FOLHETO INFORMATIVO

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APROVADO EM
19-02-2009
INFARMED
FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR
Farmorubicina RTU 2 mg/ml solução injectável
Cloridrato de epirrubicina
Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento.
Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.
Caso ainda tenha dúvidas, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode
ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários
não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
Neste folheto:
1. O que é Farmorubicina RTU e para que é utilizada
2. Antes de utilizar Farmorubicina RTU
3. Como utilizar Farmorubicina RTU
4. Efeitos secundários possíveis
5. Como conservar Farmorubicina RTU
6. Outras informações
1. O QUE É FARMORUBICINA RTU E PARA QUE É UTILIZADA
Farmorubicina RTU pertence a um grupo de medicamentos denominados como
antineoplásicos e imunomudoladores. Farmorubicina RTU é um medicamento utilizado
para tratar tumores, nomeadamente:
•carcinoma da mama
•carcinoma do ovário
•carcinoma do pulmão
•carcinoma do estômago
•carcinoma do esófago
•carcinoma do pâncreas
carcinoma hepatocelular primário
•carcinoma do recto
•carcinoma da cabeça e pescoço
•carcinoma das células de transição da bexiga
•sarcomas ósseos e de tecidos moles
•leucemias agudas
•mieloma múltiplo
•linfoma não Hodgkin e doença de Hodgkin
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2. ANTES DE UTILIZAR FARMORUBICINA RTU
Não utilize Farmorubicina RTU
-se tem alergia (hipersensibilidade) à epirrubicina ou a qualquer outro componente de
Farmorubicina RTU, outras antraciclinas ou antracenedionas;
-se tem diminuição da produção de células sanguíneas e de plaquetas na medula óssea;
-se tem problemas graves no fígado;
-se tem problemas cardíacos;
-se já fez um tratamento prévio com epirrubicina e/ou outras antraciclinas e
antracenedionas até à dose cumulativa máxima (ver Tome especial cuidado com
Farmorubicina RTU);
-se tem infecções urinárias;
-se tem inflamação da bexiga.
Tome especial cuidado com Farmorubicina RTU
-se tem alterações da função cardíaca. A função cardíaca deve ser avaliada antes de se
iniciar o tratamento com epirrubicina e deve ser monitorizada durante o tratamento para
minimizar o risco de incorrer em insuficiência cardíaca grave;
-se tem número reduzido de células sanguíneas e de plaquetas na medula óssea;
-se tiver um pronunciado e permanente aumento de glóbulos brancos (leucócitos) no
sangue. Poderá estar a desenvolver leucemia;
-se tem problemas no fígado;
-se tem problemas renais;
-este medicamento pode causar vómitos. Poderá desenvolver inflamação da mucosa bucal
ou inflamação da mucosa de revestimento do tubo digestivo;
-poderá desenvolver reacções no local da injecção;
-caso ocorra extravasão durante a injecção poderá sentir dor e a extravasão pode causar
lesões tecidulares graves. Caso ocorra extravasão deve suspender-se imediatamente a
perfusão do medicamento;
-tal como acontece com outros medicamentos citotóxicos pode ocorrer inflamação da
parede de uma veia, com formação de coágulos sanguíneos;
-a administração por via intravesical pode originar sintomas de inflamação da bexiga
(sangue na urina, dificuldade em urinar, vontade frequente de urinar);
-a administração por via intra-arterial pode originar úlceras gastroduodenais e o
estrangulamento dos ductos biliares. A epirrubicina deve ser administrada apenas sob
supervisão de médicos qualificados com experiência em terapêutica citotóxica. O
tratamento inicial com epirrubicina deve ser precedido de uma monitorização basal
cuidadosa de vários parâmetros laboratoriais, assim como da função cardíaca; durante
cada ciclo de tratamento os doentes deverão ser cuidadosa e frequentemente
monitorizados.
Ao utilizar Farmorubicina RTU com outros medicamentos
Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros
medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.
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A epirrubicina é usada principalmente em associação com outros fármacos citotóxicos,
podendo ocorrer toxicidade aditiva, especialmente no que respeita à medula óssea, efeitos
hematológicos e gastrointestinais.
Como a epirrubicina é extensivamente metabolizada pelo fígado as alterações na função
hepática provocadas por outros medicamentos podem afectar o metabolismo,
farmacocinética, eficácia terapêutica e /ou toxicidade da epirrubicina.
Deve-se suspender a administração de cimetidina durante o tratamento com epirrubicina.
O paclitaxel aumenta as concentrações plasmáticas de epirrubicina quando é
administrado antes desta, não aumentando, no entanto, a toxicidade da mesma.
O risco potencial de cardiotoxicidade pode aumentar nos doentes que receberam
medicamentos cardiotóxicos concomitantes.
A associação de epirrubicina com anticorpos monoclonais como o trastuzumab pode
resultar num risco mais elevado de disfunção cardíaca.
Gravidez e aleitamento
Os homens sujeitos a tratamento com epirrubicina devem utilizar métodos contraceptivos
eficazes.
Nas mulheres em período pré-menopausa, a epirrubicina pode provocar falta de
menstruação ou menopausa prematura.
Não existem estudos em mulheres grávidas. A epirrubicina só deve ser utilizada durante a
gravidez caso o potencial benefício do tratamento justifique o potencial risco para o feto.
Aleitamento
Não se sabe se a epirrubicina é excretada no leite humano. Uma vez que muitos fármacos
o são, as mães devem suspender o aleitamento antes de iniciar o tratamento.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.
Condução de veículos e utilização de máquinas
Não existem relatos de reacções adversas relacionadas com os efeitos da epirrubicina
sobre a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas.
Informações importantes sobre alguns componentes de Farmorubicina RTU
Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por ml, ou seja, é
praticamente “isento de sódio”.
3. COMO UTILIZAR FARMORUBICINA RTU
Farmorubicina RTU vai ser sempre preparado e administrado por um médico ou
profissional de saúde (existe informação mais detalhada sobre o método de preparação no
final do folheto informativo, na secção destinada apenas aos médicos e aos profissionais
dos cuidados de saúde).
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A epirrubicina é geralmente administrada por injecção intravenosa. No entanto, a
administração intravesical tem-se revelado benéfica no tratamento do cancro vesical
superficial, assim como na profilaxia da recorrência tumoral após ressecção transuretral.
A epirrubicina tem sido também utilizada por via intra-arterial numa tentativa de produzir
uma actividade local intensa, com redução da toxicidade geral.
Administração intravenosa (IV)
2
A dose é habitualmente calculada com base na área de superfície corporal (mg/m ). A
dose total de epirrubicina por ciclo a ser administrada poderá diferir de acordo com o
regime específico de tratamento e de acordo com a indicação terapêutica.
Dose convencional
Quando a epirrubicina é utilizada como agente único, a dose recomendada por ciclo nos
adultos é de 60-120 mg/m2 de área de superfície corporal. A dose total por ciclo pode ser
administrada numa ocasião única ou dividida em 2-3 dias sucessivos. Em condições de
recuperação normal da toxicidade induzida pelo fármaco (particularmente depressão da
medula óssea e estomatite), o ciclo de tratamento poderá ser repetido cada 3 a 4 semanas.
Se a epirrubicina for utilizada em associação com outros fármacos citotóxicos com
toxicidades cruzadas potenciais, a dose recomendada por ciclo poderá necessitar de uma
redução adequada.
Alta dose
Cancro do pulmão
A epirrubicina como agente único no tratamento de alta dose do cancro do pulmão deverá
ser administrada de acordo com os seguintes regimes:
Carcinoma do pulmão de pequenas células (não tratado previamente): 120 mg/m2 no dia
1, todas as três semanas.
Carcinoma do pulmão de células não-pequenas (células escamosas, células grandes e
adenocarcinoma, não tratado previamente): 135 mg/m2 no dia 1 ou 45 mg/m2 nos dias 1,
2, 3, todas as três semanas.
Cancro da mama
Doses até 135 mg/m2 como agente único e 120 mg/m2 em associação, todas as 3-4
semanas revelaram-se eficazes e bem toleradas no tratamento do cancro da mama. No
tratamento adjuvante dos doentes com cancro da mama em estadio precoce com nódulos
linfáticos positivos, recomendam-se doses variando entre 100 mg/m2 e 120 mg/m2 todas
as 3-4 semanas.
Se a epirrubicina for utilizada em combinação com outros fármacos citotóxicos com
toxicidades cruzadas potenciais, a dose recomendada por ciclo poderá necessitar de uma
redução adequada.
Modificações de dose
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Insuficiência renal
A insuficiência renal moderada não parece necessitar de redução das doses dada a
quantidade reduzida de fármaco que é excretada por esta via. No entanto, recomenda-se a
administração de doses iniciais inferiores em doentes com insuficiência renal grave
(creatinina sérica > 5 mg/dl).
Insuficiência hepática
Como a principal via de eliminação da epirrubicina é o sistema hepatobiliar, a dose
deverá ser reduzida nos doentes com alteração da função hepática (ver tabela abaixo), no
sentido de evitar um aumento da toxicidade global.
AST
Redução da Dose
Bilirrubina Sérica
1,2 - 3,0 mg/100 ml
2 a 4 vezes > valor normal
50%
3,1 - 5,0 mg/100 ml
> a 4 vezes o valor normal
75%
Outras populações especiais
Podem ser necessárias doses iniciais mais baixas ou intervalos aumentados entre os ciclos
dos doentes previamente tratados com doses elevadas ou doentes com infiltração
neoplásica da medula óssea. Nos idosos têm sido usadas as doses iniciais e regimes
normais.
Administração intravesical
Para o tratamento do carcinoma papilar de células de transição vesical da bexiga
recomenda-se uma terapêutica de 8 instilações semanais de 50 mg (em 25-50 ml de soro
fisiológico). No caso de existência de toxicidade local (cistite química), recomenda-se
uma redução da dose para 30 mg. Em relação ao carcinoma-in-situ, dependendo da
tolerabilidade individual do doente, a dose pode ser aumentada até 80 mg. Para profilaxia
das recorrências após ressecção transuretral de tumores superficiais, recomendam-se 4
administrações semanais de 50 mg seguido de 11 instilações mensais da mesma dose.
Administração intra-arterial
Nos doentes com carcinoma hepatocelular pode-se administrar uma perfusão na principal
artéria hepática, em doses de 60 a 90 mg/m2, em intervalos de 3 semanas a 3 meses, ou
em doses de 40 a 60 mg/m2, em ciclos de 4 semanas.
Se utilizar mais Farmorubicina RTU do que deveria
Se pensa que lhe administraram uma dose excessiva de Farmorubicina RTU, deverá
informar o seu médico ou outro profissional de saúde imediatamente.
Caso se tenha esquecido de utilizar Farmorubicina RTU
Uma vez que este medicamento lhe será administrado sob cuidadosa supervisão médica,
é pouco provável que não lhe tenha sido administrada uma dose. No entanto, deverá
informar o seu médico se pensar que não lhe foi administrada uma dose.
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Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico
ou farmacêutico.
4. EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSIVEIS
Como todos os medicamentos, Farmorubicina RTU pode causar efeitos secundários, no
entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.
Realizou-se um elevado número de ensaios clínicos com a epirrubicina, administrada
tanto em doses convencionais como em altas doses, em diferentes indicações. Ocorreram
efeitos adversos graves relacionados com o fármaco durante os ensaios clínicos.
Hematológicos: diminuição do número de glóbulos brancos, neutrófilos e plaquetas no
sangue, anemia
Endócrinos: falta de menstruação (amenorreia), rubor
Gerais: mal estar/falta de força, febre
Gastrointestinais: náuseas/vómitos, inflamação da mucosa bucal/mucosa de revestimento
do tubo digestivo , diarreia, falta de apetite
Cardiovasculares: reduções assintomáticas da fracção ejectada pelo ventrículo esquerdo,
falha cardíaca congestiva
Oculares: inflamação da conjuntiva/inflamação da córnea
Pele: queda de cabelo, toxicidade local, erupção cutânea/comichão, alterações da pele
Fígado: alterações nos níveis das enzimas
Outros: infecção, leucemia linfocítica aguda, leucemia mielógena aguda.
Experiência pós-comercialização:
Gastrointestinais: dor ou sensação de queimadura, manchas vermelhas à superfície do
corpo, erosões, feridas, hemorragia, desidratação, hiperpigmentação da mucosa oral
Cutâneas: rubor, hiperpigmentação da pele e unhas, sensibilidade à luz,
hipersensibilidade à radiação como consequência do tratamento com epirrubicina
Reacções de hipersensibilidade: urticária, reacção alérgica generalizada grave, febre,
arrepios, choque
Vasculares: inflamação das paredes das veias, inflamação da parede de uma veia com
formação de coágulos sanguíneos
Urológicos: coloração vermelha da urina durante 1 a 2 dias após a administração.
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários
não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.
5. COMO CONSERVAR FARMORUBICINA RTU
Conservar no frigorífico (2ºC-8ºC).
Manter fora do alcance e da vista das crianças.
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Não utilize Farmorubicina RTU após o prazo de validade impresso no rótulo, após VAL.
O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.
Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico.
6. OUTRAS INFORMAÇÕES
Qual a composição de Farmorubicina RTU
A substância activa é a epirrubicina. Cada ml de solução injectável contém 2 mg.
-Os outros componentes são: cloreto de sódio, ácido clorídrico (para ajuste do pH) e água
para preparações injectáveis.
Qual o aspecto de Farmorubicina RTU e conteúdo da embalagem
Farmorubicina RTU é uma solução límpida de cor vermelha, fornecida em frascos de
vidro incolor tipo I.
Embalagens de 5 ml, 10 ml e 25 ml.
É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.
Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante
Titular da Autorização de Introdução no Mercado
Laboratórios Pfizer, Lda.
Lagoas Park, Edifício 10,
2740-271 Porto Salvo
Fabricante
Actavis Italy S.p.A.
Viale Pasteur, 10
20014 Nerviano (Milano)
Itália
Este folheto foi aprovado pela última vez em
A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais dos
cuidados de saúde:
A Farmorubicina RTU corresponde a uma solução pronta.
Administração intravenosa
Recomenda-se a administração da epirrubicina através do tubo onde corre uma solução
de perfusão IV (solução de cloreto de sódio isotónica ou solução de glucose a 5%),
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durante 3 a 20 minutos. Esta técnica destina-se a minimizar o risco de trombose ou de
extravasão perivenosa, que podem originar celulite grave, vesicação e necrose tecidular e
assegura a lavagem da veia após a administração. A injecção directa não é recomendada
devido ao risco de extravasão, que pode ocorrer mesmo na presença de adequado retorno
sanguíneo, por aspiração através da agulha.
Administração intravesical
A epirrubicina deve ser instilada utilizando um cateter. Quando a instilação estiver
completa, o doente deve ser virado um quarto de volta de 15 em 15 minutos. De um
modo geral, o líquido instilado deve ser retido na bexiga durante 1 hora. Para evitar
diluições indevidas, o doente deve ser avisado para não beber qualquer líquido nas 12
horas que antecedem a instilação.
Os doentes devem ser instruídos no sentido de urinarem no final da instilação.
Precauções de manipulação
Devido à natureza tóxica do fármaco são dadas as seguintes recomendações:
-o pessoal deve ser treinado segundo as boas técnicas de manipulação;
-as mulheres grávidas não deverão trabalhar com este fármaco;
-o pessoal que manipula a Farmorubicina RTU deverá utilizar vestuário protector: óculos
de protecção, toucas, bata e luvas e máscaras descartáveis;
-deverá ser definida uma área para manipulação do fármaco (preferencialmente sob
sistema de fluxo de ar laminar vertical). A superfície de trabalho deverá ser protegida
com papel absorvente descartável, com revestimento de plástico;
-todos os materiais utilizados para a administração ou limpeza, incluindo luvas, deverão
ser colocados em sacos de lixo de alto risco destinados a incineração a altas temperaturas.
O derramamento ou extravasamento deverá ser lavado com uma solução de hipoclorito
de sódio diluída (1% de cloro activo), preferencialmente embebendo toda a área, e depois
lavando com água.
Todos os materiais de limpeza deverão ser eliminados da forma indicada previamente.
O contacto acidental com a pele ou com os olhos deverá ser tratado imediatamente
através de lavagem copiosa com água, com água e sabão, ou com uma solução de
bicarbonato de sódio; deverão ser considerados cuidados médicos.
Lavar sempre as mãos após tirar as luvas.
Incompatibilidades
A epirrubicina não deve ser misturada com outros fármacos. Deve ser evitado o contacto
com soluções alcalinas, uma vez que estas podem levar à hidrólise da epirrubicina. A
Farmorubicina RTU não deverá ser misturada com heparina, pois foi referido que estes
fármacos são quimicamente incompatíveis (formam um precipitado). A Farmorubicina
RTU não pode ser misturada com outros fármacos citotóxicos no mesmo frasco ou
seringa, durante a administração de regimes quimioterápicos combinados.
Para administração única. Os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências
locais.
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