Hepatite B

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MANEJO HEPATITES VIRAIS B/C
HEPATITE B – PAPEL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE
FILIPE DE BARROS PERINI
Assessor Técnico GEDST-DIVE-SES
Infectologista Policlínica Municipal do Continente – SMS-PMF
Assessor Técnico DMAC-SMS-PMF
Preceptor do estágio em infectologia da Residência Médica em MFC-SMS-PMF
COMPETÊNCIAS/PAPEL
IMPORTÂNCIA
• A Atenção Primária em Saúde (APS) é a principal via de
ACESSO dos usuários ao SUS.
• CTA
• Emergência (UPA; Hospitalar)
• As equipes de APS têm papel central
1. Diagnóstico
2. Encaminhamento
3. Acompanhamento compartilhado das pessoas portadoras –
sintomáticas ou não – de hepatites.
IMPORTÂNCIA
• Para que possam exercer esse papel, é necessário que as
equipes estejam aptas a:
– identificar casos suspeitos;
– solicitar exames laboratoriais adequados;
– realizar encaminhamentos a serviços de referência dos casos
indicados;
• Propor/construir/revisar/pressionar para fluxos com gestores locais
• As hepatites virais, como importante questão de saúde
pública, exige MOBILIZAÇÃO, CAPACITAÇÃO E CONSTANTE
TROCA DE INFORMAÇÕES entre os gestores, profissionais de
saúde e a sociedade
REDE DE ATENÇÃO
Fonte: Hepatites virais : o Brasil está atento -MS/SVS/DVE – 3. ed. 2008.
DISTRIBUIÇÃO HEPATITE B
PREVALÊNCIA HBV
SVS/MS-2008
• 350 milhões de infectados crônicos no mundo (OMS)
– principal causa de cirrose e carcinoma hepatocelular (CHC)
PREVALÊNCIA HBV
• Grande variação
regional
• 1999-2011
– 120.343 casos
– Estados Sul – 31,6%
• >38.000 casos
SVS/MS-2008
Fonte: Boletim Epidemiológico Hepatites Virais – MS/SVS 2012
TAXA DE DETECÇÃO (INCIDÊNCIA) HBV
• Brasil
– 6,9 casos/100.000
hab.
• Região Sul
– Maior taxa
– 14,3 casos/100.000
hab.
• Santa Catarina
– Maior Sul
– 19,7 casos/100.000
hab.
Fonte: Boletim Epidemiológico Hepatites Virais – MS/SVS 2012
“TERRITORIALIZAÇÃO”
ÁREA DE ABRANGÊNCIA – 3500 USUÁRIOS SUS
• Prevalência varia em SC de >8% até <1%
> 280 a 35 CASOS DE HBV
CRÔNICA
• Sabemos onde estão esses casos no nosso território?
QUANDO SUSPEITAR?
SUSPEITAR!!
• Icterícia súbita (recente ou não)
• Sintomas de hepatopatia aguda ou crônica
• Elevação de aminotransferases (TGO/TGP)
• Exposição a fonte de infecção documentada
• Comunicante de caso confirmado de hepatite
HEPATITE B AGUDA
GERALMENTE OLIGOSSINTOMÁTICA
1. Período de incubação
2. Período prodrômico ou pré-ictérico
3. Fase ictérica
4. Fase de covalescença
Fonte: Material instrucional para capacitação em vigilância epidemiológica das hepatites virais - MS/SVS 2008
GERALMENTE OLIGOSSINTOMÁTICA
1. Período de incubação
–
–
Entre o contato com a fonte de infecção até o aparecimento de
sintomas
Média 70 dias (30-180)
2. Período prodrômico ou pré-ictérico
3. Fase ictérica
4. Fase de covalescença
Fonte: Material instrucional para capacitação em vigilância epidemiológica das hepatites virais - MS/SVS 2008
GERALMENTE OLIGOSSINTOMÁTICA
1. Período de incubação
2. Período prodrômico ou pré-ictérico
–
Sintomas inespecíficos:
•
•
•
•
•
•
–
Anorexia, Náuseas e Vômitos
Febre baixa; Cefaléia; Fotofobia
Astenia e fadiga
Aversão do paladar e/ou olfato
Mialgia e dor abdominal
Colúria, hipo/acolia fecal
Persiste entre 3 a 10 dias
3. Fase ictérica
4. Fase de covalescença
GERALMENTE OLIGOSSINTOMÁTICA
•TGO/TGP RETORNAM
AO NORMAL
1. Período de incubação
EM POUCAS SEMANAS (6-9)
2. Período prodrômico ou pré-ictérico
3. Fase ictérica
–
–
70% ANICTÉRICO
Diminuição dos sintomas prodrômicos
•
–
–
•QUANDO PERSISTEM AUMENTADAS
POR >6 MESES , INDICAM EVOLUÇÃO
PARA HEPATITE B CRÔNICA
Hepatomegalia dolorosa e discreta
Hiperbilirrubinemia (à custa de BD)
Aumento de aminotransferases (10 – 100x LSN)
4. Fase de covalescença
Fonte: Material instrucional para capacitação em vigilância epidemiológica das hepatites virais - MS/SVS 2008
GERALMENTE OLIGOSSINTOMÁTICA
1. Período de incubação
2. Período prodrômico ou pré-ictérico
3. Fase ictérica
4. Fase de covalescença
–
–
–
Desaparecimento da icterícia
Retorno progressivo do bem-estar
NÃO EXISTEM
MANIFESTAÇÕES
CLINICAS OU
Fraqueza e cansaço fácil podem
persistir
por meses
PADRÕES DE EVOLUÇÃO PATOGNOMÔNICOS DOS
DIFERENTES AGENTES DA HEPATITES VIRAIS.
O DIAGNOSTICO ETIOLÓGICO SÓ E POSSÍVEL POR
MEIO DE EXAMES SOROLÓGICOS E/OU DE
BIOLOGIA MOLECULAR.
Fonte: Material instrucional para capacitação em vigilância epidemiológica das hepatites virais - MS/SVS 2008
Hepatites virais : o Brasil está atento -MS/SVS/DVE – 3. ed. 2008.
MANEJO AMBULATORIAL HEPATITE VIRAL AGUDA
• Consulta quinzenal no primeiro mês, posteriormente
mensal
• Lab: AST/ALT, Bilirrubinas, albumina, TAP
• Evolução para Hepatite Fulminante
• A partir do período ictérico
• Sinais de gravidade:
•
•
•
•
Piora dos sintomas dispépticos; vômitos repetidos;
Febre prolongada persistente
Hemorragias espontâneas (alteração do coagulograma)
Sinais de encefalopatia hepática (Confusão mental; sonolência e/ou
agitação psicomotora; “flapping”; torpor e coma)
• Mortalidade de 40-80%
Fonte: Material instrucional para capacitação em vigilância epidemiológica das hepatites virais - MS/SVS 2008
TRANSMISSÃO DA HEPATITE B
TRANSMISSÃO HBV
•
Sexual (relação desprotegida)- IMPORTANTE
•
Transmissão vertical (principalmente DURANTE O PARTO)
– Adolescentes e Adultos
– HBEAG + (70-90%)
– HBEAG – (30-50%)
• VACINAÇÃO E IMUNOGLOBULINA (>95% proteção)
•
Transmissão horizontal (contato familiar)
•
Contato com sangue ou fluídos corporais infectados em virtude de
exposição percutânea/mucosa
• UDI; UD ináláveis e crack; TATUAGENS E PIERCING
• ESCOVA DE DENTES;LAMINAS DE BARBEAR; INSTRUMENTOS DE PEDICURE/MANICURE
•
Transfusão de sangue e/ou hemoderivados
– PRINCIPALMENTE ANTES DE 1978
HEPATITE B CRÔNICA
HBV CRÔNICA
• Também OLIGOSSINTOMÁTICA
• Definida por HBsAg REAGENTE > 6 meses
• Inflamação crônica
FIBROSE (cirrose)
• O vírus da hepatite B é fator independente para
CARCINOMA HEPATOCELULAR (mesmo sem cirrose)
– 30-50%
• Portador assintomático - perpetuação da endemia
• 1-2% farão conversão HBsAg/Anti-HBs ao ano (“cura”)
Fonte: Protocolo clinico e diretrizes terapêuticas para o tratamento da hepatite viral crônica B e coinfecções MS/SVS/ Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais,2010
HBV – HISTÓRIA NATURAL
CONTÁGIO
6 MESES
90%
CURA
1-2% ANO
10%
INFECÇÃO CRÔNICA
75%
SEM ATIVIDADE
REPLICATIVA
25%
COM ATIVIDADE
REPLICATIVA
CONTÁGIO
HBV CRÔNICA CRIANÇAS
• Hepatite Crônica:
– 90% menores de 1 ano
– 20-50% entre 1 e 5
anos
MARCADORES SOROLÓGICOS
HEPATITE B
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBs
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBs
HBc
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBs
HBc
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
HBs
HBc
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
HBs
HBcAg
HBc
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBs
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBs
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBs
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
Anti-HBs
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBc
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
Anti-HBs
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBc
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
Anti-HBs
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBc
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
Anti-HBs
HBs
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBc
IgM
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
Anti-HBs
HBs
IgG
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBc
IgM
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
Anti-HBs
HBs
IgG
HBcAg
HBc
HBeAg
Anti-HBc
total
IgM
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
Anti-HBs
HBs
IgG
HBcAg
Anti-HBc
IgM
HBc
HBeAg
total
Anti-HBe
HBV
(Vírus da Hepatite B)
HBsAg
Anti-HBs
HBs
IgG
HBcAg
Anti-HBc
IgM
HBc
HBeAg
total
Anti-HBe
Marcadores sorológicos na Hepatite
Aguda B
Níveis
sintomas
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
36
Marcadores sorológicos na Hepatite
Aguda B
sintomas
Níveis
HBsAg
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
36
Marcadores sorológicos na Hepatite
Aguda B
sintomas
HBsAg
Níveis
Anti-HBc IgM
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
36
Marcadores sorológicos na Hepatite
Aguda B
sintomas
Anti-HBc Total
HBsAg
Níveis
Anti-HBc IgM
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
36
Marcadores sorológicos na Hepatite
Aguda B
sintomas
Anti-HBc Total
HBsAg
Níveis
Anti-HBc IgM
Anti-HBs
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
36
Marcadores sorológicos na Hepatite
Aguda B
sintomas
HBeAg
Anti-HBc Total
HBsAg
Níveis
Anti-HBc IgM
Anti-HBs
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
36
Marcadores sorológicos na Hepatite
Aguda B
sintomas
HBeAg
Anti-HBe
Anti-HBc Total
HBsAg
Níveis
Anti-HBc IgM
Anti-HBs
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
36
Marcadores sorológicos na Hepatite
Crônica B
Níveis
sintomas
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
anos
Marcadores sorológicos na Hepatite
Crônica B
sintomas
Níveis
HBsAg
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
anos
Marcadores sorológicos na Hepatite
Crônica B
sintomas
HBsAg
Níveis
Anti-HBc IgM
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
anos
Marcadores sorológicos na Hepatite
Crônica B
sintomas
HBsAg
Anti-HBc Total
Níveis
Anti-HBc IgM
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
anos
Marcadores sorológicos na Hepatite
Crônica B
sintomas
HBeAg
HBsAg
Anti-HBc Total
Níveis
Anti-HBc IgM
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
anos
Marcadores sorológicos na Hepatite
Crônica B
sintomas
HBeAg
Anti-HBe
HBsAg
Anti-HBc Total
Níveis
Anti-HBc IgM
0
1
2
3
4
5 6 7 8 9 18
Meses após a infecção
anos
CASO 1
CASO 1
• O paciente A. C. B., 32 anos, sexo masculino procurou a UBS do seu
município, relatando ter sido encaminhado pelo Banco de Sangue,
por ser portador do vírus da hepatite B.
• Nessa ocasião, encontrava-se sem queixas e anictérico.
»
• Negou vacinação contra a hepatite B, transfusão de sangue ou uso
de drogas injetáveis.
• Afirma ser heterossexual, casado e ter dois filhos. Negou relação
extraconjugal.
• O médico que o atendeu solicitou os seguintes exames para o início
da investigação:
O QUE ESSES MARCADORES INDICAM?
• Contato passado
• Imunidade, provavelmente por infecção
assintomática e anictérica
• Imunidade, provavelmente vacinal
• Não sei, estava distraído e não li o caso
O QUE ESSES MARCADORES INDICAM?
• Imunidade, provavelmente por infecção
assintomática e anictérica
• Esse caso deve ser considerado como imunidade
• Nega passado de vacinação
OS MARCADORES SOLICITADOS SÃO OS MAIS INDICADOS PARA
A TRIAGEM NA SUSPEITA DE HEPATITE B?
• Sim, pois com HBsAg e anti-HBs é possível definir se o
caso se trata de Hepatite B aguda ou Crônica
• Não, apenas o HBsAg é suficiente para a triagem na
suspeita de Hepatite B
• Não, a melhor escolha na triagem de caso suspeito de
Hepatite B seria o HBsAg e anti-HBc total
• Não, a melhor opção na suspeita de Hepatite B é a
solicitação de um perfil completo (HBsAg, anti-HBs,
anti-HBc, HBeAg e anti-HBeAg)
OS MARCADORES SOLICITADOS SÃO OS MAIS INDICADOS PARA
A TRIAGEM NA SUSPEITA DE HEPATITE B?
• Não, a melhor escolha na triagem de caso suspeito de
Hepatite B seria o HBsAg e anti-HBc total
• Os marcadores solicitados não são os mais adequados,
pois o antígeno de superfície HBsAg e o anti-HBs não
aparecem juntos
SUSPEITA DE HEPATITE B
• Os marcadores mais adequados para uma primeira abordagem
devem ser o HBsAg e o anti-HBc
– O HBsAg é o primeiro marcador a ser detectado
– O HBsAg aponta para a presença do vírus, quer seja fase aguda ou
crônica
– O anti-HBc identifica que o indivíduo entrou em contato com o
vírus. É encontrado na fase aguda, na crônica e em casos de cicatriz
sorológica.
– O anti-HBc é o único marcador sorológico presente na janela
imunológica.
• Com esta abordagem, é possível investigar (triagem) todas as
possibilidades de hepatite B.
EXEMPLOS DE MARCADORES NA HEPATITE B
• Os resultados indicam que não houve contato com o
vírus
• Podem indicar suscetibilidade para infecção pelo HBV.
• Vacinar (se não houver histórico)
EXEMPLOS DE MARCADORES NA HEPATITE B
• Os resultados indicam imunidade por vacinação
• Não há necessidade de outros marcadores.
EXEMPLOS DE MARCADORES NA HEPATITE B
• Esses resultados podem indicar:
– janela imunológica: período compreendido entre o
desaparecimento do HBsAg e a não detecção do anti-HBs;
– Resultado falso-positivo, devendo ser repetido o marcador e
fazer acompanhamento;
– Perfil observado em infecção passada, com níveis de Anti-HBs
indetectáveis pelos testes de diagnóstico
EXEMPLOS DE MARCADORES NA HEPATITE B
• Hepatite B, fase aguda ou crônica.
• A presença de anti-HBc IgM reagente definiria como
fase aguda
EXEMPLOS DE MARCADORES NA HEPATITE B
• Esses resultados podem indicar:
– período de incubação, iniciando fase aguda;
– hepatite B crônica: necessita complementação com Anti-HBc
total (contato) e novo HBsAg em 6 meses;
– Falso-positivo para o HBsAg:
EXEMPLOS DE MARCADORES NA HEPATITE B
• Os resultados indicam imunidade por contato prévio
com o vírus, tendo desenvolvido infecção sintomática ou
assintomática
EXEMPLOS DE MARCADORES NA HEPATITE B
• Fase aguda de infecção
Fonte: Hepatites virais : o Brasil está atento -MS/SVS/DVE – 3. ed. 2008.
Fonte: Hepatites virais : o Brasil está atento -MS/SVS/DVE – 3. ed. 2008.
CASO 2
CASO 2
• Paciente N. G. L., 23 anos, sexo feminino, foi chamada ao
Centro de Saúde, por ser comunicante sexual, há dois
meses, de portador de HBsAg, já em acompanhamento.
É NECESSÁRIO FAZER A BUSCA ATIVA DOS COMUNICANTES DE
PACIENTES PORTADORES DE HBSAG?
• Sim, mas isso é trabalho da Vigilância Epidemiológica
• Sim, apenas se o portador de HBsAg estiver na fase
aguda
• Sim, independente se for portador crônico de HBsAg ou
estiver na fase aguda da hepatite
• Não, a minha agenda está lotada. Ainda tenho 3
urgências/acolhimentos para a tarde. Além de tudo o
agente comunitário da área está de licença médica sem
previsão de volta.
É NECESSÁRIO FAZER A BUSCA ATIVA DOS COMUNICANTES DE
PACIENTES PORTADORES DE HBSAG?
• Sim, independente se for portador crônico de HBsAg ou
estiver na fase aguda da hepatite
INVESTIGAÇÃO DE COMUNICANTES
• Todos os comunicantes de casos confirmados de hepatite B
deverão ser investigados, independente de apresentarem ou
não sintomas.
• Serão considerados comunicantes:
– parceiros sexuais;
– pessoa que compartilha seringas, agulhas e outros instrumentos
contaminados (usuários de drogas);
– filhos de mãe HBsAg reagente;
– pessoas que residem no mesmo domicílio, sejam familiares ou não.
• Realizar exame clínico e laboratorial (HBsAg e anti-HBc)
CASO 2 - CONTINUAÇÃO
• A paciente N. G. L., esta refere executar serviços gerais
de limpeza, ser heterossexual, nega passado de doenças
sexualmente transmissíveis (DST), nunca ter feito uso de
drogas injetáveis ou recebido transfusão de sangue.
• Não sabe informar sobre vacinas recebidas anteriormente
ou sobre a existência de casos de hepatite na família.
• Foram solicitados marcadores para hepatite B, com os
seguintes resultados:
CASO 2 - CONTINUAÇÃO
• Os resultados indicaram não infecção pelo HBV
• Entretanto, tratando-se de comunicante sexual de
portador de HBV pode ser um caso de infecção
recente, período de incubação (30-180 dias)
HÁ NECESSIDADE DE SOLICITAÇÃO DE OUTROS MARCADORES?
• Não, apenas solicitaria a paciente retorno em 30 dias
para repetição de sorologias de triagem
• Não, apenas solicitaria a paciente que procurasse o
Centro de Saúde caso apresentasse sintomas
• Não no momento, mas encaminharia a paciente para a
vacinação contra Hepatite B e no retorno para a 2ª dose
(30 dias) solicitaria HBsAg e anti-HBc
• Sim, solicitaria um perfil completo para hepatite B, pois
somente assim posso avaliar a verdadeira situação
imunológica da paciente.
HÁ NECESSIDADE DE SOLICITAÇÃO DE OUTROS MARCADORES?
• Não no momento, mas encaminharia a paciente para a
vacinação contra Hepatite B e no retorno para a 2ª dose
(30 dias) solicitaria HBsAg e anti-HBc
CASO 2 - CONTINUAÇÃO
• O médico solicitou anti-HBs, cujo resultado foi não
reagente
• Encaminhou a paciente para fazer a primeira dose da
vacina contra a Hepatite B
• Solicitou retorno dentro de três meses
CASO 2 - CONTINUAÇÃO
• Entretanto, a paciente retornou antes ao ambulatório
apresentando dor abdominal, febre baixa, náuseas,
vômitos e icterícia.
• Declara ter recebido a primeira dose da vacina contra o vírus
da hepatite B há 18 dias.
• Mediante o quadro clínico atual, foram realizados os seguintes
exames:
DIANTE DESSE QUADRO, O QUE É POSSÍVEL CONCLUIR?
• Não sei, estou com fome já e essa aula não acaba nunca.
• Trata-se de um quadro de Hepatite B aguda secundário a
vacina
• Trata-se de uma reação vacinal, uma vez que a vacina
não contém vírus vivo ou atenuado
• Quadro clínico e laboratorial compatível com Hepatite B
aguda
DIANTE DESSE QUADRO, O QUE É POSSÍVEL CONCLUIR?
• Quadro clínico e laboratorial compatível com Hepatite B
aguda
•
Acompanhamento clínico
–
–
–
–
Consultas quinzenais (1º mês) – após mensais (mínimo) até resolução do quadro.
AST/ALT, Bilirrubinas, Albumina, TAP (cada consulta)
Checar critérios de gravidade (piora sintomas e/ou laboratório)
Hepatite B aguda “benigna” resolve em média <3 meses
•
Não existe tratamento específico para as formas agudas de hepatites
virais
•
Cuidado com medicações hepatotóxicas
•
Repouso relativo
•
Abstinência alcoólica absoluta (dieta?)
VACINAÇÃO E IMUNOGLUBULINA
VACINAÇÃO
• Medida de controle e prevenção mais segura e eficaz, e
de maior impacto contra a hepatite B
– >95% de proteção neonatos, crianças e adolescentes
– 90% em adultos
• queda progressiva de imunogenicidade (75% aos 60 anos)¹
• Indicada todos até 49 anos (NT 02/2013)
Fonte: ¹Centers for Disease Control and Prevention. Epidemology and prevention of vaccine-preventable diseases. 7thed. Atlanta; 2002/
VACINAÇÃO – SITUAÇÕES ESPECIAIS
•
Independente da faixa etária:
Gestantes, após o 1º trimestre
– potenciais receptores de múltiplas transfusões
Portador de DST’s
de sangue ou politransfundidos
convívio domiciliar contínuo com pessoas
– usuários de drogas injetáveis e inaláveis
portadoras de HBV
– profissionais do sexo
– hepatopatias crônicas e portadores de
hepatite C;
– População LGBTT, caminhoneiros
– Trabalhadores da Saúde
– Vítimas de abuso sexual;
– Pessoas infectadas com HIV
– vítimas de acidentes com material biológico
positivo ou fortemente
suspeitoDESTES
de infecção
TENDO EM
VISTA Civis
A DIFICULDADE
DE IDENTIFICAÇÃO
DE ALGUNS
– Bombeiros,
PM, Policiais
e Policiais
por HBV;
Rodoviários
– doadores
sangue;
GRUPOS
E PARA EVITAR CONSTRANGIMENTOS
, TODOdeINDIVIDUO
ACIMA DE 50
– Carcereiros
– transplantados de órgãos sólidos ou de
óssea; SER ADMINISTRADO
– ANOS
Coletadores
lixo
QUEdeBUSCAR
A VACINA DA HEPATITE medula
B, DEVERÁ
–
doadores
de órgãos sólidos ou de medula
– Comunicantes sexuais de pessoas portadoras
óssea;
INDEPENDENTE DE COMPROVAÇÃO DA INDICAÇÃO
de VHB
– nefropatias crônicas/dialisados/síndrome
– Doadores de sangue
nefrótica;
– asplenia anatômica ou funcional e doenças
– HSH ou MSM
relacionadas;
– Pessoas desprovidas de liberdade
– fibrose cística (mucoviscidose);
– Manicures, pedicures e podólogos
– doença de depósito;
– Populações de assentamentos e
– imunodeprimidos;
acampamentos
– Populações indígenas
–
–
–
IMUNOGLOBULINA
1. Indicada no nascimento (preferencialmente < 12h),
associado a vacinação.
– Importante medida de prevenção da TRANSMISSÃO VERTICAL
em mães HBsAg +
2. Acidente com material biológico positivo para HBV
3. Vítima de violência sexual
4. Comunicantes sexuais de casos agudos de HBV
5. Imunodeprimidos após exposição de risco
Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância
em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – 4. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014
AMAMENTAÇÃO
AMAMENTAR
Fonte: Infecções maternas na lactação . Lamounier JA, et alii, Jornal de Pediatria, 2004
OBRIGADO!
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