Preparo de amostras para análise de compostos orgânicos Page ▪ 1 EXTRAÇÃO LÍQUIDOLÍQUIDO (LLE) Page ▪ 2 EXTRAÇÃO LÍQUIDOLÍQUIDO (ELL) “Fundamenta-se na distribuição ou partição de um composto entre dois líquidos ou fases imiscíveis nos quais este composto apresenta diferentes solubilidades”. Page ▪ 3 EXTRAÇÃO LÍQUIDOLÍQUIDO: Ocorre partição dos analitos entre a amostra aquosa e o solvente extrator orgânico. Page ▪ 4 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO: Eficiência da extração η η = K / (K + β) β = Vam / Vext Aumento do volume do extrator incrementa a fração extraída de um analito em um determinado volume da amostra, mas pode comprometer o efeito de pré-concentração do analito extraído. Page ▪ 5 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Escolha do agente extrator: - maior compatibilidade com a ELL: imiscível em água, baixo ponto de ebulição e baixa viscosidade, avaliar a densidade; - seletividade: avaliar a polaridade dos solventes. Inalterado x Metabólitos Page ▪ 6 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Escolha do agente extrator: - maior compatibilidade com a ELL: imiscível em água, baixo ponto de ebulição e baixa viscosidade, avaliar a densidade; - seletividade: avaliar a polaridade dos solventes. Inalterado x Metabólitos Page ▪ 7 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO: Miscibilidade Page ▪ 8 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO: Tipos de solvente Triagem Solventes isolados e mistura de solventes. Análise direcionada Solvente com maior afinidade pelo analito. Page ▪ 9 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO: Pureza dos solventes extratores: Adição de agentes estabilizadores, anti-oxidantes, etc. Ex: Éter dietílico: 2% de etanol, 2 ppm pirogalol, 1 ppm de butirato de hidroxitolueno para prevenir a formação de peróxidos... E mais.. Tipo de agitação (cuidado com a emulsão estável!!!) Remoção do solvente orgânico Adição de sal Efeito do pH Page ▪ 10 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Concentração do extrato: Fluxo de N2 Acelera a vaporização sem aumento da temperatura. O2 Oxidar compostos mais sensíveis Obs: Transformar em cloridrato com 50µL de HClc em metanol. Page ▪ 11 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO = molécula de água EFEITO “SALTING OUT” CH2 CH N CH3 Na+ Page ▪ 12 H H Cl- + NaCl (cloreto de sódio) CH2 CH N CH3 H H EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Efeito do pH Page ▪ 13 pKa EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Extração ácida: pH ácido substâncias de caráter ácido prevalecem na forma não ionizada, lipofílica. Page ▪ 14 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO INFLUÊNCIA DO pH NA HIDROSSOLUBILIDADE/LIPOSSOLUBILIDADE •substâncias de caráter ácido. Ex. ácido 11-nordelta -9-THC-COOH O C OH O C OH CH3 CH3 O C5H11 O CH3 CH3 O C O C5H11 ácido 11-nor-delta 9-THC-COOH Page ▪ 15 OH H+ OH Forma nãoionizada OH- OH CH3 CH3 O Forma ionizada C5H11 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Extração básica: pH básico substâncias de caráter básico prevalecem na forma não ionizada, lipofílica. Page ▪ 16 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO INFLUÊNCIA DO pH NA HIDROSSOLUBILIDADE/LIPOSSOLUBILIDADE •substâncias de caráter básico. Ex. anfetaminas CH2 CH N CH3 Anfetamina Page ▪ 17 H H+ CH2 H H + CH N H CH 3 Forma ionizada H OH- CH2 CH N CH3 H H Forma não-ionizada EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO INFLUÊNCIA DO pH NA HIDROSSOLUBILIDADE/LIPOSSOLUBILIDADE Cuidado com o zwitterion!! Page ▪ 18 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Método Solvente orgânico urina Drogas/ metabólitos urina Agitação Centrifugação Page ▪ 19 Separação da fase orgânica extrato EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Page ▪ 20 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Extração sequencial: melhor eficiência sem prejuízo da préconcentração Exemplo: extração de 100 mL de solução a 10 g L-1 (K = 50) Extração simples η = 0,909 Vext = 20 mL; Cext = 45,4 g L-1 Page ▪ 21 Extração dupla: η = 0,993 Vext = 4 x 5 mL Cext = 49,7 g L-1 obs. = 100/5 = 20 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Procedimento de ELL para GC ou HPLC ?? Page ▪ 22 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO A B Antidepressivos tricíclicos por HPLC A = sem a extração ELL; B = após ELL Page ▪ 23 1 = desipramina; 2 = nortriptilina; 3 = imipramina; 4 = amitriptilina; 5 = PI EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO Vantagem: ☺extremamente simples e rápida Desvantagens: grande volume de solventes descarte do material formação de emulsão seletividade sofrível efeito de pré-concentração limitado Page ▪ 24 Exercício O gráfico abaixo apresenta a eficiência de extração () de um fármaco em urina em função do pH da amostra para uma situação especifica de extração. O solvente usado na extração foi diclorometano. a) Com base no gráfico, podemos dizer que o fármaco é ácido ou básico? Justifique. b) Qual seria o provável valor de pKa desse fármaco? Justifique. c) Sabendo que em pH 7, K = 24,5 e = 0,98, qual o volume de solvente usado nessa extração? d) Determine a concentração final do fármaco em 2 mL de solvente extrator e em pH 5, sabendo que nesse pH, K = 2 e = 0,80. Adote que a concentração do fármaco na urina é 50 g/L. e) Qual seria a concentração final do fármaco se a extração fosse feita em pH 5, com duas repetições e usando 1 mL de solvente extrator em cada uma. Adote que a concentração do fármaco na urina é 50 g/L. 1,1 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 Page ▪ 25 0 2 4 6 pH 8 10 12 EXTRAÇÃO LÍQUIDO-LÍQUIDO – VARIAÇÕES NA TÉCNICA Page ▪ 26 Extração Líquido – Líquido Contínua Page ▪ 27 Extração Líquido – Líquido Assistida por Suporte ELLAS Mesmo princípio da ELL convencional. Amostra aquosa é aplicada sobre a superfície da matriz. Adição posterior do solvente extrator Vantagens: Page ▪ 28 • cartuchos comercialmente disponíveis, • possibilidade de automação da técnica; • não formação de emulsão; • opções tamponadas para garantir ajuste de pH. Extração líquido-líquido assistida por pressão A técnica submete solventes orgânicos a temperaturas acima de 200 °C e pressões na ordem de 20.000 kPa, suficientes para garantir a forma líquida dos solventes. Vantagens: • aumento de energia de solvatação desses solventes; • aumento da velocidade de extração. Desvantagem: • só pode ser empregada para analitos sólidos; • requer um equipamento similar ao usado na extração com fluido supercrítico. Page ▪ 29 EXTRAÇÃO COM MEBRANAS Page ▪ 30 Membranas (IUPAC) “estrutura que tem dimensões laterais muito maiores que sua espessura, por onde a transferência de massas pode ocorrer sob uma variedade de processos” Origem grega: “pele fina” (www.iupac-kinetic.ch.cam.ac.uk) Page ▪ 31 Definição de Membrana ▪Barreira seletiva entre dois meios. ▪Transporte de matéria de uma fase (doadora) para outra (aceptora), devido a uma força: concentração; potencial elétrico; pressão. FD M FA FD M FA FD BOMBA Page ▪ 32 ddp M FA Definição de Membrana PTFE Classificações das membranas -porosa (PTFE – teflon) -não porosa (silicone) -folha planar -fibra oca Transferência de massa controlada pelo gradiente de concentração de difusão das espécies. Lei de Fick Page ▪ 33 C J A.D l J – fluxo através da membrana A – área superficial da membrana D – coeficiente de difusão ∆C – diferença de concentração entre os meios l – espessura da membrana Suportes para membranas Page ▪ 34 Membrana suportada entre líquidos (Supported Liquid Membrane – SLM) FD água Membrana Solvente orgânico FA água Fibras mais comuns PTFE ou polipropileno Page ▪ 35 Membrana suportada entre líquidos (Supported Liquid Membrane – SLM) The principle of SLM extraction of an acidic analyte A, a basic analyte B, and a negatively charged species using ion-pairing with a positive carrier dissolved in the membrane liquid C. Page ▪ 36 Membrana suportada entre líquidos (Supported Liquid Membrane – SLM) A taxa de transferência de pode ser limitada pela difusão dentro da fase doadora ou pela transferência através da membrana. DD e DM influenciam na velocidade de difusão. Se DD <<DM Extração controlada pelo fase doadora. Se DD >> DM Extração controlada pela membrana. -DD = difusão na fase doadora (agitar é bom). -DM = difusão na membrana (se é fina, pouca influência) -KM/D = partição membrana/fase doadora -KA/M = partição fase aceptora/membrana (para forma neutra) Page ▪ 37 -K’A/M = partição fase aceptora/membrana (para forma ionizada) Análise online Page ▪ 38 Sistema automatizado Page ▪ 39 Modificador em SLM – uso de aditivos Influência de óxido de trioctil fosfina (TOPO) na extração de ácidos carboxílicos Page ▪ 40 Modificador em SLM EFEITO “SALTING OUT” CH2 CH N CH3 Na+ Page ▪ 41 = molécula de água H H Cl- + NaCl (cloreto de sódio) CH2 CH N CH3 H H Aplicação da SLM SLM - urina Injeção direta urina Page ▪ 42 Aplicação da SLM SLM - água SLM - urina Ripivacaina Page ▪ 43 Extração Líquido-Líquido com Membrana Microporosa (Microporous Membrane LLE – MMLLE) ou aceptor FD água Solvente orgânico Membrana Solvente orgânico Solvente orgânico FA Solvente orgânico água Fibras mais comuns PTFE (Polytetrafluoroethylene ) ou polipropileno doador (Teflon) Page ▪ 44 Page ▪ 45 Page ▪ 46 Page ▪ 47 Aplicação da extração com membranas Page ▪ 48 Vantagens Seletividade – membrana; Enriquecimento (FPC); Baixo consumo de solventes (química verde); Automação; Acoplamento on-line com técnica de separação. Page ▪ 49 Desvantagens Efeito de memória (carryover); Muitos experimentos na otimização; Estabilidade das membranas (↓lifetime); Consumo de tempo para concentrar a amostra. Page ▪ 50 Técnicas de microextração líquido-líquido Page ▪ 51 Microextração em fase líquida com fibra oca Hollow fiber liquid-liquid microextraction (HF-LPME) Trends in Analytical Chemistry, Vol. 29, No. 7, 2010, p. 617 Page ▪ 52 FD água Água Membrana Solvente orgânico Solvente orgânico FA Solvente orgânico água Microextração em fase líquida com fibra oca Hollow fiber liquid-liquid microextraction (HF-LPME) Page ▪ 53 Microextração em fase líquida com fibra oca Hollow fiber liquid-liquid microextraction (HF-LPME) Trends in Analytical Chemistry, V. 22 No. 10, 2003, p. 565. Trends in Analytical Chemistry, V. 29 No. 01, 2010, p. 1. PAREDES DA FIBRA IMPREGNADA COM SOLVENTE ORGÂNICO FASE ACEPTORA AQUOSA (a) SISTEMA DE TRÊS FASES Page ▪ 54 FASE ACEPTORA ORGÂNICA (b) SISTEMA DE DUAS FASES Microextração em fase líquida com fibra oca Hollow fiber liquid-liquid microextraction (HF-LPME) micro-seringa para retirada da solução aceptora micro-seringa para introdução da solução aceptora ácida fibra oca de polipropileno impregnada com solvente (x seg) solução doadora (amostra): 1 mL de plasma 100 µL sol. Alcalinizante 3,9 mL de Água Page ▪ 55 agitador magnético: z rpm, y min Solvente o-xylene Page ▪ 56 Explicar resultado! Page ▪ 57 Page ▪ 58 Isolamento por membrana elétrica Electro membrane isolation (EMI) ≈3000kV Importante: pH e campo elétrico FD Água (ácido) Membrana polipropileno FA Água Ex: Journal of Chromatography A, vol. 1157, No. 1–2, 2007, p. 38–45. Por que trabalhar no equilíbrio?? Page3.▪ Effect 59 Fig. of time on recoveries in (a) LPME and (b) EMI from small sample compartments (150 μl sample solution in 300 μl micro glass insert, 25 μl acceptor solution, NPOE as organic liquid). Microextração em gota única Single drop microextraction (SDME) Page ▪ 60 Microextração em gota única Single drop microextraction (SDME) - Processo de transferência de massa depende dos processos de difusão e convecção entre as fases. - Difusão é favorecida pela redução da distância que os analitos devem percorrer . - Agitação moderada. - Estabilidade da gota: -Ausência de partículas; -Tamanho da gota (1 a 3µL); -Temperatura (bolhas). Page ▪ 61 Microextração em gota única Single drop microextraction (SDME) Sistema de duas fases: - Imersão direta (DI) - Gota a gota (DD) - SDME dinâmica -Com gota não exposta -Com gota exposta - Fluxo Contínuo (CFME) Page ▪ 62 Microextração em fase líquida (SDME) dinâmica com gota não exposta Vai bem com injeção automatizada em GC. Fig. 3. Effect of time on recoveries in (a) LPME and (b) EMI from small sample compartments (150 μl sample solution in 300 μl micro glass▪ insert, 25 μl acceptor solution, NPOE as organic liquid). Page 63 Microextração em gota única Single drop microextraction (SDME) Sistema de três fases: - LLLME - Headspace (HS-SDME) aquosa – headspace - orgânica Page ▪ 64 Microextração em gota única Single drop microextraction (SDME) Page ▪ 65 Microextração em gota diretamente suspensa Directly suspended dropled microextraction (DSDME) Page ▪ 66 Microextração em gota sólida Solidification of floating drop microextraction (DSDME) Page ▪ 67 Microextração em fase líquida dispersiva Dispersive liquid-liquid microextraction (DLLME) . O objetivo é favorecer a partição dos analitos entre o solvente extrator e o solvente dispersor. Requisitos: o solvente dispersor é miscível na fase aquosa (amostra) e no solvente extrator (fase orgânica). EX: MeOH, EtOH, THF... LLE: requer sucessivas etapas de extração. DLLME: uma única etapa é satisfatória Page ▪ 68 Microextração em fase líquida dispersiva Dispersive liquid-liquid microextraction (DLLME) Solvente extrator mais denso que a água. Page ▪ 69 Microextração em fase líquida dispersiva Dispersive liquid-liquid microextraction (DLLME) Requisitos do solvente extrator: - A solubilidade na fase aquosa deve ser baixa, para garantir satisfatória recuperação dos analitos. - Deve ser compatível com a técnica analítica, para evitar procedimento de secagem e redissolução. - Favorecer solution). - Deve ter baixa pressão de vapor e temperatura de ebulição para evitar perdas. Page ▪ 70 a formação das micro gotas (cloudy Microextração em fase líquida dispersiva Dispersive liquid-liquid microextraction (DLLME) Solvente extrator menos denso que a água. Page ▪ 71 Microextração com barra com solvente Solvent-bar microextraction (SBME) Vantagens?? Page ▪ 72