Principais causas da Infertilidade e Terapêutica aconselhada A infertilidade define-se como ausência de gravidez ao fim de um ano de actividade sexual sem contracepção. Actualmente, cerca de 15% dos casais em idade procreativa são inférteis. Principais causas de infertilidade e terapêuticas aconselhadas. 1- As causas de infertilidade são de origem masculina, feminina ou de ambos simultaneamente. 2- As principais causas de infertilidade são: - factor tubário, - factor masculino, - Endometriose, - factor ovulatório, - factor uterino, - factores múltiplos, - Idiopáticas (sem causa encontrada). 3- A terapêutica pode ir do tratamento médico da disovulação, à abordagem cirúrgica de endometriose, miomas e aderências pélvicas. As Técnicas de Medicina de Reprodução (Inseminação Intra uterina, fecundação in vitro, Microinjecção intracito plasmática) são as que implicam a existência de Laboratório de Medicina de Reprodução. 4- A taxa de êxito da fecundação invitro ou da microinjecção situa-se nos 30% por transferência. 5- Se pretende adiar o projecto de maternidade para depois dos 35 anos, faça pelo menos um espermograma ao seu marido. 6- Iniciar relações sexuais ainda na adolescência envolve maior risco de aquisição de doenças de transmissão sexual pelas jovens. O uso de preservativo é essencial. 7- O uso de Dispositivo Intra Uterino deve ser adiado para planeamento familiar quando já há filhos. 8- O uso de anticonceptivos, mesmo por longo período não diminui a fertilidade. http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/738/ Causas da Infertilidade Feminina * 35% - Problemas de Ovulação Ausência de ovulação; Insuficiente produção de progesterona a partir do corpo amarelo; O Síndroma dos Ovários Poliquísticos, que é causado por um desequilíbrio hormonal, é a principal causa de anovulação (inexistência de ovulação). Os sintomas normalmente consistem na existência de menstruações fortes, irregulares ou ausentes, aumento de peso, acne e cabelo demasiado oleoso; * 35% - Obstrução Tubárica Obstrução ou lesão das trompas de Falópio (que transportam os oócitos do ovário para o útero), o que pode impedir quer os espermatozóides de alcançar e fertilizar o oócito, quer um embrião de completar o seu percurso até ao útero; Uma cirurgia anterior (por exemplo, para tratar uma apendicite) pode ter originado aderências, que bloqueiam as trompas de Falópio; Infecções prévias, tais como doenças sexualmente transmissíveis (infecção por Chlamydia), podem danificar as trompas de Falópio e impedir que os espermatozóides alcancem o oócito; * 20% - Endometriose Problemas ao nível do endométrio, que impossibilitam a adequada implantação do embrião; A endometriose também pode provocar danos nos ovários e trompas de Falópio. Nestas situações ocorre crescimento de tecido semelhante ao endométrio noutros locais, o que provoca inflamação e dor, entre outros sintomas; * 10% - Outras causas Pode não existir uma quantidade suficiente de muco no colo do útero, ou este ser de má qualidade; Pode existir incompatibilidade entre o muco e os espermatozóides. Doenças como diabetes, epilepsia ou problemas ao nível da tiróide podem afectar a fertilidade das mulheres; Problemas ginecológicos, como a existência de uma gravidez ectópica anterior; Quer a obesidade, quer um peso demasiado baixo podem afectar o funcionamento dos ovários. Por vezes, basta uma redução de 10% no peso de mulheres obesas para que se note a diferença. Exposição a tóxicos como o tabaco, drogas, álcool.A idade é um factor importante na infertilidade feminina. A capacidade do ovário produzir ovos declina com a idade, especialmente depois dos 35 anos. Em torno de 1/3 dos casais onde a mulher tem mais de 35 anos experimenta problemas de fertilidade. Quando a mulher atinge a menopausa ela não mais poderá produzir ovos ou ficar grávida. http://biovida12.blogspot.com/2007/12/causas-da-infertilidade-feminina.html O que é a infertilidade? A infertilidade é uma incapacidade temporária ou permanente em conceber um filho e em levar a termo uma gravidez até ao parto. É um problema comum que ataca homens e mulheres, proveniente de motivos internos ou de contributos inconscientes do ser humano. Considera-se que existe um problema de infertilidade quando o casal tem relações sexuais, regularmente sem utilizar contracepção durante o período de 1-2 anos, sem que ocorra uma gravidez. No entanto, isso não significa que ela não possa ocorrer naturalmente após esse período ou recorrendo a técnicas específicas, uma vez que a infertilidade total, ou esterilidade, é uma situação rara. Tipos de infertilidade... Pode-se classificar dois tipos de infertilidade: • Infertilidade primária – incapacidade fisiológica de uma primeira gravidez • Infertilidade secundária – incapacidade fisiológica de uma segunda ou mais gravidezes. Para a OMS (Organização Mundial de Saúde) um casal tem problemas de fertilidade, quando após 2 anos de actividade sexual sem utilização de métodos contraceptivos, não ocorre uma gravidez. Em Portugal recomenda-se que o casal procure ajuda especializada, se não tiver havido gravidez • Ao fim de 2 anos • Ao fim de 1 ano, se a mulher tiver mais de 30 anos Frequência da Infertilidade: Calcula-se que cerca de 20% da população total tenha algum tipo de infertilidade. Esta taxa é maior em países menos desenvolvidos, em que a existência de doenças com consequências negativas ao nível do aparelho reprodutivo e à falta de recursos em termos de saúde para controlar estes problemas fazem com que uma proporção considerável da população possa ser infértil. Fonte:http://bio12.no.sapo.pt/reprod_ficheiros/18-infertilidade.pdf Como vimos pela leitura deste artigo a infertilidade é um problema mais frequente que aquilo que inicialmente pensamos. E como é fácil deduzir tem uma tendência ao aumento pois cada vez mais, as mulheres querem atrasar a sua vida materna pondo em prioridade a vida profissional, o como é absolutamente legítimo mas infelizmente comprometerá a sua capacidade de engravidar! http://biovida12.blogspot.com/search/label/Manipula%C3%A7%C3%A3o%20da%20Fe rtilidade Causas da Infertilidade A infertilidade é um problema comum que ataca homens e mulheres. Proveniente de motivos internos ou de contributos inconscientes do ser humano, os avanços nesta área são já esclarecedores. O problema da infertlidade abrange homens e mulheres do mundo inteiro. Descobrir o que se passa, origina mágoa para aqueles que são portadores do problema. Mas, reconhecer que se sofre de infertilidade causa infelicidade e depressões no seio da família, sendo muitas das vezes necessário recorrer a apoio psicológico para ultrapassar o problema. Há que consciencializar as pessoas que, o mito da infertlidade começa a ser cada vez mais longínquo e menos abstracto. Centremo-nos inicialmente no problema da infertilidade feminina. A ausência de ovulação, o stress acumulado ou disfunções hormonais podem estar na origem do problema. O médico deve diagnosticar o problema e recorrer a um tratamento que, ainda que possa apresentar algumas regalias, pode nunca chegar a ser totalmente eficaz. Normalmente, o tratamento dura em média cerca de meio ano, ainda que este período não seja fixo, a irregularidade das alterações hormonais é corrigida da melhor forma. Promover a ovulação é outro dos objectivos do médico, embora nunca se possa dar a total certeza da gravidez imediata. O útero e as trompas podem ser igualmente um dos motivos de infertilidade. Eventuais tumores nos ovários, bem como a obstrução das trompas são outra das causas de infertilidade. O médico desempenha um papel importante, pois é através dos seus exames que irá diagnosticar a ocorrência do problema. O muco cervical, responsável pela sobrevivência dos espermatozóides, pode não estar nas melhores condições e provocar a morte destes. Após o tratamento, e tratando-se este de um problema de infecção, as probabilidades de engravidar são amplas. Os períodos menstruais longos, irregulares e dolorosos podem revelar uma possível existência de tecido uterino na cavidade cervical. A isto se dá o nome de Endometriose que, após um tratamento de alguns meses e, caso a doença não seja muito extensa, pode ser perfeitamente corrigida. O tratamento às mulheres já apresenta actualmente muitas condições de cura, embora o mesmo não se possa dizer quanto à infertilidade masculina. As curas existentes são quase todas à base de métodos artificiais, e não a partir de tratamentos solucionadores. As causas da infertlidade masculina podem estar ligadas a problemas antigos nos testículos, afectando os espermatozóides. A produção pode ter diminuido, tal como a qualidade dos mesmos. Logo, e sendo um problema genético, os tratamentos eficazes ficam demasiadamente reduzidos. Mas, desde há muitas décadas que a Inseminação Artificial é um dos processos mais utilizados para este problema. Separando os espermatozóides inactivos e introduzindo outros prontos a actuar, a Inseminação Artificial é antecedida ainda de medicamentos. Fertilização In Vitro é o nome de outra das possibilidades. Recolhendo óvulos e espermatozóides, a Fertilização In Vitro consiste em juntá-los e depois colocá-los na trompa. Pode também acontecer a sua união numa proveta e, quando suceder a fecundação, serem colocados no útero. Injectar directamente o espermatozóide dentro do óvulo, é outra alternativa para a infertilidade. A mais recente inovação nesta área, o ICSI, promove a formação do embrião e posteriormente o seu transporte para o útero. Espermatozóides imóveis deixam de constituir problema e pode mesmo recorrer à doação de óvulos ou espermatozóides para realizar o seu sonho de ter um fiho. Longe vai o tempo em que a infertilidade, quer masculina quer feminina, era um mal maior e sem solução alguma. Os estudos vêm revelar que, quase todas as pessoas podem engravidar, quer através de métodos de tratamento ou de processos artificiais. Resta, se não consegue engravidar, descobrir de onde provém o problema e depois encontrar a melhor solução e alternativa. http://www.abcdobebe.com/fertilidade/causas-da-infertilidade.html INFERTILIDADE MASCULINA Resumo: Estudos atuais têm demonstrado que aproximadamente 20% dos casais, ou seja, um em cada cinco casais, apresentam problemas de infertilidade. Cerca de 40% dos casos se devem à fatores masculinos e estão ligados a produção de espermatozóides. As estatísticas mostram que entre as causas conhecidas, as mais freqüentes são a varicocele (70%), processos inflamatórios (20%) e a disfunção hormonal (10%). Aproximadamente 40% dos casos de infertilidade masculina não apresentam causa identificada. Para diagnosticar a infertilidade masculina, o sêmen deve passar por análises citológicas, bioquímicas e outras que auxiliam esse diagnóstico. A OMS recomenda a análise de pelo menos um marcador bioquímico para cada glândula acessória genital. Para um diagnóstico preciso de infertilidade, qualquer resultado anormal, deve ser sempre relacionado com alterações em outros parâmetros. Além disso, os cuidados com colheita de material, conservação da amostra, intervalo de tempo entre o ejaculado e as análises, bem como as metodologias empregadas, devem ser observadas, considerando que podem interferir no resultado final. Palavras-chave: infertilidade masculina, espermatozóides, sêmen. 1 INTRODUÇÃO Estudos atuais têm demonstrado que aproximadamente 20% dos casais, ou seja, 1 em cada 5 casais, apresentam problemas de infertilidade, dentre estes, 40% dos casos se devem à fatores masculinos (14) e estão ligados à produção dos espermatozóides. Pode ocorrer ausência destas células (azoospermia), a diminuição do seu número (oligospermia), alteração na forma (teratospermia), na capacidade de movimento (astenospermia) ou na vitalidade (necrospermia) (16). Além das causas masculinas, a infertilidade pode ser causa feminina, ou uma combinação de ambos, ainda há casos onde não há causas aparentes para o problema (9), (Tabela 1). Problemas genéticos, associados ao cromossomo Y, podem estar envolvidos em alguns casos, sobretudo, quando se refere à infertilidade idiopática (4). Esse número tem aumentado não só devido ao crescimento da população, mas também em função de uma diminuição em nível mundial da fertilidade masculina. Estima-se que durante os últimos 50 anos a média de contagem dos espermatozóides tenha diminuído em 50%. As razões dessa diminuição não estão claramente definidas, porém acredita-se que podem estar influenciadas por fatores ambientais (poluição), por exemplo, refletindo em conseqüências na função reprodutiva (5). A produção de espermatozóides pode ter interferência de fatores como a idade do indivíduo - quanto mais avançada a idade, menor a produção (Tabela 2), sua ocupação profissional - contato com substâncias tóxicas como agrotóxicos e inseticidas, ou se trabalha em áreas de muito calor, como altos-fornos e, os antecedentes familiares - se há doenças hereditárias envolvidas, ou casos de infertilidade familiar (16). Outros antecedentes e alguns hábitos pessoais também podem determinar a existência de espermatozóides com baixa motilidade (capacidade de movimento) e vitalidade (16), entre eles: certos tipos de cirurgias, traumatismos, uso de drogas (tanto entorpecentes quanto algumas substâncias químicas terapêuticas podem provocar degeneração das células germinativas), álcool, atividade sexual (abstinência prolongada, ou a freqüência aumentada, pode diminuir a capacidade de fecundação do homem, em alguns casos), temperatura (o calor excessivo é prejudicial aos testículos, doenças que causam febre produzem alterações nos níveis de espermatozóides, a mudança súbita de temperatura externa e de altitude, como por exemplo passando-se rapidamente de uma região fria para outra quente e úmida, pode diminuir a fertilidade masculina durante algum tempo), nutrição (a boa alimentação influencia o desenvolvimento e função das glândulas genitais), vitaminas (há estudos mostrando que o homem precisa das vitaminas A e E para se manter fértil, embora ainda haja muitas dúvidas sobre o assunto, a falta acentuada de vitamina A produz lesões progressivas nas células germinativas, considerando que o sêmen é constituído de vários sais minerais), doenças como diabetes (acarreta lesões vasculares e neurológicas, que podem levar à diminuição da fertilidade, ou mesmo à impotência) e, finalmente, o stress (fatores emocionais podem influenciar diretamente a diminuição do número de espermatozóides, segundo alguns estudos) (9). A injeção intracitoplasmática de espermatozóide ou ICSI foi um método desenvolvido na Universidade de Bruxelas, na Bélgica, e os primeiros resultados foram publicados em 1992. Com o auxílio de um micromanipulador acoplado a um microscópio, o ovócito é segurado com uma micropipeta, enquanto que com outra, o espermatozóide é captado e introduzido dentro do citoplasma do ovócito. Através desta técnica, a fertilização é normal em mais de 50% dos ovócitos injetados. Os resultados mostram que a incidência de anormalidades genéticas entre os bebês nascidos pela ICSI está dentro da normalidade da reprodução assistida e da população geral. Para pacientes azoospérmicos ou vasectomizados, esta nova técnica pode ser usada com espermatozóides obtidos do epidídimo ou do testículo, com resultados igualmente satisfatórios. Nestes casos, os espermatozóides são retirados diretamente do epidídimo ou do testículo por punção ou microcirurgia (18). As estatísticas mostram que, entre as causas conhecidas, as mais freqüentes são a varicocele (70%), os processos inflamatórios (20%) e a disfunção hormonal (10%). Em cerca de 40% dos casos de infertilidade masculina, a causa não chega a ser identificada (16). Além destas causas, ainda podem ocorrer produção ou excreção inadequada do espermatozóide, anticorpos anti-espermatozóides, obstrução do trato genital, criptorquidia, distúrbios do canal da ejaculação e anormalidades genéticas (9). O interesse no estudo das causas da infertilidade sempre foi grande, atualmente, porém, tem aumentado paralelamente ao desenvolvimento de novas tecnologias reprodutivas. O advento da fertilização in vitro e, principalmente, da injeção intracitoplasmática de esperma têm permitido que homens com alto grau de infertilidade possam, finalmente, tornarem-se pais. A competição que ocorre naturalmente entre os espermatozóides (forma, tamanho, mobilidade, etc) e a tentativa de sobrevivência em condições adversas dentro dos ductos femininos são fatores importantes para a atuação da seleção natural, minimizando a ocorrência de embriões com graves problemas genéticos (14). 2 ESPERMOGRAMA O espermograma convencional inclui o estudo de aspectos particulares da função espermática como a concentração, motilidade e morfologia, assim como, na quantificação e identificação de células não espermáticas, anticorpos antiespermatozóides e testes de penetração (11). Os exames citológicos fornecem informações importantes sobre a quantidade e a qualidade dos espermatozóides e sobre a atividade secretora das glândulas acessórias genitais. Os resultados do espermograma são importantes para a avaliação da atividade funcional dos órgãos sexuais masculinos e de seus distúrbios. Portanto, ajuda no diagnóstico de infertilidade, infecções e de patologias genitais. Para um diagnóstico preciso de infertilidade, qualquer resultado anormal deve ser sempre relacionado com alterações em outros parâmetros. Além disso, os cuidados com a colheita do material, conservação da amostra, intervalo de tempo entre o ejaculado e as análises, metodologias empregadas devem ser observados, pois estes podem interferir no resultado final (7). EXAMES MACROSCÓPICOS a) TEMPO DE DURAÇÃO DA COAGULAÇÃO (TDC): o esperma passa por 3 estados após ter sido ejaculado: 1o fase - liquefação inicial: de duração aparentemente virtual; 2o fase - fase de coagulação: tempo normal de duração é de 5 a 30 minutos; 3o fase - fase final ou de liquefação secundária: definitiva (6). O período de liquefação inicial é extremamente curto nos casos normais. O processo de coagulação ocorre imediatamente após a ejaculação e permanece por um período de 5 a 30 minutos, havendo, após isso, a liquefação, fase final (definitiva), que produz um fluido de viscosidade variável, semelhante a sérica. Os espermatozóides ficam retidos nas "malhas" dos coágulos, até estar completada a liquefação. Este mecanismo é uma forma de proteger os espermatozóides do pH vaginal e sua ação deletéria aos gametas masculinos. A coagulação e a liquefação espermáticas são altamente influenciadas pela ação hormonal, principalmente pela dihidrotestosterona e a testosterona, que regulam as secreções das glândulas acessórias, em especial as produtoras de coagulação. Queda nos níveis hormonais provocam diminuição da produção de secreções prostáticas e vesiculares, alterando o TDC, geralmente produzindo liquefação primária (6). A ausência de coagulação, conhecido por liquefação primária, pode ocorrer devido à falta completa ou parcial de fatores de coagulação. Existe, paralelamente à liquefação primária altas concentrações de a-1-antitripsina no líquido espermático. Baixos níveis de dihidrotestosterona e testosterona são igualmente responsáveis pela ausência de coagulação. A persistência do estado líquido do esperma reduz no meio vaginal o número de espermatozóides de boa motilidade, o que comprova a ação protetora da coagulação contra os efeitos indesejáveis do pH vaginal sobre os espermatozóides. Os casos de azoospermia e liquefação primária são devidos na maioria dos casos a agenesias dos ductos deferentes e vesículas seminais (6). b) VOLUME: o volume total do esperma ejaculado representa a somatória das secreções das glândulas anexas do trato genital masculino, como o líquido seminal vesicular (maior porção do ejaculado), líquido prostático, das glândulas de Cowper, Littré, fluido epididimário, testicular e das ampolas. O valor normal para o volume espermático varia de 2 a 5 ml, com um valor médio de 3,2 ml (6). O volume de sêmen em si, porém, somente afeta a fertilidade quando cai abaixo de 1,5 ml, já que o tamponamento contra a acidez vaginal se torna inadequado, ou quando o volume é superior a 5 ml. c) ASPECTO E COR: o esperma possui aspecto gelatinoso (1), de cor branca opalescente, homogêneo e se liqüefaz à temperatura ambiente em menos de 60 minutos (11). Sua aparência pode ser menos opaca se a concentração de espermatozóides for muito baixa, ou de cor castanha quando células vermelhas do sangue estiverem presentes (3). Se originalmente fluido, denota pobreza de espermatozóides, enquanto o esperma espesso, que não se liqüefaz rapidamente é, muitas vezes, anormal (1). d) VISCOSIDADE: o aumento da consistência pode estar relacionada à deficiências prostáticas na produção de enzimas proteolíticas (espermolisinas prostáticas), que agem na liquefação (6). A consistência anormal também pode intervir na avaliação de várias características do sêmen, tais como a motilidade, concentração ou determinação de anticorpo antiespermatozóide (11). O aumento da viscosidade diminui a motilidade dos espermatozóides, o que pode ser uma das causas de infertilidade (6). e) pH: é determinado pelas secreções da próstata (ácida) e vesícula seminal (básica) (11), podemos variar de 7,2 a 8, quando medido dentro de 1 hora após a ejaculação (3). Um pH acima de 8 indica uma deficiência de secreção prostática no material, geralmente relacionado a processos infecciosos graves e agudos. Frequentemente está relacionado à ausência de liquefação secundária ou liquefação parcial, produzindo-se coágulos indissolúveis ou espermas com alta viscosidade, respectivamente (deficiência de espermolisinas). Ao contrário, o pH ácido do esperma indica insuficiência da secreção vesicular, ocorrendo nos processos de vasculites (geralmente com hiperespermia, ou agenesia uni ou bilateral das vesículas, sempre em concomitância com agenesia dos deferentes) e devido à baixa produção de secreções vesiculares são sempre concomitantes à liquefação primária. Os métodos para a medida do pH do esperma são potenciômetros com microeletrodo ou tiras indicadoras, graduadas em décimos de unidade, entre 6 e 9 (6). EXAMES MICROSCÓPICOS a) CONTAGEM DE ESPERMATOZÓIDES: o número de espermatozóides por ml varia entre 60 e 120 milhões. b) MOTILIDADE: a motilidade espermática é a mais importante medição individual da qualidade seminal e pode ser fator compensador em homens com contagem espermática baixa (10). A motilidade sofre influência de vários fatores, entre eles, a viscosidade, a temperatura e as radiações eletromagnéticas (raios-X, luz ultra-violeta e a própria luz visível). Após longos períodos de abstinência (superior a 30 dias), há um aumento significativo de espermatozóides imóveis. A motilidade é um fator necessário para a fertilidade, porém, não é suficiente para indicar capacidade de fertilização (6). É avaliada de duas maneiras: a quantidade de esperma com motilidade como porcentagem do total e a qualidade do movimento espermático de progressão em linha reta, isto é, rapidez e a capacidade do espermatozóide de produzir em linha reta (10). A amostra de sêmen será considerada normal se mais que 50% dos espermatozóides forem do tipo A e B ou se pelo menos 25% dos espermatozóides encontrados forem do tipo A (7). c) MORFOLOGIA: Dois procedimentos são recomendados para esta avaliação, o primeiro é análise convencional: segundo a OMS, a análise morfológica pelo critério convencional, é considerada normal, quando são encontrados pelo menos 30% de espermatozóides normais (7). Porém, de acordo com a classificação de Sérgio Piva, é necessário encontrar acima de 70% de formas normais para considerar a amostra com morfologia normal e quando encontrados acima de 30% de formas anormais, não importando a forma anormal predominante, a amostra é considerada teratospérmica (15). A presença de grandes números de células imaturas, amorfas e afiladas é atribuída a função testicular alterada. d) VITALIDADE: se reflete na proporção dos que estão "vivos", determinados pela exclusão do corante ou pela capacidade de regulação osmótica sob condições hipoosmótica (3). Consideram-se normais os sêmens com vitalidade espermática maior que 60% (7). http://www.portaldeginecologia.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1 61