tatiana cristina fonseca soares de santana perfil epidemiológico das

Propaganda
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA PARASITÁRIA
TATIANA CRISTINA FONSECA SOARES DE
SANTANA
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS
UROCULTURAS POSITIVAS DE
PACIENTES DA COMUNIDADE EM SÃO
LUÍS - MA, PERÍODO DE 2005 A 2008
SÃO LUÍS
2010
TATIANA CRISTINA FONSECA SOARES DE SANTANA
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS UROCULTURAS POSITIVAS NO MUNICÍPIO
DE SÃO LUÍS - MA, NO PERÍODO DE 2005 A 2008
Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Biologia Parasitária como parte
dos requisitos para a obtenção do título de
Mestre em Biologia Parasitária.
Orientadora: Profª Drª Patrícia de Maria Silva
Figueiredo
Co-Orientador: Prof. Dr. Silvio Gomes Monteiro
SÃO LUÍS
2010
S231p
Santana, Tatiana Cristina Fonseca Soares de.
Perfil epidemiológico das uroculturas positivas
de pacientes no município de São Luís-Ma, período
de 2005 a 2008./ Tatiana Cristina Fonseca Soares
de Santana. São Luís: UNICEUMA, 2010.
47 p.
Dissertação (Mestrado) – Mestrado em Biologia
Parasitária. Centro Universitário do Maranhão, 2010.
1. Perfil Epidemiológico. 2. Urocultura. I.
Figueiredo, Patrícia de Maria Silva (Orientador) II.
Título.
CDU: 616-036.22(812.1)
TATIANA CRISTINA FONSECA SOARES DE SANTANA
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS UROCULTURAS POSITIVAS NO MUNICÍPIO
DE SÃO LUÍS - MARANHÃO, NO PERÍODO DE 2005 A 2008
A Comissão julgadora da Defesa do Trabalho Final de Mestrado
em Biologia Parasitária, em sessão pública realizada no dia
/
/
,
considerou o candidato
(
) APROVADO
(
) REPROVADO
1) Examinador(a) _______________________________________
2) Examinador(a) _______________________________________
3) Examinador(a) _______________________________________
4) Presidente (Orientadora) _______________________________
A Deus, fiel e soberano.
iii
AGRADECIMENTOS
A Deus, altíssimo autor e consumador da minha fé.
A toda minha família, meu esposo Ildo, minha mãe, meu Iann, Samuel, Bebeto,
tia Joana, minha avó Diolinda, meus tios, primos, sobrinhos, meus alicerces em
todos os momentos, que sonham comigo.
À minha Orientadora, Profª Drª Patrícia Maria Figueiredo, por acreditar e não
desistir de mim, pela imensa colaboração em toda trajetória desta pesquisa, aos
ensinamentos, paciência e esforços sem medida.
Ao meu co-Orientador, Prof. Dr. Silvio Gomes Monteiro, pela contribuição
científica, incentivo e colaboração significante na parte estatística do trabalho.
Ao Prof. PhD
Valério Monteiro Neto, pelo grande incentivo mesmo nos
momentos difíceis.
Aos demais professores do Curso de Mestrado do Uniceuma, que sempre nos
deram apoio e orientações.
Ao Prof. Jorge Creso, amigo e incentivador,
Aos meus colegas de turma Lucas, Silvya, Brigitty, Claude, Marília, Thiago,
Tânia e, em especial, Aurean,
A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente durante mais esta
etapa de minha vida.
iv
“... A fé é a certeza de coisas que se esperam, a
convicção de fatos que não se vêem.”
Hb 11:1
v
RESUMO
A prevalência das infecções do trato urinário varia com o sexo e a idade dos
pacientes. A frequência dos micro-organismos causadores de ITU é dependente do
local onde foi adquirida a infecção, intra ou extra-hospitalar. A caracterização das
ITU permite elucidar os fatores predisponentes, assim como os micro-organismos
mais envolvidos neste tipo de infecção. O presente trabalho objetivou determinar a
prevalência e susceptibilidade bacteriana dos patógenos envolvidos nas infecções
do trato urinário diagnosticadas em um laboratório particular do município de São
Luís - MA. Foram analisadas 2380 uroculturas das quais 875 (37,0%) mostraram-se
positivas, sendo as mesmas realizadas no período de 2005 a 2008. Os agentes
responsáveis pelas uroculturas foram separados em três grandes grupos e as
enterobactérias predominaram entre os isolados com 748 (85,5%) amostras. Esse
grupo foi subdividido em dois subgrupos: Escherichia coli, 387 (44,4%) e o grupo
das outras Enterobactérias, 361 (41,1%). Cocos Gram-positivos e bacilos Gramnegativos não fermentadores foram recuperados em taxas de 89 (10,2%) e 38
(4,3%), respectivamente. As bactérias isoladas foram classificadas, segundo sua
origem: 638 (73,0%) em comunitária e 237 (27,0%) em hospitalar. A maioria das
bactérias isoladas apresentou elevada resistência aos medicamentos ampicilina,
cefalotina e sulfametoxazol-trimetroprima. Pacientes do sexo feminino foram os mais
acometidos com 603 (69,0%) dos casos. Observou-se um predomínio de ITU em
indivíduos com idade superior a 60 anos, totalizando 213 (24,3%) dos casos. O
diagnóstico correto das ITU é de suma importância, pois permite a aplicação de um
tratamento mais adequado, evitando, desta forma, complicações e recidivas.
Palavras-chave: Perfil epidemiológico. Urocultura. Resistência.
vi
ABSTRACT
The prevalence of urinary tract infections (UTI) varies with age and gender of
patients. The frequency of microorganisms that cause UTI is dependent on where the
infection was acquired, within or outside the hospital. Characterization of UTI can
uncover the factors predisponents and the microorganisms involved in this type of
infection. This study aimed to determine the prevalence of pathogens involved in
urinary tract infections diagnosed in a private laboratory in São Luís - MA. We
analyzed 875 (37.0%) positive urine cultures performed from 2005 to 2008. The
agents responsible for urine cultures were separated into three major groups, and
Enterobacteria predominated among isolates with 748 (85.5%) samples. This group
was subdivided into two groups: Escherichia coli 387 (44.4%) and group of other
Enterobacteria 361 (41.1%). Cocos Gram-positive and Gram-negative nonfermenters were recovered at rates of 89 (10.2%) and 38 (4.3%), respectively. The
bacteria isolated were classified according to their origin: 638 (73.0%) in Community
and 237 (27.0%) in hospital. The majority of isolates showed high resistance to drugs
ampicillin, cephalothin and trimethoprim-sulfamethoxazole. Female patients were
most affected with 603 (69.0%) cases. There was a predominance of UTI in
individuals older than 60 years, totaling 213 (24.3%) cases. The correct diagnosis of
UTI is of paramount importance therefore permits the application of appropriate
treatment, thus avoiding complications and recurrences.
Keywords: Epidemiological profile. Uroculture. Resistence.
vii
LISTA DE SIGLAS
AMP –
Ampicilina
AMOC –
Amoxicilina
CEF –
Cefalotina
CIP –
Ciprofloxacino
GEN –
Gentamicina
NOR –
Norfloxacino
ITU –
Infecções do Trato Urinário
NAL –
Ácido Nalidíxico
SUT –
Sulfametoxazol -Trimetoprima
TSA –
Teste de Sensibilidade aos Antibióticos
UFC –
Unidades Formadoras de Colônias
UFC/ml –
Unidades Formadoras de Colônias por mililitro
viii
SUMÁRIO
RESUMO.................................................................................................................... vi
ABSTRACT ............................................................................................................... vii
LISTA DE SIGLAS ....................................................................................................viii
1
INTRODUÇÃO ........................................................................................
1
7
2
OBJETIVOS ............................................................................................
2.1
Objetivo geral ........................................................................................
7
2.2
Objetivos específicos ............................................................................
7
8
3
ARTIGO SUBMETIDO ............................................................................
28
4
CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................
29
5
REFERÊNCIAS .......................................................................................
33
ANEXO A – Carta de Submissão ........................................................................
ANEXO B – Carta Normas da Revista .............................................................
38
ANEXO C – Parecer Consubstanciado ............................................................
44
ANEXO D – Declaração ......................................................................................
47
ix
1
1 INTRODUÇÃO
A infecção do trato urinário (ITU) engloba tanto a invasão microbiana da urina
como a invasão tecidual de qualquer estrutura do trato urinário (ANDRIOLE, 1993).
Também pode ser definida como sendo a invasão e multiplicação de microorganismos nos tecidos do trato urinário, desde a uretra até os rins (THOMPSON e
MILLER, 2003). Mundialmente está entre as mais comuns infecções vistas na
prática clínica, vencidas apenas pelas infecções respiratórias (ORENSTEIN e
WONG, 1999).
No Brasil, um total de 80% das consultas clínicas deve-se às
infecções do trato urinário (MOREIRA et al., 2003). A ITU sintomática encontra-se
entre as mais frequentes infecções bacterianas do ser humano (WARREN et al.,
1999; STAMM e NORRBY, 2001; SAINT et al., 2006) figurando como a segunda
mais comum na população em geral figurando como a segunda infecção mais
comum na população em geral (VALIQUETTE, 2001).
As ITUs ocorrem em homens e mulheres das mais variadas idades, porém os
grupos mais frequentemente acometidos são recém-nascidos do sexo masculino,
homens com obstrução prostática, idosos de ambos os sexos e, em especial,
mulheres jovens sexualmente ativa. Também é considerada a maior causa de sepsis
em pacientes hospitalizados (FRANZ e HORL, 1997; KARRAM e MALLIPEDDI,
1999, APECIH, 2000).
As infecções do trato urinário ocorrem como resultado da interação entre
virulência bacteriana e fatores biológicos e comportamentais do hospedeiro. As
bactérias podem invadir o trato urinário por via ascendente, hematogênica e linfática
(POLETTO e REIS, 2005). A via ascendente é a mais importante e a que explica a
maior incidência de ITU em mulheres, em virtude de a sua uretra ser mais curta que
2
a do homem e mais próxima da área vulvar e perianal, tornando a contaminação
mais provável. Outros fatores contribuintes são a alteração da flora vaginal protetora
pré-menopáusica e a contaminação da bexiga por organismos uretrais durante o ato
sexual (SOBEL e KAYE, 2005).
A ITU é uma condição frequente no sexo feminino, visto que 20% a 48% das
mulheres apresentam pelo menos um episódio de ITU durante a vida (HERLBERG e
SCHOR, 2003; QUEIROZ e POLETTO, 2005). As cistites representam um sério
problema de saúde na mulher, sendo que 80% apresentam infecções recorrentes
(PALMA e DAMBROS, 2002). No entanto, a real incidência de ITU é, provavelmente,
subestimada porque pelo menos metade de todas as infecções urinárias se resolve
sem atenção médica (POLETTO e REIS, 2005).
O processo infeccioso pode afetar o rim, a pelve renal, os ureteres, a bexiga e
a uretra e também estruturas adjacentes, existindo possibilidades de agravamento,
dependendo da idade e estado geral do paciente (KUNIN, 1997). O fluxo urinário
comprometido, mecânica ou funcionalmente, é a condição básica mais comum que
predispõe os pacientes a ITU. A obstrução mecânica pode ser causada por cálculo
renal, refluxo vesículo-ureteral, obstrução do colo da bexiga, estrangulamento de
uretra e hipertrofia prostática. Cateterismo e outros procedimentos mecânicos das
vias urinárias colocam o paciente em alto risco. A expansão do útero durante a
gravidez causa redução na capacidade urinária da bexiga e uma pressão externa
sobre os ureteres. A nefropatia diabética, tabes dorsal ou poliomielite são causas
funcionais menos comuns de comprometimento do fluxo urinário e as lesões da
coluna vertebral também podem levar a um mau funcionamento neurogênico das
vias urinárias (KAZMIRCZAK et al., 2005).
3
Os sintomas surgem e se definem de acordo com o tipo de infecção que se
estabeleceu no trato urinário. Quanto ao quadro clínico dos portadores de ITU, ele
pode ser assintomático ou sintomático. Quando sintomática, o quadro clínico de ITU
pode ser bastante sugestivo para o diagnóstico, incluindo disúria, polaciúria, dor
lombar e/ou suprapúbica, febre e calafrios (na pielonefrite), urgência miccional,
nictúria, urina turva – pela presença de piúria, e/ou avermelhada – pela hematúria
(PIRES et al., 2007). Quando não apresenta sintomas a infecção é conhecida como
bacteriúria assintomática devido a detecção da presença de micro-organismos na
urina (CARDOSO et al., 2000; GRAHAM e GALLOWAY, 2001).
O diagnóstico de uma infecção do trato urinário é sempre feito em bases
clínicas e laboratoriais (ROCHA et al., 2003). Quando o infectado apresenta-se
sintomático, facilita o diagnóstico clínico. Contudo, a confirmação só deve ser dada
mediante resultados das técnicas laboratoriais mais empregadas que incluem a
análise qualitativa e a urocultura quantitativa, sendo esse último o método
considerado padrão-ouro para o diagnóstico de ITU (ZAMAN, 1998; SANTOS et al.,
1999, PIRES et al., 2007).
A urocultura quantitativa não só indica a ocorrência de multiplicação bacteriana
no trato urinário como também permite o isolamento do agente etiológico e o estudo
de sua sensibilidade e resistência aos antibióticos através do Teste de Sensibilidade
a Antimicrobianos (TSA) (PIRES et al., 2007).
A infecção urinária é caracterizada pelo crescimento de, no mínimo, 100 mil
unidades formadoras de colônia (UFC) por mililitro de urina colhida em jato médio e
de maneira asséptica. Apesar de bastante preciso, esse exame apresenta certas
desvantagens, como a demora na obtenção do resultado e o alto custo (RIELLA,
2003, CORRÊA et al., 2003).
4
Logo o objetivo da urocultura é identificar o agente causador da ITU e os
antibióticos que podem ser utilizados para erradicar o agente do trato urinário. O
tratamento deve ser inicialmente instituído de forma empírica e, logo que possível,
ajustado de acordo ao Teste de Sensibilidade aos Antibióticos - TSA (FERNANDES,
2004).
O trato urinário pode ser invadido por uma grande diversidade de microorganismos, como bactérias, fungos e vírus. A natureza do micro-organismo invasor
depende, na maior parte dos casos, da história da infecção, dos fatores subjacentes
do hospedeiro (anomalias congênitas ou fatores obstrutivos ao longo do aparelho
urinário), do uso de agentes antimicrobianos e da instrumentação do trato urinário
(CORRÊA et al., 2003).
O micro-organismo mais comumente envolvido nas infecções de trato urinário,
tanto comunitárias quanto hospitalares é a Escherichia coli bacilo gram-negativo,
fermentador da glicose, pertencente à família das Enterobactérias. Estas bactérias
possuem diversos fatores de virulência que possibilitam a colonização e posterior
infecção do trato urinário (KUNIN, 1997; BASKIN et al., 2002). Outras bactérias que
podem estar envolvidas nas ITUs são Staphylococcus aureus, Streptococcus do
grupo B e D, Enterococcus faecalis, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter sp,
Proteus sp, Pseudomonas sp, entre outros. Em alguns casos são identificadas duas
ou mais espécies participando do processo infeccioso (BLACK, 2002; TRABULSI et
al., 2002, CUETO, 2005). As ITUs adquiridas na comunidade quase sempre são
causadas por micro-organismos da microbiota intestinal.
Vários fatores, e entre eles o sexo e a idade são determinantes para traçar o
perfil epidemiológico das infecções do trato urinário. A caracterização da ITU é
5
essencial para o tratamento e combate das mesmas, principalmente na saúde
pública, onde a prevenção é o principal objetivo (CUETO, 2005).
A escolha empírica dos antibióticos no tratamento da ITU é determinada por
alguns fatores como o patógeno mais provável, o padrão local da resistência
bacteriana, a história prévia de uso de antibióticos pelo paciente, a imunidade do
paciente, o custo, a disponibilidade e a farmacocinética do medicamento. No Brasil,
os antibióticos recomendados para o tratamento empírico da ITU adquirida na
comunidade em adultos são sulfametoxazol-trimetropima (SUT), quinolonas
(norfloxacina ou ciprofloxacina), cefalosporinas de primeira ou segunda gerações,
amoxiciclina/clavulanato ou nitrofurantoína (HERLBERG e SCHOR, 2003; KOCH et
al., 2008). No entanto, o crescimento da resistência antimicrobiana em uropatógenos
comunitários deixa dúvidas sobre a validade dessas recomendações (ANDRADE et
al., 2006).
Apesar de as prevalências dos diferentes agentes de ITUs permanecerem
semelhantes em diferentes regiões do mundo, algumas variações podem ocorrer
especialmente no que diz respeito ao padrão de sensibilidade dos antimicrobianos
desses agentes, e isso tem estrita relação com o histórico de utilização de
antimicrobianos de cada população e região (WARREN et al.,1999; BRAIOS et al.,
2009).
O
conhecimento
epidemiológico
das
ITU
e
do
padrão
de
sensibilidade/resistência dos agentes causais cresce em importância diante da falha
no tratamento, o qual, na maioria das vezes, é empírico, sendo que o teste de
sensibilidade aos antimicrobianos orienta a nova conduta terapêutica. A prevalência
de resistência bacteriana aos antibióticos nas infecções comunitárias vem
crescendo, mas, ao contrário das infecções nosocomiais, há poucos trabalhos
6
publicados que levantam essa questão (ROSSI e ANDREAZZI, 2005). Esse
crescente aumento de bactérias resistentes a múltiplos antimicrobianos representa
um desafio no tratamento das infecções, necessitando, portanto, de revisões e
análises periódicas (SATO et al., 2005).
A importância clínica das infecções do trato urinário não decorre apenas de
sua elevada prevalência, mas sim das consequências e complicações que podem
produzir. Logo, é fundamental conhecer o perfil epidemiológico dos pacientes com
ITU como forma de otimizar os tratamentos empregados, pois os mesmos
dependem essencialmente do
diagnóstico
clínico
e
bacteriológico
correto,
justificando-se, desta forma, esta pesquisa, que tem como objetivo estabelecer o
perfil epidemiológico e suscetibilidade bacteriana das infecções de trato urinário de
pacientes submetidos à urocultura em laboratório particular de São Luís, Maranhão,
no período de 2005 a 2008.
7
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
Estabelecer o perfil epidemiológico e suscetibilidade bacteriana dos
pacientes com infecções de trato urinário de pacientes submetidos às uroculturas
em laboratório particular de São Luís - Maranhão, no período de 2005 a 2008.
2.2 Objetivos específicos
ƒ Quantificar as uroculturas registradas no laboratório particular no
período de 2005 a 2008.
ƒ Determinar a faixa etária e o gênero de maior frequência em pacientes
que realizaram urocultura.
ƒ Identificar os agentes etiológicos mais frequentemente isolados nas
uroculturas positivas.
ƒ Analisar
o
perfil
de
sensibilidade/resistência
uropatógenos aos antibióticos de primeira escolha.
dos
principais
8
3 ARTIGO SUBMETIDO
PREVALÊNCIA E RESISTÊNCIA BACTERIANA DAS INFECÇÕES DO TRATO
URINÁRIO NO MUNICÍPIO DE SÃO LUÍS - MA, NO PERÍODO DE 2005 A 2008
PREVALENCE AND BACTERIAL RESISTANCE OF URINARY TRACT INFECTIONS
IN SÃO LUÍS - MA, IN THE PERIOD 2005 TO 2008
Tatiana Cristina Fonseca Soares de Santana1, Elcimeri de Maria Marques Pereira2, Silvio
Gomes Monteiro3, Patrícia de Maria Silva Figueiredo4
Runing title: Prevalence of urinary tract infections in São Luís - MA
1- Aluna do Programa de Mestrado em Biologia Parasitária do UNICEUMA.
2- Aluna da Graduação em Enfermagem do UNICEUMA.
3- Co-Orientador, professor do Mestrado em Biologia Parasitária do UNICEUMA.
4- Orientadora, professora do Mestrado em Biologia Parasitária do UNICEUMA.
9
RESUMO
A prevalência das infecções do trato urinário varia com o sexo e a idade dos pacientes.
A frequência dos micro-organismos causadores de ITU é dependente do local onde foi
adquirida a infecção, intra ou extra-hospitalar. A caracterização das ITU permite
elucidar os fatores predisponentes, assim como os micro-organismos mais envolvidos
neste tipo de infecção. O presente trabalho objetivou determinar a prevalência e
susceptibilidade bacteriana dos patógenos envolvidos nas infecções do trato urinário
diagnosticadas em um laboratório particular do município de São Luís - MA. Foram
analisadas 875 (37,0%) uroculturas positivas realizadas no período de 2005 a 2008. Os
agentes responsáveis pelas uroculturas foram separados em três grandes grupos e as
enterobactérias predominaram entre os isolados com 748 (85,5%) amostras. Esse grupo
foi subdividido em dois grupos: Escherichia coli, 387 (44,4%) e o grupo das outras
Enterobactérias, 361 (41,1%). Cocos Gram-positivos e bacilos Gram-negativos não
fermentadores foram recuperados em taxas de 89 (10,2%) e 38 (4,3%), respectivamente.
As bactérias isoladas foram classificadas, segundo sua origem: 638 (73,0%) em
comunitária e 237 (27,0%) em hospitalar. A maioria das bactérias isoladas apresentou
elevada resistência aos medicamentos ampicilina, cefalotina e sulfametoxazoltrimetropim. Pacientes do sexo feminino foram os mais acometidos com 603 (69,0%)
dos casos. Observou-se um predomínio de ITU em indivíduos com idade superior a 60
anos, totalizando 213 (24,3%) dos casos. O diagnóstico correto das ITU é de suma
importância, pois permite a aplicação de um tratamento mais adequado, evitando, desta
forma, complicações e recidivas.
Palavras-chave: Perfil epidemiológico. Urocultura. Resistência.
10
ABSTRACT
The prevalence of urinary tract infections (UTI) varies with age and gender of patients.
The frequency of microorganisms that cause UTI is dependent on where the infection
was acquired, within or outside the hospital. Characterization of UTI can uncover the
factors pre disponentes and the microorganisms involved in this type of infection. This
study aimed to determine the prevalence of pathogens involved in urinary tract
infections diagnosed in a private laboratory in São Luís - MA. We analyzed 875 (37%)
positive urine cultures performed from January 2005 to June 2008. The agents
responsible for urine cultures were separated into three major groups, and
Enterobacteria predominated among isolates with 748 (85.5%) samples. This group was
subdivided into two groups: Escherichia coli 387 (44.4%) and group of other
Enterobacteria 361 (41.1%). Cocos Gram - positive and Gram - negative non-fermenters
were recovered at rates of 89 (10.2%) and 38 (4.3%), respectively. The bacteria isolated
were classified according to their origin: 638 (73%) in Community and 237 (27%) in
hospital. The majority of isolates showed high resistance to drugs ampicillin,
cephalothin and trimethoprim-sulfamethoxazole. Female patients were most affected
with 603 (69%) cases. There was a predominance of UTI in individuals older than 60
years, totaling 213 (24.3%) cases. The correct diagnosis of UTI is of paramount
importance therefore permits the application of appropriate treatment, thus avoiding
complications and recurrences.
Keywords: Epidemiological profile. Uroculture. Resistence.
11
1 INTRODUÇÃO
A infecção do trato urinário (ITU) pode ser definida como sendo a invasão e
multiplicação de micro-organismos nos tecidos do trato urinário, desde a uretra até os
rins.1,2,3 Alguns autores consideram a ITU uma resposta inflamatória do urotélio à
invasão bacteriana associada a bacteriúria e piúria.2,3
As infecções urinárias são causadas por bactérias da flora intestinal que
contaminam o trato urinário e que às vezes são encontradas na urina quando se rompe o
equilíbrio entre a defesa do organismo e a sua virulência.1,3
A ITU é uma patologia extremamente frequente que ocorre em todas as idades,
havendo, contudo, maior prevalência desse problema em três grupos etários: crianças
até os seis anos de idade, mulheres jovens com vida sexual ativa e adultos idosos acima
de 60 anos.1,4 No Brasil, as ITUs são consideradas as mais comuns das infecções
bacterianas responsáveis por 80 em cada 1.000 consultas clínicas.4,5
Quando sintomática, o quadro clínico de ITU pode ser bastante sugestivo para o
diagnóstico, incluindo disúria, polaciúria, dor lombar e/ou suprapúbica, febre e calafrios
(na pielonefrite), urgência miccional, nictúria, urina turva (pela presença de piúria) e/ou
hematúria. Contudo, o diagnóstico só é confirmado pela urocultura, considerada o
padrão-ouro no diagnóstico de ITU.6,7
A urocultura quantitativa não só indica a ocorrência de multiplicação bacteriana
no trato urinário como também permite o isolamento do agente etiológico e o estudo de
sua sensibilidade aos antimicrobianos através do antibiograma.6 A infecção urinária é
caracterizada pelo crescimento de, no mínimo, 100 mil unidades formadoras de colônia
por mililitro (UFC/ml) de urina colhida em jato médio e de maneira asséptica. Apesar
12
de bastante preciso, esse exame apresenta certas desvantagens, como a demora na
obtenção do resultado e o alto custo.8 O tratamento deve ser inicialmente instituído de
forma empírica e, logo que possível, ajustado de acordo ao Teste de Sensibilidade aos
Antibióticos (TSA).9,10
O conhecimento epidemiológico das ITU e do padrão de sensibilidade/ resistência
dos agentes causais cresce em importância diante da falha no tratamento, que na maioria
das vezes é empírico, sendo que o teste de sensibilidade a antimicrobianos orienta a
nova conduta terapêutica. A prevalência de resistência bacteriana aos antibióticos nas
infecções comunitárias vem crescendo, mas, ao contrário das infecções nosocomiais, há
poucos trabalhos publicados que levantam essa questão.11 Esse crescente aumento de
bactérias resistentes a múltiplos antimicrobianos representa um desafio no tratamento
das infecções, necessitando, portanto, de revisões e análises periódicas.12
O perfil de resistência local é muito importante, pois, na escolha dos
antimicrobianos leva-se em consideração a eficácia clínica frente a um determinado
grupo de bactérias, a prevalência de resistência local e os custos.13 Esta seleção tem
sido útil no controle de infecção, tanto comunitária como hospitalar. Por outro lado,
estudos não recomendam a utilização de um determinado fármaco na terapia empírica
quando a sua taxa de resistência local for superior a 20,0%.14
Deste modo, este trabalho teve por objetivo analisar os dados referentes à
etiologia e ao padrão de resistência aos antimicrobianos dos principais agentes de
infecções do trato urinário em 875 amostras positivas processadas em um laboratório
particular no município São Luís - MA, caracterizando o gênero e as faixas etárias de
maior prevalência.
13
2 METODOLOGIA
Estudo retrospectivo com análise quantitativa dos dados existentes nos livros de
registros das uroculturas realizadas no período de 2005 a 2008 em laboratório da rede
particular de laboratórios de análises clínicas do município de São Luís - MA.
O instrumento da pesquisa utilizado foi análise documental com variáveis
classificatórias (sexo, idade, agente etiológico e sensibilidade aos antimicrobianos).
Foram consideradas positivas as amostras com número de unidades formadoras de
colônia por mililitro (UFC/ml) superior a 100.000 com crescimento de um único microorganismo.
Nesse estudo apenas o resultado dos antibiogramas para os antimicrobianos
considerados de primeira escolha – ampicilina, ácido nalidíxico, cefalotina, sulfazotrim,
nitrofurantoína, ciprofloxacina, norfloxacina e gentamicina – foram apresentados.
Considerou -se como fator de exclusão as duplicatas, isto é, exames de um mesmo
paciente, com o mesmo agente etiológico e o mesmo perfil de sensibilidade dentro de
um período de quatro meses e crescimento fúngico nas culturas. Os dados obtidos foram
analisados através do programa BioEstat 5.0.16 A associação das variáveis
classificatórias foi verificada por meio dos testes G ou do qui-quadrado de
independência (χ2) e os resultados apresentados na forma de tabelas e gráficos. O nível
de significância aplicado em todos os testes foi de 5%, ou seja, considerou-se
significativo quando p < 0,05. O estudo proposto foi aprovado no Comitê de Ética de
Pesquisa em Humanos do UNICEUMA, sob o Protocolo nº 0072/10.
14
3 RESULTADOS
Das 2.380 uroculturas analisadas apenas 875 (37,0%) foram consideradas
positivas, indicando infecção urinária. As pacientes do sexo feminino foram as mais
acometidas, representando 603 (69,0%) dos casos de ITU. Em relação à idade dos
pacientes com ITU, a faixa etária predominante foi a que os pacientes apresentavam
idade superior a 60 anos, com 213 (24,3%) dos casos (Tabela 1). Estatisticamente, não
houve uma relação significante entre as variáveis sexo e faixa etária. (p = 0,6304).
Tabela 1. Distribuição das ITU confirmadas por urocultura de um laboratório
particular do município de São Luís - MA, no período de 2005 a 2008.
Mulher
Homem
Total
Faixa etária
N
%
n
%
n
%
0 a 10 anos
30
5,0
10
3,7
40
4,6
11 a 20 anos
48
8,0
19
7,0
67
7,7
21-30 anos
66
10,9
35
12,9
101
11,5
31-40 anos
77
12,8
42
15,4
119
13,6
41-50 anos
108
17,9
56
20,6
164
18,7
51-60 anos
121
20,1
50
18,4
171
19,5
Acima de 60 anos
153
25,4
60
22,1
213
24,3
Total
603
100,0
272
100,0
875
100,0
χ2 = 4,34 p = 0,6304
A Tabela 2 mostra a frequência dos uropatógenos isolados nas infecções
classificadas como de origem comunitária e hospitalar. Das uroculturas positivas, 638
(73,0%) foram consideradas de origem comunitária e 237 (27,0%) hospitalares.
Observou-se que as Enterobactérias predominaram entre os isolados com 748 (85,5%)
15
amostras. Esse grupo foi subdividido em dois grupos: Escherichia coli, 387 (44,4%)
amostras e o grupo das outras Enterobactérias 361 (41,1%). Cocos Gram-positivos e
bacilos Gram-negativos não fermentadores foram recuperados em taxas de 89 (10,2%) e
38 (4,3%), respectivamente. Estatisticamente houve diferença significante nas variáveis
analisadas (p < 0,0001). Escherichia coli foi à bactéria mais frequentemente isolada
(44,4%) tanto entre as infecções de origem hospitalar quanto comunitária.
No grupo das outras Enterobactérias (41,1%), Klebsiella spp foi a bactéria mais
isolada, tanto nas infecções urinárias comunitárias (22,7%) quanto nas hospitalares
(13,7%). Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella spp apresentaram taxas de ocorrência
similares de 12,0% e 13,7% nas amostras hospitalares (Tabela 2).
16
Tabela 2. Bactérias isoladas de urina de pacientes com ITU, de acordo com o tipo
de infecção em laboratório particular de São Luís - MA, no período de 2005 a
2008.
Comunitária
Hospitalar
Total
Uropatógeno
n
%
N
%
Enterobactéria
258
Escherichia coli
40,2
129
55,4
Outras Enterobactérias
n
%
748
85,5
387
44,4
361
41,1
Klebsiella spp
146
22,7
32
13,7
178
20,2
Proteus spp
83
12,9
13
5,6
96
11,0
Enterobacter spp
42
6,5
0
0,0
42
4,7
Serratia spp
36
5,6
9
3,9
45
5,2
38
4,3
38
4.3
89
10,2
Gram Negativo Não Fermentador
10
Pseudomonas spp
1,6
28
12,0
Cocos Gram Positivos
Staphylococcus spp
57
8,9
14
6,0
71
8,1
Enterococcus spp
6
0,9
12
5,1
18
2,1
638
100
237
100
875
100
TOTAL
Teste G = 93,6
p < 0,0001
Os perfis de resistência para os isolados de infecções comunitárias estão
demonstrados na Figura 1. No período estudado, 52,0% das Escherichia coli, 90,0 %
das Klebsiella, 20,0% dos Enterococcus e 15,0% dos Staphylococcus de origem
17
comunitária apresentaram resistência à ampicilina (AMP). Para o antibiótico cefalotina
(CEF) Escherichia coli e Staphylococcus aureus de origem comunitária apresentaram
resistência em torno de 43,0%. Já a associação sulfametoxazol-trimetoprim (SUT) e
ácido nalidíxico (NAL), antimicrobianos muito utilizados na prática clínica,
apresentaram baixa sensibilidade, pois, aproximadamente 20% a 30% das amostras
comunitárias apresentaram-se resistentes. como demonstrado na Figura 1.
Figura 1. Frequência relativa da resistência bacteriana aos antibióticos de primeira escolha das
amostras de ITU de origem comunitária.
Legenda: AMOC = amoxicilina, AMP = ampicilina, NAL = ácido nalidíxico, CEF = cefalotina,
CIP = ciprofloxacina SUT = sulfametoxazol + trimetoprima, NIT = nitrofurantoína, NOR =
norfloxacina, GEN = gentamicina
Teste G = 286.2
p < 0.0001
O padrão de resistência para Escherichia coli mostrou que, para os isolados
comunitários, a maior frequência de resistência foi para os antimicrobianos ampicilina
(52,0%) e cefalotina (41,0%). As amostras comunitárias de Pseudomonas spp foram
verificadas apenas contra ciprofloxacino (CIP), gentamicina (GEN) e norfloxacino
18
(NOR) onde, 15,0% das amostras foram resistentes a ciprofloxacino (CIP), 10,0% a
gentamicina (GEN) e 30,0% a norfloxacina (NOR).
Os Staphylococcus spp de origem comunitária demonstraram boa sensibilidade
apenas à nitrofurantoína (0,0% de amostras resistentes), gentamicina (GEN) (10,0% de
amostras resistentes) e ciprofloxacino (CIP) e ampicilina (AMP) (15% de amostras
resistentes), apresentando resistência entre 30,0% e 40,0% aos demais antibióticos
testados: SUT, NAL, NOR. As amostras de Enterococcus spp analisadas de origem
comunitária apresentaram 10,0% de amostras resistentes a NAL e de 20% a 30% de
resistência a AMP, GEN, CIP, NOR e não foi verificada contra SUT, AMOC e CEF.
Tais resultados apresentaram significância estatística (p < 0.0001).
Na análise das amostras de origem hospitalar (pacientes internados), a resistência
mostrou-se elevada com prevalência superior a 40,0% em todas as bactérias frente aos
antibióticos testados com exceção das quinolonas (CIP e NOR) e nitrofurantoína que
apresentaram valores entre 15% a 20% para a maioria dos isolados (Figura 2) e da
gentamicina que não apresentou resistência para os cocos Gram-positivos. Entretanto os
Staphylococcus mostraram-se 100,0% resistentes à cefalotina.
19
Figura 2. Frequência relativa das amostras isoladas das infecções urinárias dos pacientes
internos aos antibióticos de primeira escolha.
Legenda: AMOC = amoxicilina, AMP = ampicilina, NAL = ácido nalidíxico, CEF = cefalotina,
CIP = ciprofloxacina SUT = sulfametoxazol + trimetoprima, NIT = nitrofurantoína, NOR =
norfloxacina, GEN = gentamicina
Teste G = 519.7 p < 0.0001
As E. coli isoladas de infecções hospitalares apresentaram perfil semelhante às
comunitárias, exceto para ácido nalidíxico e amoxicilina + ácido clavulânico, com
amostras resistentes de 60,0% e 40,0% respectivamente (Figura 2). Tais resultados
também apresentaram significância estatística (p < 0.0001).
20
4 DISCUSSÃO
A infecção do trato urinário é uma patologia frequente na clínica médica, sendo
uma das causas que mais leva os pacientes à procura de auxílio médico. De acordo com
Bail et al., Gupta et al., Moreira et al., Braoios et al. e Rieger et al., a ITU acomete
principalmente mulheres.13,15,17-19 Resultado semelhante foi encontrado no presente
estudo, apresentando 69,0% dos casos, evidenciando predomínio de ITU em pacientes
do sexo feminino com idade acima de 60 anos (25,4%), de acordo com estudos prévios
de Santos et al., Bianco et al. e Koch e Zuccolotto.11,20,21 As mulheres são mais
suscetíveis a este tipo de infecções por diversos fatores, entre eles podemos incluir
presença de alterações anatômicas e funcionais da bexiga relacionadas ou não à
multiparidade, menopausa e infecções recorrentes que acabam aumentando a incidência
de ITU.5 Outros fatores seriam o comprimento da uretra e sua localização próxima da
abertura anal, facilitando, desta forma, a ascensão de enterobactérias.1,5,22 Nos homens,
foi verificado que a ITU é menos frequente, isto deve-se ao fato de possuírem uretra
longa e pela ação antibacteriana do líquido prostático. Quando estas infecções ocorrem
podem estar ligadas a problemas mais complexos, como obstruções da próstata, cálculo
vesicular, cateterismo e diabetes.22,23
No que se refere à etiologia, as Enterobactérias classicamente são as responsáveis
pela maioria dos casos de ITU.13,17-19 Vários são os autores que confirmam a
Escherichia coli como principal responsável por ITU,13,17-19,24-26 corroborando com
nossa pesquisa, que detectou 85,5% dos uropatógenos encontrados.
Escherichia coli é uma bactéria que pertence à flora normal do intestino humano e
pode contaminar, colonizar e, subsequentemente, causar infecções extraintestinais,
21
sendo um dos principais agentes etiológicos de septicemias, meningites e infecções do
trato urinário.21,27 No grupo das outras Enterobactérias (41,1% do total analisado),
Klebsiella spp foi a bactéria mais isolada, tanto nas infecções urinárias comunitárias
quanto nas hospitalares, tal como descrito na literatura.11,21,28 Enterococcus sp e
Pseudomonas spp apresentaram taxa de ocorrência maior nas amostras de origem
hospitalar do que nas amostras comunitárias, uma vez que estão normalmente
envolvidas em infecções hospitalares, conforme preconizado por estudos anteriores.29,30
Quando o padrão de susceptibilidade da Klebsiella spp foi analisado, observou-se
que os isolados comunitários mostraram perfil de sensibilidade próximo da E. coli, com
exceção dos 90,0% de resistência à ampicilina provavelmente devido a resistência
intrínseca que algumas espécies apresentam.29-31 Já os isolados de infecções hospitalares
apresentaram resistência superior em relação a E. coli.
Os resultados demonstram que as bactérias isoladas de infecções hospitalares são
mais resistentes aos antimicrobianos que as comunitárias. Os maiores perfis de
resistência entre as cepas de origem hospitalar foram melhor observados com os
antimicrobianos ácido nalidíxico, amoxicilina + acido clavulânico, ampicilina,
cotrimoxazol e cefalotina. Estudos sobre a resistência de cepas hospitalares têm
demonstrado que o aumento dessa frequência ocorre devido a seleção de cepas
resistentes da microbiota endógena dos pacientes e não devido à transmissão de cepas
hospitalares resistentes.29,32-34 Apesar da boa susceptibilidade das bactérias de origem
comunitária para a gentamicina (10,0% de amostras resistentes), as de origem hospitalar
apresentaram níveis mais baixos de susceptibilidade (30,0% de amostras resistentes)
para Escherichia coli, Klebsiella e Pseudomonas spp (50,0%). O aumento da resistência
aos aminoglicosídeos em bacilos Gram-negativos é relevante, uma vez que esses
22
fármacos são uma boa opção para o tratamento de infecções do trato urinário.31,33 Do
mesmo modo, a resistência geral elevada dos micro-organismos analisados frente a
cefalotina (40,0% comunitária e 73,3% hospitalar) é significante, pois esse antibiótico
está entre os fármacos de primeira escolha para o tratamento das cistites em gestantes,
onde a presença de infecção é constante e o uso de antibióticos é limitado.35
Resistência ao sulfametoxazol-trimetoprima tem aumentado em todo o mundo,
mesmo nas infecções de origem comunitária,14,17,18 limitando seu uso como antibiótico
empírico.
A ampicilina, sulfametoxazol + trimetoprim, cefalotina e ácido nalidíxico
mostraram os piores índices de susceptibilidade geral indicando que esses antibióticos
devem ser utilizados somente após a liberação do resultado do antibiograma.
A resistência a vários antibióticos por bactérias isoladas de pacientes com ITU
tem sido frequentemente descrita.13,14,29 A baixa susceptibilidade da E. coli para
ampicilina tem sido relatada também em outros estudos31,33 e, existe uma co-seleção de
resistência para ampicilina e trimetoprima que é explicado pela existência de
plasmídeos transmissíveis em E. coli que codificam resistência para ambos.34
Nos dias atuais, em praticamente todas as parte do mundo, os estafilococos
comunitários, sejam coagulase-positivo ou coagulase-negativo, mostram elevada
resistência (acima de 70,0%) à benzilpenicilina (penicilina G), bem como à penicilina
V, ampicilina, amoxicilina e carbenicilina.17
No Brasil, atualmente, os estafilococos mostram-se resistentes à penicilina G,
ampicilina e amoxicilina em mais de 60,0% das cepas isoladas, seja em ambiente
hospitalar ou na comunidade, não sendo mais indicado o uso destes antimicrobianos
23
para o tratamento de infecções estafilocócicas, mesmo que benignas e mesmo que
procedam do ambiente extra-hospitalar.17,36-38
Os enterococos são habitantes da microbiota do trato digestivo humano e de
outros animais, apresentando baixa patogenicidade. No entanto, são causa de infecções
urinárias e intra-abdominais, endocardite e sepse, comportando-se, muitas vezes, como
um agente oportunista em infecções hospitalares.31,33 As principais espécies causadoras
de infecção no homem são o Enterococcus faecalis e o Enterococcus faecium, que
apresentam resistência natural a diversos antimicrobianos, incluindo aztreonam, cotrimoxazol, clindamicina e cefalosporinas. Habitualmente, têm pequena sensibilidade
aos aminoglicosídeos e à penicilina G, moderada sensibilidade à ampicilina e ao
cloranfenicol, mas são bastante sensíveis aos glicopeptídeos.39
Classicamente, as infecções enterocócicas são tratadas com a associação de
ampicilina com gentamicina, considerando a ação sinérgica das drogas, devido à
penetração dos aminoglicosídeos pela parede celular defeituosa causada pela
ampicilina.36
Os bacilos Gram-negativos não fermentadores apresentaram moderada resistência
aos antimicrobianos analisados (Figuras 1 e 2). Pseudomonas spp são geralmente os
mais frequentemente isolados nas infecções urinárias de origem hospitalar.41 Entretanto,
o baixo número de cepas recuperadas de Pseudomonas spp neste estudo não permitiu
estabelecer uma comparação segura entre os isolados comunitários e hospitalares.
Assim, de acordo com os resultados encontrados o conhecimento do perfil de
suscetibilidade antimicrobiana das bactérias causadoras de ITU torna-se de grande
importância para o correto tratamento da infecção. O uso incorreto de antibióticos no
tratamento das ITU pode levar a uma piora do quadro clínico e favorecer o
24
aparecimento de cepas bacterianas resistentes. A grande variedade de antimicrobianos e
a facilidade de aquisição e troca de medicamentos durante o tratamento pode estar
contribuindo para o aumento da resistência, evidenciando, assim, a necessidade de
acompanhamento do perfil epidemiológico das uroculturas no município de São Luís.
25
REFERÊNCIAS
1.
Tchoudomirova K, Mardh PA, Kallings I et. al. History clinical findings, sexual
behavior and hygiene habits in women with and without recurrent episodes of
urinary symptoms. Acta Obstet Gynecol Scand 1998;77:654-59.
2.
Costa L, Príncipe P. Infecção do trato urinário. Revista Port Clin Geral
2005;21:219-25.
3.
Staplen A. Host factors in susceptibility to urinary tract infections. Adv Exp Med
Biol 1999;462:351-58.
4.
Dalbosco V, Srougi M, Dall’oglio M et. al. Infecções do trato urinário. Rev Bras
Med, 2003;60(6):320-36.
5.
Heilberg IP, Schor N. Abordagem diagnóstica e terapêutica na infecção do trato
urinário – Itu. Rev Assoc Med Bras 2003;49(1):4-15.
6.
Cardoso CL, Muraro CB, Siqueira VLD, Guilherme, M. Simplified tecnique for
detection of significante bacteriuria by microscopic examination of urine. J Clin
Microbiol 2000;36(3):820-23.
7.
Pires MCS, Frota KS, Junior POM, Correia AF, Escalante JJC, Silveira CA.
Prevalência e suscetibilidades bacterianas das infecções comunitárias do trato
urinário, em Hospital Universitário de Brasília, no período de 2001 a 2005. Rev
Soc Bras Med Trop 2007;40(6):643-47.
8.
Correa LA, Canalini AF, Matheus WE. Etiologia das infecções do trato urinário. Int
Braz J Urol 2003,29:7-10.
9.
Cordeiro F, Santos RM, Blatt JM, Blatt SL. Avaliação da leucocitúria em processos
inflamatórios e infecciosos: Relação e Interpretação Clínica. NewsLab,
2000;38:118-26.
10. Thompson Jr RB, Miller M. Specimen collection, transport, and processing:
bacteriology in Manual of Clinical Microbiology. Whashington, D.C (Eds).
American Society for Microbiology, 2003.
11. Santos RCV, Lunardelli TA, Castaman FB et. al. Prevalência e perfil de
sensibilidade de micro-organismos em infecções do trato urinário. RBAC
2003;35(1):27-8.
12. Sato AF, Svidzinski AE, Consolaro MEL, Boer CG. Nitrito urinário e infecção do
trato urinário por cocos gram-positivos. J Bras Pat Med Lab 2005;41:397-404.
13. Bail L, Ito CAS, Esmerino LA. Infecção do trato urinário: comparação entre o
perfil de susceptibilidade e a terapia empírica com antimicrobianos. RBAC
2006;38(1):51-6.
14. Naber KG. Treatment options for acute uncomplicated cystitis in adults. J
Antimicrob Chemother 2000;46:23-7.
15. Gupta K, Hooton TM, Stamm WE. Increasing antimicrobial resistance and the
management of uncomplicated community-acquired urinary tract infections. Ann
Intern Med. 2001;135(1):41-50.
26
16. Ayres M, Ayres Jr M, Ayres DL, Santos AS. BioEstat Versão 5.0. Sociedade Civil
Mamirauá, 2007. MCT-CNPq, Belém, Pará, Brasil.
17. Moreira MAA, Costa FS, Nogueira NAP. Bacteriúria assintomática em gestantes
atendidas no Centro de Saúde Ambulatorial Abdornal Machado (CESA-AM) em
Crateús, CE. Rev Bras An Clín 2003;35(Supl 41B).
18. Braoios A et al. Infecções do trato urinário em pacientes não hospitalizados:
etiologia e padrão de resistência aos antimicrobianos. J Bras Patol Med Lab
2009;45(6):449-56.
19. Rieger A, Ferrugem F, Horta G, Oliveira CF, Carneiro M, Horta JA. Prevalência de
patógenos bacterianos e susceptibilidade aos antimicrobianos em infecções do trato
urinário de amostras ambulatoriais. RBAC 2009;41(2):87-9.
20. Bianco G, Machado AL, Petry JL et. al. Padrões de sensibilidade e resistência da E.
coli frente a nove antimicrobianos em comunidades no Rio Grande do Sul. Rev
Phar Bras 2002;14(9/10):82-7.
21. Koch VH, Zuccolotto SMC. Infecções do trato urinário: em busca de evidências. J
Pediatr 2003;79(1).
22. R Netto M, Claro JA. Infecções urinárias no homem. Rev Bras Med 1999;54:17883.
23. Garcia PC, Camponovo RC, Triantafilo V et al. Encuesta sobre los métodos de
diagnóstico microbiológico de la infección urinaria. Rev Chil Infectol
2001;18(1):35-40.
24. Camargo IL, Baratella C, Maschieto A et. al. Diagnóstico bacteriológico das
infecçöes do trato urinário: uma revisão técnica. Rev Medicina 2001;34(1): 70-8.
25. Dachi SP. Infecções do trato urinário. Rev Bras Med 2003;57(7):759-65.
26. Nicolle LE. Epidemiology of urinary tract infection. Rev Infect Med 2001;18: 15362.
27. Kazmirczak A, Giovelli FH, Goulart LS. Caracterização das infecções do trato
urinário diagnosticadas no município de Guarani das Missões – RS. RBAC
2005;37(4):205-07.
28. Duarte G, Marcolin AC, Gonçalves CV, Quintana SM, Berezowski AT, Nogueira
AA, Cunha SP. Infecção urinária na gravidez: análise dos métodos para diagnóstico
e do tratamento. Rev Bras Ginecol Obstet 2002; 24(7):9-16.
29. Gales AC, Jones RN, Gordon KA, Sader HS, Werner WW, Mondell LB, Michael
AP, Gary VD. The sentry study group Latin America. Activity and spectrum of 22
antimicrobial agents tested against urinary tract infection pathogens in hospitalized
patients in Latin America: report from the second year of the SENTRY
antimicrobial surveillance program (1998). J Antimicrob Chemother 2000;45:295303.
30. Ramos H, Silva MEF, Queiroz MO, Coutinho H, Vilar M.CM, Hatori M.
Terapêutica antimicrobiana empírica nas infecções do trato urinário de pacientes
internados no Hospital das clínicas da UFPE baseada em dados de uroculturas. An
Fac Med Univ Fed Pernamb 1999;44(1):53-5.
27
31. Weber G, Riesengerg K, Schlaeffer F, Peled N, Borer A, Yagupsky P. Changing
trends in frequency and antimicrobial resistance of urinary pathogens in outpatient
clinics and a hospital in Southern Israel, 1991-1995. Eur J Clin Microbiol Infect Dis
1997;16(11):834-8.
32. Perrin M, Donnio PY, Heurtin-Lecorre C, Travert MF, Avril MF. Comparative
antimicrobial resistance and genomic diversity of Escherichia coli isolated from
urinary tract infections in the community and in hospitals. J Hosp Infect
1999;41(4):273-9.
33. Khan SW, Ahmed A. Uropathogens and their susceptibility pattern: a retrospective
analysis. J Pak Med Assoc 2001;51(2):98-100.
34. Magee JT, Pritchaar EL, Fitzgerald KA, Dunstan FDJ, Howard AJ. Antibiotic
prescribing and antibiotic resistance in community pratice: retrospective study,
1996-1998. B M J 1999;319:1239-40.
35. Ovalle A, Levancini M. Urinary tract infections in pregnancy. Curr Opin Urol
2008;11(1):55-9.
36. Moreira A. Antimicrobial resistance in staphylococci. Pediatric Clinics of North
America 1995;42:619-648.
37. Santos Filho L, Freitas FIS, Siqueira Jr JP. Evolution of drug-resistance in
Staphylococcus aureus from a brazilian university hospital. Folha Medica (Br)
1994;108:101-03.
38. Teixeira LA, Resende CA, Ormonde LR, Rosenbaum R, Figueiredo MAS,
Lencastre H, Tomasz A. Geographic spread of epidemic multiresistant
Staphylococcus aureus clone in Brazil. Journal of Clinical Microbiology
1995;33:2400-404.
39. Perry JD, Jones AL, Gould FK. Glycopeptide tolerance in bacteria causing
endocarditis. Journal of Antimicrobial Chemotherapy 1999;44:121-24.
40. Huycke MM, Sahm DF, Gilmore MS. Multiple-drug resistant Enterococci: the
nature of the problem and an agenda for the future. Emerging Infectious Diseases
1998;4:239-49.
41. Kaushall ML, Grover PS, Gupta ML. Non-fermenters in urinary tract infection. J
Assoc Physicians India. 1998;46(9):798-800.
28
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo demonstrou o perfil epidemiológico e suscetibilidade
bacteriana nas infecções do trato urinário de pacientes submetidos a urocultura em
laboratório de São Luís, Maranhão, no período de 2005 a 2008.
Foi observada maior frequência em pessoas do sexo feminino, com idade
superior a 60 anos. As enterobactérias foram os principais patógenos responsáveis
pelos quadros de infecção no trato urinário, com predomínio de Escherichia coli na
maioria das culturas positivas. A ampicilina foi o antimicrobiano que apresentou
menor sensibilidade.
Com a determinação do perfil epidemiológico das uroculturas positivas é
possível otimizar os tratamentos das infecções do trato urinário, diminuindo a
resistência dos micro-organismos aos antibióticos precocemente empregados, assim
como proporcionar uma melhor indicação no tratamento da infecção.
Sugere-se, a partir destes resultados, a criação de um protocolo nas unidades
de saúde com a operacionalização de exames de urocultura sempre que se fizer
necessário, contribuindo para o uso adequado de medicamentos e cura definitiva da
infecção, evitando assim que o paciente apresente recidivas.
29
5 REFERÊNCIAS
ANDRADE, E. A. Infecção do trato urinário na Infância. Medicina online – Revista
Virtual de Medicina 1(2):abr, maio-jun., 1998. In: HÖRNER, R.; VISSOTO, R.;
MASTELLA, A. et al. Prevalência de micro-organismos em infecções do trato urinário
de pacientes atendidos no Hospital Universitário de Santa Maria. Rev Bras An Clín.
2006;38(3):147-50.
ANDRIOLE, V.T. Infecções do trato urinário e pielonefrite. In: WYNGAARDEN, J.B.;
SMITH, L.H.; BENNETT, J.C. Tratado de medicina interna.19. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1993.
APECIH. Prevenção de infecção do trato urinário. São Paulo: Associação
Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar, 2000.
BASKIN, H.; DOGAN, Y.; BAHAR, I.H.; YULUG, N. Effect of subminimal inhibitory
concentration of three fluoroquinolones on adherence of uropathogenic strains of
Escherichia coli. International Journal of Antimicrobial Agents 2002;19:79-82.
BLACK, J.G. Microbiologia: fundamentos e perspectivas. 4. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2002.
BRAOIOS, A. et al. Infecções do trato urinário em pacientes não hospitalizados:
etiologia e padrão de resistência aos antimicrobianos. J Bras Patol Med Lab
2009;45(6):449-56.
CARDOSO, C.L.; MURARO, C.B.; SIQUEIRA, V.L.D.; GUILHERME, M. Simplified
tecnique for detection of significante bacteriuria by microscopic examination of urine.
J Clin Microbiol 2000;36(3):820-23.
CORRÊA, L.A.; CANALINI, A.F.; MATHEUS, W.E. Etiologia das infecções do trato
urinário. Int Braz J Urol 2003;29:7-10.
CUETO, M. Microbiological diagnosis of urinary tract infections. Enferm Infecc
Microbiol Clin 2005;23 (suppl 4):p. 9-14.
FERNANDES, E. Abordagem da criança com infecção urinária. Rev Port Clin Geral
2004;20:669-72.
FRANZ, M.; HORL, W.H. Common errors in diagnosis and management of urinary
tract infection I: Pathophysiology and diagnostic techniques. Neprol Dial Transplant
1997;14:2746-53.
GRAHAM, J.C.; GALLOWAY, A. The laboratory diagnosis of urinary tract infection. J
Clin Pathol 2001;54:911-9.
HERLBERG, I.P.; SCHOR, N. Abordagem diagnóstica e terapêutica na infecção do
trato urinário - ITU. Rev Assoc Med Brasileira 2003;49:109-116.
30
KARRAM, M.M.; MALLIPEDDI, P.K. Lower urinary tract infect. In: WALTERS,
M.D.; KARRAM, M.M. (eds). Urogynecology and reconstructive pelvic surgery, 2nd
ed. Mosby: St Louis, 1999.
KAZMIRCZAK, A.; GIOVELLI, F.H.; GOULART, L. S. Caracterização das infecções
do trato urinário diagnosticadas no município de Guarani das Missões - RS. Rev
Bras Anal Clin 2005;37(4):205-7.
KOCH, C.R. et al. Resistência antimicrobiana dos uropatógenos em pacientes
ambulatoriais, 2000-2004. Rev Soc Bras Med Trop 2008; 41(3):277-81.
KUNIN, C.M. Urinary tract infections. 5. ed. Baltimore: Williams & Wilkins, 1997.
MOREIRA, M.A.A.; COSTA, F.S.; NOGUEIRA, N.A.P. Bacteriúria assintomática em
gestantes atendidas no Centro de Saúde Ambulatorial Machado - (CESA-AM) em
Crateús, CE. Rev Bras Anal Clín 2003;35:41B.
ORENSTEIN, R.D.O.; WONG, E.M.D. Urinary tract infections in adults. American
Farm Physician v. 1, 1999.
PALMA, P.C.R.; DAMBROS, M. Cistites na mulher. Rev Bras Med 2002;59:346-50.
PIRES, M.C.S.; FROTA, K.S.; M. JUNIOR, P.O.; CORREIA, A.F.; ESCALANTE,
J.J.C.; SILVEIRA, C.A. Prevalência e suscetibilidades bacterianas das infecções
comunitárias do trato urinário, em Hospital Universitário de Brasília, no período de
2001 a 2005. Rev Soc Bras Med Trop Uberaba 2007;40(6).
POLETTO, K.Q.; REIS, C. Suscetibilidade antimicrobiana de uropatógenos em
pacientes ambulatoriais na cidade de Goiânia, GO. Rev Soc Bras Med Trop
Uberaba, 2005;38(5).
QUEIROZ, K., POLETTO, R.C. Suscetibilidade antimicrobiana de uropatógenos em
pacientes ambulatoriais na cidade de Goiânia - GO. Rev Socied Brasil Med Trop
2005;38:416-20.
ROCHA, L.C.A.; CARVALHAL, G.F.; MONTI, P.R. Exames complementares na
infecção do trato urinário. Int Braz J Urol 2003;29:15-20.
ROSSI, F.; ANDREAZZI, D.B. Resistência bacteriana: interpretando o antibiograma.
São Paulo: Atheneu, 2005.
RIELLA, M.C. Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos. 4. ed. Rio de
Janeiro: Guanabara-Koogan, 2003.
SAINT, S.; KAUFMAN, M.A.; ROGERS, M.A.M.; BAKER, P.D.; BOYOKO, E.J.;
LPSKY, B.A. Risk factors for nosocomial urinary tract-related bacteremia: a casecontrol study. American Journal Infection Control. Sept. 2006;4(7):401- 07.
31
SANTOS, S.R.S.R.; AMADO, C.A.B.; ASSEF, S.M.C. Infecções urinárias. Arq Ciênc
Saúde Unipar 1999;3(1):43-50.
SATO, A.F.; SVIDZINSKI, A.E.; CONSOLARO, M.E.L.; BOER, C.G. Nitrito urinário e
infecção do trato urinário por cocos gram-positivos. Jornal Bras Patol Médica e
Laboratorial 2005;41:397-404.
SOBEL, J.D.; KAYE, D. Urinary tract infections. In: MANDELL, G.L.; BENNETT, J.E.;
DOLIN, R. Principles and practiceth of infectious diseases. 6 ed. Philadelphia:
Elsevier Churchill Livingstone, 2005.
STAMM, W.E.; NORRBY, S.R. Urinary tract infections: disease panorama and
challenges. J Infect Dis 2001;183:(Suppl 1): S1-4.
THOMPSON , R.B.; MILLER, M. Specimen collection, transport, and processing:
bacteriology. Manual of Clinical Microbiology. Whashington, D.C. (Eds): American
Society for Microbiology, 2003.
TRABULSI, L.R.; ALTERTHUR, F.; GOMPERTZ, O.F.; CANDEIAS, J.A.N.
Microbiologia. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2002.
VALIQUETTE L. Urinary tract infections in women. Can J Urol 2001;8:6-12.
WARREN, J.W.; ABRUTYN, E.; HEBEL, J.R.; JOHNSON, J.R.; SCHAEFFER, A.J.;
STAMM, W.E. Guidelines for antimicrobial treatment of uncomplicated acute
bacterial cystitis and acute pyelonephritis in women. Infectious Diseases Society of
America (IDSA). Clin Infect Dis 1999;29:745-58.
ZAMAN, A.B. et al. Disappointing dipstick screening for urinary tract infection in
hospital inpatients. J Clin Pathol 1998;51:471-2.
32
ANEXOS
33
ANEXO A - Carta de Submissão do Artigo
Patrícia Figueiredo,
Agradecemos a submissão do seu manuscrito "Prevalência e resistência bacteriana das infecções do
trato urinário no município de São Luís-MA, no período de 2005 a 2008" para Revista da Sociedade
Brasileira de Medicina Tropical. Através da interface de administração do sistema, utilizado para a
submissão, será possível acompanhar o progresso do documento dentro do processo editorial,
bastando logar no sistema localizado em:
URL do Manuscrito:
http://submission.scielo.br/index.php/rsbmt/author/submission/38024
Login: pattymarry32
Em caso de dúvidas, envie suas questões para este email. Agradecemos mais
uma vez considerar nossa revista como meio de transmitir ao público seu
trabalho.
Dalmo Correia
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
________________________________________________________________________
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
http://submission.scielo.br/index.php/rsbmt
34
#RSBMT-663 : Prevalência e resistência bacteriana das infecções do...
Submissão
Autores
Patricia Figueiredo, Tatiana Cristina Fonseca Soares de
Santana, Tatiana Cristina Fonseca Soares de Santana,
Elcimeri de Maria Marques Pereira, Elcimeri de Maria
Marques Pereira, Silvio Gomes Monteiro, Silvio Gomes
Monteiro
Título
Prevalência e resistência bacteriana das infecções do trato
urinário no município de São Luís-MA, no período de 2005
a 2008
Documento Original RSBMT-663-38024-192021-1-SM.DOC 2010-08-12
INCLUIR DOCUMENTO SUPLEMENTAR
Doc. Sup.
RSBMT-663-38024192247-1-SP.DOC 201008-12
Submetido por
Data de submissão
Seção
Editor
Comentários do
Autor
Patricia Figueiredo
agosto 12, 2010 01:56
Artigos Originais
Dalmo Correia
Venho através deste submeter o artigo intitulado
Prevalência e resistência bacteriana das infecções do trato urinário
no município de São Luís-MA, no período de 2005 a 2008
para apreciação aos referees da revista.
Atenciosamente,
Patricia Figueiredo
Status
Status
Iniciado
Última alteração
Em Avaliação
2010-08-19
2010-08-19
35
Metadados da Submissão
Editar Metadados
Autores
Nome
Patrícia Figueiredo
Instituição
UNICEUMA
País
Brasil
Resumo da Biografia
—
Contato Principal para correspondência.
Nome
Instituição
País
Resumo da Biografia
Tatiana Cristina Fonseca Soares de Santana
UNICEUMA
Brasil
—
Nome
Instituição
País
Resumo da Biografia
Tatiana Cristina Fonseca Soares de Santana
UNICEUMA
Brasil
—
Nome
Instituição
País
Resumo da Biografia
Elcimeri de Maria Marques Pereira
UNICEUMA
Brasil
—
Nome
Instituição
País
Resumo da Biografia
Silvio Gomes Monteiro
UNICEUMA
Brasil
—
Nome
Instituição
País
Resumo da Biografia
—
—
—
Nome
Instituição
País
Resumo da Biografia
—
—
—
36
Título
Prevalência e resistência bacteriana das infecções do trato urinário no
município de São Luís-MA, no período de 2005 a 2008
Resumo
Introdução: A prevalência das infecções do trato urinário (ITU) varia com o
sexo e a idade dos pacientes. A frequência dos micro-organismos causadores de
ITU é dependente do local onde foi adquirida a infecção, intra ou extrahospitalar. A caracterização das ITU permite elucidar os fatores predisponentes,
bem como, os micro-organismos mais envolvidos neste tipo de infecção.
Objetivos: O presente trabalho objetivou determinar a prevalência dos
patógenos envolvidos nas infecções do trato urinário diagnosticadas em um
laboratório particular do município de São Luís - MA.
Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo com análise quantitativa dos
dados existentes nos livros de registros das uroculturas realizadas no período
de 2005 a 2008 de um laboratório particular da rede do município de São Luís –
MA através da análise documental das variáveis classificatórias (sexo, idade,
agente etiológico e sensibilidade aos antimicrobianos).
Resultados: Foram analisadas 875 (37%) uroculturas positivas realizadas no
período de 2005 a 2008. Os agentes responsáveis pelas uroculturas foram
separados em três grandes grupos, e as enterobactérias predominaram entre os
isolados com 748 (85,5%) amostras. Esse grupo foi subdividido em dois
grupos: Escherichia coli 387 (44,4%)e o grupo das outras Enterobactérias
361(41,1%). Cocos Gram - positivos e bacilos Gram - negativos não
fermentadores foram recuperados em taxas de 89 (10,2%) e 38 (4,3%),
respectivamente. As bactérias isoladas foram classificadas, segundo sua
origem: 638 (73%) em comunitária e 237 (27%) em hospitalar. A maioria das
bactérias isoladas apresentou elevada resistência aos medicamentos ampicilina,
cefalotina e sulfametoxazol- trimetroprima. Pacientes do sexo feminino foram
os mais acometidos com 603 (69%) dos casos. Observou-se um predomínio de
ITU em indivíduos com idade superior a 60 anos, totalizando 213 (24,3%) dos
casos.
Conclusão: O diagnóstico correto das ITU é de suma importância, pois,
permite a aplicação de um tratamento mais adequado, evitando desta forma,
complicações e recidivas.
37
Indexação
Área e sub-área do Saúde pública, doenças infecciosas
Conhecimento
Acadêmico
Classificação de
Assunto
artigo original
Palavras-chave
Perfil epidemiológico. Resistência. Urocultura
Idioma
PT
Agências de Financiamento
Agências
38
ANEXO B - Normas da Revista
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
Tipos de manuscrito
A revista convida à publicação Artigos Originais, Editoriais, Artigos
de Revisão, Comunicações Breves, Relatos de Casos, Relatórios
Técnicos, Imagens em Doenças Infecciosas, Cartas ao Editor,
Obituários, Notificações de Encontros, Cursos e Congressos.
Artigos Originais: devem relatar pesquisas originais que não
tenham sido publicadas ou consideradas para publicação em
outros periódicos. No caso de Ensaios Clínicos, o manuscrito deve
ser acompanhado pelo número e órgão de registro do ensaio
clínico. Estes requisitos estão de acordo com BIREME/OPAS/OMS e
o Comitê Internacional dos Editores de Revistas Médicas
(www.icmje.org) e do Workshop ICTPR.
Artigos de Revisão: devem ser uma análise crítica de avanços
recentes e não apenas revisão da literatura, com um resumo
estruturado de até 250 palavras, máximo de 8.000 palavras, cinco
ilustrações, com a mesma formatação do artigo original e será
submetido a análise dos pares.
Cartas ao Editor: leitores são encorajados a escrever sobre
qualquer tópico relacionado a doenças infecciosas e medicina
tropical de acordo com o escopo da revista. Não devem exceder
1.200 palavras, sem resumo e palavras-chaves, com apenas uma
inserção (figura ou tabela) e pode tratar de material anteriormente
publicado na revista, com até 12 referências.
Editoriais: usualmente, escritos a convite, considerando os
tópicos da área de enfoque da revista, não excedendo a 1.500
palavras, sem resumo e palavras-chaves.
Comunicações Breves: devem ser relatos sobre novos resultados
interessantes dentro da área de abrangência da revista. Não deve
exceder quatro páginas impressas, com no máximo 2.000
palavras, mesma formatação do artigo original, incluindo o resumo
estruturado e com até 15 referências. Um máximo de 3 ilustrações
é permitido. Um resumo com não mais que 100 palavras e até 3
palavras- chaves abaixo do resumo devem ser fornecidos.
Relatos de Casos: devem ser relatos breves com extensão
máxima de 1.500 palavras, com máximo de 3 ilustrações (tabelas
e figuras) e até 10 referências.
Relatórios Técnicos: devem ser precisos e relatar os resultados e
recomendações de uma reunião de experts. Será considerado, se
formatado como um editorial.
39
Imagens em Doenças Infecciosas: até três fotografias com a
melhor qualidade possível. Apenas três autores e três referências
(não citadas no texto) sem agradecimentos são permitidos. O
tamanho máximo é de 250 palavras com ênfase na descrição da
figura. Os temas devem envolver alguma lição clínica.
Obituários: devem ser escritos por um colega de profissão, e
destacar o perfil científico e a contribuição do profissional falecido.
Preparação do manuscrito
Todo manuscrito deve ser submetido através do sistema online nos
endereços http://submission.scielo.br/index.php/rsbmt/login ou
http://www.scielo.br/rsbmt. A carta de apresentação deve conter
uma declaração assegurando que o material não foi publicado ou
está sob consideração por outro periódico científico. O autor deve
escolher dentro do item Diretriz para Submissão (item 3.7) uma
categoria para o manuscrito (Artigos Originais, Editoriais, Artigos
de Revisão, Comunicações Breves, Relatos de Casos, Relatórios
Técnicos, Imagens em Doenças Infecciosas, Obituários e Cartas ao
Editor, ou outros quando não se encaixar em nenhuma das
categorias listadas). A responsabilidade pelo conteúdo do
manuscrito é inteiramente do autor e seus co-autores.
Formatação de Artigo Original
O manuscrito deve ser preparado usando software padrão de
processamento de textos e deve ser impresso (fonte times new
Roman tamanho 12) com espaço duplo em todo o texto, legendas
para as figuras e referências, margens com pelos menos 3cm. O
limite de palavras é de 6.000 com até 5 inserções (figuras e
tabelas). O manuscrito deve ser dividido nas seguintes seções:
Carta de envio, endereçada ao editor chefe, resumo estruturado,
palavras-chaves, introdução, métodos, resultados, discussão,
conclusões, agradecimentos e referências. Abreviações devem ser
usadas com moderação.
Página de Título: deve incluir o nome dos autores na ordem
direta e sem abreviações, graduações mais elevadas possuídas,
afiliações em instituições com endereço acadêmico do autor
correspondente e todos os co-autores e apoio financeiro.
Título: deve ser conciso, claro e o mais informativo possível, não
deve conter abreviações e não deve exceder a 200 caracteres,
incluindo espaços.
Título Corrente: com no máximo 70 caracteres.
Resumo Estruturado: deve condensar os resultados obtidos e as
principais conclusões de tal forma que um leitor, não familiarizado
com o assunto tratado no texto, consiga entender as implicações
40
do artigo. O resumo não deve exceder 250 palavras (100 palavras
no caso de comunicações breves) e abreviações devem ser
evitadas. Deve ser subdivido em: Introdução, Métodos, Resultados
e Conclusões.
Palavras-chaves: 3 a 6 itens devem ser listados imediatamente
abaixo do resumo estruturado.
Introdução: deve ser curta e destacar os propósitos para o qual o
estudo foi realizado. Apenas quando necessário citar estudos
anteriores de relevância.
Métodos: devem ser suficientemente detalhados para que os
leitores e revisores possam compreender precisamente o que foi
feito e permitir que seja repetido por outros. Técnicas-padrões
precisam apenas ser citadas.
Ética: em caso de experimentos em seres humanos, indicar se os
procedimentos realizados estão em acordo com os padrões éticos
do comitê de experimentação humana responsável (institucional,
regional ou nacional) e com a Declaração de Helsinki de 1964,
revisada em 1975, 1983, 1989, 1996 e 2000. Quando do relato de
experimentos em animais, indicar se seguiu um guia do conselho
nacional de pesquisa, ou qualquer lei sobre o cuidado e uso de
animais em laboratório foram seguidas.
Resultados: devem ser um relato conciso e impessoal da nova
informação. Evitar repetir no texto os dados apresentados em
tabelas e ilustrações.
Discussão: deve relacionar-se diretamente com o estudo que está
sendo relatado. Não incluir uma revisão geral sobre o assunto,
evitando que se torne excessivamente longa.
Agradecimentos: devem ser curtos, concisos e restritos aqueles
realmente necessários, e, no caso de órgãos de fomento não usar
siglas.
Conflito de Interesse: todos os autores devem revelar qualquer
tipo de conflito de interesse existente durante o desenvolvimento
do estudo.
Referências: devem ser numeradas consecutivamente, na medida
em que aparecem no texto. Listar todos os autores quando houver
até seis. Para sete ou mais, listar os seis primeiros, seguido por "et
al". Digitar a lista de referências com espaçamento duplo em folha
separada. Referências de comunicações pessoais, dados não
publicados ou manuscritos "em preparação" ou "submetidos para
publicação" não devem constar da lista de referência. Se
essenciais, podem ser incorporados em local apropriado no texto,
entre parênteses da seguinte forma: (AB Figueiredo: Comunicação
Pessoal, 1980); (CD Dias, EF Oliveira: dados não publicados).
Citações no texto devem ser feitas pelo respectivo número das
referências, acima da palavra correspondente, separado por
41
vírgula (Ex.: Mundo.1,2,3; Vida.30,42,44-50). As referências no fim do
manuscrito devem estar de acordo com o sistema de requisitos
uniformes utilizado para manuscritos enviados para periódicos
biomédicos (Consulte: http://www.nlm.nih.gov/citingmedicine). Os
títulos dos periódicos devem ser abreviados de acordo com o estilo
usado no "Index Medicus" (Consulte:
http://ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?db=journals&TabCmd=limits).
Alguns exemplos de referências:
1.
Russell FD, Coppell AL, Davenport AP. In vitro enzymatic
processing of radiolabelled big ET-1 in human kidney as a food
ingredient. Biochem Pharmacol 1998;55:697-701.
2.
Porter RJ, Meldrum BS. Antiepileptic drugs. In: Katzung BG,
editor. Basic and clinical pharmacology. 6th ed. Norwalk (CN):
Appeleton and Lange; 1995. p. 361-80.
3.
Blenkinsopp A, Paxton P. Symptoms in the pharmacy: a
guide to the management of common illness. 3rd ed. Oxford:
Blackwell Science; 1998.
Figuras: devem preferencialmente ser submetidas em alta
resolução no formato TIFF. As figuras devem ser colocadas em
arquivos separados, nomeados apenas com o número das figuras
(ex.: Figura 1; Figura 2). Certifique-se que as mesmas têm uma
resolução mínima de 300dpi.
Fotografias: devem ser enviadas com boa resolução (mínimo de
300dpi) no formato TIFF, preferencialmente, preparadas
utilizando o Adobe Photoshop.
Gráficos: criados usando Microsoft Word ou Excel, devem ser
salvos com a extensão original (.doc ou .xls). Eles não devem
ser copiados ou colados de um programa para o outro.
Mapas e Ilustrações: devem ser vetorizadas (desenhados)
profissionalmente utilizando os softwares CorelDraw ou Illustrator
em alta resolução, e suas dimensões não devem ter mais que 21,5
x 28,0cm.
Imagens: produzidas em software estatístico devem ser
convertidas para o formato Excel ou PowerPoint. Caso não seja
possível, converter o arquivo para o formato TIFF com resolução
de 300dpi, e enviar juntamente com o arquivo no formato original.
Legendas: nas figuras, as legendas devem ser digitadas juntas
com espaçamento duplo em uma folha separada.
Ilustrações Coloridas: devem ser aprovadas pelos editores e as
despesas extras para confecção de fotolitos coloridos serão de
responsabilidade dos autores.
42
Tabelas: devem ser digitadas com espaçamento duplo, com um
título curto e descritivo e submetido online em um arquivo
separado. Legendas para cada tabela devem aparecer no rodapé
da mesma página que a tabela. Todas as tabelas devem ter
numeração arábica, citadas no texto, consecutivamente. Tabelas
não devem ter linhas verticais, e linhas horizontais devem ser
limitadas ao mínimo, com notas de rodapé logo abaixo. Tabelas
devem ter no máximo 17cm de largura.
Processo de Envio: a partir de 21 de Outubro de 2009, os artigos
submetidos à Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical
deverão utilizar apenas a via eletrônica. Todos os manuscritos
deverão ser enviados via internet para
http://submission.scielo.br/index.php/rsbmt/login, seguindo as
instruções no topo de cada tela. A partir desta data o processo de
revisão pelos pares também será totalmente pela via eletrônica.
Sobre Re-envio e revisões: a revista diferencia entre: a)
manuscritos que foram rejeitados e b) manuscritos que serão reavaliados após a realização das correções que foram solicitadas
aos autores.
Re-envio: caso o autor receba uma carta informando que seu
trabalho foi rejeitado e queira que os editores reconsiderem tal
decisão, o autor poderá re-enviá-lo. Neste caso será gerado um
novo número para o manuscrito.
Revisão: caso seja necessário refazer seu manuscrito com base
nas recomendações e sugestões dos revisores, ao devolvê-lo, para
uma segunda análise, por favor, encaminhe o manuscrito revisado
e informe o mesmo número do manuscrito.
Após a aceitação: quando o trabalho for aceito para publicação,
os autores devem fornecer:
a)
Formulário de concessão de direitos autorais, fornecido pela
secretaria da revista, assinado pelo autor correspondente.
b)
Provas: serão enviadas ao autor correspondente para que o
texto seja cuidadosamente conferido. Mudanças ou edições ao
manuscrito editado não serão permitidas nesta etapa do processo
de edição. Os autores deverão devolver as provas corrigidas
dentro de quatro dias após serem recebidas.
c)
Os artigos aceitos comporão os números impressos
obedecendo o cronograma em que foram submetidos, revisados e
aceitos.
d)
Os artigos aceitos remanescentes a cada número da revista
serão disponibilizados on line enquanto aguardam a prioridade
para publicação na versão impressa.
43
Re-impressões: a revista fornece ao autor, gratuitamente,
excertos do artigo em formato PDF, via e-mail.
Custos de Publicação: Não haverá custos de publicação, exceto
as despesas que, a Revista da Sociedade Brasileira de Medicina
Tropical tiver com tradução de artigos do Português para o Inglês.
Neste caso os autores pagarão estes custos.
44
ANEXO C – Parecer Consubstanciado
45
46
47
ANEXO D – Declaração
São Luís, 24 de novembro de 2010
DECLARAÇÃO
Declaro para os devidos fins, que o trabalho intitulado “Perfil epidemiológico das
uroculturas positivas no município de São Luís – MA, no período de 2005 a 2008”,de
autoria da aluna Tatiana Cristina Fonseca Soares de Santana,
encontra-se
estruturado de acordo com o padrão estabelecido pela Coordenação do Mestrado
em Biologia Parasitária - UniCEUMA, estando, assim, em condições de ser
submetido à defesa pública.
Sugestões da banca:
Memória da Qualificação
Profª Drª Cristina de Andrade Monteiro
Professores externos ao Programa
Prof. Dr. José de Macedo Bezerra
Profª Drª Azizedite Guedes Gonçalves
Professores do Programa
Prof. PhD. Roberto Nicolete
Prof. Dr. Maria da Graça Viana
Sugestão de datas para defesa pública:
15 de dezembro de 2010 às 15 horas
16 de dezembro de 2010 às 15 horas
17 de dezembro de 2010 às 15 horas
___________________________________________
Profª Drª Patrícia de Maria Silva Figueiredo
Orientadora
Download