Resumo - Sociedade Botânica do Brasil

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CONGRESO
LXV CONGRESSO NACIONAL DE BOTÂNICA
BOTÁNICA
XXXIV ERBOT - Encontro Regional de Botânicos MG, BA, ES 18 A 24 DE OUTUBRO DE 2014 - SALVADOR - BAHIA - BRASIL
Latinoamericano de
Botânica na América Latina: conhecimento, interação e difusão
ONTOGENIA FLORAL DE CECROPIA PACHYSTACHYA
TRÉCUL (URTICACEAE)
AUTOR(ES):Giseli Donizete Pedersoli;Simone de Pádua Teixeira;
INSTITUIÇÃO:
Universidade de São Paulo (USP) - Faculdade de Filosofia Ciências e Letras
de Ribeirão Preto
Universidade de São Paulo (USP) - Faculdade de Ciências Farmacêuticas de
Ribeirão Preto
Cecropia pachystachya Trécul, popularmente conhecida como embaúba,
pertence atualmente à família Urticaceae que, juntamente com
Cannabaceae, Moraceae e Ulmaceae, formam o clado urticoide. É uma
espécie dioica, com flores e inflorescências de morfologia muito atípica em
relação às outras angiospermas. As flores estão arranjadas em amentos
envoltos por espatas, são muito pequenas, pouco evidentes, díclinas e
monoclamídeas. O objetivo deste trabalho é comparar a morfologia da flor
estaminada e pistilada em desenvolvimento de C. pachystachya, a fim de
verificar se o número reduzido de verticilos e órgãos florais decorre de
ausência desde o início do desenvolvimento ou aborto. Será abordado,
ainda, se o perianto, formado por verticilo único, é constituído de sépalas
ou pétalas. Botões florais em diversos estádios de desenvolvimento foram
coletados, fixados e processados para análises em microscopia eletrônica de
varredura e microscopia de luz. As flores estaminadas e pistiladas, em início
do desenvolvimento, exibem dois primórdios de tépalas livres, que se unem
formando um tubo, permanecendo uma linha de abertura no ápice. Dois
primórdios de estames surgem no centro do meristema da flor estaminada;
no decorrer do desenvolvimento os filetes se unem da região basal até a
mediana. No meristema da flor pistilada, surge apenas um primórdio de
carpelo, embora a flor seja descrita como bicarpelar na literatura. Três
feixes vasculares penetram as tépalas da flor pistilada e ramificam-se na
porção mediana; já nas tépalas das flores estaminadas apenas um feixe
vascular percorre todo o órgão sem se ramificar. Esta diferença na
vascularização das tépalas já foi encontrada em espécies de Moraceae,
família próxima à Urticaceae, e indica que estes órgãos não são homólogos
em estrutura. Ainda, considerando-se o número de feixes vasculares que
entram nas tépalas, sugere-se que na flor pistilada o perianto é formado
por sépalas e na flor estaminada é uma modificação de órgãos estaminais.
Os dados mostram que a diclinia em C. pachystachya resulta de ausência de
verticilos e de órgãos em cada verticilo desde o início do desenvolvimento, e
não aborto. Esta condição é compartilhada por outros representantes do
clado urticoide, como algumas espécies de Ficus e Brosimum (Moraceae), e
Cannabis (Cannabaceae). (Fapesp)
Palavras-chave: anatomia, desenvolvimento floral, Cecropieae.
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