formulário 20-f

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Que
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Washington, D.C. 20549
FORMULÁRIO 20-F
DECLARAÇÃO DE REGISTRO CONFORME A SEÇÃO 12(b) OU (g) DA LEI DE
MERCADO DE CAPITAIS DE 1934
OU
X RELATÓRIO ANUAL CONFORME A SEÇÃO 13 OU 15 (d) DA LEI DE MERCADO DE
CAPITAIS DE 1934
Para o exercício fiscal findo em 31 de dezembro de 2010
OU
RELATÓRIO DE TRANSIÇÃO CONFORME A SEÇÃO 13 OU 15 (d) DA LEI DE
MERCADO DE CAPITAIS DE 1934
OU
RELATÓRIO DE COMPANHIA QUE FOI CONSTITUÍDA MAS NÃO REGISTRA
ATIVOS OU OPERAÇÕES SIGNIFICATIVOS CONFORME A SEÇÃO 13 OU 15 (d) DA
LEI DE MERCADO DE CAPITAIS DE 1934
Número de Arquivo da Comissão: 00134129
CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. – ELETROBRÁS
(nome exato do registrado como especificado em sua escritura)
BRAZILIAN ELECTRIC POWER COMPANY
(tradução do nome do registrante em inglês)
República Federativa do Brasil
(jurisdição de incorporação ou organização)
Avenida Presidente Vargas, 409 – 9º andar, Edifício Herm. Stoltz Centro, CEP 20071003, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
(endereço dos escritórios principais)
Títulos registrados ou a serem registrados conforme a Seção 12(b) da Lei:
*
Título de cada classe
Nome de cada bolsa em que foi registrado
Ações Depositárias Americanas, comprovadas por meio de Recibos
Depositários Americanos, cada um representando uma Ação Ordinária
Bolsa de Valores de Nova York
Ações Ordinárias, sem valor nominal*
Bolsa de Valores de Nova York
Ações Depositárias Americanas, comprovadas por meio de Recibos
Depositários Americanos, cada um representando uma Ação Preferencial
Classe B
Bolsa de Valores de Nova York
Ações Preferenciais, sem valor nominal*
Bolsa de Valores de Nova York
Não para negociação, mas apenas com relação ao registro das Ações Depositárias Americanas, conforme os requisitos da SEC.
Títulos registrados ou a serem registrados conforme a Seção 12(g) da Lei: Nenhum.
Títulos que possuem obrigação de relatório conforme a Seção 15(d) da Lei: Nenhum.
O número de ações em circulação de cada classe de capital ou ação ordinária do emissor a partir de 31 de dezembro de 2010 foi:
1.087.050.297
Ações Ordinárias
146.920
Ações preferenciais Classe A
265.436.883
Ações preferenciais Classe B
Assinale com um X se o registrante é um emissor conhecido e experiente, como definido na Regra 405 da Lei de Mercado de
Capitais. Sim
X Não
Caso este relatório seja anual ou de transição, assinale com um X se o registrante não tem a obrigação de arquivar relatórios
conforme a Seção 13 ou 15(d) da Lei de Mercado de Capitais de 1934.
Sim
X Não
Assinale com um X se o registrante (1) arquivou todos os relatórios conforme exigência da Seção 13 ou 15(d) da Lei de Mercado de
Capitais de 1934 durante os 12 meses precedentes (ou em um período menor exigido para que o registrante arquivasse tais
relatórios) e (2) esteve sujeito a tais exigências de arquivamento nos últimos 90 dias. X Sim
Não
Assinale com um X se o registrante enviou eletronicamente e postou em seu website corporativo todos os Arquivos de Informações
Interativas, se houver, a serem enviados e postados conforme a Regra 405 da Regulação S-T (§232.405 deste capítulo) nos 12 meses
precedentes (ou em um período menor exigido para que o registrante enviasse ou postasse tais arquivos). Sim X Não
Assinale com um X se o registrante é uma arquivadora antecipada grande, ou uma arquivadora não antecipada. vide definição de
arquivadora antecipada e arquivadora antecipada grande na Regra 12-b-2 da Lei de Mercado de Capitais.
Arquivadora antecipada grande X
Arquivadora antecipada
Arquivadora não antecipada
Assinale com um X qual regime contábil a registrante utilizou para preparar as demonstrações financeiras incluídas neste arquivo:
U.S. GAAP
IFRS X
Outro
Assinale com um X qual item das demonstrações financeiras o registrante adotou:
Item 17
X Item 18
Caso este seja um relatório anual, assinale com um X se a se a companhia sob registro arquivou todos os documentos e relatórios
exigidos pelas (conforme definido na Regra 12b-2 da Lei de Mercado de Capitais). Sim
X Não
ÍNDICE
Página
ÍTEM 1. Identidade de diretores, gerentes sêniores e consultores
5
ÍTEM 2. Apresentação de estatísticas e cronograma previsto
5
ÍTEM 3. Principais informações
5
ÍTEM 4. Informações sobre a empresa
19
ÍTEM 4a. Comentários dos auxiliares sobre questões não resolvidas
57
ÍTEM 5. Revisão financeira e operacional e perspectivas
57
ÍTEM 6. Conselheiros, administração sênior e funcionários
72
ÍTEM 7. Acionistas majoritários e transações com partes envolvidas
ÍTEM 8. Informações financeiras
77
79
ÍTEM 9. A oferta e a listagem
84
ÍTEM 10. Informações adicionais
92
ÍTEM 11. Divulgações quantitativas e qualitativas sobre riscos de mercado
103
ÍTEM 12. Descrição dos Valores Mobiliários Exceto Títulos de Capital Próprio
104
ÍTEM 12.d. Ações depositárias americanas - ADS
104
ÍTEM 13. Inadimplência, dividendos a pagar e moras
104
ÍTEM 14. Modificações materiais nos direitos dos portadores de títulos e uso dos recursos
104
ÍTEM 15. Controles e procedimentos
104
ÍTEM 15t. CONTROLES E PROCEDIMENTOS
106
ÍTEM 16a. ESPECIALISTA FINANCEIRO DO COMITÊ DE AUDITORIA
106
ÍTEM 16b. Código de ética
107
ÍTEM 16c. Honorários e Serviços do Contador Principal
107
ÍTEM 16d. ISENÇÃO DAS NORMAS DE LISTAGEM PARA COMITÊS DE AUDITORIA
108
ÍTEM 16e. AQUISIÇÕES DE AÇÕES PELA EMISSORA E SUAS AFILIADAS
108
ÍTEM 16f. ALTERAÇÃO DO CONTADOR CERTIFICADO DA COMPANHIA SOB REGISTRO
108
ÍTEM 16g. GOVERNANÇA CORPORATIVA
108
ÍTEM 17. Demonstrativos financeiros
108
ÍTEM 18. Demonstrativos financeiros
108
ÍTEM 19. Anexos
109
-i-
APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES FINANCEIRAS E OUTRAS INFORMAÇÕES
Nesse relatório anual, a não ser por indicação contrária ou por exigência do contexto, todas as referências a “nós”, “nosso(s)",
"nossa(s)" ou termos similares referem-se às Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás e às suas subsidiárias
consolidadas.
Preparamos nossas demonstrações financeiras anuais consolidadas em conformidade com as International Financial
Reporting Standards ("IFRS") emitidas pelo Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade ("IASB").
Estas demonstrações financeiras consolidadas são as primeiras demonstrações financeiras da Eletrobrás a serem preparadas
em conformidade com as IFRS. AS IFRS 1 - "First-time Adoption of International Reporting Standards" (Primeira Adoção
dos Padrões de Relatório Internacional) foram aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras. Até 31 de dezembro
de 2009, nossas demonstrações contábeis consolidadas foram preparadas de acordo com os princípios de contabilidade
geralmente aceitos no Estados Unidos ("U.S. GAAP"). O U.S. GAAP difere em certos aspectos das IFRS. Ao preparar nossas
demonstrações financeiras IFRS consolidadas em 2010, a gerência alterou certos métodos de avaliação, contabilidade e
consolidação das demonstrações financeiras do U.S. GAAP a fim de estar em conformidade com as IFRS. Os números
comparativos em relação a 2009 foram atualizados para refletir esses ajustes. As conciliações e as descrições sobre o efeito da
transição do U.S. GAAP para as IFRS estão dispostas na Nota 6 das demonstrações financeiras consolidadas.
Por exemplo, em nossas demonstrações financeiras, referentes a partir de e para o exercício findo em 31 de dezembro 2009
incluído no nosso formulário 20-F para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, preparado em conformidade com o
U.S. GAAP, concluímos que não termos exercido significativa influência sobre qualquer uma de nossas entidades afiliadas
não consolidadas, uma vez que solicitamos e não conseguimos obter informações financeiras dessas entidades preparadas de
acordo com o U.S. GAAP. Em relação às nossas demonstrações financeiras preparadas em conformidade com as IFRS a
partir de e para o exercício terminado em 31 de dezembro de 2010, no entanto, solicitamos que as entidades filiadas nos
fornecessem informações financeiras preparadas em conformidade com as IFRS, e essas entidades nos forneceram tais
informações. Como as entidades forneceram todas as informações que solicitamos em 2010, conseguimos determinar que
exercemos influência significativa sobre elas, e aplicamos o método de equivalência patrimonial para os associados em 2010
e para ano anterior.
As últimas demonstrações financeiras consolidadas disponíveis sob o U.S. GAAP, que foram protocoladas junto à Comissão
de Valores Mobiliários dos Estados Unidos da América foram aquelas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009.
Neste relatório anual, o termo “Brasil” refere-se à República Federativa do Brasil e a expressão "Governo Brasileiro" referese ao governo federal do Brasil. O termo “Banco Central” refere-se ao Banco Central do Brasil. Os termos “real” e “reais” e
o símbolo “R$ ” referem-se à moeda legal do Brasil. Os termos “dólar americano” e o símbolo “US$”, referem-se à moeda
legal dos Estados Unidos da América.
Todas as referências desse relatório anual a números de nossas ações ordinárias e preferenciais refletem o grupamento de
ações 1 para 500 que ocorreu em 20 de agosto de 2007.
Alguns números deste documento foram arredondados. Em correspondência, os números mostrados como totais em
determinadas tabelas podem não ser agregações aritméticas dos números que os precedem.
Os termos contidos neste relatório anual têm os seguintes significados:



Eletrobrás Amazonas Energia: Amazonas Energia S.A., uma companhia de distribuição de posse total da
Eletrobrás, que opera no estado do Amazonas. A Amazonas Energia foi criada em 2008 como resultado da
fusão entre a Ceam e a Manaus Energia S.A..;
ANDE: Administração Nacional de Eletricidade;
ANEEL: Agência Nacional de Energia Elétrica, Agência Brasileira de Energia Elétrica;
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
Tarifa ou taxa média: total da receita de venda dividido pelo MWh total vendido em cada período relevante,
incluindo eletricidade não faturada. O total de receita de venda, a fim de computar a tarifa ou taxa média,
inclui tanto o faturamento bruto antes da dedução do IVA e outros impostos quanto às vendas de eletricidade
não faturadas sobre as quais tais impostos ainda não recaíram;

Rede Básica: linhas interconectadas de transmissão, represas, transformadores de energia e equipamentos
com voltagem igual ou superior a 230 kV, ou instalações com voltagem mais baixa, conforme determinado
pela ANEEL;

BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco Brasileiro de Desenvolvimento;

Lei das Sociedades Anônimas: Coletivamente, Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976, Lei nº 9.457 de 5 de
maio de 1997 e Lei nº 10.303 de 31 de outubro de 2001;

Cobrança por capacidade: cobrança por aquisições ou compras baseadas em capacidade contratada,
consumida ou não;

CCC: Conta de Consumo de Combustivel;

CCEAR: Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado;

CDE: Conta de Desenvolvimento Energético;

Ceam: Eletrobrás Amazonas Energia, companhia de distribuição que costumava operar no estado do
Amazonas. Em março de 2008, houve a fusão da Ceam e a Manaus Energia S.A. A entidade resultante da
fusão é a Amazonas Energia S.A.;

CGE: Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica;

Eletrobrás CGTEE: Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, subsidiária de geração da
Eletrobrás;

CMN: Conselho Monetário Nacional, autoridade máxima responsável pela política brasileira monetária e
financeira;

CNEN: Comissão Nacional de Energia Nuclear S. A.;

CNPE: Conselho Nacional de Política Energética, agência que aconselha o Presidente da República
Federativa do Brasil na formulação de políticas e diretrizes no setor de energia;

Concessionárias ou companhias concessionárias: companhias para as quais o Governo Brasileiro transfere
direitos para o fornecimento de serviços de energia (geração, transmissão, distribuição) para uma região em
particular, mediante acordos feitos entre as companhias e o Governo Brasileiro conforme a Lei nº 8.987 (de
janeiro de 1995) e a Lei nº 9.074 (Lei do Setor de Energia, de 7 de julho de 1995) (além da “Lei de
Concessões”);

Distribuição: transferência de eletricidade das linhas de transmissão em pontos de fornecimento de rede e a
entrega aos consumidores por meio do sistema de distribuição. A eletricidade chega a consumidores
residenciais, pequenas indústrias, propriedades comerciais e estabelecimentos públicos a uma voltagem de
220/127 volts;

Distribuidor: entidade que fornece energia elétrica a um grupo de consumidores por meio de uma rede de
distribuição;
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2
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
DNAEE: Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica;

Lei reguladora de eletricidade: Lei nº 10.848 (Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico), decretada em 15 de
março de 2004, que regulamenta as operações das companhias da indústria de eletricidade;

Eletrobrás Distribuição Alagoas: Companhia Energética de Alagoas, companhia de distribuição que opera
no estado de Alagoas (Ceal);

Cepel: Centro de Pesquisas de Energia Elétrica;

Eletrobrás: Centrais Elétricas Brasileiras S. A. – Eletrobrás;

Eletrobrás Chesf: Companhia Hidrelétrica do São Francisco, subsidiária de geração e transmissão de
energia da Eletrobrás;

Eletrobrás Distribuição Acre Companhia de Eletricidade de Acre, companhia de distribuição que opera no
estado do Acre (Eletroacre);

Eletrobrás Distribuição Piauí: Companhia Energética de Piauí, companhia de distribuição que opera no
estado do Piauí (Cepisa);

Eletrobrás Distribuição Rondônia: Centrais Elétricas de Rondônia, companhia de distribuição que opera no
estado de Rondônia (Ceron);

Eletrobrás Distribuição Roraima ou Distribuição Roraima, antiga Boa Vista Energia S.A., companhia de
distribuição que opera na a cidade de Boa Vista, no estado de Roraima;

Eletrobrás Eletronorte: Centrais Elétricas do Norte do Brasil S. A., subsidiária de geração e transmissão da
Eletrobrás;

Eletrobrás Eletronuclear: Eletrobrás Termonuclear S. A., subsidiária de geração da Eletrobrás;

Eletrobrás Eletropar: Eletrobrás Participações S. A., uma subsidiária holding criada para manter
investimentos patrimoniais (antiga Light Participações S. A. – LightPar);

Eletrobrás Eletrosul: Eletrosul Centrais Elétricas S. A., subsidiária de geração e transmissão da Eletrobrás;

Eletrobrás Furnas: Furnas Centrais Elétricas S. A., subsidiária de geração e transmissão da Eletrobrás;

Cobrança por energia: cobrança variável por aquisições ou venda baseada na eletricidade consumida;

Lei de Crimes Ambientais: Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998;

Consumidor final (usuário final): a parte que usa eletricidade para necessidades próprias;

FND: Fundo Nacional do Desestatização, fundo nacional de privatização;

Consumidores livres: consumidores conectados ao sistema depois de 8 de julho de 1995 e que tenham
contratado uma demanda acima de 3MW em qualquer nível de voltagem; ou consumidores conectados ao
sistema antes de 8 de julho de 1995 e que tenham contratado uma demanda acima de 3MW em um nível de
voltagem superior ou igual a 69 kV;

Gigawatt (GW): um bilhão de watts;
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3
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
Gigawatt-hora (GWh): um gigawatt de energia fornecida ou exigida por uma hora, ou um bilhão de wattshoras;

Alta voltagem: uma classe de voltagens de sistema nominal igual ou maior a 100.000 volts (100 kVs) e
menor que 230.000 volts (230 kVs);

Usina hidrelétrica ou instalações hidroelétricas ou unidades de potência hidrelétrica (UPH): unidade
geradora que usa a energia da água para fazer o gerador elétrico funcionar;

IGPM: Índice Geral de Preços de Mercado, índice geral de preços do mercado, similar ao índice de preços
do varejo;

INB: Indústrias Nucleares Brasileiras, companhia do governo brasileiro responsável por processar o urânio
usado como energia para fornecer energia nas usinas nucleares Angra I e Angra II;

Capacidade instalada: nível de eletricidade que pode ser entregue a partir de uma determinada unidade
geradora com carga completa contínua em condições específicas designadas pelo fabricante;

Sistema interligado de energia: sistemas ou redes destinados à transmissão de energia, ligados por meio de
uma ou mais conexões (linhas e / ou transformadores);

Sistema isolado: instalações de geração no norte do Brasil não conectadas à rede nacional de transmissão;

Itaipu: Itaipu Binacional, hidrelétrica de geração de posse igual do Brasil e do Paraguai;

Kilowatt (kW): 1.000 watts;

Kilowatt hora (kWh): um kilowatt de energia fornecida ou exigida por uma hora;

Kilovolt (kV): mil volts;

Megawatt (MW): um milhão de watts;

Megawatt hora (MWh): um megawatt de energia fornecida ou exigida por uma hora, ou um milhão de watt
horas;

Companhia de capital misto: conforme a Lei brasileira nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, é a companhia
com acionistas dos setores público e privado, porém controlada pelo setor público;

MME: Ministério de Minas e Energia;

MRE: Mercado Regulado de Energia;

Lei da Política Nacional do Meio Ambiente: Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981;

Região nordeste: estados do Alagoas, da Bahia, do Ceará, do Maranhão, da Paraíba, de Pernambuco, do
Piauí, do Rio Grande do Norte e do Sergipe;

ONS: Operador Nacional do Sistema Elétrico;

Lei do Setor de Energia: Lei nº 9.074 de 7 de julho de 1997;

Procel: Programa Nacional de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica, programa nacional de
conservação de energia elétrica;
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
Proinfa: Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia;

Fundo RGR: Reserva Global de Reversão, fundo que administramos, fundado por consumidores e que
fornece compensação para todas as concessionárias pela não renovação ou expropriação de suas concessões
utilizadas como fonte de fundos para a expansão e melhoria do setor de energia elétrica;

Taxa Selic: uma taxa overnight do governo aplicada aos fundos por meio de aquisição ou venda de títulos de
dívida estabelecidos pelo sistema especial de liquidação e custódia;

Pequenas centrais hidrelétricas: centrais com capacidade entre 1 MW e 30 MW;

Subestação: um conjunto de equipamentos que troca e / ou muda ou regula a voltagem de eletricidade em um
sistema de transmissão e distribuição;

TFSEE: Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica;

Usina termoelétrica ou unidade de energia termelétrica (UET): unidade geradora que usa combustível
inflamável, tais como carvão, óleo, gás diesel natural ou outro hidrocarboneto como fonte de energia para o
funcionamento do gerador elétrico;

Transmissão: transferência, em grande quantidade, de eletricidade, a partir de instalações de geração para o
sistema de distribuição em uma estação de carregamento por meio da rede de transmissão (em linhas, com
capacidade entre 69 kV e 525 kV);

TWh: terawatt hora (1.000 gigawatt horas);

Fundo UBP: Fundo de Uso de Bem Público;

U.S. GAAP: princípios de contabilidade geralmente aceitos nos Estados Unidos;

Volt (V): unidade básica de força elétrica análoga à pressão da água em libras por polegada quadrada; e

Watt: unidade básica de energia elétrica.
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ADVERTÊNCIA SOBRE PROJEÇÕES FUTURAS
Esse relatório anual contém algumas projeções futuras, incluindo declarações sobre nossas intenções, crenças ou
expectativas atuais, ou as de nossos administradores, com respeito, entre outras coisas, aos nossos planejamentos
financeiros, tendências que afetam nossa condição financeira ou os resultados de nossas operações e o impacto de
planejamentos e estratégias futuras. Essas projeções futuras estão sujeitas a riscos, incertezas e eventualidades,
que incluem os seguintes tópicos (podendo haver outros):
•
condições gerais econômicas, políticas, regulatórias e empresariais no Brasil e no exterior;
•
flutuações nas taxas de juros, inflação e o valor do Real em relação ao dólar americano;
•
alterações em volumes e padrões no uso de eletricidade pelos consumidores;
•
condições competitivas no mercado brasileiro de geração, transmissão e distribuição;
•
efeitos da competição;
•
nossos níveis de dívidas;
•
a probabilidade de recebermos pagamento em conexão com contas a receber;
•
alterações nos níveis de chuva e de água nos reservatórios utilizados para operar nossas instalações para
geração de energia hidrelétrica;
•
nossos planos financeiros e de despesas de capital;
•
nossa capacidade em servir os consumidores de maneira satisfatória;
•
adoção de medidas por parte das autoridades concedentes no que diz respeito aos nossos acordos de
concessão;
•
alterações em outras leis e regulamentações, incluindo, entre outras, aquelas relativas impostos e questões
ambientais;
•
medidas futuras que podem ser tomadas pelo governo brasileiro, nosso acionista controlador;
•
efeitos de nossos procedimentos cíveis, legais e relativos a impostos; e
•
outros fatores de risco conforme estabelecido no “Item 3.D, Fatores de Risco”.
As projeções futuras referidas acima também incluem informações a respeito de nossos projetos de expansão de
capacidade que estão em fase de planejamento e desenvolvimento. Além dos riscos e das incertezas
mencionadas, nossos projetos potenciais de expansão envolvem riscos no âmbito da engenharia, da construção,
da regulamentação e outros riscos igualmente significativos, que podem:
•
atrasar ou impedir a finalização de um ou mais projetos;
•
aumentar os custos dos projetos; e
•
resultar em insucesso das instalações em operar ou gerar receita de acordo com nossas expectativas.
As palavras “acreditar”, “pode", "irá", "estimar", "continuar", "antecipar", "pretender", "esperar" e outras
similares serão usadas com o propósito de identificar projeções futuras. Não assumimos a obrigação de atualizar
publicamente ou revisar as projeções futuras em razão da decorrência de novas informações, eventos futuros ou
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6
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outros fatores. Tendo em vista tais riscos e incertezas, as informações, os eventos e as circunstâncias futuras
discutidos nesse relatório anual podem não ocorrer. Nossos resultados e desempenho reais podem diferir
substancialmente daqueles antecipados em nossas projeções futuras.
SPAULO-1-31214-v1B
7
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PARTE I
ITEM 1. IDENTIDADE DE DIRETORES, GERENTES SÊNIORES E CONSULTORES
Não aplicável.
ITEM 2. APRESENTAÇÃO DE ESTATÍSTICAS E CRONOGRAMA PREVISTO
Não aplicável.
ITEM 3. PRINCIPAIS INFORMAÇÕES
Panorama
As informações financeiras selecionadas aqui apresentadas deverão ser analisadas em conjunto com nossas demonstrações
financeiras e notas relacionadas, que aparecem em parte própria deste relatório anual.
Os parágrafos que se seguem discutem fatores importantes da apresentação das informações financeiras selecionadas e de
nossas demonstrações financeiras. Tais fatores deverão ser levados em conta na avaliação das informações financeiras
selecionadas.
A. Dados financeiros selecionados
As tabelas seguintes apresentam nossos dados históricos, financeiros e operacionais selecionados. As informações seguintes
deverão ser analisadas em conjunto com nossas demonstrações financeiras consolidadas e auditadas e notas relacionadas, e as
informações contidas no “Item 5. Revisão e Prospecções Operacionais e Financeiras” incluídas em outra parte do presente
relatório anual.
Os dados financeiros selecionados para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009, 2008 e 2007 são derivados das
nossas demonstrações financeiras consolidadas e auditadas.
Informações sobre o balanço patrimonial consolidado
Em 31 de dezembro de
2010
2009
(em milhares de R$ )
Ativos
Ativo Circulante:
Caixa e equivalentes de caixa..................................................
9.220.169
Caixa restrito ...........................................................................
2.058.218
Títulos negociáveis ...................................................................
6.774.073
Contas a receber .......................................................................
4.016.006
Ativos financeiros de acordos de concessão .............................
726.507
Ativos financeiros - Itaipu ........................................................
997.015
Empréstimos e financiamentos .................................................
1.359.269
Conta de Consumo de Combustíveis - CCC .............................
3.041.484
Remuneração dos investimentos...............................................
178.604
Impostos recuperáveis ..............................................................
1.825.905
Direito à compensação .............................................................
324.451
Outras dívidas...........................................................................
478.367
Armazém (depósito) .................................................................
378.637
Estoques de combustível nuclear ..............................................
297.972
Despesas pagas antecipadamente .............................................
40.418
SPAULO-1-31214-v1B
8
8.617.294
1.341.719
7.662.640
3.102.079
715.720
854.656
1.926.193
877.833
78.726
1.326.933
221.519
602.731
350.470
324.634
58.765
80-20702782
Em 31 de dezembro de
2010
2009
(em milhares de R$ )
Instrumentos financeiros ..........................................................
Outros.......................................................................................
283.220
805.631
32.805.946
227.540
511.774
28.801.226
8.300.171
1.470.215
769.905
799.556
24.995.625
15.648.087
4.338.682
1.750.678
1.156.926
297.020
889.931
60.416.796
7.141
9.839.828
1.431.080
687.188
755.434
22.352.103
16.744.836
4.493.223
1.521.317
1.173.580
228.020
766.145
59.992.754
4.001
Não circulantes
Ativos a longo prazo
Empréstimos e financiamentos .................................................
Contas a receber .......................................................................
Títulos negociáveis ...................................................................
Estoques de combustível nuclear ..............................................
Ativos financeiros de contratos de concessão ...........................
Ativo financeiro - Itaipu ...........................................................
Ativos de impostos diferidos ....................................................
Depósitos compulsórios ...........................................................
Conta de Consumo de Combustíveis – CCC ............................
Instrumentos financeiros ..........................................................
Outros.......................................................................................
Adiantamentos para ações corporativas ............................
Em 31 de dezembro de
2010
2009
(em milhares de R$ )
60.423.937
59.996.755
Investimentos .............................................................................................................................................................................................................................................
4.724.647
5.288.107
Ativos fixos ................................................................................................................................................................................................................................................
46.682.498
41.597.605
Intangível
Contratos de concessão ..................................................................................................................................................................................................................
932.509
991.879
Outros.............................................................................................................................................................................................................................................
1.331.463
1.032.804
53.671.117
48.910.395
Ativos totais ...............................................................................................................................................................................................................................................
146.901.000
137.708.376
Em 31 de dezembro de
2010
2009
((em milhares de R$ ))
Passivos e participação de acionistas
Passivo circulante
Empréstimos...................................................................................................................................................................................................................................
1.868.465
1.115.275
Empréstimo compulsório................................................................................................................................................................................................................
16.925
13.675
Fornecedores ..................................................................................................................................................................................................................................
5.165.765
3.079.614
Adiantamentos de clientes ..............................................................................................................................................................................................................
341.462
63.400
Impostos e contribuição social .......................................................................................................................................................................................................
1.102.672
963.365
Conta de Consumo de Combustíveis – CCC ..................................................................................................................................................................................
2.579.546
923.535
Remuneração de acionistas.............................................................................................................................................................................................................
3.424.520
3.214.450
Créditos do tesouro nacional ..........................................................................................................................................................................................................
92.770
76.036
Obrigações estimadas .....................................................................................................................................................................................................................
772.071
672.214
Obrigações de reembolso ...............................................................................................................................................................................................................
759.214
857.001
Benefícios pós-emprego de funcionários ........................................................................................................................................................................................
330.828
351.149
Provisão para contingências ...........................................................................................................................................................................................................
257.580
252.708
Taxas conforme regulações ............................................................................................................................................................................................................
584.240
589.433
Arrendamento.................................................................................................................................................................................................................................
120.485
108.827
Instrumentos financeiros ................................................................................................................................................................................................................
237.209
40.050
Outros.............................................................................................................................................................................................................................................
715.757
949.113
18.369.509
SPAULO-1-31214-v1B
9
13.269.845
80-20702782
Não circulantes
Empréstimos...................................................................................................................................................................................................................................
31.269.971
28.392.542
Créditos do tesouro nacional ..........................................................................................................................................................................................................
250.485
311.306
Empréstimo compulsório................................................................................................................................................................................................................
141.425
127.358
Impostos e contribuição social .......................................................................................................................................................................................................
1.217.649
1.273.890
Remuneração de acionistas.............................................................................................................................................................................................................
5.601.077
7.697.579
Provisão para descomissionamento ................................................................................................................................................................................................
375.968
323.326
Adiantamentos de clientes ..............................................................................................................................................................................................................
928.653
978.980
Conta de Consumo de Combustíveis – CCC ..................................................................................................................................................................................
1.876.598
1.344.380
Provisão para contingências ...........................................................................................................................................................................................................
3.901.289
3.528.917
Benefícios pós-emprego de funcionários ........................................................................................................................................................................................
2.066.702
1.992.012
Provisão para passivos sem financiamento nas subsidiárias ...........................................................................................................................................................
1.694.547
1.639.448
Arrendamento.................................................................................................................................................................................................................................
834.215
761.131
Concessões a pagar.........................................................................................................................................................................................................................
5.173.856
4.712.825
Adiantamentos para futuro aumento de capital ...............................................................................................................................................................................
303.331
228.020
Instrumentos financeiros ................................................................................................................................................................................................................
2.365.315
1.747.768
Outros.............................................................................................................................................................................................................................................
58.001.081
55.059.482
Participação de acionistas
Capital social ..................................................................................................................................................................................................................................
26.156.567
26.156.567
Reservas de capital .........................................................................................................................................................................................................................
26.048.342
26.048.342
Reservas de lucros ..........................................................................................................................................................................................................................
16.804.851
19.009.668
Lucros retidos .................................................................................................................................................................................................................................
—
(3.345.744)
Ajuste de avaliação patrimonial......................................................................................................................................................................................................
163.335
179.427
Dividendo adicional proposto .........................................................................................................................................................................................................
753.201
370.755
Outros resultados abrangentes ........................................................................................................................................................................................................
377.818
827.491
Participação de acionistas minoritários ...........................................................................................................................................................................................
226.296
132.543
70.530.410
69.379.049
Passivos totais e participação de acionistas.................................................................................................................................................................................
146.901.000
137.708.376
Demonstrativo de Receita Consolidada
A partir de e para o ano terminado em 31 de dezembro de
2010
2009
((em milhares de R$ ))
Receitas líquidas operacionais ..................................................................................................................................................................
26.749.402
23.140.905
Custos e despesas operacionais
Materiais, Fornecedores e Serviços ................................................................................................................................................
7.370.713
6.486.218
Participação nos lucros para funcionários e a
administração .............................................................................................................................................................................
296.270
284.534
Eletricidade adquirida para revenda ................................................................................................................................................
4.315.084
3.581.396
Combustível para produção de energia elétrica ..............................................................................................................................
743.761
756.285
Uso da rede .....................................................................................................................................................................................
1.353.839
1.263.408
Remuneração e reembolso ..............................................................................................................................................................
1.087.341
1.188.032
Depreciação e amortização .............................................................................................................................................................
1.592.476
1.624.246
Construção ......................................................................................................................................................................................
2.953.484
1.723.960
Provisões operacionais ....................................................................................................................................................................
1.529.549
2.140.406
Rendimento para compensar de Itaipu ............................................................................................................................................
441.057
669.675
Doações e contribuições .................................................................................................................................................................
261.006
237.978
Outros .............................................................................................................................................................................................
1.063.205
704.447
23.007.785
20.660.585
Lucro operacional antes do resultado financeiro ......................................................................................................................................
3.741.617
2.480.320
Resultado financeiro
Resultado financeiro
Rendimentos provenientes de juros, comissões
e taxas.........................................................................................................................................................................................
781.872
1.035.487
Rendimentos provenientes de investimentos
1.537.435
1.464.782
SPAULO-1-31214-v1B
10
80-20702782
A partir de e para o ano terminado em 31 de dezembro de
2010
2009
((em milhares de R$ ))
financeiros ..................................................................................................................................................................................
Encargos sobre atrasos de energia elétrica ......................................................................................................................................
393.987
228.145
Atualização monetária ....................................................................................................................................................................
616.141
356.023
Outras receitas financeiras ..............................................................................................................................................................
44.856
736.765
Despesas financeiras
Encargos sobre dívidas ...................................................................................................................................................................
(1.675.821)
(1.758.473)
Encargos de arrendamento .............................................................................................................................................................
(332.449)
(213.470)
Encargos sobre recursos dos acionistas...........................................................................................................................................
(1.298.647)
(1.468.713)
Variações na taxa de câmbio ...........................................................................................................................................................
(431.497)
(4.018.643)
(364.123)
(3.638.097)
Resultado/(perdas) antes da participação em
companhias associadas e outros investimentos ....................................................................................................................................
3.377.494
(1.157.777)
Resultado da participação em companhias associadas
e outros investimentos .........................................................................................................................................................................
669.755
1.571.032
Receita antes do imposto de renda e contribuições
sociais ..................................................................................................................................................................................................
4.047.249
413.255
Impostos de renda ...........................................................................................................................................................................
(1.074.605)
635.875
Contribuições sociais na receita líquida ..........................................................................................................................................
(419.659)
201.010
Receita líquida do ano ..............................................................................................................................................................................
2.552.985
1.250.140
Atribuível aos acionistas majoritários ......................................................................................................................................................
2.247.913
911.467
Atribuível aos acionistas minoritários ......................................................................................................................................................
305.072
338.673
Receita líquida por ação ...........................................................................................................................................................................
R$
2,25
R$
1,10
A Lei das Sociedades Anônimas e nosso estatuto estipulam que paguemos a nossos acionistas dividendos obrigatórios iguais
a ou de pelo menos 25% de nossa receita líquida corrigida para o exercício social anterior. Além disso, nosso estatuto nos
requer dar: (i) prioridade para as ações preferenciais classe “A” na distribuição de dividendos, a 8% ao ano sobre o capital
vinculado a essas ações; e (ii) prioridade para as ações preferenciais classe “B” emitidas em 23 de junho de 1969, ou
posteriormente, na distribuição de dividendos, a 6% ao ano sobre o capital vinculado a essas ações. Além disso, as ações
preferenciais deverão receber um dividendo de 10% sobre o dividendo pago às ações ordinárias.
SPAULO-1-31214-v1B
11
80-20702782
A tabela seguinte detalha nossos dividendos declarados para os períodos indicados:
Exercício
2010 (1)
2009 (1)
0,83
2,17
1,63
0,41
2,17
1,63
2008 (1)(2)
(R$ )
Ações Ordinárias .............................................................................................................
Ações preferenciais Classe A...........................................................................................
Ações preferenciais Classe B ...........................................................................................
(1)
(2)
1,48
2,17
1,63
Juros sobre capital próprio
Corrigido para refletir o grupamento.
A tabela a seguir traz um resumo dos dividendos / juros declarados sobre capital próprio por ação, para os períodos indicados, ambos
no tempo declarado e conforme corrigidos para nosso grupamento 500:1 efetuado em 2007.
.
Dividendo por Ação
Pago (2)
Declarado
Equivalente em 20/08/2007 (1)
Em 31/12/2006
Ordinária ....
Preferencial A
Preferencial B
R$
0,00026403571
0,00403899462
0,00302924597
US$
0,00012349659
0,00188914622
0,00141685967
R$
0,13201785500
2,01949731000
1,51462298500
US$
0,06174829514
0,94457311038
0,70842983396
R$
0,00027872570
0,00426370961
0,00319778221
US$
0,00014595261
0,00223265938
0,00167449453
Ordinária ....
Preferencial A
Preferencial B
R$
0,40155520020
2,01949731106
1,51462298231
Equivalente em 20/08/2007
U,S,$
0,22670084130
1,14012155539
0,85509116599
R$
0,40155520020
2,01949731106
1,51462298231
(1)
Ordinária ....
Preferencial A
Preferencial B
Ordinária ....
Preferencial A
Preferencial B
(1)
(2)
(3)
R$
1,484883733
2,174044374
1,630533280
U,S,$
0,635380288
0,930271448
0,697703586
US$
0,07297630518
1,11632968791
0,83724726659
U,S,$
0,22670084130
1,14012155539
0,85509116599
Equivalente em 20/08/2007 (1)
Em 15/06/2008
R$
0,41587767968
2,09152777855
1,56864583289
U,S,$
0,24648985282
1,23964424997
0,92973318687
R$
0,41587767968
2,09152777855
1,56864583289
U,S,$
0,24648985282
1,23964424997
0,92973318687
Pago (2)
Declarado
Em 31/12/2008
R$
0,13936285000
2,13185480500
1,59889110500
Pago (2)
Declarado
Em 31/12/2007
Equivalente em 20/08/2007 (1)
Em 28/06/2007
Equivalente em 20/08/2007
R$
1,484883733
2,174044374
1,630533280
(1)
U,S,$
0,635380288
0,930271448
0,697703586
Em 30/04/2009
R$
1,548692924
2,267468532
1,703562217
(3)
U,S,$
0,662684178
0,970247553
0,728952596
Equivalente em 20/08/2007 (1)
R$
1,548692924
2,267468532
1,703562217
U,S,$
0,662684178
0,970247553
0,728952596
Declarado
Pago
Declarado
Pago
Em 31/12/2009
Em 18/05/2010
Em 31/12/2010
Em 29/06/2011
R$
0,409663154
2,174044375
1,6305332814
U,S,$
0,713305484
3,785446066
2,839084549
R$
1,548692924
2,267468532
1,703562217
U,S,$
0,662684178
0,970247553
0,728952596
R$
0,832245170
2,174043683
1,630533280
U,S,$
1,386686902
3,622391585
2,716794551
R$
0,877358220
2,291890859
1,718918690
U,S,$
1,380084480
3,605144321
2,703859099
Corrigido para refletir o grupamento.
Corrigido pela variação da taxa Selic.
Assembleia Geral dos Acionistas.
Controles Cambiais e Taxas de Câmbio Estrangeiro
O sistema de câmbio estrangeiro brasileiro permite a compra e venda de moedas estrangeiras e transferências de Reais por qualquer
pessoa física ou pessoa jurídica, independentemente do valor, estando sujeitos a determinados procedimentos regulatórios.
Desde 1999, o Banco Central permite que a taxa de câmbio Real / dólar americano flutue livremente. Desde então, tal taxa cambial
vem flutuando consideravelmente. Até o começo de 2003, o valor do Real decaiu em relação ao dólar americano e depois se
estabilizou. O Real se valorizou em relação ao dólar em 2004-2007. Em 2008, em consequência do agravamento da crise econômica e
financeira mundial, o Real depreciou 31,9% em relação ao dólar e, em 31 de dezembro de 2008, a taxa de câmbio do Real em relação
ao dólar estava em R$ 2,34 por US$ 1,00. Em 2009, o Real teve uma valorização de 25,5% em relação ao dólar, devido às melhores
condições econômicas no Brasil. No passado, o Banco Central ocasionalmente interveio para controlar a instabilidade nas taxas
cambiais estrangeiras. Não podemos prever se o Banco Central ou o governo brasileiro continuará a permitir que o Real flutue
livremente ou se intervirá no mercado da taxa de câmbio por meio do sistema de bandas cambiais ou outras providências. Não
podemos garantir que o Real não desvalorize substancialmente ou que continue a valorizar em relação ao dólar em um futuro próximo.
A tabela a seguir apresenta as taxas média, mínima e máxima de venda no final do período, publicadas pelo Banco Central, expressas
em Reais por US$ para os períodos e datas indicados.
Reais por US$ Dólar
Ano findo em
Final do
período
Média (1)
Mínima
Máxima
31 de dezembro de 2005 ....................................................................................................................................................................................
2,3407
2,4341
2,1633
2,7621
31 de dezembro de 2006 ....................................................................................................................................................................................
2,1380
2,1771
2,0586
2,3711
31 de dezembro de 2007 ....................................................................................................................................................................................
1,7713
1,9483
1,7325
2,1556
31 de dezembro de 2008 ....................................................................................................................................................................................
2,3370
1,8374
1,5593
2,5004
31 de dezembro de 2009 ....................................................................................................................................................................................
1,7412
1,9905
1,7024
2,4218
31 de dezembro de 2010 ....................................................................................................................................................................................
1,6662
1,7593
1,6554
1,8811
(1)
Representa a média de taxas ao final do mês, começando em dezembro do período anterior até o último mês do período indicado.
A tabela a seguir estabelece as taxas máxima e mínima, para venda no mercado de câmbio/mercado comercial no final do período,
publicadas pelo Banco Central, expressas em Reais por US$, para os períodos e datas indicados .
Reais por US$ Dólar
Mês
Final do
período
Média (1)
Mínima
Máxima
Dezembro 2010 ............................................................................................................................................................................................
1,6662
1,6934
1,6662
1,7117
Janeiro 2010 .................................................................................................................................................................................................
1,6734
1,6749
1,6510
1,6912
Fevereiro 2011..............................................................................................................................................................................................
1,6612
1,6680
1,6612
1,6776
Março 2011 ..................................................................................................................................................................................................
1,6287
1,6591
1,6287
1,6757
Abril 2011 ....................................................................................................................................................................................................
1,5733
1,586
1,5654
1,6194
Maio 2011 ....................................................................................................................................................................................................
1,5799
1,6134
1,5747
1,6339
Junho 2011 ...................................................................................................................................................................................................
1,5611
1,5870
1,5730
1,6108
Julho 2011 ....................................................................................................................................................................................................
1,5563
1,5639
1,5345
1,5828
Agosto 2011 .................................................................................................................................................................................................
1,5872
1,5970
1,5551
1,6334
Setembro 2011..............................................................................................................................................................................................
1,8544
1,7498
1,6040
1,9016
A lei brasileira estipula que, sempre que existir um desequilíbrio grave no balanço de pagamentos do Brasil ou existirem sérios
motivos para prever um desequilíbrio, podem ser impostas restrições temporárias sobre remessas de capital estrangeiro para o exterior.
Não podemos garantir que essas medidas não serão tomadas pelo governo brasileiro futuramente. Vide “Item 3.D, Fatores de Risco –
Riscos Referentes ao Brasil”.
Atualmente, mantemos nossos controles e registros financeiros em Reais. Para facilidade de apresentação, entretanto, certas
informações financeiras consolidadas contidas neste relatório anual foram apresentadas em dólares americanos. Vide “Item 8,
Informações Financeiras”.
B. Capitalização e Endividamento
Não aplicável.
C. Razões para Proposta e Uso de Recursos
Não aplicável.
D. Fatores de Risco
Riscos referentes à nossa empresa
Algumas de nossas concessões têm previsão de expirar em 2015 e, atualmente, a lei brasileira não nos permite renovar tais
concessões; se não conseguirmos renovar tais concessões nossos resultados operacionais poderão ser afetados de forma negativa.
Desenvolvemos as atividades de geração, transmissão e distribuição de acordo com os contratos de concessão firmados com o
Governo Brasileiro por meio da ANEEL. O intervalo de duração dessas concessões varia de 20 a 35 anos. Nossos contratos de
concessão com as datas de vencimento mais próximas expiram em 2015 e já foram renovados uma vez (veja “Item 4.B. Panorama do
Negócio – Geração - Concessões”), exceto Corumbá I, que expira em novembro de 2014, e ainda não foi renovado anteriormente.
Nosso contrato de concessão para Itumbiara, que expira em fevereiro de 2020, e Corumbá I possuem cláusulas contratuais que
permitem a renovação das concessões uma vez que elas ainda não foram renovadas anteriormente. Em 10 de maio de 2011, a ANEEL
rejeitou nosso pedido de prorrogação do período de concessão para nossa usina de Xingó. A Eletrobrás Furnas solicitou a renovação
para um período de vinte e nove anos para Serra da Mesa três anos atrás, em conformidade com o prazo estabelecido por lei. A
ANEEL finalizou sua revisão sobre esse processo e emitiu uma recomendação ao MME a favor da renovação da concessão de Serra
da Mesa. Até a data deste relatório, estamos aguardando a aprovação pelo MME. Nos nossos negócios de geração, as concessões a
expirar em 2015, ou antes, representam aproximadamente 30,2% da capacidade total instalada a partir de 31 de dezembro de 2010 e
86,8% e 35,5% de tal capacidade em nossas subsidiárias Eletrobrás Chesf e Eletrobrás Furnas, respectivamente. Para mais detalhes
sobre a Eletrobrás Chesf e a Eletrobrás Furnas, veja o “Item 4, Informações sobre a Companhia – Estrutura Organizacional”.
Atualmente, a Lei nº 10.848 de 2004 permite que as concessões sejam renovadas somente uma vez. No entanto, foram formados
grupos de trabalho em 2010, que estão atualmente examinando propostas para alterações dessa lei. Se a lei não for mudada, não
poderemos renovar certas concessões e teremos que participar de leilões para obter essas concessões novamente. Se nós não pudermos
renovar nenhuma dessas concessões e não conseguirmos ganhar nenhum desses leilões, perderemos as atividades derivadas dessas
concessões, o que afetaria adversamente nossa condição financeira e os resultados operacionais.
Somos controlados pelo Governo Brasileiro, cujas atuais políticas e prioridades afetam diretamente nossas operações e podem
conflitar com os interesses de nossos investidores.
O Governo Brasileiro, na qualidade de nosso acionista controlador, tem perseguido (e pode continuar perseguindo) alguns de seus
objetivos macroeconômicos e sociais utilizando os recursos do Governo Brasileiro por nós administrados. Estes recursos são o Fundo
de RGR, a Conta CCC e a Conta CDE.
O Governo Brasileiro também tem o poder de nomear oito dos 10 membros do nosso Conselho de Administração e, por meio deles,
uma grande parte dos dirigentes responsáveis por nossa administração diária. Além disso, o governo brasileiro é, atualmente, titular da
maioria de nossas ações com direito de voto. Consequentemente, o governo brasileiro possui a maioria dos votos na assembleia de
acionistas, permitindo que aprove a maioria das matérias prescritas por lei, incluindo o seguinte: (i) a venda parcial ou total de ações
de nossas subsidiárias; (ii) aumento de nosso capital social por meio de inscrição de novas ações; (iii) nossa política de distribuição de
dividendos, desde que esteja em conformidade com a distribuição mínima de dividendos regulada por lei; (iv) emissão de títulos no
mercado interno e internacional; (v) fusões e separações corporativas; (vi) permuta de nossas ações ou outros títulos; e (vi) resgate de
ações de diferentes classes, independentemente da aprovação dos titulares de ações e classes sujeitas ao resgate. Nossas operações
impactam o desenvolvimento comercial, industrial e social promovido pelo Governo Brasileiro. No passado, assim como pode ocorrer
no futuro, o Governo Brasileiro nos requisitou que fizéssemos investimentos, dívidas ou nos engajássemos em transações (o que pode
incluir, por exemplo, requisitar-nos a fazer aquisições) que podem não ser consistentes com nosso objetivo de maximização dos
lucros.
Estamos sujeitos a regras que limitam o empréstimo para as companhias do setor público e talvez não obtenhamos fundos
suficientes para completar nosso programa de despesas de capital.
Nosso orçamento atual indica investimentos de, aproximadamente, R$ 10 bilhões em 2011. Não podemos garantir que poderemos
financiar nosso programa de investimentos nem nosso fluxo de caixa ou recursos externos. Além disso, sendo uma companhia
controlada pelo Estado, estamos sujeitos a certas regras que limitam nosso endividamento e investimento e devemos submeter nossa
proposta de orçamento anual, incluindo estimativas de montante e fontes de financiamento, para o Ministério de Planejamento,
Orçamento e Gestão e para o Congresso Brasileiro para aprovação. Por isso, se as nossas operações não se encaixarem nos
parâmetros e condições estabelecidas por essas regras e pelo governo Brasileiro, teremos dificuldade em obter as autorizações
financeiras necessárias, o que pode criar dificuldades em obter fundos. Se não recebermos esses fundos, nossa capacidade de
investimentos em expansão e manutenção pode ser adversamente impactada, o que pode afetar a execução da nossa estratégia de
crescimento, particularmente projetos de grande escala como a construção da nova usina nuclear, Angra III, o desenvolvimento do
complexo hidrelétrico de Belo Monte e o andamento da construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio.
Nós possuímos uma série de subsidiárias cujo desempenho influencia significativamente nossos resultados.
Nós conduzimos nossos negócios, principalmente através de nossas subsidiárias operacionais, incluindo a Eletrobras Eletronorte,
Eletrobras CGTEE, Eletrobras Eletronuclear, Eletrobrás Chesf, Eletrobras Furnas e Eletrobras Eletrosul e através de Itaipu. Nossa
capacidade de cumprir nossas obrigações financeiras está, portanto, relacionada, em parte, ao fluxo de caixa e ganhos das referidas
subsidiárias e à distribuição ou outra transferência desses ganhos para nós na forma de dividendos, empréstimos ou outros
adiantamentos e pagamentos. Algumas de nossas subsidiárias podem, ou poderão no futuro, sujeitar-se a contratos de empréstimos que
exigem que qualquer endividamento dessas subsidiárias esteja subordinado ao nosso endividamento no âmbito desses acordos de
empréstimo. Nossas subsidiárias são entidades jurídicas distintas. Qualquer direito que possamos ter de receber ativos de qualquer
subsidiária ou outros pagamentos após a sua liquidação ou reorganização estará subordinado efetivamente às reivindicações dos
credores daquela subsidiária (incluindo autoridades fiscais, credores comerciais e financiadores de tais subsidiárias), exceto no caso
em que nós formos credores dessa subsidiária, caso em que nossas reivindicações ainda estariam subordinadas a toda e qualquer
garantia sobre os ativos dessa subsidiária e sobre o endividamento da subsidiária sênior ao realizado por nós.
Os montantes que recebemos da Conta de Consumo de Combustível podem diminuir.
O governo brasileiro introduziu a Conta de Consumo de Combustíveis, ou CCC, em 1973. A finalidade da CCC é gerar reservas
financeiras a pagar para companhias de distribuição e algumas companhias de geração (as quais devem fazer contribuições anuais para
a CCC) com o objetivo de cobrir parte dos custos da operação das usinas termelétricas em caso de condições hidrológicas adversas.
Embora o governo brasileiro tenha anunciado que a CCC deve ser gradualmente eliminada, nós (juntamente com outras companhias
em nossa indústria) continuamos a receber reembolsos dessa conta. Recentemente, os montantes que recebemos como reembolso da
CCC superaram nossas contribuições para essa conta. No entanto, não podemos garantir que continuaremos a receber os reembolsos
da CCC (em quantidades que ultrapassam as nossas contribuições ou qualquer uma), e uma diminuição dos montantes que recebemos
podem afetar adversamente nossa condição financeira e os resultados operacionais.
Considerando que muitos de nossos bens são destinados a fornecer serviço público essencial, eles não poderiam estar disponíveis
para liquidação no caso de falência e não poderiam estar sujeitos a embargo para assegurar um julgamento.
Em 9 de fevereiro de 2005, o governo brasileiro decretou a Lei nº 11.101, chamada Nova Lei de Falência. A Nova Lei de Falência,
que entrou em vigor em 9 de junho de 2005, rege procedimentos para recuperação judicial e extrajudicial e liquidação e substitui o
procedimento de reorganização judicial de dívidas conhecido como concordata (reorganização) para recuperação judicial e
extrajudicial. A Nova Lei de Falência estabelece que suas provisões não se apliquem a companhias de capital misto de posse do
governo (como a Eletrobrás). No entanto, a Constituição Brasileira convenciona que companhias de capital misto, como a Eletrobrás,
que operem negócios comerciais, estarão sujeitas ao regime legal aplicado a instituições privadas com relação a questões cíveis,
comerciais, trabalhistas e referentes a impostos. Dessa maneira, não é claro se as provisões relativas à recuperação judicial e
extrajudicial e os procedimentos de liquidação da Nova Lei de Falência se aplicam ou não ao nosso caso. Para mais detalhes sobre a
Nova Lei de Falência, veja o “Item 4.B Panorama do Negócio – Os efeitos da Nova Lei de Falência”.
Acreditamos que as cortes brasileiras considerariam que uma parte substancial de nossos bens, incluindo nossos bens de geração, rede
de transmissão e rede limitada de distribuição, fornece serviço público essencial. Dessa maneira, esses bens não poderiam ser
disponibilizados para liquidação no caso de falência ou sujeitos a embargo para assegurar um julgamento. Em qualquer dos casos,
esses bens poderiam reverter para o governo brasileiro conforme a lei brasileira e os termos de nossos contratos de concessão. Embora
o governo brasileiro tenha, sob tais circunstâncias, a obrigação de nos compensar com relação à reversão desses bens, não podemos
assegurar que o nível de compensação recebido seja igual ao valor de mercado dos bens e, dessa forma, nossas condições financeiras e
resultados operacionais seriam afetados.
Poderemos nos responsabilizar por danos, sujeitos a regulamentação futura e ter dificuldades em obter financiamento, caso haja
um acidente nuclear envolvendo nossa subsidiária Eletrobrás Eletronuclear.
Nossa subsidiária Eletrobrás Eletronuclear, na qualidade de operadora de duas usinas nucleares, está sujeita a responsabilidades, pela
lei brasileira, por danos no caso de um acidente nuclear. A Convenção de Viena sobre Responsabilidade Civil por Danos Nucleares
(ou Convenção de Viena) entrou em vigor no Brasil em 1993. A Convenção de Viena estabelece que um operador de instalações
nucleares, como a Eletrobrás Eletronuclear, em uma jurisdição que tenha adotado a legislação que implemente a Convenção de Viena,
será estritamente responsável por danos em caso de acidente nuclear (exceto os cobertos por seguro). A Eletrobrás Eletronuclear é
regulada por diversas agências federais e estaduais. Desde 31 de dezembro de 2010, as usinas Angra I e Angra II da Eletrobrás
Eletronuclear estão asseguradas por um valor de US$ 171 milhões, caso ocorra um acidente nuclear (veja o “Item 4.B Panorama do
Negócio – Geração – Usinas Nucleares”). Além da responsabilidade por danos em caso de acidente nuclear, a Eletrobrás Eletronuclear
fez um seguro para cobrir riscos operacionais resultantes da falha em equipamentos, no valor de US$ 500 milhões para cada unidade.
Não podemos assegurar que essa cobertura será suficiente no caso de um acidente nuclear. Dessa forma, qualquer acidente nuclear
pode acarretar em efeitos adversos para nossas condições financeiras e resultados operacionais.
O incidente na Usina Nuclear Dai-ichi de Fukushima no Japão, em março de 2011, e o anúncio em seguida da Alemanha, em maio de
2011, de que não mais dependerá de energia nuclear até o ano 2022 poderia levar a normas de segurança mais rigorosas para as usinas
nucleares e uma tendência a favor da não dependência nuclear. Se a opinião pública mundial continuar a favorecer regulamentações
mais rígidas para a energia nuclear ou uma tendência para a energia não nuclear, nossa capacidade de financiar e expandir de maneira
rentável nossas operações nucleares poderá ser adversamente afetada.
Não temos fonte alternativa de suprimento de matéria-prima usada pelas nossas usinas térmicas e nucleares.
Nossas usinas térmicas operam com carvão e / ou óleo combustível e nossas usinas nucleares operam com urânio processado. Em cada
caso, somos totalmente dependentes de terceiros para provisão dessas matérias-primas. Se, por alguma razão, essas matérias-primas
não estiverem disponíveis, não teremos fonte alternativa de suprimento e, dessa forma, a geração de energia elétrica pelas usinas
térmicas e nucleares será materialmente afetada adversamente, que pode afetar adversamente nossas condições financeiras e resultados
operacionais.
Nossas distribuidoras operam sob condições desafiadoras de mercado e, historicamente, em seu conjunto, acarretaram perdas.
Nossas atividades de distribuição são realizadas no norte e no nordeste do Brasil e representam 10,89% de nossa receita líquida
consolidada em 31 de dezembro de 2010. As regiões norte e nordeste do Brasil são as mais pobres do país e nossas subsidiárias de
distribuição acarretam muitas perdas comerciais resultantes de conexões ilegais, bem como de altos níveis de inadimplência de
consumidores dessas regiões. Historicamente, em seu conjunto, nossas subsidiárias de distribuição acarretaram perdas que afetaram
adversamente nosso resultado consolidado. Em maio de 2008, uma nova estrutura gerencial foi implementada para nossas atividades
de distribuição. Como resultado, muitas medidas foram tomadas para reduzir as perdas comerciais e renegociar dívidas dos
consumidores inadimplentes com as nossas subsidiárias de distribuição. No entanto, não podemos ter certeza de que tais medidas
serão bem-sucedidas e que as perdas sofridas por nossas subsidiárias de distribuição sejam substancialmente reduzidas. Também não
podemos ter certeza de que as condições do mercado onde essas subsidiárias operam não ficarão piores.
Além disso, as tarifas que cobramos pela venda de eletricidade aos consumidores são determinadas pela ANEEL, nos termos de
contratos de concessão e da lei brasileira, que estabelecem mecanismos que permitem ajustes periódicos. A ANEEL determina o nível
de qualquer ajuste, analisando os custos de cada companhia de distribuição e seu custo médio ponderado de capital, ou o CMPC.
Acreditamos que o terceiro ciclo de revisão tarifária para companhias de distribuição de energia pode resultar em um CPCC abaixo
dos 9,95% determinados no segundo ciclo de revisão tarifária, em virtude de indicadores macroeconômicos e outros fatores que estão
além do nosso controle. Dado que os indicadores macroeconômicos do Brasil melhoraram nos últimos anos, o novo CPCC pode levar
a menores custos de energia, enquanto os outros custos permanecem estáveis.Portanto, nossas subsidiárias de distribuição de energia
elétrica podem acarretar perdas e continuar a afetar adversamente nossas condições financeiras e resultados operacionais.
Podemos incorrer em perdas e despender tempo e dinheiro defendendo contenciosos pendentes e arbitragem.
Existem diversos processos contra nós nas áreas civil, administrativas, ambiental, trabalhista e fiscal. Essas reivindicações envolvem
quantias substanciais de dinheiro e outros recursos. Diversos litígios individuais respondem por uma parte significativa do montante
total das reivindicações contra nós. Nós fizemos provisões para todos os montantes em disputa que representem uma perda provável
no ponto de vista de nossos consultores jurídicos e com relação às disputas que são cobertas por leis, decretos administrativos,
decretos ou decisões de tribunal que se provaram desfavoráveis. A partir de 31 de dezembro de 2010, provisionamos uma quantia total
agregada de, aproximadamente, R$ 4,159 milhões com respeito aos nossos procedimentos legais, dos quais R$ 282 milhões estão
relacionados aos processos fiscais, R$ 2,982 milhões relacionados aos processos cíveis e R$ 895 milhões aos processos trabalhistas.
Veja o “Item 8.A – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Outras Informações – Litígios”).
No caso dos processos que envolvam uma quantia substancial, e da qual nós não tenhamos provisão, tenham uma sentença
desfavorável para nós, ou no caso das perdas estimadas resultarem valores significativamente superiores às provisões feitas, o custo
agregado das decisões desfavoráveis podem nos afetar adversamente de forma substancial nossas condições financeiras e o nosso
resultado operacional. Além disso, nossa administração pode precisar despender tempo e atenção na defesa desses processos, o que
poderia desviá-la do foco no nosso negócio principal. Dependendo do resultado, certos litígios podem resultar em restrições
operacionais e ter um efeito adverso substancial em algum de nossos negócios principais.
Nossa cobertura de seguros pode ser insuficiente para cobrir perdas potenciais.
Nosso negócio, em geral, está sujeito a diversos riscos e perigos, incluindo acidentes industriais, disputas trabalhistas, condições
geológicas inesperadas, alterações no ambiente regulatório, riscos ecológicos e meteorológicos, além de outros fenômenos naturais.
Além disso, nós e nossas subsidiárias somos responsáveis por perdas e danos de terceiras partes causados por qualquer falha no
fornecimento de serviços de geração, transmissão e distribuição.
Nosso seguro cobre apenas uma parte das perdas. Mantemos seguro em quantias que acreditamos serem adequadas para cobrir danos
de incêndio, responsabilidade por acidentes de terceiros e riscos operacionais em nossas usinas. Se formos incapazes de renovar
nossas apólices de seguro em algum momento, ou surgirem perdas, ou ocorram outros sinistros que não estejam cobertos por um
seguro ou que excedam o nosso limite de seguro, podemos estar sujeitos a perdas adicionais substancias inesperadas.
A sentença pode não ser executável contra nossos diretores ou dirigentes.
Todos os nossos diretores e dirigentes mencionados neste relatório anual residem no Brasil. Nós, nossos diretores e dirigentes e os
membros de nosso conselho fiscal não concordamos em aceitar serviço de processo nos Estados Unidos. Substancialmente, todos os
nossos patrimônios, assim como os patrimônios dessas pessoas, estão localizados no Brasil. Como resultado, não pode ser possível
efetuar o serviço de processo nos Estados Unidos ou em outra jurisdição fora do Brasil a essas pessoas, embargar seu patrimônio, ou
processá-las ou nos processar nos tribunais dos Estados Unidos, ou nos tribunais de outras jurisdições fora do Brasil, sentenças
proferidas com base nas disposições de responsabilidade civil das leis de títulos dos Estados Unidos ou das leis de outras jurisdições.
Nós não temos experiência em preparar as demonstrações financeiras segundo o U.S. GAAP e nos falta mão de obra habilitada
para fazê-lo.
Historicamente nossas demonstrações financeiras são preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e conforme o
U.S. GAAP para fins de apresentação de nosso 20F, os padrões de contabilidade determinados pelo Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil e pelas normas e procedimentos da CVM. Não temos os dados financeiros em U.S. GAAP para nenhum
período anterior a 31 de dezembro de 2000.
Por causa disso, não possuímos pessoal com experiência em fazer o U.S. GAAP. Na data deste relatório anual, usamos o serviço
terceirizado de uma firma de consultoria para nos auxiliar na preparação do U.S. GAAP. Se não conseguirmos desenvolver esta
habilidade internamente ou por meio de novas contratações, poderemos enfrentar desafios em algumas tarefas como, por exemplo, em
fazer as alterações requeridas pelo U.S. GAAP ao consolidar os resultados das nossas subsidiárias. Se não conseguirmos treinar,
contratar e manter esse pessoal, a preparação de nossas demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis americanas, de
forma consistente e em tempo hábil, poderá ser prejudicada.
Se não formos capazes de suprir as deficiências materiais em nossos controles internos, a confiabilidade de nossos relatórios
financeiros e da preparação de nossas demonstrações financeiras pode ser adversamente afetada.
De acordo com as normas da SEC, a nossa administração, incluindo o nosso Diretor Presidente e Diretor Financeiro, avalia a eficácia
de nossos controles e procedimentos de divulgação, incluindo a eficácia de nossos controles internos sobre os relatórios financeiros.
Nossos controles internos sobre os relatórios financeiros são projetados para oferecer uma garantia razoável em relação à
confiabilidade dos relatórios financeiros à elaboração de demonstrações financeiras para fins externos, de acordo com os princípios
contábeis geralmente aceitos. Como resultado da avaliação de nossa administração sobre a eficácia de nossa divulgação, controles e
procedimentos em 2010, nossa administração determinou que esses controles e procedimentos não foram eficazes em virtude de
deficiências materiais em nossos controles internos sobre os relatórios financeiros. Essas deficiências materiais incluíram nossa falta
de planejamento e manutenção de controles operacionais eficazes sobre:

os critérios baseados nos relatórios financeiros estabelecidos pelo Comitê de Organizações Patrocinadoras da Comissão
Treadway, ou COSO, incluindo: deficiências de controle interno não remediadas em tempo hábil, falta de
responsabilidade devidamente definida com relação a nossos controles internos sobre os relatórios financeiros e as linhas
necessárias de comunicação; falta de desempenho adequado de uma avaliação para garantir controles definidos e
implementados de maneira eficaz a fim de prevenir e detectar distorções relevantes às nossas demonstrações financeiras;
falta de planejamento adequado e manutenção de políticas de tecnologia da informação eficazes, incluindo os
relacionados com a segregação de funções, segurança e acesso (concessão e monitoramento) para nossos programas de
aplicação financeira e de dados;

a integridade e a exatidão do relatório financeiro de final do período, especificamente em matéria de registro de entradas
recorrentes e não recorrentes no diário;

a integridade e exatidão das informações sobre depósitos judiciais bem como as revisões periódicas e as atualizações
dessa informação, incluindo as atualizações de perdas esperadas para fins de exercício;

a abrangência e a precisão e a revisão e acompanhamento dos planos de benefícios pós-aposentadoria (previdência)
patrocinados por nós, incluindo a falha em realizar uma revisão detalhada das premissas atuariais, a conciliação entre os
relatórios de avaliação atuarial e os registros contábeis, bem como os fluxos de caixa de pagamentos de contribuições;

a contabilidade de Itaipu para o ativo imobilizado e equipamentos, especificamente, para garantir a integridade, a precisão
e a validação de suas aquisições de ativos fixos;

a integridade, a precisão, a validade e a avaliação da compra e dos pagamentos de bens e serviços pela Eletrobras Furnas
em virtude de alterações relacionadas com a implementação do novo software;

a integridade e exatidão das alterações na receita de serviços de transmissão associada ao fator de ajuste relacionado com
a disponibilidade das linhas de transmissão não incluídas na taxa fixa de receita de transmissão (Receita Anual Permitida),
e

a revisão e o monitoramento adequados relativos à preparação de nossas demonstrações financeiras e divulgações IFRS,
incluindo a falta de pessoal contábil interno com conhecimento adequado sobre as IFRS para supervisionar e revisar o
processo de contabilidade.
Em resposta a tais achados por nossa administração, começamos a implementar medidas para solucionar cada uma dessas deficiências
materiais. Se não formos capazes de suprir essas deficiências materiais, a confiabilidade de nossos relatórios financeiros e da
preparação de nossas demonstrações financeiras podem ser adversamente afetadas, o que pode afetar material e adversamente nossa
companhia e nossa reputação.
Riscos Relacionados ao Brasil
O Governo Brasileiro exerceu, e continua exercendo, influência significativa sobre a economia brasileira. As condições
econômicas e políticas brasileiras têm um impacto direto sobre nossas atividades, nossa condição financeira, resultados das
operações e perspectivas.
A economia brasileira tem sido caracterizada pelo envolvimento significativo do Governo Brasileiro, que muda frequentemente as
políticas monetárias, de crédito, entre outras, para influenciar a economia do Brasil. As ações do Governo Brasileiro para controlar a
inflação e colocar em prática outras políticas têm envolvido com frequência controles de salários e de preços, desvalorização do Real,
controles sobre remessas de recursos para o exterior, intervenção pelo Banco Central para afetar as taxas básicas de juros e outras
medidas. Não temos controle sobre, e não podemos prever quais medidas ou políticas o Governo Brasileiro possa tomar no futuro.
Nossas atividades, condição financeira, resultados das operações e perspectivas podem ser afetados adversamente pelas alterações nas
políticas do Governo Brasileiro, bem como fatores gerais incluindo, sem limitação:
•
Crescimento econômico brasileiro;
•
inflação;
•
taxas de juro;
•
variações nas taxas de câmbio;
•
políticas de controle cambial;
•
liquidez do capital nacional e mercados de empréstimo;
•
política fiscal e alterações nas leis tributárias; e
•
outras diretrizes políticas, diplomáticas, sociais e econômicas ou desenvolvimentos no Brasil ou que o afetem.
As alterações e as incertezas com relação à implementação das políticas acima relacionadas podem contribuir para a incerteza
econômica no Brasil, aumentando, assim, a volatilidade do mercado brasileiro de títulos e o valor dos títulos brasileiros
comercializados no exterior.
A estabilidade do Real é afetada por sua relação com o Dólar americano, pela inflação e pela política do Governo Brasileiro
referente às taxas cambiais. Nosso negócio pode ser adversamente afetado por qualquer recorrência de volatilidade que afete
nossos recebíveis e obrigações relacionadas à moeda estrangeira.
A moeda brasileira passou por graus elevados de volatilidade no passado. O Governo Brasileiro implantou diversos planos
econômicos e usou uma grande variedade de mecanismos para controlar as moedas estrangeiras, incluindo a desvalorização repentina,
pequenos períodos de desvalorização, durante os quais a ocorrência de alterações varia entre diária e mensal, sistemas de flutuação do
mercado cambial, controles cambiais e mercado cambial paralelo. Em alguns períodos, houve um grau significativo de flutuação entre
o dólar americano e o real brasileiro e outras moedas. Em 31 de dezembro de 2010, o câmbio entre o real e o dólar era de R$ 1,6662
para US$1,00.
O Real pode não manter seu valor atual ou o Governo Brasileiro pode implementar mecanismos para controle de moedas estrangeiras.
Qualquer interferência governamental na taxa de câmbio, ou a implementação de mecanismos de controle cambial, pode levar a uma
depreciação do Real, o que poderia reduzir o valor de nossos recebíveis e tornar nossas obrigações relacionadas à moeda estrangeira
mais dispendiosas. Exceto com relação às nossas receitas e recebíveis expressos em Dólares americanos, essa desvalorização pode
afetar adversamente nossas atividades, operações e perspectivas.
Em 31 de dezembro de 2010, aproximadamente 43% de nossos endividamentos consolidados, que totalizam R$ 13,891 milhões,
estavam denominados em moeda estrangeira, dos quais R$ 13,474 milhões (ou aproximadamente 97%) estão denominados em
dólares americanos, e aproximadamente R$ 8,3 bilhões de tais endividamentos estrangeiros, ou 60,0% de tais endividamentos
estrangeiros, estão relacionados ao endividamento de Itaipu.
A inflação e as medidas do Governo Brasileiro para reduzir a inflação podem contribuir significativamente para a incerteza
econômica no Brasil e ter um impacto adverso sobre nossos resultados operacionais.
O Brasil tem passado historicamente por taxas elevadas de inflação. A inflação e algumas medidas do Governo Brasileiro tomadas em
uma tentativa de reduzir a inflação têm tido efeitos negativos significativos sobre a economia brasileira de forma geral. Desde a
introdução do Real em 1994, a taxa de inflação do Brasil tem sido substancialmente mais baixa do que nos períodos anteriores.
Persistem, entretanto, as pressões inflacionárias, e as políticas adotadas para conter essas pressões e incertezas quanto a uma possível
intervenção governamental têm contribuído para a incerteza econômica.
O Brasil pode passar por altos níveis de inflação no futuro. As pressões do custo inflacionário podem levar mais intervenções do
governo, incluindo a introdução de políticas que poderiam afetar adversamente nossos negócios, condições financeiras, resultados
operacionais e perspectivas.
O valor de Mercado dos títulos emitidos pelas companhias brasileiras é influenciado pela percepção de risco no Brasil e pelo risco
de outras economias emergentes.
Eventos adversos na economia brasileira e nas condições de mercado de outros mercados emergentes, especialmente na América
Latina, podem afetar adversamente os preços de mercado de títulos emitidos pelas companhias brasileiras. Mesmo se as condições
econômicas nesses países diferirem consideravelmente das condições econômicas predominantes no Brasil, as reações dos
investidores a eventos nesses países podem ter um efeito negativo sobre os preços de mercado de títulos de emissores brasileiros. As
crises em outros países emergentes podem reduzir a demanda dos investidores por títulos de emissores brasileiros. Isso pode afetar
negativamente o valor de mercado de nossas ações. Além disso, isso pode dificultar para nós, futuramente, o acesso aos mercados de
capital internacionais e a obtenção de financiamentos em termos aceitáveis.
A economia brasileira é afetada por condições econômicas globais gerais, especialmente as dos Estados Unidos. Por exemplo, os
preços de ações da BM&FBOVESPA têm estado vulneráveis a flutuações das taxas de juros nos Estados Unidos, bem como a
flutuações nos principais índices de ações dos Estados Unidos.
Esses fatores poderiam afetar os preços de comercialização de nossas ações ordinárias e preferenciais e ADSs, dificultando para nós o
acesso a mercados de capital futuras operações financeiras.
Riscos Relativos à Indústria Energética Brasileira
Não podemos prever se a nova Lei de Energia será sustentada. Se não for, nós podemos enfrentar um maior grau de incerteza e
maiores custos de realinhamento das nossas operações.
Em 2004, o governo brasileiro promulgou a Nova Lei de Energia, legislação esta que é o novo marco regulatório do setor de energia
no Brasil. Entre outras alterações, a nova legislação determina (i) a modificação das regras relativas à compra e à venda de energia
elétrica entre companhias de geração e distribuição; (ii) novas regras para leilão de companhias de geração; (iii) a criação da Câmara
de Comercialização de Energia Elétrica (“CCEE”) e novos órgãos divisionais; e (iv) modificações nas responsabilidades do Ministério
de Minas e Energia e da ANEEL. Nós alinhamos nossos negócios a essa nova estrutura legislativa. No entanto, a constitucionalidade
desta lei está sendo questionada na Suprema Corte. Esta ainda não deu seu entendimento final, apesar de já ter negado, por maioria de
votos, a suspensão da citada legislação enquanto sua constitucionalidade é debatida. Se a Suprema Corte decidir que a lei é
inconstitucional, haverá dúvida acerca de qual será a estrutura legislativa apropriada para o setor, o que afetará adversamente nossos
negócios. Além disso, não temos como prever os termos de um possível marco regulatório alternativo à regulação de eletricidade no
Brasil. Dessa forma, poderemos enfrentar custos de realinhamento dos nossos negócios à nova estrutura legislativa, o que afetará
adversamente nossas condições financeiras e resultados operacionais.
Podemos ser penalizados pela ANEEL por deixarmos de cumprir com os termos de nossos contratos de concessão e podemos não
recuperar o valor integral de nosso investimento na hipótese de qualquer um de nossos contratos de concessão ser cancelado.
Desenvolvemos as atividades de geração, transmissão e distribuição de acordo com os contratos de concessão firmados com o
Governo Brasileiro por meio da ANEEL. O intervalo de duração dessas concessões varia de 30 a 35 anos. A ANEEL pode nos impor
penalidades na hipótese de deixarmos de cumprir com qualquer provisão de nossos contratos de concessão. Dependendo da gravidade
de nosso não cumprimento, essas penalidades podem incluir multas substanciais (em alguns casos até dois por cento de nossas receitas
brutas no ano fiscal imediatamente anterior à avaliação) e restrições a nossas operações. Por exemplo, em 22 de maio de 2010, nossa
subsidiária Eletrobrás Furnas recebeu uma multa da ANEEL de R$ 53.700, como consequência da determinação da ANEEL de que
havia duas falhas no funcionamento do sistema de proteção das subestações de Itaberá e Ivaiporã, o que levou a interrupções na
geração em 10 de novembro de 2009. A ANEEL também pode encerrar nossas concessões antes do prazo de vencimento caso não
cumpramos com suas provisões, declaremos falência ou a companhia seja fechada, ou no caso de a ANEEL determinar que tal
encerramento poderia ser de interesse público (veja o Item 4.B. Panorama do Negócio - Geração - Concessões").
Desde 31 de dezembro de 2010, acreditamos que estamos atendendo a todos os termos materiais de nossos contratos de concessão.
Entretanto, não podemos assegurar que não seremos penalizados pela ANEEL por futura violação de nossos contratos de concessão ou
que nossas concessões não serão canceladas futuramente. Na hipótese de a ANEEL cancelar qualquer uma de nossas concessões antes
de seu prazo de vencimento, a compensação que recuperarmos pela parte não amortizada de nosso investimento pode não ser
suficiente para que cubramos o valor integral de nosso investimento e, dessa forma, podemos ter um efeito adverso sobre nossa
condição financeira e resultados das operações.
Nossas atividades de distribuição, geração e transmissão são reguladas e supervisionadas pelo Governo brasileiro. Nosso negócio
pode ser adversamente afetado por quaisquer alterações regulamentares ou por rescisão das concessões antes de suas datas de
expiração, e os pagamentos de indenização em virtude do termo antecipado podem ser inferiores ao montante total de nossos
investimentos.
De acordo com a lei brasileira, a ANEEL tem a autoridade para regular e supervisionar as atividades de geração, transmissão e
distribuição de concessionárias de energia elétrica, como nós e nossas subsidiárias, inclusive em relação aos investimentos, despesas
adicionais, tarifas e transferência de custos para clientes, entre outras matérias. Alterações regulatórias no setor de energia elétrica são
difíceis de prever e podem ter um impacto material adverso sobre nossa condição financeira e resultados operacionais.
O término das concessões pode ser antecipado por meio de expropriação e / ou caducidade. As autoridades concedentes podem
expropriar concessões em vista do interesse do público como expressamente previsto em lei, caso em que as autoridades concedentes
realizarão o serviço durante o período de concessão. A autoridade concedente poderá declarar a caducidade das concessões após a
ANEEL ou o MME realizar um procedimento administrativo e declarar que a concessionária (a) não prestou serviço adequado por
mais de 30 dias consecutivos e não apresentou qualquer alternativa aceitável à ANEEL ou para o ONS, ou não cumpriu a lei ou a
regulamentação aplicável; (b) perdeu as condições técnicas, financeiras ou econômicas necessárias para prestar o serviço
corretamente, e / ou (c) não cumpriu as multas cobradas pelo poder concedente.
As sanções estão estabelecidas na Resolução n º 63, de 12 de maio de 2004 da ANEEL, e incluem advertências, multas substanciais
(em certos casos, até 2,0% da receita para o ano fiscal imediatamente anterior à avaliação), restrições sobre as operações da
concessionária, a intervenção ou a extinção da concessão.
Podemos contestar qualquer expropriação ou caducidade, e teremos direito de receber uma compensação para os nossos investimentos
em bens reversíveis que não tenham sido completamente amortizados ou depreciados. No entanto, os pagamentos de indenização
podem não ser suficientes para recuperar totalmente os nossos investimentos, o que poderia afetar adversamente nossa condição
financeira e os resultados operacionais.
Estamos sujeitos a leis e regulamentos de segurança, saúde e ambientais que podem tornar-se mais rigorosos no futuro e resultar
em mais responsabilidades e dispêndios de capital.
Nossas operações estão sujeitas à legislação federal, estadual e local abrangente sobre segurança, saúde e meio-ambiente, bem como à
supervisão por parte de agências do Governo Brasileiro responsáveis pela implementação dessas leis. Entre outras coisas, estas leis
exigem que obtenhamos licenças ambientais para a construção de novas instalações ou a instalação e a operação de novos
equipamentos necessários às nossas atividades. As regras são complexas e podem mudar no transcorrer do tempo, tornando mais
difícil ou até mesmo impossível o cumprimento das exigências aplicáveis, impedindo, assim, nossas operações permanentes ou futuras
de geração, distribuição e transmissão. Por exemplo, o Ministério do Meio Ambiente exige que atendamos a 33 passos relacionados à
saúde, segurança e meio-ambiente para podermos receber uma permissão para operação de nossos projetos no rio Madeira.
Observamos uma tendência para exigências maiores sobre saúde e segurança em nossa indústria. Além disso, indivíduos, organizações
não governamentais e o público têm certos direitos de iniciar processos legais para obter liminares para suspender ou cancelar o
processo de licenciamento. Da mesma forma, as agências do Governo Brasileiro podem tomar medidas para execução contra nós por
qualquer falha no cumprimento das leis aplicáveis. Essa ação de execução pode incluir, entre outras coisas, a imposição de multas,
revogação de licenças e a suspensão das operações. Essas falhas podem ainda resultar em responsabilidade criminal,
independentemente da responsabilidade estrita de realizar reparação ambiental e indenizar terceiros pelo dano ambiental. Não
podemos prever com precisão o efeito que o cumprimento de regulamentos ambientais, de saúde ou segurança intensificados possa ter
sobre nossas atividades. Se não garantirmos as permissões apropriadas, nossa estratégia de crescimento será significativamente
afetada, o que pode acarretar efeitos adversos para nossos resultados operacionais e condição financeira.
Os regulamentos ambientais requerem que realizemos estudos sobre o impacto ambiental em projetos futuros e obtenhamos as
permissões regulamentares.
Devemos realizar estudos de impactos ambientais e obter permissões regulamentares para nossos projetos atuais e futuros. Não
podemos assegurar que esses estudos sobre impacto ambiental serão aprovados pelo Governo Brasileiro, de que a oposição pública
não resultará em atrasos ou modificações de qualquer projeto proposto ou que as leis ou regulamentos não mudarão ou serão
interpretados de uma forma que possa afetar adversamente nossas operações ou planos para os projetos nos quais tenhamos um
investimento. Vemos a preocupação pela proteção ambiental como uma tendência crescente em nossa indústria. As alterações nos
regulamentos ambientais, ou as alterações na política de cumprimento de regulamentos ambientais existentes, podem afetar
adversamente o resultado de nossas operações e condições financeiras ao atrasarem a implementação dos projetos de eletricidade,
aumentarem os custos de expansão, ou sujeitarem-nos a multas regulamentares pelo não cumprimento dos regulamentos ambientais.
Somos afetados pelas condições hidrológicas e nossos resultados operacionais podem ser afetados.
As condições hidrológicas vigentes podem afetar adversamente nossas operações. Por exemplo, condições hidrológicas que resultem
em baixo fornecimento de eletricidade no Brasil podem causar, além de outras coisas, a implementação de programas de conservação
ampla de eletricidade, incluindo reduções obrigatórias na geração e consumo de eletricidade. O período mais recente de níveis de
chuva extremamente baixos em grande parte do Brasil aconteceu nos anos antecedentes a 2001 e, como consequência, o Governo
Brasileiro instituiu um programa para redução no consumo de eletricidade que foi colocado em prática de 1 de junho de 2001 a 28 de
fevereiro de 2002. Uma nova ocorrência de condições hidrológicas desfavoráveis, que resulte em uma baixa oferta de energia para o
mercado brasileiro, pode causar, entre outras coisas, a implementação de um amplo programa de conservação de eletricidade,
incluindo um mandato de redução no consumo de eletricidade. É possível que períodos prolongados de escassez de chuva provoquem
efeitos adversos em nossa condição financeira e nos resultados operacionais no futuro. Nossa capacidade de geração pode ser afetada,
também, por eventos como inundações, que pode danificar nossas instalações. Isso, pode, por sua vez, afetar adversamente nossas
condições financeiras e resultados operacionais.
A construção, a expansão e a operação de nossas instalações e equipamentos para a geração, transmissão e distribuição de
eletricidade envolvem riscos significativos que podem levar à perda de receitas ou ao aumento de despesas.
A construção, a expansão e a operação de instalações e equipamentos para a geração, transmissão e distribuição de eletricidade
envolvem muitos riscos, incluindo:
•
a incapacidade de obter permissões e aprovações necessárias do governo;
•
a indisponibilidade de equipamento;
•
interrupções no suprimento;
•
paralisações das obras;
•
inquietação da mão de obra;
•
inquietação social;
•
interrupções ocasionadas pelas condições climáticas e hidrológicas;
•
problemas imprevistos de engenharia e ambientais;
•
aumentos das perdas de eletricidade, incluindo perdas técnicas e comerciais;
•
atrasos na construção e operação, ou aumentos nos custos previstos; e
•
indisponibilidade de custeio adequado.
Nós não temos cobertura de seguro para alguns destes riscos, especialmente para aqueles relacionados às condições meteorológicas.
Se passarmos por estes problemas, poderemos não conseguir gerar, transmitir e distribuir eletricidade nos montantes consistentes com
nossas projeções, o que poderá ter um efeito adverso sobre nossa condição financeira e o resultado das operações.
Somos estritamente responsáveis por quaisquer danos resultantes do fornecimento inadequado de eletricidade para as companhias
de distribuição, e nossas apólices de seguro contratadas podem não abranger totalmente esses danos.
Pela lei brasileira, somos estritamente responsáveis pelos danos diretos e indiretos resultantes do fornecimento inadequado de
eletricidade para as companhias de distribuição, como interrupções súbitas ou perturbações decorrentes dos sistemas de geração,
distribuição ou transmissão. Consequentemente, podemos ser responsabilizados pelos danos mesmo não estando inadimplentes.
Como resultado da incerteza inerente a essas questões, não mantemos quaisquer provisões com relação a potenciais danos, e tais
interrupções ou distúrbios podem não ser cobertos pelas apólices de seguro ou podem exceder os limites de cobertura dessas apólices.
Dessa forma, se formos responsabilizados a pagar os danos em montantes materiais, nossas condições financeiras e resultados
operacionais podem ser afetados adversamente em um grau maior do que aqueles estabelecidos nas provisões.
Riscos Relativos às nossas Ações e ADSs
Se você for portador de nossas ações preferenciais, terá direito a voto extremamente limitado.
De acordo com a Lei Brasileira das Sociedades Anônimas e com nossos estatutos, os portadores de ações preferenciais e, por
extensão, portadores de ADSs que as representarem, não têm direito a votar em nossas assembleias de acionistas, exceto em
circunstâncias muito limitadas. Isso significa, entre outras coisas, que um acionista preferencial não tem direito a votar em transações
corporativas, inclusive em fusões ou consolidações com outras companhias. Nosso principal acionista, que detém a maioria das ações
ordinárias com direito de voto e que exerce controle sobre nós, está apto a aprovar medidas corporativas sem a aprovação dos
acionistas das ações preferenciais. Dessa forma, um investimento em nossas ações preferenciais não é adequado se os direitos de voto
forem uma consideração importante em sua decisão de investimento.
O exercício de direitos a voto com respeito a ações ordinárias e preferenciais envolve procedimentos adicionais.
Quando os titulares de ações ordinárias tiverem direito a voto e nas circunstâncias limitadas nas quais os titulares de ações
preferenciais conseguem votar, os titulares podem exercer os direitos de voto com respeito às ações representadas por ADSs somente
de acordo com as disposições do contrato de depósito referente às ADSs. Não existem disposições pela lei brasileira ou pelos
estatutos que limitem a capacidade dos portadores de ADS exercerem seus direitos a voto através do banco depositário com respeito às
ações básicas. Entretanto, existem limitações práticas sobre a capacidade dos portadores de ADS exercerem seus direitos de voto em
virtude dos procedimentos adicionais envolvidos na comunicação com esses titulares. Por exemplo, os portadores de nossas ações
receberão nosso aviso diretamente e poderão exercer seus direitos de voto, tanto participando da assembleia pessoalmente como
votando por intermédio de um procurador. Os portadores de ADS, por comparação, não receberão aviso nosso diretamente. Em vez
disso, de acordo com o contrato de depósito, enviaremos o aviso ao banco depositário o qual, por sua vez, tão logo seja possível,
remeterá aos portadores de ADSs o aviso da assembleia e uma declaração quanto à forma na qual as instruções podem ser dadas pelos
portadores. Para exercerem seus direitos de voto, os portadores de ADS devem, então, instruir o banco depositário sobre como votar
suas ações. Em virtude deste procedimento extra envolvendo o banco depositário, o processo de exercício dos direitos de voto será
mais demorado para os titulares de ADS do que para os portadores de ações. As ADSs para as quais o banco depositário não receber
instruções para voto em tempo hábil não serão votadas em qualquer assembleia.
Se emitirmos novas ações ou nossos acionistas venderem ações futuramente, o preço de Mercado de suas ADSs pode ser reduzido.
As venda de uma quantidade substancial de ações, ou a suposição de que isto possa ocorrer, pode diminuir o preço vigente no mercado
de nossas ações ordinárias e preferenciais e ADSs pela diluição do valor das ações. Se emitirmos novas ações ou nossos atuais
acionistas venderem suas ações, o preço de mercado de nossas ações ordinárias e preferenciais, e das ADSs, pode diminuir
significativamente. Essas emissões e venda podem ainda tornar mais difícil para nós emitirmos ações ou ADSs futuramente em uma
data e um preço que considerarmos apropriados e para você vender seus títulos no preço ou acima do preço que pagaram por elas.
Os controles cambiais e as restrições sobre remessas para o exterior podem afetar adversamente os portadores de ADSs.
Você pode ser afetado adversamente pela imposição de restrições sobre a remessa para investidores estrangeiros dos produtos de seus
investimentos no Brasil e pela conversão de Reais para as moedas estrangeiras. O Governo Brasileiro impôs restrições à remessa
durante aproximadamente três meses no final de 1989 e início de 1990. Restrições como estas atrapalhariam ou impediriam a
conversão de dividendos, distribuições ou os produtos de qualquer venda de nossas ações, conforme for o caso, de Reais para dólares
americanos e a remessa dos dólares para o exterior. Não podemos garantir que o Governo Brasileiro não tome medidas similares no
futuro.
Troca de ADSs pelas ações derivadas pode ter consequências desfavoráveis.
Como titular de ADS, você tem um benefício de um certificado eletrônico com registro de capital estrangeiro obtido por um curador
para nossas ações preferenciais derivadas de ADSs no Brasil, o que permite que o curador converta os dividendos e outras
distribuições relativas a ações preferenciais em moeda não brasileira e remita os procedimentos no exterior. Se você desistir de suas
ADSs e retirar ações preferenciais, você terá direito a contar, durante cinco dias úteis a partir da data da troca, com o certificado de
registro eletrônico de capital estrangeiro. Posteriormente, de acordo com a disposição de ou distribuições relativas a ações
preferenciais, a não ser que você obtenha nosso certificado eletrônico de registro de capital estrangeiro ou se qualifique pelas
regulações brasileiras de investimento estrangeiro que permitem que alguns investidores estrangeiros comprem e vendam ações na
bolsa de valores brasileira sem obter um certificado eletrônico de registro de capital estrangeiro diferente, você não está apto a remeter
moeda não brasileira no exterior. Além disso, se você não se qualificar pelas regulações de investimento estrangeiro, poderá estar
sujeito a impostos menos favoráveis de dividendos e distribuições sobre nossas ações preferenciais, bem como sobre a venda de ações
preferenciais.
Se você procurar obter seu próprio certificado de registro, poderá incorrer em despesas ou sofrer atrasos significativos no processo de
solicitação, que pode ter um impacto significativo na sua capacidade de receber dividendos ou distribuições referentes às suas ações
preferenciais no exterior ou o retorno de seu capital em tempo hábil. O certificado eletrônico de registro de capital estrangeiro do
depositário pode ser adversamente afetado por futuras alterações na legislação.
Você pode receber pagamentos reduzidos por dividendos, caso nosso lucro líquido não atinja certos níveis.
Pela Lei das Sociedades Anônimas e por nossos estatutos, devemos pagar aos nossos acionistas uma distribuição obrigatória igual a,
no mínimo, 25% de nosso lucro líquido corrigido no ano fiscal anterior, dando prioridade de pagamento aos portadores de ações
preferenciais. Nossos estatutos exigem que paguemos aos portadores de nossas ações preferenciais dividendos anuais iguais ao que for
maior entre 8% (no caso de nossas ações preferenciais classe “A” (inscritas em 23 de junho de 1969)) e 6% (no caso de nossas ações
preferenciais classe “B” (inscritas em 24 de junho de 1969)), calculados por referência à parte do capital social de cada tipo e classe de
ação. O dividendo mínimo prioritário a ser pago para os portadores de ações preferenciais deve ser pago sempre que houver lucro
líquido ou, no caso de perdas no ano, sempre que uma reserva de lucros estiver disponível. Se nosso lucro líquido for negativo ou
insuficiente em um exercício fiscal, nossa administração pode recomendar, na assembleia anual de acionistas com relação àquele ano,
que o pagamento do dividendo obrigatório não deve ser feito.
Você pode não conseguir exercer os direitos de preferência relacionados às ações preferências ou ordinárias.
Você pode não conseguir exercer os direitos de preferência relacionados às ações preferenciais ou ordinárias derivadas de seus ADSs,
a não ser que uma declaração de registro de acordo com o Securities Act dos Estados Unidos, de 1933, com as alterações, ou o
Securities Act, esteja em vigor com respeito a esses direitos ou uma isenção das exigências do registro do Securities Act esteja
disponível. Não somos obrigados a apresentar uma declaração de registro com relação às ações referentes a estes direitos de
preferência, e não podemos garantir-lhes que apresentaremos qualquer declaração de registro. A não ser que apresentemos uma
declaração de registro ou for aplicável uma isenção do registro, você pode receber os produtos líquidos da venda de seus direitos de
preferência pelo depositário ou, se os direitos de preferência não puderem ser vendidos, terão permissão de perder a validade e, dessa
forma, sua posição de portador com relação a ações preferenciais ou ordinárias será diluída.
Alterações nas leis tributárias brasileiras podem ter um impacto adverso sobre os impostos aplicáveis a uma alienação de nossas
ações ou ADSs.
A Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, estipula que a alienação de bens no Brasil por um não residente para um residente
brasileiro como para um não residente está sujeita à tributação no Brasil, independentemente do fato da alienação ocorrer fora ou
dentro do Brasil. Essa cláusula resulta na cobrança de imposto de renda sobre ganhos decorrentes de uma alienação de nossas ações
ordinárias ou preferenciais por um não residente do Brasil para outro não residente do Brasil. Não existe orientação jurídica sobre a
aplicação da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003 e, dessa forma, não temos condição de prever se os tribunais brasileiros podem
decidir que se aplica às alienações de nossas ADSs entre não residentes do Brasil. Entretanto, na hipótese da alienação de bens ser
interpretada como incluindo uma alienação de nossas ADSs, essa lei tributária resultaria consequentemente na imposição de impostos
retidos na fonte sobre a alienação de nossas ADSs por um não residente do Brasil para outro não residente do Brasil.
Pelo fato de qualquer ganho ou perda reconhecido por um Portador dos EUA (conforme definido no “Item 10.E, Tributação –
Consequências Materiais do Imposto de Renda Federal dos Estados Unidos”) ser tratado de forma geral como um ganho ou perda de
fonte dos EUA, a não ser que esse crédito possa ser aplicado (sujeito às limitações aplicáveis) ao imposto devido sobre a outra renda
tratada como derivada de fontes estrangeiras, esse Portador dos EUA não poderia usar o crédito de imposto estrangeiro decorrente de
qualquer imposto brasileiro imposto sobre a alienação de nossas ações ordinárias ou preferenciais ou nossas ADSs.
ITEM 4. INFORMAÇÕES SOBRE A EMPRESA
Panorama
Diretamente, e através de nossas subsidiárias, estamos envolvidos na geração, transmissão e distribuição de eletricidade no Brasil. Em
31 de dezembro de 2010, detínhamos cerca de 37,0% da capacidade instalada de geração de energia elétrica no Brasil. Por meio de
nossas subsidiárias, somos também responsáveis por aproximadamente 55,5% da capacidade de transmissão instalada acima de 230
kV no Brasil. Nossas receitas são oriundas principalmente de:
•
a geração de eletricidade e sua venda para as companhias distribuidoras de eletricidade e para os consumidores
livres;
•
a transmissão de eletricidade em favor das outras concessionárias de eletricidade; e
•
a distribuição de eletricidade para os consumidores finais;
Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, 67%, 22% e 10,98% da nossa receita líquida foram oriundos da geração,
transmissão e distribuição, respectivamente. Para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010, nossas receitas líquidas foram de R$
26,749 milhões, em comparação R$ 23,141 milhões para o ano findo em 31 de dezembro de 2009.
A. História e Desenvolvimento
Geral
Fomos criados em 11 de junho de 1962 como uma sociedade de economia mista de responsabilidade limitada e duração ilimitada.
Estamos sujeitos à Lei Brasileira das Sociedades Anônimas. Nossos escritórios executivos estão localizados na Avenida Presidente
Vargas, 409, 13o andar, Edifício Herm. Stolz, CEP 20071-003, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Nosso número de telefone é +55 21 2514
6331. Nossa razão social é Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás, e nosso nome comercial é Eletrobrás.
Dispêndios de Capital
Nos últimos cinco anos, investimos uma média de R$ 4,1 bilhões por ano em projetos de capital. Cerca de 47,9% foram investidos no
nosso segmento de geração, 34,1% em nosso segmento de transmissão e o saldo em nosso segmento de distribuição e outros
investimentos.
O nosso negócio principal é a geração, a transmissão e a distribuição de energia e pretendemos investir pesadamente nesses segmentos
nos próximos anos.
Atualmente as companhias são escolhidas para a construção de novas unidades de geração e linhas de transmissão por meio de um
processo de licitação. É, portanto, difícil predizer as quantidades precisas que investiremos nesses segmentos daqui para frente.
Estamos, no entanto, trabalhando para assegurar um número significativo de novos contratos, seja isoladamente ou como parte de um
consórcio que inclui o setor privado.
De acordo com o Plano EPE para 10 Anos, estima-se que o Brasil terá 142.202 km de linhas de transmissão e 171.138 MW de
capacidade de geração instalada até 2020. Esses investimentos representarão aproximadamente R$ 220 bilhões. Atualmente, como
somos o maior atuante no mercado, esperamos participar na maioria desses novos investimentos. De acordo com o Plano EPE para 10
Anos, acreditamos que nos próximos dez anos, investiremos uma média de aproximadamente R$ 22 bilhões por ano. Para esses
investimentos, esperamos usar o financiamento derivado do nosso fluxo de caixa líquido, bem como do acesso aos mercados de
capitais nacional e internacional e através de financiamento bancário.
Nossos dispêndios de capital em 2009 e 2010 foram R$ 5.190,3 milhões e R$ 3.878,1 milhões, respectivamente.
B. Panorama do Negócio
Estratégia
Nossos principais objetivos estratégicos são alcançar crescimento sustentável e lucratividade, mantendo ao mesmo tempo nossa
posição de líder no setor elétrico do Brasil. Para alcançar estes objetivos, nossas principais estratégias são como se segue:
•
expandir e melhorar a eficiência em nossas linhas centrais de atividade de geração, transmissão e distribuição. Nossa
atividade tem sido focada historicamente tanto nas operações centrais nos mercados brasileiros de geração,
transmissão e distribuição como em nosso papel anterior de prestador de serviços, incluindo, historicamente, as
nossas subsidiárias. Desde o advento da privatização em nossa indústria, as oportunidades de consolidar nosso papel
como emprestador diminuíram porquanto muitas de nossas subsidiárias anteriores foram privatizadas e não mais
temos permissão de atuar como prestador para essas companhias ou para qualquer terceira parte. Dessa forma,
adotamos uma estratégia de enfoque em nossas operações centrais de geração, transmissão e distribuição. Isso
envolve enfoque particular na maximização de oportunidades decorrentes do processo de leilão, estipulado na Nova
Lei de Eletricidade, para venda de eletricidade às companhias de distribuição. Ao nos concentrarmos na geração e
transmissão, acreditamos que conseguiremos maximizar os lucros ao melhorarmos a eficiência em nossa
infraestrutura existente e capitalizando em oportunidades decorrentes de nova estrutura, como novas unidades de
energia e linhas de transmissão. Nosso Programa de Ações Estratégicas do Sistema Eletrobrás para 2009-2012,
inclui o alvo estratégico de adicionar 6.459 MW de capacidade geradora e 10.386km de linhas de transmissão ao
sistema interligado de energia até 2012. Além disso, planejamos investir R$ 7 bilhões em nosso segmento de
transmissão entre 2011 e 2013.
•
estratégia renovada para o negócio de distribuição. Com relação à distribuição, nós adotamos uma nova estratégia
em 2008 em relação à governança das companhias de distribuição e queremos continuar a melhorar a eficiência
operacional. Em 2008, reorganizamos a administração e gestão das nossas companhias de distribuição (exceto a
Eletrobras Amazonas Energia) para que cada companhia tivesse os mesmos membros em seus respectivos
Conselhos de Administração e o mesmo CEO. Inicialmente, a nova administração focou na melhoria da qualidade
dos serviços de cada companhia e no aumento sua receita total. Padronizamos nossos processos e políticas a fim de
tornar o nosso negócio de distribuição mais eficiente e para centralizar a compra de materiais e serviços e as
negociações com os devedores. Embora já tenhamos feito progressos substanciais em termos de eficiência,
pretendemos continuar a melhorar as nossas políticas para reduzir quaisquer perdas comerciais e técnicas com vista
a melhorar a situação financeira dessas subsidiárias. Acreditamos que conseguiremos alcançar nossos objetivos de
eficiência operacional em 2013 ou 2014. Para mais informações sobre nossas companhias de distribuição, consulte
"Negócios – Distribuição - Companhias de Distribuição”;
•
melhorar o valor de nossa marca ao manter altos padrões de governança corporativa. Nossas ações ordinárias estão
listadas no segmento Nível 1 da BM & FBOVESPA e na NYSE. Como resultado dessas listagens, somos obrigados
a cumprir numerosos regulamentos, e acreditamos que pelo cumprimento dessas regras, manteremos elevados
padrões de governança corporativa. Nossos atuais padrões de governança corporativa estão incluídos no PAE, nos
manuais de auditoria e administração, nos regulamentos internos do Conselho de Administração e Comitê de
Auditoria e em nosso Estatuto Social. Acreditamos que melhorar nossos padrões de governança corporativa é um
componente essencial de nossos objetivos gerais para alcançar crescimento, lucratividade e parcela de mercado em
virtude do efeito positivo desses padrões elevados para a nossa marca, tanto nacional como internacionalmente.
Como parte disto, já iniciamos o processo de estabelecimento dos controles e procedimentos necessários de nossa
parte pela Lei Sarbanes-Oxley de 2002. Além disso, aderimos ao Global Compact das Nações Unidas, a maior
iniciativa de responsabilidade corporativa do mundo, e somos membros dos Índices de Sustentabilidade da
BM&FBOVESPA. Neste momento estamos modificando nosso estatuto social a fim de estarmos em conformidade
com o segmento de Nível 2 da BM & FBOVESPA, que possui padrões de governança mais rigorosos. Também
pretendemos integrar os Índices de Sustentabilidade da Dow Jones. Cremos que tanto a integração a essas
iniciativas como o registro nas organizações conhecidas como tendo padrões de governança que estão entre os mais
rigorosos no mundo, permitirá que elevemos significativamente nosso perfil global. Com o objetivo de gerenciar e
promover todas essas iniciativas, criamos um Plano Corporativo Estratégico de dez anos. Esforçamos-nos para
continuar sendo uma companhia competitiva que dê ênfase para a responsabilidade ambiental e social junto com o
desenvolvimento e a qualidade de vida de nossos funcionários. Nossa meta é nos tornar a maior companhia global a
fornecer energia limpa até 2020, enquanto mantemos nossas taxas de rentabilidade competitivas. Para mantermos
nossa atual parcela de mercado, estamos continuamente focados na melhoria do desempenho de nossos
investimentos ao diversificarmos nosso portfólio de investimentos diretos, reestruturação de nossas subsidiárias e
expansão para os mercados internacionais; e
•
identificar seletivamente as oportunidades de crescimento nos mercados internacionais. De acordo com o nosso
PAE, estamos atualmente conduzindo estudos de viabilidade para investimentos em países vizinhos ao Brasil, entre
outros, Argentina Colômbia, Peru e Uruguai. Nosso objetivo estratégico é gerar nova energia que possa ser
adicionada ao sistema interligado de energia e integrar sistemas de energia elétrica nas Américas. Para atingirmos
um crescimento seguro, acreditamos que certos mercados de eletricidade internacionais ofereçam oportunidades e
planejamos identificar e selecionar essas oportunidades no futuro. Também podemos identificar e buscar
oportunidades de crescimento fora da América do Sul, incluindo projetos de energia renovável.
Geração
Nossa principal atividade é a geração de eletricidade. As receitas líquidas (incluindo receitas financeiras no âmbito das companhias
holding) provenientes da geração representaram 67,0% e 69,2% do nosso total de receitas líquidas nos exercícios findos em 31 de
dezembro de 2010 e 2009, respectivamente Por meio de nossas subsidiárias e de Itaipu, controlamos aproximadamente 37% da
capacidade total de geração instalada. Incluindo a Itaipu, nossas usinas geraram 44,7%, 51,6% e 49,4% do total de eletricidade gerada
no Brasil em 2010, 2009 e 2008, respectivamente.
De acordo com a Lei No. 5.899, de 5 de julho de 1993, e o Decreto 4.550, de 27 de dezembro de 2002, a Eletrobrás vende,
compulsoriamente, toda a energia produzida pela Itaipu para as companhias distribuidoras nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste do
Brasil (veja o “Item 5, Revisão Operacional e Financeira e Perspectivas – Principais Fatores que Afetam nosso Desempenho
Financeiro – Itaipu”).
Tínhamos uma capacidade instalada de 42.080 MW em 31 de dezembro de 2010, (incluindo a capacidade de 350 MW de Candiota III,
que está em funcionamento desde 3 de janeiro de 2011), 39.453 MW em 31 de dezembro de 2009 e 39.402 MW em 31 de dezembro
de 2008. O aumento na capacidade ao longo desses períodos reflete um contínuo crescimento. Adicionalmente, temos
aproximadamente 10.000 MW em projetos planejados em todo o Brasil até 2015, que estão atualmente em construção, e iniciamos
estudos de viabilidade para um adicional aproximado de 20.000 MW.
Concessões
A partir de 31 de dezembro de 2010, operamos de acordo com as seguintes concessões outorgadas pela ANEEL para nossas atividades
de geração:
Concessões
(1)
Capacidade
instalada
Autorizações
Eletrobrás CGTEE
São Jerônimo
Presidente Médici
Nutepa
Candiota III
Eletrobrás Chesf
Funil (1)
Pedra (1)
Araras
Curemas
Complexo Paulo
Afonso y Moxotó
(Apolônio Sales)
Sobradinho
Luiz Gonzaga
Boa Esperança
Xingó
Piloto
Camaçari
Eletrobrás Eletronorte
Rio Acre
Rio Branco II
Rio Branco I
Electron (TG)
Santana
Rio Madeira
Coaracy Nunes
Tucurui
Samuel
Curuá-Una (2)
Senador Arnon
Afonso Farias
Serra do Navio (6)
Eletrobrás Eletronuclear (3)
Angra I
Angra II
Concessões
(1)
Estado
Tipo de usina
Fim da concessão
(MW)
Inicio em
Rio Grande do Sul
Rio Grande do Sul
Rio Grande do Sul
Rio Grande do Sul
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
20,00
446,00
24,00
350,0
7 de julho de 2015
7 de julho de 2015
7 de julho de 2015
janeiro 2041
Abril 1953
Janeiro 1974
Fevereiro 1968
Janeiro 2011
Bahia
Bahia
Ceará
Bahia
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
30,00
20,01
4,00
3,52
7 de julho de 2015
7 de julho de 2015
7 de julho de 2015
25 de novembro de 2024
Março 1962
Abril 1978
Fevereiro 1967
Janeiro 1957
Bahia
Bahia
Pernambuco
Piauí/Maranhão
Sergipe/Alagoas
Bahia
Bahia
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Térmica
4.280,00
1.050,30
1.479,60
237,30
3.162,00
2,0
346,80
2 de outubro de 2015
9 de fevereiro de 2022
3 de outubro de 2015
10 de outubro de 2015
2 de outubro de 2015
7 de julho de 2015
10 de agosto de 2027
Janeiro 1955
Abril 1979
Fevereiro 1988
Janeiro 1970
Abril 1994
Fevereiro 1949
Fevereiro 1979
Acre
Acre
Acre
Amazonas
Amapá
Rondônia
Amapá
Pará
Rondônia
Pará
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
45,49
31,80
18,65
120,00
60,00
119,35
76,95
8.370,00
216,75
30,30
Indefinido
Indefinido
Indefinido
Indefinido
Indefinido
Indefinido
8 de julho de 2015
11 de julho de 2024
14 de setembro, 2029
27 de julho de 2028
Abril 1994
Fevereiro 1988
Fevereiro 1988
Junho 2005
Janeiro 1993
Abril 1968
Janeiro 1975
Novembro 1984
Janeiro 1989
Julho 1977
Roraima
Amapá
Térmica
Térmica
85,99
23,30
Indefinido
20 de maio de 2037
—
Novembro 2008
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Nuclear
Nuclear
640,00
1.350,00
Indefinido
Indefinido
Janeiro 1985
Setembro 2000
Capacidade
instalada
Autorizações
Eletrobrás Furnas
Corumbá I
Serra da Mesa (4)
Eletrobrás Furnas
Itumbiara
Marimbondo
Peixoto (Mascarenhas de
Moraes)
Porto Colômbia
Manso
Estado
Tipo de usina
Fim da concessão
(MW)
Goiás
Goiás
Minas Gerais
Minas Gerais/Goiás
São Paulo/Minas
Gerais
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
375,00
1.275,00
1.216,00
2.082,00
Hidrelétrica
Minas Gerais
Minas Gerais
Mato Grosso
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Inicio em
26 de fevereiro de 2020
Abril 1997
Abril 1998
Março 1963
Fevereiro 1980
1.440,00
7 de março de 2017
Abril 1975
476,00
320,00
212,00
31 de outubro de 2023
16 de março de 2017
9 de fevereiro de 2035
Abril 1956
Março 1973
Outubro 2000
29 de novembro de 2014
7 de maio de 2011
7 de julho de 2015
Concessões (1) Autorizações
Capacidade
instalada
Estado
Funil (1)
Minas Gerais
Estreito
São Paulo
(5)
Campos
Rio de Janeiro
Santa Cruz
Rio de Janeiro
Peixe Angical (6)
Tocantins
Baguari (6)
Minas Gerais
Retiro Baixo (6)
Minas Gerais
Foz do Chapecó (6)
Rio Grande do Sul
Serra do Facão (6)
Goiás
Itaipu (7)
Itaipu Binacional
Paraná
Eletrobrás Amazonas Energia
Aparecida
Amazonas
Mauá
Amazonas
Balbina
Amazonas
UT CO Cidade Nova
Amazonas
UT AS São Jorge
Amazonas
UT FO Flores
Amazonas
UTE Iranduba
Amazonas
UTE Distrito
Amazonas
Electron (TG)
Amazonas
Outros
Amazonas
Usinas em construção
Simplício
Rio de Janeiro/ Minas
Gerais
Batalha
Minas Gerais/Goiás
Candiota III
Rio Grande do Sul
Passo São João
Rio Grande do Sul
São Domingos
Mato Grosso do Sul
Barra do Rio Chapéu
Santa Catarina
João Borges
Santa Catarina
Angra III
Rio de Janeiro
Veículo de Propósito Especial
Dardanelos
Mato Grosso
Jirau
Rondônia
Santo Antônio
Rondônia
Mauá (8)
Paraná
Belo Monte
Pará
São Pedro do Lago
Bahia
Pedra Branca
Bahia
Sete Gameleiras
Bahia
Miassaba 3
Rio Grande do Norte
Teles Pires
Mato Grosso/Pará
Rei dos Ventos 1
Rio Grande do Norte
Rei dos Ventos 3
Rio Grande do Norte
Cerro Chato I
Rio Grande do Sul
Cerro Chato II
Rio Grande do Sul
Cerro Chato III
Rio Grande do Sul
Tipo de usina
Fim da concessão
(MW)
Inicio em
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Térmica
Térmica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
216,00
1.050,00
30,00
932,00
452,00
140,0
82,0
855,0
212,5
6 de novembro de 2036
Agosto 2041
Agosto 2041
Novembro 2036
Novembro 2036
Hidrelétrica
14.000,00
Não aplicável
Térmica
Térmica
Hidrelétrica
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
Térmica
251,50
711,40
277,50
20,0
50,0
80,0
50,0
40,0
120,0
597,1
Indefinido
Indefinido
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Térmica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Pequena
Pequena
Nuclear
333,70
52,50
350,0
77,0
48,0
Hidrelétrica
15,0
Hidrelétrica
19,0
1,405
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Hidrelétrica
Eólica
Eólica
Eólica
Eólica
Hidrelétrica
Eólica
Eólica
Eólica
Eólica
Eólica
261,0
3.300,0
3.150,0
361,0
11.233,00
28,80
28,80
28,80
50,4
1.820,0
48,6
30,0
30,0
30,0
7 de julho de 2015
7 de julho de 2015
Extensão
7 de julho de 2015
1 de março de 2027
Indefinido
Indefinido
Indefinido
Indefinido
Indefinido
Indefinido
Indefinido
Abril 1969
Janeiro 1969
Abril 1968
Março 1967
Junho 2006
Novembro 2009
Março 2010
Agosto 2010
Outubro 2010
—
Fevereiro 1984
Abril 1973
Janeiro 1989
Agosto 2008
Fevereiro 2008
Agosto 2008
Novembro 2010
Outubro 2010
Junho 2005
—
Agosto 2011
Agosto 2041
Maio2012
Agosto 2041
Janeiro 2010
Janeiro 2024
Janeiro 2012
Agosto 2041
Fevereiro 2012
Dezembro 2037
Central Março 2012
Dezembro 2035
Central Março 2012
Dezembro 2035
Indefinido Dezembro 2015
Julho 2042
Agosto 2043
Junho 2043
Julho 2042
Agosto 2044
Fevereiro 2046
Fevereiro 2046
Fevereiro 2046
Agosto 2045
Março 2045
Dezembro 2045
Dezembro 2045
Agosto 2045
Agosto 2045
Agosto 2045
Indefinido
Janeiro 2013
Dezembro 2011
Janeiro 2012
Fevereiro 2015
Janeiro 2013
Janeiro 2013
Janeiro 2013
Março 2012
Janeiro 2015
Maio2011
Novembro 2011
Novembro 2011
Setembro 2011
Maio2011
(1) Aprovação para a renovação das licenças ambientais para Funil e para Pedra já solicitada, mas ainda não concedidas. No entanto,
isso não afeta as operações de nenhuma das usinas.
(2) Esta usina foi transferida da Celpa para a Eletrobrás Eletronorte em dezembro de 2005 como pagamento por dívidas pendentes da
Celpa com a Eletrobrás Eletronorte, referentes à venda de energia.
(3) As usinas nucleares estão autorizadas a operar durante 40 anos a contar da data na qual iniciaram as operações. Alguns anos antes
do vencimento dessa data, cada companhia de energia nuclear aplicável pode solicitar uma prorrogação de sua respectiva
concessão à CNEN. Para obter uma prorrogação, a CNEN pode solicitar a substituição de certos equipamentos. Por exemplo, no
caso de Angra I, a CNEN solicitou a substituição de um gerador de vapor após nosso pedido de prorrogação da concessão por 20
anos.
(4) Pendente de aprovação por parte do MME.
(5) Essa usina não é operacional.
(6) Serra do Navio, Peixe Angical, Baguari, Retiro Baixo, Foz do Chapecó e Serra do Facão são entidades com fins específicos das
quais temos uma participação de 49,0%, 40,0%, 15,0%, 49,0%, 49,5% e 40,0%, respectivamente. Os números nessa tabela
referem-se à capacidade total de cada usina.
(7) A Itaipu não está sujeita a concessões, e o tratado de Itaipu expira em 2023). Possuímos 50% da Itaipu Binacional.
(8) Essa usina é propriedade da Cruzeiro do Sul Energetic Consortium, da qual a Eletrobrás Eletrosul possui uma participação de
49,0%.
Fonte: fontes internas
Tipos de usina
As usinas hidrelétricas foram responsáveis por 91,0% do total de energia gerado em 2010, comparados a 93,1% em 2009 e 92,1% em
2008.
Também geramos eletricidade por meio de usinas térmicas e nucleares. As usinas térmicas respondem por 2,8% do total de energia
gerada em 2009, comparados a 1,8% em 2008 e 1,0% em 2007. As usinas nucleares respondem por 5,4% do total de energia gerada
em 2009, comparados a 6,1% em 2008 e 5,3% em 2007.
A tabela a seguir apresenta o montante total de eletricidade gerada nos períodos indicados, medidos em megawatts-hora e divididos
por tipo de usina:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010 (2)
2009
2008
( MWh)
Tipo de usina:
Hidrelétrica (1) .............................................................................................................................................................................................
209.030.648
224.511.387
211.485.963
Térmica ......................................................................................................................................................................................................
6.369.683
3.809.229
4.128.403
Nuclear.......................................................................................................................................................................................................
14.543.807
12.975.088
14.003.775
Total ..........................................................................................................................................................................................................
229.944.139
241.295.704
229.618.141
(1)
(2)
Incluindo Itaipu.
Não considera a energia gerada pelas EFEs, das quais possuímos participação.
Usinas hidrelétricas
As usinas hidrelétricas são nossa fonte de eletricidade com maior eficiência em termos de custo, embora a eficiência dependa
significativamente dos fatores meteorológicos, como o nível pluviométrico. Baseados em nossa experiência com ambos os tipos de
usina, acreditamos que os custos com a construção de usinas hidrelétricas são mais elevados do que para as usinas térmicas;
entretanto, a vida útil média das usinas hidrelétricas é maior. Usamos nossas usinas hidrelétricas para fornecer o grosso de nossa
eletricidade primária e eletricidade back-up gerada durante os períodos de pico de demanda alta. Durante os períodos de alteração
rápida na procura e demanda, as usinas hidrelétricas também fornecem maior flexibilidade na produção do que nossas outras formas
de geração de eletricidade, porque temos condição de aumentar instantaneamente (ou diminuir) a produção destas fontes, em contraste
com os empreendimentos térmicos ou nucleares, onde existe um período de tempo para o ajuste da produção.
Em 31 de dezembro de 2010, possuíamos e operávamos 29 usinas hidrelétricas; além disso, detemos 50% de participação na Itaipu, os
outros 50% são detidos por uma entidade governamental paraguaia, e participações nas usinas Peixe Angical (40%), Serra do Facão
(49,5%), Retiro Baixo (49,0%), Foz do Chapecó (40,0%) e Baguari (15%). O ONS é exclusivamente responsável por determinar, em
qualquer ano, quanta eletricidade cada uma de nossas usinas deve gerar. Em 31 de dezembro de 2010, a capacidade total instalada de
nossas usinas hidrelétricas era de 35,591 MW (incluindo os 50% da Itaipu e nossas participações nas EFEs mencionadas
anteriormente). A tabela a seguir ilustra informações sobre as usinas hidrelétricas de nossa propriedade em 31 de dezembro de 2010 e
para o ano fiscal findo nessa data:
Capacidade
instalada (1)
Energia
assegurada (2)
Inicio em
(MW)
Usinas hidrelétricas:
Curuá-Una (3) ...............................................................................................................................................................................................
30
24
1977
Peixoto (Mascarenhas de Morais) ..............................................................................................................................................................
476
295
1973
Curemas .....................................................................................................................................................................................................
3.520
1.9
1957
Complexo Paulo Afonso e Moxotó............................................................................................................................................................
4.279,6
2.225
1957
Funil (Eletrobrás Chesf).............................................................................................................................................................................
30
14.73
1962
Eletrobrás Furnas .......................................................................................................................................................................................
1.216
598
1963
Capacidade
instalada (1)
Energia
assegurada (2)
Inicio em
(MW)
Araras.........................................................................................................................................................................................................
4
—
1967
Funil (Eletrobrás Furnas) ...........................................................................................................................................................................
216
121
1969
Estreito .......................................................................................................................................................................................................
1.050
495
1969
Boa Esperança ...........................................................................................................................................................................................
237.3
143
1970
Porto Colômbia ..........................................................................................................................................................................................
320
185
1973
Coaracy Nunes (3) ........................................................................................................................................................................................
76.95
—
1975
Marimbondo ..............................................................................................................................................................................................
1.440
726
1975
Pedra ..........................................................................................................................................................................................................
20
6.84
1978
Sobradinho .................................................................................................................................................................................................
1.050
531
1979
Luiz Gonzaga .............................................................................................................................................................................................
1.479
959
1979
Itumbiara ....................................................................................................................................................................................................
2.082
1.015
1980
Complexo Tucurui .....................................................................................................................................................................................
8.370
4.238
1984
Samuel (3) ....................................................................................................................................................................................................
216.75
73.54
1989
Balbina (3) ...................................................................................................................................................................................................
277.5
—
1989
Xingó .........................................................................................................................................................................................................
3.162
2.139
1994
Corumbá I ..................................................................................................................................................................................................
375
209
1997
Serra da Mesa (4)..........................................................................................................................................................................................
1.275
671
1998
Manso (4) .....................................................................................................................................................................................................
212
92
2000
Peixe Angical (5) ..........................................................................................................................................................................................
452
271
2006
Piloto..........................................................................................................................................................................................................
2.0
—
1949
Baguari (7) ....................................................................................................................................................................................................
140
80
2009
Retiro Baixo (8) ...........................................................................................................................................................................................
82
38.5
2010
Serra do Facão (9) .......................................................................................................................................................................................
212.6
182.4
2010
Foz do Chapecó (10).....................................................................................................................................................................................
855
432.0
2010
Itaipu (6) .......................................................................................................................................................................................................
14.000
8.577
1985
(1) A capacidade instalada de Itaipu é de 14.000 MW. Brasil e Paraguai detêm Itaipu igualmente.
(2) A energia assegurada é a quantidade máxima que cada usina pode vender em leilões / fornecer ao Sistema Interligado Nacional,
uma quantidade determinada pelo ONS. Qualquer energia produzida que exceda a energia assegurada é vendida no Mercado
Livre.
(3) As usinas de Balbina, Curuá-Una, Samuel e Coaracy Nunes fazem parte do sistema isolado e não possuem uma restrição de
energia assegurada.
(4) Detemos 48,46% da usina de Serra Mesa e 70% da usina do Manso. Os números nesta tabela referem-se a toda a capacidade /
utilização de cada usina.
(5) Detemos 40% da usina Peixe Angical. Os números nesta tabela referem-se a toda a capacidade / utilização de cada usina.
(6) Detemos 50% da usina de Itaipu. Os números nesta tabela referem-se a toda a capacidade / utilização de cada usina.
(7) Detemos 15% da usina de Baguari. Os números nesta tabela referem-se a toda a capacidade / utilização de cada usina.
(8) Detemos 49,0% da usina de Retiro B. Os números nesta tabela referem-se a toda a capacidade / utilização de cada usina.
(9) Detemos 49,5% da usina de Serra do Facão. Os números nesta tabela referem-se a toda a capacidade / utilização de cada usina.
(10) Detemos 40,0% da usina de Foz do Chapecó. Os números nesta tabela referem-se a toda a capacidade / utilização de cada usina.
A tabela abaixo descreve a energia gerada pelas usinas hidrelétricas detidas por nós, a energia assegurada e a utilização operacional
real. Convertemos as medidas da energia assegurada para MWh para que possamos comparar com a energia gerada.
Energia assegurada
Energia gerada (1)
( MWh)
Utilização
operacional real
(%)
Usinas Hidrelétricas:
Funil (Eletrobrás Chesf).............................................................................................................................................................................
129.034,8
59.159
45,85
Pedra ..........................................................................................................................................................................................................
59.918,4
14.597
24,36
Araras.........................................................................................................................................................................................................
0
0
0
Curemas .....................................................................................................................................................................................................
16.644
9.615
57,77
Complexo Paulo Afonso e Moxotó............................................................................................................................................................
19.491.000
15.254.603
78,26
Sobradinho .................................................................................................................................................................................................
4.651.560
3.731.236
80,21
Luiz Gonzaga .............................................................................................................................................................................................
8.400.840
6.945.757
82,68
Boa Esperança ...........................................................................................................................................................................................
1.252.680
1.269.022
101,3
Xingó .........................................................................................................................................................................................................
18.737.640
16.872.824
90,05
Coaracy Nunes (2) ........................................................................................................................................................................................
—
589.195
0
Complexo Tucurui .....................................................................................................................................................................................
37.131.099.6
38.070.713
102,53
Samuel .......................................................................................................................................................................................................
819.410.4
733.170
89,48
Corumbá I ..................................................................................................................................................................................................
1.830.840
1.581.024
86,36
Curuá-Una (2) ...............................................................................................................................................................................................
217.686
252.350
115,92
Serra da Mesa (3)..........................................................................................................................................................................................
2.848.459
3.083.610
108,26
Energia assegurada
Energia gerada (1)
( MWh)
Utilização
operacional real
(%)
Eletrobrás Furnas .......................................................................................................................................................................................
5.238.480
6.212.664
118,60
Itumbiara ....................................................................................................................................................................................................
8.891.400
8.362.897
94,06
Marimbondo ..............................................................................................................................................................................................
6.359.760
7.579.033
119,17
Peixoto (Mascarenhas de Morais) ..............................................................................................................................................................
2.584.200
3.112.813
120,46
Porto Colômbia ..........................................................................................................................................................................................
1.620.600
2.075.035
128,04
Manso (3) .....................................................................................................................................................................................................
564.144
475.942
84,37
Funil (Eletrobrás Furnas) ...........................................................................................................................................................................
1.059.960
1.264.924
119,34
Estreito .......................................................................................................................................................................................................
4.336.200
4.601.170
106,11
Balbina (2) ....................................................................................................................................................................................................
—
909.290
—
Total ..........................................................................................................................................................................................................
126.241.556
123.060.643
97,5 (5)
(1) Excluindo (i) Itaipu, que Brasil e Paraguai detêm Itaipu igualmente; e (ii) toda a energia gerada através de nossa participação nas
EFEs.
(2) As usinas de Balbina, Curuá-Una, Samuel e Coaracy Nunes fazem parte do sistema isolado e não possuem uma restrição de
energia assegurada.
(3) Detemos 48,46% da usina de Serra Mesa e 70% da usina do Manso. Os números desta tabela referem-se somente à nossa
participação.
(4) Detemos 40% da usina Peixe Angical. Os números dessa tabela referem-se somente à nossa participação.
(5) A porcentagem é baseada na utilização operacional média.
Veja “- Concessões” para informações sobre as usinas hidrelétricas operadas pela Eletrobrás Chesf, Eletrobrás Eletronorte e Eletrobrás
Furnas.
As usinas hidrelétricas no Brasil têm que pagar taxa de royalties aos estados e municípios brasileiros nos quais estiverem localizadas
ou nos quais possam ter sido inundadas por um reservatório de usina para o uso de recursos hidrológicos. As taxas são estabelecidas
de maneira independente por cada estado e/ou município, conforme for aplicável, e são baseadas no montante de energia gerada por
cada usina e são pagas diretamente aos estados e municípios. As taxas para os estados e municípios nos quais operamos foram nos
montantes de R$ 1.071 milhões em 2010, comparados a R$ 1.244 milhões em 2009 e R$ 1.243 milhões em 2008. Essas taxas são
registradas como custos operacionais em nossas demonstrações financeiras.
Nossas subsidiárias obtiveram concessões para a construção de 10 novas usinas hidrelétricas, cujas informações estão apresentadas na
tabela abaixo:
Capacidade
instalada
Inicio da construção
Inicio dos serviços (1)
(MW)
Novas usinas:
Barra do Rio Chapéu .................................................................................................................................................................................
15,0
Outubro 2008
Março 2012
Passo São João ...........................................................................................................................................................................................
77,1
Novembro 2007
Janeiro 2012
Mauá ..........................................................................................................................................................................................................
361,0
Julho 2008
Janeiro 2012
Dardanelos (2) ..............................................................................................................................................................................................
261,0
Julho 2007
2011
Batalha .......................................................................................................................................................................................................
52,5
Junho 2008
Maio 2012
Simplício ....................................................................................................................................................................................................
337,7
Março 2007
Agosto 2011
São Domingos ............................................................................................................................................................................................
48,0
Agosto 2009
Janeiro 2012
Santo Antônio ............................................................................................................................................................................................
3.150,0
Setembro 2008
Dezembro 2012
Jirau ...........................................................................................................................................................................................................
3.300,0
Fevereiro 2009
Janeiro 2013
Belo Monte ................................................................................................................................................................................................
11.233
Março 2011
Fevereiro 2015
João Borges................................................................................................................................................................................................
19,0
Junho 2010
Março 2012
(1)
(2)
As datas estimadas baseiam-se no cronograma atual
Essa usina está completa, porém está pendente da finalização da linha de transmissão levada até ela.
As UHEs Simplício e Paulistas (Batalhas) serão operadas apenas pela Eletrobrás Furnas. Dardanelos será operada por nossas
subsidiárias Eletrobrás Chesf e Eletrobrás Eletronorte, em associação com nossos parceiros (veja em “-Atividades de Empréstimo e
Financiamento – Participação Direta”).
As outras usinas novas serão operadas exclusivamente pela nossa subsidiária Eletrobrás Eletrosul, à exceção da nova usina de Mauá,
que será operada conjuntamente por nossa subsidiária Eletrobrás Eletrosul e pela Companhia Paranaense de Energia S.A. – Copel,
uma terceira parte. Pretendemos financiar essas usinas com o fluxo de caixa oriundo das operações e, se necessário, com o
financiamento obtido nos mercados de capital internacionais e/ou agências multilaterais.
Em 19 de agosto de 2011, o IBAMA concedeu à Companhia Hidrelétrica Teles Pires uma licença de instalação para a construção da
UHE Teles Pires no rio Teles Pires. A barragem da usina estará localizada entre os Estados de Mato Grosso e Pará. A Companhia
Hidrelétrica Teles Pires é um SPE que tem como principais acionistas a Neoenergia (50,1%), uma companhia holding do Grupo
Neoenergia, a Eletrobrás Eletrosul (24,5%), a Eletrobras Furnas (24,5%) e a Odebrecht Participações e Investimentos (0,9%). Essas
companhias formam o consórcio Teles Pires Energia Eficiente.
Usinas térmicas
Em 31 de dezembro de 2010, detínhamos e operávamos 119 usinas térmicas. Além disso, detemos 49,0% de participação na usina
Serra do Navio. As usinas térmicas incluem unidades de geração com utilização de carvão e óleo. A capacidade total instalada de
nossas usinas térmicas era de 4.150 MW em 31 de dezembro de 2010, comparado a 3.069 MW em 31 de dezembro de 2009 e 3.061
MW em 31 de dezembro de 2008.
A tabela a seguir apresenta informações referentes às nossas usinas térmicas em 31 de dezembro de 2010 e ao exercício findo:
Capacidade instalada
Energia gerada (2)
Energia assegurada (1)
(MW)
(MWh)
(MWh)
Usinas térmicas:
P. Médici (Candiota) ..................................................................................................................................................................................
446,00
842.800
2.203.140
S. Jerônimo (Candiota) ..............................................................................................................................................................................
20,00
45.399
110.376
Nutepa (Candiota) ......................................................................................................................................................................................
24,00
0,0
53.436
Santa Cruz..................................................................................................................................................................................................
932,00
3.299
6.421.080
Campos ......................................................................................................................................................................................................
30,00
0,0
183.960
Camaçari ....................................................................................................................................................................................................
346,80
5.484
2.013.048
Electron ......................................................................................................................................................................................................
60
238.585
—
Rio Madeira ...............................................................................................................................................................................................
119,35
0
—
Santana.......................................................................................................................................................................................................
60,00
664.206
—
Rio Branco I...............................................................................................................................................................................................
18,65
0
—
Rio Branco II .............................................................................................................................................................................................
31,80
0
—
Rio Acre .....................................................................................................................................................................................................
45,49
13.529
—
Mauá ..........................................................................................................................................................................................................
711,4
2.025.097
—
Senador Arnon Farias de Mello .................................................................................................................................................................
85,99
0,0
—
Aparecida ...................................................................................................................................................................................................
251,5
656.215
—
Cidade Nova ..............................................................................................................................................................................................
20,0
81.504
—
São Jorge....................................................................................................................................................................................................
50,0
196.252
—
Flores .........................................................................................................................................................................................................
80,0
485.767
—
Distrito .......................................................................................................................................................................................................
40,0
54.093
—
Iranduba .....................................................................................................................................................................................................
50,0
8.159
—
Outros no Sistema Isolado .........................................................................................................................................................................
597,1
1.049.294
—
Total ..........................................................................................................................................................................................................
4.138.1
6.369.683
10.985.040
(1) A energia assegurada é determinada apenas com relação a usinas do Sistema Interligado de Energia, mas não do sistema isolado.
A maioria de nossas usinas térmicas faz parte do sistema isolado.
(2) A Energia Gerada não inclui a energia gerada por meio de nossas participações nas EFEs.
Em dezembro de 2005, nossa subsidiária Eletrobrás CGTEE obteve autorização para iniciar a construção de uma ampliação da usina
térmica de Candiota. Esta ampliação aumentará a capacidade instalada da usina térmica de Candiota em 350 MW e necessitará de um
investimento de aproximadamente R$ 939 milhões. A construção desta ampliação teve início em julho de 2006 e a conclusão está
prevista para julho de 2010.
Cada uma de nossas usinas térmicas opera com carvão e/ou óleo. O combustível para as usinas térmicas é transportado por rodovia,
ferrovia, dutos ou via fluvial, dependendo da localização da usina.
Apesar de não termos alternativas caso nossas fontes dessas matérias primas ficarem indisponíveis ou antieconômicas, temos
capacidade de reserva em nossas usinas hidrelétricas e estamos aumentando nosso investimento nas linhas de transmissão, o que nos
permitiria compensar qualquer interrupção nos suprimentos até certo ponto. Não estamos sujeitos à volatilidade dos preços com
relação a estas matérias primas porque os preços são regulados pelo Governo Brasileiro e pelas entidades controladas pelo Governo
Brasileiro, que estabelecem os preços anualmente.
Procuramos operar nossas usinas térmicas em um nível consistente e otimizado de forma a provermos uma fonte constante de
produção de eletricidade. Nossas usinas térmicas são significativamente menos eficientes e têm vidas úteis significativamente mais
curtas do que nossas usinas hidrelétricas. Tivemos dispêndios volumosos com a compra de combustível para a produção de energia no
montante de R$ 744 milhões em 2010, comparados a R$ 756 milhões em 2009. Registramos estes valores líquidos nos reembolsos
da Conta CCC., em conformidade com a Lei No. 12.111.
Recuperamos uma parte substancial do excedente dos custos operacionais das usinas térmicas, que corresponde à diferença entre o
custo de uma usina térmica e o custo de uma usina hidrelétrica, por meio de reembolsos em conformidade com a Conta CCC. O
Governo Brasileiro criou a Conta CCC em 1973 com a finalidade de formar reservas financeiras para cobrir os custos da utilização de
combustível fóssil nas usinas térmicas, cuja operação é mais dispendiosa do que as usinas hidrelétricas, na Rede Básica e no Sistema
Interligado Nacional caso uma escassez de energia crie uma necessidade de aumentar a produção de usinas térmicas. Os
consumidores, por meio de distribuidores de eletricidade no Brasil, têm que contribuir anualmente para a Conta CCC, que na realidade
serve de fundo de garantia contra uma situação extraordinária, como uma escassez de chuvas, o que exigiria uma maior utilização das
usinas térmicas. O valor agregado da contribuição anual é calculado com base no custo no ano corrente das estimativas de combustível
para todas as usinas térmicas. A cada usina é, então, atribuída uma contribuição proporcional com relação ao valor global baseado nas
venda totais de eletricidade dessa usina durante o ano anterior. Em 1993, a abrangência da Conta CCC foi ampliada para incluir uma
parte dos custos da geração de eletricidade térmica em redes isoladas, não integradas em áreas remotas da região norte do Brasil.
Eletrobrás Furnas, Eletrobrás Chesf, Eletrobrás CGTEE e Eletrobrás Eletronorte recebem reembolso da Conta CCC por seus custos de
combustível em sua usina térmica, reduzindo, assim, os custos operacionais de cada uma de suas usinas. Administramos a Conta
CCC. Os reembolsos da Conta CCC para os custos com combustível de usinas térmicas conectadas à Rede Básica estão sendo
desativados em conjunto com o desenvolvimento de um mercado atacadista competitivo. No caso de uma desativação completa da
conta CCC, teremos de arcar com todos os custos operacionais de nossas usinas térmicas.
As tabelas a seguir apresentam informações referentes ao preço pago e à quantidade de combustível comprado para uso em nossas
usinas térmicas nos períodos indicados:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
2009
2008
(em milhares de R$ )
Tipo de combustível
Carvão .................................................................................. 68.435
68.445
58.335
Óleo leve .............................................................................. 2.346.923
2.658.571
3.082.049
Óleo pesado ......................................................................... 38.329
21.434
57.898
Gás .......................................................................................
2.160
3.483
68
Urânio .................................................................................. 270.842
241.471
239.142
Total ..........................................................................................................................................................................................................
2.726.689
2.993.405
3.437.492
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
Tipo de combustível
Carvão (toneladas) .................................................................1.142.228
Óleo leve (litros) ....................................................................
611.848.980
Óleo pesado (toneladas) .........................................................
28.865.267
Gás (m3) ................................................................................. 2.155
Urânio (quantidade de elementos) .........................................
100
2009
2008
1.227.931
606.616.506
24.512
4.134.612
96
1.221.677
778.940.810
35.785
82.943
56
Usinas nucleares
As usinas nucleares representam uma fonte relativamente dispendiosa de eletricidade para nós. O Governo Brasileiro, entretanto, tem
um interesse especial na continuação da existência de usinas de energia nuclear no Brasil e tem por lei que manter a posse e controle
destas usinas. Dessa forma, esperamos continuar com a posse de 99,8% da Eletrobrás Eletronuclear.
Através da Eletrobrás Eletronuclear, operamos duas usinas de energia nuclear, Angra I, com uma capacidade instalada de 640 MW,
representando aproximadamente 1,52% de nossa capacidade instalada total, e Angra II, com 1.350MW, representando
aproximadamente 3,21% de nossa capacidade instalada total (sem levar em conta Itaipu). Além disso, a Eletronuclear iniciou a
construção de uma nova usina nuclear, que seria denominada Angra III no segundo semestre de 2009. Estima-se que a construção leve
entre 3 e 5,5 anos. Em 5 de março de 2009, o IBAMA concedeu uma licença de instalação para a Eletrobrás Eletronuclear com a
validade de 6 anos e em 9 de março de 2009, o CNEN concedeu uma licença de construção parcial para a Eletrobrás Eletronuclear.
Uma vez construída, nós estimamos que Angra III terá uma capacidade instalada de 1.405 MW e que os custos de sua construção
serão de aproximadamente R$ 9,9 bilhões.
A tabela a seguir apresenta informações referentes às nossas usinas nucleares em 31 de dezembro de 2010 e ao exercício findo:
.
Capacidade instalada
Energia gerada
Energia assegurada (1)
(MW)
(MWh)
(MWh)
Inicio em (2)
Usina nuclear:
Angra I .........................................................................................................................................................................................................
640
4.263.041
3.215.000
1 de janeiro de 1985
Angra II ........................................................................................................................................................................................................
1.350
10.280.767
9.706.000
1 de setembro 2000
Total ............................................................................................................................................................................................................
1.990
14.543.807
12.921.000
(1) Para nossas usinas nucleares, a energia assegurada não é limitada pelo ONS ou por qualquer outro órgão regulador.
(2) Operação comercial em: Angra I – janeiro de 1985 e Angra II – setembro de 2000.
A capacidade instalada de Angra I é 640 MW. Nós estimamos que Angra I estará operando em 85% da capacidade em 2010 de acordo
com o padrão da indústria. Isso significa que a energia assegurada de Angra I será 4,765 GWh/ano.
A capacidade instalada de Angra II é 1.350 MW (energia nominal). Nós estimamos que Angra II estará operando em 85% da
capacidade em 2010 de acordo com o padrão da indústria. Isso significa que a energia assegurada de Angra II será 10.052 GWh/ano.
Tanto Angra I como Angra II utilizam urânio obtido em conformidade com um contrato com as Indústrias Nucleares Brasileiras –
INB, uma companhia de propriedade do Governo responsável pelo processamento de urânio utilizado nas usinas nucleares. Os
elementos combustíveis são transportados por caminhão até a usina nuclear e em conformidade com os termos do contrato; a
Eletrobrás Eletronuclear é responsável pela entrega segura desse combustível. Até a presente data, a Eletrobrás Eletronuclear (e o
proprietário anterior de Angra I – a Eletrobrás Furnas) não tiveram qualquer dificuldade material no transporte do combustível até
Angra I e Angra II. Além disso, o lixo nuclear de baixo nível (como filtros e certas resinas) é armazenado em contêineres
especialmente projetados em um local provisório de armazenamento na área das usinas. Como ocorre em outros países, o Brasil ainda
não concebeu uma solução permanente para o armazenamento de lixo nuclear. Com relação ao lixo nuclear de alto nível (combustível
nuclear gasto), esse lixo é armazenado em células de combustível (racks para armazenamento compacto na área do combustível) das
usinas. A responsabilidade com relação à desativação das usinas nucleares Angra I e Angra II teve início ao mesmo tempo em que as
operações começaram nessas duas unidades, em 1985 e 2000, respectivamente. O valor desta provisão está amparado em um relatório
técnico de um grupo de trabalho criado pela Eletrobrás Eletronuclear em 2001. Com relação à Angra I, o custo estimado é de US$ 426
milhões e, em relação à Angra II, o custo de desativação é de US$ 426 milhões. A vida útil econômica das usinas foi avaliada em 40
anos. A Eletrobrás Eletronuclear faz mensalmente provisões pro rata para os custos estimados de desativação de Angra I e Angra II.
A eletricidade gerada pela Eletrobrás Eletronuclear é vendida para nossa subsidiária Eletrobrás Furnas a um preço regulamentado,
determinado pelo MME. Esse preço regulamentado reflete os custos de produção da Eletronuclear. Entretanto, ao vender essa
eletricidade para as companhias de distribuição, a Eletrobrás Furnas tem que participar do processo de leilão público, no qual outras
companhias de geração, em um pool, apresentam propostas que refletem o custo máximo da eletricidade que cada uma deseja fornecer
e as companhias de distribuição pagam um preço igual a uma média de todas as propostas. Como resultado desse processo de leilão, o
preço que a Eletrobrás Furnas recebe atualmente é mais elevado que o pago à Eletrobrás Eletronuclear pela eletricidade
correspondente. Historicamente, entretanto, o inverso tem acontecido e registramos perdas consolidadas com respeito à eletricidade
gerada pela Eletrobrás Eletronuclear. Estamos analisando atualmente as possíveis medidas para reduzir essas perdas caso essa
situação ocorra novamente, inclusive a substituição da Eletrobrás Furnas na cadeia de suprimento acima descrita pela própria
Eletrobrás, que não precisa vender eletricidade apenas em conformidade com o processo de leilão. A Eletrobrás Eletronuclear aguarda
a implantação da Lei No. 12.111 de 9 de dezembro de 2009, que determinará novos critérios para a venda de eletricidade de Angra I e
Angra II.
Venda de Eletricidade Gerada
Vendemos aproximadamente R$ 14.573 milhões de eletricidade gerada (líquido de eletricidade comprada para revenda e ICMS e
outros impostos) em 2010, comparado com R$ 13.410 milhões em 2009. Essas venda são feitas somente às companhias de
distribuição (que constituem as principais fontes de venda de eletricidade gerada) ou a consumidores livres. Nós possuímos certas
companhias de distribuição que operam nas regiões norte e nordeste do Brasil e vendemos uma parte relativamente pequena da
eletricidade que geramos para essas companhias de distribuição, o que não origina receitas em nosso segmento de geração, conforme
consta em “- Distribuição”.
Vendemos a eletricidade gerada em conformidade tanto com os contratos de fornecimento com usuários finais industriais, como com
um processo de leilão para venda a companhias de distribuição. A tabela a seguir apresenta, por tipo de venda, as venda de
eletricidade gerada nas regiões que atendemos nos períodos apresentados
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
(em milhares de R$
))
2009
(em milhares de R$
))
( MWh)
( MWh)
Tipo de venda:
Por meio de leilões e contratos iniciais (cobrança de
energia) ....................................................................................................................................................................................................
7.028.630
117.050.494
7.764.867
103.134.869
Por meio de contratos no Mercado livre ou contratos
bilaterais (cobrança de energia)..............................
4.356.180
65.792.556
3.540.545
62.965.388
Itaipu ............................................................................................................................................................................................................
8.203.198
85.302.628
6.710.772
91.239.063
Total.............................................................................................................................................................................................................
19.588.008
254.784.279
18.016.184
257.339.320
A tabela abaixo apresenta um resumo do montante de eletricidade que vendemos por meio de venda em leilões:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
2009
2008
Média de capacidade (MW):
1º leilão .................................................................
11.003
11.003
11.003
2º leilão .................................................................
644
644
644
3º leilão .................................................................
—
—
—
4º leilão .................................................................
396
396
—
5º leilão .................................................................
180
180
180
12.223
12.223
11.827
Total ..........................................................................................................................................................................................................
Energia (MWh) por ano ........................................
107.073.480
107.073.480
103.604.520
Tarifa média (R$ /MWh) ......................................
64,77
64,77
63,73
Receitas estimadas (milhares de R$ ) ...................
6.935.149
6.935.149
6.602.716
Com relação aos contratos de fornecimento, a quantidade que recebemos de cada venda é determinada com base em uma “cobrança de
capacidade”, uma “cobrança de energia” (ou, em alguns casos, ambas). Uma cobrança de capacidade é baseada em um montante de
capacidade garantida especificada em MW e é cobrada sem considerar o montante de eletricidade efetivamente entregue. A cobrança
é por um valor fixo (e, por isso, independe do montante de eletricidade efetivamente fornecida). Em contrapartida, uma cobrança de
energia é baseada no montante de eletricidade efetivamente utilizada pelo receptor (e é expressa em MWh). Nossas compras de
eletricidade de Itaipu, e nossas venda de eletricidade de Itaipu para os distribuidores, são pagas com base na cobrança de capacidade
(inclusive cobrança pela transmissão paga à Eletrobrás Furnas). Nossas venda de eletricidade (através de nossas subsidiárias
Eletrobrás Chesf e Eletrobrás Eletronorte) para os consumidores finais, especialmente os clientes de indústrias, são cobradas na base
tanto de uma cobrança de capacidade como uma cobrança de energia. Com relação às vendas em leilão, conforme discutido em “A
Indústria Energética Brasileira – Regulamentação pela Nova Lei de Eletricidade”, os convites para participar de leilões são preparados
pela ANEEL e, na hipótese de sermos os vencedores, celebramos contratos de venda e compra com a companhia de distribuição
relevante para um montante de eletricidade que seja proporcional à demanda estimada dessa companhia pelo período do contrato.
Transmissão
Transmissão de Eletricidade
As receitas em nosso segmento de transmissão são fixadas pela ANEEL, que estabelece uma taxa fixa de receita de transmissão para
cada ano. As receitas líquidas provenientes da transmissão representaram aproximadamente 22% de nossas receitas totais líquidas em
2010, comparada com 19,% em 2009. A eletricidade que geramos é transportada através da rede de transmissão de tensão do Brasil
com 53.790 km de nossas linhas de transmissão acima de 138 kV em 31 de dezembro de 2010, comparada com 53.148 km em 2009 e
51.046 km em 2008. Considerando nossas parcerias com companhias provadas nos SPCs/Consórcios, nós tivemos aproximadamente
59.177 Km acima de 138 Kv em operação em 31 de dezembro de 2010. Para mais informações, veja “-Atividades de empréstimo –
Participação Acionária”. No Brasil, a maioria das usinas hidrelétricas localizadas a uma distância considerável dos principais centros
de carga e, por conseguinte, de forma a chegar aos consumidores, foi desenvolvido um sistema de transmissão extenso. Transmissão é
a transferência em grande escala de eletricidade, em voltagens muito elevadas (de 230 kV a 750 kV), desde as instalações de geração
até os sistemas de distribuição nos centros de carga por meio de rede de transmissão. Existe um Sistema Interligado Nacional no Brasil
que liga as regiões do norte e nordeste ao sul e sudeste. A coordenação dos sistemas de transmissão se faz necessária para otimizar os
investimentos e os custos operacionais e para assegurar a confiabilidade e as condições adequadas de fornecimento de carga através do
Sistema Interligado Nacional de Energia.
Concessões de Transmissão
A partir de 31 de dezembro de 2010, nossas operações de transmissão são realizadas em conformidade com as seguintes concessões
outorgadas pela ANEEL (com exceção das operações de transmissão realizadas por meio de quaisquer EFEs):
Extensão total
Níveis de voltagem
(km)
(kV)
Tempo médio, em anos,
que resta de concessão
Eletrobrás Furnas .......................................................................................................................................................................................
19.397,50
69 – 750
5,15
Eletrobrás Chesf.........................................................................................................................................................................................
18.723,42
69 – 500
5,01
Eletrobrás Eletrosul ...................................................................................................................................................................................
10.005,90
69 – 500
5,76
Eletrobrás Eletronorte ................................................................................................................................................................................
9.888,02
69 – 500
4,53
Eletrobrás Amazonas Energia ....................................................................................................................................................................
588,17
69 – 230
Não aplicável
Em virtude do desenvolvimento dos recursos hidrelétricos da região amazônica, que requer a transmissão de grandes montantes de
energia, o Brasil desenvolveu o Sistema Interligado Nacional. Uma malha nacional de transmissão proporciona geradores com acesso
aos clientes em todas as regiões. A Eletrobrás Furnas e a Eletrobrás Eletronorte construíram o primeiro sistema de transmissão nortesul ligando as regiões norte e sul do Brasil, que consiste de aproximadamente 1.250 km de linhas de transmissão de 500 kV e que
entrou em operação em 1998. Um segundo sistema de transmissão norte-sul, cuja construção foi custeada pelo setor privado, entrou
em operação em 2004. A tabela a seguir apresenta a extensão das linhas de transmissão (em km) por subsidiária e por voltagem em 31
de dezembro de 2010:
750 kV
600
kV(DC) (1)
525/500
kV
345 kV
230 kV
138 kV
132/25 kV
Total
Empresa:
Eletrobrás Chesf ............................
—
—
5.121,5
—
12.792,5
383,9
425,5
18.723,4
Eletrobrás Eletronorte (2) ................
—
—
3.243,3
—
5.482,8
959,1
202,8
9.888,0
Eletrobrás Eletrosul.......................
—
—
2.945,5
—
5.150,5
1.841,2
68,7
10.005,9
Eletrobrás Furnas .......................... 2.698,0
1.612,0
4.549,0
6.220,5
1.949,0
2.204,0
165
19.397,5
Eletrobrás Amazonas
Energia ....................................
—
—
—
—
364,9
—
223,3
588,2
Total ............................................................................................................................................................................................................
2.698,0
1.612,0
15.859,3
6.220,5
25.739,7
5.388,2
1.085,3
58.603,0
(1) CD significa corrente direta.
(2) O valor total não inclui os 13.8kV das linhas de transmissão.
(3) Essa tabela não inclui as linhas de transmissão detidas pelas EFEs nas quais participamos. Se essas linhas tivessem sido incluídas,
o total seria de 59.890 km
A tabela a seguir apresenta, de maneira consolidada, a porcentagem da malha total de transmissão superior a 230kV no Brasil pela
qual fomos responsáveis a partir de 31 de dezembro de 2010, levando em consideração nossas participações nas EFEs
750 kV
600
kV (DC) (1)
525/500
kV
400 kV
345 kV
230 kV
Total
Entidade:
Eletrobrás .....................................................................................................................................................................................................
100,00
100,00
49,80
—
63,27
60,62
55,47
Outras ...........................................................................................................................................................................................................
0,00
0,00
50,20
100,00
36,73
39,38
44,53
Total ............................................................................................................................................................................................................
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
(1) CD significa corrente direta.
Exceto com relação à pequena parte da Eletrobrás Eletronorte localizada no sistema isolado, as linhas de transmissão no Sistema
Interligado Nacional estão totalmente integradas.
Em 31 de dezembro de 2010, detínhamos cerca de 55,5% de todas as linhas de transmissão no Brasil (230 kV e acima) e, como
resultado, recebemos taxas de companhias que transmitem eletricidade nestas linhas. As receitas líquidas da transmissão foram no
montante de R$ 5.879 milhões em 2010, comparadas com R$ 4.607 milhões em 2009. Na condição de companhia de geração,
devemos também pagar uma tarifa referente à nossa transmissão de eletricidade sobre as transmissões que não possuímos. Levando-se
em consideração todas as linhas de transmissão no Brasil (230 kV e acima), isso significa que pagamos uma tarifa com relação a
46,0% de todas as linhas de transmissão no Brasil.
Acreditamos que as perdas de eletricidade no sistema de transmissão no Brasil foram, em 2010, de aproximadamente 2,25% de toda a
eletricidade transmitida no sistema, comparada com aproximadamente 3% no sistema de transmissão internacional.
Operamos como parte de um sistema nacional de eletricidade integrado e coordenado para o Brasil. A Lei das Concessões nos autoriza
a começar a cobrar taxas pelo uso de nosso sistema de transmissão por outras companhias de eletricidade.
Por meio da Eletrobrás Furnas, cobramos uma tarifa (atualmente em torno de R$ 4.003,45 por MW/mês a partir de 28 de junho de
2011) para a transmissão de eletricidade gerada por Itaipu e comprada para revenda. A cobrança da transmissão pela energia gerada
pela Itaipu Binacional é usada para compensar Furnas, que é proprietária da linha de transmissão aplicável, para tornar seu sistema de
transmissão disponível para o uso exclusivo de instalações de conexão de usinas. Esse sistema compreende as linhas de transmissão de
765 kV de Itaipu/Ivaiporã e de 600 kV CC de Itaipu / Ibiúna, que não fazem parte da Rede Básica.
Expansão das atividades de transmissão
Nossas principais companhias de transmissão tomaram parte em uma iniciativa de planejamento referente à expansão da rede de
transmissão do PAE 2009/2012 (Programa de Ações Estratégicas), por meio do Grupo de Estudos de Transmissão Regional (GET),
responsável por tal iniciativa para a expansão da transmissão em nível regional. Além disso, nossas companhias de transmissão
juntaram-se a estudos sobre redes regionais e integração de usinas.
As iniciativas do PAE incluem, entre outras atividades, os estudos para a integração da usina hidrelétrica Belo Monte, com foco em
meios alternativos de transmissão que permitam a distribuição de energia elétrica da usina de Belo Monte para as regiões norte,
nordeste e sudeste do Brasil.
Além disso, o governo anunciou recentemente um novo projeto para instalar banda larga em todo o Brasil através de linhas de
transmissão existentes
Distribuição
Distribuição de Eletricidade
Nossas atividades de distribuição constituem uma proporção relativamente pequena de nossas operações globais. As receitas líquidas
(incluindo receitas financeiras de companhias holding) provenientes da distribuição representaram 10,9 % do total de nossas receitas
líquidas em 2010, comparados a 10,8% em 2009.
Companhias de Distribuição
As companhias a seguir relacionadas de nosso grupo realizam atividades de distribuição em conformidade com as concessões para
distribuição outorgadas pela ANEEL:
•
Eletrobrás Eletronorte, que distribui energia diretamente aos consumidores industriais através de sua subsidiária
Eletrobrás Distribuição Roraima. A concessão para distribuição da Eletrobrás Eletronorte encerra em 7 de julho de
2015;
•
Eletrobrás Amazonas Energia, que distribui eletricidade na cidade de Manaus, no estado do Amazonas, em
conformidade com uma concessão que termina em 7 de julho de 2015;
•
Eletrobrás Distribuição Alagoas, que distribui eletricidade no estado de Alagoas, em conformidade com uma
concessão que termina em 12 de julho de 2015;
•
Eletrobrás Distribuição Piauí, que distribui eletricidade no estado de Piauí, em conformidade com uma concessão
que termina em 12 de julho de 2015;
•
Eletrobrás Distribuição Rondônia, que distribui eletricidade no estado de Rondônia, em conformidade com uma
concessão que termina em 12 de julho de 2015;
•
Eletrobrás Distribuição Acre, que distribui eletricidade no estado do Acre, em conformidade com uma concessão
que termina em 12 de julho de 2015;
•
Eletrobrás Distribuição Roraima, (antiga Boa Vista Energia S.A) que distribui eletricidade na cidade de Boa Vista, a
capital do estado de Roraima em conformidade com una concessão que termina em 12 de julho de 2015
Eletrobrás Distribuição Alagoas, Eletrobrás Distribuição Piauí, Eletrobrás Distribuição Rondônia e Eletrobrás Distribuição Acre eram
anteriormente propriedade do Estado Brasileiro em que cada companhia respectivamente operava. A Companhia Elétrica de Roraima,
que é de propriedade do estado de Roraima, transferiu seus ativos e passivos referentes à cidade de Boa Vista para uma companhia
recém-estabelecida a ser controlada pela Eletrobrás Eletronorte, Boa Vista. Primeiramente, fizemos investimento patrimonial nessas
companhias em 1996 com o objetivo de melhorar sua condição financeira e prepará-las para a privatização. A Amazonas Energia foi
criada em 2008 como resultado da fusão entre a Ceam e a Manaus Energia S.A.. A Ceam também era, anteriormente, de propriedade
do estado brasileiro em que operava e também fez investimentos na Ceamin 1996 com o objetivo de melhorar sua condição financeira
e prepará-la para a privatização.
Amazonas Energia, Eletrobrás Distribuição Alagoas, Eletrobrás Distribuição Piauí, Eletrobrás Distribuição Rondônia, Boa Vista e
Eletrobrás Distribuição Acre operam em condições de mercado particularmente desafiadoras – as regiões Norte e Nordeste estão entre
as mais pobres do país. Um de nossos maiores desafios em respeito a essas companhias é reduzir a quantidade de perdas comerciais
(principalmente sendo o furto de energia) e a dívida de clientes que essas companhias possuem. Nós estamos nos esforçando para
atender a esses problemas por meio do desenvolvimento de mecanismos que tornam o furto de energia mais difícil e através da
renegociação das dívidas dos clientes dessas companhias.
Estrutura de Gerenciamento para as Atividades de Distribuição
Em maio de 2008, nós iniciamos uma nova estrutura de gestão para nossas atividades de distribuição. Até maio de 2008, nós
gerenciamos nosso investimento na Amazonas Energia, Eletrobrás Distribuição Alagoas, Eletrobrás Amazonas Energia, Eletrobrás
Distribuição Piauí, Eletrobrás Distribuição Rondônia, Boa Vista e Eletrobrás Distribuição Acre por meio de um Comitê Gestor das
Companhias Federais de Distribuição, que focou, entre outras coisas, em propor estratégias financeiras e metas para melhorar a
condição financeira dessas companhias.
De acordo com a nova estrutura, esse comitê gestor não existe mais. A nova estrutura envolve um diretor no nível da Eletrobrás,
atualmente Sr. Marcus Aurélio Madureira da Silva, atuando como presidente de cada uma das companhias envolvidas na distribuição.
Cada uma das companhias envolvidas na distribuição terá o mesmo diretor financeiro, diretor de engenharia, diretor comercial e
diretor de regulamentação, em cada caso indicado pelo presidente dessas companhias distribuidoras.
Sistema de Transmissão e Distribuição
Nossa rede de transmissão e distribuição consiste de linhas de transmissão aéreas e subestações com faixas de voltagem variadas. Os
clientes que atendemos por meio de nossa rede de distribuição são classificados pelo nível de voltagem. Com relação à nossa
distribuição para as companhias prestadoras de serviço estaduais e para as indústrias, distribuímos eletricidade em níveis de voltagem
mais elevados (até 750 kV), enquanto a distribuição para as residências e para certas companhias comerciais é feita em níveis de
voltagem mais reduzidos (tanto a 230 kV, 138 kV como a 69 kV).
Desempenho do Sistema
A tabela a seguir apresenta informações referentes às nossas perdas de eletricidade para nossas companhias de distribuição, e a
frequência e duração das interrupções de eletricidade por cliente por ano, para os anos indicados:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
Perdas técnicas ...........................................................................
Perdas comerciais ......................................................................
Perdas totais de eletricidade
Interrupções:
Frequência das interrupções por cliente por ano (número de
interrupções) ..........................................................................
Duração das interrupções por cliente por ano (em horas)......
Tempo médio de resposta (em minutos) ................................
8,4%
22,3%
31,1%
33,7
37,8
204,8
2009
9,1%
21,6%
30,7%
35,0
37,2
146,7
2008
9,0%
22,9%
31,9%
33,9
34,0
111,9
Perdas de eletricidade
Passamos por dois tipos de perda de eletricidade: perdas técnicas e perdas comerciais. As perdas técnicas são as que ocorrem no
transcorrer usual de nossa distribuição de eletricidade. As perdas comerciais são aquelas que resultam de ligações ilegais, fraude ou
erros de faturamento. As perdas totais de eletricidade para nossas companhias de distribuição foram de 31,1% de energia gerada e
comprada no exercício encerrado em 31 de dezembro de 2010, comparados a 30,7% de energia gerada e comprada no exercício findo
em 31 de dezembro de 2009 e 31,9% de energia gerada e comprada no exercício terminado em 31 de dezembro de 2008.
Reduzir o nível de perdas comerciais principalmente nas companhias de distribuição apresenta-nos como um desafio constante. As
perdas comerciais nessas companhias foram de aproximadamente 22,2% de eletricidade gerada e vendida em períodos recentes.
Estamos tentando cuidar desses problemas com o desenvolvimento de mecanismos que tornem o furto de eletricidade mais difícil e
negociando as dívidas atuais dos clientes destas companhias.
Em 2010, nossas companhias de distribuição tiveram uma redução nas perdas. Particularmente, a Eletrobrás Distribuição Acre e a
Eletrobrás Distribuição Piauí reduziram suas perdas em 8,0% e 6,0%, respectivamente. Em fevereiro de 2011, firmamos um contrato
de empréstimo com o Banco Mundial no valor de US$ 495 milhões. Esse dinheiro será utilizado no "Projeto de Reabilitação de
Distribuição da Eletrobrás" (nome dado pelo Banco Mundial para o nosso projeto "Projeto Energia +"), com o objetivo principal de
melhorar a qualidade dos nossos serviços e melhorar a condição econômica e financeira das nossas companhias de distribuição. Esse
projeto se destina a reduzir nossas perdas e, consequentemente, para fortalecer as receitas operacionais de nossas companhias de
distribuição.
A tabela a seguir apresenta informações relativas às perdas totais em nosso segmento de distribuição registradas por cada companhia
de distribuição:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
2009
2008
(porcentagens)
Empresa:
Eletrobrás Distribuição Alagoas ................................................................................................................................................................
31,45
31,34
30,00
Eletrobrás Distribuição Piauí .....................................................................................................................................................................
33,51
35,47
36,14
Eletrobrás Distribuição Rondônia ..............................................................................................................................................................
39,08
31,54
43,54
Eletrobrás Distribuição Acre .....................................................................................................................................................................
24,08
26,20
26,19
Eletrobrás Amazonas Energia ....................................................................................................................................................................
42,40
42,70
38,70
Eletrobrás Distribuição Roraima................................................................................................................................................................
16,13
17,09
16,52
Interrupções de Energia
Com relação ao Sistema Interligado Nacional, visamos a atender aos pedidos de reparos no prazo de uma hora e meia a duas horas,
dependendo da escala e da natureza do problema. Nosso tempo médio de resposta no sistema interligado de energia no ano encerrado
em 2010 foi de 3,1 horas. A tabela abaixo apresenta nosso tempo médio de resposta, em horas, para pedidos de reparos no sistema
interligado.
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
2009
Empresa:
Eletrobrás Distribuição Alagoas ......................................................... 2,18
1,97
Eletrobrás Distribuição Piauí, ............................................................ 3,97
2,88
Média ................................................................................................................................................................................................
3,1
2,43
No que diz respeito às operações de distribuição no sistema isolado, pretendemos responder às solicitações de reparo dentro de meia
hora a duas horas, dependendo da dimensão e natureza do problema. Nosso tempo médio de resposta no sistema isolado em 2010 foi
de 3,58 horas. A tabela a seguir apresenta o tempo médio de resposta, em horas, às solicitações de reparo no sistema isolado:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
2009
Empresa:
Eletrobrás Distribuição Acre .............................................................. 6,84
4,92
Eletrobrás Distribuição Rondônia ...................................................... 3,40
1,54
Eletrobrás Amazonas Energia ............................................................ 2,71
2,60
Eletrobrás Boa Vista Energia ............................................................. 1,38
0,77
3,58
2,46
Média ................................................................................................................................................................................................
Clientes
A tabela a seguir apresenta nossa distribuição total de eletricidade, em termos de MWh e receitas brutas, por tipo de usuário, nos
períodos indicados:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
(milhões de R$ )
2009
( MWh)
(milhões de R$ )
( MWh)
Distribuição para:
Prestadores de serviço estaduais
313
1.358.030
300
1.337.877
Indústrias .............................
694
2.814.782
610
2.433.128
Residências ..........................
1.496
4.574.356
1.284
4.030.471
Comércio ......................................................................................................................................................................................................
883
2.662.126
782
2.387.589
Outros (1) .......................................................................................................................................................................................................
327
1.373.239
321
1.236.566
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
(milhões de R$ )
2009
( MWh)
(milhões de R$ )
( MWh)
3.714
12.781.533
3.298
11.425.631
Total.............................................................................................................................................................................................................
(1)
Este valor inclui a distribuição para consumidores rurais e para o governo.
Tarifas
Classificamos nossos consumidores em dois grupos distintos: consumidores do Grupo A e consumidores do Grupo B, com base no
nível de voltagem na qual a eletricidade é fornecida a esses consumidores. Cada consumidor é classificado em um determinado nível
tarifário definido por lei e baseado em sua respectiva classificação, embora estejam disponíveis alguns descontos baseados no volume.
Os consumidores do Grupo B pagam tarifas mais elevadas, compensando os custos globais em todos os subsistemas nos quais a
eletricidade flui para atendê-los. Existem tarifas diferenciadas no Grupo B por tipos de consumidor (como residencial, comercial,
rural e industrial). Os consumidores do Grupo A pagam tarifas menores, diminuindo de A4 para A1, porque recebem eletricidade em
voltagens maiores, o que requer menor uso do sistema de distribuição de energia. As tarifas por nós cobradas para venda de
eletricidade para consumidores finais são determinadas em conformidade com nossos contratos de concessão e regulamentos
estabelecidos pela ANEEL. Esses acordos de concessão e os regulamentos afins estabelecem um teto nas tarifas que proporciona
ajustes anuais, periódicos e extraordinários. Para mais informações sobre o regime regulatório aplicável a nossas tarifas e seus ajustes,
vide “ – A Indústria Brasileira de Energia”.
Os consumidores do Grupo A recebem eletricidade a 2,3 kV ou mais. As tarifas para os consumidores do Grupo A são baseadas no
nível de voltagem no qual a eletricidade é fornecida, e a época do ano e a hora do dia em que a eletricidade é fornecida, embora os
consumidores possam optar por uma tarifa diferenciada nos períodos de pico. As tarifas para os consumidores do Grupo A são
compostas de dois componentes: uma “cobrança de capacidade” e uma “cobrança de energia”.
A cobrança de capacidade, expressa em Reais por MW, é baseada no que for maior entre (i) a capacidade contratada da firma e (ii) a
capacidade de energia efetivamente utilizada. A cobrança de energia, expressa em Reais por MWh, é baseada no volume de
eletricidade efetivamente consumido. As tarifas cobradas dos consumidores do Grupo A são menores do que as cobradas dos
consumidores do Grupo B, porque os consumidores do Grupo A consomem eletricidade em faixas de voltagem mais elevadas e, por
conseguinte, evitam os custos associados à redução da voltagem da eletricidade exigida para consumo por nossos consumidores do
Grupo B.
Os consumidores do Grupo B recebem eletricidade a menos de 2,3 kV (220V e 127V). As tarifas para os consumidores do Grupo B
consistem exclusivamente de uma cobrança de consumo de energia e são baseadas na classificação do consumidor.
Procedimentos de Cobrança
O procedimento que utilizamos para cobrança e pagamento pela eletricidade fornecida a nossos consumidores é determinado pela
categoria do consumidor. As leituras dos relógios e o faturamento ocorrem mensalmente para os consumidores de baixa voltagem, à
exceção dos consumidores rurais cujos relógios são lidos a intervalos que variam de um a três meses, conforme autorizado pelos
regulamentos relevantes. As contas são preparadas a partir das leituras dos relógios ou com base no uso estimado. Os consumidores de
baixa voltagem são cobrados dentro dos cinco dias úteis após a data da fatura. No caso de não pagamento, é enviada uma notificação
sobre o não pagamento acompanhada da fatura do mês seguinte ao consumidor e é dado um prazo de 15 dias para liquidação da
quantia a nós devida. Caso o pagamento não seja recebido no prazo de três dias úteis após o período de 15 dias, o fornecimento de
eletricidade ao consumidor é suspenso. Os consumidores de alta voltagem são cobrados mensalmente devendo o pagamento ser feito
no prazo de 5 dias úteis após a data da fatura. Na hipótese de não pagamento, é enviado um aviso ao consumidor dois dias úteis após a
data de vencimento, dando um prazo de 15 dias para efetuar o pagamento. Caso o pagamento não seja efetuado no prazo de três dias
úteis após a notificação, o consumidor estará sujeito à interrupção do serviço.
Em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008 os consumidores inadimplentes representavam uma média de 15,7%, 13,6% (não incluindo
a Eletrobrás Distribuição Acre) e 20,6% das receitas anuais, respectivamente. Esses índices de inadimplência permaneceram
geralmente estáveis nos últimos anos e não esperamos observar alterações materiais nestes em um futuro previsível.
Compra de Eletricidade para Distribuição
Compramos 14.285 GWh de eletricidade para distribuição em 2010, comparados a 12. 942 GWh em 2009 e 12.789 GWh em 2008.
Nossas companhias de distribuição compram eletricidade no processo de leilão público de um grupo de companhias de geração que
apresentam propostas estipulando o preço máximo no qual fornecerão eletricidade. Após todas as propostas serem recebidas, o preço
médio de todas as propostas é calculado e este é o preço que pagamos pela eletricidade. A compra é efetuada de todas as companhias
de geração que apresentam propostas.
Atividades de Empréstimo e Financiamento
Empréstimos feitos por nós
A lei brasileira permite que façamos empréstimos somente a nossas subsidiárias. Historicamente, a lei brasileira permitiu que
atuássemos como emprestadores para nossas subsidiárias e para prestadores de serviço de energia elétrica sob nosso controle. Ao
passo que muitas dessas subsidiárias não fazem mais parte de nosso grupo, a maioria de nossos empréstimos são feitos para terceiras
partes. Antes da privatização da indústria brasileira de eletricidade, que teve início em 1996, essa foi uma parte particularmente
disseminada de nossas operações, porquanto a maioria das companhias na indústria era estatal, permitindo que nos envolvêssemos em
atividades de empréstimo para estas companhias. Entretanto, como o resultado da privatização, o número de companhias às quais
podemos emprestar diminuiu e o empréstimo não é mais um aspecto significativo de nossas atividades. Os montantes totais que
registramos em nosso balanço: R$ 9,7 bilhões a partir de 31 de dezembro de 2010 e R$ 11,8 bilhões a partir de 31 de dezembro de
2009. Desse montante total, os seguintes são empréstimos para Itaipu: R$ 5,7 bilhões a partir de 31 de dezembro de 2010 e R$ 6,5
bilhões a partir de 31 de dezembro de 2009. Os empréstimos relacionados a nossas companhias de distribuição são os seguintes: R$
4,0 bilhões a partir de 31 de dezembro de 2010 e R$ 5,3 bilhões a partir de 31 de dezembro de 2009.
Fontes de Recursos
Obtemos recursos para nossas atividades de empréstimo a partir de empréstimos de instituições financeiras e ofertas nos mercados de
capitais estrangeiros. Em 31 de dezembro de 2010, a dívida de longo prazo de maneira não consolidada era de R$ 30.575 milhões,
comparados com R$ 27.761 milhões em 31 de dezembro de 2009 e R$ 26.910 milhões em 31 de dezembro de 2008, com a maior
parte de nossa dívida em moeda estrangeira (92% para os três períodos) em dólares americanos. Mais detalhes de nossos empréstimos
estão apresentados em “Item 5.B, Liquidez e Recursos de Capital – Fluxos de Caixa”.
Além disso, utilizamos empréstimos do Fundo RGR, por nós administrado, para empréstimos a nossas subsidiárias e a outras
companhias de energia elétrica. Veja o “Item 5, Revisão Operacional e Financeira e Perspectivas – Certos Fatores que Afetam nosso
Desempenho Financeiro – Nosso papel na administração dos programas do Governo Brasileiro”. Em 31 de dezembro de 2010, 31 de
dezembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008, contraímos juros a 5%, com relação a empréstimos do Fundo RGR e cobramos uma
taxa administrativa média de 2,0% sobre os fundos que emprestamos a subsidiárias e outras entidades.
Participação no Capital
Atuamos como participante minoritário nas companhias e joint ventures de geração e transmissão do setor privado. Estamos também
autorizados a emitir garantias para as companhias nas quais participamos como investidor no capital. Estamos considerando
atualmente investimentos em algumas dessas companhias, com enfoque principal naquelas alinhadas com nossa estratégia de
formação de nossas atividades centrais de geração e transmissão (veja o “Item 7.B, Transações da parte Relacionada”).
As atuais participações que temos são nas companhias de geração e transmissão no setor privado e em joint ventures. A participação é
determinada principalmente nos critérios de mérito e lucratividade baseados em nossos controles de gestão.
A tabela abaixo ilustra um estimado da porcentagem total de nossa participação em companhias de transmissão e geração a partir de
31 de dezembro de 2010.
Entidades com Fins Específicos /Consórcio
Objeto do Investimento
Participação da Eletrobrás
Transmissão
Interligação Elétrica do Madeira S.A.
Linha de transmissão de 600 kV com
2.375 km
Eletrobrás Chesf (24,5%)
Eletrobrás Furnas (24,5%)
Mais Estação Conversora e Inversora
Norte Brasil Transmissora de Energia S.A.
Linha de transmissão de 600 kV com
2.375 km:
Eletrobrás Eletronorte (24,5%)
Eletrobrás Eletrosul (24,5%)
Entidades com Fins Específicos /Consórcio
Objeto do Investimento
Participação da Eletrobrás
SE Coletora – Araraquara 2, Porto Velho
Estação Transmissora de Energia S.A.
Manaus Transmissora de Energia S.A.
Estação 01 Conversora e Inversora de
500/±600 kV
Eletrobrás Eletronorte (100,0%)
Linha de transmissão de 500 kV com 375 Eletrobrás Chesf (19,5%)
km:
Eletrobrás Eletronorte (30,0%)
Linha de transmissão Oriximiná/Itacoatiara
de 500Kv com 212 km:
Itacoatiara / Cariri
STN – Sistema de Transmissão Nordeste S.A. (2) Linha de transmissão de 500 kV com 546 Eletrobrás Chesf (49,0%)
km: Teresina-Sobral-Fortaleza
Entidade com Fins Específicos /Consórcio
Objeto de Investimento
Participação da Eletrobrás
Intesa – Integração de Energia S.A. (2)
Linha de transmissão de 500 kV com 695 Eletrobrás Chesf (12,0%),
km: Colinas-Miracema-Gurupí-Peixe
Eletrobrás Eletronorte (37,0%)
Nova-Serra da Mesa 2
Porto Velho Transmissora de Energia S.A.
Linha de transmissão de 230 kV com 17 Eletrobrás Eletrosul (100%)
km: 500/230 kV SE Coletora Porto Velho
Ártemis – Transmissora de Energia S.A. (2)
Linha de transmissão de 525 kV com 376 Eletrobrás Eletrosul (100%)
km: S. Santiago-Ivaporã-Cascavel
Transenergia Renovável
Linha de transmissão de 230 kV com 125 Eletrobrás Furnas (49,0%)
Km: Jataí – Mineiros
Mineiros – Morro Velho
Brasnorte Transmissora de Energia S.A. (2)
Linha de transmissão de 230kV com 402
km: Jauru-Juba-C2; LT Maggi-Nova
Mutum
RS Energia – Companhia de Transmissão de
Energia do Rio Grande do Sul S.A. (2)
Linha de transmissão de 525 kV com 274 Eletrobrás Eletrosul (100,0%)
Km: Campos Novos-Pólo Linha de
transmissão de 230kV com 33 km
Companhia Transleste de Transmissão S.A. (2)
Linha de transmissão de 345 kV com 139 Eletrobrás Furnas (24,0%)
Km: Montes Claros-Irapé
Eletrobrás Eletronorte (49,7%)
Amazônia Eletronorte Transmissora de Energia Linha de transmissão de 230 kV com 193 Eletrobrás Eletronorte (49,0%)
S.A. – Aete (2)
Km: Coxipó-Cuiabá-Rondonópolis SE
Seccionadora Cuiabá
Etau – Companhia de Transmissão do Alto
Uruguai (2) S.A.
Linha de transmissão de 240 kV com 174 Eletrobrás Eletrosul (27,4%)
Km: Campos Novos-Barra Grande-Lagoa
Vermelha-Santa Marta
Uirapuru Transmissora de Energia S.A. (2)
Linha de transmissão de 525 kV com 122 Eletrobrás Eletrosul (100%)
Km: Ivaiporã-Londrina
Companhia Transudeste de Transmissão S.A. (2) Linha de transmissão de 345 kV com 144 Eletrobrás Furnas (25,0%)
Km: Itutinga-Juiz de Fora
Companhia Transirapé de Transmissão S.A. (2)
Linha de transmissão de 345 kV com 61
Km: Irapé-Araçuaí
Eletrobrás Furnas (25,0%)
Companhia Centroeste de Minas S.A.
Linha de transmissão de 345 kV com 75
km: Eletrobrás Furnas-Pimenta II
Eletrobrás Furnas (49,0%)
Linha Verde Transmissora de Energia S.A.
Linha de transmissão de 230 kV com 987 Eletrobrás Eletronorte (49,0%)
km: Samuel-Ariquelmes-Ji-ParanáPimenta Bueno-Vilhena-Jauru
Rio Branco Transmissora de Energia S.A.
Linha de transmissão de 230 kV com 487 Eletrobrás Eletronorte (49,0%)
km: Porto Velho-Abunã-Rio Branco
Transmissora Matogrossens de Energia S.A.
Linha de transmissão de 500 kV com 348 Eletrobrás Eletronorte (49,0%)
km: Jauru - Cuiabá
Transenergia São Paulo S.A.
Subestação Itatiba, 500 kV
Eletrobrás Furnas (49,0%)
Entidade com Fins Específicos /Consórcio
Objeto de Investimento
Participação da Eletrobrás
Transenergia Goiás S.A.
Linha de transmissão de 230 kV com 188 Eletrobrás Furnas (49,0%)
km: Serra da Mesa-Niquelândia-Barro
Alto
Consórcio Goiás Transmissão
Linha de transmissão de 500 kV com 193 Eletrobrás Furnas (49,0%)
Km: Rio Verde Norte –Trindade, e linha
de transmissão de 230 kV com 66 km:
Xavantes-Trindade-Carajás e SE Trindade
Consórcio MGE Transmissão
Linha de transmissão de 500 kV com 248 Eletrobrás Furnas (49,0%)
Km: Mesquita-Viana 2 e linha de
transmissão de 345 kV com 10 km: Viana
– Viana 2 e SE Viana 2
TDG Transmissora Delmiro Gouveia SA
Linha de transmissão de 230 kV com 96
Km: São Luiz II – São Luiz III e SE
Pecém e SE Aquiraz II
Eletrobrás Chesf (49,0%)
Consórcio Caldas Novas
SE Corumbá 345/138 kV – 2 x 75 MVA
Eletrobrás Furnas (49,9%)
Madeira Energia SA
UHE Santo Antonio
Eletrobrás Furnas (39,0%)
Energia Sustentável do Brasil
UHE Jirau com 3300 MW
Eletrobrás Chesf (20,0%)
Eletrobrás Eletrosul (20,0%)
Chapecoense Energia S.A. (1)
UHE Foz do Chapecó com 855 MW
Eletrobrás Furnas (40,0%)
Enerpeixe S.A. (2)
UHE Peixe Angical com 452 MW
Eletrobrás Furnas (40,0%)
Consórcio Energético Cruzeiro do Sul S.A.
UHE Mauá com 361 MW
Eletrobrás Eletrosul (49,0%)
Serra de Facão Participação S.A.
UHE Serra do Facão com 210 MW
Eletrobrás Furnas (49,5%)
Energética Águas da Pedra S.A.–EAPSA
(Aripuanã; Água Das Pedras)
UHE Dardanelos com 261 MW
Eletrobrás Chesf (24,5%),
Eletrobrás Eletronorte (24,5%)
Baguari I Geração de Energia Elétrica S.A. (2)
UHE Baguari com 140 MW
Eletrobrás Furnas (15,0%)
Retiro Baixo Energética S.A.
UHE Retiro Baixo 49%
Eletrobrás Furnas (49,0%)
AMAPARI Energia S.A. (2)
UTE Serra do Navio e pequena UHE
Capivara
Eletrobrás Eletronorte (49,0%)
Geração
Norte Energia S.A.
UHE Belo Monte
Eletrobrás Eletronorte (15,0%)
Eletrobrás Chesf (15,0%)
Consórcio Brasil dos Ventos
Usinas Eólicas Aratuá 1, Miassaba 3, Rei
dos Ventos 1 e 3
Eletrobrás Eletronorte (24,5%)
Eletrobrás Furnas (24,5%)
Companhia Hidrelétrica Teles Pires
UHE Teles Pires
Eletrobrás Eletrosul (24,5%)
Eletrobrás Furnas (24,5%)
Consórcio Coxilha Negra
Parque Eólico Coxilha Negra V, VI e VII
com 33 MW
Eletrobrás Eletrosul (90,0%)
Programas do Governo Brasileiro
Além do programa Proinfa, criado pelo Governo Brasileiro em 2002, com o objetivo de criar certos incentivos para o desenvolvimento
de fontes alternativas de energia (discutido mais detalhadamente em “A Indústria Brasileira de Energia – Proinfa”), também
participamos de mais quatro programas do Governo Brasileiro:
•
o Programa Reluz, um programa introduzido para levar iluminação básica a certas áreas públicas de determinados
municípios no Brasil;
•
O Programa Procel, um programa que visa a promover a conservação e eficiência da energia;
•
Luz Para Todos, um programa que visa levar eletricidade a mais 12 milhões de pessoas no Brasil; e
•
Programa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial, um programa para coordenar as atividades de pesquisa e
desenvolvimento no setor elétrico brasileiro e promover o desenvolvimento e a fabricação dos equipamentos
necessários para assegurar o desenvolvimento do setor.
Quaisquer recursos por nós utilizados com relação a estes programas provêm do próprio Governo Brasileiro, na forma de recursos
alocados para o setor e, dessa forma, não usamos nossos próprios recursos para estes programas.
Também participamos de outras iniciativas utilizando nossos próprios recursos, um dos quais é o Projeto Ribeirinhas. Por meio desta
iniciativa, visamos avaliar a aplicabilidade e sustentabilidade das tecnologias baseadas em recursos de energia renováveis em certas
comunidades pequenas que vivem na região amazônica.
Pesquisa e desenvolvimento
Veja o "Item 5.C, Pesquisa, desenvolvimento, patentes e licenças etc.”.
Atividades internacionais
A partir de 31 de dezembro de 2010, não operamos internacionalmente. Entretanto, como parte de nossa estratégia, continuamos a
explorar certos mercados de eletricidade internacionais e a identificar oportunidades nesses mercados para o futuro. Nosso objetivo é
gerar nova energia para agregar ao sistema interligado nacional e para integrar certos sistemas elétricos nas Américas. Como parte de
nosso plano de internacionalização, nós estabelecemos um escritório de representações em Lima, no Peru, na Cidade do Panamá,
Panamá e em Montevidéu, Uruguai, com o objetivo de cumprir as leis locais, que concedem concessões somente para quem mantém
um escritório de representações local. Esse escritório proporcionará uma conexão permanente entre nós e nossos parceiros na América
Latina. Procuramos investir em projetos de geração em outros países da América Latina e já começamos a comprar energia de outros
países latino-americanos, incluindo a Venezuela. Também temos participações acionárias em duas Entidades com Fins Específicos
(EFEs), no Peru e na Nicarágua, que estão atualmente realizando estudos de viabilidade para projetos de geração hidrelétrica. Além
disso, estamos no processo de obtenção das licenças necessárias para a construção no Brasil de uma linha de interligação entre Brasil e
Uruguai, que está programada para começar em 2012. Como parte da estratégia de expansão, podemos também identificar e buscar
oportunidades de crescimento selecionadas, incluindo a energia renovável, fora da América do Sul.
Participação nos Lucros e Planos de Pensão
Nosso contrato coletivo estabelece um plano de participação nos lucros baseado no alcance de metas. Essas metas são estabelecidas
anualmente, em maio de cada ano, após a negociação com os sindicatos trabalhistas e a aprovação do Governo Brasileiro. Para os
exercícios terminados em 31 de dezembro de 2010, 2009 e 2008, pagamos R$ 296 milhões, R$ 285 milhões, e R$ 177 milhões,
respectivamente, aos nossos empregados por meio de participação nos lucros (somente em nível de holding, nós pagamos R$ 35
milhões em 2010, comparados a R$ 27 milhões em 2009, e R$ 23 milhões em 2008).
Meio Ambiente
Geral
As questões ambientais podem ter um impacto significativo em nossas operações. Por exemplo, grandes usinas hidrelétricas podem
ocasionar a inundação de grandes áreas de terra e a realocação de grandes quantidades de pessoas. A constituição brasileira confere,
tanto ao Governo Brasileiro como aos governos estaduais e locais, poder para promulgar leis com o objetivo de proteger o meio
ambiente e para emitir regulamentos por essas leis. Apesar de o Governo Brasileiro ter o poder de promulgar regulamentos ambientais
gerais, os governos estaduais e locais têm o poder de promulgar regulamentos ambientais mais severos. Dessa forma, a maioria dos
regulamentos ambientais no Brasil são estaduais e locais, em lugar de federais.
Qualquer falha em cumprir as leis e regulamentos ambientais pode resultar em responsabilidade criminal, independentemente da
responsabilidade estrita de realizar remediação ambiental e indenizar terceiras partes pelos danos ambientais. Essas falhas podem
também nos sujeitar a penalidades administrativas como multas, suspensão de subsídios de agências públicas ou imposições que
exijam que suspendamos, temporária ou permanentemente, as atividades proibidas.
Para construir uma usina hidrelétrica, as companhias elétricas brasileiras devem atender a algumas salvaguardas ambientais. Para
projetos para os quais o impacto ambiental for considerado significativo, como projetos de geração com produção superior a 10 MW,
bem como linhas de transmissão superiores a 230 kV, juntamente com certos projetos ambientalmente sensíveis, primeiramente, um
estudo básico de impacto ambiental deve ser preparado por especialistas externos que façam recomendações sobre como minimizar o
impacto da usina sobre o meio ambiente. O estudo, juntamente com um relatório ambiental especial sobre o projeto, preparado pela
empresa, é então submetido às autoridades governamentais federais, estaduais ou locais, dependendo do impacto projetado, para
análise e aprovação. Uma vez aprovado, o projeto passa por um processo de licenciamento de três estágios, que compreende uma
licença para atestar a viabilidade do projeto, uma licença para início da obra, e uma licença para operar o projeto. Além disso, a
companhia tem por lei que devotar 0,5% do custo total de qualquer investimento em novos projetos com um impacto ambiental
significativo à preservação ambiental. Desde o início da década de 80, o setor elétrico brasileiro procurou melhorar seu tratamento dos
aspectos sociais e ambientais do planejamento, implementação e operação do projeto de energia. De forma geral, nossas subsidiárias
de geração atendem aos regulamentos ambientais aplicáveis no Brasil, e às políticas e diretrizes ambientais do setor elétrico. Nossas
instalações de geração e transmissão se beneficiaram de certas isenções para exigências de licenciamento porque suas operações
tiveram início antes da legislação ambiental aplicável. Em função disso, algumas autoridades ambientais emitiram notificações de
infração alegando a ausência de licenças ambientais. Vide “– Item 8.A., Litígio – Procedimentos Ambientais”.
A partir de 31 de dezembro de 2010, nossa subsidiária Eletrobras Eletronuclear opera atualmente duas usinas nucleares no Estado do
Rio de Janeiro, Angra I e Angra II. Pelo fato da Eletrobrás Eletronuclear ter iniciado suas atividades antes da promulgação da
legislação ambiental, Angra I foi autorizada pela CNEN de acordo com os regulamentos nucleares e ambientais em vigor naquela
época. Foi criado um grupo de estudos formado pela Procuradoria Geral da União, CNEN, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
Recursos Naturais Renováveis (ou IBAMA), Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (ou FEEMA), Eletrobrás
Eletronuclear e a Eletrobrás para preparar um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC de acordo com o qual deveriam ser
estabelecidas as diretrizes para o procedimento de atualização de licenciamento ambiental. Angra II obteve todas as licenças
ambientais necessárias para sua operação, mas sua renovação foi contestada pela Procuradoria Geral da União e ficou condicionada ao
cumprimento de um TAC e de acordo com o qual a Eletronuclear deveria implementar um programa para melhorar os planos
emergenciais, programas para monitoramento ambiental e sistemas para tratamento de efluentes. Até que essas exigências sejam
cumpridas, o IBAMA, a ANEEL e o CNEN devem abster-se de emitir quaisquer licenças definitivas ou autorizações para a operação
de Angra II. Uma avaliação compreendendo os atendimentos ao TAC foi emitida pelo IBAMA para o Procurador Geral em junho de
2006. A Eletrobras Eletronuclear é estritamente responsável pelos acidentes nucleares como operadora de usinas nucleares no Brasil.
Vide “Item 3.D, Fatores de Risco – Riscos Referentes à Nossa Companhia – Poderemos ser responsabilizados caso ocorra um acidente
nuclear envolvendo nossa subsidiária Eletrobrás Eletronuclear”.
Conservação da Energia
Nos últimos 20 anos, o Governo Brasileiro implementou algumas ações direcionadas à conservação de energia no setor elétrico. Essas
ações são normalmente financiadas pelo Governo e administradas por nós. O projeto mais importante nesta área é o Procel.
O Programa de Conservação de Energia Elétrica – Procel – foi criado em 1985 para melhorar a eficiência da energia e a racionalização
do uso de recursos naturais em todo o Brasil. O programa é coordenado pelo MME, e somos responsáveis por sua execução. O
principal objetivo do Procel é incentivar a cooperação entre os diversos setores da sociedade brasileira para melhorar a conservação da
energia, tanto em relação à produção como ao consumidor.
Recursos alternativos de eletricidade
Em 2002, o governo brasileiro criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – Proinfa, com o objetivo de
diversificar a matriz de energia brasileira, por meio da busca de soluções regionais com o uso de fontes renováveis de energia.
A Indústria Brasileira de Energia
Geral
Em conformidade com o Regulamento N. 937, datado de 24 de novembro de 2010, o Ministério das Minas e Energia – MME –
aprovou um plano de expansão de 10 anos (Plano Decenal de Expansão de Energia Elétrica ou PDEE 2010-2019), que estabeleceu as
orientações para o governo brasileiro e para todos os agentes na indústria brasileira de energia a fim de garantir suprimento sustentável
de energia, incluindo eletricidade, levando em consideração as necessidades ambientais, a economia brasileira e as capacidades
técnicas de negócio.
Os estudos realizados no PDEE incluem um planejamento para os próximos dez anos e estão sujeitos a revisões anuais que levem em
consideração, entre outros aspectos, alterações previstas no crescimento de consumo de eletricidade e reavaliações da viabilidade
econômica e operacional dos projetos de geração, bem como estimativas referentes à expansão das linhas de transmissão.
Conforme a ANEEL, em dezembro de 2010, considerando as unidades de geração SIN, os geradores de energia instalados nos
sistemas isolados e nos geradores pertencentes a indivíduos, o Brasil tinha uma capacidade instalada de 113.314 MW,
Atualmente, o SIN está dividido em quatro subsistemas elétricos: Sudeste/Centroeste, Sul, Nordeste e Norte. Um dos objetivos do
PDEE é completar a integração dos sistemas isolados de Manaus-Macapá aos subsistemas do Norte até novembro de 2012.
Além do SIN, há também os sistemas isolados, isto é, os sistemas que não fazem parte do SIN e estão geralmente localizados no norte
e no nordeste brasileiros, tendo como única fonte de energia a eletricidade gerada pelas usinas térmicas movidas a carvão e óleo
combustível, que são extremamente poluentes e possuem um custo de geração três a quatro vezes maior do que, por exemplo, as
estações de energia hidrelétricas. A conta CCC foi introduzida pelo artigo 13, III da Lei nº 5.899 de 5 de julho de 1973, conforme
emenda, com o objetivo de gerar reservas financeiras pagáveis às companhias de distribuição e a algumas companhias de geração (as
quais todas devem fazer contribuições anuais á conta CCC) para cobrir os custos das operações das usinas termoelétricas no caso de
condições hidrológicas adversas, e também de subsidiar a eletricidade gerada pelos “sistemas isolados”, a fim de permitir que os
consumidores dos sistemas isolados arquem com cobranças pela eletricidade equivalentes às cobranças efetuadas aos consumidores
beneficiados pela geração hidráulica. Atualmente, há uma discrepância significativa entre os valores pagos pelos consumidores das
regiões norte e nordeste se comparados com o que é cobrado dos consumidores da região Sul/Sudeste. Portanto, interconectar os
sistemas isolados ao SIN poderia permitir que consumidores dessas regiões tivessem acesso a fontes de energia elétrica, o que
resultaria em custos de produção reduzidos e convergência de preços nessas regiões para outras regiões do país.
Com o objetivo de promover uma redução significativa da conta CCC dos sistemas isolados, o PDEE pretende, além disso, integrar os
sistemas isolados ao SIN. Tal integração seria realizada por meio da construção das linhas de transmissão Jauru/Vilhena (230kV),
Tucuruí/Manaus (Cariri) (500kV) e Jurapari/Macapá (230kV), no menor prazo possível, uma vez que a análise preliminar para a
implantação do projeto de integração já foi concluída.
Além da integração dos sistemas isolados, o PDEE também prevê a expansão da geração de eletricidade por meio da melhora da
capacidade de geração, definida pelo PDEE como a execução de um conjunto de trabalhos que visem a melhorar a capacidade e a
eficiência, ao mesmo tempo em que moderniza as usinas já existentes, o que não deve representar muito em termos de energia
assegurada, mas que contribuiria para atender ao aumento do maior nível esperado da demanda por eletricidade.
De acordo com a ANEEL, o total de capacidade de geração de eletricidade instalada no Brasil em junho de 2011 foi de
114.229.226 KW. Atualmente, com 128 empreendimentos em construção e outras 531 com permissões concedidas, espera-se uma
capacidade de geração adicional de 51.156.835 KW para os próximos anos.
Em dezembro de 2010, de acordo com a ANEEL, a capacidade total de geração de eletricidade instalada no Brasil era de
113.314.170 MW. Em conformidade com o Plano de 10 anos do PDEE, projeta-se um aumento da capacidade total de geração de
energia para 171,1 GW até 2020, dos quais se espera que 115,1 GW (67,27%) sejam hidroelétricas e 56,0 GW (32,7%) sejam
termoelétricas e oriundas de outras fontes.
Atualmente, detemos aproximadamente 37,0% da capacidade de geração de energia instalada no Brasil, e somos responsáveis por
aproximadamente 55,5% da capacidade de transmissão instalada acima de 230 kV. Além disso, alguns estados brasileiros controlam
entidades envolvidas na geração, transmissão e distribuição de eletricidade. Em 2010 as outras companhias do setor que não são do
sistema Eletrobrás tinham aproximadamente 63,0% e 95,0% do mercado para as atividades de geração e distribuição, em termos de
capacidade total e demanda, respectivamente, e aproximadamente 44,5% do mercado de transmissão, em termos de extensão das
linhas de transmissão. O restante do mercado é mantido por diversas companhias, incluindo as Cemig, Copel, Tractbell, CPFL, Duke e
Brasil Energia. Algumas dessas companhias celebraram acordos de joint ventures no passado.
Em termos de receita líquida, acreditamos que somos a maior companhia de geração e transmissão no Brasil. Competimos
principalmente na geração e transmissão de atividades por meio de processos de leilão competitivos.
Em 2010, de acordo com a EPE (Companhia de Pesquisa Energética), o consumo total de eletricidade no Brasil chegou a 419.016
GWh, excedendo o consumo total de 2009 em 7,8%. O consumo de eletricidade no Brasil em 2009 foi de 388.688 GWh de acordo
com a EPE, que representou uma diminuição de 1,0% quando comparado ao consumo total de 392.688 GWh em 2008.
Antecedentes Históricos
A Constituição Brasileira estipula que o desenvolvimento, o uso e a venda de energia podem ser realizados diretamente pelo Governo
Brasileiro ou indiretamente por meio de concessões, permissões ou autorizações. Historicamente, a indústria brasileira de energia tem
sido dominada pelas concessionárias de geração, transmissão e distribuição controladas pelo Governo Brasileiro. Nos anos recentes, o
Governo Brasileiro adotou algumas medidas para remodelar a indústria de energia. De modo geral, essas medidas visaram aumentar o
papel do investimento privado e eliminar as restrições ao investimento estrangeiro, aumentando, dessa forma, a competição geral na
indústria de energia.
Particularmente, o Governo Brasileiro adotou as seguintes iniciativas:
•
A Constituição Brasileira foi alterada em 1995, pela Emenda Constitucional No. 6, para autorizar companhias
estrangeiras a investirem em companhias brasileiras que possuem concessões de geração de energia. Antes dessa
emenda, todas as concessões de geração eram mantidas tanto por um indivíduo brasileiro ou uma entidade
controlada por indivíduos brasileiros ou pelo Governo Brasileiro;
•
O Governo Brasileiro promulgou a Lei No 8.987, em 13 de fevereiro de 1995 conforme emenda da Lei No 11.196,
de 21 de novembro de 2005 e a Lei No. 11.445 de 5 de janeiro de 2007 (ou a Lei de Concessões) e a Lei No 9.074
de 7 de julho de 1995, conforme emenda (ou Lei de Concessões de Energia) as quais, juntas, (i) exigiam que todas
as concessões para o fornecimento de serviços relacionados à energia fossem concedidos por meio de processos de
concorrência pública, (ii) permitiam gradativamente que certos consumidores de eletricidade com demanda
significativa, designados “consumidores livres” comprassem eletricidade diretamente de fornecedores que tivessem
uma concessão, permissão ou autorização, (iii) estipulavam a criação de entidades de geração (ou Produtores
Independentes de Energia) os quais, por meio de uma concessão, permissão ou autorização, podem gerar e vender,
por sua própria conta e risco, toda ou parte de sua eletricidade para consumidores livres, concessionárias de
distribuição e agentes comerciais, entre outros, (iv) concediam aos consumidores livres e aos fornecedores de
eletricidade acesso aberto a todos os sistemas de distribuição e transmissão, e (v) eliminavam a necessidade de uma
concessão para construir e operar projetos de energia com capacidade de 1 MW até 30 MW, as chamadas Pequenas
Usinas de Energia Hidrelétrica, embora seja exigida autorização ou permissão da ANEEL, conforme seja o caso;
•
A partir de 1995, uma parte das ações do controlador mantida por nós e por diversos estados em certas companhias
de geração e distribuição, foi vendida para investidores privados. Ao mesmo tempo, certos governos estaduais
também venderam suas participações nas principais companhias de distribuição;
•
Em 1998, o Governo Brasileiro promulgou a Lei No 9.648 (ou Lei da Indústria de Energia) para rever a estrutura
básica da indústria de eletricidade. A Lei da Indústria de Energia estipulava o seguinte:
•
o estabelecimento de um órgão autorregulamentado responsável pela operação do mercado de eletricidade
em curto prazo (ou o Mercado Atacadista de Energia Elétrica – MAE), uma entidade que substituiu o
sistema anterior de preços regulados de geração e dos contratos de fornecimento. O Mercado Atacadista de
Energia – MAE – foi posteriormente substituído pela CCEE;
•
uma exigência de que as companhias de distribuição e geração celebrem contratos iniciais para o
fornecimento de energia (Contratos iniciais de fornecimento), geralmente compromissos de “take-or-pay”,
a preços e volumes aprovados pela ANEEL. A finalidade principal dos Contratos iniciais de fornecimento
era assegurar às companhias de distribuição o acesso a um fornecimento estável de eletricidade que
garantisse uma taxa de rentabilidade fixa para as companhias de geração de eletricidade, durante o período
de transição que levaria ao estabelecimento de um mercado de eletricidade livre e competitivo;
•
a criação do Operador Nacional do Sistema Elétrico ou ONS, uma entidade privada, sem fins lucrativos,
responsável pela administração operacional das atividades de geração e transmissão do Sistema Interligado
Nacional de Energia; e
•
•
o estabelecimento de processos de concorrência pública para concessões para a construção e operação das
usinas de energia e as instalações de transmissão.
Em 2001, o Brasil enfrentou uma séria crise energética que durou até o final de fevereiro de 2002. Como resultado,
o Governo Brasileiro implementou medidas que incluíam:
•
um programa para o racionamento do consumo de eletricidade nas regiões mais adversamente afetadas,
nomeadamente as regiões do sudeste, centro-oeste e nordeste do Brasil; e
•
a criação do CGE, que aprovou uma série de medidas emergenciais que estipulavam metas reduzidas de
consumo de energia para consumidores residenciais, comerciais e industriais nas regiões afetadas, pela
introdução de regimes tarifários especiais que incentivavam a redução do consumo de energia.
•
Em março de 2002, o CGE suspendeu as medidas emergenciais e o racionamento de energia como resultado de
grandes aumentos no fornecimento (devido à elevação significativa dos níveis dos reservatórios) e de uma redução
moderada da demanda e, dessa forma, o Governo Brasileiro promulgou novas medidas em abril de 2002, as quais,
entre outras coisas, estipulavam um reajuste tarifário extraordinário para compensar as perdas financeiras incorridas
pelos fornecedores de eletricidade como resultado do racionamento obrigatório de eletricidade; e
•
Em 15 de março de 2004, através da Lei No 10.848, o Governo Brasileiro promulgou a Lei No. 10.848 e em 30 de
julho de 2004, o Decreto No. 5.163, ou a Nova Lei Reguladora da Eletricidade, em um esforço para uma maior
reestrutura da indústria da energia com a meta principal de oferecer aos consumidores um fornecimento seguro de
eletricidade combinado com tarifas baixas, cuja lei foi regulamentada por alguns decretos promulgados pelo
Governo Brasileiro em julho e em agosto de 2004, e ainda está sujeita a mais regulamentações a serem emitidas no
futuro. Vide “Desafios à Constitucionalidade da Nova Lei Reguladora de Eletricidade”.
Concessões
As companhias ou os consórcios que desejarem construir ou operar instalações para a geração, a transmissão ou a distribuição de
eletricidade no Brasil devem se inscrever no MME ou na ANEEL, como representantes do Governo Brasileiro, para uma concessão,
permissão ou autorização, conforme for o caso. As concessões garantem direitos para gerar, transmitir ou distribuir eletricidade na
área de concessão relevante por um período específico. Este período é geralmente de 35 anos para novas concessões de geração, e 30
anos para novas concessões de transmissão ou distribuição. Uma concessão existente pode ser renovada a critério da autoridade
concedente. Dessa forma, não podemos dar nenhuma garantia de que as concessões serão estendidas.
A Lei de Concessões estabelece, dentre outras coisas, as condições que a concessionária deve cumprir quando fornecer serviços de
eletricidade, os direitos do consumidor, e as obrigações da concessionária e da autoridade concedente. Além disso, a concessionária
deve cumprir os regulamentos que regem o setor elétrico. As principais disposições da Lei das Concessões são as seguintes:
•
Serviço adequado. A concessionária deve prestar serviço adequado igualmente com respeito à regularidade,
continuidade, eficiência, segurança e acessibilidade.
•
Uso da terra. A concessionária pode usar terra pública ou solicitar à autoridade concedente que exproprie a terra
privada necessária para o benefício da concessionária. Nesse caso, a concessionária deve compensar os proprietários
da terra afetados.
•
Responsabilidade estrita. A concessionária é estritamente responsável por todos os danos decorrentes do
fornecimento de seus serviços.
•
Alterações nas ações do controlador. A autoridade concedente deve aprovar qualquer mudança direta ou indireta nas
ações do controlador da concessionária.
•
Intervenção pelo poder concedente. A autoridade concedente pode intervir na concessão, por meio de um decreto
presidencial, para assegurar a adequação na prestação dos serviços, assim como o fiel cumprimento das normas
contratuais regulamentares e legais pertinentes.
•
Extinção da concessão. A extinção do contrato de concessão pode ser acelerada por meio de encampação e/ou
caducidade. Encampação é o término prematuro de uma concessão pelos motivos relacionados ao interesse público
que devem ser expressamente declarados por lei. A caducidade deve ser declarada pelo poder concedente após uma
decisão administrativa final que a concessionária, entre outras coisas, (i) deixou de prestar serviço adequado ou de
cumprir a lei ou a regulamentação aplicável, (ii) perdeu as condições técnicas, financeiras ou econômicas para
manter a adequada prestação do serviço, ou (iii) não cumpriu as penalidades aplicadas pelo poder concedente. A
concessionária pode contestar qualquer encampação ou caducidade nos tribunais. A concessionária tem direito a
indenização por seus investimentos nos ativos expropriados que não tiverem sido plenamente amortizados ou
depreciados, após a dedução de quaisquer quantias relativas às penalidades e aos danos devidos pela concessionária.
•
Expiração. Quando a concessão expirar, todos os ativos, direitos e privilégios materialmente relacionados à
prestação dos serviços de eletricidade são revertidos para o Governo Brasileiro. Após a expiração, a concessionária
tem direito a indenização por seus investimentos em ativos que não tiverem sido plenamente amortizados ou
depreciados por ocasião da expiração.
Penalidades
A Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, e conforme emendada, promulgada pelo Governo Brasileiro e complementada pelo
regulamento da ANEEL, rege a imposição de sanções contra os agentes do setor elétrico e classifica as penalidades apropriadas
baseada na natureza e importância da violação (incluindo advertências, multas, suspensão temporária do direito de participar de
processos licitatórios para novas concessões, licenças ou autorizações e caducidade). Para cada violação, as multas podem ser de até
2,0% da receita da concessionária no período de 12 meses anterior a qualquer aviso de cobrança ou, para produtores independentes ou
produtores autônomos, a quantia estimada de energia produzida no mesmo período. Algumas infrações que podem resultar em multas
são relativas a falhas do agente em solicitar a aprovação da ANEEL, incluindo o seguinte (em conformidade com a Resolução da
ANEEL No. 63/2004:
•
realização de determinadas transações com terceiros;
•
venda ou cessão dos ativos relacionados aos serviços prestados, assim como a imposição de qualquer ônus (inclusive
qualquer título, apólice, garantia, caução e hipoteca) sobre estes ou quaisquer outros ativos relacionados à concessão
ou às receitas dos serviços de eletricidade; e
•
alterações nas ações do controlador do titular da autorização ou concessão.
No caso de contratos assinados entre as partes relacionadas que forem submetidos à aprovação da ANEEL, esta pode impor restrições
sobre os termos e condições destes contratos e, em circunstâncias extremas, determinar que o contrato seja rescindido.
Autoridades Principais
Ministério das Minas e Energia
O MME é o principal regulador do Governo Brasileiro da indústria de energia, atuando como autoridade concedente em nome do
Governo Brasileiro, e com poderes para formular políticas reguladoras e de supervisão. O governo Brasileiro, atuando principalmente
por meio do MME, será encarregado algumas atribuições que eram anteriormente de responsabilidade da ANEEL, incluindo a
preparação de diretrizes que regem a emissão de concessões e a emissão de diretrizes que regem o processo licitatório para concessões
referentes aos serviços públicos e aos bens públicos.
ANEEL
A indústria brasileira de energia é regulada pela ANEEL, uma agência reguladora federal independente. A principal responsabilidade
da ANEEL é regulamentar e supervisionar a indústria de energia em consonância com a política ditada pelo MME e responder às
questões que lhe são delegadas pelo Governo Brasileiro e pelo MME. As atuais responsabilidades da ANEEL incluem, entre outras, (i)
a administração das concessões para as atividades de geração, transmissão e distribuição de eletricidade, incluindo a aprovação das
tarifas elétricas, (ii) a promulgação de regulamentações para a indústria elétrica, (iii) a implementação e a regulamentação da
exploração das fontes de energia, incluindo o uso da energia hidrelétrica, (iv) a promoção do processo licitatório público para novas
concessões, (v) o acerto de disputas administrativas entre as entidades de geração de eletricidade e os compradores de eletricidade e
(vi) a definição dos critérios e da metodologia para a determinação das tarifas de transmissão.
Conselho Nacional de Política Energética
Em 6 de agosto de 1997, em conformidade com o Artigo 2 da Lei nº 9.478, foi criado o Conselho Nacional de Política Energética –
CNPE, para orientar o Presidente do Brasil com relação ao desenvolvimento e à criação da política nacional de energia. O CNPE é
presidido pelo Ministro das Minas e Energia, e a maioria de seus membros é constituída de ministros do Governo Brasileiro. O CNPE
foi criado para otimizar o uso dos recursos energéticos brasileiros, para assegurar o fornecimento de eletricidade para o país e para
revisar periodicamente o uso de energias regulares e alternativas a fim de determinar se a nação está usando adequadamente uma
variedade de fontes de energia e não está fortemente dependente de uma fonte particular.
Operador Nacional do Sistema Elétrico
O ONS foi criado em 1998 pela Lei No. 9.648 de 27 de maio de 1998. O NOS é uma entidade privada sem fins lucrativos composto
por concessionárias, outras entidades legais que possuem permissões ou autorizações no mercado de energia elétrica e por
consumidores ligados ao Sistema Interligado. A Nova Lei de Eletricidade conferiu ao Governo Brasileiro o poder de nomear três
diretores executivos para o conselho de diretores executivos do ONS. O principal papel do ONS é coordenar e controlar as operações
de geração e transmissão no Sistema Interligado Nacional de Energia, sujeito à regulamentação e à supervisão da ANEEL. Os
principais objetivos e responsabilidades do ONS incluem: o planejamento operacional para a indústria de geração, a organização do
uso do Sistema Interligado Nacional de Energia e interligações internacionais, assegurando que todas as partes na indústria tenham
acesso à rede de transmissão de modo não discriminatório, auxiliando na expansão do sistema de energia, propondo usinas ao MME
para ampliações da Rede Básica (propostas essas que devem ser levadas em conta no planejamento da expansão do sistema de
transmissão) e a apresentação de regras para a operação do sistema de transmissão para aprovação pela ANEEL. Os geradores devem
declarar sua disponibilidade ao ONS, que procura então estabelecer um programa ótimo para entrega da eletricidade.
Câmara de Comércio de Eletricidade
Em 12 de agosto de 2004, o Governo Brasileiro promulgou um decreto estabelecendo as regulamentações aplicáveis à nova Câmara
de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE. Em 10 de novembro de 2004, a CCEE substituiu o Mercado Atacadista de Energia
Elétrica - MAE, o mercado no qual todas as grandes companhias de geração de eletricidade, negociantes de energia e importadores e
exportadores de eletricidade tinham participado e no qual era determinado o preço instantâneo da eletricidade. A CCEE assumiu todos
os ativos e as operações do Mercado Atacadista de Energia (que tinha sido anteriormente regulamentado pela ANEEL).
Um dos papéis principais da CCEE é realizar leilões públicos no Mercado Regulado, vide “ – O mercado Regulado”. Além disso, a
CCEE é responsável, entre outras coisas, (i) pelo registro de todos os Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado
- CCEAR, e os contratos resultantes dos ajustes de mercado e o volume de eletricidade contratado no Mercado Livre, vide “ – O
Mercado Livre”, e (ii) pela contabilização e compensação de transações de curto prazo.
Os membros da CCEE incluem companhias de geração, distribuição e comercialização, assim como consumidores livres. Seu
Conselho de Administração é composto de quatro diretores nomeados por seus membros e um diretor, que atua como presidente do
Conselho de Administração, nomeado pelo MME.
De acordo com o Decreto nº. 5.163 de 2004, o MME determina o preço máximo da energia vendida no mercado regulado por meio de
leilões.
Companhia de Pesquisa Energética
Em 16 de agosto de 2004, o Governo Brasileiro promulgou um decreto criando a Companhia de Pesquisa Energética - EPE, uma
estatal responsável pela realização de pesquisa estratégica na indústria energética, inclusive com relação à energia elétrica, petróleo,
gás, carvão e fontes de energia renovável. A pesquisa realizada pela EPE é subsidiada pelo MME como parte de seu papel de
formulador de políticas na indústria energética.
Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico
A Nova Lei de Eletricidade autorizou a criação, pelo Decreto Federal nº 5.175, de 9 de agosto de 2004, do Comitê de Monitoramento
do Setor Elétrico - CMSE, que atua sob a direção do MME. O CMSE é responsável pelo monitoramento das condições de
fornecimento do sistema e pela proposição de ações preventivas (inclusive ações relacionadas à demanda e à contratação para uma
reserva do lado do fornecimento) para restaurar as condições de serviço, onde for aplicável.
Transmissão de Energia Elétrica no Brasil
O transporte de grandes volumes de eletricidade por longas distâncias é realizado por meio de uma grade de linhas de transmissão e
subestações com altas voltagens (de 230 kV a 750 kV), conhecida como a Rede Básica. Qualquer agente do mercado de energia
elétrica que produz ou consume energia tem direito a usar a Rede Básica.
As linhas de transmissão no Brasil são geralmente muito longas, uma vez que a maioria das usinas hidrelétricas está geralmente
afastada dos grandes centros de consumo de energia. Atualmente, o sistema do país está quase totalmente interconectado. Apenas os
estados de Amazonas, Roraima, Amapá, Rondônia e uma parte do Pará ainda não estão ligados ao Sistema Nacional Interligado.
Nesses estados, o fornecimento é feito por pequenas usinas térmicas localizadas perto de suas respectivas capitais.
O Sistema Interligado Nacional de Energia prevê a troca de energia entre as diferentes regiões quando qualquer uma dessas regiões
enfrentar problemas na geração de energia hidrelétrica por causa da redução dos seus níveis de reservatórios. Como as estações de
chuva são diferentes no sul, sudeste, norte e nordeste do Brasil, as linhas de transmissão de voltagem mais alta (500 kV ou 750 kV)
tornam possível que os locais com produção insuficiente de energia sejam abastecidos pelos centros geradores que estão numa
localização mais favorável.
Operamos aproximadamente 55,5% das redes de transmissão de alta voltagem no Brasil, em 31 de dezembro de 2010.
A operação e a administração da Rede Básica são de responsabilidade do ONS, que é também responsável por administrar a entrega
de energia a partir de usinas em condições otimizadas, envolvendo o uso dos reservatórios hidrelétricos do Sistema Interligado
Nacional de Energia e das usinas térmicas.
Nosso sistema de transmissão, que consiste de um conjunto de linhas de transmissão interligadas a subestações, é composto por cerca
de 53.000 km de linhas de transmissão, correspondendo a cerca de 55,5% do total das linhas no Brasil com voltagem igual ou superior
a 230 KV.
Além de operar e manter este sistema, em conformidade com os padrões de desempenho e qualidade exigidos pela ANEEL,
participamos ativamente na expansão de linhas de transmissão por meio de concessões em leilões realizados pela ANEEL,
isoladamente ou através de consórcios, bem como através de autorizações para reforçar o sistema atual.
Os principais projetos de transmissão em desenvolvimento são : (i) LT 230 kV Ji-Paraná – Pimenta Bueno – Vilhena C1 (RO);
(ii) LT 230 kV Funil – Itapebi C3 (BA); (iii) LT 230 kV Ibicoara – Brumado II (BA); (iv) LT 230 kV Picos – Tauá II (PI/CE); (v) LT
345 kV Tijuco Preto – Itapeti – Nordeste (SP); (vi) LT 500 kV Oriximiná – Itacoatiara – Cariri (PA/AM); (vii) LT 600 kV Porto
Velho – Araraquara (RO/SP); (viii) LT 230 kV Eunapólis – Teixeira de Freitas II C2 (BA); e (ix) LT 500 kV Bom Despacho 3 – Ouro
Preto 2 (MG).

O Brasil tem um total de seis interligações médias e grandes com outros países da América do Sul, quatro delas operadas por
nós, conforme descrito abaixo:

com o Paraguai, através de quatro linhas de transmissão de 500 kV ligando a Usina de Itaipu até a subestação da Margem
Direita (Paraguai) e a subestação Foz do Iguaçu no Brasil. O setor de energia de 50 Hz de Itaipú é então transportado para a
subestação de Ibiúna, em São Paulo, através de um sistema de transmissão de corrente direta com capacidade de 6.300 MW;

com o Uruguai, através da estação conversora de frequência de Rivera, no Uruguai, com uma capacidade de 70 MW e uma
linha de transmissão de 230 kV ligando-a à subestação do Livramento no Brasil;

com a Argentina, através da estação conversora de frequência de Uruguaiana, no Brasil, com uma capacidade de 50 MW e
uma linha de transmissão de 132 kV ligando-o a Paso dos Libres, na Argentina, e

com a Venezuela, através de uma linha de transmissão de 230 kV com capacidade de 200 MW, que liga a cidade de Boa
Vista, no Estado de Roraima, até a cidade de Santa Elena, na Venezuela.
No ambiente em transição (2002-2005), houve um declínio gradual nos montantes de energia contratada por meio de Contratos
iniciais de fornecimento. As companhias de geração pagaram pelo uso da malha da linha de transmissão, enquanto que os
distribuidores tiveram que pagar dois tipos de tarifas de transmissão: (i) tarifas nodais, associadas com cada ponto de conexão de onde
estes distribuidores demandam voltagem, e (ii) a tarifa de transmissão, associada aos Contratos iniciais de fornecimento, que era
aplicada a parte da demanda contratada naquele ambiente. Uma vez que as quantias sob os Contratos iniciais de fornecimento caíram
para zero, as companhias de geração, distribuição e venda de energia e os consumidores livres tiveram contratos de acesso livre
regendo o uso das linhas de transmissão em termos equivalentes aos dos agentes que ingressaram no mercado após o acesso livre se
tornar obrigatório. Nesse ambiente de mercado livre, as tarifas de transmissão são determinadas com base no uso efetivo que cada
parte que acessa a Rede Básica faz dela.
A Nova Lei do Setor Elétrico; o Mercado Livre e o Mercado Regulado
A Nova Lei de Eletricidade introduziu alterações materiais na regulamentação da indústria energética visando (i) sanar as deficiências
no sistema elétrico brasileiro, e (ii) criar incentivos para garantir o crescimento no setor de energia elétrica para apoiar o
desenvolvimento econômica e social brasileiro. Através da presente lei, os legisladores tentaram proteger os consumidores cativos das
concessionárias de distribuição e disponibilizar energia elétrica de baixo custo contínua, que tem um impacto ambiental mínimo. Os
principais fatores da Nova Lei de Eletricidade incluíram:
•
Criação de: (i) um Mercado Regulado, no qual a compra e a venda de energia elétrica devem seguir regras impostas
pela ANEEL e devem ocorrer por meio da CCEE; e (ii) um mercado especificamente dirigido a certos participantes
(como, por exemplo, consumidores livres e companhias de comercialização), que permitirá um certo grau de
competição com respeito ao Mercado Regulado, denominado Ambiente de Contratação Livre, ou o Mercado Livre,
no qual as partes são livres para negociar os termos e as condições de seus contratos de compra e venda;
•
Restrições sobre certas atividades de distribuidores, de modo a assegurar que se concentrem apenas em sua atividade
central para garantir serviços mais eficientes e confiáveis para os consumidores cativos;
•
Eliminação de autonegociação, para proporcionar um incentivo aos distribuidores para comprarem eletricidade nos
preços mais baixos disponíveis em vez de comprarem eletricidade de partes relacionadas; e
•
Respeito aos contratos assinados antes da Nova Lei de Eletricidade, de modo a proporcionar estabilidade às
transações realizadas antes de sua promulgação.
A Nova Lei de Eletricidade também nos exclui e exclui nossas subsidiárias do Programa Nacional de Privatização, que é um programa
criado pelo Governo Brasileiro em 1990 visando promover o processo de privatização das companhias estatais.
Contestações à Constitucionalidade da Nova Lei de Eletricidade
A Nova Lei de Eletricidade está sendo atualmente contestada em bases constitucionais perante o Supremo Tribunal Federal, sob os
Processos No. 3090 e 3100. As medidas provisionais de ambos os processos foram negadas pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro
em uma decisão publicada em 26 de outubro de 2007. Uma decisão final sobre esta questão está sujeita a voto majoritário dos 11
juízes, com a presença mínima de oito. Até a presente data, o Supremo Tribunal Federal Brasileiro não chegou a uma decisão final e
não sabemos quando essa decisão será tomada. O Supremo Tribunal Federal Brasileiro decidiu, por seis votos contra quatro, negar a
medida provisória que pretendia suspender os efeitos da Nova Lei de Eletricidade até a decisão final sobre o caso; entretanto, a
decisão final ainda está pendente. Por conseguinte, a Nova Lei de Eletricidade está atualmente em vigor em 31 de dezembro de 2010.
Independentemente da decisão final do Supremo Tribunal Federal, certas partes da Nova Lei de Eletricidade referentes às restrições
sobre os distribuidores realizarem atividades não relacionadas à distribuição de eletricidade, inclusive venda de energia pelos
distribuidores para consumidores livres e a eliminação da autonegociação devem permanecer em pleno vigor e efeito.
Se toda ou uma parte relevante da Nova Lei de Eletricidade for considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, o
esquema regulador introduzido pela Nova Lei de Eletricidade pode perder sua efetividade, gerando incerteza sobre como o governo
Brasileiro conseguirá definir as regras para o setor de energia elétrica. Considerando-se que já compramos virtualmente todas as
nossas necessidades de eletricidade até 2011 e que o repasse de tarifas dessa eletricidade deve continuar a ser regulado pelo regime
anterior à Nova Lei de Eletricidade, independentemente do resultado da decisão do Supremo Tribunal Federal, acreditamos que em
curto prazo, os efeitos de qualquer decisão sobre nossas atividades serão um tanto limitados. O efeito exato de um resultado
desfavorável dos processos legais sobre nós e a indústria de eletricidade como um todo é difícil de ser previsto, mas pode ter um
impacto adverso sobre nosso negócio e nos resultados das operações mesmo em curto prazo (vide “Fatores de Risco – Riscos
Relativos à Indústria Brasileira de Energia”).
Mercados para a Comercialização de Eletricidade
Pela Nova Lei de Eletricidade, as transações de compra e venda de eletricidade podem ser realizadas em dois segmentos de mercado
diferentes: (i) o Mercado Regulado, que contempla a compra, pelas companhias de distribuição por meio de concorrências públicas, de
toda a eletricidade necessária para abastecer seus consumidores cativos e (ii) o Mercado Livre, que abrange a compra de eletricidade
por entidades não regulamentadas (como consumidores livres e comerciantes de energia).
Entretanto, a eletricidade gerada por usinas qualificadas pelo programa Proinfa, as usinas de energia nuclear e Itaipú são regidas por
um regime especial de comercialização e, portanto, não estão sujeitas ao Mercado Regulado ou ao Mercado Livre. A eletricidade
gerada por Itaipu, a mais relevante entre as fontes de energia regidas por regimes separados, incluindo o Decreto 4.550 de 27 de
dezembro de 2002, é vendida para nós e vendida a concessionárias de distribuição nos mercados de energia no sul e no centro-sulsudeste na proporção da sua participação de mercado em tais mercados. As taxas às quais a eletricidade gerada por Itaipu é
comercializada são estabelecidas em dólares americanos e estabelecidas em conformidade com um tratado entre o Brasil e o Paraguai.
Como consequência, as taxas de Itaipu sobem ou descem de acordo com a variação da taxa de câmbio do dólar americano/Real. As
alterações nos preços da eletricidade gerada por Itaipu estão, entretanto, sujeitas ao repasse total às tarifas de distribuição.
O Mercado Regulado
As companhias de distribuição devem atender à demanda do mercado através do fornecimento de energia elétrica principalmente
adquirida em leilões públicos no Mercado Regulado. As companhias de distribuição, no entanto, podem adquirir eletricidade: (i) das
companhias de geração que estão ligadas diretamente a tais companhias de distribuição, exceto para as companhias de geração
hidrelétrica com capacidade superior a 30 MW e de determinadas companhias de geração termoelétrica, (ii) projetos de geração de
eletricidade que participam da fase inicial do Proinfa; e certas companhias de distribuição de energia nos mercados de energia do sul e
centro-sul-sudeste, e (iii) a Usina Hidrelétrica de Itaipu.
Os leilões públicos de energia elétrica para novos projetos de geração em andamento são realizados: (i) cinco anos antes da data de
entrega inicial (referido como leilões "A-5"), e (ii) três anos antes da data de entrega estimada inicial (referido como leilões "A-3"). Os
leilões de energia elétrica provenientes de instalações de geração de energia elétrica existentes são realizados um ano antes da data de
entrega estimada inicial (referido como leilões "A-1"). Os leilões públicos de energia elétrica para energia elétrica proveniente de
fontes alternativas são realizados entre os leilões A-1 e A-5. Além disso, o Governo Brasileiro, direta ou indiretamente, por meio da
ANEEL, realiza leilões públicos para venda de energia elétrica a distribuidoras de energia para permitir que as distribuidoras possam
ajustar seu volume de energia elétrica necessário para atender às demandas de seus consumidores, ou Ajustes de Mercado.
Os leilões públicos são preparados pela ANEEL, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo MME, incluindo a exigência
de utilização da proposta de menor preço como critério para determinar o vencedor do leilão.
Cada companhia de geração que participa do leilão deve executar um contrato de compra e venda de eletricidade com cada companhia
de distribuição em proporção à respectiva demanda estimada de eletricidade das companhias de distribuição. Os CCEARs, tanto para
os leilões "A-5" e "A-3" têm um prazo de entre 15 e 30 anos, e os CCEARs para os leilões "A-1" têm um prazo entre três e 15 anos.
Os CCEARs para fontes alternativas de energia estão entre 10 e 30 anos. A única exceção a essas regras refere-se ao leilão de ajuste
de mercado, em que as companhias de geração e distribuição entrarão em acordos bilaterais de dois anos que devem ser registrados na
ANEEL e no CCEE.
As regulamentações também estabelecem um mecanismo de tarifa de repasse denominado Valor Anual de Referência, que limita as
quantias dos custos de aquisição de energia elétrica que podem ser repassados aos consumidores finais. O Valor Anual de Referência
corresponde à média ponderada dos preços da eletricidade nos leilões "A-5" e "A-3", calculada para todas as companhias de
distribuição.
O Valor Anual de Referência cria um incentivo para as companhias de distribuição contratarem sua demanda de energia elétrica
prevista nos leilões "A-5", nos quais se espera que os preços sejam menores do que nos leilões "A-3". A ANEEL permite às
companhias repassarem seus custos de aquisição de energia elétrica para os consumidores finais de acordo com os seguintes critérios:
(i) nos leilões A-5, as companhias estão autorizadas a repassar todos os custos para os consumidores, sem prejuízo das limitações
referidas abaixo; (ii) nos leilões A-3 as companhias estão autorizadas a: (a) passar todos os custos de aquisição de energia adquirida
nos leilões A-5 de até 2% da diferença entre a energia adquirida em leilões A-3 durante o ano e as exigências de energia do
distribuidor, e (b) repassar qualquer dos seguintes desde que seja o menor – nos leilões A-5 e nos leilões A-3, (iii) nos leilões A-1, as
companhias estão autorizadas a repassar todos os custos ao consumidor; (iv) nos leilões de Ajustes de Mercado e nas aquisições de
energia diretamente de uma usina de geração ligada ao sistema elétrico dos distribuidores (exceto conforme estabelecido em lei), as
companhias estão autorizadas a repassar todos os custos até o Valor Anual de Referência para o consumidor, e (v) nos leilões de fonte
de energia alternativa e outros determinados pelo governo brasileiro, as companhias estão autorizadas a repassar todos os custos ao
consumidor.
A ANEEL mantém o valor econômico do Valor Anual de Referência, ajustando o Valor Anual de Referência de acordo com o índice
de correção monetária acordado nos CCEARs.
A Nova Lei de Eletricidade estabelece as seguintes limitações na capacidade das companhias de distribuição sobre o repasse dos
custos para os consumidores:
•
Não haverá repasse de custos para compras de energia elétrica que excedam 103,0% da demanda real;
•
O repasse de custos de aquisição de novos projetos de geração de eletricidade igual à diferença entre o limiar mínimo de
compra (96% da energia recuperada contratada nos termos da Nova Lei de Eletricidade) e a energia comprada nos leilões
A-1 será limitado ao valor médio ponderado (em reais / MWh) dos preços de aquisição nos leilões A-1, a menos que esse
limite se aplique unicamente: (I) aos primeiros três anos seguintes aos leilões A-1 em que o limiar mínimo de compra não
foi alcançado, (ii) aos CCEARs relativos à porção de energia adquirida em leilões A-3 e A-5 com o preço mais elevado;
•
O MME estabelecerá o preço máximo de aquisição para a eletricidade gerada pelos projetos existentes; e
•
Se as companhias de distribuição não cumprirem a obrigação de contratar totalmente sua demanda, o repasse dos custos
da energia adquirida no mercado de curto prazo da CCEE será o menor entre Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e
o Valor Anual de Referência.
Os leilões no mercado regulado, sujeitos às condições estabelecidas nas respectivas solicitações de propostas, podem originar dois
tipos de CCEARs: (I) os Contratos de Quantidade de Energia (Acordos de Energia), e (ii) os Contratos de Disponibilidade de Energia
(Acordos de capacidade).
Sob um Acordo de Energia, um gerador se compromete a fornecer uma certa quantidade de energia elétrica e assume o risco de que o
fornecimento de eletricidade possa ser adversamente afetado por condições hidrológicas e níveis baixos dos reservatórios, entre outras
condições que poderiam interromper o fornecimento de eletricidade, em cujo caso, o gerador será obrigado a comprar a eletricidade
em outros lugares a fim de cumprir seus compromissos de fornecimento. Sob um Acordo de Capacidade, um gerador se compromete a
disponibilizar uma quantidade especificada de capacidade para o Mercado Regulado. Neste caso, a receita do gerador é garantida e as
distribuidoras correm o risco de uma escassez de abastecimento. No entanto, os preços elevados de energia elétrica em virtude da
escassez da oferta são repassados pelas companhias de distribuição aos consumidores. Juntos, esses acordos incluem os acordos de
compra de energia nos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR).
A Nova Lei de Eletricidade estabelece que todas as companhias de geração, distribuição e comercialização de eletricidade, produtores
independentes de energia e consumidores livres devem informar o MME, até primeiro de agosto de cada ano, a sua demanda de
energia elétrica estimada ou a geração de energia elétrica estimada, conforme for o caso, para cada um dos cinco anos subsequentes.
Para incentivar as companhias de distribuição de energia a fazer estimativas precisas e celebrar acordos de compra de energia de
acordo; os repasses de tarifas, como mencionado acima, são permitidos desde que a energia adquirida permaneça dentro de 103,0% da
demanda de energia real da companhia de distribuição. Excedentes e escassez de companhias de distribuição de energia em matéria de
aquisição de energia no Mercado Regulado podem ser compensados entre si por meio de um mecanismo de compensação gerido pela
CCEE. De acordo com a Nova Lei de Eletricidade, as entidades distribuidoras de eletricidade têm o direito de transferir a seus clientes
os custos relacionados com a eletricidade que compram através dos leilões públicos, assim como qualquer imposto e encargos
industriais relacionados com as licitações públicas, sujeitos a certas limitações relacionadas com a incapacidade das companhias de
distribuição de prever a demanda com exatidão.
Convenção de Comercialização de Energia Elétrica
As Resoluções da ANEEL n º 109, de 26 de outubro de 2004 e n º 210, de 24 de fevereiro de 2006, regem a Convenção de
Comercialização de Energia Elétrica, que regula a organização e o funcionamento da CCEE e as condições de comercialização de
energia elétrica e define, entre outros: (I) os direitos e deveres dos agentes da CCEE, (ii) as penalidades a serem impostas a agentes
inadimplentes, (iii) os meios de resolução de litígios; (iv) as regras de comercialização nos Mercados Regulado e Livre, e (v) os
processos contábeis e de liberação para operações de curto prazo.
A CCEE é uma organização sem fins lucrativos cujos membros são todos os agentes do setor elétrico brasileiro (certos agentes não
são membros obrigatórios da CCEE e podem ser representados por outros membros) e sujeitos à autorização, supervisão e regulação
da ANEEL. A CCEE é responsável por (i) registrar as condições relativas aos montantes de energia e os termos estabelecidos em
todos os acordos de compra de energia, quer celebrados no Mercado Regulado ou no Mercado Livre, e (ii) a contabilização e
liquidação do mercado de energia, incluindo excedentes e escassez de energia no mercado local, entre outras atribuições. A CCEE é
regida por um conselho de administração composto por cinco membros, sendo que quatro são indicados pelos referidos agentes,
enquanto seu presidente é nomeado pelo MME.
O Mercado Livre
O Mercado Livre abrange as venda de eletricidade negociadas livremente entre as concessionárias de geração, os Produtores
Independentes de Energia, os geradores autônomos, os comerciantes de energia, os importadores de energia e os consumidores livres.
O Mercado Livre inclui também contratos bilaterais entre os geradores e os distribuidores executados antes da promulgação da Nova
Lei de Eletricidade, até que expirem. Após a expiração, novos contratos devem ser celebrados em conformidade com as diretrizes da
Nova Lei Reguladora de Eletricidade. A maioria de nossos contratos existentes já expirou, embora a Eletrobrás CGTEE possua um
pequeno número de contratos que prosseguirão até 2012.
Esse período prolongado de aviso procura assegurar que, se for necessário, a construção de nova geração que seja custo-eficiente
possa ser finalizada a fim de proporcionar o reingresso de consumidores livres no Mercado Regulado. Os geradores estatais podem
vender eletricidade para os consumidores livres, mas diferentemente dos geradores privados, são obrigados a fazê-lo por meio de um
processo público que garanta a transparência e o acesso igualitário a todas as partes interessadas.
Consumidores livres
De acordo com a Nova Lei de Eletricidade, um consumidor livre pode decidir: (i) continuar comprando energia de um distribuidor
local, (ii) comprar energia elétrica diretamente de um produtor independente ou de produtores autônomos com energia excedente, ou
(iii) comprar energia elétrica de um agente negociador de energia.
A Nova Lei de Eletricidade não permite que as concessionárias de distribuição vendam energia elétrica diretamente para os
consumidores livres (exceto sob certas condições reguladoras). No caso em que o acordo de compra de energia tenha prazo
indeterminado, a migração para o Mercado Livre é permitida apenas no ano seguinte ao recebimento do aviso de migração pela
companhia de distribuição de energia, desde que este aviso seja apresentado até 15 de julho do ano tal. Uma vez que o consumidor
tenha migrado para o Mercado Livre, só poderá retornar ao Mercado Regulado, uma vez que entregou à companhia de distribuição
relevante um aviso com antecedência de cinco anos, embora a companhia de distribuição possa reduzir esse prazo a seu critério.
A Lei Reguladora de Eletricidade estabeleceu, em princípio, algumas condições e limites de energia e consumo que definem quais
consumidores podem se qualificar como “consumidores livres”. Estes limites podem ser gradativamente reduzidos no decorrer dos
anos pela ANEEL de modo a permitir um número cada vez maior de consumidores a fazerem essa escolha, até o momento em que
todos os consumidores de todas as diferentes classes possam escolher de qual fornecedor querem comprar energia.
A lei assegura aos fornecedores e a seus respectivos consumidores acesso livre à malha, sujeito ao pagamento de tarifas pelo uso das
malhas de energia elétrica e custos de conexão. Todas as cobranças regulatórios às quais os consumidores cativos estão sujeitos são
acrescentadas a essas tarifas a fim de garantir tratamento justo e igualitário entre consumidores livres e cativos.
As medidas acima pretendem (1) evitar arbitrariedade entre os mercados cativo e livre pelos Consumidores Livres, proibindo
migrações oportunistas, assim como (2) proteger as companhias de distribuição de energia ao tornar o mercado cativo mais previsível.
Além disso, a ANEEL precisa regular a migração para o Mercado Livre sem aumentar as tarifas do mercado cativo.
Atividades Restritas dos Distribuidores
As companhias de distribuição não têm permissão de, salvo disposição em contrário pela Lei 9.074 / 1995: (i) desenvolver atividades
relacionadas à geração e à transmissão de eletricidade, (ii) vender eletricidade a consumidores livres, exceto aos que estão na área de
concessão e sob as mesmas condições e tarifas mantidas com respeito aos clientes cativos no Mercado Regulado, (iii) possuir, direta o
indiretamente, qualquer participação em qualquer outra companhia, corporação ou sociedade; ou (iv) desenvolver atividades
comerciais que não estiverem relacionadas às suas respectivas concessões, à exceção daquelas permitidas por lei ou no contrato de
concessão relevante. Os geradores não estão autorizados a manter participação acionária superior a 10% nas companhias de
distribuição ou manter participação acionária majoritária em companhias de distribuição.
Eliminação da Autonegociação
Uma vez que a compra de eletricidade para consumidores cativos será realizada através do Mercado Regulado, a denominada
autonegociação não é mais permitida, exceto no contexto de acordos que foram devidamente aprovados pela ANEEL antes da
promulgação da Lei Regulatória de Eletricidade. As companhias de distribuição podem, entretanto, entrar em acordos de compra de
energia com as partes relacionadas, desde que tais acordos sejam o resultado de leilões de energia conduzidos no Mercado Regulado.
Antes da Lei Regulatória de Eletricidade, tais companhias de distribuição foram autorizadas a atender até 30,0% de suas necessidades
de eletricidade por meio de eletricidade adquirida de companhias afiliadas.
Contratos firmados antes da Nova Lei de Eletricidade
A Nova Lei de Eletricidade estipula que os contratos firmados por companhias de distribuição e aprovados pela ANEEL antes da
promulgação da Nova Lei de Eletricidade não serão alterados para refletirem qualquer prorrogação em seus termos ou modificação
nos preços ou volumes da eletricidade já contratados, à exceção dos contratos firmados por geradores e consumidores em vigor em 26
de agosto de 2002, que poderia ter sido alterado para ser estendido até 31 de dezembro de 2010.
Limitações de Titularidade
Em 2000, a ANEEL estabeleceu novos limites sobre a concentração de certos serviços e atividades na indústria de energia. De acordo
com estes limites, à exceção das companhias que participam do Programa Nacional de Privatização (que precisam apenas cumprir
esses limites quando sua reestruturação corporativa for finalizada) nenhuma companhia de energia (inclusive suas companhias
controladoras e controladas) poderia (i) possuir mais de 20% da capacidade instalada no Brasil, 25% da capacidade instalada da região
sul/sudeste/centro-oeste do Brasil ou 35% da capacidade instalada na região norte/nordeste, exceto se esse percentual corresponder à
capacidade instalada de uma única usina geradora, (ii) possuir mais de 20% do mercado de distribuição do Brasil, 25% do mercado de
distribuição do sul/sudeste/centro-oeste ou 35% do mercado de distribuição do norte/nordeste, exceto na hipótese de um aumento na
distribuição de eletricidade superior aos índices de crescimento nacionais ou regionais ou (iii) possuir mais de 20% do mercado de
comercialização do Brasil com os consumidores finais, 20% do mercado de comercialização do Brasil com consumidores não finais
ou 25% da soma dos percentuais acima.
De acordo com o parágrafo 1º do Artigo 31 da Nova Lei de Eletricidade, nós e nossas subsidiárias Eletrobrás Furnas, Eletrobrás
Chesf, Eletrobrás Eletronorte, Eletrobrás Eletrosul e Eletrobrás CGTEE fomos excluídos do Programa Nacional de Privatização.
Dessa forma, estamos sujeitos aos limites e às condições impostos sobre a participação de agentes nas atividades do setor elétrico, em
conformidade com a Resolução da ANEEL No. 278/2000, que visa alcançar competição efetiva entre os agentes e impedir uma
concentração nos serviços e nas atividades realizadas por agentes no setor elétrico.
Em 10 de novembro de 2009, a ANEEL publicou a Resolução No. 378, que revogou e substituiu a Resolução No. 278/2000 e
estabeleceu que a ANEEL, mediante a identificação de um ato que pode resultar em concorrência desleal ou em um controle
significativo dos mercados de geração, transmissão e distribuição, deve notificar o Secretário de Direito Econômico (Secretaria de
Direito Econômico, ou SDE) do Ministério da Justiça, nos termos do art. 54 da Lei n º 8.884, de 11 de junho de 1994. Após a
notificação, a SDE deve informar a autoridade antitruste, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ou CADE. Se necessário,
a SDE exigirá que a ANEEL analise as potenciais infrações nos termos da Resolução No. 378, enquanto o CADE deve determinar
qualquer punição aplicável, que pode variar de sanções pecuniárias até a dissolução da empresa, nos termos dos artigos 23 e 24 da
referida lei.
Tarifas para o Uso dos Sistemas de Distribuição e Transmissão
A ANEEL supervisiona a regulamentação tarifária que rege o acesso aos sistemas de distribuição e transmissão e estabelece as tarifas
para o uso e o acesso a esses sistemas. As tarifas são (i) taxas pelo uso da rede, que são taxas pelo uso da malha local proprietária das
companhias de distribuição ou (TUSD) e (ii) uma tarifa pelo uso do sistema de transmissão, que compreende a Rede Básica e suas
instalações auxiliares ou (TUST). Adicionalmente, as companhias de distribuição no Sistema Nacional Interligado do sul/sudeste
pagam encargos específicos pela transmissão de eletricidade gerada em Itaipu e pelo acesso ao sistema de transmissão.
TUSD
A TUSD é paga pelos geradores, consumidores livres e consumidores especiais pelo uso do sistema de distribuição da companhia
distribuidora à qual o gerador ou consumidor livre relevante está interligado e é revista anualmente, de acordo com o índice de
inflação. A quantia a ser paga baseia-se em uma fórmula estabelecida e consolidada pela Resolução da ANEEL No. 166/2005,
conforme emenda, pela Resolução da ANEEL No. 399/2010, e pode variar em virtude de diferentes fatores, incluindo, por exemplo,
custos com a rede, custos operacionais e perdas de energia, entre outros. Nossas companhias de distribuição recebem a TUSD paga
pelos consumidores livres em suas áreas de concessão e por algumas outras companhias de distribuição que estão interligadas ao
nosso sistema de distribuição.
TUST
A TUST é paga pelas companhias de distribuição e usuários, incluindo geradores, consumidores livres e consumidores especiais, pelo
uso da Rede Básica. A quantidade a ser paga baseia-se em uma fórmula determinada pela Resolução da ANEEL No. 67/2004,
conforme emendada pela Resolução da ANEEL No. 442/2011, e pode variar em virtude de uma série de diferentes fatores. De acordo
com os critérios estabelecidos pela ANEEL, os proprietários das diferentes partes da malha de transmissão transferiram a coordenação
de suas instalações para o ONS em troca do recebimento de pagamentos regulados feitos por usuários do sistema de transmissão. Os
usuários da rede, inclusive as companhias de geração, as companhias de distribuição e os consumidores livres, assinaram contratos
com o ONS dando-lhe o direito de usar a malha de transmissão em troca do pagamento das tarifas publicadas. Outras partes da malha
de propriedade das companhias de transmissão, mas que não são consideradas parte da malha de transmissão, são disponibilizadas
diretamente aos usuários interessados que pagam uma taxa específica à companhia de transmissão relevante.
Contrato para Acesso ao Sistema Intermediário de Conexão – Encargo de Acesso
Algumas companhias de distribuição, especialmente no Estado de São Paulo, acessam a Rede Básica através de um sistema
intermediário de conexão localizado entre suas respectivas linhas de distribuição e a Rede Básica. Essa conexão é formalizada por
meio de um Contrato para o Acesso ao Sistema Intermediário de Conexão firmado com as concessionárias de transmissão que
possuem essas instalações. A compensação para as companhias de transmissão é regulamentada pela ANEEL e é definida de acordo
com o custo dos ativos usados, quer sejam propriedade exclusiva ou compartilhada entre os agentes da indústria de eletricidade. A
compensação correspondente referente ao uso do sistema intermediário de conexão é revisada anualmente pela ANEEL, de acordo
com o índice de inflação e o custo referente aos ativos.
Encargo pelo Transporte de Itaipu
A usina de Itaipu possui uma malha de transmissão exclusiva operada em corrente alternada e contínua, que não é considerada como
sendo parte da Rede Básica ou do sistema intermediário de conexão. O uso desse sistema é compensado por um encargo específico,
denominado encargo de transporte de Itaipu, pago pelas companhias com direito a cotas da eletricidade de Itaipu, proporcionalmente
às suas cotas.
Tarifas de Distribuição
As tarifas de distribuição estão sujeitas a revisão pela ANEEL, que tem autoridade para ajustar e rever as tarifas em resposta às
alterações nos custos com a compra de eletricidade e nas condições do mercado. Quando ajusta as tarifas de distribuição, a ANEEL
divide o custo das companhias de distribuição entre: (i) os custos que estão além do controle do distribuidor (ou custos da Parcela A) e
(ii) custos que estão sob o controle dos distribuidores (ou custos da Parcela B). O reajuste das tarifas baseia-se em uma fórmula que
leva em consideração a divisão de custos entre as duas categorias.
Os custos da Parcela A incluem, entre outros, o que se segue:
•
custos sobre a compra de eletricidade para revenda, em conformidade com os Contratos iniciais de fornecimento;
•
custos da eletricidade comprada de Itaipu;
• custos da eletricidade comprada em conformidade com os acordos bilaterais que são livremente negociados entre as partes;
e
•
outros encargos de conexão e uso para os sistemas de transmissão e distribuição.
Os custos da Parcela B são determinados pela subtração de todos os custos da Parcela A das receitas da companhia de distribuição.
Cada contrato de concessão de companhia de distribuição estipula um reajuste anual de tarifas. Em geral, os custos da Parcela A são
integralmente repassados aos consumidores. Os custos da Parcela B, entretanto, são corrigidos pela inflação, de acordo com o índice
IGP-M.
As companhias de distribuição de eletricidade têm ainda direito a uma revisão periódica a cada quatro ou cinco anos. Estas revisões
visam: (i) assegurar que as receitas sejam suficientes para cobrir os custos operacionais da Parcela B e a compensação adequada por
investimentos essenciais para os serviços dentro do escopo de cada concessão da companhia e (ii) determinar o “fator X”, que é
baseado em três componentes: (a) ganhos esperados de produtividade pelo aumento na escala, (b) avaliações realizadas por
consumidores (aferidas pela ANEEL) e (c) custos trabalhistas.
O Fator X é utilizado para ajustar a proporção da alteração no IGP-M que é usado nos ajustes anuais. Dessa forma, após a conclusão
de cada revisão periódica, a aplicação do Fator X requer que as companhias de distribuição compartilhem seus ganhos de
produtividade com os consumidores finais.
O repasse dos custos com a compra de eletricidade pelos acordos de fornecimento negociados antes da promulgação da Nova Lei de
Eletricidade está sujeito a um teto baseado em um valor estabelecido pela ANEEL para cada fonte diferente de energia (como
hidrelétrica, termelétrica e fontes de energia alternativas). Este teto é reajustado anualmente para refletir aumentos nos custos
incorridos pelos geradores. Esse reajuste leva em consideração: (i) a inflação, (ii) os custos incorridos em “hard currency”, e (iii)
custos relacionados a combustível (como o fornecimento de gás natural). Os custos incorridos correspondem a no mínimo 25% de
todos os custos incorridos pelos geradores.
Além disso, as concessionárias de distribuição de eletricidade têm direito à revisão extraordinária das tarifas, avaliadas caso a caso,
para assegurar seu equilíbrio financeiro e compensá-las por custos imprevistos, inclusive impostos, que mudam significativamente sua
estrutura de custos.
Programas de Incentivo para Fontes de Energia Alternativas
Programa Prioritário de Termeletricidade
Em 2000, um decreto federal criou o Programa Prioritário de Termeletricidade – PPT, com a finalidade de diversificar a matriz
energética brasileira e reduzir sua forte dependência das usinas hidrelétricas. Os benefícios concedidos às usinas termelétricas pelo
PPT incluem: (i) o fornecimento garantido de gás durante 20 anos, (ii) a garantia de que os custos relacionados à aquisição da
eletricidade produzida pelas usinas termelétricas serão transferidos às tarifas até um valor normativo determinado pela ANEEL, e (iii)
o acesso garantido a um programa especial de financiamento do BNDES para a indústria de eletricidade.
Proinfa
Em 2002, o programa Proinfa foi introduzido pelo Governo Brasileiro com o objetivo de criar certos incentivos para o
desenvolvimento de fontes alternativas de energia, como projetos de energia eólica, pequenas Usinas de Energia Hidrelétrica e
projetos de biomassa. Como ocorre com outros programas sociais, estamos envolvidos na administração do programa Proinfa.
Pelo programa Proinfa, compramos eletricidade gerada por estas fontes alternativas por um período de até 20 anos e a transferimos
para consumidores livres e certas companhias distribuidoras de energia (que são responsáveis pela inclusão dos custos do programa
nas tarifas para todos os consumidores finais em sua respectiva área de concessão, exceto os consumidores de baixa renda). Em sua
fase inicial, o programa Proinfa está limitado a uma capacidade total contratada de 3.300 MW (1.100 MW por cada uma das três
fontes alternativas de energia).
Em sua segunda fase, que terá início após o limite de 3.300 MW ser atingido, o programa Proinfa pretende, em um período de até 20
anos, ter contratado capacidade equivalente a 10% do consumo nacional anual de eletricidade. A produção de energia que será
comercializada pelo programa Proinfa não será fornecida pelas concessionárias de geração nem por produtores independentes de
energia. Essa produção só pode ser fornecida por um produtor independente autônomo, que não pode ser controlado por, nem ser
afiliado a uma concessionária de geração ou a um produtor independente de energia, nem controlado por, ou afiliado às suas entidades
controladoras.
Pesquisa e Desenvolvimento – P & D
As concessionárias e as companhias autorizadas a se envolverem nas atividades públicas de distribuição, geração e transmissão de
energia devem investir anualmente no mínimo 1,0% de sua renda operacional líquida em pesquisa e desenvolvimento em energia. As
companhias que somente geram energia a partir do vento, biomassa e Pequenas Usinas de Energia Hidrelétrica não estão sujeitas a
esta exigência.
Encargos Reguladores
Fundo Global de Reversão
Em determinadas circunstâncias, as companhias de energia são compensadas pelos ativos utilizados com relação a uma concessão
caso esta concessão acabe sendo revogada ou não seja renovada. Em 1971, o Congresso Brasileiro criou uma Reserva Global de
Reversão, ou Fundo RGR, com o objetivo de prover recursos para essa compensação. Em fevereiro de 1999, a ANEEL reviu a
cobrança de uma taxa exigindo que todos os distribuidores e alguns geradores operando sob regimes de serviço público façam
contribuições mensais para o Fundo RGR em uma taxa anual igual a 2,5% dos ativos fixos da companhia em serviço, mas não
excedendo 3,0% do total das receitas operacionais em qualquer ano. Em anos recentes, nenhuma concessão foi revogada ou deixou de
ser renovada, e mais recentemente o Fundo RGR tem sido usado principalmente para financiar projetos de geração e distribuição.
Com a introdução da MP No. 517/2010, o fundo RGR está programado para ser extinto até 2035, e a ANEEL tem que rever a tarifa
para que o consumidor receba algum benefício do término do Fundo RGR.
Fundo de Uso Público
O governo Brasileiro impôs uma taxa aos Produtores Independentes de Energia que dependem de recursos hidrológicos, com exceção
das Pequenas Usinas de Energia Hidrelétrica, similar à taxa cobrada das companhias públicas da indústria relacionada ao Fundo RGR.
Os Produtores Independentes de Energia têm que fazer contribuições para o Fundo de Uso de Bem Público, ou Fundo UBP, de acordo
com as regras do processo de concorrência pública correspondente para a outorga de concessões. Recebemos pagamentos do Fundo
UBP até 31 de dezembro de 2002. Todos os pagamentos para o Fundo UBP desde 31 de dezembro de 2002 são pagos diretamente ao
Governo Brasileiro.
Conta de Consumo de Combustíveis
As companhias de distribuição, e as companhias de geração que vendem diretamente aos consumidores finais, devem contribuir para a
Conta de Consumo de Combustível, ou Conta CCC. A Conta CCC foi criada em 1973 para gerar reservas financeiras para cobrir
custos elevados associados ao uso crescente de usinas de energia termelétrica, na hipótese de uma escassez de chuvas, dado os custos
operacionais marginais mais elevados das usinas de energia termelétrica, comparados com as usinas de energia hidrelétrica. Em
fevereiro de 1998, o Governo Brasileiro decidiu pela redução progressiva da Conta CCC. Os subsídios da Conta CCC foram reduzidos
por um período de três anos, começando em 2003, até serem extintos, para usinas de energia termelétricas construídas antes de
fevereiro de 1998 e pertencentes ao Sistema Interligado Nacional. As usinas termelétricas construídas após aquela data não terão
direito a subsídios da Conta CCC. Em abril de 2002, o Governo Brasileiro estabeleceu que os subsídios da Conta CCC continuariam
sendo pagos às usinas termelétricas localizadas em regiões isoladas por um período de 20 anos, para promover a geração de
eletricidade naquelas regiões.
Compensação Financeira pelo uso de Recursos Hidrológicos
Os titulares de concessões e autorizações para a exploração de recursos hidrelétricos no Brasil devem pagar taxas aos estados e
municípios brasileiros pelo uso de recursos hidrológicos. Essas quantias são baseadas na quantidade de eletricidade gerada por cada
companhia e são pagas aos estados e municípios nos quais a usina ou o reservatório da usina estiver localizado, em conformidade com
a Resolução nº 67, de 23 de fevereiro de 2001.
Taxa de Inspeção da ANEEL
A Taxa de Inspeção da ANEEL é uma taxa anual pagável pelos titulares de concessões, permissões ou autorizações na proporção de
sua dimensão e de suas atividades. A Taxa de Inspeção da ANEEL equivale a até 0,5% do benefício econômico realizado pelos
titulares de concessões, permissões ou autorizações e é cobrada pela ANEEL em doze prestações mensais.
Conta de Desenvolvimento Energético
Em 2002, o Governo Brasileiro instituiu a Conta de Desenvolvimento Energético, ou Conta CDE, custeada por meio dos pagamentos
anuais feitos pelas concessionárias pelo uso de bens públicos, das penalidades e multas impostas pela ANEEL e, desde 2003, das taxas
anuais a serem pagas pelos agentes que oferecem eletricidade aos consumidores finais, por meio de um encargo a ser acrescentado às
tarifas pelo uso dos sistemas de transmissão e distribuição. Estas taxas são corrigidas anualmente. A Conta CDE foi criada para apoiar:
(i) o desenvolvimento da produção de eletricidade em todo o país; (ii) a produção de eletricidade por fontes alternativas de energia; e
(3) a universalização dos serviços de energia em todo o Brasil. A Conta CDE estará em vigor durante 25 anos e é regulamentada pela
ANEEL e gerenciada por nós.
A Nova Lei de Eletricidade estabelece que a falha no pagamento da contribuição para o Fundo RGR, o programa Proinfa, a Conta
CDE, a Conta CCC, ou os pagamentos devidos em virtude da compra de eletricidade no Mercado Regulado ou de Itaipu, impede que a
parte não pagadora receba um reajuste tarifário (exceto por uma revisão extraordinária) ou receba recursos decorrentes do Fundo
RGR, da Conta CDE ou da Conta CCC.
Mecanismo de Realocação de Energia
O Mecanismo de Realocação de Energia estabelece proteção financeira contra os riscos hidrológicos pra os hidrogeradores, de acordo
com as regras de comercialização de energia em vigor, para minimizar os riscos hidrológicos compartilhados que afetam os geradores
e asseguram o uso ótimo dos recursos hidrelétricos do Sistema Interligado Nacional.
O mecanismo assegura que todos os geradores que dele participam terão condições de vender a quantidade de eletricidade que
contrataram para vender por meio de contratos de longo prazo, conforme determinado pela ANEEL, que denominamos “eletricidade
assegurada”, independentemente de sua atual produção de eletricidade, contanto que as usinas de energia que participam do
mecanismo, como um todo, tenham gerado eletricidade suficiente. Em outras palavras, o mecanismo realoca eletricidade, transferindo
o superávit de eletricidade proveniente dos geradores cuja geração foi além de sua eletricidade assegurada, para aqueles cuja geração
foi inferior à eletricidade assegurada. O despacho efetivo de geração é determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, que
leva em consideração a demanda nacional de eletricidade, as condições hidrológicas do Sistema Interligado Nacional e as limitações
de transmissão.
O reembolso dos custos com a geração da eletricidade realocada é realizado para compensar os geradores que realocam eletricidade
para o sistema além de sua eletricidade assegurada. Os geradores são reembolsados por seus custos operacionais variáveis (à exceção
de combustível) e os custos pelo uso de água. Os custos totais da eletricidade realocada (de todos os geradores que fornecem
eletricidade para o mecanismo de realocação de energia) são então combinados e pagos pelos geradores que recebem eletricidade
desse mecanismo.
O mecanismo inclui todas as usinas de energia hidrelétrica sujeitas ao despacho centralizado do Operador Nacional do Sistema
Elétrico, as pequenas usinas hidrelétricas que optam por participar no mecanismo e as usinas de energia térmica com despacho
centralizado, incluídas nos Contratos Iniciais de Fornecimento e cujos custos com combustíveis são subsidiados pela Conta de
Consumo de Combustível. Desde 2003, as usinas de energia da Conta de Consumo de Combustível participaram apenas parcialmente
do mecanismo, em virtude da redução gradual do subsídio.
Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica - TFSEE
A ANEEL também cobra uma taxa de fiscalização dos agentes e concessionárias dos serviços de energia elétrica. Esta taxa é
denominada Taxa de Fiscalização de Serviço de Energia Elétrica – TFSEE e foi criada pela Lei nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996,
conforme emenda pela Lei No. 12.111 de 9 de dezembro de 2009, e é cobrada no percentual de 0,5% do benefício econômico anual
publicado pelo agente ou pela concessionária. O benefício econômico é determinado com base na capacidade instalada das
concessionárias geradoras e transmissoras autorizadas ou sobre a renda anual das venda anunciada pelas concessionárias de
distribuição.
Compensação Financeira pelo Uso de Recursos Hídricos (CFURH)
Os estados, o Distrito Federal e os municípios, assim como os órgãos diretos da administração federal pública recebem compensação
financeira das companhias geradoras pelo uso de recursos hídricos para gerar energia. A CFURH é baseada na produção de energia e
paga aos estados e aos municípios nos quais a usina ou o reservatório estiver localizado. Este encargo não é cobrado das Pequenas
Usinas Hidrelétricas, uma vez que elas estão isentas desta exigência.
Encargo de Capacidade Emergencial (ECE)
O ECE foi criado conforme previsto pelo Artigo 1º da Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002 e emenda pela Lei No. 12.212 de 20 de
janeiro de 2010. É cobrado proporcionalmente ao consumo total individual final de todos os consumidores atendidos pelo Sistema
Interligado Nacional e classificado como um encargo de tarifa específica. A ANEEL regulamentou que sua base seria o custo da
capacidade geradora contratada ou da voltagem estimada pela Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial – CBEE, em
qualquer dado ano.
Racionamento
A Nova Lei de Eletricidade estabelece que, em uma situação na qual o Governo Brasileiro decretar uma redução obrigatória no
consumo de eletricidade em uma determinada região, todos os contratos de montante de energia no Mercado Regulado, registrados no
CCEE no qual o comprador estiver localizado, devem ter seus volumes ajustados na mesma proporção da redução de consumo.
Os Efeitos da Nova Lei de Falência sobre nós
Em 9 de fevereiro de 2005, o governo brasileiro promulgou a Lei n º 11.101, ou a Nova Lei de Falência. A Nova Lei de Falência, que
entrou em vigor em 9 de junho de 2005, rege procedimentos para recuperação judicial e extrajudicial e liquidação e substitui o
procedimento de reorganização judicial de dívidas conhecido como Concordata para recuperação judicial e extrajudicial. A Nova Lei
de Falência prevê que essas condições não se aplicam às companhias do governo e às companhias de economia mista. No entanto, a
Constituição Federal Brasileira estabelece que as companhias de economia mista, como a Eletrobrás, que trabalham com negócios
comerciais, estarão sujeitas ao regime legal aplicado às companhias privadas em matéria civil, comercial, trabalhista e fiscal. Portanto,
não está claro se o disposto no âmbito judicial e extrajudicial de recuperação e liquidação da Nova Lei de Falência seria aplicável a
nós.
Recuperação Judicial
Para solicitar a recuperação judicial, o devedor deve cumprir os seguintes requisitos: (i) realizar a sua atividade de maneira regular há
mais de dois anos, (ii) não ser falido (ou, no caso em que o devedor estava em falência no passado e, em seguida, todas as obrigações
daí decorrentes terem sido declaradas extintas por sentença insusceptível de recurso), (iii) não ter sido emitida uma cobrança judicial
ou de recuperação judicial especial em cinco ou oito anos anteriores ao seu pedido, respectivamente, e ( iv) não ter sido condenado por
(ou não ter um sócio controlador ou administrador que tenha sido condenado por) um crime de falência. Todas as indenizações
existentes no momento do pedido de recuperação judicial estão sujeitas a esse processo (incluindo as indenizações eventuais), exceto
para as indenizações fiscais, agindo como credor fiduciário donos de propriedades comercial ou pessoais, locadores, proprietários ou
vendedores comprometido de imóveis, inclusive para desenvolvimento imobiliário, proprietários ou com cláusula de compromisso de
venda (parágrafo 3 do artigo 49 da Nova Lei Falência). A cobrança judicial pode ser implementada por meio de uma ou mais das
seguintes operações, entre outras: (i) a concessão de condições especiais para o pagamento das obrigações do devedor, (ii) a cisão,
fusão, transformação da sociedade, a incorporação de uma subsidiária integral ou a cessão de quotas ou ações, (iii) a transferência de
controle corporativo, (iv) a substituição parcial ou total da administração do devedor, bem como a concessão aos seus credores do
direito de nomear uma administração independente e o poder de veto, (iv) aumento de capital; (v) a locação de suas instalações; (vi) a
redução dos salários, a compensação de horas e a redução de jornada de trabalho, por meio de negociação coletiva; (vi) o pagamento
em espécie ou a renovação das dívidas do devedor; (vii) a criação de uma companhia composta de credores; (viii) a venda parcial de
bens; (ix) a equalização dos encargos financeiros do devedor, (x) a constituição de um usufruto sobre a empresa, (xi) a administração
compartilhada da empresa; (xii) a emissão de valores mobiliários, e (xiii) a criação de uma companhia para fins especiais, com o
objetivo de receber bens do devedor.
Recuperação extrajudicial
A Nova Lei de Falência também criou o mecanismo de recuperação extrajudicial, por meio do qual um devedor que cumpre os
requisitos para a cobrança judicial (como descrito acima) poderá propor e negociar com os seus credores um plano de recuperação
extrajudicial, que deve ser apresentado ao tribunal para aprovação. Uma vez aprovado, esse plano constituirá um meio válido de
execução. A recuperação extrajudicial não é aplicável, contudo, para os créditos relativos à mão de obra ou aos acidentes relacionados
com trabalho, bem como de quaisquer créditos excluídos da recuperação judicial. Além disso, o pedido de aprovação do tribunal de
um plano de recuperação extrajudicial não irá impor uma moratória sobre os direitos, as ações e os processos judiciais de credores não
sujeitos a esse plano, e os credores continuarão a poder solicitar a falência do devedor.
Liquidação
A Nova Lei de Falências alterou a ordem em que os créditos são classificados no âmbito de procedimentos de liquidação, que é
definida pelas seguintes prioridades: (i) créditos trabalhistas em geral (limitado a um montante máximo de 150 vezes o salário mínimo
mensal brasileiro por credor) e créditos trabalhistas relacionados com as reivindicações de indenização por acidentes trabalho, (ii)
alegações dos credores garantidos (limitado ao montante da garantia), (iii) créditos fiscais (com exceção das multas fiscais), (iv)
créditos pessoais com privilégios especiais (como definido em outros estatutos); (v) créditos pessoais com privilégios gerais (entre
outros, credores não segurados que tenham fornecido bens ou serviços para o devedor durante a sua cobrança judicial e os credores
que são assim definidos em outros estatutos); (vi) créditos quirografários (unsecured debts) (credores não previstos nos itens
anteriores, credores trabalhistas cujos créditos ultrapassem a limitação dos 150 salários mínimos mensais, e os credores cujos créditos
são superiores ao montante das respectivas garantias); (vii) multas contratuais e correção monetária decorrentes da desobediência de
estatutos; e (viii) dívidas subordinadas (tal como previsto por lei ou em contrato, e os credores que são sócios ou administradores da
companhia devedora, mas não no contexto de uma relação trabalhista). A Nova Lei de Falência estabelece que apenas credor
reivindicando uma quantia que excede 40 vezes o salário mínimo mensal brasileiro pode iniciar procedimentos de liquidação. No
entanto, é permitido aos credores iniciar uma ação coletiva, a fim de respeitar o valor mínimo acima mencionado. A Nova Lei de
Falência também estendeu: (i) o período de tempo em que o devedor deverá apresentar a sua defesa em relação a um pedido de sua
falência de 24 horas para dez dias, e (ii) o período de suspensão durante o qual os ativos não podem ser vendidos ou liquidados de 60
para 90 dias (a partir da data de depósito da petição de falência, ou do pedido de recuperação judicial ou a partir da data do primeiro
protesto de uma nota, devido à sua falta de pagamento por parte da empresa).
C. Estrutura Organizacional
Operamos as atividades de geração, transmissão e distribuição no Brasil por meio das seguintes doze subsidiárias regionais:
•
Itaipu, usina da qual nós e uma entidade do governo paraguaio (ANDE) cada uma possuímos 50,0% de participação e que
acreditamos ser uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo em termos de volume de energia gerada;
•
Eletrobrás Furnas, envolvida em atividades de geração e transmissão na região sudeste e em parte do centro-oeste do
Brasil;
•
Eletrobrás Chesf, envolvida em atividades de geração e transmissão na região nordeste do Brasil;
•
Eletrobrás Eletronorte, envolvida em atividades de geração, transmissão e distribuição limitada, na região norte e em parte
do centro-oeste do Brasil e é a companhia holding da Eletrobrás Distribuição Roraima;
•
Eletrobrás Eletronuclear, que detém e opera duas usinas nucleares, Angra I e Angra II, e planeja construir uma terceira
Angra III;
•
Eletrobrás Amazonas Energia, envolvida nas atividades de geração e distribuição no estado do Amazonas. A Eletrobrás
Amazonas Energia opera no interior do estado do Amazonas, uma área que, antes de 31 de março de 2008, era operada
pela CEAM, que era diretamente controlada pela Eletrobrás, porém não existe mais como companhia que opera
individualmente;
•
Eletrobrás Eletrosul, envolvida nas atividades de transmissão nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato
Grosso do Sul e Paraná;
•
Eletrobrás Distribuição Piauí, envolvida nas atividades de distribuição no estado do Piauí;
•
Eletrobrás Distribuição Alagoas, envolvida nas atividades de distribuição no estado de Alagoas
•
Eletrobrás Distribuição Rondônia, envolvida nas atividades de distribuição no estado de Rondônia;
•
Eletrobrás CGTEE, que possui e opera usinas termelétricas na Região sul do Brasil; e
•
Eletrobrás Distribuição Acre, envolvida nas atividades de distribuição no estado do Acre.
Nós também somos o maior patrocinador do Cepel, o maior centro tecnológico de pesquisa e desenvolvimento da indústria de
eletricidade na América Latina.
Temos, ainda, uma participação majoritária na Eletrobrás Eletropar, uma companhia holding que possui participação minoritária nas
cinco companhias brasileiras de distribuição a seguir: (i) AES Eletropaulo Metropolitana de Eletricidade de São Paulo S.A. - AES
Eletropaulo, (ii) Energias do Brasil S.A. – Energias do Brasil, (iii) Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – CTEEP,
(iv) Companhia Metropolitana de Águas e Energia S.A. – EMAE, e (v) Companhia Piratininga de Força e Luz – CPFL.
O organograma a seguir ilustra, de forma resumida, nossa estrutura como acionista e subsidiárias na data desse relatório anual (temos
também participação acionária minoritária em 20 companhias de serviços estatais em todo o Brasil, não indicadas neste organograma):
Nota: CI significa capacidade instalada e LT significa linha de transmissão.
Em 22 de fevereiro de 2008, o Conselho de Administração de nossa subsidiária Eletrobrás Eletrosul decidiu comprar 69.352.857
ações, ou 51% do total de ações, da Companhia de Transmissão de Energia de Santa Catarina S.A. – SC Energia, e 72.537 ações , ou
51% do total das ações da Companhia de Transmissão de Energia do Rio Grande do Sul S.A. – RS Energia, cada uma delas
direcionada para a transmissão de eletricidade. As aquisições foram aprovadas pelas ANEEL por meio da Resolução Autoritativa
No. 1.665 de 18 de novembro de 2008, e a aquisição foi concluída em 11 de fevereiro de 2009. Esta aquisição melhorou a nossa
capacidade de transmissão na região sul do Brasil, ao nos fornecer 620 km adicionais de linhas de transmissão (360 km provenientes
da Energia de Santa Catarina S.A. - SC Energia, e 260 km provenientes da Companhia de Transmissão de Energia do Rio Grande do
Sul S.A. - RS Energia). Essas novas linhas compõem 6,6% de expansão das linhas de transmissão da Eletrobrás Eletrosul, que
totalizou 10.028,1 km a partir de 31 de dezembro de 2010.
Em 31 de janeiro de 2011, o Conselho de Administração da nossa subsidiária Eletrobrás Eletrosul aprovou a aquisição de 71.264.300
ações, ou 51% do total das ações, da Artemis Transmissora de Energia S.A. e 5.100.000 ações, ou 26% do total das ações, da Uirapuru
Transmissora de Energia S.A., cada uma das quais dedicada para a transmissão de eletricidade. As aquisições foram aprovadas pela
ANEEL na Resolução n º 2.840 em 29 de março de 2011. A Eletrobras Eletrosul está atualmente aguardando aprovação do
financiamento relacionado que incorrerá em conjunto com a aquisição.
D. Ativos imobilizados
Nossos principais bens consistem de usinas de geração hidrelétrica e redes de transmissão localizadas em todo o Brasil. O valor
contábil do total de nossos ativos imobilizados em 31 de dezembro de 2010, e em 31 de dezembro de 2009 foi de R$ 46.682 milhões
e R$ 41.598 milhões, respectivamente. Como resultado da grande capacidade de energia hidrelétrica existente ainda disponível no
Brasil, acreditamos que a energia hidrelétrica continuará desempenhando um papel de destaque na provisão do crescimento no
consumo de energia elétrica.
ITEM 4A. COMENTÁRIOS DOS ASSISTENTES SOBRE QUESTÕES NÃO RESOLVIDAS
Não aplicável.
ITEM 5. REVISÃO FINANCEIRA E OPERACIONAL E PERSPECTIVAS
A discussão a seguir deve ser lida em conjunto com nossos demonstrativos financeiros consolidados auditados incluídos em outro
lugar neste relatório anual.
Panorama
Diretamente e através de nossas subsidiárias, estamos envolvidos na geração, transmissão e distribuição de eletricidade no Brasil.
Nossas receitas são oriundas principalmente:
•
da geração de eletricidade por intermédio de nossas subsidiárias e sua venda para as companhias de distribuição de
energia e consumidores livres, que em 2010 e 2009 responderam por R$ 17.914 milhões ou 67,0% e R$ 16.007
milhões ou 69,0% do total de nossa receita líquida, respectivamente;
•
da transmissão de eletricidade, que em 2010 e 2009 respondeu por R$ 5.879 milhões ou 22% e R$ 4.607 milhões
ou 19,9% do total de nossa receita líquida, respectivamente; e
•
da distribuição de eletricidade para os consumidores finais, que em 2010 e 2009 respondeu por R$ 2.913 milhões ou
10,9% e R$ 2.498 milhões ou 10,8% do total de nossa receita líquida, respectivamente.
Os principais impulsionadores de nosso desempenho financeiro são a demanda de eletricidade (que é, por sua vez, impactada pelas
condições macroeconômicas e eventos externos como o racionamento de eletricidade, que ocorreu em 2001 e 2002) e os preços da
eletricidade (que são determinados conforme estipulado no “Item 4.B - A Indústria Brasileira de Energia”). Apesar dos níveis de
consumo de eletricidade atualmente ultrapassarem os que existiam antes da crise energética ocorrida em 2001 e 2002, essa crise de
energia continua tendo impacto em nosso reconhecimento de receitas e, dessa forma, nos resultados de nossas operações.
Principais Fatores que Afetam nosso Desempenho Financeiro
Condições Macroeconômicas Brasileiras
Somos afetados pelas condições da economia brasileira. O cenário macroeconômico do Brasil tem se caracterizado por uma atividade
econômica incrementada e uma trajetória consistente dos índices inflacionários. A taxa de câmbio, entretanto, tem sido volátil. Com
exceção do ano de 2009, que foi significativamente afetado pela crise financeira global, o PIB brasileiro melhorou nos últimos anos.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em 2007, o PIB cresceu 5,4%, quando comparado a 3,7% em
2006. Em 2007, a taxa de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, foi de 4,5%, o que permitiu
uma redução da taxa Selic para 11,25%.
O ano de 2008 foi caracterizado pelos efeitos negativos decorrentes da crise financeira mundial. O impacto principal de tal crise na
economia brasileira foi a redução das expectativas para a atividade econômica em 2009 e 2010. Essa redução de expectativas para o
ano de 2009 ocasionou o aumento do custo de capital de terceiras partes, a desvalorização do Real, a diminuição dos preços no
mercado de ações e a redução da produção industrial.
Entretanto, a crise não afetou significativamente a taxa de crescimento da economia brasileira, com o aumento no PIB de 5,1% em
2008. A inflação, segundo medida pelo IPCA, foi de 5,9% para o ano findo em 31 de dezembro de 2008. Tal porcentagem está dentro
da meta estabelecida pelo Banco Central. A taxa de inflação permaneceu dentro dessa variação porque o Banco Central aumentou a
base da taxa de juros em 2008 de 11,25% para 13,75%.
Em 2009, a economia brasileira mostrou certa resistência aos eventos da crise. Ainda assim, a economia brasileira terminou o ano em
um nível de crescimento econômico perto de zero, influenciado pelo fraco desempenho do setor industrial. Além disso, as condições
macroeconômicas e a economia estável permitiram que o Banco Central se concentrasse novamente na redução das taxas de juros. A
taxa Selic atingiu seu nível mais baixo em julho de 2009, equivalente a 8,7%. De modo similar, o Real teve uma valorização de 34,2%
em relação ao dólar americano durante o ano de 2009. As reservas internacionais, de acordo com o Banco Central, ficaram acima de
US$ 200,0 bilhões (chegando a US$ 239,1 bilhões em 31 de dezembro de 2009), demonstrando um aumento significativo quando
comparado a 2008.
Após uma queda de 0,2% do PIB em 2009, a economia brasileira melhorou em 2010 com um crescimento de aproximadamente 7,5%.
Esta recuperação econômica se deveu em parte a uma forte expansão do mercado interno. Políticas de transferência de renda, um
aumento contínuo do salário mínimo e o crescimento dos níveis de emprego e de crédito também contribuíram para essa recuperação.
Estima-se que o consumo das famílias aumentou em 7,9%, o que, juntamente com os investimentos de longo prazo, foram os
principais fatores para o desempenho forte da demanda agregada em 2010. O capital fixo bruto cresceu 25,59% em 2010, atingindo
uma taxa de investimento de 18,4%.
A taxa de inflação oficial, medida pelo IPCA, atingiu uma alta de 5,90%, que foi influenciada por fatores internos e externos.
Internamente, os fatores sazonais na oferta de produtos agrícolas e o crescimento da demanda por bens e serviços exerceram pressão
sobre o índice de inflação. As pressões externas associadas com o aumento dos preços das principais commodities agrícolas e metais
também afetaram o índice de inflação.
Quanto à política monetária, o Banco Central, em resposta ao agravamento da crise financeira internacional, procurou normalizar as
condições de liquidez na economia, elevando a taxa dos compulsórios de 15,0% para 20,0%. A taxa Selic aumentou 2,0% em 2010, de
8,65% para 10,67%.
No que diz respeito à balança comercial brasileira em 2010, o Brasil registrou superávit de US$ 20,3 bilhões, com exportações
totalizando US$ 201,9 bilhões (32,0% maior que em 2009), principalmente em virtude da recuperação da economia mundial e do
aumento nos preços das commodities. As importações totalizaram 181,6 bilhões de dólares em 2010 quando comparados a US$ 127,7
bilhões em 2009, um aumento de 42,2%. Esse crescimento foi impulsionado pela valorização do real e pelo crescimento da demanda
doméstica.
O saldo de pagamentos alcançou um superávit de US$ 49,1 bilhões em 2010 e de US$ 42,9 bilhões no primeiro semestre de 2011. A
conta corrente apresentou déficit de US$ 47,4 bilhões em 2010 e US$ 25,5 bilhões no primeiro semestre de 2011 (o que equivale a
2,27% e 1,13% do PIB, respectivamente), em comparação ao déficit de US$ 24,3 bilhões, ou 1,52% do PIB, registrado em 2009. As
entradas líquidas de investimento direto estrangeiro atingiram um valor recorde de US$ 48,5 bilhões em 2010, um aumento de 86,8%
em relação ao resultado do ano anterior e US$ 32,5 bilhões no primeiro semestre de 2011. A carteira de investimento estrangeiro
registrou entradas líquidas de US$ 67,8 bilhões em 2010, 31,0% superiores a 2009 e registrou entradas líquidas de US$ 11,6 bilhões
no primeiro semestre de 2011, 49,0% menor que no mesmo período de 2010.
A taxa de câmbio em 2010 passou por baixa volatilidade, especialmente quando comparada aos dois anos anteriores. No entanto, o
grande afluxo de capital tem exercido forte pressão sobre a taxa de câmbio. Como resultado, a cotação entre o Real e o Dólar
aumentou em 2010 de R$ 1,72 para R$ 1,66/1,00.
As políticas do Banco Central com relação tanto aos mercados à vista e futuros fizeram as reservas internacionais crescem 17,0%,
totalizando 288,6 bilhões de dólares americanos em dezembro de 2010.
A tabela a seguir apresenta dados referentes ao crescimento do PIB brasileiro, à inflação e à taxa de câmbio Real/Dólar Americano
para os períodos indicados:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
Taxa de crescimento do PIB ..................................................................
Inflação (IGP-M) ...................................................................................
Inflação (IPCA) .....................................................................................
Valorização (depreciação) do real em relação ao dólar americano.........
Taxa de câmbio ao final do período – US$1.00 .....................................
Taxa de câmbio média – US$1.00 .........................................................
R$
R$
7,49%
11,32%
5,72%
4,31%
1,66
R$
1,756
R$
2009
(0,20)%
(1,71)%
4,31%
25,50%
1,741
R$
1,997
R$
2008
5,10%
9,81%
5,90%
(31,93)%
2,3370
1,8374
Fontes: Fundação Getúlio Vargas, Ipeadata Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e o Banco Central.
Mercado de Energia Elétrica
O consumo de eletricidade no Brasil registrou um aumento de 7,8% em 2010, ligeiramente superior à taxa de crescimento do PIB para
o mesmo período de 7,5%. Todas as classes de consumo apresentaram crescimento no consumo de eletricidade, em particular a classe
industrial, cuja taxa de consumo aumentou 10,6%. As taxas de consumo dos consumidores comerciais e residenciais cresceram 6,3% e
5,9%, respectivamente.
Depois de uma queda na produção industrial no último trimestre de 2008 e da crise econômica em 2009, 2010 mostrou uma forte
recuperação na produção industrial, o que impactou positivamente o consumo industrial de energia elétrica. A região sudeste do Brasil
apresentou o maior crescimento do consumo industrial, com taxas de crescimento de 13,1%.
O consumo de energia elétrica no Brasil por região geográfica está apresentado abaixo:
Consumo de Energia na Rede (GWh):
Classe de consumo
Região
Residencial
Industrial
Comercial
Outros
2010
2009
Variação
Total
Total
%
Norte ............................................................................................................................................................................................................
5.918
13.069
3.489
3.438
25.914
24.083
7,6
Nordeste .......................................................................................................................................................................................................
19.280
29.422
10.286
12.005
70.993
65.244
8,8
Sudeste .........................................................................................................................................................................................................
56.781
103.731
38.118
26.478
225.108
207.737
8,4
Sul ................................................................................................................................................................................................................
17.079
30.884
11.723
11.117
70.803
66.729
6,1
Centro-Oeste ................................................................................................................................................................................................
8.101
6.638
5.471
5.990
26.199
24.896
5,2
Fonte: Comitê Permanente de Análise e Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica – Copam/EPE.
Itaipu
Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo, é de propriedade conjunta do Brasil e do Paraguai, foi criada e é operada em
conformidade com um tratado entre estes países. O tratado também estabelece como os resultados da operação de Itaipu serão
registrados, tanto pela Itaipu Binacional, a companhia que opera Itaipu, como por nós, quando consolidamos os resultados das
operações da Itaipu Binacional. De acordo com as exigências do U.S. GAAP, consolidamos os resultados de Itaipu.
Conforme ditado pelo tratado de Itaipu, temos que vender não apenas 50,0% da eletricidade produzida por Itaipu que, através de nós,
o Brasil detém, como também a parte da parcela de eletricidade do Paraguai não usada pelo Paraguai. Como resultado, nós vendemos
aproximadamente 95,0% da eletricidade produzida por Itaipu. Os Artigos 7º e 8º da Lei No. 5.899 de 5 de julho de 1973, estabelece a
estrutura pela qual as companhias de distribuição calculam o montante total de energia comprada de Itaipu.
Apesar de Itaipu produzir uma grande quantidade de eletricidade (respondendo por 33,5% do montante de eletricidade que vendemos
em 2010, comparado com 35.5% em 2009 e 37.1% em 2008), o tratado de Itaipu exige que as vendas da eletricidade de Itaipu sejam
feitas sem fins lucrativos, sem efeito líquido sobre os resultados de nossas operações.
Para efetivar a exigência de “sem fins lucrativos”, os lucros provenientes da venda de eletricidade de Itaipu são creditados em
períodos subsequentes aos consumidores residenciais e rurais de eletricidade pelo Sistema Interligado Nacional, através de suas contas
de eletricidade (reduzindo assim nossas receitas provenientes das venda de eletricidade) e as perdas são levadas em consideração pela
ANEEL no cálculo das tarifas para eletricidade nos períodos subsequentes (aumentando, assim, nossas receitas provenientes das venda
de eletricidade).
Embora nosso resultado operacional líquido não seja afetado pelas operações de Itaipu, diversos itens em nossas demonstrações
financeiras são significativamente impactados por elas. Em particular, os resultados operacionais de Itaipu afetam o item “eletricidade
comprada para revenda”, uma vez que a maior parte dos montantes desta linha representa a energia produzida por Itaipu. Este
montante que, após a consolidação, representa apenas a parte do Paraguai da energia de Itaipu, seria muito mais elevado se não
estivéssemos consolidando a parte brasileira da energia produzida por Itaipu. Adicionalmente, pelo fato dos demonstrativos
financeiros da Itaipu Binacional serem preparados em dólares americanos e traduzidos para Reais à taxa de câmbio publicada pelo
Banco Central ao final do período, qualquer movimento na taxa de câmbio entre o Real e o dólar americano pode ter um grande
impacto no componente “câmbio estrangeiro e ganho monetário” o item “rendimento (despesa) financeiro, líquido” (. Os royalties
pagos por Itaipu respondem por uma grande proporção do item “renda (despesa) financeira, líquida”, e a dívida relativa à Itaipu
responde por uma parte significativa do componente “despesa financeira” de “renda (despesa) financeira, líquida”.
De acordo com a Lei No. 11.480/2007, nós podemos aplicar um “fator de ajuste” para os contratos financeiros firmados entre nós e
Itaipu e para qualquer cessão de crédito celebrada entre nós e o Tesouro Federal Brasileiro antes de 31 de dezembro de 2007. O
objetivo desse “fator de ajuste” era compensar os efeitos da taxa de inflação nos Estados Unidos nos pagamentos em dólares
americanos. Dessa forma, esse “fator de ajuste” mede a taxa de inflação pela referência do índice de preço do consumidor (IPC) e
outros índices que acompanham as alterações nos preços da indústria. Essa lei foi revogada e o Decreto No. 6.265 de 22 de novembro
de 2007 entrou em vigor, o que determinou que uma taxa equivalente ao “fator de ajuste” anterior deve ser repassada para os
consumidores anualmente. Nós aplicamos o fator de ajuste para o empréstimo total de Itaipu, apesar de sermos responsáveis por
apenas 30% do valor total. Contabilizamos o saldo devedor do empréstimo, como "direitos de reembolso" a compensar em nossa
demonstração de resultado.
Para o ano financeiro de 2008, nós começamos a registrar os ganhos ou as perdas baseados na taxa de inflação dos Estados Unidos
como parte do item “Receitas Operacionais Líquidas – Venda de Eletricidade”. Quaisquer montantes ainda não registrados em nosso
item de linha “Receitas Operacionais Líquidas – Venda de Eletricidade” estão registrados sob “Direitos de reembolso” apresentados
em ativos não circulantes. Os “Direitos de reembolso” totalizaram R$ 1.9 bilhões em 31 de dezembro de 2010 (US$ 1,1 bilhão),
comparado a R$ 1,8 bilhão (US$ 1,03 bilhão) em 31 de dezembro de 2009. Possuímos créditos que nos permite postergar a inclusão
de todos os “Direitos de reembolso” até 2023. Prestaremos contas do saldo dos “direitos de reembolso” em parcelas ao Tesouro
Nacional. Para mais informações relativas à forma como contabilizamos nossos direitos de reembolso, veja a Nota 19 de nossas
demonstrações financeiras.
Variações na Taxa de Câmbio
As flutuações no valor do Real em relação ao dólar americano, particularmente as desvalorizações e/ou depreciações do Real, tiveram
e continuam tendo um efeito sobre os resultados de nossas operações. Particularmente, em conformidade com o tratado de Itaipu,
todas as receitas de Itaipu estão denominadas em dólares americanos. Pelo fato dos demonstrativos financeiros de Itaipu Binacional
serem preparados em dólares americanos e traduzidos para Reais à taxa de câmbio publicada pelo Banco Central ao final do período,
qualquer movimentação na taxa de câmbio entre o Real e o dólar americano pode ter um grande impacto sobre os resultados de nossas
operações, em particular o componente “Câmbio estrangeiro e ganho monetário” do item “Receita (despesa) financeira líquida”.
Entretanto, pelo fato de, em conformidade com o tratado de Itaipu, a operação de Itaipu não ter permissão para ter qualquer efeito
sobre nossos resultados operacionais, quaisquer perdas ou ganhos incorridos como resultado de qualquer valorização ou depreciação
do dólar americano em relação ao Real, entre outras coisas, serão compensados subsequentemente pelas tarifas que cobramos de
nossos consumidores residenciais e rurais. Em nossa demonstração de resultado, os efeitos de Itaipu sobre os itens descritos acima são
calculados em valores líquidos e registrados no item “Perda diferida de Itaipu”. Até que essa compensação ocorra, os resultados
acumulados dos lucros ou perdas das operações de Itaipu, líquidos de compensação por meio de reajustes tarifários, serão realizados
em nosso balanço como ativo circulante em “direitos de compensação”.
Eletrobrás Eletronorte
Durante muitos anos, nossa subsidiária Eletrobrás Eletronorte foi usada como veículo para o desenvolvimento da região norte do
Brasil, funcionando de certa forma como uma agência de desenvolvimento. Em particular, forneceu eletricidade em conformidade
com os contratos de fornecimento a preços que não cobriam seus custos. Começamos a renegociar esses contratos de fornecimento,
firmados principalmente com companhias na indústria de fundição de alumínio, em 2004, com o objetivo de rever as tarifas de modo a
cobrir os custos operacionais da Eletrobrás Eletronorte e liquidar gradativamente suas dívidas. A Eletrobrás Eletronorte firmou um
contrato em 11 de maio de 2004 para vender eletricidade à ALBRAS – Alumínio Brasileiro S.A. (um produtor de alumínio no norte
do Brasil) para fornecer energia elétrica para as operações industriais da ALBRAS, precificada com base no preço internacional do
alumínio. Este contrato entrou em vigor em 1º de junho de 2004. A ALBRAS pode terminar o contrato mediante aviso de dois anos de
antecedência, caso decida interromper a produção ou começar a usar seus próprios recursos para a geração de energia. A ALBRAS
não tem que pagar quaisquer quantias referentes ao término. O prazo total deste contrato é de 20 anos e o contrato inclui um
pagamento antecipado por energia de R$ 1,2 bilhão. Veja a Nota 23 das Demonstrações Financeiras.
Uma das principais fontes de receita da Eletrobrás Eletronorte é oriunda da usina hidrelétrica de Samuel, cuja concessão inicial
expirou em setembro de 2009. Em 18 de julho de 2006, a Eletrobrás Eletronorte requisitou à ANEEL a prorrogação da concessão, que
foi estendida em 11 de março de 2010 por mais 20 anos.
Em 2010, os ganhos líquidos atribuídos à Eletrobrás Eletronorte somaram R$ 139,8 milhões, comparados aos ganhos de R$
584,5 milhões em 2009 e a perdas de R$ 2.425 milhões em 2008.
O aumento significativo nas perdas da Eletrobrás Eletronorte em 2008 foi em grande parte em virtude da alteração em nossa política
de contabilidade com relação às imparidades. Como parte dessa mudança, registramos como provisões para a imparidade de ativos no
valor de R$ 649 milhões, em conformidade com a IAS 36. Esse valor foi representado, significativamente, pela provisão na usina de
Samuel porque sua concessão está perto de expirar. Como mencionado acima, a ANEEL prorrogou a concessão da Samuel por mais
20 anos a partir de 2010. Graças a essa extensão, a Eletrobrás Eletronorte reverteu a provisão feita em 2008.
Tarifas Reguladas de Distribuição
Para 2010, 10,89% das nossas receitas líquidas vieram da atividade de distribuição de energia elétrica. As companhias de distribuição,
em geral, têm perdas que provavelmente continuarão a ocorrer uma vez que as tarifas que podem ser cobradas pelas companhias de
distribuição são reguladas e corrigidas pela ANEEL somente em conformidade com o processo descrito no “Item 4.B Visão Geral
Negócio – A Indústria Brasileira de Energia – Tarifas de Distribuição”.
Receitas Fixas de Transmissão
Diferentemente das receitas de nossos segmentos de distribuição e geração, as receitas de nosso segmento de transmissão são fixadas
pelo Governo Brasileiro. Isto se aplica a todas as companhias de eletricidade com operações de transmissão no Brasil. Como resultado
do fato da taxa de receita com transmissão ser fixa, as receitas de nosso segmento de transmissão não aumentam nem diminuem com
base no montante de eletricidade que transmitimos. O Governo Brasileiro estabelece uma taxa de receita fixa de transmissão a cada
ano que os consumidores finais devem pagar e esta taxa é repassada a nós e registrada como receita de nosso segmento de
transmissão. Assim, nossa renda líquida pode ser afetada pelo fato de que nossos custos neste setor não podem ser facilmente
repassados para nossos clientes.
Políticas Contábeis Críticas
Na preparação dos demonstrativos financeiros incluídos neste relatório, fizemos estimativas e suposições que consideramos razoáveis
com base em nossa experiência histórica e em outros fatores. A apresentação de nossa condição financeira e os resultados das
operações requerem que nossa administração faça estimativas sobre questões inerentemente incertas, como o valor contábil de nossos
ativos, nosso passivo e, consequentemente, os resultados de nossas operações. Nossa apresentação financeira seria materialmente
afetada se usássemos estimativas diferentes ou se mudássemos nossas estimativas em resposta a eventos futuros. Para fornecer um
entendimento de como nossa administração forma seus julgamentos sobre os eventos futuros, incluindo os fatores e as suposições que
fundamentam essas estimativas, identificamos as seguintes políticas contábeis críticas.
Investimentos nos Associados
Sempre que necessário, as Demonstrações Financeiras de nossos associados são ajustadas de modo a alinhar suas políticas, suposições
e julgamentos contábeis àqueles estabelecidos pela Empresa, que aplica o método da equidade da contabilidade em conformidade
com a IAS 28.
Imparidade
De acordo com a IAS 36 “Imparidade de ativos / Contabilidade para Obrigações de Descontinuidade de Ativos”, analisamos a
recuperação do valor registrado dos nossos ativos anualmente, e como ou quando solicitado. Se nós encontrarmos evidências de que
um ativo não pudesse ser recuperável, nós estimamos a probabilidade de sua recuperação. Quando o valor das contas residuais de
nossos ativos excederem o valor recuperável de tal ativo, nós reavaliamos o ativo para baixo; e esse montante restante é conhecido
como imparidade. Essa imparidade é depois reconhecida como um rendimento para o período. Se não for possível estimar o montante
a recuperar de um ativo individual, nós estimamos a probabilidade de recuperação da unidade de geração de caixa a que esse ativo
pertence. Ao usar essa técnica, nós descontamos os fluxos de caixa futuros estimados para o valor presente baseado na taxa de
desconto antes dos impostos, o que reflete as condições de mercado, o valor corrente da moeda e os riscos específicos relacionados
para esse grupo de ativo. O valor recuperável de um ativo ou a unidade de geração de caixa é revisto periodicamente. Essa inversão
terá impacto na nossa demonstração dos resultados assim como no valor registrado do ativo pertinente ou unidade de geração de caixa.
Reservas para Contingências
Fazemos parte de certos processos legais. Com exceção dos empréstimos compulsórios, registramos provisões em conformidade com
a IAS 37 “Provisões, Passivos de contingência e ativos de contingências”, que estipula que uma perda estimada deve ser registrada
quando as informações disponíveis antes da publicação de nossos demonstrativos financeiros aplicáveis indicarem uma probabilidade
de que um evento futuro pode dar origem à desvalorização de qualquer ativo ou após a identificação de uma responsabilidade
incorrida. De acordo com a IAS 37, não registramos uma provisão se a chance de perda em uma reclamação for “remota” ou
“razoavelmente possível”. Além disso, não registramos provisões para processos administrativos quando essas provisões tiverem
chegado aos tribunais. Contabilizamos os custos que possam surgir da resolução de processos legais, conforme discutido em “Fatores
de Risco referentes à Empresa”. Ao calculá-las, buscamos consultores externos e internos que nos representa nesses processos, e
nossas estimativas são baseadas em uma análise dos possíveis resultados, levando em conta as estratégias de litígio e acerto aplicáveis.
Solicitamos trimestralmente um inventário dos processos sendo tratados por nosso conselheiro jurídico externo que identifica os casos
nos quais temos potenciais perdas. A contabilização de contingências requer julgamento significativo por parte de nossa administração
com relação às probabilidades estimadas e faixas de exposição à potencial responsabilidade. Isso é particularmente verdadeiro no
contexto do impacto da legislação tributária brasileira sobre nós, porque essa legislação tem provado historicamente ser incerta no
escopo e na aplicação.
Benefícios para os Funcionários
Patrocinamos um plano de pensão de benefícios definidos que abrange praticamente todos os nossos empregados. As
responsabilidades atuariais relacionadas a este plano são contabilizadas de acordo com a IAS 39, “Benefícios para os Funcionários”.
Além disso, nós e algumas de nossas subsidiárias também estabelecemos planos de assistência médica pós-aposentadoria e
subsidiamos prêmios de seguro por toda a vida para “Benefícios pós-aposentadoria que não incluem Pensões”. As estimativas da
evolução dos custos com atendimento médico, e as hipóteses biométricas e econômicas, bem como as informações históricas sobre
despesas incorridas e contribuições dos funcionários também são levadas em conta.
Derivativos
De acordo com a IAS 39 “Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Medição”, contabilizamos os derivativos pelo valor justo
baseado nas técnicas de avaliação padrão do mercado de marcação a mercado. Nós calculamos o valor de fechamento de cada
derivativo na data de vencimento baseado em: (i) a taxa corrente de spot; (ii) a taxa de juros interna para Reais cotados para os
depósitos interbancários futuros; e (iii) a taxa de juros interna para o dólar, ou a taxa do cupão. Nós depois comparamos o resultado
desse cálculo com o preço negociado para cada derivativo, nos permitindo estimar o ganho ou a perda futura, que nós descontamos
para o valor presente usando a taxa fixa de juros para os Reais cotados pelos depósitos interbancários futuros. Quaisquer ganhos ou
perdas são registrados como rendimento financeiro ou despesa, respectivamente, para o período.
Custos de Recuperação por Dano Ambiental
Incorremos em certos custos para reduzir o impacto que nossas atividades operacionais exercem sobre o meio ambiente. Esses custos
incluem os custos para descomissionamento, que envolve uma série de medidas para desativar com segurança as operações de nossas
instalações nucleares (Angra I e Angra II) com o objetivo de reduzir os níveis residuais de radioatividade. Aplicamos a Interpretação
da IAS 37 e da IFRIC 1 “Alterações na restauração de descomissionamento existente e responsabilidades similares” para a
contabilização desses custos. A IAS 37 requer que as entidades registrem o valor justo de um passivo legal para uma obrigação de
retirada de ativo no período no qual for incorrido. Quando uma nova responsabilidade legal for incorrida, a entidade tem que
capitalizar os custos da responsabilidade aumentando o montante registrado dos ativos de longa duração correlatos. A
responsabilidade é acrescentada ao seu valor presente em cada período, e o custo capitalizado é depreciado ao longo da vida útil do
referido ativo. Após a liquidação da responsabilidade, uma entidade liquida a obrigação por seu valor registrado ou incorre um ganho
ou perda quando da liquidação. Por exemplo, no caso de descomissionamento nuclear, A IAS 37 exige que registremos o valor justo
integral da responsabilidade de descomissionamento e um ativo correspondente, que será então depreciado sobre as vidas de serviço
restantes esperadas das unidades geradoras de cada usina. Nossa administração deve exercer julgamento considerável no exercício de
sua política e os fatores a seguir são relevantes nessa tomada de decisão: (i) nossas estimativas devem cobrir os custos que são
incorridos por um prazo longo e, assim, nossa administração deve considerar incertezas inerentes, como as alterações nas leis e o nível
de natureza de nossas operações, e (ii) a IAS 37 exige que assumamos as probabilidades de fluxos de caixa projetados e posições de
longo prazo com relação à inflação e então determinar o crédito corrigido à taxa de juros sem risco e prêmios sobre os riscos de
mercado não aplicáveis às operações. Além disso, as possíveis alterações nas estimativas podem dar origem a um impacto
significativo sobre a renda líquida porque estes custos são descontados para valor presente em um prazo longo.
Base de cálculo para indenização pelo poder concedente das concessões de serviços públicos
Nossas demonstrações financeiras são preparadas sob o pressuposto de que nossas concessões estão sujeitas à perda no final do
período de contrato de concessão, enquanto que nos é concedido o direito de receber indenização integral do concedente para
investimentos ainda não recuperados. Recentemente, avaliamos as várias interpretações legais e regulamentares da base de cálculo
para valores indenizáveis para concessões confiscadas. Com base nas disposições contratuais de nossas concessões e em
interpretações legais e regulamentares, nós, amparados pelo parecer de um consultor jurídico independente, preparamos nossas
demonstrações financeiras sob o pressuposto de que seríamos indenizados para cada concessão pelo valor contábil residual da
concessão após seu término. Essa decisão afetou a base de cálculo para os ativos utilizados em nosso segmento de geração, que têm
cláusulas contratuais de indenização, bem como qualquer outro ativo dentro dos nossos segmentos de distribuição e transmissão de
energia elétrica que se enquadram dentro do âmbito da IFRIC-12.
Impostos sobre a renda
Contabilizamos os impostos de renda de acordo com a IAS 12 “Impostos de Renda”. A IAS 12 estabelece que reconheçamos os
efeitos das perdas de imposto diferido e as diferenças temporárias em nossas demonstrações financeiras consolidadas. Reconhecemos
uma provisão para perdas quando acreditamos que existe uma grande probabilidade de não recuperarmos integralmente créditos de
imposto no futuro. Isto requer que realizemos estimativas em nossa exposição atual a impostos e avaliemos as diferenças temporárias
resultantes do tratamento diferente dado a certos itens para fins tributários e contábeis. Essas diferenças dão origem aos impostos
diferidos de ativo e passivo, que estão apresentados em nosso balancete consolidado. Dessa forma, avaliamos a probabilidade de que
nossos créditos tributários diferidos sejam recuperados de renda tributável futura. Na hipótese de acreditarmos que essa recuperação
não será provável, reconhecemos provisão para perdas e também reconhecemos uma despesa tributária em nossa demonstração de
resultado. Qualquer redução da provisão para perdas leva ao reconhecimento de um benefício tributário em nossa demonstração de
resultado. A determinação de nossa provisão para imposto de renda ou impostos diferidos de ativos e passivos requer estimativas
significativas e julgamentos por parte de nossa administração. Para cada crédito de imposto futuro, avaliamos a probabilidade do ativo
de imposto correlato não ser recuperado total ou parcialmente.
Descrição dos Principais Itens
Receitas Operacionais
Venda de Energia Elétrica
Nossas receitas derivam da geração, transmissão e distribuição de eletricidade, conforme abaixo estipulado:
• as receitas em nosso segmento de geração derivam da comercialização e venda para as companhias de distribuição e
consumidores livres de eletricidade que geramos (incluindo a eletricidade gerada pela nossa participação no projeto Itaipu) e a
revenda de eletricidade da participação do Paraguai do projeto Itaipu não usada no Paraguai. As receitas provenientes do nosso
segmento de geração de eletricidade são registradas com base na produção entregue a taxas especificadas pelos termos
contratuais ou pelos índices reguladores vigentes;
• as receitas de nosso segmento de transmissão derivam da construção, operação e manutenção das redes de transmissão de
eletricidade para outras concessionárias de eletricidade e certas receitas advindas da aplicação da inflação e outros índices ao
valor de nossos investimentos. As receitas recebidas de outras concessionárias que utilizam nossa rede básica de transmissão
são reconhecidas no mês em que os serviços são fornecidos às outras concessionárias; Essas receitas são fixadas todos os anos
pelo Governo Brasileiro. Essas receitas também incluem como receitas financeiras o valor calculado sobre os recebíveis
registrados como Ativos financeiros (anteriormente registrados como “ativos imobilizados”), baseado em taxas calculadas a
partir do recebimento de receitas anuais permitidas, ou RAP (as quais são baseadas no RAP bruto menos o montante alocado
para as receitas de operação e manutenção) até os contratos de concessão para os serviços de transmissão de energia
terminarem; e
• as receitas em nosso segmento de distribuição derivam da venda a consumidores finais de eletricidade que compramos de
companhias geradoras e também alguma eletricidade que geramos nas usinas térmicas em áreas isoladas na região norte do
Brasil para distribuição, assim como certas receitas advindas da construção, operação e manutenção das redes de distribuição.
As venda de distribuição de eletricidade para os consumidores finais são reconhecidas quando a energia é fornecida. Os
faturamentos destas venda são feitos mensalmente. As receitas não faturadas desde o ciclo de faturamento até o final de cada
mês são estimadas com base no faturamento do mês anterior e são acumuladas ao final do mês. As diferenças entre as receitas
estimadas e as reais não faturadas, se existentes, são reconhecidas no mês seguinte.
Um grande percentual de nossas receitas, em qualquer dado ano, deriva da venda ou da revenda de eletricidade de Itaipu. Entretanto, o
tratado Brasil-Paraguai em conformidade com o qual Itaipu opera estipula que essas atividades não devem ter nenhum efeito sobre
nossa renda líquida.
Outras receitas operacionais
Outras receitas operacionais são derivadas de encargos impostos sobre os consumidores finais pelo pagamento atrasado relativo à
eletricidade vendida em nosso segmento de distribuição e, em menor escala, de outras receitas operacionais que não são atribuíveis
aos nossos segmentos de distribuição, geração ou transmissão e que, por isso, registramos em segmento “corporativo”. Estas incluem
principalmente taxas pela administração do Fundo RGR e de outros fundos do governo, Também derivamos outras receitas
operacionais das companhias de telecomunicações que utilizam certas partes de nossa infraestrutura para montar as linhas de
telecomunicação.
Impostos sobre receitas
Os impostos sobre a receita consistem do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços — ICMS (ou VAT), um imposto
sobre venda cobrado sobre as receitas brutas. Estamos sujeitos a índices diferentes de ICMS nos diferentes estados nos quais
operamos, variando de 7,0% a 27,0%. Não somos responsáveis por quaisquer impostos ou receitas em nosso segmento de transmissão,
conforme estipulado no regulamento aplicável.
Adicionalmente, estamos sujeitos a dois impostos federais sobre a receita bruta de pessoas jurídicas: o Programa de Integração Social
– PIS/PASEP e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS.
Despesas regulatórias sobre receitas
Essas deduções das receitas brutas compreendem pagamentos feitos à Conta CCC, ao Fundo RGR à Conta CDE, ao PROINFA e
encargos similares cobrados aos participantes do setor elétrico. Os encargos regulamentares são calculados em conformidade com
fórmulas estabelecidas pela ANEEL, as quais diferem de acordo com o tipo dos encargos setoriais, e assim não existe correlação direta
entre as receitas e os encargos setoriais.
Custos e despesas operacionais
Pessoal, Suprimentos e Serviços
Nossos custos operacionais e despesas relacionadas com pessoal, suprimentos e serviços consistem principalmente de despesas
administrativas diárias para funcionários, equipamentos e infraestrutura, bem como as despesas relativas à terceirização de segurança,
manutenção, bem como consultores e assessores externos. Devido à natureza diversa dessas despesas, nós aplicamos certos critérios
subjetivos para alocar tais despesas às nossas atividades operacionais. Essas despesas não representam matérias-primas utilizadas para
gerar energia.
Eletricidade adquirida para revenda
Tanto os nossos segmentos de distribuição como os de geração compram eletricidade para revenda. A eletricidade comprada no
segmento de distribuição é comprada de outros geradores. A eletricidade comprada no segmento de geração representa a parte
paraguaia da energia de Itaipu que não é usada no Paraguai e que nós revendemos para companhias de distribuição e consumidores
livres.
Combustível para a Produção de Energia Elétrica
O custo do combustível é um componente significativo de nossas despesas operacionais. Entretanto, estes custos são
subsequentemente reembolsado da Conta CCC, em conformidade com a Lei N. 12.111.
Uso de rede básica de transmissão
Estes custos representam encargos em virtude da transmissão de energia pelas linhas de energia de terceiros.
Pagamentos de Juros e Multas
Estes custos representam o pagamento de juros com respeito ao nosso financiamento com terceiros assim como penalidades em
potencial em virtude de pagamentos atrasados.
Depreciação e amortização
Representa a depreciação e a amortização para o nosso ativo imobilizado. Registramos como ativo imobilizado os custos de
construção ou aquisição, conforme for aplicável, menos a depreciação acumulada calculada com base no método de linha reta, a taxas
que levam em consideração a vida útil estimada dos ativos. Os custos com reparo e manutenção que prolongam a vida útil dos ativos
são capitalizados, enquanto que outros custos de rotina são cobrados do nosso resultado de operações. Os juros referentes a dívidas
obtidas de terceiros incorridas durante o período de construção são capitalizados.
Provisões operacionais
Este item reflete as provisões que fazemos em relação a: (i) processos judiciais de que somos parte; (ii) provisão para devedores
duvidosos e imparidades, e (iii) os custos de descomissionamento, que são os custos associados à desativação de usinas nucleares (ou
seja, a retirada segura das instalações nucleares)
Perdas diferidas de Itaipu
Conforme discutido acima em “ – Principais fatores que afetam nosso Desempenho Financeiro – Itaipu”, o efeito líquido dos
resultados das operações de Itaipu é registrado neste item e os efeitos acumulados das operações de Itaipu, líquidos de compensação
por meio de reajustes de tarifas, são realizados em nosso balancete como ativo não circulante em “Ativos financeiros - Itaipu”.
Doações e contribuições
Refletem as despesas referentes a investimentos em nova tecnologia da informação e pesquisa e desenvolvimento, assim como
investimentos em programas culturais e patrocínios.
Outros Custos Operacionais
Nossos outros custos operacionais compreendem um número de custos diversos que incorremos como parte de nossas operações do
dia a dia. Os componentes mais significativos são: (i) custos com arrendamento de bens, tais como as unidades geradoras para o
Sistema Isolado; (ii) custos com as operações e a manutenção de nossas instalações que fornecem serviços de eletricidade; (iii) custos
com telecomunicações, principalmente os custos incorridos com telefone e serviços de internet; (iv) custos com seguro, incluindo o
seguro de nossas instalações e bens; e (v) custos de alienação de bens, principalmente transformadores.
Resultados da Participação de Capital
Resultados provenientes do ajuste de capital para a nossa participação em outras companhias.
Receitas Líquidas (Despesas), Líquidas
Receitas Financeiras
Este item reflete o rendimento de juros e comissões que recebemos de empréstimos que fizemos, em conformidade com as disposições
da legislação brasileira, que nos permitiu agir como emprestador a determinadas companhias de serviço público (ver "Item 4.B, Visão
Geral dos Negócios – Atividades de crédito e financiamento" – para uma descrição de nossos empréstimos pendentes a outras
companhias de utilidade brasileiras).
Despesas Financeiras
Este item reflete principalmente o pagamento de dividendos a nossos acionistas, assim como despesas com dívidas e arrendamentos.
Este item também reflete a variação no câmbio entre o dólar americano e o real relacionados a Itaipu.
Câmbio e ganho monetário (Prejuízo)
Os ganhos de câmbio estrangeiro (perdas) são relacionados, principalmente, com Itaipu, uma vez que as demonstrações financeiras da
Itaipu Binacional são apresentadas em dólares americanos, e isso representa a nossa maior exposição ao risco cambial. A
desvalorização ou a depreciação do real frente ao dólar americano aumenta a nossa receita, pois aumenta o valor da contribuição de
Itaipu, embora o efeito desta contribuição seja liquidado, como discutido acima. Uma valorização do real diminui nossas receitas,
porque diminui o valor da contribuição de Itaipu, embora o efeito desta contribuição seja similarmente liquidado como depreciação do
custo da construção de Itaipu.
O ganho (perda) monetário está principalmente relacionado aos empréstimos pendentes que fizemos a cerca de 60 companhias, e que
são ligados à taxa da inflação medida pelo IGP-M.
A. Resultados Operacionais
A tabela a seguir mostra nossas receitas e despesas operacionais como percentagem das receitas operacionais líquidas:
Exercício findo em 31 de dezembro
2010
2009
Receitas
Venda de eletricidade............................................................
Exercício findo em 31 de dezembro
2010
2009
Distribuição ......................................................................
13,9%
14,3%
Geração
74,0%
75,5%
Transmissão .....................................................................
23,5%
21,9%
Outras receitas operacionais..................................................
4,5%
5,2%
Impostos sobre receitas
(10,3)%
(11,1)%
Encargos regulatórios sobre receitas
(5,7)%
(5,7)%
Receitas operacionais líquidas
100%
100,0%
Despesas
Despesas operacionais ...................................................
(86,0)%
(89,3)%
Despesas (receitas) financeiras líquidas.........................
(1,4)%
(15,7)%
Resultados de investimentos em companhias
coligadas ...................................................................
2,5%
6,8%
Receitas antes do imposto de renda e contribuição
social .........................................................................
15,1%
1,8%
Imposto de renda ...........................................................
(5,6)%
3,6%
Participação Minoritária ................................................
(1,1)%
(1,5)%
Receita líquida ...............................................................
8,4%
3,9%
Resultados Consolidados
Esta secção é um resumo de nossos resultados consolidados das operações, que são discutidas em mais detalhes com respeito a cada
segmento abaixo.
Receitas Operacionais Líquidas
A receita operacional líquida para 2010 aumentou R$ 3.608 milhões, ou 15,6%, em comparação a R$ 23.140 milhões em 2009. Este
aumento ocorreu em virtude de:
•
um aumento de R$ 1.908 milhões, ou 11,9%, em receitas provenientes de nosso segmento de geração resultantes do
aumento das tarifas e ao fato de novas usinas de geração, incluindo Serra do Facão, Retiro Baixo e Foz do Chapecó,
que iniciaram suas operações em 2010;
•
um aumento de R$ 1.272 milhões, ou 27,6%, em receitas de nosso segmento de transmissão, principalmente em
virtude do aumento em receitas de nossas subsidiárias EFEs, como consequência da construção de novas linhas de
transmissão por nossas EFEs, e
•
um aumento de R$ 415 milhões, ou 16,6%, em receitas de nosso segmento de Distribuição, graças ao aumento nas
receitas de construção como resultado de novos ativos, principalmente as linhas de transmissão e subestações,
iniciando suas operações em nosso segmento de transmissão.
Custos e Despesas Operacionais
Os custos e as despesas operacionais em 2010 aumentaram em R$ 2.347 milhões, ou 11,4%, para R$ 23.008 milhões em 2010, a
partir de R$ 20.661 milhões em 2009. Como uma porcentagem da receita operacional líquida, os custos e as despesas operacionais
diminuíram 86,0% em 2010, comparado a 89,3% em 2009. Os principais fatores do aumento nos custos e despesas operacionais
foram:
•
um aumento de R$ 1.230 milhões, ou 71,3%, em despesas com construção para R$ 2.953 milhões em 2010 de R$ 1.724
milhões em 2009, principalmente em virtude de um aumento em despesas de capital relacionadas a projetos de
infraestrutura de transmissão, incluindo as linhas de transmissão do Rio Madeira e de Tucuri – Manaus.
•
um aumento de R$ 884 milhões, ou 13,6%, em custos com pessoal, suprimento e serviços para R$ 7.371 milhões em
2010 de R$ 6.486 milhões em 2009, principalmente em virtude de um aumento no número de funcionários, um aumento
em pagamentos de incentivos a certos funcionários e um incentivo à aposentadoria antecipada, assim como um aumento
nas médias salariais, em virtude de um novo acordo de negociação coletiva; e
•
um aumento de R$ 734 milhões, ou 20,5%, em eletricidade comprada para revenda para R$ 4.315 milhões em 2010 de
R$ 3.581 milhões em 2009, principalmente em virtude do fato de que as operações de algumas de nossas novas usinas de
geração, as quais estavam planejadas para iniciar em 2010, foram postergadas para 2011, resultando na necessidade de
comprar eletricidade no mercado à vista (spot market).
O aumento desses custos e despesas foram parcialmente compensados por:
•
uma redução de R$ 611 milhões, ou 28,5%, em provisões operacionais para R$ 1.529 milhões em 2010 de R$ 2.140
milhões em 2009, principalmente em virtude da reversão de uma provisão de R$ 576 milhões, que foi realizada no nível
da companhia holding em 2009, pela Eletrobrás Amazonas Energia após uma decisão judicial favorável, que continua
sujeita a recurso.
Receitas Líquidas (Despesas)
As receitas líquidas (despesas) constituíram uma despesa de R$ 364 milhões em 2010 comparado com uma despesa de R$ 3.638
milhões em 2009. Este decréscimo ocorreu principalmente a uma redução de R$ 3.274 milhões, ou 90,0%, em despesas como
resultado da apreciação do valor do real frente ao dólar americano, que diminuiu as despesas financeiras de Itaipú em dólares, quando
medidas em reais.
Investimentos de capital
Os investimentos de capital diminuíram R$ 902 milhões, ou 57,4%, de R$ 1.571 em 2009 para R$ 670 em 2010 o que reflete uma
diminuição nas receitas de nossas companhias afiliadas em 2010.
Impostos de renda e Contribuição Social
O Imposto de renda e a contribuição social aumentaram em R$ 2.331 milhões, ou 278,6%, para uma despesa de R$ 1.494 milhões em
2010 contra um crédito de R$ 837 milhões em 2009. O aumento resultou principalmente da apreciação do valor do Real sobre o dólar
Americano, que aumentou a quantidade de pagamentos de juros recebidos de Itaipu uma vez que nossos empréstimos a Itaipu são
denominados em dólares americanos. O aumento em pagamentos de juros aumentou a receita, que em compensação, aumentou o
volume de imposto de renda e contribuição social devidos.
Participação Minoritária
A participação minoritária diminuiu R$ 34 milhões, ou 9,9%, para uma despesa de R$ 305 milhões em 2010 de uma despesa de R$
339 milhões em 2009, em virtude do fato da Eletrobrás Eletrosul e da Eletrobrás Eletronorte terem aumentado suas participações de
capital em certas Entidades com Fins Específicos, a qual diminuiu nossa despesa em participação minoritária. Para descrições mais
detalhadas sobre nossas participações de capital em Entidades com Fins Específicos, veja “Negócios — Atividades de Empréstimos e
Financiamento — Participação de Capital”.
Receita Líquida
Como resultado dos fatores discutidos anteriormente, nossa receita líquida em 2010 aumentou R$ 3.159 milhões, ou 146,6%, para um
lucro de R$ 2.248 milhões a partir de um prejuízo de R$ 911 milhões em 2009.
Resultados do Segmento de Distribuição
Receitas Operacionais Líquidas
As receitas operacionais líquidas do segmento de Distribuição aumentaram R$ 415 milhões, ou 16,6%, para R$ 2.913 milhões em
2010, de R$ 2.498 milhões em 2009 em virtude dos fatores expostos abaixo.
Venda de Eletricidade
A venda de eletricidade aumentou R$ 415 milhões, ou 12,6%, para R$ 3.713 milhões em 2010, de R$ 3.298 milhões em 2009. Este
aumento aconteceu em virtude do aumento de 6% no volume de energia vendida em virtude do aumento da demanda, bem como ao
aumento no índice de inflação aplicado a aquelas vendas.
Outras Receitas Operacionais
Outras receitas operacionais aumentaram R$ 82 milhões, ou 76,1%, para R$ 190 milhões em 2010, de R$ 108 milhões em 2009
principalmente em virtude do fato de que nossas companhias de Distribuição receberam um aumento nos pagamentos de aluguéis
provenientes de locação de suas linhas de telecomunicações a terceiros.
Impostos sobre a Renda
Os impostos sobre a renda aumentaram R$ 23 milhões, ou 2,9%, para R$ 839 milhões em 2010, de R$ 815 milhões em 2009,
principalmente como resultado de nossas receitas brutos maiores. Para obter uma descrição do cálculo dos impostos sobre a receita,
consulte “— Descrição dos Principais Itens — Receitas Operacionais – Impostos sobre a Renda” acima.
Encargos Regulatórios sobre a Renda
Os encargos regulatórios sobre a renda aumentaram R$ 60 milhões, ou 64,4%, para R$ 152 milhões em 2010, de R$ 92 milhões em
2009, principalmente como resultado de nossas receitas brutos maiores. Para obter uma descrição do cálculo dos impostos sobre a
receita, consulte “—Descrição dos Principais Itens — Receitas Operacionais — Encargos Regulatórios sobre a Renda” acima.
Custos e Despesas Operacionais
Os custos e as despesas operacionais para o segmento de Distribuição aumentaram R$ 547 milhões, ou 19,7%, para R$ 3.316 milhões
em 2010, de R$ 2.770 milhões em 2009. Os principais componentes deste aumento foram:
•
um aumento de R$ 352 milhões, ou 112,3%, em despesas com construção para R$ 665 milhões em 2010, de R$ 313
milhões em 2009. Este aumento aconteceu em virtude do aumento em nossas despesas de capital relacionadas às
melhorias de nossa rede de distribuição;
•
um aumento de R$ 171 milhões, ou 22,8%, em despesas com pessoal, suprimento e serviços para R$ 922 milhões em
2010, de R$ 751 milhões em 2009. Este aumento foi largamente em virtude de um aumento no número de funcionários,
um aumento em pagamentos de incentives a certos empregados e de incentivos para aposentadoria antecipada, assim
como aumento na média salarial, em virtude de um acordo de negociação coletiva; e
•
um aumento de R$ 49 milhões, ou 68,2%, em despesas com a utilização da malha para R$ 121 milhões em 2010, de R$
72 milhões em 2009. Este aumento aconteceu em virtude do aumento do uso das linhas de transmissão de terceiros e do
aumento em custos associados a este uso.
Essses aumentos foram parcialmente compensados por:
•
uma diminuição de R$ 31 milhões, ou 9,9%, em outras despesas operacionais.
Resultados do Segmento de Geração
Receita Operacional Líquida
A receita operacional líquida do segmento de geração aumentou R$ 1.908 milhões, ou 11,9%, para R$ 17.914 milhões em 2010, de R$
16.007 milhões em 2009, em virtude dos fatores expostos a seguir.
Venda de Eletricidade
As vendas de eletricidade aumentaram R$ 2.336 milhões em 2010, ou 13,4%, para R$ 19.803 milhões em 2010, de R$ 17.467 milhões
em 2009, em virtude de um aumento das tarifas e ao fato de que as novas usinas de geração começaram a operar durante o ano de
2010.
Outras Receitas Operacionais
Outras receitas operacionais para a geração diminuíram R$ 221 milhões, ou 22,9%, para R$ 746 milhões em 2010, de R$ 967 milhões
em 2009, devido principalmente à compra de materiais de infraestrutura, incluindo postes de transmissão.
Impostos sobre a renda
Os impostos sobre a renda aumentaram R$ 133 milhões, ou 8,6%, para R$ 1.678 milhões em 2010, de R$ 1.545 milhões em 2009,
principalmente como resultado de maiores receitas. Para obter uma descrição do cálculo dos impostos sobre a renda, consulte “—
Descrição dos Principais Itens — Receitas Operacionais – Impostos sobre a Renda” acima.
Encargos Regulatórios sobre a Renda
Os encargos regulatórios sobre a renda aumentaram R$ 75 milhões, ou 8,4%, para R$ 958 milhões em 2010, de R$ 884 milhões em
2009, principalmente como resultado de maiores receitas. Para obter una descrição do cálculo dos impostos sobre a renda, consulte
“— Descrição dos Principais — Receitas Operacionais – Encargos Regulatórios sobre a Renda” acima.
Custos e Despesas Operacionais
Os custos e as despesas operacionais para o segmento de geração aumentaram R$ 1.653 milhões, ou 15,3%, para R$ 12.480 milhões
em 2010, de R$ 10.827 milhões em 2009. Os principais componentes deste aumento foram:
•
aumento de R$ 744 milhões, ou 28,6%, em eletricidade comprada para revenda para R$ 3.340 milhões em 2010, de R$
2.597 milhões em 2009, principalmente em virtude do fato que a operação de nossa usina térmica de Candiota III foi
atrasada, resultando na necessidade de comprar eletricidade do spot market;
•
aumento de R$ 321 milhões, ou 35,2%, em despesas com a utilização da malha para R$ 1.234 milhões em 2010, de R$
913 milhões em 2009, em virtude do maior uso de linhas de transmissão de terceiros e ao aumento em custos associados a
este uso; e
•
aumento de R$ 470 milhões, ou 17,2%, em despesas com pessoal, suprimento e serviços para R$ 3.202 milhões em 2010,
de R$ 2.732 milhões em 2009. Este aumento foi largamente em virtude de um aumento no número de funcionários, um
aumento em pagamentos de incentives a certos empregados e de incentivos para aposentadoria antecipada, assim como
aumento na média salarial, em virtude de um acordo de negociação coletiva.
O aumento desses custos e despesas foram parcialmente compensados por:
•
uma diminuição de R$ 101 milhões, ou 8,5%, em despesas com remuneração e reembolsos de R$ 1.188 em 2009, para R$
1.087 em 2010, em virtude do decréscimo no volume total de energia gerada para 229.944.139 MW em 2010, de
241.295.704 MW em 2009, e um decréscimo nos pagamentos de royalties.
Resultados do Segmento de Transmissão
Receita Operacional Líquida
A receita operacional líquida do segmento de transmissão aumentou R$ 1.272 milhões, ou 27,6%, para R$ 5.879 milhões em 2010, de
R$ 4.607 milhões em 2009, em virtude dos fatores expostos a seguir.
Venda de Eletricidade
As vendas de eletricidade aumentaram R$ 1.232 milhões em 2010, ou 24,3%, para R$ 6.297 milhões em 2010, de R$ 5.065 milhões
em 2009, como resultado de um ajuste de inflação às tarifas fixas de transmissão estabelecidas pelo Governo Brasileiro e a operação e
construção de novas linhas de transmissão em 2010, incluindo as linhas de transmissão do Rio Madeira e Tucuruí – Manaus.
Outras Receitas Operacionais
Outras receitas operacionais para o segmento de transmissão aumentou R$ 121 milhões, ou 116,9%, para R$ 224 milhões em 2010, de
R$ 103 milhões em 2009, principalmente como resultado de um aumento no arrendamento de ativos imobilizados, incluindo postes
usados para transmitir banda larga.
Impostos sobre a renda
Os impostos sobre a renda aumentaram R$ 17 milhões, ou 7,7%, para R$ 237 milhões em 2010, de R$ 220 milhões em 2009,
principalmente como resultado de maiores receitas. Para obter uma descrição do cálculo dos impostos sobre a renda, consulte “—
Descrição dos Principais Itens — Receitas Operacionais – Impostos sobre a Renda” acima.
Encargos Regulatórios sobre a Renda
Os encargos regulatórios sobre a renda aumentaram R$ 63 milhões, ou 18,4%, para R$ 404 milhões em 2010, de R$ 341 milhões em
2009, principalmente como resultado de maiores receitas. Para obter una descrição do cálculo dos impostos sobre a renda, consulte
“—Descrição dos Principais Itens — Receitas Operacionais – Encargos Regulatórios sobre a Renda” acima.
Custos e Despesas Operacionais
Os custos e as despesas operacionais para o segmento de transmissão aumentaram R$ 1.109 milhões, ou 24,6%, para R$ 5.613
milhões em 2010, de R$ 4.504 milhões em 2009. Os principais componentes deste aumento foram:
•
um aumento de R$ 781 milhões, ou 57,3%, em despesas com construção, para R$ 2.143 milhões em 2010, de R$ 1.362
milhões em 2009, principalmente em virtude do aumento em custos relacionados à construção das linhas de transmissão
do rio Madeira e Tucuruí – Manaus;
•
um aumento de R$ 157 milhões, ou 6,4%, em despesas com pessoal, suprimento e serviços para R$ 2.612 milhões em
2010, de R$ 2.455 milhões em 2009, principalmente em virtude de um aumento no número de funcionários, um aumento
em pagamentos de incentives a certos empregados e de incentivos para aposentadoria antecipada, assim como aumento na
média salarial; e
•
um aumento de R$ 90 milhões, ou 85,1%, na participação nos lucros para R$ 196 milhões em 2010, de R$ 106 milhões
em 2009 em virtude a um aumento no lucro total.
O aumento desses custos e despesas foram parcialmente compensados por:
•
uma diminuição de R$ 322 milhões, ou 70,1%, em outros custos operacionais, para R$ 137 milhões em 2010, de R$ 459
milhões em 2009, relacionados a decréscimos em custos corporativos e ao pagamento de aluguéis e equipamentos.
B. Liquidez e Recursos de capital
Nossas principais fontes de liquidez derivam de caixa gerado por nossas operações e de empréstimos recebidos de diversas fontes,
inclusive do Fundo RGR (estabelecido para compensar as concessionárias de eletricidade por despesas não compensadas quando as
concessões terminaram conforme descritas com mais detalhes em “– Principais Fatores que Afetam nosso Desempenho Financeiro –
Nosso Papel na Administração dos Programas do Governo Brasileiro”), empréstimos de terceiros, inclusive certas agências
internacionais, e realizações de diversos investimentos que temos feito com o Banco do Brasil S.A., no qual temos por lei que
depositar quaisquer ativos em dinheiro excedentes. Além disso, em 23 de julho de 2009, nós emitimos US$ 1 bilhão (6,875%) de
notas a vencer em 2009.
Necessitamos de fundos principalmente para financiar o aperfeiçoamento e a expansão de nossos empreendimentos de geração e
transmissão, e para reembolsar nossas obrigações de dívida a vencer. Além disso, por meio de nossas subsidiárias, estamos
participando de leilões para novas linhas de transmissão e novos contratos para geração. Caso tenhamos sucesso em qualquer um
desses leilões, necessitaremos de caixa adicional para financiar os investimentos necessários para expandir as operações aplicáveis.
De tempos em tempos, consideramos novas oportunidades de investimento em potencial e podemos financiar esses investimentos com
caixa gerado por nossas operações, empréstimos, emissão de títulos de dívida e capital próprio, aumentos de capital ou outras fontes
de financiamento que possam estar disponíveis na ocasião relevante. Atualmente, temos a capacidade de financiar até R$ 4 bilhões de
dispêndio de capital com nossos recursos existentes sem recorrer aos mercados de capital. Esses recursos representam uma parte das
receitas que geramos das nossas vendas de eletricidade e os juros que recebemos de nossas atividades de empréstimo.
Fluxo de Caixa
A tabela a seguir resume nossos fluxos de caixa líquidos para os períodos apresentados:
Exercício findo em 31 de dezembro de
2010
2009
(em milhares de R$ )
Fluxos de caixa líquidos:
Proporcionados pelas Atividades Operacionais .......................
Proporcionados por (utilizados em) Atividades de
Investimento ..................................................................
Proporcionados por (utilizados em) Atividades de
Financiamento................................................................
7.643.910
8.809.027
(7.134.922)
(4.238.265)
Total ................................................................................
93.888
602.875
(1.480.936)
3.089.826
Fluxo de caixa das Atividades Operacionais
Nossos fluxos de caixa de atividades operacionais resultam principalmente de:
•
a venda e a transmissão de eletricidade para uma base estável e diversificada de clientes do atacado e do varejo a preços
fixos; e
•
depósitos vinculados a processos judiciais em casos em que somos autores em um processo e condenados a pagar um
depósito para o tribunal competente. Os fluxos de caixa das atividades operacionais têm sido suficientes para satisfazer as
necessidades de despesas operacionais e de capital durante os períodos em discussão.
Em 2010, nosso fluxo de caixa das atividades operacionais diminuiu R$ 1,2 bilhão, a partir de R$ 8,8 bilhões em 2009, para R$ 7,6
bilhões negativos em 2010. Essa variação deveu-se à aquisição de imóveis para as nossas linhas de geração, transmissão e distribuição
e um aumento do capital nas EFEs.
Fluxos de caixa de Atividades de Investimento
Nosso fluxo de caixa da atividade de investimento reflete principalmente:
•
investimentos restritos, que são o caixa excedente que temos que depositar no Banco do Brasil S.A. (ou em outros
investimentos emitidos pelo Governo Brasileiro);
•
aquisições de investimento, que são as parcerias que celebramos com terceiros no setor privado com relação à
operação de novas usinas;
•
aquisições de ativos imobilizados, principalmente os investimentos em equipamentos necessários para as atividades
operacionais; e
•
receitas advindas do seguinte:
(i)
títulos de dívida "CFT-E1" emitidos pelo Governo Brasileiro: esses títulos são indexados pelo índice de
inflação IGP-M, não produzem juros e vencem em agosto de 2012;
(ii)
títulos de dívida "NTN-P" emitidos pelo Governo Brasileiro: esses títulos são indexados pela Taxa
Referencial (ou TR), um índice de referência mensal publicado pelo Banco Central, produz juros de 6,0%
por ano e vencem em datas variadas a partir de fevereiro de 2012;
(iii)
títulos de participação nas seguintes companhias: (i) Rede Lajeado Energia S.A., (ii) EDP Lajeado Energia
S.A., (iii) CEB Lajeado S.A., e (iv) Paulista Lajeado Energia S.A. Recebemos dividendos dessas
participações acionárias com base nos lucros anuais que cada companhia aufere;
(iv)
ativos regulatórios diferidos, principalmente advindos lucros e perdas acumulados das operações de Itaipu,
líquidos de compensação por meio de reajustes tarifários.
Em 2010, nossos fluxos de caixa da atividade de investimento diminuíram R$ 2,9 bilhões, ou 68,3%, de R$ 4,2 bilhões negativos em
2009, para R$ 7,1 bilhões negativos em 2010. Essa variação deveu-se à (i) redução dos Adiantamentos para Futuro Aumento de
Capital.
Fluxos de Caixa de Atividades Financeiras
Nossos fluxos de caixa usados em atividades de financiamento refletem principalmente a receita proveniente de juros que recebemos
de empréstimos em curto e longo prazo feitos a companhias não afiliadas que operam no setor elétrico brasileiro.
Em 2010, nossos fluxos de caixa usados em atividades de financiamento aumentaram R$ 1.574,824 milhões, ou 106,6%, de R$
1.480,936 milhões negativos em 2009 para uma entrada de R$ 93,888 milhões em 2010. Esta variação deveu-se principalmente a um
aumento em empréstimos a longo prazo para nossas EFEs como resultado de nossos planos de expansão.
Relação entre Lucros não Distribuídos Apropriados e Fluxos de Caixa
Em 31 de dezembro de 2010, nosso balanço refletia reservas não distribuídas de R$ 43,6 bilhões, que consistiam em nossas reservas
legais, mas não incluem a remuneração não paga de acionistas (vide “Item 8.A, Demonstrações Financeiras Consolidadas e Outras
Informações – Política sobre distribuição de dividendos”).
Dispêndio de Capital
Nos últimos cinco anos, investimos uma média de R$ 4,1 bilhões por ano em projetos de capital. Aproximadamente 47,9% foram
investidos em nosso segmento de geração, 34,1% em nosso segmento de transmissão e o saldo em nosso segmento de distribuição e
outros investimentos.
Nossa atividade principal é a geração, a transmissão e a distribuição de energia, e pretendemos investir pesadamente nesses segmentos
nos próximos anos.
As companhias são, agora, escolhidas para construírem novas unidades de geração e linhas de transmissão por meio de um processo
licitatório. É, portanto, difícil prever os montantes precisos que investiremos nestes segmentos daqui em diante. Estamos, entretanto,
trabalhando para assegurar um número significativo de novos contratos, tanto isoladamente quanto como parte de um consórcio que
inclui o setor privado.
De acordo com o Plano EPE de 10 anos, estima-se que o Brasil terá 142.202 km de linhas de transmissão e 171.138 MW de
capacidade de geração instalada até 2020. Esses investimentos representam aproximadamente R$ 220 bilhões. Como o maior player
atualmente no mercado, esperamos a participar na maioria destes novos investimentos. De acordo com o Plano EPE de 10 anos,
acreditamos que nos próximos dez anos, investiremos uma média de aproximadamente R$ 22 bilhões por ano. Para esses
investimentos, esperamos usar o financiamento derivado do nosso fluxo de caixa líquido, bem como do acesso aos mercados de
capitais nacional e internacional e por meio de financiamento bancário.
Nossos investimentos em 2009 e 2010 foram de R$ 5.279,0 milhões e R$ 6.256,0 milhões, respectivamente
C. Pesquisa e Desenvolvimento, Patentes e Licenças
Pesquisa e Desenvolvimento
Nossas atividades de pesquisa e planejamento são realizadas pelo Cepel, uma entidade sem fins lucrativos criada em 1974 com o
objetivo de apoiar o desenvolvimento tecnológico do setor elétrico brasileiro. Somos o principal patrocinador do Cepel e participamos
dos programas de coordenação do planejamento ambiental e conservação da energia. Os clientes do Cepel são nossas subsidiárias
operacionais (inclusive Itaipu e a Eletrobrás Eletronuclear) e outras companhias brasileiras e estrangeiras prestadoras de serviço de
eletricidade. As atividades do Cepel visam atingir padrões de alta qualidade e produtividade no setor elétrico por meio de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico. O Cepel possui uma rede de laboratórios para realizar suas atividades, e mantém contratos de
cooperação técnica com diversas instituições internacionais de pesquisa e desenvolvimento em energia. O Cepel prioriza os projetos
estratégicos e de estruturação, com suas atividades concentradas em cinco departamentos:
•
•
•
•
Departamento de Automação de Sistemas: este departamento está concentrado no desenvolvimento de ferramentas
para obter dados, operação em tempo real de sistemas elétricos e análise de distúrbios;
Departamento de Sistemas Elétricos: este departamento está concentrado no desenvolvimento de metodologias e
programas de computador que proporcionam condições para a expansão, a supervisão, o controle e a operação de
sistemas centrais;
Departamento de Tecnologias Especiais: este departamento pesquisa a aplicação de tecnologias referentes ao uso de
materiais para instalações elétricas, eficiência energética e recursos renováveis, inclusive a análise de sustentabilidade
e viabilidade econômica;
Departamento de Instalações e Equipamentos: este departamento está concentrado no desenvolvimento de
tecnologias para refinar os equipamentos utilizados na geração, na transmissão e na distribuição de energia elétrica
(modelos de computadores, técnicas de teste e medição, sistemas de monitoramento e diagnóstico); e
•
Departamento de Otimização Energética e Meio Ambiente: este departamento está concentrado no desenvolvimento
de metodologias e programas de computador para o planejamento da expansão e da operação de sistemas
hidrotérmicos interconectados e na avaliação integrada de questões ambientais.
Temos um centro de pesquisa que realiza estudos científicos, medições, análises especializadas e outros testes e análises relevantes
para nossas principais operações. Esse centro possui certificação do Instituto Nacional de Metrologia que lhe permite atestar o
equipamento elétrico. O Cepel está concentrado, ainda, no desenvolvimento de projetos de eficiência energética, inclusive àqueles
relacionados com a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, como a energia solar e a eólica. Como parte deste enfoque, a
estrutura do Cepel inclui os seguintes projetos: (i) o Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito, (ii) a
Casa Solar Eficiente, e (iii) o Centro de Aplicação de Tecnologias Eficientes.
Patentes e Licenças
Entre outras, registramos “Eletrobrás” como uma marca junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI. Além disso, o
Cepel possui vinte e sete patentes, a Eletrobrás Eletronorte trinta e sete patentes, a Eletrobrás Eletrosul possui duas patentes e a
Eletrobrás Furnas possui nove patentes registradas no INPI, relativas a equipamentos e processos de fabricação.
Seguro
Nós mantemos seguro para incêndio, desastres naturais, acidentes envolvendo terceiros, outros certos riscos associados com o
transporte e a montagem de equipamentos, construção de usinas e riscos múltiplos. Nossas subsidiárias e Itaipu possuem coberturas de
seguro similares. Nós não temos cobertura de seguro para riscos de interrupção dos negócios porque não acreditamos que os elevados
prêmios de seguro sejam justificados em virtude dos baixos riscos de uma grave perturbação, considerando a energia disponível no
Sistema Interconectado Nacional. Acreditamos que mantemos a cobertura de seguros que é tanto habitual no Brasil quanto adequado
para os negócios que fazemos.
D. Informações sobre Tendências
Nossa administração identificou as seguintes principais tendências, que contêm certas informações prospectivas e devem ser lidas em
conjunto com a “Declaração de Advertência Relativa a Informações Prospectivas” e com o “Item 3.A, Fatores de Risco”.
Fundamentalmente, acreditamos que essas tendências nos possibilitarão continuar crescendo em nossas atividades e melhorar nossa
imagem corporativa:
•
eletricidade é uma demanda constante: diferentemente de certas indústrias que são particularmente vulneráveis às
condições cíclicas no mercado e / ou sazonalidade, a demanda de eletricidade é constante. Acreditamos que
continuaremos a ter capacidade de fixar tarifas de acordo com as condições de mercado, particularmente no
segmento de geração. Embora as tarifas no segmento de transmissão sejam fixadas pelo Governo Brasileiro todos os
anos, acreditamos que essas tarifas continuarão aumentando;
•
a participação em futuros leilões possibilitará nosso crescimento: esperamos participar de um número crescente de
leilões de energia no futuro, assim como de novos leilões de transmissão e, consequentemente, precisaremos investir
em novas usinas de geração de energia (tanto hidrelétricas, como eólicas, térmicas e de biomassa) e novas linhas de
transmissão, para podermos expandir a malha existente e manter nossa atual participação de mercado. Acreditamos,
também, que ao nos concentrarmos na geração e na transmissão, teremos condições de maximizar os lucros ao
melhorarmos a eficiência em nossa infraestrutura existente e capitalizarmos oportunidades decorrentes da nova
estrutura;
•
uma redução nos encargos regulatórios tão logo os investimentos em infraestrutura tenham sido concluídos: em
períodos recentes, nossos resultados financeiros têm sido impactados pelos encargos regulatórios impostos pela
ANEEL. Os resultados destes encargos têm sido usados pelo Governo Brasileiro para investir em infraestrutura,
como a CCC e o RGR. Na medida em que essa infraestrutura estiver concluída, acreditamos que a ANEEL reduzirá
os níveis de encargos regulatórios, o que terá um efeito positivo em nossos resultados financeiros. Não acreditamos,
entretanto, que haverá quaisquer alterações em curto prazo. Acreditamos, outrossim, que a conclusão destes projetos
de infraestrutura terá um efeito benéfico sobre a capacidade de crescimento em nossos negócios;
•
•
receitas de terceiros para a manutenção das instalações: apesar do centro de nossas atividades continuar sendo os
segmentos de geração e transmissão, aumentamos com sucesso nossas receitas em períodos recentes utilizando nossa
experiência para prestar serviços de manutenção para outras companhias em nossa indústria. Nossa subsidiária
Eletrobrás Eletronorte tem sido o principal conduíte para isso. Esperamos que essa tendência continue, melhorando,
assim, nossa condição financeira; e
um enfoque maior nos problemas ambientais, de saúde e segurança: existe uma tendência no Brasil e globalmente
em relação ao aumento das preocupações para a proteção do meio ambiente. Isso causa-nos um impacto de diversas
formas, incluindo na negociação com questões sociais e políticas que possam surgir quando buscamos construir
novos empreendimentos (particularmente em áreas remotas do Brasil) e metas para emissão reduzida de carbono
pelas instalações que usam combustível fóssil. Um dos nossos principais desafios será equilibrar essas questões
ambientais frente ao crescimento de nossas atividades, na medida em que esses problemas podem naturalmente
aumentar as pressões de custo. Existe também uma tendência crescente no Brasil em relação a exigências na área de
saúde e segurança mais severas com relação às permissões para a operação de nossos empreendimentos, o que impõe
similarmente desafios de pressão de custo aos nossos negócios.
E. Acertos não incluídos no Balanço
Nenhum de nossos acertos não registrados em balanço apresenta relação com o tipo ao qual temos que revelar em conformidade com
o item 5.E do Formulário 20-F.
F. Obrigações Contratuais
Apresentamos abaixo, em forma segmentada, nossas obrigações de dívida de longo prazo e obrigações de compra de longo prazo para
os períodos apresentados:
Pagamentos devidos por período em 31 de
dezembro, 2010
2011
2012
(em milhões de R$ )
2013
2014
2015 e depois
Obrigações de dívida de longo prazo:
Geração .....................................................................
Transmissão ..............................................................
Distribuição ..............................................................
Total............................................................
1.215
717
20
1.952
266
157
4
427
330
195
5
530
415
246
7
669
17.228
10.178
285
27.691
Pagamentos devidos por período em 31 de
dezembro, 2010
2011
2012
786
—
2.319
3.105
699
—
2.565
3.264
(em milhões de R$ )
2013
2014
2015 e depois
Obrigações de dívida de longo prazo:
Geração .....................................................................
Transmissão ..............................................................
Distribuição ..............................................................
Total............................................................
709
—
2.774
3.483
465
—
2.850
3.315
3.172
—
19.973
23.145
Nossas obrigações de arrendamento são estabelecidas como se segue, em 31 de dezembro de 2010:
Em 31 de dezembro de 2010
(em milhões de R$ )
Obrigações de arrendamento:
Não superiores a um ano
Superiores a um ano
Total
120,5
1.694,5
1.815,0
ITEM 6. CONSELHEIROS, ADMINISTRAÇÃO SÊNIOR E FUNCIONÁRIOS
A. Conselho de Administração e Diretoria Executiva
Somos administrados por nosso Conselho de Administração, composto de até dez membros, e por nossa Diretoria, consistindo
atualmente de seis membros. Nosso estatuto também prevê um Conselho Fiscal permanente, composto de até seis membros. Em
conformidade com nosso estatuto, todos os membros de nossa Diretoria, Conselho de Administração e Conselho Fiscal devem ser
cidadãos brasileiros.
Conselho de Administração
Os membros do Conselho de Administração são eleitos na assembleia geral de acionistas por um período renovável de três anos.
Entretanto, em 28 de abril de 2005, nossos acionistas aprovaram uma emenda em nosso estatuto, em conformidade com a qual o
mandato de cada membro de nosso Conselho de Administração será reduzido de três anos para um ano. De acordo com a Lei No
3.890 – A, de 25 de abril de 1961, essa emenda está sujeita à aprovação na forma de decreto presidencial, que se encontra pendente até
a data deste relatório. Em conformidade com a Lei brasileira das S.A., os membros de nosso Conselho de Administração devem ser
acionistas da companhia. Na qualidade de nosso acionista majoritário, o Governo Brasileiro tem o direito de nomear oito membros de
nosso Conselho de Administração, dos quais sete são nomeados pelo MME e um pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e
Administração. Os acionistas minoritários têm o direito de eleger um membro, e os titulares de ações preferenciais sem direito a voto,
que representarem no mínimo dez por cento de nosso capital total, têm o direito de eleger um membro. Atualmente, nosso Conselho
de Administradores é composto por nove membros. Elegemos Beto Ferreira Martins Vasconcelos como Diretor em 1 de agosto de
2011, mas ele não participará do Conselho até 30 de abril de 2012. Um dos membros do Conselho de Administração é nomeado
Presidente da empresa. O endereço do nosso Conselho de Administração é Av. Presidente Vargas, 409 13º andar – Rio de Janeiro.
Nosso Conselho de Administração se reúne ordinariamente uma vez por mês e quando convocado por uma maioria dos conselheiros
ou pelo Presidente do Conselho. Entre outras atribuições, nosso Conselho de Administração é responsável por (i) fixar nossas
diretrizes fundamentais; (ii) determinar a organização corporativa de nossas subsidiárias ou qualquer de nossa participação acionária
em outras entidades legais; (iii) aprovar nossa entrada em qualquer acordo de empréstimo e determinar nossa política de
financiamentos; e (iv) aprovar qualquer garantia em favor de qualquer uma de nossas subsidiárias em relação a qualquer contrato
financeiro.
A tabela abaixo apresenta os atuais membros de nosso Conselho de Administração e seus respectivos cargos. O mandato de cada
membro de nosso Conselho de Administração expira na próxima Assembleia Ordinária de Acionistas. Cada membro foi eleito pelo
Governo Brasileiro, à exceção de Arlindo Magno de Oliveira, que foi eleito por nossos acionistas minoritários.
Nome
Márcio Pereira Zimmermann
Maurício Muniz Barreto de Carvalho
Virginia Parente de Barros
Lindemberg de Lima Bezerra
Wagner Bittencourt de Oliveira
José Antonio Corrêa Coimbra
Arlindo Magno de Oliveira
José de Costa Carvalho Neto
Beto Ferreira Martins Vasconcelos
Cargo
Presidente
Conselheiro
Conselheiro
Conselheiro
Conselheiro
Conselheiro
Conselheiro
Conselheiro
Conselheiro
Márcio Pereira Zimmermann – Presidente e Membro do Conselho: O Sr. Zimmermann se juntou a nosso Conselho de Administração
e foi imediatamente nomeado Presidente em 30 de abril de 2010. Foi nomeado Presidente para um segundo mandato em 16 de
junho de 2011. Também foi Ministro de Minas e Energia do Brasil de abril a dezembro 2010, e desde dezembro 2010, tem
desempenhado a função de Secretário Executivo do mesmo ministério. O Sr. Zimmermann foi Diretor de Engenharia da Eletrobrás de
Outubro 2001 até Janeiro 2003, e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Eletrobrás Cepel de 2003 a 2004. O Sr. Zimmermann é
formado em engenharia elétrica pela Universidade Católica do Estado do Rio Grande do Sul e possui mestrado em Engenharia
Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Maurício Muniz Barreto de Carvalho – Membro do Conselho: O Sr. Carvalho se juntou a nosso Conselho de Administração em 16 de
junho de 2011. Atualmente, ocupa o cargo de Secretário do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC – brasileiro, tendo sido
nomeado para tal secretaria em maio de 2011. O Sr. Carvalho anteriormente havia ocupado o cargo de Reitor da Escola Nacional de
Administração Pública (ENAP) nas áreas de (1) Administração e Finanças e (2) Desenvolvimento de Gestores e Servidores de 1999 a
2002. Em 2003, foi nomeado como Chefe do Conselho de Monitoramento, Avaliação, Auditoria e Capacitação do Ministério da
Educação, e depois do Conselho de Programas de Inclusão em Educação. O Sr. Carvalho atuou como Assessor Especial para a
Presidência de 2003 a 2004, quando foi nomeado Chefe Adjunto de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência,
responsável por articular a ação do governo e monitorar projetos estratégicos, particularmente do PAC. O Sr. Carvalho possui
mestrado em Administração Pública e Planejamento Urbano e licenciatura em Administração Pública, ambas pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV).
Virginia Parente de Barros – Membro do Conselho: Ela tem mais de 12 anos de experiência no setor financeiro, atuando em bancos
de investimentos que operam tanto em nível nacional e internacional, como o Chemical Bank (hoje JP Morgan Chase), BankBoston,
Unibanco e Banco Votorantim, entre outros. Ultimamente, como professora na USP, ela esteve envolvida em docência, pesquisa e
educação continuada, incluindo atividades de consultoria em Finanças, Economia, Administração Pública, e Regulamentação de
energia, meio ambiente e política energética e de segurança. Finalmente, a Sra. Barros é a presidenta do Comitê Estratégico de Energia
da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (AMCHAM) e membro da Comissão Executiva da Sociedade Brasileira de
Planejamento Energético (SBPE), que consiste em várias universidades e centros de pesquisa de energia. A Sra. Barros tem um PósDoutorado em Energia com ênfase em regulação pela Universidade de São Paulo - USP, Phd em Finanças e Economia pela Fundação
Getúlio Vargas de São Paulo, mestrado em Administração de Companhias pela Universidade Federal da Bahia, e licenciatura em
Economia pela Universidade de Brasília.
Lindemberg de Lima Bezerra – Membro do Conselho: O Sr. Bezerra se juntou a nosso Conselho de Administração em 16 de junho de
2011. O Sr. Bezerra ocupa cargo de Chefe do Gabinete da Secretaria do Tesouro Nacional desde julho de 2007. De 1997 a junho de
2007, o Sr. Bezerra é assistente de tributos e de economia do Tesouro Nacional. O Sr. Bezerra é formado em Economia pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul com mestrado em Economia pela Universidade de São Paulo.
Wagner Bittencourt de Oliveira – Membro do Conselho: O Sr. Oliveira é membro de nosso Conselho de Administração desde abril de
2007. Em 1975, participou de um concurso público e foi admitido no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –
BNDES. Durante toda a sua carreira no Banco, atuou em vários cargos: chefe de divisão, chefe de departamento, superintendente e,
desde dezembro de 2004, é Superintendente de Insumos Básicos, que incluem mineração, metalurgia, cimento, papel e celulose,
produtos químicos, petroquímicos e fertilizantes. Acumulou 20 anos de experiência executiva: foi o Secretário do Ministério de
Integração Nacional (2001); Superintendente da SUDENE (2001 a 2002); Diretor Presidente da Companhia Ferroviária do Nordeste
(1998 a 2000) e Superintendente da Área Industrial (1996 a 1998). Membro do Conselho de várias companhias, tais como Usiminas
Mecânica e CADAM. O Sr. Oliveira é engenheiro metalúrgico formado na PUC-RJ onde concluiu um curso de especialização em
mercados financeiros e de capitais.
José Antonio Corrêa Coimbra – Membro do Conselho: O Sr. Coimbra é membro de nosso Conselho de Administração desde abril de
2009. O Sr. Coimbra, atualmente, é chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia e possui diversos artigos publicados no Brasil
e no exterior. No Sistema Eletrobrás, o Sr. Coimbra foi anteriormente Diretor de Engenharia da Eletrobrás Eletronorte, e trabalhou
nesta companhia de 1977 a 2005. O Sr. Coimbra também é membro do Conselho de Administração da Eletrobras Eletronorte e
assumiu a mesma posição na Eletrobras Cepel. O Sr. José Antônio Corrêa Coimbra é engenheiro civil formado pela Universidade
Federal do Pará, com mestrado em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina.
Arlindo Magno de Oliveira – Membro do Conselho: O Sr. Oliveira começou sua carreira profissional como gerente do Banco do
Brasil. Trabalhou, também, como Diretor do Fundo de Pensão do Banco do Brasil – Previ. O Sr. Oliveira está atualmente aposentado,
mas tem vasta experiência como membro de Conselho de Administração em diversas importantes companhias brasileiras, incluindo a
Companhia Vale do Rio Doce e a Valepar S.A., e companhias do setor elétrico brasileiro- Coelba, Cosern y CPFL. O Sr. Oliveira é
economista formado pela Universidade Federal Fluminense com diversos cursos de especialização em finanças e mercado de capitais.
José da Costa Carvalho Neto – Membro do Conselho: O Sr. Carvalho Neto se uniu a nosso Conselho de Administração em 16 de
junho de 2011. Ele foi anteriormente Professor de Usinas Hidrelétricas na Pontifícia Universidade Católica-MG, de 1970 a 1977.
Posteriormente, ele foi o secretário-adjunto de Minas e Energia de Minas Gerais, nomeado em 1987. O Sr. Carvalho Neto ocupou o
cargo de Diretor de Distribuição da Cemig de 1991 a 1997, e ocupou o cargo de Gerente da Superintendência, do Departamento e da
Divisão, bem como o papel de Presidente da Cemig entre julho de 1998 e janeiro de 1999. Ele também ocupou os cargos de CEO da
Arcadis Logos Energia, membro do Conselho de Administração da Logos Engenharia e Enerconsult e Diretor da Orteng
Equipamentos e Sistemas. O Sr. Carvalho Neto é formado em Engenharia Elétrica, com mestrado em Engenharia Elétrica pela
Universidade Federal de Minas Gerais.
Beto Ferreira Martins Vasconcelos – Membro do Conselho: Eleito para nosso Conselho de Administração em 11 de agosto de 2011, o
Sr. Vasconcelos não ocupará sua cadeira antes de 30 de abril de 2012. O Sr. Vasconcelos é bacharel em Direito pela Universidade de
São Paulo e pós-graduado em direito ambiental pela Universidade de São Paulo e em Biossegurança pela Universidade Federal de
Santa Catarina. Ele exerceu direito privado em São Paulo de 2000 a 2003, antes de entrar no governo federal, onde ocupou os cargos
de Secretário-Adjunto de Política Tecnológica (2003-2004), Assessor do Ministro da Justiça (2004-2005), Assessor Chefe Adjunto
para Assuntos Jurídicos da Presidência da República (2005-2006), Secretário Executivo do Conselho Nacional de Biossegurança
(2006-julho 2010) e Assessor Chefe para Assuntos Jurídicos da Presidência e Presidente do Centro de Estudos Jurídicos da
Presidência (2007 - dezembro 2010). Desde janeiro de 2011, ele atua como Vice-Chefe de Gabinete da Presidência
Conselho de Diretores
Nossa Diretoria é composta atualmente de seis membros nomeados pelo Conselho de Administração por prazo indeterminado. Nossa
Diretoria reúne-se ordinariamente todas as semanas, ou extraordinariamente quando convocada pela maioria dos seus membros ou
pelo Diretor Presidente. Nossa Diretoria determina nossa política geral, é responsável por todos os assuntos relacionados à
administração e operações rotineiras, é o órgão controlador superior em relação à execução de nossas diretrizes. Não temos controle
sobre a nomeação de nosso Diretor Presidente ou do Diretor de Finanças, porque todos eles são nomeados pelo nosso acionista
controlador, que é o Governo Federal Brasileiro. Nosso Diretor Administrativo é responsável pela coordenação e administração geral
de nossa empresa, incluindo a área de fornecedores, os assuntos relacionados aos funcionários, treinamento, políticas de seguros e
gerenciamento de nossos ativos. O endereço de nossa Diretoria é Av. Presidente Vargas, 409 13º andar – Rio de Janeiro.
Os membros de nossa atual Diretoria foram nomeados por nosso Conselho de Administração e seus nomes e cargos estão
apresentados abaixo:
Nome
José da Costa Carvalho Neto
Armando Casado de Araújo
Valter Luiz Cardeal de Souza
Miguel Colasuonno
Marcos Aurélio Madureira da Silva
José Antonio Muniz Lopes
Cargo
Diretor Presidente
Diretor Financeiro e de Relação com Investidores
Diretor de Engenharia
Diretor Administrativo
Diretor de Distribuição
Diretor de Transmissão
Sr. José da Costa Carvalho Neto – Diretor Presidente: consulte “ – Conselho de Administração”.
Sr. Armando Casado de Araújo - Diretor Financeiro e de Relação com Investidores: O Sr. Araújo tem mais de 30 anos de experiência
no setor de energia elétrica doméstica. Ele trabalhou para a Eletrobrás Eletronorte como Superintendente de Orçamento desde 1977.
Ele foi nomeado presidente da companhia Integração Transmissão de Energia AS. Ele trabalha na Eletrobrás, desde junho de 2008,
quando se tornou o assistente e substituto do Diretor Financeiro. Foi designado como Diretor Financeiro e de Relação com
Investidores em 30 de março de 2010. O Sr. Araújo é formado em Administração de Companhias pela Faculdade de Ciências Exatas,
Administrativas e Sociais de Brasília, e tem vários cursos de pós-graduação em Finanças.
Sr. Valter Luiz Cardeal de Souza – Diretor de Engenharia: O Sr. Cardeal é Diretor de Engenharia da Eletrobrás desde 14 de janeiro de
2003. Atua no Setor Elétrico há mais de 32 anos, sendo funcionário da Companhia Estadual de Energia Elétrica – CEEE – onde, desde
1971, tem desempenhado importantes funções técnicas e gerenciais como Diretor das áreas de geração, transmissão e distribuição. No
Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica – DNAEE – foi Assistente Executivo do Diretor Geral; Coordenador da Área de
Construção e Aplicação de Energia Elétrica e Coordenador / Diretor Econômico-Financeiro Substituto. O Sr. Cardeal também exerce
o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Eletrobrás Eletronorte e da Eletrobrás CGTEE. Valter Luiz Cardeal de Souza
é engenheiro eletricista e engenheiro eletrônico, formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, com
especialização em Engenharia de Energia e em Engenharia de Produção.
Sr. Miguel Colasuonno – Diretor Administrativo: O Sr. Colasuonno foi designado como Diretor Administrativo em 6 de março de
2008 e se tornou Diretor Administrativo em 26 de abril de 2009. O Sr. Colasuonno foi prefeito de São Paulo entre 1973 e 1975,
presidente da Companhia Brasileira de Turismo— Embratur de 1980 a 1985, e presidente do Sindicato dos Economistas do Estado de
São Paulo de 1986 a 1995. Foi também vereador na Câmara paulistana de 1992 a 2001, na qual chegou à Presidência. Lecionou na
Universidade de São Paulo nos últimos sete anos. O Sr. Miguel Colasuonno é PhD em Relações Internacionais pela Vanderbilt
University (EUA) e pós-graduado em Economia, com especialização em Comércio Internacional e Câmbio pela Universidade de São
Paulo.
Sr. Marcos Aurélio Madureira da Silva – Diretor de Distribuição: O Sr. da Silva foi designado Diretor de Distribuição em 12 de maio
de 2011. Anteriormente foi funcionário da Companhia Energética de Minas Gerais S.A. – CEMIG, onde foi Diretor de Distribuição de
1998 a 2010. Ele também atuou como Diretor e Comercial e de Operações da Energisa Soluções e como Diretor do Operador
Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O Sr. da Silva é formado em engenharia elétrica e concluiu cursos de pós-graduação em
administração de negócios e engenharia econômica.
Sr. José Antonio Muniz Lopes – Diretor de Transmissão: O Sr. Lopes foi nomeado Diretor Executivo da Eletrobrás em 6 de março de
2008. Em 4 de março de 2008 na Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas ele foi eleito membro de nosso Conselho de
Administração. O Sr. Lopes já ocupou diversos cargos executivos em companhias do grupo Eletrobrás, como Diretor Executivo e
Diretor de Planejamento e Engenharia na Eletrobrás Eletronorte, de 1996 a 2003; Diretor Executivo, Diretor de Administração e
Diretor Financeiro na Eletrobrás Chesf, de 1992 a 1993; e Diretor Executivo na Eletrobrás de março 2008 a fevereiro de 2011. O
Sr. Lopes também foi Vice-Diretor do Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético – DNDE do Ministério das Minas e
Energia, onde também ocupou o cargo de Secretário Executivo. O Sr. Lopes é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade
Federal de Pernambuco. Ele é especialista no setor elétrico brasileiro, no qual trabalhou por mais de 30 anos.
B. Remuneração
A remuneração de nosso Conselho de Administração, Diretoria e Conselho Fiscal é determinada por nossos acionistas na assembleia
geral realizada nos primeiros quatro meses do ano fiscal. Essa remuneração pode também incluir um valor de participação nos lucros à
discrição de nossos acionistas.
Para 2010, 2009 e 2008 a remuneração total paga aos nossos Conselheiros, Diretores e membros do Conselho Fiscal (incluindo o que
foi paga por nossas subsidiárias e Itaipu, exceto para as companhias de distribuição) foi de R$ 18.417.084,63, R$ 18.045.473,42 e R$
17.790.523,59, respectivamente. A quantidade total da participação nos lucros paga aos nossos Diretores (incluindo o que foi pago por
nossas subsidiárias e Itaipu) foi de R$ 2.647.443,82 para 2010, R$ 2.146.930,79 para 2009 e R$ 1.693.096,97 parar 2008. A Diretoria
Executiva é responsável por dividir a remuneração entre seus membros, os membros da Direção e o Conselho Fiscal. Não reservamos
ou acumulamos valores para pagar benefícios de pensionistas, aposentadorias ou similares.
C. Práticas do Conselho
Contratos para Serviços
Não temos contratos para serviços com qualquer membro de nosso Conselho de Administração, Diretoria ou Conselho Fiscal.
Conselho Fiscal
Nosso Conselho Fiscal está permanentemente estabelecido e consiste de cinco membros e cinco suplentes eleitos na assembleia anual
de acionistas para um mandato de um ano, renovável. O Governo Brasileiro tem o direito de nomear três dos membros de nosso
Conselho Fiscal e, tanto os acionistas minoritários como os portadores de nossas ações preferenciais têm o direito de nomear um
membro, cada, representando pelo menos dez por cento de nosso capital total, e tem o direito de nomear um membro cada um.
Os atuais membros do Conselho Fiscal, apresentados na tabela abaixo, e os respectivos suplentes, foram eleitos na assembleia geral de
acionistas realizada em 16 de junho de 2011 e, dos quais, elegemos apenas quatro membros para o Conselho Fiscal. Seus mandatos
vencem na assembleia ordinária de acionistas programada para abril de 2012.
Membro
Suplente
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Danilo de Jesus Vieira Furtado
Charles Carvalho Guedes
Ana Lucia de Paiva Lorena Freitas
Jairez Elói de Souza Paulista
Ricardo de Paula Monteiro
Leila Przytyk
Rodrigo Magela Pereira
D. Funcionários
Em 31 de dezembro de 2010, tínhamos um total de 28.105funcionários em comparação com 27.610 e 27.075 funcionários em 31 de
dezembro de 2009 e 2008, respectivamente. A Eletrobrás em si, excluindo Itaipu e outras subsidiárias, tinha 1.096 funcionários, em 31
de dezembro de 2010. Nos últimos cinco anos, não enfrentamos qualquer greve ou outra forma de interrupção de trabalho que tenha
afetado as nossas operações ou tenha exercido um impacto significativo nos nossos resultados.
Como uma companhia de capital misto, não podemos contratar empregados sem concurso público. Um concurso público envolve a
colocação de anúncios na imprensa brasileira para posições em aberto e o convite de candidatos para um exame. O último concurso
público ocorreu em 2010 e, como resultado, nós contratamos cerca de 35 novos funcionários. O tempo médio de serviço dos nossos
funcionários é de 42 anos.
A tabela a seguir apresenta o número de funcionários por tempo de serviço:
Composição dos funcionários por tempo de serviço
Em
até 5
6 a 10
11 a 15
16 a 20
21 a 25
Mais de 25
Total
31 de dezembro de 2010 ......................................................................................................................................................................................
7.761
3.363
1.386
622
6.447
8.526
28.105
31 de dezembro de 2009 ......................................................................................................................................................................................
8.209
2.321
1.193
2.034
5.701
8.153
27.611
A tabela a seguir apresenta o número de funcionários por departamentos:
Departamento
Número de funcionários em
31 de dezembro de
2010
2009
Campo ...............................................................................................................................................................................................
17.422
16.440
Administrativo ..................................................................................................................................................................................
10.683
11.171
28.105
27.611
Total .................................................................................................................................................................................................
Apesar de não podermos contratar funcionários terceirizados, nossas subsidiárias Eletrobrás Eletronorte, Eletrobrás Eletronuclear e
Eletrobrás Furnas empregam 2.139 empregados terceirizados para cumprir as regras estabelecidas pelo Governo Brasileiro durante o
plano nacional de privatização.
A tabela a seguir apresenta o número de funcionários terceirizados na Eletrobrás Eletronorte e Eletrobrás Furnas:
Subsidiária
Número de
funcionários
terceirizados até 31 de
dezembro de
2010
2009
Eletrobrás Eletronorte .......................................................................................................................................................................
548
653
Eletrobrás Furnas ..............................................................................................................................................................................
1.591
1.676
2.139
2.329
Total .................................................................................................................................................................................................
A maioria de nossos empregados é filiada a sindicatos. Os principais sindicatos que representam nossos empregados são: a Federação
Nacional dos Urbanitários, a Federação Nacional dos Engenheiros, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros, a
Federação Nacional de Secretárias e Secretários, a Federação Brasileira dos Administradores, o Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias de Energia Elétrica de São Paulo, o Sindicato dos Eletricitários de Furnas e DME e o Sindicato dos Eletricitários do Norte e
Noroeste Fluminense. Nossa relação com nossos funcionários é regulamentada por acordos coletivos firmados com esses sindicatos e
a Associação dos Empregados da Eletrobrás e renegociados em maio de cada ano. Esse acordo é aplicável somente aos funcionários
da própria Eletrobrás. Cada uma de nossas subsidiárias negocia seu próprio acordo coletivo, anualmente, com seus respectivos
sindicatos. Geralmente temos greves de um dia todos os anos sobre esses acordos de negociação coletiva.
E. Posse de Ações
Nenhum membro de nosso Conselho Fiscal possui qualquer uma de nossas ações. As tabelas a seguir ilustram a titularidade atual de
nossas ações pelos membros de nosso Conselho de Administração e nossa Diretoria:
Conselho de Administração
Nome:
Quantidade de Ações
ordinárias
Maurício Muniz Barreto de Carvalho .......................................................................................................................................
2
Virginia Parente de Barros........................................................................................................................................................
300
Lindemberg de Lima Bezerra ...................................................................................................................................................
1
Wagner Bittencourt de Oliveira ................................................................................................................................................
3
Marcio Pereira Zimmermann ....................................................................................................................................................
10
José Antonio Corrêa Coimbra ..................................................................................................................................................
1
Arlindo Magno de Oliveira .......................................................................................................................................................
100
José da Costa Carvalho Neto ....................................................................................................................................................
100
Conselho Executivo
Nome:
Quantidade de Ações
ordinárias
José da Costa Carvalho Neto ....................................................................................................................................................
100
José Antonio Muniz Lopes .......................................................................................................................................................
1
Marcos Aurélio Madureira da Silva..........................................................................................................................................
—
Valter Luiz Cardeal de Souza ...................................................................................................................................................
—
Miguel Colasuonno...................................................................................................................................................................
—
Armando Casado de Araújo......................................................................................................................................................
—
ITEM 7. ACIONISTAS MAJORITÁRIOS E TRANSAÇÕES COM PARTES ENVOLVIDAS
A. Acionistas Majoritários
Em 31 de dezembro de 2010, o montante global de nosso capital social não distribuído era de R$ 26.156.567.567, composto por
905.023.527 ações ordinárias, junto com 146.920 ações preferenciais classe "A" pendentes e 227.186.643 ações preferenciais classe
“B” pendentes. Isso representou 79,9%, 0,01% e 20,6% de nosso capital social total não distribuído, respectivamente. Isso reflete o
grupamento de ações 500:1 que nós efetuamos em 20 de agosto de 2007.
Em 30 de junho de 2011, tivemos 61.860 beneficiários e sete portadores de ADSs registrados representando ações ordinárias e 24.024
beneficiários e 6 portadores de ADSs registrados representando ações preferenciais.
As tabelas a seguir mostram as informações relativas à posse de nossas ações ordinárias e preferenciais em 30 de junho de 2011 e em
31 de dezembro de 2010:
Em 30 de junho de 2011
Ações Preferenciais Classe
Acionista
Ações ordinárias
(quantidade)
Governo Brasileiro
BNDES Participações S.A.
BNDES
FND
FGHAB
CEF
FGI
FGO
Outros
Cust CBLC
Residente
No Residente
J.P. Morgan
Chase Bank
Outros
Residente
Não Residente
Total
552.968.382
180.757.950
76.338.832
45.621.589
1.000.000
8.701.564
A
%
(quantidade)
Ações Preferenciais
Classe B
%
50,87 %
16,63 %
7,02 %
4,20 %
0,09 %
0,80 %
(quantidade)
832
18.691.102
18.262.671
0,00%
7,04%
6,88%
221.662.506
221.469.241
61.562.657
83.800.998
20,39 %
20,37 %
5,66 %
7,71 %
146.920
84.997
84.996
1
100,00%
57,85%
57,85%
0,00%
8.750.000
468.600
219.263.678
194.121.410
49.798.262
109.175.267
76.105.586
192.213
152.973
39.240
7,00 %
0,02 %
0,01 %
0,01 %
61.923
61.896
27
42,15%
42,13%
0,02%
35.147.881
25.142.268
25.138.266
4.002
1.087.050.297
146.920
Total
%
(quantidade)
%
3,30%
0,18%
82,60%
73,13%
18,76%
41,13%
552.969.214
199.449.052
94.601.503
45.621.589
1.000.000
8.701.564
8.750.000
468.600
441.072.052
415.675.648
111.445.915
192.976.266
40,88%
14,75%
6,99%
3,37%
0,07%
0,64%
0,65%
0,03%
32,61%
30,73%
8,24%
14,27%
13,24%
9,47%
9,47%
0,00%
111.253.467
25.396.404
25.353.135
43.269
8,22%
1,88%
1,87%
0,01%
265.436.883
1.352.634.100
Em 31 de dezembro de 2010
Ações Preferenciais Classe
Acionista
Ações ordinárias
(quantidade)
Governo Brasileiro
BNDES Participações
S.A.
FND
FGHAB
FGI
FGO
Ações próprias
Outros
A
%
(quantidade)
Ações Preferenciais
Classe B
%
(quantidade)
Total
%
(quantidade)
%
470.656.241
52,00 %
712
0,00%
470.656.953
41,56%
190.757.950
45.621.589
1.000.000
21,08 %
5,04 %
0,11 %
18.691.102
8,23%
8.750.000
1.008.500
198.736.329
712
3,85%
0,44%
87,48%
0,00%
209.449.052
45.621.589
1.000.000
8.750.000
1.008.500
395.870.996
470.656.953
18,50%
4,03%
0,09%
0,77%
0,09%
34,96%
41,56%
196.987.747
470.656.241
21,77 %
52,00 %
146.920
100,00 %
195.809.462
61.461.579
21,64 %
6,79 %
84.870
84.869
57,77 %
57,77 %
160.511.450
38.969.201
70,65%
17,15%
356.405.782
100.515.649
31,47%
8,88%
62.385.693
6,89 %
1
0,00 %
88.568.342
38,98%
150.954.036
13,33%
71.962.190
1.178.285
7,95 %
0,13 %
62.050
42,23 %
32.973.907
38.224.879
14,51%
16,82%
104.936.097
39.465.214
9,27%
3,49%
Limpo através de
CBLC
Residente
Não
Residente
J.P. Morgan
Chase
Bank
Outros
Ações Preferenciais Classe
Acionista
Ações ordinárias
Residente
Não
Residente
Total
A
Classe B
%
1.150.556
0,13 %
62.023
42,22 %
38.220.877
16,82%
39.433.456
3,48%
27.729
0,00 %
27
0,01 %
4.002
0,00%
31.758
0,01%
146.920
%
(quantidade)
Total
(quantidade)
905.023.527
(quantidade)
Ações Preferenciais
227.186.643
%
(quantidade)
1.132.357.090
%
B. Transações com Partes Envolvidas
Administramos certos fundos, incluindo o Fundo RGR, a Conta CCC e a Conta CDE, em nome do Governo Brasileiro, nosso acionista
controlador.
Atuamos por vezes juntamente com outras companhias estatais brasileiras ou entidades governamentais. Estas atividades são
principalmente nas áreas de cooperação técnica e pesquisa e desenvolvimento. Em 2000, nosso Conselho de Administração aprovou a
assinatura de um Contrato de Cooperação Técnica e Financeira entre nós e o MME, para realizarmos estudos de viabilidade com
relação à base hidrográfica brasileira, com a finalidade de identificar locais prováveis para a futura construção de usinas hidrelétricas.
O valor estimado do contrato é de R$ 25 milhões, a nos serem pagos pelo MME.
Firmamos um acordo de joint venture com a Petrobrás Energia S.A., a qual é também de propriedade parcial do Governo Brasileiro,
para a construção de uma usina termelétrica em Manaus. Firmamos, também, um contrato estrutural para estabelecer as bases e as
condições para o desenvolvimento de contratos para a comercialização de energia a serem firmados entre nós e a Petrobrás no futuro.
Além disso, nós fizemos alguns empréstimos para nossas subsidiárias. Para maiores detalhes, por favor veja a descrição no “Item 4.B,
B. Informações sobre a Companhia - Visão Geral do Negócio - Atividades de Empréstimo e Financiamento – Empréstimos Feitos por
Nós”.
Existem também certos acordos contratuais ocorrendo entre a Eletrobras Eletronuclear e a Eletrobras Furnas para a compra e venda de
energia produzida pela Eletrobras Eletronuclear, que está descrito em mais detalhes no “Item 4.B, Informações sobre a Companhia –
Visão Geral do Negócio - Usinas Nucleares”.
Acreditamos que nossas transações com partes relacionadas são realizada nos termos de mercado.
Para mais informações, veja a Nota 45 das Demonstrações Financeiras.
C. Participações de Especialistas e Conselheiros
Não aplicável
ITEM 8. INFORMAÇÕES FINANCEIRAS
A. Demonstrações Financeiras Consolidados e Outras Informações
Consulte o "Item 3.A, – Principais Informações - Dados Financeiros Selecionados " e o "Item 18, Demonstrações Financeiras".
Litígio
A partir de 31 de dezembro de 2010, fazemos parte de numerosos processos judiciais relativos à responsabilidade civil, administrativa,
ambiental, trabalhista e créditos fiscais abertos contra nós. Estas reivindicações envolvem quantias substanciais de dinheiro e outros
remédios. Várias disputas individuais respondem por uma parte significativa do montante total das alegações contra nós. Nós
estabelecemos provisões para todos os montantes em causa, que representam uma perda provável no parecer de nossos consultores
jurídicos e em relação às disputas que estão cobertas por leis, decretos, decretos administrativos ou resoluções judiciais que se
provaram desfavoráveis a nós. Desde 31 de dezembro de 2009, temos provisionado um valor total de aproximadamente R$ 4.159
milhões relativos às nossas ações judiciais, dos quais R$ 282 milhões são referentes a alegações fiscais, R$ 2,982 milhões são
relativos a alegações de direitos cíveis e R$ 895 milhões referentes a reclamações trabalhistas.
Processos Ambientais
Estamos envolvidos em processos administrativos com relação a infrações da legislação ambiental, danos à fauna ou a operação de
usinas sem licenças ambientais. Os casos mais relevantes são os processos envolvendo as usinas de geração da Eletrobras Furnas de
Simplício-Queda Única e Batalha. As penalidades aplicadas totalizam aproximadamente R$ 8 milhões sem levar em consideração as
multas diárias. A Eletrobras Furnas apresentou uma defesa contestando essas penalidades e até esta data está aguardando julgamento
por parte das autoridades ambientais. Não estabelecemos provisões com relação a esta questão a partir de 31 de dezembro de 2010.
Estamos também envolvidos em reclamações judiciais de natureza ambiental a partir de 31 de dezembro de 2010. Normalmente, estas
reclamações constituem contestações aos processos de licença ambiental de nossos empreendimentos ou pedidos de indenização por
danos decorrentes da instalação ou da operação de usinas hidrelétricas.
Em 2001, dez municípios do Estado de Minas Gerais e uma associação comercial local entraram com uma ação popular referente a
danos ambientais causados pela usina hidrelétrica São José da Barra, da Eletrobras Furnas. A reclamação alega que o nível do
reservatório está diminuindo em virtude do uso excessivo e irregular de água para fins de produção de energia. A reclamação alega
ainda que os baixos níveis de água no reservatório são prejudiciais ao turismo na área e que, como resultado, a economia regional tem
sido adversamente afetada. A reclamação é por compensação financeira de aproximadamente R$ 1 bilhão, embora a maior parte dos
municípios originalmente envolvidos já tenha retirado a reclamação. O processo está atualmente em andamento para ser determinada a
corte na qual a reclamação será apreciada. Não fizemos nenhuma provisão com relação a este litígio, porquanto consideramos remoto
o risco de uma decisão desfavorável nas ações.
Em 2002 e 2003, duas associações da comunidade de Cabeço entraram com ações populares independentes referentes a danos
ambientais causados pela Eletrobras Chesf. A comunidade de cabeço fica localizada na ilha fluvial no estuário do Rio São Francisco.
Ambas alegam que as usinas hidrelétricas perturbam o fluxo normal do rio e resultou em um declínio na atividade pesqueira e o
desaparecimento gradual da ilha fluvial. O tribunal considerou que qualquer recurso interposto por um agravo de instrumento deve ser
adiado até que uma decisão final seja entregue. Em 9 de agosto de 2010, foi apresentada uma moção solicitando o esclarecimento
desta decisão. Essa moção foi rejeitada em setembro de 2010. Nós posteriormente entramos com um pedido de reconsideração da
decisão para que o agravo de instrumento seja adiado, o que também foi rejeitado pelo juiz em 18 de outubro de 2010. A compensação
monetária solicitada é de R $ 100 milhões em cada caso. Em virtude do risco de perda ter sido considerado apenas como possível,
nenhuma provisão foi estabelecida
Processos Trabalhistas
A partir de 31 de dezembro de 2010, somos parte de alguns processos trabalhistas instaurados contra nós por nossos funcionários, exfuncionários e funcionários de algumas das companhias terceirizadas que nos prestam serviços, envolvendo um montante total de R$
112 milhões. A maior parte destes processos está relacionada à compensação por hora extra e seus efeitos indiretos, equiparação
salarial, pagamento de pensões e pagamento de montantes rescisórios. Apesar de sermos parte de um número significativo de
processos trabalhistas, acreditamos que nenhum desses processos, quando considerados individualmente, poderia afetar adversamente
nossos resultados operacionais ou condição financeira.
Com relação às sucessivas tentativas por parte do Governo Brasileiro para reverter os altos índices inflacionários no Brasil, as
companhias brasileiras tiveram no passado que desconsiderar, por lei, em cada ano, parte da inflação para aquele ano quando do
cálculo de aumentos salariais para seus funcionários. Como a maioria das companhias brasileiras, fomos réu em ações iniciadas
perante tribunais do trabalho pelos sindicatos ou empregados individualmente, buscando compensação por perdas salariais resultantes
da implementação dos planos antiinflacionários do Governo Brasileiro, em particular: (i) o plano implementado em 1987 pelo então
Ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira (o Plano Bresser), (ii) o plano implementado no início de 1989 (o Plano de Verão), e
(iii) o plano implementado em 1990 pelo então Presidente, Fernando Collor de Melo (o Plano Collor). Algumas das ações coletivas
iniciadas contra nós com relação a esses planos foram definitivamente decididas pelo Supremo Tribunal Federal em nosso favor.
Desde 31 de dezembro de 2010, ainda existem ações individuais em processo aguardando julgamento, as quais, entretanto, não
consideramos como sendo materiais. Desde 31 de dezembro de 2010, existem poucas contingências trabalhistas relevantes e a
possibilidade de perda em relação à maioria das ações é considerada remota por nossos conselheiros jurídicos.
Empréstimos Compulsórios
De acordo com a Lei No 4.156, de 28 de novembro de 1962, certos usuários finais de eletricidade tiveram que nos fazer “empréstimos
compulsórios” (por meio de cobranças pelos distribuidores) a fim de prover recursos para o desenvolvimento do setor elétrico. Os
clientes industriais que consomem mais de 2.000 kWh de eletricidade por mês tiveram que pagar um valor equivalente a 32,5% de
cada conta de luz para nós na forma de um empréstimo compulsório, que seria reembolsado por nós no prazo de 20 anos. Os juros
sobre os empréstimos compulsórios são baseados no IPCA-E, mais 6,0% por ano. A Lei No 7.181, de 20 de dezembro de 1983,
prorrogou o programa de empréstimo compulsório até 31 de dezembro de 1993, e estipulou que esses empréstimos podem, sujeitos à
aprovação do acionista, ser reembolsados por nós na forma de uma emissão de ações preferenciais no valor contábil, em lugar de
dinheiro.
Disponibilizamos aos clientes elegíveis, após a primeira e a segunda conversão de créditos do empréstimo compulsório,
aproximadamente 42,5 bilhões em ações preferenciais Classe “B” e após a terceira conversão de créditos do empréstimo compulsório,
cerca de 27,2 bilhões em ações preferenciais da classe ”B”. Além disso, foi aprovada pelos acionistas, em 30 de abril de 2008, a
emissão de ações preferenciais adicionais aos clientes elegíveis no valor contábil como reembolso de nossos empréstimos
compulsórios restantes. Se forem emitidas ações adicionais no futuro e o valor contábil dessas ações for inferior ao seu valor de
mercado, o valor das ações dos acionistas existentes pode estar sujeito à diluição. Em 31 de dezembro de 2008, registramos
aproximadamente R$ 215 milhões por dívidas do empréstimo compulsório que ainda não tinham sido convertidas, as quais, a qualquer
momento, por decisão de nossos acionistas, podem ser reembolsadas aos consumidores industriais, por meio da emissão de ações
preferenciais da classe “B”, de acordo com os procedimentos acima descritos.
Em 31de dezembro de 2009, os consumidores entraram com 4.968 ações contra nós questionando os reajustes monetários, a inflação
subestimada e os cálculos de juros relacionados ao reembolso dos empréstimos compulsórios. Dessas ações, 659 foram decididas
contra nós e estão atualmente na fase de execução. O montante total envolvido nestas ações não é reajustado pela correção monetária e
necessitou de avaliação especializada para ser calculado corretamente. As ações já decididas contra nós totalizam aproximadamente
R$ 1,4 bilhão. No transcorrer do processo de execução, tivemos que empenhar alguns de nossos ativos, consistindo principalmente de
ações preferenciais por nós mantidas em outras companhias do setor energético. Temos atualmente provisionado R$ 1,4 bilhão para
cobrir as perdas decorrentes de decisões desfavoráveis sobre estas ações a partir de 31 de dezembro de 2010.
Estamos ainda envolvidos em aproximadamente 3.377 ações relacionadas ao reembolso dos empréstimos compulsórios, nas quais os
clientes procuram exercer a opção de converter seus créditos apresentados por títulos pagáveis ao portador. Estes títulos são
denominados “obrigações da Eletrobrás”. Entretanto, acreditamos que não temos nenhuma outra responsabilidade com relação a estes
títulos porquanto eles têm uma data de expiração para apresentação e esta data expirou.
Processos Fiscais
Eletrobrás Furnas/COFINS – PASEP – FINSOCIAL
Em 2001, recebemos notificações de infração em relação aos impostos FINSOCIAL, COFINS e PASEP, como resultado da exclusão
da base de cálculo de certos repasses de empréstimos e transporte de energia de Itaipu, durante um período de dez anos. O montante
dos créditos reclamado era de R $ 1.099 milhões (corrigidos para a inflação a partir de um valor inicial de R$ 792 milhões). Em 12 de
junho de 2008, com a emissão da Súmula n º 8 do Supremo Tribunal Federal, o prazo para contestar o pagamento de tais impostos foi
reduzido de dez para cinco anos e, consequentemente, o montante dos créditos diminuiu para R$ 241,4 milhões .
Fizemos uma provisão de R$ 89,3 milhões a partir de 31 de dezembro de 2010, seguindo as recomendações dos nossos consultores
jurídicos. Nós não fizemos provisão do saldo restante, porque consideramos possível as chances de uma decisão favorável para nós.
Eletrobrás Eletronorte/ICMS
A Eletrobrás Eletronorte é réu em uma série de processos administrativos fiscais trazidos principalmente por parte das autoridades
fiscais do Estado de Rondônia (Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia), uma vez que a Eletrobrás Eletronorte registrou
créditos de ICMS para a compra de combustível para o funcionamento de suas usinas térmicas. As autoridades fiscais aplicaram uma
multa de 200,0% sobre o montante dos créditos tributários registrados pela Eletrobrás Eletronorte. A Eletrobrás Eletronorte contestou
os processos administrativos nos tribunais, com base em pareceres de seus consultores jurídicos. A Eletrobrás Eletronorte acredita que
agiu corretamente no registro de tais créditos de ICMS. O montante total do crédito, em 31 de dezembro de 2010, é de
aproximadamente R$ 872 milhões. Não fizemos qualquer disposição em relação a esse valor porque consideramos possível o risco de
uma decisão favorável.
Eletrobras Chesf / PIS/PASEP – COFINS
O Supremo Tribunal Federal - STF declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 1 do Artigo 3º da Lei No. 9.718/98, que ampliou a
base de cálculo dos impostos PIS/PASEP e da COFINS e criou, na época, um novo conceito de faturamento, que cobre o total das
receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente do tipo de atividade e a classificação contábil adotada. Esta disposição é
desprovida de qualquer fundamento constitucional, e mais tarde foi adicionada à Constituição. Essa declaração pelo Supremo Tribunal
Federal - STF apenas beneficia as companhias que são partes em recursos extraordinários previamente julgados.
Com base no Código Tributário Brasileiro, estamos buscando o reconhecimento de nossos créditos de impostos e do reembolso de
quaisquer montantes pagos em excesso, como resultado do aumento inconstitucional da base de cálculo dessas contribuições. A partir
de 31 de dezembro de 2010 nenhuma decisão final havia sido tomada sobre esta questão. Caso seja decidida a nosso favor, teríamos
créditos tributários de R$ 23,9 milhões a partir de 31 de dezembro de 2010
Processos Cíveis
Arbitragem – EPE - Companhia Produtora de Energia Ltda
Em 26 de novembro de 2007, a Companhia Produtora de Energia Ltda (ou EPE) começou o processo de arbitragem contra a
Eletrobras Furnas na Câmara de Mediação e Arbitragem de São Paulo, como resultado do término do acordo de compra de energia
pela Eletrobras Furnas, devido à inabilidade da EPE em entregar o volume de energia contratada. Não é possível determinar com
precisão o montante da reivindicação, uma vez que depender da avaliação de um especialista a ser designado por um júri. A decisão
final ainda está pendente. Não fizemos qualquer provisão relativa a esse montante já que consideramos o risco da possibilidade de
uma decisão favorável.
Desapropriação de Terras
Nossas subsidiárias estão normalmente envolvidas em diversos processos legais relacionados à desapropriação de terras utilizadas
para a construção de usinas hidrelétricas, particularmente nas regiões norte e nordeste. A maioria destes processos está relacionada à
indenização paga à população afetada pela construção dos reservatórios e danos ambientais ou econômicos infligidos sobre as
populações afetadas e as cidades vizinhas. As principais ações relacionadas à desapropriação envolvendo nossas subsidiárias estão
descritas abaixo.
Na região norte, a Eletrobrás Eletronorte está envolvida em diversos processos relacionados à desapropriação de terras pra a
construção das usinas hidrelétricas de Balbina, no estado do Amazonas, e Tucuruí, no estado do Pará. As 26 ações relacionadas à
desapropriação de Balbina envolvem o valor a ser pago pela terra desapropriada e a legalidade da posse da terra afetada reclamada por
supostos proprietários. O valor total envolvido, que se encontra totalmente provisionado é de aproximadamente R$190 milhões.
Recentemente, entretanto, o Ministério Público Federal encontrou novas evidências de que as terras pertenciam à União e não ao
estado do Amazonas, o que reforçou o principal argumento do querelante e, como resultado, consultores jurídicos externos da
Eletrobrás Eletronorte mudou a probabilidade de perda de possível para provável. Assim, temos provisionado um adicional de R$ 120
milhões como uma contingência. O governo brasileiro juntou-se à Eletrobrás Eletronorte no processo envolvendo a Usina Hidrelétrica
de Balbina.
Das 232 ações originais relacionadas à desapropriação de Tucuruí, apenas vinte e uma ainda estão em curso desde 31 de dezembro de
2010. A Eletrobras Eletronorte venceu as outras 211 ações e espera o mesmo resultado dos processos ainda em andamento. Não foi
feita nenhuma provisão relacionada aos processos remanescentes
Mendes Jr.
Desde 31 de dezembro de 2010, a Eletrobrás Chesf está envolvida em processos litigiosos significativos com a Mendes Jr., uma
construtora brasileira. A Eletrobrás Chesf e a Mendes Junior entraram em um acordo em 1981 estipulando algumas obras de
construção a serem realizadas pela Mendes Jr.. O acordo, com as alterações, estabelece que, na hipótese de atrasos nos pagamentos
devidos pela Eletrobrás Chesf à Mendes Jr., a Mendes Jr. teria direito a juros por atraso à taxa de 1,0% por mês, mais a indexação para
considerar a inflação. Durante a realização da obra, os pagamentos pela Eletrobras Chesf foram atrasados e a Eletrobras Chesf pagou
subsequentemente juros com taxas de 1,0%, mais a indexação, sobre os pagamentos atrasados. A Mendes Jr. alegou que, como teve
que obter recursos no mercado para não interromper as obras de construção, tinha direito a ser reembolsada com relação a esses
recursos às taxas de juros do mercado, que eram muito mais altas do que a taxa de juros por atraso estabelecida no contrato.
O tribunal de primeira instância indeferiu as reclamações da Mendes Jr. e a Mendes Jr. apelou ao Tribunal de Recursos do Estado de
Pernambuco. O Tribunal de Recursos reintegrou as reclamações da Mendes Jr. e declarou a Eletrobrás Chesf responsável por
reembolsar os custos de financiamento da Mendes Jr. relacionados aos pagamentos atrasados às taxas de mercado, mais as taxas legais
de 20,0% do valor da disputa, sendo o total indexado às taxas de mercado até a data efetiva de pagamento. A apelação da Eletrobrás
Chesf da decisão do Tribunal de Recursos ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada com bases jurisdicionais. A Mendes Jr. iniciou,
então, uma segunda ação em um tribunal estadual em Pernambuco para ordenar a Eletrobrás Chesf a pagar as perdas efetivas
incorridas pela Mendes Jr., e para determinar o valor a ser pago. No processo de execução, o tribunal de primeira instância decidiu em
favor da Mendes Jr., mas o Tribunal de Recursos decidiu em favor da Eletrobrás Chesf, anulando a sentença do tribunal de primeira
instância no processo de execução. A Mendes Jr. apelou desta decisão do Tribunal de Recursos ao STJ, o qual foi rejeitado. Ao
mesmo tempo, o Governo Brasileiro também solicitou ao STJ que permitisse que o Governo participasse no processo como assistente
da Eletrobrás Chesf. Em dezembro de 1997, o STJ decidiu que (i) o segundo processo deveria ser reiniciado a partir da fase de
julgamento, (ii) o Governo Brasileiro deveria participar no processo como assistente da Eletrobrás Chesf, e (iii) o segundo processo
deveria ser apreciado pelos Tribunais Federais em vez dos Tribunais Estaduais aos quais foi originalmente submetido. Um especialista
foi chamado para determinar o montante da reclamação, e teve seus achados contestados pela Eletrobras Chesf. Como consequência, o
tribunal decidiu rejeitar o parecer do especialista, mas fixou os critérios que devem ser aplicados para determinar o montante devido.
A Mendes Jr. apelou, solicitando que o tribunal exija que a Eletrobras Chesf pague o montante determinado pelo especialista. A
Eletrobras Chesf e o governo brasileiro também apelaram, solicitando que o processo deva ser encerrado, visto que não há provas de
que a Mendes Jr. obteve empréstimos para concluir a construção. Em 25 de outubro de 2010, o Tribunal Regional Federal da 5ª
Região avaliou os recursos interpostos pela Eletrobrás Chesf e o governo brasileiro e determinou que o processo não tinha mérito.
Desde dezembro de 2010, a Mendes Jr. não havia recorrido da decisão. O montante inicial alegado pelos reclamantes foi de
aproximadamente R$ 7 bilhões (sem considerar a inflação). Em 31 de dezembro de 2010, não tínhamos provisões relacionadas a este
assunto. Considerando a decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, o risco de perda de tal litígio foi avaliado como remoto.
Veja a Nota 31 das Demonstrações Financeiras.
Litígio do Fator “K” da Usina de Xingo
Desde 31 de dezembro de 201, a Eletrobrás Chesf está ainda envolvida em litígio com o consórcio responsável pela construção da
usina de Xingó (ou o Consórcio Xingó). Com relação à construção da usina de Xingó, a Eletrobrás Chesf e o Consórcio Xingó
firmaram um contrato para construção que foi alterado em 1988 para prever que um reajuste adicional da inflação (denominado “fator
K”) fosse acrescentado a certos pagamentos de correção monetária que teriam de ser feitos pela Eletrobrás Chesf ao Consórcio Xingó
pelo contrato. Esta alteração resultou em pagamentos pela Eletrobrás Chesf ao Consórcio Xingó mais altos do que os pagamentos que
o Pedido de Proposta (ou RFP) original para este projeto indicou que seriam pagos ao concorrente vencedor.
Em 1994, a Eletrobrás Chesf deixou unilateralmente de aplicar o fator K a seus pagamentos ao Consórcio Xingó (e,
consequentemente, reduziu seus pagamentos ao Consórcio Xingó ao valor que a Eletrobrás Chesf deveria ter que pagar caso o fator K
não tivesse sido aplicado a esses pagamentos) e entrou com uma ação contra o Consórcio Xingó buscando reembolso das quantias
adicionais pagas em conformidade com o reajuste do fator K, reivindicando que o uso de um sistema de indexação mais favorável para
o Consórcio Xingó do que o originalmente estipulado pela RFP era ilegal de acordo com as regras de concorrência pública. e processo
do Consórcio Xingó foi decidido favoravelmente ao querelante, ordenando a Eletrobras Chesf a pagar os montantes correspondentes à
aplicação do fator K. A Eletrobras Chesf e o governo brasileiro, que está atuando como assistente da Eletrobras Chesf no processo,
recorreram ao STJ. Em agosto de 2010, o STJ manteve o recurso da Eletrobras Chesf para reduzir o montante do crédito. O STJ
também negou os outros recursos especiais apresentados pela Eletrobras Chesf e confirmou a decisão do TJPE que julgou
improcedente a ação declaratória apresentada pela Eletrobras Chesf e confirmou a reconvenção apresentada pelos réus. Em 30 de
junho de 2011, as partes não tinham sido notificadas da decisão do STJ, que ainda estava sujeita a recurso. Se a decisão final for
contra a Eletrobras Chesf, estará sujeita à execução final do julgamento. Em 31 de dezembro de 2010, a Eletrobras Chesf havia
provisionado R$ 427 milhões em relação a este processo, uma vez que considera provável o risco de uma decisão desfavorável.
A Eletrobras Chesf entrou com uma ação contra a Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO) e Construções e Comércio e a
Mendes Júnior Engenharia S.A. (CONSTRAN), alegando a nulidade parcial de um contrato de turn-key celebrado entre as partes a
respeito de Xingó, uma usina hidrelétrica, e buscando a devolução dos valores pagos a esse título, de aproximadamente R$ 350
milhões.
O Tribunal Regional Federal determinou que o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco era o fórum adequado para ouvir esta
reclamação. O tribunal considerou que a alegação da Eletrobras Chesf não tem qualquer base legal. Posteriormente, os réus apresentou
reconvenção e obtiveram uma decisão favorável no Tribunal Cível de Recife, que foi confirmada em recurso pela 2ª Câmara Cível do
Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Chesf - Litígio Fazenda Aldeia
Um processo de indenização a ser paga pelos 14.400 hectares de terra da Fazenda Aldeia registrado no distrito de Sento Sé pelos
administradores do espólio de Anderson Moura de Souza e sua esposa (processo 0085/1993). A decisão de primeira instância
considerou que o pedido tinha fundamento e condenou a Eletrobras Chesf a pagar R$ 50 milhões, correspondentes ao montante
principal acrescido de juros e correção monetária. Em dezembro de 2008, a Eletrobras Chesf interpôs recurso no Tribunal de Justiça
do Estado da Bahia. Em março de 2009, esta ação foi transferida para os tribunais federais, solicitando que todos os atos decisórios
sejam anulados e que um novo processo seja iniciado em um tribunal federal. Em 30 de setembro de 2009, a Eletrobras Chesf não
havia sido notificada sobre essa redistribuição. O recurso foi parcialmente avaliado pelo Tribunal Federal da 1ª Região, que foi
suspenso em virtude de um dos juízes ter pedido mais tempo para analisar o caso. Em 31 de dezembro de 2010, estávamos aguardando
o julgamento do recurso. A Eletrobras Chesf provisionou R$ 50 milhões em relação a este processo, porque considera provável o risco
de uma decisão desfavorável. Para mais informações, ver a Nota 31 das Demonstrações Financeiras.
Política sobre Distribuição de Dividendos
A Lei Brasileira das Sociedades Anônimas e nossos estatutos estipulam que devemos pagar aos nossos acionistas uma distribuição
obrigatória igual a, no mínimo, 25% de nosso lucro líquido ajustado para exercício fiscal anterior. Além disso, nossos estatutos
exigem que demos: (i) às ações preferenciais classe “A” prioridade na distribuição de dividendos, a 8% cada ano sobre o capital
vinculado a essas ações, e (ii) às ações preferenciais classe “B” que tenham sido emitidas em ou após 23 de junho de 1969, uma
prioridade na distribuição dos dividendos, a 6% cada ano sobre o capital vinculado a essas ações. Além disso, as ações preferenciais
devem receber um dividendo 10% acima do dividendo pago às ações ordinárias.
A tabela a seguir estabelece nossos dividendos para os períodos indicados:
Ano
2010
2009
2008 (1)(2)
Ações ordinárias ..............................................................................................................................................................................................
0,83
0,40
1,48
Ações preferenciais Classe A ..............................................................................................................................................................................
2,17
2,17
2,17
Ações preferenciais Classe B ..............................................................................................................................................................................
1,63
1,63
1,63
(1)
(2)
juros o sobre capital próprio.
Ajustado pela proporção do agrupamento de ações.
Em 31 de dezembro de 2009, nosso balanço apresentou lucros não distribuídos apropriados de R$ 2.248 bilhões, juntamente com R$
753 milhões de dividendos acumulados declarados mas ainda não pagos aos nossos acionistas, conforme permitido pela Lei Brasileira
das S.A. Nosso Conselho de Administração mantém discrição no que se refere a quando esses dividendos podem ser pagos a nossos
acionistas. Dessa forma, nossa administração acredita que qualquer decisão de pagar os dividendos associados seria somente tomada
quando nosso Conselho de Administração acreditar que esse pagamento não causaria um evento de liquidez material.
B. Mudanças Significativas
Nenhuma.
ITEM 9. A OFERTA E LISTAGEM
A. Detalhes sobre oferta e listagem
Detalhes sobre oferta e listagem – Ações ordinárias
Nossas ações ordinárias começaram a ser negociadas nas bolsas de valores brasileiras em 7 de setembro de 1971. A tabela seguir
apresenta os preços de venda de fechamento mínimos e máximos informados para nossas ações ordinárias na BM&FBOVESPA e o
volume médio diário aproximado de negociação para os períodos anuais indicados.
Reais nominais por ação ordinária
Máxima
Mínima
Volume Médio Diário de
negociação
(Milhões de ações)
2006 (*) ........................................................................................................................................................................................................
29,94
19,15
0,980
2007 (*) ........................................................................................................................................................................................................
29,08
21,00
1,180
2008 (*) ........................................................................................................................................................................................................
31,25
19,64
1,338
2009 (*) ........................................................................................................................................................................................................
38,75
24,07
1,102
2010 (*) ........................................................................................................................................................................................................
42,00
21,00
1,141
(*) Os preços e os volumes negociados foram ajustados para refletir o grupamento de ações de agosto de 2007.
Fonte: BM&FBOVESPA.
A tabela a seguir apresenta os preços de venda de fechamento mínimo e máximo informados para nossas ações ordinárias na
BM&FBOVESPA e o volume médio diário aproximado de negociação para os trimestres indicados.
Reais nominais por ação ordinária
Máxima
Mínima
Volume Médio Diário de
negociação
(Milhões de ações)
Primeiro Trimestre 2009 ..................................................................................................................................................................................
28,06
24,07
0,949
Segundo Trimestre 2009 ..................................................................................................................................................................................
29,69
25,25
1,211
Terceiro Trimestre 2009 ..................................................................................................................................................................................
30,80
26,64
0,985
Quarto Trimestre 2009 ....................................................................................................................................................................................
38,75
24,75
1,273
Primeiro Trimestre 2010 ..................................................................................................................................................................................
42,00
23,25
1,610
Segundo Trimestre 2010 ..................................................................................................................................................................................
26,57
21,86
1,136
Terceiro Trimestre 2010 ..................................................................................................................................................................................
23,25
21,00
0,810
Quarto Trimestre 2010 ....................................................................................................................................................................................
26,05
21,08
1,033
Primeiro Trimestre 2011 ..................................................................................................................................................................................
24,68
22,13
1,229
Segundo Trimestre 2011 ..................................................................................................................................................................................
25,40
20,34
1,141
(*) Os preços e os volumes negociados foram ajustados para refletir o grupamento de ações de agosto de 2007.
Fonte: BM&FBOVESPA.
A tabela a seguir apresenta os preços de venda de fechamento mínimo e máximo informados para nossas ações ordinárias na
BM&FBOVESPA e o volume médio diário aproximado de negociação para os trimestres indicados:
Reais nominais por ação ordinária
Máxima
Mínima
Volume Médio Diário de
negociação
(milhões de ações)
Dezembro 2010..........................................................................................................................................................................................
23,75
21,76
0,762
Janeiro 2011 ...............................................................................................................................................................................................
23,87
22,13
1,281
Fevereiro 2011 ...........................................................................................................................................................................................
23,50
22,40
1,292
Março 2011 ................................................................................................................................................................................................
24,68
23,14
1,119
Abril 2011 ..................................................................................................................................................................................................
25,40
22,90
1,310
Maio 2011 ..................................................................................................................................................................................................
22,85
22,15
0,970
Junho 2011 .................................................................................................................................................................................................
22,31
20,34
1,166
Julho 2011..................................................................................................................................................................................................
20,86
18,2
0,874
Agosto 2011 (até 9 de agosto de 2011) ......................................................................................................................................................
18,35
15,75
1,523
Fonte: BM&FBOVESPA.
Nos Estados Unidos, nossas ações ordinárias são negociadas em forma de ADSs. A tabela a seguir apresenta os preços de venda de
fechamento mínimo e máximo informados para nossas ADSs, em representação das ações ordinárias na NYSE e o volume médio
diário aproximado de negociação para os períodos indicados:
US$ por ADS (ações ordinárias)
Máxima
Mínima
Volume Médio Diário de
negociação
(milhões de ações)
Dezembro 2010..........................................................................................................................................................................................
14,31
13,11
0,474
Janeiro 2011 ...............................................................................................................................................................................................
14,40
13,19
0,840
Fevereiro 2011 ...........................................................................................................................................................................................
14,28
13,63
0,681
Março 2011 ................................................................................................................................................................................................
15,51
14,24
0,855
Abril 2011 ..................................................................................................................................................................................................
16,24
14,82
0,894
Maio 2011 ..................................................................................................................................................................................................
14,47
13,88
0,971
Junho 2011 .................................................................................................................................................................................................
14,46
12,80
1,760
Julho 2011..................................................................................................................................................................................................
13,63
11,74
0,965
Agosto 2011 (até 9 de agosto de 2011) ......................................................................................................................................................
11,98
9,88
1,947
Fonte: Bolsa de Nova York
Detalhes da Oferta e da listagem – Ações preferenciais
A tabela a seguir apresenta os preços de venda de fechamento mínimo e máximo informados para nossas ações preferenciais na
BM&FBOVESPA e o volume médio diário aproximado de negociação para os períodos anuais indicados.
reais Nominas por ação preferencial
Máxima
Mínima
Volume Médio Diário de
negociação
(Milhões de ações)
2006 (*) ........................................................................................................................................................................................................
28,29
19,25
1,200
2007 (*) ........................................................................................................................................................................................................
28,95
20,60
1,266
2008 (*) ........................................................................................................................................................................................................
27,60
18,61
1,338
2009 (*) ........................................................................................................................................................................................................
33,90
22,30
1,000
2010 (*) ........................................................................................................................................................................................................
35,19
24,67
0,790
(*)Os preços e os volumes negociados foram ajustados para refletir o grupamento de ações de agosto de 2007.
Fonte: BM&FBOVESPA.
A tabela a seguir apresenta os preços de venda de fechamento mínimo e máximo informados para nossas ações preferenciais na
BM&FBOVESPA FBOVESPA e o volume médio diário aproximado de negociação para os trimestres indicados.
Reais nominais por ação Ordinária
Máxima
Mínima
Volume Médio Diário de
negociação
(Milhões de ações))
Primeiro Trimestre 2009 ..................................................................................................................................................................................
26,26
22,75
0,938
Segundo Trimestre 2009 ..................................................................................................................................................................................
28,80
24,29
1,088
Terceiro Trimestre 2009 ..................................................................................................................................................................................
27,00
24,06
0,878
Quarto Trimestre 2009 ....................................................................................................................................................................................
33,90
22,30
1,102
Primeiro Trimestre 2010 ..................................................................................................................................................................................
35,19
28,30
0,978
Segundo Trimestre 2010 ..................................................................................................................................................................................
32,56
25,91
0,751
Terceiro Trimestre 2010 ..................................................................................................................................................................................
27,71
24,67
0,714
Quarto Trimestre 2010 ....................................................................................................................................................................................
30,72
24,70
0,723
Primeiro Trimestre 2011 ..................................................................................................................................................................................
30,62
26,73
0,943
Segundo Trimestre 2011 ..................................................................................................................................................................................
31,46
25,97
0,627
(*)Os preços e os volumes negociados foram ajustados para refletir o grupamento de ações de agosto de 2007.
Fonte: BM&FBOVESPA.
A tabela a seguir apresenta os preços de venda de fechamento mínimo e máximo informados para nossas ações classe “B” n
BM&FBOVESPA e o volume médio diário aproximado de negociação para os demonstrados.
Reais nominais por ação preferencial
Máxima
Mínima
Volume Médio Diário
de negociação
(Milhões de ações))
Dezembro 2010..........................................................................................................................................................................................
28,00
26,00
0,486
Janeiro 2011 ...............................................................................................................................................................................................
28,74
26,73
0,857
Fevereiro 2011 ...........................................................................................................................................................................................
30,26
26,84
1,274
Março 2011 ................................................................................................................................................................................................
30,62
29,24
0,711
Abril 2011 ..................................................................................................................................................................................................
31,46
28,61
0,610
Maio 2011 ..................................................................................................................................................................................................
28,91
27,96
0,611
Junho 2011 .................................................................................................................................................................................................
28,62
25,97
0,659
Julho 2011..................................................................................................................................................................................................
26,16
22,85
0,466
Julho 2011 (até 9 de agosto de 2011).........................................................................................................................................................
23,05
20,88
0,811
Fonte: BM&FBOVESPA.
Nos Estados Unidos, nossas ações preferenciais classe B são negociadas em forma de ADSs. A tabela a seguir apresenta os preços de
venda de fechamento mínimo e máximo informados para nossas ADSs, em representação das ações preferenciais classe “B” na
NYSE e o volume médio diário aproximado de negociação para os períodos indicados:
US$ por ADS (ações ordinárias)
Máxima
Mínima
Volume Médio Diário de
negociação
(milhões de ações))
Dezembro 2010..........................................................................................................................................................................................
17,75
15,63
0,183
Janeiro 2011 ...............................................................................................................................................................................................
17,32
16,20
1,301
Fevereiro 2011 ...........................................................................................................................................................................................
18,08
16,35
0,295
Março 2011 ................................................................................................................................................................................................
19,34
17,81
0,222
Abril 2011 ..................................................................................................................................................................................................
19,95
18,71
0,169
Maio 2011 ..................................................................................................................................................................................................
18,29
17,56
0,203
Junho 2011 .................................................................................................................................................................................................
18,54
16,44
0,474
Julho 2011..................................................................................................................................................................................................
17,18
14,84
0,258
Julho 2011 (até 9 de agosto de 2011).........................................................................................................................................................
15,15
13,28
0,431
Fonte: Bolsa de Nova York
Temos um número insignificante de ações preferenciais Classe A, sem efeito material no volume de negócios na BM&FBOVESPA.
Em 20 de agosto de 2007, efetuamos um grupamento de 1 para 500. Como resultado, nosso capital acionário compreende atualmente
um total de 1.132.357.090 ações, das quais 905.023.527 são ações ordinárias, 146.920 são ações preferenciais classe “A” e
227.186.643 são ações preferenciais classe “B”.
Não existem restrições sobre a titularidade de nossas ações preferenciais ou ações ordinárias por indivíduos ou entidades jurídicas
domiciliadas fora do Brasil.
O direito de converter pagamentos de dividendos e recebimentos obtidos da venda de ações para moeda estrangeira e de remeter esses
valores para fora do Brasil está sujeito a restrições contidas em regulamentos de investimento estrangeiro que geralmente exigem,
entre outras coisas, que os investimentos relevantes tenham sido registrados no Banco Central. O Banco Itaú S.A., como custodiante
de nossas ações ordinárias e preferenciais classe “B” representadas pelas ADSs, tem registradas no Banco Central em nome do
Depositário as ações ordinárias e as ações preferenciais classe “B” que manterá. Isso permite que os portadores de ADSs convertam
dividendos, distribuições ou os recebimentos obtidos de qualquer venda dessas ações ordinárias ou preferenciais classe “B”, conforme
for o caso, para dólares americanos e remetam esses dólares para o exterior. Entretanto, os portadores de ADSs podem ser
adversamente afetados por atrasos em, ou a recusa em conceder qualquer aprovação governamental para conversões de pagamentos
em moeda brasileira e remessas para o exterior das ações ordinárias ou preferenciais classe “B” que embasam nossas ADSs.
No Brasil, existem alguns mecanismos disponíveis para os investidores estrangeiros interessados em negociar diretamente nas bolsas
de valores brasileiras ou em mercados over the counter.
De acordo com os regulamentos emitidos pela Resolução No 2.689 emitida pelo Conselho Monetário Nacional (ou “Resolução
2.689”), os investidores estrangeiros que procuram negociar diretamente em uma bolsa de valores brasileira ou em um mercado de
balcão organizado devem atender às seguintes exigências:
•
os investimentos devem ser registrados em um sistema de custódia, compensação ou depositário autorizado pela
CVM ou pelo Banco Central;
•
as negociações de títulos estão restritas a transações realizadas nas bolsas de valores ou mercados over the counter
autorizados pela CVM;
•
devem constituir um representante no Brasil;
•
devem preencher um formulário anexado à Resolução No 2.689; e
•
devem obter registro junto à CVM e registrar o fluxo de recursos no Banco Central.
Se estas exigências forem cumpridas, os investidores estrangeiros poderão negociar diretamente nas bolsas de valores brasileiras ou
em mercados over the counter. Estas regras estendem o tratamento tributário favorável a todos os investidores estrangeiros que
investirem em conformidade com estas regras. Vide “Item 10.E – Tributação”. Estes regulamentos contêm certas restrições sobre a
transferência offshore da titularidade dos títulos, exceto no caso de reorganizações corporativas efetuadas no exterior por um
investidor estrangeiro.
Um certificado de registro de capital estrangeiro foi emitido em nome do Depositário com relação aos ADSs e é mantido pelo Banco
Itaú S.A., como custodiante de nossas ações ordinárias e preferenciais classe “B” representadas por ADSs, em nome do Depositário.
Em conformidade com esse certificado de registro de capital estrangeiro, esperamos que o Depositário consiga converter dividendos e
outras distribuições relacionadas às ações ordinárias e preferenciais classe “B” representada por ADSs em moeda estrangeira e remeter
os lucros obtidos para fora do Brasil.
Na hipótese de um portador de ADS trocar essa ADS por ações ordinárias ou preferenciais classe “B”, esse portador poderá continuar
a se basear no certificado de registro de capital estrangeiro do Depositário por cinco dias úteis após a troca, após esse período, o
portador deve procurar obter seu próprio certificado de registro de capital estrangeiro com o Banco Central. Posteriormente, qualquer
portador de ações ordinárias ou preferenciais classe “B” não poderá convertê-las em moeda estrangeira e remeter para fora do Brasil
os produtos da alienação de, ou distribuições relacionadas às ações ordinárias ou preferenciais classe “B”, a não ser que o portador se
qualifique pela Resolução No 2.689 ou obtiver seu próprio certificado de registro de capital estrangeiro. Um portador que obtiver um
certificado de registro de capital estrangeiro estará sujeito a tratamento tributário brasileiro menos favorável do que um portador de
ADSs, Vide “Item 10.E – Tributação – Considerações Materiais sobre o Imposto Brasileiro”.
Pela legislação brasileira, o Governo Federal brasileiro pode impor restrições temporárias sobre as remessas de capital estrangeiro para
o exterior na hipótese de um desequilíbrio sério ou a antecipação de um desequilíbrio sério da balança de pagamentos do Brasil.
Durante aproximadamente seis meses em 1989 e no início de 1990, o governo federal brasileiro congelou todos os dividendos e
repatriamentos de capital mantidos pelo Banco Central que eram devidos a investidores estrangeiros de forma a conservar as reservas
cambiais do Brasil. Estes montantes foram subsequentemente liberados de acordo com diretrizes do governo federal brasileiro. Não
pode haver nenhum garantia de que o governo brasileiro não imporá restrições similares aos repatriamentos estrangeiras no futuro.
B. Plano de Distribuição
Não aplicável.
C. Mercados
Nossas ações ordinárias são negociadas sob o símbolo “ELET3” e nossas ações preferenciais “B” são negociadas sob o símbolo
“ELET6” na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA). A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro
negocia apenas dívida pública federal, estadual ou municipal brasileira ou realiza leilões de privatização. As ações e títulos são
negociados exclusivamente na BM&FBOVESPA. Em 31 de dezembro de 2010, tínhamos aproximadamente 24.857 detentores destas
ações.
Nossos ADRs estão listados na NYSE. No dia 22 de junho de 2011, nós tínhamos 61.860 detentores beneficiários e 7 registrados de
nossas ADSs representando ações ordinárias e 24.024 detentores beneficiários e 6 registrados de nossas ADSs representando ações
preferenciais.
Negociação, Liquidação e Compensação
Regulamentação do Mercado de Títulos Brasileiro
Os mercados brasileiros de títulos são regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (a “CVM”), à qual foi conferida a
autoridade reguladora sobre os mercados de bolsas de valores e títulos pela Lei brasileira No 6.385, promulgada em 7 de dezembro de
1976, e a Lei brasileira No 6.404, promulgada em 15 de dezembro de 1976 (Lei Brasileira de Sociedades Anônimas, e também pelo
Conselho Monetário Nacional – CMN, e o Banco Central, que detém, entre outros poderes, a autoridade de emitir licenças para
corretoras e regular os investimentos estrangeiros e as transações em moeda estrangeira.
Os mercados brasileiros de títulos são regidos pelas leis brasileiras - Lei dos Valores Mobiliários e Lei das Sociedades Anônimas,
assim como pelos regulamentos emitidos pela CVM e pelo CMN. Estas leis e regulamentos estipulam, entre outras coisas, exigências
de divulgação aplicáveis aos emissores de títulos negociáveis, restrições sobre negociação por insider (privilegiado) e manipulação de
preços e proteção dos acionistas minoritários. Em 3 de janeiro de 2002, a CVM emitiu a Instrução No. 358, que emenda as regras
aplicáveis à divulgação de fatos relevantes, a qual entrou em vigor em 18 de abril de 2002. A CVM também emitiu diversas instruções
relativas às exigências para divulgação, nomeadamente as Instruções No. 361 e No. 400 para a regulação de ofertas públicas. A
instrução No. 380 para a regulação de ofertas pela internet e a Instrução No. 381 para a regulação de auditores independentes. A
Instrução No. 480 também exige que empresas públicas divulguem um Formulário de Referência que mantém um registro atualizado
permanente contendo informações relevantes sobre o emissor, e notas de oferta complementares serão acrescentadas a ela a cada nova
oferta. Acreditamos que estamos atualmente de acordo com todos os padrões brasileiros aplicáveis de Governança Corporativa.
Pela Lei Brasileira das Sociedades Anônimas., uma companhia é mantida publicamente e registrada, uma companhia aberta, ou
privada e não registrada, uma companhia fechada. Todas as companhias estão listadas na CVM e estão sujeitas a exigência da
prestação de informações e exigências regulatórias. Uma companhia registrada na CVM pode negociar seus títulos ou nos mercados
cambiais, inclusive na BM&FBOVESPA, ou no mercado over the counter brasileiro. As ações de companhias aberta também podem
ser negociadas particularmente, sujeitas a algumas limitações. Para ser registrada na BM&FBOVESPA, uma companhia deve solicitar
o registro à BM&FBOVESPA e à CVM e ficar sujeita às exigências regulatórias e exigências de prestação de informações.
A negociação de títulos na BM&FBOVESPA pode ser suspensa a pedido de uma companhia antes do anúncio material. A negociação
pode ser suspensa por iniciativa da BM&FBOVESPA ou da CVM, com base em ou em virtude de, entre outros motivos, uma suspeita
de que uma companhia tenha fornecido informações inadequadas referentes a um evento significativo ou tenha dado respostas
inadequadas a indagações pela CVM ou pela BM&FBOVESPA.
Negociação na BM&FBOVESPA
Em 2000, as atividades de negociação de ações no Brasil foram reorganizadas por meio da assinatura de memorandos de entendimento
pelas bolsas de valores brasileiras. De acordo com os memorandos, todas as ações brasileiras são negociadas publicamente,
exclusivamente na BM&FBOVESPA.
A BOVESPA foi uma entidade sem fins lucrativos pertencente às corretoras membro. Em 2008, a BOVESPA foi convertida em uma
empresa aberta brasileira e batizada BM&FBOVESPA, como o resultado de uma fusão entre a BOVESPA e a Bolsa de Mercadorias e
Futuros – BM&F). a BM&FBOVESPA é atualmente a mais importante instituição a intermediar transações no mercado de capital e é
a única Bolsa de títulos, commodities e futuros no país. A comercialização nessa bolsa de valores é realizada pelas corretoras membro.
A CVM e a BM&FBOVESPA têm capacidade de avaliação para suspender a negociação de ações de um determinado emissor sob
certas circunstâncias, baseadas em ou em virtude de indicações que uma companhia possa ter prestado informações inapropriadas
referentes a um fato material ou respostas inapropriadas a indagações feitas pela CVM ou pela BM&FBOVESPA.
A negociação de títulos listados na BM&FBOVESPA, inclusive no “Novo Mercado” e nos Segmentos dos Níveis 1 e 2 das Práticas
Diferenciadas de Governança Corporativa, pode ser realizada fora das bolsas no mercado de balcão não organizado em certas
circunstâncias específicas.
Apesar do Mercado de brasileiro de títulos ser o maior na América Latina em termos de capitalização, é menor e menos líquido do que
os principais mercados de títulos nos EUA e na Europa. Além disso, a BM&FBOVESPA é significativamente menos líquida do que a
Bolsa de Valores de Nova York, ou a NYSE, ou outras bolsas importantes no mundo.
Embora todas as ações emitidas em circulação de uma companhia listada possam ser comercializadas na BM&FBOVESPA, menos da
metade das ações listadas estão efetivamente disponíveis para negociação pelo público, sendo as demais detidas por pequenos grupos
de pessoas controladoras, por entidades governamentais ou por um acionista principal. A volatilidade e a iliquidez relativa dos
mercados de títulos brasileiros podem limitar substancialmente sua capacidade de vender as ações preferenciais na data e pelo preço
que você deseja e, como resultado, podem ter um impacto negativo no preço de mercado destes títulos.
Para reduzir a volatilidade, a BM&FBOVESPA adotou um sistema de “circuit breaker” em conformidade com o qual as sessões de
negociação podem ser suspensas por um período de 30 minutos ou uma hora sempre que índices especificados da BM&FBOVESPA
ficarem abaixo dos limites de 10% e 15%, respectivamente, com relação aos níveis de índices para a sessão de negociação anterior.
Quando os acionistas negociam ações na BM&FBOVESPA, a negociação é liquidada em três dias úteis após a data de negociação. A
entrega e pagamento de ações são feitos por meio das instalações da câmara de compensação independente para a BM&FBOVESPA,
a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia S.A. – CBLC, que cuidam do acerto multilateral tanto das obrigações financeiras
quanto das transações que envolvem títulos. De acordo com os regulamentos aplicáveis, a liquidação financeira é realizada através de
um sistema do Banco Central e as transações que envolvem a compra e a venda de ações são acertadas através do sistema de custódia
da CBLC. Todas as entregas contra pagamento final são irrevogáveis.
A negociação nas bolsas de valores brasileiras por não residentes do Brasil está sujeita a procedimentos de registro.
Práticas de Governança Corporativa
Em 2000, a BM&FBOVESPA introduziu três segmentos especiais de listagem, conhecidos como Nível 1 e Nível 2 de Práticas de
Governança Corporativa Diferenciadas e Novo Mercado, visando incrementar um mercado secundário para títulos emitidos por
companhias brasileiras listadas na BM&FBOVESPA, ao estimularem estas companhias a seguirem práticas corretas de governança
corporativa. Os segmentos de listagem foram projetados para a comercialização de ações emitidas por companhias que se
comprometem voluntariamente a obedecer às práticas de governança corporativa e exigências de prestar informações, além das já
impostas pela lei brasileira. Estas regras aumentam geralmente os direitos dos acionistas e melhoram a qualidade das informações
fornecidas aos mesmos. Recentemente, a BM&FBOVESPA reviu os Níveis 1 e 2 das Práticas de Governança Corporativa
Diferenciadas e as regas do Novo Mercado em duas ocasiões. As alterações às regras do Novo Mercado entraram em vigor em 6 de
fevereiro de 2006, e as alterações nos Níveis 1 e 2 das Práticas de Governança Corporativa Diferenciadas entraram em vigor em 10 de
fevereiro de 2006. A segunda e mais recente série de emendas às regras do Novo Mercado e dos Níveis 1 e 2 das Práticas de
Governança Corporativa Diferenciadas entraram em vigor em 10 de maio de 2011.
A partir da data em que as regras entraram em vigor, para tornar-se uma companhia Nível 1, além das obrigações impostas pela lei
aplicável, um emissor deve concordar em (i) assegurar que as ações que representarem no mínimo 25% de seu capital total estejam
efetivamente disponíveis para negociação, (ii) adotar os procedimentos de oferta que favorecem a titularidade corrente das ações
sempre que se fizer uma oferta pública, (iii) cumprir com as normas mínimas de prestação de informações trimestralmente, (iv) seguir
estritamente as políticas de prestação de informações com relação a transações feitas por seus acionistas controladores, membros de
seu conselho de administração e seus dirigentes envolvendo títulos emitidos pelo emissor; (v) submeter quaisquer contratos de
acionistas existentes e programas de opção de ações à BM&FBOVESPA; (f) fazer um cronograma de eventos corporativos disponível
a seus acionistas; vii) elaborar e divulgar uma política de comercialização de títulos aplicável à companhia, aos seus acionistas
majoritários, membros do conselho e administração, bem como aos membros de outros órgãos estatutários da companhia com funções
técnicas ou de consultoria; (viii) elaborar e divulgar um código de conduta estabelecendo os valores e os princípios que devem servir
como orientações para as atividades da companhia e a relação com a administração, equipe, prestadores de serviços e outras entidades
e indivíduos afetados pela companhia: e (ix) proibir a manutenção de posição dupla como Presidente e CEO (ou principal diretor
executivo) da empresa.
Para se tornar uma companhia Nível 2, além das obrigações impostas pela lei aplicável, um emissor deve concordar, entre outras
coisas, em (i) obedecer a todas as exigências de listagem para as companhias Nível 1, (ii) conceder direitos tag-along para todos os
seus acionistas com relação a uma transferência do controle da companhia, oferecendo aos portadores de ações ordinárias o mesmo
preço pago por ação para as ações ordinárias de bloco controlador, (c) conceder direitos de voto aos portadores de ações ordinárias
com relação a certas transações corporativas de reestruturação e de partes relacionadas, como (a) qualquer mudança da companhia em
outra entidade corporativa, (b) qualquer fusão, consolidação ou spin-off da companhia, (c) aprovação de quaisquer transações entre a
companhia e seu acionista controlador, incluindo as partes relacionadas ao acionista controlador, (d) aprovação de qualquer
valorização de ativos a serem entregues à companhia em pagamento das ações emitidas em um aumento de capital, (e) nomeação de
um especialista para determinar o valor justo das ações da companhia com relação a qualquer oferta pública para compra (tender offer)
de cancelamento de registro e saída do Nível 2 e (f) quaisquer mudanças nestes direitos de voto, que prevalecerão enquanto o acordo
para adesão ao segmento de Nível 2 com a BM&FBOVESPA estiver em vigor; (iv) ter um conselho de administração composto de no
mínimo cinco membros, dos quais um mínimo de 20% dos conselheiros deve ser independente, com um mandato limitado de dois
anos, (v) preparar demonstrativos financeiros anuais em inglês, incluindo demonstrativos de fluxo de caixa, de acordo com normas
contábeis internacionais, como as U.S. GAAP ou as Normas Internacionais de Informação Contábil IFRS, (vi) efetuar uma oferta
pública (tender offer) pelo acionista controlador da companhia (o preço mínimo das ações a serem oferecidas será determinado por um
processo de avaliação), se decidir cancelar o registro do segmento do Nível 2; (vii) aderir exclusivamente às regras da Câmara de
Arbitragem da BM&FBOVESPA para a resolução de disputas entre a companhias e seus investidores; (viii) fazer com que o Conselho
de Administração elabore e divulgue um parecer prévio e justificado em relação a qualquer e todas as ofertas públicas para a
aquisição de ações emitidas pela companhia, analisando, entre outros aspectos, os impactos da oferta sobre a participação da
companhia e dos acionistas, assim como na liquidez das ações emitidas pela companhia, e contendo uma recomendação final e
justificada para a aceitação ou para a rejeição da oferta pelos acionista; e (ix) não incluir no estatuto da companhia disposições que
(a) restringem o número de votos de um acionista ou grupo de acionistas a porcentagens abaixo de 5% (cinco por cento) das ações
com direito a voto, com exceção dos casos de desnacionalização ou de limites impostos pelas leis e regulamentações aplicáveis à
companhia; e, exceto quando previsto de outra maneira pela lei ou pelas regulamentações (b)exigem um quórum qualificado para
assuntos que devam ser submetidos à assembleia geral dos acionistas, ou (c) restringem o exercício de um voto favorável pelos
acionistas ou cobre dos acionistas que votem em favor de uma supressão ou alteração nas disposições do estatuto.
Para ser registrado no segmento do Novo Mercado da BM&FBOVESPA, o emissor deve satisfazer todas as exigências acima
descritas no Nível 1 e Nível 2, além de (a) emitir somente ações ordinárias (com direito a voto).
Em 26 de setembro de 2006, celebramos um acordo com a BM&FBOVESPA para listar nossas ações preferenciais no segmento de
Nível 1, a partir da data imediatamente após a publicação do anúncio no Brasil do início desta oferta, em conformidade com o qual
concordamos em atender, e continuamos a cumprir com todas as exigências da listagem Nível 1.
Investimento em nossas Ações Preferenciais por não residentes no Brasil
Os investidores que residem fora do Brasil, incluindo investidores institucionais, estão autorizados a comprar instrumentos de capital
próprio, incluindo nossas ações preferenciais nas bolsas de valores brasileiras, contanto que atendam às exigências de registro
estipuladas na Resolução No. 2.689 do CMN, e na Instrução da CVM No. 325, de 27 de janeiro de 2000, com as alterações. Com
certas exceções limitadas, pela Resolução No. 2.689, os investidores podem realizar qualquer tipo de transação nos mercados de
capital financeiro brasileiros envolvendo um título negociado em uma bolsa, futura ou no mercado de balcão organizado. Os
investimentos e as remessas para fora do Brasil de ganhos, dividendos, lucros ou outros pagamentos oriundos de nossas ações
preferenciais são feitos através do mercado cambial.
Para se tornar um investidor pela Resolução No 2.689, um investidor que residir fora do Brasil deve:
•
nomear pelo menos um representante no Brasil, que será responsável pelo cumprimento das exigências de registro e
elaboração de relatórios e procedimentos com o Banco Central e a CVM. Se o representante for uma pessoa ou uma empresa não
financeira, o investidor deve nomear também uma instituição devidamente autorizada pelo Banco Central, que será solidaria e
severamente responsável pelas obrigações do representante;
•
preencher o formulário de registro de investidor estrangeiro;
•
através do seu representante, registrar-se como investidor estrangeiro junto à CVM e registrar o investimento no Banco
Central;
•
nomear um representante no Brasil para fins de tributação;
•
obter um número de identificação do contribuinte junto ao fisco brasileiro - Receita Federal do Brasil (Receita Federal); e
•
os títulos e outros ativos financeiros mantidos por investidores estrangeiros nos termos da Resolução No. 2.689 devem ser
registrados ou mantidos em contas de depósito ou sob custódia de uma entidade devidamente licenciada pelo Banco Central ou pela
CVM. Além disso, a negociação de valores mobiliários por investidores estrangeiros é geralmente restrita às operações com valores
mobiliários listados nas bolsas de valores brasileiras ou negociados em mercados de balcão organizados que sejam licenciados pela
CVM.
Diferenças Significativas entre nossas Práticas de Governança Corporativa e as Normas de Governança Corporativa da NYSE
Estamos sujeitos aos padrões de listagem de governança corporativa da NYSE. Como um emissor estrangeiro privado, as normas
aplicáveis a nós são consideravelmente diferentes das normas aplicadas às companhias listadas nos Estados Unidos da América.
Segundo as regras da NYSE, devemos respeitar as seguintes regras de governança corporativa: (i) devemos satisfazer os requisitos do
artigo 10ª-3 da Lei de câmbio (Exchange Act) , inclusive ter um comitê de auditoria ou conselho de auditoria, de acordo com uma
isenção aplicável disponível para emissores privados estrangeiros, que atenda a determinados requisitos, como discutido abaixo, (ii)
devemos fornecer à NYSE uma certificação anual e temporária por escrito como é exigido pelas regras de governança corporativa da
NYSE, (iii) devemos fornecer uma certificação imediata pelo nosso CEO de qualquer não conformidade material com qualquer regra
de governança corporativa; e (iv) precisamos fornecer uma descrição resumida das diferenças significativas entre nossas práticas de
governança corporativa e as práticas de governança corporativa da NYSE que têm que ser seguidas pelas companhias listadas nos
Estados Unidos. A discussão das diferenças significativas entre nossas práticas de governança corporativa e aquelas exigidas de
companhias listadas nos Estados Unidos está apresentada abaixo.
Maioria dos Conselheiros Independentes
As regras da NYSE exigem que a maioria dos integrantes do conselho seja constituída de conselheiros independentes. A
independência é definida por diversos critérios, inclusive a ausência de uma relação material entre o conselheiro e a companhia
listada. Apesar da lei brasileira não ter uma exigência similar, as regras do Novo Mercado e do Nível 2 exigem que as companhias
listadas tenham um Conselho de Administração composto por pelo menos cinco membros, dos quais um mínimo de 20& dos
Conselheiros devem ser independentes em conformidade com os diferentes critérios definidos nas regulamentações (tal ausência de
relação material entre um Conselheiro e a companhia listada ou o acionista controlador). O segmento de Nível 1 da BM&FBOVESPA
sob o qual estamos listados exige apenas que o conselho seja composto de um mínimo de três membros e não exige a participação de
Conselheiros independentes e, portanto, pela lei brasileira e pelas regras do Nível 1, nem nosso Conselho de Administração nem nossa
administração precisa provar a independência dos conselheiros antes de sua eleição para o conselho. Entretanto, tanto a Lei Brasileira
das Sociedades Anônimas como a CVM estabeleceram regras que exigem que os conselheiros atendam a certas exigências de
qualificação e que tratem a remuneração e atribuições e responsabilidades de, assim como as restrições aplicáveis, aos diretores
executivos e conselheiros da companhia. Apesar de nossos conselheiros atenderem às exigências de qualificações das Leis brasileiras
das Sociedades Anônimas e da CVM, assim como do segmento de Nível 1 da BM&FBOVESPA, não acreditamos que a maioria de
nossos conselheiros seria considerada independente conforme o teste da NYSE para independência de conselheiro. A Lei Brasileira
das Sociedades Anônimas e nosso estatuto exigem que nossos conselheiros sejam eleitos por nossos acionistas em uma assembleia
geral de acionistas.
Sessões Executivas
As regras da NYSE exigem que os conselheiros não pertencentes à administração devem participar de sessões executivas programadas
regularmente sem a presença da administração. A Lei Brasileira das Sociedades Anônimas não possui uma cláusula similar. De acordo
com a Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, até um terço dos membros do Conselho de Administração pode ser eleito pela
administração. Os demais conselheiros não executivos não têm o poder de servir como supervisores da administração e não existe
nenhuma exigência para que esses conselheiros se reúnam regularmente sem os demais conselheiros. Como resultado, os conselheiros
que não são executivos em nosso conselho não se reúnem normalmente em sessões executivas.
Comitê de Governança Nomeadora / Corporativa
As regras da NYSE exigem que as companhias listadas possuam um comitê de governança nomeadora / corporativa composto
inteiramente por conselheiros independentes e regido por um estatuto escrito que trate da finalidade exigida do comitê e detalhando
suas responsabilidades exigidas, as quais incluem, entre outras coisas, a identificação e seleção de candidatos a membro do conselho
qualificados e desenvolvimento de um conjunto de princípios de governança corporativa aplicável à companhia. As leis brasileiras não
possuem uma exigência semelhante..
Comitê de Remuneração
As regras da NYSE exigem que as companhias listadas possuam um comitê de remuneração composto inteiramente de conselheiros
independentes e regido por um estatuto escrito tratando da finalidade exigida do comitê e detalhando suas responsabilidades
obrigatórias, as quais incluem, entre outras coisas, a revisão de metas corporativas relevantes para a remuneração do presidente,
avaliação do desempenho do presidente, aprovação dos níveis de remuneração do presidente e recomendando ao conselho a
remuneração dos diretores, a remuneração de incentivo e os planos baseados em participação nos lucros. Não somos obrigados pela lei
brasileira aplicável a ter um comitê de remuneração. Pela Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, o montante total disponível para
remuneração de nossos conselheiros e diretores e pagamentos pela participação nos lucros aos nossos diretores executivos é
estabelecido por nossos acionistas na assembleia geral anual. O Conselho de Administração é, então, responsável por determinar a
remuneração individual e a participação nos lucros de cada diretor executivo, assim como a remuneração dos membros de nosso
conselho e comitê. Ao fazer essas determinações, o conselho revê o desempenho dos diretores executivos, inclusive o desempenho de
nosso presidente, que geralmente não participa das discussões sobre seu desempenho e remuneração.
Comitê de Auditoria
As regras da NYSE exigem que as companhias listadas tenham um comitê de auditoria que (i) seja composto por no mínimo três
conselheiros independentes com experiência financeira, (ii) atenda às regras da SEC referentes aos comitês de auditoria para as
companhias listadas, (iii) tenha no mínimo um membro com experiência contábil ou administração financeira, e (iv) seja regido por
um estatuto escrito que trate da finalidade exigida do comitê e detalhando suas responsabilidades exigidas. Entretanto, como emissor
privado estrangeiro, necessitamos apenas cumprir com a exigência de que o comitê de auditoria atenda às regras da SEC referentes aos
comitês de auditoria para as companhias listadas. A Lei Brasileira das Sociedades Anônimas exige que as companhias tenham um
Conselho Fiscal não permanente composto de três a cinco membros eleitos na assembleia geral de acionistas.
Aprovação pelo acionista de remuneração através de ações
As regras da NYSE exigem que os acionistas tenham uma oportunidade de votar em todos os planos de compensação de capital
próprio e em suas revisões materiais, com exceções limitadas. Pela Lei Brasileira das Sociedades Anônimas, os acionistas devem
aprovar todos os programas de opção de compra de ações. Além disso, qualquer emissão de novas ações que ultrapassem o capital
acionário autorizado está sujeita à aprovação dos acionistas.
As regras da NYSE exigem que as companhias listadas adotem e informem as diretrizes de governança corporativa. Apesar de não
adotarmos quaisquer diretrizes formais de governança corporativa além daquelas exigidas pela lei brasileira aplicável, adotamos
diretrizes de governança corporativa que estão estabelecidas no Código das Práticas de Governança Corporativa da Eletrobrás. Além
disso, também adotamos e observamos uma política de informação que exige a divulgação pública de todas as informações relevantes
em conformidade com as diretrizes estipuladas pela CVM, bem como uma política de comercialização de insider a qual, entre outras
coisas, estabelece períodos de black-out e exige que os insiders informem à administração todas as transações que envolverem seus
títulos.
Código de Conduta e Ética Empresarial
As regras da NYSE exigem que as companhias listadas adotem e divulguem um código de conduta e ética empresarial para os
diretores, conselheiros e empregados, e divulgue prontamente quaisquer dispensas do código para os membros do conselho ou
diretores ou dirigentes. A lei brasileira aplicável não tem uma exigência similar; entretanto, em 2010 introduzimos o Código de Ética
Único das Companhias Eletrobrás, a qual fornece os princípios éticos a serem observados por todos os membros do Conselho de
Administração, diretores executivos, funcionários, colaboradores de empresas terceirizadas, prestadores de serviços, trainees e jovens
aprendizes.
Função de Auditoria Interna
As regras da NYSE exigem que as companhias listadas mantenham uma função de auditoria interna para fornecer à administração e ao
comitê de auditoria avaliações permanentes dos processos de administração de risco da companhia e sistema de controle interno. A lei
brasileira aplicável não tem uma exigência similar.
D. Acionistas Vendedores
Não aplicável.
E. Diluição
Não aplicável.
F. Despesas de emissão
Não aplicável.
ÍTEM 10. Informações adicionais
A. Capital Social
Não aplicável.
B. Contrato e Estatuto Social
Objeto Social
Nossos estatutos estabelecem que nossos objetos sociais são:
(1)
construir e operar usinas de energia e linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica e celebração de atos de
comércio, como a comercialização de energia elétrica;
(2)
cooperar com o governo para estabelecer a política de energia pública;
(3)
dar suporte financeiro a nossas subsidiárias;
(4)
promover e apoiar pesquisa de interesse do setor energético, ligada à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica,
assim como estudos relativos à utilização de reservatórios para diversas finalidades;
(5)
contribuir para o treinamento do pessoal técnico necessário para o setor elétrico brasileiro por meio de cursos especializados;
podemos dar também assistência às entidades educacionais no Brasil e no exterior; e
(6)
cooperar técnica e administrativamente com nossas subsidiárias e o governo.
Nosso Conselho de Administração não tem o poder de votar a compensação de seus membros ou exercer poderes de empréstimo.
Somente nossos acionistas podem aprovar essas matérias. Não existe nenhum limite de idade prescrito para saída de membros do
Conselho de Administração.
Descrição de nosso Capital Acionário
Geral
Somos uma sociedade de economia mista, autorizada e constituída de acordo com a Lei brasileira No 3.890-A, de 25 de abril de 1961.
Estamos registrados nas autoridades tributárias brasileiras com o CNPJ número 00.001.180/0001-26.
Nosso capital acionário está dividido em três tipos de ações: ações ordinárias, ações preferenciais classe “A” (que foram emitidas
antes de 23 de junho de 1969) e ações preferenciais classe “B” (que foram emitidas desde 23 de junho de 1969).
Em setembro de 2006, firmamos um acordo com a BM&BOVESPA para listar nossas ações no segmento Nível 1 da governança
corporativa da BM&BOVESPA, cuja efetividade teve início em 29 de setembro de 2006. A negociação de nossas ações no Nível 1
começou em 29 de setembro de 2006.
História de Nosso Capital Acionário
Em 2010, nosso capital acionário era de R$ 26.157 milhões, comparados a R$ 26.157 milhões em 2009.
Ações do tesouro
Não possuímos ações do tesouro e não temos um programa para recompra de nossas ações.
Direitos anexados às nossas ações
Ações Ordinárias
Cada uma de nossas ações dá direito ao seu portador a um voto em todas as matérias submetidas a votação dos acionistas em uma
assembleia geral anual ou especial dos acionistas. Além disso, no caso de nossa liquidação, os portadores de nossas ações têm direito a
compartilhar de todos os nossos ativos remanescentes, após o pagamento de todos os nossos compromissos, proporcionalmente de
acordo com sua respectiva participação no montante total das ações ordinárias emitidas e em mãos do púbico. Os portadores de nossas
ações ordinárias podem participar de todos os aumentos de capital futuro por nós realizado.
Ações Preferenciais
Nossas ações preferenciais possuem atributos diferentes em relação às nossas ações ordinárias, uma vez que os portadores de nossas
ações preferenciais não têm direito de votar em assembleias de acionistas anuais ou especiais, mas têm direito preferencial ao
reembolso de capital, à distribuição de dividendos e prioridade em caso de insolvência. Nossas ações preferenciais não podem ser
convertidas em ações ordinárias.
As ações preferenciais classe “A”, e as ações bonificadas relacionadas a essas ações têm direito a um dividendo de 8% por ano, em
prioridade para a distribuição de outros dividendos, a serem divididos igualmente entre elas. As ações preferenciais classe “B”, e as
ações bonificadas relacionadas a essas ações, têm direito a um dividendo de 6% por ano, em prioridade para a distribuição de outros
dividendos, a serem divididos igualmente entre elas. Um dividendo não pago não é pagável em anos futuros. As ações preferenciais
classe “A” e as ações preferenciais classe “B” equiparam-se igualmente em uma liquidação.
Além disso, as ações preferenciais têm direito a receber um dividendo no mínimo dez por cento acima do dividendo pago a cada ação
ordinária.
Transferência de nossas ações
Nossas ações não estão sujeitas a quaisquer restrições sobre transferência de ações. Sempre que uma transferência de titularidade de
ações ocorrer, a companhia financeira na qual essas ações estão depositadas pode coletar do acionista que as estiver transferindo, o
custo de quaisquer serviços relacionados à sua transferência brasileira, sujeito às taxas máximas estabelecidas pela CVM.
Direitos de preferência
Nenhum direito de preferência se aplica à emissão ou transferência de nossas ações.
Resgate
Não podemos resgatar nossas ações.
Registro
Nossas ações são mantidas na forma escritural com o J.P. Morgan Chase Bank N.A., que atuará como agente de custódia de nossas
ações. As transferências de nossas ações serão realizadas por meio escritural pelo J.P. Morgan Chase Bank N.A em seu sistema
contábil, debitando a conta das ações do vendedor e creditando a conta de ações do comprador, mediante um pedido escrito de quem
estiver transferindo ou uma autorização ou ordem judicial para afetar essas transferências.
Notificação de interesse em nossas ações
Qualquer acionista que adquirir 5% ou mais de nosso capital acionário de qualquer classe está obrigado a comunicar à CVM, através
de nós, este fato até o início do mês seguinte. Esse acionista deve apresentar outras notificações para outras ações de nosso capital
acionário que possa adquirir. Somos obrigados a comunicar à CVM no prazo de 10 dias do início do mês.
Assembleias gerais de acionistas
A lei brasileira das sociedades não permite que os acionistas aprovem matérias por meio de consentimento escrito obtido como
resposta a um procedimento de solicitação de consentimento. Todas as matérias sujeitas a aprovação pelos acionistas devem ser
aprovadas em uma assembleia geral devidamente convocada. Existem dois tipos de assembleias de acionistas: ordinárias e
extraordinárias. As assembleias ordinárias ocorrem uma vez por ano dentro dos 120 dias de nosso exercício fiscal e as assembleias
extraordinárias podem ser convocadas sempre que for necessário.
As assembleias de acionistas são convocadas por nosso conselho de administração. O aviso dessas assembleias é enviado aos
acionistas e, além disso, os avisos são publicados em um jornal de circulação geral em nosso local principal de atividades e em nosso
sítio na web, no mínimo 15 dias antes da assembleia.
As assembleias de acionistas ocorrem em nossa sede em Brasília. Os acionistas podem ser representados em uma assembleia de
acionistas por procuradores que sejam (i) acionistas da companhia; (ii) um advogado brasileiro, (iii) um membro de nossa
administração, ou (iv) uma instituição financeira.
Em assembleias devidamente convocadas, nossos acionistas podem tomar qualquer ação com relação a nossas atividades. As ações a
seguir podem ser tomadas por nossos acionistas em assembleias gerais:
•
aprovação de nossas contas anuais;
•
eleição e dispensa dos membros de nosso conselho de administração e nosso conselho fiscal;
•
alteração de nossos estatutos;
•
aprovação de nossa fusão, consolidação ou cisão; aprovação de nossa dissolução ou liquidação, bem como a eleição e
dispensa de liquidantes e a aprovação de suas contas;
•
bonificações e aprovação de desdobramentos ou grupamentos de ações
•
aprovação de programas de opções de ações para nossa administração e empregados;
•
aprovação do pagamento de dividendos.
Conselho de Administração, Diretoria Executiva e Conselho Fiscal
Nossos estatutos estabelecem um Conselho de Administração, composto de até dez membros, uma Diretoria, com número ilimitado
de membros e um Conselho Fiscal Permanente, composto de cinco membros.
Qualificações
Todos os membros do Conselho de Administração, da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal devem ser brasileiros. Nossos
estatutos estipulam que apenas acionistas da empresa podem ser nomeados para o Conselho de Administração; não existe exigência
sobre posse de ações para nomeação para nosso Conselho de Administração ou para o Conselho Fiscal. Nossos estatutos também
estipulam que certas pessoas não podem ser nomeadas para a administração da companhia, inclusive aquelas que: forem
desqualificadas pela CVM, forem declarados falidos ou foram condenados por certos crimes como suborno e crimes contra a
economia.
As atas da reunião dos acionistas ou conselheiros que nomeiam um membro do Conselho de Administração ou da Diretoria
Executiva, respectivamente, devem detalhar as qualificações dessa pessoa e especificar o período de seu mandato.
Nomeação
Os membros de nosso Conselho de Administração são eleitos em assembleia geral para um mandato renovável de três anos.
Entretanto, em 28 de abril de 2005, nossos acionistas aprovaram uma alteração em nossos estatutos em conformidade com a qual o
mandato de cada membro de nosso Conselho de Administração será reduzido de três anos para um ano. De acordo com a Lei No
3.890-A, de 25 de abril de 1961, esta alteração está sujeita à aprovação por meio de um decreto presidencial, o qual se encontra
pendente à data deste relatório.
Na qualidade de acionista majoritário, o Governo Brasileiro tem o direito de nomear oito membros de nosso Conselho de
Administração, dos quais sete são nomeados pelo MME e um pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Administração. Os
outros acionistas ordinários têm o direito de eleger um membro, e os portadores de ações preferenciais sem direito a voto que
representarem no mínimo dez por cento de todo nosso capital, têm o direito de eleger um membro. Um dos membros do Conselho de
Administração é nomeado Presidente da empresa.
Os membros de Nossa Diretoria Executiva são nomeados por nosso Conselho de Administração por um período indefinido.
O Governo Brasileiro tem o direito de nomear três membros de nosso Conselho Fiscal e, tanto os acionistas minoritários como os
portadores de nossas ações preferenciais, têm o direito de nomear um membro cada um.
Reuniões
Nosso Conselho de Administração reúne-se ordinariamente uma vez por mês e quando convocado por uma maioria dos conselheiros
ou o pelo Presidente. Entre outras atribuições, nosso Conselho de Administração é responsável por (i) fixar as diretrizes de nossas
atividades, (ii) determinar a organização corporativa de nossas subsidiárias ou qualquer participação societária por nós em outras
entidades jurídicas, (iii) determinar nossa política de empréstimos e financiamentos e (iv) aprovar qualquer garantia em favor de
qualquer uma de nossas subsidiárias em qualquer acordo financeiro. Os conselheiros não podem participar de discussões ou votar com
relação a matérias nas quais eles estejam de alguma forma interessados.
Nossa Diretoria Executiva reúne-se ordinariamente todas as semanas, ou quando for convocada por uma maioria de seus diretores ou
pelo Presidente. Nossa Diretoria Executiva determina a política geral de nossas atividades, é responsável por todas as questões
relacionadas à administração e às operações diárias e é o órgão máximo controlador no que se refere à execução das diretrizes. Os
membros de nossa Diretoria Executiva não podem participar de discussões ou votar com relação a matérias nas quais eles estejam de
alguma forma interessados.
O conselho Fiscal reúne-se uma vez por mês.
Obrigações de divulgação de informações
Nossas obrigações de divulgar informações são determinadas pelo "Manual de Divulgação e Uso de Informações Relevantes e Política
de Negociação de Valores Mobiliários de Emissão da Eletrobrás", cuja cópia está disponível em nosso sítio na web. As informações
encontradas neste sítio da web não são incorporadas por referência a este relatório.
C. Contratos Materiais
Nossas operações em Itaipu são feitas em conformidade com um tratado celebrado em 26 de abril de 1973, entre o Governo Brasileiro
e o Governo do Paraguai. Uma tradução deste tratado está incluída como anexo a este Relatório. Os termos materiais deste tratado
estão descritos no “Item 5. Revisão Operacional e Financeira e Perspectivas”.
D. Controles Cambiais
O direito de converter dividendos ou pagamentos de juros e lucros obtidos da venda de ações para moeda estrangeira e remeter esses
montantes para fora do Brasil está sujeito a restrições impostas pela legislação de investimentos estrangeiros que requer geralmente,
entre outras coisas, que os investimentos tenham sido registrados no Banco Central e na CVM. Essas restrições sobre a remessa de
capital estrangeiro para o exterior podem obstruir ou impedir que o custodiante de nossas ações preferenciais representadas por nossas
ADSs ou os portadores de nossas ações preferenciais convertam dividendos, distribuições ou os produtos de qualquer venda das ações
preferenciais para dólares americanos e a remessa de dólares americanos para o exterior. Os portadores de nossas ADSs podem ser
adversamente afetados por atrasos ou recusas na concessão de qualquer aprovação governamental necessária para converter os
pagamentos em moeda brasileira nas ações preferenciais que derivam nossas ADSs e remeter os produtos para o exterior.
A Resolução No 1.927 do Conselho Monetário Nacional determina a emissão de recibos de depósito em mercados estrangeiros
referentes a ações de emissores brasileiros. Reafirma e altera o Anexo V da Resolução No 1.289 do Conselho Monetário Nacional,
conhecido como Regulamentos do Anexo V. O programa ADS foi aprovado com base nos Regulamentos do Anexo V pelo Banco
Central e a CVM antes da emissão das ADSs. Dessa forma, os lucros obtidos da venda de ADSs por portadores de ADR fora do Brasil
estão isentos de controles brasileiros sobre investimento estrangeiro e os portadores de ADSs têm direito a tratamento tributário
favorável. Vide “Item 10.E, Tributação – Considerações Tributárias Materiais Brasileiras”.
Pela Resolução No 2.689 do CMN, os investidores estrangeiros registrados na CVM podem comprar e vender títulos brasileiros,
inclusive nossas ações preferenciais, em bolsas de valores brasileiras, sem obterem certificados separados de registro para cada
transação. O registro está disponível para investidores estrangeiros qualificados, que inclui principalmente instituições financeiras
estrangeiras, companhias de seguro, fundos de pensão e investimento, instituições beneficentes estrangeiras e outras instituições que
atendam a certas exigências mínimas de capital e outras. A Resolução No 2.689 também concede tratamento tributável favorável aos
investidores registrados. Vide “Item 10.E, Tributação – Considerações Tributárias Materiais Brasileiras”.
Em conformidade com a Resolução Nº 2.689, os investidores estrangeiros devem: (i) constituir um representante no Brasil com
capacidade para realizar ações referentes ao investimento estrangeiro; (ii) preencher o formulário apropriado para registro de
investidor estrangeiro; (iii) obter o registro como investidor estrangeiro junto à CVM; e (iv) registrar o investimento estrangeiro no
Banco Central.
Os títulos e outros ativos financeiros mantidos por um investidor estrangeiro em conformidade com a Resolução No 2.689 devem ser
registrados ou mantidos em contas de depósito ou sob a custódia de uma entidade devidamente autorizada pelo Banco Central ou pela
CVM. Além disso, a negociação de títulos está restrita a transações realizadas nas bolsas de valores ou nos mercados de balcão
autorizados pela CVM.
Capital Registrado
Os montantes investidos em nossas ações por um titular não brasileiro que está qualificado conforme a Resolução No. 2.689 e obtém
um registro junto à CVM, ou por um depositário representando um titular de ADS, são elegíveis para registro junto ao Banco Central.
Esse registro ( o montante a ser registrado é referido como capital registrado) permite a emissão para fora do Brasil de moeda
estrangeira, convertida à taxa comercial do mercado, adquirida com os proventos das distribuições sobre, e os montantes realizados
por meio da alienação de nossas ações. O capital registrado por ação adquirida na forma de uma ADS, ou adquirida no Brasil e
depositada junto ao depositário em troca de uma ADS, será igual a seu preço de aquisição (estabelecido em dólares americanos). O
capital registrado por ação resgatado no cancelamento de uma ADS será o equivalente em dólares americanos a: (i) o preço médio de
uma ação na bolsa de valores do Brasil sobre o qual a maioria das ações foi negociada no dia da retirada ou; (ii) se nenhuma ação foi
negociada naquele dia, o preço médio na bolsa de valores brasileira sobre o qual a maioria das ações negociadas nas quinze sessões de
comercialização imediatamente anteriores a tal retirada. O dólar americano equivalente será determinado com base nas taxas
comerciais do mercado cotizados pelo Banco Central nessas datas.
Um portador não brasileiro de ações pode enfrentar atrasos na realização do registro no Banco Central, o que pode atrasar as remessas
para o exterior. Esta demora pode afetar adversamente o montante em dólares americanos recebido pelo portador não brasileiro.
Um certificado de registro foi emitido em nome do depositário com relação às ADSs e é mantido pelo administrador em nome do
depositário. Em conformidade com o certificado de registro, o custodiante e o depositário podem converter dividendos e outras
distribuições referentes às ações representadas por nossas ADSs em moeda estrangeira e remeter os resultados para fora do Brasil. Na
hipótese de um portador de ADSs trocar essas ADSs por ações, esse portador poderá continuar se baseando no certificado de registro
do depositário por cinco dias úteis após a troca, após o que o portador deve procurar obter seu próprio certificado de registro no Banco
Central. Posteriormente, qualquer portador de ações poderá não conseguir converter para a moeda estrangeira e remeter para fora do
Brasil os resultados de qualquer alienação de, ou distribuição com respeito a, essas ações, a não ser que o portador seja um investidor
devidamente qualificado de acordo com a Resolução No 2.689 ou obtenha seu próprio certificado de registro. Um portador que obtiver
um certificado de registro estará sujeito a tratamento tributário brasileiro menos favorável do que um portador de ADSs. Vide “Item
10.E, Tributação – Considerações Tributárias Brasileiras Materiais”.
Se o portador não estiver qualificado de acordo com a Resolução No 2.689 ao se registrar na CVM e no Banco Central e nomear um
representante no Brasil, estará sujeito a tratamento tributável brasileiro menos favorável do que um portador de ADSs.
Independentemente da qualificação pela Resolução No 2.689, os residentes em paraísos fiscais estão sujeitos a tratamento tributável
menos favorável do que outros investidores estrangeiros. Vide “Item 10.E, Tributação – Considerações Tributárias Materiais
Brasileiras”.
Pela atual legislação brasileira, o governo federal pode impor restrições temporárias sobre as remessas de capital estrangeiro para o
exterior, na hipótese de um desequilíbrio sério ou uma previsão de desequilíbrio sério na balança de pagamentos do Brasil. Durante
aproximadamente seis meses em 1989 e no início de 1990, o governo federal brasileiro congelou todos os dividendos e repatriamentos
de capital mantidos pelo Banco Central que eram devidos a investidores estrangeiros de forma a conservar as reservas cambiais do
Brasil. Estes montantes foram subsequentemente liberados de acordo com as diretrizes do governo federal brasileiro. Não pode haver
nenhuma garantia de que o governo brasileiro não imporá restrições similares aos repatriamentos estrangeiras no futuro. Vide “Item
3.D, Fatores de Risco – Riscos Referentes ao Brasil”.
E. Tributação
A discussão a seguir trata das consequências materiais do imposto de renda federal brasileiro e dos Estados Unidos pela aquisição,
manutenção e alienação de nossas ações ou ADSs.
Esta discussão não é uma discussão abrangente de todas as condições tributárias que possam ser relevantes para uma decisão sobre
comprar nossas ações ou ADSs e não se aplica a todas as categorias de investidores, alguns dos quais podem estar sujeitos a regras
especiais, e não trata especificamente de todas as considerações sobre imposto de renda federal brasileiro e dos Estados Unidos
aplicáveis a um determinado portador. É baseada nas leis tributárias do Brasil e dos Estados Unidos em vigor na data deste relatório,
as quais estão sujeitas a alteração, possivelmente com efeito retroativo, e a diferentes interpretações. Cada provável comprador deve
consultar seu próprio conselheiro fiscal sobre certas consequências do imposto de renda federal brasileiro e dos Estados Unidos de um
investimento em nossas ações ou ADSs. Esta discussão é também baseada nas representações do depositário sobre a assunção de que
cada obrigação constante do acordo de depósito entre nós, J.P. Morgan Chase Bank, N.A., como depositário, e os portadores
registrados e beneficiários de nossas ADSs, e quaisquer documentos correlatos, será realizada de acordo com seus termos.
Apesar de não existir atualmente nenhum tratado sobre imposto de renda entre o Brasil e os Estados Unidos, as autoridades tributárias
dos dois países mantiveram discussões que podem culminar nesse tratado. Não podemos assegurar, entretanto, se e quando um tratado
entrará em vigor ou como afetará os portadores de nossas ações ou ADSs.
Considerações Tributárias Materiais Brasileiras
As discussões a seguir tratam das consequências tributárias materiais brasileiras da aquisição, posse e alienação de nossas ações ou
ADSs por um portador que não seja domiciliado no Brasil para fins de tributação brasileira e que tenha registrado seu investimento
nesses títulos no Banco Central como um investimento em dólares americanos (em cada caso, um Portador Não Brasileiro). De acordo
com a lei brasileira, os investidores podem investir nas ações de acordo com a Resolução No 2.689. A discussão é baseada na lei
brasileira atualmente em vigor, que está sujeita a alterações, possivelmente com efeito retroativo, e interpretações divergentes.
Qualquer alteração em tal lei poderá alterar as consequências descritas a seguir. As consequências fiscais descritas a seguir não levam
em conta os efeitos de quaisquer tratados de imposto ou reciprocidade de tratamento fiscal firmados pelo Brasil e outros países. A
discussão também não aborda todas as consequências fiscais nos termos da legislação fiscal de qualquer estado ou município do
Brasil.
Introdução
Em conformidade com a legislação brasileira, os investidores estrangeiros podem investir em ações nos termos da Resolução n º
2.689.
A Resolução No 2.689 permite que os investidores estrangeiros invistam em quase todos os ativos e se envolvam em quase todas as
transações disponíveis nos mercados financeiros e de capital brasileiros, contanto que algumas exigências sejam cumpridas. De acordo
com a Resolução No 2.689, a definição de investidor estrangeiro inclui indivíduos, entidades jurídicas, fundos mútuos e outras
entidades de investimento coletivo, domiciliadas ou sediadas no exterior.
Em conformidade com a Resolução No 2.689, os investidores estrangeiros devem: (i) constituir um representante no Brasil com
capacidade para realizar ações referentes ao investimento estrangeiro; (ii) preencher o formulário apropriado para registro de
investidor estrangeiro; (iii) registrar-se como um investidor estrangeiro com a comissão de valores mobiliários brasileiro e registrar o
investimento estrangeiro no Banco Central, (iv) nomear um representante no Brasil para fins fiscais, e (v) obter um número de
identificação do contribuinte brasileiro junto ao fisco federal. Para mais detalhes sobre as exigências a serem cumpridas a fim de
qualificar como investidor estrangeiro nos termos da Resolução n º 2.689, consulte o "Item 9, C. O investimento em nossas Ações
Preferenciais por não residentes do Brasil".
Os títulos e outros ativos financeiros mantidos por investidores estrangeiros em conformidade com a Resolução No 2.689 devem ser
registrados ou mantidos em contas de depósito ou sob a custódia de uma entidade devidamente autorizada pelo Banco Central ou pela
CVM. Além disso, a negociação de títulos está restrita a transações realizadas em bolsas de valores ou organizadas em mercados de
balcão autorizados pela CVM, à exceção de transferências resultantes de uma reorganização corporativa, ocorrendo após o
falecimento de um investidor pela operação da lei ou testamento ou como consequência da retirada da lista das ações relevantes de
uma bolsa de valores e o cancelamento do registro na CVM.
Imposto de renda
Para fins da tributação brasileira, existem dois tipos de Portadores Não Brasileiros de nossas ações ou ADSs: (i) Portadores Não
Brasileiros que não sejam residentes ou domiciliados em uma jurisdição de paraíso fiscal (ou seja, um país ou local que não imponha
imposto de renda ou no qual o índice máximo de imposto de renda é inferior a 20,0% ou no qual a legislação interna imponha
restrições à informação da composição acionária ou a propriedade do investimento) e que, no caso dos portadores de nossas ações,
sejam registradas no Banco Central e na CVM para investir no Brasil, de acordo com a Resolução No 2.689; e (ii) outros Portadores
Não Brasileiros, que incluam qualquer um e todos os não residentes no Brasil que invistam em títulos de participação acionária de
companhias brasileiras através de quaisquer outros meios e todos os tipos de investidor que estiverem localizados em jurisdição de
paraíso fiscal. Os investidores mencionados no item (i) acima estão sujeitos a um regime tributário favorável no Brasil, conforme
descrito abaixo
Tributação de Dividendos. Os dividendos, inclusive dividendos em espécie, por nós pagos ao depositário com relação às ações que
servem de base a ADSs ou a um Portador Não Brasileiro com relação a nossas ações, geralmente não estão sujeitos a imposto de renda
brasileiro retido na fonte. Os dividendos relativos a lucros gerados antes de 31 de dezembro de 1995, estão sujeitos a um imposto
brasileiro retido na fonte a taxas variáveis de acordo com a legislação tributária aplicável a cada ano correspondente.
Ganhos de Capital. Como regra geral, ganhos de capital realizadas como resultado de uma operação de alienação é a diferença
positiva entre o valor realizado na venda das unidades e o respectivo custo de aquisição. Nos termos da legislação brasileira, o imposto
de renda sobre tais ganhos pode variar dependendo do domicílio do detentor não residente, o tipo de registro do investimento pelo
titular não residente com o Banco Central e como a alienação é realizada, conforme descrito abaixo .
(a) venda de ADS
Os ganhos obtidos fora do Brasil por um portador não brasileiro sobre a alienação de ADSs para outro portador não brasileiro não
estão sujeitos a imposto brasileiro. De acordo com a Lei No 10.833, promulgada em 29 de dezembro de 2003, ou Lei No 10.833, a
alienação de ativos localizados no Brasil por um portador não brasileiro, quer para outros portadores não brasileiros como para
portadores brasileiros, pode tornar-se sujeita a tributação no Brasil. Esta regra é aplicável independentemente da alienação ser
realizada no Brasil ou no exterior. Embora acreditemos que as ADSs não se enquadram na definição de ativos localizados no Brasil
para fins da Lei n º 10.833, porque eles representam os títulos emitidos e renegociados em um mercado de câmbio offshore,
considerando o alcance geral e obscuro de tais disposições, bem como a falta de uma decisão do tribunal judicial em relação a estes,
não podemos prever se tal entendimento acabará por prevalecer nos tribunais do Brasil. É importante notar, no entanto, que mesmo
ADSs foram considerados ativos localizados no Brasil, os investidores que são residentes em locais que não são paraísos fiscais
poderão solicitar isenção do imposto sobre ganho de capital de acordo com o artigo 81 da Lei n º 8.981 / 95.
(b) Conversão de ações em ADS
O depósito de nossas ações em troca de ADSs pode estar sujeito a imposto brasileiro sobre ganhos de capital à taxa de 15,0%, ou
25,0% no caso de investidores domiciliados em uma jurisdição de paraíso fiscal, se o montante anteriormente registrado no Banco
Central como investimento estrangeiro nas ações preferenciais ou ordinárias for inferior a (i) o preço médio por ação preferencial ou
ordinária em uma bolsa de valores brasileira na qual o maior número dessas ações tenha sido vendido no dia do depósito; ou (ii) se
nenhuma ação preferencial ou ordinária tiver sido vendida naquele dia, o preço médio na bolsa de valores brasileira na qual o maior
número de ações preferenciais ou ordinárias tenha sido vendido nas 15 sessões de negociação imediatamente anteriores ao depósito.
Nesse caso, a diferença entre o montante anteriormente registrado e o preço médio das ações calculado conforme descrito acima será
considerada como sendo um ganho de capital. Essa tributação não se aplica no caso de investidores registrados pela Resolução No
2.689, que não estiverem localizados em uma jurisdição de paraíso fiscal, que estejam atualmente isentos de impostos de renda nessa
transação.
(c) Conversão de ADSs em ações
Os portadores não residentes podem trocar ADSs pelas ações subjacentes, vender as ações em bolsa de valores brasileira e remeter
para o exterior o produto da venda no prazo de cinco dias úteis a contar da data da troca (baseando-se em registro eletrônico do
depositário), sem consequências fiscais.
Após o recebimento das ações subjacentes, em troca de ADSs, portadores não residentes também podem optar por registrar no
Banco Central o valor em dólar de tais ações como um investimento estrangeiro sob a Resolução n º 2.689/00, que lhes permite o
tratamento fiscal acima referido.
Alternativamente, o portador não residente fica igualmente autorizado a registrar no Banco Central o valor em dólar de ações como
um investimento estrangeiro direto nos termos da Lei 4.131 / 62, caso em que a venda respectiva ficará sujeita ao tratamento fiscal
aplicável às operações realizadas de por um acionista não residente que não seja portador registrado.
(d) Ações ordinárias e ações preferenciais negociadas no Brasil
Ganhos de capital obtidos pelo Portador Não Residente na alienação de ações vendidas na bolsa de valores brasileira (que inclui as
operações realizadas no mercado organizado de balcão):
•
estão sujeitos ao imposto de renda na fonte à alíquota de zero por cento, quando realizada por um portador não
residente que (a) tenha registrado seu investimento no Brasil junto ao Banco Central (“Portador Registrado"), (b) tenha
nomeado um representante no Brasil e (c) não seja residente em paraíso fiscal, e
•
estão sujeitos ao imposto de renda a uma taxa de 15% em relação a ganhos realizados por um acionista não residente
que não seja portador registrado (incluindo um Portador Não Residente qualificado pela Lei 4.131 / 62) e ganhos auferidos
por residentes de paraísos fiscais que sejam Portadores registrados. Neste caso, o imposto de renda retido na fonte de 0,005%
sobre o preço de venda será aplicável e retido pela instituição intermediária (isto é, um corretor), que recebe a ordem
diretamente do Portador não residente, e que pode ser posteriormente deduzido imposto de renda devido sobre o ganho de
capital e que serão retidos pelo representante fiscal do Portador Não Residente no Brasil.
Quaisquer outros ganhos realizados na alienação de unidades que não são realizadas na bolsa de valores brasileira:
•
estão sujeitos ao imposto de renda a uma taxa de 15% quando realizada por um Portador Não Residente que não seja
residente em paraíso fiscal, não importa se é um Portador Registrado ou não, e
•
estão sujeitos ao imposto de renda a uma taxa de 25% quando realizados por um residente de paraíso fiscal, não
importa se é um Portador Registrado ou não.
Nos casos acima, se os ganhos estão relacionados às operações realizadas no mercado não organizado brasileiro de balcão com
intermediação, o imposto de renda retido na fonte de 0,005% é igualmente aplicável e retido pela instituição intermediário (isto é, um
corretor), que recebe a ordem diretamente a partir do Portador Não Residente, que pode ser posteriormente deduzido do imposto de
renda devido sobre o ganho de capital e que será retido pelo representante fiscal do Portador Não Residente no Brasil. O Portador Não
Residente não precisará apresentar uma declaração fiscal brasileira às autoridades fiscais brasileiras.
O “ganho obtido” como resultado de uma transação na bolsa de valores brasileira é a diferença entre o montante de moeda brasileira
obtido da venda ou troca das ações e seu custo de aquisição, sem qualquer correção devida à inflação. Não pode haver nenhuma
garantia de que o tratamento preferencial atual aos portadores de ADSs e aos Portadores Não Brasileiros de ações preferenciais ou
ordinárias de acordo com a Resolução No 2.689 continuará ou não será alterado futuramente.
Qualquer exercício de direitos de preferência referentes às ações preferenciais ou ordinárias ou ADSs não estará sujeito a tributação
brasileira. Qualquer ganho proveniente da venda ou cessão de direitos de preferência referentes a ações pelo depositário em nome de
portadores de ADSs estará sujeito a imposto de renda brasileiro de acordo com quaisquer mesmas regras aplicáveis à venda ou
alienação de ações.
Distribuições de Juros Sobre Capital Próprio. De acordo com a Lei No 9.249, de 26 de dezembro de 1995, conforme alterada, as
empresas brasileiras podem efetuar pagamentos a acionistas caracterizados como distribuições de juros sobre capital próprio e tratar
esses pagamentos como despesa dedutível para efeitos de cálculo do imposto de renda societária brasileira e , a partir de 1997, da
contribuição social sobre o lucro líquido, na medida em que certos limites sejam respeitados. Esses juros são limitados à variação pro
rata da TJLP, conforme determinado pelo Banco Central ao longo do tempo e da quantidade de dedução não poderá ser maior do que:
•
50% da renda líquida (após a contribuição social sobre lucros e antes de levar em conta essa distribuição e quaisquer
deduções por imposto de renda corporativo) para o período com relação ao qual o pagamento for efetuado; ou
•
50% da soma dos lucros retidos e das reservas de lucros.
As distribuições de juros sobre capital próprio com relação às ações preferenciais e ordinárias pagas aos acionistas que sejam tanto
residentes brasileiros como Residentes não brasileiros, incluindo os portadores de ADSs, estão sujeitas a imposto de renda brasileiro
retido na fonte à taxa de 15,0% ou 25,0% no caso de acionistas domiciliados em uma jurisdição de paraíso fiscal (um país onde não
existe imposto de renda ou onde o imposto de renda é inferior a 20% ou onde a legislação local imponha restrições à divulgação a
respeito da composição acionista ou de propriedade de investimento), e será dedutível por nós enquanto o pagamento de uma
distribuição de juros seja aprovado por nossos acionistas. Essas distribuições podem ser incluídas, em seu valor líquido, como parte de
qualquer dividendo obrigatório. Para que o pagamento estendido de juros sobre o capital próprio seja assim incluído, a empresa é
obrigada a distribuir aos acionistas um montante adicional para garantir que o valor líquido recebido, após o pagamento do imposto de
renda retido na fonte, acrescida do valor declarado de dividendos, seja pelo menos igual ao dividendo obrigatório. Se pagarmos juros
sobre o capital próprio, em qualquer ano, e o pagamento não for registrado como parte da distribuição obrigatória, nenhum montante
adicional teria de ser pago pela Companhia. A distribuição de juros sobre o capital proprietário pode ser determinado pelo nosso
Conselho de Administração. Nós não podemos garantir que nosso conselho de administração não determinará que futuras
distribuições de lucros podem ser feita por meio de juros sobre o capital do proprietário em vez de por meio de dividendos.
Discussão sobre as jurisdições fiscais reduzidas ou nulas
Em 24 junho de 2008, a Lei 11.727 foi promulgada estabelecendo o conceito de “regime fiscal privilegiado". Sob esta nova lei, um
"regime fiscal privilegiado" é considerado a ser aplicado a uma jurisdição que atenda qualquer um dos seguintes requisitos: (1) que
não tribute a renda ou a tribute à uma alíquota máxima inferior a 20% (2) que conceda benefícios fiscais para uma entidade ou
individuo não residente (a) sem requerer necessidade de atividade econômica substancial na jurisdição da entidade ou individuo não
residente, ou (b) na medida em que essa entidade ou individuo não residente não realize atividade econômica substancial em sua
respectiva jurisdição ou, (3) que não tribute a renda gerada no exterior, ou o tribute a renda gerada no exterior a uma alíquota máxima
inferior a 20%, ou (4) restrinja a divulgação de bens e direitos de propriedade ou restrinja a divulgação sobre a realização de
transações econômicas.
Embora a interpretação da legislação tributária brasileira atual pudesse levar à conclusão de que o conceito acima mencionado de
"regime fiscal privilegiado" deva ser aplicado somente para os fins das regras de preços de transferência no Brasil, não está claro se
esse conceito também se aplica aos investimentos realizados nos mercados brasileiros financeiro e de capitais para os fins desta lei.
Não há orientação judicial quanto à aplicação da Lei n º 11.727 de 24 de junho de 2008 e, portanto, somos incapazes de prever se a
Receita Federal ou os tribunais brasileiros podem decidir que o "conceito de regime fiscal privilegiado" deve ser aplicável ao
considerar tanto um acionista não residente como um residente em um paraíso fiscal quando da realização de investimentos no
mercado brasileiro financeiro e de capitais. No caso de o "conceito de regime fiscal privilegiado" ser interpretado como aplicável às
operações realizadas no mercado brasileiro financeiro e de capitais, a lei fiscal seria resultaria assim na imposição de taxas a um
Portador Não Residente que atenda os requisitos do regime fiscal privilegiado da mesma maneira e na mesma medida aplicável a um
residente de paraíso fiscal.
As distribuições de juros sobre o capital próprio aos Portadores Não Residentes podem ser convertidas em dólares americanos e
remetidas para fora do Brasil, sujeitos aos controles cambiais aplicáveis, na medida em que o investimento seja registrado no Banco
Central do Brasil.
Além disso, a Medida Provisória n º 472, de 15 de dezembro de 2009, recentemente convertida na Lei n º 12.249, de 11 de junho de
2010, aplicará o conceito de regime fiscal privilegiado a outros rendimentos remetidos ao exterior. Embora o conceito de regime fiscal
privilegiado não deva afetar o tratamento fiscal de um Portador Não Residente acima descrito, não é certo se a legislação posterior ou
interpretações pelas autoridades fiscais brasileiras da definição de "regime fiscal privilegiado" irá estender esse conceito ao tratamento
fiscal de um Portador Não Residente descrito acima.
Operações de Câmbio (IOF/Imposto sobre Operações Financeiras)
A lei brasileira impõe um Imposto sobre as operações de câmbio, ou “Câmbio/IOF”, desencadeado pela conversão de reais em moeda
estrangeira e sobre a conversão de moeda estrangeira em reais. Atualmente, para a maioria das operações de câmbio, a taxa do
IOF/Imposto sobre Operações Financeiras é de 0,38%.
Consoante ao Decreto No. 6.306/07, emendado pelos Decretos No. 6.339/08, 6.445/08, 6.391/08, 6.453/08, 6.566/08, 6.613/08,
6.655/08, 6.691/08, 6.983/09, 7.011/09, 7.323/10, 7.330/10, 7.412/10, 7.454/11, 7.456/11, 7.457/11, 7.458/11 e 7.487/11, IOF/Imposto
sobre Operações Financeiras pode ser cobrado sobre operações de câmbio, afetando um ou ambos o fluxo de entrada ou saída de
investimentos. As taxas de IOF são estabelecidas pelo Poder Executivo brasileiro, e a maior taxa aplicável é de 25%.
A taxa do Imposto sobre Operações Financeiras / IOF impostos sobre as operações de câmbio realizadas por um investidor estrangeiro
com o objetivo de investimento nos mercados financeiro e de capital pode variar de tempos em tempos conforme definido pelo
governo e as taxas podem ser diferentes com base no tipo de investimento assim como no tempo pelo qual tal investimento estará
mantido no Brasil. O fluxo de entrada de fundos para a aquisição de ações conforme a Resolução No. 2.689 está sujeito a 2% de
IOF/Imposto sobre Operações Financeiras. A aquisição de ADS não está sujeita a IOF/Imposto sobre Operações Financeiras. A taxa
do IOF/Imposto sobre Operações Financeiras é zero no fluxo de saída de investimentos estrangeiros. No entanto, o fluxo de entrada de
fundos provenientes do cancelamento de ADS com propósitos de investimento em ações está sujeito à taxa de 2% de IOF/Imposto
sobre Operações Financeiras.
Imposto sobre Operações envolvendo Títulos e Valores Mobiliários (IOF / Imposto sobre Operações de Crédito)
A legislação brasileira impõe um imposto sobre as transações de Títulos e Valores Mobiliários, conhecido como "IOF/Imposto sobre
Operações de Crédito ". Atualmente, a taxa de IOF/Imposto sobre Operações de Crédito aplicável às operações envolvendo ações
ordinárias ou preferenciais é zero, embora o governo brasileiro possa aumentar a taxa a qualquer momento, até 1,5% por dia, mas
apenas em relação a futuras transações.
A conversão das ações em ADRs ou em unidades de ADSs não era tributável antes de 17 de novembro de 2009. Após a promulgação
do Decreto n º 7.011 de 18 de novembro de 2009, estas operações passaram a ser tributadas pelo IOF / Imposto sobre Operações de
Crédito à taxa de 1,5% sobre o valor da transação (obtido pela multiplicação do número de ações/unidades de convertidas pelo seu
preço de fechamento no dia anterior à conversão, ou, no caso de a negociação nãoter sido feita nesse dia, pelo último preço de
fechamento disponível
Outros impostos brasileiros relevantes
Não há tributação aplicável sobre herança doação ou à propriedade, transferência ou alienação de ações preferenciais ou ordinárias ou
ADSs por um Portador Não Residente, exceto impostos sobre doações e heranças que são cobrados por alguns estados do Brasil, sobre
doações feitas ou heranças concedidas por pessoas físicas ou jurídicas não residentes ou domiciliadas no Brasil ou domiciliadas dentro
do estado para indivíduos ou entidades residentes ou domiciliados dentro desse mesmo estado no Brasil. Não há nenhum selo
brasileiro, emissão, registro ou outros impostos similares ou de direitos a pagar pelos portadores de nossas ações ou ADSs.
Capital Registrado. O montante de um investimento em ações mantidas por um Portador Não Brasileiro que se qualificar de acordo
com a Resolução No 2.689 e obtiver registro na CVM, ou pelo depositário, representante desse portador, é elegível para registro no
Banco Central. Esse registro permite a remessa para fora do Brasil de quaisquer recursos obtidos de distribuições nas ações, e os
montantes obtidos com relação à alienação dessas ações. Os montantes recebidos em moeda brasileira são convertidos para moeda
estrangeira utilizando a taxa de mercado comercial. O capital registrado para ações preferenciais ou ordinárias compradas na forma de
ADSs ou compradas no Brasil, e depositado com o depositário em troca de ADSs, será igual ao seu preço de compra (em dólares
americanos) para o comprador. O capital registrado para ações retiradas mediante a entrega de ADSs, conforme for aplicável será o
equivalente em dólares americanos do preço médio das ações preferenciais ou ordinárias, conforme for aplicável, em uma bolsa de
valores brasileira utilizando-se a taxa de mercado comercial. O capital registrado para as ações preferenciais ou ordinárias comprada
na forma aplicável, em uma bolsa de valores brasileira na qual o maior número dessas ações, conforme for aplicável, tiver sido
vendido no dia de retirada. Se nenhuma ação preferencial ou ordinária, conforme for aplicável, tiver sido vendida nesse dia, o capital
registrado será referente ao preço médio na bolsa de valores brasileira no qual o maior número dessas ações, conforme for aplicável,
tiver sido vendido nas 15 sessões de negociação imediatamente anteriores à retirada. O valor em dólares americanos das ações
preferenciais ou ordinárias, conforme for aplicável é determinado com base na taxa de mercado comercial média cotada pelo Banco
Central nessa data ou, se o preço médio dessas ações for determinado de acordo com a frase anterior, a média dessas taxas médias
cotadas nos mesmos 15 dias usados para determinar o preço médio das ações.
Um Portador Não Brasileiro de nossas ações pode enfrentar atrasos na realização dessa ação, o que pode atrasar as remessas para o
exterior. Esse atraso pode afetar adversamente o montante em Dólares americanos recebido pelo Portador Não Brasileiro.
Consequências Materiais do Imposto de Renda Federal dos Estados Unidos
A discussão a seguir descreve as consequências materiais do imposto de renda federal dos Estados Unidos da compra,retenção e
alienação de nossas ações ou ADSs. Esta discussão aplica-se somente aos beneficiários de nossas ADSs ou ações que sejam
“Portadores americanos”, conforme definidos abaixo. Esta discussão é baseada no Código da Receita Interna dos EUA, de 1986, com
as alterações, ou o Código, sua história legislativa, Regulamentos do Tesouro finais, temporários e propostos existentes,
pronunciamentos administrativos pela Receita Federal dos EUA, ou IRS, e decisões judiciais, todas como se encontram atualmente em
vigor e todas as quais estão sujeitas a alteração (possivelmente de forma retroativa) e a interpretações diferentes. A discussão é
também baseada nas afirmações do depositário e na assunção de que cada obrigação no acordo de depósito entre nós, J.P. Morgan
Chase Bank, N.A., como depositário, e os portadores registrados e beneficiários de nossas ADSs, e quaisquer documentos correlatos,
será realizada de acordo com seus termos.
Esta discussão não pretende tratar de todas as consequências do imposto de renda federal dos Estados Unidos que possam ser
relevantes para um determinado portador e você deve consultar seu próprio conselheiro fiscal com relação à sua situação tributária
específica. A discussão aplica-se apenas aos Portadores americanos que são portadores de nossas ações ou ADSs como “bens de
capital” (geralmente, bens mantidos para investimento) pelo Código e não trata das consequências tributárias que possam ser
relevantes para os Portadores americanos em situações tributárias especiais que incluam, por exemplo:
•
instituições financeiras ou companhias de seguro;
•
organizações isentas de impostos;
•
intermediários;
•
negociantes de títulos que decidirem ajustar diariamente as perdas e ganhos;
•
detentores de bens imóveis, fideicomissos para investimento, companhias de investimento regulamentado,
sociedades ou interventor;
•
investidores cuja moeda funcional não seja o dólar americano;
•
exilados nos Estados Unidos;
•
acionistas que detêm nossas ações ou ADS como parte de uma operação de hedge , straddle ou de conversão; ou
•
portadores que possuam , direta ou indireta ou construtivamente, 10% ou mais do poder total de voto combinado, se
existente, de nossas ações ou ADSs.
Exceto onde estiver especificamente descrito abaixo, esta discussão assume que não somos uma empresa de investimento estrangeiro
passivo, ou PFIC, para fins de imposto federal norte-americano. Por favor, vide a discussão no “Item 10.E, Tributação –
Consequências do Imposto de Renda Federal dos EUA – Regras de Companhia de Investimento Estrangeiro Passivo” abaixo. Esta
discussão não trata das consequências de imposto mínimo alternativas de manter nossas ações ou ADSs ou as consequências indiretas
para os portadores de participações acionárias em sociedades ou em outras entidades que possuam nossas ações ou ADSs. Além disso,
esta discussão não trata das consequências de impostos estaduais, locais e que não sejam dos EUA de possuir nossas ações ou ADSs.
Você deve consultar seu próprio conselheiro fiscal com relação às consequências de impostos federal, estaduais, locais dos EUA e de
renda que não seja dos EUA, e outros impostos, da compra, posse e alienação de nossas ações ou ADSs em sua situação em particular.
Você é um “Portador norte-americano” se for um beneficiário de ações ou ADSs e for, para fins de imposto de renda federal norteamericano:
•
um indivíduo que seja cidadão ou residente dos Estados Unidos;
•
uma corporação, ou qualquer outra entidade tributável como uma corporação, criada e organizada de acordo com as
leis dos Estados Unidos, de qualquer um de seus estados, ou do Distrito de Columbia;
•
um estado cuja renda está sujeita a imposto de renda federal dos EUA, independentemente de sua fonte; ou
•
um trust caso um tribunal nos Estados Unidos seja capaz de exercer a principal supervisão sobre sua administração e
uma ou mais pessoas norte-americanas tenham a autoridade para controlar todas as decisões substanciais do trust.
Se uma sociedade possuir ações ou ADSs, o tratamento tributário de um sócio dependerá geralmente da situação do sócio e das
atividades da sociedade. Um provável investidor que seja sócio de uma sociedade que possuir nossas ações ou ADSs deve consultar
seu próprio conselheiro fiscal.
Propriedade de ADSs em Geral
Para fins de imposto de renda federal dos EUA, se você for um portador de ADSs, será geralmente tratado como o proprietário das
ações representadas pelas ADSs. Os depósitos e saques de ações por um Portador americano em troca de ADSs geralmente não
resultarão na obtenção de ganho ou perda para fins de imposto de renda federal dos EUA.
O Tesouro dos EUA expressou preocupação pelo fato das partes às quais recibos similares às ADSs são liberados, poderem estar
tomando medidas inconsistentes com a reivindicação de créditos de imposto estrangeiro por Portadores americanos de ADSs e que
estariam inconsistentes com a reivindicação da taxa de imposto reduzido abaixo descrito, aplicável a dividendos recebidos por certos
Portadores americanos não corporativos. Dessa forma, a análise da credibilidade dos impostos brasileiros e a disponibilidade da taxa
reduzida para dividendos recebidos por certos portadores não corporativos pode ser afetada por medidas tomadas pelas partes às quais
as ADSs são liberadas.
Distribuições em ações ou ADSs
A quantidade bruta de distribuições feitas a você de dinheiro ou bens com respeito às suas ações ou ADSs, antes da redução de
quaisquer impostos brasileiros delas retidos, será incluída em sua renda como renda de dividendos na medida em que essas
distribuições são pagas de nossos rendimentos e lucros correntes ou acumulados, conforme determinado pelos princípios do imposto
de renda federal dos EUA. Esses dividendos não serão elegíveis para a dedução dos dividendos recebidos geralmente permitidos para
os Portadores corporativos dos EUA. Sujeito a limitações aplicáveis, inclusive limitações do período de detenção, e a discussão acima
com relação a preocupações expressas pelo Tesouro dos EUA, os dividendos pagos a Portadores americanos não corporativos de
ADSs em anos tributáveis começando antes de 1º de janeiro de 2011 serão tributáveis a uma taxa mínima de 15,0%. Os Portadores
americanos, em particular os Portadores de ações dos EUA, devem consultar seus próprios conselheiros fiscais com relação às
implicações desta legislação em suas circunstâncias particulares.
Se você for um Portador americano, e pagarmos um dividendo em Reais brasileiros, esse dividendo será incluído em sua renda bruta
em um montante igual ao valor em dólares americanos dos Reais brasileiros, na data de recebimento por você ou, no caso de ADSs, o
depositário, independentemente de se e quando o pagamento for de fato convertido para dólares americanos. Se o dividendo for
convertido para dólares americanos na data de recebimento, um Portador americano geralmente não tem que reconhecer o ganho ou
perda em moeda estrangeira referente à renda dos dividendos.
Se você for um Portador americano, os dividendos pagos a você referentes às suas ações ou ADSs, serão tratados como renda de fonte
estrangeira, o que pode ser relevante no cálculo de sua limitação de crédito de imposto estrangeiro. Sujeito a certas condições e
limitações, o imposto brasileiro retido na fonte sobre dividendos pode ser creditado em relação à sua responsabilidade de imposto de
renda federal dos EUA. Em vez de reivindicar um crédito, você pode, a seu critério, deduzir os impostos brasileiros creditáveis ao
calcular sua renda tributável, sujeito às limitações aplicáveis de forma geral, de acordo com a lei norte-americana. As regras que
regem os créditos de imposto estrangeiro e as deduções de impostos não americanos são complexas e, por conseguinte, você deve
consultar seu próprio conselheiro fiscal com relação à aplicabilidade destas regras em seu caso particular.
Venda ou troca ou outra Alienação Tributável de Ações ou ADSs
Um Portador americano geralmente reconhecerá o ganho ou perda de capital quando da venda, troca ou outra alienação tributável de
nossas ações ou ADSs, medido pela diferença entre o valor do montante obtido em Dólar americano e a base tributária ajustada do
Portador americano nas ações ou ADSs. Qualquer ganho ou perda será ganho ou perda de capital de longo prazo se as ações ou ADSs
tiverem sido mantidas por mais de um ano. Os ganhos de capital de longo prazo de certos Portadores americanos (inclusive
indivíduos) são elegíveis para taxas reduzidas de tributação sobre a renda federal dos EUA. A dedutibilidade das perdas de capital está
sujeita a certas limitações de acordo com o Código.
Se um imposto brasileiro for retido na fonte sobre a venda ou outra alienação de ações ou ADSs, o montante obtido por um Portador
americano incluirá o montante bruto dos produtos daquela venda ou outra alienação antes da dedução do imposto brasileiro. O ganho
ou perda de capital, se existente, obtido por um Portador americano sobre a venda, troca ou outra alienação tributável de uma ação ou
ADS, será geralmente tratado como renda ou perda de fonte nos Estados Unidos para fins de crédito de imposto estrangeiro nos
Estados Unidos. Consequentemente, no caso de uma alienação de uma ação sujeita ao imposto brasileiro cobrado sobre o ganho (ou,
no caso de um depósito, em troca de uma ADS ou ação, conforme for o caso, que não for registrada em conformidade com a
Resolução No 2.689, na qual um imposto sobre ganho de capital brasileiro seja imposto), o Portador americano pode não conseguir se
beneficiar do crédito de imposto estrangeiro para aquele imposto brasileiro, a não ser que o Portador americano possa aplicar o crédito
ao imposto de renda federal dos EUA aplicável sobre outra renda de fontes fora dos EUA na categoria de renda apropriada.
Alternativamente, o Portador americano pode fazer uma dedução para o imposto brasileiro se não escolher reivindicar um crédito de
imposto estrangeiro para quaisquer impostos que não sejam dos EUA pagos durante o ano tributável.
Regra sobre investimento estrangeiro passivo da empresa
De forma geral, uma empresa não americana é uma PFIC com relação a um Portador americano se, para qualquer ano tributável no
qual o Portador americano tiver ações da empresa que não for norte-americana, pelo menos 75% de sua renda bruta é renda passiva ou
pelo menos 50% do valor de seus ativos (determinado com base na média trimestral) produzam renda passiva ou sejam mantidos para
a produção de renda passiva. Para tanto, a renda passiva inclui geralmente, entre outras coisas, dividendos, juros, aluguéis, royalties e
ganhos da alienação de ativos de investimento (sujeito às diversas exceções). Com base na natureza de nossa renda, ativos e atividades
correntes e projetadas, não acreditamos que as ações ou ADSs foram tributáveis para o ano anterior nem esperamos que venham a ser
ações de uma PFIC para fins de imposto de renda federal dos EUA. Entretanto, a determinação de se as ações ou ADSs constituem
ações de uma PFIC é uma determinação factual feita anualmente e, portanto, pode estar sujeita a alteração. Pelo fato destas
determinações serem baseadas eventualmente na natureza de nossa renda e ativos, e envolverem a aplicação de regras tributárias
complexas, não podem ser dadas quaisquer garantias de que não seremos considerados uma PFIC para o ano corrente ou para qualquer
ano passado ou futuro.
Se formos tratados como uma PFIC para qualquer ano tributável durante o qual você for um Portador americano, diversas
consequências adversas podem aplicar-se a você. Nem os ganhos nem os dividendos estariam sujeitos às taxas de imposto reduzidas
acima discutidas aplicáveis em certas situações. Em vez disso, o ganho reconhecido por você da venda ou de outra alienação das ações
ordinárias ou ADSs, seria alocado proporcionalmente por seu período para as ações ordinárias ou ADSs. Os montantes alocados ao
ano tributável da venda ou alienação e a qualquer ano antes de nos tornarmos uma PFIC, seriam tributáveis como renda normal. O
montante alocado a cada um dos outros anos tributáveis estaria sujeito a imposto à taxa mais alta em vigor para indivíduos ou
empresas, conforme for apropriado, e uma taxa de juros seria imposta sobre esse imposto como se não tivesse sido paga desde a data
original de vencimento para sua declaração de imposto pra esse ano. Outrossim, qualquer distribuição referente a ações ordinárias ou
ADSs superior a 125 por cento da média das distribuições anuais nas ações ordinárias ou ADSs recebidas por você durante os três
anos anteriores ou, se for menor, seu período de detenção estaria sujeito a tributação conforme descrito acima. Certas escolhas podem
estar disponíveis (inclusive uma nota para a escolha do mercado) às pessoas dos EUA que possam reduzir as consequências adversas
resultantes da situação da PFIC. Em qualquer caso, você estaria sujeito a exigências de preenchimento de formulário de imposto
adicional dos EUA.
Retenção de informações fundamentais e fornecimento de informações
De forma geral, os dividendos de nossas ações ou ADSs, e pagamentos dos produtos de uma venda, troca ou outra alienação de ações
ou ADSs, pagos nos Estados Unidos ou através de certos intermediários financeiros relacionados aos Estados Unidos a um Portador
Americano estão sujeitos ao fornecimento de informações e podem estar sujeitos a Retenção de informações fundamentais a uma taxa
atual máxima de 28%, a não ser que o portador (i) seja uma empresa ou outro recebedor isento, ou (ii) no caso de retenção de
informações fundamentais, fornecer um número de identificação de contribuinte correto e ateste que é uma pessoa americana e não
perdeu sua isenção de retenção de informações fundamentais.
Você pode creditar quantias retidas por estas regras contra sua responsabilidade de imposto de renda federal dos EUA, ou obter um
reembolso das quantias que excederem sua responsabilidade por imposto de renda federal dos EUA, contanto que as informações
exigidas sejam fornecidas à Receita Federal.
A recente legislação introduziu novos requisitos de informação para determinados Portadores americanos. A penalidade para o não
cumprimento destes requisitos de notificação, ou dos já existentes, pode ser significativa. Você deve consultar seus próprios
consultores fiscais sobre quaisquer requisitos de notificação americanos que possam surgir da propriedade ou alienação de ADSs ou
ações preferenciais, à luz de suas circunstâncias particulares.
F. Dividendos e Agentes Pagadores
Não aplicável.
G. Declaração de Especialistas
Não aplicável.
H. Documentos à Disposição
As declarações contidas neste relatório com relação ao conteúdo de qualquer contrato ou outro documento estão completas em todos
os aspectos materiais; entretanto, quando o contrato ou outro documento for um anexo deste relatório, cada uma destas declarações
está qualificada em todos os aspectos pelas disposições do contrato atual ou outros documentos.
Estamos sujeitos às exigências de informações do Exchange Act aplicáveis ao emissor privado estrangeiro. Dessa forma, teremos que
preencher relatórios e outras informações na SEC, incluindo relatórios anuais no Formulário 20-F e relatórios no Formulário 6-K.
Você pode inspecionar os relatórios e a cópia de relatórios e outras informações arquivados ou fornecidos na SEC, na Sala de
Referência Pública da SEC localizada em 100 F Street, N.E., Washington, D.C. 20549. Para mais informações, ligue para a SEC no
telefone 1-800-SEC-0330. Além disso, a SEC mantém um site na internet que contém os arquivos, relatórios e outras informações
referentes aos emissores que, como nós, arquivam eletronicamente na SEC. O endereço do sítio na web é http//www.sec.gov.
Como emissor privado estrangeiro, estamos isentos pelo Exchange Act de, entre outras coisas, das regras que estabelecem o
fornecimento e conteúdo de declarações de procurador, e membros de Nosso Conselho de Administração e Diretoria Executiva e
nossos principais acionistas estão isentos de informar e manipular as disposições para recuperação de lucros contidas na Seção 16 do
Exchange Act. Além disso, como emissor privado estrangeiro, não teremos , pelo Exchange Act, que preencher relatórios periódicos e
demonstrativos financeiros na SEC, com a frequência ou com a rapidez que as companhias americanas cujos títulos estão registrados
de acordo com o Exchange Act.
Apresentamos, ainda, relatórios periódicos e demonstrativos financeiros à CVM, localizada na Rua Sete de Setembro, 111, Rio de
Janeiro 20159-900, Brasil.
I. Informações sobre a Subsidiária
Não aplicável.
ITEM 11.
DIVULGAÇÕES QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS SOBRE RISCOS DE MERCADO
Os riscos inerentes em nossos instrumentos sensíveis de mercado são perdas potenciais que podem surgir de mudanças adversas na
taxas de juros e/ou taxas de câmbio. Estamos sujeitos a risco de mercado resultante de alterações nas taxas de juros porquanto essas
alterações podem afetar o custo ao qual obtemos financiamento. Estamos sujeitos a risco na taxa de câmbio com relação à nossa dívida
estipulada em moedas estrangeiras.
Riscos Relativos à taxa de Juros
A não ser por um empréstimo de US$1,555 milhão de dólares vinculado à taxa LIBOR, não temos nenhuma dívida que esteja
diretamente vinculada às taxas de juro variável. Em 31 de dezembro de 2010 ,tínhamos R$ 690 milhões de endividamento indexado ao
IGP-M. As variações nas taxas de juros podem ter um impacto sobre a inflação e,dessa forma, estamos indiretamente sujeitos às
alterações nas taxas de juros que podem aumentar o custo do financiamento.
Em 31 de dezembro de 2010, 3,7% de nosso endividamento total de R$ 18,7 bilhões denominados em reais estava indexado ao IGPM ou a outros índices inflacionários. Como resultado, nossa exposição ao risco inflacionário do Brasil foi de R$ 690 milhões em 31 de
dezembro de 2010. Cada variação de 1,0% na taxa IGP-M ou em qualquer outro índice inflacionário teria um impacto de R$ 6,6
milhões sobre nosso resultado líquido.
Riscos Cambiais
Em 31 de dezembro de 2010, aproximadamente 43,0% de nosso endividamento total de R$ 33,1 bilhões estavam denominados em
moedas estrangeiras. Do nosso endividamento denominado em moeda estrangeira em 2010, R$ 13,5 bilhões, ou aproximadamente
97,0% estavam denominados em dólares americanos (e dos quais R$ 8,3 bilhões, ou aproximadamente 60,0% eram do endividamento
de Itaipu).
Nós temos uma exposição em moeda estrangeira que afeta nossos passivos e ativos em virtude de empréstimos que fizemos a Itaipu,
na qual as demonstrações financeiras são realizadas em dólares americanos. Com o objetivo de nos protegermos da flutuação da taxa
de câmbio dólar/real, nossa Diretoria Executiva aprovou a implementação de uma política de hedge em julho de 2007, com objetivo
de reduzir a exposição à variação dessas moedas estrangeiras através do uso de contratos derivativos.
Em 2008, nós fizemos contratos de derivativos de curto prazo, que venceram em dezembro de 2008. Desde 01 de janeiro de 2009,, nós
não temos nenhum contrato de derivativo pendente, e nós não temos a intenção de fazer nenhum contrato de derivativos com objetivo
de fazer alavancagem ou proteção de crédito. Nossa estratégia geral é focar na proteção contra flutuações cambiais. Entretanto, nós
consideramos ampliar nossa política de hedge para cobrir outros riscos de mercado, como taxas de juros e índices, assim como
derivativos embutidos.
Como resultado, nossa atual exposição ao risco cambial do Dólar americano era de R$ 12,1 bilhões em 31 de dezembro de 2010. Cada
variação de 1,0% na taxa de câmbio Dólar americano/Real teria um impacto de R$ 107 milhões sobre nosso resultado líquido.
ITEM 12.
DESCRIÇÃO DOS VALORES MOBILIÁRIOS EXCETO TÍTULOS DE CAPITAL PRÓPRIO
12.d. Ações depositárias americanas - ADS
Taxas a pagar pelos detentores de nossas ADSs
O J.P. Morgan Chase Bank, N.A. é o depositário de nossas ações ordinárias e preferenciais ADSs. Exige-se dos detentores de ADR o
pagamento de várias taxas ao depositário, e o depositário pode se recusar a prestar qualquer serviço para o qual estabelece uma taxa
até que o pagamento da taxa aplicável tenha sido realizado.
Exige-se que os detentores de ADR paguem ao depositário: (i) uma taxa anual de US$0,02 por ADS para a administração do programa
de ADR e (ii) montantes com respeito às despesas incorridas pelo depositário ou por seus agentes em nome dos detentores de ADR,
incluindo despesas provenientes do cumprimento da lei aplicável, taxas ou outros encargos governamentais, transmissão de fac-símile,
ou da conversão de moeda estrangeira em dólares americanos. Em ambos os casos, o depositário pode decidir a seu exclusivo critério
buscar o pagamento por meio de emissão de fatura aos emitentes ou pela dedução da taxa de um ou mais dividendos em espécie ou
outras distribuições em espécie.
Também se exige de detentores de ADR o pagamento de uma taxa adicional para certos serviços prestados pelo depositário, conforme
estabelecido na tabela abaixo:
Atitude do depositário
Taxa associada
Emissão, entrega, redução, cancelamento ou resgate de ADSs
US$5,00 por 100 ADSs
Qualquer distribuição em espécie aos portadores de ADS registrados
US$0,02 (ou menos) por ADSs
As taxas de transferência (na medida em que não sejam proibidas
pelas regras da Bolsa de Valores primária sobre as quais as ADSs
estão listadas)
US$1,50 por ADR ou ADRs
Reembolso de depositários
De acordo com o contrato de depósito celebrado entre a nossa empresa e do depositário, somos reembolsados por certas despesas que
incorrermos em conexão com o programa de ADR pelo depositário. De 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2010, nós recebemos de
nossos bancos depositários o montante de US$1,5 milhão.
PARTE II
ÍTEM 13. INADIMPLÊNCIA, DIVIDENDOS A PAGAR E MORAS
Não aplicável.
ÍTEM 14. MODIFICAÇÕES MATERAIS NOS DIREITOS DOS PORTADORES DE TÍTULOS E USO DOS RECURSOS
Não aplicável.
ÍTEM 15. CONTROLES E PROCEDIMIENTOS
(a) Divulgação de Controles e Procedimentos
Sob a supervisão e com a participação de nossa administração, incluindo nosso Presidente e nosso Diretor Financeiro e de Relação
com os Investidores, nós avaliamos a eficácia do desenho e operação da nossa divulgação de controle e procedimentos (como definido
no regulamento da Bolsa de Valores de Nova York artigos 13a-15(e) e 15d-15(e)) em 31 de dezembro de 2010, no fim do período o
qual esse relatório anual abrange. Existem limitações inerentes à eficácia de qualquer sistema de controles e procedimentos de
divulgação, incluindo a possibilidade de erro humano e à evasão ou desprezo aos controles e procedimentos. Assim, mesmo os
controles e procedimentos eficazes só podem fornecer uma garantia razoável de atingir seus objetivos de controle.
Como resultado desta avaliação, nosso Diretor Presidente e Diretor Financeiro concluíram que nossos controles e procedimentos de
divulgação não foram eficazes em 31 de dezembro de 2010, e que a concepção e o funcionamento de nossos controles e
procedimentos de divulgação não foram eficazes para fornecer uma garantia razoável de que todas as informações relevantes relativas
à nossa empresa foram relatadas como requerido, por conta de insuficiências materiais na operação atual de nossos controles internos
sobre relatórios financeiros terem sido identificadas como descrito abaixo.
(b) Relatório Anual do Controle Interno sobre o Relatório Financeiro da Administração
Nossa Administração é responsável por estabelecer e manter controles internos adequados sobre os relatórios financeiros, conforme
definido nas Regras 13a-15(f) e 15d-15(f) de acordo com a Lei de Mercado de Capitais de 1934. Nosso controle interno sobre os
relatórios financeiros é um processo projetado para fornecer garantia razoável acerca da confiabilidade dos relatórios financeiros e das
demonstrações financeiras para fins externos em conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos. O controle interno da
companhia sobre o relatório financeiro inclui estas políticas e estes procedimentos que (i) dizem respeito à manutenção de serviços
que, em detalhe razoável, refletem as operações e as disposições de modo preciso e adequado dos ativos da Empresa; (ii) fornecem
garantia razoável de que as operações são registradas conforme necessárias para permitir a elaboração das demonstrações financeiras
de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos e que os recebimentos e os gastos da Companhia estão sendo feitos
apenas de acordo com as autorizações da administração e Diretores da Empresa; e (iii) fornecem garantia razoável com relação à
prevenção ou à detecção, em tempo hábil, de aquisição não autorizada, uso ou alienação dos ativos da Companhia que poderiam afetar
materialmente as demonstrações financeiras.
Em razão destas limitações inerentes, o controle interno sobre o relatório financeiro não pode prevenir ou detectar distorções. Além
disso, as projeções de qualquer avaliação da eficácia para os períodos futuros estão sujeitas ao risco de que os controles possam se
tornar inadequados em razão de alterações nas condições ou de que o grau de conformidade com as políticas ou procedimentos possa
se deteriorar.
Nossa administração avaliou a eficácia dos controles internos sobre os relatórios financeiros em 31 de dezembro de 2010. Ao realizar
essa avaliação, nossa administração ponderou os critérios baseados nos relatórios financeiros estabelecidos pelo Comitê de
Organizações Patrocinadoras da Comissão Treadway, ou COSO em “Controle Interno — Estrutura Integrada.” Como resultado da
avaliação, nossa administração concluiu que, em 31 de dezembro de 2010, nosso controle interno sobre os relatórios financeiros não
foram eficazes por causa da existência de deficiências materiais. Uma deficiência material é uma deficiência de controle, ou uma
combinação de deficiências, no controle interno sobre os relatórios financeiros de tal modo que existe uma possibilidade razoável de
que uma distorção relevante nas demonstrações financeiras anuais não serão evitadas ou detectadas em tempo hábil. As fraquezas
materiais identificadas foram:
1. Não mantivemos controles internos eficazes sobre os relatórios financeiros com base nos critérios da COSO. As seguintes
deficiências materiais relativas aos nossos controles sobre os relatórios financeiros foram identificadas: (i) as deficiências de controle
interno não foram remediadas em tempo hábil; e (iii) não definimos de maneira adequada a responsabilidade com relação a seus
controles internos sobre os relatórios financeiros e as linhas de comunicação necessárias por toda a organização; 2) não realizou
adequadamente uma avaliação de riscos para identificar os riscos de maneira que garantisse que os controles efetivos fossem
projetados e implementados adequadamente de maneira que prevenissem ou detectassem distorções materiais relevantes com respeito
às suas demonstrações financeiras; 3) Companhia não criou e nem manteve, de modo adequado, políticas de tecnologia da informação,
incluindo aquelas relacionadas à divisão de tarefas, segurança e acesso à concessão e ao monitoramento de seus programas e dados e
aplicação financeira.
2. Não criamos ou mantivemos controles operacionais eficazes sobre a integridade a precisão dos relatórios financeiros ao final do
exercício. Especificamente, não mantivemos processos e documentação eficazes de monitoramento e revisão relativos ao registro de
lançamentos contábeis recorrentes e não recorrentes.
3. Não criamos ou mantivemos controles operacionais eficazes para garantir a integridade / precisão dos depósitos judiciais e
processos legais, incluindo suas revisões / atualizações periódicas e perdas esperadas para efeito de exercício.
4. Não mantivemos controles eficazes de projeto e operacionais para garantir a integridade / precisão ou a análise / monitoramento dos
planos de benefícios após a aposentadoria (planos de pensão) patrocinados pela Empresa, incluindo a revisão detalhada dos
pressupostos atuariais, a reconciliação entre os relatórios de avaliação atuarial e os registros de contabilidade, bem como os fluxos de
caixa para os pagamentos da contribuição.
5. Não criamos ou mantivemos controles operacionais eficazes da unidade empresarial da Itaipu Binacional com relação à sua
contabilidade para ativos intangíveis, especificamente, para garantir a integridade, a precisão e a validação de suas aquisições de
ativos fixos.
6. Não mantivemos controles eficazes para garantir a integridade, a precisão, a validade e a avaliação de compras e pagamentos de
bens e serviços em nossa subsidiária Furnas em virtude de alterações relacionadas com a implementação do novo software de ERP Enterprise Resource Planning (ERP).
7. Não criamos ou mantivemos controles eficazes para garantir a integridade e a precisão das alterações de receita dos serviços da
transmissão associadas ao fator de ajuste relacionado à disponibilidade das linhas de transmissão não incluídas na taxa de receita anual
permitida (RAP). As informações relativas a tais receitas são fornecidas pelo ONS mensalmente e não mantemos controles para
confirmar as informações dadas.
8. Não criamos ou mantivemos controles operacionais eficazes para garantir a análise / monitoramento adequado para a elaboração
das demonstrações financeiras em conformidade com as Normas Internacionais de Informação Financeira (NIIF/IRFS) e das
divulgações relacionadas. Além disso, não temos funcionários internos de contabilidade com conhecimento adequado sobre a IFRS
para supervisionar e revisar o processo contábil e não mantivemos controles eficazes sobre o processo de elaboração dos relatórios
financeiros em virtude da insuficiência de pessoal interno com conhecimento, experiência e treinamento contábil suficientes quanto à
aplicação da IFRS e não implementamos revisão supervisionada adequada dos processos contábeis para garantir que as demonstrações
financeiras e as divulgações foram preparadas em conformidade com IFRS.
Apesar da avaliação de nossa Administração de que os controles e procedimentos de divulgação não foram eficazes e que existiram
deficiências materiais conforme identificadas acima, acreditamos que nossas demonstrações financeiras contidas nesse relatório anual
apresentam de maneira justa nossa posição financeira, os resultados das operações e fluxos de caixa para exercícios aqui cobertos em
todos os aspectos materiais.
A eficácia do controle interno sobre os relatórios financeiros, a partir de 31 de dezembro de 2010, foi auditada por
PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, uma empresa de contabilidade pública registrada independente, conforme
declarado em seu relatório com início na página F-1 das demonstrações financeiras a este Formulário 20-F.
Remediação da fraqueza material
A fim de remediar a fraqueza material relativa aos nossos controles internos sobre os relatórios financeiros, planejamos melhorá-lo
por meio de comunicação e treinamento com as áreas comerciais das empresas Eletrobrás. O plano de comunicação prevê a criação de
líderes de controles internos nas áreas de negócios, e o estabelecimento de metas para os gerentes dessas áreas. A Universidade
Corporativa oferece cursos sobre controles internos e de riscos. Além disso, planejamos a organização de seminários nas companhias e
o estabelecimento de planos de ações para os gerentes de negócios juntamente com nossa Administração com o objetivo de reduzir as
deficiências.
A fim de remediar a fraqueza material relativa ao controle sobre a integridade e precisão dos relatórios financeiros ao final do período
e de encerramento do período, adotamos um processo de revisão e aprovação de relatórios dos lançamentos realizados por cada área
de negócio. Também redesenhamos os perfis de usuários para usarem o software SAP na medida em que implementamos este sistema.
A fim de remediar a fraqueza material relativa ao controle sobre a integridade e precisão dos processos judiciais, a partir de dezembro
de 2009, os departamentos de contabilidade de nossas subsidiárias (exceto a Eletrobrás Furnas) incluíram todos os processos judiciais
em seus relatórios sobre ações cíveis. O departamento jurídico da Eletrobrás Furnas adotou o mesmo procedimento a partir do quarto
trimestre de 2020 e nosso departamento jurídico emendou os procedimentos com início no terceiro trimestre de 2011.
Com respeito à fraqueza material relativa ao controle sobre os planos de benefício após a aposentadoria (planos de pensão)
patrocinados por nós e administrados por uma empresa administradora de planos externa, estamos no processo de criação de um
sistema de controles internos para evitar confiar futuramente no relatório emitido pela empresa administradora de planos externa.
Estamos em discussão com a Itaipu e seus auditores externos para avaliar as maneiras mais eficazes para remediar a fraqueza material
relativa a Itaipu.
Com respeito à fraqueza material relativa à aquisição e ao pagamento de bens e serviços pela Eletrobrás Furnas, a Eletrobrás Furnas
implantou o sistema SAP como seu sistema ERP a fim de melhorar seus processos com relação à aquisição e pagamentos de bens. A
Companhia continuará atestar este sistema no segundo semestre de 2011 com vistas à solucionar esta fraqueza material.
Com respeito às receitas das linhas de transmissão, temos realizado reuniões regulares junto ao ONS a fim de garantir a integridade e
precisão das mudanças nos serviços de receita de transmissão associados com o fator de ajuste relacionados com a disponibilidade das
linhas de transmissão não incluídas na Receita Anual Permitida.
A fim de remediar a fraqueza material em relação à preparação das nossas divulgações e demonstrações financeiras conforme a IFRS,
estamos reavaliando a necessidade de contratar mais funcionários de contabilidade com conhecimento especializado em IFRS.
(c) Mudanças no Controle Interno sobre Relatório Financeiro
Exceto conforme estabelecido acima, não houve mudanças em nossos controles internos sobre relatórios financeiros que durante o
exercício findo em 31 de dezembro de 2010 que tenham afetado materialmente ou exista uma provável possibilidade de afetar
materialmente nosso controle interno sobre os relatórios financeiros a partir de 31 de dezembro de 2010.
(d) Relatório de Certificação dos Auditores Independentes Públicos Registrados
Para o relatório da PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, nossa empresa de contabilidade pública registrada
independente, datado em 14 de outubro de 2011, sobre a eficácia do controle interno sobre os relatórios financeiros a partir de 31 de
dezembro de 2010, veja o “Item 18. Demonstrações financeiras”.
ÍTEM 15T. CONTROLES E PROCEDIMENTOS
Não aplicável.
ITEM 16A. ESPECIALISTA FINANCEIRO DO COMITÊ DE AUDITORIA
Nosso Conselho de Administração determinou que Charles Carvalho Guedes, membro do Conselho Fiscal, é um “especialista
financeiro dos comitês de auditoria” como definido pelos atuais regulamentos da SEC e enquadram às exigências de independência
dos padrões de listagem da SEC e da NYSE. Para mais informações sobre o papel do Conselho Fiscal, veja “Item 6. Conselheiros,
Administração Sênior e Empregados C. Práticas do Conselho – Conselho Fiscal”.
ÍTEM 16B. CÓDIGO DE ÉTICA
Nós adotamos o código de ética que é aplicável a todos os funcionários, incluindo nosso Presidente e nosso Diretor Financeiro e de
Relação com os Investidores, Chefe da Tesouraria e pessoas que atuam com funções similares assim como diretores e outros
empregados. Nós disponibilizamos o Código de Ética no nosso site em: http://www.Eletrobrás.com/elb/data/Pages/
LUMISB877EC49ENIE.htm. Cópias do nosso Código de Ética podem ser obtidas através de carta enviada ao endereço
disponibilizado na capa desse formulário 20-F. Nós não concedemos nenhuma renúncia implícita ou explícita de qualquer disposição
do nosso Código de Ética desde que ele foi adotado.
ITEM 16C. HONORÁRIOS E SERVIÇOS DO CONTADOR PRINCIPAL
As tabelas a seguir apresentam por categoria de serviço, as remunerações totais por serviços prestados à Eletrobrás por
PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, durante os exercícios fiscais de 31 de dezembro de 2010 e 2009.
2010
2009
(R$ )
Remuneração de Auditoria .............................................
Remuneração Relacionada a Auditoria ............................
Remuneração de Assessoria Fiscal ..................................
Outras Remunerações ....................................................
Total ...........................................................................
5.100.000,00
—
—
—
5.100.000,00
5.000.000,00
—
—
—
5.000.000,00
Remuneração de Auditoria
A remuneração de auditoria consiste no conjunto de remuneração cobrada pelas PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes e
BDO Trevisan Auditores Independentes em conexão com a auditoria de nossas demonstrações financeiras e controles internos anuais,
revisões provisórias das nossa carta de conforto de informações financeiras trimestrais, procedimentos relacionados com auditoria
das receitas fiscais aplicáveis no âmbito da auditoria e revisão de nossas demonstrações financeiras.
Remuneração Relacionada à Auditoria
Nenhuma remuneração relacionada à auditoria foi paga à PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes para os exercícios fiscais
findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009.
Remuneração de Assessoria Fiscal
Nenhuma remuneração de Assessoria Fiscal foi paga à PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes para os exercícios fiscais
findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009.
Outras remunerações
Nenhuma outra remuneração foi paga à PricewaterhouseCoopers Auditores para os exercícios fiscais findos em 31 de dezembro de
2010 e 2009.
Políticas de Pré-Aprovação e Procedimentos
Em 27 de abril de 2005, nós adotamos o código de ética que é aplicável a todos os funcionários, incluindo nosso Presidente e nosso
Diretor Financeiro e de Relação com os Investidores, Chefe da Tesouraria e pessoas que atuam com funções similares assim como
diretores e outros empregados. Os objetivos desse Código são: (i) reduzir a possibilidade de má interpretação dos princípios éticos,
como resultado de uma interpretação subjetiva e pessoal; (ii) ser um benchmarking institucional formal para a conduta profissional de
nossos empregados, incluindo a forma ética de lidar com os conflitos de interesses atuais ou aparentes; (iii) prover um padrão para
nossos relacionamentos internos e externos, com nossos acionistas, investidores, clientes, empregados, parceiros, fornecedores,
prestadores de serviço, sindicatos trabalhistas, competidores e a sociedade, o governo e comunidades nas quais nós atuamos; e (iv)
assegurar as preocupações diárias com eficiência, competitividade e lucratividade para que não excedam o comportamento ético.
Nosso Código de Ética está disponível de graça, basta requerer uma cópia com nosso Departamento de Relações com os Investidores
no seguinte endereço: Avenida Presidente Vargas, 409, 13º andar, Edifício Herm. Stolz, CEP 20071-003 Rio de Janeiro, RJ, Brasil;
telefone: +55 21 2514 6331 ou +55 21 2514 6333; fax: +55 21 2514 5964; e e-mail: invest@Eletrobrás.com.
Nós também criamos, em 2008, uma Ouvidoria para receber reclamações de qualquer pessoa (providenciando para que a reclamação
seja primeiramente reportada ao Conselho Fiscal), com respeito a qualquer “conduta desonesta ou antiética”, “contabilidade, controles
internos da contabilidade ou questões de auditoria” e qualquer reclamação igualmente confidencial e anônima de “preocupações” do
mesmo tipo por nossos empregados e afiliados. A Ouvidoria pode ser acessada através de nosso website ou por carta enviada para
nossos escritórios direcionada ao Conselho Fiscal. Desde a sua criação, oito reclamações foram reportadas para nossa Ouvidoria, todas
elas relacionadas à conduta pessoal e portanto, não tiveram impacto financeiro em nosso resultado operacional.
ÍTEM 16D. ISENÇÃO DAS NORMAS DE LISTAGEM PARA COMITÊS DE AUDITORIA
Nós designamos o nosso Conselho Fiscal com poderes para atuar com o papel de Comitê de Auditoria de acordo com o artigo 10A-3
da Lei de Câmbio da Bolsa de Valores de Nova York. Nós somos exigidos tanto pela SEC quanto pelas regras do Comitê de Auditoria
das empresas listadas na NYSE para nos adequarmos à Regra 10A-3 da regulamentação daquela Bolsa de Valores, que requer que nós
ou estabeleçamos um Comitê de Auditoria, compostos por membros do Conselho de Administração, que possuam requerimentos
específicos ou damos poder ao nosso Conselho Fiscal para atuar no papel de Comitê de Auditoria de acordo com a exceção
estabelecida no artigo 10A-3(c)(3) da regulamentação da NYSE. Nós acreditamos que nosso Conselho Fiscal satisfaça a
independência ou outras exigências do artigo 10A-3 da regulamentação da NYSE que seriam aplicáveis na ausência de nossa
dependência em relação à isenção.
ÍTEM 16E. AQUISIÇÕES DE AÇÕES PELA EMISSORA E SUAS AFILIADAS
Não aplicável.
ÍTEM 16F. ALTERAÇÃO DO CONTADOR CERTIFICADO DA COMPANHIA SOB REGISTRO
Não houve mudanças no Contador Certificado.
ÍTEM 16G. GOVERNANÇA CORPORATIVA
Veja “Item 9C, Mercados - Diferenças Significativas entre nossas Práticas de Governança Corporativa e as Normas de Governança
Corporativa da NYSE”.
PARTE III
ÍTEM 17. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Vide "ÍTEM 18, Demonstrações financeiras."
ÍTEM 18. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Por favor, consulte nossas demonstrações financeiras consolidadas a partir da página F-1. A Companhia Energética do Maranhão S.A.
(o CEMAR), a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (ou CEEE D), a Companhia Estadual de Geração e
Transmissão de Energia Elétrica (ou CEEE-GT), a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (ou CTEEP) constituíram
subsidiárias significativas em 2009 e 2010 de acordo com o IFRS. Em conformidade com a Regra 3-09 da Regulação S-X,
demonstrações financeiras não auditadas comparativas para 2010 e 2009 da CEMAR, CEEE-D, CEEE-GT e CTEEP serão
apresentadas subsequentemente como alteração a este relatório anual.
ÍTEM 19. ANEXOS
2.1
Contrato de Depósito alterado e reformulado datado de 13 de agosto de 2007 entre a Centrais Elétricas Brasileiras SA Eletrobrás e JPMorgan Chase Bank, NA, aqui incorporados por referência de nossa Declaração de Registro no Formulário
20-F, arquivado 21 de julho de 2008, Arquivo No. 001 34129.
2.2
O valor total dos títulos de dívida de longo prazo de nossa companhia e suas subsidiárias sob qualquer instrumento, não
excede 10% do total dos ativos da nossa empresa e nossas filiais em base consolidada. Nós concordamos em fornecer cópias
de qualquer um ou todos esses instrumentos para a SEC, a pedido.
4.1
Tratado de Itaipu, assinado por Brasil e Paraguai - Lei n º 5.899 de julho de 1973 5., Aqui incorporadas por referência de
nossa Declaração de Registro no Formulário 20-F, arquivado 21 de julho de 2008, Arquivo No. 001 34129.
8.1
Lista de Subsidiárias
12.1
Regra 13a-14(a)/15d-14(a) Certificação do Diretor Executivo das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás.
12.2
Regra 13a-14(a)/15d-14(a) Certificação do Diretor Financeiro das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás.
13.1
Seção 906 Certificação do Presidente das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás.
13.2
Seção 906 Certificação do Presidente das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás.
16.1
Carta do auditor sobre as alterações do Auditor Externo
Assinaturas
O registrante certifica que cumpre todas as exigências para que o Formulário 20-F seja preenchido, e que autorizou e possibilitou
devidamente o que segue abaixo e assina esta declaração de registro em seu nome.
CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. –
ELETROBRÁS
Por:
/s/
Nome:
Cargo:
Por:
Nome:
Cargo:
JOSÉ DA COSTA Carvalho Neto
José da Costa Carvalho Neto
Diretor Presidente
/s/
ARMANDO CASADO DE ARAÚJO
Armando Casado de Araújo
Diretor Financeiro
CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S.A. – ELETROBRÁS
E SUBSIDIÁRIAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS
Em e para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
Sumário
Relatório da Companhia de Contabilidade Pública Registrada Independente
F-2
Demonstrações Financeiras Auditadas
Balanços Consolidados
Demonstrações de Resultado Consolidadas .....................................................................................
Demonstrações Consolidadas de Mutações do Patrimônio Líquido .........................................................
Demonstrações Consolidadas de Fluxo de Caixa ..............................................................................
Notas às Demonstrações Financeiras Consolidadas............................................................................
F-4
F-6
F-8
F-10
F-12
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Informe dos Auditores Independentes Públicos Registrados
Ao Conselho de Administração e Acionistas das
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Em nosso parecer, os balanços patrimoniais consolidados anexados e as demonstrações de operações consolidadas de
receitas abrangentes e fluxos de caixa apresentam, adequadamente, em todos os aspectos materiais, a posição financeira das
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás e suas subsidiárias em 31 de dezembro de 2010 e 2009 e 1 de janeiro de
2009 e os resultados de suas operações e seus fluxos de caixa para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009,
em conformidade com as Normas Internacionais de Informação Financeira (NIIF/IFRS) conforme emitidas pelo Comitê de
Normas Internacionais de Contabilidade. Além disso, em nosso parecer a Companhia não manteve, em todos os aspectos
materiais, um controle interno efetivo dos relatórios financeiros de 31 de dezembro de 2010, com base nos critérios
estabelecidos no Controle Interno – Estrutura Integrada emitidos pelo Comitê de Companhias Patrocinadoras da comissão
Treadway (COSO) porque existiam insuficiências materiais no controle interno sobre os relatórios financeiros a partir desta
data, relacionadas ao que se segue: (i) falta de um ambiente de controle interno efetivo, considerando que as deficiências de
controle interno não foram solucionadas em tempo hábil e a Companhia não definiu adequadamente a responsabilidade com
relação a seus controles internos sobre os relatórios financeiros e as linhas de comunicação necessárias por toda a
organização, a Companhia não realizou adequadamente uma avaliação de riscos para identificar os riscos de maneira que
garantisse que os controles efetivos fossem projetados e implementados adequadamente de maneira que prevenissem ou
detectassem distorções materiais relevantes com respeito às suas demonstrações financeiras, e a Companhia não criou e
nem manteve, de modo adequado, políticas de tecnologia da informação, incluindo aquelas relacionadas à divisão de
tarefas, segurança e acesso à concessão e ao monitoramento de seus programas e dados e aplicação financeira; (ii) falta de
processos de análise e de monitoramento efetivos e de documentação com relação ao registro de lançamentos contábeis
recorrentes e não recorrentes; (iii) falta de controles efetivos para garantir a integridade / precisão dos depósitos judiciais e
processos legais, incluindo suas revisões / atualizações periódicas e perdas esperadas para efeito de exercício; (iv) falta de
controles eficazes para garantir a integridade / precisão ou a análise / monitoramento dos planos de benefícios após a
aposentadoria (planos de pensão) patrocinados pela Empresa, incluindo a revisão detalhada dos pressupostos atuariais, a
reconciliação entre os relatórios de avaliação atuarial e os registros de contabilidade, bem como os fluxos de caixa para os
pagamentos da contribuição, (v) falta de controles efetivos da unidade empresarial da Itaipu Binacional com relação à sua
contabilidade para ativos intangíveis, (vi) falta de controles eficazes para garantir a integridade, a precisão, a validade e a
avaliação de compras e pagamentos de bens e serviços em nossa subsidiária Furnas; (vii) falta de controles eficazes para
garantir a integridade e a precisão das alterações de receita dos serviços da transmissão associadas ao fator de ajuste
relacionado à disponibilidade das linhas de transmissão não incluídas na taxa de receita anual permitida (RAP), (viii) falta
de controles efetivos para garantir a análise / monitoramento adequado para a elaboração das demonstrações financeiras em
conformidade com as Normas Internacionais de Informação Financeira (NIIF/IRFS) e das divulgações relacionadas e o
complemento insuficiente de pessoal interno com um nível suficiente de conhecimentos de contabilidade sobre o IFRS e a
falta de uma análise da supervisão adequada dos processos contábeis para garantir que as divulgações e as demonstrações
financeiras foram elaboradas em conformidade com o IFRS. Uma insuficiência material é uma deficiência ou uma
combinação de deficiências no controle interno sobre o relatório financeiro, de modo que exista uma possibilidade razoável
de que uma distorção material relevante das demonstrações anuais ou interinas não seja prevenida ou detectadas em tempo
hábil. As insuficiências materiais referidas acima estão descritas no “Relatório Anual da Administração acerca do Controle
Interno sobre Relatório Financeiro”. Consideramos que essas insuficiências materiais em determinar a natureza, o prazo e a
extensão dos testes aplicados em nossa auditoria para as demonstrações financeiras consolidadas de 2010 e nosso parecer
com relação à eficácia do controle interno da companhia sobre o relatório financeiro não afetam nosso parecer sobre estas
demonstrações financeiras consolidadas. A administração da companhia é responsável por estas demonstrações financeiras,
por manter o controle interno eficaz sobre os relatórios financeiros e pela avaliação da eficácia do controle interno sobre os
relatórios financeiros, incluída no relatório da administração referido acima. Nossa responsabilidade é expressar pareceres
sobre estas demonstrações financeiras e sobre o controle interno da Companhia com relação ao relatório financeiro com
base em nossas auditorias integradas. Conduzimos nossas auditorias em conformidade com as normas do Conselho
Supervisor de Auditoria de Companhias Públicas (Estados Unidos). Estas normas exigem que planejemos e realizemos as
auditorias com o objetivo de obter uma garantia razoável para saber se as demonstrações financeiras estão livres de
distorções materiais e se a eficácia do controle interno sobre os relatórios financeiros foi mantida em todos os aspectos
materiais. Nossas auditorias sobre as demonstrações financeiras consolidadas incluíram o exame, em base de testes, de
evidência que ampare as quantias e as divulgações das demonstrações financeiras consolidadas, a avaliação dos princípios
contábeis utilizados, as estimativas significativas feitas pela administração e a avaliação da apresentação geral das
demonstrações financeiras consolidadas. Nossa auditoria de controle interno sobre os relatórios financeiros incluiu a
obtenção de um entendimento do controle interno sobre o relatório financeiro, avaliando o risco de que uma insuficiência
material existe e a realização de teste e avaliação da eficácia do projeto e da eficácia operacional do controle interno sobre o
2
risco avaliado. Nossas auditorias também incluíram a realização de outros procedimentos referidos que consideramos
necessários a cada circunstância. Acreditamos que nossas auditorias fornecem uma base razoável para o nosso parecer.
Conforme divulgado na Nota 15 das demonstrações financeiras, as subsidiárias no segmento de distribuição sofreram
prejuízos recorrentes das operações e possuem uma deficiência de capital líquido no montante de R$ 554.323 mil em 31 de
dezembro de 2010.
O controle interno da companhia sobre o relatório financeiro é um processo projetado para fornecer uma garantia razoável
com relação à confiabilidade dos relatórios financeiros e à elaboração das demonstrações financeiras para fins externos de
acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos. O controle interno da companhia sobre o relatório financeiro
inclui estas políticas e estes procedimentos que (i) dizem respeito à manutenção de serviços que, em detalhe razoável,
refletem as operações e as disposições de modo preciso e adequado dos ativos da Empresa; (ii) fornecem garantia razoável
de que as operações são registradas conforme necessárias para permitir a elaboração das demonstrações financeiras de
acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos e que os recebimentos e os gastos da Companhia estão sendo
feitos apenas de acordo com as autorizações da administração e Diretores da Empresa; e (iii) fornecem garantia razoável
com relação à prevenção ou à detecção, em tempo hábil, de aquisição não autorizada, uso ou alienação dos ativos da
Companhia que poderiam afetar materialmente as demonstrações financeiras.
Em razão destas limitações inerentes, o controle interno sobre o relatório financeiro não pode prevenir ou detectar
distorções. Além disso, as projeções de qualquer avaliação da eficácia para os períodos futuros estão sujeitas ao risco de
que os controles possam se tornar inadequados em razão de alterações nas condições ou de que o grau de conformidade
com as políticas ou procedimentos possa se deteriorar.
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Rio de Janeiro, 14 de outubro de 2011
PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes
3
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Balanço General Consolidado em 31 de dezembro de 2010,
2009 e 1 de janeiro de 2009
Em milhares de Reais
(continuação)
(Uma tradução livre do original em português)
NOTA DO
ATIVO
31/12/2010
31/12/2009
01/01/2009
CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa .............................................................................................................................................................
9.220.169
8.617.294
5.527.468
7
Caixa restrito ......................................................................................................................................................................................
2.058.218
1.341.719
734.386
7
Títulos negociáveis .............................................................................................................................................................................
6.774.073
7.662.640
7.439.509
8
Contas a receber .................................................................................................................................................................................
4.016.006
3.102.079
3.118.392
9
Ativo financeiro dos contratos de concessão ......................................................................................................................................
726.507
715.720
522.852
17
Ativo financeiro - Itaipu .....................................................................................................................................................................
997.015
854.656
1.100.155
18
Financiamentos e empréstimos...........................................................................................................................................................
1.359.269
1.926.193
1.499.420
10
Conta de Consumo de Combustível - CCC ........................................................................................................................................
3.041.484
877.833
550.894
Remuneração dos investimentos ........................................................................................................................................................
178.604
78.726
61.951
11
Impostos recuperáveis ........................................................................................................................................................................
1.825.905
1.326.933
509.883
12
Direitos de reembolso .........................................................................................................................................................................
324.451
221.519
527.809
13
Outros devedores ................................................................................................................................................................................
478.367
602.731
373.070
Estoque de combustível nuclear .........................................................................................................................................................
297.972
324.634
286.903
14
Armazém (depósito) ...........................................................................................................................................................................
378.637
350.470
309.008
Despesas pré-pagas.............................................................................................................................................................................
40.418
58.765
45.278
Instrumentos financeiros ....................................................................................................................................................................
283.220
227.540
52.640
Outros .................................................................................................................................................................................................
805.631
511.774
362.944
32.805.946
28.801.226
23.022.562
NÃO CIRCULANTE
ATIVOS DE LONGA DURAÇÃO .............................................................................................................................................................
Financiamentos e empréstimos...........................................................................................................................................................
8.300.171
9.839.828
13.405.178
10
Contas a receber .................................................................................................................................................................................
1.470.215
1.431.080
1.874.063
9
Títulos negociáveis .............................................................................................................................................................................
769.905
687.188
618.474
8
Estoque de combustível nuclear .........................................................................................................................................................
799.556
755.434
720.294
14
Ativo financeiro dos contratos de concessão ......................................................................................................................................
24.995.625
22.352.103
20.821.243
17
Ativo financeiro - Itaipu .....................................................................................................................................................................
15.648.087
16.744.836
24.119.962
18
Ativos de impostos diferidos ..............................................................................................................................................................
4.338.682
4.493.223
3.450.717
12
Depósitos compulsórios .....................................................................................................................................................................
1.750.678
1.521.317
991.957
Conta de Consumo de Combustível - CCC ........................................................................................................................................
1.156.926
1.173.580
572.279
Instrumentos financeiros ....................................................................................................................................................................
297.020
228.020
40.050
Outros .................................................................................................................................................................................................
889.931
766.145
1.012.241
60.416.796
59.992.754
67.626.458
Adiantamentos para ações corporativas .............................................................................................................................................
7.141
4.001
4.027
60.423.937
59.996.755
67.630.485
INVESTIMENTOS .....................................................................................................................................................................................
4.724.647
5.288.107
5.043.144
15
ATIVOS FIXOS ..........................................................................................................................................................................................
46.682.498
41.597.605
36.495.659
16
INTANGÍVEL .............................................................................................................................................................................................
19
Contratos de concessão ......................................................................................................................................................................
932.509
991.879
1.328.055
Outros .................................................................................................................................................................................................
1.331.463
1.032.804
786.539
53.671.117
48.910.395
43.653.397
146.901.000
137.708.376
134.306.444
ATIVOS TOTAIS ......................................................................................................................................................................................
4
NOTA
31/12/2010
31/12/2009
01/01/2009
PASSIVOS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
CIRCULANTE
Empréstimos .......................................................................................................................................................................................
1.868.465
1.115.275
1.135.497
23
Empréstimo compulsório ...................................................................................................................................................................
16.925
13.675
85.946
24
Fornecedores ......................................................................................................................................................................................
5.165.765
3.079.614
2.504.293
21
Adiantamentos de clientes ..................................................................................................................................................................
341.462
63.400
53.159
22
Impostos e contribuição social ...........................................................................................................................................................
1.102.672
963.365
810.536
26
Conta de Consumo de Combustível - CCC ........................................................................................................................................
2.579.546
923.535
667.626
25
Remuneração dos acionistas ...............................................................................................................................................................
3.424.520
3.214.450
1.687.448
28
Créditos do Tesouro Nacional ............................................................................................................................................................
92.770
76.036
72.236
29
Passivos estimados .............................................................................................................................................................................
772.071
672.214
600.661
Obrigações de reembolso ...................................................................................................................................................................
759.214
857.001
479.868
Planos de pensão complementária ......................................................................................................................................................
330.828
351.149
510.197
30
Provisões para contingências ..............................................................................................................................................................
257.580
252.708
303.452
31
Taxas regulatórias...............................................................................................................................................................................
584.240
589.433
695.247
27
Arrendamento .....................................................................................................................................................................................
120.485
108.827
106.435
Instrumentos financeiros ....................................................................................................................................................................
237.209
40.050
296.134
Outros .................................................................................................................................................................................................
715.757
949.113
652.416
18.369.509
13.269.845
10.661.151
NÃO CIRCULANTE
Empréstimos .......................................................................................................................................................................................
31.269.971
28.392.542
26.910.231
23
Créditos do Tesouro Nacional ............................................................................................................................................................
250.485
311.306
403.429
29
Empréstimo compulsório ...................................................................................................................................................................
141.425
127.358
129.866
24
Impostos e contribuição social ...........................................................................................................................................................
1.217.649
1.273.890
2.472.172
26
Remuneração dos acionistas ...............................................................................................................................................................
5.601.077
7.697.579
—
28
Provisão para descomissionamento ....................................................................................................................................................
375.968
323.326
266.168
32
Adiantamentos de clientes ..................................................................................................................................................................
928.653
978.980
1.018.488
22
Conta de Consumo de Combustível - CCC ........................................................................................................................................
1.876.598
1.344.380
1.413.039
25
Provisões para contingências ..............................................................................................................................................................
3.901.289
3.528.917
3.769.666
31
Planos de pensão complementária ......................................................................................................................................................
2.066.702
1.992.012
2.179.845
30
Arrendamento .....................................................................................................................................................................................
1.694.547
1.639.448
1.685.071
Concessões a pagar .............................................................................................................................................................................
834.215
761.131
656.249
33
Adiantamentos para futuro aumento de capital ..................................................................................................................................
5.173.856
4.712.825
4.287.353
34
Instrumentos financeiros ....................................................................................................................................................................
303.331
228.020
40.050
Outros .................................................................................................................................................................................................
2.365.315
1.747.768
1.103.760
58.001.081
55.059.482
46.335.387
PATRIMÔNIO LÍQUIDO ........................................................................................................................................................................
36
Capital social ......................................................................................................................................................................................
26.156.567
26.156.567
26.156.567
Reservas de capital .............................................................................................................................................................................
26.048.342
26.048.342
26.048.342
Reservas de lucros ..............................................................................................................................................................................
16.804.851
19.009.668
28.900.908
Lucros retidos .....................................................................................................................................................................................
—
(3.345.744)
(4.086.684)
Ajuste de avaliação patrimonial .........................................................................................................................................................
163.335
179.427
196.906
Dividendo adicional proposto.............................................................................................................................................................
753.201
370.755
257.836
Outros resultados abrangentes ............................................................................................................................................................
377.818
827.491
(285.485)
Participação dos acionistas minoritários.............................................................................................................................................
226.296
132.543
121.516
70.530.410
69.379.049
77.309.906
146.901.000
137.708.376
134.306.444
PASSIVOS TOTAIS E PATRIMÔNIO LÍQUIDO ................................................................................................................................
5
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Demonstração de Resultado Consolidado para o exercício
findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
Em milhares de Reais
(Uma tradução livre do original em português)
NOTA
31/12/2010
31/12/2009
26.749.402
23.140.905
RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA ..................................................................................................................................................
38
DESPESAS OPERACIONAIS .................................................................................................................................................................
Mercadorias, suprimentos e serviços ..................................................................................................................................................
7.370.713
6.486.218
40
Participação nos lucros para funcionários e administração ................................................................................................................
296.270
284.534
Energia elétrica comprada para revenda .............................................................................................................................................
4.315.084
3.581.396
41
Combustível para produção de energia elétrica ..................................................................................................................................
743.761
756.285
Uso da rede .........................................................................................................................................................................................
1.353.839
1.263.408
Remuneração e indenizações ..............................................................................................................................................................
1.087.341
1.188.032
Depreciação e amortização .................................................................................................................................................................
1.592.476
1.624.246
Construção ..........................................................................................................................................................................................
2.953.484
1.723.960
Provisões operacionais .......................................................................................................................................................................
1.529.549
2.140.406
42
Rendimento para compensar de Itaipu ...............................................................................................................................................
441.057
669.675
Doações e contribuições .....................................................................................................................................................................
261.006
237.978
Outros .................................................................................................................................................................................................
1.063.205
704.447
23.007.785
20.660.585
3.741.617
2.480.320
LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO ...............................................................................................
RESULTADO FINANCEIRO
Receita financeira .............................................................................................................................................................................
Receitas de juros, comissões e taxas ..................................................................................................................................................
781.872
1.035.487
Receita de investimentos financeiros .................................................................................................................................................
1.537.435
1.464.782
Taxas por atraso sobre a energia elétrica ............................................................................................................................................
393.987
228.145
Atualização monetária ........................................................................................................................................................................
616.141
356.023
Outras receitas financeiras ..................................................................................................................................................................
44.856
736.765
Despesas financeiras .........................................................................................................................................................................
Encargos sobre dívidas .......................................................................................................................................................................
(1.675.821)
(1.758.473)
Encargos de arrendamento .................................................................................................................................................................
(332.449)
(213.470)
Encargos sobre os recursos dos acionistas .........................................................................................................................................
(1.298.647)
(1.468.713)
Variações da taxa de câmbio ..............................................................................................................................................................
(431.497)
(4.018.643)
(364.123)
(3.638.097)
Resultado/(perda) antes da participação em companhias associadas e outros
3.377.494
(1.157.777)
investimentos .........................................................................................................................................................................................
669.755
1.571.032
Resultado da participação em companhias associadas e outros investimentos 39 ...............................................................................
RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO
4.047.249
413.255
SOCIAL .................................................................................................................................................................................................
Imposto de renda ................................................................................................................................................................................
(1.074.605)
635.875
Contribuição social sobre a renda líquida ...........................................................................................................................................
(419.659)
201.010
2.552.985
1.250.140
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ...........................................................................................................................................
ATTRIBUÍVEL AOS ACIONISTAS MAJORITÁRIOS ...........................................................................................................................
2.247.913
911.467
ATTRIBUÍVEL AOS ACIONISTAS MINORITÁRIOS ............................................................................................................................
305.072
338.673
R$
2,25 R$
1,10
RESULTADO LÍQUIDO POR AÇÃO ....................................................................................................................................................
6
As notas anexas fazem parte integrante destas demonstrações financeiras consolidadas.
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Demonstração consolidada de Outros resultados abrangentes para o
exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
Em milhares de Reais
(Uma tradução livre do original em português)
Exercício findo em 31 de
dezembro
2010
2009
Resultado líquido do exercício ..................................................................................................................................................................
2.552.985
1.250.140
Outros componentes de resultados abrangentes
Ajustes de interpretação acumulados .................................................................................................................................................
(4.520)
(30.059)
Ajustes de perdas e ganhos atuariais ..................................................................................................................................................
(345.034)
243.385
Valor justo dos instrumentos financeiros disponíveis para venda ......................................................................................................
(50.143)
440.775
Ajustes de hedge de fluxo de caixa ....................................................................................................................................................
8.489
(13.540)
Resultados abrangentes de companhias associadas e entidades controladas conjuntamente..............................................................
(58.466)
472.416
Outros componentes dos resultados abrangentes do exercício ..............................................................................................................
(449.674)
1.112.977
Total dos resultados abrangentes do exercício ........................................................................................................................................
2.103.311
2.363.117
Atribuível
Acionistas da Empresa .................................................................................................................................................................................
1.798.239
2.024.445
Participação de acionistas minoritários ........................................................................................................................................................
305.072
338.672
2.103.311
2.363.117
As notas que acompanham fazem parte integrante dessas demonstrações financeiras consolidadas.
7
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Demonstração consolidada do patrimônio líquido
para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Uma tradução livre do original em português)
Em milhares de Reais
RESERVAS
DE
RESERVAS
CAPITAL
REAVALIAÇ
DE
SOCIAL CAPITAL
ÃO
SALDO EM 01/01/2009
ANTES DA ADOÇÃO
DAS NOVAS
PRÁTICAS
Efeitos da adoção das novas
práticas
Dividendos adicionais
Em 1 de janeiro de 2009
(atualizado)
26.156.567 26.048.342
196.906
RESERVAS DE LUCROS
LEGAL
2.037.862
ESTATUT
ÁRIA
17.038.712
DIVIDENDOS NÃO
DISTRIBUÍDOS
9.336.858
RETENÇÃ
O DE
LUCROS
487.476
REFLEX
O DOS
AJUSTES
DIVIDEN
DE
DOS
AVALIA
PERDAS
ADICION ÇÃO DO ACUMULA
AIS
ATIVO
DAS
—
(196.906)
28.285
—
AFAC
4.287.353
168.621
(4.086.684) (4.287.353)
196.906
(4.086.684)
OUTROS
RESULTA
DOS
ABRANGE
NTES
—
26.156.567 26.048.342
—
2.037.862
17.038.712
9.336.858
487.476
257.836
—
(7.513.070)
(285.485 )
77.188.390
121.516
77.309.906
(257.836)
(879)
(257.836)
(879)
(29.790 )
(29.790)
(29.790)
5.914
5.914
5.914
206.662
206.662
206.662
(72.276 )
(72.276)
(72.276)
1.002.466
926.581
(10.263.439)
(17.479)
8.526
16.963.279
—
—
8
370.755
1.002.466
926.581
(10.263.439)
926.581
(10.263.439)
338.673
—
(8.526 )
(741.509)
370.755
2.046.388
1.002.466
—
—
911.467
—
17.479
562.030
911.467
(741.509 )
—
(3.345.743)
—
827.491
69.246.506
—
—
1.250.140
—
—
(327.646 )
370.755
179.427
85.618.361
121.516
(879)
(487.476)
—
(8.687.807)
257.836
(257.836)
(74.554)
85.618.361
PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
TOTAL
(285.485 )
257.836
Dividendos adicionais
Ações em tesouraria
Ajustes de interpretação
acumulados
Outros benefícios pósemprego
Valor justo dos instrumentos
financeiros disponíveis
para venda
Impostos diferidos em outros
resultados abrangentes
Reflexo de outros resultados
abrangentes
Encargos financeiros —
Decreto 2.673/98
Reversão para pagamento
Realização da reserve de
reavaliação
Reversão de reservas
de lucro líquidas do exercício
Alocação de renda:
Constituição de
reservas
Remuneração dos
acionistas
Aprovação de
dividendos
adicionais por
OSM
Em 31 de dezembro de 2009
(atualizado)
26.156.567 26.048.342
PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
ATRIBUÍDO AO
MAJORITÁRIO
PATRIMÔ
NIO
LÍQUIDO
ATRIBUÍD
O AO
MINORIIT
ÁRIO
(1.069.155)
370.755
132.543
69.379.049
RESERVAS
DE
RESERVAS
CAPITAL
REAVALIAÇ
DE
SOCIAL CAPITAL
ÃO
RESERVAS DE LUCROS
LEGAL
Dividendos adicionais
Ajustes de interpretação
acumulados
Outros benefícios pósemprego
Valor justo dos instrumentos
financeiros disponíveis
para venda
Impostos diferidos sobre
outros resultados
abrangentes
Reflexo de outros resultados
abrangente
Ajuste de avaliação
patrimonial
Realização da reserve de
reavaliação
Reversão de reservas
de lucro líquidas do exercício
Alocação de renda:
Remuneração dos
acionistas
Aprovação de
dividendos
adicionais por
OSM
ESTATUT
ÁRIA
DIVIDENDOS NÃO
DISTRIBUÍDOS
RETENÇÃ
O DE
LUCROS
REFLEX
O DOS
AJUSTES
DIVIDEN
DE
DOS
AVALIA
PERDAS
ADICION ÇÃO DO ACUMULA
AIS
ATIVO
DAS
AFAC
OUTROS
RESULTA
DOS
ABRANGE
NTES
(370.755)
PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
TOTAL
(370.755)
(370.755)
(4.453 )
(4.453)
(4.453)
36.498
36.498
36.498
104.740
104.740
104.740
(48.021 )
(48.021)
(48.021)
(538.438 )
(538.438)
(538.438)
(16.092)
(16.092)
(16.092)
(2.204.815)
PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
ATRIBUÍDO AO
MAJORITÁRIO
PATRIMÔ
NIO
LÍQUIDO
ATRIBUÍD
O AO
MINORIIT
ÁRIO
16.092
2.205.694
2.247.913
16.092
—
2.247.913
—
(1.123.956)
(1.123.956)
753.201
305.072
(211.319 )
753.201
16.092
—
2.552.985
—
(1.335.275)
753.201
Em 31 de dezembro de 2010
26.156.567 26.048.342
—
2.046.388
14.758.464
—
—
9
753.201
163.335
—
—
377.817
70.304.113
226.296
70.530.410
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Demonstração Consolidada de Fluxo de Caixa
para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 e 2009
Em milhares de Reais
(Uma tradução livre do original em português)
31/12/2010
31/12/2009
ATIVIDADES OPERACIONAIS
Receita antes do Imposto de Renda e Contribuição Social
4.047.250
413.255
Ajustes para a reconciliação da receita ao caixa gerado pelas operações: .................................................................................
Depreciação e amortização .......................................................................................................................................................
1.592.476
1.624.246
Variações de taxa de câmbio/monetárias líquidas.....................................................................................................................
(387.617)
3.662.620
Encargos financeiros .................................................................................................................................................................
2.008.270
1.971.943
Atualização das taxas de rentabilidade - Transmissão ..............................................................................................................
(501.058)
(535.842)
Receita de construção ...............................................................................................................................................................
(636.818)
(440.915)
Resultado da participação em companhias associadas e outros investimentos .........................................................................
(601.165)
(1.571.031)
Revenda de Itaipu .....................................................................................................................................................................
548.554
1.335.177
Provisão para passivos sem financiamento ...............................................................................................................................
148.167
(74.859)
Provisão para impostos diferidos ..............................................................................................................................................
828
(2.999)
Provisão para créditos de liquidação duvidosa .........................................................................................................................
463.201
772.214
Provisões para contingências ....................................................................................................................................................
460.628
96.752
Provisão para imparidade ..........................................................................................................................................................
82.402
(412.956)
Provisão para benefícios pós-emprego .....................................................................................................................................
(43.645)
942.772
Encargos da Reserva Global de Reversão .................................................................................................................................
395.756
380.439
Ajustes a valor presente– avaliação atuarial .............................................................................................................................
(17.931)
31.485
Ajustes a valor presente - arrendamento ...................................................................................................................................
332.449
213.470
Participação minoritária no lucro ..............................................................................................................................................
(305.072 .........................
(338.673
Encargos sobre os recursos dos acionistas ................................................................................................................................
1.298.647
1.468.710
Rendimento para compensar de Itaipu ......................................................................................................................................
441.057
669.675
Ganhos/perdas na venda de ativos ............................................................................................................................................
(49.286)
203.918
Instrumentos financeiros - Derivativos .....................................................................................................................................
(46.599)
(430.984)
Outros .......................................................................................................................................................................................
337.903
(417.427)
5.521.147
9.147.735
Aumento/(redução) em ativos operacionais ...................................................................................................................................
Caixa restrito .............................................................................................................................................................................
(716.499)
(607.333)
Consumidores e revendedores ..................................................................................................................................................
(889.281)
16.315
Títulos negociáveis ...................................................................................................................................................................
888.568
(223.131)
Conta de Consumo de Combustível - CCC ..............................................................................................................................
(2.163.651)
(326.939)
Impostos recuperáveis ...............................................................................................................................................................
215.910
840.102
Direitos de reembolso ...............................................................................................................................................................
(102.932)
306.290
Outros devedores ......................................................................................................................................................................
124.364
(229.661)
Armazém (depósito) .................................................................................................................................................................
(1.505)
(79.193)
Despesas pré-pagas ...................................................................................................................................................................
18.347
(13.487)
Instrumentos financeiros ...........................................................................................................................................................
(55.680)
(174.900)
Ativo financeiro dos contratos de concessão ............................................................................................................................
(10.787)
(192.869)
Ativo financeiro - Itaipu............................................................................................................................................................
(142.359)
245.499
Outros .......................................................................................................................................................................................
(392.399)
241.806
(3.227.904)
(197.501)
10
31/12/2010
31/12/2009
Aumento/(diminuição) em passivos operacionais ..........................................................................................................................
Empréstimo compulsório ..........................................................................................................................................................
3.250
(72.271)
Fornecedores .............................................................................................................................................................................
2.086.151
575.321
Adiantamentos de clientes ........................................................................................................................................................
278.062
10.241
Impostos e contribuição social ..................................................................................................................................................
193.323
(898.824)
Conta de Consumo de Combustível - CCC ..............................................................................................................................
1.656.011
274.194
Concessões a pagar ...................................................................................................................................................................
247.786
5.314
Arrendamento ...........................................................................................................................................................................
11.658
108.827
Passivos estimados ....................................................................................................................................................................
99.857
71.553
Obrigações de reembolso ..........................................................................................................................................................
(97.787)
377.133
Pesquisa e desenvolvimento .....................................................................................................................................................
—
—
Planos de pensão complementária ............................................................................................................................................
—
—
Taxas regulatórias .....................................................................................................................................................................
(5.194)
589.433
Instrumentos financeiros ...........................................................................................................................................................
197.159
40.049
Outros .......................................................................................................................................................................................
(481.282)
943.797
4.188.994
2.024.767
Caixa de atividades operacionais ..............................................................................................................................................
10.529.487
11.388.256
Pagamento de encargos financeiros ..........................................................................................................................................
(1.453.344)
(1.104.469)
Pagamento de encargos de Reserva Global de Reversão ..........................................................................................................
(864.871)
(788.445)
Recebimento de encargos financeiros .......................................................................................................................................
468.975
574.508
Pagamento de imposto de renda e contribuição social ..............................................................................................................
(890.205)
(906.786)
Depósitos judiciais ....................................................................................................................................................................
(146.131)
(354.036)
Caixa de atividades operacionais ........................................................................................................................
7.643.911
8.809.028
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Empréstimos e financiamentos de longo prazo .........................................................................................................................
3.829.260
1.672.331
Pagamento de empréstimos e financiamentos - principal .........................................................................................................
(1.202.294)
(1.145.379)
Pagamento de remuneração dos acionistas ...............................................................................................................................
(3.143.565)
(1.390.796)
Pagamento de refinanciamento de impostos e contribuições - principal ..................................................................................
(92.115)
(97.480)
Adiantamentos para futuro aumento de capital - AFAC ...........................................................................................................
—
—
Empréstimo compulsório e Reserva Global de Reversão .........................................................................................................
1.049.035
896.445
Outros .......................................................................................................................................................................................
(346.433)
(1.416.057)
Caixa liquido de atividades de financiamento ...................................................................................................
93.888
(1.480.936)
ATIVIDADES DE INVESTIMENTO
Concessão de empréstimos e financiamentos ...........................................................................................................................
(142.291)
(216.056)
Concessão de empréstimos e financiamentos ...........................................................................................................................
2.562.306
1.064.842
Créditos renegociados de energia elétrica recebidos.................................................................................................................
342.745
563.460
Aquisição de ativos imobilizados .............................................................................................................................................
(6.256.197)
(5.262.299)
Aquisição de ativos imobilizados .............................................................................................................................................
(359.219)
(290.736)
Aquisição de ativo financeiro - Transmissão/Distribuição .......................................................................................................
(266.146)
737.675
Aquisição /contribuição de capital no capital próprio ...............................................................................................................
(628.455)
(1.018.951)
Concessão de adiantamento para futuro aumento de capital .....................................................................................................
(3.095.671)
0
Recebimento de remuneração de investimentos sobre investimentos em capital próprio.........................................................
600.869
731.216
Outros .......................................................................................................................................................................................
107.136
(547.417)
Caixa liquido de atividades de investimento ......................................................................................................
(7.134.923)
(4.238.266)
Aumento/(diminuição) em caixa e equivalentes de caixa ...........................................................................................
602.876
3.089.826
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ................................................................................................................
8.617.294
5.527.468
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ................................................................................................................
9.220.169
8.617.294
602.875
3.089.826
11
(Uma tradução livre do original em português)
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - Eletrobrás
Notas explicativas sobre as Demonstrações Financeiras Consolidadas
para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010
Em milhares de Reais
1
Informações Gerais
Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (“Eletrobrás” ou “Empresa”) é uma corporação com sede em Brasília - DF - Setor
Comercial Norte, Quadra 4, Bloco B, 100, sala 203 - Asa Norte, registrada na Comissão de Valores Mobiliários - CVM e na
Securities e Exchange Commission - SEC, com ações negociadas nas bolsas de valores em São Paulo (BOVESPA) - Brasil,
Madri (LATIBEX) – Espanha e Nova York (NYSE) – Estados Unidos da América. O objetivo do seu negócio é estudar,
projetar, construir e operar usinas de geração de energia, transmissão de energia elétrica e linhas de distribuição, assim
como as transações comerciais de operação advindas dessas atividades. Seu objetivo também é conceder financiamento,
fornecendo garantias, no País e no exterior, às companhias de serviço público de energia elétrica sob seu controle e em
nome de entidades de pesquisa técnico-científicas, promovendo e apoiando a pesquisa no setor de energia elétrica,
especialmente aquelas ligadas às atividades de geração, transmissão e distribuição, assim como a realização de estudos para
a exploração de bacias hidrográficas para múltiplos propósitos, contribuindo para a educação de pessoal técnico exigido
pelo setor brasileiro de energia elétrica, assim como a preparação de trabalhadores qualificados, por meio de cursos
especializados, ela também pode fornecer auxílio às escolas no país ou bolsas de estudo no exterior e assinar contratos com
entidades a fim de contribuir com o treinamento de pessoal técnico especializado; colaborar, técnica e administrativamente,
com companhias nas quais possui participação acionária e com o Ministério de Minas e Energia.
A companhia opera como uma companhia controladora, gerenciando os investimentos na participação de capital, mantendo
controle direto em sete companhias de geração e/ou transmissão de energia elétrica: (Furnas Centrais Elétricas S.A. FURNAS, Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. - ELETRONORTE, Amazonas Energia - AME, Companhia
Hidroelétrica do São Francisco - CHESF, Centrais Elétricas S.A. - ELETROSUL, Eletrobrás Termonuclear S.A. ELETRONUCLEAR, e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE) e em quatro companhias de
distribuição de energia elétrica: Companhia de Eletricidade do Acre - Eletroacre, Centrais Elétricas de Rondônia - Ceron,
Companhia Energética de Alagoas - Ceal e Companhia Energética do Piauí – Cepisa.
A companhia também é a matriz da Eletrobrás Participações S.A. – Eletropar e, em regime de controle conjunto, da Itaipu
Binacional - Itaipú, conforme os termos do Tratado Internacional assinado entre os governos do Brasil e do Paraguai,
Inambari Geração de Energia S.A. e Centrales Hidroelectricas de Centroamerica S.A. (CHC).
A Companhia controla indiretamente a companhia Boa Vista Energia, uma subsidiária total da Eletronorte, que opera na
geração e na distribuição de energia elétrica no Estado de Roraima e a RS Energia e SC Energia, controladas pela Eletrosul.
A Companhia também possui participação minoritária nos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia
elétrica, direta e indiretamente, por meio de suas subsidiárias. (Nota 16)
A Eletrobrás está autorizada, direta ou por meio de suas subsidiárias e companhias controladas, a fazer associações, com ou
sem pagamento, com o fim de constituir consórcios de negócios em companhias, com ou sem poder controlador, no
exterior, direta ou indiretamente destinados a explorar a produção ou a transmissão de energia elétrica.
A Companhia também é responsável pelo gerenciamento dos recursos do setor, representados pela Reserva Global de
Reversão - RGR, pela Conta de Desenvolvimento Energético - CDE, pelo Uso do Bem Público - UBP e pela Conta de
Consumo de Combustível - CCC. Estes fundos financiam programas do Governo Federal de universalização ao acesso da
energia elétrica, eficiência de iluminação, estimulando fontes alternativas de energia elétrica, conservação/economia de
energia elétrica e aquisição de combustíveis fósseis usados em sistemas isolados de geração de energia elétrica, cujas
demonstrações financeiras não afetam o resultado da Companhia (exceto pela taxa de administração em certos Fundos).
A emissão das Demonstrações Financeiras da Companhia foi autorizada pelo Conselho de Administração da Companhia
em 22 de julho de 2011.
O setor de energia elétrica no Brasil é regulado pelo Governo Federal por meio do Ministério de Minas e Energia
(“MME”), que possui autoridade exclusive sobre o setor. A política regulatória para o setor é implementada pela Agência
Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”). O fornecimento de energia elétrica no varejo pela Companhia ocorre em
conformidade com as cláusulas dos contratos de concessão de vendas de energia elétrica de longo prazo. Sob tais contratos,
a Companhia está autorizada a cobrar de seus consumidores uma taxa para o fornecimento de energia elétrica que consiste
de dois componentes: 1) uma parte relacionada aos custos de geração, transmissão e distribuição que não são gerenciáveis
(“Custos da Parcela A”); e (2) uma parte relacionada aos custos operacionais (“Custos da Parcela B”). Ambos os
componentes foram estabelecidos como parte da concessão original por determinados períodos iniciais. Subsequentemente
12
aos períodos iniciais, e em intervalos regulares, a ANEEL possui autoridade para revisar os custos da Companhia a fim de
determinar ajustes da inflação (ou outros fatores de ajustes similares), se houver algum, aplicáveis aos Custos da Parcela B
(o “Ajuste Escalar”) para o período subsequente. Essa revisão pode resultar em um ajuste positivo, nulo ou negativo. Além
dos ajustes relacionados aos Custos da Parcela A e da Parcela B mencionados acima, as concessões de fornecimento de
energia elétrica possuem um ajuste anual de tarifa com base em diversos fatores, incluindo a inflação. Após as alterações
regulatórias realizadas em dezembro de 2001, a Companhia agora pode aplicar ajustes tarifários advindos de eventos
significativos que perturbam o equilíbrio econômico-financeiro de seu negócio. Outros eventos normais ou recorrentes
(como os aumentos na energia elétrica comprada, impostos sobre a receita ou até mesmo a inflação local) podem também
ser absorvidos por meio de aumentos tarifários especiais. Quando a Companhia solicita um ajuste tarifário, é necessário
provar o impacto financeiro resultante desses eventos nas operações.
2
Concessões de Serviço Público de Energia Elétrica (Não auditado)
A Empresa, por meio de suas subsidiárias, conta com concessões de prestação de serviço público de energia elétrica, cujos
detalhes, capacidade instalada e datas de vencimento estão enumeradas a seguir:
I
Geração de Eletricidade
Concessões/Permissões
Localização
Capacidade
Instalada
(MW)
Ano de vencimento
UHE (Central Hidrelétrica) Paulo Afonso I ...............................................................................................................................................
BA
180,00
2015
UHE Paulo Afonso II .................................................................................................................................................................................
BA
443,00
2015
UHE Paulo Afonso III ...............................................................................................................................................................................
BA
794,20
2015
UHE Paulo Afonso IV ...............................................................................................................................................................................
BA
2.462,40
2015
UHE Apolônio Sales (Moxotó) .................................................................................................................................................................
BA
400,00
2015
UHE Luiz Gonzaga (Itaparica) ..................................................................................................................................................................
BA
1.479,60
2015
UHE Xingó ................................................................................................................................................................................................
AL / SE
3.162,00
2015
UHE Piloto ................................................................................................................................................................................................
PE
2,00
2015
UHE Araras ...............................................................................................................................................................................................
CE
4,00
2015
UHE Funil..................................................................................................................................................................................................
BA
30,00
2015
UHE Pedra .................................................................................................................................................................................................
BA
20,01
2015
UHE Boa Esperança (Castelo Branco) ......................................................................................................................................................
PI
237,30
2015
UHE Sobradinho ........................................................................................................................................................................................
BA / PE
1.050,30
2022
UHE Curemas ............................................................................................................................................................................................
PA
3,52
2024
UTE (Planta de energia termonuclear) Camaçari ......................................................................................................................................
BA
346,80
2027
UHE Belo Monte .......................................................................................................................................................................................
PA
11.233,10
2045
EOL São Pedro do Lago ............................................................................................................................................................................
BA
28,80
2046
EOL Pedra Branca .....................................................................................................................................................................................
BA
28,80
2046
EOL Sete Gameleiras ................................................................................................................................................................................
BA
28,80
2046
UHE - Tucuruí ...........................................................................................................................................................................................
PA
8.370,00
2024
UHE - Curuá-Una ......................................................................................................................................................................................
PA
30,30
2028
UHE - Samuel ............................................................................................................................................................................................
RO
216,75
2029
UHE - Coaracy Nunes ...............................................................................................................................................................................
AP
76,95
2015
UTE - Rio Madeira ....................................................................................................................................................................................
RO
119,35
Indeterminado
UTE - Rio Acre ..........................................................................................................................................................................................
AC
45,49
Indeterminado
UTE - Rio Branco I....................................................................................................................................................................................
AC
18,65
Indeterminado
UTE - Rio Branco II ..................................................................................................................................................................................
AC
31,80
Indeterminado
UTE - Santana............................................................................................................................................................................................
AP
60,00
Indeterminado
UTE - Electron...........................................................................................................................................................................................
AM
120,00
Indeterminado
UTE - Senador Arnon Afonso Farias.........................................................................................................................................................
RR
85,99
Indeterminado
UHE Dardanelos ........................................................................................................................................................................................
MT
261,00
2042
UTE Serra do Navio ..................................................................................................................................................................................
SE
23,30
2037
UTE PCH Capivara ...................................................................................................................................................................................
SE
29,80
2037
Parque Eólico Miassaba 3 ..........................................................................................................................................................................
RN
50,40
2045
Parque Eólico Rei dos Ventos 3 ................................................................................................................................................................
RN
48,60
2045
UHE Passo São João ..................................................................................................................................................................................
RS
77,00
2041
UHE Mauá .................................................................................................................................................................................................
PR
361,00
2042
UHE São Domingos ..................................................................................................................................................................................
MS
48,00
2037
PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Barra do Rio Chapéu .......................................................................................................................
SC
15,00
2035
13
Concessões/Permissões
Localização
Capacidade
Instalada
(MW)
Ano de vencimento
PCH João Borges .......................................................................................................................................................................................
SC
19,00
2035
EOI Coxilha Negra V ................................................................................................................................................................................
RS
30,00
2045
EOI Coxilha Negra VI ...............................................................................................................................................................................
RS
30,00
2045
EOI Coxilha Negra VII ..............................................................................................................................................................................
RS
30,00
2045
UHE Jirau ..................................................................................................................................................................................................
RO
3.300,00
2043
UTE Presidente Médici - Candiota ............................................................................................................................................................
RS
446,00
2015
UTE São Jerônimo .....................................................................................................................................................................................
RS
20,00
2015
UTE Nutepa ...............................................................................................................................................................................................
RS
24,00
2015
UTE Candiota (Fase C)..............................................................................................................................................................................
RS
350,00
2041
UHE Balbina..............................................................................................................................................................................................
AM
277,50
2027
UHE Aparecida ..........................................................................................................................................................................................
AM
251,50
2015
UHE Aparecida ..........................................................................................................................................................................................
AM
251,50
2015
UTE Mauá .................................................................................................................................................................................................
AM
711,40
2015
UHE Mauá .................................................................................................................................................................................................
AM
711,40
2015
UTE Mauá .................................................................................................................................................................................................
AM
711,40
2015
UTE Mauá .................................................................................................................................................................................................
AM
711,40
2015
Outro ..........................................................................................................................................................................................................
AM
597,10
2015
UTE FLORES ............................................................................................................................................................................................
AM
80,00
2015
UTE Cidade Nova......................................................................................................................................................................................
AM
20,00
2015
UTE Iranduba ............................................................................................................................................................................................
AM
50,00
2015
UTE Distrito ..............................................................................................................................................................................................
AM
40,00
2015
UTE São Jorge ...........................................................................................................................................................................................
AM
50,00
2015
UHE Furnas ...............................................................................................................................................................................................
MG
1.216,00
2015
UHE Luiz Carlos Barreto de Carvalho ......................................................................................................................................................
SP / MG
1.050,00
2015
UHE Marimbondo .....................................................................................................................................................................................
SP / MG
1.440,00
2017
UHE Porto Colômbia .................................................................................................................................................................................
SP / MG
320,00
2017
UHE Mascarenhas de Moraes ....................................................................................................................................................................
MG
476,00
2023
UHE Funil..................................................................................................................................................................................................
MG
216,00
2015
UHE Itumbiara...........................................................................................................................................................................................
MG / GO
2.082,00
2020
UHE Corumbá I .........................................................................................................................................................................................
GO
375,00
2014
UHE Manso ...............................................................................................................................................................................................
MG
212,00
2035
UHE Serra da Mesa ...................................................................................................................................................................................
GO
1.275,00
2011
UTE Santa Cruz .........................................................................................................................................................................................
RJ
932,00
2015
UTE Campos (Roberto Silveira) ................................................................................................................................................................
RJ
30,00
Extensão
concedida
UHE Batalha ..............................................................................................................................................................................................
MG / GO
52,50
2041
UHE Simplício/Anta ..................................................................................................................................................................................
RJ / MG
333,70
2041
UHE Peixe Angical ....................................................................................................................................................................................
TO
452,00
2036
UHE Baguari .............................................................................................................................................................................................
MG
140,00
2041
UHE Foz do Chapecó ................................................................................................................................................................................
RS
855,00
2036
UHE Serra do Facão ..................................................................................................................................................................................
GO
212,58
2036
UHE Retiro Baixo......................................................................................................................................................................................
MG
82,00
2041
UTN (Planta de energia termonuclear) Angra I .........................................................................................................................................
RJ
640,00
Indeterminado
UTN Angra II ............................................................................................................................................................................................
RJ
1.350,00
Indeterminado
UTN Angra III ...........................................................................................................................................................................................
RJ
1.405,00
Indeterminado
UHE Santo Antônio ...................................................................................................................................................................................
RO
3.150,10
2043
A geração de eletricidade considera as seguintes hipóteses:
(a)
(b)
a existência de períodos, seja ao longo do dia, ou anualmente, nos quais existe maior ou menor demanda de energia elétrica
em sistemas para os quais a usina, ou o sistema de geração, foi dimensionado
a existência, também, de períodos nos quais as máquinas são removidas das operações para a manutenção, tanto preventiva
quanto corretiva e,
14
(c)
a disponibilidade de água no rio onde se encontra.
A produção de energia elétrica nas usinas é de responsabilidade do Programa e Planejamento de Operações de Energia
Elétrica, com intervalos e detalhes que variam de anual a por hora e diário, atualmente preparado pelo ONS – O Operador
Nacional do Sistema Elétrico, que estabelece os volumes e as fontes de geração exigidos para atingir a demanda do país de
maneira otimizada, com base nas bacias hidrográficas disponíveis e maquinário em operação, assim como os custos de
geração e a viabilidade da transmissão dessa energia por meio do sistema interconectado.
II
Transmissão de Energia Elétrica
Localização
Extensão
(km)
Ano de vencimento
da concessão
LT 230 kV - SE São Luís II / São Luís III .................................................................................................................................................
MA
2038
LT 230 kV - SE Ribeiro Gonçalves / SE Balsas ........................................................................................................................................
2039
LT 500 kV - LT Presidente Dutra - São Luís II / SE
Miranda II .............................................................................................................................................................................................
MA
2039
LT 500 kV - LT Jorge Teixeira - Lechuga, circuito duplo ........................................................................................................................
AM
2040
Linhas de transmissão Coxipó-Cuiabá-Rondonópolis (MT), e
Disconector Cuiabá em 230 Kv ............................................................................................................................................................
MT
193
2034
Linhas de transmissão Colinas, Miracema, Gurupi, Peixe
Nova da Serra 2 (TO/GO) em 500 kV ..................................................................................................................................................
TO/GO
695
2036
Linhas de transmissão Jauru-Juba-C2 (MT) e Maggi - Nova
Mutum (MT), ambos em 230 kV, SE Juba e SE Maggi
30/138 kV .............................................................................................................................................................................................
MT
402
2008
Linhas de transmissão Oriximiná - Itacoatiara -Cariri
(PA/AM), em 500kV, SE Itacoatiara y SE Cariri .................................................................................................................................
PA/AM
586
2038
LT Coletora Porto Velho (RO) - Araraquara (SP), 600kv .........................................................................................................................
RO/SP
2375
2039
01 Estação conversora CA/CC 600/±500 kV Porto
Velho(RO) e Estação de Investimento 01
CA/CC,600/±500 kV CC/500 kV (Araraquara-SP) ..............................................................................................................................
RO/SP
2039
LT Porto Velho - Samuel Ariquemes - Ji-Paraná -Pimenta
Bueno - Vilhena (RO), Jaurú (MT), com 230 kV .................................................................................................................................
RO/MT
987
2039
LT Porto Velho - Abunã (RO) - Rio Branco (AC),230 kV........................................................................................................................
RO/AC
487
2039
LT Jaurú - Cuiabá (MT), e SE Jaurú, com 500 kV ....................................................................................................................................
MT/SE
348
2039
LT 500 kV CA/±600 kV CC Coletora Porto Velho; LT ±600
kV CC/500 kV CA Subestação Araraquara ..........................................................................................................................................
RR
2039
LT 525 kV Campos Novos/Biguaçu/Blumenau ........................................................................................................................................
SC
359
2035
LT 525 kV Itá/Nova Santa Rita .................................................................................................................................................................
SC, RS
314,8
2015
LT 525 kV Caxias/Itá ................................................................................................................................................................................
RS, SC
256
2015
LT 525 kV Areia/Curitiba I .......................................................................................................................................................................
PR
235,2
2015
LT 525 kV Areia/Bateias ...........................................................................................................................................................................
PR
220,3
2015
LT 525 kV Campos Novos/Caxias ............................................................................................................................................................
SC, RS
203,3
2015
LT 525 kV Itá/Salto Santiago ....................................................................................................................................................................
SC, PR
186,8
2015
LT 525 kV Areia/Campos Novos ..............................................................................................................................................................
PR, SC
176,3
2015
LT 525 kV Areia/Ivaiporã .........................................................................................................................................................................
PR
173,2
2015
LT 525 kV Ivaiporã/Salto Santiago ...........................................................................................................................................................
PR
167
2015
LT 525 kV Blumenau/Curitiba ..................................................................................................................................................................
SC, PR
136,3
2015
LT 525 kV Ivaiporã/Londrina ....................................................................................................................................................................
PR
121,9
2015
Outras LT 525 kV ......................................................................................................................................................................................
395,4
2015
LT 230 kV Presidente Médice/Santa Cruz 1 .............................................................................................................................................
RS
237,4
2038
LT 230 kV Dourados/Guaíra .....................................................................................................................................................................
MS, PR
226,5
2015
LT 230 kV Monte Claro/Passo Fundo .......................................................................................................................................................
RS
211,5
2015
LT 230 kV Anastácio/Dourados ................................................................................................................................................................
MS
210,9
2015
15
Localização
Extensão
(km)
Ano de
vencimento da
concessão
LT 230 kV Passo Fundo/Nova Prata 2 ......................................................................................................................................................
RS
199,1
2015
LT 230 kV Areia/Ponta Grossa..................................................................................................................................................................
PR
181,6
2015
LT 230 kV Campo Mourão/Salto Osório 2 ...............................................................................................................................................
PR
181,3
2015
LT 230 kV Campo Mourão/Salto Osório 1 ...............................................................................................................................................
PR
181,2
2015
LT 230 kV Salto Osório/Xanxerê ..............................................................................................................................................................
PR, SC
162
2015
LT 230 kV Areia/Salto Osório 1 ................................................................................................................................................................
PR
160,5
2015
LT 230 kV Areia/Salto Osório 2 ................................................................................................................................................................
PR
160,3
2015
LT 230 kV Londrina/Assis 1 .....................................................................................................................................................................
PR, SP
156,6
2015
LT 230 kV Blumenau/Palhoça...................................................................................................................................................................
SC
133,9
2015
LT 230 kV Biguaçu/Blumenau 2 ...............................................................................................................................................................
SC
129,5
2015
LT 230 kV Areia/São Mateus do Sul .........................................................................................................................................................
PR
129
2015
LT 230 kV Cascavel/Guaíra ......................................................................................................................................................................
PR
126,2
2015
LT 230 kV Lageado Grande/Siderópolis ...................................................................................................................................................
RS, SC
121,9
2015
LT 230 kV Jorge Lacerda “B”/Palhoça .....................................................................................................................................................
SC
121,3
2015
LT 230 kV Curitiba/São Mateus do Sul.....................................................................................................................................................
PR
116,7
2015
LT 230 kV Blumenau/Jorge Lacerda “B” ..................................................................................................................................................
SC
116,4
2015
LT 230 kV Campo Mourão/Apucarana .....................................................................................................................................................
PR
114,5
2015
LT 230 kV Assis/Londrina ........................................................................................................................................................................
SP, PR
114,3
2015
LT 230 kV Atlântida 2/Gravataí 3 .............................................................................................................................................................
RS
102
2015
Outras LT 230 kV ......................................................................................................................................................................................
—
1.556
2015
LT 138 kV Jupiá/Mimoso 1 .......................................................................................................................................................................
SP, MS
218,7
2015
LT 138 kV Jupiá/Mimoso 3 .......................................................................................................................................................................
SP, MS
218,7
2015
LT 138 kV Jupiá/Mimoso 4 .......................................................................................................................................................................
SP, MS
218,7
2015
LT 138 kV Jorge Lacerda “A”/Palhoça 1 ..................................................................................................................................................
SC
108,6
2015
LT 138 kV Campo Grande/Mimoso 1 .......................................................................................................................................................
MS
108,3
2015
LT 138 kV Campo Grande/Mimoso 3 .......................................................................................................................................................
MS
108,3
2015
LT 138 kV Campo Grande/Mimoso 4 .......................................................................................................................................................
MS
108,3
2015
LT 138 kV Dourados das Nações/Ivinhema ..............................................................................................................................................
MS
94,7
2015
Outras LT 138 kV ......................................................................................................................................................................................
657
2015
LT 132 kV conversor de frequência Uruguaiana/Paso de
Los Libres .............................................................................................................................................................................................
RS
12,5
2015
LT 69 kV Salto Osório/Salto Santiago ......................................................................................................................................................
PR
56,2
2015
LT 345 kV Furnas - Pimenta II ..................................................................................................................................................................
MG
66
2035
LT 500 kV Rio Verde Norte - Trindade; LT 500/230 kV - 1200
MVA Subestação Trindade ...................................................................................................................................................................
GO
193
2040
LT 230 kV Trindade - Xavantes ................................................................................................................................................................
GO
37
2040
LT 230 kV Trindade - Carajás ...................................................................................................................................................................
GO
29
2040
LT Coletora Porto Velho - Araraquara 2; LT 500/±600 kV –
3.150 MW, Subestação Estação Retificadora 2 CA/CC y LT
±600/500 kV – 2.950 MW, Subestação Estação de
Investimento 02 CC/CA ........................................................................................................................................................................
RO
2.375
2038
LT 500 kV Mesquita - Viana 2 ; LT 500/345kV 900 MVA Viana 2 ..................................................................................................................................................................................................
MG /ES
248
2040
LT 345 kV Viana 2 - Viana .......................................................................................................................................................................
MG /ES
10
2040
2 LT 138 kV Unidade Geradora – Sistema Interconectado
Nacional; LT 138 kV, subestação elevadora .........................................................................................................................................
33
2035
LT 230 kV Serra da Mesa - Niquelândia; LT 230 kV,
Subestação Serra da Mesa .....................................................................................................................................................................
TO
105
2015
LT 230 kV Niquelândia - Barro Alto; LT 230 kV, Subestação
Niquelândia y LT 230 kV, Subestação Barro Alto ...............................................................................................................................
TO
88
2015
LT 230 kV CS Barra dos Coqueiros - Quirinópolis ...................................................................................................................................
MS, GO, MT
NA
2039
LT 230 kV CD Chapadão - Jataí Taquari ..................................................................................................................................................
MS, GO, MT
NA
2039
LT 230 kV CS Palmeiras - Edeia ...............................................................................................................................................................
MS, GO, MT
NA
2039
2 LT 500 kV na divisão da LT Campinas - Ibiúna e SE Itatiba
500/138 kV; LT 500/138 kV, Subestação Itatiba e LT 500
kV, Subestação Campinas e SE Ibiúna .................................................................................................................................................
SP
1
2039
16
Localização
Extensão
(km)
Ano de
vencimento da
concessão
LT 230 kV Irapé - Araçuaí 2......................................................................................................................................................................
61
2035
LT 345 kV Montes Claros - Irapé ..............................................................................................................................................................
MG
138
2034
LT 345 kV Itutinga - Juiz de Fora .............................................................................................................................................................
MG
144
2035
LT 230 kV Milagres/Tauá (CE); LT 230 kV Subestação Tauá
(CE) .......................................................................................................................................................................................................
CE
208
2035
LT 230 kV Milagres/Coremas (CE/PB).....................................................................................................................................................
CE/PB
120
2035
LT 230 kV Paraíso/Açu II (RN) ................................................................................................................................................................
RN
135
2037
LT 230 kV Funi/Itapebi (BA) ....................................................................................................................................................................
BA
197,80
2015
LT 230 kV Ibicoara/Brumado (BA); LT 500/230 kV Subestação
Ibicoara (PE) .........................................................................................................................................................................................
BA / PE
95
2037
LT 230 kV Eunápolis/Teixeira de Freitas II (BA); LT 230/138
kV Subestação Teixeira de Freitas II (BA)
BA
152
2038
LT 230 kV Picos/Tauá (PI/CE)..................................................................................................................................................................
PI/CE
183,2
2037
LT 230 kV Jardim/Penedo (SE/AL) ..........................................................................................................................................................
SE/AL
110
2038
LT 500/230 kV Subestações Suape II(PE); LT 230/69 kV Suape
III (PE) ..................................................................................................................................................................................................
PE
24
2039
LT 230 kV Pau Ferro/Santa Rita II (PE/PB) ..............................................................................................................................................
PE/PB
96,7
2039
LT 230 kV Paulo Afonso III/Zebu (AL); LT 230/69 kV
Subestações Santa Rita II; LT 230/69 kV Zebu (AL); ..........................................................................................................................
LT 230/69 kV Natal III (RN) .....................................................................................................................................................................
AL/PB/RN
6
2039
LT 230 kV Eunápolis/Teixeira de Freitas II (BA) .....................................................................................................................................
BA
152
2038
LT 500/230 kV Subestação Camaçari IV ..................................................................................................................................................
BA
80,84
2040
LT 230/69 kV Subestação Arapiraca III; LT 230kV circuito
duplo Rio Largo II/Penedo ....................................................................................................................................................................
AL
45
2040
LT 230/69kV Subestação Pólo (BA) .........................................................................................................................................................
BA
2040
LT 230 kV Paraíso/Açu (RN), circuito 3 ...................................................................................................................................................
RN
123
2040
LT 230 kV Açu/Mossoró II (RN), circuito 2 .............................................................................................................................................
RN
69
2040
LT 230 kV João Câmara / Extremoz II; LT 230 kV Subestação
João Câmara (RN); LT 230 kV Subestação Extremoz II (RN) ....................................................................................................................
RN
82
2040
LT 230 kV Igaporã/Bom Jesus da Lapa II (BA); LT 230 kV ....................................................................................................................
Subestação Igaporã (BA) ......................................................................................................................................................................
BA
115
2040
LT 230 kV Sobral III/Acaraú II (CE); LT 230 kV Subestação
Acaraú (CE) ..........................................................................................................................................................................................
CE
97
2040
83 Subestações de transmissão; 15 Subestações elevadoras ......................................................................................................................
18,260
2015
LT 500 kV Teresina(PI)/Sobral/Fortaleza(CE) ..........................................................................................................................................
PI/CE
546
2034
LT 500 kV Colinas/Miracema/ Urupi/ Peixe 2/Serra da Mesa
(TO/GO)................................................................................................................................................................................................
TO/GO
695
2036
LT 500 kV Oriximiná/Itacoatiara CD ........................................................................................................................................................
375
2038
LT 500 kV Itacoatiara/Cariri (PA/AM); LT 500/138 kV
Subestações Itacoatiara y LT 500/230 kV Cariri ..................................................................................................................................
PA/AM
212
2038
LT +/- 600 kV Porto Velho Coletora (RO)/ Araraquara 2 (SP),
01 em CC; LT 500 kV/+/- 600kV - 3,150 MW Estação
retificadora 02 CA/CC; LT , +/- 600 kV/500kV – 2.950 MW
Estação de Investimento 02 CC/CA, .....................................................................................................................................................
RO/SP
2.375
2039
LT 230 kV São Luiz II/ São Luiz III (MA); LT 500 kV
Subestação Pecém II (CE) y LT 230 kV Aquiraz II (CE) .....................................................................................................................
MA/CE
96
2040
SE - Campos Novos ...................................................................................................................................................................................
SC
2.466,00
2015
SE - Caxias ................................................................................................................................................................................................
RS
2.016,00
2015
SE - Gravataí..............................................................................................................................................................................................
RS
2.016,00
2015
SE - Nova Santa Rita .................................................................................................................................................................................
RS
2.016,00
2015
SE - Blumenau ...........................................................................................................................................................................................
SC
1.962,00
2015
SE - Curitiba ..............................................................................................................................................................................................
PR
1.344,00
2015
SE - Londrina .............................................................................................................................................................................................
PR
1.344,00
2015
SE - Santo Ângelo .....................................................................................................................................................................................
RS
1.344,00
2015
SE - Biguaçu ..............................................................................................................................................................................................
SC
300,00
2015
SE - Biguaçu ..............................................................................................................................................................................................
SC
672,00
2035
17
Localização
Extensão
(km)
Ano de
vencimento da
concessão
SE - Joinville..............................................................................................................................................................................................
SC
691,00
2015
SE - Areia ..................................................................................................................................................................................................
PR
672,00
2015
SE - Itajaí ...................................................................................................................................................................................................
SC
525,00
2015
SE - Xanxerê ..............................................................................................................................................................................................
SC
450,00
2015
SE - Jorge Lacerda “A” .............................................................................................................................................................................
SC
399,80
2015
SE - Palhoça ...............................................................................................................................................................................................
SC
384,00
2015
SE - Siderópolis .........................................................................................................................................................................................
SC
364,00
2015
SE - Assis ...................................................................................................................................................................................................
SP
336,00
2015
SE - Joinville Norte....................................................................................................................................................................................
SC
300,00
2015
SE - Atlântida 2 .........................................................................................................................................................................................
RS
249,00
2015
SE - Canoinhas ..........................................................................................................................................................................................
SC
225,00
2015
SE - Dourados ............................................................................................................................................................................................
MS
225,00
2015
SE - Caxias 5 .............................................................................................................................................................................................
RS
215,00
2015
SE - Passo Fundo .......................................................................................................................................................................................
RS
168,00
2015
SE - Tapera 2 .............................................................................................................................................................................................
RS
166,00
2015
SE - Gravataí 3...........................................................................................................................................................................................
RS
165,00
2015
SE - Desterro..............................................................................................................................................................................................
SC
150,00
2015
SE - Missões ..............................................................................................................................................................................................
RS
150,00
2039
SE - Anastácio ...........................................................................................................................................................................................
MS
150,00
2015
SE - Ilhota ..................................................................................................................................................................................................
SC
100,00
2015
Outras subestações .....................................................................................................................................................................................
404,50
2015
* na etapa pré-operacional
III
Distribuição de Energia Elétrica
Empresa
Região geográfica
Municípios
atendidos
Ano de
vencimento da
concessão
Distribuição Acre .......................................................................................................................................................................................
Estado de Acre
25
2015
Distribuição Rondônia ...............................................................................................................................................................................
Estado de Rondônia
52
2015
Distribuição Alagoas .................................................................................................................................................................................
Estado de Alagoas
102
2015
Distribuição Piauí ......................................................................................................................................................................................
Estado de Piauí
224
2015
Amazonas Energia .....................................................................................................................................................................................
Estado de Amazonas
62
2015
Distribuição Roraima .................................................................................................................................................................................
Estado de Roraima
1
2015
O término da concessão nos quadros anteriores representam a data de vencimento médio das concessões adquiridas para
cada empresa.
Caso as concessões das subsidiárias da Companhia não sejam renovadas ou sejam renovadas por um custo adicional para a
Empresa, os níveis atuais de rentabilidade e a atividade podem ser modificadas.
3
Resumo das principais políticas contábeis
3.1
Bases de preparação
Estas demonstrações financeiras consolidadas são as primeiras preparadas em conformidade com as Normas Internacionais
de Informação Financeira (“IFRS”), segundo o que foi publicado pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade
(“IASB”). Todos os efeitos da adoção pela primeira vez da IFRS estão apresentados na Nota 6.2.1.
3.2
Declaração de cumprimento
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas sob a convenção de custo histórico, conforme modificada
pelos ativos financeiros disponíveis para venda, e ativos financeiros e passivos financeiros (incluindo instrumentos
derivativos) a seu valor justo através de resultados.
A Administração tem a expectativa razoável que o Grupo possui recursos adequados para continuar sua existência
operacional para o futuro previsível. O grupo, portanto, continua a adotar o princípio da continuidade na preparação de suas
demonstrações financeiras consolidadas.
18
3.3
Base de consolidação
As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações financeiras da Companhia e de suas subsidiárias,
incluindo as entidades com propósitos especiais. O controle é obtido quando a Companhia tem o poder de gerir as políticas
financeiras e operacionais de uma entidade a fim de receber benefícios de suas atividades.
Os resultados das operações das subsidiárias adquiridas ou vendidas durante o ano estão incluídas nas declarações
consolidadas de operações e resultados abrangentes a partir da data da aquisição efetiva até a data da venda efetiva,
conforme for aplicável.
Sempre que necessário, as demonstrações financeiras das subsidiárias são ajustadas para alinhar suas políticas contábeis,
hipóteses e julgamentos àqueles estabelecidos pela Empresa. Todas as transações, saldos, receitas e despesas entre as
subsidiárias da Companhia foram totalmente eliminadas das demonstrações financeiras consolidadas.
As demonstrações financeiras consolidadas refletem os saldos de ativos e passivos a partir de 31 de dezembro de 2010 e
2009 e em 1 de janeiro de 2009 (data de transição), e das operações dos exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e
2009, da matriz, suas subsidiárias controladas direta ou indiretamente e entidades controladas conjuntamente. As
demonstrações financeiras preparadas em moeda funcional diferente daquela usada pela companhia matriz são convertidas
para a moeda de apresentação do Grupo no Brasil, para propósitos de contabilização e consolidação do capital próprio, e as
diferenças de câmbio resultantes estão reconhecidas em outros resultados abrangentes.
A Companhia adota as principais práticas de consolidação conforme a seguir:
(a)
Eliminação de investimentos do investidor nas companhias investidas, como contraparte à participação do investidor
nas respectivas ações da companhia investida.
(b)
Eliminação de Contas a receber e a pagar entre as companhias.
(c)
Eliminação de receitas e despesas entre as companhias.
(d)
Reconhecimento da participação acionária minoritária da companhia investida no capital próprio e na Demonstração
de resultado.
A Companhia utilize o critério de consolidação proporcional e total, conforme descrito na tabela abaixo. A participação
acionária está apresentada com base no capital total da entidade investida.
Subsidiárias (Consolidação completa)
Amazonas Energia
Ceal
Cepisa
Ceron
CGTEE
Chesf
Eletroacre
Eletronorte
Eletronuclear
Eletropar
Eletrosul
Furnas
RS Energia
Porto Velho Transmissora
Boa Vista
Estação Transmissora
31 de dezembro de 2010
31 de dezembro de 2009
1 de janeiro de 2009
Participação acionária
Participação acionária
Participação acionária
Direto
Indireto
100%
100%
100%
100%
100%
100%
93%
99%
100%
84%
100%
100%
Direto
Indireto
100%
75%
99%
100%
100%
99%
93%
99%
100%
82%
100%
100%
100%
100%
100%
100%
19
Direto
Indireto
100%
75%
99%
100%
100%
99%
93%
99%
100%
82%
100%
100%
100%
49%
100%
49%
49%
49%
100%
49%
Entidades controladas conjuntamente
(Consolidação proporcional)
Itaipu
Inambari
Norte Energia
CHC
Amapari
Amazônia Eletronorte
Artemis
Baguari
Brasnorte
Chapecoense
Cia de Transm. Centroeste de Minas
Construtora Integração
Enerpeixe
Eólica Cerro Chato I
Eólica Cerro Chato II
Eólica Cerro Chato III
Energia Sustentável
Goiás Transmissão
Integração Transmissora
Interligação Elétrica do Madeira
31 de dezembro de 2010
31 de dezembro de 2009
1 de janeiro de 2009
Participação acionária
Participação acionária
Participação acionária
Direto
Indireto
50%
29%
15%
50%
49%
49%
Direto
Indireto
50%
29%
Participação acionária
Entidades controladas conjuntamente
(Consolidação proporcional)
Direto
Linha Verde Transmissora
Madeira Energia
Manaus Construtora Ltda
Manaus Transmissora
MGE Transmissão
Norte Brasil Transmissora
Pedra Branca
Retiro Baixo
Rio Branco Transmissora
São Pedro do Lago
SC Energia (Constituída no ano de 2009)
Serra do Facão
Sete Gameleiras
Sistema de Transmissão Nordeste
Transmissão Delmiro Gouveia
Transenergia Goiás
Transenergia Renovável
Transenergia São Paulo
Transudeste
Uirapuru
Indireto
49%
39%
20%
50%
49%
49%
49%
49%
49%
49%
0%
50%
49%
49%
49%
49%
49%
49%
25%
49%
20
Indireto
50%
49%
49%
49%
49%
31%
50%
40%
49%
49%
40%
90%
90%
90%
40%
49%
49%
49%
31 de dezembro de 2010
Direto
49%
49%
49%
31%
50%
40%
49%
49%
40%
49%
49%
49%
31%
50%
40%
49%
49%
40%
40%
40%
49%
49%
49%
25%
31 de dezembro de 2009
1 de janeiro de 2009
Participação acionária
Participação acionária
Direto
Direto
Indireto
Indireto
49%
39%
20%
50%
39%
20%
50%
49%
49%
49%
49%
49%
49%
0%
50%
49%
0%
49%
49%
49%
49%
49%
25%
49%
49%
49%
25%
49%
3.3.1
Procedimentos de consolidação proporcional da Itaipu Binacional, uma entidade controlada conjuntamente
(a)
As demonstrações financeiras da Itaipu Binacional, uma entidade controlada conjuntamente, estão originalmente preparadas
em dólares americanos (moeda funcional). Os ativos e passivos foram convertidos em reais brasileiros à taxa de câmbio em
31 de dezembro de 2010 - US$ 1,00 - R$ 1,6662, definida pelo Banco Central do Brasil (31 de dezembro de 2009 US$ 1,00 - R$ 1,7412 e US$ 1,00 - R$ 2,3370 em 1 de janeiro de 2009), e os itens da demonstração de resultado à média
mensal da taxa de câmbio.
(b)
O resultado de compensação da Itaipu Binacional está apresentado em ativos financeiros.
(c)
A remuneração sobre o capital próprio (dividendos, conforme estabelecido pelo tratado bilateral Brasil-Paraguai) a ser paga
pela Itaipu Binacional e contabilizada como receita na empresa-matriz é eliminada na consolidação.
(d)
Todos os resultados gerados pela Itaipu Binacional nas demonstrações consolidadas, proporcional à participação acionária
da Companhia (50%) são eliminados na consolidação sob o item Resultado a Compensar da Itaipu Binacional.
3.4
Investimentos em companhias associadas
Uma companhia associada é uma entidade sobre a qual a Companhia possui influência significativa e não se qualifica como
uma subsidiária ou como uma entidade sob controle conjunto (joint venture). Influência significativa significa o poder de
participar nas decisões sobre as políticas financeiras e operacionais da companhia investida, sem exercer um controle
conjunto ou individual sobre essas políticas.
Os investimentos em companhias associadas são contabilizados sob o método de equivalência patrimonial e incluem
goodwill na aquisição, líquidos de qualquer perda acumulada por imparidade. Sob o método de equivalência patrimonial, os
investimentos em companhias associadas são inicialmente contabilizados a seu custo e depois ajustados para refletir a
participação da Companhia em ganhos ou perdas ou em resultados abrangentes das companhias associadas. Quando a parte
da companhia de perdas em uma companhia associada excede sua participação naquela associada (incluindo quaisquer
juros de longo prazo que, fundamentalmente, formam parte do investimento líquido da Companhia na associada), a
Companhia para de reconhecer sua parte de perdas adicionais. As perdas adicionais são reconhecidas apenas na medida em
que a Companhia incorreu em obrigações legais ou de construção ou realizou pagamentos em nome da companhia
associada.
Os ganhos não realizados sobre as transações entre o grupo e suas associadas são eliminados na medida da participação do
grupo nas associadas. As perdas não realizadas também são eliminadas a menos que a transação forneça evidências de uma
imparidade do ativo transferido. As políticas contábeis das companhias associadas foram modificadas quando necessário
com o objetivo de garantir consistência com as políticas adotadas pelo grupo.
Sempre que necessário, as demonstrações financeiras de nossas companhias associadas são ajustadas de modo a alinhar
suas políticas contábeis, hipóteses e julgamentos àqueles estabelecidos pela Empresa, aos quais se aplica o método de
equivalência patrimonial contábil em conformidade com a IAS 28.
3.5
Joint ventures
Uma joint venture é um acordo contratual por meio do qual a Companhia e as outras partes exercem uma atividade
econômica sujeita ao controle conjunto, uma situação na qual as decisões sobre as políticas estratégicas operacionais e
financeiras relacionadas com as atividades da joint venture exigem a aprovação de todas as partes que dividem o controle.
Sempre que uma subsidiária da Companhia realiza di retamente suas atividades por meio de uma joint venture, a
participação da Companhia in em ativos controlados conjuntamente e quaisquer passivos incorridos conjuntamente com os
outros acionistas controladores é contabilizada nas Demonstrações financeiras da respectiva subsidiária e classificada de
acordo com sua natureza. Os passivos e as despesas incorridos diretamente relacionados com a participação na joint venture
são contabilizados com base no exercício. Quaisquer ganhos provenientes da venda ou do uso da parte da Companhia em
receitas provenientes dos ativos controlados conjuntamente e sua parte em quaisquer despesas incorridas pela joint venture
são reconhecidos quando existe a probabilidade de que os benefícios econômicos associados às transações serão
transferidos de / para a Companhia e seu valor pode ser mensurado com segurança.
A Companhia contabiliza sua participação em entidades controladas conjuntamente, em suas demonstrações financeiras
consolidadas, usando o método de consolidação proporcional. A parte da Companhia em ativos, passivos e resultados de
entidades controladas conjuntamente é adicionada aos itens correspondentes nas demonstrações financeiras consolidadas da
Empresa, linha por linha.
3.6
Conversão em moeda estrangeira
Os itens incluídos nas demonstrações financeiras de cada uma das entidades do grupo são mensurados usando a moeda do
ambiente econômico principal no qual a entidade opera (“a moeda funcional”). Todas as entidades do Grupo usam o Real
21
Brasileiro como sua moeda funcional, exceto a ITAIPU, cuja moeda funcional é o dólar americano. As demonstrações
financeiras consolidadas são apresentadas em reais brasileiros, que é a moeda de apresentação do Grupo.
Na preparação das demonstrações financeiras de cada empresa, as transações em moeda estrangeira, ou seja, qualquer
moeda diferente da moeda funcional de cada empresa, são convertidas para a moda funcional usando as taxas cambiais que
prevalecem na data de cada transação. No fim de cada ano fiscal, os itens monetários denominados em moeda estrangeira
são convertidos, usando a taxa cambial na data da transação.
As perdas e os ganhos cambiais sobre os itens monetários são reconhecidos na demonstração de resultados no período em
que são incorridos, exceto para aqueles provenientes de Empréstimos em moeda estrangeira relacionados com os ativos na
construção para uso produtivo futuro, os quais são incluídos no custo desses ativos sempre que se qualificam como ajustes
aos custos dos juros dos referidos Empréstimos.
Os investimentos estrangeiros em ativos e passivos da Companhia são convertidos em reais, usando as taxas cambiais que
prevalecem no fim do exercício. Os itens da demonstração de resultado são convertidos à taxa cambial para o exercício, a
menos que as taxas de câmbio tenham flutuado de modo significativo durante o ano; neste caso, serão usadas as taxas
cambiais na data da transação. Todas as diferenças de câmbio resultantes, se houver alguma, estão reconhecidas em outros
resultados abrangentes.
3.7
Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa incluem dinheiro em espécie, depósitos bancários, outros investimentos líquidos de curto
prazo com vencimentos originais de três meses ou menos, que são imediatamente convertidos em um montante de caixa
conhecido e que está sujeito a um risco insignificante de alteração no valor
3.8
Contas a receber e provisão para imparidade
As Contas a receber dos clientes (Consumidores e revendedores) consistem de recebíveis advindos da provisão e do
fornecimento de energia elétrica, incluindo aquelas relacionadas à energia comercializada no escopo da Câmara de
Comercialização de Energia Elétrica - CCEE.
Elas são inicialmente reconhecidas por seu valor justo e, subsequentemente, são medidas por seu custo de amortização
menos a provisão para imparidade. Em termos práticos, eles geralmente são reconhecidos pelo valor faturado ajustado pela
provisão para imparidade. A política sobre a análise de imparidade de ativos financeiros está apresentada na Nota 3.22.2
As Contas a receber são normalmente liquidadas em um período de até 45 dias, e este é o motivo pelo qual os valores
contábeis representam substancialmente os valores justos sobre as datas de encerramento do exercício fiscal em virtude do
fato de que o efeito de seu desconto é imaterial.
Elas também incluem recebíveis de serviços entregues e não faturados ainda, advindos substancialmente das atividades de
distribuição e que são medidas por estimativas baseadas no histórico do consumo de MW.
3.9
Conta de Consumo de Combustível - CCC
Conforme a Lei No. 8.631, de 4 de março de 1993, a Companhia administra os montantes relacionados aos pagamentos
feitos pelas concessionárias de serviço público de energia elétrica, a favor da Conta de Consumo de Combustível - CCC,
que corresponde às cotas anuais alocadas para os gastos com combustível aplicados à geração de energia elétrica. Os
montantes registrados em ativos correntes, como compensação para o passivo corrente, corresponde à disponibilidade de
recursos mantidos em uma respectiva conta bancária, e a cotas não pagas pelas concessionárias. Os montantes registrados
nos ativos correntes são corrigidos pelo rendimento do respectivo investimento e representam o caixa restrito, não
disponíveis para uso com outros propósitos.
3.10
Depósitos judiciais
Destinado à conformidade legal e / ou contratual. Eles são mensurados ao custo de aquisição mais juros e correção
monetária com base em provisões legais e ajustadas para imparidade sempre que aplicável. Tais ativos são considerados
empréstimos e recebíveis, e seu resgate está condicionado ao encerramento dos processos judiciais aos quais esses
depósitos se referem.
3.11
Armazém
Materiais de armazém, classificados como ativos correntes, são registrados a seu custo de aquisição médio, que não
exceedem seus custos de substituição ou valor realizável líquido.
3.12
Inventário de Combustível Nuclear
22
O inventário de concentrado de urânio, os serviços relacionados, e outros elementos de combustível nuclear usado nas
usinas de energia termonuclear Angra I e Angra II são registrados com base em seus custos de aquisição.
Em sua fase inicial de formação, o minério de urânio e os serviços necessários para sua fabricação são adquiridos e
contabilizados como ativos de longa duração não circulantes, sob o item Inventário de Combustível Nuclear. Após a
conclusão do processo de fabricação, a parte relacionada ao consumo previsto para os próximos 12 meses são classificados
em ativos correntes, sob o item Armazém.
O consumo de elementos de combustível nuclear é alocado ao demonstração de resultado de modo proporcional,
considerando a energia elétrica efetivamente gerada por mês em relação ao total de energia elétrica previsto para cada
elemento de combustível. A Companhia realiza contagens periódicas do inventário e avaliações de elementos de
combustível nuclear que passaram pelo processo de geração de energia elétrica e estão armazenados no armazém de
combustível usado.
3.13
Ativos fixos
Na data de transição, a Companhia concluiu que os ativos de geração, incluindo aqueles de geração nuclear e certos ativos
corporativos estão for a do escopo da IFRIC 12 “Contratos de Concessão de Serviços” (Nota 3.14), sendo então
demonstrados a seu custo, menos a depreciação acumulada e a imparidade. No caso de ativos elegíveis, os custos de
empréstimos estão capitalizados de acordo com os requisitos da IAS 23 “Custos de empréstimos”, que estão descritos
abaixo na Nota 3.13.1. Tais ativos fixos estão classificados nas categorias adequadas de ativos fixos quando são concluídos
e estão prontos para o uso pretendido. A depreciação desses ativos tem início quando eles estão prontos para o uso
pretendido nas mesmas condições que outros ativos fixos. O terreno não está sujeito a depreciação.
A depreciação é calculada com base na vida útil estimada de cada ativo, usando o método linear, de modo que o valor
contábil do ativo menos seu valor residual, após o fim de sua vida útil, esteja totalmente amortizada (com exceção de terra e
obras em andamento). A Companhia acredita que a vida útil estimada de cada ativo é similar às taxas de depreciação
estabelecidas pela ANEEL, que são consideradas aceitáveis pelo mercado. Adicionalmente, em conexão com o
entendimento da Companhia da legislação em vigor sobre os acordos de concessão e com base no parecer de um
conselheiro legal independente, foi considerada a indenização ao final da concessão baseada no valor contábil residual, e
esse fator também foi considerado na mensuração de ativos fixos (veja os detalhes na Nota 17).
Ativos mantidos por arrendamentos financeiros são depreciados pela vida útil esperada, como ativos pertencentes à
Empresa, ou por um período de tempo mais curto, se for aplicável, sob os termos do respectivo contrato de arrendamento.
Um item de ativo fixo é amortizado após a venda o quando não há benefícios econômicos futuros resultantes do uso
contínuo do ativo. Quaisquer ganhos ou perdas nas vendas ou na amortização dos itens de ativos fixos são determinados
pela diferença entre o montante recebido da venda e seu valor contábil, e são incluídos na demonstração de resultado do
ano.
3.13.1
Custos de Empréstimos Recebidos
Os juros mensais a pagar sobre empréstimos recebidos são adicionados ao custo de aquisição dos ativos fixos em
andamento e, se aplicável, aos ganhos e perdas cambiais sobre os Empréstimos, considerando os seguintes critérios para
capitalização:
(a)
O período de capitalização ocorre quando o ativo elegível está em construção, e a capitalização dos juros se encerra quando
o item está disponível para utilização.
(b)
Os juros são capitalizados com base na taxa media ponderada dos Empréstimos a vencer na data da capitalização.
(c)
Os juros capitalizados mensalmente não excedem o montante das despesas de juros incorridas no período de capitalização.
(d)
Os juros de capitalização são depreciados sob os mesmos critérios e vida útil estimada definida para os itens para os quais
foi incorporado.
Os ganhos sobre os investimentos advindos de aplicação temporária de recursos de empréstimos específicos, ainda não
usados para o ativo qualificável são deduzidos dos custos de empréstimos elegíveis para capitalização, sempre que o efeito
é material.
Todos os outros custos de empréstimos estão reconhecidos na demonstração de resultados do exercício aos quais são
incorridos.
3.14
Contratos de concessão
A Companhia possui contratos de concessão nos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica,
assinados com a autoridade concedente no âmbito do Governo Federal Brasileiro, para períodos que variam de 20 a 35
23
anos, sendo que todos os contratos, por segmento, são muito similares em termos de direitos e obrigações da concessionária
e da autoridade concedente.
O sistema tarifário de distribuição de energia elétrica é controlado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, e
tais tarifas são corrigidas anualmente e revisadas ao final de cada período de quatro anos, com o objetivo de manter o
balanço econômico-financeiro da Empresa, considerando investimentos conservadores realizados e a estrutura de custos e
despesas da companhia de referência. Os serviços são cobrados diretamente dos usuários, com base no volume de energia
elétrica consumida, multiplicado pela tarifa autorizada.
O sistema tarifário de transmissão de energia elétrica dos contratos antigos é regulado pela ANEEL e existem revisões
tarifárias periódicas, e para novos contratos de transmissão, existe uma Receita Anual Permitida - RAP, que é válida para o
período total da concessão, sendo que os ajustes são feitos anualmente pela inflação e estão sujeitos a revisões periódicas
para cobrir novos investimentos e problemas ocasionais do balanço econômico-financeiro dos contratos de concessão.
O sistema tarifário de geração de energia elétrica era, geralmente, baseado em tarifas reguladas até 2004, e depois desta
data, em conexão com as alterações nas regulamentações para este setor, mudou de base tarifária para sistema de preços, e
as companhias de geração de energia elétrica têm a liberdade de participar em leilões de energia elétrica para o mercado
regulado, com, neste caso, um preço básico, e o preço final é estabelecido em uma competição entre os participantes do
leilão. Adicionalmente, as companhias de geração de energia elétrica podem assinar acordos bilaterais de vendas com
consumidores, sendo qualificados à categoria de consumidores livres (definição com base na energia necessária em MW).
Os contratos de concessão regulam a exploração de serviços públicos de distribuição e transmissão de energia elétrica pela
Empresa, nos quais:
Companhias de distribuição de energia elétrica
•
O contrato estabelece quais serviços o operador deverá fornecer e a quem (classe de consumidores) os serviços devem
ser prestados.
•
O contrato estabelece padrões de desempenho para o serviço público, relacionados à qualidade dos serviços de
manutenção e melhorias aos consumidores, e o operador é obrigado, ao final da concessão, a devolver a infraestrutura
nas mesmas condições que as recebeu quando assinou os contratos. A fim de cumprir com esta obrigação,
investimentos constantes são feitos durante o período de concessão. Portanto, ativos ligados às concessões podem ser
substituídos, às vezes, até o fim da concessão.
•
No fim da concessão, os ativos ligados à infraestrutura podem ser entregues à autoridade concedente, sob penalidade
de indenização.
Companhias de transmissão de energia elétrica
•
O preço é regulado (tarifa) e é denominado Receita Anual Permitida (RAP). A companhia de transmissão de energia
elétrica não pode negociar preços com os usuários. Para alguns contratos, a RAP é fixa e corrigida monetariamente
pelos índices de preços uma vez por ano. Para os demais contratos, a RAP é corrigida monetariamente por um índice
de preços uma vez por ano, e é revista a cada cinco anos. Geralmente, a RAP para qualquer companhia de transmissão
de energia elétrica está sujeita a revisões anuais em virtude dos crescentes ativos e despesas operacionais provenientes
de alterações, melhorias e expansão das instalações.
•
Os ativos devolvidos ao final da concessão, com o direito de receber indenização (em espécie) da autoridade
concedente pelos investimentos ainda não recuperados.
IFRIC 12 – “Service Concession Arrangements” se aplica a contratos de concessão pública e privada nos quais a entidade
pública:
•
Controla ou regula o tipo de serviços que podem ser prestados, com recursos para infraestruturas subjacentes.
•
Controla ou regula o preço para os serviços prestados.
•
Controla/possui participação significativa na infraestrutura ao final da concessão.
Uma concessão pública – privada deve apresentar, normalmente, as seguintes características:
•
uma infraestrutura subjacente à concessão, a qual é usada para a prestação de serviços.
•
um contrato / acordo entre a autoridade concedente e o operador.
•
O operador presta um conjunto de serviços durante a concessão.
•
O operador recebe uma compensação durante o término do contrato de concessão, diretamente da autoridade
concedente, ou de usuários da infraestrutura, ou de ambos.
•
as infraestruturas são transferidas à autoridade concedente ao final da concessão, geralmente gratuitamente ou também
mediante pagamento.
24
De acordo com a IFRIC 12, as infraestruturas de concessão, no âmbito da interpretação, não são reconhecidas pelo operador
como ativos fixos, uma vez que se considera que o operador não está no controle de tais ativos, sendo então reconhecidas
de acordo com um dos modelos contábeis, dependendo da forma do compromisso de compensação do operador assumido
pela autoridade concedente no âmbito do contrato:
(a)
Modelo de ativo financeiro
Este modelo se aplica quando o operador tem o direito incondicional de receber certas quantias monetárias independente do
nível de utilização de sua infraestrutura sob a concessão e resulta no registro de um ativo financeiro, que está classificado
como empréstimos e recebíveis.
(b)
Modelo de Ativo Intangível
Este modelo se aplica quando o operador, no escopo da concessão, é compensado com base no grau de utilização da sua
infraestrutura (risco de demanda) relacionada à concessão e resulta no registro de um ativo intangível.
25
(c)
Modelo misto
Este modelo se aplica quando a concessão inclui simultaneamente obrigações de compensação garantidas pela autoridade
concedente e obrigações de compensação dependendo do nível de utilização da infraestrutura da concessão.
Com base nas características estabelecidas nos contratos de concessão de distribuição de energia elétrica da Companhia e
suas subsidiárias e as exigências da interpretação, os seguintes ativos estão reconhecidos no negócio de distribuição de
energia elétrica:
•
a parte estimada dos investimentos realizados e não recuperados ou depreciados até o final da concessão é classificada
como ativo financeiro, por ser um direito incondicional de receber em espécie ou outro ativo financeiro diretamente da
autoridade concedente.
•
a parte remanescente do ativo financeiro (valor residual) deve ser classificada como ativo intangível em virtude da sua
recuperação estar condicionada ao uso do serviço público, neste caso, o consumo de energia elétrica pelos
consumidores.
A infraestrutura recebida ou construída para a atividade de distribuição está registrada através de dois fluxos de caixa:
•
parcialmente por meio do consume de energia elétrica pelos consumidores (faturamento mensal baseado na
mensuração da energia elétrica e potência consumida / vendida) durante o prazo de concessão.
•
parcialmente como indenização dos ativos reversíveis ao final da concessão, a ser recebida diretamente da autoridade
concedente ou para quem ela delegar essa tarefa.
Essa indenização será paga com base na parte dos investimentos vinculados aos ativos reversíveis, ainda não recuperados
ou depreciados, os quais tenham sido feitos mediante a garantia da continuidade e atualização das condições dos serviços.
As concessões de distribuição de energia elétrica da Companhia e suas subsidiárias não são onerosas. Portanto, não há
pagamentos e obrigações financeiras fixas a serem realizados à autoridade concedente.
Para as atividades de transmissão de energia elétrica, a Receita Anual Permitida - RAP é recebida das companhias usando
sua infraestrutura, por meio de uma tarifa para o uso do sistema de transmissão (TUST). Essa tarifa é resultado da divisão
de alguns valores específicos entre os usuários de transmissão; (i) a RAP de todas as companhias de transmissão; (II) os
serviços prestados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS; e (III) encargos regulatórios.
A autoridade concedente elegeu às companhias de geração, distribuição, consumidores livres, companhias de exportação e
importação o pagamento mensal da RAP, a qual, por ser garantida pela estrutura regulatória de transmissão, constitui um
direito contratual incondicional de receber em espécie ou outro ativo financeiro, portanto resultando em baixo risco de
crédito.
Considerando que a Companhia não está exposta aos riscos de crédito e a demanda e a receita é obtida com base na
disponibilidade de linhas de transmissão, toda a infraestrutura foi registrada como ativos financeiros.
O ativo financeiro inclui a indenização que deve ser paga com base em partes dos investimentos vinculados aos ativos
reversíveis, ainda não recuperados ou depreciados, os quais tenham sido feitos mediante a garantia da continuidade e
atualização das condições dos serviços.
No negócio de geração de energia elétrica, com exceção de Itaipu e da Amazonas Energia, a IFRIC 12 não se aplica, e a
infraestrutura continua sendo classificada como ativos fixos. Entretanto, a regra é aplicável à distribuição e transmissão de
energia elétrica, e esses negócios se qualificam no modelo misto (bifurcado) e no modelo financeiro, respectivamente.
Em relação à atividade de geração, a Companhia considerou os seguintes aspectos:
•
Geração hidráulica e térmica – não se aplica em virtude das características de preços em vez da tarifa regulada. A única
exceção refere-se à geração pela Amazonas Energia, a qual está destinada exclusivamente à operação de distribuição e
que possui um mecanismo específico de tarifação.
•
Geração Nuclear – possui um sistema tarifário definido, entretanto, difere dos outros contratos de geração em virtude
de ser uma permissão em vez de uma concessão, sem prazo definido para o seu término, assim como as características
de controle significativo dos ativos pela autoridade concedente ao final do período de permissão.
Com relação à Itaipu, toda a infraestrutura foi classificada como estando dentro do âmbito da IFRIC 12, em virtude dos
seguintes fatos específicos:
•
a Itaipu Binacional é regida por um Tratado Bilateral assinado em 1973, na qual houve condições tarifárias
estabelecidas, sendo a base para a formação de certas tarifas exclusivamente para cobrir despesas e serviços de dívidas
desta Empresa.
•
a base tarifária e o prazo de comercialização estão em vigor até 2023, que corresponde a uma parte significativa da
vida útil da usina.
26
A infraestrutura foi classificada como um ativo financeiro levando em consideração os seguintes aspectos:
•
o fluxo financeiro foi estabelecido principalmente para permitir o pagamento do serviço da dívida, com vencimento
final em 2023.
•
A comercialização de energia elétrica de Itaipu foi subrogada para a Empresa, entretanto, ela é proveniente de
contratos previamente assinados com as companhias de distribuição, sob condições de pagamento previamente
definidas.
•
De acordo com a Lei No. 10.438, de 26 de abril de 2002, o compromisso de aquisição e transferência às
concessionárias de distribuição de serviços de energia elétrica provenientes da Itaipu Binacional assinados por Furnas e
Eletrosul, subsidiárias da Eletrobrás, com concessionárias de distribuição de energia elétrica foi transferido para a
Empresa.
A dívida proveniente da comercialização de energia elétrica vinda de Itaipu Binacional foi renegociada com a Empresa,
originando contratos de financiamento. Tais dívidas foram inicialmente contabilizadas a valor justo, e subsequentemente
mensuradas a seu custo de amortização, usando o método da taxa de juros em vigor.
•
3.15
Os termos do tratado garantem o reembolso da Companhia mesmo em eventos de falta de capacidade de geração ou
problemas operacionais com a usina.
Ativo financeiro – Acordos de Concessão
A Companhia reconhece um crédito da autoridade concedente ( ou de quem a autoridade autorizou uma concessão) quando
ela tem um direito incondicional de receber em espécie ao final da concessão como uma indenização pelos investimentos
realizados pelas companhias de transmissão e distribuição de energia elétrica e não recuperados por meio dos serviços
relativos à concessão. Esses ativos financeiros estão contabilizados a valor presente dos direitos e são calculados com base
na parte estimada dos investimentos realizados e ainda não recuperados ou depreciados até o final da concessão. Os ativos
relativos à distribuição de energia elétrica são compensados com base na remuneração regulatória WACC, cujo valor é
incluído na base tarifária e os ativos relacionados com a transmissão de energia elétrica são compensados com base na taxa
interna de retorno deste empreendimento.
Essas contas a receber estão classificadas como circulante e não circulante, considerando a expectativa de recebimento
dessas quantias, com base na data de término das concessões.
A Companhia reconhece como ativo intangível o direito de cobrar dos usuários pelo fornecimento de serviços de
distribuição de energia elétrica. O ativo intangível é determinado como o valor residual da receita de construção adquirida
pela construção ou aquisição da infraestrutura realizada pela Companhia e o montante do ativo financeiro relativo ao direito
incondicional de receber em espécie ao final da concessão como uma indenização.
O ativo está apresentado líquido de amortização acumulada e perda por imparidade, quando aplicável.
A amortização do ativo intangível reflete o padrão no qual existe a expectativa de que os benefícios econômicos futuros do
ativo sejam consumidos pela Empresa, ou o prazo final de concessão, qualquer um que ocorrer primeiro. O padrão de
consumo dos ativos está relacionado à sua vida útil econômica, na qual os ativos construídos pela Companhia compõem a
base de cálculo para mensurar a tarifa para a prestação de serviços da concessão.
A amortização do ativo intangível tem início quando está disponível para uso, em sua localização, e sob as condições
necessárias para ser capaz de operar de modo esperado pela Empresa. A amortização é terminada quando o ativo tiver sido
totalmente consumido ou liquidado, não mais compreender a base de cálculo da tarifa para a prestação de serviços da
concessão, o qual que ocorrer primeiro.
A Companhia realiza anualmente o teste de imparidade sobre seus ativos, usando o método do valor presente dos fluxos de
caixa futuros gerados pelos ativos (veja a Nota 20).
3.16
Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis basicamente compreendem os direitos de uso da concessão, goodwill sobre a aquisição dos
investimentos e despesas específicas associadas com a aquisição de direitos (software), mais os respectivos custos de
implantação, quando aplicável.
Os ativos intangíveis com vida útil finita adquirida separadamente são registrados a seu custo, menos a amortização
acumulada e as perdas por imparidade. A amortização é contabilizada pelo método linear baseado na vida útil estimada dos
ativos. A vida útil estimada e o método de amortização são revisados ao final de cada exercício fiscal e os efeitos de
quaisquer alterações são contabilizados em tempo hábil.
Os ativos intangíveis com vida útil indefinida são registrados a seu custo, menos a imparidade acumulada. Esses ativos
intangíveis não estão sujeitos à amortização e são testados anualmente para imparidade.
27
A Companhia e suas subsidiárias possuem contratos de concessão onerosos com o Governo para o uso de propriedade
pública para a geração de energia elétrica em algumas usinas.
Esses ativos estão registrados em ativos intangíveis com entrada corespondente em passivo não circulante.
3.16.1
Despesas com estudos e projetos
Os montantes gastos em estudos e projetos, incluindo a viabilidade e a utilização hidrelétrica e os inventários para as linhas
de transmissão são reconhecidos como Despesas operacionais quando incorridos, até que a viabilidade econômica de sua
exploração ou a outorga de concessão ou autorização sejam efetivamente provadas. A partir da concessão e / ou autorização
para a exploração da serviço público de energia elétrica, ou a confirmação da viabilidade econômica do projeto, as despesas
incorridas são capitalizadas como custo de desenvolvimento de projetos. Atualmente, a Companhia não tem montantes
capitalizados referentes às despesas com estudos e projetos.
A Companhia reconhece como um ativo intangível o direito de cobrar dos usuários pelo fornecimento de serviços de
energia elétrica. O ativo intangível é determinado como o valor residual da receita de construção adquirida pela construção
ou aquisição da infraestrutura realizada pela Companhia e o montante do ativo financeiro relativo ao direito incondicional
de receber em espécie ao final da concessão como uma indenização.
O ativo está apresentado líquido de amortização acumulada e perda por imparidade, quando aplicável.
A amortização do ativo intangível reflete o padrão no qual existe a expectativa de que os benefícios econômicos futuros do
ativo sejam consumidos pela Empresa, ou o prazo final de concessão, qualquer um que ocorrer primeiro. O padrão de
consumo dos ativos está relacionado à sua vida útil econômica, na qual os ativos construídos pela Companhia compõem a
base de cálculo para mensurar a tarifa para a prestação de serviços da concessão.
A amortização do ativo intangível tem início quando está disponível para uso, em sua localização, e sob as condições
necessárias para ser capaz de operar de modo esperado pela Empresa. A amortização é terminada quando o ativo tiver sido
totalmente consumido ou liquidado, não mais compreender a base de cálculo da tarifa para a prestação de serviços da
concessão, o qual que ocorrer primeiro.
Inclui, ainda os direitos provenientes das concessões adquiridas e a pagar, substancialmente por meio de entidades com fins
específicos (EFE).
3.17
Imparidade de ativos não financeiros, com exceção de goodwill
No final de cada exercício fiscal, a Companhia avalia se existe qualquer evidência de que seus ativos não financeiros
sofreram quaisquer perdas por imparidade. No caso de haver essa evidência, o montante recuperável do ativo é estimado, a
fim de se mensurar o montante dessa perda, se houver alguma. Quando não é possível estimar individualmente o montante
recuperável de um ativo, a Companhia calcula o montante recuperável da unidade de geração de caixa ao qual o ativo
pertence.
Quando uma base de alocação razoável e consistente pode ser identificada, os ativos corporativos também são alocados a
unidades de geração de caixa individuais ou ao menor grupo de unidades de geração de caixa para o qual uma base de
alocação razoável e consistente pode ser identificada.
O montante recuperável é o maior entre o valor justo menos os custos de venda ou o valor em uso. Na avaliação do valor
em uso, os fluxos de caixa estimados futuros são descontados a valor presente à taxa de desconto antes dos impostos, que
reflete uma valorização atualizada do valor temporal do dinheiro e os riscos específicos relativos ao ativo para o qual os
fluxos de caixa estimados futuros não foram ajustados.
Se o montante recuperável calculado de um ativo (ou unidade de geração de caixa) é menor que seu valor contábil, o valor
contábil do ativo (ou unidade de geração de caixa) é reduzido a seu montante recuperável. A perda correspondente à
redução do valor recuperável é imediatamente reconhecido na demonstração de resultado.
Quando a perda por imparidade é subsequentemente revertida, existe um aumento no valor contábil do ativo (ou unidade de
geração de caixa) para a estimativa revisada de seu montante recuperável, considerando que ele não exceda o valor contábil
que teria sido determinado se nenhuma perda por imparidade tivesse sido contabilizada para o ativo (ou unidade de geração
de caixa) nos exercícios fiscais anteriores. A reversão da perda por imparidade é imediatamente reconhecida na
demonstração de resultado.
Em virtude do histórico de perdas operacionais nas companhias de distribuição, a Companhia anualmente realiza o teste de
imparidade usando o método do valor presente dos fluxos de caixa futuros gerados pelos ativos, resultando em um
montante maior que o valor contábil (veja a Nota explicativa 20).
3.18
Goodwill
28
O Goodwill resultante da combinação de um negócio está apresentado a seu custo na data da combinação do negócio,
líquido de perdas acumuladas por imparidade, quando aplicável.
Para propósitos de teste por imparidade, o goodwill é alocado para cada uma das unidades de geração de caixa da
Companhia (ou grupos de unidades de geração de caixa) que se beneficiará das sinergias provenientes da combinação.
Considerando que as operações de investimento da Companhia estão vinculadas às operações sob os contratos de
concessão, o goodwill proveniente da aquisição de tais entidades representa o direito de concessão com vida útil definida,
sendo reconhecido como ativo intangível da concessão e amortizado de acordo com o prazo da concessão.
3.19
Combinações de negócios
O Goodwill e o goodwill negativo provenientes da aquisição da participação acionária majoritária após 1 de janeiro de
2009 foram completamente alocados aos contratos de concessão e reconhecidos como ativos intangíveis.
3.20
Tributação
As despesas com imposto de renda e contribuição social representa a soma dos impostos diferidos e circulantes.
3.20.1
Impostos correntes
A provisão para imposto de renda e contribuição social (IRPJ e CSLL) está baseada no lucro tributável do exercício. O
lucro tributável difere do resultado líquido apresentado na demonstração de resultado, uma vez que ele exclui as receitas ou
despesas tributáveis ou dedutíveis em outros exercícios, assim como exclui os itens não tributáveis ou não dedutíveis
permanentemente. A provisão para imposto de renda e contribuição social é calculada individualmente para cada
subsidiária da Companhia com base nas taxas em vigor no final do exercício fiscal.
3.20.2
Impostos diferidos
Os impostos de renda e contribuição social diferidos (“impostos diferidos”) são reconhecidos com base nas diferenças
temporárias ao final de cada período de divulgação entre os saldos dos ativos e passivos reconhecidos nas Demonstrações
financeiras e na base fiscal correspondente usada para o cálculo do lucro tributável, incluindo o saldo de prejuízos fiscais,
quando aplicável. Os passivos de impostos diferidos são geralmente reconhecidos em todas as diferenças tributárias
dedutíveis, e ativos de impostos diferidos na medida em que é provável que a Companhia terá lucro tributável futuro
suficiente contra o qual tais diferenças temporárias dedutíveis podem ser utilizadas.
A recuperação de ativos de impostos diferidos é revisada ao final de cada período de divulgação e, quando não é mais
provável que o lucro tributável futuro estará disponível para permitir a total recuperação do ativo, ou parte dele, o saldo do
ativo é ajustado pelo montante que se espera ser recuperado.
Os ativos e passivos de impostos diferidos são mensurados pelas taxas fiscais aplicáveis no período em que se espera que o
passivo seja liquidado ou o ativo seja realizado, com base nas taxas fiscais estabelecidas pela legislação em vigor no final
de cada período de divulgação, ou quando uma nova legislação tenha sido substancialmente promulgada. A mensuração de
ativos e passivos de impostos diferidos reflete as consequências fiscais resultantes da maneira pela qual a companhia
espera, no final de cada período de divulgação, recuperar ou liquidar o valor contábil desses ativos e passivos.
Os impostos diferidos e circulantes estão reconhecidos na demonstração de resultado, exceto quando são relativos aos itens
registrados em Outros resultados abrangentes, ou diretamente no capital próprio, em cujo caso os impostos diferidos e
circulantes também são reconhecidos em Outros resultados abrangentes ou diretamente em capital próprio,
respectivamente.
3.21
Contas a pagar em virtude de contratos de concessão onerosos
A Companhia e algumas subsidiárias possuem contratos de concessão onerosos com o Governo para uso de propriedade
pública para a geração de energia elétrica em certas usinas.
Os montantes identificados nos contratos estão apresentados a preços futuros e, portanto, a Companhia e essas subsidiárias
ajustaram esses contratos ao valor presente aplicando a taxa de desconto que prevalecia na data da obrigação.
Os ajustes na obrigação ao valor presente e as correções monetárias estão sendo capitalizadas nos ativos durante a
construção das usinas de energia e serão, a partir da data do início de suas operações comerciais, reconhecidas diretamente
na demonstração de resultado.
Esses ativos estão registrados em “ativos intangíveis” com a entrada correspondente em “passivos não circulantes”.
3.22
Instrumentos financeiros
29
Os ativos e passivos financeiros são reconhecidos sempre que uma entidade da Companhia faz parte das provisões
contratuais do instrumento.
Os ativos e passivos financeiros são inicialmente medidos pelo seu valor justo. Os custos de transação diretamente
atribuíveis à aquisição ou emissão de ativos e passivos financeiros (com exceção de ativos e passivos financeiros a seu
valor justo através de resultado) são acrescidos ou deduzidos de seu valor justo dos ativos ou passivos financeiros, se for
aplicável, no reconhecimento inicial. Os custos de transação diretamente atribuíveis aos ativos e passivos financeiros a seu
valor justo através de resultado são imediatamente reconhecidos na demonstração de resultado.
30
3.22.1
Ativos financeiros
Os ativos financeiros são classificados nas seguintes categorias específicas: ativos financeiros a seu valor justo através de
resultado, investimentos mantidos até o vencimento, ativos financeiros disponíveis para venda, e empréstimos e recebíveis.
A classificação depende da natureza e do propósito dos ativos financeiros é determinada na data do reconhecimento inicial.
(a)
Ativos financeiros a seu valor justo através de resultado
Os ativos financeiros são classificados a seu valor justo através de resultado quando são mantidos para a comercialização
em curto prazo ou são designados a seu valor justo através de resultado.
Os ativos financeiros a seu valor justo através de resultado são contabilizados a seu valor justo, e quaisquer ganhos ou
perdas resultantes são reconhecidos na demonstração de resultado. Os ganhos ou perdas líquidos reconhecidos na
demonstração de resultado incorporam dividendos ou juros ganhos pelos ativos financeiros, e são incluídos no item “Outras
receitas e despesas financeiras”, na demonstração de resultado.
(b)
Investimentos mantidos até o vencimento
Os investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determinados
e datas de vencimento fixas, os quais a Companhia tem a intenção e a capacidade financeira de manter até o vencimento.
Após o reconhecimento inicial, os investimentos mantidos até seu vencimento são mensurados a custos amortizados usando
método de juros efetivos, menos as perdas ocasionais por imparidade.
(c)
Empréstimos e recebíveis
Os empréstimos e recebíveis são os ativos financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou determinados e não são
cotizados em um mercado ativo. Os empréstimos e créditos (incluindo as Contas a receber de clientes e outros, caixa e
equivalentes de caixa, e outros) são mensurados a custos amortizados usando método de juros efetivos, deduzidos de
quaisquer perdas por imparidade.
Os rendimentos dos juros são reconhecidos usando-se o método de juros efetivos.
(d)
Ativos financeiros disponíveis para venda
Os ativos financeiros disponíveis para venda correspondem a ativos financeiros não derivativo designados como
“disponíveis para venda” ou não classificados como:
•
Ativos financeiros a valor justo através de resultados.
•
Investimentos mantidos até o vencimento.
•
Empréstimos e recebíveis.
Eles são inicialmente registrados a seu custo de aquisição, que é o valor justo do valor pago, incluindo as despesas de
transação. Após o reconhecimento inicial, eles são mensurados a seu valor justo por referência ao seu valor de Mercado,
sem quaisquer deduções relativas aos custos de transação aos quais poderiam ser incorridos até sua venda.
3.22.2
Imparidade de ativos financeiros
Os ativos financeiros, exceto aqueles designados a valor justo através de resultados, são avaliados para os indicadores de
imparidade ao final de cada período de apresentação. As perdas por imparidade são reconhecidas se, e somente se, existe
uma evidência objetiva de imparidade do ativo financeiro resultante de um ou mais eventos que ocorreram após seu
reconhecimento inicial, com impacto nos fluxos de caixa estimados futuros desse ativo.
Os critérios que o grupo usa para determinar que existe evidência objetiva de uma perda por imparidade incluem:
•
dificuldade financeira significativa do emissor ou do devedor;
•
uma quebra do contrato, como um incumprimento ou inadimplência no pagamento de juros ou do principal;
•
o grupo, por motivos legais ou econômicos relativos às dificuldades financeiras do devedor, concedendo ao devedor
uma concessão que, de outra maneira, o credor não consideraria;
•
torna-se provável que o devedor entrará em falência ou outra reorganização financeira;
•
o desaparecimento de um Mercado ativo para aquele ativo financeiro em virtude de dificuldades financeiras; ou
31
•
dados observáveis indicando que existe um decréscimo mensurável nos fluxos de caixa estimados futuros provenientes
de uma carteira de ativos financeiros desde o reconhecimento inicial daqueles ativos, apesar do decréscimo ainda não
ser possível de identificar com os ativos financeiros individuais na carteira, incluindo:
(i) modificações adversas na situação de pagamento dos devedores na carteira; e
(ii) condições nacionais ou locais que apresentam correlação com os incumprimentos sobre os ativos na carteira.
No caso dos investimentos em capital próprio classificados como disponíveis para venda, um declínio prolongado ou
significativo no valor justo de um título abaixo de seu custo também é uma evidência de que os ativos sofreram
deterioração. Se houver evidência deste tipo de ativos financeiros disponíveis para venda. As perdas cumulativas –
mensuradas como a diferença entre o custo de aquisição e o valor justo corrente, menos qualquer perda por imparidade no
ativo financeiro anteriormente reconhecido na demonstração de resultado – serão removidas do capital próprio e
reconhecidas na demonstração de resultado. As perdas por imparidade reconhecidas na demonstração de resultado sobre os
instrumentos de capital próprio não são revertidas pela demonstração de resultado. Se, em um período subsequente, o valor
justo de um instrumento de dívida classificado como disponível para venda aumentar, e este aumento pode ser
objetivamente relacionado a um evento que ocorreu após a perda por imparidade ter sido reconhecida na demonstração de
resultado, a perda por imparidade é revertida pela demonstração de resultado.
3.22.3
Desreconhecimento de ativos financeiros
A Companhia desreconhece um ativo financeiro somente quando os direitos contratuais para os fluxos de caixa deste ativo
expiram, ou quando ela transfere o ativo, e substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade para outra
empresa. Se a Companhia não transfere ou não detém substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade do ativo
financeiro, mas se mantém no controle do ativo financeiro transferido, a Companhia reconhece a participação detida e os
respectivos passivos nos montantes que ela pagará. Se ela detém substancialmente todos os riscos e benefícios de
propriedade do ativo financeiro transferido, a Companhia continua a reconhecer este ativo, assim como um empréstimo
garantido para a receita obtida .
No desreconhecimento de um ativo financeiro, a diferença entre o valor contábil do ativo e a contraprestação recebida e a
receber e os ganhos e perdas acumulados reconhecidos em Outros resultados abrangentes e acumulados no capital próprio,
estar reconhecida na demonstração de resultado.
3.22.4
Passivos financeiros
Os passivos financeiros são classificados como passivos financeiros a valor justo através de resultados ou Empréstimos.
(a)
Passivos financeiros a valor justo através de resultados
Os passivos financeiros são reconhecidos a valor justo através de resultados quando são mantidos para comercialização em
curto prazo ou designados a valor justo através de resultados. Os passivos financeiros a valor justo através de resultados são
contabilizados a seu valor justo, e os respectivos resultados são reconhecidos na Demonstração de resultados.
(b)
Empréstimos
Os Empréstimos são mensurados a custo amortizado usando o método de juros efetivos.
O método de juros efetivos é usado para calcular o custo amortizado de um passivo financeiro e para alocar sua despesa de
juros durante todo o respectivo período. A taxa de juros efetivos é a taxa descontando exatamente os fluxos de caixa futuros
estimados (incluindo as taxas e os pontos pagos ou recebidos, que fazem parte integral da taxa de juros efetivos, custos de
transação e outros prêmios ou descontos) durante toda a vida estimada do passivo financeiro ou, quando apropriado, por um
menor período de tempo, para o reconhecimento inicial do valor contábil líquido.
3.22.5
Contratos de garantia financeira
Contratos de garantia financeira consistem de contratos que requerem que a companhia emissora realize pagamentos
específicos para reembolsar o detentor por uma perda a que incorra por causa de falhas específicas do devedor em realizar
pagamentos quando do vencimento, de acordo com os prazos originais ou modificados de um instrumento de dívida.
As garantias financeiras estão inicialmente reconhecidas nas demonstrações financeiras a seu valor justo na data da emissão
da garantia. Subsequentemente, os passivos relativos às garantias são mensurados no maior valor inicialmente reconhecido,
menos, quando apropriado, a amortização cumulativa e o montante determinado como a melhor estimativa do montante
requerido para liquidar a garantia.
Essas estimativas estão estabelecidas com base na experiência com transações similares e no histórico de perdas anteriores
juntamente com o julgamento pela Administração da Empresa. As comissões recebidas estão reconhecidas com base no
32
método linear durante toda a vida da garantia. Qualquer aumento nos passivos relativos às garantias está apresentado,
quando incorrido, em Despesas operacionais.
3.22.6
Instrumentos financeiros derivativos
A Companhia não possui instrumentos derivativos financeiros para limitar sua exposição à taxa de juros e aos riscos das
taxas cambiais, incluindo contratos de câmbio, taxa de juros e swaps de moedas. A Nota 43 inclui informações detalhadas
sobre instrumentos derivativos financeiros. Algumas companhias controladas conjuntamente assinaram contratos
derivativos, e, em alguns casos, a política de hedge accounting foi aplicada.
Inicialmente, os derivativos estão reconhecidos a valor justo na data em que os contratos de derivativos foram assinados e,
subsequentemente, são mensurados novamente a seu valor justo no final do exercício fiscal. Ganhos ou perdas ocasionais
são imediatamente reconhecidos na demonstração de resultado, exceto quando o derivativo tenha sido designado como
instrumento de hedge e o hedge está em vigor; neste caso, o momento do reconhecimento na demonstração de resultado
depende da natureza da relação de hedge.
3.22.7
Derivativos embutidos
Os derivativos embutidos em contratos de não derivativos são tratados como instrumentos derivativos separados quando
seus riscos e características não estão estreitamente relacionados com o instrumento de base e eles não estão designados a
valor justo através de resultados.
3.22.8
Hedge accounting
A Companhia possui uma política de hedge accounting, entretanto, exceto para as operações de algumas EFEs, ela não
possui transações classificadas como tal. Os instrumentos derivativos financeiros designados para operações de hedge são
inicialmente reconhecidos a valor justo na data em que o contrato de derivativo é assinado, sendo posteriormente
mensurado novamente, também a valor justo. Os instrumentos de derivativos estão mostrados nas demonstrações
financeiras consolidadas como ativos financeiros quando representam um direito de cobrança e como passivos financeiros
quando representam uma obrigação para pagamento em espécie.
No início de uma relação de hedge, a Companhia documenta a relação entre o instrumento de hedge e o item objeto de
hedge com seus objetivos de gerenciamento de risco e sua estratégia para assumir várias operações de hedge.
Adicionalmente, no início do hedge e continuamente, a Companhia avalia se o instrumento de hedge usado em uma
operação de hedge é altamente eficaz para compensar as alterações no valor justo ou nos fluxos de caixa do item objeto de
hedge, atribuível aos riscos inerentes ao hedge.
Para propósitos de hedge accounting, a Companhia usa as seguintes classificações:
(a)
Valor justo de hedges
Alterações no valor justo dos derivativos designados e qualificados para hedge a valor justo são contabilizados na
demonstração de resultado, com quaisquer alterações no valor justo dos itens objeto de hedge atribuídos ao risco que está
sob hedge. As alterações no valor justo dos instrumentos de hedge e no item objeto de hedge atribuível ao risco de hedge
estão reconhecidas na demonstração de resultado.
(b)
Hedges de fluxo de caixa
A parte efetiva dos ganhos e das perdas de um instrumento de hedge designados e qualificados como hedge de fluxo de
caixa está reconhecida em Outros resultados abrangentes. Os ganhos e perdas relativos à parte ineficiente são
imediatamente reconhecidos na demonstração de resultado.
Os montantes previamente reconhecidos em Outros resultados abrangentes e acumulados no capital próprio são
reclassificados para a demonstração de resultado no período em que o item objeto de hedge está reconhecido na
demonstração de resultado.
3.23
Benefícios aos empregados
3.23.1
Obrigações de pensão
As subsidiárias da Companhia patrocinam diversos planos de pensão, os quais são geralmente financiados por contribuições
às companhias seguradoras ou fundos de trust, determinados por cálculos atuariais periódicos. Um plano de contribuição
definido é um plano de pensão sob o qual a Companhia paga contribuições fixas a uma entidade separada. A Companhia
não possui obrigações legais ou construtivas de pagar contribuições se o fundo não possuir ativos suficientes para pagar, a
todos os funcionários, os benefícios relativos aos serviços prestados pelos funcionários no ano presente ou em anos
anteriores. Um plano de benefícios definido é diferente de um plano de contribuição definido, dado que tais plano de
33
benefícios definidos estabelecem o valor de um benefício que o funcionário receberá quando se aposentar, geralmente
dependendo de um ou mais fatores, como idade, tempo de serviço e remuneração.
O passivo reconhecido no balanço patrimonial relacionado aos planos de benefício definido é o valor presente do passivo
do benefício definido na data do balanço, menos o valor justo dos ativos dos planos e quaisquer custos de serviços
anteriores ainda não reconhecidos. O passivo de benefício definido é calculado anualmente por atuariais independentes,
usando o método de crédito unitário projetado . O valor presente do passivo de benefício definido é determinado pelo
desconto da saída de caixa futuro estimado, usando as taxas de juros consistentes com os rendimentos de Mercado, os quais
são denominados na moeda na qual os benefício serão pagos e que tenham vencimentos próximos aos dos passivos dos
respectivos planos de pensão.
Os ganhos e perdas atuariais derivados de ajustes com base na experi6encia e nas alterações em hipóteses atuariais são
contabilizados em Outros resultados abrangentes.
Os custos de serviços passados são reconhecidos na demonstração de resultado, a menos que alterações nos planos de
pensão estejam condicionados à continuidade do funcionário no trabalho, por um período de tempo específico ( o período
no qual o direito é previsto). Neste caso, os custos de serviços passados são amortizados pelo método linear durante o
período no qual o direito foi obtido.
Em relação aos planos de contribuição definidos, a Companhia paga contribuições aos planos de pensão públicos ou
privados de maneira compulsória, contratual ou voluntária. Assim que as contribuições tenham sido realizadas, a
Companhia não possui obrigações adicionais relativas ao pagamento. As contribuições são reconhecidas como despesas de
planos de pensão, quando incorridas. As contribuições pagas antecipadamente são reconhecidas como reembolso de caixa
ou uma redução em pagamentos futuros fica disponível. A Companhia adota a prática de contabilizar totalmente ganhos e
perdas atuariais em outros resultados abrangentes.
3.23.2
Outros passivos pós-emprego
Algumas subsidiárias da Companhia oferecem benefícios de assistência médica posteriores à aposentadoria a seus
funcionários, assim como seguro de vida para seus funcionários ativos e inativos. O direito desses benefícios está,
normalmente, condicionado à continuação do funcionário no trabalho até sua idade de aposentadoria e conclusão de um
tempo mínimo de serviço. Os custos esperados desses benefícios são acumulados durante o período de trabalho, sob a
mesma política contábil usada para os planos de pensão de benefício definido. Os ganhos e perdas atuariais provenientes de
ajustes com base na experiência e em alterações nas hipóteses atuariais estão contabilizados em Outros resultados
abrangentes. Esses passivos são mensurados, anualmente, por atuários independentes qualificados.
3.23.3
Participação nos lucros
A Companhia reconhece a despesa e o passivo de participação nos lucros com base em uma fórmula que leva em
consideração a receita atribuída aos acionistas da Companhia após certos ajustes. A Companhia reconhece uma provisão
quando está contratualmente vinculada ou quando existe uma prática anterior que criou este passivo construtivo.
3.24
Provisões
As provisões são reconhecidas para obrigações presentes (legais ou construtivas) resultantes de eventos passados, nos quais
é possível estimar com precisão os montantes e para quais liquidações são prováveis. O montante reconhecido como uma
provisão é a melhor estimativa do montante para liquidar um passivo no final de cada período de apresentação,
considerando os riscos e incertezas relacionadas ao passivo. Quando uma provisão é mensurada com base nos fluxos de
caixa estimados para liquidar um passivo, seu valor contábil corresponde ao valor presente desses fluxos de caixa (quando o
efeito do valor do tempo do dinheiro for relevante).
3.24.1
Passivo para descomissionamento
Conforme previsto pela IAS 37, constitui-se uma provisão durante toda a vida útil econômica das usinas termonucleares,
com o objetivo de alocar o respectivo período operacional, os custos a serem incorridos com a desativação técnicooperacional, ao final de sua vida útil, estimada em 40 anos.
Os valores são corados na demonstração de resultado do exercício a valor presente, com base em cotas anuais denominadas
em dólares americanos, à taxa de 1/40 das despesas estimadas, sendo imediatamente registrados e convertidos à taxa
cambial ao final de cada período. O passivo relativo ao descomissionamento está ajustado com base na variação cambial do
dólar americano (veja a Nota 33).
3.24.2
Provisão para responsabilidades legais vinculadas aos processos judiciais
As provisões para ações jurídicas são constituídas quando a perda é considerável provável, causando uma provável saída de
recursos para liquidar o passivo e quando os montantes envolvidos podem ser mensurados com precisão, levando em
34
consideração o parecer de um conselheiro legal, a natureza dos processos, a similaridade com processos anteriores, a
complexidade e a posição dos tribunais.
3.24.3
Contratos onerosos
As obrigações presentes resultantes de contratos onerosos são reconhecidas e mensuradas como provisões. Um contrato
oneroso existe quando custos inevitáveis para cumprir as obrigações dos contratos excedem os benefícios econômicos que
se espera receber.
3.25
Adiantamentos para futuro aumento de capital - AFAC
Os adiantamentos de proventos recebidos do acionista controlador e destinados ao aporte de capital, são irrevogavelmente
concedidos. Eles são classificados como passivos não circulantes e são reconhecidos inicialmente a valor justo e
posteriormente corrigidos à taxa de juros SELIC.
35
3.26
Capital
As ações ordinárias e preferenciais são classificadas como capital próprio.
Os custos suplementares atribuíveis à emissão de novas ações estão apresentados no capital próprio como uma dedução do
montante recebido, líquido de impostos.
Quando a Companhia compra suas próprias ações (ações de tesouro), a remuneração paga, incluindo qualquer custo
suplementar diretamente atribuível (líquido de imposto de renda), é deduzido do capital próprio atribuível aos acionistas da
Companhia até que essas ações sejam canceladas ou reemitidas. Quando essas ações são subsequentemente reemitidas,
qualquer remuneração recebida, líquida de quaisquer custos suplementares de transação diretamente atribuídos e os efeitos
relativos ao imposto de renda e contribuição social, é incluído no capital próprio atribuído aos acionistas da Empresa.
3.27
Juros sobre o Capital Próprio - JCP e distribuição de dividendos
O JCP imputado como dividendos do exercício fiscal é calculado tendo uma porcentagem sobre o patrimônio como um
limite, usando a taxa de juros de longo prazo - TJLP, estabelecida pelo Governo Federal, como exigência legal, limitada a
50% do lucro líquido do exercício fiscal ou 50% das reservas de lucros, antes de incluir o próprio lucro do exercício fiscal,
qualquer um que for maior.
A quantia de dividendos acima do dividendo mínimo mandatório estabelecido pela Lei ou por outro instrumento jurídico,
ainda não aprovado pela Assembleia Geral Anual , será apresentada no patrimônio líquido, em uma conta específica
denominada Dividendos adicionais propostos.
3.28
Outros resultados abrangentes
Os outros resultados abrangentes são compostos de itens de despesas e receitas não reconhecidos na demonstração de
resultado. Os componentes de outros resultados abrangentes incluem:
3.29
•
Ganhos e perdas atuariais sobre planos de pensão de benefícios definidos.
•
Ganhos e perdas provenientes da conversão das operações estrangeiras das demonstrações financeiras.
•
Ajustes de avaliação relacionados aos ganhos e perdas no novo mensuramento de ativos financeiros disponíveis para
venda.
•
Ajustes de avaliação relacionados à parte efetiva de ganhos e perdas provenientes de instrumentos de hedge sobre
hedge de fluxo de caixa.
Reconhecimento de receita
A receita é mensurada a valor justo da retribuição recebida ou a receber, com redução de quaisquer deduções aplicáveis.
3.29.1
Venda e serviços de energia elétrica
(a)
Geração e Distribuição:
A receita é mensurada a valor justo da remuneração recebida ou a receber, líquida de impostos e eventuais descontos sobre
ela. A receita proveniente das vendas e dos serviços de energia elétrica é reconhecida quando existe a possibilidade de que
os benefícios econômicos associados às transações reverterão para a Empresa; o montante da receita pode ser mensurada
com confiabilidade; os riscos e os benefícios relacionados com a venda foram transferidos para o comprador; os custos
incorridos ou a serem incorridos que estão relacionados com a transação podem ser mensurados com confiabilidade; e a
Companhia não tem mais controle e responsabilidade sobre a energia elétrica vendida. Ela também inclui a receita
proveniente da construção vinculada ao segmento de distribuição de energia elétrica.
(b)
3.29.2
Transmissão
•
a receita financeira proveniente da remuneração do ativo financeiro até o final do período de concessão com base no
método de juro efetivo, que leva em consideração a taxa média de retorno dos investimentos.
•
a receita para cobrir as despesas com a operação e a manutenção com base nos custos incorridos.
•
a receita proveniente da construção para a expansão que gera receita adicional. Considerando que esses serviços são
prestados por terceiros, a Companhia não aplica margens às construções.
Receita de juros e dividendo
36
A receita de juros sobre os ativos financeiros é reconhecida quando existe a probabilidade de que benefícios econômicos
futuros reverterão para a Companhia e que o montante da receita pode ser mensurado com confiabilidade. A receita de juros
é reconhecida usando o método de juro efetivo sobre o montante principal a vencer, sendo que a taxa de juro efetivo é a que
desconta exatamente o caixa futuro estimado a receber durante a vida estimada do ativo financeiro relativo valor contábil
líquido inicial desse ativo.
3.30
Arrendamento
O arrendamento está classificado como arrendamento financeiro sempre que os termos do contrato de arrendamento
transferem substancialmente todos os riscos e benefícios de propriedade ao arrendatário. Todos os outros contratos de
arrendamento são classificados como operacionais.
Os pagamentos relativos ao arrendamento operacional são reconhecidos como despesas pelo método linear durante todo o
período que o contrato estiver em vigor, exceto quando outra base é mais representativa para refletir o momento quando os
benefícios econômicos do ativo arrendado são consumidos. Os pagamentos de contingências provenientes de contratos de
arrendamento operacional são reconhecidos como despesas no exercício em que incorrem.
Os arrendamentos financeiros são capitalizados ao início do arrendamento ao menor valor justo da propriedade arrendada e
o valor dos pagamentos mínimos de arrendamento. Os ativos imobilizados adquiridos mediante arrendamentos financeiros
são depreciados ao longo do período mais curto entre a vida útil do ativo e o prazo de arrendamento.
3.31
Concessão do governo
As concessões do governo são reconhecidas sistematicamente na demonstração de resultado durante os exercícios fiscais
nos quais a Companhia reconhece como despesas os custos relacionados que as concessões pretendem compensar. As
concessões governamentais a receber como uma compensação para despesas já incorridas com o propósito de oferecer
amparo financeiro imediato à Empresa, sem custos futuros correspondentes, estão reconhecidas na demonstração de
resultado no período em que são recebidas e são subsequentemente alocadas para reservas de receita não sujeitas à
distribuição de dividendos.
3.32
Registro das receitas e despesas do exercício fiscal
As receitas e despesas são registradas com base no exercício.
3.33
Paradas programadas
Os custos incorridos antes e durante as paradas programadas das usinas de força e linhas de transmissão são contabilizadas
na demonstração de resultado do período no qual incorrem.
3.34
Lucro básico e diluído por ação
O lucro básico por ação é calculado pela divisão da receita atribuível aos acionistas da Companhia pelo número médio
ponderado de ações em circulação ( total de ações menos ações de tesouro). O lucro diluído por ação é calculado ajustando
o número médio ponderado de ações em circulação, na medida da conversão de ações diluídas em potencial, de acordo com
a IAS 33.
3.35
Apresentação de relatórios de segmento
Os segmentos operacionais estão definidos como atividades comerciais nas quais é possível obter receita e incorrer
despesas, cujos relatórios operacionais são submetidos ao principal tomador de decisões. Este tomador de decisões,
responsável por alocar recursos e por avaliar o desempenho dos segmentos operacionais, é o Conselho de Administração, o
qual também é responsável pela tomada de decisões estratégicas da Empresa.
4
Julgamento e estimativas contábeis
As estimativas contábeis são aquelas provenientes da aplicação de julgamentos subjetivos e complexos pela Administração
da Companhia e suas subsidiárias, frequentemente provenientes da necessidade de refletir impactos significativos a fim de
demonstrar adequadamente a posição e os resultados financeiros da entidades. As estimativas contábeis tornam-se críticas
como o número de variáveis e hipóteses que afetam a condição futura dessas incertezas aumentam, tornando os julgamentos
ainda mais subjetivos e complexos.
Ao preparar as atuais Demonstrações financeiras da Companhia e de suas subsidiárias, a Administração adotou as
estimativas e hipóteses com base na experiência histórica e outros fatores que ela entende como sendo razoáveis e
relevantes para sua apresentação adequada. Mesmo assim, essas estimativas e hipóteses são permanentemente monitoradas
37
e revisadas pela Administração da Companhia e suas subsidiárias, a determinação do valor contábil dos ativos e dos
passivos e o resultado das operações é inerentemente incerto, em virtude do fato que ela provém de julgamentos.
No que tange as estimativas contábeis mais críticas, a Administração da Companhia e suas subsidiárias baseiam seus
julgamentos em eventos, variáveis e hipóteses futuras, como descritas a seguir:
38
I
Impostos diferidos
O método de passivo do balanço patrimonial é aplicado para determinar o ativo dos impostos de renda e da contribuição
social diferidos com base nas diferenças temporais entre o valor contábil dos ativos e passivos e suas respectivas bases
tributárias e para compensar perdas fiscais e bases negativas de contribuição social. Os ativos e passivos de impostos
diferidos são calculados e reconhecidos usando-se as taxas tributárias aplicáveis ao lucro tributável nos exercícios nos quais
essas diferenças temporais deveriam ser realizadas. O lucro tributável futuro pode ser maior ou menor que as estimativas
consideradas pela Administração quando o montante dos ativos de impostos diferidos a ser registrado é definido.
II
Imparidade de ativos de longa duração
A Administração da Companhia e suas subsidiárias adotam variáveis e hipóteses para realizar um teste de imparidade de
ativos de longa duração para reconhecer a imparidade, quando necessário. Neste procedimento, os julgamentos com base na
experiência histórica com a administração do ativo, grupos de ativos ou unidades de geração de caixa, os quais podem
ocasionalmente não ocorrer no futuro, são aplicados, mesmo no que tange a vida útil econômica estimada de seus ativos de
longa duração, o que representa as práticas atuais determinadas pela ANEEL, aplicáveis aos ativos vinculados à concessão
de serviço público de energia elétrica, que pode variar em virtude da análise periódica da vida útil econômica dos ativos.
Muitos eventos inerentemente incertos também impactam a determinação das variáveis e hipóteses usadas pela
administração para determinar o fluxo de caixa futuro descontado, para propósitos de reconhecimento da imparidade dos
ativos de longa duração. Entre esses eventos, vale a pena ressaltar a manutenção dos níveis de consume de energia elétrica,
a taxa de crescimento da atividade econômica nacional, a disponibilidade de recursos hídricos, além daqueles inerentes ao
vencimento dos prazos de concessão de serviços públicos de energia elétrica mantidas pelas subsidiárias da Empresa,
especialmente referentes ao seu valor de entrega ao final do prazo da concessão. Posto isto, a Administração adotou a
hipótese de indenização contratualmente prevista, quando aplicável, pelo seu valor contábil residual ao final do prazo de
concessão de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.
III
Passivos para descomissionamento
A Companhia reconhece passivos para Descomissionamento dos ativos relativos às suas usinas de energia termonuclear. A
fim de calcular o montante da provisão, são realizadas hipóteses e estimativas em relação às taxas de desconto, ao custo
esperado para remover toda a usina de seu local e o tempo previsto para o desembolso das referidas despesas.
IV
Base de cálculo para indenização pela autoridade concedente de concessões de serviço público
A Companhia adota a hipótese de que os ativos estão sujeitos à devolução ao final dos contratos de concessão, com o
direito de recebimento total de uma indenização por parte da autoridade concedente para os investimentos ainda não
recuperados. Existe uma discussão sobre a interpretação jurídica e regulatória da base de cálculo do montante indenizável,
com diferentes interpretações. Com base nas provisões contratuais e nas interpretações regulatórias e contratuais, a
Empresa, amparada pelo parecer de um conselheiro jurídico independente, adotou a hipótese que seria indenizada pelo
valor contábil residual ao final da concessão. Essa decisão impactou a base de formação da geração dos ativos que possuem
cláusulas de indenização previstas em seus contratos e as operações de transmissão e distribuição de energia elétrica no
âmbito da IFRIC-12.
V
Passivos atuariais
Os passivos atuariais são determinados pelos cálculos atuariais preparados por atuariais independentes e os resultados
futuros das estimativas contábeis usadas nessas Demonstrações financeiras podem ser diferentes, comparados a variáveis,
hipóteses e condições daqueles existentes e sendo usados no momento do julgamento.
VI
Vida útil de ativos imobilizados
As subsidiárias da Eletrobrás usam os critérios estabelecidos pela Resolução No. 367, de 2 de junho de 2009, da ANEEL,
para determinar a vida útil estimada dos ativos imobilizados.
5
Normas, emendas e interpretações das Normas que ainda não estão em vigor
As seguintes emendas e interpretações foram publicadas e são mandatórias para os períodos de apresentação com início
após 1 de janeiro de 2011, e não houve a adoção antecipada dessas normas pela Empresa, com exceção da IAS 24.
(a)
IAS 12 “Imposto de renda”
Com emenda em dezembro, 2010, a norma esclarece sobre a dificuldade de determinar se a realização de um ativo será feita
por meio da venda ou de seu uso quando um ativo está classificado como investimento em propriedade. A hipótese definida
39
nesta emenda é que o valor desse ativo será normalmente realizado por meio da venda. A Administração da Companhia está
avaliando esse impacto nas Demonstrações financeiras.
(b)
IAS 24 (Revisada) “Divulgação de partes relacionadas”
O IAS 24 revisado foi emitido em novembro de 2009 e substitui a IAS 24, Divulgação de partes relacionadas, a qual havia
sido emitida em 2003. A IAS 24 (revisada) é mandatória para períodos com início em ou após 1 de janeiro de 2011. Uma
vez que a adoção antecipada, total ou parcialmente, é permitida, houve a adoção antecipada desta norma. Os efeitos da
emenda a esta norma estará nas divulgações e não apresentam impacto significativo nas Demonstrações financeiras da
Empresa.
(c)
IFRS 9 “Instrumentos financeiros”
Emitida em novembro de 2009, esta norma introduz novas exigências para classificar e mensurar os ativos financeiros. A
norma entrará em vigor em 1 de janeiro de 2013, e sua adoção antecipada está permitida. A Companhia está avaliando os
possíveis efeitos que possam surgir em virtude da adoção desta norma. Não se espera nenhum impacto significativo nas
Demonstrações financeiras da Empresa.
(d)
IFRIC 19 “Extinção de Passivos Financeiros com instrumentos de capital próprio”
Esta interpretação está em vigor para períodos anuais com início em ou após 1 de julho de 2010. Ela esclarece o tratamento
contábil na situação quando uma entidade renegocia os prazos de um passivo financeiro com seu credor, e o credor
concorda em aceitar ações da entidade ou outros instrumentos de capital próprio para liquidar total ou parcialmente o
passivo financeiro. A Companhia aplicará essa interpretação a partir de 1 de janeiro de 2011. A Companhia está avaliando
os possíveis efeitos provenientes da adoção desta interpretação e não espera que ela tenha um impacto significativo nas
Demonstrações financeiras da Empresa.
(e)
Emendas à IFRIC 14 “IAS 19 – O limite sobre um ativo de benefício definido, exigências mínimas de financiamento
e sua interação”
Remove as consequências não intencionadas provenientes do tratamento de pré-pagamentos, nos quais existe uma
exigência mínima de financiamento. Os resultados provenientes de pré-pagamento de contribuições em certas
circunstâncias são reconhecidos como ativos, em vez de despesas. As emendas estão em vigor desde 1 de janeiro de 2011.
A Companhia está avaliando os possíveis efeitos provenientes desta emenda e não espera que ela tenha impacto
significativo nas Demonstrações financeiras da Empresa.
(f)
Emendas à IFRS 7 “Instrumentos financeiros”
Enfatiza a interação entre a divulgação quantitativa e qualitativa sobre a natureza e a extensão dos riscos associados com os
instrumentos financeiros. O pronunciamento está em vigor desde 1 de janeiro de 2011, retroativamente. A Companhia está
avaliando os possíveis efeitos provenientes desta emenda e não espera que ela tenha impacto significativo nas
Demonstrações financeiras da Empresa.
(g)
Emendas à IAS 1 “Apresentação das demonstrações financeiras”
Ela esclarece que uma entidade apresentará uma análise de cada um dos componentes de Outros resultados abrangentes,
seja na demonstração das alterações de capital próprio ou nas notas explicativas às demonstrações financeiras. A emenda
está em vigor desde 1 de janeiro de 2011, retroativamente. A Companhia está avaliando os possíveis efeitos provenientes
desta emenda e não espera que ela tenha impacto significativo nas Demonstrações financeiras da Empresa.
(h)
Emendas à IAS 34 “Relato Financeiro Escalar”
Fornece orientações para ilustrar como aplicar os princípios de divulgação na IAS 34 e acrescenta exigências de divulgação
com relação a: a) circunstâncias que provavelmente possam afetar o valor justo dos instrumentos financeiros e sua
classificação; b) transferências de instrumentos financeiros entre os diferentes níveis do valor justo; c) alterações na
classificação de ativos financeiros; e d) alterações nos ativos e passivos de contingência. A emenda se aplica a partir de 1 de
janeiro de 2011. A Companhia está avaliando os possíveis efeitos provenientes desta emenda e não espera que ela tenha
impacto significativo nas Demonstrações financeiras da Empresa.
(i)
Emenda à IFRIC 13 “Programas de fidelização de clientes”
O significado de “valor justo” está esclarecido no contexto de mensurar os créditos de prêmios sob os programas de
fidelização de clientes. A emenda está em vigor desde 1 de janeiro de 2011. A Companhia está avaliando os possíveis
40
efeitos provenientes desta emenda e não espera que ela tenha impacto significativo nas Demonstrações financeiras da
Empresa.
(j)
Emendas à IAS 32 “Instrumentos financeiros: apresentação – classificação das emissões de direitos”
Emenda emitida em outubro de 2009. A emenda está em vigor para períodos anuais com início em e após 1 de fevereiro de
2010. A adoção antecipada é permitida. A emenda aborda a contabilização para as emissões de direitos que estão
denominadas em uma moeda diferente da moeda funcional da entidade emissora. Dado que certas condições são atendidas,
tais emissões de direitos agora estão classificadas como capital próprio, independente da moeda na qual o preço do
exercício é denominado. Anteriormente, essas emissões tinham que ser contabilizadas como passivos derivativos. A
emenda é aplicada retroativamente, de acordo com a IAS 8 “Políticas Contábeis, Alterações nas Estimativas e Erros
Contábeis”. A Companhia está avaliando os possíveis efeitos provenientes dessa emenda e não espera que ela tenha um
impacto significativo nas Demonstrações financeiras da Empresa.
Não existem outros padrões e interpretações emitidos e ainda não adotados que possam, no parecer da Administração, ter
impacto significativo sobre os resultados ou sobre o balanço apresentado pela Companhia em suas Demonstrações
financeiras.
6
Transição para a IFRS
6.1
Base da transição para a IFRS
6.1.1
Aplicação da IFRS 1
As demonstrações financeiras da Companhia para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 são as primeiras
Demonstrações financeiras consolidadas anuais em conformidade com as IFRS. A Companhia aplicou a IFRS 1 na
preparação destas Demonstrações financeiras.
A data de transição da Companhia é 1 de janeiro de 2009. A Companhia preparou seu balanço de abertura em conformidade
com a IFRS nesta data.
Ao preparar as Demonstrações financeiras em conformidade com the IFRS 1, a Companhia aplicou as exceções
mandatórias relevantes e certas isenções opcionais relacionadas à aplicação retroativa total da IFRS.
6.1.2
Isenções relacionadas à aplicação retroativa total adotada pela Companhia
A Companhia escolheu aplicar as seguintes isenções com relação à aplicação retroativa:
(a)
Isenção dos benefícios de pensão
A Companhia escolheu reconhecer os ganhos e perdas atuariais anteriores de maneira cumulativa em 1 de janeiro de 2009.
A aplicação desta isenção está detalhada na Nota 31.
(b)
Isenção para apresentação de diferenças de transposição cumulativa
A Companhia escolheu ajustar para zero as diferenças de transposição cumulativa na data de transição para a IFRS.
(c)
Isenção para a capitalização de custos de empréstimos
A Companhia escolheu aplicar a isenção prevista na IFRS 1 com relação aos custos de empréstimo e não reprocessou as
capitalizações de juros antes da data de transição.
(d)
Isenção para o tratamento inicial da IFRIC 12
A Companhia escolheu aplicar a isenção prevista na IFRS 1 com relação à infraestrutura dos ativos classificados como
ativos de concessão na data de transição e fez as reclassificações correspondentes com base no valor contábil residual em 1
de janeiro de 2009, em virtude dos contratos de concessão da Companhia serem substancialmente antigos sem qualquer
possibilidade de realizar um ajuste retroativo.
(e)
Uso de custo considerado
A Companhia aplicou a isenção do “custo considerado” em seus ativos fixos. Em virtude da iminência do fim das
concessões de uma parte relevante das operações da Companhia (no ano de 2015) e considerando as incertezas relacionadas
ao montante da indenização, o custo histórico foi mantido como o valor base dos ativos fixos. A Companhia entende que o
valor justo de seus ativos excede seu valor contábil, entretanto, de maneira conservadora e levando em consideração o
parecer de um conselheiro jurídico independente, bem como a avaliação da capacidade de realização de seus ativos, a
Companhia concluiu que o custo histórico representa, neste momento, a melhor base para a mensuração contábil dos ativos
41
fixos. A consideração da indenização a seu valor contábil foi mantida de maneira uniforme por causa de várias hipóteses
relevantes adotadas na imparidade de ativos e na inclusão na formação do valor residual dos ativos.
Outras isenções previstas na IFRS 1 não se aplicam à Companhia e às suas subsidiárias.
42
6.1.3
Exceções da aplicação retroativa seguidas pela Companhia
A Companhia aplicou a exceção mandatória com relação às estimativas da aplicação retroativa, dado que essas estimativas
em conformidade com a IFRS em 1 de janeiro de 2009 e em 31 de dezembro de 2009, são consistentes com as estimativas
realizadas nas mesmas datas de acordo com os padrões contábeis adotados no Brasil.
Outras exceções mandatórias na IFRS 1 não foram aplicadas, visto que não houve diferenças significativas relacionadas aos
padrões contábeis adotados no Brasil nessas áreas ou não se aplicavam à Empresa:
7
•
Hedge accounting.
•
Baixa de ativos e passivos financeiros.
•
Participação acionária minoritária.
Caixa, Equivalente de Caixa, e Caixa restrito
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
I - Caixa e equivalentes de caixa:
Caixa e bancos..................................................................................................................................................................................
762.332
705.126
477.357
Investimentos financeiros .................................................................................................................................................................
8.457.837
7.912.168
5.050.111
9.220.169
8.617.294
5.527.468
II - Caixa restrito:
CCC (Conta de Consumo de Combustível)......................................................................................................................................
1.287.255
475.565
156.354
Comercialização da energia elétrica de Itaipu ..................................................................................................................................
13.175
145.497
151.135
PROINFA.........................................................................................................................................................................................
757.788
720.657
426.897
2.058.218
1.341.719
734.386
11.278.387
9.959.013
6.261.854
Os recursos financeiros são mantidos no Banco do Brasil S.A., de acordo com leis específicas para corporações de capital
misto sob controle do governo federal, instituído pelo Decreto-lei No. 1.290, de 03 de dezembro de 1973, e emendas da
Resolução No. 2.917, de 19 de dezembro de 2001, do Banco Central do Brasil, que estabeleceu os novos mecanismos para
as companhias sob administração federal indireta.
Os investimentos financeiros, com liquidez imediata, estão em fundos de investimento extramercado, cujos rendimentos
baseiam-se na taxa de juros média da SELIC.
8
Títulos negociáveis
A Eletrobrás e suas subsidiárias classificam os títulos como mantidos até o vencimento, com base nas estratégias da
administração para esses ativos.
Os títulos mantidos até o vencimento são inicialmente reconhecidos a seu valor justo, que é seu custo de aquisição, mais os
custos de transação. Subsequentemente, são contabilizados a seu custo de amortização usando o método de juro efetivo.
Um ajuste ao valor presente é realizado no que concerne as ações dos fundadores.
Os títulos apresentados em ativos circulantes são mantidos para comercialização.
43
Os títulos CFT-E1 e os certificados de investimentos advindos dos incentivos fiscais do FINOR (Fundo de Investimentos do
Nordeste) e do FINAM (Fundo de Investimentos da Amazônia) são corrigidos por provisões para perdas quando da sua
realização e, portanto, estão apresentados em quantias líquidas:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Circulante
LFT...................................................................................................................................................................................................
6.281.655
7.403.318
6.669.806
LTN ..................................................................................................................................................................................................
426.077
222.117
656.088
NTN .................................................................................................................................................................................................
66.528
37.188
114.684
DI Futuros (Depósitos Interbancários) .............................................................................................................................................
(187)
17
(1.069 )
6.774.073
7.662.640
7.439.509
Não circulante
CFT ..................................................................................................................................................................................................
248.950
225.176
208.760
FINAM .............................................................................................................................................................................................
620
620
6.422
FINOR ..............................................................................................................................................................................................
2.945
3.488
3.398
NTN .................................................................................................................................................................................................
158.403
149.794
137.427
Rentabilidade em Parcerias ..............................................................................................................................................................
158.884
149.818
165.442
Ações dos fundadores.......................................................................................................................................................................
194.761
157.685
90.697
Outros ...............................................................................................................................................................................................
5.342
607
6.328
769.905
687.188
618.474
Os detalhes dos valores negociáveis são os seguintes:
Títulos
Depositário
Circulante
LFT
LTN
NTN- B
NTN- F
DI Futuros (Depósitos
Interbancários
Não circulante
CFT-E1
FINAM
FINOR
NTN-P: 740100
NTN-P: 741536
NTN-P: 741566
NTN-P: 741806
Vencimento
Índice
Banco do
Brasil
Banco do
Brasil
Banco do
Brasil
Banco do
Brasil
Banco do
Brasil
Banco do
Brasil
Banco da
Amazônia
Banco do
Nordeste
Banco do
Brasil
Banco do
Brasil
Banco do
Brasil
Banco do
Brasil
31 de dezembro de
2010
31 de
dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
6.281.655
7.403.318
6.669.806
426.077
222.117
656.088
14.912
37.188
114.684
(187)
17
(1.069)
6.774.073
7.662.640
7.439.509
248.950
225.176
208.760
620
620
6.422
2.945
3.488
3.398
21/03/2018
2
2
2
01/03/2012
80.733
75.650
69.408
01/06/2012
58.471
54.790
50.269
26/02/2012
15.865
14.878
13.651
51.616
01/08/2012
IGP-M
44
Títulos
Depositário
Banco do
Brasil
NTN-P: 741806
Banco do
Brasil
NTN-P: 741806
Banco do
Brasil
NTN-P:
Banco do
Brasil
NTN-P:
Banco do
Brasil
NTN-P:
Banco do
Brasil
NTN-P:
Banco do
Brasil
ELET
Banco do
Brasil
NTN-P 740100
Banco do
Brasil
NTN-P 740100
Banco do
Brasil
NTN-P 740100
Banco do
Brasil
NTN-P 741806
Banco do
Brasil
NTN-P 741806
Banco do
Brasil
NTN-P 741806
Banco do
Brasil
TDA
Banco do
Brasil
NTN-P:
Banco do
Brasil
NTN-P:
Banco do
Brasil
NTN-P:
Banco do
Brasil
NTN-P 741806
Banco do
Brasil
NTN-B 760199
Banco do
Brasil
NTN-P 740100
Banco do
Brasil
NTN-P 740100
Banco do
Brasil
Telemar NL ON TMAR3 BNDES
Telemar NL PNA TMAR5 BNDES
ELET NTB-B 760199
Banco do
Brasil
CPRM - CERT, 023,994,1 Não
identificado
Vencimento
Índice
31 de dezembro de
2010
31 de
dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
NTN-P: 741806
09/07/2012
28
27
17/11/2014
24
6
28/12/2014
7
7
21/03/2018
TR+6% a.a.
2
1
1
28/12/2015
TR+6% a.a.
126
122
120
28/12/2014
TR+6% a.a.
3
3
3
21/03/2018
TR+6% a.a.
1.331
1.279
876
28/12/2015
TR+6% a.a.
772
724
673
01/01/2020
TR+6% a.a.
1
1
1
01/01/2021
TR+6% a.a.
1
1
1
09/07/2012
TR+6% a.a.
744
697
653
22/07/2013
TR+6% a.a.
3
3
3
16/06/2015
TR+6% a.a.
27
26
24
hasta 2019
TR+3% a.a.
4.739
09/07/2012
TR+6% a.a.
09/07/2014
—
—
358
344
330
TR+6% a.a.
170
164
157
28/12/2015
TR+6% a.a.
318
304
291
09/07/2012
TR+6% a.a.
610
571
531
15/05/2017
TR+6% a.a.
117
106
01/01/2024
TR+6% a.a.
7
6
01/01/2025
TR+6% a.a.
38
2
20
36
2
25
2
25
94
94
94
3
3
3
45
Amazônia Celular TMAC3B
Amazônia Celular TMAC11B
Rendimentos das parcerias
Ações dos fundadores
Outros
BNDES
BNDES
Banco do Brasil
Banco do Brasil
Banco do Brasil
02/10/2032
158.884
194.761
484
149.818
157.685
483
20
12
165.442
90.697
5.296
769.905
687.188
618.474
(a)
CFT- E1 – Títulos públicos com a remuneração equivalente à variação do IGP-M, livre de juros, com data de resgate fixa a
partir de agosto de 2012. A matriz mantém a provisão para ajustes de valor de mercado na data de referência de 31 de
dezembro de 2010, no montante de R$ 93.673 (31 de dezembro de 2009 - R$ 84.728 e 1 de janeiro de 2009 – R$
105.465), calculado com base nos descontos aplicados no mercado de capital e apresentado como redução do respectivo
ativo.
(b)
NTN-P – Títulos públicos recebidos como pagamento pela transferência de investimentos em capital próprio no âmbito do
Programa Nacional de Desestatização - PND. Esses títulos têm remuneração equivalente à variação da Taxa de Referência TR, divulgada pelo Banco Central do Brasil, com taxa de juros de 6% ao ano (a.a.) sobre o valor ajustado com data de
resgate fixa a partir de fevereiro de 2012.
(c)
RENDIMENTOS DE PARCERIAS – Refere-se aos rendimentos provenientes dos investimentos em regimes de parceria,
correspondentes a uma remuneração média equivalente à variação do IGP-M mais juros de 12% e 13% a.a. no capital
transferido, conforme mostrado abaixo:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
EATE .........................................................................................................................................................................................................
23.214
41.327
49.353
Tangará ......................................................................................................................................................................................................
96.782
73.320
64.620
Elejor .........................................................................................................................................................................................................
16.226
Guascor ......................................................................................................................................................................................................
38.187
29.680
26.396
Outros ........................................................................................................................................................................................................
701
5.491
8.846
158.884
(d)
149.818
165.441
AÇÕES DOS FUNDADORES – os títulos adquiridos em virtude da reestruturação do investimento da Eletrobrás na
INVESTCO S.A. Esses ativos fornecem rendimentos anuais equivalentes a 10% do lucro das companhias mencionadas
abaixo, pagos juntamente com os dividendos, e serão resgatados no vencimento, previsto para outubro de 2032, por meio de
sua conversão em ações preferenciais do capital das companhias mencionadas acima, conforme mostrado abaixo:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Paulista Lajeado .........................................................................................................................................................................................
506.350
506.350
506.350
Ceb Lajeado ...............................................................................................................................................................................................
151.225
151.225
151.225
Valor nominal ............................................................................................................................................................................................
657.575
657.575
657.575
Ajuste do valor presente ............................................................................................................................................................................
(457.815)
(494.890)
(561.878)
Valor Justo .................................................................................................................................................................................................
199.760
162.685
95.697
(e)
OUTROS – refere-se, substancialmente, aos certificados de investimento provenientes dos incentives fiscais do FINOR /
FINAM destinados aos projetos na área de operação das subsidiárias Chesf e Eletronorte. A Companhia mantém a provisão
para perdas em sua realização, estabelecida com base no valor de mercado, no montante de R$ 291.772 (31 de dezembro
de 2009 - R$ 291.817 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 283.690) e apresentado como redução do respectivo ativo.
A carteira dos fundos exclusivos é classificada na tabela acima de acordo com sua natureza.
9
Contas a receber
I
Comercialização de energia elétrica- PROINFA
A comercialização de energia elétrica dentro do escopo do PROINFA (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de
Energia Elétrica) gerou um resultado líquido negativo no exercício fiscal de 2010 de R$ 97.787 (31 de dezembro de 2009 -
46
R$ 377.133 positivo e 1 de janeiro de 2009 - R$ 35.643), sem causar qualquer efeito no resultado líquido do exercício
fiscal da Eletrobrás. Essa quantia foi incluída sob o item “Obrigações de reembolso”.
II
Operações na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE
Os valores relativos às operações praticadas no âmbito da CCEE estão registrados com base em informações
disponibilizadas pela Câmara.
A subsidiária Furnas mantém Contas a receber no montante de R$ 293.560, relativos à comercialização de energia elétrica
no âmbito do MAE (Mercado Atacadista de Energia Elétrica), envolvendo o período de setembro de 2000 a setembro de
2002, cuja liquidação financeira está suspensa em virtude das ordens judiciais concedidas em ações propostas pelas
concessionárias de distribuição de energia elétrica contra a ANEEL e o MAE, agora conhecido como CCEE. Em virtude da
incerteza de sua realização, a subsidiária Furnas mantém Provisão para créditos de liquidação duvidosa, no montante
equivalente ao total de Contas a receber, estabelecido em 2007.
De acordo com as regras estabelecidas no Contrato Geral do Setor de Energia Elétrica, a resolução dessas disputas
implicaria um novo cálculo, o qual seria o objeto de uma resolução entre as partes sem a intervenção da CCEE. Nesta
situação, a Administração tem o interesse de manter as negociações, com a participação da ANEEL e da CCEE, com o
objetivo de reestruturar as Contas a receber, a fim de permitir uma solução negociada para sua liquidação.
III
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
As Subsidiárias estabelecem e mantêm provisões, em conformidade com as regras da ANEEL, com base na análise dos
montantes de contas a receber vencidas e o histórico de perdas, cujo montante é considerado pela administração das
Subsidiárias como suficientes para cobrir as perdas ocasionais na realização desses ativos. O balanço é composto como
descrito a seguir:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Consumidores e revendedores
Companhia Energética do Amapá .............................................................................................................................................................
912.041
727.425
871.017
Recebíveis renegociados ............................................................................................................................................................................
20.356
23.576
13.582
Outros ........................................................................................................................................................................................................
188.859
160.593
88.369
1.121.256
911.594
Consumidores dos distribuidores
716.080
768.185
630.237
CCEE (Câmara de Comercialização de
Energia Elétrica) – energia de curto
prazo
293.560
293.560
293.560
2.130.896
1.973.339
1.896.765
972.968
As alterações nos subsídios de créditos de liquidação duvidosa de consumidores e revendedores de energia elétrica são
como segue:
Saldo em 1 de janeiro de 2009 .................................................
1.896.765
(+) Complemento .....................................................................
346.207
(-) Reversões / amortizações ....................................................
(269.633)
Saldo em 31 de dezembro de 2009 ..........................................
1.973.339
(+) Complemento .....................................................................
338.042
(-)Reversões / amortizações .....................................................
(180.485)
Saldo em 31 de dezembro de 2010 ..........................................
2.130.896
Os acréscimos e decréscimos na provisão para créditos de liquidação duvidosa foram registrados na demonstração de
resultado como “Provisões Operacionais” (Nota 42). Os montantes reconhecidos como Provisão para créditos de liquidação
duvidosa estão registrados como perdas definitivas quando não existe a expectativa de recuperação dos recursos.
47
Para propósitos fiscais, o montante da provisão que excede aquela estabelecida em relação às provisões da Lei
No. 9.430/1996, foi adicionado ao cálculo do Lucro Real para propósitos de cálculo do Imposto de Renda - IRPJ e, também,
estabelece a base de cálculos para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL.
31/12/2010
A vencer
Vencidos até
90 dias
Mais de 90 dias
Total
31/12/2010
1/1/2009
Total
Total
CIRCULANTE
AES ELETROPAULO .......................................................................................................................................................................................................
117.182
—
—
117.182
95.435
79.761
AES SUL ............................................................................................................................................................................................................................
28.064
—
—
28.064
21.289
19.071
AMPLA ..............................................................................................................................................................................................................................
42.731
—
—
42.731
38.824
35.394
ANDE .................................................................................................................................................................................................................................
42.224
—
—
42.224
52.051
55.251
EBE ....................................................................................................................................................................................................................................
13.546
—
1.601
15.147
15.220
13.043
CEA ....................................................................................................................................................................................................................................
14.325
35.010
877.031
926.366
727.425
566.283
CEB ....................................................................................................................................................................................................................................
11.650
—
—
11.650
13.245
25.961
CEEE-D ..............................................................................................................................................................................................................................
37.878
—
12
37.890
30.570
28.576
CELESC .............................................................................................................................................................................................................................
50.436
—
—
50.436
40.005
14.835
CELG .................................................................................................................................................................................................................................
43.489
—
—
43.489
36.541
34.315
CELPA ...............................................................................................................................................................................................................................
47.125
—
—
47.125
41.434
43.364
CELPE ................................................................................................................................................................................................................................
44.451
—
—
44.451
42.217
48.250
CEMAR ..............................................................................................................................................................................................................................
32.427
—
—
32.427
27.709
30.259
CEMIG ...............................................................................................................................................................................................................................
85.137
—
—
85.137
81.464
71.246
CESP ..................................................................................................................................................................................................................................
2.799
—
—
2.799
3.269
2.798
COELCE ............................................................................................................................................................................................................................
31.451
—
—
31.451
31.674
30.752
COELBA ............................................................................................................................................................................................................................
75.665
—
1.733
77.398
64.440
64.685
COPEL ...............................................................................................................................................................................................................................
101.704
—
—
101.704
88.008
81.710
CPFL ..................................................................................................................................................................................................................................
19.400
—
—
19.400
24.724
20.280
ELEKTRO ..........................................................................................................................................................................................................................
55.185
—
—
55.185
48.692
47.779
ENERSUL ..........................................................................................................................................................................................................................
14.587
—
—
14.587
14.697
13.048
ESCELSA...........................................................................................................................................................................................................................
24.464
—
2.834
27.298
19.392
16.776
LIGHT ................................................................................................................................................................................................................................
84.798
—
—
84.798
78.330
66.521
PIRATININGA ..................................................................................................................................................................................................................
3.379
—
—
3.379
8.824
3.883
RGE ....................................................................................................................................................................................................................................
3.907
—
—
3.907
6.746
6.357
CCEE (Câmara de Comercialização de
Energia Elétrica)
Comercialização ............................................................................................................................................................................................................
229.121
43.681
296.148
568.950
365.432
308.646
Uso da rede .........................................................................................................................................................................................................................
435.840
4.481
28.318
468.639
431.676
414.424
PROINFA ...........................................................................................................................................................................................................................
287.444
7.672
133.513
428.629
84.664
39.530
Consumidores .....................................................................................................................................................................................................................
422.100
211.393
317.948
951.441
1.003.780
917.876
Governo ..............................................................................................................................................................................................................................
74.103
46.834
333.397
454.334
461.653
487.281
Celg ....................................................................................................................................................................................................................................
—
—
52.474
52.474
20.691
24.460
AES SUL ............................................................................................................................................................................................................................
—
—
—
—
—
—
CEMIG ...............................................................................................................................................................................................................................
—
—
—
—
—
16.624
Rolamento de dívidas dos Estados......................................................................................................................................................................................
—
—
128.635
128.635
150.286
128.399
Tesouro Nacional................................................................................................................................................................................................................
—
—
96.459
96.459
130.186
113.236
Casal ...................................................................................................................................................................................................................................
—
—
7.000
7.000
6.463
5.125
Agepisa ...............................................................................................................................................................................................................................
—
—
—
—
—
—
Outros .................................................................................................................................................................................................................................
555.533
54.352
434.230
1.044.116
768.362
1.139.358
(-) PCLD .............................................................................................................................................................................................................................
—
—
(2.130.896)
(2.130.896)
(1.973.339)
(1.896.765)
3.032.145
403.423
580.437
4.016.006
3.102.079
3.118.392
NÃO CIRCULANTE
Celg ....................................................................................................................................................................................................................................
—
—
141.037
141.037
222.544
286.097
AES SUL ............................................................................................................................................................................................................................
—
—
—
—
—
—
Acordo de reestruturação de dívida externa Garantia .........................................................................................................................................................................................................................
—
—
119.769
119.769
110.274
171.810
Rolamento de dívidas dos Estados......................................................................................................................................................................................
—
—
544.043
544.043
490.718
547.831
Tesouro Nacional................................................................................................................................................................................................................
—
—
455.789
455.789
406.684
458.379
Casal ...................................................................................................................................................................................................................................
—
—
107.266
107.266
99.974
97.542
Outros .................................................................................................................................................................................................................................
—
—
102.311
102.311
100.886
312.404
—
—
1.470.215
1.470.215
1.431.080
1.874.063
3.032.145
403.423
48
2.050.652
5.486.220
4.533.159
4.992.455
IV
Recebíveis renegociados
Os créditos renegociados são formalizados por meio de contratos para o parcelamento de dívidas acumuladas pelos
devedores, sujeitos a juros e correção monetária, prazos fixos para o repagamento do principal e encargos, e são
considerados recuperáveis pela Administração da Empresa, destacando o seguinte:
(a)
Proveniente da eletricidade transferida para CELG
Em 2003, a Eletrobrás renegociou recebíveis provenientes da transferência de energia da Itaipu Binacional para a CELG,
subrogada pela Furnas para a Eletrobrás, no montante de R$ 392.021. A renegociação prevê a realização desses créditos
mediante a transferência direta pela instituição financeira coletora da companhia de distribuição, de 3,34% de sua receita
bruta mensal. As parcelas têm um prazo estimado de 216 meses para sua liquidação total, com início em janeiro de 2004, e
estão indexados pela variação do dólar americano. O saldo em 31 de dezembro de 2010, corresponde a R$ 80.604 (31 de
dezembro de 2009 - R$ 140.555 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 244.924), dos quais R$ 35.247 estão registrados em ativos
não circulantes (31 de dezembro de 2009 - R$ 143.448 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 181.307).
De modo similar, a subsidiária Furnas renegociou, em dezembro de 2003, o montante de R$ 378.938, relativo aos créditos
de sua energia elétrica, com um prazo estimado para pagamento de 216 meses, indexados mensalmente pelo IGP-M e com
juros de 1% ao mês (a.m.). O pagamento mensal corresponde a 2,56% da receita bruta da CELG e está coberta por uma
conta garantia bancária vinculada, e o saldo dessa dívida, em 31 de dezembro de 2010, corresponde a R$ 193.511 (31 de
dezembro de 2009 - R$ 220.009 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 310.557), dos quais R$ 141.037 estão registrados em ativos
não circulantes (31 de dezembro de 2009 - R$ 170.182 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 286.097).
(b)
Rolamento de dívida dos estados
Em conformidade com o Programa para a Reestruturação Financeira do Setor Público, implantado pela Lei No. 8.727/93, a
subsidiária Furnas assinou uma cessão de crédito com o Governo, para o reescalonamento de dívidas da CELG existentes
naquele período, relativas à compra de energia, a serem pagas em 240 meses, com início em abril de 1994. Os créditos
estão indexados pelo IGP-M, com juros anuais de 11%, totalizando R$ 552.298 em 31 de dezembro de 2010 (31 de
dezembro de 2009 - R$ 536.870 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 727.184).
A subsidiária Eletrosul, no âmbito do mesmo programa de reestruturação financeira, detém créditos com o Governo
indexados pelo IGP-M, com juros anuais de 12,68%, no montante de R$ 672.678 em 31 de dezembro de 2010 (31 de
dezembro de 2009 - R$ 641.004 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 676.230), dos quais R$ 128.638 estão sob ativos não
circulantes (31 de dezembro de 2009 - R$ 150.286 e 1 de janeiro de 2008 - R$ 547.831), a serem pagos em 240 meses,
com início em abril de 1994, como resultado da hipótese de direitos da subsidiária com as concessionárias de energia
elétrica estatais.
A legislação em vigor prevê que, se o prazo de 20 anos expirar, e o saldo a ser recebido ainda continuar pendente, o
financiamento pode ser estendido por mais 10 anos. A hipótese provavelmente ocorrerá, uma vez que o Governo transfere
apenas os recursos efetivamente recebidos dos Estados, os quais, por outro lado, estão limitados por lei aos níveis de
comprometimento de suas receitas.
10
Financiamentos e empréstimos concedidos
Os financiamentos e empréstimos concedidos são realizados com os próprios fundos da Empresa, além dos fundos do setor,
fundos estrangeiros obtidos por meio de agências internacionais de desenvolvimento, instituições financeiras, bem como
aqueles provenientes da oferta de títulos no mercado financeiro internacional.
Todos os financiamentos e empréstimos estão amparados por contratos formais executado com os devedores. Os montantes
a receber são, em sua maioria, reembolsáveis, dentro de um período médio de dez (10) anos, e a taxa de juros média
ponderada pelo saldo da carteira é de 6,15% a.a.
Os financiamentos e empréstimos concedidos com uma cláusula de correção monetária, são responsáveis por
aproximadamente 52% da carteira total. Aqueles que preveem correção com base nos índices que representam níveis de
preços domésticos são responsáveis por 2,77% do saldo da carteira.
Os valores de Mercado desses ativos são equivalentes ao seu valor contábil, uma vez que eles são operações específicas do
setor e são, em parte, financiadas com recursos dos Fundos do Setor, e que não possuem condições similares como
parâmetro de avaliação.
49
I
Recebíveis da AES-Eletropaulo - ação judicial
Em 1989, Eletrobrás interpôs perante o tribunal uma ação ordinária contra a Eletropaulo, visando a recuperação de créditos
de financiamentos não pagos nos seus respectivos vencimentos, segundo os critérios acordados nos artigos e nas condições
estabelecidas.
Após a ação ter passado pelos canais legais, em abril de 1999, um veredicto foi promulgado sentenciando a Eletropaulo a
pagar o montante financiado e não pago. Posteriormente, o veredicto foi confirmado como res judicata, o que significa que
a Eletropaulo não tinha direito a recurso da decisão em primeira instância. Consequentemente, a ordem de execução foi
proposta pela Eletrobrás perante o Quinto Tribunal Cível do Rio de Janeiro, determinando o pagamento.
No entanto, em janeiro de 1998, a divisão parcial dos ativos da Eletropaulo ocorreu, originando três companhias distintas EMAE - Companhia Metropolitana de Águas e Energia S.A., EPTE - Companhia Paulista de Transmissão de Energia S.A.
e EBE - Companhia Brasileira de Energia S.A., nas quais a Eletropaulo - Eletricidade de São Paulo S.A. modificou seu
nome comercial para Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S.A.
A Eletropaulo questionou a ilegitimidade do Protocolo de Divisão Parcial, sendo a continuação da execução anulada e
determinada. Em dezembro de 2003, um Agravo de Instrumento foi interposto pela Eletropaulo, exigindo que o efeito
suspensivo da decisão que determina o prosseguimento da execução, o qual foi aceito sob o pressuposto de que a
Eletropaulo não seria elegível para atender a demanda executiva, em vez disso, seria a CTEEP - Companhia de Transmissão
de Energia Elétrica Paulista (antiga EPTE), em conformidade com o protocolo acima mencionado.
A Companhia apresentou Recursos Extraordinários e Especiais, contestando o julgamento do Agravo da Eletropaulo,
afirmando que a execução deveria ter continuidade e a defesa da Eletropaulo deveria ser atacada por liminar pelo devedor,
sem exceções. A partir desta decisão, a Eletropaulo conseguiu ações inibitórias, posteriormente, um Recurso de
Regulamentação e, por fim, ações inibitórias cuja decisão final foi promulgada em novembro de 2007, rejeitando, de todas
as maneiras, o Recurso da Eletropaulo. Após a exaustão de todas as possibilidades de sucesso perante o Superior Tribunal
de Justiça - STJ, a Eletropaulo apresentou um recurso extraordinário ao Supremo Tribunal de Justiça, cuja continuidade foi
rejeitada de maneira monocrática pelo Ministro, conforme a decisão promulgada em 28 de março de 2008.
Face a este cenário, a Administração da Eletrobrás prosseguirá com o processo de execução e, amparada por pareceres de
seus consultores jurídicos, considera a realização dos recebíveis como praticamente certa.
Estes créditos totalizaram, em 31 de dezembro de 2010, R$ 410.017 (31 de dezembro de 2009 - R$ 397.594), os quais
representam a melhor estimativa do valor realizável para a Companhia no atual estágio dos processos.
II
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
A Companhia reconhece uma Provisão para créditos de liquidação duvidosa de R$ 228.477 (31 de dezembro de 2009 - R$
192.232), que corresponde ao principal e ao pagamento da dívida das companhias inadimplentes. O montante da provisão é
considerado suficiente pela Administração da Companhia para cobrir as perdas com esses ativos, com base na análise de
tendência de carteira.
As modificações na Provisão para créditos de liquidação duvidosa sobre financiamentos e empréstimos concedidos pela
Companhia estão descritas a seguir:
Saldo em 1 de janeiro de 2009 .....................................................................................................................................................................
117.676
(+) Complemento .........................................................................................................................................................................................
137.534
(-) Reversões ................................................................................................................................................................................................
(62.978)
Saldo em 31 de dezembro de 2009 ..............................................................................................................................................................
192.232
(+) Complemento .........................................................................................................................................................................................
50.409
(-)Reversões .................................................................................................................................................................................................
(14.164)
Saldo em 31 de dezembro de 2010 ..............................................................................................................................................................
228.477
O acréscimo e o decréscimo da provisão de créditos de liquidação duvidosa foram registrados na demonstração de resultado
como “Provisões operacionais” (Nota 42). Os montantes reconhecidos como “Provisão para créditos de liquidação
duvidosa” estão registrados como perda definitiva quando não há expectativa de recuperação dos recursos.
III
Capitalização para o AFAC
50
O Conselho de Administração da Eletrobrás aprovou, em outubro de 2009, a capitalização de subsidiárias, no montante de
R$ 11.770.400, correspondentes aos adiantamentos para futuro aumento de capital (AFAC), no montante de R$ 2.945.835
e parte do financiamento concedido às subsidiárias, no montante de R$ 9.043.089.
51
31/12/2010
ENCARGOS
CIRCULANTE
Taxa
Média
Subsidiárias e
controladas
conjuntamente
FURNAS
CHESF
ELETROSUL
ELETRONORTE
ELETRONUCLEAR
CGTEE
CEAL
CERON
CEPISA
ELETROACRE
AMAZONAS
ITAIPU
OUTROS
CEMIG
COPEL
CEEE
DUKE
AES Eletropaulo
TRACTBEL
CELPE
CEMAR
CESP
OUTROS
(-) PCLD
7,13
7,17
6,86
7,45
8,99
3,57
7,63
6,72
7,06
10,40
7,37
7,09
6,44
7,40
6,44
—
10,38
12,00
6,10
5,85
9,38
6,36
31/12/2009
PRINCIPAL
Quantidade
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
0
0
CIRCULANT
E
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
448.544
448.544
2.140
74.962
1.882
47.497
736
8.130
—
—
299.218
108.840
(0 )
10.796
1.070
16.976
1.654
48.214
958
33.406
120.881
361.830
(101.124 ) (127.341 )
327.415
583.310
327.415 1.031.854
NÃO
CIRCULANT
E
ENCARGOS
CIRCULANTE
Taxa Média
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
5.223.083
5.223.083
7,58
8,75
7,46
13,07
11,73
2,54
6,61
8,45
9,39
7,39
7,95
7,09
340.569
258.771
99.471
—
2.639
—
53.350
367.187
185.709
1.771.646
(2.254 )
3.077.088
8.300.171
6,22
8,39
8,01
10,00
10,48
12,00
6,00
5,94
9,34
3,33
1/1/2009
PRINCIPAL
Quantidade
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
CIRCULANT
E
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
571.519
571.519
222
57.735
14
37.627
538
26.779
2.049
126.593
286.780
108.062
435
32.711
961
16.976
—
30.225
1.067
30.778
117.111
670.248
(82.257 ) (109.975 )
326.915 1.027.759
326.915 1.599.278
52
NÃO
CIRCULANT
E
ENCARGOS
CIRCULANTE
Taxa Média
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
5.913.466
5.913.466
10,00
11,47
7,56
13,58
12,69
6,39
10,49
12,57
11,43
12,03
11,02
7,08
343.741
261.716
56.955
362.530
513
10.796
62.286
363.860
201.823
2.262.142
—
3.926.362
9.839.828
6,76
10,21
9,33
10,00
10,00
12,00
—
6,00
5,09
9,36
PRINCIPAL
Quantidade
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
CIRCULANT
E
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
30.472
30.472
NÃO
CIRCULANTE
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
—
9.177.791
9.177.791
2.456
63.022
372.732
2.103
38.771
272.558
275
67.280
46.810
2.375
168.691
439.233
274.406
117.931
—
707
29.611
41.114
867
17.173
77.957
1.154
26.352
317.532
1.167
28.121
235.273
104.862
639.299
2.424.178
(58.221 )
(59.454 )
—
332.151 1.136.797
4.227.387
332.151 1.167.269 13.405.178
11
Remuneração de investimentos
As quantias abaixo se referem aos dividendos e juros sobre o capital, líquido de impostos de retenção, conforme aplicável,
resultante dos investimentos permanentes mantidos pela Eletrobrás.
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Itaipu ..........................................................................................................................................................................................................
39.736
27.287
13.184
CTEEP .......................................................................................................................................................................................................
114.061
Outros ........................................................................................................................................................................................................
24.807
51.439
48.767
178.604
78.726
61.951
12
Imposto de Renda e Outros Impostos recuperáveis ou a compensar
Os impostos recuperáveis ou a serem compensados estão apresentados em quantias líquidas de perda realizável ocasional e
foram então apresentadas:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Ativos circulantes
Impostos retidos .........................................................................................................................................................................................
1.440.502
1.124.526
244.399
Adiantamentos de IRPJ e CSLL ................................................................................................................................................................
36.220
24.565
82.186
PASEP/COFINS a serem compensados ....................................................................................................................................................
215.828
84.392
85.528
ICMS recuperável ......................................................................................................................................................................................
21.683
13.024
61.418
Outros ........................................................................................................................................................................................................
111.672
80.426
36.352
1.825.905
1.326.933
509.883
Ativos não circulantes
Impostos retidos
Créditos de impostos
ICMS recuperável ......................................................................................................................................................................................
1.124.202
863.525
746.334
PIS/COFINS recuperável ..........................................................................................................................................................................
401.439
522.631
475.499
Ativos de impostos diferidos .....................................................................................................................................................................
2.813.041
3.107.067
2.228.884
4.338.682
4.493.223
3.450.717
6.164.587
5.820.156
3.960.600
I
Ativos de impostos diferidos
Os ativos de impostos diferidos são usados em conexão com a realização dos eventos que lhe originaram. Considerando a
história de lucratividade da Empresa, assim como a expectativa de geração de lucro tributável nos próximos anos, o
reconhecimento desses ativos se dá com base na capacidade de realização dos ativos, identificados com uma análise de
tendência futura, amparados por um estudo técnico preparado com base nas hipóteses internas e macroeconômicas, os
cenários fiscais e comerciais que podem se modificar no futuro.
II
ICMS, PIS/PASEP e COFINS recuperáveis sobre a compra de combustível
Por meio da Resolução Normativa No. 303/2008, a ANEEL estabeleceu metodologias e procedimentos para a computação,
a apresentação e a validação dos montantes de ICMS registrados como um custo proveniente da compra de combustível,
assim como a computação, a apresentação, a supervisão e o pagamento de passivos a serem reembolsados à CCC-ISOL
pelos agentes beneficiários que receberam montantes de reembolso de ICMS superiores ao custo efetivo incorrido com esse
imposto.
O Ofício Circular No. 2.775/2008 - SFF/ANEEL regula a restituição à Conta de Consumo de Combustível - CCC dos
montantes correspondentes aos créditos do PIS/PASEP e COFINS tirados do combustível adquirido para a geração de
energia elétrica sob o sistema não cumulativo entre 2004 e 2008.
53
A Administração da subsidiária Amazonas Energia, até 2007, entendia que o combustível adquirido para os propósitos de
geração de energia elétrica subsidiados pela CCC não era passível de créditos do PIS/PASEP e COFINS. Com vistas aos
novos fatos, em 2008, a Administração da subsidiária, com apoio do parecer de seus consultores jurídicos, reconheceu o
crédito fiscal sobre todas as aquisições de petróleo da Companhia durante o período determinado pela ANEEL, computando
um crédito fiscal de R$ 498.171.
A utilização dos créditos fiscais reconhecidos está condicionada às operações futuras que originam a realização, a qual,
conforme o parecer da Administração da subsidiária, ocorrerá mesmo sob a hipótese de substituir o petróleo por gás natural,
como insumo para a geração de energia elétrica e a entrada de Manaus no Sistema Interligado Nacional - SIN. A Lei
No. 12.111/09 estabelece os mecanismos que permitem que a conta do imposto recuperável proveniente da compra de
combustível não sofra eventuais aumentos, começando a serem realizados nas operações de distribuição em um período
estimado de 4 anos. Em 2010, o montante de R$ 267.490 corresponde aos créditos relativos aos anos 2006, 2007 e 2008, os
quais, em virtude da previsão de utilização, traz à tona opiniões como de não ser capaz de recuperação e, portanto, estar
sujeito a tornar-se uma imparidade.
III
Inconstitucionalidade do PIS/PASEP e COFINS
O Supremo Tribunal Federal – STF declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 1 do Artigo 3 da Lei No. 9.718/98, o qual
aumentou a base de cálculo do PIS/PASEP e COFINS e criou, na época, um novo conceito de faturamento, que cobria as
receitas totais recebidas por uma entidade legal, independente do tipo de atividade e da classificação contábil adotada. Tal
provisão não tinha base constitucional para apoiá-la, e foi posteriormente emendada constitucionalmente..
Com base no Código Tributário Nacional brasileiro - CTN, as companhias do Sistema Eletrobrás buscam o reconhecimento
dos seus direitos de crédito e o reembolso do montante pago a mais como resultado do aumento inconstitucional dessas
bases de cálculo de contribuições. Até a conclusão destas demonstrações financeiras, não havia uma decisão final sobre este
assunto.
As companhias do Sistema Eletrobrás possuem, portanto, créditos fiscais em potencial para o PIS/PASEP e COFINS, os
quais ainda estão sendo determinados e, de acordo, não estão reconhecidos nestas Demonstrações financeiras, uma vez que
a declaração de inconstitucionalidade somente beneficia as companhias que são reclamantes dos recursos extraordinários
julgados.
13
Direitos de reembolso
I
Reembolso da CCC-Isol
A Lei No. 12.111/2009 e o Decreto No. 7.246/2010 modificaram a sistemática de subsídio dos sistemas isolados. O
subsídio da CCC, o qual anteriormente subsidiava somente os custos com combustível, agora reembolsarão o montante
correspondente à diferença entre o custo total da energia elétrica e a valorização da quantidade de energia elétrica
correspondente a seu custo médio de potência e a energia comercializada no Ambiente Contratado Regulado – ACR do
Sistema Interligado Nacional – SIN.
Os custos relacionados seguintes devem ser incluídos no custo total da geração de energia elétrica nos Sistemas Isolados:
(a)
contratação de energia e potência associada;
(b)
geração própria para o fornecimento aos serviços públicos de distribuição de energia elétrica;
(c)
encargos e impostos; e
(d)
investimentos realizados.
De acordo com as regulamentações, os outros custos relativos aos serviços de energia elétrica prestados em regiões remotas
dos Sistemas Isolados, caracterizados pela grande dispersão de consumidores e falta de escala econômica, também são
incluídos no custo total de geração.
54
14
Inventário de Energia Nuclear
Abaixo está a separação do inventário de combustível nuclear de longo prazo para as operações das usinas de energia
termonucleares UTN Angra I e UTN Angra II:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Circulante
Elementos prontos ............................................................................................................................................................................
297.972
324.634
286.903
Não circulante
Inventário de Energia Nuclear ..........................................................................................................................................................
Concentrado de urânio ............................................................................................................................................................
65.179
111.199
104.442
Elementos prontos ..................................................................................................................................................................
392.133
239.771
141.888
Materiais de armazém .............................................................................................................................................................
275.599
267.303
259.213
Em andamento – combustível nuclear ....................................................................................................................................
66.645
137.161
214.751
799.556
755.434
720.294
1.097.528
1.080.068
1.007.197
15
Investimentos
15.1
Composição dos Investimentos
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Capital próprio contabilizado
Companhias Associadas
Celpa ................................................................................................................................................................................................
305.304
339.796
320.172
CEEE-GT (15.2) ..............................................................................................................................................................................
627.300
539.023
189.178
Cemat ...............................................................................................................................................................................................
480.650
473.037
429.876
Emae.................................................................................................................................................................................................
328.656
324.131
329.870
CTEEP .............................................................................................................................................................................................
1.632.607
1.665.285
1.580.581
Cemar ...............................................................................................................................................................................................
302.263
244.749
197.649
Lajeado Energia ...............................................................................................................................................................................
539.588
527.677
231.366
Ceb Lajeado .....................................................................................................................................................................................
72.907
73.151
69.478
Paulista Lajeado ...............................................................................................................................................................................
26.900
27.862
27.357
CEEE-D (15.2) .................................................................................................................................................................................
377.518
415.005
5.913
Serra do Facão ..................................................................................................................................................................................
274.425
Intesa ................................................................................................................................................................................................
68.673
AETE ...............................................................................................................................................................................................
25.200
Norte Brasil Transmissora ................................................................................................................................................................
15.190
Porto Velho Transmissora ................................................................................................................................................................
9.190
Transmissora Matogrossense de Energia .........................................................................................................................................
735
Retiro Baixo .....................................................................................................................................................................................
57
58
Centroeste de Minas .........................................................................................................................................................................
84
1.941
Brasnorte ..........................................................................................................................................................................................
89.009
89.009
Brasventos Eolo ...............................................................................................................................................................................
2.232
Rei Dos Ventos 3 .............................................................................................................................................................................
2.196
Brasventos Miassaba 3 .....................................................................................................................................................................
3.335
Baguari .............................................................................................................................................................................................
82.172
79.225
61.925
Águas da Pedra .................................................................................................................................................................................
125.089
123.602
123.970
Chapecoense .....................................................................................................................................................................................
57
3.981
270.630
Amapari ............................................................................................................................................................................................
27.997
32.236
37.488
Outros ...............................................................................................................................................................................................
24
23
4.936.795
4.983.048
4.334.759
Total parcial ...............................................................................................................................................................................................
4.936.795
4.983.048
4.334.759
55
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Ao valor justo
Celesc ...............................................................................................................................................................................................
165.711
145.593
144.786
Cesp ..................................................................................................................................................................................................
161.439
181.872
88.382
Coelce...............................................................................................................................................................................................
153.430
163.746
119.359
AES Tietê .........................................................................................................................................................................................
725.821
604.743
449.024
EEVP ................................................................................................................................................................................................
17.657
15.895
7.979
Energisa (Saelpa + CELB) ...............................................................................................................................................................
68.966
77.552
213.030
CELG ...............................................................................................................................................................................................
322
276
287
CELPE .............................................................................................................................................................................................
51.321
52.546
34.909
COPEL .............................................................................................................................................................................................
58.169
55.873
33.677
AES Eletropaulo ...............................................................................................................................................................................
67.291
72.300
54.319
Energias do Brasil ............................................................................................................................................................................
19.170
16.615
11.192
CPFL Energia ...................................................................................................................................................................................
35.094
30.077
25.682
Guascor ............................................................................................................................................................................................
3.300
3.300
3.300
EATE ...............................................................................................................................................................................................
5.344
5.344
16.961
Tangara.............................................................................................................................................................................................
21.738
21.738
21.738
Elejor ................................................................................................................................................................................................
9.829
CDSA ...............................................................................................................................................................................................
11.801
11.801
11.801
CEA..................................................................................................................................................................................................
20
20
20
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
CEB ..................................................................................................................................................................................................
3.528
3.528
3.528
CER ..................................................................................................................................................................................................
102
102
102
Outros ...............................................................................................................................................................................................
114.557
167.196
126.916
1.684.781
1.630.117
1.376.821
Total parcial ...............................................................................................................................................................................................
6.621.576
6.613.165
5.711.580
Provisão para imparidade...........................................................................................................................................................................
(802.138)
(576.537)
Ajustes dos investimentos (15.2) ...............................................................................................................................................................
(1.094.789)
(748.521)
(668.436)
4.724.647
15.2
5.288.107
5.043.144
Ajustes dos investimentos
31/12/2010
31/12/2009
01/01/2009
Eletronorte .................................................................................................................................................................................................
93.500
—
—
CERON ......................................................................................................................................................................................................
149.700
—
—
CELPA.......................................................................................................................................................................................................
65.192
27.709
6.048
CEMAT .....................................................................................................................................................................................................
48.917
42.777
34.130
CTEEP .......................................................................................................................................................................................................
737.480
678.035
628.258
1.094.789
31/12/2010
748.521
668.436
31/12/2009
01/01/2009
CEEE-GT (1) .............................................................................................................................................................................................
128.300
149.169
—
CEEE-D (1) ...............................................................................................................................................................................................
191.775
222.996
(1) ajustes por meio do patrimônio líquidos das companhias associadas
56
15.3
Informações sobre a Companhia Investida
Associada/Subsidiária
% juros
31 de dezembro de 2010
Ativo
Passivo
Amapari .....................................................................................................................................................................................................
49
120.287
38.547
Amazônia Eletronorte Transmissora ..........................................................................................................................................................
49
174.953
48.824
Artemis Transmissora ................................................................................................................................................................................
49
280.905
126.239
Baguari Energia .........................................................................................................................................................................................
31
261.447
101
Boa Vista Energia ......................................................................................................................................................................................
100
261.507
356.583
Brasnorte Transmissora .............................................................................................................................................................................
50
269.994
92.649
CEB lajeado ...............................................................................................................................................................................................
40,07
363.643
30.470
CELPA.......................................................................................................................................................................................................
34,24
2.861.740
3.327.588
Ceron .........................................................................................................................................................................................................
100
1.256.754
983.982
CEMAT .....................................................................................................................................................................................................
40,92
3.328.329
2.159.719
Chapecoense ..............................................................................................................................................................................................
40
2.721.112
2.008.691
Chesf ..........................................................................................................................................................................................................
100
20.688.689
3.472.528
Cia de Transm, Centroeste de Minas .........................................................................................................................................................
49
49.132
13.932
CEEE-GT...................................................................................................................................................................................................
100
3.918.135
1.599.016
Transirapé ..................................................................................................................................................................................................
25
85.492
43.340
Transleste ...................................................................................................................................................................................................
24
157.284
62.514
Transudeste ................................................................................................................................................................................................
25
98.701
44.715
CGTEE ......................................................................................................................................................................................................
99,96
1.801.847
1.447.762
Ceal ............................................................................................................................................................................................................
100
888.341
614.381
CEMAR .....................................................................................................................................................................................................
33,57
2.807.608
1.899.555
Cepisa ........................................................................................................................................................................................................
100
816.746
1.021.224
CEEE-D .....................................................................................................................................................................................................
32,59
4.019.615
2.272.782
Construtora Integração ...............................................................................................................................................................................
49
11.470
2.302
CTEEP .......................................................................................................................................................................................................
35,42
6.931.418
2.367.583
ELETROPAR ............................................................................................................................................................................................
83,71
211.190
31.948
ELETRONUCLEAR .................................................................................................................................................................................
99,80
7.806.727
4.860.487
Eletrosul .....................................................................................................................................................................................................
99,75
7.082.630
4.446.278
Companhia de Transmissão do Alto Uruguai ............................................................................................................................................
27
118.686
53.272
EMAE ........................................................................................................................................................................................................
35,02
1.133.069
320.369
Águas da Pedra ..........................................................................................................................................................................................
49
781.878
531.731
Enerpeixe ...................................................................................................................................................................................................
40
2.080.693
878.144
Eólica Cerro Chato I ..................................................................................................................................................................................
90
23.299
23.408
Eólica Cerro Chato II .................................................................................................................................................................................
90
23.422
23.523
Eólica Cerro Chato III................................................................................................................................................................................
90
23.465
23.569
ESBR .........................................................................................................................................................................................................
40
6.624.371
4.564.365
Estação Transmissora ................................................................................................................................................................................
100
640.056
535.384
Goiás Transmissão .....................................................................................................................................................................................
49
28.372
1.496
Inambari .....................................................................................................................................................................................................
49
30.046
1.167
Integração Transmissora ............................................................................................................................................................................
49
619.698
381.944
IE Madeira .................................................................................................................................................................................................
49
681.938
421.900
Lajeado Energia .........................................................................................................................................................................................
40,07
2.346.448
548.458
Linha Verde Transmissora .........................................................................................................................................................................
49
104.393
27.234
Madeira Energia.........................................................................................................................................................................................
39
8.393.184
8.294.170
Manaus Construtora ...................................................................................................................................................................................
50
33.221
2.714
Manaus Transmissora ................................................................................................................................................................................
50
714.067
807.333
MGE Transmissão .....................................................................................................................................................................................
49
18.675
992
Norte Brasil Transmissora .........................................................................................................................................................................
49
249.196
201.980
Norte Energia .............................................................................................................................................................................................
30
312.263
147.076
Paulista Lajeado .........................................................................................................................................................................................
40,07
128.943
11.837
Pedra Branca ..............................................................................................................................................................................................
49
338
15
Porto Velho Transmissora .........................................................................................................................................................................
100
195.046
2.287
Retiro Baixo ...............................................................................................................................................................................................
49
441.469
223.555
57
Rio Branco Transmissora..............................................................
49
72.496
34.495
RS Energia ....................................................................................
100
274.719
131.307
São Pedro do Lago .....................................................................................................................................................................................
49
338
16
SC Energia .................................................................................................................................................................................................
100
274.719
131.307
Serra do Facão ...........................................................................................................................................................................................
50
1.132.462
768.603
Sete Gameleiras S,A ..................................................................................................................................................................................
49
340
16
STN............................................................................................................................................................................................................
49
676.560
282.185
TDG ...........................................................................................................................................................................................................
49
26.631
62
Transenergia Goiás ....................................................................................................................................................................................
49
5.801
152
Transenergia Renovável ............................................................................................................................................................................
49
225.370
144.560
Transenergia São Paulo .............................................................................................................................................................................
49
9.470
211
Uirapuru .....................................................................................................................................................................................................
49
103.053
55.803
Amazonas Energia .....................................................................................................................................................................................
100
5.151.982
5.601.207
Artemis Transmissora ................................................................................................................................................................................
49
289.335
140.816
Boa Vista ...................................................................................................................................................................................................
100
260.717
243.069
CEB lajeado ...............................................................................................................................................................................................
40,07
373.820
40.038
CELPA.......................................................................................................................................................................................................
34,24
3.070.671
2.997.241
Ceron .........................................................................................................................................................................................................
100
797.926
1.656.856
CEMAT .....................................................................................................................................................................................................
40,92
3.186.916
2.030.911
Chapecoense ..............................................................................................................................................................................................
40
2.208.139
1.569.231
Chesf ..........................................................................................................................................................................................................
100
19.266.180
6.241.895
Cia de Transm, Centroeste de Minas .........................................................................................................................................................
49
36.350
3.746
CEEE-GT...................................................................................................................................................................................................
100
3.777.734
1.665.449
Transirapé ..................................................................................................................................................................................................
25
83.291
42.030
Transleste ...................................................................................................................................................................................................
24
155.511
65.205
Transudeste ................................................................................................................................................................................................
25
95.397
43.325
CGTEE ......................................................................................................................................................................................................
99,96
1.243.165
954.071
Ceal ............................................................................................................................................................................................................
100
787.325
992.702
CEMAR .....................................................................................................................................................................................................
33,57
2.429.211
1.719.998
Cepisa ........................................................................................................................................................................................................
99
683.074
1.572.148
CEEE-D .....................................................................................................................................................................................................
32,59
4.027.902
2.070.243
CTEEP .......................................................................................................................................................................................................
35,33
6.388.075
1.725.064
Boa Vista ...................................................................................................................................................................................................
100
260.480
242.385
ELETROPAR ............................................................................................................................................................................................
83,71
185.281
90.040
ELETRONUCLEAR .................................................................................................................................................................................
99,80
7.374.177
4.239.917
Eletrosul .....................................................................................................................................................................................................
100
4.691.829
2.267.096
Companhia de Transmissão do Alto Uruguai ............................................................................................................................................
27
123.836
58.844
EMAE ........................................................................................................................................................................................................
39,02
1.130.957
329.109
Águas da Pedra ..........................................................................................................................................................................................
49
720.568
469.073
Enerpeixe ...................................................................................................................................................................................................
40
2.080.612
976.365
ESBR .........................................................................................................................................................................................................
40
3.003.984
1.992.041
Estação Transmissora ................................................................................................................................................................................
49
265.348
189.154
Inambari .....................................................................................................................................................................................................
49
25.355
2.531
Integração Transmissora ............................................................................................................................................................................
49
623.378
406.332
Madeira ......................................................................................................................................................................................................
49
115.986
11.395
Madeira Energia.........................................................................................................................................................................................
39
4.311.059
4.210.952
58
Associada/Subsidiária
% juros
31 de dezembro de 2009
Ativo
Passivo
Manaus Construtora ...................................................................................................................................................................................
50
15.864
5.926
Manaus Transmissora ................................................................................................................................................................................
50
574.814
619.632
Norte Brasil Transmissora .........................................................................................................................................................................
49
63.039
18.280
Paulista Lajeado .........................................................................................................................................................................................
40,07
131.586
12.077
Porto Velho Transmissora .........................................................................................................................................................................
100
65.560
907
Retiro Baixo ...............................................................................................................................................................................................
49
426.886
223.746
RS Energia .................................................................................................................................................................................................
100
272.695
148.296
SC Energia .................................................................................................................................................................................................
100
433.183
248.123
Serra do Facão ...........................................................................................................................................................................................
50
983.221
673.031
STN............................................................................................................................................................................................................
49
653.735
309.182
Transenergia Goiás ....................................................................................................................................................................................
49
284
232
Transenergia Renovável ............................................................................................................................................................................
49
32.773
27.674
Transenergia São Paulo .............................................................................................................................................................................
49
553
360
Uirapuru .....................................................................................................................................................................................................
49
105.356
61.996
Amazonas Distribuidora de .......................................................................................................................................................................
100
4.734.996
5.042.701
Artemis Transmissora ................................................................................................................................................................................
49
298.034
160.915
Baguari.......................................................................................................................................................................................................
31
Boa Vista ...................................................................................................................................................................................................
100
193.896
178.179
CEB ...........................................................................................................................................................................................................
40,07
346.317
21.701
CELPA.......................................................................................................................................................................................................
34,24
3.040.951
2.713.994
Ceron .........................................................................................................................................................................................................
100
541.904
1.391.206
CEMAT .....................................................................................................................................................................................................
40,92
3.116.771
2.066.244
Chapecoense ..............................................................................................................................................................................................
40
239.684
2.609
Chesf ..........................................................................................................................................................................................................
100
18.981.571
6.658.488
Cia de Transm, Centroeste de Minas .........................................................................................................................................................
49
13.372
78
CEEE-GT...................................................................................................................................................................................................
100
2.116.748
1.535.650
Transirapé ..................................................................................................................................................................................................
25
67.098
47.295
Transleste ...................................................................................................................................................................................................
24
149.624
70.284
Transudeste ................................................................................................................................................................................................
25
18.917
50.882
CGTEE ......................................................................................................................................................................................................
99,80
855.660
691.349
Ceal ............................................................................................................................................................................................................
100
697.402
922.914
CEMAR .....................................................................................................................................................................................................
33,57
2.110.565
1.489.159
Cepisa ........................................................................................................................................................................................................
99
620.656
1.399.379
CEEE-D .....................................................................................................................................................................................................
32,59
1.824.998
1.806.853
CTEEP .......................................................................................................................................................................................................
35,33
5.620.335
1.213.222
Boa Vista ...................................................................................................................................................................................................
100
193.896
178.179
ELETROPAR ............................................................................................................................................................................................
83,71
160.347
82.546
ELETRONUCLEAR .................................................................................................................................................................................
99,80
6.896.916
3.966.349
Eletrosul .....................................................................................................................................................................................................
100
4.356.555
2.012.780
Companhia de Transmissão do Alto Uruguai ............................................................................................................................................
27
119.697
70.100
EMAE ........................................................................................................................................................................................................
39,02
1.129.026
318.519
Águas da Pedra ..........................................................................................................................................................................................
49
554.087
301.840
59
Associada/Subsidiária
% juros
1 de janeiro de 2009
Ativo
Passivo
Enerpeixe ...................................................................................................................................................................................................
40
2.117.187
1.111.159
Inambari .....................................................................................................................................................................................................
49
1.948
2.468
Integração Transmissora ............................................................................................................................................................................
49
614.919
419.315
Lajeado Energia .........................................................................................................................................................................................
40,07
1.973.777
668.301
Madeira Energia.........................................................................................................................................................................................
39
447.287
447.187
Manaus Transmissora ................................................................................................................................................................................
50
536.445
514.723
Paulista Lajeado .........................................................................................................................................................................................
0
126.128
7.880
RS Energia .................................................................................................................................................................................................
100
254.064
133.173
SC Energia .................................................................................................................................................................................................
100
443.199
268.195
I
Companhias de Distribuição:
(a)
Distribuição Alagoas - detém a concessão para a distribuição de energia elétrica em todos os municípios do Estado de
Alagoas, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, por meio do Contrato de Concessão 07/2001ANEEL, e sua primeira emenda assinada, respectivamente, em 15 de maio de 2005 e em 08 de junho de 2010, em vigor até
7 de julho de 2015. Seu principal objetivo é projetar, construir e explorar o serviço público de distribuição aos usuários
finais de energia elétrica. A Companhia detém 100% de seu capital social.
(b)
Distribuição Rondônia - detém a concessão para a distribuição de energia elétrica em todos os municípios do Estado de
Rondônia, concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, por meio do Contrato de Concessão 05/2001ANEEL, e suas emendas assinadas, respectivamente, em 12 de fevereiro de 2001 e em 11 de novembro de 2005, com
vencimento em 7 de julho de 2015. Seu principal objetivo é projetar, construir e explorar o serviço público de distribuição
aos usuários finais de energia elétrica. A Companhia detém 100% de seu capital social.
(c)
Distribuição Piauí - Em conformidade com o Contrato de Concessão No. 04/2001-ANEEL, assinado com a Agência
Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, em 12 de fevereiro de 2001, a Cepisa detém a concessão para a distribuição de
energia elétrica em todo o território do Estado do Piauí, em vigor até 7 de julho de 2015, com a possibilidade de extensão
por um período de até 20 anos. A principal atividade da Cepisa é a distribuição de energia elétrica, com fornecimento para
todos os 224 municípios do estado do Piauí, com uma área de concessão de 251,5 km2 e 3.032 mil habitantes, servindo mais
de 892 mil consumidores, por meio de linhas e subestações, com voltagens de 138 / 69 /34,5 /13,8 / 7,97 kV. A Companhia
detém 100% de seu capital social.
(d)
Amazonas Energia - suas principais atividades são a geração, a distribuição e a comercialização de energia elétrica no
Estado do Amazonas. A Amazonas Energia possui sua própria geração (1.600,60 MW) e complementa sua necessidade
para servir os consumidores comprando energia elétrica de produtores independentes. A Companhia detém 100% de seu
capital social.
(e)
Eletrobrás Distribuição Roraima – é uma companhia privada controlada pela Eletrobrás Eletronorte, operando na cidade de
Boa Vista - RR. De acordo com seu estatuto, seus objetivos principais são: a exploração de serviços de energia elétrica,
realizando, portanto, estudos, projetos, subestações, linhas de transmissão e redes de distribuição e a realização de ações
comerciais inerentes a essas atividades. A Eletrobrás Distribuição Roraima detém a concessão com a Agência Nacional de
Energia Elétrica - ANEEL, por meio do Contrato de Concessão 21/2001-ANEEL em 21 de março de 2001 e a 1ª emenda
em 14 de outubro de 2005, para a distribuição de energia elétrica no município de Boa Vista - RR, em vigor até 2015,
servindo aproximadamente 98% de todos os consumidores.
As subsidiárias no segmento de distribuição têm sofrido perdas recorrentes e, com base em seus números consolidados,
possuem uma deficiência de capital circulante líquido no montante de R$ 554.323 mil e uma provisão para passivos não
financiados nas subsidiárias no montante de R$ 201.827 em 31 de dezembro de 2010. A Administração espera que a
implantação completa das provisões da Lei No. 12.111 aumentará a base de reembolso para as subsidiárias no segmento de
distribuição (veja a nota 13 – Direitos de reembolso). Além disso, a Administração está implantando uma estratégia de
investimento, que é a obtenção (até este momento não usou quaisquer recursos deste empréstimo), um novo empréstimo do
Banco Mundial ( veja a Nota 23 – Empréstimos ), que objetiva reduzir as perdas técnicas e comerciais das subsidiárias no
segmento de distribuição.
II
Companhias de Geração e Transmissão:
(a)
Eletrobrás Termonuclear S.A. (ELETRONUCLEAR) – controlada pela ELETROBRÁS, tem como objetivo principal a
construção e a operação de usinas de energia nuclear, gerando energia elétrica a partir delas e prestando serviços de
engenharia e similares, conforme as regulamentações e a supervisão da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL,
ligada ao Ministério de Minas e Energia. No âmbito desse objetivo, a Companhia tem trabalhado basicamente nas
atividades de operação das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, com potência nominal de 1.990 MW, bem como a
60
manutenção das boas condições para a construção da terceira unidade nuclear-elétrica, denominada Usina de Angra 3. A
energia elétrica gerada pela Companhia é fornecida exclusivamente para a subsidiária Furnas - Centrais Elétricas S.A.
(parte relacionada), por meio de um contrato de compra e venda de energia elétrica.
(b)
Eletrosul Centrais Elétricas S.A. (ELETROSUL) - seu principal objetivo é a geração e a transmissão de energia elétrica nos
Estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e por meio de participação em Entidades com
Fins Específicos nos Estados de Rondônia, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Companhia pode, ainda,
conduzir estudos, projetos, construção, operação e manutenção das instalações dos sistemas de geração e transmissão de
energia elétrica, atividades reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), ligada ao Ministério de Minas e
Energia (MME). Além disso, a concessionária está autorizada a participar em consórcios ou em outras companhias, com o
objetivo de desenvolver atividades nas áreas de energia. A Eletrosul é uma companhia de capital fechado controlada pela
Eletrobrás.
(c)
Itaipu Binacional (ITAIPU) – uma entidade binacional criada e administrada, com direitos e obrigações iguais, pelo Tratado
assinado em 26 de abril de 1973, entre a República Federativa do Brasil e a República do Paraguai, também referido como
Altas Partes Contratantes, e seu capital pertence, em partes iguais, às Centrais Elétricas Brasileiras S.A. - ELETROBRÁS e
à Administración Nacional de Eletricidade - ANDE, também referidas como as Partes.
Seu objetivo é o uso hidrelétrico dos recursos hídricos do Rio Paraná, pertencente a ambos os países em condomínio, a
partir de e incluindo o Salto de Guaíra até a foz do Rio Iguaçu, por meio da construção e operação da Hidrelétrica Central,
com uma capacidade total disponível para comercialização de 12,6 milhões de kW, gerando energia elétrica de qualidade,
com responsabilidade social e ambienta, fomentando o desenvolvimento sustentável econômico, turístico e tecnológico no
Brasil e no Paraguai.
(d)
Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) – uma concessionária de serviço público de energia elétrica controlada
pela Eletrobrás, cujo objetivo é a geração, a transmissão e a comercialização de energia elétrica. Seu sistema de geração é
hidrotérmico, predominantemente em usinas hidrelétricas, responsáveis por mais de 97% de sua produção total. O sistema
de transmissão da Chesf é composto por 18.723 km de linhas de transmissão operacionais, das quais 5.122 km são circuitos
de transmissão de 500 kV, 12.792 km são circuitos de transmissão de 230 kV, 809 km são circuitos de transmissão de baixa
tensão, 100 subestações com voltagens superiores a 69 kV e 762 transformadores operando efetivamente em todos os
níveis de voltagem, totalizando uma capacidade de transformação de 44.181 MVA, mais 5.683 km de cabos de fibra ótica.
(e)
Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. (Eletronorte) - uma concessionária de serviço público de energia elétrica
controlada pela Eletrobrás, operando nos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia,
Roraima e Tocantins. Desde 2003, com a liberação gradual de seus contratos de fornecimento – contratos iniciais – à razão
de 25% ao ano, conforme estabelecido pela Lei No. 9.648, de 27 de maio de 1998, a Companhia começou a servir outras
regiões no país.
As operações da Companhia com a geração de energia elétrica compreende quatro usinas hidrelétricas, com capacidade
instalada de 8.694.00 MW e 7 usinas termoelétricas, com capacidade instalada de 600,33 MW, com uma capacidade
instalada total de 9.294,33 MW. A transmissão de energia elétrica é realizada por meio de um sistema que compreende
9.192,13 Km de linhas de transmissão, 43 subestações no Sistema Interligado Nacional - SIN, 695,89 Km de linhas de
transmissão, 10 subestações no sistema isolado, totalizando 9.888,02 Km de linhas de transmissão e 53 subestações.
A Companhia detém o controle acionária de toda a subsidiária Boa Vista Energia S.A., da Estação Transmissora de
Energia S.A. e uma participação acionária na geração e na transmissão de energia elétrica de Entidades com Fins
Específicos - EFEs.
(f)
Furnas Centrais Elétricas S.A. (FURNAS) - controlada pela Eletrobrás, opera na geração, transmissão e comercialização na
região que compreende o Distrito Federal e os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo,
Goiás, Mato Grosso e Tocantins e uma participação em Entidades com Fins Específicos nas regiões de Tocantins, Rondônia
e a fronteira entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A energia elétrica é comercializada com companhias
de distribuição de energia elétrica e consumidores em todo o território nacional. O sistema de produção de energia elétrica
de FURNAS é composto por oito usinas hidrelétricas de propriedade exclusive, duas usinas em parcerias com companhias
privadas, com potência instalada de 8.662 MW, e duas usinas termoelétricas com capacidade de 796 MW, totalizando 9.458
MW.
III
Outras Companhias
(a)
Companhia Energética do Maranhão (CEMAR) - uma concessionária de serviço público de energia elétrica cujo objetivo é
projetar, construir e explorar os sistemas de subtransmissão, transformação, distribuição e comercialização de energia
elétrica. As ações da Companhia são comercializadas somente no mercado de balcão organizado da BM&FBovespa.
(b)
Eletrobrás Participações S.A. (ELETROPAR) - controlada pela ELETROBRÁS, está ligada ao Ministério de Minas e
Energia e seu principal objetivo comercial é a detenção de participação de capital no capital social da Eletropaulo Eletricidade de São Paulo S.A. e em outras companhias.
61
(c)
Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT) – uma companhia aberta, cujo acionista
controlador é o Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE-Par, uma
companhia que detém 65,92% do total de seu capital social. O objetivo da concessionária é projetar, construir e explorar os
sistemas de produção e transmissão de energia elétrica, bem como desenvolver atividades com objetivos idênticos; prestar
serviços públicos ou privados no setor de energia elétrica; explorar sua infraestrutura para gerar receitas alternativas,
complementares ou acessórias, incluindo aquelas provenientes de projetos associados.
A Companhia detém a concessão para a distribuição de energia elétrica em 217 municípios no Estado do Maranhão,
abrangendo uma área de concessão de 333 mil Km2, regidos pelo Contrato de Concessão No. 060, de 28 de agosto de 2000,
assinado pela ANEEL, pela CEMAR e pelo acionista controlador, que continua em vigor até agosto de 2030, com a
possibilidade de extensão para mais um período de 30 anos.
(d)
Companhia Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) – uma corporação aberta, com autorização para operar
como uma concessionária de serviço público de energia elétrica, com o objetivo principal de planejar, construir e operar
sistemas de transmissão de energia elétrica.
(e)
Centrais Elétricas do Pará S.A. (CELPA) – uma companhia aberta, sob controle da Companhia QMRA Participações S.A.,
operando na distribuição e na geração de energia elétrica em sua área de concessão, que compreende o Estado do Pará
inteiro, servindo consumidores em 143 municípios. De acordo com o Contrato de Concessão para a Distribuição de energia
elétrica No. 182/1998, assinado em 28 de julho 28 de 1998, o prazo da concessão é de 30 anos, com vencimento em 28 de
julho de 2028, renovável por igual período. Além do contrato de distribuição, a Companhia assinou um Contrato de
Concessão de Geração No. 181/98, de 34 usinas termoelétricas, 11 de sua propriedade e 23 de terceiros, para explorar a
geração de energia elétrica, para um período de 30 (trinta) anos, com vencimento em 28 de julho de 2028, renovável por
igual período.
(f)
Companhia Metropolitana de Águas e Energia S.A. (EMAE) – é a concessionária de um complexo hidroenergético
localizado no Rio Alto Tietê, com base na usina Hidrelétrica Henry Borden. A EMAE também possui duas usinas
hidrelétricas pequenas, a UHE Rasgão e a UHE Porto Góes, ambas no Rio Tietê. No Vale do Paraíba, no município de
Pindamonhangaba, está localizada a UHE Isabel, atualmente não operacional.
(g)
Lajeado Energia S.A. (Lajeado) - uma companhia privada, controlada pela EDP Energias do Brasil S.A., cujos objetivos
são a geração e a comercialização de energia elétrica provenientes de qualquer fonte ou natureza, a preparação de estudos e
projetos de viabilidade, a construção, a operação e a manutenção de usinas de geração. A Companhia detém 73% do capital
social da Investco S.A., uma companhia aberta cujos objetivos principais são estudar, planejar e preparar projetos,
constituindo e explorando os sistemas de produção, transmissão, transformação, distribuição e comercialização de energia
elétrica, especialmente explorando a Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães Hidrelétrica e os Sistemas de Transmissão
Associados (UHE Lajeado), no Estado do Tocantins, conforme os termos do Contrato de Concessão para Utilização de
Propriedade Pública No. 05/97 – ANEEL, para um período de 35 anos, em vigor até 2033.
(h)
Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (CEMAT) – uma companhia aberta, sob o controle acionário das companhias Rede
Energia S.A. e Inepar S.A. - Indústria e Construções, operando no segmento de distribuição de energia elétrica, além de sua
própria geração de energia elétrica por meio de usinas termoelétricas para servir sistemas isolados em sua área legal de
concessão que compreende o Estado do Mato Grosso inteiro, servindo consumidores em 141 municípios. De acordo com o
Contrato de Concessão para a Distribuição de energia elétrica No. 03/1997, assinado em 12 de novembro de 1997, o prazo
da concessão é de 30 anos, com vencimento em 12 de novembro de 2027, renovável por igual período. Além do contrato de
distribuição, a Companhia assinou um Contrato de Concessão de Geração No. 04/1997, de sete usinas termoelétricas, com
as respectivas subestações associadas, com vencimento em 10 de dezembro de 2027.
Durante os últimos anos, a Eletrobrás investiu em parcerias de projetos com companhias privadas, nos quais a Companhia é
acionista minoritária, e detém ações preferenciais. Esses empreendimentos têm o objetivo de operar nos segmentos de
geração e transmissão de energia elétrica, e suas respectivas participações são lançadas em Ativos- Investimentos.
No mesmo sentido, considerando a necessidade de expandir os investimentos no Segmento de Energia Elétrica, as
companhias controlada pela Eletrobrás participam, também como acionistas minoritárias, com ações ordinárias, em
companhias com concessões de serviços públicos de energia elétrica, classificadas como Ativos- Investimentos.
(1)
STN – refere-se à Entidade com Fins Específicos criada pela Chesf e pela Companhia Técnica de Engenharia Elétrica Alusa, para explorar a concessão da linha de transmissão de 546 km, 500 kV, nos trechos de Teresina (PI) - Sobral e
Fortaleza (CE). O capital da Companhia Sistema de Transmissão Nordeste está dividido conforme a seguinte proporção:
Alusa, 51% e Chesf, 49%. O projeto foi concluído em dezembro 2005 e a operação comercial teve início em janeiro de
2006.
(2)
Manaus Construtora Ltda - Entidade com Fins Específicos, estabelecida em 06 de abril de 2009, da qual a Companhia é
acionista com 195 ações, junto com a Abengoa Holding, com 505 ações, e a Eletronorte, com 300 ações. Esta companhia
tem como objetivo a fabricação, a montagem e o fornecimento de material, mão de obra e equipamento para a linha de
62
transmissão de 500 kV Oriximiná/Cariri, a subestação de Itacoatiara com 500/138 kV e a SE 500/230 kV, a serem
integradas à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional.
(3)
Artemis Transmissora de Energia – uma companhia cujo objetivo é a exploração das linhas de transmissão de 525 kV, que
conecta Salto Santiago a Ivaiporã e Ivaiporã a Cascavel D’Oeste, da qual a subsidiária Eletrosul detém 49% do capital
social, tendo iniciado suas operações em outubro de 2005.
(4)
Uirapuru Transmissora de Energia - Entidade com Fins Específicos, estabelecida em 2004 para a construção, a operação e a
manutenção de 120 km de uma linha de transmissão de 525 kV, Ivaiporã (PR) - Londrina (PR), com uma concessão de 30
anos. A Eletrosul detém 49% de suas ações, representando o capital da Uirapuru, deixando a Cymi Holding S.A. com 51%.
A linha de transmissão entrou em operação em 2006.
(5)
ETAU - Companhia Transmissora do Alto Uruguay – uma Entidade com Fins Específicos estabelecida para a construção,
operação e manutenção de 187 km de uma linha de transmissão de 230 kV, em Campos Novos (SC) - Barra Grande (SC) Lagoa Vermelha (RS) - Santa Marta (RS), com uma concessão de 30 anos. A Eletrosul detém 27,4% do capital da ETAU, e
as outras companhias Terna Participações S.A. com 52,6%, a DME Energética Ltda com 10%, e a Companhia Estadual de
Energia Elétrica - CEEE com 10%. A linha de transmissão entrou em operação em 2005.
(6)
Energia Sustentável do Brasil - uma Entidade com Fins Específicos que tem como objetivo a exploração da concessão e a
comercialização da energia da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), com a potência mínima instalada de 3.300
MW, e o início de suas operações está previsto para 2013. O Sistema Eletrobrás detém 40% do capital social da Companhia
(Chesf - 20% e Eletrosul - 20%), junto com as companhias Suez Energy South America Participações Ltda. (50,1%) e
Camargo Corrêa S.A. Investimentos em Infraestrutura S.A. (9,9%). O período de concessão do projeto é de 35 anos.
(7)
Norte Brasil Transmissora de Energia - uma Entidade com Fins Específicos que tem como objetivo a construção,
implantação, operação e manutenção do Serviço Público de Transmissão de Energia Elétrica da Rede Básica do Sistema
Interligado Nacional, que consiste da Linha de transmissão coletora Porto Velho - Araraquara, trecho 02, com Corrente
Direta, com aproximadamente 600 KV, com a concessão por 35 anos. O Sistema Eletrobrás detém 49% do capital (a
Eletrosul detém 24,5% e a Eletronorte, 24,5%), e, o restante, a Andrade Gutierrez Participações com 25,5% e a Abengoa
Concessões do Brasil Holding S.A. com 25,5%.
(8)
Estação Transmissora de Energia - uma Entidade com Fins Específicos que tem como objetivo a construção, implantação,
operação e manutenção do Serviço público de Transmissão de Energia Elétrica da Rede Básica do Sistema Interligado
Nacional, que consiste da estação Retificadora No. 1 com corrente alternada / corrente direta, e da Estação Inversora No. 1
com corrente alternada / corrente direta, 600/500 KV – 2.950 MW, com a concessão por 35 anos. O Sistema Eletrobrás
detém 49% do capital (a Eletrosul detém 24,5% e a Eletronorte, 24,5%), e, o restante, a Andrade Gutierrez Participações
com 25,5% e a Abengoa Concessões do Brasil Holding S.A. com 25,5%.
(9)
Porto Velho Transmissora de Energia - uma Entidade com Fins Específicos que tem como objetivo a implantação, a
operação e a manutenção da Linha de transmissão coletora Porto Velho (RO), a subestação coletora Porto Velho (RO), com
500/230 KV, e dois conversores AC/DC/AC Back-to-Back, com 400 MW, bem como outras instalações, com a concessão
por 35 anos. O Sistema Eletrobrás detém 49% do capital (a Eletrosul detém 24,5% e a Eletronorte, 24,5%), e, o restante, a
Andrade Gutierrez Participações com 25,5% e a Abengoa Concessões do Brasil Holding S.A. com 25,5%.
(10)
Amazônia Eletronorte Transmissora de Energia - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida cujos objetivos são a
construção, a operação e a manutenção de duas linhas de transmissão com 230 KV, Coxipó (MT) - Cuiabá (MT), com uma
extensão de 25 km, e Cuiabá (MT) - Rondonópolis (MT) com uma extensão de 168 km, cujas operações tiveram início em
agosto de 2005. A Eletronorte detém 49% do capital da AETE.
(11)
Intesa - Integração Transmissora de Energia - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida cujos objetivos são a
construção, a implantação, a operação e a manutenção da Linha de transmissão de energia elétrica com 500kV, nos trechos
Colinas - Serra da Mesa 2, terceiro circuito, com uma concessão por 30 anos. O capital da Intesa está divido conforme a
seguir: O Sistema Eletrobrás detém 49% (Chesf - 12% e Eletronorte - 37%) e o Fundo de Investimento privado Brasil
Energia - FIP, com 51%. As operações comerciais da Intesa tiveram inicio em 2008.
(12)
Energética Águas da Pedra - uma Entidade com Fins Específicos que se originou do Consórcio Aripuanã, o qual estava
relacionado com contratos de energia a partir de novos projetos, com concessão posterior para a implantação da HEP
Dardanelos, conforme o Ambiente Contratado Regulado. O Sistema Eletrobrás detém 49% do capital (Chesf – 24,50% e
Eletronorte – 24,50%) junto com a Neoenergia S.A., que detém 51%. A usina será implantada no Rio Aripuanã, localizado
no norte do Estado do Mato Grosso, com potência de 261 MW e potência garantida média total de 154,9 MW. As primeiras
máquinas estão planejadas para iniciar suas operações em 2011, e uma média de 147 MW foi comercializada para o período
entre 2011 e 2041, com uma concessão por 35 anos.
(13)
Amapari Energia - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida em 2007 em uma parceria entre a MPX Energia S.A. e
a Eletronorte, cujo objetivo é estabelecer-se como um Produtor Independente de Energia Elétrica (PIE), com capacidade
instalada inicial de 23,33 MW. Esta é uma usina térmica de óleo diesel (UTE) na cidade de Serra do Navio, Estado do
Amapá. A Eletronorte detém uma participação acionária de 49% e a MPX Energia detém 51%.
63
(14)
Brasnorte Transmissora de Energia - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida em 2007 que tem como objetivo a
exploração da concessão da Linha de transmissão Juba - Jauru, com 230 kV, com uma extensão de 129 km; Linha de
transmissão Maggi - Nova Mutum, com 230 kV, com extensão de 273 km; Subestação Juba, com 230/138 kV e a
Subestação Maggi, com 230/138 kV. A Eletronorte detém participação no capital social de 49,71%, a Terna Participações
S.A. detém 38,70% e a Bimetal Ind. e a Com. de Produtos Metalúrgicos LTDA detém 11,62%.
(15)
Manaus Transmissora de Energia - uma Entidade com Fins Específicos, estabelecida em 2008 pelo Consórcio Amazônia, a
Eletronorte detém uma participação acionária de 30%, a Abengoa Concessões Brasil Holding 50,50% e a Chesf detém
19,50%. Seu objetivo é a construção, a operação e a manutenção da Linha de transmissão Oriximiná(PA)/Itacoatiara(AM),
duplo circuito, com 500KV, com extensão de 374 km; Linha de transmissão Itacoatiara(AM)/Cariri(AM), duplo circuito,
500KV, com extensão de 212 km; e da Subestação Itacoatiara, com 500/230 KV, 1.800 MVA.
(16)
Enerpeixe – refere-se à Entidade com Fins Específicos denominada Enerpeixe S.A., que tem como objetivo a construção e a
operação da UHE Peixe Angical, localizada no Rio Tocantins, cuja capacidade de geração é de 452 MW. Furnas detém
40% do capital, e iniciou suas operações em maio de 2006.
(17)
Transleste - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida in 2003, que tem como objetivo a implantação e a operação,
por um período de 30 anos, da linha de transmissão que conecta Montes Claros (MG) a Irapé (MG), com 345 kV de
voltagem e com uma extensão de 150 km. A subsidiária Furnas detém 24% do capital. A linha de transmissão entrou em
operação em 2005.
(18)
Transudeste – uma companhia estabelecida em 2004, que tem como objetivo a implantação e a exploração, por um período
de 30 anos, da linha de transmissão que conecta Itutinga (MG) a Juiz de Fora (MG), com 345 kV de voltagem e com uma
extensão de 140 km. A subsidiária Furnas detém 25% do capital. A linha de transmissão entrou em operação em 2007.
(19)
Transirapé - uma companhia estabelecida em 2004 que tem como objetivo a construção, a operação e a manutenção das
instalações da linha de transmissão de Irapé (MG) - Araçuaí (MG), com uma voltagem de 230 kV, com extensão de 65 km.
A subsidiária Furnas detém 24,5% do capital. A linha de transmissão entrou em operação em maio de 2007.
(20)
Chapecoense – refere-se à Entidade com Fins Específicos chamada Chapecoense Geração S.A., que tem como objetivo a
construção e a operação da UHE Foz do Chapecó, localizada no Rio Uruguay. Furnas detém 49,9% do capital social da
Companhia que administra a usina, com uma capacidade de 855 MW, a qual será operada pelo consórcio Chapecoense
composto pela CPFL (51%), Chapecoense (40%), e CEEE-GT (9%), sendo que Furnas é responsável pelas atividades de
engenharia do proprietário por meio dos serviços. A primeira máquina entrou em operação em agosto de 2010.
(21)
Serra do Facão - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida cujos objetivos são a construção e a operação da UHE
Serra do Facão, com potência instalada de 210 MW, localizada no Rio São Marcos no Estado de Goiás. Furnas detém 100%
das ações do consórcio. A primeira máquina entrou em operação em maio de 2010.
(22)
Retiro Baixo - uma Entidade com Fins Específicos, chamada Retiro Baixo Energética S.A., estabelecida com o objetivo de
implantar e administrar a UHE Retiro Baixo, com capacidade de potência instalada de 82 MW, localizada no Rio
Paraopeba, nas cidades de Curvelo e Pompeu em Minas Gerais. FURNAS detém 49% do capital social e as obras tiveram
início em março de 2007, e a operação comercial da primeira máquina teve início em 2010.
(23)
Baguari Energia – é uma Entidade com Fins Específicos, estabelecida com o objetivo de implantar e explorar a UHE
Baguari,a no Rio Doce, no Estado de Minas Gerais, com uma capacidade de 140 MW e com a implantação esperada para
2009. Furnas detém 30,61% do capital e o montante dos investimentos em 31 de dezembro de 2009 está totalmente
registrado como um adiantamento para futuro aumento de capital.
(24)
Centroeste de Minas - uma companhia estabelecida em 2004, que tem como objetivo a implantação e a exploração, por um
período de 30 anos, da linha de transmissão que conecta Furnas (MG) a Pimenta (MG), com 345 kV de voltagem e com
uma extensão de 75 km. A subsidiária Furnas detém 49% do capital.
(25)
Consórcio Madeira Energia S.A. (MESA) - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida em 2007 que tem como
objetivo a realização e a operação do projeto de construção da HEP Santo Antônio, no Rio Madeira, (RO). O capital do
Consórcio MESA está divido entre Furnas (39%), Odebrecht Investimentos (17,6%), Andrade Gutierrez Participações
(12.,%), Cemig (10%), Fundos de Investimentos e Participações da Amazônia (20%), e Construtora Norberto Odebrecht
(1%).
(26)
IE Madeira - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida com o objetivo de construir, implantar, operar e realizar a
manutenção da potência de transmissão de energia elétrica da rede básica do Sistema Interligado Nacional, da linha de
transmissão coletora Porto Velho - Araraquara, trecho 01, Corrente Direta, 600 KV, da Estação retificadora número 02
Corrente direta / corrente alternada, 500 KV / + 600KV – 3.150 MW; estação inversora número 02 corrente alternada /
corrente direta, 600 KV /5.020 KV – 2.950. O Sistema Eletrobrás detém 49% do capital (Furnas, 24,5% e Chesf, 24,5%), e
CTEEP, 31%.
(27)
IGESA - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida em 2008, que tem como objetivo estudar a viabilidade técnica,
econômica, ambiental e legal da utilização da hidrelétrica de Inambari (Peru), no Rio Inambari, e do Sistema de
64
Transmissão de Uso Exclusivo, interligando o Peru e o Brasil, bem como a importação e a exportação de bens e serviços.
O Sistema Eletrobrás detém 49% do capital (Furnas, 19,6% e Eletrobrás, 29,4%) e a Companhia está no estágio préoperacional.
(28)
Transenergia - uma Entidade com Fins Específicos estabelecida cujos objetivos são a construção, a implantação, a operação
e a manutenção de uma linha de transmissão de energia elétrica da Rede Básica do Sistema Interligado Nacional, lote C, do
Leilão No. 008/2008-ANEEL. A subsidiária Furnas detém 49% do capital.
(29)
Norte Energia S.A. – em 26 de agosto de 2010, a Entidade com Fins Específicos, Norte Energia S.A., da qual a Eletrobrás é
acionista (49,98%), assinou um Contrato de Concessão para Uso de Propriedade Pública para a geração de energia elétrica,
que tem como objetivo regular a exploração do potencial hidrelétrico no Rio Xingu, denominada Usina Hidrelétrica Belo
Monte, bem como as respectivas instalações de transmissão restritas à Usina Hidrelétrica, por um período de 35 anos.
A Companhia possui uma série de processos judiciais, em vários estágios de julgamento, nos quais é autor (veja a Nota 32),
nos quais ativos que representam 5,25% (6,37 em 2009) da carteira de investimento total foram bloqueados, como garantia
para esses recursos dos processos judiciais, conforme descritos abaixo:
31 de dezembro de 2010
Montante do
investimento
Participação
Porcentagem
bloqueada
Investimento
bloqueado
CTEEP .......................................................................................................................................................................................................
1.616.274
97,53%
1.576.419
EMAE ........................................................................................................................................................................................................
317.116
100,00%
317.116
CESP ..........................................................................................................................................................................................................
264.446
95,88%
253.561
AES TIETE................................................................................................................................................................................................
23.046
88,94%
20.496
COELCE ....................................................................................................................................................................................................
15.329
41,02%
6.288
DUKE (Paranapanema Gen,) .....................................................................................................................................................................
3.344
63,25%
2.115
CEMAT .....................................................................................................................................................................................................
480.650
86,64%
416.452
CEB ...........................................................................................................................................................................................................
72.907
50,00%
36.453
CELPA.......................................................................................................................................................................................................
305.304
5,31%
16.201
CELPE .......................................................................................................................................................................................................
4.689
70,32%
3.297
CELESC ....................................................................................................................................................................................................
28.242
15,24%
4.304
CEEE-GT...................................................................................................................................................................................................
627.300
10,08%
63.241
CEMAR .....................................................................................................................................................................................................
302.263
24,80%
74.976
TOTAL PARCIAL
4.060.908
2.790.919
Outros investimentos .................................................................................................................................................................................
47.975.072
Total ...........................................................................................................................................................................................................
52.035.980
5,36%
2.790.919
31 de dezembro de 2009
Montante do
investimento
Participação
Porcentagem
bloqueada
Investimento
bloqueado
CTEEP .......................................................................................................................................................................................................
1.478.447
88,93%
1.314.783
EMAE ........................................................................................................................................................................................................
316.815
100,00%
316.815
CESP ..........................................................................................................................................................................................................
269.680
95,82%
258.407
AES TIETE................................................................................................................................................................................................
23.046
89,22%
20.562
COELCE ....................................................................................................................................................................................................
15.328
100,00%
15.328
DUKE (Paranapanema Gen,) .....................................................................................................................................................................
3.344
62,48%
2.089
CEMAT .....................................................................................................................................................................................................
512.872
86,64%
444.352
CEB ...........................................................................................................................................................................................................
3.528
50,00%
1.764
CELPA.......................................................................................................................................................................................................
396.393
5,31%
21.048
CELPE .......................................................................................................................................................................................................
4.689
70,32%
3.297
CELESC ....................................................................................................................................................................................................
28.241
15,24%
4.304
CEEE-GT...................................................................................................................................................................................................
494.046
87,39%
431.747
TOTAL PARCIAL
3.546.429
2.834.496
Outros investimentos .................................................................................................................................................................................
39.850.260
Total ...........................................................................................................................................................................................................
43.396.689
6,53%
2.834.496
65
16
Ativos Fixos
Os itens de ativo fixos apresentados abaixo referem-se à infraestrutura do segmento de geração de energia elétrica:
31 de dezembro de 2010
Custo
Depreciação
acumulada
(-) Obrigações
especiais
Valor líquido
Em serviço
Geração ........................................................................................................................................................................................................
53.940.091
(23.344.259)
(357.343)
30.238.489
Administração ..............................................................................................................................................................................................
1.894.993
(1.065.400)
(35.558)
794.035
Comercialização ...........................................................................................................................................................................................
128.090
(44.847)
83.243
55.963.174
(24.454.506)
(392.901)
31.115.767
Em andamento
Geração ........................................................................................................................................................................................................
8.808.957
8.808.957
Administração ..............................................................................................................................................................................................
276.340
(32)
276.308
Comercialização ...........................................................................................................................................................................................
10.252
10.252
Arrendamento ...............................................................................................................................................................................................
1.212.002
1.212.002
10.307.551
(32)
10.307.519
5.259.212
5.259.212
Saldo da companhia investida ...................................................................................................................................................................
71.529.937
(24.454.506)
(392.933)
46.682.498
31 de dezembro de 2009
Custo
Depreciação
acumulada
(-) Obrigações
especiais
Valor líquido
Em serviço
Geração ........................................................................................................................................................................................................
54.222.482
(22.628.381)
(316.638)
31.277.463
Administração ..............................................................................................................................................................................................
632.283
(347.392)
(139.935)
144.956
Comercialização ...........................................................................................................................................................................................
128.152
(40.540)
87.612
54.982.917
(23.016.313)
(456.573)
31.510.031
Em andamento
Geração ........................................................................................................................................................................................................
5.330.686
5.330.686
Administração ..............................................................................................................................................................................................
202.849
202.849
Comercialização ...........................................................................................................................................................................................
7.001
7.001
Arrendamento ...............................................................................................................................................................................................
1.258.618
1.258.618
6.799.154
6.799.154
3.288.420
3.288.420
Saldo da companhia investida ...................................................................................................................................................................
65.070.491
66
(23.016.313)
(456.573)
41.597.605
1 de janeiro de 2009
Custo
Depreciação
acumulada
(-) Obrigações
especiais
Valor líquido
Em serviço
Geração ........................................................................................................................................................................................................
34.311.782
(13.969.792)
(1.030.877)
19.311.113
Administração ..............................................................................................................................................................................................
18.881.658
(7.739.950)
(139.938)
11.001.770
Comercialização ...........................................................................................................................................................................................
127.405
(35.891)
91.514
53.320.845
(21.745.633)
(1.170.815)
30.404.397
Em andamento
Geração ........................................................................................................................................................................................................
3.280.342
3.280.342
Administração ..............................................................................................................................................................................................
479.853
479.853
Comercialização ...........................................................................................................................................................................................
45.368
45.368
Arrendamento ...............................................................................................................................................................................................
1.305.235
1.305.235
5.110.798
5.110.798
980.464
980.464
Saldo da companhia investida ...................................................................................................................................................................
59.412.107
(21.745.633)
(1.170.815)
36.495.659
Os itens que compreendem os ativos fixos da Companhia não podem ser vendidos nem penhorados como garantia.
67
(a)
Mutações nos ativos fixos
1 de janeiro de
31 de dezembro de 2009
2009
Acréscimos
Pogresso de
transferência/
serviço
Amortização
Depreciação
Capitalizações
Saldo final
Consolidado
Geração
Em serviço
Depreciação
acumulada
Em andamento
Obrigações especiais
Total
Administração
Em serviço
Depreciação
acumulada
Obrigações especiais
Em andamento
Total
Comercialização
Em serviço
Depreciação
acumulada
Em andamento
Obrigações especiais
Imparidade
Reversão de
imparidade
Depreciação de
ativos sob
provisão
Reintegração
acumulada
Arrendamento
Total
Obrigações especiais
Total
Saldo da companhia
investida
Consolidado Total
52.661.823
312.968
1.613.468
(361.345)
(2.493)
(4.432)
(21.397.298)
3.586.025
(476.285)
4.032.356
766
(1.610.225)
140.677
(531.740)
(876.265)
327
(150.658)
(22.608.078)
5.325.758
34.850.550
3.869.039
4.009
(752.408)
(878.758)
(154.763)
36.937.669
531.617
108.113
36.437
(43.871)
(13)
(304.071)
(9.920)
174.170
(17.787)
84.600
(50.988)
(6)
391.796
174.926
(14.336)
(35.418)
127.405
747
(35.891)
45.368
136.882
215
(4.649)
112.532
108.630
(25.261)
2
(338.445)
(9.918)
207.776
(25.272)
491.696
(40.540)
7.001
94.613
(150.899)
(150.899)
616.573
(8.373)
1.305.235
554.841
35.515.195
632.283
128.152
(742.021)
(418.874)
8.459
3.308
(122.140)
61.552
61.552
13.410
13.410
171
(743)
(46.617)
(8.945)
1.258.618
691.706
(44.052)
1.202.495
1.586
4.154.181
54.219.989
(417.288)
(10.327)
(247.019)
(948.082)
(154.763)
38.309.185
980.464
3.288.420
36.495.659
41.597.605
68
31 de dezembro de
2009
Saldo final
Consolidado
Geração
Em serviço
Depreciação
acumulada
Em andamento
Obrigações especiais
Total
Administração
Em serviço
Depreciação
acumulada
Obrigações especiais
Em andamento
Total
Comercialização
Em serviço
Depreciação
acumulada
Em andamento
Total
31 de dezembro de 2010
Acréscimos
(22.608.078)
5.325.759
(700.049)
4.754.629
(230)
(530.968)
41.406
(295.762)
(639.756)
(29.555)
(352.890)
(23.936.262)
8.900.768
36.937.670
4.479.588
(6.674)
(336.379)
(639.756)
(380.672)
40.053.777
632.284
113.909
29.454
(34.603)
(9)
(338.447)
(9.917)
207.776
491.696
(23.945)
2.271
9.758
(49.138)
(7.655)
(75.398)
(22.407)
1
73.392
163.356
128.152
(40.540)
7.001
94.613
(4.307)
3.251
(1.056)
1.202.495
90.991
(122.140)
61.552
(417.288)
38.309.186
—
(32)
92.771
(47.501)
(157.502)
1.773
Saldo final
(82.023)
Total
Consolidado total
Capitalizações
524.524
(1.748)
Saldo da companhia
investida
Depreciação
425.008
13.410
(8.945)
1.258.618
Total
Amortização
54.219.989
Obrigações especiais
Imparidade
Reversão de imparidade
Depreciação de ativos
sob imparidade
Reintegração acumulada
Arrendamento
Obrigações especiais
Progresso de
transferência/
serviço
(22.415)
55.089.271
741.034
—
(457.925)
(158)
184.529
467.480
(62)
128.090
(62)
(44.847)
10.252
93.495
—
—
(32)
29.369
(61.552)
(13.410)
(10.693)
1.212.002
(46.616)
—
2.976
4.735.855
29.369
(121.578)
—
21.569
(14.329)
(443.005)
1.201.277
(392.743)
(783.749)
(380.672)
41.423.286
3.288.420
5.259.212
41.597.606
46.682.498
69
17
Ativo financeiro – Concessão de Serviço público
O item ativo financeiro - concessão, no montante de R$ 16.915.492 refere-se ao ativo financeiro a receber pelas
companhias do Sistema Eletrobrás no âmbito das concessões para a distribuição de energia elétrica, advindo da aplicação
do modelo misto, e no âmbito das concessões de transporte de energia elétrica no Brasil, advindos da aplicação do modelo
financeiro.
Total
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Transmissão
Receita Anual Permitida - Ativo financeiro Circulante ..............................................................................................................................................................................................
726.507
715.720
522.852
Receita Anual Permitida - Ativo financeiro - Não
circulante ...............................................................................................................................................................................................
6.718.361
5.703.925
9.559.261
Ativo financeiro indenizável - Concessões ................................................................................................................................................
15.935.225
14.920.837
9.873.842
Distribuição
Ativo financeiro indenizável - Concessões ................................................................................................................................................
2.342.039
1.727.341
1.388.140
Ativo financeiro - Circulante .....................................................................................................................................................................
726.507
715.720
522.852
Ativo financeiro - Não circulante ..............................................................................................................................................................
24.995.625
22.352.103
20.821.243
25.722.132
23.067.823
21.344.095
Ativo financeiro total ...............................................................................................................................................................................
18
Ativo financeiro - ITAIPU
Considerando o projeto de ITAIPU como um fluxo de caixa, estabeleceu-se um ativo financeiro, conforme mostrado
abaixo:
31 de dezembro de
2010
Contas a receber
Direitos de reembolso
Fornecedores de energia elétrica- Itaipu
Obrigações de reembolso
Ativos circulantes totais
Contas a receber
Direitos de reembolso
Obrigações de reembolso
70
1 de janeiro de
2009
1.850.802
1.564.087
1.743.267
290.704
278.239
516.766
(588.983)
(555.508)
(601.427)
(386.243)
(722.826)
(437.052)
997.015
854.656
1.100.155
35.715
104.336
199.646
1.910.996
1.803.348
4.312.809
(1.122.137)
(1.033.265)
(2.450.772)
824.574
Ativos não circulantes totais
31 de dezembro de
2009
874.419
2.061.683
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Ativos imobilizados de Itaipu
Geração
Em serviço ........................................................................................................................................................................................
13.650.931
14.671.331
20.383.981
Em andamento ..................................................................................................................................................................................
420.050
321.625
425.819
14.070.981
14.992.956
20.809.800
Administração
Em serviço ........................................................................................................................................................................................
718.508
751.115
1.001.389
Em andamento ..................................................................................................................................................................................
34.024
126.346
247.090
752.532
877.461
1.248.479
16.645.102
17.599.492
25.220.117
Ativo financeiro Total - Itaipu - Consolidado .......................................................................................................................................
Os detalhes para a definição de um ativo financeiro de Itaipu estão listados abaixo.
A descrição dos itens mais importantes encontra-se a seguir:
(I)
Quantias advindas da Comercialização de Energia Elétrica da Itaipu Binacional
De acordo com a Lei No. 11.480/2007, o fator de ajuste para os contratos de financiamento assinados com a Itaipu
Binacional, os contratos de cessão de creditos assinados com o Tesouro Nacional, foi removido desde 2007, assegurando à
Companhia a total preservação de seu fluxo de recebimentos.
Consequentemente, o Decreto No. 6.265, de 22 d novembro de 2007 foi editado, com o objetivo de regular a
comercialização de energia elétrica da Itaipu Binacional, definindo o diferencial a ser aplicado na tarifa de transferência,
criando um ativo relacionado à parte da diferenciação anual calculada, equivalente ao fator de ajuste anual removido do
financiamento, a ser incluído anualmente na tarifa de transferência, a partir de 2008.
Portanto, desde 2008, a diferença proveniente da remoção do fator de reajuste anual, cujos valores são anualmente definidos
por um memorando interministerial dos Ministérios do Tesouro e Minas e Energia, começaram a ser incluídos na tarifa para
a transferência de energia elétrica da Itaipu Binacional. A tarifa de transferência em vigor em 2010 inclui o montante
equivalente a US$ 214.989, que será recebido pela Companhia por meio de encargos aos consumidores, concedidos pelo
memorando MME/MF No. 398/2008.
O montante proveniente da comercialização de energia elétrica gerada pela Itaipu Binacional, mostrados no item Direitos
de reembolso, sob “ativos não circulantes”, de R$ 1.910.996 em 31 de dezembro de 2010, equivalente a US$ 1.146.919 (31
de dezembro de 2009 - R$ 1.803.348, equivalente a US$ 1.035.693 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 4.312.809 equivalente a
US$ 1.845.447), dos quais R$ 1.122.137 mil, equivalente a US$ 673.470 mil, será restituído ao Tesouro Nacional até 2023
(Nota 25). Tais montantes serão realizados pela inclusão na tarifa de transferência a ser cobrada até 2023.
(II)
Comercialização de energia elétrica - Itaipu Binacional
A Lei No. 10.438, de 26 de abril de 2002, atribuiu à ELETROBRÁS a responsabilidade pela aquisição de toda a energia
elétrica gerada pela ITAIPU a ser consumida no Brasil, e para a comercialização dessa energia elétrica.
Portanto, no ano fiscal de 2010, o equivalente a 34.464 GWh foi vendido, a tarifa de fornecimento de energia elétrica
(compra) praticado pela ITAIPU foi de US$ 22,60/kW e a tarifa de transferência (venda) foi de US$ 24,63/kW.
Os resultados provenientes da comercialização da energia elétrica de Itaipu, em conformidade com o Decreto N. 4.550, de
27 de dezembro de 2002, observando as emendas introduzidas pelo Decreto No. 6.265, de 22 de novembro de 2007,
tiveram a seguinte alocação:
(a)
se positivo, será alocado, por meio de pro-rata ao consumidor individual, por meio de um crédito de bônus nas faturas de
energia elétrica dos consumidores do Sistema Interligado Nacional de Energia Elétrica, para as classes residencial e rural
com consumo mensal abaixo de 350 kWh.
(b)
se negativo, é incorporado pela ANEEL no cálculo da tarifa de venda de energia elétrica contratada no ano subsequente à
formação do resultado.
Essa operação de comercialização não tem impacto nos resultados da Empresa, e conforme a atual regulamentação,
resultados negativos representam um direito incondicional de recebimento, e os resultados positivos representam uma
obrigação efetiva.
71
No exercício fiscal de 2009, a atividade teve um superávit de R$ 192.493, e a obrigação resultante está incluída no item
“Obrigações de reembolso”.
19
Ativo Intangível – Concessão de Serviço público
Mutações em Ativos Intangíveis
31 de dezembro de 2009
1 de janeiro de
2009
Intangível
Acréscimos
Amortização
Amortização
Transferências
Saldo final
Geração
Ligada à concessão
Em serviço ..........................................................................................................................................................................................
1.752.580
254.549
(225.906)
(31.279)
86.970
1.836.914
Amortização acumulada .....................................................................................................................................................................
(296.423)
(164.419)
21.635
(23.808)
26
(462.989)
Passivos especiais ........................................................................................................................................................................................
(134.629)
(51.216)
1.553
915
(6.045)
(189.422)
Em andamento ....................................................................................................................................................................................
163.148
48.018
(28.932)
(85.246)
96.988
Passivos especiais ........................................................................................................................................................................................
(69.355)
(24.255)
17.910
6.089
(69.611)
Imparidade
1.415.321
62.677
(213.740)
(54.172)
1.794
1.211.880
Total ............................................................................................................................................................................................................
699.273
125.005
5.632
(17.107)
812.803
No vinculado à concessão (Outros) ...........................................................................................................................................................
699.273
125.005
5.632
(17.107)
812.803
Total ............................................................................................................................................................................................................
2.114.594
187.682
(208.108)
(71.279)
1.794
2.024.683
Intangível total ...........................................................................................................................................................................................
Mutações em Ativos Intangíveis
31 de
dezembro de
2009
Intangível
Saldo final
31 de dezembro de 2010
Acréscimos
Geração
Ligada à concessão
Em serviço ...................................1.836.914 387.224
Amortização acumulada ..............(462.989) (110.900)
Passivos especiais .................................(189.422) (24.640)
Em andamento ............................. 96.988 109.805
Passivos especiais ................................. (69.611) (29.407)
Imparidade ............................................
Amortização
(39.901)
5.394
1.315
(12.012)
2.814
Amortização
(40.829)
(26.530)
4.945
Outros
(47)
(6.307)
Capitalizações
Transferênci
as
Saldo final
27.257 2.170.618
491 (594.534)
(7.800) (215.602)
(22.877) 171.904
7.524
(88.680)
(6.307)
1.211.880 332.082
(42.390)
(62.414) (6.354)
4.595 1.437.399
Total ............................................................................................................................................................................................................
No vinculado à concessão
812.803
40.331
5.305
(21.581)
(10.285)
826.573
(Outros) ..................................................................................................................................................................................................
812.803
40.331
5.305
(21.581)
(10.285)
826.573
Total ............................................................................................................................................................................................................
2.024.683 372.413
(37.085)
(83.995) (6.354)
(10.285)
4.595 2.263.972
Intangível total ...........................................................................................................................................................................................
20
Valor recuperável de ativos de longa duração
A Companhia definiu o valor recuperável de seus ativos de longa duração com base no “valor em uso” que é maior que o
“valor justo menos os custos de venda”. O valor em uso é calculado com base no valor presente do fluxo de caixa futuro
estimado.
72
Os montantes alocados para essas hipóteses representam a apreciação da Administração da Companhia em tendências
futuras para o setor elétrico e estão baseados não apenas nas fontes externas de informação mas também em dados
históricos. O fluxo de caixa foi projetado com base nos resultados e projeções operacionais da Companhia até o fim da
concessão, sob as seguintes hipóteses principais:
• crescimento orgânico compatível com os dados históricos e as perspectivas de crescimento econômico brasileiro;
• taxa média de desconto (5,65% para a geração, 5,18% para a transmissão e 5,88% para a distribuição) calculada por uma
metodologia aplicada pelo Mercado, levando em consideração os custos de capital médio ponderado;
• a taxa de crescimento não inclui a inflação.
A análise estabeleceu a necessidade de constituir uma provisão para imparidade nos seguintes projetos no exercício de
2010:
• Eletrosul – Em virtude de um atraso no início das operações na Usina de Passo São João, observado no ano de 2010, os
fluxos de caixa futuros serão insuficientes para cobrir os custos. Portanto, em 31 de dezembro de 2010, uma imparidade
no montante de R$ 135.138 foi contabilizada.
• Amazonas Energia (atividade de distribuição) – No ano de 2010, a ANEEL estabeleceu uma nova metodologia para
ajuste tarifário que inclui, entre outros fatores, a redução na remuneração do ativo (WACC regulatório). Esses fatores
levaram à necessidade de estabelecer uma provisão para imparidade no montante de R$ 243.910.
• Furnas - A Companhia calculou uma perda de R$ 596.662 mil, registrada em 1 de janeiro de 2009 e um ajuste de R$
343.895 mil em 31 de dezembro de 2010, proveniente da redução na taxa de desconto, resultando em reversão de
imparidade de R$ 252.767 mil em 31 de dezembro de 2010, ambos contabilizados sob o item Ativos imobilizados em
andamento.
Para o exercício de 2010, o efeito líquido da provisão para imparidade foi de R$ 117.281.
21
Fornecedores
Este item inclui, principalmente, a energia elétrica comprada da Itaipu Binacional, e possui os seguintes detalhes:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Circulante
Bens, materiais e serviços ................................................................................................................................................................
1.314.871
1.174.479
918.219
Energia comprada para revenda .......................................................................................................................................................
3.850.379
1.896.966
1.541.098
CCEE – energia de curto prazo ........................................................................................................................................................
515
8.169
44.976
5.165.765
22
3.079.614
2.504.293
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Adiantamentos de clientes
31 de dezembro de
2010
Adiantamentos de clientes
Circulante
Venda de energia elétrica antecipada - ALBRAS ......................................................................................................................................
39.362
39.292
37.778
Adiantamentos de clientes - PROINFA .....................................................................................................................................................
302.100
24.108
15.381
341.462
63.400
53.159
Não circulante
Venda de energia elétrica antecipada - ALBRAS ......................................................................................................................................
928.653
978.980
1.018.488
928.653
978.980
1.018.488
Total ...........................................................................................................................................................................................................
1.270.115
1.042.380
1.071.647
73
I
ALBRÁS
A subsidiária Eletronorte ganhou o leilão de compra de energia elétrica conduzido pela ALBRÁS em 2004 para um período
de fornecimento de 20 anos, com uma média de 750 MW/mês até dezembro de 2006 e 800 MW/mês entre janeiro de 2007
e dezembro de 2024, determinando um preço compatível com a tarifa de break-even da UHE Tucuruí como parâmetro,
mais um prêmio calculado de acordo com o preço do alumínio no London Metal Exchange (LME) - Inglaterra. Esse preço
estabelecido constitui um derivativo embutido (veja a Nota 46).
Com base nessas condições, a ALBRÁS, com o objetivo de reduzir o preço básico, realizou a oferta de uma pré-compra de
energia elétrica com o pagamento adiantado, compreendendo adiantamentos de energia que serão realizados durante o
período de fornecimento em prestações mensais fixas em MW média, de acordo com a tarifa efetiva no mês de cobrança.
A operação ocorreu como se segue:
31 de dezembro de
2010
Adiantamentos recebidos
31 de dezembro de
2009
2004...................................................................................................................................................................................................
300.000
300.000
2005...................................................................................................................................................................................................
500.000
500.000
2006...................................................................................................................................................................................................
250.000
250.000
2007...................................................................................................................................................................................................
150.000
150.000
Total ..................................................................................................................................................................................................
1.200.000
1.200.000
Amortizações ....................................................................................................................................................................................
(220.854)
(181.728)
Renda ................................................................................................................................................................................................
(10.493)
Passivo Total .....................................................................................................................................................................................
968.653
1.018.272
II
PROINFA
O PROINFA, instituído pela Lei No. 10.438/2002, e emendas, tem como objetivo diversificar a matriz de energia brasileira
e buscar soluções regionais com a utilização de fontes de energia renovável, por meio do aproveitamento econômico dos
insumos disponíveis e das tecnologias aplicáveis, resultando em maior participação de energia elétrica gerada a partir de
novas fontes.
programa assegura que a Eletrobrás pode comprar a energia elétrica a ser gerada por um período de 20 anos, a partir de
2006, que será transferida para concessionárias de distribuição, consumidores livres e produtores independentes, excluindo
consumidores de baixa renda proporcionalmente ao consumo.
As concessionárias de transmissão e distribuição pagam à Eletrobrás a quantia anual correspondente à contribuição de
consumidores cativos, consumidores livres e produtores independentes ligados às suas instalações, em doze parcelas
mensais, no mês anterior à data de referência do consumo de energia.
Além disso, a fim de lidar com as necessidades de pagamento aos projetos de geração do PROINFA, no primeiro ano das
operações do programa, as concessionárias de distribuição e transmissão, além das cotas relacionadas ao ano em vigor,
realizou o pré-pagamento de uma décima segunda cota anual, considerando a contratação de todos os projetos incluídos no
PROINFA.
É importante mencionar que as operações relacionadas ao PROINFA não geram ganhos ou perdas econômicas para a
Empresa.
23
Empréstimos
Os detalhes dos Empréstimos, incluindo encargos, cujos fundos são alocados ao programa de investimentos do Sistema
Eletrobrás.
I
Contratos da Eletrobrás
(A)
A Companhia possui contratos de empréstimos celebrados com agências multilaterais, tais como IDB, IRDB, KFW e
EXIMBANK/JBIC, com garantias pelo governo federal. Estes contratos seguem um padrão de convênios aplicáveis aos
contratos com agências multilaterais, que geralmente são acordados em negociações com este tipo de entidade.
Nos contratos de empréstimo A/B dos empréstimos consorciados entre a CAF e os bancos comerciais, a Eletrobrás possui
convênios normalmente praticados no mercado, entre os quais podemos mencionar: a existência de garantias corporativas,
alterações no controle corporativo, cumprimento das licenças e autorizações, e restrições à alienação significativa de ativos;
74
em 2010, a Eletrobrás assinou um novo contrato com a CAF no montante de US$ 500.000, com o objetivo de compor o
fundo para financiar as Subsidiárias.
De acordo com as práticas de Mercado, existem dois contratos de empréstimos coordenados pelos BNP e CDB.
Em 2009, a emissão de títulos no montante de US$ 1.000.000 foi concluída.
Os títulos foram emitidos com um prazo de 10 anos, com vencimento em 30 de julho de 2009, com o resgate total no
vencimento e um cupom de juros semestral à taxa de 6,875% ao ano, permitindo aos investidores que compraram os
referidos títulos na data de liberação um rendimento de 7,0% ao ano. O preço de emissão foi de 99,112% do valor nominal,
dos quais 60% das ofertas foram provenientes dos Estados Unidos, 30% da Europa e 10% da Ásia.
Os recursos obtidos com esta operação no mercado internacional constituem o fundo para financiar as subsidiárias, com o
objetivo de assegurar o cumprimento do programa de investimentos do Sistema Eletrobrás.
Além dos empréstimos feitos, empréstimos concedidos e títulos atualmente registrados nos passivos da Empresa, ainda
existe a hipótese de contrato de dívida com a CEEE.
As negociações estão ocorrendo com outras agências multilaterais, tal como o European Investment Bank e a French
Development Agency, com o objetivo de obter novas linhas de crédito. A Companhia está considerando a emissão de novos
títulos em 2011.
As negociações para contratos de empréstimos a serem assinados com o KFW, os quais serão transferidos para a
subsidiária Eletrosul, e com o IRDB estão em estágios avançados.
Não existem contratos com cláusulas de índices financeiros nos passivos da Eletrobrás.
B
Reserva Global de Reversão
Este fundo foi criado pelo governo federal para cobrir as despesas relacionadas com as indenizações das reversões das
concessões de serviço público de energia elétrica. Os recursos que compreendem o fundo não fazem parte dessas
demonstrações financeiras e, enquanto não são usadas para os propósitos a que se destinam, estão sendo usados na
concessão de financiamento para a expansão do setor brasileiro de energia elétrica, na melhoria do serviço e na
implementação de programas do governo federal, por meio da Eletrobrás.
A contribuição para criar a RGR é de responsabilidade das concessionárias de serviço público de energia elétrica, por meio
de uma cota denominada reversão e a apropriação de serviços de energia elétrica em até 2,5% dos investimentos em
licenças e nas concessionárias, limitados a 3% de sua receita anual. O valor da cota é calculado como um componente de
custo do serviço dessas entidades (veja a Nota 31), e não constitui receitas ou ativos da Eletrobrás.
As concessionárias pagam suas cotas anuais da RGR, em doze prestações mensais, em uma conta bancária restrita,
gerenciada pela Eletrobrás, que opera a conta dentro dos limites previstos pela Lei No. 5.655/1971 e emendas posteriores,
que não tem reflexo nas demonstrações financeiras da Empresa, uma vez que é uma entidade independente em relação à
Eletrobrás.
Entretanto, a Eletrobrás recebe os recursos da RGR para aplicar em projetos de investimentos específicos, financiados pela
Empresa, especialmente:
I
- a expansão dos serviços de distribuição de energia elétrica;
II - o incentivo às fontes alternativas de energia elétrica;
III - os estudos de inventário e viabilidade para a criação de projetos hidrelétricos;
IV - a implementação de geração de força de até 5.000 kW, exclusivamente para o serviço público em
comunidades assistidas por um sistema isolado de energia elétrica;
V - a iluminação pública eficiente;
VI - a conservação de energia elétrica pro meio da melhoria na qualidade de produtos e serviços;
VII- a universalização ao acesso à energia elétrica.
A Eletrobrás remunera os recursos retirados da RGR e usados em companhias financiadas no setor brasileiro de energia
elétrica com juros anuais de 5%, sem qualquer tipo de indenização. Em 31 de dezembro de 2010, o saldo retirado do Fundo
e usado em diversos investimentos totalizaram R$ 8.159.038 (31 de dezembro de 2009 - R$ 7.656.946 e 1 de janeiro de
2009 - R$ 7.193.770) e estão incluídos no item “Empréstimos”, em passivos.
75
31/12/2010
ENCARGOS
CIRCULANTE
Taxa média
31/12/2009
PRINCIPAL
Quantidad CIRCULANT
e
E
ENCARGOS
CIRCULANTE
NÃO
CIRCULANT
E
Taxa média
1/1/2009
PRINCIPAL
Quantidad CIRCULANT
e
E
ENCARGOS
CIRCULANTE
NÃO
CIRCULANT
E
Taxa média
PRINCIPAL
Quantidad CIRCULANT
e
E
NÃO
CIRCULANT
E
Moeda Estrangeira
Instituições financeiras
Banco de Desenvolvimento
Interamericano - IDB .....................
Corporação Andino de Fomento CAF ...............................................
Kreditanstalt fur Wiederaufbau KFW ..............................................
AMFORP & BEPCO ...........................
Dresdner Bank .....................................
Eximbank.............................................
BNP Paribas .....................................................
Outros ..................................................
Títulos..............................................................
Títulos- Dresdner Bank ........................
CREDIT SUISSE .................................
Outros..............................................................
Tesouro Nacional - ITAIPU .................
Moeda Nacional
Reserva Global de Reversão - RGR ..............................
Fundo de investimento em direitos de
crédito............................................
Outros ..................................................
4,16%
6,25%
2,15%
7,75%
6,87%
2.202
31.001
201.509
5,32%
3.659
9.886
25.634
1.935.355
3,97%
22.040
70
—
—
1.591
338
807
21.158
—
—
44.999
57.703
33.188
43.556
—
—
292.490
601.060
33.881
3,87%
—
6,25%
2,15%
1,86%
183
—
775
1.654
15.044
446
14.894
213.683
3.107.852
43.801
3.812
54.162
—
—
499.860
1.666.200
57.974
—
32.397
242.977
5,32%
5.489
43.482
369.600
1.205.446
4,76%
10.340
0
1.635.900
23.811
—
23.810
41.288
—
3.942
52.205
—
48.458
309.651
737.695
23.854
5,73%
6,50%
6,25%
2,15%
6,40%
376
0
331
2.544
2.170
6.994
59.698
128
45.110
56.823
—
475.533
95.514
0
95.513
482.981
566.327
12.179.675
125.248
2.620.286
28.244
680.774
15.425.510
—
3.984
59.421
—
—
522.360
1.741.200
2.166.060
63.405
—
7,75%
6,87%
5.347
—
—
—
701.100
—
2.263.560
5.347
—
701.100
7,75%
2.412
349.744
7.978.640
3.342
344.448
8.701.253
—
—
—
2.412
349.744
7.978.640
3.342
344.448
8.701.253
—
—
—
75.280
563.427
13.252.552
110.548
469.696
13.585.098
—
—
—
8.159.038
—
33.591
—
7.672.055
680.774
—
16.126.610
7.248.309
—
65.039
—
1.164.718
—
9.858.382
—
63.468
—
471.563
—
7.135.389
—
54.061
—
367.071
—
3.535.312
65.039
1.164.718
18.017.419
63.468
471.563
14.807.444
54.061
367.071
10.783.621
140.320
1.728.145
31.269.971
174.016
941.259
28.392.542
87.652
1.047.845
26.910.231
A parte de longo prazo dos empréstimos e financiamentos expressos em milhares de dólares americanos possui os seguintes vencimentos:
Matriz ...................................................................................................................
Consolidado ................................................................................................
2012
2013
2014
2015
117.445
273.459
145.901
339.716
183.825
418.018
408.798
951.845
76
Após 2015
7.204.178
16.774.199
Total
8.060.147
18.767.237
II
Arrendamento financeiro
A subsidiária Amazonas Energia possui operações de arrendamento financeiro, para o qual foi registrado um passivo e os
respectivos ativos fixos. A reconciliação entre os pagamentos mínimos futuros do arrendamento financeiro e o término do
período e seu valor presente estão apresentados na tabela abaixo:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Inferior a um ano .......................................................................................................................................................................................
244.098
249.738
230.500
Superior a um e inferior a cinco anos ........................................................................................................................................................
1.220.493
1.248.690
1.152.501
Superior a cinco anos .................................................................................................................................................................................
2.213.161
2.514.030
2.504.769
Encargos financeiros futuros sobre arrendamento
financeiro ..............................................................................................................................................................................................
416.322
(69.014)
381.390
Total de pagamentos mínimos de arrendamento
financeiro ..............................................................................................................................................................................................
4.094.074
3.943.444
4.269.160
Ajustes a valor presente .............................................................................................................................................................................
(2.279.042)
(2.195.169)
(2.477.654)
Valor presente dos pagamentos .................................................................................................................................................................
1.815.032
1.748.275
1.791.506
Inferior a um ano .......................................................................................................................................................................................
120.485
108.827
106.435
Superior a um e inferior a cinco anos ........................................................................................................................................................
602.315
544.056
530.860
Superior a cinco anos .................................................................................................................................................................................
1.092.232
1.095.392
1.154.211
O valor justo dos Empréstimos correntes é igual ao seu valor contábil, já que o impacto do desconto não é significativo.
77
III
Garantias
A quantia aprovisionada, apresentada sob passivos não circulantes, em relação às garantias da Eletrobrás, representam 1%
do montante total dos fundos já liberados pelos bancos de financiamento até o final de 2010, sendo a melhor estimativa de
tal provisão na data do balanço.
A Companhia participa como avalista de um número de projetos cujos montantes garantidos, previsões e montantes pagos
estão apresentados nas tabelas abaixo:
31 DE DEZEMBRO DE 2010
Empresa
Banco financiador
Participação
da Subsidiária
Montante do
financiamento (Pa
rte
da
Subsidiária)
Projeção de Saldo Devedor
Fim do exercício
Saldo devedor
em
31/12/2010
2011
2012
A serem
liberados
2013
Após 2013
UHE Tucuruí ......................
Subestação Miranda II ........
SE São Luís II e III .............
Norte Transmissora .............
Manaus Transmissora .........
Linha Verde ........................
LT y Subestação Ribeiro
Golçalves-Balsas ..........
UHE Jirau ...........................
SPE Manaus
Transmissora ................
BNDES
BNDES
BNDES
BNDES
BNDES
BTG Pactual
100,00%
100,00%
100,00%
24,50%
30,00%
49,00%
941.000
47.531
13.653
72.275
75.428
147.000
586.834
39.522
13.653
72.275
75.428
—
483.261
35.966
12.596
—
—
147.000
381.522
32.523
11.621
—
—
—
279.783
29.081
10.646
—
—
—
—
—
—
—
—
—
BNB
BNDES
100,00%
20,00%
70.000
1.444.000
—
833.313
—
1.542.895
—
1.660.531
—
1.600.332
—
—
BNDES
24,50%
72.275
72.275
ESBR ..................................
Bradesco
20,00%
68.888
68.888
63.220
IE Madeira ..........................
BNDES/ Bancos de
transferência
BNDES
BNDES/ Bancos de
transferência /FNO
BNDES
BNDES
BNDES
BNDES
BNDES/ Bancos de
transferência
24,50%
100,00%
98.336
1.034.410
86.802
915.060
39,00%
40,00%
30,62%
49,50%
100,00%
2.589.051
655.287
60.153
257.263
224.000
2.256.456
781.186
58.452
—
100.384
24,50%
98.336
86.802
49,00%
49,00%
49,00%
100,00%
20,00%
13.827
—
—
183.330
1.444.000
—
—
—
186.857
833.313
13.109
—
—
186.856
1.542.895
11.946
—
—
177.913
1.660.531
10.793
—
—
164.850
1.600.332
—
—
—
—
—
49,00%
364.834
304.014
370.235
344.907
322.102
—
BNDES/ Bancos de
transferência
100,00%
126.221
124.256
112.468
100.679
89.365
—
BNDES/ Bancos de
transferência
100,00%
270.197
199.526
172.189
150.327
128.576
—
BNDES
BNDES
Bradesco
BNDES
90,00%
24,50%
20,00%
100,00%
201.077
72.275
68.888
207.000
20.108
19.691
68.888
—
201.077
—
63.220
—
190.604
—
27.051
—
165.469
—
7.232
—
—
—
—
—
BNDES
BNDES
BNB
ANEEL
BNB
100,00%
100,00%
49,00%
15,00%
49,00%
283.411
6.146.256
12.250
156.915
40.951
—
—
16.748
156.915
—
—
1.358.092
—
125.532
—
—
3.403.542
—
109.841
—
—
5.036.976
—
109.841
—
—
1.109.280
—
109.841
—
17.560.318
7.977.646
10.876.641
13.004.482
14.375.328
1.219.121
UHE Simplício....................
UHE Santo Antônio ............
UHE Foz do Chapecó .........
UHE Baguari ......................
UHE Serra do Facão ...........
UHE Batalha .......................
IE Madeira ..........................
Companhia de Transmissão
Centroeste de Minas .....
Goiás Transmissão ..............
MGE ...................................
UHE Passo de São João ......
UHE Jirau ...........................
UHE Mauá ..........................
RS Energia ..........................
SC Energia ..........................
Eólicas Cerro Chato I,
II e III ...........................
Norte Transmissora .............
ESBR ..................................
UHE São Domingos............
Porto Velho
Transmissora ................
Angra 3 ...............................
Mangue Seco 2 ...................
Belo Monte .........................
Mangue Seco 2 ...................
Total....................................
BNDES
Banco do Brasil
Banco do Brasil
BNDES
BNDES
BNDES/ Bancos de
transferência
Montante garantido
(parte da subsidiária
) Milhões de R$
78
Total garantido
em 31 de
dezembro de
2010
Milhões de R$
—
—
—
—
27.051
7.232
—
—
953.499
—
887.741
—
822.560
—
—
2.444.652
767.164
55.856
—
224.859
2.848.008
717.886
51.560
—
208.698
3.082.029
668.175
47.263
—
192.691
—
—
—
—
—
—
—
—
Projeção de Saldo Devedor
fim do exercício - R$ Milhões
2011
2012
2013
—
A ser garantido
R$ milhões
Após 2013
Montante garantido
(parte da subsidiária
) Milhões de R$
Total garantido
em 31 de
dezembro de
2010
Milhões de R$
Projeção de Saldo Devedor
fim do exercício - R$ Milhões
2011
2012
2013
A ser garantido
R$ milhões
Após 2013
Total .............................................................................................................................................................................................................
17.560
7.978
10.877
13.004
14.375
1.219
Subsidiarias ..................................................................................................................................................................................................
9.137
2.042
3.427
5.254
6.665
1.109
SPE ..............................................................................................................................................................................................................
8.423
5.936
7.481
7.766
7.710
110
A Companhia apresentou no item Provisões, sob passivos não circulantes, o valor justo dos montantes garantidos pela
Eletrobrás e já liberados pelos bancos de financiamento. O valor justo é calculado com base em 1% do total liberado até 31
de dezembro de 2010, como mostrado abaixo:
Montante fornecido
Garantia devida em 1 de janeiro de 2009....................................
18.046
Alterações em 2009 ...........................................................
62.383
Garantia devida em 31 de dezembro de 2009 .............................
80.429
Alterações em 2010 ...........................................................(653)
Garantia devida em 31 de dezembro de 2010 .............................
79.776
UHE Passo de São João - Este empreendimento, de total propriedade da subsidiária Eletrosul possui capacidade instalada
de 77MW e investimentos projetados de R$ 260.000 mil.
Uma operação de financiamento foi autorizada pelo BNDES no montante de R$ 183.330, amortizados em 192 meses (16
anos) e um período de carência até 15 de julho de 2010.
A Eletrobrás, por meio da Deliberação No. 020/2008 e da Resolução No. 030/2008, assinou este contrato como avalista.
UHE Simplício - Este empreendimento, de total propriedade da Furnas, possui capacidade de geração instalada de 337,7
MW e investimentos estimados de R$ 1.200.000 mil.
O BNDES autorizou um financiamento no montante de R$ 1.034.410, amortizados em 192 meses (16 anos), com um
período de carência até 15 de julho de 2010.
A Eletrobrás, por meio da Deliberação No. 019/2008 e da Resolução No. 029/2008, assinou este contrato como avalista.
UHE Mauá - Este empreendimento possui capacidade instalada de 361MW e uma participação de 51% pela Copel.
O BNDES aprovou dois financiamentos, no montante individual de R$ 182.417, um direto e o outro indireto, a serem
amortizados em 192 meses (16 anos) e um período de carência até 15 de janeiro de 2012.
A Eletrobrás, por meio da Deliberação No. 014/2009 e da Resolução No. 109/2009, assinou este contrato como avalista.
UHE Jirau – A EFE Energia Sustentável do Brasil, criada pelas subsidiárias Eletrosul, Chesf, GDF Suez Energy e Camargo
Corrêa, venceram a licitação para construir e operar a UHE Jirau, com capacidade instalada de 3.450MW, localizada no Rio
Madeira, na cidade de Porto Velho, no Estado de Rondônia.
O BNDES aprovou dois financiamentos, um direto e o outro por meio de bancos de transferência, no montante de R$
7.273.395, a serem pagos em 240 meses (20 anos).
A Eletrobrás, por meio da Deliberação No. 062/2009 e da Resolução No. 428/2009, assinou este contrato como avalista
com participação de (20%) de cada uma de suas subsidiárias.
UHE Santo Antônio – A EFE Madeira Energia S.A. - MESA, criada pela Furnas, CEMIG, Fundo de Investimentos em
Participação Amazônica Energia - FIP, Construtora Norberto Odebrecht S.A., Odebrecht Investimentos em Infraestrutura
Ltda e Andrade Gutierrez Participações S.A. venceram a licitação para construir e operar a UHE Santo Antônio, localizada
no Rio Madeira, com capacidade instalada de 3.150.4 MW.
Por meio da Deliberação No. 030/2009, de 27 de março de 2009, a assinatura da Eletrobrás como parte anuente no Contrato
de Capitalização celebrado entre as companhias, no montante de R$ 6.638.593, sobre a participação mantida pela Furnas
(39%), foi aprovada.
A Subestação Miranda II – empreendimento empresarial com o objetivo de instalar o terceiro transformador de 230 / 138 /
13,8 kV e conexões associadas, aumentando e melhorando o sistema de transmissão da Eletronorte no Estado do Maranhão.
Por meio da Deliberação No. 202/2009, de 21 de dezembro de 2010, a garantia corporativa para o financiamento do
BNDES, no montante de R$ 47.531 foi aprovada.
79
UHE Foz do Chapecó – A EFE Foz do Chapecó Energia é responsável pela implementação da UHE Foz do Chapecó, com
capacidade instalada de 855 MW.
Por meio da Deliberação No. 085/2010, de 30 de março de 2010, as garantias fornecidas pela Eletrobrás para a Furnas em
instrumentos contratuais, substituindo as Fianças Bancárias contratadas, limitadas à participação de Furnas na EFE (40%,
totalizando R$ 653.200) foram aprovadas.
UHE Baguari - projeto empresarial de Furnas, a UHE Baguari terá 140MW de capacidade instalada e está localizada no
estado de Minas Gerais.
Por meio da Deliberação No. 078/2010, de 30 de março de 2010, a garantia concedida pela Eletrobrás no contrato de
financiamento com o BNDES, no montante de R$ 60.153, foi aprovada.
UHE Serra do Facão – a UHE Serra do Facão compreende uma EFE, criada por Furnas (49,5%), Alcoa Alumínio S.A.
(30,5%), DME Energética (10%) e Camargo Corrêa Energia S.A (10%), e terão uma capacidade instalada de 210MW.
Por meio da Deliberação No. 142/2010, de 19 de maio de2010, a garantia concedida pela Eletrobrás do financiamento junto
ao BNDES, no montante total de R$ 520.000 mil , proporcional à participação de Furnas (R$ 257.400), foi aprovada.
Eólicas Cerro Chato I, II e III – as EFEs Eólicas Cerro Chato I, II e III foram criadas pela Eletrosul (90%) e Wobben (10%).
O orçamento deste empreendimento, que compreende três sítios de 30 MW cada um, é de R$ 406.000 mil, com um
financiamento de 80% (R$ 325.000 mil) a uma taxa de juros de 4,5% ao ano e a serem pagos em 10 anos (período de
carência de 2 anos).
Com a Deliberação No. 193/2010, de 29 de julho de 2010, o endosso da Eletrobrás de 90% do montante financiado para
este empréstimo (R$ 292.500) foi aprovado.
Subestação São Luiz II e III – empreendimento corporativo relacionado à subestação São Luiz III e à linha de transmissão
São Luiz I - São Luiz II, de aproximadamente 36 km no Estado do Maranhão.
Por meio da Deliberação No. 140/2010, de 19 de maio de 2010, a garantia corporativa da Eletrobrás em relação ao
financiamento do BNDES para este empreendimento, no montante de R$ 13.653 (TJLP + 1,3% + 1,28 em 14 anos) foi
aprovada.
Norte Transmissora de Energia - EFE Norte Brasil Transmissora, com participação da Eletronorte (24,5%) e da Eletrosul
(24,5%) tem como objetivo a implantação, a operação e a manutenção da linha de transmissão Porto Velho/Araraquara,
com extensão de 2.375 km.
Por meio da Deliberação No. 139/2010, a garantia concedida no contrato de curto prazo, no montante de R$ 295.000,
proporcional à participação da Eletronorte (24,5%) e da participação da Eletrosul (24,5%), resultando em R$ 144.550, foi
aprovada.
Manaus Transmissora de Energia - EFE Manaus Transmissora de Energia, com a participação da Eletronorte (30%) e da
Chesf (19,5%), tem como objetivo a implantação, a operação e a manutenção de quatro subestações e uma linha de
transmissão de 586 km (LT Oriximiná / Itacoatiara / Cariri). A fim de tornar o investimento viável, um empréstimo de curto
prazo junto ao BNDES, no montante de R$ 251.426, foi contratado.
Por meio da Resolução No. 138/2010, a garantia concedida pela Eletrobrás neste contrato, limitado à participação de suas
subsidiárias (49,5%, resultando em R$ 124.445), foi aprovada.
Mangue Seco 2 - EFE com participação de 49% da Eletrobrás e 51% da Petrobras com o objetivo de construir e operar três
usinas eólicas em Guacari, no Rio Grande do Norte.
Por meio da Deliberação No. 209/2010, a garantia concedida pela Eletrobrás, proporcional à sua participação (R$ 12.250),
no contrato de empréstimo de curto prazo junto ao BNB foi aprovada.
UHE Batalha – Para a UHE Batalha, um empreendimento corporativo de Furnas com capacidade de geração de 52,5 MW e
localizada entre os estados de Minas Gerais e Goiás, um contrato de empréstimo junto ao BNDES, no montante de R$
224.000 mil foi assinado. A Eletrobrás, por meio da Deliberação No. 169/2010, aparece como avalista do referido contrato.
RS e SC Energia – a Eletrobrás concedeu uma garantia para a Eletrosul sobre o empréstimo junto ao BNDES e bancos de
transferência na compra de uma participação acionária das companhias Schahin Engenharia S.A. e Engevix Engenharia
S.A. nas companhias de transmissão RS e SC Energia.
Por meio da Deliberação No. 073/2010, a garantia concedida pela Eletrobrás foi aprovada.
IE Madeira - EFE Interligação Elétrica do Madeira S.A., com participação acionária de Furnas (24,5%) e da Chesf (24,5%),
contratou um empréstimo de curto prazo junto ao BNDES no montante total de R$ 401.370.
Por meio da Deliberação No. 196/2010, a garantia concedida pela Eletrobrás, por meio da assinatura de Contratos de Fiança
Bancária, ao empréstimo, limitado à participação acionária de suas subsidiárias, foi aprovada.
80
Belo Monte - UHE Belo Monte, localizada no Rio Xingu, terá uma capacidade instalada de 11.233 MW. Para este
propósito, a EFE Norte Energia foi criada, com participação acionária da Chesf (15%), da Eletronorte (19,98%) e da
Eletrobrás (15%).
Por meio da Deliberação No. 230/2010, a garantia concedida pela Eletrobrás em nome da EFE cobrindo os passivos com a
seguradora JMALUCELLI no âmbito do contrato de contragarantia, , no montante de R$ 156.915, foi aprovada.
ESBR - a Deliberação 171/2010 aprovou a garantia concedida pela Eletrobrás nos contratos de emissão de Cartas de
Crédito entre o Banco Bradesco e a EFE ESBR no contrato de fornecimento do gerador e da turbina assinado com a Dong
Fang Eletrioc Corp. para a UHE Jirau no montante da participação acionária de suas subsidiárias (R$ 82,.21, representando
40% de sua participação acionária).
81
24
Empréstimo compulsório
O empréstimo compulsório do consumo de energia elétrica, instituído pela Lei No. 4156/1962 com o objetivo de gerar
fundos para a expansão do setor de energia do Brasil, foi extinto pela Lei No. 7.181, de 20 de dezembro de 1983, que
definiu a data de 31 de dezembro de 1993 como a data final para a cobrança.
Durante a primeira fase deste empréstimo compulsório, terminado com a instituição do Decreto-lei No. 1.512/1976, a
cobrança incluía diversas classes de consumidores de energia e os fundos dos contribuintes estavam representados por
títulos ao portador emitidos pela Eletrobrás.
Em uma segunda fase, iniciando com as provisões contidas no referido Decreto-lei, o empréstimo compulsório em questão
foi cobrado apenas das indústrias com consumo de energia elétrica mensal superior a 2.000 kWh, e os fundos dos
contribuintes não foram mais representados por títulos, mas apenas registrados à forma escritural pela Eletrobrás.
O saldo devedor do empréstimo compulsório, após a quarta conversão em ações em 30 de abril de 2008, relacionados aos
créditos de 1988-2004, está registrado em passivos circulantes e não circulantes, com data de vencimento a partir de 2008,
juro anual acumulado de 6%, acrescidos de ajustes monetários com base na variação do IPCA-E e corresponde, em 31 de
dezembro de 2010 a R$ 157.616 (31 de dezembro de 2009, para R$ 140.299 e 1 de janeiro de 2009, R$ 215.071), dos
quais R$ 141.425 são não circulantes (31 de dezembro de 2009 - R$ 127.358 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 129.866).
I
Títulos ao portador emitidos pela Eletrobrás
Os títulos ao portador emitidos como resultado do empréstimo compulsório não são títulos negociáveis, não são
comercializados em bolsas de valores, não são cotizados e são inexigíveis. Portanto, a Administração da Eletrobrás
esclarece que a Companhia não possui debêntures em circulação.
A emissão desses títulos foi uma imposição legal e não uma decisão da Eletrobrás. Do mesmo modo, este não foi o desejo
dos portadores dos títulos, mas eles foram obrigados a cumprir um dever jurídico por força da Lei No. 4.156/1962.
A decisão do Conselho da Comissão de Valores Mobiliários brasileira proferida no processo administrativo CVM No. RJ
2005/7230, arquivado pelos detentores desses títulos, afirma textualmente que "os títulos emitidos pela Eletrobrás em
decorrência da Lei No. 4156/1962 não podem ser considerados títulos de valores mobiliários”. A CVM também entendeu
que não há irregularidade nos procedimentos adotados pela Eletrobrás sobre suas demonstrações financeiras referentes a
esses títulos, nem na comunicação de ações judiciais (veja a Nota 27) buscando o resgate destes títulos.
Além disso, a inexequibilidade desses títulos ao portador foi reforçada pelas decisões do Superior Tribunal de Justiça, o
qual reiterou o entendimento que eles prescreveram e não podem ser usados como garantia para execuções fiscais.
Portanto, os títulos ao portador emitidos na primeira fase deste empréstimo compulsório, conforme resolução da Comissão
de Valores Mobiliários Brasileira - CVM, não podem ser considerados debêntures. Além disso, por força das provisões no
Artigo 4, parágrafo 11, da Lei No. 4.156/1962 e do Artigo 1 do Decreto No. 20.910/1932, eles são inexequíveis, uma
condição publicada no comunicado No. 344 do Superior Tribunal de Justiça - STJ, o qual menciona que esses títulos não
podem ser usados como garantia para execuções fiscais, uma vez que não são líquidos e não são debêntures.
Como resultado, os passivos relacionados ao empréstimo compulsório representam os fundos residuais fornecidos entre
1988 e 1994 pelos consumidores industriais com consumo que excedeu 2.000 kW/h, referindo-se à segunda fase deste
empréstimo compulsório, assim como os juros não reclamados referentes a estes fundos, conforme descritos a seguir:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Circulante
Juros a pagar .....................................................................................................................................................................................
16.925
13.675
85.946
Não circulante
Fundos recebidos ..............................................................................................................................................................................
141.425
127.358
129.866
158.350
82
141.033
215.812
25
Conta de Consumo de Combustível - CCC
A Conta de Consumo de Combustível (CCC), criado pelo Decreto No. 73.102, de 7 de novembro de 1973, tem como
objetivo o grupamento da distribuição de custos relacionados ao consumo de combustível na geração de energia
termoelétrica, especialmente na Região Norte do país.
De acordo com a Lei No. 8.631, de 4 de março de 1993, a Companhia administra os montantes relacionados ao pagamento
de impostos realizados pelas concessionárias de serviço público de energia elétrica, para o crédito na Conta de Consumo de
Combustível - CCC, correspondendo a cotas anuais alocadas para despesas com combustível para a geração de energia
elétrica. Os montantes registrados em ativos circulantes, como compensação para os passivos circulantes, correspondem à
disponibilidade de recursos mantidos em uma conta bancária vinculada, e a cotas não pagas pelas concessionárias.
É importante mencionar que a Lei No. 12.111, de 09 de dezembro de 2009, introduz alterações profundas nas hipóteses
para contratar energia elétrica e receber incentivos, incluindo para lugares isolados, a serem interligados no futuro próximo.
Portanto, as provisões nela são imediatamente efetivas, a fim de permitir às Concessionárias, durante o período de transição
para o Sistema Interconectado Nacional – (SIM), mantendo os incentivos. Com essa medida, as companhias receberão o
mesmo tratamento dado às concessionárias SIN quando o modelo atual foi criado.
O propósito da Lei No. 12.111/2009 é reembolsar os custos com a geração de energia elétrica em Sistemas Isolados,
incluindo os custos relacionados com a contratação de energia elétrica, bem como a energia associada à geração própria,
para atender o sérvio de serviço público de distribuição de energia elétrica, os encargos do setor elétrico e os impostos e
investimentos realizados, que ocorrerão por meio da Conta de Consumo de Combustível Fóssil - CCC.
26
Imposto de renda e outros impostos a pagar
31 de dezembro de,
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Imposto de renda........................................................................................................................................................................................
400.167
454.235
1.120.332
Contribuição Social ...................................................................................................................................................................................
252.752
157.948
456.332
PASEP y COFINS .....................................................................................................................................................................................
153.256
147.963
231.399
ICMS .........................................................................................................................................................................................................
70.267
73.014
103.160
PAES .........................................................................................................................................................................................................
930.552
1.016.863
1.055.263
Outros ........................................................................................................................................................................................................
513.327
387.232
316.222
Total ...........................................................................................................................................................................................................
2.320.321
2.237.255
3.282.708
Passivos circulantes ..........................................................................................................................................................................
1.102.672
963.365
810.536
Passivos não circulantes ...................................................................................................................................................................
1.217.649
1.273.890
2.472.172
(a)
Incentivos fiscais - SUDENE
A Medida Provisória No. 2.199-14, de 24 de agosto de 2001, conforme emenda pela Lei No. 11.196, de 21 de novembro de
2005, autoriza as companhias da região nordeste, com projetos no setor de infraestrutura considerados pelo Executivo como
uma prioridade para o desenvolvimento regional, a reduzir seu imposto de renda com o objetivo de investimentos em
projetos de instalação, expansão, modernização ou diversificação.
Em 2008, a subsidiária Chesf obteve o direito de reduzir em 75% seu imposto de renda, calculado com base em seu lucro
operacional, conforme definido. Tal incentive foi concedido até 2017.
Este ano, os incentivos fiscais mencionados acima totalizaram R$ 380.357 (R$ 163.153 em 31 de dezembro de 200),
registrados na demonstração de resultado para o exercício como uma redução do imposto de renda.
(b)
Programa de Parcelamento Especial - PAES
As subsidiárias Furnas, Eletrosul, Eletronorte, Amazonas Energia, e Ceal optaram pelo refinanciamento de suas obrigações
fiscais. O prazo do financiamento está limitado a 180 meses e o saldo devedor é corrigido pela taxa de juros de longo prazo
- TJLP e pela SELIC.
83
27
Quota de Regulação
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Circulante
Reserva Global de Reversão - RGR .................................................................................................................................................
113.103
138.208
101.758
CCC/CDE.........................................................................................................................................................................................
53.896
22.397
33.112
Compensação financeira – recursos hídricos ...................................................................................................................................
390.792
404.767
536.115
Tarifa de Inspeção da ANEEL .........................................................................................................................................................
5.547
7.007
12.394
PROINFA.........................................................................................................................................................................................
20.902
17.054
11.259
OUTROS ..........................................................................................................................................................................................
609
584.240
589.433
695.247
28
Remuneração dos acionistas
I
O estatuto da Companhia estabeleceu um dividendo mínimo mandatório de 25% do resultado líquido, corrigido em
conformidade com a Lei das Sociedades Anônimas Brasileiras, observando a remuneração mínima para as ações
preferenciais Classe A e Classe B de 8% e 6% respectivamente, do capital relacionado a esses tipos e classes de ações,
prevendo a possibilidade de pagamento de juros sobre o capital próprio– JCP.
A tabela abaixo apresenta o resultado líquido corrigido e o montante da remuneração mínima mandatória, na forma de JPC,
imputado no dividendo mínimo, nos termos da lei aplicável, bem como a remuneração total oferecida aos acionistas, a ser
aprovada na Assembleia Geral Ordinária:
31 de dezembro de
2010
Resultado líquido para o exercício.........................................
2.247.913
(-)Ajustes de Avaliação .........................................................
(3.166.317)
= Base de cálculo ...................................................................(918.404)
Dividendo mínimo
(+)Realização da Reserva de Reavaliação ............................. 16.092
(+)Reversão de reserva de lucros ...........................................
2.205.694
Dividendo mínimo estatutário – ações
preferenciais ...................................................................... 370.755
Remuneração oferecida aos acionistas
Dividendo mínimo (JCP) sobre o rendimento para
o exercício ......................................................................... 370.755
Dividendos adicionais (JCP) – ações ordinárias .................... 753.201
1.123.956
Em 2010, a Eletrobrás registrou juros sobre o capital próprio - JCP que totalizaram R$ 370.755 (R$ 741.509 em 2009)
como remuneração total aos acionistas, atribuída aos dividendos para aquele exercício, de acordo com as provisões
estatutárias, cuja remuneração, por ação, foi realizada como descrita a seguir:
31 de dezembro de
2010
Remuneração por ação - Expressos em R$
Ações ordinárias
Ações preferenciais Classe A
Ações preferenciais Classe B
31 de dezembro de
2009
3,6029% do capital (2009 -1,77%)
0,83
0,41
9,4118 % do capital (2009 9,41%)
2,17
2,17
7,0588% do capital (2009 -7,06%)
1,63
1,63
Conforme as leis fiscais em vigor, um imposto de renda de 15% é cobrado sobre a remuneração proposta aos acionistas
como juros sobre o capital.
84
A correção cobre o período de 1 de janeiro de 2010 até a data do início efetivo do pagamento da remuneração, sendo que a
data definida foi definida pela Assembleia Geral Ordinária, na qual avaliará as Demonstrações financeiras atuais e proporá
a alocação dos resultados deste exercício. A parte relacionada à atualização monetária, calculada pela taxa SELIC, de
acordo com a legislação em vigor, está sujeita a imposto de renda retido na fonte.
Em conformidade com as resoluções da 50ª. Assembleia Ordinária dos Acionistas, que aconteceu em 30 de abril de 2010, o
pagamento da remuneração dos acionistas para o exercício 2009, na forma de JCP, teve início em 18 de maio de 2010.
II
O Conselho de Administração da Companhia decidiu em janeiro de 2010, pelo pagamento do saldo da Reserva Especial de
Dividendos Não Distribuídos em quatro prestações anuais, a partir do ano de 2010. Essa decisão teve como base a melhoria
na posição de caixa da Companhia no exercício de 2009.
Os indivíduos e as companhias titulares de ações da Eletrobrás em 29 de janeiro de 2010 têm direito a receber o pagamento
mencionado.
Ainda de acordo com o estatuto da Eletrobrás, os fundos referidos continuarão a ser corrigidos pela variação da taxa SELIC
até a data do pagamento efetivo de cada parcela, com a retenção do imposto de renda retido na fonte, in conformidade com
a legislação em vigor.
O saldo da remuneração dos acionistas, indicado sob “passivos circulantes”, inclui a quantia de R$ 167.211 (R$ 219.153
em 31 de dezembro de 2009 e R$ 154.401, em 1 de janeiro de 2009), relacionados às remunerações não reclamadas para os
anos de 2007, 2008, 2009 e 2010. A remuneração relacionada ao ano de 2006 e aos anos anteriores prescreveram, de acordo
com o estatuto da Empresa.
29
Contas a pagar ao Tesouro Nacional Brasileiro
Circulante
31 de
dezembro de
2010
Aquisição de ações da CEEE-GT e
CEEE-D
Outros
30
31 de
dezembro de
2009
Não circulante
1 de janeiro de
2009
31 de
dezembro de
2010
31 de
dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
85.904
6.866
68.720
7.316
62.231
10.005
234.313
16.172
287.646
23.660
362.601
40.828
92.770
76.036
72.236
250.485
311.306
403.429
Benefícios Pós-Emprego
As companhias no Sistema Eletrobrás patrocinam planos de pensão para seus funcionários, bem como planos de assistência
médica e seguro de vida de pós-emprego em certos casos. Estes benefícios são classificados como benefícios definidos.
Em virtude da estrutura descentralizada do Sistema Eletrobrás, cada segmento patrocina seu próprio pacote de benefícios de
pós-emprego. Em geral, o Grupo oferece aos seus aposentados atuais e futuros e seus dependentes, benefícios como pensão,
seguro saúde e seguro de vida pós-emprego, conforme apresentado na seguinte tabela:
Benefícios Pós-Emprego patrocinados por companhias do Sistema Eletrobrás
Benefícios do plano de pensão
Empresa
Plano DB
Plano Liquidado
Plano DC
Outros benefícios do plano de pensão
Seguro de vida
Seguro saúde
Eletrobrás .....................................................................................................................................................................................................
X
X
X
Amazonas ....................................................................................................................................................................................................
X
X
Boa Vista .....................................................................................................................................................................................................
X
X
X
Ceal ..............................................................................................................................................................................................................
X
X
X
Cepisa ..........................................................................................................................................................................................................
X
CGTEE ........................................................................................................................................................................................................
X
Chesf ............................................................................................................................................................................................................
X
X
X
X
Eletronorte ...................................................................................................................................................................................................
X
X
X
X
Eletronuclear ................................................................................................................................................................................................
X
X
X
Eletrosul .......................................................................................................................................................................................................
X
X
X
Furnas ..........................................................................................................................................................................................................
X
X
X
X
85
Com a adoção da IFRS, a Administração da companhia decidiu alterar a política contábil para o reconhecimento dos ganhos
e perdas atuariais, adotando desde 1 de janeiro de 2009, a política de reconhecimento imediato dos ganhos e perdas
atuariais diretamente em Outros resultados abrangentes.
Os resultados do Grupo Eletrobrás são apresentados a seguir. A data de avaliação para cada ano é 31 de dezembro, bem
como para o cálculo do valor justo dos ativos dos planos
As tabelas abaixo apresentam a reconciliação do valor presente das obrigações dos benefícios definidos e o valor justo dos
ativos do plano com as quantias registradas no balanço patrimonial para os benefícios de pensão e para os benefícios de
pós-emprego.
Tabela 1a - Planos de benefícios de pensão - Quantias reconhecidas no balanço e na demonstração de resultado do
exercício
2010
2009
2008
Valor presente das obrigações atuariais total ou
parcialmente financiadas .......................................................................................................................................................................
16.998.502
14.424.138
13.297.053
Valor justo dos ativos dos planos...............................................................................................................................................................
(19.238.810)
(14.984.812)
(12.366.388)
Valor presente das obrigações que excedem o valor
justo dos ativos ......................................................................................................................................................................................
(2.240.308)
(560.674)
930.665
Compensação de quotas – Plano DC .........................................................................................................................................................
(360.959)
62.548
(34.289)
Quantia máxima de ativos atuariais sujeitos a
reconhecimento no final do exercício ...................................................................................................................................................
Dívida entre patrocinador e plano ..............................................................................................................................................................
1.057.783
1.314.210
1.975.677
Passivo/(ativo) de benefícios pós-emprego................................................................................................................................................
1.621.389
1.589.104
2.212.513
Quantia acumulada em OCI no final do exercício .....................................................................................................................................
(455.604)
513.389
(800.711)
Custo atual do serviço ................................................................................................................................................................................
241.651
214.860
n/a
Custo dos juros sobre os passivos atuariais ...............................................................................................................................................
1.388.730
1.391.289
n/a
Contribuições esperadas dos participantes (-) ............................................................................................................................................
(223.581)
(206.651)
n/a
Rendimento esperado dos ativos (-) ...........................................................................................................................................................
(1.439.109)
(1.184.816)
n/a
Despesa/(Receita) reconhecido no exercício .............................................................................................................................................
(32.309)
214.682
n/a
Tabela 1b - Outros benefícios pós-emprego– Quantias reconhecidas no balanço e na demonstração de resultado para
o exercício
2010
2009
2008
Valor presente dos passivos atuariais sem financiamento .........................................................................................................................
885.207
754.057
477.529
Valor justo dos ativos dos planos
Valor presente das obrigações que excedem o valor justo dos
ativos .....................................................................................................................................................................................................
885.207
754.057
477.529
Quantia máxima de ativos atuariais sujeitos a reconhecimento
no final do exercício
Dívida entre patrocinador e plano
Passivo/(ativo) de benefícios pós-emprego................................................................................................................................................
885.207
754.057
477.529
Quantia acumulada em OCI no final do exercício
Custo atual do serviço ................................................................................................................................................................................
10.757
11.065
n/a
Custo dos juros sobre os passivos atuariais ...............................................................................................................................................
33.176
10.650
n/a
Contribuições esperadas dos participantes (-) ............................................................................................................................................
n/a
Rendimento esperado dos ativos (-) ...........................................................................................................................................................
n/a
86
2010
2009
2008
Despesa/(Receita) reconhecido no exercício .............................................................................................................................................
43.933
21.715
n/a
87
(a)
Divulgação de benefícios de pensão
Resultados consolidados dos benefícios de pensão – reconciliação do valor presente dos passivos de benefícios definidos:
Tabela 2a - Planos de benefícios de pensão – Alterações no valor presente dos passivos atuariais
2010
2009
2008
Valor presente dos passivos atuariais no início do
exercício ................................................................................................................................................................................................
14.424.138
13.297.053
Custo atual do serviço ................................................................................................................................................................................
241.651
214.860
Juros sobre passivos atuariais ....................................................................................................................................................................
1.388.730
1.391.289
Benefícios pagos no exercício (-) ..............................................................................................................................................................
869.157
861.266
Compensação de cotas - Plano DC
249.922
(60.524)
Perdas/(ganhos) atuariais ...........................................................................................................................................................................
312.176
221.970
Valor presente de passivos atuariais no final do
exercício ................................................................................................................................................................................................
16.998.502
14.424.138
13.297.053
Resultados consolidados dos benefícios de pensão - reconciliação do valor justo dos ativos dos planos:
Tabela 2b - Planos de benefícios de pensão – Alterações e detalhes do valor justo dos ativos dos planos
2010
2009
2008
Valor justo dos ativos dos planos no início do
exercício ................................................................................................................................................................................................
14.984.812
12.366.388
Benefícios pagos durante o ano .................................................................................................................................................................
869.157
861.266
Contribuições dos participantes pagas durante o ano ................................................................................................................................
191.105
172.699
Contribuições do empregador pagas durante o ano ..................................................................................................................................
215.972
501.323
Compensação de cotas – Plano DC ...........................................................................................................................................................
311.034
143.779
Rentabilidade esperada dos ativos no ano..................................................................................................................................................
3.035.964
2.535.082
Valor justo dos ativos dos planos no final do exercício .............................................................................................................................
19.238.810
14.984.812
12.366.388
(Ganhos)/Perdas dos ativos dos planos ......................................................................................................................................................
(1.564.380)
(1.316.314)
Resultados consolidados dos benefícios de pensão – Montante reconhecido em Outros resultados abrangentes:
Tabela 2c - Planos de benefícios de pensão – Alterações em Outros resultados abrangentes - ORA
2010
2009
2008
Quantia acumulada em OCI no final do exercício .....................................................................................................................................
513.389
(800.711)
Total perdas/(ganhos) atuariais do exercício .............................................................................................................................................
(1.050.993)
(1.444.449)
Alterações nos efeitos do reconhecimento do limite de
ativos no período ...................................................................................................................................................................................
1.289.439
512.332
Ajuste a dívida registrado em OCI.............................................................................................................................................................
(1.207.439)
2.246.217
Efeito da adoção da IAS 19 registrado em OCI .........................................................................................................................................
(800.711)
Quantia acumulada em OCI no final do exercício .....................................................................................................................................
(455.604)
513.389
(800.711)
Resultados consolidados dos benefícios de pensão – Alterações em ativos/passivos de benefícios pós-emprego no ano:
88
Tabela 2d - Planos de benefícios de pensão - Alterações em ativos/passivos de benefícios pós-emprego a partir de
benefícios pós-emprego
2010
2009
2008
Passivo/(ativo) de benefícios pós-emprego no início do
exercício ................................................................................................................................................................................................
1.589.104
2.215.513
Despesa/(Receita) reconhecida na demonstração de
rendimentos ...........................................................................................................................................................................................
(32.309)
214.682
Contribuições do empregador pagas durante o ano (-) .............................................................................................................................
(215.972)
(501.323)
(Ganhos)/perdas atuariais reconhecidos imediatamente
em OCI ..................................................................................................................................................................................................
(1.050.993)
(1.444.449)
Aumento/(diminuição) no montante máximo de ativos
atuariais sujeitos a registro no exercício ...............................................................................................................................................
1.289.439
512.332
Compensação de cotas – Plano DC ...........................................................................................................................................................
358.942
592.349
Ajuste a dívida registrado em OCI.............................................................................................................................................................
(316.822)
Efeito da adoção da IAS 19 .......................................................................................................................................................................
2.215.513
(Ativo)/passivo de benefícios pós-emprego no final do
exercício ................................................................................................................................................................................................
1.621.389
1.589.104
2.215.513
(b)
Divulgação de outros benefícios pós-emprego
Resultados consolidados de outros benefícios pós-emprego – reconciliação do valor presente dos passivos de benefícios
definidos:
Tabela 3a - Planos de benefícios de pensão – Alterações no valor presente de passivos atuariais
2010
2009
2008
Valor presente de passivos atuariais no início do exercício .......................................................................................................................
754.057
477.529
Custo atual do serviço ................................................................................................................................................................................
10.757
11.065
Juros sobre passivos atuariais ...................................................................................................................................................................
33.176
10.650
Benefícios pagos no ano (-) .......................................................................................................................................................................
8.414
7.533
Perdas/(ganhos) atuariais ...........................................................................................................................................................................
78.803
247.280
Valor presente de passivos atuariais no final do exercício ........................................................................................................................
392.506
754.057
477.529
Resultados consolidados de outros benefícios pós-emprego - reconciliação do valor justo dos ativos dos planos:
Tabela 3b – Outros planos de benefícios pós-emprego – Alterações e detalhes do valor justo dos ativos dos planos
2010
2009
2008
Valor justo dos ativos dos planos no início do exercício ...........................................................................................................................
Benefícios pagos durante o ano .................................................................................................................................................................
8.414
7.533
Contribuições dos participantes pagas durante o ano ................................................................................................................................
Contribuições do empregador pagas durante o ano ..................................................................................................................................
8.414
7.533
Rendimento esperado dos ativos no exercício ...........................................................................................................................................
Valor justo dos ativos no final do exercício ...............................................................................................................................................
Perdas/(ganhos) atuariais
Rentabilidade esperada dos ativos no ano
89
Tabela 6a - Planos de benefícios de pensão - Ajustes por experiência do plano
2010
2009
Valor presente das obrigações atuariais total ou
parcialmente financiadas ..........................................
Valor justo dos ativos dos planos ..................................
16.998.502
(19.238.810)
14.424.138
(14.984.812)
Excedente/(Déficit) .......................................................
(2.240.308)
(560.674)
Ajustes por experiência nos passivos do plano .............
Ajustes por experiência nos ativos do plano .................
312.176
(1.564.380)
221.970
(1.316.314)
Tabela 6b - Outros benefícios pós-emprego - Ajustes por experiência do plano
Valor presente das obrigações atuariais total ou
parcialmente cobertas .........................................................
Ajustes por experiência nos passivos do plano .......................
(c)
2010
2009
392.506
20.522
336.466
(39.084)
Hipóteses atuariais
As hipóteses atuariais apresentadas abaixo foram usadas no cálculo do passivo de benefício definido e das despesas do
exercício.
Hipóteses atuariais para 31 de dezembro de 2010
Hipóteses
Eletrobrás
Taxa real de desconto
atuarial anual ..............
5,50%
Taxa de inflação real
anual projetada ...........
4,50%
Taxa de rentabilidade
real anual de ativos .....
10,25%
Taxa de crescimento
real anual dos
salários .......................
2,00%
Taxa de crescimento
real anual dos
custos médicos ...........
n/a
Taxa de crescimento
real anual do
benefício .....................
0,00%
Fator de capacidade.........
100%
Turnover .........................
0,00%
Mortalidade geral ............ AT-2000
Mortalidade de
deficientes .................. AT-83
Entradas de
deficiência ..................
LIGHT weak
Porcentagem de
pessoas casadas ..........
95%
Diferença de idade
H - M .......................... 4 anos
Amazonas
Boa Vista
Ceal
Cepisa
CGTEE
6,00%
6,00%
5,00%
6,00%
6,00%
4,50%
4,50%
4,50%
4,50%
4,50%
10,77%
10,77%
9,73%
10,77%
10,77%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
n/a
1,00%
n/a
n/a
n/a
0,00%
100%
0,00%
AT-83
0,00%
100%
0,00%
AT-83
AT-83
AT-83
0,00%
100%
0,00%
AT-83
0,00%
100%
0,00%
AT-83
AT-83
AT-83
0,00%
100%
0,00%
AT-2000
AT-83
LIGHT weak
LIGHT weak
LIGHT weak
LIGHT weak
LIGHT weak
95%
95%
95%
95%
95%
4 anos
4 anos
90
4 anos
4 anos
4 anos
Hipóteses
CHESF
Taxa real de desconto atuarial anual ....
6,00%
Taxa de inflação real anual
projetada ..........................................
4,50%
Taxa de rentabilidade real anual de
ativos ...............................................
N/I
Taxa de crescimento real anual dos
salários ............................................
2,00%
Taxa de crescimento real anual dos
custos médicos ................................
n/a
Taxa de crescimento real anual do
benefício ..........................................
0,00%
Fator de capacidade..............................
100%
Turnover ..............................................
0,00%
Mortalidade geral .................................
AT-83
Mortalidade de deficientes ...................
AT-83
Entradas de deficiência ........................ LIGHT weak
Porcentagem de pessoas casadas..........
95%
Diferença de idade H - M.....................
4 anos
(d)
Eletronorte
Eletronuclear
Eletrosul
Furnas
6,00%
6,00%
5,00%
6,00%
4,50%
4,50%
4,50%
4,50%
N/I
10,77%
9,73%
10,77%
2,00%
2,00%
2,00%
2,00%
N/I
1,00%
1,00%
1,00%
0,00%
100%
0,00%
AT-2000
AT-83
LIGHT weak
95%
4 anos
0,00%
100%
0,00%
AT-2000
AT-83
LIGHT weak
95%
4 anos
0,00%
100%
0,00%
AT-83
AT-83
LIGHT weak
95%
4 anos
0,00%
100%
0,00%
AT-83
AT-83
LIGHT weak
95%
4 anos
Efeitos de um ponto percentual nas taxas de alteração de tendência dos custos médicos
A tabela a seguir apresenta os efeitos no valor presente do passivo de benefícios definidos e no custo atual dos serviços e os
custos de juros decorrentes do aumento e da diminuição de um ponto percentual na taxa de tendência dos custos médicos.
As alterações nas tendências das taxas para custos médicos:
Alterações nas taxas de custos médicos
CHESF
Efeitos sobre o serviço e custos por juros – acréscimo de 1% (2,0%) .........
Efeitos sobre o serviço e custos por juros – redução de 1% (0%)................
Efeitos sobre o passivo de benefício definido – acréscimo de 1% (2,0%) ...
Efeitos sobre o passivo de benefício definido – redução de 1% (0%) .........
91
2
1
8
6
Eletronorte
6.010
4.526
40.192
29.723
Eletronuclear
2.916
5.569
19.439
38.386
Eletrosul
623
577
4.277
4.020
Furnas
23.985
17.366
163.103
117.283
(e)
Quantias incluídas no valor justo dos ativos do plano
Categoria do ativo
Eletrobrás
Quantias imediatamente disponíveis .........
Pensão a realizar .......................................
Investimentos em títulos públicos .............
Investimentos em ações ............................
Investimentos em fundos ..........................
Investimentos em imóveis .........................
Empréstimos e financiamentos .................
Créditos e depósitos privados ...................
Outros .......................................................
Pensão a pagar (-) .....................................
Investimentos a pagar (-) .........................
2
17.027
721.794
270.507
1.044.770
104.576
117.264
242.399
77.171
(4.627)
(3.095)
5
103
34.447
1.074
35.552
2.791
7.622
2.587.788
101.599
Categoria do ativo
Quantias imediatamente disponíveis .........
Pensão a realizar .......................................
Investimentos em títulos públicos .............
Investimentos em ações ............................
Investimentos em fundos ..........................
Investimentos em imóveis .........................
Empréstimos e financiamentos .................
Créditos e depósitos privados ...................
Outros .......................................................
Pensão a pagar (-) .....................................
Investimentos a pagar (-) .........................
CHESF
1.667
38.755
2.185.223
549.441
1.258.115
36.075
235.162
26.730
(20.402)
(123.224)
4.187.542
31
Amazonas
Boa Vista
10
36
8.968
279
10.540
736
1.617
20.978
(963)
(10)
Eletronorte
Ceal
5.182
(132)
(17)
27.219
Eletronuclear
92
11.504
475.461
14.365
396.673
41.198
51.614
377.631
126
(2.113)
(3.764)
1.362.787
435
17.073
7.407
310.072
18.399
4.223
(24.128)
(842)
332.639
Eletrosul
84
4.936
264
2.026
1.395.204
33.639
35.875
19.895
34.304
(19.583)
(21)
46
27.290
404.983
1.506.623
Cepisa
CGTEE
1.490
1
278
967
71.147
35.803
53.631
2.340
6.465
130.451
4.178
3.833
26.557
(3.212)
(991)
(105)
(18)
139.830
Furnas
Consolidado
(14.031)
(21.005)
(5.547)
17.838
7.396.350
180.002
251.911
23.021
105.899
(774.043)
(176)
4.362
760.603
3.902.287
898.740
12.503.304
428.675
760.406
662.945
287.140
(870.313)
(137.705)
917.468
7.843.967
19.200.444
471.946
23.142
30.644
255
642.910
192.985
Provisões para contingências
Na data das demonstrações financeiras, a Empresa registrou as seguintes provisões para passivos contingentes, por
natureza:
31 de dezembro de
2010
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Circulante
Trabalhistas ......................................................................................................................................................................................
80.355
90.266
78.438
Fiscais...............................................................................................................................................................................................
105.013
23.454
75.110
Cíveis ...............................................................................................................................................................................................
63.368
131.118
149.904
Outros ...............................................................................................................................................................................................
8.844
7.870
257.580
252.708
303.452
Não circulante
Trabalhistas ......................................................................................................................................................................................
814.248
719.869
731.922
Fiscais...............................................................................................................................................................................................
177.294
190.046
208.750
Cíveis ...............................................................................................................................................................................................
2.672.024
2.449.066
2.672.119
Outros ...............................................................................................................................................................................................
237.723
169.936
156.875
92
3.901.289
3.528.917
3.769.666
4.158.869
3.781.625
4.073.118
A Eletrobrás e suas subsidiárias são partes envolvidas em diversas ações judiciais, principalmente cíveis e trabalhistas, as
quais estão em diversos estágios de julgamento. A Administração da Companhia adota o procedimento de classificar as
ações judiciais movidas contra a Companhia por risco de perda, com base no parecer de seus consultores jurídicos,
conforme descrito a seguir:
•
provisões são feitas para os processos com um provável resultado desfavorável para uma Empresa;
•
para os processos com um possível resultado desfavorável para a Empresa, as informações correspondentes são
divulgadas em notas explicativas, se for o caso, e
•
para os processos com um resultado desfavorável remoto para a Empresa, somente as informações que a critério da
Administração são consideradas como importantes para o total entendimento das Demonstrações financeiras estão
divulgadas nas Notas Explicativas.
Portanto, a fim de cobrir as perdas, fazemos provisões para contingências, conforme mencionado acima, líquido de
depósitos judiciais e considerados pela Administração da Companhia e suas subsidiárias, e por seus consultores jurídicos,
que sejam suficientes para cobrir as perdas em ações judiciais de qualquer natureza, neste exercício fiscal, com a seguinte
composição:
Saldo em 1 de janeiro de 2009 .................................................
4.073.118
Constituição de provisão ................................................
563.247
Reversões de provisão ....................................................
(498.894)
Pagamentos ....................................................................
(232.453)
Atualização monetária ....................................................
(123.394)
Saldo em 31 de dezembro de 2009 ..........................................
3.781.624
Constituição de provisão ................................................
674.074
Reversões de provisão ....................................................
(251.330)
Pagamentos ....................................................................(59.930)
Atualização monetária ....................................................14.431
Saldo em 31 de dezembro de 2010 ..........................................
4.158.869
1
Ações movidas contra a Companhia e suas subsidiárias, que estão provisionadas:
1.1
Ações cíveis
1.1.1
Na matriz
A provisão para contingências cíveis na companhia matriz, totalizando R$ 1.290.567 (31 de dezembro de 2009 - R$
1.317.575 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 1.416.819), corresponde às ações judiciais que reivindicam a aplicação dos critérios
do correção monetária diferentes daqueles definidos por legislação específica aos créditos escriturais do empréstimo
compulsório estabelecido a partir de 1978.
Estas ações judiciais são diferentes daquelas que buscam o resgate dos títulos ao portador, atualmente inexequíveis,
emitidos como resultado do empréstimo compulsório.
As demandas que estão relacionadas às provisões contestam o sistema de cálculo da correção monetária determinado pelas
leis que regem o empréstimo compulsório, que é usado para atualizar os créditos estabelecidos a partir de 1978. Estes
créditos foram liquidados em sua totalidade pela Eletrobrás através de conversões em ações nas Assembleias Gerais
Extraordinárias de nº 72, 82 e 142 da Eletrobrás.
Atualmente, há 1.537 ações judiciais em várias instâncias judiciais e a Administração da Empresa, amparada por seus
conselheiros legais, estima entre oito a dez anos como um prazo médio para resolver definitivamente as ações judiciais em
andamento.
Em uma decisão promulgada em 12 de agosto de 2009, que se refere aos fundos do Empréstimo compulsório, o Superior
Tribunal de Justiça (STJ) concedeu parcialmente os recursos interpostos pela Eletrobrás, uma vez que os créditos das 1ª e 2ª
conversões foram considerados prescritos. A taxa Selic também foi considerada não aplicável ao capital, com juros apenas
na data de intimação. A conversão destes fundos foi mantida a seu valor contábil.
Como resultado desta decisão, as hipóteses de cálculo consideradas no processo de avaliação da provisão foram revisadas
levando em consideração os impactos oriundos dos aspectos legais e metodológicos resultantes da decisão do tribunal.
Portanto, a Administração da Companhia mantém uma provisão de R$ 1.290.567, correspondente a 100% dos prejuízos
esperados.
1.1.2
Nas subsidiárias
93
1.1.2.1
Na subsidiária Chesf:
(a)
Apesar de ser considerado pela Administração, amparado pelos conselheiros legais da Empresa, como um processo de risco
de perda remoto, existe uma ação de cobrança em andamento apresentada pela Construtora Mendes Júnior S.A., contratada
para construir a Usina Hidrelétrica de Itaparica, por supostas perdas financeiras resultantes de atrasos nos pagamentos de
faturas pela Empresa.
A ação de cobrança referida está baseada na Ação Declaratória feita com o propósito de declarar a existência de uma
relação de crédito entre a Mendes Júnior e a Chesf, assegurando o reembolso financeiro.
Nesta ação de cobrança a Construtora Mendes Junior S.A. recebeu a sentença do Juiz do 4º Circuito, subsequentemente
revogada, que condenou a Chesf a pagar o valor, incluindo honorários advocatícios e inflação durante o mês de agosto de
1996, calculado de acordo com os critérios determinados pelo tribunal - de aproximadamente R$ 7 bilhões, não atualizados
desde esta data.
Após a decisão da Suprema Corte do Brasil sobre o não reconhecimento do recurso especial apresentado pela Construtora
Mendes Júnior, e a ratificação da decisão da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco, anulando a sentença, e
determinando a redistribuição do processo para um dos Tribunais Federais de Pernambuco, o processo foi enviado para o
12° Tribunal Federal, sob o número 2000.83.00.014864-7 para nova inspeção e nova sentença.
A inspeção foi apresentada. Deve ser mencionado que o Inspetor, respondendo à questão da Chesf, declarou “não é
possível, a partir da análise dos registros contábeis da Mendes Júnior, declarar que ela levantou fundos no mercado
financeiro, nos períodos em que existiam pagamentos atrasados de faturas, especificamente para o financiamento das obras
em Itaparica". Essa resposta foi confirmada pela análise feita pelo Assistente Técnico da Chesf, que incluiu um exame
detalhado das demonstrações financeiras da Mendes Júnior. Com base nestes resultados, a Chesf solicitou o indeferimento
da ação judicial.
O Ministério Público Federal apresentou um pedido para declaração de nulidade de todo o processo e em sua essência,
solicitou o indeferimento da ação judicial.
A ação judicial foi julgada procedente em parte com base na sentença publicada em 8 de março de 2008. Contra a sentença,
a Chesf apresentou solicitações para esclarecimentos, chefiada pelo Excelentíssimo Juiz através de uma decisão que
esclareceu alguns aspectos da sentença relacionados ao cálculo da dívida da Chesf com a Mendes Júnior.
Contra esta sentença a Chesf apresentou um recurso, pedindo o indeferimento total da ação judicial, considerando que, em
sua ação de cobrança, a Mendes Junior deveria, com o objetivo de justificar qualquer tipo de compensação financeira, em
conformidade com a decisão da Ação Declaratória apresentada anteriormente, provar que levantou fundos especificamente
para financiar as obras de Itaparica, em virtude do atraso no pagamento por parte da Chesf de algumas faturas e que os
custos financeiros que foram incorridos com esta captação de fundos, teriam sido maiores que os encargos adicionais totais
pagos pela Chesf provenientes destes atrasos. O Governo Federal e o Ministério Público Federal interpuseram um recurso
com a mesma orientação que a apresentada pela Chesf.
Na sessão realizada em 25 de outubro de 2010, o Tribunal Federal da 5ª Região julgou procedente o recurso interposto pela
Chesf, Ministério Público Federal e da União e julgou esta ação completamente infundada. Existem informações de
recursos especiais e extraordinários interpostos pela Construtora Mendes Júnior e o Sindicato, embora a Chesf não tenha
sido intimada a apresentar quaisquer contra-argumentos com relação a estes recursos. Em 31 de dezembro de 2010, a
Companhia estava esperando por quaisquer recursos eventuais pela contratada Mendes Júnior.
Considerando a decisão pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, consideramos o risco de perda da Chesf nesta ação
judicial como remota.
(b)
A Chesf é autora de uma ação judicial pleiteando a declaração de nulidade parcial do aditivo ao contrato de turn-key (ajuste
de preço analítico fator – K) da Usina Hidrelétrica de Xingó, executado com um consórcio abrangendo a Companhia
Brasileira de Projetos e Obras - CBPO, a CONSTRAN S.A. - Construções e Comércio e a Mendes Júnior Engenharia S.A.,
assim como a devolução dos valores pagos, como fator-K, na quantia aproximada de R$ 350 milhões, em dobro.
A ação judicial foi apresentada no tribunal federal, mas por decisão do Tribunal Regional Federal – 5ª Região será tratada
no Tribunal Estadual de Pernambuco. A ação judicial apresentada pela companhia foi considerada infundada. A
reconvenção apresentada pelos réus obteve uma posição favorável do juiz do 12º Tribunal Civil do Tribunal Distrital de
Recife e a decisão foi confirmada pela 2ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
A Chesf e o Governo Federal, assistente da Chesf nesta ação judicial, interpuseram recursos especiais e extraordinários para
discutir a decisão proferida no processo principal e as decisões proferidas nesta ação judicial que possam anulá-la. Em
agosto de 2010, o Tribunal Superior de Justiça concedeu ajuda a um destes recursos especiais apresentados pela Chesf,
reduzindo a quantia em controvérsia, implicando assim em uma redução substancial dos honorários advocatícios a serem
pagos, por fim, no processo principal. O Tribunal Superior de Justiça rejeitou os outros recursos interpostos pela Chesf e
pelo governo federal, respeitando a decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que considerou como infundadas as
ações declaratórias apresentadas pela Chesf e concedeu auxílio à reconvenção apresentada pelos réus. O Tribunal Superior
94
de Justiça reduziu substancialmente os honorários advocatícios. As partes ainda não foram notificadas sobre estas decisões
e provavelmente elas podem recorrer destas decisões.
Em novembro de 1998, os réus solicitaram uma execução provisória da decisão, no valor de R$ 245 milhões e o processo
foi suspenso conforme determinado pelo procurador-chefe do Tribunal Superior de Justiça (PET 1621). Esta liminar foi o
assunto do agravo de instrumento do Consórcio, que foi julgado em 24 de junho de 2002, deferindo, por unanimidade, a
liminar previamente concedida pelo procurador-chefe do Tribunal Superior de Justiça, removendo assim a possibilidade de
executar os montantes resultantes do processo, antes da decisão judicial final e sem direito a recurso.
Subsequentemente, os réus apresentaram um processo para o cálculo da sentença perante o juiz do 12º Tribunal Cível do
Recife, sob o pressuposto de que todos os recursos da Chesf e do Governo Federal foram negados.
Nos registros deste processo para o cálculo da sentença, o juiz do 12º Tribunal Cível reconheceu que a competência para
julgar esta afirmação é do tribunal federal, considerando que o governo federal é a parte interessada no caso. O Consórcio
Xingó interpôs um agravo de instrumento contra esta decisão e o Tribunal de Justiça de Pernambuco alterou sua decisão e
determinou que os tribunais estaduais fossem a jurisdição competente para julgar o processo para o cálculo da sentença. A
Chesf e o governo federal interpuseram recursos especiais e extraordinários contra esta decisão, que estão pendentes de
julgamento.
Subsequentemente, o Juiz Substituto no 12º Tribunal Distrital Civil do Recife proferiu uma decisão que fixa o montante da
sentença em R$ 842.469 e a Chesf interpôs um pedido de esclarecimento de julgamento contra tal decisão, considerando
que ela não expressa uma opinião sobre as várias contestações interpostas pela Chesf no relatório da perícia apresentado
pelo especialista do tribunal.
O juiz do 12º Tribunal Civil destituiu o processo para o cálculo da sentença, uma vez que a matéria estava sub judice no
Tribunal Superior de Justiça; contra tal decisão, o Consórcio Xingó interpôs um agravo de instrumento no Tribunal de
Justiça de Pernambuco; que está pendente de julgamento.
A administração, com base no parecer de seus conselheiros legais e com base nos cálculos que incluem a suspensão do
pagamento das parcelas do fator-K e ajustes monetários respectivos, mantém uma provisão registrada sob passivos não
circulantes, em 31 de dezembro de 2010 no valor de R$ 427.193 com o objetivo de cobrir prejuízos oriundos desta questão.
Esta disposição corresponde à glosa parcial do Fator K entre julho de 1990 e dezembro de 1993, em conformidade com a lei
Nº 8030/1990 e suspensão total do pagamento do Fator K, entre janeiro de 1994 e janeiro de 1996, como a Companhia
entende.
Não existe prazo para a conclusão da disputa.
1.1.2.2
Na subsidiária Eletronorte
Diversas ações cíveis de natureza compensatória por perdas financeiras, em virtude de pagamentos atrasados aos
Fornecedores e de desapropriação de áreas inundadas pelos reservatórios das usinas hidrelétricas. O valor estimado da
provável perda é de R$ 553.313.
1.2
Reclamações trabalhistas
1.2.2
Nas subsidiárias
1.2.2.1
Na subsidiária Furnas
(a)
Data de referência dos Engenheiros
O sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro apresentou reclamações trabalhistas com o objetivo de recuperar as
diferenças salariais relacionadas à mudança na data de referência dos engenheiros. Estas reclamações estão em fase de
cálculo da sentença. O valor estimado para cobrir perdas ocasionais que sejam consideradas prováveis pelos consultores
jurídicos, em 31 de dezembro de 2010, é de R$ 32.267.
(b)
Prêmio por trabalho perigoso
Várias ações judiciais foram apresentadas solicitando prêmio por trabalho perigoso, entendendo que a porcentagem total
deverá ser concedida e não uma porcentagem proporcional para todos os funcionários que trabalham sob o risco de
eletricidade.
(c)
Complemento de aposentadoria
Refere-se ao saldo a pagar relacionado ao complemento de aposentadoria – igualdade com os funcionários ativos.
1.2.2.2
Na subsidiária Eletronorte
95
Várias ações judiciais, em sua maioria oriundas de ações relacionadas ao prêmio por trabalho perigoso, o Plano Bresser,
horas extras, o cálculo de multa de FGTS e o alinhamento da curva de remuneração. A perda estimada provável é de R$
168.008.
1.2.2.3
Na subsidiária Cepisa
Os processos referem-se a várias ações judiciais apresentados contra a Cepisa, por funcionários atuais ou ex-funcionários,
envolvendo hora extra, prêmio por trabalho perigoso, prêmio por trabalho árduo, suportes de equivalência/salários,
insalubridade, diferenças no FGTS, indenização para danos morais oriundos de acidentes de trabalho e reintegração de
trabalhadores demitidos, totalizando o valor de R$ 46.096.
1.3
Ações fiscais
1.3.1
Nas subsidiárias
1.3.1.1
Na subsidiária Furnas
Avisos de autos de infração - FINSOCIAL, COFINS e PASEP
Em 3 de maio de 2001, a Companhia recebeu avisos de auto de infração relacionados ao FINSOCIAL, COFINS e PASEP,
no valor atualizado de R$ 1.098.900 (R$ 791.796 histórico), como resultado das exclusões nas bases de cálculo
relacionadas principalmente para a transferência de energia e transporte de ITAIPU por um período de dez anos. Estes
avisos de autos de infração sobrepuseram outros avisos emitidos em 1999 por um período de inspeção de cinco anos, no
valor de R$ 615.089, que foram utilizados para a adesão ao programa de recuperação fiscal – Refis, em 1 de março de 2000
e transferidos em 31 de julho de 2003 para o Programa de Parcelamento Especial – Paes.
Em 12 de junho de 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu a súmula vinculante 8 na qual a aplicação de avisos de
autos de infração foi reduzida para cinco (5) anos e o valor atualizado de R$ 1.098.900 é agora R$ 241.441.
A Empresa, com base nas últimas decisões da Receita Federal, registrou a provisão para riscos fiscais de R$ 89.318
relacionada ao Pasep / Cofins na exclusão do cálculo base da Reserva Global de Reversão (RGR) para os períodos entre
outubro de 1995 e setembro de 2000, outubro de 2005 e março de 2007. A diferença de R$ 195.187 refere-se a outras
exclusões destes cálculos base, ainda na fase de julgamento, onde a Furnas teve chances possíveis de sucesso, de acordo
com o entendimento do departamento legal.
1.3.1.2
Na subsidiária Chesf
(a)
A subsidiária possui questões que basicamente envolvem ações para a anulação dos avisos de autos de infração; pedidos de
restituição de crédito (PIS/PASEP - COFINS) e outros impostos especiais. A Companhia possui uma provisão que totaliza
R$ 10.631 (em 31 de dezembro de 2009 - R$ 10.279 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 8.770) para essas questões.
1.3.1.3
Na subsidiária Cepisa
As ações judiciais contabilizadas, com uma expectativa de perda provável, são constituídas de questões referentes ao ICMS
e ISS, no valor total de R$ 10.835.
2
Ações movidas contra a companhia e suas subsidiárias, com a probabilidade de uma possível perda
2.1
Ações cíveis
2.1.1
Nas subsidiárias
2.1.1.1
Na subsidiária Chesf
(a)
Uma ação por danos apresentada por um Consórcio composto das companhias CBPO / CONSTRAN / Mendes Júnior,
solicitando que a Companhia seja sentenciada a pagar uma compensação financeira adicional, em virtude do pagamento em
atraso das faturas relacionadas ao contrato da Hidrelétrica Xingó. A ação foi apresentada em 8 de junho de 1999 para
faturas emitidas a partir de 30 de abril de 1990. Nesta ação, os autores apresentaram alegações gerais, restringindo-se a
indicar a existência de um suposto direito à compensação financeira e que os valores serão determinados no cálculo da
sentença.
A Companhia contestou essa ação e solicitou ao Governo Federal que seja aceito no caso, encaminhando a ação judicial
para um dos tribunais federais no estado de Pernambuco. O Consórcio apresentou uma petição com relação ao pedido para
o Governo Federal ser aceito no caso.
Após a apresentação do relatório do exame do especialista e esclarecimentos adicionais, uma audiência foi realizada em
agosto de 2005, determinando que os argumentos finais sejam apresentados até outubro de 2005.
96
Subsequentemente, foi concedido auxílio à ação judicial e a Chesf foi sentenciada a pagar R$ 23.766 aos autores, a preços
de setembro de 2004 (R$ 51.568, de acordo com o Cálculo da Chesf em 31 de março de 2010). Contra tal decisão, a Chesf
interpôs um recurso a ser julgado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco.
O Relatório da Justiça do Tribunal da Justiça de Pernambuco considerou nula e sem efeito a decisão que foi proferida por
um juiz sem jurisdição competente, considerando a intervenção do Governo Federal no caso, e pediu que os registros
fossem transferidos para o tribunal federal.
No tribunal federal, a ação judicial foi atribuída ao 5º Tribunal Federal e o juiz rejeitou o pedido do Governo Federal que
interferisse no caso, e, portanto, pediu que os registros fossem transferidos aos tribunais estaduais de jurisdição geral. O
governo federal está prestes a apresentar um recurso.
(b)
Ação Civil pública apresentada contra a Companhia pela Associação da Comunidade da Vila de Cabeço e adjacências, no
Estado de Sergipe, totalizando R$ 100.000 no 2º Tribunal Federal de Sergipe, reivindicando uma compensação financeira
em virtude de supostos danos ambientais causados aos pescadores de Cabeço, a jusante da Usina Hidrelétrica Xingó
causada pela construção desta Usina Hidrelétrica.
Esta ação foi apresentada no Tribunal Federal em 7 de junho de 2002 e foi contestada dentro do prazo legal. Após uma
sequência de processos auxiliares que não afetaram a ação judicial ou alegações, o juiz determinou em 31 de agosto de
2005, a inclusão do IBAMA, IMA-AL, CRA-BA, Governo Federal e ADEMA-SE como réus, ordenando a convocação
destas entidades.
Em julho de 2010, uma decisão foi proferida alterando o ônus da prova e garantia financeira, determinando que o custo do
relatório do especialista seja por conta da Chesf. Um agravo de instrumento foi interposto contra esta decisão que alterou o
ônus da prova e garantia financeira.
Em agosto de 2010, o pedido de relatório do juiz de apelação Francisco Barros Dias foi publicado o qual decidiu que o
agravo de instrumento fosse adiado até o recurso do julgamento final e ordenou a transferência dos registros para seu
tribunal original. Em 3 de agosto de 2010, o juiz do 2º tribunal do JF/SE manteve a decisão condicionada a seus próprios
fundamentos e ordenou aguardar 90 (noventa) dias para eventual efeito suspensivo proferidos pelo 5º Tribunal Regional do
Trabalho.
Em 9 de agosto de 2010, apresentamos um pedido de esclarecimento contra a decisão que decidiu sobre o agravo de
instrumento adiado até o recurso do julgamento final. Em setembro de 2010, uma ordem rejeitou o pedido de
esclarecimento do julgamento apresentado pela Chesf. Um recurso foi interposto contra a decisão adiando o agravo de
instrumento até o recurso do julgamento final. Em 18 de outubro de 2010, o relatório do Juiz de Apelação Federal rejeitou
o recurso interposto como um pedido para reconsideração.
97
Apoiado pela avaliação dos advogados que defendem os casos, a expectativa da Administração sobre a chance de perda
destas ações judiciais é considerada possível.
(c)
Ação apresentada pela AES - Sul Distribuidora Gaúcha de Energia ( processo 2002.34.00.026509-0 – 15º Tribunal Federal
do Distrito Federal) visando o registro e liquidação por parte da ANEEL das operações de mercado relacionadas aos lucros
verificados em vista da não opção de seguro feita em dezembro de 2000. Decisão interlocutória sobre o recurso da AES
SUL (processo nº 2002.01.00.040870-5) interposta contra a ANEEL, resultou em dívida de aproximadamente R$ 110.000 a
pagar até 7 de novembro de 2008.
Para suspender a inexequibilidade da dívida, as seguintes medidas legais foram adotadas naquele momento (3 de novembro
a 7 de novembro de 2008): (1) a apresentação de um pedido para a suspensão da liminar no Tribunal Superior de Justiça;
(2) a apresentação de um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF); (3) um pedido
solicitando a inclusão da Chesf na ação judicial, como réu indispensável. Processos 2 e 3 foram aceitos, resultando na
reversão da liminar e suspensão da dívida. A Chesf foi incluída na disputa como réu indispensável e contestou a ação
judicial. Agora, a especificação das evidências está pendente. A situação permanece inalterada em 31 de dezembro de 2010.
2.1.1.2
Na subsidiária Eletrosul
Existem alguns riscos para a Empresa, no montante de R$ 143.539, classificados como possíveis perdas, referindo-se
basicamente, as ações judiciais de: desapropriação no montante de R$ 10.264, nulidade do processo de licitação no valor
de R$ 5.546, arrecadação no valor de R$ 630, análise do contrato no valor de R$ 6.679, taxas de utilização do sistema de
transmissão no valor de R$ 2.344 e anulação do contrato no valor de R$ 109.415.
2.2
Ações fiscais
2.2.1
Nas subsidiárias
2.2.1.1
Na subsidiária Cepisa
A Cepisa passou por um processo de inspeção da Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí – SEFAZ, referindo-se aos
processos fiscais adotados no registro e cálculo do imposto de valor agregado (ICMS), relacionado ao período de janeiro de
2001 a dezembro de 2007, sendo emitido contra a Cepisa, quatorze avisos de autos de infração, no valor total de R$ 70.441.
Com base na avaliação dos conselheiros legais da Cepisa, este valor não está contabilizado nas provisões, uma vez que ela é
considerada, em termos de probabilidade de perda, como uma perda possível.
2.2.1.2
Na subsidiária Eletronuclear
Entre as ações judiciais consideradas como perda possível, vale a pena mencionar o processo de execução fiscal interposto
pelo Estado do Rio de Janeiro em 2009, com respeito aos créditos do imposto sobre a circulação de mercadorias (ICMS)
sobre a importação de produtos e inadequadamente reconhecidos pela Empresa, no valor de R$ 47.505 em disputa.
98
2.3
Ações trabalhistas
2.3.1
Nas subsidiárias
2.3.1.1
Na subsidiária Ceal
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Alagoas, na qualidade de substituto processual, trouxe
uma reclamação trabalhista em nome dos empregados da Companhia Energética de Alagoas - CEAL, com o objetivo de
receber supostas diferenças salariais com vistas à implantação do plano econômico chamado “Plano Bresser” (Decreto-lei
No. 2.335/87).
A reivindicação foi amparada pelo distinto Juízo do Segundo Conselho de Conciliação de Maceió-AL, cuja decisão foi
corroborada pelo Tribunal Regional do Trabalho – 19ª região, e tornou-se final e inapelável.
No entanto, após a execução da sentença, o juiz do segundo tribunal de trabalho de Maceió entendeu, naquele momento,
que ela não deveria estar limitada à data de referência da categoria, a qual aumentaria extraordinariamente a execução.
O risco é avaliado como uma perda possível, uma vez que o julgamento sobre a restrição à data de referência da categoria
ocorrerá junto com a execução, uma vez que, conforme o OJ/TST (SDI I) 262, “a restrição à data de referência da categoria
durante a fase de execução não possui efeito sobre a sentença res judicata para o pagamento das diferenças salariais
provenientes dos planos econômicos”
2.3.1.2
Na subsidiária Cepisa
Os processos referem-se a diversas ações movidas por ex-funcionários e atuais, envolvendo horas extras, prêmio por
trabalho perigoso, prêmio por trabalho árduo suportes de equivalência/salários, insalubridade, diferenças no FGTS,
indenização para danos morais oriundos de acidentes de trabalho e reintegração de trabalhadores demitidos. O montante
provisionado é de R$ 46.096 em 31 de dezembro de 2010.
32
Obrigações de descomissionamento
A Companhia reconhece passivos para o Descomissionamento das usinas termonucleares, que compreendem um programa
de atividades exigidas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN, para a desmontagem dessas instalações
nucleares com um impacto mínimo sobre o meio ambiente, no final do seu ciclo de funcionamento.
Em virtude das características específicas dessas operações e manutenção das usinas termoelétricas, sempre que alterações
no custo estimado para o descomissionamento ocorrer, como o resultado de novos estudos em vista dos avanços
tecnológicos, as cotas de descomissionamento devem ser alteradas, a fim de ajustar o valor do passivo à nova realidade.
O montante do passivo registrado a valor presente em 31 de dezembro de 2010 é de R$ 375.968 (31 de dezembro de 2009 R$ 323.326 e 1 de janeiro de 2009 - R$ 266.168).
Passivo, a valor presente, em 1 de janeiro de 2009....................
266.168
Ajuste a valor presente / diferenças cambiais no ano ................
57.158
Passivo, a valor presente, em 31 de dezembro de
323.326
2009 ......................................................................................
Ajuste a valor presente / diferenças cambiais no ano ................
52.642
Passivo, a valor presente, em 31 de dezembro de
375.968
2010 ......................................................................................
99
33
Concessões de serviço público a pagar - UBP
A companhia assinou contratos de concessão onerosos com o Governo Federal para o uso de patrimônio público para a
geração de energia elétrica, substancialmente em projetos por meio de Entidades com Fins Específicos - EFEs. As
características do negócio e os contratos indicam as condições e as intenções das partes para executá-los em sua totalidade.
A fim de refletir adequadamente, no balaço, a concessão onerosa concedida e seu respectivo passivo com o Governo
Federal, as concessões foram contabilizadas em ativos intangíveis, como uma contraparte do passivo.
31 de dezembro de
2010
Usina
31 de dezembro de
2009
1 de janeiro de
2009
Passo São João ...........................................................................................................................................................................................
3.515
2.889
2.607
Mauá ..........................................................................................................................................................................................................
10.498
8.693
7.832
São Domingos ............................................................................................................................................................................................
4.047
3.276
3.091
Jirau ...........................................................................................................................................................................................................
35.616
31.573
13.994
Batalha e Simplício ....................................................................................................................................................................................
40.336
38.668
37.929
Foz do Chapecó .........................................................................................................................................................................................
246.259
Peixe Angical .............................................................................................................................................................................................
79.472
79.098
81.218
Retiro Baixo ...............................................................................................................................................................................................
3.503
Serra do Facão ...........................................................................................................................................................................................
612.482
554.009
455.823
Santo Antônio ............................................................................................................................................................................................
51.587
48.239
45.109
1.087.315
766.445
647.603
Os montantes estabelecidos nos contratos de concessão estão a preços futuros e, portanto, a Companhia ajustou esses
passivos ao seu valor presente.
O ajuste do passivo em virtude da descontinuação e da atualização monetária foi capitalizado em Ativos durante a
construção das usinas e, a partir da data do início das operações comerciais, está reconhecido diretamente na demonstração
de resultado:
A Companhia adota a política contábil de reconhecer o passivo na data quando a licença ambiental para a instalação é
concedida.
Os pagamentos das UBP são feitos em parcelas mensais a partir do início das operações comerciais do projeto, até o fim do
prazo de concessão, e estão compostos como informado a seguir:
Montante nominal original
UHE
Pgto (anos)
Pagamento
Anual
Pagamento
Total
Montante corrigido
Pagamento
anual
Pagamento
anual
Passo São João ..................................................................
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