obras de vários escritores romanos na Península, entre os quais Quintiliano e Sêneca.
No lado ocidental da Península Ibérica, o latim sofreu certas influências e apresentava
características especiais que o distinguiam do modo de falar de outras regiões, onde se formavam e
se desenvolviam outras línguas românicas. Foi nesta região ocidental que se fixaram os suevos, povo
bárbaro de origem germânica, os vândalos, ou os visigodos, atrasados de cultura como eles. Daí
eles tolerarem os costumes dos vencidos juntamente com a sua língua regional.
É natural, porém, que a língua desses povos bárbaros, cujas invasões se sucederam na Península,
tenha exercido influência sobre o latim que aí se falava, nessa altura já bastante modificado.
Posteriormente, pela desagregação da monarquia dos visigodos, os árabes ou mouros
apoderaram-se da Península, com exceção da região das Astúrias, onde a população godo-romana
se refugiou, planejando a reconquista.
O árabe passou então à língua oficial. Houve, porém, respeito aos costumes dos vencidos,
embora muitos cristãos abraçassem os costumes dos árabes (moçárabes). Assim, o latim, melhor
dizendo, o romano, continuou a ser usado pelos vencidos, pelo fato de o árabe ser idioma
completamente diferente.
A princípio, era a mesma a língua que se falava em toda a região da Lusitânia, desde a Galiza
até o Algarve – o galaico-português. Quando, porém, D. Afonso Henriques sacudiu a soberania de
Castela na Batalha de Ourique, em 1140, as duas línguas (o galaico e o português) se separaram, e
cada uma seguiu caminho próprio.
1 - AS LÍNGUAS ROMÂNICAS E SEU DOMÍNIO
Línguas românicas são aquelas que na Europa ocupam parte do território conquistado e
colonizado pelos romanos. Ao conjunto desse território costuma-se denominar România, e suas
partes principais são a Ibéria (= Portugal e Espanha) a Gália (= França do Norte e do Sul), a Itália e
a Dácia (= Romênia).
As línguas românicas ou novilatinas são as seguintes: Português, Espanhol, Catalão, Francês,
Provençal, Italiano, Sardo, Franco-Provençal, Rético, Dalmático e Romeno.
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Português - É falado no Brasil, em Portugal, na Ásia, na África e na Oceania.
Espanhol - Falado na Espanha, na América do Sul (com exceção do Brasil e das Guianas) e na
América Central.
Catalão - É falado na Catalunha, nos vales de Andorra, na zona oriental de Aragão, na maior
parte de Valência, nas ilhas Baleares e na cidade de Alguer (costa noroeste da Sardenha).
Francês - Falado na França, na Bélgica, no Zaire (ex-Congo Belga), em parte da Suíça e do
Canadá e no Haiti.
Provençal - É falado no Sul da França. Apesar do grande prestígio de que gozou na poesia
trovadoresca (séculos XII e XIII), atualmente está sendo absorvido pela língua francesa.
Franco-Provençal - É falado no sudeste da França, confinando com as fronteiras da Itália e
da Suíça (dialetos bionês, delfinês, friburguês, saboiano, vaudês). Está sendo absorvido pela língua
francesa.
Italiano - É falado na Itália, na Sicília, na Córsega e em São Marinho.
Sardo - É falado na Sardenha, e é, de todas as línguas novilatinas, a mais conservadora, isto é,
a que menos se afastou do latim.
Rético - É falado no Tirol, no Friul e no Cantão dos Grisões e, fora daí, no Engadino; adotado
oficialmente como a quarta língua nacional da Suíça. (As três outras são: Francês, Italiano e Alemão).
Dalmático - Hoje língua morta, era outrora falado na Dalmácia, região onde se localiza
atualmente a Iugoslávia.
Romeno - É falado na Romênia. É de todos os idiomas novilatinos o que mais se
afasta do latim.
2 - DOMÍNIO DA LÍNGUA PORTUGUESA
A língua portuguesa foi levada a todos os cantos da Terra pelas conquistas portuguesas.
Fora de Portugal e do Brasil, é falada:
a) nos arquipélagos dos Açores e de Cabo Verde, em São Tomé, Madeira e Príncipe
b) na África: Angola, Moçambique, Guiné e distrito de Cabinda
c) na Ásia: Macau, Goa, Diu e Bombaim
d) na Oceania: Timor
Para os romanos, bárbaros eram todos os povos que viviam além das suas fronteiras,
apresentavam características de uma cultura inferior e não falavam o latim. Compreendiam:
- Germanos: constituídos pelos visigodos, ostrogodos, vândalos, francos, lombardos, hérulos,
suecos, anlgos saxões, alamanos e outros
- Eslavos: formados pelos russos, poloneses, bósnios, sérvios, tchecos, dákmatas, croatas
- Tártaro-mongóis: compreendendo os hunos, os alanos, os avaros, os húngaros, os turcos
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Povos Europeus
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