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Para reflexão sobre o manejo e a conservação do solo
  Maurício Carvalho de OliveiraEngenheiro Agrônomo
Chefe da Divisão de Agricultura
Conservacionista do Mapa“As fortes chuvas provocadas pelo El Niño no ano passado e no início deste ano
destruíram uma grande parte das estruturas de conservação e contenção da erosão das propriedades. Além
disso, os novos equipamentos de produção – plantadeiras, tratores e colheitadeiras – foram fabricados em
dimensões e peso inadequados às necessidades de manejo e conservação de solo e água até então. O Plantio
Direto terá que ser retomado para melhorar a eficiência de das novas tecnologias e manter a sustentabilidade
das produções.” (palavras de Ágide Meneguette, Presidente do Sistema FAEP/SENAR – PR)  Esta é
uma situação real e recorrente. O problema, parece-me, foi exposto nesse parágrafo.
É importante,
entretanto, refletir sobre o mundo que vai lá fora. No campo mesmo. Onde estarão nossas fragilidades e
sugestões para minimizar, controlar o problema da degradação do solo pela erosão e escoamento superficial
da água? - As máquinas são mesmo fabricadas em dimensões ou peso inadequados? O parque de máquinas
evolui. Máquinas modernas, avançadas (GPS) e que seduzem os produtores rurais que as compram. - As
rotações de culturas estão inadequadas? faltam plantas apropriadas? O chamado imediatismo do produtor?
Que não opta por uma cultura de cobertura porque precisa de dinheiro para pagar as contas no final do mês.
- O Produtor Rural vive em uma economia de mercado. Tem que ser competitivo (eficiente e eficaz) para
crescer na atividade. Quem fica no mesmo patamar, quebra. O governo, com todas as limitações, disponibiliza
crédito diferenciado para o setor, e a sociedade que cubra os rebates de juros ao tesouro. Que outros
aspectos têm impedido o avanço de uma agropecuária mais, digamos, sustentável (nas três pernas)? Onde
estarão gargalos e quais estratégias sugeridas para minimizá-los? Estariam, as recomendações técnicas,
corretas? São as máquinas inadequadas que precisam se ajustar à paisagem? O produtor rural é mesmo
imediatista? Parece-me que o discurso agronômico se repete durante o tempo e amassamos barro (sapatear
no mesmo local). Por onde avançar? Eis a pergunta.  “Na economia de mercado não há outro meio de
adquirir e preservar a riqueza, a não ser fornecendo às massas o que elas querem, da melhor maneira e mais
barata possível” Ludwig von Mises  
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