A integralidade e suas interfaces no cuidado ao idoso em unidade

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Furuya RK, Birolim MM, Biazin DT, Rossi LA
Artigo de Atualidades
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Artículo de Actualidades
A INTEGRALIDADE E SUAS INTERFACES NO CUIDADO AO
IDOSO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
THE COMPREHENSIVE APPROACH AND ITS INTERFACES IN CARE FOR
THE ELDERLY IN THE INTENSIVE CARE UNIT
LA INTEGRALIDAD Y SUS INTERFACES EN EL CUIDADO AL ANCIANO
EN UNIDAD DE TERAPIA INTENSIVA Rejane Kiyomi FuruyaI
Marcela Maria BirolimII
Damares Tomasin BiazinIII
Lídia Aparecida RossiIV
RESUMO: A integralidade visa ações que respondam às demandas e necessidades da população, nos diferentes níveis de
atenção e complexidade. As unidades de terapia intensiva são centros preparados para atender pacientes graves ou
potencialmente graves que necessitem de assistência especializada e contínua. Com o envelhecimento populacional, a
demanda por leitos de unidades de terapia intensiva tem sido crescente entre os idosos. O objetivo deste trabalho foi refletir
sobre o princípio da integralidade em saúde, por meio de propostas conceituais realizadas por estudiosos do assunto e
contextualizá-lo no cuidado intensivo ao paciente idoso. Conclui-se que a busca pela melhoria da qualidade da assistência
nas unidades de terapia intensiva ocorre por meio do cuidado humanístico, atendendo às necessidades físicas e não físicas.
Apesar dos aspectos científicos e aparatos tecnológicos serem importantes, o paciente precisa sentir que, muito mais do que
a técnica, existe a compaixão, o respeito, o companheirismo e a sabedoria.
Palavras-chave: Cuidado; unidade de terapia intensiva; idoso; integralidade.
ABSTRACT: Comprehensive care aims at actions that meet the demands and needs of the population at the different levels
of care and complexity. Intensive Care Units are centers prepared to treat critical and potentially critical patients in need
of continuous, specialized medical care. Population aging has caused increasing demand from the elderly for beds in
Intensive Care Units. This study examines the principle of comprehensiveness in health care, through conceptual proposals
by experts on the subject, and contextualizes it in intensive care for elderly patients. It was concluded that the endeavor to
improve the quality of care in Intensive Care Units occurs through humanized care addressed to physical and non-physical
needs. Although scientific knowledge and technological apparatus are important, the patient needs to feel that, over and
above technique, their care offers compassion, respect, companionship and wisdom.
Keywords: Care; intensive care units; elderly; comprehensiveness.
RESUMEN: La integralidad propone acciones que respondan a las demandas y necesidades de la población, en los
diferentes niveles de atención y complejidad. Las unidades de terapia intensiva son centros preparados para atender pacientes
graves o potencialmente graves que necesiten de asistencia especializada y continua. Con el envejecimiento poblacional, la
demanda por lechos de unidades de terapia intensiva ha sido creciente entre los ancianos. El objetivo de este trabajo fue
reflexionar sobre el principio de la integralidad en salud, por medio de propuestas conceptuales realizadas por estudiosos del
asunto y contextualizarlo en el cuidado intensivo en la asistencia al anciano. Se concluye que la búsqueda por la mejora de
la calidad de la asistencia en las unidades de terapia intensiva ocurre a través del cuidado humanístico al enfermo, atendiendo
a sus necesidades físicas y no físicas. Aunque los aspectos científicos y los aparatos tecnológicos sean importantes, el paciente
necesita sentir que, mucho más que la técnica, existe la compasión, el respeto, el compañerismo y la sabiduría.
Palabras clave: Cuidado; unidad de terapia intensiva; anciano; integralidad.
INTRODUÇÃO
A integralidade na atenção à saúde é uma diretriz
do Sistema Único de Saúde (SUS) e sua implementação
visa ações que respondam às demandas e necessidades
da população, nos diferentes níveis de atenção e complexidade, nas diferentes abordagens do processo saúdedoença e nas distintas dimensões do ser cuidado1.
I
Enfermeira Especialista em Unidade de Terapia Intensiva pelo Centro Universitário Filadélfia de Londrina. Residente em Enfermagem Médico-Cirúrgica
do Hospital Universitário de Londrina, Paraná, Brasil. E-mail: [email protected]
II
Enfermeira Especialista em Unidade de Terapia Intensiva pelo Centro Universitário Filadélfia de Lond rina. Pós-Graduanda (Mestrado) em Saúde
Coletiva pela Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brasil. E-mail: [email protected]
III
Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade
de São Paulo. Professor Assistente do Centro Universitário Filadélfia de Londrina, Paraná, Brasil. E-mail: [email protected]
IV
Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade
de São Paulo. São Paulo, Brasil. Professora Associada do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
da Universidade de São Paulo. São Paulo, Brasil. E-mail: [email protected]
Recebido em: 27/03/2010 – Aprovado em: 20/12/2010
Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2011 jan/mar; 19(1):158-62.
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Integralidade no cuidado ao idoso
As unidades de terapia intensiva (UTIs) surgiram, no Brasil, por volta da década de 1970, com a finalidade de reunir no mesmo ambiente físico pacientes recuperáveis, tecnologia e recursos humanos capacitados para
o cuidado e a observação constante2,3. Desde então têm
incorporado à assistência um aparato tecnológico cada
vez mais sofisticado, mas necessitam também incorporar
a integralidade da assistência, buscando garantir aos usuários uma prestação de cuidados de qualidade4.
Os idosos em terapia intensiva demandam uma
série de reflexões acerca do cuidado a ser prestado, pois
para uma assistência adequada devem ser consideradas,
além das alterações orgânicas normais, psicológicas e
sociais, suas peculiaridades5.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, até 2025, o Brasil será o sexto país do mundo
com o maior número de pessoas idosas, com um total
de 34,5 milhões de idosos6,7. É necessário criar políticas de saúde que incentivem a qualidade de vida e a
melhora da assistência à saúde desta população. Conforme o artigo 18 do Estatuto do Idoso,
as instituições de saúde devem atender aos critérios
mínimos para o atendimento às necessidades do idoso, promovendo o treinamento e a capacitação dos
profissionais, assim como orientação a cuidadores
familiares8:16.
A hospitalização é um momento de estresse para o
indivíduo, em especial para os idosos. O ambiente hospitalar é considerado um local tenso, sombrio, triste e
até mesmo desalentado. Os pacientes, familiares, amigos e equipe sentem-se desgastados pelos procedimentos, exames e manipulações. Nas UTIs esses sentimentos são intensificados, pois a internação neste setor evidencia maior gravidade e possibilidade de morte5,9.
A assistência humanizada, alcançada pelo cuidado personalizado e relação empática, contribui positivamente para a adaptação do indivíduo na UTI, o que
favorece seu equilíbrio físico e emocional5.
Dessa forma, o paciente idoso deve ser visto como
um sujeito histórico, social e político, articulado ao seu
contexto familiar, ao ambiente e à sociedade na qual se
insere. O modo de atender e abordar o indivíduo com base
na teoria holística, integral, ocorre através da visão de um
ser indivisível dos aspectos físicos, psicológico e social1.
Diante do exposto, este estudo teve o objetivo de
refletir sobre o princípio da integralidade em saúde, por
meio de propostas conceituais publicadas por estudiosos do assunto e contextualizá-lo no cuidado intensivo
ao paciente idoso.
INTEGRALIDADE
Um primeiro sentido de integralidade relaciona-se
com um movimento que ficou conhecido como medicina integral, o qual criticava o fato de os médicos adotap.158 •
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rem diante de seus pacientes uma atitude cada vez mais
fragmentária, atentando tão somente para os aspectos
ligados ao funcionamento do sistema ou aparelho
anátomo-fisiológico no qual se especializaram10.
Essa maneira segmentada de assistir vislumbrava a impossibilidade de apreender as necessidades
mais abrangentes dos pacientes. Além de fragmentária, aquela atitude frequentemente adotada era vista
como reducionista, pois o conhecimento médico nas
diversas especialidades ressaltava as dimensões exclusivamente biológicas, em detrimento das considerações psicológicas e socioculturais10.
No Brasil, o movimento de medicina integral não
se consolidou como um movimento institucionalmente organizado. Surgiu a partir da associação com a
medicina preventiva, um dos berços do que seria posteriormente chamado de movimento sanitário, com a
criação do SUS10.
A integralidade pode ser definida como uma:
ação global que resulta da interação democrática
entre os atores do cotidiano de suas práticas, na oferta
de cuidados de saúde nos diferentes níveis de atenção do sistema11:8.
Os conceitos de acolhimento, cuidado e humanização estão interligados no cotidiano dos serviços
de saúde. Juntos eles constroem a integralidade da
assistência12.
O acolhimento é uma estratégia de mudança
das relações interpessoais entre os profissionais e também, entre a equipe e usuários, estabelecendo-se por
meio da atenção humanizada o vínculo e a responsabilidade das equipes com os usuários. Assim, o acolhimento deveria ser um instrumento de trabalho
utilizado em todos os setores de saúde e por todos os
profissionais, tendo como resultado o trabalho de
qualidade e com relações mais horizontalizadas13.
O cuidado conduz o homem à abertura para o
universo existencial, tornando significativa a vida e
a existência humana14. O cuidar pode ser entendido
como arte, considerando-o primariamente como um
meio para buscar o contato entre os seres humanos,
na transmissão e troca de sentimentos15.
Dessa forma, na área da saúde, o termo cuidado
pode ser definido como uma relação usuário/profissional preocupada em incluir e escutar a subjetividade do usuário. O cuidado é um tipo de relação que
inclui o acolhimento, a visão e a escuta do usuário
num sentido global, em que o sujeito emerge em sua
especificidade, mas também como pertencente a um
contexto sociocultural16.
Além dos conceitos de acolhimento e cuidado,
a humanização deste cuidado é de suma importância
no contexto da produção de ações em saúde. A
humanização em saúde não se dá apenas mediante a
garantia de acesso da população aos serviços de saú-
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de, mas na garantia da qualidade desses serviços. Nesse
contexto, é necessário que os profissionais da saúde
reconheçam, em seu cotidiano, as singularidades e
necessidades de cada indivíduo para realização do
cuidado diferenciado e não apenas pautado na padronização das ações4.
Uma escuta qualificada, seguida do cuidado com
devido acolhimento e tratamento digno e respeitoso
representam ideias que compõem os sentidos da
integralidade. A substituição da concentração na
doença pela atenção ao indivíduo, a visão dele como
um ser humano na sua totalidade, percepção do seu
histórico de vida e da sua maneira particular de viver, e também de adoecer, fornecem embasamento
para um
para
um verdadeiro
verdadeiro atendimento
atendimento integral11:9.
A UTI e a integralidade da assistência
O cuidado em saúde deve ater-se ao aspecto
humanístico e relacional, porém, na prática em UTI, a
relação dos trabalhadores da saúde com o paciente
hospitalizado e seus familiares é verticalizada, centrada
no conhecimento estruturado (fazer técnico, maquinários, instrumental, normas e rotinas). Há pouca valorização da relação humana, tornando-a simplificada
e fragmentada, com o cuidado direcionado somente
para os aspectos físicos5.
A humanização e o acolhimento deveriam entrar num ambiente de terapia intensiva como
tecnologia relacional, valorizando o diálogo e a escuta
das queixas do paciente e de sua família, a identificação das suas necessidades e o respeito às diferenças17.
A internação para o paciente é vivenciada como
um processo de separação do mundo, no qual a permanência no hospital interfere diretamente em sua rotina e autonomia, além do distanciamento da família
e medos em relação à doença e seu tratamento2,3.
Quando é necessária a transferência para UTI, o
estresse é maior devido à visão desta unidade como um
ambiente agressivo, assustador, tenso e traumatizante
relacionada à falta de condições favoráveis ao sono,
luminosidade intensa, ao isolamento, presença de equipamentos estranhos, suposição da gravidade da doença e até mesmo risco de morte2,3,18.
Outro estressor fortemente referido diz respeito à falta da família. O isolamento social é a principal
causa de ansiedade em decorrência da sensação de
perda da função e da autoestima, sensação de desamparo e isolamento. Assim, é necessário um plano individualizado para diminuir o problema da separação
da família, melhorar a qualidade da assistência e reduzir a ansiedade dos pacientes2,3,18.
A atenção e a agilidade para atender às necessidades dos pacientes são fatores que influenciam na
ansiedade, pois, quando a equipe não se encontra disponível para o paciente, pode gerar no paciente um
estado de pânico ao imaginar que algo possa aconte-
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cer sem ninguém estar perto para socorrê-lo. O sentimento de satisfação está diretamente vinculado ao
tipo de assistência prestada pela equipe, através da
atenção, da presença, e do cuidado dedicado aos pacientes internados favorecendo sua confiança e a segurança no setor2.
A enfermagem, maior provedora dos cuidados
assistenciais especializados na UTI, tem um papel imprescindível para que a assistência seja realizada de forma
holística com identificação das necessidades e expectativas em relação ao cuidado2,3. A humanização é algo característico e inerente à enfermagem. Assim, é importante
que no cuidar o enfermeiro veja a pessoa humana em sua
complexidade e não apenas o cuidar tecnológico19.
A vivência na UTI pode também levar o paciente a ter uma visão diferente dessa unidade, como
um local para se recuperar, através da segurança encontrada na equipe de saúde e presença de sentimentos de gratidão e felicidade2.
Atualmente tem-se dado muita ênfase na necessidade de humanizar o ambiente da UTI. Um programa
de humanização hospitalar supõe estabelecer um ambiente e cuidado humano e uma cultura de respeito e
valorização não da doença, mas do ser humano que
adoece, contemplando uma relação sujeito-sujeito e
não sujeito-objeto. A humanização das UTI está intimamente vinculada à atuação dos profissionais de saúde frente aos fatores estressantes. É importante na atenção ao paciente o controle da dor e ansiedade, explicações sobre sua doença e tratamento em linguagem
acessível, melhora da qualidade do sono, maior movimentação no leito, política de visitas aberta, respeito à
privacidade, conforto e apoio psicológico e emocional.
O envolvimento com o paciente e a família é um prérequisito essencial para humanizar18:58.
O cuidar do idoso em UTI
Os principais motivos que levam o idoso à UTI
são: pós-operatórios, insuficiência cardíaca, insuficiência coronariana, insuficiência respiratória, insuficiência renal aguda, choque séptico, choque hipovolêmico, choque cardiogênico e trauma20.
Muitos profissionais possuem a impressão de que
idosos têm desempenho ruim quando submetidos à
terapia intensiva, sendo a idade um critério para decidir a internação de pacientes e a tomada de conduta. Porém, a idade é um critério impróprio para as
tomadas de decisões terapêuticas. Devem-se considerar fatores associados como gravidade da disfunção
aguda, as comorbidades e o estado funcional antes da
admissão na UTI. A maior mortalidade em UTI em
idosos ocorre devido à presença de doenças mais graves e não à idade20.
O cuidar do paciente idoso é um processo dinâmico que depende da interação e de ações planejadas
a partir do conhecimento e do respeito da realidade
vivida por este paciente e sua família. Dessa forma,
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Integralidade no cuidado ao idoso
no processo de cuidar em enfermagem devem-se considerar os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e
espirituais vivenciados pelo idoso e pela família, ou
seja, seus
seus valores, crenças
crençasee experiências
experiências5.
Além disso, o cuidado deve ser visto de forma
humanística com a ação de cuidar voltada para a pessoa e o meio ambiente, ao invés de ser centrada em
procedimentos, patologias ou problemas. O cuidar
deve atender às necessidades físicas e não fisicas do
cliente englobando o cliente, sua família, o ambiente
e o profissional, visando contemplar a vida21.
O enfermeiro torna-se um instrumento de ação
no cuidar do idoso pelo uso da comunicação verbal e
não verbal de maneira empática, com envolvimento com
o paciente idoso, possibilitando a sensação de confiança e cuidado. O cuidar é caracterizado como o estar junto e se concretiza, por meio da relação de ajuda, a partir
da verbalização e do diálogo para enfrentamento da situação vivida e ações para proporcionar conforto físico,
bem-estar e apoio emocional ao cliente21.
É importante ressaltar o trabalho de equipe calcado na cooperação dos diferentes saberes partilhados por todos. Leva ao enriquecimento dos profissionais configurado na realização de um cuidado centrado
no paciente, inter-relacionando os saberes de cada
profissão para o alcance do cuidado com qualidade5.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
É importante que haja planejamento e realização de ações em saúde destinadas a pacientes idosos.
Nas UTIs, há grande número de admissões destes pacientes sendo a idade um critério impróprio para
direcionar os recursos hospitalares.
Para que ocorra a integralidade da assistência ao
idoso é necessário que sejam consideradas todas as alterações inerentes a essa faixa etária: o envelhecimento dos órgãos e sistemas, o comprometimento funcional, a presença de comorbidades e as complicações
potenciais às quais estão sujeitos estes indivíduos.
A equipe de saúde deve realizar aprimoramento
profissional relacionado ao conhecimento científico
e principalmente à qualidade da assistência com ênfase na humanização, no acolhimento e no cuidado
de forma holística. Dessa forma, é essencial que haja a
relação sujeito-sujeito na qual o paciente idoso é cuidado como um ser dotado de sentimentos, desejos e
aflições; que possui autonomia e uma história de vida
agregada a valores, crenças e experiências.
Outro fator essencial é a comunicação eficiente, utilizando palavras de fácil compreensão. Devese buscar a criação de vínculo relacionado ao diálogo,
à escuta e atenção para atender às necessidades físicas e não físicas com agilidade para que haja confiança e credibilidade na equipe.
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O paciente precisa sentir que, muito mais do
que a técnica, existe a compaixão, o respeito, o
companheirismo e a sabedoria. Assim, os trabalhadores devem ser capacitados a cuidar do idoso proporcionando conforto, apoio emocional e bem-estar.
Em relação à estrutura física, pode-se criar um
ambiente mais agradável por meio de iluminação
natural, escolha de cores tranquilizantes, diminuição de barulhos e leitos que respeitem a privacidade,
incluindo espaço para objetos pessoais.
A presença do familiar como acompanhante
assim como políticas de visitas abertas é algo que diminui o estresse do paciente e da família. Apesar das
dificuldades relacionadas à mudança da rotina e à
presença contínua de um familiar, devem-se considerar os benefícios para a promoção de bem-estar.
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Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2011 jan/mar; 19(1):158-62.
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