Matheus – 5º ano B - Luiz Soares Andrade

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Matheus – 5º ano B
Parasitoses Intestinais
São doenças causadas por vermes e protozoários. A contaminação se dá de
várias formas, sendo que a principal é a ingestão de alimentos ou água
contaminada e através da pele por ferimentos pequenos.
Seja pela ausência ou precariedade de saneamento básico, seja por questões
que envolvam os cuidados com higiene individual ou de instalações
(reservatórios para água e meios de preparo/ conservação dos alimentos), tudo
aquilo que ingerimos pode estar contaminado por microorganismos e causar
doenças. É importante destacar o fato de que o número de casos dessas
doenças é sempre bem maior nas áreas de baixas condições sócioeconômicas e carência de saneamento básico, incluindo-se o tratamento da
água, do esgoto, do lixo e o controle de vetores, particularmente moscas, ratos
e baratas.
Sintomas
De modo geral, a maioria das pessoas infectadas se apresenta com quadro de
dor abdominal, cólicas, náuseas, vômitos, diarréias, perda de peso, anemia,
febre e sintomas respiratórios. O tratamento é feito com medicamentos
antiparasitários específicos após a identificação do agente causador.
Prevenção
A prevenção das parasitoses exige medidas simples, mas é preciso que se crie
o hábito de executá-las rotineiramente.
As principais são:
Lavar as mãos antes das refeições, antes de manipular e preparar alimentos,
antes do cuidado de crianças e após ir ao banheiro ou trocar fraldas
Andar sempre com os pés calçados
Cozinhar bem os alimentos. Carnes somente bem passadas
Lavar com água potável os alimentos que serão consumidos crus e se possível
deixe-os de molho por 30 minutos em água com hipoclorito de sódio a 2,5%
Beber somente água filtrada ou fervida
Manter limpa a casa e terreno ao redor, evitando a presença de insetos e ratos
Conservar as mãos sempre limpas, as unhas aparadas, evitar colocar a mão
na boca
Não deixar as crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou água
poluída.
Do ponto de vista da comunidade, a prevenção se faz através de:
Educação para a saúde
Proibição do uso de fezes humanas para adubo
Saneamento básico a toda população
Condições de moradia compatíveis com uma vida saudável
Ancilostomose
A ancilostomose, também conhecida por amarelão, é uma doença causada por
vermes nematódeos (espécie: Necator americanus e Ancylostoma duodenale).
As formas adultas desses parasitas se instalam no aparelho digestivo dos
seres humanos, onde se fixam na porção que compreende o intestino delgado,
nutrindo-se de sangue do hospedeiro e causando anemia.
Essa doença é transmitida através da penetração ativa de pequenas larvas
infectantes na pele de um indivíduo em contato com ambientes propensos,
principalmente o solo, contendo fezes contaminadas por ovos que eclodem e
desenvolvem as larvas.
Após passarem pela epiderme, as larvas atingem a corrente sanguínea,
seguindo em direção aos alvéolos nos pulmões (pequena circulação). Por meio
das vias respiratórias, as larvas se deslocam pela traqueia até a laringe, onde
são deglutidas com os alimentos ingeridos, passando pelo esôfago, estômago
e alcançando a parede do intestino. Neste local se reproduzem, eliminando
ovos juntamente às fezes.
A adesão dos vermes no ducto intestinal ocorre devido à presença de um
aparelho bucal munido de dentículos que se inserem na superfície interna da
região duodenal, provocando lesão e consequentemente sangramento,
agravando o quadro anêmico.
Essa doença pode ser controlada, mediante as seguintes medidas profiláticas:
- Utilização de calçados (sapato ou sandália), evitando o contato direto com o
solo
contaminado;
- Fornecimento de infraestrutura básica para a população, proporcionando
saneamento
básico
e
condições
adequadas
de
higienização;
- Ter o máximo de cuidado quanto ao local destinado ao lazer das crianças,
pois
acabam
brincando
com
terra;
- Educação da comunidade, bem como o tratamento das pessoas doentes.
Identificação sintomática: anemia (palidez), afecções pulmonares, fezes com
rajas
de
sangue
e
indisposição
física.
Tratamento: vermífugos, como o albendazol, devidamente prescritos pelo
médico.
Ascaridíase
A ascaridíase é o resultado da infestação do helminto Ascaris lumbricoides
no organismo, sendo mais frequentemente encontrado no intestino.
Aproximadamente 25% da população mundial possui estes parasitas, sendo
tais ocorrências típicas de regiões nas quais o saneamento básico é precário.
Este patógeno, conhecido popularmente como lombriga, tem corpo cilíndrico e
alongado, e pode chegar até 40 centímetros de comprimento. Fêmeas são
maiores e mais robustas que os machos; e estes apresentam a cauda
enrolada. Surpreendentemente, um único hospedeiro pode apresentar até 600
destes
indivíduos.
A contaminação por ele se dá pela ingestão de seus ovos, geralmente
encontrados no solo, água, alimentos e mãos que tiveram um contato anterior
com
fezes
humanas
contaminadas.
No intestino delgado, liberam larvas que atravessam as paredes deste órgão e
se direcionam aos vasos sanguíneos e linfáticos; se espalhando pelo
organismo. Atingindo a faringe, estas podem ser liberadas juntamente com a
tosse ou muco; ou, ainda, serem deglutidas, alcançando novamente o intestino.
Lá, reproduzem-se sexuadamente, permitindo a liberação de alguns dos seus
aproximados 200 mil ovos diários, pelas fezes, propiciando a contaminação de
outras
pessoas.
Devido ao espalhamento das larvas, febre, dor de barriga, diarreia, náuseas,
bronquite, pneumonia, convulsões e esgotamento físico e mental são alguns
sintomas que podem se apresentar; dependendo do órgão que foi afetado.
Entretanto, em muitos casos a verminose se apresenta assintomática.
Para diagnóstico, é necessário que se faça exames de fezes, onde podem ser
encontrados os ovos deste animal. Existe tratamento, que é feito com uso de
fármacos
e
adotando
medidas
de
higiene
básica.
Quanto à prevenção, ingerir somente água tratada, lavar bem frutas e legumes
antes de ingeri-los, lavar sempre as mãos, não defecar em locais
inapropriados,
dente
outras,
fazem
parte
desta
lista.
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