Brasil republicano (1889-1902) 1. a) Durante a Primeira República

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Brasil republicano (1889-1902)
Aula 9
1. a) Durante a Primeira República (1889-1930), a maior parte da
população do país era rural. Montou-se um esquema entre os
grandes fazendeiros (os "coronéis") para fazer valer suas vontades por ocasião das eleições. O voto era aberto, o que permitia
um controle sobre os resultados. Por meio da fraude, de intimidação e mesmo de violência, garantiam que fosse eleito o candidato por eles escolhido – o voto de cabresto, voto de curral, ou voto
de bico de pena. Manipulava-se o processo eleitoral, no qual uma
grande rede de compromissos era estabelecida entre o coronel e
seus empregados.
b) O coronelismo está associado à época em que a economia do
país era predominantemente agrário-exportadora e o governo
era utilizado como instrumento dos interesses dos grandes proprietários rurais (coronéis), que, mediante o tráfico de influências e
a coação, perpetuavam a existência de determinadas oligarquias
no controle do poder político.
2. a) De acordo com o discurso, o presidente defende uma postura
federalista, ou seja, deve-se preservar a autoridade e a autonomia dos estados em relação à União. Portanto, o governo federal,
em princípio, não deve interferir ou superpor sua autoridade em
relação às autoridades estaduais.
b) Para combater as consequências da crise econômica gerada
pela política emissionista e creditícia de Rui Barbosa, também
chamada de encilhamento, Campos Salles necessitava da aprovação do Congresso para suas medidas deflacionárias (corte de
gastos públicos, congelamento de salários e corte de créditos). A
Política dos Governadores consistia numa troca de apoio entre o
governo federal e os governos estaduais que se comprometiam
em compor um Congresso dócil, evitando deputados e senadores da oposição. Dessa forma, tal política gerou três realidades:
no plano federal, um rodízio "café com leite"; no estadual, o predomínio das oligarquias; no municipal, o coronelismo – também
chamado de mandonismo local.
Nesses termos, o governo central apoiaria os governos estaduais
desde que estes o apoiassem no Congresso Nacional.
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