RECUPERAÇÃO DO DIAMANTE CONTIDO NO RESÍDUO DE

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RECUPERAÇÃO DO DIAMANTE CONTIDO NO RESÍDUO DE SERRAGEM
DE ROCHAS ORNAMENTAIS EM TEARES MULTIFIO
Davi Vargas de Souza
Aluno de Graduação da Engenharia de Minas, 10º p., IFES
Período PIBIC/CETEM: julho de 2013 a julho de 2014.
[email protected]
Francisco Wilson Hollanda Vidal
Orientador, Eng.de Minas, D.Sc.
[email protected]
1.
INTRODUÇÃO
A cadeia produtiva do setor de rochas ornamentais se inicia com a extração de blocos em
pedreiras, de onde eles são transportados para as indústrias de beneficiamento. O processo de
beneficiamento compreende a serragem dos blocos da qual se obtém as chapas, as quais são
polidas ou submetidas a outros tipos de acabamento. A tecnologia mais avançada atualmente
para a serragem dos blocos é o tear multifio, uma máquina que utiliza fios diamantados como
elementos cortantes. Esses consistem de um cabo de aço no qual são dispostas pérolas
diamantadas (matriz metálica e diamante sintético) separadas entre si por material plástico.
Durante a serragem dos blocos, os diamantes se desprendem das pérolas e se misturam ao pó
fino de rocha na lama residual que é depositada em aterros. De acordo com a linha de pesquisa
iniciada por Souza (2013), a recuperação do diamante contido no resíduo de serragem de rochas
ornamentais pode ser de grande interesse para este setor, na busca pela sustentabilidade dos
processos industriais e redução de custos.
2.
OBJETIVO
Desenvolver um processo em escala piloto com o objetivo de concentrar o diamante sintético
contido no resíduo oriundo da serragem de rochas ornamentais em teares multifio.
3.
METODOLOGIA
Inicialmente, foi realizada uma revisão bibliográfica abrangendo técnicas de amostragem,
preparação de amostras, análises físicas e operações de tratamento de minérios.
A seguir, foram feitas duas coletas do resíduo oriundo da serragem de rochas ornamentais em
teares multifio na empresa Decolores Mármores e Granitos, sediada em Cachoeiro de
Itapemirim – ES. As coletas foram feitas em dias e pontos diferentes, com o intuito de garantir a
representatividade das amostras. Os resíduos coletados foram, então, nomeados como 1 e 2,
secados, homogeneizados, e deles foram retiradas alíquotas para análises físicas, com o objetivo
de conhecer as características mineralógicas e granulométricas dos resíduos (Figuras 1 a 4).
Visando concentrar o diamante contido nos resíduos coletados, desenvolveram-se no CETEM
duas rotas de processamento (nomeadas como A e B) envolvendo etapas do tratamento de
minérios tais como: classificação e concentração. Para os processos desenvolvidos será
depositado um pedido de privilégio de invenção; por esse motivo a metodologia e os resultados
que podem indicá-la não serão detalhados neste trabalho.
2014 - XXII – Jornada de Iniciação Científica-CETEM
Figuras 1 e 2: Coleta e secagem.
Figuras 3 e 4: Homogeneização e quarteamento.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram processados 1.500 kg do resíduo 1, contendo 1,11 g/T de diamante utilizando a rota A,
da qual se obtiveram 14,16 kg de concentrado, com um teor de diamante de 90,24 g/T.
O resíduo 2 foi concentrado utilizando a rota B, com a qual se obteve um concentrado com teor
médio de diamante na faixa de 60%. A figura 5 mostra o concentrado obtido com o resíduo 2
utilizando a rota B.
Os diamantes obtidos por estes processos possuem forma (cubo-octaédrica) e tamanho (100 –
200 µm, aproximadamente) adequados para a reutilização industrial.
Figura 5: Concentrado de diamante (resíduo 2 – rota B).
2
5. CONCLUSÕES
A rota de processamento utilizada para concentrar o diamante sintético no resíduo 1 se mostrou
eficiente, uma vez que a razão de enriquecimento obtida foi 81. Para o resíduo 2 a rota escolhida
foi mais eficiente quando comparada a escolhida para o resíduo 1, uma vez que nela obteve-se
um concentrado mais rico em diamante (60%).
É importante ressaltar que esse insumo (diamante sintético), em sua grande maioria, é
importado e representa uma parcela significativa do custo de fabricação do fio diamantado.
Portanto, sugere-se a realização de um estudo de viabilidade econômica da rota desenvolvida,
uma vez que o diamante recuperado poderá ser reaproveitado industrialmente para a fabricação
do fio ou em outras aplicações.
6. AGRADECIMENTOS
Agradeço à empresa Decolores Mármores e Granitos por ter cedido o resíduo, ao apoio do IFES
e do CETEM/CATE e COPM nos ensaios, em especial Carlos Alberto Melo Santos, Leonardo
Cattabriga, Jurgen Schnellrath, Michele Santos e Célio Silva. Também agradeço à todos do
CETEM/NR-ES, especialmente a Nuria Castro, Leonardo Silveira, Douglas Marcon, Dghean
Fazolo, Elton Santos, Vanessa Machado, Pedro Vale, Flávio da Silva, Geverson Barbosa pelo
apoio ao trabalho e ao CNPq pela bolsa concedida.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SOUZA, Davi Vargas de. Análise da recuperação do diamante oriundo do resíduo de teares
multifio. In: XXI – Jornada de Iniciação Científica-CETEM/MCTI, Rio de Janeiro, 2013. 4 p.
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