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Estudo da Carta a Tito
ESTUDO DA CARTA DE PAULO A TITO
J. DIAS
AUTOR
Apóstolo Paulo
DATA E LOCAL DE COMPOSIÇÃO
É possível que Paulo tenha escrito a carta na Macedônia, pois ainda não chegara
a Nicópolis (3.12). A carta foi escrita após sua soltura do primeiro
encarceramento em Roma (At 28), provavelmente entre 63 e 65 d.C. Foi escrita
na mesma época da Primeira Carta a Timóteo.
QUEM ERA TITO
Seu nome significa “louvável”. Um cristão gentio, grego, convertido através da
pregação de Paulo (1.4), e excelente ajudador no ministério do apóstolo. Quanto
Paulo partiu de Antioquia da Síria para defender seu evangelho em
Jerusalém, levou Tito com ele (Gl 2.1-3). A aceitação de Tito como cristão sem
ser circuncidado deu força a tomada de posição de Paulo no Concílio de
Jerusalém (Gl 2.3-5). Supõe-se que Tito, que não é mencionado nenhuma vez
em Atos, trabalhava com Paulo em Éfeso durante a terceira viagem missionária.
De Éfeso Paulo o enviou a Corinto para ajudar aquela igreja (2 Co 2.12-13; 7.56; 8.6).
Depois que Paulo foi solto do primeiro encarceramento em Roma (At 28), ele
e Tito trabalharam por breve período em Creta (1.5), e em seguida ele
comissionou Tito para permanecer ali como seu representante e completar
alguns trabalhos necessários (1.5; 2.15; 3.12,13). Paulo pedia a Tito que o
encontrasse em Nicópolis (litoral oeste da Grécia) depois que chegasse em
Creta um substituto na obra (3.12). Posteriormente Tito foi em missão a
Dalmácia (região da antiga Iugoslávia, atual Eslovênia, Croácia e Bósnia) e
essas são as últimas informações que temos a respeito dele no Novo
Testamento.
CRETA
A quarta maior ilha do Mediterrâneo, com aproximadamente 205 Km de
extensão, fica diretamente ao sul do mar Egeu. Distante da Europa, da Ásia e
da África, mas considerada como fazendo parte da Europa, integrado ao
território da Grécia. A ilha possuía mais de cem cidades. Nos tempos do Novo
Testamento a vida em Creta tinha se degradado, chegando a um nível moral
deplorável. A desonestidade a glutonaria e a preguiça dos seus habitantes eram
conhecidas de muitos (1.12).
TEMA
Instruções aos líderes da igreja. Paulo aconselha o jovem pastor como proceder
na escolha dos presbíteros, dando orientações sobre que tipo de pessoa escolher
para essa função. A conduta de cada um deles em seus lares revelava a
idoneidade para o serviço ministerial (1.5-9). Em seguida Paulo enfatiza a
importância de como se relacionar com pessoas de variadas faixas etárias na
igreja (2.2-7). Exorta a Tito para que ele próprio se tornasse um exemplo para
os fiéis. Por fim Paulo incentiva ao evangelista a ajudar as pessoas no sentido
do comportamento cristão exemplar.
Como em 1Timóteo, em Tito também Paulo mostra uma grande preocupação
na defesa da sã doutrina (1.9,13; 2.1-2).
Esta carta contém duas meditações teológicas maravilhosas sobre a graça que
Deus oferece aos homens através de Cristo Jesus (2.11-14; 3.4-7). Inclui
afirmações sobre a segunda vinda de Cristo (2.13), sobre a morte vicária de
Cristo (2.14), sobre a regeneração pelo Espírito Santo (3.5) e sobre a
justificação pela graça (3.7).
Nesta carta Paulo afirma mais uma vez a divindade de Cristo, usando livremente
o título de “Salvador” nos mesmos contextos tanto para Deus (1.3; 2.10; 3.4)
quanto para Cristo (1.4; 2.13; 3.6). Em 2.13 ele enfatiza “Nosso grande Deus e
Salvador, Cristo Jesus”.
OS MOTIVOS DA CARTA
Essa carta, como também as cartas a Timóteo, não é endereçada a comunidade,
mas aos seus “pastores”, a homens que exercem o ministério na igreja. Sendo
assim, talvez tenhamos nesses documentos os primeiros testemunhos de
ordenação eclesiástica na Igreja Primitiva. Neles podemos encontrar as normas
e regulamentações de como deve ser o comportamento do ministro cristão.
Segundo parece, Paulo introduziu o cristianismo em Creta quando ele e Tito
visitaram a ilha; depois disso deixou Tito ali para organizar as comunidades
cristãs. Paulo enviou a carta junto com Zenas e Apolo numa viagem que incluía
Creta no itinerário (3.13), a fim de dar a Tito autorização e orientação para
enfrentar a oposição (2.1,7,8,15; 3.9), instruções a respeito da fé e da doutrina
e advertências a respeito dos falsos mestres.
As igrejas em Creta vinham sendo perturbadas por falsos mestres, os quais por
ganância estavam pervertendo casas inteiras (1.11). Isso provavelmente se
referia a congregações inteiras porque as igrejas primitivas se reuniam em casas
de convertidos. Paulo chama esses indivíduos de abomináveis e desobedientes
(1.16) e diz que é preciso que esse pessoal tenha a boca fechada. Exige que
sejam tratados com severidade.
CONCLUSÃO
Um ensinamento importante de Paulo nessa carta é que o cristão cultive o hábito
de fazer boas obras, até que isso se torne parte de sua natureza. Sabendo que tal
piedade não se afina facilmente com a natureza humana, o apóstolo procura
incentivar ainda mais o leitor, lembrando o passado de pecados e a nova
condição no presente (3.5-7).
A ênfase nas boas obras está em 1.16; 2.7, 14; 3.1, 8, 14. Mas sem nenhuma
dúvida, essa carta não ensina salvação pelas obras, mas sim que o salvo deve
praticar boas obras.
ESBOÇO DE TITO
I. Introdução 1.1-5
Declaração do ofício, esperança e funções de Paulo 1.1-3
Saudação 1.4
Encargo de Tito 1.5
II. Instruções em relação aos presbíteros 1.6-16
Sua qualificações 1.6-9
A necessidade de administração adequada 1.10—16
III. Instruções em relação à conduta cristã 2.1-3-7
Entre eles mesmos 2.1-15
Em relação ao mundo todo 3.1-7
IV. Instruções finais 3.8-11
Para ensinar verdades espirituais 3.9-11
Pra evitar dissensões 3.9-11
V. Instruções e saudações 3.12-15
FONTES:
Bíblia de Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã.
Bíblia de Estudos NVI – Editora Vida.
Bíblia Thompson – Editora Vida.
Estudo Panorâmico da Bíblia – Editora Vida.
Dicionário Bíblico – Editora Didática Paulista.
Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer – CPAD.
Módulo de Teologia FTB – Editora Betesda.
Módulo
de
Teologia
do
ICQ
–
Editora
www.santovivo.net
Quadrangular.
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