EI usa franquias autônomas para espalhar terror

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EI usa franquias autônomas para espalhar terror, diz escritor sírio - 23/11/2015 - Mundo - Folha de S.Paulo
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O Estado Islâmico expande suas ações terroristas no
mundo usando "franquias" que não custam nem um
centavo à facção e não contam com envolvimento
direto da "matriz". É assim que se multiplicam as
células terroristas ligadas ao EI, como a que idealizou
e executou os ataques em Paris no dia 13, e por isso é
tão difícil controlar a facção.
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"[O líder Abu Bakr al] Baghdadi segue o mote 'Nizam
La Tanzim', que significa 'sistema, não uma organização'", diz o historiador
sírio Sami Moubayed, considerado um dos maiores especialistas em Estado
Islâmico.
"Para o EI, todos os alvos são válidos, todos os países são legítimos e não é
necessário esperar por ordens."
Autor do recém-lançado "Under the Black Flag ""at the Frontier of the New
Jihad" (Sob a Bandeira Negra ""na Fronteira da Nova Jihad, em tradução
livre), Moubayed passou um ano entrevistando integrantes do EI e moradores
das cidades dominadas pela facção na Síria e no Iraque.
Ele concedeu entrevista de Damasco, onde vive até hoje, apesar da guerra
síria, que já matou 250 mil pessoas.
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EI usa franquias autônomas para espalhar terror, diz escritor sírio - 23/11/2015 - Mundo - Folha de S.Paulo
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Sami Moubayed - O EI é uma facção terrorista que "sequestrou" a religião e
afirma falar em nome dos sunitas do islã. Eu sou um muçulmano sunita, e o
islã não tem relação com o EI, que é formado por picaretas que se alimentam
da ignorância das pessoas e recrutam miseráveis. O sucesso deles é
impressionante.
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Quando o EI surgiu, muitos achavam que seria um fenômeno passageiro.
Percebi que a organização ia durar muito. Eles têm dinheiro, poder, apoio
logístico, e um território fértil onde não existe nenhum governo oficial.
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Baghdadi, ou califa Ibrahim, como ele insiste em ser chamado, quer ser
reconhecido como um autêntico chefe de Estado, um presidente de todos os
verdadeiros muçulmanos sunitas. Atualmente, ele comanda cerca de 30 mil
combatentes.
Oficialmente, o califa é sucessor do profeta Maomé e seus subordinados
juram lealdade a ele. A base de poder de Baghdadi não se ampara apenas no
medo ou no dinheiro que distribui para "comprar" seus seguidores.
Ele realmente acredita que é o califa do islã e muitas pessoas creem nele. Sua
reivindicação não veio do nada. Há décadas os muçulmanos mais
conservadores anseiam por um califado.
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Veja 5 aviões derrubados
por bombas no passado
Que tipo de doutrina eles seguem?
Eles estão distorcendo o islã; o que eu conheço é puro. Matar qualquer pessoa
é haram —proibido pelo islã. Só conseguiremos derrotar o EI com a promoção
do verdadeiro islã. Armas e aviões russos e americanos não vão funcionar.
Eles podem até conseguir eliminar o EI de um lugar, mas a facção é mais uma
ideologia do que qualquer outra coisa. É preciso combater o EI com uma
contraideologia, que precisa ser islâmica, não secular.
Palavras-cruzadas: quem
lidera os palestinos?
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Brasil con Ñ
O EI controla as células terroristas na Europa como a que
concebeu os ataques de Paris?
Esta guerra es de todos
Não. O mote do EI é "Nizam La Tanzim", que significa "um sistema, não uma
organização". Essa era a teoria do líder extremista Abu Musab al-Souri.
Para o EI, todos os alvos são válidos, todos os países são legítimos e não é
necessário esperar por ordens. Baghdadi nunca fez nada pelos radicais do
Sinai, de Gaza, Nigéria e Líbia que declararam lealdade e nunca mandou
combatentes ou dinheiro, só especialistas militares como no Egito, por
exemplo.
Ele empresta o nome, mas não se envolve diretamente nas atividades, criando
franquias do EI sem gastar um centavo. Isso dificulta o combate à facção.
A coalizão conseguirá deter o EI ao bombardear a infraestrutura
de petróleo da facção, ou isso vai prejudicar apenas as populações
civis que dependem do combustível na Síria e no Iraque?
Não existe guerra limpa. No campo de batalha, é impossível dizer –este aqui é
terrorista, ou este aqui é civil. É óbvio que sírios inocentes foram mortos por
ataques internacionais contra o EI.
A facção está entranhada em áreas civis e os usa como escudo humano. A
coalizão pode até conseguir matar os combatentes e destruir as armas do EI,
mas não vai erradicar sua ideologia.
A ideologia permitiu à facção criar um "Estado", com uma capital, um
exército, uma polícia, serviço de inteligência, currículo escolar, hino, e cofres
cheios de dinheiro do petróleo.
Já se espalhou, saindo de seu centro na Síria e Iraque e chegando até Nigéria,
Egito, Líbia, Líbano e Palestina. Mais recentemente, atingiu Paris, uma
indicação clara de que os bombardeios da Rússia e dos EUA não têm
funcionado.
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EI usa franquias autônomas para espalhar terror, diz escritor sírio - 23/11/2015 - Mundo - Folha de S.Paulo
A Arábia Saudita se mantém como um país-chave para a expansão
do fundamentalismo islâmico, ao financiar o wahhabismo ao
redor do mundo. Como os EUA e a coalizão deveriam lidar com o
país?
23/11/15 08:32
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Os sauditas promovem há muito tempo uma vertente wahhabista do islã
salafista, que foi o elemento central do pensamento jihadista, primeiro para a
Al Qaeda e agora para o EI.
No longo reinado do rei Fahd, a Arábia Saudita financiou 210 centros
islâmicos no mundo, 1.500 mesquitas, 202 faculdades e 2.000 escolas. Em
todas elas, havia professores wahhabistas e livros que seguem a teoria.
Seguindo a doutrina, cerca de 35 mil a 40 mil sauditas se juntaram à jihad no
Afeganistão no fim dos anos 80. Não sei se a coalizão pode fazer algo sobre
isso, por várias razões políticas e estratégicas.
A Arábia Saudita tem um relacionamento histórico com os EUA, que vem
desde ajuda na luta contra o comunismo durante a Guerra Fria até auxílio
para combater o aiatolá Khomeini nos anos 80 (no Irã).
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Agora, os americanos estão encontrando um novo amigo, o Irã. Mas não sei se
substituir um tipo de islâmico radical por outro vai ajudar.
O maior envolvimento dos russos na guerra síria pode virar o
jogo?
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Essa escalada russa assusta o inimigo. Mas não acho que os russos estejam
aqui para vencer militarmente. Eles querem apenas mudar a dinâmica e
beneficiar seus aliados em Damasco, para forçar todo mundo a se sentar à
mesa de negociação e chegar a uma solução favorável à Rússia.
Em trilogia, sociólogo revela história dos
criadores da arte moderna em Paris
Como se explica o enorme crescimento no número de combatentes
do EI, que hoje passam de 35 mil?
'O simples fato de estar viva é algo
grandioso', escreve Agatha Christie em
autobiografia
Inquisição Espanhola compreendia o
valor do trauma psicológico, diz autor
Pobreza, ignorância, medo e dinheiro. Alguns se juntam ao EI porque ele paga
bem. Outros, porque acreditam que o EI os protege de outras facções. Alguns
estão convencidos e acreditam na doutrina do EI. E outros simplesmente não
têm opção, são forçados a se juntar a Baghdadi.
A derrubada de Saddam Hussein e a opressão dos sunitas no
Iraque foram os principais motivos para o surgimento do Estado
Islâmico?
O EI começou como Estado Islâmico do Iraque (ISI) depois da ocupação do
país pelos EUA, em 2003. Seus combatentes foram para a guerrilha no Iraque
juntamente com ex-integrantes do partido Baath, de Saddam Hussein. Mas
eles não iniciaram a chamada insurgência sunita no Iraque, apenas se
juntaram a ela.
Por serem organizados, poderosos e bem treinados, se sobrepuseram à
insurgência e a incorporaram. Mas não podemos atribuir o EI a 2003-04.
Extremistas já estavam lá.
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Se eu fosse citar um evento histórico que levou a esse capítulo horrível de
nossas vidas, seria a resposta americana à invasão do Afeganistão pela União
Soviética em 1979. Foi aí que nasceu a ideia de treinar jihadistas e enviá-los
para a batalha.
Como o senhor conseguiu entrevistar integrantes da facção e
pessoas que moram nas cidades dominadas pelo EI?
Entrevistei as pessoas que vivem no território do EI, que são homens e
mulheres comuns. Já as entrevistas com os integrantes do EI foram
conduzidas por pessoas que vivem e trabalham em Deir ez-Zour, Raqqa
[ambas na Síria] e Mossul [no Iraque], e atuaram como meus representantes.
Eles ainda moram lá, e seus nomes não podem ser revelados por segurança —
deles e minha. Não foi uma tarefa fácil. Se fossem descobertos, poderiam ser
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EI usa franquias autônomas para espalhar terror, diz escritor sírio - 23/11/2015 - Mundo - Folha de S.Paulo
mortos e eu também. Passei um ano fazendo as entrevistas e pesquisas no
Iraque e na Síria.
23/11/15 08:32
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Historiador e pesquisador do Centro de Estudos Sírios na St Andrews
University, Escócia; membro do conselho da Universidade de Kalamoon,
Síria. Foi editor-chefe da revista síria Forward Magazine
BIBLIOGRAFIA
"Damascus Between Democracy and Dictatorship" (University Press 2000)
"Syria and the USA" (IB Tauris, 2012)
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