Relatório de análise financeira 3T10

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Sumário
Sumário
3
1 - Press Release
4
Destaques
Principais Informações
6
8
Ratings
Lucro Líquido – Contábil x Lucro Líquido – Ajustado
Análise Resumida do Resultado - Ajustado
Cenário Econômico
Principais Indicadores Econômicos
Guidance
Demonstração do Resultado - Contábil x Gerencial x Ajustado
8
9
21
22
23
24
29
2 - Análise Econômico-Financeira
30
Balanço Patrimonial
Demonstração do Resultado Ajustado - Consolidado
31
31
32
34
50
55
Margem Financeira - Juros e Não Juros
– Margem Financeira - Juros
• Margem Financeira de Crédito - Juros
• Margem Financeira de Captações - Juros
• Margem Financeira de TVM / Outros - Juros
• Margem Financeira de Seguros - Juros
55
56
– Margem Financeira - Não Juros
Seguros, Previdência e Capitalização
57
61
– Bradesco Vida e Previdência
– Bradesco Saúde - Consolidado
63
64
– Bradesco Capitalização
– Bradesco Auto/RE
Receita de Prestação de Serviços
Despesas Administrativas e de Pessoal
66
68
74
77
– Índice de Cobertura Operacional
Despesas Tributárias
77
78
Resultado de Participações em Coligadas
Outras Despesas Operacionais (Líquidas das Receitas Operacionais)
78
79
Resultado Operacional
Resultado não Operacional
79
81
3 - Retorno aos Acionistas
Sustentabilidade
82
Área de Relações com Investidores – RI
82
83
83
85
86
Governança Corporativa
Ações Bradesco
Principais Índices
Dividendos / Juros sobre o Capital Próprio – JCP
87
4 - Informações Adicionais
88
89
Market Share de Produtos e Serviços
Compulsórios/Exigibilidades
Investimentos em Infraestrutura, Tecnologia da Informação e Telecomunicações
90
90
Risco de Mercado
93
5 - Relatório dos Auditores Independentes
Relatório dos auditores independentes sobre a revisão limitada das informações contábeis suplementares
incluídas no Relatório de Análise Econômica e Financeira
94
6 - Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho
Fiscal
95
96
Demonstrações Contábeis Consolidadas
Bradesco
1
Declarações Prospectivas
Este Relatório de Análise Econômica e Financeira contém declarações prospectivas relativas aos
nossos negócios. Tais declarações baseiam-se nas atuais expectativas, estimativas e projeções da
administração sobre acontecimentos futuros e tendências financeiras que possam afetar nossos
negócios. Palavras como “acreditar”, “antecipar”, “planejar”, “esperar”, “pretender”, “objetivo”, “avaliar”,
“prognosticar”, “prever”, “projetar”, “diretrizes”, “deveria” e expressões semelhantes são utilizadas para
identificar declarações de previsões. Entretanto, as declarações prospectivas não são garantia de
desempenho futuro e envolvem riscos e incertezas que podem estar fora de nosso controle. Além
disso, certas declarações prospectivas são fundamentadas em premissas que, dependendo dos
eventos futuros, podem não se provar precisas. Sendo assim, os resultados reais podem ser
diferentes, de modo significativo, dos planos, objetivos, expectativas, projeções e intenções expressas
ou implícitas em tais declarações.
Os fatores que podem modificar os resultados reais incluem, entre outros, mudanças em condições
comerciais e econômicas regionais, nacionais e internacionais; inflação; aumento das inadimplências
por parte dos tomadores nas operações de crédito, com consequente aumento nas provisões para
perdas com operações de crédito; perda da capacidade de captar depósitos; perda de clientes ou de
receitas; nossa capacidade de sustentar e melhorar o desempenho; mudanças nas taxas de juros que
possam, entre outros acontecimentos, afetar adversamente nossas margens; a concorrência no setor
bancário, nos serviços financeiros, serviços de cartões de crédito, seguros, administração de ativos e
outros setores relacionados; regulamentação governamental e assuntos fiscais; disputas ou
procedimentos legais adversos ou de regulamentações; e crédito e outros riscos das atividades de
empréstimos e investimentos.
Consequentemente, não devemos colocar confiança excessiva nessas declarações prospectivas.
Estas são válidas somente para a data em que foram elaboradas. Exceto se exigido pela lei aplicável,
não assumimos qualquer obrigação de atualizá-las em função de novas informações,
desenvolvimentos futuros ou outros motivos.
Alguns números inclusos neste Relatório foram submetidos a ajustes de arredondamento.
Assim sendo, os valores indicados como totais em alguns quadros podem não ser a soma aritmética
dos números que os precedem.
2
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Press Release
1
Gestão, Elaboração e
Divulgação de Relatórios
de Análise Econômica
Financeira e Demonstrações
Contábeis Consolidadas
da Organização Bradesco
8
Press Release
Destaques
Apresentamos os principais números obtidos pelo
Bradesco no período de nove meses de 2010:
1. O Lucro Líquido Ajustado(1) no período foi de
R$ 7,120 bilhões (variação de 23,9% em
relação ao Lucro Líquido Ajustado de
R$ 5,747 bilhões no mesmo período de 2009),
correspondendo a R$ 2,38 por ação no
acumulado de 12 meses, e rentabilidade de
22,5% sobre o Patrimônio Líquido Médio(2).
2. Quanto à origem, o Lucro Líquido Ajustado é
composto por R$ 4,995 bilhões provenientes
das atividades financeiras, correspondendo a
70% do total, e por R$ 2,125 bilhões gerados
pelas atividades de seguros, previdência e
capitalização, representando 30% do total.
3. Em 30 de setembro de 2010, o valor de
mercado
do
Bradesco
era
de
(3)
R$ 114,510 bilhões , ressaltando que as
ações
preferenciais
valorizaram-se
19,6%(4) nos últimos 12 meses.
4. Os Ativos Totais, em setembro de 2010,
registraram saldo de R$ 611,903 bilhões,
crescimento de 26,0% em relação ao mesmo
período de 2009. O retorno sobre os Ativos
Totais médios foi de 1,7%.
5. A Carteira de Crédito Total(5), em setembro de
2010, atingiu R$ 255,618 bilhões, evolução de
18,6% em relação ao mesmo período de 2009.
As operações com pessoas físicas totalizaram
R$ 92,905 bilhões (crescimento de 23,0%),
enquanto as operações com pessoas jurídicas
atingiram o montante de R$ 162,713 bilhões
(crescimento de 16,2%).
6. Os Recursos Captados e Administrados
somaram R$ 838,455 bilhões, uma variação
de 24,3% em relação a setembro de 2009.
7. O Patrimônio Líquido em setembro de 2010
somou R$ 46,114 bilhões, 18,6% superior ao
saldo do mesmo período de 2009. O índice de
Basileia chegou a 15,7% em setembro de
2010, sendo 13,5% de Capital Nível I.
8. Aos acionistas foram pagos e provisionados, a
título de Juros sobre o Capital Próprio e
Dividendos, no período de nove meses,
R$ 4,160 bilhões, sendo R$ 2,408 bilhões
relativos ao lucro gerado no período
(R$ 938 milhões a
título de mensais e
intermediários pagos e R$ 1,470 bilhão
provisionados), e R$ 1,752 bilhão relativo ao
exercício de 2009 (mensal de R$ 43 milhões
pagos em 4.1.2010 e complementares de
R$ 1,709 bilhão pagos em 9.3.2010).
9. O Índice de Eficiência Operacional(6), em
setembro de 2010, foi de 42,5% (40,9% em
setembro de 2009) e no conceito “ajustado ao
risco”, em setembro de 2010, foi de 53,3%
(55,8% em setembro de 2009).
10. Os Prêmios Emitidos de Seguros, Contribuição
de Previdência e Receitas de Capitalização
atingiram o montante de R$ 22,056 bilhões no
período de nove meses de 2010. As provisões
técnicas alcançaram R$ 82,363 bilhões,
representando 31,1% do mercado segurador
brasileiro (data-base: agosto/10).
11. Os
investimentos
em
infraestrutura,
informática e telecomunicações somaram
R$ 2,694 bilhões no período de nove meses
de 2010, com evolução de 8,1% em relação ao
mesmo período de 2009.
12. No período de nove meses de 2010, os
impostos
e
contribuições,
inclusive
previdenciárias, pagos ou provisionados,
somaram
R$
10,766
bilhões,
sendo
R$ 4,398 bilhões relativos aos tributos retidos
e recolhidos de terceiros e R$ 6,368 bilhões
apurados
com
base
nas
atividades
desenvolvidas pela Organização Bradesco,
equivalente a 89,4% do Lucro Líquido
Ajustado.
13.O Bradesco disponibiliza aos seus clientes
uma extensa Rede de Atendimento no País,
com 6.374 Agências, PABs e PAAs (sendo
3.498 Agências, 1.233 PABs, e 1.643 PAAs).
Também estão disponíveis aos clientes
Bradesco 1.559 PAEs, 31.759 máquinas da
Rede
de
Autoatendimento
Bradesco
Dia&Noite, 24.887 Pontos Bradesco Expresso,
6.194 Agências do Banco Postal e 9.248
máquinas da Rede Banco24Horas.
(1) De acordo com os eventos extraordinários, descritos na página 08 do Relatório de Análise Econômica e Financeira; (2) Não considera os efeitos dos ajustes de avaliação
patrimonial registrados no Patrimônio Líquido; (3) R$ 127,6 bilhões considerando a quantidade total de ações (descontadas as ações em tesouraria) x cotação de fechamento das
ações PN do último dia do período (ação mais líquida); (4) Considera o reinvestimento dos dividendos/juros sobre o capital próprio; (5) Inclui Avais e Fianças, antecipação de
recebíveis de cartões de crédito e cessão de crédito (FIDC e CRI); e (6) Acumulado 12 meses.
4
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Press Release
Destaques
14. No período de nove meses de 2010, a
remuneração fixa do quadro de colaboradores,
somada aos encargos e benefícios totalizou
R$
5,717
bilhões.
Os
benefícios
proporcionados aos 92.003 colaboradores da
Organização Bradesco e seus dependentes
somaram R$ 1,332 bilhão e os investimentos
em programas de formação, treinamento e
desenvolvimento somaram R$ 68,286 milhões.
15. Em agosto de 2010, a Odontoprev S.A. e suas
controladoras Bradesco Seguros S.A. e ZNT
Empreendimentos, Comércio e Participações
Ltda. firmaram, com a BB Seguros
Participações
S.A.,
Memorando
de
Entendimentos, com o objetivo de formar
aliança estratégica para o desenvolvimento e
comercialização de seguros do ramo
odontológico.
16. Em agosto de 2010, o Bradesco e Banco do
Brasil, firmaram com a Caixa Econômica
Federal, Memorando de Entendimentos,
visando à participação da Caixa Econômica
Federal em empresa a ser constituída, que
fará a gestão da bandeira brasileira “Elo” de
cartões de crédito, débito e pré-pagos para
clientes correntistas e não correntistas dos
respectivos Bancos.
17.Em setembro de 2010, o Bradesco juntamente
com a CPM Braxis e demais acionistas dessa,
celebraram acordo transferindo o controle
acionário desta Sociedade para a Capgemini
S.A., a qual adquiriu 55% das ações de
emissão da CPM Braxis.
18. Principais Prêmios e Reconhecimentos
recebidos no 3º trimestre de 2010:
 O Bradesco recebeu da Standard & Poor´s
Governance Services o “Escore Gamma 7”
por seu elevado padrão de Governança
Corporativa, sendo 7+ o maior Escore
Gamma de Governança já concedido
mundialmente;
 O Bradesco permaneceu como integrante
no “Índice Dow Jones de Sustentabilidade
da Bolsa de Valores de Nova York (DJSI)”,
versão 2010, indicador que lista as
melhores empresas do mundo em práticas
de
Governança
Corporativa
e
responsabilidade socioambiental;
 O Bradesco integra o ranking das 100
Melhores Empresas do Ano do Prêmio
“Indicador de Desenvolvimento Humano
Organizacional (IDHO) 2010”;
 O Grupo Bradesco de Seguros e
Previdência ocupou a liderança geral no
Anuário “Valor 1000”, nos rankings:
Seguros, Vida e Previdência e Saúde
(Revista – Valor 1000);
 A Bradesco Saúde recebeu pela 6ª vez o
prêmio Top of Mind Estadão RH na
categoria “seguro de saúde” (Jornal Estado
de São Paulo / Fênix Editora);
 A Organização Bradesco conquistou no
Anuário “As Melhores da Dinheiro”, os
títulos de Melhor Banco em RH e em
Responsabilidade
Social,
Melhor
Seguradora e Melhor Empresa de Saúde.
(Revista IstoÉ Dinheiro); e
 Por 11 anos, o Bradesco é uma das “100
Melhores Empresas para Trabalhar no
Brasil” (Revista Época).
19. No que diz respeito à sustentabilidade,
direcionamos as ações em três pilares: (i)
Finanças Sustentáveis, com o foco em
inclusão
bancária,
em
variáveis
socioambientais para concessões de crédito e
oferta de produtos socioambientais; (ii) Gestão
Responsável, com ênfase na valorização dos
colaboradores, na melhoria do ambiente de
trabalho e nas práticas ecoeficientes; e (iii)
Investimentos
Socioambientais,
focando
educação, meio ambiente, cultura e esporte.
Destacamos a Fundação Bradesco que, há 53
anos, desenvolve um amplo programa
socioeducacional, e mantém 40 escolas no
Brasil. Em 2010, um orçamento previsto de
R$ 268,010 milhões irá proporcionar mais de
660 mil atendimentos, dos quais 112 mil aos
alunos em suas escolas próprias. Além disso,
aos mais de 50 mil alunos da educação
básica,
também
são
assegurados,
gratuitamente, uniforme, material escolar,
alimentação
e
assistência
médicoodontológica. Na Escola Virtual, seu portal elearning, nos CIDs - Centros de Inclusão
Digital e nos Programas realizados em
colaboração estratégica, como o Educa+Ação,
serão mais de 550 mil atendimentos.
Bradesco
5
Press Release
Principais Informações
3T10
2T10
1T10
4T09
3T09
2T09
1T09
Variação %
3T10 x 2T10 3T10 x 3T09
4T08
Demonstração do Resultado do Período - R$ milhões
Lucro Líquido - Contábil
2.527
2.405
2.103
2.181
1.811
2.297
1.723
1.605
5,1
39,5
Lucro Líquido - Ajustado
2.518
2.455
2.147
1.839
1.795
1.996
1.956
1.806
2,6
40,3
Margem Financeira Total
8.302
8.047
7.689
7.492
7.587
7.560
7.115
5.924
3,2
9,4
Margem Financeira de Crédito Bruta
5.833
5.757
5.630
5.373
5.150
4.979
4.576
4.256
1,3
13,3
Margem Financeira de Crédito Líquida
3.774
3.596
3.442
2.678
2.242
1.861
1.814
2.368
4,9
68,3
(29,2)
Despesas com Provisão para Devedores Duvidosos
(2.059)
(2.161)
(2.188)
(2.695)
(2.908)
(3.118)
(2.762)
(1.888)
(4,7)
Receitas de Prestação de Serviços
3.427
3.253
3.124
3.125
2.857
2.911
2.723
2.698
5,3
20,0
Despesas Administrativas e de Pessoal
Prêmios Emitidos de Seguros, Contribuição de Previdência e
Receitas de Capitalização
(5.301)
(4.976)
(4.767)
(4.827)
(4.485)
(4.141)
(4.007)
(4.230)
6,5
18,2
7.697
7.163
7.196
8.040
6.685
6.094
5.514
6.204
7,5
15,1
Balanço Patrimonial - R$ milhões
Total de Ativos
611.903
558.100
532.626
506.223
485.686
482.478
482.141
454.413
9,6
26,0
Títulos e Valores Mobiliários
196.081
156.755
157.309
146.619
147.724
146.110
130.816
131.598
25,1
32,7
Operações de Crédito (1)
255.618
244.788
235.238
228.078
215.536
212.768
212.993
213.602
4,4
18,6
- Pessoa Física
92.905
89.648
86.012
82.085
75.528
74.288
73.694
73.646
3,6
23,0
- Pessoa Jurídica
162.713
155.141
149.226
145.993
140.008
138.480
139.299
139.956
4,9
16,2
Provisão para Devedores Duvidosos (PDD)
(16.019)
(15.782)
(15.836)
(16.313)
(14.953)
(13.871)
(11.424)
(10.263)
1,5
7,1
Depósitos Totais
186.194
178.453
170.722
171.073
167.987
167.512
169.104
164.493
4,3
10,8
82.363
79.308
77.685
75.572
71.400
68.828
66.673
64.587
3,9
15,4
Provisões Técnicas
Patrimônio Líquido
Recursos Captados e Administrados
46.114
44.295
43.087
41.754
38.877
37.277
35.306
34.257
4,1
18,6
838.455
767.962
739.894
702.065
674.788
647.574
640.876
597.615
9,2
24,3
16,7
Indicadores de Performance (%) sobre o Lucro Líquido - Ajustado (exceto quando mencionado)
Lucro Líquido Ajustado por Ação - R$ (2)
2,38
2,19
2,07
2,02
2,04
2,06
2,07
2,04
8,7
Valor Patrimonial por Ação (ON e PN) - R$
12,26
11,77
11,45
11,10
10,49
10,04
9,51
9,22
4,2
16,9
Retorno Anualizado sobre PL Médio (3) (4)
22,5
22,8
22,2
20,3
21,5
23,3
24,1
23,8
(0,3) p.p
1,0 p.p
1,7
1,7
1,7
1,6
1,6
1,7
1,7
1,9
7,9
8,2
8,1
8,1
8,3
8,2
7,8
7,0
(0,3) p.p
Índice de Imobilização - Consolidado Total
16,7
20,9
19,8
18,6
15,4
15,1
14,1
13,5
(4,2) p.p
1,3 p.p
Índice Combinado - Seguros (5)
85,3
84,7
85,2
85,3
88,9
85,5
86,2
89,7
0,6 p.p
(3,6) p.p
Índice de Eficiência Operacional (IEO) (2)
Índice de Cobertura (Receita de Prestação de Serviços /
Despesas Administrativas e de Pessoal) (2)
42,5
42,0
41,2
40,5
40,9
41,5
42,5
43,3
0,5 p.p
1,6 p.p
65,1
64,9
66,0
66,5
66,4
67,3
67,2
68,4
0,2 p.p
(1,3) p.p
114.510
87.887
100.885
103.192
98.751
81.301
65.154
65.354
30,3
16,0
7,4
4,6
7,6
4,9
8,0
5,3
8,5
5,7
8,3
5,9
7,7
5,6
6,3
5,2
5,7
4,4
(0,2) p.p
(0,9) p.p
Non-Performing Loans (> 60 dias (8) / Carteira de Crédito)
Índice de Inadimplência (> 90 dias (8) / Carteira de Crédito)
3,8
4,0
4,4
4,9
5,0
4,6
4,2
3,4
(0,3) p.p
(0,2) p.p
(1,3) p.p
(1,2) p.p
Índice de Cobertura (> 90 dias (8))
191,8
188,5
180,8
174,6
166,5
169,1
152,4
165,6
3,3 p.p
25,3 p.p
Índice de Cobertura (> 60 dias (8))
162,0
155,8
151,3
148,6
139,4
137,9
122,3
130,7
6,2 p.p
22,6 p.p
Índice de Basileia - Consolidado Total (9)
15,7
15,9
16,8
17,8
17,7
17,0
16,0
16,1
(0,2) p.p
(2,0) p.p
- Tier I
13,5
13,9
14,3
14,8
14,3
14,3
13,2
12,9
(0,4) p.p
(0,8) p.p
- Tier II
2,3
2,1
2,6
3,1
3,5
2,8
2,9
3,3
0,2 p.p
(1,2) p.p
(0,1)
(0,1)
(0,1)
(0,1)
(0,1)
(0,1)
(0,1)
(0,1)
Retorno Anualizado sobre Ativos Médios (4)
Taxa Média - (Margem Financeira Ajustada / Total de Ativos
Médios - Op. Compromissadas - Ativo Permanente)
Anualizada
Valor de Mercado - R$ milhões (6)
-
0,1 p.p
(0,4) p.p
Qualidade da Carteira de Crédito % (7)
PDD / Carteira de Crédito
Limites Operacionais %
- Deduções
6
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
-
-
Press Release
Principais Informações
Set10
Jun10
Mar10
Dez09
Set09
Jun09
Mar09
Dez08
Variação %
Set10 x Set10 x
Jun10
Set09
Informações Estruturais - Unidades
Pontos de Atendimento
52.015
49.154
46.570
44.577
42.563
41.003
39.275
38.027
5,8
- Agências
3.498
3.476
3.455
3.454
3.419
3.406
3.375
3.359
0,6
2,3
- PAAs (10)
1.643
1.592
1.451
1.371
1.338
1.260
1.183
1.032
3,2
22,8
- PABs (10)
1.233
1.215
1.200
1.190
1.194
1.192
1.184
1.183
1,5
3,3
- PAEs (10)
1.559
1.565
1.564
1.551
1.539
1.528
1.512
1.523
(0,4)
1,3
- Pontos Externos Assistidos de Máquinas de Autoatendimento (11)
4.104
3.827
3.664
3.577
3.569
3.516
3.389
3.296
7,2
15,0
- Pontos Externos Assistidos de Máquinas da Rede Banco24Horas (11)
8.113
7.358
6.912
6.486
5.980
5.558
5.068
4.732
10,3
35,7
- Banco Postal
22,2
6.194
6.177
6.110
6.067
6.038
6.011
5.959
5.946
0,3
2,6
24.887
23.190
21.501
20.200
18.722
17.699
16.710
16.061
7,3
32,9
773
743
702
670
753
822
884
883
11
11
11
11
11
11
11
12
Máquinas de Autoatendimento
41.007
39.766
38.772
37.957
37.178
36.430
35.443
- Próprias
31.759
31.387
30.909
30.657
30.414
30.191
29.764
9.248
8.379
7.863
7.300
6.764
6.239
5.679
5.306
- Bradesco Expresso (Correspondentes)
- Bradesco Promotora de Vendas (Correspondentes)
- Agências / Subsidiárias no Exterior (12)
- Banco24Horas
Cartão de Crédito e Débito (13) - em milhões
4,0
2,7
-
-
34.524
3,1
10,3
29.218
1,2
4,4
10,4
36,7
140,7
137,8
135,6
132,9
88,4
86,3
85,2
83,2
2,1
59,2
92.003
89.204
88.080
87.674
85.027
85.871
86.650
86.622
3,1
8,2
Contratados e Estagiários
9.796
8.913
9.605
9.589
9.606
9.439
9.292
9.077
9,9
2,0
Colaboradores das Fundações (15)
3.756
3.734
3.713
3.654
3.696
3.645
3.674
3.575
0,6
1,6
22,5
21,9
21,2
20,9
20,7
20,4
20,2
20,1
2,7
8,7
Colaboradores (14)
Clientes - em milhões
Contas Correntes
38,5
37,1
36,2
37,7
35,1
33,9
34,2
35,8
3,8
9,7
Grupo Segurador
34,6
33,9
33,8
30,8
30,3
29,1
28,6
27,5
2,1
14,2
- Segurados
30,0
2,0
29,3
2,0
29,2
2,0
26,3
2,0
25,8
2,0
24,6
2,0
24,1
2,0
23,0
2,0
2,4
16,3
-
-
- Clientes Capitalização
2,6
2,6
2,6
2,5
2,5
2,5
2,5
2,5
-
Bradesco Financiamentos
3,4
3,5
3,8
4,0
4,1
4,0
4,2
4,9
(2,9)
Contas de Poupança
(16)
- Participantes de Previdência
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(10)
(11)
(12)
(13)
(14)
(15)
(16)
4,0
(17,1)
Inclui Avais e Fianças, antecipação de recebíveis de cartões de crédito e cessões de crédito (FIDC e CRI);
Acumulado 12 meses;
Não considera os efeitos dos ajustes de avaliação patrimonial no Patrimônio Líquido;
Lucro Líquido Acumulado - Ajustado por período;
Exclui as provisões adicionais;
Quantidade de ações (descontadas as ações em tesouraria) x cotação de fechamento das ações ON e PN do último dia do período;
Não considera Avais e Fianças, antecipação de recebíveis de cartões de crédito e cessões de crédito (FIDC e CRI);
Créditos em atraso;
Calculado conforme o Novo Acordo de Capital de Basileia (BIS II);
PAB (Posto de Atendimento Bancário) – Posto localizado em uma empresa e que possui funcionário do Banco; PAE (Posto de Atendimento
Eletrônico em Empresas) – Posto localizado em uma empresa com atendimento eletrônico; PAA (Posto Avançado de Atendimento) – Posto
localizado em um município desassistido de agência bancária;
Considera os pontos sobrepostos com a rede própria: em set/10 – 1.670, jun/10 - 1.547, mar/10 - 1.490, dez/09 - 1.455, set/09 - 1.452, jun/09 1.431, mar/09 - 1.379 e dez/08 - 1.313;
Em outubro de 2010, a agência Banco Bradesco S.A. – Nassau Branch foi incorporada pela agência Bradesco Grand Cayman;
Inclusive Pré-pagos, Private Label, Pague Fácil e Banco Ibi a partir do 4º trimestre de 2009;
Considera colaboradores da Ibi Promotora: em set/10 – 2.294, jun/10 - 2.142, mar/10 - 2.187 e dez/09 - 2.126;
Fundação Bradesco, Fimaden e ADC Bradesco - Associação Desportiva Classista Bradesco; e
Quantidade de contas.
Bradesco
7
Press Release
Ratings
Principais Ratings
Individual
Suporte
B/C
3
Fitch Ratings
Escala Global
Moeda Local
Moeda Estrangeira
Longo Prazo
Curto Prazo
Longo Prazo
Curto Prazo
BBB +
F2
BBB
F2
Escala Nacional
Nacional
Longo Prazo
Curto Prazo
AAA (bra)
F1 + (bra)
*
Moody´s Investors Service
Escala Global
Força Financeira
Dívida Moeda
Estrangeira
Longo Prazo
Baa2
B-
Depósito Moeda Local
Longo Prazo
A1
Escala Nacional
Depósito Moeda Estrangeira
Curto Prazo
P- 1
Longo Prazo
Baa3
Curto Prazo
P-3
Moeda Local
Longo Prazo
Aaa.br
Curto Prazo
BR - 1
*
Standard & Poor's
Escala Global - Rating de Contraparte
Moeda Estrangeira
Longo Prazo
Curto Prazo
BBB
A-3
Escala Nacional
R&I Inc.
Austin Rating
Escala Global
Escala Nacional
Governança
Corporativa Longo Curto
Prazo Prazo
Rating de Contraparte
Moeda Local
Longo Prazo Curto Prazo Longo Prazo Curto Prazo
BBB
A-3
brAAA
brA - 1
Rating de
Em issor
BBB -
AA
AAA
A -1
Lucro Líquido - Contábil X Lucro Líquido – Ajustado
Apresentamos abaixo um comparativo entre os principais eventos extraordinários que impactaram o Lucro
Líquido - Contábil nos seguintes períodos:
R$ milhões
9M10
Lucro Líquido - Contábil
Eventos Extraordinários
- Alienação Parcial de Investimentos (1)
- PDD Adicional (2)
- Registro de Créditos Tributários
9M09
7.035
3T10
5.831
2T10
2.527
2.405
85
(84)
(9)
50
(79)
(2.409)
(79)
-
(242)
1.480
-
-
-
-
-
- Provisão para Contingências Fiscais
397
-
-
-
- Provisão para Contingências Cíveis - Planos Econômicos
182
801
71
75
- Lei nº 11.941/09 (REFIS) (3)
(4)
-
(4)
(169)
44
3
(25)
7.120
5.747
2.518
2.455
ROAE % (*)
22,2
21,8
24,5
24,2
ROAE (AJUSTADO) % (*)
22,5
21,5
24,4
24,7
- Efeitos Fiscais
Lucro Líquido - Ajustado
-
(*) Anualizado;
(1) No 3T10 e nos 9M10, ganho bruto relativo à alienação parcial do investimento na CPM Braxis; e nos 9M09, ganho bruto
relativo à alienação parcial do investimento na Cielo;
(2) Considera R$ 1,3 bilhão no 2º trimestre de 2009; e R$ 177 milhões no 1º trimestre de 2009, referente a cartões de crédito; e
(3) Efeito líquido do pagamento de tributos, por meio do programa de parcelamento e pagamento à vista de débitos tributários –
Lei nº 11.941/09 (REFIS).
8
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Com o objetivo de favorecer uma melhor
compreensão, comparabilidade e análise dos
resultados do Bradesco, utilizaremos nas análises
e comentários deste Relatório de Análise
Econômica e Financeira, a Demonstração do
Resultado - Ajustado, que é obtida a partir de
ajustes realizados sobre a Demonstração do
Resultado - Contábil, detalhada no final deste
Press
Release.
Ressaltamos
que
a
Demonstração do Resultado - Ajustado será a
base utilizada para análise e comentários dos
capítulos 1 e 2 deste relatório.
R$ milhões
9M10
Margem Financeira
Demonstração do Resultado - Ajustado
Variação
3T10
2T10
9M10 x 9M09
Valor
%
9M09
Variação
3T10 x 2T10
Valor
%
24.038
22.262
1.776
8,0
8.302
8.047
255
3,2
22.973
20.084
2.889
14,4
7.904
7.663
241
3,1
1.065
2.178
(1.113)
(51,1)
398
384
14
3,6
PDD*
(6.408)
(8.788)
2.380
(27,1)
(2.059)
(2.161)
102
(4,7)
Resultado Bruto da Intermediação
Resultado das Operações de Seguros, Previdência
e Capitalização (*)
17.630
13.474
4.156
30,8
6.243
5.886
357
6,1
2.072
1.499
573
38,2
703
786
(83)
(10,6)
- Juros
- Não Juros
Receitas de Prestação de Serviços*
9.804
8.491
1.313
15,5
3.427
3.253
174
5,3
Despesas de Pessoal
(6.769)
(5.886)
(883)
15,0
(2.411)
(2.238)
(173)
7,7
Outras Despesas Administrativas
(8.275)
(6.747)
(1.528)
22,6
(2.890)
(2.738)
(152)
5,6
Despesas Tributárias
(2.262)
(1.841)
(421)
22,9
(779)
(734)
(45)
6,1
67
58
9
15,5
19
19
-
-
Outras Receitas / Despesas Operacionais
(1.736)
(1.410)
(326)
23,1
(598)
(588)
(10)
Resultado Operacional
10.531
7.638
2.893
37,9
3.714
3.646
68
1,9
(18)
172
(190)
(110,5)
(10)
(12)
2
(16,7)
(3.294)
(2.047)
(1.247)
60,9
(1.123)
(1.161)
38
(3,3)
(99)
(16)
(83)
(63)
(18)
(45)
-
7.120
5.747
1.373
2.518
2.455
63
2,6
Resultado de Participação em Coligadas
Resultado Não Operacional
IR/CS
Participação Minoritária
Lucro Líquido - Ajustado
23,9
1,7
(*) Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização = Prêmios Retidos de Seguros, Planos de Previdência e
Capitalização - Variação das Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização - Sinistros Retidos - Sorteios e
Resgates de Títulos de Capitalização - Despesas de Comercialização de Planos de Seguros, Previdência e Capitalização.
Bradesco
9
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Lucro Líquido - Ajustado e Rentabilidade
No 3º trimestre de 2010, o Lucro Líquido Ajustado
do Bradesco somou R$ 2.518 milhões, evolução
de 2,6%, ou R$ 63 milhões em relação ao
trimestre anterior, impactado, principalmente por:
(i) crescimento da margem financeira, reflexo do
incremento das operações; (ii) redução da
despesa de provisão para devedores duvidosos,
em função da melhora da inadimplência; (iii)
aumento das receitas de prestação de serviços;
(iv) maiores despesas de pessoal, relativas à
convenção coletiva; e (v) aumento das despesas
administrativas, devido ao crescimento orgânico
ocorrido no período.
2,38
2,19
2,04
2,07
2,06
2,04
2,02
2,07
1.956
1.996
31%
33%
4T08
1T09
1.806
2.518
2.455
R$ milhões
2.147
1.795
1.839
32%
34%
33%
33%
2T
3T
4T
1T10
Participação de Seguros
29%
29%
2T
3T
Lucro Líquido Ajustado
Lucro por Ação (R$)*
* Acumulado 12 meses
No acumulado de nove meses de 2010, o lucro
líquido ajustado totalizou R$ 7.120 milhões,
apresentando uma significativa evolução de
23,9%, ou R$ 1.373 milhões, em relação ao
mesmo período do ano anterior.
As razões que mais contribuíram para tal
resultado serão comentadas a seguir na análise
das principais linhas da demonstração de
resultado, as quais contemplam a consolidação
das contas de resultado do Banco Ibi a partir de
novembro de 2009.
O Patrimônio Líquido totalizou R$ 46.114 milhões
em 30 de setembro de 2010, crescimento de
18,6% em relação ao mesmo período do ano
anterior. O Índice de Basileia registrou 15,7%, dos
quais 13,5% sob o Nível I do Patrimônio de
Referência.
Os Ativos Totais alcançaram R$ 611.903 milhões
em setembro de 2010, apresentando uma
evolução de 26,0% nos últimos 12 meses,
ocasionada pelo incremento das operações e
aumento dos negócios. O retorno sobre Ativos
Médios (ROAA) manteve-se estável em torno de
1,7%.
10
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
23,8%
24,1%
23,3%
21,5%
22,2%
22,8%
22,5%
43.087
44.295
46.114
41.754
Dez
Mar10
Jun
Set
20,3%
R$ milhões
34.257
35.306
Dez08
Mar09
37.277
38.877
Jun
Set
Patrimônio Líquido
1,9%
1,7%
1,7%
ROAE (Lucro Acumulado Ajustado)
1,6%
1,6%
Dez08
1,7%
1,7%
611.903
R$ milhões
454.413
1,7%
482.141
482.478
485.686
506.223
Mar09
Jun
Set
Dez
Ativos Totais
532.626
Mar10
558.100
Jun
ROAA (Lucro Acumulado Ajustado)
Set
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Índice de Eficiência Operacional (IEO)
O IEO no conceito “ajustado ao risco”, o qual
reflete o impacto do risco associado às
operações de crédito(2), apresentou melhora de
1,3 p.p., atingindo 53,3% no 3º trimestre de 2010,
compatível com os resultados obtidos nos últimos
trimestres, reflexo da redução da inadimplência.
No que se refere ao IEO - acumulado 12 meses,
as elevações verificadas nos últimos trimestres
devem-se, essencialmente, aos excepcionais
ganhos de tesouraria e menores despesas de
propaganda e publicidade, ocorridos durante os
três primeiros trimestres de 2009, que
favoreceram este indicador naqueles períodos.
54,0%
54,6%
55,1%
55,8%
55,9%
55,4%
54,6%
43,3%
42,5%
41,5%
40,9%
40,5%
41,2%
42,0%
39,0%
41,9%
41,5%
38,0%
1T09
2T
1T10
2T
46,0%
4T08
41,1%
3T
43,7%
4T
53,3%
42,5%
43,0%
3T
Índice de Eficiência Operacional - Trimestral
O IEO - trimestral passou de 41,5% no
2º trimestre de 2010 para 43,0% no 3º trimestre
de 2010, em virtude, basicamente: (i) do
crescimento das despesas de pessoal, reflexo do
aumento dos níveis salariais (convenção
coletiva); e (ii) do aumento das despesas
administrativas, ocasionado pelo crescimento
orgânico do período.
Índice de Eficiência Operacional - Acumulado 12 meses (1)
Índice de Eficiência Operacional Ajustado ao Risco - Acumulado 12 meses (2)
(1) IEO = (Despesas de Pessoal – PLR + Despesas Administrativas) /( Margem Financeira + Rec. Prestação de Serviços + Resultado de Seguros + Res. Participações em Coligadas + Outras Receitas Operacionais –
Outras Despesas Operacionais). Caso considerássemos a relação entre: (i) os custos administrativos totais (Despesas de Pessoal + Despesas Administrativas + Outras Despesas Operacionais + Despesas Tributárias
não vinculadas à geração de receitas) e (ii) a geração de receitas líquidas dos impostos vinculados (sem considerar as Despesas com Sinistros do ramo Segurador), nosso indicador no 3º trimestre de 2010 seria de
43,1%; e (2) Considera a inclusão da despesa da PDD, ajustada pelos descontos concedidos, pela recuperação de crédito, pelo resultado com alienação de bens não de uso, entre outros.
Bradesco
11
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Margem Financeira
13,7%
12,5%
10,3%
12,2%
9,8%
7,0%
7,0%
R$ milhões
9,7%
8,8%
10,5%
8,7%
10,9%
8,6%
11,9%
9,4%
11,3%
10,5%
9,2%
7,6%
7,8%
7.560
7.587
7.492
696
348
6.891
7.144
3T
4T
7.115
789
5.924
693
5.944
6.422
6.771
1T09
2T
7,8%
7,6%
8.047
8.302
384
398
7.406
7.663
7.904
1T10
2T
3T
7,8%
7,3%
7.689
283
(20)
4T08
Juros
Não Juros
Taxa Média da Margem de Juros = (Margem Financeira de Juros/(Ativos Médios - Operações Compromissadas - Ativo Permanente)) Anualizada
Taxa pré BM&F (1 ano)
Selic média (anualizado)
No comparativo entre o 3º trimestre de 2010 com
o trimestre anterior, a variação positiva de
R$ 255 milhões foi proveniente do:
 aumento de R$ 241 milhões no resultado
das operações que rendem juros, devido
principalmente: (i) ao incremento na
margem de captações, reflexo do aumento
da taxa de juros; e (ii) ao maior resultado
na margem de crédito, impactada pelo
aumento no volume dos negócios; e

maior resultado obtido com a margem de
“não juros”, no valor de R$ 14 milhões.
Observando o comportamento da margem
financeira nos nove meses de 2010 com o
mesmo período de 2009, verifica-se uma melhora
de R$ 1.776 milhões, que corresponde ao
crescimento de 8,0%, originado pelos seguintes
fatores:
12
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
 crescimento no resultado das operações
que
rendem
juros,
no
valor
de
R$ 2.889 milhões, ocorrido basicamente,
em razão do aumento do resultado com
crédito, o qual foi impactado positivamente
pelo incremento do volume dos negócios e
das margens; e
compensado pelo:
 menor resultado obtido com a margem de
“não juros”, no valor de R$ 1.113 milhões,
em função dos menores ganhos de
tesouraria/TVM, associado ao retorno da
normalidade dos mercados nacionais e
externos, os quais propiciaram ganhos
importantes no período acumulado de
setembro de 2009.
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Carteira de Crédito Total
Em setembro de 2010, as operações de crédito
do Bradesco (considerando avais, fianças,
antecipação de recebíveis de cartão de crédito e
cessões
de
FIDC
e
CRI)
totalizaram
R$ 255,6 bilhões. O aumento de 4,4% no
trimestre foi reflexo da evolução de: (i) 6,7% da
carteira de Micro, Pequenas e Médias Empresas;
(ii) 3,6% da Pessoa Física; e (iii) 3,3% das
Grandes Empresas.
A evolução da carteira nos últimos doze meses
foi de 18,6%, sendo: (i) 27,5% nas Micro,
Pequenas e Médias Empresas; (ii) 23,1% na
Pessoa Física; e (iii) 7,6% nas Grandes
Empresas.
Para as Pessoas Físicas, os produtos que
apresentaram maior evolução nos últimos doze
meses foram: (i) crédito pessoal consignado;
(ii) cartão de crédito (este, em parte, impactado
pela incorporação do Banco Ibi, em outubro de
2009); (iii) repasses do BNDES/Finame; e
(iv) financiamento imobiliário. Já para a Pessoa
Jurídica, os principais destaques foram:
(i) repasses do BNDES/Finame; (ii) cartão de
crédito; e (iii) financiamento imobiliário - planos
empresariais.
operações com grandes empresas (debêntures e
notas promissórias), que em setembro de 2010
totalizavam R$ 15,1 bilhões (R$ 12,0 bilhões em
setembro de 2009), o total das operações com
risco de crédito somaria R$ 270,7 bilhões em
setembro de 2010 (R$ 227,6 bilhões em setembro
de 2009), apresentando uma evolução de 4,7%
no trimestre e 19,0% nos últimos 12 meses.
(1)
Para mais informações, consultar a página 38 do
Capítulo 2 deste Relatório.
∆ 18,6%
12 meses
∆ 4,4%
trimestre
R$ bilhões
228,1
235,2
82,1
86,0
244,8
255,6
213,6
213,0
212,8
215,5
73,6
73,7
74,3
75,5
80,1
78,9
79,5
80,9
81,4
82,8
81,4
58,6
59,2
59,6
60,5
65,1
67,8
72,3
77,1
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Micro, Pequenas e Médias Empresas
92,9
89,6
Grandes Empresas
85,6
Pessoas Físicas
Considerando a inclusão das outras operações
com risco de crédito oriundas da carteira
comercial(1) que impactaram, principalmente, as
Provisão para Devedores Duvidosos
No 3º trimestre de 2010, a despesa de provisão
para
devedores
duvidosos
registrou
R$ 2.059 milhões, apresentando uma redução de
4,7%, mesmo considerando o crescimento de
4,4% da carteira de crédito. Tal comportamento
deve-se, basicamente, ao movimento de recuo da
inadimplência, proporcionada pela melhora do
ambiente econômico e de negócios no país.
operações de crédito cresceram 18,6% no
mesmo período, demonstrando que a carteira de
crédito do Bradesco evolui com qualidade. 7,7%
5,7%
8,5%
8,0%
7,6%
8.788
3.118
R$ milhões
6.408
2.908
2.695
2.188
2.161
2.059
1T10
2T
3T
1.888
4T08
7,4%
6,3%
2.762
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período do ano anterior, a despesa de
PDD, totalizou R$ 6.408 milhões, apresentando
uma queda de 27,1%, originada pela melhora da
inadimplência,
bem
como,
pela
maior
recuperação de crédito, que evoluiu 81,2% no
período, atingindo R$ 1.954 milhões. As
8,3%
1T09
2T
PDD (Despesa)
3T
4T
PDD (Estoque) / Carteira de Crédito
Bradesco
13
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Índice de Inadimplência > 90 dias
Em %
O índice de inadimplência superior a 90 dias
registrou decréscimo pelo quarto trimestre
consecutivo, partindo de 5,0% em setembro de
2009, e atingindo 3,8% em setembro de 2010,
favorecido
pela
melhora
das
condições
macroeconômicas do país, que propiciou o
crescimento com qualidade da carteira de
operações de crédito.
7,5
7,1
7,6
7,4
6,7
6,3
6,1
5,9
4,6
4,2
5,1
4,9
4,4
5,0
3,4
4,8
4,5
4,0
4,4
3,8
3,6
2,7
0,5
0,8
Dez08
Mar09
0,9
0,9
Set
Dez
0,5
Jun
3,8
3,7
0,6
0,5
0,6
Mar10
Jun
Set
Pessoa Física
Total
Micro, Peq e Médias
Grandes Empresas
Índices de Cobertura
No gráfico a seguir, evidenciamos a evolução do
índice de cobertura da Provisão para Devedores
Duvidosos em relação aos créditos com atrasos
superiores há 60 e 90 dias. Em setembro de
2010, estes índices atingiram 162,0% e 191,8%
respectivamente, os mais altos apresentados na
série histórica.
O saldo da Provisão para Devedores Duvidosos
(PDD) de R$ 16,0 bilhões em setembro de 2010,
que consideramos um nível adequado de
provisionamento,
foi
composto
por:
(i)
R$ 13,0 bilhões de provisões requeridas pelo
169,1%
165,6%
Vale ressaltar que, a maior evolução do saldo
ocorreu na provisão genérica, que possui
característica mais preventiva em função do
rating de clientes, não estando atrelada a
possíveis atrasos. Sendo assim, tal provisão
tende a acompanhar a evolução da carteira de
crédito.
180,8%
174,6%
151,3%
148,6%
137,9%
16.313
15.836
14.953
162,0%
16.019
15.782
13.871
R$ milhões
11.424
9.339
7.853
155,8%
191,8%
139,4%
122,3%
10.263
188,5%
166,5%
152,4%
130,7%
Banco Central; e (ii) R$ 3,0 bilhões de provisões
excedentes.
10.055
10.727
10.465
9.344
8.979
8.205
7.498
10.978
10.132
8.760
9.886
8.371
8.351
6.199
Dez08
Mar09
Jun
Set
PDD - Estoque (1)
Carteira de Créditos Vencidos Acima de 90 dias (3)
Índice de Cobertura Acima de 60 dias (1/2)
14
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Dez
Mar10
Jun
Set
Carteira de Créditos Vencidos Acima de 60 dias (2)
Índice de Cobertura Acima de 90 dias (1/3)
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização
O Lucro Líquido do 3º trimestre de 2010 totalizou
R$ 721 milhões, apresentando um retorno
anualizado sobre o Patrimônio Líquido de 28,9%
e superior em 2,9%, quando comparado ao
resultado apurado no 2º trimestre de 2010, que foi
de R$ 701 milhões.
89,7
No acumulado até setembro de 2010, o Lucro
Líquido totalizou R$ 2,125 bilhões, 12,1%
superior ao Lucro Líquido do mesmo período do
ano anterior (R$ 1,895 bilhão), apresentando um
retorno sobre o Patrimônio Líquido de 26,6%.
88,9
86,2
85,5
650
638
607
602
1T09
2T
3T
4T
85,3
R$ milhões
550
4T08
Lucro Líquido
(1)
85,2
84,7
85,3
703
701
721
1T10
2T
3T
Índice Combinado (1)
Excluindo as provisões adicionais.
3T10
Lucro Líquido
Prêmios Emitidos de Seguros, Contribuição de
Previdência e Receitas de Capitalização (*)
2T10
1T10
4T09
3T09
2T09
1T09
R$ milhões (exceto quando indicado)
Variação %
4T08
3T10 x 2T10 3T10 x 3T09
721
701
703
602
607
638
650
550
2,9
18,8
7.697
7.163
7.196
8.040
6.685
6.094
5.514
6.204
7,5
15,1
Provisões Técnicas
82.363
79.308
77.685
75.572
71.400
68.828
66.673
64.587
Ativos Financeiros
92.599
88.515
86.928
83.733
79.875
76.451
73.059
71.309
3,9
4,6
15,4
15,9
72,4
71,8
73,3
74,3
77,2
73,3
73,7
78,0
0,6 p.p
(4,8) p.p
85,3
34.632
84,7
33.908
85,2
33.768
85,3
30.822
88,9
30.339
85,5
29.178
86,2
28.590
89,7
27.482
0,6 p.p
2,1
(3,6) p.p
14,2
24,8
24,8
25,2
24,4
23,5
23,1
23,0
23,8
-
1,3 p.p
Índice de Sinistralidade
Índice Combinado
Segurados / Participantes e Clientes (milhares)
Market Share de Prêmios Emitidos de Seguros,
Contribuição de Previdência e Receitas de
Capitalização (**)
Obs.: para fins de comparabilidade, excluímos do cálculo dos índices do 1º trimestre de 2010 o complemento de Provisão Técnica
de benefícios a conceder – Remissão (Saúde) e também não consideramos para cálculo do índice combinado os efeitos da RN
nº 206/09, que afetou o faturamento – Saúde, nos períodos de 2010;
(*) Não consideramos o efeito da RN Nº 206/09 (ANS), no montante de R$ 396 milhões (Saúde), que a partir de janeiro/10
extinguiu a PPNG (SES), passando a receita de prêmios a ser contabilizada Pro-rata temporis. Esta mudança na contabilização
não afetou o Prêmio Ganho; e
(**) No 3T10, considera os últimos dados disponíveis pela Susep (agosto/10).
No 3º trimestre de 2010, o faturamento total
(prêmios emitidos de seguros, contribuições de
previdência e receitas de capitalização) do Grupo
apresentou crescimento de 7,5% em relação ao
trimestre anterior, destacando-se as importantes
evoluções registradas nos segmentos de Vida e
Previdência, Saúde e de Capitalização.
Bradesco
15
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
No acumulado até setembro de 2010, a produção
apresentou
crescimento
de
20,6%,
em
comparação com o mesmo período do ano
anterior. Tal evolução foi impulsionada pela
performance dos produtos de Capitalização, Auto
e Saúde, que cresceram 25,6%, 23,8% e 22,3%,
respectivamente.
O incremento líquido de R$
líquido do 3° trimestre
comparado com o trimestre
origem,
principalmente,
faturamento de 7,5%.
20 milhões no lucro
de 2010, quando
anterior, teve como
o
aumento
no
Em relação ao período de nove meses de 2010
em comparação ao mesmo período de 2009, o
Grupo Segurador apresentou crescimento de
12,1%, reflexo dos seguintes fatores: (i) aumento
de 20,6% no faturamento; (ii) melhora do
resultado financeiro; e (iii) queda na sinistralidade
de 2,3 p.p.; compensado, pelo: (iv) aumento das
16
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
despesas, reflexo do acordo coletivo da categoria,
ocorrido em janeiro de 2010.
O Lucro Líquido Acumulado do Grupo Segurador,
em agosto de 2010, representava 38,1% do Lucro
Líquido de todo o mercado segurador brasileiro e
47,4% do Lucro Líquido de Seguradoras ligadas a
Bancos Privados (Fonte: Susep).
As provisões técnicas do Grupo Segurador
representavam 31,1% do mercado segurador em
agosto de 2010, conforme dados da Susep e
ANS.
No que se refere à solvência, o Grupo Bradesco
de Seguros e Previdência está em compliance
com as regras da Susep, que passaram a vigorar
em 1º de janeiro de 2008, e se ajusta aos padrões
mundiais
(Solvency
II).
Apresenta
uma
alavancagem de 2,6 vezes o seu Patrimônio
Líquido.
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Receitas de Prestação de Serviços
No 3º trimestre de 2010, as receitas de prestação
de serviços totalizaram R$ 3.427 milhões, com
evolução de 5,3% em relação ao trimestre
anterior. Destaca-se o incremento das receitas
originadas: (i) pelas maiores receitas com cartões
de crédito, decorrentes do aumento da base de
cartões/clientes e pelo aumento das participações
acionárias na Visavale e Cielo; (ii) pelo ganho
com operações no mercado de capitais
(underwriting/assessoria financeira); (iii) pelo
acréscimo da receita com administração de
fundos; e (iv) pelo aumento líquido de novas
contas correntes.
20,1
20,2
20,4
20,7
2.911
2.857
2T
3T
R$ milhões
2.698
2.723
4T08
1T09
20,9
21,2
3.125
3.124
4T
1T10
21,9
3.253
2T
22,5
3.427
3T
Quantidade de Clientes Correntistas - milhões
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, a evolução de 15,5% foi
proporcionada, principalmente: (i) pela boa
performance do segmento de cartões de crédito,
decorrentes
do
aumento
da
base
de
cartões/clientes,
incluindo
as
receitas
provenientes do Banco Ibi e os efeitos das
movimentações na participação acionária detida
nas empresas Visavale e Cielo; (ii) pelo aumento
da receita com administração de fundos; (iii) pelo
aumento das receitas originadas pelas operações
de crédito; e (iv) pelo crescimento nas receitas de
conta corrente, provocado pelo incremento dos
negócios e da base de clientes, que evoluiu cerca
de 1,8 milhão de novas contas nos últimos 12
meses.
Bradesco
17
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Despesas de Pessoal
No 3º trimestre de 2010, o acréscimo de
R$ 173 milhões em relação ao trimestre anterior,
é composto por maiores despesas nas parcelas:
 “estrutural” - no valor de R$ 114 milhões,
devido principalmente: (i) ao ajuste para
aumento dos níveis salariais, conforme
convenção coletiva e atualização de
obrigações trabalhistas; (ii) às maiores
despesas com proventos, encargos sociais
e benefícios, em razão do crescimento
orgânico com a ampliação dos pontos de
atendimento e, consequente, contratação
de pessoas, cujo incremento líquido foi de
2.799 colaboradores; e

“não
estrutural”
no
valor
de
R$ 59 milhões, relacionado às maiores
despesas: (i) com participação nos lucros
e resultados dos administradores e
colaboradores (PLR); e (ii) com provisão
para processos trabalhistas. 
pela parcela “não estrutural”, no valor de
R$ 265 milhões, impactada basicamente:
(i) pela maior despesa com participação
nos
lucros
e
resultados
dos
administradores e colaboradores (PLR); e
(ii) pelas maiores despesas com provisão
para processos trabalhistas.
92.003
86.622
86.650
85.871
87.674
88.080
2.126
2.081
2.120
458
356
385
85.027
2.411
R$ milhões
466
407
1.852
1.908
309
264
272
1.636
1.668
1.735
1.831
1.588
1.725
1.945
1.623
4T08
1T09
2T
3T
4T
1T10
2T
3T
Estrutural
Não Estrutural
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, o aumento de
R$ 883 milhões é justificado principalmente:
 pelo aumento de R$ 618 milhões na
parcela “estrutural”, em razão: (i) do
aumento nos níveis salariais; e (ii) do
aumento líquido do quadro em 6.976
colaboradores, que inclui a incorporação do
Banco Ibi;
Obs.: Estrutural = Proventos + Encargos Sociais + Benefícios + Previdência.
Não Estrutural = Participação nos Lucros e Resultado (PLR) + Treinamento + Provisão Trabalhista + Custo com rescisões.
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
2.238
1.932
18
89.204
Colaboradores
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Despesas Administrativas
No 3º trimestre de 2010, a evolução de 5,6% nas
despesas administrativas em relação ao
2º trimestre de 2010, deve-se, basicamente, às
maiores despesas relacionadas, principalmente,
ao incremento dos negócios e à expansão da
Rede de Atendimento.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período de 2009, o aumento de 22,6%
deve-se, essencialmente: (i) à ampliação da Rede
de Atendimento; (ii) ao crescimento do volume
dos negócios; (iii) aos reajustes contratuais; (iv)
ao impacto da incorporação do Banco Ibi; e (v) às
maiores
despesas
com
propaganda
e
publicidade.
52.015
49.154
38.027
39.275
41.003
42.563
2.746
R$ milhões
2.298
4T08
44.577
2.155
2.233
1T09
2T
46.570
2.647
2.738
2.890
2.359
3T
4T
1T10
2T
3T
(588)
(598)
2T
3T
Pontos de Atendimento - unidades
Outras Receitas e Despesas Operacionais
No 3º trimestre de 2010, as outras despesas
operacionais, líquidas de outras receitas
operacionais, totalizaram R$ 598 milhões,
apresentando
variação
de
1,7%
ou
R$ 10 milhões, no comparativo com o trimestre
anterior.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período do ano anterior, o aumento de
outras despesas operacionais, líquidas de outras
receitas
operacionais,
no
valor
de
R$ 326 milhões, decorre, principalmente, de
maiores despesas com: (i) constituição de
provisões operacionais, com destaque para as
contingências cíveis; (ii) amortização de ágios; e
(iii) despesas operacionais, oriundas da
incorporação do Banco Ibi em novembro/09.
R$ milhões
(539)
(539)
(550)
3T
4T
1T10
(459)
(412)
(259)
4T08
1T09
2T
Bradesco
19
Press Release
Análise Resumida do Resultado Ajustado
Imposto de Renda e Contribuição Social
No 3º trimestre de 2010, as despesas com
imposto de renda e contribuição social
apresentaram-se praticamente estáveis em
relação ao trimestre anterior.
R$ milhões
723
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período de 2009, o aumento de 60,9%, ou
R$ 1.247 milhões, decorreu do maior resultado
tributável do ano de 2010.
Os créditos tributários originados em períodos
anteriores, decorrentes da elevação da alíquota
da Contribuição Social para 15%, são registrados
nas demonstrações contábeis, até o limite das
obrigações
tributárias
consolidadas
correspondentes. O saldo de crédito não ativado
é de R$ 460 milhões. Mais detalhes podem ser
obtidos na nota explicativa nº 34 das
Demonstrações Contábeis.
1.010
1.161
1.123
1T10
2T
3T
717
611
607
519
4T08
1T09
2T
3T
4T
Resultado não Realizado
O resultado não realizado totalizou, no trimestre,
R$ 11.168 milhões, apresentando um incremento
de R$ 1.942 milhões em relação ao trimestre
anterior.
Tal
variação
foi
representada,
basicamente: (i) pelo incremento do ganho não
realizado na carteira de títulos e valores
mobiliários; e (ii) pela valorização das ações, com
destaque para a evolução das ações da
OdontoPrev.
R$ milhões
Dez08
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
10.123
11.168
10.911
9.226
8.654
605
20
10.162
1.293
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Press Release
Cenário Econômico
A economia global, especialmente nos países
desenvolvidos, está passando por uma fase de
estagnação benigna, definida como um período
de crescimento modesto e sem pressões
inflacionárias, que resultam em juros baixos ao
redor do mundo e elevada liquidez. Essa elevada
liquidez está favorecendo os preços dos ativos
reais e de risco ao redor do mundo, em especial
nos países emergentes e levando, ao mesmo
tempo, a uma forte apreciação das moedas
contra o dólar. Há uma série de iniciativas de
governos ao redor do mundo para tentar conter a
apreciação cambial de suas moedas e, nos
países desenvolvidos, iniciativas para se
restaurar o crescimento. Nossa visão segue
sendo favorável para o cenário internacional, com
riscos bancários e de dívida soberana limitados.
Esperamos crescimento moderado, porém
consistente da economia mundial ao longo dos
próximos trimestres.
Nosso cenário contempla um forte crescimento
econômico para 2010, de 7,5%, seguido de uma
razoável expansão em 2011, de 4,7%, mais
compatível com o potencial de crescimento de
longo prazo no país. A inflação seguirá se
mantendo ao redor do centro da meta de inflação
(4,7%) ao longo de 2011, não requerendo apertos
adicionais na taxa de juros – que, portanto,
deverá permanecer em 10,75% – por conta do
cenário desinflacionário global. O crédito e a
renda seguirão se expandindo fortemente neste
cenário ao longo de 2011, assegurando
perspectivas bastante favoráveis para o consumo
e os investimentos ao longo dos próximos
trimestres.
A economia brasileira se beneficia deste cenário
de estagnação benigna no mundo por meio de
dois canais: o primeiro deles se dá através da
inflação baixa que o mundo está nos exportando,
permitindo que as taxas de juros aqui fiquem mais
baixas do que o originalmente esperado e, o
segundo, através do grande influxo de
investimentos que se tem verificado no Brasil,
tanto em ativos financeiros como no meio
empresarial. Esperamos que os próximos
trimestres sejam marcados por continuidade da
forte expansão dos investimentos, do consumo e
da renda, em um ambiente de baixo desemprego
e elevada utilização da capacidade instalada.
Bradesco
21
Press Release
Principais Indicadores Econômicos
Principais Indicadores (%)
3T10
CDI
2T10
1T10
4T09
3T09
2T09
1T09
2,61
2,22
2,02
2,12
2,18
2,37
2,89
3,32
Ibovespa
13,94
(13,41)
2,60
11,49
19,53
25,75
8,99
(24,20)
Dólar Comercial
(5,96)
1,15
2,29
(2,08)
(8,89)
(15,70)
(0,93)
22,08
2,09
2,84
2,77
(0,11)
(0,37)
(0,32)
(0,92)
1,23
IPCA - IBGE
0,50
1,00
2,06
1,06
0,63
1,32
1,23
1,09
TJLP
1,48
1,48
1,48
1,48
1,48
1,54
1,54
1,54
TR
0,28
0,11
0,08
0,05
0,12
0,16
0,37
0,63
Poupança
1,79
1,62
1,59
1,56
1,63
1,67
1,89
2,15
65
Set10
62
Jun10
61
Mar10
63
Dez09
65
Set09
61
Jun09
61
Mar09
65
Dez08
IGP - M
Dias Úteis (quantidade)
Indicadores (Valor de Fechamento)
Dólar Comercial Venda - (R$)
1,6942
1,8015
1,7810
1,7412
1,7781
1,9516
2,3152
2,3370
Euro - (R$)
2,3104
2,2043
2,4076
2,5073
2,6011
2,7399
3,0783
3,2382
206
248
185
192
234
284
425
428
10,75
11,28
10,25
11,86
8,75
10,85
8,75
10,46
8,75
9,65
9,25
9,23
11,25
9,79
13,75
12,17
Risco País (Pontos)
Selic - Taxa Básica Copom (% a. a.)
Taxa Pré BM&F 1 ano (% a. a.)
Projeções até 2012
Em %
22
4T08
2010
2011
2012
Dólar Comercial (final) - R$
1,70
1,70
1,74
IPCA
5,30
4,71
4,50
4,50
IGP - M
9,68
5,00
Selic (final)
10,75
10,75
PIB
7,50
4,68
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
9,25
4,40
Press Release
Guidance
Perspectivas do Bradesco para 2010
Este guidance contém declarações prospectivas, as quais estão sujeitas a riscos e incertezas, pois foram
baseadas em expectativas e premissas da Administração e em informações disponíveis no mercado até a
presente data.
Carteira de Crédito
21 a 25%
Pessoas Físicas
16 a 20%
Pessoas Jurídicas
25 a 29%
Pequenas e Médias Empresas
28 a 32%
Grandes Empresas
Produtos
Veículos
Cartões
Financiamento Imobiliário (originação)
Empréstimos Consignados
Margem Financeira (1)
Prestação de Serviços
Despesas Operacionais (2)
Prêm ios de Seguros
22 a 26%
(1)
No critério atual, Guidance para Margem Financeira de juros; e
(2)
Despesas Administrativas e de Pessoal.
10 a 14%
9 a 13%
R$ 7,5 bi
32 a 36%
14 a 18%
7 a 11%
9 a 13%
16 a 20%
Bradesco
23
Press Release
Demonstração do Resultado – Contábil x Gerencial x Ajustado
Composição Analítica da Demonstração do Resultado Contábil x Gerencial x Ajustado
3º Trimestre de 2010
R$ milhões
3T10
DRE
Contábil
Margem Financeira
9.457
PDD*
(2.260)
Resultado Bruto da Intermediação
7.197
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (*)
(1)
(2)
(3)
(229)
-
35
-
(229)
-
(4)
12
-
35
-
12
-
(5)
(6)
Hedge
Fiscal (8)
(7)
(479)
-
-
-
293
(92)
-
-
(186)
(92)
-
-
-
-
-
-
-
3.358
-
-
-
-
-
(2.411)
-
-
-
-
-
Outras Despesas Administrativas
(2.808)
-
-
-
-
-
(859)
-
-
-
-
-
19
-
-
-
-
-
-
-
229
(35)
(12)
186
-
(69)
4.200
-
-
-
-
(92)
-
-
(23)
-
-
-
-
92
-
-
-
IR/CS e Participação Minoritária
(1.650)
-
-
-
-
-
-
-
Lucro Líquido
2.527
-
-
-
-
-
-
-
Outras Receitas / Despesas Operacionais
Resultado Operacional
Resultado Não Operacional
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(*)
(999)
DRE
Gerencial
Efeitos Não
Recorrentes (9)
8.214
(2.059)
(582)
Receitas de Prestação de Serviços*
Resultado de Participação em Coligadas
69
(582)
Despesas de Pessoal
Despesas Tributárias
24
703
Reclassificações
88
-
6.155
703
DRE
Ajustada
8.302
(2.059)
88
-
6.243
703
-
-
3.427
-
3.427
-
-
(2.411)
-
(2.411)
-
(82)
-
(2.890)
-
-
-
-
63
82
(796)
(2.890)
17
(779)
-
19
-
(618)
20
(598)
3.589
125
3.714
69
(79)
(10)
519
(1.131)
(55)
(1.186)
-
2.527
(9)
2.518
(519)
-
19
As Despesas com Comissão na Colocação de Financiamentos e Empréstimos foram reclassificadas da rubrica “Outras Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas/Despesas Financeiras, oriundas do Segmento Segurador, foram reclassificadas da rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas/Despesas Financeiras, oriundas do Segmento Financeiro, foram reclassificadas da rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas de Recuperação de Créditos, classificadas na rubrica “Margem Financeira”; as Despesas com Descontos Concedidos, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”; e as Despesas com
Write-off das Operações de Arrendamento Mercantil, classificadas na rubrica “Margem Financeira”, foram reclassificadas para a rubrica “Despesas com PDD – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa”;
As Perdas com Alienação de Bens Não de Uso – BNDU, classificadas na rubrica “Resultado Não Operacional”, foram reclassificadas para a rubrica “Despesas com PDD – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa”;
As Receitas com Comissões e Tarifas de Emissão de Cartão, Comissões de Prêmios de Seguros, e Receitas com Emissão de Apólices, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, foram
reclassificadas para a rubrica “Receitas de Prestação de Serviços”;
As Despesas com Intercâmbio de Operações com Cartões de Crédito, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, foram reclassificadas para a rubrica “Outras Despesas Administrativas”;
Resultado parcial dos Derivativos utilizados para efeito de hedge de investimento no Exterior que, em termos de Lucro Líquido, simplesmente anula o efeito fiscal e tributário (IR/CS e PIS/Cofins) dessa estratégia de hedge; e
Para mais informações, vide página 08 desse capítulo.
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização = Prêmios Retidos de Seguros, Planos de Previdência e Capitalização - Variação das Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização Sinistros Retidos - Sorteios e Resgates de Títulos de Capitalização - Despesas de Comercialização de Planos de Seguros, Previdência e Capitalização.
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Press Release
Demonstração do Resultado – Contábil x Gerencial x Ajustado
2º Trimestre de 2010
R$ milhões
2T10
DRE
Contábil
Margem Financeira
8.527
PDD*
(2.319)
Resultado Bruto da Intermediação
6.208
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (*)
Reclassificações
(1)
(2)
(3)
(102)
-
41
-
(102)
41
(4)
(5)
(6)
-
Hedge
Fiscal (8)
(7)
(18)
(447)
-
-
-
268
(110)
-
-
46
(18)
(179)
(110)
-
-
-
-
-
-
DRE
Gerencial
Efeitos Não
DRE
Recorrentes (9) Ajustada
8.047
-
8.047
(2.161)
-
(2.161)
5.886
-
5.886
786
-
786
-
3.253
-
3.253
46
786
-
-
-
-
-
3.193
-
-
-
-
-
Despesas de Pessoal
(2.238)
-
-
-
-
-
-
-
-
(2.238)
-
(2.238)
Outras Despesas Administrativas
(2.662)
-
-
-
-
-
-
(76)
-
(2.738)
-
(2.738)
(729)
-
-
-
-
-
-
-
(734)
19
-
-
-
-
-
-
-
102
(41)
179
-
(60)
Receitas de Prestação de Serviços*
Despesas Tributárias
Resultado de Participação em Coligadas
Outras Receitas / Despesas Operacionais
Resultado Operacional
(937)
18
60
(5)
76
(734)
-
-
19
-
-
(663)
19
75
(588)
75
3.646
3.640
-
-
-
-
(110)
-
-
(122)
-
-
-
-
110
-
-
-
IR/CS e Participação Minoritária
(1.113)
-
-
-
-
-
-
-
(41)
(1.154)
(25)
(1.179)
Lucro Líquido
2.405
-
-
-
-
-
-
-
-
2.405
50
2.455
Resultado Não Operacional
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(*)
41
3.571
(12)
-
(12)
As Despesas com Comissão na Colocação de Financiamentos e Empréstimos foram reclassificadas da rubrica “Outras Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas/Despesas Financeiras, oriundas do Segmento Segurador, foram reclassificadas da rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas/Despesas Financeiras, oriundas do Segmento Financeiro, foram reclassificadas da rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas de Recuperação de Créditos, classificadas na rubrica “Margem Financeira”; as Despesas com Descontos Concedidos, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”; e as Despesas com
Write-off das Operações de Arrendamento Mercantil, classificadas na rubrica “Margem Financeira”, foram reclassificadas para a rubrica “Despesas com PDD – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa”;
As Perdas com Alienação de Bens Não de Uso – BNDU, classificadas na rubrica “Resultado Não Operacional”, foram reclassificadas para a rubrica “Despesas com PDD – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa”;
As Receitas com Comissões e Tarifas de Emissão de Cartão, Comissões de Prêmios de Seguros, e Receitas com Emissão de Apólices, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, foram
reclassificadas para a rubrica “Receitas de Prestação de Serviços”;
As Despesas com Intercâmbio de Operações com Cartões de Crédito, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, foram reclassificadas para a rubrica “Outras Despesas Administrativas”;
Resultado parcial dos Derivativos utilizados para efeito de hedge de investimento no Exterior que, em termos de Lucro Líquido, simplesmente anula o efeito fiscal e tributário (IR/CS e PIS/Cofins) dessa estratégia de hedge; e
Para mais informações, vide página 08 desse capítulo.
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização = Prêmios Retidos de Seguros, Planos de Previdência e Capitalização - Variação das Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização Sinistros Retidos - Sorteios e Resgates de Títulos de Capitalização - Despesas de Comercialização de Planos de Seguros, Previdência e Capitalização.
Bradesco
25
Press Release
Demonstração do Resultado – Contábil x Gerencial x Ajustado
Nove meses de 2010
R$ milhões
9M10
DRE
Contábil
Margem Financeira
25.986
PDD*
(6.738)
Resultado Bruto da Intermediação
19.248
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (*)
(1)
(2)
(436)
(3)
(4)
(5)
(66)
-
-
-
-
631
(301)
-
-
111
(66)
(535)
(301)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
(436)
-
Hedge
Fiscal (8)
(7)
111
-
(1.166)
(6)
(479)
-
DRE
Gerencial
23.950
(6.408)
(479)
Efeitos Não
DRE
Recorrentes (9) Ajustada
17.542
2.072
88
24.038
88
17.630
-
(6.408)
-
2.072
Receitas de Prestação de Serviços*
9.631
-
-
-
-
-
173
-
-
9.804
-
9.804
Despesas de Pessoal
(6.769)
-
-
-
-
-
-
-
-
(6.769)
-
(6.769)
Outras Despesas Administrativas
(8.034)
-
-
-
-
-
-
(8.275)
-
Despesas Tributárias
(2.331)
-
-
-
-
-
-
-
67
-
-
-
-
-
-
-
Resultado de Participação em Coligadas
(111)
66
535
-
(173)
(241)
Outras Receitas / Despesas Operacionais
(3.258)
436
Resultado Operacional
10.626
-
-
-
-
(301)
-
-
Resultado Não Operacional
241
52
(2.279)
(8.275)
17
67
-
(2.264)
528
(1.736)
9.898
633
10.531
(427)
-
(2.262)
-
67
(240)
-
-
-
-
301
-
-
-
61
(79)
(18)
IR/CS e Participação Minoritária
(3.351)
-
-
-
-
-
-
-
427
(2.924)
(469)
(3.393)
Lucro Líquido
7.035
-
-
-
-
-
-
-
-
7.035
85
7.120
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(*)
26
2.072
Reclassificações
As Despesas com Comissão na Colocação de Financiamentos e Empréstimos foram reclassificadas da rubrica “Outras Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas/Despesas Financeiras, oriundas do Segmento Segurador, foram reclassificadas da rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas/Despesas Financeiras, oriundas do Segmento Financeiro, foram reclassificadas da rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas de Recuperação de Créditos, classificadas na rubrica “Margem Financeira”; as Despesas com Descontos Concedidos, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”; e as Despesas com
Write-off das Operações de Arrendamento Mercantil, classificadas na rubrica “Margem Financeira”, foram reclassificadas para a rubrica “Despesas com PDD – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa”;
As Perdas com Alienação de Bens Não de Uso – BNDU, classificadas na rubrica “Resultado Não Operacional”, foram reclassificadas para a rubrica “Despesas com PDD – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa”;
As Receitas com Comissões e Tarifas de Emissão de Cartão, Comissões de Prêmios de Seguros, e Receitas com Emissão de Apólices, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, foram
reclassificadas para a rubrica “Receitas de Prestação de Serviços”;
As Despesas com Intercâmbio de Operações com Cartões de Crédito, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, foram reclassificadas para a rubrica “Outras Despesas Administrativas”;
Resultado parcial dos Derivativos utilizados para efeito de hedge de investimento no Exterior que, em termos de Lucro Líquido, simplesmente anula o efeito fiscal e tributário (IR/CS e PIS/Cofins) dessa estratégia de hedge; e
Para mais informações, vide página 08 desse capítulo.
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização = Prêmios Retidos de Seguros, Planos de Previdência e Capitalização - Variação das Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização Sinistros Retidos - Sorteios e Resgates de Títulos de Capitalização - Despesas de Comercialização de Planos de Seguros, Previdência e Capitalização.
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Press Release
Demonstração do Resultado – Contábil x Gerencial x Ajustado
Nove meses de 2009
R$ milhões
9M09
DRE
Contábil
Margem Financeira
25.212
PDD*
(10.207)
Resultado Bruto da Intermediação
15.005
Reclassificações
(1)
(2)
(3)
(362)
-
75
-
(362)
(4)
(279)
-
75
(279)
(5)
(6)
Hedge
Fiscal (8)
(7)
DRE
Gerencial
Efeitos Não
DRE
Recorrentes (9) Ajustada
(776)
-
-
-
(1.608)
22.262
-
22.262
(61)
-
-
-
-
(10.268)
1.480
(8.788)
(837)
-
-
-
(1.608)
11.994
1.480
13.474
-
-
-
-
1.499
-
1.499
-
-
8.491
-
8.491
-
-
(5.886)
-
(5.886)
-
(6.747)
-
(6.747)
(1.841)
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização (*)
1.499
-
-
-
-
Receitas de Prestação de Serviços*
8.518
-
-
-
-
Despesas de Pessoal
(5.886)
-
-
-
-
-
-
Outras Despesas Administrativas
(6.609)
-
-
-
-
123
-
Despesas Tributárias
(2.024)
-
-
-
-
-
-
-
183
(1.841)
-
58
-
-
-
-
-
-
-
-
58
-
362
(75)
279
512
-
(96)
261
-
(2.211)
Resultado de Participação em Coligadas
Outras Receitas / Despesas Operacionais
(3.454)
(123)
96
(261)
58
801
(1.410)
7.638
Resultado Operacional
7.107
-
-
-
(325)
-
-
-
(1.425)
5.357
2.281
Resultado Não Operacional
2.254
-
-
-
325
-
-
-
-
2.579
(2.407)
172
IR/CS e Participação Minoritária
(3.530)
-
-
-
-
-
-
-
1.425
(2.105)
42
(2.063)
Lucro Líquido
5.831
-
-
-
-
-
-
-
-
5.831
(84)
5.747
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(*)
As Despesas com Comissão na Colocação de Financiamentos e Empréstimos foram reclassificadas da rubrica “Outras Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas/Despesas Financeiras, oriundas do Segmento Segurador, foram reclassificadas da rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas/Despesas Financeiras, oriundas do Segmento Financeiro, foram reclassificadas da rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais” para a rubrica “Margem Financeira”;
As Receitas de Recuperação de Créditos, classificadas na rubrica “Margem Financeira”; as Despesas com Descontos Concedidos, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”; e as Despesas com Writeoff das Operações de Arrendamento Mercantil, classificadas na rubrica “Margem Financeira”, e as Perdas com alienação de Bens Não de Uso – BNDU, classificadas na rubrica “Resultado Não Operacional”, foram
reclassificadas para a rubrica “Despesas com PDD – Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa”;
As Despesas com Serviços de Terceiros, classificadas na rubrica “Outras Despesas Administrativas”, foram reclassificadas para a rubrica “Receitas de Prestação de Serviços”;
As Receitas com Comissões e Tarifas de Emissão de Cartão, Comissões de Prêmios de Seguros, e Receitas com Emissão de Apólices, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, foram reclassificadas
para a rubrica “Receitas de Prestação de Serviços”;
As Despesas com Intercâmbio de Operações com Cartões de Crédito, classificadas na rubrica “Outras Receitas/Despesas Operacionais”, foram reclassificadas para a rubrica “Outras Despesas Administrativas”;
Resultado parcial dos Derivativos utilizados para efeito de hedge de investimento no Exterior que, em termos de Lucro Líquido, simplesmente anula o efeito fiscal e tributário (IR/CS e PIS/Cofins) dessa estratégia de hedge; e
Para mais informações, vide página 08 desse capítulo.
Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização = Prêmios Retidos de Seguros, Planos de Previdência e Capitalização - Variação das Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização - Sinistros
Retidos - Sorteios e Resgates de Títulos de Capitalização - Despesas de Comercialização de Planos de Seguros, Previdência e Capitalização.
Bradesco
27
Análise Econômico-Financeira
2
Gestão, Elaboração e
Divulgação de Relatórios
de Análise Econômica
Financeira e Demonstrações
Contábeis Consolidadas
da Organização Bradesco
8
Análise Econômico-Financeira
Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado Ajustado - Consolidado
Balanço Patrimonial
R$ m ilhões
Set10
Jun10
Mar10
Dez09
Set09
Jun09
Mar09
Dez08
601.180
547.868
522.709
496.028
477.458
474.301
474.124
446.802
9.669
6.877
8.705
6.947
8.571
9.001
7.533
9.295
92.567
96.478
97.165
110.797
97.487
89.636
93.342
74.191
196.081
156.755
157.309
146.619
147.724
146.110
130.816
131.598
Ativo
Circulante e Realizável a Longo Prazo
Disponibilidades
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez
TVM e Instrumentos Financeiros Derivativos
Relações Interfinanceiras e Interdependências
50.781
50.427
36.674
18.723
17.718
16.620
15.691
13.804
Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil
200.092
191.248
181.490
172.974
163.699
160.174
160.975
160.500
Provisão para Devedores Duvidosos (PDD)
(16.019)
(15.782)
(15.836)
(16.313)
(14.953)
(13.871)
(11.424)
(10.263)
Outros Créditos, Valores e Bens
68.009
61.864
57.202
56.281
57.212
66.631
77.191
67.677
Ativo Perm anente
10.723
10.232
9.917
10.195
8.228
8.177
8.017
7.611
Investimentos
1.616
1.553
1.537
1.549
1.392
1.359
1.400
1.048
Imobilizado de Uso e de Arrendamento
3.401
3.427
3.244
3.418
3.272
3.300
3.286
3.250
Intangível
5.706
5.252
5.136
5.228
3.564
3.518
3.331
3.313
611.903
558.100
532.626
506.223
485.686
482.478
482.141
454.413
Circulante e Exigível a Longo Prazo
564.794
512.790
488.431
463.350
446.152
444.574
446.225
419.561
Depósitos
186.194
178.453
170.722
171.073
167.987
167.512
169.104
164.493
Captações no Mercado Aberto
Recursos de Emissão de Títulos
157.009
131.134
128.172
113.273
102.604
99.710
91.659
79.977
13.749
12.729
8.550
7.482
7.111
7.694
9.280
9.011
2.451
2.777
2.063
2.950
2.257
1.904
2.287
2.914
37.998
35.033
30.208
27.328
27.025
29.081
30.420
31.947
1.878
1.097
2.469
531
1.669
2.599
2.294
2.042
Total
Passivo
Relações Interfinanceiras e Interdependências
Obrigações por Empréstimos e Repasses
Instrumentos Financeiros Derivativos
82.363
79.308
77.685
75.572
71.400
68.828
66.673
64.587
83.152
72.259
68.562
65.141
66.098
67.245
74.508
64.590
Resultados de Exercícios Futuros
312
337
292
321
297
272
273
274
Participação Minoritária nas Controladas
683
678
816
798
360
355
337
321
Provisões de Seguros, Previdência e Capitalização
Outras Obrigações
Patrim ônio Líquido
Total
30
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
46.114
44.295
43.087
41.754
38.877
37.277
35.306
34.257
611.903
558.100
532.626
506.223
485.686
482.478
482.141
454.413
Análise Econômico-Financeira
Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado Ajustado - Consolidado
Demonstração do Resultado Ajustado
R$ milhões
3T10
Margem Financeira
Juros
Não Juros
PDD
Resultado Bruto da Intermediação
Resultado das Operacões de Seguros, Previdência
e Capitalização (*)
Receitas de Prestação de Serviços
2T10
1T10
4T09
3T09
2T09
1T09
4T08
8.302
8.047
7.689
7.492
7.587
7.560
7.115
5.924
7.904
7.663
7.406
7.144
6.891
6.771
6.422
5.944
398
384
283
348
696
789
693
(20)
(2.059)
(2.161)
(2.188)
(2.695)
(2.908)
(3.118)
(2.762)
(1.888)
6.243
5.886
5.501
4.797
4.679
4.442
4.353
4.036
703
786
583
484
433
529
537
544
3.427
3.253
3.124
3.125
2.857
2.911
2.723
2.698
Despesas de Pessoal
(2.411)
(2.238)
(2.120)
(2.081)
(2.126)
(1.908)
(1.852)
(1.932)
Outras Despesas Administrativas
(2.890)
(2.738)
(2.647)
(2.746)
(2.359)
(2.233)
(2.155)
(2.298)
(779)
(734)
(749)
(694)
(639)
(615)
(587)
(498)
19
19
29
82
39
13
6
47
(598)
(588)
(550)
(539)
(539)
(459)
(412)
(259)
Despesas Tributárias
Resultado de Participação em Coligadas
Outras Receitas e Despesas Operacionais
- Outras Receitas Operacionais
318
294
265
279
209
311
198
212
- Outras Despesas Operacionais
(916)
(882)
(815)
(818)
(748)
(770)
(610)
(471)
3.714
3.646
3.171
2.428
2.345
2.680
2.613
2.338
(10)
(12)
4
(62)
63
37
72
96
(1.123)
(1.161)
(1.010)
(519)
(607)
(717)
(723)
(611)
Resultado Operacional
Resultado Não Operacional
Imposto de Renda e Contribuição Social
Participação Minoritária
Lucro Líquido Ajustado
(63)
(18)
(18)
(8)
(6)
(4)
(6)
(17)
2.518
2.455
2.147
1.839
1.795
1.996
1.956
1.806
(*) Resultado das Operações de Seguros, Previdência e Capitalização = Prêmios Retidos de Seguros, Planos de Previdência e
Capitalização - Variação das Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização- Sinistros Retidos - Sorteios e Resgates de
Títulos de Capitalização - Despesas de Comercialização de Planos de Seguros, Previdência e Capitalização.
Margem Financeira – Juros e Não Juros
Composição da Margem Financeira
7,8%
8,2%
8,3%
8,1%
8,1%
8,2%
7.560
7.587
7.492
7.689
8.047
789
696
283
384
398
348
7,9%
7,0%
R$ milhões
7.115
8.302
5.924
693
6.771
6.891
7.144
7.663
7.904
6.422
7.406
5.944
1T09
2T
3T
4T
1T10
2T
3T
-20
4T08
Juros
Não Juros
Taxa Média da Margem = (Margem Financeira / Ativos Médios - Operações Compromissadas - Ativo Permanente) Anualizada
Bradesco
31
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira – Juros e Não Juros
Taxa Média da Margem Financeira
R$ m ilhões
Margem Financeira
9M10
9M09
3T10
2T10
Variação
Acum ulado Trim estre
Juros - em função do volume
2.765
Juros - em função do spread
124
- Margem Financeira - Juros
- Margem Financeira - Não Juros
Margem Financeira
Taxa Média da Margem (*)
22.973
20.084
7.904
7.663
1.065
2.178
398
384
24.038
22.262
8.302
8.047
7,9%
8,0%
7,9%
383
(142)
2.889
241
(1.113)
14
1.776
255
8,2%
(*) Taxa média da Margem = (Margem Financeira / Ativos Médios – Operações Compromissadas – Ativo Permanente) Anualizada
A margem financeira no 3º trimestre de 2010 alcançou R$ 8.302 milhões. Comparando-se com o trimestre
anterior, houve crescimento de 3,2% ou R$ 255 milhões. Pode-se observar que esta variação advém, em
grande parte, da margem de “juros”, a qual foi impactada positivamente (i) pelo aumento do volume médio
das operações, contribuindo com R$ 383 milhões, compensado, (ii) pela redução do spread médio, no valor
de R$ 142 milhões.
Comparando o período acumulado de setembro de 2010 com o mesmo período do ano anterior, houve
crescimento de 8,0% ou R$ 1.776 milhões na margem financeira. A evolução apresentada reflete,
basicamente, o aumento de R$ 2.889 milhões na margem de “juros”, dos quais (i) R$ 2.765 milhões
correspondem ao aumento do volume das operações, sendo que parte desta evolução decorre da aquisição
do Banco Ibi, e (ii) R$ 124 milhões referem–se à melhora do mix das operações, reflexo do crescimento
mais expressivo das operações com pessoa física. Tal efeito foi minimizado pela redução da margem
financeira de “não juros”, no valor de R$ 1.113 milhões, decorrente de menores ganhos com
tesouraria/TVM, quando comparado com os importantes ganhos obtidos no período acumulado de setembro
de 2009, decorrentes da volatilidade do período.
Margem Financeira – Juros
Margem Financeira de Juros - Composição
R$ m ilhões
Com posição da Margem Financeira - Juros
9M10
Créditos
9M09
3T10
2T10
Variação
Acum ulado Trim estre
17.220
14.705
5.833
5.757
2.515
76
Captações
2.113
1.993
846
674
120
172
Seguros
1.920
1.756
579
597
164
(18)
TVM/Outros
1.720
1.630
646
635
90
11
22.973
20.084
7.904
7.663
2.889
241
Margem Financeira
O desempenho da margem financeira de “juros” foi impulsionado pelo crescimento das operações de
crédito, cuja estratégia de sustentação dos negócios teve como foco o segmento de pessoa física e, no
segmento de pessoa jurídica, as pequenas e médias empresas.
A margem financeira de “juros”, no 3º trimestre de 2010, alcançou R$ 7.904 milhões, contra
R$ 7.663 milhões observados no 2º trimestre de 2010, representando um impacto positivo de
R$ 241 milhões. A linha de negócios que mais avançou no trimestre foi “Captações”, cujo detalhamento
encontra-se no item de “Margem Financeira de Captações” – “Juros”.
Comparando-se o período acumulado de setembro de 2010 com o mesmo período de 2009, observa-se um
crescimento de 14,4% ou R$ 2.889 milhões na margem financeira de “juros”. A linha de negócios que mais
contribuiu para este crescimento foi “Créditos”, destaque para a incorporação do Banco Ibi que contribuiu
com R$ 1.132 milhões.
32
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira - Juros
Margem Financeira de Juros - Taxas
13,7%
12,2%
12,5%
11,9%
10,3%
R$ milhões
9,8%
9,2%
10,5%
9,7%
8,8%
11,3%
10,5%
10,9%
9,4%
8,7%
8,6%
7,6%
7,8%
7,8%
7,0%
7,3%
7,8%
7,0%
6.771
6.891
7.144
7.663
7.904
6.422
7.406
5.944
4T08
1T09
2T
3T
4T
1T10
2T
3T
7,6%
Margem Financeira de Juros
Taxa média da Margem de Juros = (Margem Financeira de Juros / Ativos Médios – Operações Compromissadas – Ativo Permanente) Anualizada
Taxa pré BM&F (1 ano)
Selic média (anualizada)
A taxa anualizada da margem financeira de “juros” em relação ao total de ativos médios atingiu 7,6% no
3º trimestre de 2010, apresentando uma redução de 0,2 p.p. quando comparado com o trimestre anterior.
Margem Financeira de Juros – Taxas Médias Anualizadas
Créditos
Captações
Seguros
TVM/Outros
Margem Financeira
Juros
17.220
2.113
1.920
1.720
22.973
9M10
Saldo Médio
203.266
233.541
78.894
192.084
-
Taxa Média
11,45%
1,21%
3,26%
1,20%
-
R$ m ilhões (exceto percentuais)
9M09
Juros
Saldo Médio Taxa Média
14.705
178.589
11,13%
1.993
208.628
1,28%
1.756
68.235
3,45%
1.630
170.903
1,27%
20.084
-
Juros
5.833
846
579
646
7.904
3T10
Saldo Médio
212.343
247.948
81.324
200.358
-
Taxa Média
11,45%
1,37%
2,88%
1,30%
-
Juros
5.757
674
597
635
7.663
x
Créditos
Captações
Seguros
TVM/Outros
Margem Financeira
2T10
Saldo Médio
202.751
229.387
78.766
188.512
-
Taxa Média
11,85%
1,18%
3,07%
1,35%
-
Bradesco
33
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Margem Financeira de Crédito – Composição
R$ m ilhões
Margem Financeira - Crédito
9M10
Juros - em função do volume
Juros - em função do spread
Margem Financeira - Juros
Receitas
Despesas
17.220
29.109
(11.889)
9M09
14.705
26.611
(11.906)
3T10
5.833
10.267
(4.434)
Variação
Acum ulado Trim estre
2.091
263
424
(187)
5.757
2.515
76
9.633
2.498
634
(3.876)
17
(558)
2T10
No 3º trimestre de 2010, a margem financeira com operações de crédito atingiu R$ 5.833 milhões,
apresentando um acréscimo de 1,3%, quando comparamos com o trimestre anterior. A variação observada
deve-se (i) ao crescimento do volume médio dos negócios, no valor de R$ 263 milhões, sendo minimizado
(ii) pela redução do spread médio, no valor de R$ 187 milhões, decorrente do aumento dos custos de
captação, dada a elevação da taxa de juros (Selic).
No comparativo entre o período acumulado de setembro de 2010 e o mesmo período de 2009, houve
crescimento de 17,1%, ou R$ 2.515 milhões, na margem financeira, com destaque para a incorporação do
Banco Ibi, cujo impacto foi de R$ 1.132 milhões. Esta variação foi influenciada positivamente em (i)
R$ 2.091 milhões pela ampliação do volume médio dos negócios e (ii) pelo aumento do spread médio, o
qual contribuiu com R$ 424 milhões, em razão do aumento no volume das operações com pessoas físicas e
micro, pequenas e médias empresas, com crescimento de 6,7% no trimestre e de 27,5% nos últimos 12
meses, que possuem melhores margens.
O posicionamento estratégico do Bradesco vem permitindo ao Banco, aproveitar as melhores oportunidades
geradas pelo crescimento da economia brasileira, com destaque para as operações destinadas ao consumo
das famílias e ao financiamento da produção. 34
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Margem Financeira de Crédito – Margem Líquida
R$ milhões
60,4%
62,6%
56,5%
44,4%
38,9%
4.256
1.888
2.368
4T08
50,2%
4.576
2.762
1.814
5.630
4.979
5.150
5.373
3.118
2.908
2.695
2.242
2.678
3.442
1.861
2T
3T
4T
1T10
1T09
Margem Líquida
PDD
Margem Bruta
2.188
37,5%
5.757
2.161
3.596
35,3%
5.833
2.059
3.774
2T
3T
PDD / Margem Bruta %
No gráfico acima, demonstramos um resumo da atividade de crédito. A linha da Margem Bruta refere-se à
receita de juros de crédito, líquida do custo de oportunidade (basicamente taxa do Certificado de Depósito
Interbancário – CDI over acumulado no período), a qual tem se mantido em crescimento em decorrência do
incremento no volume de operações.
Na curva referente à PDD, observa-se o custo da inadimplência, que vem se reduzindo pela melhora do
ambiente econômico, o qual é representado pela Despesa de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD),
mais os descontos concedidos nas negociações líquidos das recuperações de crédito, resultado da
alienação de bens não de uso (BNDU), entre outros.
Já a curva referente à margem líquida apresenta o resultado da receita de juros do crédito líquida da PDD,
que no 3º trimestre de 2010, apresentou um crescimento de 4,9% em relação ao 2º trimestre de 2010,
resultado do aumento do volume das operações e da redução do custo da inadimplência. Nota-se também,
que a despesa de PDD apresentou mais um trimestre de queda, representando, no 3º trimestre de 2010,
cerca de 35% do total da margem bruta, registrando o melhor resultado da série histórica acima.
Bradesco
35
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Carteira de Crédito Total
As operações de crédito (considerando avais,
fianças, antecipação de recebíveis de cartão de
crédito, cessões de FIDC e CRI) encerraram o
3º trimestre de 2010 totalizando R$ 255,6 bilhões,
com uma evolução de 18,6% nos últimos doze
meses e de 4,4% no trimestre.
255.618
R$ milhões
244.788
235.238
228.078
215.536
140.008
No comparativo de 12 meses, observa-se que as
operações com pessoas físicas aumentaram sua
representatividade em cerca de 1,3 p.p. em
relação a carteira de crédito total, de 35,0% das
operações de crédito em setembro de 2009 para
36,3% em setembro de 2010.
75.528
Set09
162.713
155.141
145.993
149.226
86.012
89.648
92.905
82.085
Dez
Mar10
Jun
Set
Total
Pessoa Física
Pessoa Jurídica
Abertura da Carteira de Crédito por Produto e Tipo de Pessoa (Física e Jurídica)
A seguir demonstramos a evolução dos produtos de crédito para Pessoa Física:
Pessoa Física
R$ m ilhões
Set10
Jun10
Variação %
Set09
Trim estre
12 m eses
Veículos - CDC
22.668
21.366
18.445
6,1
22,9
Cartão de Crédito (1)
15.168
15.131
9.735
0,2
55,8
Crédito Pessoal Consignado (2)
13.950
12.902
8.160
8,1
71,0
Crédito Pessoal
11.095
10.298
8.508
7,7
30,4
Leasing
9.058
10.221
12.956
(11,4)
(30,1)
Crédito Rural
5.380
4.701
4.696
14,4
14,6
Repasses BNDES/Finame
4.157
3.883
2.764
7,1
50,4
Financiamento Imobiliário (3)
3.926
3.470
2.853
13,1
37,6
Cheque Especial
2.723
2.765
2.328
(1,5)
17,0
Avais e Fianças
545
611
545
(10,9)
4.236
4.300
4.538
(1,5)
(6,7)
92.905
89.648
75.528
3,6
23,0
Outros
(4)
Total
-
Inclui:
(1) Carteira de crédito relativa à incorporação do Banco Ibi: R$ 3,5 bilhões em set/10 e R$ 3,5 bilhões em jun/10;
(2) Cessão de crédito (FIDC): R$ 385 milhões em set/10, R$ 371 milhões em jun/10 e R$ 324 milhões em set/09;
(3) Cessão de crédito (CRI): R$ 312 milhões em set/10, R$ 331 milhões em jun/10 e R$ 403 milhões em set/09; e
(4) Cessão de crédito (FIDC) referente à aquisição de bens: R$ 10 milhões em set/10, R$ 13 milhões em jun/10 e R$ 28 milhões em
set/09.
Para as Pessoas Físicas, que apresentaram aumento de 23,0% nos últimos doze meses, destacamos: (i) as
carteiras de crédito pessoal consignado; (ii) o cartão de crédito; (iii) os repasses BNDES/Finame; e (iv) o
financiamento imobiliário. Já no comparativo trimestral, estas operações cresceram 3,6%, sendo que as
carteiras que mais contribuíram para esta evolução foram: (i) crédito rural; (ii) financiamento imobiliário; e
(iii) crédito pessoal consignado.
36
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
A seguir demonstramos a evolução dos produtos de crédito para Pessoa Jurídica:
R$ m ilhões
Pessoa Jurídica
Set10
Jun10
Variação %
Set09
Trim estre
12 m eses
Capital de Giro
31.371
29.883
26.518
5,0
18,3
Repasses BNDES/Finame
23.461
20.462
15.079
14,7
55,6
Operações no Exterior
14.748
15.150
10.656
(2,7)
38,4
Cartão de Crédito
9.798
8.510
6.666
15,1
47,0
Financiamento a Exportação
8.748
8.581
10.687
1,9
(18,1)
Conta Garantida
8.607
9.010
8.619
(4,5)
(0,1)
Leasing
8.585
8.433
9.033
1,8
(5,0)
Financiamento Imobiliário - Planos Empresariais (1)
6.130
5.644
4.404
8,6
39,2
Crédito Rural
4.487
4.215
4.019
6,5
11,6
Veículos - CDC
3.587
3.259
2.950
10,1
21,6
34.748
32.894
31.860
5,6
8.441
9.100
9.517
(7,2)
Avais e Fianças
(2)
Outros
9,1
(11,3)
Total
162.713
155.141
140.008
4,9
(1) Cessão de crédito (CRI): inclui R$ 371 milhões em set/10, R$ 379 milhões em jun/10 e R$ 396 milhões em set/09; e
(2) 90,1% das operações de avais e fianças de pessoas jurídicas são realizadas com grandes empresas.
16,2
Para a Pessoa Jurídica, obtivemos um crescimento de 16,2% nos últimos 12 meses e 4,9% no trimestre. Os
maiores destaques nos últimos doze meses foram: (i) os repasses do BNDES/Finame; (ii) o cartão de
crédito; e (iii) o financiamento imobiliário – planos empresariais. Já no trimestre, o destaque vai para: (i) o
cartão de crédito; (ii) os repasses do BNDES/Finame; (iii) o financiamento de veículos - CDC; e (iv) o
financiamento imobiliário - planos empresariais, que foram as carteiras que apresentaram significativa
evolução.
Carteira de Crédito – Financiamento ao Consumo
No gráfico a seguir foram consideradas as modalidades direcionadas para o Financiamento ao Consumo de
Pessoas Físicas (CDC/Leasing de veículos, crédito pessoal, financiamento de bens, cartão de crédito
rotativo, compras à vista e parcelamento lojista).
O montante de R$ 73,2 bilhões de Financiamento ao Consumo apresentou crescimento de 2,8% no
trimestre e de 23,6% nos últimos doze meses. Destacamos as modalidades de (i) CDC/Leasing de veículos
e de (ii) crédito pessoal consignado, que somaram o montante de R$ 45,7 bilhões, representando 62,4% do
total do saldo de financiamento ao consumo que, por suas garantias e características, proporcionam
adequado nível de risco de crédito à carteira.
R$ milhões
65.296
68.236
71.147
73.163
59.180
31.400
31.035
16.668
18.353
9.735
14.564
1.376
Set09
Total com as cessões FIDC
31.938
20.832
14.195
31.587
31.726
23.200
25.045
15.131
15.168
1.344
1.270
1.229
Dez
Mar10
Jun
CDC/Leasing de Veículos
Crédito Pessoal
Cartão de Crédito
1.224
Set
Financiamento de Bens
Bradesco
37
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Composição da Carteira de Veículos
Set10
26.255
22.668
3.587
14.524
9.058
5.466
7.341
699
6.642
48.120
32.425
15.695
Carteira de CDC
Pessoa Física
Pessoa Jurídica
Carteira de Leasing
Pessoa Física
Pessoa Jurídica
Carteira de Finam e
Pessoa Física
Pessoa Jurídica
Total
Pessoa Física
Pessoa Jurídica
R$ m ilhões
Jun10
24.625
21.366
3.259
15.937
10.221
5.716
6.654
517
6.137
47.216
32.104
15.112
Set09
21.395
18.445
2.950
19.282
12.956
6.326
4.164
104
4.060
44.841
31.505
13.336
Variação %
Trim estre
12 m eses
6,6
22,7
6,1
22,9
10,1
21,6
(8,9)
(24,7)
(11,4)
(30,1)
(4,4)
(13,6)
10,3
76,3
35,2
572,1
8,2
63,6
1,9
7,3
1,0
2,9
3,9
17,7
As operações de financiamento de veículos (pessoa física e pessoa jurídica) totalizaram, em setembro de
2010, o montante de R$ 48,1 bilhões, apresentando aumento de 1,9% no trimestre e crescimento de 7,3%
quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Do total da carteira de veículos, 54,6% refere-se
à modalidade “CDC”, 30,2% à modalidade “Leasing” e 15,2% à modalidade “Finame”. As Pessoas Físicas
representavam 67,4% da carteira enquanto as Pessoas Jurídicas ficaram com os 32,6% restantes.
Carteira de Crédito – Por Modalidade
Demonstramos a seguir o total das operações com risco de crédito (incluindo avais e fianças prestados,
antecipação de recebíveis de cartão de crédito, cessões de crédito, bem como outras operações que
contenham algum tipo de risco de crédito), que apresentaram evolução de 4,8% no trimestre e 18,3% nos
últimos doze meses.
R$ m ilhões
Set10
Empréstimos e Títulos Descontados
Jun10
Set09
100.928
97.565
78.978
Financiamentos
67.862
62.192
50.891
Financiamentos Rurais e Agroindustriais
13.659
12.542
11.620
Operações de Arrendamento Mercantil
17.644
18.950
22.210
Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio
Outros Créditos
Total das Operações de Crédito
(1)
Avais e Fianças Prestados (Contas de Compensação)
Outros
(2)
(3)
Total das Exposições - Operações de Crédito
Cessão de Créditos (FIDC / CRI)
Total das Operações incluindo Cessão de Créditos
Operações com Risco de Crédito - Carteira Comercial (4)
Total das Operações com Risco de Crédito - Carteira Expandida
Outras Operações com Risco de Crédito (5)
5.579
5.629
7.635
11.603
11.710
9.635
217.274
208.588
180.969
35.293
33.504
32.404
1.973
1.602
1.011
254.541
243.694
214.384
1.078
1.094
1.152
255.618
244.788
215.536
15.073
13.826
12.020
270.691
258.614
227.556
10.643
9.945
10.269
Total das Operações com Risco de Crédito
281.334
268.559
237.825
(1) Conceito definido pelo Banco Central;
(2) Foram desconsideradas as operações em que o beneficiário era o Banco Bradesco S.A. – Grand Cayman branch;
(3) Refere-se às antecipações de recebíveis de cartões de crédito;
(4) Inclui operações de debêntures e notas promissórias; e
(5) Inclui operações de CDI, tesouraria internacional, euronote, swap, termo moeda e aplicações em FIDC e Certificados de Recebíveis
Imobiliários (CRI).
38
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Concentração da Carteira de Crédito* – Por Setor de Atividade
A carteira de crédito por setor de atividade econômica apresentou leve variação na participação dos setores
que a compõe. Destacamos a redução da participação do setor público no trimestre.
R$ m ilhões
Setor de Atividade
Set10
%
Jun10
%
Set09
%
Setor Público
960
0,4
1.249
0,6
1.162
0,6
Setor Privado
216.314
99,6
207.339
99,4
179.807
99,4
Pessoa Jurídica
124.660
57,4
119.017
57,1
105.579
58,4
Indústria
44.446
20,4
42.505
20,4
39.256
21,7
Comércio
31.104
14,3
29.107
14,0
25.108
13,9
603
0,3
589
0,3
664
0,4
45.536
21,0
44.101
21,1
37.887
20,9
Intermediários Financeiros
Serviços
Agricultura, Pecuária, Pesca, Silvicultura
e Exploração Florestal
Pessoa Física
Total
2.970
1,4
2.715
1,3
2.663
1,5
91.654
42,2
88.322
42,3
74.228
41,0
217.274
100,0
208.588
100,0
180.969
100,0
(*) Conceito definido pelo Banco Central.
Movimentação da Carteira de Crédito*
Os novos tomadores de operações de crédito foram responsáveis por R$ 26,2 bilhões do crescimento de
R$ 36,3 bilhões da carteira de crédito nos últimos doze meses, ou seja, 72,3% do total. Estes novos
tomadores representam 12,1% da carteira atual.
R$ milhões
217.274
191.035
180.969
25.387
Crédito Total em
30.9.2009
(5.889)
(9.432)
Créditos
Liquidados
Integralmente
Baixas contra
Provisão
Novos Créditos
Saldos dos
e Apropriação
Tomadores
de Receitas aos Remanescentes
Tomadores de de 30.9.2009
30.9.2009
26.239
Novos
Tomadores
Crédito Total em
30.9.2010
* Conceito definido pelo Banco Central.
Bradesco
39
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Movimentação da Carteira de Crédito* - Por Rating
No quadro abaixo mostramos que, tanto os novos clientes tomadores de crédito, quanto os devedores
remanescentes de setembro de 2009, apresentam boa qualidade de crédito (AA-C), o que demonstra a
adequação e consistência da política, dos processos e dos instrumentos de avaliação de crédito utilizados
pelo Bradesco.
Movim entação da Carteira Por Rating entre Setem bro de 2009 e 2010
Novos clientes entre
Outubro de 2009 e
Setem bro de 2010
Crédito total em
Setem bro de 2010
Rating
R$ m ilhões
AA - C
%
R$ m ilhões
Clientes rem anescentes
de Setem bro de 2009
%
R$ m ilhões
%
200.087
92,1
24.802
94,5
175.285
4.125
1,9
325
1,2
3.800
2,0
E- H
13.062
6,0
1.112
4,3
11.950
6,2
Total
217.274
100,0
26.239
100,0
191.035
100,0
D
91,8
(*) Conceito definido pelo Banco Central.
Carteira de Crédito* – Por Característica de Cliente
Nota-se abaixo, na composição da carteira de crédito de acordo com a característica de cliente, o
crescimento do saldo referente às Micro, Pequenas e Médias Empresas e às Pessoas Físicas nos últimos
doze meses e no trimestre.
R$ m ilhões
Característica de Cliente
Grandes Empresas
Micro, Pequenas e Médias Empresas
Pessoas Físicas
Total das Operações de Crédito
Variação %
Set10
54.005
Jun10
53.169
Set09
50.559
71.615
67.097
Trim estre
12 m eses
1,6
6,8
56.182
6,7
27,5
91.654
88.322
74.228
3,8
23,5
217.274
208.588
180.969
4,2
20,1
(*) Conceito definido pelo Banco Central.
É importante lembrar que a evolução da carteira de Grandes Empresas vem sendo prejudicada pela
valorização do real frente ao dólar, bem como pela captação de recursos junto ao mercado de capitais. O
saldo das operações realizadas nesse mercado pelo conglomerado cresceu mais de R$ 3,0 bilhões nos
últimos doze meses, representando um aumento de 25,4%, o que impactou negativamente o crescimento
das operações tradicionais de crédito para esta característica de cliente.
Carteira de Crédito* – Por Característica de Cliente e Rating (em percentuais)
O aumento na participação dos créditos classificados entre “AA – C”, tanto no trimestre quanto em um ano,
reflete, principalmente, a melhora do desempenho da economia verificada nesse período e o crescimento
com qualidade da nossa carteira de crédito.
Característica de Cliente
AA-C
D
E-H
AA-C
D
Set09
E-H
AA-C
D
E-H
Grandes Empresas
Micro, Pequenas e Médias
Empresas
97,1
1,7
1,2
97,2
1,5
1,3
97,2
1,2
1,5
91,8
2,3
5,9
91,5
2,5
6,0
89,5
3,0
7,5
Pessoas Físicas
89,3
1,7
9,0
88,6
2,1
9,3
87,7
2,2
10,1
Total
92,1
1,9
6,0
91,8
2,0
6,2
90,9
2,2
6,9
(*) Conceito definido pelo Banco Central.
40
Por Rating
Jun10
Set10
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Carteira de Crédito* - Distribuição por Segmentos de Negócios
Observa-se, no quadro a seguir, a evolução por Segmentos de Negócios da carteira de crédito do
Bradesco. Destaca-se, no trimestre e nos últimos doze meses, o crescimento dos ativos dos segmentos
“Prime”, “Empresas” e “Varejo/Postal”.
O crescimento de 59,3% nos últimos doze meses no grupo composto por “Bradesco Promotora de Vendas
e Demais” contempla a incorporação das operações do Banco Ibi, ocorrida no último trimestre de 2009.
Desconsiderando essa entrada, a variação seria de 21,9%.
Segm entos de Negócios
Varejo / Postal
R$ m ilhões
Set10
71.915
%
33,1
Jun10
67.781
Variação %
%
32,5
Set09
56.869
%
Trim estre
12 m eses
31,4
6,1
26,5
15,0
Corporate
64.591
29,7
63.422
30,4
56.184
31,1
1,8
Bradesco Financiamentos
27.108
12,5
27.103
13,0
29.000
16,0
-
Empresas
Bradesco Promotora de
Vendas e Demais
28.534
13,1
26.434
12,7
22.314
12,3
7,9
27,9
17.294
8,0
16.947
8,1
10.854
6,0
2,0
59,3
Prime
7.832
3,6
6.900
3,3
5.748
3,2
13,5
36,2
Total
217.274
100,0
208.588
100,0
180.969
100,0
4,2
20,1
(6,5)
(*) Conceito definido pelo Banco Central.
Carteira de Crédito - Por Moeda
O saldo dos empréstimos e repasses indexados
e/ou denominados em moeda estrangeira
(excluindo
ACCs)
atingiu
o
total
de
US$ 9,7 bilhões em setembro de 2010, o que
representou um forte crescimento em dólares, de
38,4%, nos últimos doze meses e de 2,4% no
trimestre (em reais, aumento de 31,9% e redução
de 3,7%, respectivamente). Em reais, essas
mesmas operações totalizaram R$ 16,4 bilhões
(R$ 17,0 bilhões em junho de 2010 e
R$ 12,4 bilhões em setembro de 2009).
Em setembro de 2010, o total das operações de
crédito
em
moeda
nacional
alcançou
R$ 200,9 bilhões (R$ 191,6 bilhões em junho de
2010 e R$ 168,5 bilhões em setembro de 2009),
crescimento de 19,2% em doze meses.
Em %
8
8
7
7
8
8
8
8
92
92
93
93
92
92
92
92
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Moeda Nacional
Moeda Estrangeira
Bradesco
41
Análise Econômico-Financeira
Carteira de Crédito - Por Devedor
No encerramento do 3º trimestre de 2010, os níveis de exposição de crédito dos cinquenta e cem maiores
devedores mostraram-se menos concentrados em relação à posição do trimestre anterior e com melhor
qualidade.
Níveis: AA e A = 85,1% Em %
Níveis: AA e A = 86,3% 20,8
19,4
19,1
19,0
18,6
15,3
15,1
14,8
14,5
9,3
9,5
9,3
9,3
6,5
6,1
6,3
6,0
6,0
1,0
1,0
1,2
1,1
1,1
Set09
Dez
Mar10
Jun
Set
16,2
10,0
100 Maiores
42
Níveis: AA e A = 85,7%
50 Maiores
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
20 Maiores
10 Maiores
Maior Devedor
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Carteira de Crédito - Por Fluxo de Vencimentos
O fluxo de vencimentos das operações de curso
normal mostrou um perfil mais longo em setembro
de 2010, principalmente em função do foco dado
às operações de repasses BNDES/Finame e de
crédito imobiliário. Vale salientar que estas
operações apresentam menor risco, devido às
suas características e garantias.
Em %
13,5
43,2
(até 180 dias)
13,0
13,6
41,0
(até 180
dias)
8,4
8,7
7,9
7,4
6,9
13,6
12,6
11,8
15,4
15,7
16,3
56,8
(Acima de
180 dias)
40,5
43,6
Set09
Jun10
59,0
(Acima de
180 dias)
39,7
(até 180 dias)
6,5
60,3
(Acima de
180 dias)
44,6
Set10
Acima de 360 dias
181 a 360 dias
91 a 180 dias
61 a 90 dias
31 a 60 dias
1 a 30 dias
Bradesco
43
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Carteira de Crédito – Inadimplência acima de 90 dias
O índice de inadimplência total de 90 dias apresentou redução pelo 4º trimestre consecutivo, favorecido pela
contínua melhora do ambiente econômico interno, que propiciou o incremento das operações de crédito e a
melhora na qualidade da carteira.
Inadimplência acima de 90 dias
Em %
7,6
7,4
6,7
5,1
4,9
5,0
4,8
6,3
5,9
4,4
4,0
3,8
3,8
3,7
4,4
0,9
0,9
0,6
0,5
0,6
Set09
Dez
Mar10
Jun
Set
Pessoa Física
Total
Grandes Empresas
Micro, Peq. e Médias
Observando o gráfico a seguir, nota-se que a inadimplência de 61 a 90 dias apresentou redução em relação
ao mesmo período do ano anterior, bem como no trimestre.
Total
181,0
5,0
208,6
210,5
214,4
217,3
200,4
193,8
198,1
185,7
191,0
196,5
187,7
5,2
5,1
4,9
4,8
4,5
4,4
4,3
4,1
4,0
4,0
3,9
3,8
1,0
1,0
1,0
0,9
0,9
0,9
0,9
1,0
0,8
0,8
0,8
0,8
0,7
Set09
Out
Nov
Dez
Jan10
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Acima de 90 dias %
44
206,1
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
61 a 90 dias %
Total da Carteira (R$ bilhões)
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Analisando os gráficos de inadimplência por tipo de pessoa no trimestre, a faixa de atraso de 61 a 90 dias
apresentou redução tanto na Pessoa Física como na Pessoa Jurídica.
Pessoa Física
78,4
78,6
7,9
7,7
80,9
81,9
82,2
7,4
7,3
7,0
89,1
90,4
91,7
88,3
84,7
85,7
87,1
6,7
6,5
6,5
6,3
6,2
6,0
5,9
74,2
7,6
1,4
1,4
1,5
1,3
1,4
1,4
1,3
1,6
1,3
1,4
1,2
1,2
1,1
Set09
Out
Nov
Dez
Jan10
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Acima de 90 dias %
61 a 90 dias %
Carteira da Pessoa Física (R$ bilhões)
Pessoa Jurídica
106,7
107,3
109,0
110,1
111,9
3,2
3,2
3,1
3,0
3,0
114,3
113,4
114,8
2,8
2,7
2,6
119,1
120,3
121,3
124,0
125,6
2,4
2,4
2,3
2,3
2,4
0,7
0,6
0,6
0,5
0,6
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,6
0,4
Set09
Out
Nov
Dez
Jan10
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Acima de 90 dias %
61 a 90 dias %
Carteira da Pessoa Jurídica (R$ bilhões)
Bradesco
45
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) x Inadimplência x Perda
O total da Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), no valor de R$ 16,0 bilhões representou 7,4% da
carteira total. O total da provisão é constituído pela provisão genérica (classificação do cliente e/ou
operação), específica (operações em curso anormal) e excedente (critérios internos).
R$ milhões
16.313
15.836
15.782
16.019
8.230
7.885
7.895
4.424
4.601
4.889
5.122
14.953
13.871
11.424
10.263
5.928
2.714
7.480
6.794
2.941
1.621
1.689
Dez08
Mar09
8.422
8.886
3.399
3.540
2.992
2.991
3.003
3.005
3.008
3.002
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Provisão Existente
Específica
Genérica
Excedente
É importante destacar a adequação dos critérios de provisionamento adotados, que pode ser comprovada
por meio da análise dos dados históricos de provisões para devedores duvidosos constituídas e das perdas
efetivamente ocorridas no período subsequente de doze meses. Citamos, por exemplo, que em setembro
de 2009, para uma provisão existente de 8,3% da carteira, a perda bruta efetiva nos doze meses seguintes
foi de 5,2%, ou seja, a provisão existente cobriu com uma margem de 58% a perda realmente ocorrida,
conforme pode ser verificado no gráfico abaixo.
PDD x Inadimplência x Perda Bruta
Percentuais sobre o saldo das operações de crédito
8,5
8,3
8,0
7,7
Em %
7,6
7,4
7,0
6,6
6,3
4,8
4,4
5,5
5,4
4,9
5,1
5,1
5,0
4,7
6,1
6,0
5,5
4,9
5,2
4,6
3,9
6,5
6,1
5,7
4,5
4,3
4,9
4,4
4,2
4,0
3,8
3,4
Dez08
Mar09
Jun
Set
PDD Mínima Requerida (Resolução nº 2.682/99)
Baixas Brutas para Prejuízo em 12 meses
Operações Vencidas acima de 90 dias
46
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Dez
Mar10
PDD Existente
Curso Anormal E-H
Jun
Set
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Quando analisada pela ótica da perda líquida de recuperação, nota-se que a margem de cobertura sobe
significativamente: em setembro de 2009, para uma provisão existente de 8,3% da carteira, a perda líquida
efetiva nos doze meses seguintes foi de 3,8%, ou seja, a provisão existente cobriu com uma margem
excedente de 118%.
PDD x Inadimplência x Perda Líquida de Recuperações
Percentuais sobre o saldo das operações de crédito
8,5
8,3
8,0
7,7
6,6
6,3
6,1
5,7
4,8
3,9
5,4
4,7
4,2
5,1
5,5
4,6
6,5
Dez08
6,1
6,0
4,5
4,3
5,5
4,9
4,4
3,5
3,4
7,4
7,0
4,9
5,0
7,6
3,8
3,9
3,8
Mar09
Jun
Set
PDD Mínima Requerida (Resolução nº 2.682/99)
Baixas Líquidas para Prejuízo em 12 meses
Operações Vencidas acima de 90 dias
4,0
Dez
Mar10
Jun
3,8
Set
PDD Existente
Curso Anormal E-H
Bradesco
47
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
O Bradesco possui uma provisão excedente de cerca de R$ 3,0 bilhões em relação ao exigido pela
regulamentação. Os atuais níveis de provisão refletem a cautela do Bradesco em suportar eventuais
mudanças de cenários, como o aumento do nível de inadimplência e/ou alteração no perfil da carteira de
crédito.
Variação %
Trimestre
R$ milhões
16.313
15.836
15.782
16.019
1,5 7,1
3.003
3.005
3.008
3.002
(0,2) 0,4
13.311
12.831
12.774
13.017
1,9
8,8
Dez
Mar10
Jun
Set
14.953
13.871
2.991
11.424
10.263
12 meses
2.992
1.689
1.621
8.642
Dez08
11.962
10.879
9.735
Mar09
Jun
Set
Requerida
Excedente
Observa-se que a inadimplência superior a 60 dias (Non Performing Loans) apresenta a mesma tendência
de queda verificada na faixa acima de 90 dias. Ressalta-se ainda o conforto adicional proporcionado pelos
elevados índices de cobertura registrados em setembro de 2010, tanto para o Non Performing Loans
(162,0%) como para a inadimplência acima de 90 dias (191,8%).
Non Performing Loans (*) / Operações de Crédito (%)
5,6
5,9
5,7
130,7
5,3
5,2
4,9
4,4
Dez08
Mar09
Jun
Provisão Existente / Non Performing Loans (%)
Set
Dez
Mar10
Jun
137,9
139,4
Jun
Set
148,6
151,3
155,8
Dez
Mar10
Jun
122,3
4,6
Set
Dez08
Mar09
(*) Operações de Crédito Vencidas há mais de 60 dias e que não geram apropriação de receitas no regime de competência.
Provisão Existente / Operações Vencidas acima de 90 dias (%)
165,6
169,1
166,5
Jun
Set
174,6
180,8
Dez
Mar10
188,5
191,8
Jun
Set
152,4
Dez08
48
Mar09
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
162,0
Set
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Crédito - Juros
Carteira de Crédito – Indicadores da Carteira
Visando facilitar o acompanhamento da evolução quantitativa e qualitativa da carteira de crédito do
Bradesco, segue resumo comparativo dos principais números e indicadores:
Total de Operações de Crédito
- Pessoa Física
- Pessoa Jurídica
Provisão Existente
- Específica
- Genérica
- Excedente
Provisão Específica / Provisão Existente (%)
Provisão Existente / Operações de Crédito (%)
Operações de Crédito classificadas de AA até C / Operações de Crédito (%)
Operações sob Administração de Risco classificadas em D / Operações de Crédito (%)
Operações de Crédito classificadas de E até H / Operações de Crédito (%)
Operações de Crédito classificadas em D
Provisão existente para Operações de Crédito classificadas em D
Provisão / Operações de Crédito classificadas em D (%)
Operações de Crédito anormal classificadas de D até H
Provisão Existente/Operações de Crédito anormal classificadas de D até H (%)
Operações de Crédito classificadas de E até H
Provisão existente para Operações de Crédito classificadas de E até H
Provisão / Operações de Crédito classificadas de E até H (%)
Operações de Crédito anormal classificadas de E até H
Provisão Existente/Operações de Crédito anormal classificadas de E até H (%)
Non Performing Loans (*)
Non Performing Loans (*) / Operações de Crédito (%)
Provisão Existente / Non Performing Loans (*) (%)
Operações de Crédito Vencidas acima de 90 dias
Provisão Existente / Operações vencidas acima de 90 dias (%)
R$ m ilhões (exceto percentuais)
Set10
Jun10
Set09
217.274
208.588
180.969
91.654
88.322
74.228
125.620
120.266
106.741
16.019
15.782
14.953
7.895
7.885
8.422
5.122
4.889
3.540
3.002
3.008
2.991
49,3
50,0
56,3
7,4
7,6
8,3
92,1
91,8
90,9
1,9
2,0
2,2
6,0
6,2
6,9
4.125
4.267
3.925
1.066
1.101
1.035
25,9
25,8
26,4
11.099
11.350
12.066
144,3
139,0
123,9
13.062
12.967
12.484
11.510
11.412
10.947
88,1
88,0
87,7
9.439
9.397
10.033
169,7
167,9
149,0
9.886
10.132
10.727
4,6
4,9
5,9
162,0
155,8
139,4
8.351
8.371
8.979
191,8
188,5
166,5
(*) Operações de Crédito Vencidas há mais de 60 dias e que não geram receitas no regime de competência.
Observa-se no quadro acima uma melhora geral nos indicadores de desempenho da carteira de crédito.
Destaque para os créditos classificados entre “AA – C”, que passaram a representar 92,1% da carteira de
crédito em setembro de 2010, para os indicadores de inadimplência, principalmente o Non Performing
Loans, que atingiu 4,6% da carteira, e para o nível de cobertura para operações vencidas acima de 90 dias,
que corresponde a 191,8%. O desempenho destes indicadores reflete a melhora da inadimplência face às
condições econômicas favoráveis do país.
Bradesco
49
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Captações - Juros
Margem Financeira de Captações - Composição
R$ m ilhões
Margem Financeira - Captações
9M10
Juros - em função do volume
Juros - em função do spread
Margem Financeira Juros
2.113
Comparando-se o 3º trimestre de 2010 com o
2º trimestre de 2010, houve um crescimento de
25,5% ou R$ 172 milhões na margem financeira
de “juros” com captações. A variação observada
decorreu em função de: (i) ganhos com spread
médio, no valor de R$ 109 milhões, devido ao
aumento da taxa de juros observados no trimestre
(Selic); e (ii) em função do aumento do volume
das operações, o qual contribuiu positivamente
com R$ 63 milhões.
No acumulado até setembro de 2010, a margem
financeira de “juros” com captações apresentou
50
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
9M09
3T10
1.993
846
Variação
Acum ulado Trim estre
225
63
(105)
109
674
120
172
2T10
um resultado de R$ 2.113 milhões contra
R$ 1.993 milhões no mesmo período de 2009,
crescimento de 6,0% ou R$ 120 milhões. A
variação observada decorreu: (i) pelo aumento do
volume médio dos negócios, que contribuiu com
R$ 225 milhões, provenientes de esforços
direcionados ao estabelecimento de estratégias
de captação, fazendo com que ocorresse uma
expansão dos volumes médios de depósitos à
vista e de poupança; e minimizando em parte
este efeito, obteve-se: (ii) uma redução do spread
médio, no valor de R$ 105 milhões, devido à
queda da taxa de juros (Selic).
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Captações - Juros
Crédito x Captações
Para se analisar a relação das Operações de
Crédito x Funding, é necessário descontar do
total de captações de clientes o montante
comprometido com depósitos compulsórios
recolhidos junto ao Bacen e o valor das
disponibilidades mantidas para a operação das
unidades de atendimento, bem como adicionar os
recursos oriundos de linhas nacionais e externas,
que fornecem o funding para suprir as demandas
de crédito e financiamento.
grande posição de destaque de sua rede de
atendimento, da ampla diversidade de produtos
oferecidos e da confiança do mercado na marca
Bradesco.
Pode-se observar abaixo que, o percentual de
utilização dos recursos apresenta uma margem
confortável. Isto demonstra que o Bradesco
consegue suprir, fundamentalmente, por meio das
suas captações junto a clientes, a necessidade de
recursos demandados para as operações de
crédito.
O Bradesco apresenta baixa dependência de
recursos interbancários e linhas externas, em
função de sua eficiência na obtenção de recursos
junto aos clientes. Esta eficiência resulta da
R$ m ilhões
Captações x Aplicações
Set10
Depósitos à Vista + Conta de Investimento
Floating Diversos
Depósitos de Poupança
Deposito a Prazo + Debêntures
(1)
Outros
Jun10
Variação %
Set09
Trim estre
12 m eses
34.906
33.842
30.293
3,1
15,2
3.350
3.139
2.690
6,7
24,5
50.113
47.332
40.922
5,9
22,5
144.674
138.480
130.784
4,5
10,6
12.390
12.116
7.759
2,3
59,7
245.433
234.909
212.448
4,5
15,5
(51.690)
(50.140)
(36.067)
3,1
43,3
193.743
184.769
176.381
4,9
9,8
Obrigações para Repasses
27.983
24.703
18.273
13,3
53,1
Linhas Externas
15.101
14.783
10.191
2,2
48,2
Captações no Exterior
24.922
14.802
12.892
68,4
93,3
Total Captações (A)
261.749
239.057
217.737
9,5
20,2
Carteira de Crédito/Leasing /Cartões (Outros
Créditos)/CDI Adquirido (B) (3)
219.493
209.045
186.046
5,0
18,0
83,9
87,4
85,4
Recursos de Clientes
(-) Depósitos Compulsórios/ Disponibilidades
(2)
Recursos de Clientes Líquidos de Com pulsório
B/A (%)
(3,5) p.p.
(1,5) p.p.
(1) Debêntures utilizadas basicamente como lastro de operações compromissadas;
(2) Não contempla os valores de títulos públicos vinculados à poupança; e
(3) Contempla valor referente às operações de cartões (compra a vista e financiamento de lojistas) e valores referentes a CDI para
abatimento no compulsório.
Bradesco
51
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Captações - Juros
Principais Fontes de Captação
No quadro a seguir destacamos a evolução destas captações:
R$ m ilhões
Set10
Depósitos à Vista + Conta de Investimento
34.906
Depósitos de Poupança
Depósitos a Prazo
Debêntures
Jun10
Variação %
Set09
33.842
Trim estre
30.293
12 m eses
3,1
15,2
22,5
50.113
47.332
40.922
5,9
100.730
96.824
96.033
4,0
4,9
43.182
40.915
33.993
5,5
27,0
(*)
Empréstimos e Repasses
37.998
35.033
27.025
8,5
40,6
Recursos de Emissão de Títulos
13.749
12.729
7.111
8,0
93,3
Dívidas Subordinadas
Total
25.697
23.385
22.881
9,9
12,3
306.375
290.059
258.258
5,6
18,6
(*) Considera somente as debêntures utilizadas como lastro para operações compromissadas.
Depósitos à Vista + Conta de Investimento
A variação positiva de 3,1%, ou R$ 1.064 milhões
no 3º trimestre de 2010 em relação ao trimestre
anterior e o aumento de 15,2%, ou R$ 4.613
milhões no comparativo entre os nove meses de
2010 com o mesmo período do ano anterior,
devem-se, ao incremento da base de clientes
correntistas (2,7% no trimestre e 8,7% nos
últimos 12 meses), além da manutenção do ciclo
econômico benigno, que impulsiona a atividade
econômica possibilitando uma melhora na
captação de recursos.
R$ milhões
8.963
7.061
7.415
9.140
9.334
32.585
33.842
Mar10
Jun
8.656
7.920
5.662
35.663
28.612
25.882
Dez08
Mar09
28.378
Jun
30.293
Set
Dez
Depósitos à Vista + Conta de Investimento
34.906
Set
Compulsório sobre Depósito à Vista *
* Não inclui a parcela adicional
Depósitos de Poupança
A variação no trimestre deve-se à captação
positiva e à remuneração dos depósitos (TR +
0,5% a.m.), que alcançou 1,8% no 3º trimestre de
2010, proporcionando um crescimento de 5,9%.
O Bradesco vem constantemente aumentando
sua base de poupadores, sendo que nos últimos
12 meses, apresentou uma evolução de 9,7% no
total de contas de poupança.
No comparativo entre os nove meses de 2010
com o mesmo período do ano anterior, o
crescimento de 22,5% dos depósitos, deve-se,
principalmente, a maior captação que superou os
resgates ocorridos, e à remuneração do saldo
(TR + 0,5% a.m.), que alcançou 6,7% no período.
uma participação de 17,8% no Sistema Brasileiro
de Poupança e Empréstimos – SBPE.
R$ milhões
10.119
7.539
7.672
7.825
37.769
37.392
38.503
Dez08
Mar09
Jun
Depósitos Poupança
Ao final dos nove meses de 2010, o saldo das
contas de poupança do Bradesco representava
52
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
* Não inclui a parcela adicional
8.962
9.192
44.162
45.195
Dez
Mar10
9.557
8.354
40.922
Set
47.332
Jun
50.113
Set
Compulsório sobre Depósito de Poupança *
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Captações - Juros
Depósitos a Prazo
No 3º trimestre de 2010, os depósitos a prazo
apresentaram uma evolução de 4,0%, ou
R$ 3.906 milhões em relação ao trimestre
anterior, em função, principalmente: (i) do
aumento do volume captado, proveniente de
investidores institucionais e da rede de agências;
e (ii) da valorização da carteira de depósitos,
devido à melhora das taxas de remuneração.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período do ano anterior, o acréscimo de
4,9%, decorre basicamente da menor utilização
destes depósitos como fonte de captação.
R$ milhões
58,6
55,8
54,1
53,1
47,4
105.424
97.414
Dez08
Mar09
100.142
Jun
96.033
Set
Depósitos à Prazo
46,7
90.496
92.577
Dez
Mar10
46,4
96.824
46,4
100.730
Jun
Set
% sobre as Operações de Crédito
Debêntures
Em 30 de setembro de 2010, o saldo das
debêntures
do
Bradesco
registrou
R$ 43.182 milhões, uma evolução de 5,5% no
comparativo trimestral e 27,0% nos 12 meses.
A variação positiva verificada tanto no 3º trimestre
de 2010 quanto no comparativo dos 12 meses,
refere-se, principalmente, à colocação destes
papéis, que são utilizados como lastro nas
operações compromissadas, as quais são
impactadas pela manutenção do ritmo da
atividade econômica.
R$ milhões
40.790
40.915
Mar10
Jun
43.182
36.962
34.651
33.993
31.651
28.473
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Set
Empréstimos e Repasses
O acréscimo de 8,5%, ou R$ 2.965 milhões no
trimestre, deve-se basicamente: (i) ao aumento
de R$ 3.250 milhões no volume de recursos
captados por empréstimos e repasses no país,
principalmente por meio de operações do BNDES
e Finame; e compensado em parte (ii) pela
variação cambial negativa de 6,0%, que impactou
as obrigações por empréstimos e repasses
denominadas e/ou indexadas em moeda
estrangeira, cujo saldo era R$ 9.881 milhões em
junho de 2010 e R$ 9.596 milhões em setembro
de 2010.
e BNDES; e (ii) ao acréscimo, apesar da variação
cambial negativa de 4,7% no período, de 16,8%
ou R$ 1.378 milhões nas obrigações por
empréstimos e repasses denominadas e/ou
indexadas em moeda estrangeira, cujo saldo era
de R$ 8.218 milhões em setembro de 2009 e
R$ 9.596 milhões em setembro de 2010.
R$ milhões
37.998
35.033
31.947
30.208
29.081
27.025
17.743
No comparativo entre os nove meses de 2010
com o mesmo período do ano anterior, o saldo
apresentou um acréscimo de 40,6%, ou
R$ 10.973 milhões, devido principalmente: (i) ao
aumento de R$ 9.595 milhões no volume de
recursos por empréstimos e repasses no país,
principalmente por meio de operações do Finame
30.420
14.204
Dez08
17.740
12.680
Mar09
27.328
25.152
18.000
11.081
Jun
No Exterior
28.402
21.131
18.807
19.322
8.218
8.005
9.077
9.881
9.596
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
No País
Bradesco
53
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de Captações - Juros
Recursos de Emissão de Títulos
O aumento de 8,0%, ou R$ 1.020 milhões no
trimestre, deve-se, basicamente: (i) à evolução do
volume das Letras Financeiras, no valor de
R$ 615 milhões; (ii) ao crescimento de operações
de Letras de Crédito Imobiliário, no valor de
R$ 305 milhões; (iii) ao maior volume de
operações de Letras de Crédito do Agronegócio,
no valor de R$ 243 milhões; e compensado, em
parte: (iv) pela variação cambial negativa de
6,0%, que impactou os títulos emitidos no
exterior.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período do ano anterior, o crescimento de
93,3%, ou R$ 6.638 milhões, decorre,
principalmente: (i) das novas emissões de Letras
Financeiras ao mercado, ocorridas a partir do 2º
trimestre de 2010, cujo saldo em setembro de
2010 era de R$ 4.047 milhões; (ii) do aumento
nos volumes das operações de títulos
emitidos
no
exterior,
no
valor
de
R$ 1.491 milhões; (iii) do aumento das operações
de Letras de Crédito Imobiliário, no valor de
R$ 507 milhões; (iv) do maior volume de
operações de Letras de Crédito do Agronegócio,
no valor de R$ 481 milhões; e compensado, em
parte: (v) pela variação cambial negativa de 4,7%
que impactou os títulos em carteira.
R$ milhões
13.749
12.729
5.549
9.011
9.280
8.550
7.694
7.111
5.202
5.717
7.482
5.328
4.467
4.058
4.257
5.335
8.200
7.012
3.809
3.952
Dez08
Mar09
3.227
3.053
3.225
3.215
Jun
Set
Dez
Mar10
No País
Jun
Set
No Exterior
Dívidas Subordinadas
As Dívidas Subordinadas do Bradesco, em
setembro de 2010, totalizaram R$ 25.697 milhões
(no Exterior - R$ 5.025 milhões e no País –
R$ 20.672 milhões).
No período de 12 meses, houve a emissão de
R$ 2.057 milhões de Dívidas Subordinadas
(R$ 193 milhões no País e R$ 1.864 milhões no
Exterior), sendo R$ 1.933 milhões elegíveis a
compor o Nível II do Índice de Basileia, com
vencimentos entre 2015 e 2021, por meio de
emissão de notas subordinadas. Destaca-se a
emissão de notas subordinadas, realizada em
agosto de 2010, no valor de US$ 1,1 bilhão.
Cabe destacar que, do total das dívidas
subordinadas, apenas R$ 9.669 milhões são
utilizados para fins do cálculo do Índice da
Basileia, tendo em vista o prazo de vencimento
de cada dívida subordinada.
54
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
R$ milhões
25.697
22.881
23.104
23.541
23.385
3.891
3.779
3.854
3.284
18.990
19.325
19.687
20.101
20.672
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
5.025
20.406
19.687
20.274
3.261
3.260
2.737
16.426
17.014
17.669
Dez08
Mar09
Jun
No País
No Exterior
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira de TVM/Outros - Juros
Margem Financeira de TVM/Outros - Composição
R$ m ilhões
Margem Financeira - TVM / Outros
9M10
9M09
3T10
2T10
Variação
Acum ulado Trim estre
Juros - em função do volume
Juros - em função do spread
Margem Financeira - Juros
Receitas
Despesas
190
38
(100)
(27)
1.720
1.630
646
635
90
11
13.090
10.362
4.776
4.563
2.728
213
(11.370)
(8.732)
(4.130)
(3.928)
(2.638)
(202)
No comparativo do 3º trimestre de 2010 com o trimestre anterior, a margem financeira de “juros” com
TVM/Outros apresentou crescimento de R$ 11 milhões ou 1,7%. A evolução observada deve-se: (i) ao
aumento do volume das operações, que contribuiu com R$ 38 milhões; e compensado: (ii) pela redução do
spread médio em R$ 27 milhões.
No período de nove meses de 2010, a margem financeira de “juros” com TVM/Outros alcançou
R$ 1.720 milhões, crescimento de 5,5% ou R$ 90 milhões. Este resultado decorre: (i) do aumento do
volume médio dos negócios, no valor de R$ 190 milhões; compensado, em parte: (ii) pela redução do
spread médio, que impactou o resultado em R$ 100 milhões.
Margem Financeira de Seguros - Juros
Margem Financeira de Seguros - Composição
R$ m ilhões
Margem Financeira - Seguros
9M10
9M09
3T10
2T10
Variação
Acum ulado Trim estre
Juros - em função do volume
259
18
Juros - em função do spread
(95)
(36)
Margem Financeira - Juros
1.920
1.756
579
597
164
(18)
Receitas
6.358
5.673
2.467
1.615
685
852
(4.438)
(3.917)
(1.888)
(1.018)
(521)
(870)
Despesas
Comparando-se o 3º trimestre de 2010 com o trimestre anterior, houve um decréscimo na margem
financeira de “juros” com operações de seguros, no valor de R$ 18 milhões ou 3,0%, impactada: (i) pela
queda do spread médio, no valor de R$ 36 milhões; compensado, parcialmente: (ii) pelo aumento dos
volumes das operações, no valor de R$ 18 milhões.
Comparando-se o período acumulado de setembro de 2010 com o mesmo período de 2009, a margem
financeira de “juros” com operações de seguros apresentou crescimento de 9,3% ou R$ 164 milhões. Este
desempenho decorre: (i) do aumento do volume médio dos negócios, que contribuiu com R$ 259 milhões;
compensado, em parte: (ii) pela redução de spread médio em R$ 95 milhões.
Bradesco
55
Análise Econômico-Financeira
Margem Financeira – Não Juros
Margem Financeira Não Juros - Composição
R$ m ilhões
Margem Financeira - Não Juros
9M10
Créditos
Captações
Seguros
TVM/Outros
Total
-
9M09
(72)
3T10
2T10
Variação
Acum ulado Trim estre
-
-
(194)
(181)
(67)
(64)
(13)
72
422
405
278
75
17
838
1.065
2.026
2.178
187
398
373
384
(1.188)
(1.113)
(3)
203
(186)
14
O resultado da margem financeira advinda de resultados de “não juros” no 3º trimestre de 2010 atingiu
R$ 398 milhões contra R$ 384 milhões apresentados no 2º trimestre de 2010. Em relação ao acumulado de
setembro de 2010, a margem alcançou R$1.065 milhões e as variações na margem financeira de “não
juros” são decorrentes, basicamente, de:
 “Créditos”, representado por comissões na colocação de financiamentos e empréstimos. As despesas
foram reduzidas, devido à mudança na política contábil ocorrida a partir do 2º trimestre de 2008. As
comissões na colocação de financiamentos passaram a ser incorporadas aos saldos das operações de
financiamentos/arrendamentos mercantis;
 “Captações”, representado pela despesa com o Fundo Garantidor de Crédito – FGC. O crescimento nos
períodos comparados deve-se, essencialmente, ao aumento da base de clientes;
 “Seguros”, representado por ganhos com alienação de títulos de renda variável e de títulos públicos; e
 “TVM/Outros”, decréscimo de R$ 186 milhões no comparativo do 3º trimestre de 2010 com o 2º trimestre
de 2010, decorrente de menores ganhos com tesouraria/TVM. Já no comparativo entre o período
acumulado de setembro de 2010 e o mesmo período de 2009, o menor resultado em R$ 1.188 milhões,
está associado ao retorno da normalidade dos mercados nacionais/externos, os quais propiciaram
ganhos importantes no período acumulado de setembro de 2009.
56
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Seguros, Previdência e Capitalização
Análise das contas Patrimoniais e do Resultado do Grupo Bradesco de Seguros, Previdência e
Capitalização:
Balanço Patrimonial Consolidado
R$ m ilhões
Set10
Jun10
Set09
Ativo
Circulante e Realizável a Longo Prazo
98.536
94.487
86.009
Títulos e Valores Mobiliários
92.599
88.515
79.875
Prêmios de Seguros a Receber
1.427
1.423
1.493
Outros Créditos
4.510
4.549
4.641
Perm anente
Total
2.183
2.145
1.597
100.719
96.632
87.606
88.817
85.393
76.766
1.705
1.631
2.056
314
321
327
4.435
4.133
2.983
Passivo
Circulante e Exigível a Longo Prazo
Contingências Fiscais, Cíveis e Trabalhistas
Débitos de Operações de Seguros, Previdência e Capitalização
Outras Obrigações
Provisões Técnicas de Seguros
Provisões Técnicas de Vida e Previdência
Provisões Técnicas de Capitalização
Participações Minoritárias
Patrim ônio Líquido
Total
7.105
7.016
6.617
71.775
68.975
61.918
3.483
3.317
2.865
509
489
155
11.393
10.750
10.685
100.719
96.632
87.606
Demonstração Consolidada do Resultado
R$ m ilhões
9M10
9M09
3T10
2T10
Prêmios Emitidos de Seguros, Contribuição de Previdência e Receitas de Capitalização (*)
22.056
18.293
7.697
7.163
Prêmios Ganhos de Seguros, Contribuição de Previdência e Receitas de Capitalização
Resultado Financeiro da Operação
11.845
9.785
4.160
4.013
2.283
2.123
838
654
722
617
236
226
(7.063)
(6.132)
(2.472)
(2.324)
Sorteios e Resgates de Títulos e Capitalização
(1.543)
(1.225)
(573)
(519)
Despesas de Comercialização
(1.166)
(930)
(411)
(383)
Gastos Gerais e Administrativos
(1.323)
(1.003)
(482)
(439)
(18)
Receitas Operacionais Diversas
Sinistros Retidos
Outras (Receitas/Despesas Operacionais)
(76)
(142)
(42)
Despesas Tributárias
(266)
(212)
(90)
(91)
Resultado Operacional
3.413
2.881
1.164
1.119
Resultado Patrimonial
148
141
43
50
Resultado não Operacional
(26)
11
(10)
(9)
(1.410)
(1.138)
(476)
(459)
2.125
1.895
721
701
Impostos e Contribuições e Participação Minoritária
Lucro Líquido
(*) Não consideramos o efeito da RN nº 206/09 (ANS), no montante de R$ 396 milhões (Saúde), que, a partir de jan/10 extinguiu a
PPNG (SES), passando a receita de prêmios a ser contabilizada “Pro-rata temporis". Esta mudança na contabilização não afetou o
Prêmio Ganho.
Bradesco
57
Análise Econômico-Financeira
Seguros, Previdência e Capitalização
Distribuição do Resultado do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência
R$ m ilhões
Vida e Previdência
Saúde
Capitalização
Ramos Elementares e Outros
Total
3T10
450
131
50
90
721
2T10
443
122
57
79
701
1T10
409
148
65
81
703
4T09
394
129
44
35
602
3T09
347
89
65
106
607
2T09
366
107
58
107
638
1T09
357
137
50
106
650
4T08
383
113
55
(1)
550
3T10
72,4
10,7
6,3
85,3
2T10
71,8
10,2
6,1
84,7
1T10
73,3
10,6
5,6
85,2
4T09
74,3
9,6
4,6
85,3
3T09
77,2
9,9
5,4
88,9
2T09
73,3
9,9
5,4
85,5
1T09
73,7
9,5
5,6
86,2
4T08
78,0
10,1
6,0
89,7
Índices de Desempenho
Em %
Índice de Sinistralidade (1)
Índice de Comercialização (2)
Índice de Despesas Administrativas
Índice Combinado (*) (4)
(3)
(*) Exclui provisões adicionais.
(1) Sinistros Retidos/Prêmios Ganhos;
(2) Despesas de Comercialização/Prêmios Ganhos;
(3) Despesas Administrativas/Prêmios Emitidos Líquidos; e
(4) (Sinistros Retidos + Despesas de Comercialização + Outras Receitas e Despesas Operacionais) / Prêmios Ganhos + (Despesas
Administrativas + Tributos) / Prêmios Emitidos Líquidos.
Prêmios Emitidos, Contribuição de Previdência e Receita de Capitalização (*)
R$ milhões
8.040
7.697
7.196
4.933
6.685
4.096
3.910
3.697
575
520
83
3T09
952
941
120
1T10
Vida/AP/VGBL/PGBL/Tradicionais
658
594
526
55
4T
Auto/RE
1.925
1.845
935
855
812
3.690
1.705
1.622
1.573
Saúde
7.163
82
2T
Capitalização
77
3T
Demais Ramos
Total
(*) Não consideramos o efeito da RN nº 206/09 (ANS), no montante de R$ 396 milhões (Saúde), que a partir de jan/10 extinguiu a
PPNG (SES), passando a receita de prêmios a ser contabilizada “Pro-rata temporis". Esta mudança na contabilização não afetou o
Prêmio Ganho.
No comparativo entre o 3º trimestre de 2010 e o mesmo período do ano anterior, houve incremento de
15,1% nos prêmios emitidos, contribuição de previdência e receita de capitalização.
No segmento de seguros, previdência e capitalização, conforme informações divulgadas pela Susep e pela
ANS, a Bradesco Seguros e Previdência arrecadou, até agosto de 2010, R$ 17,0 bilhões e manteve a
liderança do ranking com 24,8% de participação no mercado. No mesmo período, R$ 78,8 bilhões foram
arrecadados pelo setor de seguros.
58
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Seguros, Previdência e Capitalização
Índices de Sinistralidade por Ramo
77,2
74,3
89,5
89,2
73,3
72,2
46,9
46,3
3T09
4T
Saúde
Auto/RCF
72,4
71,8
91,3
89,1
86,4 83,0
72,2
61,9
85,7
67,7
73,3
64,0
60,3
42,8
41,8
1T10
2T
Vida/AP/VGBL
90,9
80,7
72,4
80,6
72,3
Ramos Elementares
57,5
47,1
3T
Demais Ramos
Total
Obs.: para fins de comparabilidade, excluímos do cálculo de sinistralidade (Prêmio Ganho) o complemento de Provisão Técnica de
benefícios a conceder – Remissão, no montante de R$ 149 milhões (seguro Saúde).
Índices de Comercialização de Seguros por Ramo
9,9
10,6
9,6
20,8
21,6
19,8 19,2
19,0
3T09
Saúde
4T
Auto/RCF
1T10
Vida/AP/VGBL
17,2
18,2
4,8
4,6
4,5
4,1
17,4
17,2
16,6 17,0 16,7
16,8
3,9
10,7
10,2
21,9 21,5
2T
Ramos Elementares
3T
Total
Obs.: para fins de comparabilidade, excluímos do cálculo de comercialização (Prêmio Ganho) o complemento de Provisão Técnica de
benefícios a conceder – Remissão, no montante de R$ 149 milhões (seguro Saúde).
Índice de Eficiência
6,1
6,3
2T
3T
5,6
5,4
4,6
3T09
4T
1T10
Gastos Gerais e Administrativos / Faturamento
Bradesco
59
Análise Econômico-Financeira
Seguros, Previdência e Capitalização
Provisões Técnicas de Seguros
As provisões técnicas do Grupo Segurador
representavam 31,1% do mercado segurador em
agosto de 2010, conforme dados da Susep e
ANS.
Provisões Totais
R$ milhões
64.587
66.673
68.828
Dez08
Mar09
Jun
71.400
Set
R$ milhões
R$ milhões
56.052
57.384
Dez08
Mar09
59.533
Jun
65.692
Dez
Mar10
68.975
Jun
Set
3.416
3.429
3.447
Dez08
Mar09
Jun
Capitalização
2.706
2.740
3.317
2.785
2.865
Dez
Mar10
Jun
Set
3.453
3.471
Mar10 (1)
Jun
Set
3.402
3.455
3.525
Mar10
Jun
Set
3.479
3.405
Set
Dez
Auto/RE
R$ milhões
3.024
79.308
3.555
71.775
61.918
Set
77.685
Saúde
Previdência e Vida / VGBL
67.572
82.363
75.572
3.483
R$ milhões
3.141
3.000
2.940
2.998
Jun
Set
3.162
2.315
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Dez08 Mar09 (2)
Dez
Obs. 1: Conforme RN nº 206/09 (ANS), a partir de janeiro de 2010, foi extinta a provisão de prêmios não ganhos (PPNG). Obs. 2: Conforme Circular Susep nº 379/08, a partir de janeiro de 2009, as provisões técnicas relativas ao resseguro foram
contabilizados no ativo.
60
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Bradesco Vida e Previdência
R$ m ilhões (exceto quando indicado)
3T10
Lucro Líquido
2T10
1T10
4T09
3T09
2T09
1T09
443
409
394
347
366
Receitas de Prêmios e Renda de Contribuição*
4.096
3.690
3.910
4.933
3.697
3.304
2.822
3.517
- Receitas de Planos de Previdência e VGBL
3.403
3.052
3.291
4.295
3.100
2.758
2.294
2.964
693
638
619
638
597
546
528
553
Provisões Técnicas
71.775
68.975
67.572
65.692
61.918
59.533
57.384
56.052
Carteira de Investimentos
- Receitas de Prêmios de Seguros de Vida/Acidentes Pessoais
357
4T08
450
383
75.974
72.507
70.920
68.780
64.646
61.736
59.063
57.357
Índice de Sinistralidade
49,8
44,7
45,1
50,9
48,1
43,9
43,7
48,4
Índice de Comercialização
19,8
17,5
18,8
14,4
16,5
17,1
14,9
17,5
Índice Combinado
79,9
71,5
73,9
70,6
74,4
69,4
68,6
71,9
18.918
Participantes / Segurados (milhares)
21.346
21.109
21.326
21.389
21.206
20.231
19.838
Market Share de Receitas de Prêmios e Contribuições (%)**
32,2
32,0
32,7
31,1
31,1
30,4
34,2
34,5
Market Share Vida/AP - Prêmios de Seguros (%)**
* Vida/VGBL/Tradicionais.
** No 3T10 considera dados de agosto/10.
17,0
16,8
16,8
16,8
16,3
16,0
16,6
16,8
Em função da sólida estrutura, da política de
produtos inovadores e da confiança conquistada
no mercado, a Bradesco Vida e Previdência
manteve a liderança com participação de 32,2%
da receita de planos de previdência e VGBL.
especialmente no segmento Previdência e VGBL,
que contribuiu com 11,5%; (ii) ao melhor
desempenho
no
resultado
financeiro;
e
compensado, em parte: (iii) pelo aumento na
sinistralidade no segmento Vida.
Também é líder absoluta nos planos de VGBL,
com participação de 33,5%, e de planos de
Previdência, com 23,2% (fonte: Fenaprevi - dados
agosto de 2010).
O resultado acumulado até setembro de 2010 foi
superior em 21,7% ao apresentado no mesmo
período de 2009, reflexo: (i) do aumento de
19,1% no faturamento; (ii) pelo comportamento do
índice de eficiência administrativa, que mesmo
considerando o aumento da categoria em janeiro
de 2010, manteve-se no mesmo nível de 2009; e
compensado em parte: (iii) pelo aumento da
sinistralidade do segmento Vida no período.
O lucro líquido do 3º trimestre de 2010
apresentou crescimento de 1,6% em relação ao
trimestre anterior. Tal resultado deve-se: (i) ao
crescimento
de
11,0%
no
faturamento,
Bradesco
61
Análise Econômico-Financeira
Bradesco Vida e Previdência
As provisões técnicas da Bradesco Vida e
Previdência, em setembro de 2010, atingiram
R$ 71,8 bilhões, sendo R$ 69,0 bilhões do
segmento Previdência e VGBL e R$ 2,8 bilhões
do segmento Vida, Acidentes Pessoais e demais
ramos, significando aumento de 15,9% em
relação a setembro de 2009.
A Carteira de Investimentos de Previdência e
VGBL
totalizou,
em
agosto
de
2010,
R$ 72,2 bilhões, respondendo por 35,2% dos
recursos do mercado (fonte: Fenaprevi).
Evolução dos Participantes e dos Segurados de Vida e Acidentes Pessoais
Quantidade dos Segurados de Vida e Acidentes Pessoais
Quantidade de Participantes
Em milhares
Em milhares
2.014
2.027
2.037
1.974
1.966
1.963
1.967
2.000
600
602
607
612
628
632
633
659
1.374
1.364
1.356
1.355
1.372
1.382
1.394
1.378
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Previdência
VGBL
Em setembro de 2010, o número de clientes da
Bradesco Vida e Previdência cresceu 0,7% ou
140 mil participantes em relação a setembro de
2009, ultrapassando a marca de 2,0 milhões de
participantes de planos de previdência e VGBL, e
62
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
16.944
17.872
18.268
19.239
19.389
19.312
19.082
19.309
3.275
3.318
3.402
3.528
3.733
3.168
3.212
14.704
15.056
15.964
16.071
14.009
15.910
15.554
15.576
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
2.935
Vida Apólice Específica
Vida Massificado
de 19,3 milhões de segurados de vida e acidentes
pessoais. Este expressivo crescimento foi
impulsionado pela força da marca Bradesco e
pelo acerto nas políticas de comercialização e
gestão dos produtos.
Análise Econômico-Financeira
Bradesco Saúde – Consolidado
3T10
Lucro Líquido (R$ milhões)
2T10
1T10
4T09
3T09
2T09
1T09
4T08
131
122
148
129
89
107
137
113
Prêmios Emitidos Líquidos (R$ milhões)*
1.925
1.845
1.705
1.622
1.573
1.484
1.419
1.410
Provisões Técnicas (R$ milhões)
3.471
3.453
3.405
3.555
3.479
3.447
3.429
3.416
80,7
80,6
83,0
85,7
89,2
86,0
83,6
89,4
4,8
4,6
4,5
4,1
3,9
4,0
3,8
3,7
96,1
96,2
96,8
96,8
99,4
98,2
94,5
99,5
7.468
7.236
7.075
4.310
4.193
4.063
3.929
3.826
Índice de Sinistralidade
Índice de Comercialização
Índice Combinado
Segurados (milhares)
Market Share de Prêmios Emitidos (%)**
50,7
50,4
49,4
48,7
48,1
47,4
46,9
44,6
* Não consideramos o efeito da RN nº 206/09 (ANS), no montante de R$ 396 milhões (Saúde), que, a partir de jan/10 extinguiu a
PPNG (SES), passando a receita de prêmios a ser contabilizada “Pro-rata temporis". Esta mudança na contabilização não afetou o
Prêmio Ganho.
** No 3T10 considera dados de agosto/10.
Obs.: Para fins de comparabilidade, excluímos do calculo dos índices do 1º trimestre de 2010 o complemento de Provisão Técnica de
benefícios a conceder – Remissão, no montante de R$ 149 milhões.
O lucro líquido do 3º trimestre de 2010 foi
superior em 7,4% ao resultado apurado no 2º
trimestre de 2010, em função, basicamente: (i) do
crescimento de 4,3% no faturamento; (ii) de
menores despesas administrativas, resultando em
uma melhora de 0,5 p.p. no índice de eficiência; e
(iii) da manutenção dos índices de sinistralidade e
comercialização.
individual, constituída no 1º trimestre de 2010; e
(v) pelo aumento das despesas de pessoal, em
função do acordo coletivo da categoria, ocorrido
em janeiro de 2010.
O resultado dos nove meses de 2010 apresentou
crescimento de 20,4% em relação ao mesmo
período do ano anterior, em função, basicamente:
(i) do crescimento de 22,3% no faturamento; (ii)
da melhora no resultado financeiro; (iii) da queda
de 5,0 p.p. na sinistralidade; compensado em
parte: (iv) pela constituição de provisão de
benefícios a conceder – remissão – segmento
Aproximadamente 31 mil empresas no Brasil
possuem seguros da Bradesco Saúde e planos
da Mediservice. Dentre as 100 maiores empresas
em faturamento no País, 42 são clientes da
Bradesco Saúde e Mediservice (fonte: Revista
Exame Melhores e Maiores de julho de 2010).
Em setembro de 2010, a Bradesco Saúde e a
Mediservice mantiveram posição de destaque no
segmento empresarial (fonte: ANS).
Quantidade de Segurados Bradesco Saúde – Consolidado
A Bradesco Saúde – Consolidado possui cerca de
7,5 milhões de clientes. A grande participação de
seguros empresariais no total dessa carteira
(92,5% em setembro de 2010) traduz o seu
elevado nível de especialização e personalização
no atendimento a planos empresariais, que é o
maior diferencial no atual mercado de saúde
suplementar.
A Mediservice S.A. passou a integrar o Grupo
Bradesco de Seguros e Previdência a partir de 22
de fevereiro de 2008. Com uma carteira de pouco
mais de 266 mil clientes, a Mediservice opera
planos de saúde e odontológicos para clientes
corporativos na modalidade de pós-pagamento.
Em milhares
7.075
574
3.826
4.063
3.929
4.193
4.310
235
231
239
248
244
3.685
3.824
3.958
4.079
3.578
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Saúde Empresarial
7.236
558
7.468
559
6.501
6.678
6.909
Mar10*
Jun
Set
Saúde Individual
* A partir de Mar/10, considera os clientes da Odontoprev.
Bradesco
63
Análise Econômico-Financeira
Bradesco Capitalização
3T10
Lucro Líquido (R$ milhões)
Receitas com Títulos de Capitalização (R$ milhões)
50
57
1T10
65
4T09
44
3T09
65
2T09
58
1T09
50
4T08
55
658
594
526
575
520
483
413
477
Provisões Técnicas (R$ milhões)
3.483
3.317
3.141
3.024
2.865
2.785
2.740
2.706
Clientes (milhares)
2.610
2.583
2.553
2.531
2.507
2.525
2.543
2.546
20,0
19,7
20,9
19,7
19,4
19,0
18,3
18,9
Market Share de Receitas de Prêmios e Contribuições (%)*
* No 3T10 considera dados de agosto/10.
O faturamento apresentou crescimento de 10,8%
quando comparado ao trimestre anterior. O lucro
líquido do 3º trimestre de 2010 não superou o
resultado obtido no último trimestre em função,
basicamente, da redução no resultado financeiro,
impactado pelo comportamento da rentabilidade
dos papeis indexados ao IPCA.
64
2T10
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
O resultado dos nove primeiros meses de 2010
está em linha com o resultado apurado no mesmo
período do ano anterior, em função, basicamente:
(i) do crescimento de 25,6% no faturamento; (ii)
da manutenção do índice de eficiência
administrativa nos mesmos níveis de 2009; e
compensado: (iii) pelas despesas com a
constituição de provisões técnicas, que fazem
face ao aumento das vendas, principalmente para
os produtos de pagamento único.
Análise Econômico-Financeira
Bradesco Capitalização
A Bradesco Capitalização encerrou o 3º trimestre
de 2010 em posição de destaque no mercado de
capitalização, resultado de uma política de
atuação transparente, caracterizada por adequar
os seus produtos de acordo com a demanda
potencial de consumidores.
Para oferecer o título que melhor se adapta ao
perfil e ao orçamento dos clientes, foram
desenvolvidos diversos produtos que variam de
acordo com a forma de pagamento (único ou
mensal), prazo de contribuição, periodicidade dos
sorteios e valor das premiações. Esta fase foi
marcada, principalmente, pela maior aproximação
com o público, por meio da consolidação da
família dos produtos “Pé Quente Bradesco”.
Dentre eles, podemos destacar o desempenho
dos produtos socioambientais, onde uma parte do
valor arrecadado é direcionada a projetos de
responsabilidade social, além de possibilitar ao
cliente a formação de uma reserva financeira.
Atualmente, a Bradesco Capitalização possui
parceria com as seguintes instituições de caráter
socioambiental: Fundação SOS Mata Atlântica,
que contribui para o desenvolvimento de projetos
de reflorestamento; Instituto Ayrton Senna, cujo
grande diferencial é a destinação de um
percentual do valor arrecadado com os títulos
para projetos sociais; Instituto Brasileiro de
Controle do Câncer, que contribui com o
desenvolvimento dos projetos de prevenção,
diagnóstico precoce e tratamento do câncer no
Brasil; e por fim, a Fundação Amazonas
Sustentável, onde parte do valor arrecadado é
destinada ao desenvolvimento de programas e
projetos
de
conservação
ambiental
e
desenvolvimento sustentável.
A carteira é composta por 16,7 milhões de títulos
ativos. Desse total, 32,8% são representados por
Títulos Tradicionais comercializados na Rede de
Agências e nos canais Bradesco Dia&Noite,
apresentando crescimento de 6,1% em relação a
setembro de 2009. Os outros 67,2% da carteira
são representados por títulos da modalidade
Incentivo (cessão de direito de sorteio), como por
exemplo as parcerias com a Bradesco Vida e
Previdência
e
Bradesco
Auto/RE,
que
apresentaram crescimento de 1,7% em relação a
setembro de 2009. Dado que o objetivo desse
tipo de título de capitalização é o de agregar valor
ao produto da empresa parceira ou até mesmo
incentivar a adimplência dos seus clientes, os
títulos possuem prazos de vigência e carência
reduzidos
e
baixo
valor
unitário
de
comercialização.
A Bradesco Capitalização S.A. mantém seu
sistema de gestão de qualidade, possuindo a
versão atualizada da certificação NBR ISO
9001:2008 no escopo “Gestão de Títulos de
Capitalização
Bradesco”.
Tal
certificado,
concedido pela Fundação Vanzolini, atesta a
qualidade dos seus processos internos e vem
confirmar o princípio que está na origem dos
Títulos de Capitalização Bradesco: bons
produtos, bons serviços e evolução permanente.
Em milhares
15.682
16.115
16.483
16.180
16.272
16.052
16.350
16.677
5.068
5.039
5.111
5.148
5.275
5.346
5.404
5.463
10.614
11.076
11.372
11.032
10.997
10.706
10.946
11.214
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Títulos Ativos de Cessão de Direito de Sorteio
Títulos Ativos Tradicionais
Bradesco
65
Análise Econômico-Financeira
Bradesco Auto/RE
3T10
Lucro Líquido (R$ milhões)
1T10
4T09
3T09
2T09
1T09
4T08
27
22
43
33
40
32
(11)
941
952
935
855
812
754
718
739
3.525
3.455
3.402
3.162
2.998
2.940
3.000
2.315
Índice de Sinistralidade
69,7
69,9
70,7
70,2
72,3
65,3
72,7
75,7
Índice de Comercialização
17,3
17,6
17,7
16,6
17,5
16,9
17,3
17,5
Índice Combinado
105,2
105,3
104,3
107,8
106,4
99,9
106,2
111,6
Segurados (milhares)
3.208
2.980
2.814
2.592
2.433
2.359
2.280
2.192
11,3
11,7
12,1
10,4
10,2
10,1
10,1
10,5
Prêmios Emitidos Líquidos (R$ milhões)
Provisões Técnicas (R$ milhões)
Market Share de Receitas de Prêmios e Contribuições (%)*
* No 3T10 considera dados de agosto/10.
Os prêmios de seguros do ramo Auto/RE
correspondem a 11,3% do mercado (dados do
mercado de agosto/10).
O lucro líquido do 3º trimestre de 2010
apresentou crescimento de 3,7% em relação ao
resultado apurado no trimestre anterior, em
função da redução dos índices de sinistralidade e
comercialização.
A produção acumulada até setembro de 2010
cresceu 23,8% em comparação aos valores
apurados no mesmo período do ano anterior. O
lucro líquido foi R$ 28 milhões inferior ao
acumulado de setembro de 2009, devido: (i) à
redução de capital ocorrida em dezembro de
2009, no montante de R$ 1 bilhão, que impactou
o resultado financeiro; (ii) da manutenção dos
custos de comercialização; e (iii) pelo crescimento
nas despesas administrativas, reflexo do acordo
coletivo da categoria ocorrido em janeiro de 2010.
O Grupo Bradesco de Seguros e Previdência
manteve posição de destaque entre as principais
seguradoras do Mercado Segurador Brasileiro de
Ramos Elementares, sendo que em agosto de
2010, sua participação no faturamento global do
mercado foi de 6,5% do total.
Nos ramos relativos aos Seguros Patrimoniais, a
Bradesco Auto/RE vem renovando os programas
de seguros de seus principais clientes, mediante
parcerias com os corretores especializados no
segmento e proximidade com o Bradesco
Corporate e Bradesco Empresas.
66
2T10
28
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
O excelente desempenho do setor de Petróleo e
o reaquecimento do segmento de Construção
Civil, também vêm contribuindo para o
crescimento da Bradesco Auto/RE neste
segmento.
Nos seguros de Aeronáuticos e Cascos
Marítimos, o intercâmbio com os gerentes do
Bradesco Corporate e Bradesco Empresas vem
sendo fortemente utilizado, aproveitando-se o
incremento do mercado nas vendas de aeronaves
novas, bem como no segmento marítimo, de
construções navais.
O segmento de Transportes continua sendo foco
prioritário, com investimentos fundamentais para
a alavancagem de novos negócios, destacandose a renovação do Contrato de Resseguro, que
garante importante poder de automação à
seguradora para avaliar e subscrever seus riscos
e uma consequente maior competitividade em
negócios, que apresentam melhor lucratividade
como o seguro de transportes internacionais,
voltado para embarcadores, que operam seus
negócios no comércio exterior.
Apesar da forte concorrência nos Ramos
Auto/RCF, a seguradora tem aumentado a sua
base de clientes. O aprimoramento contínuo da
precificação e criação de aplicativos de cálculo
online contribuíram para o incremento da carteira.
A participação do Grupo Bradesco de Seguros e
Previdência na carteira de Auto/RCF do mercado,
em agosto de 2010, foi de 14,8% (Fonte: Susep).
Análise Econômico-Financeira
Bradesco Auto/RE
Quantidade de Segurados do Ramo Auto/RE
Na área de seguros massificados de Ramos
Elementares, cujos seguros se destinam a
clientes pessoas físicas, profissionais liberais e
pequenas e médias empresas, o lançamento de
novos produtos, junto à melhoria contínua de
processos e sistemas, têm contribuído para o
crescimento da base de clientes, que nos últimos
12 meses apresentou um crescimento de 31,9%,
atingindo cerca de 3,2 milhões de clientes. Tal
incremento pode ser observado, principalmente,
nos seguros residenciais, devido à criação de
produtos específicos para os clientes do Banco
Bradesco, como o Residencial Preferencial, e
pela contratação conjugada do seguro Auto com
o Residencial. Destaca-se também, o excelente
desempenho de vendas do Bradesco Bilhete
Residencial.
Em milhares
3.208
2.980
2.814
2.192
2.280
2.359
2.433
2.592
1.163
1.315
1.470
1.677
924
957
990
1.025
1.268
1.323
1.369
1.408
1.429
1.499
1.510
1.531
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Auto/RCF
RE
Bradesco
67
Análise Econômico-Financeira
Receitas de Prestação de Serviços
A seguir demonstramos a composição e as variações das Receitas de Prestação de Serviços nos
respectivos períodos:
Receitas de Prestação de Serviços
Rendas de Cartão
Conta Corrente
Administração de Fundos
Operações de Crédito
Cobrança
Serviços de Custódia e Corretagens
Administração de Consórcios
Arrecadações
Underwriting / Assessoria Financeira
Outras
Total
R$ m ilhões
Variação
9M10
3.046
1.715
1.341
1.263
795
341
314
212
200
577
9.804
9M09
2.470
1.577
1.172
1.118
737
296
256
190
235
440
8.491
3T10
1.080
596
470
434
273
112
112
74
85
190
3.427
2T10
993
577
441
439
265
115
105
70
40
208
3.253
Acum ulado Trim estre
576
138
168
145
58
45
58
22
(35)
137
1.313
87
19
29
(5)
8
(3)
7
4
45
(18)
174
Na sequência, seguem as explicações dos principais itens que influenciaram a variação das Receitas de
Prestação de Serviços entre os períodos.
68
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Receitas de Prestação de Serviços
Rendas de Cartão
No 3º trimestre de 2010, o aumento de
R$ 87 milhões em relação ao trimestre anterior
deve-se, principalmente, ao aumento no número
de transações realizadas, de 230.417 mil para
250.466 mil, conjugado com o aumento das
participações acionárias na Visavale, de 34,3%
para 45,0%, a partir de agosto de 2010 e na
Cielo, de 26,6% para 28,7%, a partir de julho de
2010.
Nos nove meses de 2010, as receitas de serviços
de cartões alcançaram R$ 3.046 milhões, com
crescimento de 23,3%, ou R$ 576 milhões,
quando comparados com o mesmo período do
ano anterior. Tal desempenho decorreu,
principalmente, do acréscimo das receitas sobre
compras e serviços originado pelo incremento de
59,1% da base de cartões, que evoluiu de 88.421
mil em setembro de 2009 para 140.638 mil em
setembro de 2010, devido, principalmente, ao
crescimento orgânico do negócio e à
incorporação do Banco Ibi. Cabe destacar que,
este desempenho positivo apresentado nas
rendas de serviços de cartão, foi compensado em
parte, pela redução na participação acionária
detida na Cielo, que passou de 39,3% para 26,6%
em julho de 2009 e para 28,7% a partir de julho
de 2010.
Número de Transações
Em milhões
877
161,1
4T08
834
1.080
953
972
222,5
215,7
993
851
250,5
785
158,1
166,1
1T09
2T
230,4
175,9
3T
4T
Transações - Cartões de Crédito (*)
1T10
2T
3T
Rendas de Cartão (R$ milhões)
Base de Cartões
Em milhões
83,2
85,2
86,3
88,4
48,0
49,6
49,9
50,9
35,2
35,6
36,4
37,5
Dez08
Mar09
Jun
Set
Cartões de Crédito (*)
135,6
137,8
140,7
132,9
53,3
54,6
55,9
57,3
79,6
81,0
81,9
83,4
Dez
Mar10
Jun
Set
Cartões de Débito
Faturamento
No acumulado dos nove meses de 2010, o
faturamento com cartões de crédito alcançou
R$ 54.068 milhões, crescimento de 43,5% em
relação aos nove meses do ano anterior, assim
como o aumento de 39,3% referente ao número
de transações realizadas com cartões de crédito,
que foi de 500.038 mil para 696.630 mil.
19.302
R$ milhões
18.088
17.626
16.678
12.641
4T08
11.789
1T09
12.552
2T
13.336
3T
4T
1T10
2T
3T
Cartões de Crédito (*)
(*) Inclusive pré-pagos, Private Label, Pague Fácil e Banco Ibi a partir do 4º trimestre de 2009.
Bradesco
69
Análise Econômico-Financeira
Receitas de Prestação de Serviços
Conta Corrente
No 3º trimestre de 2010, as receitas de serviços
de conta corrente apresentaram uma evolução de
3,3% no trimestre, em virtude, basicamente, do
aumento líquido de 579 mil novas contas
correntes (547 mil contas com clientes pessoa
física e 32 mil com clientes pessoa jurídica), além
do aumento dos serviços prestados aos nossos
clientes.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, tais receitas cresceram
R$ 138 milhões ou 8,8%, reflexo, principalmente,
da expansão da base de clientes correntistas,
cujo aumento líquido representou 1.780 mil novas
contas correntes (1.709 mil contas com clientes
pessoa física e 71 mil com clientes pessoa
jurídica).
Em milhares (Clientes Correntistas)
577
551
539
543
542
596
492
487
20.413
20.675
21.233
20.235
20.910
20.081
1.091
1.108
1.166
1.182
1.177
1.074
19.305
19.509
19.728
20.056
21.218
19.144
20.671
19.007
4T08
1T09
2T
3T
4T
1T10
2T
3T
439
434
21.876
1.205
22.455
1.237
Pessoa Física
Pessoa Jurídica
Receitas de Conta Corrente (R$ milhões)
Operações de Crédito
No 3º trimestre de 2010, as receitas decorrentes
das
operações
de
crédito
totalizaram
R$ 434 milhões, apresentando uma pequena
redução de 1,1% em relação ao trimestre anterior,
devido, basicamente, a maior concentração de
operações liquidadas antecipadamente no
2º trimestre de 2010.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, o aumento de
R$ 145 milhões decorre, principalmente: (i) do
incremento das rendas com garantias prestadas,
que evoluíram 19,2%, originadas, basicamente,
pelo aumento de 8,9% nas operações de Avais e
Fianças; e (ii) do incremento das operações
contratadas no período.
70
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
R$ bilhões (Carteira de Crédito)
304
366
362
390
180,0
180,0
179,4
181,0
54,4
54,9
55,2
56,2
53,0
52,6
51,0
72,6
72,5
4T08
1T09
405
191,0
390
198,1
208,6
67,1
217,3
71,6
60,4
63,0
50,3
54,0
49,7
53,2
50,6
73,2
74,2
80,9
84,7
88,3
91,7
2T
3T
4T
1T10
2T
3T
Pessoas Físicas
Grandes Empresas
Micro, Pequenas e Médias Empresas
Receitas de Operações de Crédito (R$ milhões)
Análise Econômico-Financeira
Receitas de Prestação de Serviços
Administração de Fundos
No 3º trimestre de 2010, o crescimento de
R$ 29 milhões na receita com administração de
fundos em relação ao trimestre anterior, deve-se
principalmente, ao incremento de 7,5% no volume
de recursos captados no trimestre e a maior
quantidade de dias úteis.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, o aumento de
R$ 168 milhões ou 14,3% deve-se, basicamente,
ao desempenho dos recursos captados sob
administração do Bradesco, que variou 19,5%.
Destaque para os investimentos em fundos de
renda variável, cuja evolução foi de 25,5% no
período, seguidos pelos fundos de renda fixa,
com evolução de 20,4%.
R$ bilhões (Carteira de Fundos)
421
386
369
4T08
201,0
1T09
430
429
382
283,0
236,9
187,2
470
441
247,7
258,6
263,3
1T10
2T
211,7
2T
3T
4T
3T
Fundos e Carteiras Administradas
Receita de Administração de Fundos (R$ milhões)
Set/10
258.809
17.825
6.412
283.046
R$ m ilhões
Jun/10
238.400
17.260
7.637
263.297
Set/09
214.094
17.050
5.767
236.911
Variação %
Trim estre
12 m eses
8,6
20,9
3,3
4,5
(16,0)
11,2
7,5
19,5
Fundos de Investimento – Renda Fixa
Fundos de Investimento – Renda Variável
Fundos de Investimento – Fundos de Terceiros
Total - Fundos de Investim ento
Set/10
232.295
26.514
5.055
263.864
R$ m ilhões
Jun/10
215.561
22.839
6.332
244.732
Set/09
192.962
21.132
4.879
218.973
Variação %
Trim estre
12 m eses
7,8
20,4
16,1
25,5
(20,2)
3,6
7,8
20,5
Carteiras Administradas – Renda Fixa
Carteiras Administradas – Renda Variável
Carteiras Administradas – Fundos de Terceiros
Total - Carteiras Adm inistradas
8.918
8.907
1.357
19.182
9.434
7.826
1.305
18.565
8.837
8.213
888
17.938
(5,5)
13,8
4,0
3,3
0,9
8,5
52,8
6,9
241.213
35.421
6.412
283.046
224.995
30.665
7.637
263.297
201.799
29.345
5.767
236.911
7,2
15,5
(16,0)
7,5
19,5
20,7
11,2
19,5
Patrim ônio Líquido
Fundos de Investimento
Carteiras Administradas
Cotas de Fundos de Terceiros
Total
x
Distribuição de Ativos
Total Renda Fixa
Total Renda Variável
Total Fundos de Terceiros
Total Geral
Bradesco
71
Análise Econômico-Financeira
Receitas de Prestação de Serviços
Soluções de Cash Management (Cobrança e Arrecadações)
O incremento de R$ 12 milhões, ou 3,6% desta
receita no 3º trimestre de 2010 em relação ao
trimestre anterior, está relacionado, basicamente,
ao acréscimo nos negócios e à quantidade de
documentos processados, de 364 milhões para
387 milhões no período comparativo.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, o aumento de 8,6% ou
R$ 80 milhões na receita com Cobrança e
Arrecadações, deve-se, também, ao aumento no
volume de documentos processados, que evoluiu
de 945 milhões nos nove meses de 2009 para
1.096 milhões nos nove meses de 2010.
311
315
4T08
303
299
1T09
364
329
343
345
318
325
326
335
310
2T
3T
4T
1T10
2T
313
387
347
3T
Receitas de Cobrança e Arrecadações (R$ milhões)
Documentos Processados (em milhões)
Administração de Consórcios
O aumento de 4,6% na quantidade de cotas
ativas no 3º trimestre de 2010, permitiu à
Bradesco Consórcios um incremento de 20,4 mil
cotas, resultando em uma evolução de 6,7% nas
receitas em comparação ao trimestre anterior,
assegurando a sua liderança nos segmentos em
que
atua
(imóveis,
automóveis
e
caminhões/tratores).
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período do ano anterior, a evolução de
22,7% nas receitas, decorre do recebimento de
lances e do aumento na venda de novas cotas,
variando de 380.883 cotas ativas em 30 de
setembro de 2009 para 454.146 em 30 de
setembro de 2010.
72
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
346
351
362
381
396
413
434
105
84
80
4T08
1T09
85
2T
91
3T
95
97
4T
1T10
2T
Receitas de Administração de Consórcios (R$ milhões)
Quantidade de Cotas Ativas de Consórcio (em milhares)
454
112
3T
Análise Econômico-Financeira
Receitas de Prestação de Serviços
Serviços de Custódia e Corretagem
No 3º trimestre de 2010, o total das receitas com
serviços de custódia e corretagem apresentou
pequena redução de 2,6%. Tal comportamento
decorre, basicamente, da redução das receitas
com corretagem, devido ao menor volume
negociado na BM&FBovespa neste trimestre,
compensado pelo aumento das receitas oriundas
dos serviços de custódia.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, a evolução de 15,2% da
receita está relacionada, principalmente, à
recuperação dos volumes negociados na
BM&FBovespa, que impactaram as receitas com
corretagem e ao crescimento das receitas
oriundas de serviços de custódia, face o
crescimento dos ativos custodiados.
674
532
415
382
101
563
590
596
116
114
115
112
4T
1T10
2T
3T
454
101
106
89
4T08
1T09
2T
3T
Receitas de Serviços de Custódia e Corretagem (R$ milhões)
Ativos Custodiados (R$ bilhões)
Underwriting / Assessoria Financeira
O aumento de R$ 45 milhões no comparativo
trimestral refere-se, principalmente, a maiores
ganhos com operações no mercado de capitais
ocorridos no 3º trimestre de 2010, com destaque
para a operação de IPO da Petrobrás.
R$ milhões
167
105
85
75
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, a redução de
R$ 35 milhões, refere-se, principalmente, ao
ganho com operações no mercado de capitais
ocorrido no 2º trimestre de 2009, com destaque
para a operação de IPO da Cielo.
46
17
22
4T08
1T09
2T
3T
40
4T
1T10
2T
3T
Underwriting / Assessoria Financeira
Bradesco
73
Análise Econômico-Financeira
Despesas Administrativas e de Pessoal
Despesas Administrativas e de Pessoal
Despesas Administrativas
Serviços de Terceiros
Comunicação
Depreciação e Amortização
Processamento de Dados
Propaganda e Publicidade
Transportes
Aluguéis
Manutenção e Conservação de Bens
Arrendamento de Bens
Serviços do Sistema Financeiro
Materiais
Segurança e Vigilância
Água, Energia e Gás
Viagens
Outras
Total
X
Despesas de Pessoal
Estrutural
Proventos/Encargos Sociais
Benefícios
Não Estrutural
Participação dos Administradores e Funcionários
Provisão para Processos Trabalhistas
Treinamentos
Custo de Rescisão
Total
x
Total das Despesas Adm inistrativas e de Pessoal
9M10
9M09
3T10
2T10
R$ milhões
Variação
Acumulado Trimestre
2.246
1.025
710
615
521
466
420
331
272
267
204
203
156
89
751
8.275
1.705
893
513
560
306
376
411
302
302
191
161
185
146
55
641
6.747
791
348
250
219
212
163
139
113
87
89
75
70
48
39
246
2.890
730
343
239
206
157
161
137
110
87
92
66
66
53
29
262
2.738
541
132
197
55
215
90
9
29
(30)
76
43
18
10
34
110
1.528
61
5
11
13
55
2
2
3
(3)
9
4
(5)
10
(16)
152
5.510
4.214
1.296
1.259
736
378
68
77
6.769
4.892
3.801
1.091
994
582
284
71
57
5.886
1.945
1.491
454
466
274
141
30
21
2.411
1.831
1.407
424
407
228
128
26
25
2.238
618
413
205
265
154
94
(3)
20
883
114
84
30
59
46
13
4
(4)
173
15.044
12.633
5.301
4.976
2.411
325
No 3º trimestre de 2010, o total das Despesas Administrativas e de Pessoal somou R$ 5.301 milhões, com
evolução de 6,5% em relação ao trimestre anterior.
Tanto no comparativo entre nove meses quanto entre trimestres, os aumentos são decorrentes
essencialmente do crescimento orgânico dos negócios e da consolidação do Banco Ibi em novembro de
2009, impactando o período de 2010.
Despesas de Pessoal
74
No 3º trimestre de 2010, as Despesas de Pessoal
alcançaram R$ 2.411 milhões, um aumento de
7,7%, ou de R$ 173 milhões, em relação ao
trimestre anterior.
valor de R$ 26 milhões, sendo que os últimos
itens foram impactados por novas contratações,
cujo
incremento
líquido
foi
de
2.799
colaboradores no período.
Na parcela “estrutural”, o acréscimo de
R$ 114 milhões decorre, basicamente: (i) do
ajuste para aumento dos níveis salariais,
conforme convenção coletiva e atualização de
obrigações
trabalhistas,
no
valor
de
R$ 76 milhões, dos quais R$ 29 milhões referemse ao aumento de folha mensal recorrente a partir
de setembro de 2010; (ii) das maiores despesas
com proventos e encargos sociais, no valor de
R$ 12 milhões; e (iii) dos maiores benefícios, no
Na parcela “não estrutural”, o aumento de
R$ 59 milhões, decorre principalmente de: (i)
maiores despesas com participação nos lucros e
resultados dos administradores e colaboradores
(PLR), no valor de R$ 46 milhões, de acordo com
a convenção coletiva; e (ii) maior provisão para
processos
trabalhistas,
no
valor
de
R$ 13 milhões.
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Análise Econômico-Financeira
Despesas Administrativas e de Pessoal
Despesas de Pessoal
No comparativo entre os nove meses de 2010 e
os nove meses de 2009, o aumento de
R$ 883 milhões foi decorrente: (i) da parcela
“estrutural”, no valor de R$ 618 milhões,
basicamente, relacionada: (a) às maiores
despesas com proventos, encargos sociais e
benefícios, originadas, em parte, pelo aumento
dos níveis salariais; e (b) ao aumento líquido do
quadro de colaboradores em 6.976 nos últimos 12
meses, que inclui a incorporação do Banco Ibi; e
(ii) do aumento de R$ 265 milhões na parcela
“não estrutural”, originada basicamente por: (a)
R$ 154 milhões relativos às maiores despesas
com participação nos lucros e resultados dos
administradores e colaboradores (PLR); e (b)
maiores despesas com provisão para processos
trabalhistas, no valor de R$ 94 milhões.
Evolução do Quadro de Pessoal (quantidade)
86.622
86.650
85.027
87.674
88.080
89.204
92.003
85.871
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez (*)
Mar10
Jun
Set
(*) A partir de Dez/09, considera os colaboradores do Banco Ibi e Ibi Promotora.
Despesa de Pessoal por Funcionário - R$ mil
25,0
22,3
21,4
23,7
24,1
25,1
Evolução das despesas com Provisões para Processos
Trabalhistas - R$ milhões
141
26,2
128
22,2
105
111
109
4T
1T10
97
4T08
1T09
2T
3T
4T
1T10
2T
3T
85
82
4T08
1T09
Ativos Totais por Funcionário - R$ mil
2T
3T
2T
3T
Clientes de Contas Correntes por Funcionário (unidade)
6.651
5.564
5.619
Mar09
Jun
5.712
5.774
6.047
6.256
5.246
Dez08
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
232
233
238
243
238
241
245
244
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Bradesco
75
Análise Econômico-Financeira
Despesas Administrativas e de Pessoal
Depósitos Totais por Funcionário - R$ mil
1.899
1.952
1.951
1.976
1.951
1.938
Funcionários por Agência, PAB, PAE e PAA (unidade)
2.001
2.024
12,2
Dez08
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Dez08
11,9
11,6
11,4
11,6
11,5
11,4
11,6
Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
Jun
Set
Despesas Administrativas
No 3º trimestre de 2010, as despesas
administrativas somaram R$ 2.890 milhões,
apresentando um aumento de 5,6% ou
R$ 152 milhões, em relação ao trimestre anterior.
As principais variações foram: (i) R$ 61 milhões
relativos
a
serviços
de
terceiros;
(ii)
R$ 55 milhões de despesas com propaganda e
publicidade; e (iii) R$ 13 milhões com maiores
despesas de processamento de dados.
Ao comparar os nove meses de 2010 com os
nove meses de 2009, o crescimento de
R$ 1.528 milhões ou 22,6%, deve-se
essencialmente: (i) ao crescimento orgânico e
consequente incremento dos pontos de
atendimento (de 42.563 em 30 de setembro de
2009 para 52.015 em 30 de setembro de 2010);
(ii) ao aumento do volume de negócios; (iii) aos
reajustes contratuais; (iv) à incorporação do
Banco Ibi; e (v) às maiores despesas com
propaganda e publicidade.
Despesas Administrativas por Agência, PAB, PAE e
PAA - R$ mil
Despesas Administrativas e Pontos de Atendimento
52.015
49.154
38.027
39.275
41.003
42.563
44.577
4T08
2.155
2.233
1T09
2T
2.647
2.738
1T10
2T
2.890
297
302
1T09
2T
345
349
1T10
2T
364
315
2.359
3T
Despesas Administrativas (R$ milhões)
76
363
324
2.746
2.298
46.570
4T
3T
Pontos de Atendimento - unidades
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
4T08
3T
4T
3T
Análise Econômico-Financeira
Índice de Cobertura Operacional (*)
Neste trimestre, o índice de cobertura acumulado
nos últimos 12 meses apresentou uma melhora
de 0,2 p.p. refletindo: (i) o aumento das receitas
de prestação de serviços; e compensado, em
parte: (ii) pelo aumento das despesas
administrativas e de pessoal, originadas
essencialmente da expansão dos negócios e do
impacto da convenção coletiva.
Em %
68,4
67,2
67,3
66,4
66,5
66,0
64,9
65,1
4T08
1T09
2T
3T
4T
1T10
2T
3T
*Receitas de Prestação de Serviços / Despesas Administrativas e
de Pessoal (acumulado 12 meses).
Despesas Tributárias
O aumento de R$ 45 milhões nas despesas
tributárias, em relação ao 2º trimestre de 2010,
decorre, basicamente, do acréscimo nas
despesas com Cofins, em função do aumento das
receitas tributáveis obtidas no 3º trimestre de
2010.
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período do ano anterior, as despesas
tributárias apresentaram um aumento de
R$ 421 milhões, basicamente, reflexo do aumento
das despesas com ISS/PIS/Cofins, oriundas do
aumento das receitas tributárias, principalmente
da margem financeira e das receitas de prestação
de serviços.
R$ milhões
779
749
734
1T10
2T
694
587
615
639
498
4T08
1T09
2T
3T
4T
3T
Bradesco
77
Análise Econômico-Financeira
Resultado de Participações em Coligadas
No 3º trimestre de 2010, o resultado de
participações
em
coligadas
registrou
R$ 19 milhões, mantendo-se estável em relação
ao trimestre anterior.
R$ milhões
82
55
47 46
39
No comparativo entre os nove meses de 2010 e o
mesmo período do ano anterior, o acréscimo de
R$ 9 milhões é decorrente, principalmente, de
maiores resultados obtidos na coligadas IRB –
Brasil Resseguros, no valor de R$ 13 milhões.
29
25
19
13
10
6
19
9
7
(1)
(13)
4T
1T09
2T
3T
4T
Resultado de Participações em Coligadas
1T10
2T
3T
IRB - Brasil Resseguros S.A
Outras Despesas Operacionais (Líquidas das Receitas Operacionais)
No 3º trimestre de 2010, as outras despesas
operacionais, líquidas de outras receitas
operacionais totalizaram R$ 598 milhões,
apresentando variação de R$ 10 milhões no
período ou 1,7%, apresentado uma pequena
variação, quando se observa os últimos
trimestres. Este crescimento reflete, basicamente,
a maior constituição de provisões operacionais.
No comparativo entre os nove meses de 2010,
com o mesmo período do ano anterior, o aumento
de outras despesas operacionais, líquidas de
outras receitas operacionais, no valor de
R$ 326 milhões, decorre, principalmente, de
maiores despesas com: (i) constituição de
provisões operacionais, com destaque para as
contingências cíveis; (ii) amortização de ágios; e
(iii) despesas operacionais, oriundas da
incorporação do Banco Ibi em novembro/09.
78
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
R$ milhões
(539)
(539)
(550)
3T
4T
1T10
(588)
(598)
2T
3T
(459)
(412)
(259)
4T08
1T09
2T
Análise Econômico-Financeira
Resultado Operacional
No 3º trimestre de 2010, o Resultado Operacional
alcançou R$ 3.714 milhões, uma evolução de
1,9%, ou aumento de R$ 68 milhões em relação
ao trimestre anterior, impactado, principalmente:
(i) pelo crescimento da margem financeira, no
valor de R$ 255 milhões; (ii) pela redução da
despesa de provisão para devedores duvidosos,
no valor de R$ 102 milhões; (iii) pelo aumento das
receitas de prestação de serviços, no valor de
R$ 174 milhões; e compensado pelo: (iv)
acréscimo das despesas de pessoal e
administrativas, no valor de R$ 325 milhões; (v)
pela redução do resultado operacional de
Seguros, Previdência e Capitalização, no valor de
R$ 83 milhões; e (vi) aumento das despesas
tributárias, no valor de R$ 45 milhões.
No comparativo dos nove meses de 2010 em
relação ao mesmo período do ano anterior, o
aumento de R$ 2.893 milhões ou de 37,9%,
decorreu, em grande parte: (i) da redução da
despesa de provisão para devedores duvidosos,
no valor de R$ 2.380 milhões; (ii) do crescimento
da
margem
financeira,
no
valor
de
R$ 1.776 milhões; (iii) do aumento nas receitas de
prestações
de
serviços,
no
valor
de
R$ 1.313 milhões; (iv) do aumento do resultado
operacional
de
Seguros,
Previdência
e
Capitalização, no valor de R$ 573 milhões;
compensado em parte: (v) pelo aumento das
despesas de pessoal e administrativas, no valor
de R$ 2.411 milhões; (vi) pelo aumento das
despesas tributárias, no valor de R$ 421 milhões;
e (vii) pelo aumento de outras despesas (líquidas
das outras receitas) operacionais, no valor de
R$ 326 milhões.
R$ milhões
3.646
3.714
2T
3T
(12)
(10)
2T
3T
3.171
2.613
2.680
2.338
4T08
1T09
2T
2.345
2.428
3T
4T
1T10
Resultado não Operacional
No 3º trimestre de 2010, o resultado não
operacional registrou R$ 10 milhões, variação de
R$ 2 milhões em relação ao trimestre anterior,
basicamente, em função da redução das perdas
com alienação de bens.
R$ milhões
96
72
63
37
4
No comparativo dos nove meses de 2010 em
relação ao mesmo período do ano anterior, a
variação deve-se, basicamente, à maiores
ganhos com alienação de bens, com destaque
para a alienação de ações da Visa Inc..
(62)
4T08
1T09
2T
3T
4T
1T10
Bradesco
79
Retorno aos Acionistas
3
Gestão, Elaboração e
Divulgação de Relatórios
de Análise Econômica
Financeira e Demonstrações
Contábeis Consolidadas
da Organização Bradesco
8
Retorno aos Acionistas
Sustentabilidade
O Bradesco foi mais uma vez selecionado para
integrar o Índice Dow Jones de Sustentabilidade
(Dow Jones Sustainability Index), índice da Bolsa
de Valores de Nova Iorque que reúne
companhias com as melhores práticas de
sustentabilidade. A inclusão do Bradesco no DJSI
representa, na prática, uma forma de
reconhecimento pelo mercado de capitais das
ações estratégicas adotadas pela Organização
com o objetivo de promover o desenvolvimento
sustentável.
Em junho de 2010, o Bradesco participou dos
eventos Equator Principles Financial Institutions
Annual Meeting e do IFC (International Finance
Corporation – membro do World Bank Group)
Community of Learning realizado em Washington,
DC. Na ocasião também foram discutidos os
assuntos pontuados no evento EPFI-NGO
Meeting, objetivando o diálogo entre as
Instituições Financeiras Signatárias dos Princípios
do
Equador
e
as
Organizações
Não
Governamentais, que ocorreu em fevereiro de
2010, na Suíça do qual o Bradesco também
participou. Ainda no dia 22 de julho o Bradesco
esteve presente no evento Review of Its Social
and Environmental Standards, Disclosure Policy
organizado
pela
IFC,
reforçando
seu
posicionamento pela constante atualização das
informações
e
incremento
de
critérios
socioambientais nos financiamentos a projetos.
No dia 13 de julho, o Bradesco realizou o 8º
Encontro de Fornecedores. O evento, que tem o
objetivo de apresentar a estratégia de
sustentabilidade do Banco, reuniu 130 empresas
fornecedoras. São mais de 800 empresas que já
participaram do encontro desde a sua primeira
edição, em 2006.
Até 31 de outubro, o Bradesco estará
disponibilizando
pontos
de
coleta
para
arrecadação de resíduos tecnológicos em seus
prédios administrativos. O material arrecadado
será enviado a uma empresa especializada, que
fará o processamento dos equipamentos,
transformando-os
em
matéria-prima
para
indústrias de cerâmica, vidro, tintas, etc.
Foi lançado pela Bradesco Auto/RE, um produto
exclusivo para atender os moradores do Morro
Dona Marta, no Rio de Janeiro: o Bradesco
Bilhete Residencial Estou Seguro. O valor anual
da apólice é a partir de R$ 9,90, e sua
contratação é simplificada e desburocratizada.
Para esclarecer os clientes sobre os conceitos do
seguro, a Bradesco Auto/RE elaborou uma
cartilha com linguagem objetiva, que está sendo
distribuída gratuitamente aos moradores.
A Revista Época reconheceu o Bradesco como
Líder em Políticas Climáticas no Prêmio Época de
Mudanças Climáticas. A iniciativa, realizada em
parceria com a PricewaterhouseCoopers (PwC),
destaca as ações e políticas de empresas que
visam reduzir as emissões de carbono de suas
operações.
Área de Relações com Investidores – RI
O Banco Bradesco, em continuidade ao ciclo de
Encontros Apimec 2010, realizou no 3° trimestre
oito encontros, passando pelas cidades de
Florianópolis, Curitiba, Fortaleza, Belo Horizonte,
Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São
Paulo. Nesses eventos, estiveram presentes mais
de 2.500 pessoas entre analistas, acionistas,
clientes e investidores. Todos os Encontros foram
transmitidos ao vivo pela internet, em português e
inglês, contando com a participação de mais de
82 Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Junho de 2009
19 mil internautas. O resumo de todos os eventos
e o replay do encontro de São Paulo estão
disponíveis no site www.bradesco.com.br/ri.
A Área de Relações com Investidores, em
parceria com a Bradesco Ágora Corretora, esteve
presente na 8° edição da Expomoney São Paulo.
Cerca de 20 mil pessoas participaram nos três
dias do evento, que foi voltado à educação
financeira.
Retorno aos Acionistas
Governança Corporativa
Em setembro de 2010, o Bradesco recebeu o
Escore Gamma 7 (Governance, Accountability,
Management Metrics and Analysis), numa escala
de 1 a 10, atribuído pela Standard & Poor’s
Governance Services, que ratifica seus fortes
processos e práticas gerais de governança
corporativa, sendo a primeira empresa brasileira a
torná-lo
público.
Vale
destacar
que,
mundialmente, o maior Escore de Governança já
divulgado pela Standard & Poor´s foi de 7+. O
Banco também possui a classificação AA (Ótimas
Práticas de Governança Corporativa) da Austin
Rating.
Integrada de Riscos e Alocação de Capital), além
de outros 41 Comitês Executivos, que auxiliam a
Diretoria Executiva em suas atividades.
Aos acionistas é assegurado, além do Tag Along
de 100% para as ações ordinárias e de 80% para
as ações preferenciais, dividendo mínimo
obrigatório de 30% do lucro líquido ajustado,
percentual superior ao mínimo de 25%
estabelecido pela Lei das S.As. Às ações
preferenciais são conferidos, ainda, dividendos
10% maiores do que os atribuídos às ordinárias.
Em 10 de março e em 10 de junho de 2010,
foram aprovadas todas as matérias propostas
para as Assembleias Gerais.
Relativamente à estrutura de Governança
Corporativa, o Conselho de Administração do
Bradesco conta com o apoio de 5 Comitês
Estatutários (Conduta Ética, Auditoria, Controles
Internos e Compliance, Remuneração e Gestão
Para
mais
informações,
http://www.bradesco.com.br/ri
Governança Corporativa.
favor
-
acessar
Seção
Ações Bradesco
Quantidade de Ações – ON e PN (*)
Em m ilhares
Set10
Dez09
Dez08
Dez07
ON
1.881.225
1.710.205
1.534.806
1.009.337
500.071
489.450
PN
1.881.225
1.710.346
1.534.900
1.009.337
500.812
489.939
Subtotal – em Circulação
3.762.450
3.420.551
3.069.706
2.018.674
1.000.883
979.389
6.535
163
2.246
758
464
3.427.086
3.069.869
2.020.920
1.001.641
979.853
Ações em Tesouraria
Total
3.762.450
Dez06
Dez05
(*) Não considera bonificações e desdobramentos realizados nos períodos.
Em 30 de setembro de 2010, o Capital Social do
Banco Bradesco era de R$ 28,5 bilhões,
composto por 3.762.450 mil ações, sendo
1.881.225 mil ações ordinárias e 1.881.225 mil
ações preferenciais, na forma escritural e sem
valor nominal. A maior acionista é a empresa
holding Cidade de Deus Participações, que detém
diretamente 47,6% do nosso capital votante e
23,8% do nosso capital total.
Os controladores da Cidade de Deus
Participações são a Família Aguiar, a Fundação
Bradesco e outra empresa holding, a Nova
Cidade de Deus Participações, empresa
controlada pela Fundação Bradesco e pela Elo
Participações e Investimento, cujos acionistas
são, em sua maioria, membros do Conselho de
Administração, da Diretoria Estatutária do
Bradesco e funcionários qualificados.
Bradesco
83
Retorno aos Acionistas
Quantidade de Acionistas – Residentes no País e Exterior
Set10
Pessoas Físicas
339.339
Pessoas Jurídicas
Subtotal de Residentes no País
89,7
24,5
Set09
Participação no
Capital (%)
%
346.844
89,8
25,5
37.218
9,8
43,8
37.719
9,7
43,8
376.557
99,5
68,3
384.563
99,5
69,3
1.774
0,5
31,7
1.748
0,5
30,7
378.331
100,0
100,0
386.311
100,0
100,0
Residentes no Exterior
Total
Participação no
Capital (%)
%
Com relação aos acionistas do Bradesco,
residentes no País e no Exterior, em 30 de
setembro de 2010, havia 376.557 acionistas com
domicílio no Brasil, representando 99,5% do total
dos acionistas e possuindo 68,3% das ações. Já
a quantidade de acionistas residentes no Exterior
era de 1.774, representando 0,5% dos acionistas
e possuindo 31,7% das ações.
Performance das Ações (*)
Em R$ (exceto quando indicado)
3T10
Lucro Líquido por Ação
2T10
Variação %
9M10
9M09
Variação %
0,67
0,65
2,6
1,89
1,55
22,1
Dividendos/JCP por Ação – ON (após IR)
0,193
0,175
10,0
0,536
0,448
19,6
Dividendos/JCP por Ação – PN (após IR)
0,212
0,194
9,7
0,588
0,493
19,3
Valor Patrimonial por Ação (ON e PN)
12,26
11,77
4,2
12,26
10,48
17,0
Cotação do último dia – ON
26,95
21,16
27,3
26,95
24,09
11,9
Cotação do último dia – PN
33,92
25,55
32,7
33,92
29,13
16,4
114.510
87.887
30,3
114.510
98.751
16,0
127.622
96.148
32,7
127.622
108.103
18,1
Valor de Mercado (R$ milhões)
(1)
Valor de Mercado (R$ milhões) - Ação Mais Líquida (2)
(*) Ajustado pelos eventos societários ocorridos nos períodos.
(1) Quantidade de ações (descontadas as ações em tesouraria) x cotação de fechamento das ações ON e PN do último dia do período;
(2) Quantidade de ações (descontadas as ações em tesouraria) x cotação de fechamento da ação PN do último dia do período.
As ações preferenciais do Bradesco registraram
no 3º trimestre de 2010 uma forte performance,
subindo 32,7% no trimestre e acumulando no ano
uma alta de 12,8%. Já as ações ordinárias
subiram 27,3% no trimestre e no acumulado no
ano 8,7%.
O desempenho das ações do Banco no trimestre
foi superior ao do Mercado e dos pares, refletindo
em nossa visão o bom resultado apresentado no
segundo trimestre.
84 Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Junho de 2009
O 3º trimestre foi marcado por uma continuada
melhora das expectativas em relação à situação
da Europa. Além disso, apesar de sinais de
desaceleração da economia dos Estados Unidos
que inicialmente pesou sobre o mercado, a
sinalização pelo FED (Banco Central dos EUA) de
que estaria pronto a fazer um afrouxamento
monetário para dar suporte à economia repercutiu
positivamente sobre o Mercado.
Retorno aos Acionistas
Principais Índices
Valor de Mercado: considera a cotação de
fechamento das ações ON e PN multiplicada pela
respectiva quantidade de ações (descontadas as
ações em tesouraria).
Valor de Mercado/Patrimônio Líquido: indica a
quantidade de vezes que o valor de mercado do
Banco é superior ao seu patrimônio líquido
contábil.
Fórmula utilizada: Valor de Mercado dividido pelo
Patrimônio Líquido Contábil.
Dividend Yield: é a relação entre o preço da
ação e os dividendos e/ou JCP distribuídos aos
acionistas nos últimos 12 meses, indicando o
retorno do investimento pela participação nos
lucros.
Fórmula utilizada: valor recebido pelos acionistas
a título de dividendos e/ou JCP nos últimos 12
meses dividido pela cotação de fechamento da
ação PN do último dia do período.
Valor de Mercado / Patrimônio Líquido
1,9
2,5
2,2
2,5
2,3
1,8
Dez08 Mar09
Jun
Set
Dez
Mar10
2,5
2,0
Jun
Set
Dividend Yield - %
4,2
4T08
4,0
1T09
3,6
2,7
2,7
2,5
2,6
2T
3T
4T
1T10
2,3
2T
3T
Bradesco
85
Retorno aos Acionistas
Participação nos Principais Índices do Mercado de Ações
O Bradesco compõe a carteira teórica de ações dos principais índices do mercado acionário brasileiro, com
destaque para o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial), o ITAG (Índice de Ações com Tag Along
Diferenciado) e o IGC (Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada). Em Set/10, o Bradesco
possuía a maior participação na carteira teórica do IFNC (Índice Financeiro) lançado em Jan/10.
Em %
Set10
Ibovespa
6,8
IB rX - 100
7,5
Ifinanceiro (IFNC)
20,5
ISE
(1)
2,9
IB rX - 50
(1)
5,0
IGC
6,8
ITAG
12,8
Em 2010, foram adotadas novas regras para composição da carteira do índice (limite por setor 15%).
Dividendos/Juros sobre o Capital Próprio – JCP
Nos primeiros nove meses de 2010, foram
destinados R$ 2.408 milhões aos acionistas sob a
forma de Dividendos e JCP, equivalentes a 31,6%
do
lucro
líquido
contábil
do
período.
Considerando o acumulado dos últimos 12
35,9%
31,5%
meses, o percentual é equivalente a 35,9%. Os
montantes destinados ao longo dos anos vêm
superando os limites estabelecidos na Lei das
Sociedades Anônimas e no Estatuto Social do
Bradesco. 37,2%
35,3%
34,4%
33,1%
31,5%
31,5%
2.823
R$ milhões
2.692
35,7%
35,9%
31,5%
31,6%
2.718
2.408
2.160
1.881
12M05
12M06
Dividendos
86 Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Junho de 2009
12M07
12M08
Pay Out Líquido
12M09
Pay Out Bruto
9M10
Informações Adicionais
4
Gestão, Elaboração e
Divulgação de Relatórios
de Análise Econômica
Financeira e Demonstrações
Contábeis Consolidadas
da Organização Bradesco
8
Informações Adicionais
Market Share de Produtos e Serviços
Abaixo, demonstramos os percentuais de participação da organização em relação ao Mercado Bancário, de
Seguros e Rede de Atendimento.
Set10
Jun10
Set09
Jun09
Bancos – Fonte: Bacen
Depósito a Prazo
N/D
13,6
13,3
13,9
Depósito de Poupança
N/D
14,1
13,9
13,9
Depósito à Vista
N/D
18,5
19,1
18,4
12,5
12,6
12,6
13,2
Operações de Crédito (1)
Operações de Crédito - Veículos Pessoa Física (CDC + Leasing)
(1)
18,0
19,0
20,6
21,6
29,2 (**)
29,2
29,7
29,4
18,4 (*)
18,4
18,1
17,7
DARF – Documento de Arrecadação de Receitas Federais
21,3 (*)
21,4
21,1
20,5
DAS – Documento de Arrecadação do Simples
15,0 (*)
17,0
16,8
16,7
Cobrança On-Line (Saldo)
Quantidade de Agências
Bancos – Fonte: Receita Federal/Serpro
Bancos – Fonte: INSS/Dataprev
GPS – Guia da Previdência Social
14,6 (*)
14,6
14,3
14,2
Pagamento de Benefícios a Aposentados e Pensionistas
21,1 (*)
20,8
19,6
19,6
16,8
16,5
16,6
15,9
Prêmios de Seguros, Previdência e Capitalização
24,8 (*)
24,8
23,5
23,1
Prêmios de Seguros (inclui VGBL)
25,2 (*)
25,3
23,8
23,4
Prêmios de Seguros de Vida e Acidentes Pessoais
17,0 (*)
16,8
16,3
16,0
Prêmios de Seguros de Auto/RE
11,3 (*)
11,7
10,2
10,1
Prêmios de Seguros de Auto/RCF
14,8 (*)
15,2
13,3
13,4
Bancos – Fonte: Anbim a
Fundos de Investimento + Carteiras
Seguros, Previdência e Capitalização – Fonte: Susep e ANS
Prêmios de Seguros Saúde
50,7 (*)
50,4
48,1
47,4
Receitas com Contribuições de Previdência (exclui VGBL)
27,1 (*)
26,2
25,9
25,1
Receitas com Títulos de Capitalização
20,0 (*)
19,7
19,4
19,0
Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização
31,1 (*)
31,4
32,0
35,1
Seguros e Previdência – Fonte: Fenaprevi
Receitas com Prêmios de VGBL
33,5 (*)
33,5
32,4
31,6
Receitas com Contribuições de PGBL
23,4 (*)
22,1
20,7
19,0
Carteiras de Investimentos de Previdência (inclui VGBL)
35,2 (*)
35,4
36,7
36,8
21,6 (*)
21,5
19,0
18,8
19,0 (*)
19,1
19,5
19,9
Cartão de Crédito – Fonte: Abecs
Faturamento dos Cartões de Crédito
Leasing – Fonte: ABEL
Operações Ativas
Consórcios – Fonte: Bacen
Imóveis
N/D
27,5
26,7
26,7
Automóveis
N/D
24,2
23,4
22,7
Caminhões, Tratores e Implementos Agrícolas
N/D
15,4
14,5
14,3
Mercado de Exportação
25,6
25,8
25,3
26,0
Mercado de Importação
19,8
19,5
18,8
18,5
Área Internacional – Fonte: Bacen
(1) Os dados do Banco Central são preliminares;
(*) Data-base: agosto de 2010;
(**) Data-base: julho de 2010; e
N/D – Não Disponível.
88
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Informações Adicionais
Informações Adicionais
Market Share de Produtos e Serviços
Os
clientes
Bradesco
possuem
ampla
acessibilidade para consulta de suas operações,
realização de transações financeiras e aquisição
de produtos e serviços disponibilizados com alta
tecnologia pelos Canais Autoatendimento, Fone
Fácil, Internet e Bradesco Celular.
Canais de Atendimento Bradesco Dia & Noite,
como segue:
•
Acesso para os deficientes visuais e
cadeirantes no Autoatendimento;
Internet Banking para deficientes visuais; e
Atendimento personalizado aos deficientes
auditivos, por meio da linguagem digital no
Fone Fácil.
•
•
Reafirmando
o
compromisso
com
a
responsabilidade social, as pessoas portadoras
de necessidades especiais podem contar com os
Rede de Agências
Região
Set10
Bradesco
Mercado (*)
Set09
M arket
Share
Bradesco
M arket
Share
Mercado
Norte
169
787
21,5%
166
777
21,4%
Nordeste
531
2.705
19,6%
529
2.676
19,8%
Centro-Oeste
Sudeste
Sul
Total
291
1.438
20,2%
285
1.420
20,1%
1.971
10.420
18,9%
1.922
10.303
18,7%
536
3.676
14,6%
517
3.731
13,9%
3.498
19.026
18,4%
3.419
18.907
18,1%
(*) Dados de 2010 referem-se a agosto.
Compulsórios/Exigibilidades
Em percentuais
Set10
Jun10
Mar10
Dez09
Set09
Jun09
Mar09
Dez08
Depósitos à Vista
Alíquota 1,5
43
42
42
42
42
42
42
Adicional 2,6.8
8
8
8
5
5
5
5
5
Exigibilidade *
29
30
30
30
30
30
30
30
Exigibilidade (Microfinanças)
42
2
2
2
2
2
2
2
2
18
18
18
21
21
21
21
21
Alíquota 3
20
20
20
20
20
20
20
20
Adicional 2,6,8
10
10
10
10
10
10
10
10
Exigibilidade
65
65
65
65
65
65
65
65
5
5
5
5
5
5
5
5
15
15
15
15
15
15
8
8
8
4
4
5
77
77
77
81
81
80
Livre
Depósitos de Poupança
Livre
Depósitos a Prazo
Alíquota 4,7,9
Adicional
Livre
2,6,8
13,5
4
82,5
13,5
4
82,5
* No Banco Bradesco, as exigibilidades são aplicadas no Crédito Rural.
1 Recolhido em espécie sem remuneração;
2 Recolhido em espécie com taxa Selic;
3 Recolhido em espécie com TR + juros de 6,17 a.a;
4 Vinculado a títulos. A partir do período de cálculo de 3 a 7.11.2008, cumprimento a partir de 14.11.2008, a exigibilidade passou a ser cumprida 70% em
espécie, sem remuneração, e 30% em títulos públicos federais vinculados no Selic; e a partir do período de 5 a 9.1.2009, cumprimento a partir de
16.1.2009 a exigibilidade passou a ser cumprida 60% em espécie sem remuneração e 40% em títulos públicos federais vinculados no Selic, e a partir de
21 a 25.09.2009, cumprimento a partir de 02.10.2009 a Exigibiliadde passou a ser cumprida 45 % em títulos públicos e 55% em espécie;
5 Foi antecipado 60 vezes o FGC do mês de agosto/08, a partir do período de cálculo de 20.10.2008 a 31.10.2008, cumprimento a partir de 29.10.2008;
6 A partir do período de cálculo de 17 a 21.11.2008, cumprimento a partir de 1.12.2008, a exigibilidade adicional passou a ter recolhimento em títulos
públicos federais vinculados no Selic;
7 Exigibilidade pode ser cumprida com créditos adquiridos até 31.03.2010, conforme previsto na regulamentação vigente;
8 A partir do período de cálculo de 08 a 12.03.2010, cumprimento a partir de 22.03.2010, a Exigibilidade passou a ser cumprida em espécie com taxa
Selic; e
9 A partir do periodo de 29.03 a 01.04.2010, cumprimento a partir de 09.04.2010, a exigibilidade passou a ser cumprida em espécie com taxa Selic,
podendo ser deduzidas as aquisições até 31.12.2010.
Bradesco
89
Informações Adicionais
Investimentos em Infraestrutura, Tecnologia da Informação e Telecomunicações
Tecnologia da Informação é fator estratégico para
a Organização Bradesco, que, constantemente,
atualiza sua plataforma tecnológica com
iniciativas pioneiras e inovadoras, e soluções de
infraestrutura capazes de conferir segurança,
rapidez e comodidade nas transações.
Orientada
pelas
melhores
práticas
e
contingenciada, a infraestrutura de TI possui
capacidade de processamento nos computadores
centrais superior a 170.000 MIPS (milhões de
instruções por segundo), além de mais de 6.700
servidores
corporativos.
Diariamente,
são
processadas em média 214 milhões de
transações, com disponibilidade de 99,9%. A
gestão desse ambiente tem por objetivo
transformar o complexo em simples e
gerenciável, com baixo risco operacional e
escalabilidade para suportar o crescimento do
Banco.
Prova do seu pioneirismo foi a celebração de 15
anos do primeiro endereço de uma empresa
brasileira na internet www.bradesco.com.br, que
conta atualmente com 53 sites institucionais e 23
transacionais, que proporcionam aos seus
usuários praticidade, conveniência e segurança
para realizar suas transações.
Como condição necessária para seu crescimento
contínuo, o Bradesco investiu até o 3º trimestre
de 2010, R$ 2.694 milhões para atualizar seu
ambiente de TI, com as melhores práticas e
tecnologias existentes.
A Tecnologia da Informação, importante ativo
intangível da Organização, é fundamental para o
Bradesco ser qualificado como a empresa privada
e a instituição financeira com a marca mais
valiosa do Brasil, avaliada em R$ 14,9 bilhões,
segundo estudo da consultoria especializada
BrandAnalytics/Millward Brown para a Revista
IstoÉ Dinheiro.
Abaixo, demonstramos o total investido nos
últimos anos, incluindo infraestrutura (instalações
prediais, móveis e utensílios):
R$ m ilhões
9M10
Infraestrutura
2009
2008
2007
2006
370
630
667
478
354
Tecnologia da Informação/Telecomunicações
2.324
2.827
2.003
1.621
1.472
Total
2.694
3.457
2.670
2.099
1.826
Risco de Mercado
Análise do Risco de Mercado
O risco de mercado é cuidadosamente
acompanhado, aferido e gerenciado. O perfil de
exposição a risco de mercado da Organização é
conservador, sendo as diretrizes monitoradas,
diariamente, de maneira independente.
O controle do risco de mercado é realizado para
todas as empresas da Organização de maneira
corporativa e centralizada. Todas as atividades
expostas a risco de mercado são mapeadas,
mensuradas
e
classificadas
quanto
à
probabilidade e magnitude, com seus respectivos
planos de mitigação devidamente aprovados pela
estrutura de governança.
90
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
O Bradesco busca estar sempre em linha com as
melhores práticas internacionais de mercado,
regulamentações locais e recomendações de
Basileia. Assim, protocolou junto ao Bacen, em 30
de junho de 2010, sua candidatura para a
utilização de seus modelos internos de risco de
mercado para alocação de capital, seguindo os
requisitos
daquela
autarquia
e,
consequentemente, do Novo Acordo de Capital
de Basileia. Com isso, espera-se reduzir a
alocação de capital para risco de mercado
quando, após a homologação pelo Bacen, passar
a
utilizar
seus
modelos
internos.
Informações Adicionais
Informações Adicionais
Risco de Mercado
No 3º trimestre de 2010, a aversão ao risco cedeu
de forma importante no mercado internacional.
Inicialmente, isto ocorreu por conta da realização
de testes de estresse pelos bancos europeus,
fato que acabou reduzindo a probabilidade de
eventos extremos, tais como um novo problema
para o sistema financeiro da região, com contágio
para os mercados globais. Por outro lado,
cresceram as preocupações com recuperação da
atividade econômica nos EUA deflagrada,
principalmente, pelos dados mais fracos de
emprego. Desta forma, foram realizadas, ao longo
do 3º trimestre, importantes revisões para baixo
nas projeções de mercado para o PIB dos EUA,
tanto de 2010 quanto de 2011. No entanto, devese observar que a reação do mercado a estes
eventos foi a de reduzir ainda mais a aversão ao
risco, pois o entendimento do mercado foi que a
fraqueza da economia norte-americana acabaria
por demandar do FED uma nova expansão
monetária (afrouxamento quantitativo ou compra
de Treasuries pelo FED). Isto gerou um
fechamento da curva de juros americana,
pressionando as curvas de juros dos demais
países do globo, além de ter levado a uma
recuperação do apetite por risco e forte
movimento de depreciação do dólar. O
fortalecimento das demais moedas (tanto de
países avançados quanto de emergentes) como
resultante da depreciação do dólar e maior apetite
por risco acabou por incomodar boa parte dos
governos desses países, que passaram a
implementar medidas para impedir tal movimento,
como compras mais agressivas de reservas e
controles de capital.
No cenário interno, o Bacen continuou o ciclo de
alta dos juros na reunião de julho, com aumento
de 0,50%, elevando a taxa Selic para 10,75%
a.a.. No entanto, na reunião do COPOM de
setembro houve interrupção do ciclo de alta e
manutenção do nível da taxa de juros. Esta
decisão do Bacen foi ancorada numa redução
significativa da taxa de inflação (com estabilidade
na taxa em alguns meses) e do ritmo de
crescimento da economia, principalmente nos
indicadores referentes à indústria. Um ambiente
externo que ainda contribuirá favoravelmente
para a inflação e uma economia que daqui para
frente crescerá em seu nível potencial completam
o cenário que permitirá que os níveis atuais de
taxas de juros sejam mantidos ao longo dos
próximos meses e possivelmente também em
2011. Assim, além do impacto do fechamento dos
juros externos sobre nossa curva prefixada,
houve também a reação do mercado aos
indicadores de inflação e atividade mais fracas e
também a própria decisão do Bacen de
interromper o ciclo de ajuste de juros. Em relação
à taxa de
câmbio, o movimento global foi
preponderante, ainda que a operação de
capitalização da Petrobras tenha gerado uma
forte entrada de divisas.
No 3º trimestre o valor em risco médio diminuiu
em decorrência da redução da exposição em
alguns fatores de risco, seguindo o mesmo
comportamento
dos
trimestres
anteriores,
conforme podemos observar no quadro a seguir.
Bradesco
91
Informações Adicionais
VaR – Carteira Trading
R$ mil
Fatores de Riscos
Set10
Jun10
Mar10
Dez09
Set09
Jun09
Mar09
Dez08
Prefixado
6.061
3.544
3.870
10.351
3.541
5.680
16.282
IGP-M
1.569
494
512
289
221
154
54
18
IPCA
1.563
716
1.200
2.799
13.061
69.167
66.173
267.651
873
1.505
729
179
372
876
7.338
13.991
23.070
Cupom Cambial Interno
Moeda Estrangeira
Renda Variável
Soberanos/Eurobonds e Treasuries
Outros
Efeito Correlação/Diversificação
76.236
455
172
12.789
954
1.444
6.709
10.159
2.181
4.894
3.264
7.766
5.495
2.952
12.021
4.499
302
3.113
2.250
9.250
15.417
34.619
88.015
170.532
1
4
23
24
25
94
57
61
(4.532)
(8.900)
(8.382)
(11.556)
(14.105)
(35.176)
(70.887)
(112.617)
8.473
5.542
16.255
20.056
25.471
85.075
129.212
443.441
9.674
10.780
VaR no Final do Trim estre
x
VaR Médio no Trimestre
15.698
27.648
48.284
91.597
206.152
550.624
VaR Mínimo no Trimestre
5.294
5.288
10.091
16.588
21.345
58.111
120.399
221.038
VaR Máximo no Trimestre
15.021
32.096
28.226
35.732
87.731
123.059
417.290
750.559
Backtesting – VaR Carteira Trading
A metodologia aplicada e os modelos estatísticos
existentes são validados diariamente utilizando
técnicas de backtesting. Essa técnica compara o
VaR diário calculado tanto com o resultado obtido
com as mesmas posições utilizadas no cálculo do
VaR (resultado hipotético) como também com o
resultado já considerando a movimentação do dia
para o qual o VaR foi estimado (resultado efetivo).
Seu principal objetivo é monitorar, validar e
avaliar a aderência do modelo de VaR, sendo que
o número de rompimentos deve estar de acordo
com o intervalo de confiança, previamente
estabelecido na modelagem.
Risco de Mercado
Análise de Estresse
Com o objetivo de estimar a possível perda não
contemplada pelo VaR, o Bradesco avalia,
diariamente, os possíveis impactos nas posições
em cenários de estresse. A análise de estresse
(Stress Analysis) é uma ferramenta que busca
quantificar o impacto negativo de choques e
eventos econômicos, que sejam financeiramente
desfavoráveis às posições da Instituição. Sendo
assim, cenários de crise são elaborados a partir
de visões históricas e prospectivas para os
fatores de risco em que a carteira Trading possui
posição. Desta forma, considerando o efeito de
diversificação entre os fatores de risco, a
possibilidade de perda média estimada em
situação de estresse seria de R$ 250 milhões no
3 trimestre de 2010, sendo que a perda máxima
estimada seria de R$ 387 milhões.
Análise de Estresse da Carteira Trading
R$ milhões
Com Diversificação
Set10
Jun10
Mar10
Sem Diversificação
Dez09
Set10
Jun10
Mar10
Dez09
Set09
164
146
190
400
482
252
272
396
632
844
Médio no Trimestre
250
184
310
489
655
355
373
528
790
1.182
Mínimo no Trimestre
84
117
186
375
415
177
253
347
597
813
Máximo no Trimestre
387
326
396
585
903
489
650
652
963
1.607
Além do acompanhamento e controle do VaR e
da análise de estresse, é feita, diariamente, a
análise de sensibilidade das posições da Carteira
92
Set09
No Final do Trimestre
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Trading (Sensitivity Analysis), que mede o efeito
na carteira do movimento das curvas de mercado
e dos preços.
Relatório dos Auditores Independentes
5
Gestão, Elaboração e
Divulgação de Relatórios
de Análise Econômica
Financeira e Demonstrações
Contábeis Consolidadas
da Organização Bradesco
8
Relatório dos Auditores Independentes
Relatório dos auditores independentes sobre a revisão limitada das informações contábeis
suplementares incluídas no Relatório de Análise Econômica e Financeira
Ao Conselho de Administração
Banco Bradesco S.A.
1. Em conexão com nossas revisões limitadas das Informações Trimestrais do Banco Bradesco S.A. e
empresas controladas em 30 de setembro de 2010, 30 de junho de 2010 e 30 de setembro de 2009,
cujo relatório foi emitido, sem ressalvas, datado de 26 de outubro de 2010, procedemos à revisão
limitada das informações contábeis suplementares incluídas no Relatório de Análise Econômica e
Financeira. Essas informações suplementares foram elaboradas pela administração do Banco com
o objetivo de possibilitar uma análise adicional, sem contudo fazerem parte das Informações
Trimestrais.
2. Nossos trabalhos foram efetuados de acordo com as normas específicas estabelecidas pelo
IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o Conselho Federal
de Contabilidade - CFC, com o objetivo de revisarmos as informações contábeis suplementares
mencionadas no primeiro parágrafo, e consistiram, principalmente, em: (a) indagação e discussão
com os administradores responsáveis pelas áreas contábil, financeira e operacional do Banco e
empresas controladas, quanto aos principais critérios adotados na elaboração dessas informações
contábeis suplementares e (b) revisão das informações relevantes e dos eventos subsequentes que
tenham, ou possam vir a ter, efeitos relevantes sobre a posição financeira e as operações do Banco
e empresas controladas.
3. Baseados em nossas revisões limitadas, não temos conhecimento de qualquer modificação
relevante que deva ser procedida nas informações suplementares acima referidas, para que as
mesmas estejam apresentadas adequadamente, em todos os aspectos relevantes, em relação às
Informações Trimestrais, referidas no primeiro parágrafo, tomadas em conjunto.
São Paulo, 26 de outubro de 2010
PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5
Luís Carlos Matias Ramos
Contador
CRC 1SP171564/O-1
94
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro de 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores
Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
6
Gestão, Elaboração e
Divulgação de Relatórios
de Análise Econômica
Financeira e Demonstrações
#ONTÉBeis Consolidadas
da Organização Bradesco
8
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Relatório da Administração
Senhores Acionistas,
Submetemos
à
apreciação
de
V.Sas.
as
Demonstrações Contábeis Consolidadas do período
encerrado em 30 de setembro de 2010, do Banco
Bradesco S.A., na forma da Legislação Societária.
O ritmo de crescimento da economia global tem sido
moderado, com destaque para os países emergentes,
e sem pressões inflacionárias significativas. A
estratégia de saída da crise dos países desenvolvidos
deve assegurar preços baixos de bens para o mundo
pelos próximos trimestres. Adicionalmente, a
expectativa de uma ação mais agressiva do governo
americano na expansão da liquidez tem feito o dólar
perder valor, gerando apreciações cambiais no mundo
inteiro.
Após a forte expansão verificada nos primeiros três
meses do ano, a economia brasileira avança agora em
um compasso de manutenção, porém ainda bastante
robusto. Os níveis de desemprego estão em recordes
de baixa, sustentando a demanda. Para os próximos
trimestres, espera-se que os investimentos e o
consumo das famílias continuem em curso, em um
ambiente de estabilidade política e intensa mobilidade
social.
Na Organização Bradesco, entre os acontecimentos
relevantes do período, destacam-se:
 em 9 de agosto, o Bradesco, em conjunto com o
Banco do Brasil S.A., firmou com a Caixa
Econômica
Federal
Memorando
de
Entendimentos, visando à participação da Caixa
em empresa a ser constituída, que fará a gestão da
bandeira brasileira Elo de cartões de crédito, débito
e pré-pagos para clientes correntistas e não
correntistas dos respectivos Bancos;
 em 19 de agosto, a Bradesco Seguros,
juntamente com a ZNT Empreendimentos e
OdontoPrev, firmou com o BB Seguros
Memorando de Entendimentos, com o objetivo de
formar aliança estratégica para o desenvolvimento
e a comercialização de produtos do ramo
odontológico;
 em 2 de setembro, o Bradesco, juntamente com
sua controlada CPM Braxis S.A. e demais
acionistas dessa, celebrou acordo com a
Capgemini S.A., pelo qual a Capgemini adquire
55% das ações de emissão da CPM Braxis,
passando a ser sua controladora;
 em 10 de setembro, o Bradesco foi novamente
selecionado para integrar o Dow Jones
Sustainability Index (DJSI), indicador da Bolsa de
Valores de Nova York que lista as melhores
empresas do mundo em práticas de governança
corporativa e de responsabilidade socioambiental.
96
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
No período de 1o de janeiro a 30 de setembro/2010, o
Lucro Líquido do Bradesco foi de R$ 7,035 bilhões,
correspondente a R$ 1,87 por ação e rentabilidade
anualizada de 22,21% sobre o Patrimônio Líquido
médio.(*) O retorno anualizado sobre os Ativos Totais
médios foi de 1,70%, comparado a 1,64% do mesmo
período do ano anterior.
A título de Juros sobre o Capital Próprio e Dividendos,
nos primeiros nove meses do ano, foram pagos e
provisionados aos acionistas R$ 4,160 bilhões, sendo
R$ 2,408 bilhões relativos ao lucro gerado no período
(R$ 938 milhões pagos a títulos de mensais e
intermediários e R$ 1,470 bilhão provisionados) e R$
1,752 bilhão referente ao exercício de 2009 (mensal de
R$ 43 milhões pagos em 4.1.2010 e complementares
de R$ 1,709 bilhão pago em 9.3.2010).
Os impostos e contribuições, inclusive previdenciárias,
pagos ou provisionados, totalizaram, no período de
janeiro a setembro de 2010, R$ 10,766 bilhões, sendo
R$ 4,398 bilhões relativos aos tributos retidos e
recolhidos de terceiros e R$ 6,368 bilhões apurados
com base nas atividades desenvolvidas pela
Organização Bradesco, equivalente a 90,52% do Lucro
Líquido.
O Capital Social realizado, no encerramento do
trimestre, era de R$ 28,500 bilhões. Somado às
Reservas Patrimoniais de R$ 17,614 bilhões resultou o
Patrimônio Líquido de R$ 46,114 bilhões, com
crescimento de 18,61% sobre igual período do ano
anterior, correspondendo ao valor patrimonial de R$
12,26 por ação.
Calculado com base na cotação de suas ações, o
Valor de Mercado do Bradesco alcançou R$ 114,510
bilhões em 30 de setembro, equivalente a 2,48 vezes o
Patrimônio Líquido, 15,96% superior em relação ao
mesmo período de 2009, que foi de R$ 98,751 bilhões.
O Patrimônio Líquido Administrado representa 7,65%
dos Ativos consolidados, que totalizaram R$ 611,903
bilhões, 25,99% de crescimento sobre setembro/2009.
Assim, o índice de solvabilidade atingiu 15,99% no
consolidado financeiro e 15,70% no consolidado
econômico-financeiro, superiores, portanto, ao mínimo
de 11% estabelecido pela Resolução no 2.099, de
17.8.1994, do Conselho Monetário Nacional, em
conformidade com o Comitê de Basileia. Ao findar o
trimestre, o índice de imobilização, em relação ao
Patrimônio de Referência Consolidado, era de 47,29%
no consolidado financeiro e 16,66% no consolidado
econômico-financeiro, dentro do limite máximo de
50%.
Atendendo ao disposto no Artigo 8o da Circular no
3.068, de 8.11.2001, do Banco Central do Brasil, o
Bradesco declara possuir capacidade financeira e
intenção de manter até o vencimento os títulos
classificados na categoria “títulos mantidos até o
vencimento”.
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Relatório da Administração
Os recursos totais captados e administrados pela
Organização Bradesco, em 30 de setembro,
totalizaram R$ 838,455 bilhões, crescimento de
24,25% sobre igual período do ano anterior, assim
distribuídos:
R$ 343,203 bilhões em Depósitos à Vista, a Prazo,
Interfinanceiros,
Outros
Depósitos,
Mercado Aberto e Cadernetas de
Poupança;
R$ 283,046 bilhões em recursos administrados,
compreendendo Fundos de Investimento,
Carteiras Administradas e Cotas de
Fundos de Terceiros, 19,47% superior a
setembro/2009;
R$ 119,269 bilhões registrados na Carteira de
Câmbio, Obrigações por Empréstimos e
Repasses, Capital de Giro Próprio,
Cobrança e Arrecadação de Tributos e
Assemelhados, Recursos de Emissão de
Títulos, Dívida Subordinada no País e
Demais Captações;
R$ 82,363
bilhões
registrados
em
Provisões
Técnicas de Seguros, Previdência
Complementar Aberta e Capitalização,
com evolução de 15,35% em relação ao
mesmo período do ano anterior; e
R$ 10,574
bilhões em Recursos Externos, por meio
de emissões públicas e privadas, Dívida
Subordinada e Securitização de Fluxos
Financeiros Futuros, representando US$
6,241 bilhões.
Ao findar o período, as operações de crédito
consolidadas somaram R$ 255,618 bilhões, evolução
de 18,60% sobre setembro/2009, incluindo-se nesse
montante:
R$ 5,579
bilhões
em
Adiantamentos
sobre
Contratos de Câmbio, para uma Carteira
total de US$ 13,381 bilhões de
Financiamento à Exportação;
US$ 3,278
bilhões de operações em Financiamento
de Importação em Moedas Estrangeiras;
R$ 17,644
bilhões em Arrendamento Mercantil;
R$ 13,659
bilhões em negócios na Área Rural;
R$ 73,163
bilhões em Financiamento do Consumo,
que inclui R$ 9,073 bilhões de créditos a
receber de Cartões de Crédito;
R$ 35,293
bilhões de Avais e Fianças; e
R$ 24,428
bilhões referentes às operações de
repasses de recursos externos e internos,
originários principalmente do BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social, destacando-se como
um dos principais agentes repassadores
de recursos.
A Organização destinou, nos primeiros nove meses do
ano, às atividades de Crédito Imobiliário, recursos no
montante de R$ 6,798 bilhões para a construção e
aquisição de casa própria, correspondendo a 47.827
imóveis.
O BBI, Banco de Investimento da Organização
Bradesco,
coordenou
operações
primárias
e
secundárias
de
ações,
destacando-se
como
Coordenador Líder da Oferta Pública Primária de
Ações Ordinárias e Preferencias da Petrobras, a maior
capitalização da história mundial, bem como
intermediou a colocação de debêntures, notas
promissórias, certificados de recebíveis imobiliários e
operações de Fundos de Investimento em Direitos
Creditórios, que totalizaram, no período, R$ 131,798
bilhões, o que equivale a 84,47% do volume total
destas emissões registradas na CVM – Comissão de
Valores Mobiliários. Destacou-se, também, em
Financiamentos
de
Projetos
e
Operações
Estruturadas, sendo responsável pelos negócios
quanto à originação, distribuição e administração de
ativos, fluxos e estoques financeiros de clientes.
Com posição de destaque nas áreas de Seguro,
Previdência Complementar Aberta e Capitalização, o
Grupo Bradesco de Seguros e Previdência registrou,
em 30 de setembro, Lucro Líquido de R$ 2,125 bilhões
e Patrimônio Líquido de R$ 11,392 bilhões. Os prêmios
emitidos líquidos de seguros, contribuições de
previdência e receitas de capitalização alcançaram R$
21,660 bilhões, evolução de 18,41% em comparação a
igual período do ano anterior.
A Rede de Atendimento da Organização Bradesco, à
disposição dos clientes e usuários, está presente em
todos os municípios brasileiros e em diversas
localidades no Exterior. Em 30 de setembro,
compunha-se de 43.128 pontos, dotada paralelamente
de 31.759 máquinas da Rede de Autoatendimento
Bradesco Dia & Noite, 31.232 delas funcionando
também nos finais de semana e feriados, além de
9.248 máquinas do Banco24Horas, de uso
compartilhado, disponíveis aos Clientes Bradesco para
operações de saque, transferência, emissão de
extratos, consulta de saldos e solicitação de
empréstimo. No segmento consignado, contava com
773 Correspondentes da Bradesco Promotora, e no
segmento veículos, com a presença da Bradesco
Financiamentos em 25.911 pontos de revenda:
Bradesco
97
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Relatório da Administração
6.374
Agências, Postos de Atendimento Bancário –
PABs e Postos Avançados de Atendimento –
PAAs no País (Agências: 3.474 do Bradesco,
19 do Banco Bradesco Financiamentos, 2 do
Banco Bankpar, 1 do Banco Bradesco BBI, 1
do Banco Bradesco Cartões e 1 do Banco
Alvorada; PABs: 1.233; e PAAs: 1.643);
3
Agências no Exterior, sendo 1 em Nova York e
2 em Grand Cayman;
7
Subsidiárias no Exterior (Banco Bradesco
Argentina S.A., em Buenos Aires; Banco
Bradesco Europa S.A., em Luxemburgo;
Bradesco Securities, Inc., em Nova York;
Bradesco Securities UK Limited, em Londres;
Bradesco Services Co, Ltd., em Tóquio;
Bradesco Trade Services Limited, em Hong
Kong; e Cidade Capital Markets Ltd., em
Grand Cayman);
6.194
Agências do Banco Postal;
24.887 Pontos Bradesco Expresso;
1.559
Postos de Atendimento Eletrônico - PAEs; e
4.104
Pontos Externos da Rede de Autoatendimento
Bradesco Dia & Noite e 8.113 da Rede
Banco24Horas, de uso compartilhado, sendo
1.670 pontos comuns entre as Redes.
A Organização Bradesco, conforme dispõe a Instrução
no 381, da Comissão de Valores Mobiliários, no
trimestre, não contratou e nem teve serviços prestados
pela
PricewaterhouseCoopers
Auditores
Independentes não relacionados à auditoria externa
em patamares superiores a 5% do total dos custos
desta. A política adotada atende aos princípios que
preservam a independência do Auditor, de acordo com
critérios internacionalmente aceitos, quais sejam: o
auditor não deve auditar o seu próprio trabalho, nem
exercer funções gerenciais no seu cliente ou promover
os interesses deste.
O Bradesco acredita na potencialidade de seu capital
humano, e por meio de sua Política de Gerenciamento
dos Recursos Humanos enfatiza a capacitação e
desenvolvimento profissional do seu quadro de
colaboradores, com intensos investimentos em
programas de treinamento, buscando resultados cada
vez mais positivos na qualidade do atendimento e
eficiência dos serviços oferecidos. Foram ministrados,
no período de janeiro a setembro/2010, 1.978 cursos,
com
1.402.935
participações.
Os
benefícios
assistenciais, que asseguram bem-estar, melhoria da
qualidade de vida e segurança dos funcionários e de
seus dependentes, ao final do período, compreendiam
191.149 vidas.
Braço mais importante de atuação social da
Organização, a Fundação Bradesco desenvolve amplo
programa socioeducacional, nas 40 Escolas próprias
98
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
situadas em todos os Estados Brasileiros e no Distrito
Federal, prioritariamente, em regiões de acentuadas
carências socioeconômicas. Com orçamento previsto,
neste ano, de R$ 268,010 milhões, proporcionará mais
de 660 mil atendimentos, em seus diversos segmentos
de atuação, com ensino gratuito e de qualidade, dos
quais a 112 mil alunos em suas Escolas próprias, na
Educação Básica - da Educação Infantil ao Ensino
Médio e Educação Profissional Técnica de Nível Médio
-, Educação de Jovens e Adultos e na Formação Inicial
e Continuada, e mais 550 mil atendimentos em outros
cursos presenciais e à distância, por intermédio da
Escola Virtual, seu portal e-learning, dos CIDs –
Centros de Inclusão Digital e dos Programas
realizados em colaboração estratégica, como o
Educa+Ação. Aos alunos da Educação Básica, mais
de 50 mil, também são assegurados, gratuitamente,
alimentação,
assistência
médico-odontológica,
uniforme e material escolar.
O Programa Bradesco Esportes e Educação, mantido
pela Organização Bradesco, conta, no Município de
Osasco, SP, com 19 Núcleos de Formação e de
Especialistas, para ensino das modalidades de Vôlei e
Basquete, em escolas da Fundação Bradesco, da rede
pública municipal, particulares e centros esportivos.
Atende hoje a cerca de 2 mil meninas, de 8 a 18 anos,
reforçando o compromisso do Bradesco de defender
um País cada vez mais aberto à valorização do talento,
do esforço e do pleno exercício da cidadania,
combinando de forma integrada saúde, esporte e
educação.
No período, registramos importantes reconhecimentos
ao Bradesco:

Melhor Banco em RH e em Responsabilidade
Social, Melhor Seguradora e Melhor Empresa de
Saúde em levantamento realizado pela revista IstoÉ
Dinheiro, publicado no anuário As Melhores da
Dinheiro;

Destaque na edição 2010 do Anuário Melhores e
Maiores da revista Exame, tradicional ranking do
mercado corporativo brasileiro que lista as 1000
maiores empresas do País. O Bradesco figura entre
os 200 Maiores Grupos Privados em Receitas,
entre as 100 Maiores Empresas de Capital Aberto
por Valor de Mercado e entre os 50 Maiores
Bancos por Patrimônio e, ainda, o Maior Banco em
Lucro Líquido de todo o sistema financeiro;

No 2010 Innovation Awards, organizado pela The
Direct Marketing Association – DMA, nos Estados
Unidos, o Bradesco foi destaque, recebendo o
“Best in Show” com um case de CRM por meio da
Ferramenta de Apoio ao Gerente de Contas –
FAGC e com Ouro para o Projeto TransPromo. O
reconhecimento tem o objetivo de destacar
profissionais que apresentam soluções inovadoras
para suas empresas e com foco em benefícios para
o cliente;
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Relatório da Administração

Pelo 11o ano consecutivo figurou entre as 100
Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil,
segundo levantamento da revista Época com a
avaliação do Great Place to Work, principal
consultoria especializada em gestão de pessoas do
mundo;

Presente pela 12a vez entre as 150 Melhores
Empresas para Trabalhar no Brasil no Guia Você
S/A Exame. O levantamento considerou as
principais qualidades da sua política de gestão de
pessoas, como o plano de carreira e as
oportunidades de desenvolvimento dentro do
sistema de carreira fechada;

Selo Paulista da Diversidade, na categoria Pleno
2010, concedido pelo Governo do Estado de São
Paulo, que destaca organizações que desenvolvam
programas, projetos e ações de promoção e
valorização da diversidade, de etnia, de gênero e
de cultura;

Recebeu o Escore Gamma 7 (Governance,
Accountability, Management Metrics and Analysis),
atribuído pela Standard & Poor’s, que ratifica seus
fortes processos e práticas gerais de governança
corporativa, sendo a primeira empresa brasileira a
torná-lo público;

Considerado uma das 50 melhores empresas para
os executivos trabalharem, segundo estudo do
Great Place to Work, publicado na revista Época
Negócios;

Empresa com a Melhor Experiência para o Cliente,
na categoria Bancos do Prêmio Best Customer
Experience 2010, eleito pela revista Consumidor
Moderno. O reconhecimento foi concedido em
iniciativa pioneira da revista, em parceria com a
consultoria Internacional Izo System;

Líder em Políticas Climáticas no Prêmio Época de
Mudanças Climáticas, uma iniciativa da revista
Época,
em
parceria
com
a
PricewaterhouseCoopers, que destacou as ações e
políticas de empresas que visam a reduzir as
emissões de carbono de suas operações;

O melhor Banco no Prêmio Intangíveis Brasil 2010,
categoria setorial, segundo avaliação do Grupo
Padrão e da DOM Strategy Partners. Também foi
premiado como o melhor em Tecnologia da
Informação e Internet, pela quarta vez consecutiva,
na categoria Ativos Intangíveis;

O Grupo Bradesco de Seguros e Previdência
destacou-se no Anuário Valor 1000, ocupando a
liderança geral dos seguintes rankings: seguros;
vida e previdência; e saúde. O levantamento,
elaborado pela Escola de Administração de
Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São
Paulo e pela Serasa Experian; e

A Bram, Administradora de Fundos do Bradesco, foi
a primeira colocada no ranking dos melhores
gestores de Fundos de Investimento do País,
realizado pela revista Exame, com base na
pesquisa do Centro de Estudos em Finanças da
Fundação Getulio Vargas.
Os resultados obtidos confirmam o compromisso da
Organização Bradesco de ampliar constantemente sua
participação no mercado, sempre oferecendo produtos
e serviços com qualidade e eficiência. Convictos de
que este é o caminho seguro para ampliar horizontes
de realização e contribuir para o desenvolvimento
brasileiro, renovamos agradecimentos aos nossos
acionistas e clientes, pelo apoio e confiança, e aos
nossos funcionários e demais colaboradores, pelo
trabalho eficiente e dedicado.
Cidade de Deus, 26 de outubro de 2010
Conselho de Administração
e Diretoria
(*)
Não considera o efeito da marcação a mercado dos Títulos
Disponíveis para Venda registrado no Patrimônio Líquido.
Bradesco
99
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Balanço Patrimonial Consolidado – Em Reais mil
Ativo
Circulante
Disponibilidades (Nota 6)
2010
Setembro
2009
Junho
439.258.659
414.795.890
Setembro
363.270.011
9.668.864
6.877.457
8.571.103
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (Notas 3d e 7)
91.964.700
95.923.112
96.533.306
Aplicações no Mercado Aberto
84.804.337
88.880.212
88.274.993
7.161.735
7.043.091
8.258.749
Aplicações em Depósitos Interfinanceiros
Provisões para Perdas
Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Notas 3e, 3f,
8 e 32b)
(1.372)
(191)
(436)
145.670.193
129.429.288
122.353.788
Carteira Própria
113.398.320
113.001.849
101.467.105
28.239.091
5.774.001
1.376.164
1.514.242
908.295
1.783.179
Vinculados a Compromissos de Recompra
Instrumentos Financeiros Derivativos
Vinculados ao Banco Central
Vinculados à Prestação de Garantias
Títulos Objeto de Operações Compromissadas com Livre Movimentação
Relações Interfinanceiras
Pagamentos e Recebimentos a Liquidar
-
3.711.922
12.482.167
2.478.528
5.993.871
5.200.784
40.012
39.350
44.389
50.042.573
49.348.400
17.181.979
854.993
852.411
847.924
49.098.395
48.404.254
16.273.087
578
578
578
8.877
10.866
4.751
79.730
80.291
55.639
250.671
595.642
66.080
Créditos Vinculados: (Nota 9)
- Depósitos no Banco Central
- Tesouro Nacional - Recursos do Crédito Rural
- SFH - Sistema Financeiro da Habitação
Correspondentes
Relações Interdependências
Transferências Internas de Recursos
Operações de Crédito (Notas 3g, 10 e 32b)
250.671
595.642
66.080
89.244.676
86.024.286
75.458.780
Operações de Crédito:
- Setor Público
572.768
832.401
622.201
- Setor Privado
97.736.983
94.170.634
83.761.390
Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h)
(9.065.075)
(8.978.749)
(8.924.811)
7.316.025
7.604.134
7.964.117
Operações de Arrendamento Mercantil (Notas 2, 3g, 10 e 32b)
Operações de Arrendamento a Receber:
- Setor Público
9.552
11.512
60.615
- Setor Privado
13.734.816
14.173.636
14.570.861
Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil
Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa (Notas 3g,
10f, 10g e 10h)
(5.665.988)
(5.794.885)
(5.946.748)
(762.355)
(786.129)
(720.611)
Outros Créditos
43.632.560
37.448.179
33.570.049
Créditos por Avais e Fianças Honrados (Nota 10a-3)
19.414
9.299
13.196
18.698.657
12.776.985
12.294.575
Rendas a Receber
431.066
427.046
481.104
Negociação e Intermediação de Valores
743.896
916.093
897.530
1.784
1.802
1.081
1.988.506
1.996.339
2.155.144
18.267.122
Carteira de Câmbio (Nota 11a)
Créditos Específicos
Prêmios de Seguros a Receber
Diversos (Nota 11b)
22.478.622
22.026.571
Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h)
(729.385)
(705.956)
(539.703)
Outros Valores e Bens (Nota 12)
1.468.397
1.545.392
1.570.809
Outros Valores e Bens
Provisões para Desvalorizações
Despesas Antecipadas (Notas 3i e 12b)
Realizável a Longo Prazo
100
734.558
778.248
749.314
(259.446)
(256.527)
(259.977)
993.285
1.023.671
1.081.472
161.921.443
133.072.084
114.187.789
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez (Notas 3d e 7)
602.382
554.724
954.017
Aplicações em Depósitos Interfinanceiros
602.382
554.724
954.017
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Balanço Patrimonial Consolidado – Em Reais mil
Ativo
2010
Setembro
2009
Junho
Setembro
Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos (Notas 3e, 3f,
8 e 32b)
50.411.016
27.325.707
25.370.531
Carteira Própria
23.086.367
13.835.825
19.139.258
Vinculados a Compromissos de Recompra
25.649.149
11.004.613
115.094
849.641
698.686
717.089
-
841.123
5.028.791
Instrumentos Financeiros Derivativos
Vinculados ao Banco Central
Moedas de Privatização
88.607
90.829
95.275
Vinculados à Prestação de Garantias
737.252
854.631
275.024
Relações Interfinanceiras
487.621
482.456
469.821
487.621
482.456
469.821
79.476.888
72.843.110
53.246.538
Créditos Vinculados: (Nota 9)
- SFH - Sistema Financeiro da Habitação
Operações de Crédito (Notas 3g, 10 e 32b)
Operações de Crédito:
- Setor Público
372.026
396.981
472.529
- Setor Privado
83.766.306
76.897.760
56.632.773
Provisão para Operações de Crédito de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h)
(4.661.444)
(4.451.631)
(3.858.764)
8.770.842
9.708.341
12.636.646
Operações de Arrendamento Mercantil (Notas 2, 3g, 10 e 32b)
Operações de Arrendamento a Receber:
- Setor Público
5.955
8.014
6.708
- Setor Privado
17.209.393
18.720.394
23.212.684
Rendas a Apropriar de Arrendamento Mercantil
Provisão para Créditos de Arrendamento Mercantil de Liquidação Duvidosa (Notas 3g,
10f, 10g e 10h)
(7.649.996)
(8.168.038)
(9.693.707)
(794.510)
(852.029)
(889.039)
Outros Créditos
21.809.647
21.796.117
21.164.990
Rendas a Receber
11.747
11.055
1.313
Negociação e Intermediação de Valores
92.087
261.133
408.273
21.711.784
21.531.008
20.775.081
(5.971)
(7.079)
(19.677)
363.047
361.629
345.246
565
563
635
362.482
361.066
344.611
10.723.324
10.232.242
8.227.890
1.615.858
1.553.104
1.392.139
1.134.092
1.072.669
952.807
764.166
762.885
718.505
Provisões para Perdas
(282.400)
(282.450)
(279.173)
Imobilizado de Uso (Notas 3k e 14)
3.395.799
3.420.421
3.258.142
964.669
1.024.955
1.024.970
7.310.430
7.318.790
6.730.661
(4.879.300)
(4.923.324)
(4.497.489)
5.251
6.530
13.950
Diversos (Nota 11b)
Provisão para Outros Créditos de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10f, 10g e 10h)
Outros Valores e Bens (Nota 12)
Outros Valores e Bens
Despesas Antecipadas (Notas 3i e 12b)
Permanente
Investimentos (Notas 3j, 4, 13 e 32b)
Participações em Coligadas:
- No País
Outros Investimentos
Imóveis de Uso
Outras Imobilizações de Uso
Depreciações Acumuladas
Imobilizado de Arrendamento (Nota 14)
Bens Arrendados
13.943
16.044
29.202
Depreciações Acumuladas
(8.692)
(9.514)
(15.252)
Intangível (Notas 3l, 4, e 15)
5.706.416
5.252.187
3.563.659
Ativos Intangíveis
9.850.064
9.061.745
6.512.081
(4.143.648)
(3.809.558)
(2.948.422)
611.903.426
558.100.216
485.685.690
Amortização Acumulada
Total
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Bradesco
101
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Balanço Patrimonial Consolidado – Em Reais mil
Passivo
2009
Setembro
Junho
Setembro
Circulante
374.192.118
328.089.064
274.620.172
Depósitos (Notas 3n e 16a)
112.317.737
104.702.842
94.064.542
Depósitos à Vista
33.903.803
32.754.590
29.298.424
Depósitos de Poupança
50.113.236
47.331.685
40.922.202
423.821
374.215
559.653
26.875.252
23.155.309
22.289.552
Depósitos Interfinanceiros
Depósitos a Prazo (Notas 16a e 32b)
Outros Depósitos
1.001.625
1.087.043
994.711
124.319.519
100.358.331
76.460.692
Carteira Própria
64.137.854
26.915.908
9.352.802
Carteira de Terceiros
56.143.200
72.027.616
66.524.357
Carteira Livre Movimentação
4.038.465
1.414.807
583.533
Recursos de Emissão de Títulos (Notas 16c e 32b)
4.637.783
4.107.167
2.869.674
-
-
21
3.357.520
2.792.837
2.093.074
Recursos de Debêntures (Nota 16c-1)
761.813
741.452
28.154
Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior
518.450
572.878
748.425
Relações Interfinanceiras
274.014
272.192
219.059
-
-
3.156
274.014
272.192
215.903
Relações Interdependências
2.177.249
2.505.129
2.037.608
Recursos em Trânsito de Terceiros
2.177.249
2.505.129
2.037.608
Obrigações por Empréstimos (Notas 17a e 32b)
8.007.930
8.502.066
7.862.257
-
-
8.692
Empréstimos no Exterior
8.007.930
8.502.066
7.853.565
Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais (Notas 17b e 32b)
8.135.280
7.423.957
6.909.581
24.193
19.236
143.388
2.709.344
2.317.173
2.900.624
Captações no Mercado Aberto (Notas 3n e 16b)
Recursos de Aceites Cambiais
Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares
Repasses Interfinanceiros
Correspondentes
Empréstimos no País - Outras Instituições
Tesouro Nacional
BNDES
CEF
FINAME
18.607
17.783
16.313
5.383.136
5.069.765
3.849.256
Obrigações por Repasses do Exterior (Notas 17b e 32b)
465.851
488.925
1.942
Repasses do Exterior
465.851
488.925
1.942
Instrumentos Financeiros Derivativos (Notas 3f, 8e II e 32)
1.720.698
987.358
1.497.319
Instrumentos Financeiros Derivativos
1.720.698
987.358
1.497.319
Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização (Notas 3o e 21)
62.974.262
60.302.401
53.549.023
Outras Obrigações
49.161.795
38.438.696
29.148.475
Cobrança e Arrecadação de Tributos e Assemelhados
2.628.609
2.397.041
2.039.382
13.696.626
7.484.723
5.819.488
Sociais e Estatutárias
1.601.389
1.474.808
1.301.097
Fiscais e Previdenciárias (Nota 20a)
3.696.247
2.885.980
4.202.316
Negociação e Intermediação de Valores
1.140.008
1.257.852
1.436.987
190
169
6.123
7.681.324
4.924.111
434.734
Carteira de Câmbio (Nota 11a)
Fundos Financeiros e de Desenvolvimento
Dívidas Subordinadas (Notas 19 e 32b)
Diversas (Nota 20b)
18.717.402
18.014.012
13.908.348
190.602.291
184.701.323
171.530.988
73.876.521
73.749.127
73.922.979
21.500
80.733
179.206
Depósitos a Prazo (Notas 16a e 32b)
73.855.021
73.668.394
73.743.773
Captações no Mercado Aberto (Notas 3n e 16b)
32.689.218
30.775.382
26.142.988
Carteira Própria
32.689.218
30.775.382
26.142.988
Exigível a Longo Prazo
Depósitos (Notas 3n e 16a)
Depósitos Interfinanceiros
Recursos de Emissão de Títulos (Notas 16c e 32b)
9.111.601
8.622.194
4.241.160
Recursos de Letras Imobiliárias, Hipotecárias, de Crédito e Similares
4.080.381
3.477.010
201.998
-
217
730.165
5.031.220
5.144.967
3.308.997
Recursos de Debêntures (Nota 16c-1)
Obrigações por Títulos e Valores Mobiliários no Exterior
102
2010
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Balanço Patrimonial Consolidado – Em Reais mil
Passivo
2010
Setembro
2009
Junho
Setembro
Obrigações por Empréstimos (Notas 17a e 32b)
1.122.385
890.276
362.482
Empréstimos no Exterior
1.122.385
890.276
362.482
20.266.544
17.728.067
11.888.254
8.775.125
7.566.093
5.395.744
Obrigações por Repasses do País - Instituições Oficiais (Notas 17b e 32b)
BNDES
CEF
FINAME
Outras Instituições
Instrumentos Financeiros Derivativos (Notas 3f, 8e ll e 32)
Instrumentos Financeiros Derivativos
Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização (Notas 3o e 21)
68.852
69.628
74.199
11.421.940
10.091.691
6.417.627
627
655
684
157.306
109.534
171.377
157.306
109.534
171.377
19.388.518
19.005.986
17.851.741
Outras Obrigações
33.990.198
33.820.757
36.950.007
Fiscais e Previdenciárias (Nota 20a)
12.487.376
11.851.008
11.349.947
Dívidas Subordinadas (Notas 19 e 32b)
18.015.919
18.460.500
22.445.943
3.154.117
Diversas (Nota 20b)
3.486.903
3.509.249
Resultados de Exercícios Futuros
312.056
336.557
297.223
Resultados de Exercícios Futuros
312.056
336.557
297.223
Participação Minoritária nas Controladas (Nota 22)
683.298
677.949
359.820
46.113.663
44.295.323
38.877.487
27.886.726
27.748.637
22.147.548
613.274
751.363
852.452
Reservas de Capital
62.614
62.614
62.614
Reservas de Lucros
17.455.598
15.798.598
15.704.304
95.451
(65.889)
205.519
-
-
(94.950)
Patrimônio Líquido (Nota 23)
Capital:
- De Domiciliados no País
- De Domiciliados no Exterior
Ajustes de Avaliação Patrimonial
Ações em Tesouraria (Notas 23d e 32b)
Patrimônio Líquido Administrado pela Controladora
Total
46.796.961
44.973.272
39.237.307
611.903.426
558.100.216
485.685.690
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Bradesco
103
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Demonstração Consolidada do Resultado – Em Reais mil
2010
o
o
3 Trimestre 2 Trimestre
Receitas da Intermediação Financeira
Setembro
18.731.714
16.380.239
50.602.439
47.834.063
9.638.060
9.204.717
27.302.328
23.163.980
537.447
558.026
1.737.409
2.695.357
Resultado de Operações com Títulos e Valores Mobiliários (Nota 8h)
4.429.711
3.682.269
11.935.455
11.711.545
Resultado Financeiro de Seguros, Previdência e Capitalização (Nota 8h)
Operações de Crédito (Nota 10j)
Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 10j)
2.676.416
1.612.581
6.561.260
6.043.375
Resultado com Instrumentos Financeiros Derivativos (Nota 8h)
270.246
447.553
679.037
2.014.222
Resultado de Operações de Câmbio (Nota 11a)
195.279
83.664
409.820
1.740.392
Resultado das Aplicações Compulsórias (Nota 9b)
953.401
761.172
1.899.273
420.884
31.154
30.257
77.857
44.308
11.533.934
Operações de Venda ou de Transferência de Ativos Financeiros
Despesas da Intermediação Financeira
10.169.716
31.351.244
32.827.789
Operações de Captações no Mercado (Nota 16e)
Atualização e Juros de Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e
Capitalização (Nota 16e)
7.663.532
6.297.498
19.472.505
17.960.853
1.854.425
981.331
4.329.305
3.956.827
Operações de Empréstimos e Repasses (Nota 17c)
(244.993)
570.469
806.935
696.764
1.290
1.422
4.536
6.050
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (Notas 3g, 10g e 10h)
2.259.680
2.318.996
6.737.963
10.207.295
Resultado Bruto da Intermediação Financeira
7.197.780
6.210.523
19.251.195
15.006.274
Operações de Arrendamento Mercantil (Nota 10j)
Outras Receitas/Despesas Operacionais
(2.998.448)
(2.568.850)
(8.625.120)
(7.899.067)
Receitas de Prestação de Serviços (Nota 24)
3.358.642
3.193.048
9.632.121
8.517.025
Outras Receitas de Prestação de Serviços
2.645.239
2.513.301
7.642.758
6.858.882
713.403
679.747
1.989.363
1.658.143
Rendas de Tarifas Bancárias
Prêmios Retidos de Seguros, Planos de Previdência e Capitalização
(Notas 3o e 21d)
Prêmios Emitidos Líquidos
7.630.487
7.056.006
21.477.460
18.106.833
7.672.625
7.135.664
21.659.623
18.292.670
Prêmios de Resseguros
Variação de Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e
Capitalização (Nota 3o)
(42.138)
(79.658)
(182.163)
(185.837)
(3.470.856)
(3.042.504)
(9.632.587)
(8.321.480)
Sinistros Retidos (Nota 3o)
(2.471.887)
(2.323.665)
(7.062.879)
(6.132.453)
(573.390)
(518.681)
(1.543.421)
(1.225.391)
Sorteios e Resgates de Títulos de Capitalização (Nota 3o)
Despesas de Comercialização de Planos de Seguros, Previdência e
Capitalização (Nota 3o)
(410.524)
(383.517)
(1.165.518)
(929.266)
Despesas de Pessoal (Nota 25)
(2.411.027)
(2.237.696)
(6.769.294)
(5.885.386)
Outras Despesas Administrativas (Nota 26)
(2.808.246)
(2.662.914)
(8.035.409)
(6.608.141)
(851.086)
(721.149)
(2.307.978)
(2.016.212)
18.918
19.016
66.689
58.090
639.474
607.391
1.901.051
1.645.677
(1.648.953)
(1.554.185)
(5.185.355)
(5.108.363)
4.199.332
3.641.673
10.626.075
7.107.207
(22.965)
(122.053)
(240.392)
2.253.290
Despesas Tributárias (Nota 27)
Resultado de Participações em Coligadas (Nota 13b)
Outras Receitas Operacionais (Nota 28)
Outras Despesas Operacionais (Nota 29)
Resultado Operacional
Resultado Não Operacional (Nota 30)
Resultado antes da Tributação sobre o Lucro e Participações
Imposto de Renda e Contribuição Social (Notas 34a e 34b)
Participação Minoritária nas Controladas
Lucro Líquido
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
104
2009
Setembro
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
4.176.367
3.519.620
10.385.683
9.360.497
(1.586.153)
(1.096.581)
(3.252.052)
(3.513.286)
(63.310)
(17.721)
(98.703)
(15.870)
2.526.904
2.405.318
7.034.928
5.831.341
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido – Em Reais mil
Reservas de Capital
Capital
Social
Saldos em 31.12.2008
Ajustes de Avaliação Patrimonial
Aquisição de Ações em Tesouraria
Lucro Líquido
Destinações: - Reservas
- Juros sobre o Capital Próprio Provisionados
- Dividendos Pagos e/ou Provisionados
Saldos em 30.9.2009
23.000.000
23.000.000
Incentivos
Fiscais do
Imposto de
Renda
2.103
2.103
Saldos em 30.6.2010
Ajustes de Avaliação Patrimonial
Lucro Líquido
Destinações: - Reservas
- Juros sobre o Capital Próprio Provisionados
- Dividendos Pagos e/ou Provisionados
Saldos em 30.9.2010
28.500.000
28.500.000
Saldos em 31.12.2009
Aumento de Capital com Reservas
Aquisição de Ações em Tesouraria
Cancelamento de Ações em Tesouraria
Ajustes de Avaliação Patrimonial
Lucro Líquido
Destinações: - Reservas
- Juros sobre o Capital Próprio Provisionados
- Dividendos Pagos e/ou Provisionados
Saldos em 30.9.2010
26.500.000
2.000.000
28.500.000
Eventos
Outros
Reservas de Lucros
Legal
Estatutária
Ajuste de Avaliação
Patrimonial
Próprias
Controladas
Ações em
Lucros
Tesouraria Acumulados
Totais
60.511
60.511
1.853.688
291.567
2.145.255
10.006.599
3.552.450
13.559.049
(53.961)
(54.678)
(108.639)
(607.543)
921.701
314.158
(4.853)
(90.097)
(94.950)
- 34.256.544
867.023
(90.097)
5.831.341
5.831.341
(3.844.017)
(1.607.770) (1.607.770)
(379.554)
(379.554)
- 38.877.487
2.103
2.103
60.511
60.511
2.479.703
126.345
2.606.048
13.318.895
1.530.655
14.849.550
117.123
(37.075)
80.048
(183.012)
198.415
15.403
-
- 44.295.323
161.340
2.526.904
2.526.904
(1.657.000)
(717.988)
(717.988)
(151.916)
(151.916)
- 46.113.663
2.103
2.103
60.511
60.511
2.254.302
351.746
2.606.048
12.768.368
(2.000.000)
(193.614)
4.274.796
14.849.550
7.921
72.127
80.048
349.420
(334.017)
15.403
(188.874)
(4.740)
193.614
-
- 41.753.751
(4.740)
(261.890)
7.034.928
7.034.928
(4.626.542)
(1.975.947) (1.975.947)
(432.439)
(432.439)
- 46.113.663
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Bradesco
105
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Demonstração do Valor Adicionado – Em Reais mil
Descrição
2010
o
o
%
2 Trimestre
%
Setembro
%
Setembro
%
1 – Receitas
19.705.401
259,9
17.177.644
259,4
52.654.737
264,6
46.863.640
265,0
1.1) Intermediação Financeira
18.731.714
247,1
16.380.239
247,4
50.602.439
254,3
47.834.063
270,5
1.2) Prestação de Serviços
1.3) Provisão para créditos de
liquidação duvidosa
3.358.642
44,3
3.193.048
48,2
9.632.121
48,4
8.517.025
48,1
(2.259.680)
(29,8)
(2.318.996)
(35,0)
(6.737.963)
(33,9) (10.207.295)
(57,7)
(125.275)
(1,7)
(76.647)
(1,2)
(841.860)
1.4) Outras
2 – Despesas de Intermediação
Financeira
(9.274.254) (122,3)
(7.850.720) (118,6) (24.613.281) (123,7) (22.620.494) (127,9)
3 – Insumos Adquiridos de Terceiros
(2.332.469)
(30,7)
(2.200.481)
(33,2)
(6.634.454)
(33,3)
(5.409.581)
(30,6)
Materiais, água, energia e gás
(123.236)
(1,6)
(118.931)
(1,8)
(359.584)
(1,8)
(307.692)
(1,7)
Serviços de terceiros
(791.356)
(10,4)
(730.204)
(11,0)
(2.245.637)
(11,3)
(1.828.027)
(10,3)
Comunicação
(354.157)
(4,7)
(342.609)
(5,2)
(1.031.241)
(5,2)
(899.261)
(5,1)
(88.960)
(1,2)
(92.158)
(1,4)
(267.177)
(1,3)
(190.106)
(1,1)
(210.835)
(2,8)
(156.337)
(2,4)
(519.535)
(2,6)
(305.296)
(1,7)
Serviços do sistema financeiro
Propaganda, promoções e publicidade
(4,2)
719.847
4,1
Transporte
(163.372)
(2,2)
(160.839)
(2,4)
(466.522)
(2,3)
(404.955)
(2,3)
Processamento de dados
(217.702)
(2,9)
(205.812)
(3,1)
(614.280)
(3,1)
(560.067)
(3,2)
Manutenção e conservação de bens
(1,7)
(113.413)
(1,5)
(109.669)
(1,7)
(330.538)
(1,7)
(306.902)
Segurança e vigilância
(70.307)
(0,9)
(66.466)
(1,0)
(202.916)
(1,0)
(185.699)
(1,1)
Viagens
(39.414)
(0,5)
(28.884)
(0,4)
(89.452)
(0,4)
(55.926)
(0,3)
Outras
(159.717)
(2,0)
(188.572)
(2,8)
(507.572)
(2,6)
(365.650)
(2,1)
4 – Valor Adicionado Bruto (1-2-3)
5 – Depreciação, Amortização e
Exaustão
6 – Valor Adicionado Líquido
Produzido pela Entidade (4-5)
7 – Valor Adicionado Recebido em
Transferência
Resultado de Participações em
Coligadas
8.098.678
106,9
7.126.443
107,6
21.407.002
107,6
18.833.565
106,5
(536.445)
(7,1)
(525.201)
(7,9)
(1.576.906)
(7,9)
(1.209.944)
(6,8)
7.562.233
99,8
6.601.242
99,7
19.830.096
99,7
17.623.621
99,7
18.918
0,2
19.016
0,3
66.689
0,3
58.090
0,3
18.918
0,2
19.016
0,3
66.689
0,3
58.090
0,3
8 – Valor Adicionado a Distribuir (6+7)
7.581.151
100,0
6.620.258
100,0
19.896.785
100,0
17.681.711
100,0
9 – Distribuição do Valor Adicionado
7.581.151
100,0
6.620.258
100,0
19.896.785
100,0
17.681.711
100,0
9.1) Pessoal
2.084.187
27,5
1.933.995
29,1
5.853.872
29,4
5.137.679
29,1
Proventos
1.119.773
14,8
1.062.579
16,1
3.183.343
16,0
2.885.597
16,3
Benefícios
490.551
6,5
423.991
6,4
1.331.984
6,7
1.166.359
6,6
98.378
1,3
96.600
1,5
286.538
1,4
264.897
1,5
FGTS
Outros
375.485
4,9
350.825
5,1
1.052.007
5,3
820.826
4,7
9.2) Impostos, Taxas e Contribuições
2.764.079
36,5
2.121.431
32,0
6.475.452
32,5
6.277.205
35,5
Federais
2.658.175
35,1
2.020.721
30,5
6.162.456
31,0
5.992.311
33,9
1.876
-
1.394
-
5.076
-
7.302
-
Municipais
9.3) Remuneração de Capitais de
Terceiros
104.028
1,4
99.316
1,5
307.920
1,5
277.592
1,6
142.671
1,8
141.793
2,2
433.830
2,2
419.616
2,3
Aluguéis
138.886
1,8
137.015
2,1
419.420
2,1
410.854
2,3
3.785
-
4.778
0,1
14.410
0,1
8.762
-
2.590.214
34,2
2.423.039
36,7
7.133.631
35,9
5.847.211
33,1
Juros sobre o Capital Próprio
717.988
9,5
649.935
9,8
1.975.947
9,9
1.607.770
9,1
Dividendos
151.916
2,0
142.417
2,2
432.439
2,2
379.554
2,1
1.657.000
21,9
1.612.966
24,4
4.626.542
23,3
3.844.017
21,7
63.310
0,8
17.721
0,3
98.703
0,5
15.870
0,2
Estaduais
Arrendamento de bens
9.4) Remuneração de Capitais
Próprios
Lucros Retidos
Participação dos não Controladores nos
Lucros Retidos
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
106
2009
3 Trimestre
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Fluxo de Caixa Consolidado – Em Reais mil
2010
o
o
3 Trimestre 2 Trimestre
Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais:
Lucro Líquido antes do Imposto de Renda e Contribuição Social
Ajustes ao Lucro Líquido antes dos Impostos
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
Depreciações e Amortizações
Provisão/(Reversão) por Desvalorização de Ativos
(Reversão)/Despesas com Provisões Cíveis, Trabalhistas e Fiscais
Despesas com Atualização e Juros de Provisões Técnicas de Seguros,
Previdência e Capitalização
Resultado de Participações em Coligadas
(Ganho)/Perda na Venda de Investimentos
(Ganho)/Perda na Venda de Imobilizado
(Ganho)/Perda na Venda de Bens não de Uso Próprio
Outros
Lucro Líquido Ajustado Antes dos Impostos
(Aumento)/Redução em Aplicações Interfinanceiras de Liquidez
(Aumento)/Redução em Títulos para Negociação e Instrumentos
Financeiros Derivativos
(Aumento)/Redução em Relações Interfinanceiras e Interdependências
(Aumento) em Operações de Crédito e de Arrendamento Mercantil
(Aumento)/Redução em Prêmios de Seguros a Receber
Aumento em Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e
Capitalização
Aumento/(Redução) em Resultados de Exercícios Futuros
(Aumento)/Redução em Outros Créditos e Outros Valores e Bens
Aumento/(Redução) em Outras Obrigações
Participações dos Acionistas Minoritários
Imposto de Renda e Contribuição Social Pagos
Caixa Líquido Proveniente/Utilizado das Atividades Operacionais
Fluxo de Caixa das Atividades de Investimentos:
(Aumento) em Depósitos Compulsórios no Banco Central do Brasil
(Aumento) em Títulos Disponíveis para Venda
(Aumento) em Títulos Mantidos até o Vencimento
Alienação de Bens Não de Uso Próprio
Alienação de Investimentos
Alienação de Imobilizado de Uso e de Arrendamento
Aquisição de Bens Não de Uso Próprio
Aquisição de Investimentos
Aquisição de Imobilizado de Uso e de Arrendamento
Aplicação no Intangível
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Recebidos
Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de
Investimentos
Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento:
Aumento em Depósitos
Aumento em Captações no Mercado Aberto
Aumento/(Redução) em Recursos de Emissão de Títulos
Aumento/(Redução) em Obrigações por Empréstimos e Repasses
Aumento/(Redução) em Dívidas Subordinadas
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio Pagos
Aquisições de Ações Próprias
Caixa Líquido Proveniente/Utilizado nas Atividades de
Financiamento
Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa
Caixa e Equivalentes de Caixa - Início do Período
Caixa e Equivalentes de Caixa - Fim do Período
Aumento/(Redução) Líquida, de Caixa e Equivalentes de Caixa
Setembro
2009
Setembro
4.176.367
5.374.825
2.259.680
536.445
1.179
726.257
3.519.620
4.620.778
2.318.996
525.201
1.787
742.452
10.385.683
15.382.813
6.737.963
1.576.906
521
2.585.980
9.360.497
16.260.730
10.207.295
1.209.944
(29.771)
2.936.011
1.854.425
(18.918)
(26.402)
6.001
9.796
26.362
9.551.192
(15.168.065)
981.331
(19.016)
617
6.545
88.714
(25.849)
8.140.398
13.388.495
4.329.305
(66.689)
(25.785)
8.306
189.170
47.136
25.768.496
(720.371)
3.956.827
(58.090)
(2.474.692)
13.535
199.262
300.409
25.621.227
(1.520.198)
(24.776.711)
13.716
(11.043.297)
7.833
2.599.022
(58.311)
(12.110.544)
(23.984)
(25.080.039)
(1.381.774)
(34.271.495)
279.085
(4.298.855)
(1.498.480)
(8.506.905)
(792.319)
1.199.968
(24.501)
(6.252.270)
6.859.412
(57.961)
(533.103)
(40.223.787)
642.065
44.160
(4.797.817)
2.079.415
(156.319)
(666.562)
9.080.018
2.461.554
(8.569)
(11.864.389)
12.060.700
(213.080)
(2.481.691)
(35.451.573)
2.856.805
23.717
10.379.869
(3.853.905)
22.451
(3.166.582)
15.266.825
(694.141)
(13.186.749)
(420.301)
174.150
14.982
105.172
(209.292)
(56.478)
(269.548)
(733.720)
4.519
(12.979.536)
(3.272.842)
(549.076)
75.354
4.920
32.319
(220.449)
(9.543)
(319.243)
(390.693)
25.436
(31.174.766)
(20.587.737)
(2.709.411)
276.682
19.902
252.480
(651.326)
(66.722)
(759.338)
(1.305.722)
35.145
(3.072.410)
(9.705.233)
(1.653.528)
223.218
2.735.937
134.591
(794.235)
(224.610)
(825.236)
(1.209.762)
54.979
(15.271.406)
(17.603.353)
(56.670.813)
(14.336.289)
7.742.289
25.875.024
1.020.023
2.964.699
2.312.632
(705.705)
-
7.730.296
2.961.738
4.178.848
4.825.547
(156.118)
(142.417)
-
15.121.174
43.735.691
6.266.800
10.670.254
2.593.266
(2.487.347)
(4.740)
3.494.168
22.626.527
(1.900.837)
(4.922.607)
3.632.111
(2.721.045)
(90.097)
39.208.962
(16.286.231)
82.779.856
66.493.625
(16.286.231)
19.397.894
10.874.559
71.905.297
82.779.856
10.874.559
75.895.098
(16.227.288)
82.720.913
66.493.625
(16.227.288)
20.118.220
21.048.756
64.131.372
85.180.128
21.048.756
As Notas Explicativas são parte integrante das Demonstrações Contábeis.
Bradesco
107
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Apresentamos as Notas Explicativas que integram o conjunto das Demonstrações Contábeis Consolidadas
do Banco Bradesco S.A., distribuída da seguinte forma:
Página
108
1) CONTEXTO OPERACIONAL
109
2) APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
109
3) PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS
111
4) INFORMAÇÕES PARA EFEITO DE COMPARABILIDADE
118
5) BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO AJUSTADOS POR SEGMENTO DE NEGÓCIO
119
6) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
120
7) APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ
121
8) TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS
122
9) RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS – CRÉDITOS VINCULADOS
136
10) OPERAÇÕES DE CRÉDITO
137
11) OUTROS CRÉDITOS
149
12) OUTROS VALORES E BENS
151
13) INVESTIMENTOS
151
14) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO
153
15) INTANGÍVEL
154
16) DEPÓSITOS, CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO E RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS
156
17) OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES
161
18) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS – FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS
162
19) DÍVIDAS SUBORDINADAS
166
20) OUTRAS OBRIGAÇÕES
167
21) OPERAÇÕES DE SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO
168
22) PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA NAS CONTROLADAS
171
23) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADOR)
171
24) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
174
25) DESPESAS DE PESSOAL
174
26) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS
174
27) DESPESAS TRIBUTÁRIAS
175
28) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
175
29) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
175
30) RESULTADO NÃO OPERACIONAL
175
31) TRANSAÇÕES COM CONTROLADORES (DIRETAS E INDIRETAS)
176
32) INSTRUMENTOS FINANCEIROS
178
33) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS
188
34) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
189
35) OUTRAS INFORMAÇÕES
192
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
1)
CONTEXTO OPERACIONAL
O Banco Bradesco S.A. (Bradesco) é uma companhia aberta de direito privado que, operando na forma
de Banco Múltiplo, desenvolve atividades bancárias em todas as modalidades autorizadas, por meio de
suas carteiras comerciais, de operações de câmbio, de crédito ao consumidor e de crédito imobiliário.
Por intermédio de suas controladas, direta e indiretamente, atua também em diversas outras atividades,
com destaque para Arrendamento Mercantil, Banco de Investimentos, Corretora de Títulos e Valores
Mobiliários, Administração de Consórcios, Cartões de Crédito, Seguros, Previdência e Capitalização. As
operações são conduzidas no contexto do conjunto das empresas da Organização Bradesco, atuando no
mercado de modo integrado.
2)
APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
As demonstrações contábeis consolidadas do Bradesco abrangem as demonstrações contábeis do
Banco Bradesco, suas agências no exterior, empresas controladas e empresas de controle
compartilhado, direta e indiretamente, no país e no exterior, bem como entidades de propósito específico
(EPE), e foram elaboradas a partir de diretrizes contábeis emanadas da Lei no 6.404/76 das Sociedades
por Ações, e alterações introduzidas pelas Leis no 11.638/07 e no 11.941/09, para a contabilização das
operações, associadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional (CMN), do Banco
Central do Brasil (Bacen), da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quando aplicável, do Conselho
Nacional de Seguros Privados (CNSP), da Superintendência de Seguros Privados (Susep), da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e consideram as demonstrações contábeis das sociedades de
arrendamento mercantil pelo método financeiro, com a reclassificação do imobilizado de arrendamento
para a rubrica de operações de arrendamento mercantil, deduzido do valor residual recebido
antecipadamente.
Para a elaboração dessas demonstrações contábeis consolidadas, foram eliminadas as participações de
uma empresa em outra, os saldos de contas patrimoniais, as receitas, as despesas e os lucros não
realizados entre as empresas, bem como foram destacadas as parcelas do lucro líquido e do patrimônio
líquido referentes às participações dos acionistas não-controladores. No caso dos investimentos nas
sociedades em que o controle acionário é compartilhado com outros acionistas, os componentes do
ativo, do passivo e do resultado foram agregados às demonstrações contábeis consolidadas na
proporção da participação no capital social de cada investida. Os ágios apurados nas aquisições de
investimentos em empresas controladas e empresas de controle compartilhado, estão apresentados em
investimentos e intangível (Nota 15a). A variação cambial das operações das agências e empresas
controladas no exterior está apresentada na rubrica de resultado com instrumentos financeiros
derivativos, para eliminar o efeito dos instrumentos de proteção desses investimentos.
As demonstrações contábeis incluem estimativas e premissas, como a mensuração de provisões para
perdas com operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros,
provisão para contingências, perdas por redução ao valor recuperável – impairment de títulos e valores
mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda e títulos mantidos até o
vencimento e ativos não financeiros, outras provisões, cálculo de provisões técnicas de seguros, planos
de previdência complementar e capitalização e sobre a determinação da vida útil de determinados ativos.
Os resultados efetivos podem ser diferentes daquelas estimativas e premissas.
As demonstrações contábeis consolidadas do Bradesco foram aprovadas pelo Conselho de
Administração em 26 de outubro de 2010.
Destacamos as principais sociedades, com participação direta e indireta, incluídas nas demonstrações
contábeis consolidadas:
Bradesco
109
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Participação total
Atividade
2010
30 de
30 de
setembro
junho
2009
30 de
setembro
Ramo Financeiro – país
Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A.
Bancária
100,00%
100,00%
Banco Alvorada S.A. (1)
Bancária
99,95%
99,95%
100,00%
99,94%
Banco Bradesco Financiamentos S.A. (3)
Bancária
100,00%
100,00%
100,00%
Banco Bankpar S.A.
Bancária
100,00%
100,00%
100,00%
Banco Bradesco BBI S.A. (4)
Banco de investimentos
98,35%
98,35%
98,33%
Banco Boavista Interatlântico S.A.
Bancária
100,00%
100,00%
100,00%
Bankpar Arrendamento Mercantil S.A.
Arrendamento
100,00%
100,00%
100,00%
Banco Bradesco Cartões S.A.
Bancária
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Administradora de Consórcios Ltda.
Adm. de consórcios
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil
Arrendamento
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco S.A. Corretora de Títulos e Valores Mobiliários
Corretora
100,00%
100,00%
100,00%
BRAM - Bradesco Asset Management S.A. DTVM
Adm. de ativos
100,00%
100,00%
100,00%
100,00%
Ágora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Corretora
100,00%
100,00%
Banco Ibi S.A. (10)
Bancária
100,00%
100,00%
-
Cielo S.A. (2) (5) (6) (7) (8) (11)
Prestação de serviços
28,65%
26,56%
26,56%
Ramo Financeiro – exterior
Banco Bradesco Argentina S.A.
Bancária
99,99%
99,99%
99,99%
Banco Bradesco Europa S.A.(15)
Bancária
100,00%
100,00%
100,00%
Banco Bradesco S.A. Grand Cayman Branch (9)
Bancária
100,00%
100,00%
100,00%
Banco Bradesco New York Branch
Bancária
100,00%
100,00%
100,00%
Banco Bradesco S.A. Nassau Branch
Bancária
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Securities, Inc.
Corretora
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Securities, Uk.
Corretora
100,00%
100,00%
100,00%
Atlântica Capitalização S.A.
Capitalização
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Argentina de Seguros S.A.
Seguradora
99,90%
99,90%
99,90%
Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros
Seguradora
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Capitalização S.A.
Capitalização
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Saúde S.A.
Seguradora/saúde
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Dental S.A. (12) (16)
Seguradora/saúde dental
-
43,50%
100,00%
Odontoprev S.A. (2) (13)
Seguradora/saúde dental
43,50%
43,50%
-
Bradesco Seguros S.A.
Seguradora
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesco Vida e Previdência S.A.
Previdência/seguradora
100,00%
100,00%
100,00%
Atlântica Companhia de Seguros
Seguradora
100,00%
100,00%
100,00%
Ramo Segurador, de Previdência e de Capitalização
Outras atividades
110
Átria Participações Ltda. (14)
Holding
-
-
100,00%
Andorra Holdings S.A.
Holding
54,01%
54,01%
54,01%
Bradescor Corretora de Seguros Ltda.
Corretora de seguros
100,00%
100,00%
100,00%
Bradesplan Participações Ltda.
Holding
100,00%
100,00%
100,00%
Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Rubi
Aquisição de créditos
100,00%
100,00%
100,00%
Columbus Holdings S.A.
Holding
100,00%
100,00%
100,00%
Nova Paiol Participações Ltda.
Holding
100,00%
100,00%
100,00%
Scopus Tecnologia Ltda.
Informática
100,00%
100,00%
100,00%
Tempo Serviços Ltda.
Prestação de serviços
100,00%
100,00%
100,00%
União Participações Ltda.
Holding
100,00%
100,00%
100,00%
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
(7)
(8)
(9)
(10)
(11)
(12)
(13)
(14)
(15)
(16)
3)
Aumento de participação pela subscrição total do aumento de capital ocorrido em maio de 2010;
Empresa cujos serviços de auditoria, em 2009, foram efetuados por outros auditores independentes;
Atual denominação do Banco Finasa BMC S.A.;
Aumento de participação em função da subscrição total do aumento de capital social, realizado em dezembro de 2009;
Empresa cujos serviços de auditoria, em 2010, foram efetuados por outros auditores independentes;
o
o
Empresas consolidadas proporcionalmente, em consonância com a Resolução n 2.723/00 do CMN e Instrução CVM n
247/96;
Aumento na participação pela aquisição parcial em julho de 2010;
Está sendo consolidada a entidade de propósito específico denominada Brazilian Merchant Voucher Receivables Limited,
sociedade participante da operação de securitização do fluxo futuro de recebíveis de faturas de cartão de crédito de clientes
residentes no exterior (Nota 16d);
Está sendo consolidada a entidade de propósito específico denominada International Diversified Payment Rights Company,
sociedade participante da operação de securitização do fluxo futuro de ordens de pagamentos recebidas do exterior (Nota
16d);
Empresa adquirida em outubro de 2009;
Atual denominação da Companhia Brasileira de Meios de Pagamento –Visanet;
Redução de participação face a incorporação de ações da Bradesco Dental pela Odontoprev em outubro de 2009;
Participação recebida na operação de incorporação de ações da Bradesco Dental pela Odontoprev em outubro de 2009;
Empresa incorporada em fevereiro de 2010;
Atual denominação do Banco Bradesco Luxembourg S.A.; e
Empresa foi incorporada pela Odontoprev em julho de 2010.
PRINCIPAIS DIRETRIZES CONTÁBEIS
a) Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações contábeis consolidadas estão apresentadas em reais, que é a moeda funcional do
Bradesco. Substancialmente, as operações das agências e controladas no exterior são, na essência,
uma extensão das atividades do Brasil, portanto os ativos, os passivos e os resultados são ajustados
às diretrizes contábeis vigentes no Brasil e convertidos para reais, de acordo com as taxas de câmbio
da moeda local. Ganhos e perdas resultantes do processo de conversão são registrados no resultado
do período.
b) Apuração do resultado
O resultado é apurado de acordo com o regime de competência, que estabelece que as receitas e
despesas devem ser incluídas na apuração dos resultados dos períodos em que ocorrerem, sempre
simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento.
As operações com taxas pré-fixadas são registradas pelo valor de resgate, e as receitas e despesas
correspondentes ao período futuro são apresentadas em conta redutora dos respectivos ativos e
passivos. As receitas e despesas de natureza financeira são contabilizadas pelo critério “pro-rata” dia
e calculadas com base no método exponencial, exceto aquelas relativas a títulos descontados ou
relacionadas a operações no exterior, que são calculadas com base no método linear.
As operações com taxas pós-fixadas ou indexadas a moedas estrangeiras são atualizadas até a data
do balanço.
Os prêmios de seguros e cosseguros aceitos, deduzidos dos prêmios cedidos em cosseguro e
resseguro, bem como as comissões correspondentes, são apropriados ao resultado pela vigência das
respectivas apólices e faturas de seguros, e diferidos para apropriação, em bases lineares, no
decorrer do prazo de vigência das apólices, pelo período de cobertura do risco, mediante constituição
e reversão da provisão de prêmios não ganhos e da despesa de comercialização diferida. As
operações de cosseguros aceitos e de retrocessões são contabilizadas com base nas informações
recebidas das congêneres e de resseguradoras, respectivamente.
As contribuições de planos de previdência complementar e os prêmios de seguros de vida com
cobertura de sobrevivência são reconhecidos no resultado quando efetivamente recebidos.
As receitas dos planos de capitalização são contabilizadas quando do seu efetivo recebimento,
excetuando os títulos pré-impressos de valor definido e de pagamento único, os quais são registrados
Bradesco
111
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
na sua emissão. As despesas com colocação de títulos, classificadas como “Despesas de
Comercialização”, são reconhecidas contabilmente quando incorridas. As despesas de corretagem
são registradas quando do efetivo recebimento das correspondentes contribuições aos planos de
capitalização. Os resgates e sorteios são contabilizados simultaneamente ao reconhecimento das
correspondentes receitas.
As despesas com provisões técnicas de previdência e capitalização são contabilizadas
simultaneamente ao reconhecimento das correspondentes receitas.
c) Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa são representados por disponibilidades em moeda nacional, moeda
estrangeira, aplicações em ouro, aplicações no mercado aberto e aplicações em depósitos
interfinanceiros, cujo vencimento das operações, na data da efetiva aplicação, seja igual ou inferior a
90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo, que são utilizados pelo Banco
para gerenciamento de seus compromissos de curto prazo.
d) Aplicações interfinanceiras de liquidez
As operações compromissadas realizadas com acordo de livre movimentação são ajustadas pelo
valor de mercado. As demais aplicações são registradas ao custo de aquisição, acrescidas dos
rendimentos auferidos até a data do balanço, deduzidas de provisão para desvalorização, quando
aplicável.
e) Títulos e valores mobiliários – Classificação
 Títulos para negociação – adquiridos com o propósito de serem ativa e frequentemente
negociados. São ajustados pelo valor de mercado em contrapartida ao resultado do período;
 Títulos disponíveis para venda – que não se enquadrem como para negociação nem como
mantidos até o vencimento. São ajustados ao valor de mercado em contrapartida à conta
destacada do patrimônio líquido, deduzidos dos efeitos tributários; e
 Títulos mantidos até o vencimento – adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua
manutenção em carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos
rendimentos auferidos em contrapartida ao resultado do período.
Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda,
bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial
consolidado pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços
de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características
semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são
baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa
descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo possa exigir
julgamento ou estimativa significativa por parte da Administração.
f) Instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos)
São classificados de acordo com a intenção da Administração, na data da contratação da operação,
levando-se em conta se sua finalidade é para proteção contra risco (hedge) ou não.
As operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos destinam-se a atender as
necessidades próprias para administrar a exposição global do Bradesco, bem como para o
atendimento de solicitações de seus clientes, no sentido de administração de suas posições. As
valorizações ou desvalorizações são registradas em contas de receitas ou despesas dos respectivos
instrumentos financeiros.
Os instrumentos financeiros derivativos utilizados para mitigar os riscos decorrentes das exposições
às variações no valor de mercado dos ativos e passivos financeiros são considerados como
112
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
instrumentos de proteção (hedge) e são classificados de acordo com sua natureza em:
 Hedge de risco de mercado: os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, bem como
seus ativos e passivos financeiros relacionados, objeto de hedge, têm seus ganhos e perdas,
realizados ou não realizados, registrados em conta de resultado; e

Hedge de fluxo de caixa: para os instrumentos financeiros classificados nesta categoria, a parcela
efetiva das valorizações ou desvalorizações é registrada, líquida dos efeitos tributários, em conta
destacada no patrimônio líquido. A parcela não efetiva do respectivo hedge é reconhecida
diretamente em conta de resultado.
g) Operações de crédito, de arrendamento mercantil, adiantamentos sobre contratos de câmbio,
outros créditos com características de concessão de crédito e provisão para créditos de
liquidação duvidosa
As operações de crédito, de arrendamento mercantil, adiantamentos sobre contratos de câmbio e
outros créditos com características de concessão de crédito são classificados nos respectivos níveis
de risco, observando: (i) os parâmetros estabelecidos pela Resolução no 2.682/99 do CMN, que
requerem a sua classificação de riscos em nove níveis, sendo “AA” (risco mínimo) e “H” (risco
máximo); e (ii) a avaliação da Administração quanto ao nível de risco. Essa avaliação, realizada
periodicamente, considera a conjuntura econômica, a experiência passada e os riscos específicos e
globais em relação às operações, aos devedores e garantidores. Adicionalmente, também são
considerados os períodos de atraso definidos na Resolução no 2.682/99 do CMN, para atribuição dos
níveis de classificação dos clientes da seguinte forma:
Período de atraso (1)
(1)
Classificação do cliente
● de 15 a 30 dias
B
● de 31 a 60 dias
C
● de 61 a 90 dias
D
● de 91 a 120 dias
E
● de 121 a 150 dias
F
● de 151 a 180 dias
G
● superior a 180 dias
H
Para as operações com prazo a decorrer superior a 36 meses, é realizada a contagem em dobro dos prazos, conforme
o
facultado pela Resolução n 2.682/99 do CMN.
A atualização (accrual) destas operações vencidas até o 59o dia é contabilizada em receitas e, a partir
do 60o dia, em rendas a apropriar.
As operações em atraso classificadas como nível “H” permanecem nessa classificação por seis
meses, quando então são baixadas contra a provisão existente e controladas em conta de
compensação por no mínimo cinco anos, não sendo mais registradas em contas patrimoniais.
As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas.
As renegociações que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de
compensação, são classificadas como nível “H” e as eventuais receitas provenientes da renegociação
somente são reconhecidas quando efetivamente recebidas. Quando houver amortização significativa
da operação ou quando novos fatos relevantes justificarem a mudança do nível de risco, poderá
ocorrer a reclassificação da operação para categoria de menor risco.
A provisão para créditos de liquidação duvidosa é apurada em valor suficiente para cobrir prováveis
perdas e leva em conta as normas e instruções do CMN e do Bacen, associadas às avaliações
procedidas pela Administração na determinação dos riscos de crédito.
Bradesco
113
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
h) Imposto de renda e contribuição social (ativo e passivo)
Os créditos tributários de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido, calculados
sobre prejuízo fiscal, base negativa de contribuição social e de adições temporárias, são registrados
na rubrica “Outros Créditos – Diversos”, e a provisão para as obrigações fiscais diferidas sobre
superveniência de depreciação e ajustes a valor de mercado dos títulos e valores mobiliários são
registrados na rubrica “Outras Obrigações – Fiscais e Previdenciárias”, sendo que para a
superveniência de depreciação é aplicada somente a alíquota de imposto de renda.
Os créditos tributários sobre as adições temporárias serão realizados quando da utilização e/ou
reversão das respectivas provisões sobre as quais foram constituídos. Os créditos tributários sobre
prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social serão realizados de acordo com a geração de
lucros tributáveis, observado o limite de 30% do lucro real do período-base. Tais créditos tributários
são reconhecidos contabilmente baseados nas expectativas atuais de realização, considerando os
estudos técnicos e análises realizadas pela Administração.
A provisão para imposto de renda é constituída à alíquota-base de 15% do lucro tributável, acrescida
de adicional de 10%. A contribuição social sobre o lucro é calculada considerando a alíquota de 15%
para empresas financeiras e do ramo segurador e de 9% para as demais empresas.
Os créditos tributários originados em períodos anteriores, decorrentes da elevação da alíquota da
contribuição social para 15% das empresas financeiras e do ramo segurador, são registrados até o
limite das obrigações tributárias consolidadas correspondentes (Nota 34).
Foram constituídas provisões para os demais impostos e contribuições sociais, de acordo com as
respectivas legislações vigentes.
De acordo com a Lei no 11.941/09, as modificações no critério de reconhecimento de receitas, custos
e despesas computadas na apuração do lucro líquido do período, introduzidas pela Lei no 11.638/07 e
pelos artigos 37 e 38 da Lei no 11.941/09, não terão efeitos para fins de apuração do lucro real da
pessoa jurídica optante pelo Regime Tributário de Transição – RTT, devendo ser considerados, para
fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. Para fins
contábeis, os efeitos tributários da adoção das mencionadas leis estão registrados nos ativos e
passivos diferidos correspondentes.
i) Despesas antecipadas
Correspondem às aplicações de recursos em pagamentos antecipados, cujos direitos de benefícios
ou prestação de serviços ocorrerão em períodos futuros, sendo registradas no ativo de acordo com o
princípio da competência.
Esse grupo de contas é representado, basicamente: (i) pelas comissões pagas a revendedores na
colocação de financiamento de veículos; (ii) pelas comissões a corretores de seguros; e (iii) pelos
pagamentos antecipados de despesas com propaganda e publicidade, conforme Nota 12b.
j) Investimentos
Os investimentos em empresas controladas, empresas de controle compartilhado e empresas
coligadas com influência significativa ou participação de 20% ou mais no capital votante, são
avaliados pelo método de equivalência patrimonial.
Os incentivos fiscais e outros investimentos são avaliados pelo custo de aquisição, deduzidos de
provisão para perdas e da redução ao valor recuperável - impairment, quando aplicável.
114
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Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
k) Imobilizado
Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das
atividades ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram os
riscos, benefícios e controles dos bens para a entidade.
É demonstrado ao custo de aquisição, líquido das respectivas depreciações acumuladas, calculadas
pelo método linear de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens, sendo: imóveis de uso 4% ao ano; móveis e utensílios e máquinas e equipamentos – 10% ao ano; sistemas de transportes –
20% ao ano; e sistemas de processamento de dados – de 20% a 50% ao ano e redução ao valor
recuperável – impairment, quando aplicável.
l) Intangível
Corresponde aos direitos adquiridos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à
manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade.
São compostos por:
 Rentabilidade futura/carteira de clientes adquirida e aquisição de direito para prestação de
serviços bancários
São registrados e amortizados, quando aplicável, em um período no qual o ativo deverá contribuir,
direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa futuro e ajustados por redução ao valor recuperável
– impairment, quando aplicável; e
 Software
São registrados ao custo, deduzido da amortização pelo método linear durante a vida útil estimada
(20% a 50% ao ano), a partir da data da sua disponibilidade para uso e ajustados por redução ao
valor recuperável – impairment, quando aplicável. Gastos com o desenvolvimento interno de
softwares são reconhecidos como ativo quando é possível demonstrar a intenção e a capacidade
de concluir tal desenvolvimento, bem como mensurar com segurança os custos diretamente
atribuíveis ao mesmo, que serão amortizados durante sua vida útil estimada, considerando os
benefícios econômicos futuros gerados.
m) Redução ao valor recuperável de ativos – impairment
Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de títulos disponíveis para venda e títulos
mantidos até o vencimento e ativos não financeiros, exceto outros valores e bens e créditos
tributários, são revistos no mínimo anualmente, para determinar se há alguma indicação de perda por
redução ao valor recuperável - impairment, que é reconhecida no resultado do período quando o valor
contábil de um ativo exceder o seu valor recuperável (apurado pelo seu potencial valor de venda, ou
valor de realização deduzido das respectivas despesas ou pelo valor em uso calculado pela unidade
geradora de caixa, dos dois o maior).
Uma unidade geradora de caixa é o menor grupo identificável de ativos que gera fluxos de caixa
substancialmente independentes de outros ativos e grupos.
n) Depósitos e captações no mercado aberto
São demonstrados pelos valores das exigibilidades e consideram, quando aplicável, os encargos
exigíveis até a data do balanço, reconhecidos em base “pro-rata” dia.
o) Provisões técnicas relacionadas às atividades de seguros, previdência e capitalização
As provisões técnicas são calculadas de acordo com notas técnicas atuariais conforme disposto pela
Susep e ANS, e com os critérios estabelecidos pelas Resoluções CNSP no 162/06, no 181/07, no
195/08 e no 204/09.
Bradesco
115
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
 Seguros de ramos elementares, vida e saúde:
-
A provisão de prêmios não ganhos (PPNG) é constituída pelos prêmios retidos (exceto cessão
a resseguro, já que de acordo com a Resolução CNSP no 195/08, a partir de 2009 as
sociedades seguradoras não devem deduzir do cálculo das provisões os valores transferidos a
terceiros através de operações de resseguro) que são diferidos no decorrer do prazo de
vigência dos contratos de seguros, determinando o valor “pro-rata” dia do prêmio não ganho do
período do risco a decorrer (risco futuro das apólices em vigência). ANS, por meio de sua
Resolução Normativa – RN no 206, de 2009, extinguiu a PPNG para as operadoras e
seguradoras de saúde privada, com vigência a partir de janeiro de 2010, determinando também
a contabilização da receita de prêmios “pro-rata temporis” em contrapartida à reversão total da
provisão;
-
A provisão de sinistros ocorridos mas não avisados (IBNR) é calculada atuarialmente para
quantificar o montante dos sinistros ocorridos e que não foram avisados pelos
segurados/beneficiários. De acordo com a Resolução CNSP no 195/08, a partir de 2009 as
sociedades seguradoras não devem deduzir do cálculo das provisões os valores transferidos a
terceiros através de operações de resseguro;
-
A provisão de sinistros a liquidar é constituída com base nas estimativas de pagamentos de
indenizações, conforme os avisos de sinistros recebidos dos segurados até a data do balanço.
A provisão é atualizada monetariamente e inclui todos os sinistros em discussão judicial. No
caso do seguro saúde, conforme nota técnica aprovada pela ANS, a provisão de sinistros a
liquidar é constituída pelos sinistros em discussão judicial e é complementar à IBNR;
-
A provisão complementar de prêmio (PCP) é constituída mensalmente para complementar a
PPNG;
-
A provisão de insuficiência de prêmios é constituída quando constatada insuficiência na
provisão de prêmios não ganhos para cobertura dos sinistros a ocorrer, considerando o valor
esperado de indenizações e despesas relacionadas, ao longo dos prazos a decorrer referentes
aos riscos vigentes na data-base de cálculo;
-
Outras provisões técnicas referem-se à provisão para fazer face às diferenças dos reajustes
futuros de prêmios e aqueles necessários ao equilíbrio técnico da carteira de planos de saúde
individuais, adotando-se formulação constante de nota técnica atuarial aprovada pela ANS.
Para ramos elementares, essa provisão refere-se aos prêmios dos produtos de garantia
estendida, que ainda se encontram no prazo de garantia do fabricante;
-
A provisão de benefícios a conceder, da carteira de planos de saúde individual, refere-se à
cobertura de remissão por cinco anos para os dependentes do titular em caso de falecimento
deste, adotando-se formulação constante de nota técnica atuarial aprovada pela ANS; e
-
A provisão de benefícios concedidos, da carteira de planos de saúde individual, é constituída
pelas obrigações decorrentes das cláusulas contratuais de remissão das contraprestações
pecuniárias referentes à cobertura de assistência à saúde, e sua constituição obedece ao
previsto na Resolução Normativa - RN no 75/04, da ANS, e pelos prêmios de remissão por
pagamento dos segurados participantes do seguro Bradesco Saúde – “Plano GBS”.
 Previdência complementar aberta e seguros de vida com cobertura de sobrevivência:
116
-
A provisão matemática de benefícios a conceder refere-se aos participantes cujos benefícios
ainda não iniciaram. Nos planos de previdência, conhecidos como “tradicionais”, a provisão
representa a diferença entre o valor atual dos benefícios futuros e o valor atual das
contribuições futuras, correspondentes às obrigações assumidas sob a forma de planos de
aposentadoria, invalidez, pensão e pecúlio. A provisão é calculada segundo metodologia e
premissas estabelecidas em Notas Técnicas Atuariais;
-
As provisões matemáticas de benefícios a conceder vinculadas a seguros de vida e planos de
previdência da modalidade “gerador de benefícios livres” (VGBL e PGBL) representam o
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
montante das contribuições efetuadas pelos participantes, líquidas de carregamento e outros
encargos contratuais, acrescidas dos rendimentos financeiros gerados pela aplicação dos
recursos em fundos de investimento em quotas de fundos de investimento especialmente
constituídos (FIEs);
-
A provisão matemática de benefícios concedidos refere-se aos participantes que se encontram
em gozo de benefícios e corresponde ao valor atual das obrigações futuras referentes aos
pagamentos de benefícios continuados;
-
A provisão de insuficiência de contribuição (PIC) é constituída para fazer face a eventual
oscilação desfavorável nos riscos técnicos assumidos na provisão matemática de benefícios a
conceder e na provisão matemática de benefícios concedidos, considerando tendência de
maior sobrevida dos participantes. Nos planos com risco de sobrevivência a provisão é
calculada atuarialmente e leva em consideração a tábua biométrica AT-2000 Male (suavizada)
para homens e AT-2000 Female (suavizada) para mulheres, improvement de 1,5% ao ano e
taxa real de juros de 4% ao ano. Nos planos com risco de sobrevivência de inválidos a provisão
leva em consideração a tábua biométrica AT-49 Male e taxa real de juros de 4% ao ano.
Improvement é uma técnica que atualiza a tábua de sobrevivência automaticamente,
considerando o aumento esperado da sobrevida futura;
-
A provisão de oscilação financeira é constituída até o limite de 15% da provisão matemática de
benefícios a conceder relativa aos planos de previdência na modalidade de contribuição
variável com garantia de rendimentos para cobrir eventuais oscilações financeiras. No cálculo
dessa provisão é utilizada a taxa de juros real de 4% ao ano;
-
A provisão de despesas administrativas é constituída para cobrir as despesas administrativas
dos planos de benefício definido e de contribuição variável. É calculada em conformidade com
metodologia estabelecida em nota técnica atuarial; e
-
A provisão de excedente financeiro corresponde a parte do rendimento financeiro obtido com a
aplicação das provisões que excede a rentabilidade mínima dos planos de previdência com
cláusula de participação de excedente financeiro.
 Capitalização:
-
A provisão matemática para resgates é constituída para cada título ativo ou suspenso durante
o prazo previsto nas condições gerais do plano. É calculada conforme metodologia descrita em
notas técnicas atuariais aprovadas pela Susep;
-
As provisões para resgates são constituídas pelos valores dos títulos vencidos e também pelos
valores dos títulos ainda não vencidos mas que tiveram solicitação de resgate antecipado pelos
clientes. As provisões são atualizadas monetariamente com base nos indexadores previstos
em cada plano; e
-
As provisões para sorteios a realizar e a pagar são constituídas para fazer face aos prêmios
provenientes dos sorteios futuros (a realizar) e também aos prêmios provenientes dos sorteios
em que os clientes já foram contemplados (a pagar).
p) Ativos e passivos contingentes e obrigações legais – fiscais e previdenciárias
O reconhecimento, a mensuração e a divulgação das contingências ativas e passivas e obrigações
legais são efetuados de acordo com os critérios definidos na Resolução no 3.823/09 do CMN e na
Deliberação CVM no 594/09, sendo:
Bradesco
117
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
 Ativos Contingentes: não são reconhecidos contabilmente, exceto quando a Administração possui
total controle da situação ou quando há garantias reais ou decisões judiciais favoráveis, sobre as
quais não cabem mais recursos, caracterizando o ganho como praticamente certo e pela
confirmação da capacidade de sua recuperação por recebimento ou compensação com outro
passivo exigível. Os ativos contingentes cuja expectativa de êxito é provável são divulgados nas
notas explicativas (Nota 18a);
 Passivos Contingentes: são constituídos levando em conta a opinião dos assessores jurídicos, a
natureza das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento
de Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável
saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem
mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes classificados como de perdas
possíveis não são reconhecidos contabilmente, devendo ser apenas divulgados nas notas
explicativas, quando individualmente relevantes, e os classificados como remotos não requerem
provisão e nem divulgação (Notas 18b e 18c); e
 Obrigações Legais - Fiscais e Previdenciárias: decorrem de processos judiciais relacionados a
obrigações tributárias, cujo objeto de contestação é sua legalidade ou constitucionalidade, que,
independentemente da avaliação acerca da probabilidade de sucesso, têm os seus montantes
reconhecidos integralmente nas demonstrações contábeis (Nota 18b).
q) Despesas associadas às captações de recursos
Nas operações de captação de recursos mediante emissão de títulos e valores mobiliários, as
despesas associadas são apresentadas como redutoras do passivo e apropriadas ao resultado de
acordo com o prazo da operação.
r) Outros ativos e passivos
Os ativos estão demonstrados pelos valores de realização, incluindo, quando aplicável, os
rendimentos e as variações monetárias e cambiais auferidos (em base “pro-rata” dia) e provisão para
perda, quando julgada necessária. Os passivos demonstrados incluem os valores conhecidos e
mensuráveis, acrescidos dos encargos e das variações monetárias e cambiais incorridos (em base
“pro-rata” dia).
4)
INFORMAÇÕES PARA EFEITO DE COMPARABILIDADE
Foram adotadas algumas mudanças na apresentação das demonstrações contábeis a partir de 2010.
Dessa forma, foram efetuadas reclassificações nos saldos de 30 de setembro de 2009, visando facilitar a
comparabilidade com as demonstrações contábeis de 30 de setembro de 2010. Essas reclassificações
referem-se a: (i) reclassificação no montante de R$ 287.998 mil de intangível para participações em
coligadas no país, relativa a ágio fundamentado no valor de mercado de ativos – investimentos; e (ii)
reclassificação de R$ 37.235 mil de outros investimentos para participação em coligadas no país.
118
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
5)
BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO AJUSTADOS POR SEGMENTO DE NEGÓCIO
a) Balanço patrimonial
Financeiras (1) (2)
País
Exterior
Ativo
Circulante e realizável a longo prazo
Disponibilidades
Aplicações interfinanceiras de liquidez
Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos
Relações interfinanceiras e interdependências
Operações de crédito e de arrendamento mercantil
Outros créditos e outros valores e bens
Permanente
Investimentos
Imobilizado de uso e de arrendamento
Intangível
Total em 30 de setembro de 2010
Total em 30 de junho de 2010
Total em 30 de setembro de 2009
Passivo
Circulante e exigível a longo prazo
Depósitos
Captações no mercado aberto
Recursos de emissão de títulos
Relações interfinanceiras e interdependências
Obrigações por empréstimos e repasses
Instrumentos financeiros derivativos
Provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização
Outras obrigações:
- Dívidas subordinadas
- Outras
Resultados de exercícios futuros
Patrimônio líquido/participação minoritária nas controladas
Patrimônio líquido controlador
Total em 30 de setembro de 2010
Total em 30 de junho de 2010
Total em 30 de setembro de 2009
Grupo Segurador (2) (3)
País
Exterior
Outras
atividades (2)
Eliminações
(4)
R$ mil
Total
consolidado
479.503.481
6.819.034
90.542.906
97.787.233
50.780.865
170.053.563
63.519.880
35.803.650
27.643.024
3.086.542
5.074.084
515.307.131
467.012.414
399.963.594
44.223.700
2.785.499
2.024.176
6.075.942
32.985.768
352.315
70.424
42.692
5.575
22.157
44.294.124
34.462.112
28.162.964
98.526.286
162.141
92.428.536
5.935.609
2.181.544
1.361.465
252.140
567.939
100.707.830
96.621.011
87.589.702
9.777
8.536
37
1.204
159
132
27
9.936
11.331
16.604
971.237
12.492
556.088
402.657
168.502
69.500
56.766
42.236
1.139.739
1.344.685
879.381
(22.054.379)
(118.838)
(766.627)
(18.230.900)
(2.938.014)
(27.500.955)
(27.500.955)
(49.555.334)
(41.351.337)
(30.926.555)
601.180.102
9.668.864
92.567.082
196.081.209
50.780.865
184.808.431
67.273.651
10.723.324
1.615.858
3.401.050
5.706.416
611.903.426
558.100.216
485.685.690
468.586.733
175.963.392
154.495.265
9.046.609
2.450.345
51.167.372
1.716.754
-
28.934.387
10.351.474
2.619.614
5.549.670
918
4.875.108
161.250
-
88.801.346
82.361.364
1.694
1.416
524.628
-
(22.054.379)
(120.608)
(106.142)
(846.895)
(18.044.490)
-
564.794.409
186.194.258
157.008.737
13.749.384
2.451.263
37.997.990
1.878.004
82.362.780
20.672.419
53.074.577
312.056
294.679
46.113.663
515.307.131
467.012.414
399.963.594
5.024.824
351.529
15.359.737
44.294.124
34.462.112
28.162.964
6.439.982
11.906.484
100.707.830
96.621.011
87.589.702
278
8.242
9.936
11.331
16.604
524.628
615.111
1.139.739
1.344.685
879.381
(2.936.244)
(27.500.955)
(49.555.334)
(41.351.337)
(30.926.555)
25.697.243
57.454.750
312.056
683.298
46.113.663
611.903.426
558.100.216
485.685.690
Bradesco
119
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Demonstração do resultado
R$ mil
Financeiras (1) (2)
País
Receitas da intermediação financeira
Despesas da intermediação financeira
Resultado bruto da intermediação financeira
Outras receitas/despesas operacionais
Resultado operacional
Resultado não operacional
Resultado antes da tributação sobre o lucro e participações
Imposto de renda e contribuição social
Participação minoritária nas controladas
Lucro líquido acumulado em 30 de setembro de 2010
Lucro líquido acumulado em 30 de setembro de 2009
o
Lucro líquido no 3 trimestre de 2010
o
Lucro líquido no 2 trimestre de 2010
42.939.334
26.862.114
16.077.220
(10.014.737)
6.062.483
(283.323)
5.779.160
(1.936.950)
(20.548)
3.821.662
3.187.401
1.743.720
1.059.774
Exterior
1.136.352
228.856
907.496
86.961
994.457
77.655
1.072.112
(998)
(41.410)
1.029.704
679.766
77.896
610.951
Grupo Segurador
(2) (3)
País
Exterior
6.560.199
4.329.305
2.230.894
1.286.148
3.517.042
(30.724)
3.486.318
(1.321.095)
(40.022)
2.125.201
1.893.784
721.269
699.844
(866)
(866)
(866)
199
(667)
1.426
(61)
43
Outras
atividades (2)
Eliminações
(4)
Total
consolidado
35.246
35.246
17.713
52.959
(4.000)
48.959
6.792
3.277
59.028
68.964
(15.920)
34.706
(68.692)
(69.031)
339
(339)
-
50.602.439
31.351.244
19.251.195
(8.625.120)
10.626.075
(240.392)
10.385.683
(3.252.052)
(98.703)
7.034.928
5.831.341
2.526.904
2.405.318
(1) Segmento “Financeiras” é representado por: instituições financeiras; empresas holdings (que basicamente administram recursos financeiros); empresas administradoras de cartões de crédito e de
ativos;
(2) Estão sendo eliminados os saldos de contas patrimoniais, as receitas e as despesas entre empresas do mesmo segmento;
(3) Segmento “Grupo Segurador” é representado por empresas seguradoras, de previdência e de capitalização; e
(4) Representam as eliminações entre empresas de segmentos diferentes, bem como entre operações realizadas no país e exterior.
6)
CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
2010
30 de setembro
30 de junho
Disponibilidades em moeda nacional
Disponibilidades em moeda estrangeira
Aplicações em ouro
Total de disponibilidades (caixa)
Aplicações interfinanceiras de liquidez (1)
Total de caixa e equivalentes de caixa
6.306.806
3.361.979
79
9.668.864
56.824.761
66.493.625
(1) Refere-se a operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentem risco insignificante de mudança de valor justo.
120
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
5.652.542
1.224.837
78
6.877.457
75.902.399
82.779.856
R$ mil
2009
30 de setembro
6.455.160
2.115.883
60
8.571.103
76.609.025
85.180.128
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
7)
APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ
a) Composição e prazos
2010
181 a 360
Acima de
dias
360 dias
30 de
setembro
R$ mil
2009
30 de
setembro
1 a 30
dias
31 a 180
dias
30 de
junho
Posição bancada
1.498.279
23.185.438
-
-
24.683.717
15.478.822
21.367.113
● Letras financeiras do tesouro
1.073.075
-
-
-
1.073.075
1.783.623
3.923.045
● Notas do tesouro nacional
234.206
18.382.306
-
-
18.616.512
7.445.335
11.480.297
● Letras do tesouro nacional
190.822
4.803.132
-
-
4.993.954
6.249.864
5.879.848
Aplicações no mercado aberto:
● Outros
176
-
-
-
176
-
83.923
Posição financiada
54.488.583
1.652.693
-
-
56.141.276
72.033.280
66.368.579
● Letras financeiras do tesouro
37.748.318
-
-
-
37.748.318
57.192.121
23.155.621
● Notas do tesouro nacional
13.542.647
-
-
-
13.542.647
14.647.496
31.830.038
● Letras do tesouro nacional
3.197.618
1.652.693
-
-
4.850.311
193.663
11.382.920
455.620
3.523.724
-
-
3.979.344
1.368.110
539.301
Posição vendida
● Letras do tesouro nacional
Subtotal
Aplicações em depósitos
interfinanceiros:
● Aplicações em depósitos
interfinanceiros
● Provisões para perdas
Subtotal
Total em 30 de setembro de
2010
%
Total em 30 de junho de 2010
%
Total em 30 de setembro de
2009
%
455.620
3.523.724
-
-
3.979.344
1.368.110
539.301
56.442.482
28.361.855
-
-
84.804.337
88.880.212
88.274.993
3.808.151
2.233.736
1.119.848
602.382
7.764.117
7.597.815
9.212.766
(570)
(722)
(80)
-
(1.372)
(191)
(436)
3.807.581
2.233.014
1.119.768
602.382
7.762.745
7.597.624
9.212.330
60.250.063
30.594.869
1.119.768
602.382
92.567.082
65,1
33,0
1,2
0,7
100,0
83.574.533
11.129.461
1.219.118
554.724
96.477.836
86,6
11,5
1,3
0,6
100,0
77.980.746
16.476.087
2.076.473
954.017
97.487.323
80,0
16,9
2,1
1,0
100,0
b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez
Classificadas na demonstração de resultado como resultado de operações com títulos e valores
mobiliários.
2010
o
3 trimestre
o
2 trimestre
R$ mil
2009
Acumulado em Acumulado em
30 de setembro 30 de setembro
Rendas de aplicações em operações compromissadas:
Posição bancada
Posição financiada
Posição vendida
Subtotal
Rendas de aplicações em depósitos interfinanceiros
Total (Nota 8h)
461.432
305.522
1.359.352
1.549.564
1.696.898
1.438.829
4.578.331
4.377.685
94.862
77.252
230.882
339.820
2.253.192
1.821.603
6.168.565
6.267.069
138.227
107.021
412.636
524.065
2.391.419
1.928.624
6.581.201
6.791.134
Bradesco
121
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
8)
TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS
Apresentamos as informações relativas a títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos:
a) Resumo da classificação consolidada dos títulos e valores mobiliários por segmentos de negócio e emissor
R$ mil
2010
Seguradoras/
Capitalização
Financeiras
Títulos para negociação
2.926.147
Previdência
30 de
setembro
26.102.613
312.486
91.333.204
30 de
junho
%
56,4
70.590.852
30 de
setembro
%
55,4
77.403.145
%
62,2
- Títulos públicos
40.831.666
1.106.624
238.424
275.273
42.451.987
26,2
21.742.761
17,1
28.297.787
22,7
- Títulos privados
18.796.409
1.819.523
214.732
37.213
20.867.877
12,9
19.037.553
14,9
17.147.380
13,8
2.363.883
-
-
-
2.363.883
1,5
1.606.981
1,3
2.500.268
2,0
-
-
25.649.457
-
25.649.457
15,8
28.203.557
22,1
29.457.710
23,7
Títulos disponíveis para venda
38.346.790
1.756.017
1.918.753
60.613
42.082.173
25,9
28.734.084
22,5
21.368.525
17,1
- Títulos públicos
30.830.434
106.867
297.858
1.715
31.236.874
19,2
19.787.899
15,5
12.763.392
10,2
- Títulos privados
- Instrumentos financeiros derivativos (1)
- Títulos vinculados aos produtos PGBL/VGBL
7.516.356
1.649.150
1.620.895
58.898
10.845.299
6,7
8.946.185
7,0
8.605.133
6,9
Títulos mantidos até o vencimento (4)
830.186
7.241.735
20.576.074
-
28.647.995
17,7
28.227.694
22,1
25.674.435
20,7
- Títulos públicos
830.186
7.215.916
19.852.486
-
27.898.588
17,2
27.501.727
21,6
24.988.030
20,1
- Títulos privados
Subtotal
Operações compromissadas (2)
-
25.819
723.588
-
749.407
0,5
725.967
0,5
686.405
0,6
101.168.934
11.923.899
48.597.440
373.099
162.063.372
100,0
127.552.630
100,0
124.446.105
100,0
2.033.755
4.673.280
27.233.955
76.847
34.017.837
29.202.365
23.278.214
103.202.689
16.597.179
75.831.395
449.946
196.081.209
156.754.995
147.724.319
- Títulos públicos
72.492.286
8.429.407
20.388.768
276.988
101.587.449
62,7
69.032.387
54,1
66.049.209
53,1
- Títulos privados
28.676.648
3.494.492
2.559.215
96.111
34.826.466
21,5
30.316.686
23,8
28.939.186
23,3
-
-
25.649.457
-
25.649.457
15,8
28.203.557
22,1
29.457.710
23,6
101.168.934
11.923.899
48.597.440
373.099
162.063.372
100,0
127.552.630
100,0
124.446.105
100,0
2.033.755
4.673.280
27.233.955
76.847
34.017.837
29.202.365
23.278.214
103.202.689
16.597.179
75.831.395
449.946
196.081.209
156.754.995
147.724.319
Total geral
- Títulos vinculados aos produtos PGBL/VGBL
Subtotal
Operações compromissadas (2)
Total geral
122
61.991.958
2009
Outras
Atividades
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Composição da carteira consolidada por emissor
30 de junho
Valor de
Marcação
mercado/
a
contábil
mercado
(5) (6) (7)
R$ mil
2009
30 de setembro
Valor de
Marcação
mercado/
a
contábil
mercado
(5) (6) (7)
137.542
69.032.387
42.411
66.049.209
2010
30 de setembro
Títulos (3)
Títulos públicos
Letras financeiras do tesouro
Letras do tesouro nacional
Notas do tesouro nacional
Títulos da dívida externa brasileira
Moedas de privatização
Títulos de governos estrangeiros
Outros
Títulos privados
Certificados de depósito bancário
Ações
Valor de
mercado/
contábil
(5) (6) (7)
Valor de
custo
atualizado
1 a 30
dias
31 a 180
dias
181 a 360
dias
Acima de
360 dias
1.170.124
9.614.010
12.891.476
77.911.839 101.587.449 101.449.907
Marcação
a
mercado
677.536
35.690
132.167
1.436.162
8.819.275
10.423.294
10.421.603
1.691
12.856.186
(4.998)
12.710.466
(6.555)
311.087
9.051.328
9.093.818
15.813.080
34.269.313
34.317.384
(48.071)
8.957.687
(33.897)
5.080.022
(5.056)
4.124
401.574
2.355.361
51.639.399
54.400.458
54.346.189
54.269
44.792.057
(72.676)
43.677.529
251.569
30.449
11.840
804
1.544.311
1.587.404
1.471.674
115.730
1.548.132
142.183
2.782.405
421.650
-
-
-
88.607
88.607
74.459
14.148
90.829
14.197
95.275
14.852
788.774
14.713
-
48
803.535
803.976
(441)
768.140
(2.566)
1.691.365
925
-
2.388
5.331
7.119
14.838
14.622
216
19.356
168
12.147
151
11.709.921
2.521.211
561.298
20.034.036
34.826.466
34.676.713
149.753
30.316.686
(295.255)
28.939.186
277.339
104.275
160.217
294.627
918.064
1.477.183
1.477.183
-
1.027.662
-
1.801.111
-
4.117.960
-
-
-
4.117.960
4.362.305
(244.345)
3.773.506
(527.197)
3.818.518
(6.722)
Debêntures
375.073
161.412
36.632
13.139.412
13.712.529
13.584.166
128.363
11.701.352
103.801
8.357.129
138.949
Notas promissórias
122.541
1.789.211
46.619
-
1.958.371
1.961.804
(3.433)
2.724.255
(806)
3.845.227
(765)
40.729
6.077
538
2.734.728
2.782.072
2.587.629
194.443
2.121.990
77.827
1.859.755
83.528
Instrumentos financeiros derivativos (1)
1.169.429
243.776
101.038
849.640
2.363.883
2.288.314
75.569
1.606.981
27.033
2.500.268
100.961
Outros
Títulos vinculados aos produtos
PGBL/VGBL
5.779.914
160.518
81.844
2.392.192
8.414.468
8.415.312
(844)
7.360.940
24.087
6.757.178
(38.612)
3.594.704
5.830.324
3.015.543
13.208.886
25.649.457
25.649.457
-
28.203.557
-
29.457.710
-
Subtotal
16.474.749
17.965.545
(252.844) 124.446.105
954.875
Operações compromissadas (2)
32.587.978
274.844
Títulos privados no exterior
Hedge - fluxo de caixa (Nota 8g)
Total geral
-
-
49.062.727
18.240.389
16.468.317 111.154.761 162.063.372 161.776.077
1.153.147
1.868
34.017.837
34.017.837
-
-
-
-
17.621.464 111.156.629 196.081.209 195.793.914
287.295 127.552.630
-
29.202.365
-
23.278.214
-
67.101
-
354.396 156.754.995
274.915
-
(80.784)
22.071
147.724.319
874.091
Bradesco
123
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
c) Classificação consolidada por categorias, prazos e segmentos de negócio
I) Títulos para negociação
R$ mil
2010
Títulos (3)
30 de setembro
1 a 30
dias
- Financeiras
Letras do tesouro nacional
181 a 360
dias
Acima de
360 dias
Valor de
custo
atualizado
Valor de
mercado/
contábil
(5) (6) (7)
Marcação
a
mercado
30 de setembro
Valor de
mercado/
contábil
(5) (6) (7)
Marcação
a
mercado
Marcação
a
mercado
5.324.260
12.249.581
37.434.015
61.991.958
61.800.022
191.936
39.102.158
127.167
45.144.465
530.178
311.087
2.787.640
9.089.913
12.368.268
24.556.908
24.587.611
(30.703)
2.866.050
(739)
2.838.288
110
774
75.713
811.822
7.254.714
8.143.023
8.141.347
1.676
10.555.807
(5.022)
10.846.407
(6.965)
92.418
138.029
1.378
6.375
238.200
238.200
-
849.297
-
1.528.617
-
Certificados de depósito bancário
1.169.429
243.776
101.038
849.640
2.363.883
2.288.314
75.569
1.606.981
27.033
2.500.268
100.961
Debêntures
76.541
159.653
2.435
11.761.143
11.999.772
11.877.575
122.197
9.923.364
96.982
6.569.220
133.635
Notas promissórias
94.028
1.789.211
46.619
-
1.929.858
1.933.291
(3.433)
2.697.227
(806)
3.844.828
(765)
778
11.840
-
18.223
30.841
28.484
2.357
30.518
2.618
35.853
3.768
Títulos da dívida externa brasileira
Notas do tesouro nacional
Títulos privados no exterior
Títulos de governos estrangeiros
-
97.184
2.190.183
4.997.679
7.285.046
7.261.768
23.278
5.883.158
8.330
11.742.027
295.880
100
844
-
55.887
56.831
55.231
1.600
48.933
1.548
67.345
3.636
788.774
14.714
-
47
803.535
803.976
(441)
768.140
(2.566)
1.558.316
3.125
Ações
92.971
-
-
-
92.971
92.971
-
134.617
-
54.131
-
Outros
4.357.202
5.656
6.193
122.039
4.491.090
4.491.254
(164)
3.738.066
(211)
3.559.165
(3.207)
- Seguradoras e capitalização
1.138.323
156.499
561.661
1.069.664
2.926.147
2.926.147
-
2.533.033
-
2.014.210
-
-
-
295.576
732.412
1.027.988
1.027.988
-
1.040.572
-
681.411
-
Letras financeiras do tesouro
Letras do tesouro nacional
Certificados de depósito bancário
Notas do tesouro nacional
Ações
Debêntures
Outros
-
54.777
735
15.596
71.108
71.108
-
58.128
-
75.505
-
2.999
13.494
256.335
97.337
370.165
370.165
-
96.144
-
93.091
-
-
-
7.439
88
7.527
7.527
-
17.642
-
8.234
-
34.248
-
-
-
34.248
34.248
-
24.993
-
34.651
-
1.524
-
-
4.713
6.237
6.237
-
5.063
-
4.384
-
-
5.180
-
-
5.180
5.180
-
5.134
-
47.730
-
1.099.552
83.048
1.576
219.518
1.403.694
1.403.694
-
1.285.357
-
1.069.204
-
Títulos privados no exterior
124
31 a 180
dias
30 de junho
Valor de
mercado/
contábil
(5) (6) (7)
6.984.102
Letras financeiras do tesouro
Instrumentos financeiros derivativos (1)
2009
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
R$ mil
2010
Títulos (3)
30 de setembro
1 a 30
dias
- Previdência
2009
31 a 180
dias
181 a 360
dias
30 de junho
Acima de
360 dias
Valor de
mercado/
contábil
(5) (6) (7)
13.235.096
26.102.613
26.102.420
Valor de
custo
atualizado
3.809.435
5.840.376
3.217.706
Letras financeiras do tesouro
-
15
195.188
5.428
200.631
Notas do tesouro nacional
-
-
6.975
7.753
14.728
Valor de
mercado/
contábil
(5) (6) (7)
Marcação
a
mercado
30 de setembro
Valor de
mercado/
contábil
(5) (6) (7)
Marcação
a
mercado
193
28.642.382
200.631
-
14.535
193
Marcação
a
mercado
17
29.916.630
207
203.419
-
200.042
-
13.011
17
16.565
207
Certificados de depósito bancário
-
-
-
-
-
-
-
-
-
3.085
-
Letras do tesouro nacional
-
10.037
-
13.029
23.066
23.066
-
9.748
-
9.115
-
2.403
-
-
-
2.403
2.403
-
2.153
-
2.507
-
3.594.704
5.830.324
3.015.543
13.208.886
25.649.457
25.649.457
-
28.203.557
-
29.457.710
-
Ações
Títulos vinculados a produtos
PGBL/VGBL
Outros
212.328
-
-
-
212.328
212.328
-
210.494
-
227.606
-
- Outras atividades
47.149
13.851
70.346
181.140
312.486
312.486
-
313.279
-
327.840
-
Letras financeiras do tesouro
33.259
-
57.335
174.887
265.481
265.481
-
271.623
-
185.831
-
1.282
8.690
2.582
1.020
13.574
13.574
-
14.066
-
33.300
-
-
957
3.170
845
4.972
4.972
-
4.429
-
19.251
-
Debêntures
5.905
1.758
5.703
1.719
15.085
15.085
-
17.184
-
16.586
-
Notas do tesouro nacional
4.124
-
696
-
4.820
4.820
-
3.686
-
70.930
-
Certificados de depósito bancário
Letras do tesouro nacional
Notas promissórias
-
-
-
-
-
-
-
-
-
399
-
2.579
2.446
860
2.669
8.554
8.554
-
2.291
-
1.543
-
Subtotal
11.979.009
11.334.986
16.099.294
51.919.915
91.333.204
91.141.075
192.129
70.590.852
127.184
77.403.145
530.385
Operações compromissadas (2)
32.587.978
274.844
1.153.147
1.868
34.017.837
34.017.837
-
29.202.365
-
23.278.214
-
Outros
Financeiras
2.065.116
807
42.812
1.868
2.110.603
2.110.603
-
2.717.492
-
3.864.376
-
Seguradoras e capitalização
4.670.004
2.396
880
-
4.673.280
4.673.280
-
4.766.583
-
3.787.383
-
Previdência
25.852.858
271.641
1.109.455
-
27.233.954
27.233.954
-
21.718.290
-
15.626.455
-
- PGBL/VGBL
24.741.560
271.641
1.109.455
-
26.122.656
26.122.656
-
21.151.733
-
13.948.625
-
- Fundos
Total geral
Instrumentos financeiros derivativos
(passivo)
1.111.298
-
-
-
1.111.298
1.111.298
-
566.557
-
1.677.830
-
44.566.987
11.609.830
17.252.441
51.921.783
125.351.041
125.158.912
192.129
99.793.217
127.184
100.681.359
530.385
(1.195.011)
(433.672)
(92.015)
(157.306)
(1.878.004)
(1.855.899)
(22.105)
(1.096.892)
72.651
(1.668.696)
50.560
Bradesco
125
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
II) Títulos disponíveis para venda
2010
30 de setembro
Títulos (3) (8)
1 a 30
dias
- Financeiras
Letras do tesouro nacional
Títulos da dívida externa brasileira
Títulos privados no exterior
Notas do tesouro nacional
Letras financeiras do tesouro
Certificados de depósito bancário
Debêntures
Ações
Moedas de privatização
Títulos de governos estrangeiros
Outros
- Seguradoras e capitalização
Letras financeiras do tesouro
Ações
Debêntures
Letras do tesouro nacional
Outros
- Previdência
Ações
Letras financeiras do tesouro
Outros
- Outras atividades
Certificados de depósito bancário
Ações
Letras financeiras do tesouro
Outros
Subtotal
Hedge - fluxo de caixa (Nota 8g)
Total geral (8)
126
1.101.485
9.202
40.629
3.726
992.606
55.322
1.476.024
1.449.452
34
26.538
1.546.139
1.546.139
58.898
3.849
141
54.908
4.182.546
4.182.546
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
31 a 180
dias
6.278.378
6.197.917
52
8.648
5
71.756
14.476
14.476
22.721
22.721
6.315.575
6.315.575
181 a 360
dias
290.733
804
538
150.068
26.444
34.333
78.546
12.240
12.240
37.408
37.408
340.381
340.381
Acima de
360 dias
30.676.194
3.415.342
728.621
2.678.841
19.870.016
332.239
813.331
768.904
88.607
1.980.293
253.277
80.151
173.088
38
312.485
237.729
74.756
1.715
1.715
31.243.671
31.243.671
Valor de
mercado/
contábil
(5) (6) (7)
38.346.790
9.613.259
738.627
2.720.060
20.020.084
367.331
851.395
768.904
992.606
88.607
2.185.917
1.756.017
106.867
1.449.452
173.122
26.576
1.918.753
1.546.139
297.858
74.756
60.613
3.849
141
1.715
54.908
42.082.173
42.082.173
Valor de
custo
atualizado
38.030.402
9.630.627
625.255
2.527.217
19.989.286
367.494
851.395
768.411
1.029.632
74.459
2.166.626
1.848.349
106.845
1.527.726
167.449
46.329
2.047.643
1.675.185
297.702
74.756
60.613
3.849
141
1.715
54.908
41.987.007
41.987.007
Marcação
a
mercado
316.388
(17.368)
113.372
192.843
30.798
(163)
493
(37.026)
14.148
19.291
(92.332)
22
(78.274)
5.673
(19.753)
(128.890)
(129.046)
156
95.166
67.101
162.267
30 de junho
Valor de
Marcação
mercado/
a
contábil
mercado
(5) (6) (7)
25.274.448
54.175
6.019.332
(33.158)
634.494
139.565
2.067.923
76.279
12.270.461
(81.023)
362.658
(173)
47.789
846.898
535
911.662
(76.970)
90.829
14.197
2.022.402
14.923
1.593.338
(195.753)
107.603
31
1.276.041
(211.611)
182.876
6.284
26.818
9.543
1.796.464
(238.574)
1.423.900
(238.740)
299.991
166
72.573
69.834
123
20.366
140
123
49.328
28.734.084
(380.029)
274.915
28.734.084
(105.114)
R$ mil
2009
30 de setembro
Valor de
Marcação
mercado/
a
contábil
mercado
(5) (6) (7)
17.781.093
567.255
1.870.005
(5.626)
1.884.130
417.882
1.744.680
79.892
7.727.621
(44.518)
344.345
(27)
141.940
916.878
(1.326)
1.134.294
146.985
95.275
14.852
133.049
(2.200)
1.788.876
(38.659)
1.971.412
(68.235)
127.511
79
1.362.038
(78.819)
163.656
6.640
267.858
460
50.349
3.405
1.614.805
(74.649)
1.230.760
(75.007)
311.463
358
72.582
1.215
119
1.078
137
119
21.368.525
424.490
(80.784)
21.368.525
343.706
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
III) Títulos mantidos até o vencimento
R$ mil
2010
Títulos (3)
1 a 30
dias
30 de setembro
181 a 360
dias
31 a 180
dias
Financeiras
22.125
Títulos da dívida externa brasileira
20.469
1.656
Seguradoras e capitalização
-
Debêntures
Notas do tesouro nacional
30 de junho
30 de setembro
Valor de custo
Valor de custo
Valor de custo
atualizado (5) (6) atualizado (5) (6) atualizado (5) (6)
Acima de
360 dias
-
797.467
830.186
897.485
875.878
-
-
797.467
817.936
883.118
862.422
10.594
-
-
12.250
14.367
13.456
-
-
7.241.735
7.241.735
7.095.753
7.385.646
-
-
-
25.819
25.819
-
-
-
-
-
7.215.916
7.215.916
7.095.753
7.385.646
Previdência
291.069
304.390
28.642
19.951.973
20.576.074
20.234.456
17.412.911
Debêntures
291.069
-
28.493
404.026
723.588
725.967
686.405
-
304.390
-
19.547.947
19.852.337
19.508.344
16.726.506
Letras financeiras do tesouro
Notas do tesouro nacional
Letras financeiras do tesouro
Total geral (4)
10.594
2009
-
-
149
-
149
145
-
313.194
314.984
28.642
27.991.175
28.647.995
28.227.694
25.674.435
Bradesco
127
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
d) Composição das carteiras distribuídas pelas rubricas de publicação
R$ mil
2010
Títulos
1 a 30
dias
181 a 360
dias
Total em 30
de setembro
(3) (5) (6) (7)
Acima de
360 dias
Total em 30
de junho
(3) (5) (6) (7)
Total em 30
de setembro
(3) (5) (6) (7)
Carteira própria
47.847.548
10.083.756
12.281.045
66.272.338
136.484.687
126.837.674
120.606.363
Títulos de renda fixa
43.729.588
10.083.756
12.281.045
66.272.338
132.366.727
123.064.168
116.787.845
● Letras financeiras do tesouro
34.562
114.021
1.250.707
4.528.482
5.927.772
6.886.954
5.390.531
32.587.978
274.844
1.153.147
1.868
34.017.837
29.202.365
23.278.214
● Notas do tesouro nacional
4.124
401.574
166.697
29.225.608
29.798.003
30.663.500
28.156.064
● Títulos da dívida externa brasileira
4.287
11.840
804
365.518
382.449
961.671
2.717.781
● Operações compromissadas (2)
● Certificados de depósito bancário
104.275
160.217
294.627
918.064
1.477.183
1.027.662
1.801.111
● Letras do tesouro nacional
311.087
1.156.617
6.228.556
1.180.912
8.877.172
1.431.794
3.505.679
● Títulos privados no exterior
22.269
6.077
538
1.304.229
1.333.113
2.112.619
1.817.709
375.073
161.412
36.632
13.139.412
13.712.529
11.701.352
8.357.129
● Notas promissórias
122.541
1.789.211
46.619
-
1.958.371
2.724.255
3.845.227
● Títulos de governos estrangeiros
788.774
14.713
-
48
803.535
768.140
1.691.365
● Títulos vinculados aos produtos PGBL/VGBL
3.594.704
5.830.324
3.015.543
13.208.886
25.649.457
28.203.557
29.457.710
● Outros
5.779.914
162.906
87.175
2.399.311
8.429.306
7.380.299
6.769.325
Títulos de renda variável
4.117.960
-
-
-
4.117.960
3.773.506
3.818.518
● Debêntures
● Ações de companhias abertas (provisão técnica)
1.787.808
-
-
-
1.787.808
327.592
911.749
● Ações de companhias abertas (outras)
2.330.152
-
-
-
2.330.152
3.445.914
2.906.769
Títulos vinculados
45.750
7.912.857
5.239.381
43.994.639
57.192.627
28.270.990
24.573.299
A compromisso de recompra
44.622
7.642.014
4.235.247
41.966.357
53.888.240
16.778.614
1.491.258
● Letras do tesouro nacional
-
7.642.014
2.090.664
14.611.654
24.344.332
2.604.608
7.725
26.162
-
-
1.178.793
1.204.955
586.461
64.624
● Letras financeiras do tesouro
-
-
-
2.346.516
2.346.516
2.131.857
1.376.863
● Notas do tesouro nacional
-
-
2.144.583
22.398.895
24.543.478
11.446.317
-
18.460
-
-
1.430.499
1.448.959
9.371
42.046
● Títulos da dívida externa brasileira
● Títulos privados no exterior
128
31 a 180
dias
2009
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
R$ mil
2010
Títulos
1 a 30
dias
Ao Banco Central
31 a 180
dias
181 a 360
dias
2009
Total em 30
de setembro
(3) (5) (6) (7)
Acima de
360 dias
Total em 30
de junho
(3) (5) (6) (7)
Total em 30
de setembro
(3) (5) (6) (7)
17.510.958
-
-
-
-
-
4.553.045
● Letras do tesouro nacional
-
-
-
-
-
2.705.716
1.101.362
● Notas do tesouro nacional
-
-
-
-
-
824.328
12.187.976
● Letras financeiras do tesouro
-
-
-
-
-
1.023.001
4.221.620
Moedas de privatização
-
-
-
88.607
88.607
90.829
95.275
1.128
270.843
1.004.134
1.939.675
3.215.780
6.848.502
5.475.808
-
252.697
774.598
20.514
1.047.809
2.215.569
465.256
1.128
18.146
185.455
1.904.265
2.108.994
2.775.022
1.677.063
-
-
44.081
14.896
58.977
1.857.911
3.333.489
1.169.429
243.776
101.038
849.640
2.363.883
1.606.981
2.500.268
A prestação de garantias
● Letras do tesouro nacional
● Letras financeiras do tesouro
● Notas do tesouro nacional
Instrumentos financeiros derivativos (1)
Títulos objeto de operações compromissadas de livre movimentação
-
-
-
40.012
40.012
39.350
44.389
● Letras financeiras do tesouro
-
-
-
40.012
40.012
39.350
44.389
49.062.727
18.240.389
17.621.464
111.156.629
196.081.209
156.754.995
147.724.319
25,0
9,3
9,0
56,7
100,0
100,0
100,0
Total geral
%
o
(1) Para efeito de comparabilidade com o critério adotado pela Circular n 3.068/02 do Bacen e pela característica dos títulos, estamos considerando os instrumentos financeiros derivativos, exceto aqueles
considerados como hedge de fluxo de caixa na categoria “Títulos para Negociação”;
(2) Referem-se a recursos de fundos de investimento e carteiras administradas aplicados em operações compromissadas com o Bradesco, cujos proprietários são empresas controladas, incluídas nas
demonstrações contábeis consolidadas;
(3) As aplicações em cotas de fundos de investimento foram distribuídas de acordo com os papéis que compõem suas carteiras, preservando a classificação da categoria dos fundos;
o
o
(4) Atendendo ao disposto no Artigo 8 da Circular n 3.068/02 do Bacen, o Bradesco declara possuir capacidade financeira e intenção de manter até o vencimento os títulos classificados na categoria
mantidos até o vencimento. A capacidade financeira é evidenciada pela Nota 32a, na qual são demonstrados os vencimentos das operações ativas e passivas, com base em 30 de setembro de 2010;
(5) Na distribuição dos prazos, foram considerados os vencimentos dos papéis, independentemente de sua classificação contábil;
(6) A coluna reflete o valor contábil após a marcação a mercado, de acordo com o item (7), exceto os papéis classificados em títulos mantidos até o vencimento, cujo valor de mercado é superior ao valor
de custo atualizado no montante de R$ 4.026.102 mil (30 de junho de 2010 – R$ 3.395.319 mil e 30 de setembro de 2009 - R$ 3.604.723 mil);
(7) O valor de mercado dos títulos e valores mobiliários é apurado de acordo com a cotação de preço de mercado disponível na data do balanço. Se não houver cotação de preços de mercado disponível,
os valores são estimados com base em cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de preços para instrumentos com características semelhantes.
No caso das aplicações em fundos de investimento, o custo atualizado reflete o valor de mercado das respectivas cotas; e
(8) No período de nove meses findo em 30 de setembro de 2010, não houve perdas que não temporárias.
Bradesco
129
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
e) Instrumentos financeiros derivativos
O Bradesco participa de operações envolvendo instrumentos financeiros derivativos, registrados em
contas patrimoniais e de compensação, que se destinam a atender necessidades próprias para
administrar sua exposição global, bem como para atendimento de solicitações de seus clientes, no
sentido da administração de suas exposições. Essas operações envolvem uma variedade de
derivativos, inclusive swaps de taxas de juros, swaps de moeda, futuros e opções. A política de
gestão de riscos do Bradesco é fundamentada na utilização de instrumentos financeiros derivativos
com o objetivo de mitigar os riscos decorrentes das operações efetuadas pelo Bradesco e empresas
controladas.
Os títulos e valores mobiliários classificados nas categorias de negociação e disponível para venda,
bem como os instrumentos financeiros derivativos, são demonstrados no balanço patrimonial
consolidado pelo seu valor justo estimado. O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços
de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos com características
semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são
baseados em cotações de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa
descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo pode exigir julgamento
ou estimativa significativa por parte da administração.
Para instrumentos financeiros derivativos, cotações de preço de mercado são usadas para determinar
o valor justo destes instrumentos. O valor justo dos swaps é determinado utilizando técnicas de
modelagem de fluxo de caixa descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de
risco adequados. As informações para construir as curvas de rendimento são obtidas principalmente
na Bolsa de Mercadoria e Futuros - BM&FBovespa (BM&FBovespa) e no mercado secundário
doméstico e internacional. Estas curvas de rendimento são utilizadas para determinar o valor justo
dos swaps de moeda, de taxa de juros e swaps com outros fatores de risco. O valor justo dos
contratos a termo e de futuros também é determinado com base em cotações de preços de mercado
para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se metodologias similares àquelas descritas para
swaps. O valor justo dos instrumentos derivativos de crédito é determinado com base em cotações de
preços de mercado ou obtidos junto a entidades especializadas. O valor justo das opções é
determinado com base em modelos matemáticos, tais como Black & Scholes, usando curvas de
rendimento, volatilidades implícitas e o valor justo do ativo correspondente. Os preços atuais de
mercado são usados para precificar as volatilidades.
Os instrumentos financeiros derivativos no Brasil referem-se substancialmente a operações de swaps
e futuros, sendo registradas na Câmara de Custódia e Liquidação – CETIP (CETIP) e na
BM&FBovespa.
As operações envolvendo contratos futuros de índices e moedas são efetuadas pela administração,
no sentido de proteção das exposições globais da instituição e nas operações para atendimento das
necessidades dos clientes do Banco.
Os instrumentos financeiros derivativos realizados no exterior referem-se a operações de swaps,
termo, opções, crédito e futuros sendo efetuados, substancialmente nas Bolsas de Chicago e Nova
York, bem como mercado de balcão.
130
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
I) Valor dos instrumentos financeiros derivativos registrados em contas patrimoniais e de
compensação
R$ mil
2010
30 de setembro
Valor global
Contratos futuros
Compromissos de compra:
- Mercado interfinanceiro
- Moeda estrangeira
- Outros
Compromissos de venda:
- Mercado interfinanceiro (1)
- Moeda estrangeira (2)
- Outros
4.415.680
296.884
4.118.796
180.960.622
166.675.803
14.284.819
-
Contratos de opções
Compromissos de compra:
- Mercado interfinanceiro
- Moeda estrangeira
- Outros
Compromissos de venda:
- Mercado interfinanceiro
- Moeda estrangeira
- Outros
12.498.462
11.464.378
316.279
717.805
17.774.410
16.338.570
598.452
837.388
Contratos a termo
Compromissos de compra:
- Moeda estrangeira
- Outros
Compromissos de venda:
- Moeda estrangeira
- Outros
5.081.201
4.834.497
246.704
6.468.494
5.740.704
727.790
Contratos de swap
Posição ativa:
- Mercado interfinanceiro
- Pré-fixados
- Moeda estrangeira (3)
- Taxa referencial - TR
- Selic
- IGP-M
- Outros
Posição passiva:
- Mercado interfinanceiro
- Pré-fixados
- Moeda estrangeira (3)
- Taxa referencial - TR
- Selic
- IGP-M
- Outros
19.135.693
2.674.227
2.092.485
12.163.980
928.413
61.238
797.904
417.446
18.556.756
5.435.291
716.385
10.881.931
961.312
40.840
142.643
378.354
2009
30 de junho
Valor líquido
166.378.919
10.166.023
-
4.874.192
282.173
119.583
906.207
481.086
1.376.100
1.282.049
20.398
655.261
39.092
2.761.064
32.899
-
Valor global
3.304.312
12.229
3.292.083
162.783.516
140.070.390
22.713.126
-
69.577.758
66.678.380
2.199.165
700.213
92.788.350
89.460.470
2.613.120
714.760
3.637.213
3.367.730
269.483
4.855.384
4.562.825
292.559
23.293.030
2.590.779
2.176.184
16.322.023
934.475
67.270
675.149
527.150
22.579.740
5.071.831
782.607
15.298.352
950.812
46.023
92.500
337.615
30 de setembro
Valor líquido
140.058.161
19.421.043
-
22.782.090
413.955
14.547
1.195.095
23.076
1.393.577
1.023.671
21.247
582.649
189.535
2.481.052
16.337
-
Valor global
20.300.706
14.966.795
5.121.842
212.069
83.643.484
66.115.070
17.528.414
-
6.190.748
3.486.101
1.877.220
827.427
7.739.967
6.079.200
585.788
1.074.979
4.558.877
4.347.947
210.930
5.560.076
4.811.137
748.939
15.269.952
5.550.665
1.916.135
6.241.120
867.749
207.293
84.443
402.547
14.469.958
3.881.603
342.973
8.934.516
155.194
93.601
488.901
573.170
Valor líquido
212.069
51.148.275
12.406.572
-
1.291.432
2.593.099
247.552
463.190
538.009
1.669.062
1.573.162
712.555
113.692
2.693.396
404.458
170.623
(1) Inclui hedge de fluxo de caixa para proteção de captações referenciadas ao CDI no valor de R$ 75.928.223 mil (30 de junho de
2010 – R$ 58.743.971 mil e 30 de setembro de 2009 - R$ 59.850.104 mil) (Nota 8g);
(2) Inclui hedge específico para proteção dos investimentos no exterior, os quais totalizam a R$ 15.090.078 mil (30 de junho de 2010 –
R$ 16.051.360 mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 10.645.246 mil); e
(3) Inclui operações de derivativos de créditos (Nota 8f).
Nos derivativos, estão incluídas as operações vencíveis em D+1.
Bradesco
131
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras Consolidadas
II) Composição dos instrumentos financeiros derivativos (ativos e passivos), demonstrado pelo seu valor de custo atualizado e valor de mercado
R$ mil
2010
Custo
atualizado
Ajuste a receber - swap
30 de setembro
Ajuste a valor
de mercado
Valor de
mercado
2009
Custo
atualizado
30 de junho
Ajuste a valor
de mercado
Valor de
mercado
Custo
atualizado
30 de setembro
Ajuste a valor
de mercado
Valor de
mercado
1.135.206
67.160
1.202.366
987.571
66.315
1.053.886
969.656
121.659
Compras a termo a receber
248.157
(52)
248.105
267.654
(302)
267.352
214.202
(65)
214.137
Vendas a termo a receber
867.702
(585)
867.117
259.228
45
259.273
1.094.887
(244)
1.094.643
Prêmios de opções a exercer
1.091.315
37.249
9.046
46.295
65.495
(39.025)
26.470
120.562
(20.389)
100.173
2.288.314
75.569
2.363.883
1.579.948
27.033
1.606.981
2.399.307
100.961
2.500.268
Ajuste a pagar - swap
(593.785)
(29.644)
(623.429)
(347.829)
7.233
(340.596)
(298.782)
7.461
(291.321)
Compra a termo a pagar
(443.818)
52
(443.766)
(364.603)
302
(364.301)
(347.173)
65
(347.108)
Venda a termo a pagar
(733.317)
585
(732.732)
(307.688)
(45)
(307.733)
(776.234)
244
(775.990)
Total do ativo
Prêmios de opções lançadas
Total do passivo
(84.979)
6.902
(78.077)
(149.423)
65.161
(84.262)
(297.067)
42.790
(254.277)
(1.855.899)
(22.105)
(1.878.004)
(1.169.543)
72.651
(1.096.892)
(1.719.256)
50.560
(1.668.696)
III) Contratos futuros, de opções, de termo e de swap
2010
1 a 90
dias
181 a 360
dias
Acima de
360 dias
Total em 30
de setembro
Total em 30
de junho
Contratos futuros
37.046.528
83.156.392
9.345.861
55.827.521
185.376.302
166.087.828
Contratos de opções
10.540.753
17.881.515
228.664
1.621.940
30.272.872
162.366.108
13.930.715
6.955.495
1.937.937
1.415.649
1.240.614
11.549.695
8.492.597
10.118.953
22.239.144
14.178.637
Contratos a termo
Contratos de swap
Total em 30 de setembro de 2010
Total em 30 de junho de 2010
Total em 30 de setembro de 2009
132
91 a 180
dias
R$ mil
2009
Total em 30
de setembro
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
7.971.535
1.390.833
1.039.687
7.531.272
17.933.327
62.514.311
104.366.677
12.029.861
66.221.347
245.132.196
236.736.769
36.450.285
47.500.559
38.498.064
45.530.146
52.896.670
12.871.694
30.873.985
103.944.190
359.185.677
142.172.495
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
IV) Tipos de margem oferecida em garantia para instrumentos financeiros derivativos,
representados basicamente por contratos futuros
R$ mil
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
Títulos públicos
Notas do tesouro nacional
Letras financeiras do tesouro
1.730.033
1.564.841
2.592.397
48.686
806.163
14.157
Letras do tesouro nacional
2.442.172
1.780.847
87.332
Total
4.220.891
4.151.851
2.693.886
V) Valores das receitas e das despesas líquidas
2010
o
3 trimestre
Acumulado em
30 de setembro
o
2 trimestre
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
Contratos de swap
32.886
127.100
83.987
615.726
Contratos a termo
21.268
(20.997)
(24.674)
283.524
Contratos de opções
(26.450)
100.015
193.401
593.837
Contratos futuros
1.020.811
180.772
1.067.579
2.859.185
Variação cambial de investimentos no exterior
(778.269)
60.663
(641.256)
(2.338.050)
270.246
447.553
679.037
2.014.222
Total
VI) Valores globais dos instrumentos financeiros derivativos, separados por local de negociação e
contrapartes
R$ mil
2010
30 de setembro
Cetip (balcão)
BM&FBovespa (bolsa)
Exterior (balcão) (1)
Exterior (bolsa) (1)
Total
2009
30 de junho
30 de setembro
9.043.014
16.155.054
8.312.354
223.801.964
333.602.059
124.804.629
8.890.313
6.084.090
5.250.044
3.396.905
3.344.474
3.805.468
245.132.196
359.185.677
142.172.495
(1) Compreendem operações realizadas nas Bolsas de Chicago e Nova York e no mercado de balcão.
As contrapartes, em 30 de setembro de 2010, estão distribuídas em pessoas jurídicas com 94%,
instituições financeiras com 5% e pessoas físicas/outras com 1%.
Bradesco
133
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
f) Derivativos de crédito (Credit Default Swap – CDS)
Representam, de forma geral, um contrato bilateral no qual uma das contrapartes compra proteção contra um risco de crédito de um determinado
instrumento financeiro (o risco é transferido). A contraparte que vende a proteção recebe uma remuneração que, normalmente, será paga de forma linear ao
longo da vigência da operação.
No caso de um evento de crédito (“default”), a contraparte que comprou a proteção receberá um pagamento cujo objetivo é compensar a perda de valor no
instrumento financeiro. Nesse caso, a contraparte que vende a proteção, normalmente receberá o ativo objeto em troca do referido pagamento.
R$ mil
Valor de risco de crédito
2010
30 de setembro
Efeito no cálculo do patrimônio líquido exigido
2009
30 de junho
2010
30 de setembro
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
Transferido
Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são:
● Títulos e valores mobiliários - Título da dívida pública brasileira
(508.260)
(522.435)
(560.102)
-
-
-
● Títulos e valores mobiliários - Título da dívida pública estrangeira
(508.260)
(540.450)
-
(27.954)
(29.725)
-
(3.388)
(3.603)
(3.556)
(186)
(198)
(196)
1.797.546
6.225.984
8.784.703
-
-
-
● Derivativos com empresas
Recebido
Swaps de créditos cujos ativos subjacentes são:
●Títulos e valores mobiliários - Título da dívida pública brasileira
● Derivativos com empresas
Total
Margem depositada
13.554
14.412
14.225
1.491
1.585
1.565
791.192
5.173.908
8.235.270
(26.649)
(28.338)
1.369
95.432
316.216
456.399
O Bradesco realiza operações envolvendo derivativos de crédito com o objetivo de maximizar a gestão de sua exposição ao risco e de seus ativos. Os
contratos relativos às operações de derivativos de crédito acima descritos possuem vencimentos diversos até 2013, sendo que 95,50% do montante vencerá
no 4o trimestre de 2010. A marcação a mercado das taxas de proteção que remunera a contraparte receptora do risco totaliza R$ 994 mil (30 de junho de
2010 - R$ (1.543) mil e 30 de setembro de 2009 - R$ (7.553) mil). Durante o período, não houve ocorrência de evento de crédito relativo a fatos geradores
previstos nos contratos.
134
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
g) Hedge de fluxo de caixa
O objetivo da constituição de hedge pelo Bradesco é de proteger o fluxo de caixa de pagamentos de
juros das captações em CDB referente ao risco de taxa de juros variável do CDI, representados
pelas variações do DI Cetip, tornando o fluxo de caixa pré-fixado.
O Bradesco negocia contratos de DI Futuro na BM&FBovespa, desde 2009, com a finalidade de
hedge contábil tendo como objeto de hedge captações referenciadas ao DI, sendo:
R$ mil
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
DI Futuro com vencimentos entre os anos de 2010 e 2017
75.928.223
58.743.971
59.850.104
Captações referenciadas ao CDI
75.356.945
58.440.008
59.537.114
Ajuste de mercado registrado no patrimônio líquido (1)
67.101
274.915
(80.784)
Valor de mercado não efetivo registrado em resultado
448
3.730
2.666
(1) O ajuste no patrimônio líquido é de R$ 40.261 mil, líquido dos efeitos tributários (30 de junho de 2010 - R$ 164.949 mil e 30 de
setembro de 2009 – R$ (48.470 mil)).
A efetividade verificada na carteira de hedge encontrava-se em conformidade com o estabelecido
na Circular no 3.082/02 do Bacen.
h) Resultado com títulos e valores mobiliários, resultado financeiro de seguros, previdência e
capitalização e instrumentos financeiros derivativos
R$ mil
2010
o
3 trimestre
2009
o
2 trimestre
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
Títulos de renda fixa
2.016.971
1.746.413
5.314.167
4.943.297
Aplicações interfinanceiras de liquidez (Nota 7b)
2.391.419
1.928.624
6.581.201
6.791.134
Títulos de renda variável
Subtotal
Resultado financeiro de seguros, previdência e
capitalização
Resultado com instrumentos financeiros derivativos
(Nota 8e V)
Total
21.321
7.232
40.087
(22.886)
4.429.711
3.682.269
11.935.455
11.711.545
2.676.416
1.612.581
6.561.260
6.043.375
270.246
7.376.373
447.553
5.742.403
679.037
19.175.752
2.014.222
19.769.142
Bradesco
135
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
9)
RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS – CRÉDITOS VINCULADOS
a) Créditos vinculados
R$ mil
Remuneração
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
Compulsório sobre depósitos à vista
não remunerado
8.655.197
9.333.765
7.919.537
Compulsório sobre depósitos de poupança
índice da poupança
10.118.767
9.557.242
8.353.550
Compulsório sobre depósitos a prazo (1)
taxa selic
11.467.274
11.163.568
-
Recolhimento recursos crédito rural (3)
não remunerado
39.722
-
-
Compulsório adicional (2)
taxa selic
18.817.435
18.349.679
-
5.059.383
4.778.620
-
 Depósitos de poupança
 Depósitos à vista
2.810.724
2.726.020
-
 Depósitos a prazo
10.947.328
10.845.039
-
496.498
493.322
474.572
578
578
578
49.595.471
48.898.154
16.748.237
Créditos vinculados ao SFH
taxa referencial – TR + juros
Recursos do crédito rural
não remunerado
Total
o
(1) Conforme Circular n 3.485/10 do Bacen, a partir de abril de 2010, os Bancos estão recolhendo 15% dos depósitos a prazo em
espécie;
o
(2) Segundo a Circular n 3.486/10 do Bacen, a partir de março de 2010, a exigibilidade adicional passou a ser recolhida em espécie
com as seguintes alíquotas: depósitos à vista e a prazo – 8%; e depósitos de poupança – 10%, sendo que até dezembro de 2009
a exigibilidade estava vinculada em títulos (Nota 35b); e
o
(3) Conforme Circular n 3.460/09 do Bacen, a partir de agosto de 2010, os Bancos ficaram obrigados a recolher os recursos do
crédito rural (sobre recursos à vista) que não foram emprestados, com devolução em agosto de 2011.
Compulsório adicional
Em 30 de setembro de 2009 – R$ mil
Vinculados em títulos (2) (4)
Depósito de poupança
3.842.771
Depósito à vista
1.209.933
Depósito a prazo
4.704.712
Total
9.757.416
(4) Classificado nas rubricas “títulos e valores mobiliários” no montante de R$ 7.379.230 mil e “aplicações interfinanceiras de liquidez”
no montante de R$ 2.378.186 mil.
b) Resultado das aplicações compulsórias
R$ mil
2010
o
3 trimestre
Créditos vinculados ao Bacen (depósito compulsório)
Créditos vinculados ao SFH
Total
136
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
946.396
2009
o
2 trimestre
755.131
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
1.880.270
400.368
7.005
6.041
19.003
20.516
953.401
761.172
1.899.273
420.884
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
10) OPERAÇÕES DE CRÉDITO
Apresentamos as informações relativas às operações de crédito, que incluem adiantamentos sobre contratos de câmbio, operações de arrendamento
mercantil e outros créditos com características de concessão de crédito:
a) Modalidades e prazos
R$ mil
Curso normal
2010
1 a 30
dias
Empréstimos e títulos descontados (1)
Financiamentos
Financiamentos rurais e agroindustriais
Subtotal
Operações de arrendamento mercantil
Adiantamentos sobre contratos de câmbio (2)
Subtotal
Outros créditos (3)
Total das operações de crédito
Avais e fianças (4)
Cessão de créditos (5)
Cessão de créditos–Certificado de Recebíveis
Imobiliários
Aquisição de recebíveis – Cartões de Crédito
Total geral em 30 de setembro de 2010
31 a 60
dias
61 a 90
dias
15.415.030
10.497.956
7.372.439
3.121.833
2.493.391
820.106
945.307
19.356.969
755.668
91 a 180
dias
181 a 360
dias
Acima de
360 dias
Total em 30
de setembro
(A)
10.741.698
12.254.630
35.400.963
2.510.712
6.016.468
10.395.561
708.932
1.387.818
3.627.530
13.936.654
10.592.083
18.145.984
605.058
619.108
1.782.871
%
(6)
91.682.716
38,3
39.663.838
64.201.803
5.706.973
13.196.666
26.277.721
80.771.774
3.050.139
8.304.691
2009
Total em 30
de junho
(A)
%
(6)
Total em 30
de setembro
(A)
%
(6)
88.549.148
38,7
70.281.250
35,4
26,8
58.174.624
25,5
46.183.026
23,3
5,5
12.051.228
5,3
11.038.188
5,6
169.081.185
70,6
158.775.000
69,5
127.502.464
64,3
15.117.535
6,3
16.117.556
7,1
19.296.746
9,7
1.093.995
756.600
900.319
1.891.480
931.173
-
5.573.567
2,3
5.615.986
2,5
7.541.419
3,8
21.206.632
15.298.312
12.111.510
21.820.335
30.259.033
89.076.465
189.772.287
79,2
180.508.542
79,1
154.340.629
77,8
5.049.745
1.512.644
1.062.357
1.876.309
1.393.116
625.128
11.519.299
4,8
11.626.207
5,1
9.521.772
4,8
26.256.377
16.810.956
13.173.867
23.696.644
31.652.149
89.701.593
201.291.586
84,0
192.134.749
84,2
163.862.401
82,6
1.211.017
642.076
983.147
1.586.220
3.637.030
27.233.733
35.293.223
14,7
33.504.586
14,6
32.404.121
16,3
30.716
28.646
26.554
66.926
93.726
148.764
395.332
0,2
383.913
0,2
352.424
0,2
27.730
27.728
27.727
79.799
119.093
400.399
682.476
0,3
710.276
0,3
799.143
0,4
1.601.682
0,7
1.010.663
0,5
228.335.206
100,0
198.428.752
100,0
525.893
234.537
167.067
434.706
492.225
119.014
1.973.442
0,8
28.051.733
17.743.943
14.378.362
25.864.295
35.994.223
117.603.503
239.636.059
100,0
Total geral em 30 de junho de 2010
27.703.750
15.905.195
14.363.477
26.566.197
33.633.340
110.163.247
Total geral em 30 de setembro de 2009
23.703.267
15.071.548
12.782.836
26.475.532
29.988.263
90.407.306
Bradesco
137
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
R$ mil
Curso anormal
Parcelas vencidas
2010
1 a 30
dias
61 a 90
dias
91 a 180
dias
181 a 540
dias
Total em 30 de
setembro
(B)
%
(6)
2009
Total em 30
de junho
(B)
%
(6)
Total em 30 de
setembro
(B)
%
(6)
Empréstimos e títulos descontados (1)
819.492
662.796
619.971
1.321.687
1.744.709
5.168.655
79,4
5.063.418
77,8
4.739.096
73,7
Financiamentos
173.697
130.548
71.712
148.747
154.352
679.056
10,4
757.817
11,6
897.607
14,0
Financiamentos rurais e agroindustriais
Subtotal
Operações de arrendamento mercantil
Adiantamentos sobre contratos de câmbio (2)
Subtotal
Outros créditos (3)
138
31 a 60
dias
35.100
35.920
19.271
28.667
20.047
139.005
2,1
122.959
1,9
185.645
2,9
1.028.289
829.264
710.954
1.499.101
1.919.108
5.986.716
91,9
5.944.194
91,3
5.822.348
90,6
96.606
74.960
43.587
95.362
130.110
440.625
6,8
476.232
7,3
423.489
6,6
2.769
2.203
177
192
-
5.341
0,1
13.620
0,2
93.878
1,5
1.127.664
906.427
754.718
1.594.655
2.049.218
6.432.682
98,8
6.434.046
98,8
6.339.715
98,7
2.929
788
193
6.831
68.852
79.593
1,2
78.663
1,2
81.384
1,3
6.512.275
100,0
6.512.709
100,0
6.421.099
100,0
Total geral em 30 de setembro de 2010
1.130.593
907.215
754.911
1.601.486
2.118.070
Total geral em 30 de junho de 2010
1.101.165
904.884
857.948
1.651.573
1.997.139
Total geral em 30 de setembro de 2009
1.063.637
850.070
767.356
1.634.774
2.105.262
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
R$ mil
Curso anormal
Parcelas vincendas
2010
1 a 30
dias
31 a 60
dias
61 a 90
dias
91 a 180
dias
181 a 360
dias
Acima de
360 dias
Total em 30 de
setembro
(C)
%
(6)
2009
Total em 30
de junho
(C)
%
(6)
Total em 30 de
setembro
(C)
%
(6)
Empréstimos e títulos descontados (1)
352.686
330.767
282.342
622.774
854.597
1.633.125
4.076.291
43,0
3.952.095
39,7
3.957.260
37,0
Financiamentos
162.207
149.918
149.066
406.959
643.876
1.468.845
2.980.871
31,5
3.259.067
32,8
3.810.600
35,7
13.793
3.444
3.357
6.582
31.256
264.588
323.020
3,4
367.420
3,7
396.221
3,7
528.686
484.129
434.765
1.036.315
1.529.729
3.366.558
7.380.182
77,9
7.578.582
76,2
8.164.081
76,4
Financiamentos rurais e agroindustriais
Subtotal
Operações de arrendamento mercantil
Subtotal
Outros créditos (3)
Total geral em 30 de setembro de 2010
81.994
68.041
71.445
211.382
392.049
1.260.661
2.085.572
22,0
2.356.845
23,7
2.490.178
23,3
610.680
552.170
506.210
1.247.697
1.921.778
4.627.219
9.465.754
99,9
9.935.427
99,9
10.654.259
99,7
4.986
0,1
31.446
0,3
9.940.413
100,0
10.685.705
100,0
265
265
241
1.103
2.430
85
4.389
0,1
610.945
552.435
506.451
1.248.800
1.924.208
4.627.304
9.470.143
100,0
Total geral em 30 de junho de 2010
650.904
543.229
548.724
1.290.451
2.008.634
4.898.471
Total geral em 30 de setembro de 2009
684.111
563.458
578.349
1.387.970
2.123.027
5.348.790
Bradesco
139
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
R$ mil
Total geral
2010
Total em 30 de setembro
(A+B+C)
Empréstimos e títulos descontados (1)
Financiamentos
Financiamentos rurais e agroindustriais
Subtotal
Operações de arrendamento mercantil
Adiantamentos sobre contratos de câmbio (2)
Subtotal
Outros créditos (3)
Total das operações de crédito
Avais e fianças (4)
Cessão de créditos (5)
Cessão de créditos – Certificado de Recebíveis Imobiliários
Aquisição de recebíveis – Cartões de Crédito
Total geral em 30 de setembro de 2010
Total geral em 30 de junho de 2010
Total geral em 30 de setembro de 2009
%
(6)
2009
Total em 30 de junho
(A+B+C)
%
(6)
Total em 30 de setembro
(A+B+C)
%
(6)
100.927.662
39,5
97.564.661
39,8
78.977.606
36,5
67.861.730
26,5
62.191.508
25,4
50.891.233
23,7
13.658.691
5,3
12.541.607
5,1
11.620.054
5,4
182.448.083
71,3
172.297.776
70,3
141.488.893
65,6
17.643.732
6,9
18.950.633
7,7
22.210.413
10,3
5.578.908
2,2
5.629.606
2,3
7.635.297
3,5
205.670.723
80,4
196.878.015
80,3
171.334.603
79,4
11.603.281
4,5
11.709.856
4,8
9.634.602
4,5
217.274.004
84,9
208.587.871
85,1
180.969.205
83,9
35.293.223
13,8
33.504.586
13,7
32.404.121
15,0
395.332
0,2
383.913
0,2
352.424
0,2
682.476
0,3
710.276
0,3
799.143
0,4
1.973.442
0,8
1.601.682
0,7
1.010.663
0,5
255.618.477
100,0
244.788.328
100,0
215.535.556
100,0
(1) Inclui os empréstimos de operações com cartões de crédito e operações de antecipação de recebíveis de cartões de crédito, no montante de R$ 13.038.490 mil (30 de junho de 2010 – R$ 12.290.894
mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 8.523.846 mil);
(2) Os adiantamentos sobre contratos de câmbio estão classificados como redutor da rubrica “Outras Obrigações”;
(3) A rubrica “Outros Créditos” compreende créditos por avais e fianças honrados, devedores por compra de valores e bens, títulos e créditos a receber, rendas a receber sobre contratos de câmbio,
créditos decorrentes de contratos de exportação e créditos a receber relativos a cartões de crédito (compras à vista e parcelado lojistas), no montante de R$ 9.954.317 mil (30 de junho de 2010 – R$
9.748.231 mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 6.866.291 mil);
(4) Registrados em contas de compensação;
(5) Valor da cessão de crédito atualizado até 30 de setembro de 2010, líquido das parcelas recebidas; e
(6) Relação entre modalidade e o total da carteira de crédito incluindo avais e fianças, cessão de créditos e aquisição de recebíveis.
140
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Modalidades e níveis de risco
R$ mil
Níveis de risco
Operações
de crédito
2010
AA
Empréstimos e títulos
descontados
A
B
C
D
E
F
G
Total
em 30 de
setembro
H
%
(1)
Total
em 30 de
junho
%
(1)
2009
Total
em 30 de
setembro
%
(1)
20.328.785 43.785.063
8.169.744 17.330.064
2.432.324
1.231.929
987.302
936.073
5.726.378 100.927.662
46,5
97.564.661
46,8
78.977.606
43,7
Financiamentos
Financiamentos rurais
e agroindustriais
11.312.022 31.040.170
8.438.435 14.559.217
742.487
305.601
215.089
166.702
1.082.007
67.861.730
31,2
62.191.508
29,8
50.891.233
28,1
1.765.302
5.892.957
440.968
104.887
226.013
36.804
95.444
13.658.691
6,3
12.541.607
6,0
11.620.054
6,4
Subtotal
Operações de
arrendamento
mercantil
Adiantamentos sobre
contratos de câmbio
33.450.387 78.111.969 18.373.481 37.782.238
3.615.779
1.642.417
1.428.404
1.139.579
82,6 141.488.893
78,2
Subtotal
Outros créditos
Total geral em 30 de
setembro de 2010
1.809.580
84,0 172.297.776
7.305.224
2.451.356
5.870.894
418.226
208.588
191.404
148.825
919.392
17.643.732
8,1
18.950.633
9,1
22.210.413
12,3
2.155.818
1.907.296
861.738
565.138
17.860
1.294
2.609
-
67.155
5.578.908
2,6
5.629.606
2,7
7.635.297
4,2
35.736.028 87.324.489 21.686.575 44.218.270
94,4 171.334.603
94,7
4.051.865
1.852.299
1.622.417
1.288.404
1.611.979
72.989
31.191
26.962
18.250
36.015.252 96.104.799 22.136.406 45.830.249
279.224
8.780.310
449.831
7.890.376 205.670.723
332.545
5,3
8.222.921 217.274.004
100,0
4.124.854
1.883.490
1.649.379
1.306.654
1,9
0,9
0,7
0,6
3,8
34.206.493 93.191.504 21.181.099 42.775.262
44,2
10,2
94,7 196.878.015
11.603.281
21,1
11.709.856
5,6
100,0
9.634.602
5,3
100,0
100,0
4.266.771
1.741.107
1.884.672
1.397.832
7.943.131
208.587.871
20,5
2,0
0,8
0,9
0,7
3,8
100,0
31.675.559 78.391.884 20.236.087 34.257.005
3.924.884
1.840.154
1.628.602
1.447.054
7.567.976
180.969.205
2,2
1,0
0,9
0,8
4,2
100,0
16,4
Total geral em 30 de
setembro de 2009
6.903.829 182.448.083
129.823
16,6
Total geral em 30 de
junho de 2010
3.286.736
17,5
44,7
43,3
10,2
11,2
18,9
(1) Relação entre a modalidade e o total da carteira de crédito sem avais e fianças, cessão de créditos e aquisição de recebíveis.
Bradesco
141
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
c) Faixas de vencimentos e níveis de risco
R$ mil
Níveis de risco
Operações em curso anormal
2010
AA
Parcelas
vincendas
142
A
-
B
-
C
1.768.163
D
2.052.700
E
1.111.073
F
815.239
G
682.623
H
503.957
2.536.388
Total
em 30 de
setembro
9.470.143
%
(1)
100,0
2009
Total
em 30 de
junho
9.940.413
%
(1)
100,0
Total
em 30 de
setembro
10.685.705
%
(1)
100,0
1 a 30
-
-
134.909
157.794
63.555
43.216
32.763
28.558
150.150
610.945
6,5
650.904
6,5
684.111
6,4
31 a 60
-
-
116.024
138.452
58.312
40.309
31.275
26.253
141.810
552.435
5,8
543.229
5,5
563.458
5,3
61 a 90
-
-
105.584
118.792
53.802
38.285
29.215
25.426
135.347
506.451
5,3
548.724
5,5
578.349
5,4
91 a 180
-
-
227.874
282.673
140.041
101.021
78.273
65.686
353.232
1.248.800
13,2
1.290.451
13,0
1.387.970
13,0
181 a 360
-
-
350.466
423.619
219.808
157.631
122.669
102.297
547.718
1.924.208
20,3
2.008.634
20,2
2.123.027
19,9
Acima de 360
Parcelas
vencidas
-
-
833.306
931.370
575.555
434.777
388.428
255.737
1.208.131
4.627.304
48,9
4.898.471
49,3
5.348.790
50,0
-
-
392.611
669.970
548.492
530.285
472.035
478.117
3.420.765
6.512.275
100,0
6.512.709
100,0
6.421.099
100,0
1 a 14
-
-
15.027
69.904
32.444
20.000
14.494
12.317
125.570
289.756
4,4
250.786
3,8
369.003
5,7
15 a 30
-
-
357.711
192.625
76.257
44.847
27.198
20.712
121.487
840.837
12,9
850.379
13,1
694.634
10,8
31 a 60
-
-
19.873
374.120
149.810
92.223
50.254
35.837
185.098
907.215
13,9
904.884
13,9
850.070
13,2
61 a 90
-
-
-
10.979
257.426
116.788
68.404
48.841
252.473
754.911
11,6
857.948
13,2
767.356
12,0
91 a 180
-
-
-
22.342
18.796
249.114
298.742
344.244
668.248
1.601.486
24,6
1.651.573
25,4
1.634.774
25,5
181 a 360
-
-
-
-
13.759
7.313
12.943
16.166
1.942.276
1.992.457
30,7
1.890.105
29,0
2.029.975
31,6
Acima de 360
-
-
-
-
-
-
-
-
125.613
125.613
1,9
107.034
1,6
75.287
1,2
Subtotal
Provisão
específica
-
-
2.160.774
2.722.670
1.659.565
1.345.524
1.154.658
982.074
5.957.153
15.982.418
16.453.122
17.106.804
-
-
21.608
81.680
165.956
403.658
577.329
687.452
5.957.153
7.894.836
7.885.123
8.422.312
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
R$ mil
Níveis de risco
Operações em curso normal
2010
B
C
D
36.015.252
96.104.799
19.975.632
43.107.579
2.465.289
537.966
494.721
324.580
1 a 30
4.025.911
14.855.438
1.874.071
4.773.060
200.958
69.451
48.451
34.314
374.723
26.256.377
13,0
26.104.406
13,6
22.121.706
13,5
31 a 60
2.316.709
9.342.776
1.352.576
3.395.167
103.589
37.297
25.957
20.301
216.584
16.810.956
8,4
15.126.412
7,9
14.205.937
8,7
61 a 90
2.335.277
6.464.309
1.166.099
2.885.692
114.311
28.947
19.238
14.776
145.218
13.173.867
6,5
13.279.611
6,9
12.064.392
7,4
91 a 180
2.878.572
12.298.403
2.796.551
5.037.127
235.612
62.981
45.110
30.578
311.710
23.696.644
11,8
24.200.314
12,6
22.224.659
13,6
181 a 360
4.802.432
15.325.305
3.219.177
7.425.698
300.617
87.400
57.030
39.830
394.660
31.652.149
15,7
29.663.515
15,4
26.757.235
16,3
19.656.351
37.818.568
9.567.158
19.590.835
1.510.202
251.890
298.935
184.781
822.873
89.701.593
44,6
83.760.491
43,6
66.488.472
40,5
-
480.524
199.756
1.293.227
246.529
161.389
247.360
227.205
2.265.768
5.121.758
36.015.252
96.104.799
22.136.406
45.830.249
4.124.854
1.883.490
1.649.379
1.306.654
8.222.921 217.274.004
Provisão existente
Provisão mínima
requerida
-
607.522
235.627
2.599.400
1.066.455
905.684
1.104.162
1.276.969
8.222.921
16.018.740
-
480.524
221.364
1.374.907
412.485
565.047
824.689
914.657
8.222.921
13.016.594
Provisão excedente
Total geral em 30
de junho de 2010
-
126.998
14.263
1.224.493
653.970
340.637
279.473
362.312
-
3.002.146
34.206.493
93.191.504
21.181.099
42.775.262
4.266.771
1.741.107
1.884.672
1.397.832
7.943.131
208.587.871
Provisão existente
Provisão mínima
requerida
-
584.574
226.719
2.457.699
1.100.728
836.630
1.265.276
1.366.816
7.943.131
15.781.573
-
465.956
211.810
1.283.257
426.676
522.332
942.337
978.483
7.943.131
12.773.982
Provisão excedente
Total geral em 30
de setembro de
2009
-
118.618
14.909
1.174.442
674.052
314.298
322.939
388.333
-
3.007.591
31.675.559
78.391.884
20.236.087
34.257.005
3.924.884
1.840.154
1.628.602
1.447.054
7.567.976
180.969.205
Provisão existente
Provisão mínima
requerida
-
392.857
205.483
2.373.211
1.034.547
886.987
1.094.992
1.396.552
7.567.976
14.952.605
-
391.957
202.360
1.027.711
392.488
552.046
814.302
1.012.938
7.567.976
11.961.778
Provisão excedente
-
900
3.123
1.345.500
642.059
334.941
280.690
383.614
-
2.990.827
Provisão genérica
Total geral em 30
de setembro de
2010
(1)
G
H
Total
em 30 de
setembro
A
Acima de 360
F
2009
Total
em 30 de
junho
AA
Parcelas vincendas
E
Total
em 30 de
setembro
2.265.768 201.291.586
%
(1)
100,0 192.134.749
4.888.859
%
(1)
%
(1)
100,0 163.862.401 100,0
3.539.466
Relação entre prazos de vencimento e tipo de parcela.
Bradesco
143
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
d) Concentração das operações de crédito
R$ mil
2010
30 de setembro
Maior devedor
%
2009
30 de junho
%
30 de setembro
%
2.364.686
1,1
2.380.932
1,1
1.846.509
Dez maiores devedores
13.054.180
6,0
12.527.453
6,0
11.792.334
1,0
6,5
Vinte maiores devedores
20.232.808
9,3
19.455.500
9,3
18.164.443
10,0
Cinquenta maiores devedores
31.571.613
14,5
30.812.121
14,8
29.281.027
16,2
Cem maiores devedores
40.380.290
18,6
39.603.686
19,0
37.585.869
20,8
e) Setor de atividade econômica
R$ mil
2010
30 de setembro
30 de junho
%
30 de setembro
%
Setor público
960.301
0,4
1.248.908
0,6
1.162.053
0,6
Federal
526.527
0,2
814.830
0,4
689.720
0,3
Petroquímica
511.020
0,2
795.304
0,4
622.397
0,3
15.507
-
19.526
-
67.323
-
Estadual
433.774
0,2
434.078
0,2
472.333
0,3
Produção e distribuição de energia elétrica
433.774
0,2
434.078
0,2
472.333
0,3
Intermediários financeiros
Setor privado
216.313.703
99,6
207.338.963
99,4
179.807.152
99,4
Indústria
44.446.043
20,4
42.505.138
20,4
39.256.282
21,7
Alimentícia e bebidas
11.854.582
5,5
11.275.829
5,4
10.362.609
5,8
Siderúrgica, metalúrgica e mecânica
7.143.603
3,3
6.897.820
3,3
5.681.543
3,1
Química
4.496.717
2,1
4.490.138
2,2
5.037.334
2,8
Papel e celulose
2.979.109
1,4
2.478.656
1,2
2.525.377
1,4
Têxtil e confecções
2.367.136
1,1
2.263.605
1,1
1.997.362
1,1
Artigos de borracha e plásticos
2.258.115
1,0
2.114.040
1,0
1.783.506
1,0
Refino de petróleo e produção de álcool
2.126.614
1,0
2.035.620
1,0
2.434.071
1,3
Veículos leves e pesados
Extração de minerais metálicos e não
metálicos
1.995.873
0,9
1.837.511
0,9
1.700.280
0,9
1.801.779
0,8
1.989.436
1,0
1.784.674
1,0
Eletroeletrônica
1.782.765
0,8
1.728.517
0,8
1.153.071
0,6
Móveis e produtos de madeira
1.528.372
0,7
1.419.450
0,7
1.266.562
0,7
Materiais não metálicos
1.156.517
0,5
1.065.989
0,5
1.105.389
0,6
Autopeças e acessórios
915.530
0,4
928.890
0,4
844.869
0,5
Artefatos de couro
480.652
0,2
498.263
0,2
551.118
0,3
Edição, impressão e reprodução
479.560
0,2
464.934
0,2
446.860
0,2
1.079.119
0,5
1.016.440
0,5
581.657
0,4
Demais indústrias
Comércio
144
%
2009
31.104.293
14,2
29.106.875
14,0
25.108.063
13,9
Produtos em lojas especializadas
7.632.205
3,5
7.305.625
3,5
6.408.941
3,5
Produtos alimentícios, bebidas e fumo
3.940.514
1,8
3.727.963
1,8
3.378.176
1,9
Veículos automotores
2.869.368
1,3
2.813.484
1,3
2.142.757
1,2
Varejista não especializado
2.838.491
1,3
2.626.709
1,2
2.195.825
1,2
Vestuário e calçados
Reparação, peças e acessórios para veículos
automotores
2.303.316
1,1
2.042.078
1,0
1.629.490
0,9
2.195.399
1,0
2.090.113
1,0
1.809.984
1,0
Artigos de uso pessoal e doméstico
2.009.895
0,9
1.806.641
0,9
1.583.213
0,9
Resíduos e sucatas
1.531.995
0,7
1.421.829
0,7
1.208.494
0,7
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
R$ mil
2010
30 de setembro
%
2009
30 de junho
%
30 de setembro
%
Combustíveis
1.398.349
0,6
1.237.986
0,6
1.096.775
0,6
Intermediário do comércio
1.344.078
0,6
1.198.473
0,6
1.103.978
0,6
Atacadista de mercadorias em geral
1.140.490
0,5
1.005.845
0,5
959.209
0,5
818.752
0,4
778.822
0,4
819.467
0,5
1.081.441
0,5
1.051.307
0,5
771.754
0,4
602.936
0,3
588.611
0,3
664.268
0,4
Serviços
45.536.387
21,1
44.101.510
21,1
37.887.103
20,9
Transportes e armazenagens
11.608.318
5,3
10.996.535
5,3
9.308.827
5,1
Construção civil
Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços
prestados às empresas
Produção e distribuição de eletricidade, gás e
água
Holdings, atividades jurídicas, contábeis e
assessoria empresarial
10.087.159
4,6
9.145.154
4,4
7.116.896
3,9
9.215.153
4,2
8.903.263
4,3
7.973.814
4,4
4.921.142
2,3
5.036.773
2,4
4.189.559
2,3
1.926.865
0,9
1.764.046
0,8
2.683.869
1,5
Alojamento e alimentação
Serviços sociais, educação, saúde, defesa e
seguridade social
Atividades associativas, recreativas, culturais
e desportivas
1.675.494
0,8
1.549.467
0,7
1.438.287
0,8
1.671.285
0,8
1.590.286
0,8
1.499.450
0,8
1.247.045
0,6
1.190.684
0,6
955.351
0,5
414.081
0,2
502.552
0,2
591.233
0,3
2.769.845
1,4
3.422.750
1,6
2.129.817
1,3
2.970.007
1,4
2.714.705
1,3
2.663.076
1,5
Produtos agropecuários
Demais comércios
Intermediários financeiros
Telecomunicações
Demais serviços
Agricultura, pecuária, pesca, silvicultura e
exploração florestal
Pessoa física
Total
91.654.037
42,2
88.322.124
42,3
74.228.360
41,0
217.274.004
100,0
208.587.871
100,0
180.969.205
100,0
Bradesco
145
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
f) Composição das operações de crédito e da provisão para créditos de liquidação duvidosa
R$ mil
Saldo da carteira
Nível de risco
Curso anormal
Vencidas
AA
-
-
36.015.252
Total
36.015.252
%
(1)
% Acumulado
em 30 de
setembro (2)
16,6
16,6
2009
% Acumulado
em 30 de
junho (2)
16,4
% Acumulado
em 30 de
setembro (2)
17,5
A
-
-
-
96.104.799
96.104.799
44,2
60,8
61,1
60,8
B
392.611
1.768.163
2.160.774
19.975.632
22.136.406
10,2
71,0
71,3
72,0
92,1
91,8
90,9
C
669.970
2.052.700
2.722.670
43.107.579
45.830.249
21,1
1.062.581
3.820.863
4.883.444
195.203.262
200.086.706
92,1
D
548.492
1.111.073
1.659.565
2.465.289
4.124.854
1,9
94,0
93,8
93,1
E
530.285
815.239
1.345.524
537.966
1.883.490
0,9
94,9
94,6
94,1
Subtotal
F
472.035
682.623
1.154.658
494.721
1.649.379
0,7
95,6
95,5
95,0
G
478.117
503.957
982.074
324.580
1.306.654
0,6
96,2
96,2
95,8
H
3.420.765
2.536.388
5.957.153
2.265.768
8.222.921
3,8
100,0
100,0
100,0
Subtotal
Total geral em 30 de setembro de 2010
%
Total geral em 30 de junho de 2010
%
Total geral em 30 de setembro de 2009
%
(1)
(2)
146
Total - curso
anormal
Vincendas
-
2010
Curso
normal
5.449.694
5.649.280
11.098.974
6.088.324
17.187.298
7,9
6.512.275
9.470.143
15.982.418
201.291.586
217.274.004
100,0
3,0
4,4
7,4
92,6
100,0
6.512.709
9.940.413
16.453.122
192.134.749
208.587.871
3,1
4,8
7,9
92,1
100,0
6.421.099
10.685.705
17.106.804
163.862.401
180.969.205
3,6
5,9
9,5
90,5
100,0
Relação entre nível de risco e total da carteira; e
Relação acumulada entre nível de risco e total da carteira.
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
R$ mil
Provisão
Nível de risco
Mínima requerida
Mínimo de
provisionamento
requerido
AA
-
2010
Específica
Vencidas
Vincendas
-
Genérica
Total
específica
-
-
Excedente
Total
-
% Acumulado % Acumulado % Acumulado
em 30 de
em 30 de
em 30 de
setembro (1)
junho (1)
setembro (1)
Existente
-
-
2009
-
-
-
-
A
0,5
-
-
-
480.524
480.524
126.998
607.522
0,6
0,6
0,5
B
1,0
3.926
17.682
21.608
199.756
221.364
14.263
235.627
1,1
1,1
1,0
C
3,0
20.099
61.581
81.680
1.293.227
1.374.907
1.224.493
2.599.400
5,7
5,7
6,9
24.025
79.263
103.288
1.973.507
2.076.795
1.365.754
3.442.549
1,7
1,7
1,8
Subtotal
D
10,0
54.849
111.107
165.956
246.529
412.485
653.970
1.066.455
25,9
25,8
26,4
E
30,0
159.086
244.572
403.658
161.389
565.047
340.637
905.684
48,1
48,1
48,2
F
50,0
236.017
341.312
577.329
247.360
824.689
279.473
1.104.162
66,9
67,1
67,2
G
70,0
334.682
352.770
687.452
227.205
914.657
362.312
1.276.969
97,7
97,8
96,5
H
100,0
3.420.765
2.536.388
5.957.153
2.265.768
8.222.921
-
8.222.921
100,0
100,0
100,0
4.205.399
3.586.149
7.791.548
3.148.251
10.939.799
1.636.392
12.576.191
73,2
72,6
73,0
4.229.424
3.665.412
7.894.836
5.121.758
13.016.594
3.002.146
16.018.740
7,4
26,4
22,9
49,3
32,0
81,3
18,7
100,0
4.126.724
3.758.399
7.885.123
4.888.859
12.773.982
3.007.591
15.781.573
26,1
23,8
49,9
31,0
80,9
19,1
100,0
4.325.395
4.096.917
8.422.312
3.539.466
11.961.778
2.990.827
14.952.605
28,9
27,4
56,3
23,7
80,0
20,0
100,0
Subtotal
Total geral em 30 de
setembro de 2010
%
Total geral em 30 de
junho de 2010
%
Total geral em 30 de
setembro de 2009
%
7,6
8,3
(1) Relação entre provisão existente e carteira, por nível de risco.
Bradesco
147
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
g) Movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa
R$ mil
2010
o
Saldo inicial
o
3 trimestre
2 trimestre
15.781.573
15.835.807
2009
Acumulado em
30 de setembro
16.313.243
Acumulado em
30 de setembro
10.262.601
- Provisão específica (1)
7.885.123
8.230.070
8.886.147
5.928.371
- Provisão genérica (2)
4.888.859
4.600.769
4.424.421
2.713.660
- Provisão excedente (3)
3.007.591
3.004.968
3.002.675
1.620.570
Constituição
2.259.680
2.318.996
6.737.963
10.207.295
Baixas
(2.022.513)
(2.373.230)
(7.032.466)
(5.517.291)
Saldo final
16.018.740
15.781.573
16.018.740
14.952.605
- Provisão específica (1)
7.894.836
7.885.123
7.894.836
8.422.312
- Provisão genérica (2)
5.121.758
4.888.859
5.121.758
3.539.466
- Provisão excedente (3)
3.002.146
3.007.591
3.002.146
2.990.827
(1) Para operações que apresentem parcelas vencidas há mais de 14 dias;
(2) Constituída em razão da classificação do cliente ou da operação e, portanto, não enquadrada no item anterior; e
(3) A provisão excedente é constituída considerando a experiência da Administração e a expectativa de realização da carteira de
créditos, de modo a apurar a provisão total julgada adequada para cobrir os riscos específicos e globais dos créditos, associada
à provisão calculada de acordo com a classificação pelos níveis de risco e os respectivos percentuais de provisão estabelecidos
o
como mínimos na Resolução n 2.682/99 do CMN. A provisão excedente por cliente foi classificada nos correspondentes níveis
de riscos (Nota 10f).
h) Despesa de PDD líquida de recuperações
Despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa líquida da recuperação de créditos
baixados (“Write-off”).
R$ mil
2010
o
3 trimestre
o
2 trimestre
2009
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
Constituição
2.259.680
2.318.996
6.737.963
10.207.295
Recuperações (1)
(727.193)
(719.169)
(1.954.481)
(1.078.676)
Despesa de PDD líquida de recuperações
1.532.487
1.599.827
4.783.482
9.128.619
(1) Classificadas em receitas de operações de crédito (Nota 10j).
i) Movimentação da carteira de renegociação
R$ mil
2010
o
2 trimestre
Saldo inicial
6.306.296
5.840.626
Renegociação
1.609.922
Recebimentos
(729.840)
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
5.546.177
3.089.034
1.582.675
4.325.474
3.652.279
(557.742)
(1.773.082)
(972.725)
Baixas
(515.233)
(559.263)
(1.427.424)
(852.565)
Saldo final
6.671.145
6.306.296
6.671.145
4.916.023
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
4.197.715
3.928.140
4.197.715
2.928.976
62,9%
62,3%
62,9%
59,6%
Percentual sobre a carteira de renegociação
148
o
3 trimestre
2009
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
j) Receitas de operações de crédito e de arrendamento mercantil
R$ mil
2010
o
2009
Acumulado em
30 de setembro
o
Acumulado em
30 de setembro
3 trimestre
2 trimestre
Empréstimos e títulos descontados
6.472.944
6.182.432
18.436.376
15.665.366
Financiamentos
2.172.078
2.029.200
6.100.919
5.800.060
265.845
273.916
810.552
619.878
8.910.867
8.485.548
25.347.847
22.085.304
727.193
719.169
1.954.481
1.078.676
9.638.060
9.204.717
27.302.328
23.163.980
536.157
556.604
1.732.873
2.689.307
10.174.217
9.761.321
29.035.201
25.853.287
Financiamentos rurais e agroindustriais
Subtotal
Recuperação de créditos baixados como prejuízo
Subtotal
Arrendamento mercantil, líquido de despesas
Total
11) OUTROS CRÉDITOS
a) Carteira de câmbio
Saldos patrimoniais
R$ mil
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
Ativo – outros créditos
Câmbio comprado a liquidar
12.100.799
9.117.146
9.449.972
-
1.951
15
Direitos sobre vendas de câmbio
6.827.865
3.918.059
2.926.463
(-) Adiantamentos em moeda nacional recebidos
(316.462)
(348.522)
(322.170)
Cambiais e documentos a prazo em moedas estrangeiras
Rendas a receber de adiantamentos concedidos
Total
86.455
88.351
240.295
18.698.657
12.776.985
12.294.575
6.804.667
3.909.517
2.904.922
Passivo – outras obrigações
Câmbio vendido a liquidar
Obrigações por compras de câmbio
12.461.631
9.200.781
10.543.684
(-) Adiantamentos sobre contratos de câmbio
(5.578.908)
(5.629.606)
(7.635.297)
Outras
Total
Carteira de câmbio líquida
9.236
4.031
6.179
13.696.626
7.484.723
5.819.488
5.002.031
5.292.262
6.475.087
1.594.463
870.616
1.476.988
42.548
80.317
59.452
Contas de compensação
Créditos abertos para importação
Créditos de exportação confirmados
Bradesco
149
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Resultado de câmbio
Composição do resultado de operações de câmbio ajustado, para melhor apresentação do
resultado efetivo
R$ mil
2010
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
409.820
1.740.392
20.375
44.025
10.250
113.765
81.606
277.835
333.008
877
(19.508)
27.887
6.547
o
3 trimestre
Resultado de operações de câmbio
2009
195.279
o
2 trimestre
83.664
Ajustes:
- Rendas de financiamentos de moedas estrangeiras (1)
- Rendas de financiamentos à exportação (1)
- Rendas de aplicações no exterior (2)
- Despesas de obrigações com banqueiros no exterior (3)
(Nota 17c)
- Despesas de captações no mercado (4)
- Outros
Total dos ajustes
Resultado ajustado de operações de câmbio
4.231
21.497
(95.285)
(232.129)
105.565
(78.750)
(61.884)
(197.668)
(272.810)
(157.972)
90.662
(21.871)
(1.366.394)
(96.352)
15.966
(101.921)
(1.183.834)
98.927
99.630
307.899
556.558
(1) Classificadas na rubrica “Receitas de operações de crédito”;
(2) Demonstradas na rubrica “Resultado de operações com títulos e valores mobiliários”;
(3) Relativas aos recursos de financiamentos de adiantamentos sobre contratos de câmbio e financiamentos à importação,
registradas na rubrica “Despesas de operações de empréstimos e repasses”; e
(4) Referem-se a despesas com captações cujos recursos foram aplicados em operações de câmbio.
b) Diversos
R$ mil
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
Créditos tributários (Nota 34c)
17.187.593
17.273.477
Operações com cartão de crédito
11.927.759
11.349.913
7.876.954
7.290.302
7.166.084
6.972.173
Devedores por depósitos em garantia
16.547.709
Tributos antecipados
2.103.925
2.152.663
1.542.558
Devedores diversos
2.149.807
1.788.487
1.409.209
Títulos e créditos a receber (1)
2.074.690
2.336.629
3.052.740
Adiantamentos ao Fundo Garantidor de Créditos – FGC
578.426
624.092
761.087
Pagamentos a ressarcir
503.866
471.378
516.979
65.949
75.476
74.515
Devedores por compra de valores e bens
Outros
Total
308.089
319.380
288.279
44.190.406
43.557.579
39.042.203
(1) Inclui valores a receber por aquisição de ativos financeiros de operações de crédito sem transferência substancial de riscos e
benefícios.
150
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
12) OUTROS VALORES E BENS
a) Bens não de uso próprio/outros
R$ mil
Custo
Imóveis
148.632
Bens em regime especial
Veículos e afins
Valor residual
Provisão
para
perdas
2010
30 de setembro
(38.907)
109.725
2009
30 de junho
30 de setembro
142.833
134.170
58.387
(58.387)
-
-
-
477.917
(144.927)
332.990
342.291
334.041
Estoques/almoxarifado
21.258
-
21.258
26.515
16.746
Máquinas e equipamentos
20.716
(10.151)
10.565
9.489
3.970
8.213
(7.074)
1.139
1.156
1.045
Total em 30 de setembro de 2010
735.123
(259.446)
475.677
Total em 30 de junho de 2010
778.811
(256.527)
Total em 30 de setembro de 2009
749.949
(259.977)
Outros
522.284
489.972
b) Despesas antecipadas
2010
30 de setembro
30 de junho
Comissão na colocação de financiamento (1)
Despesas de comercialização de seguros (2)
Despesas de propaganda e publicidade (3)
Outras
Total
681.846
461.195
55.917
156.809
1.355.767
705.933
433.227
63.297
182.280
1.384.737
R$ mil
2009
30 de setembro
882.862
324.389
71.017
147.815
1.426.083
o
(1) Comissões pagas a lojistas e aos revendedores de veículos. A partir do 2 trimestre de 2008, as comissões na colocação de
financiamentos estão sendo incorporadas aos saldos das respectivas operações de financiamentos/arrendamentos mercantis;
(2) Comissões pagas aos corretores sobre as comercializações de produtos de seguros, previdência e capitalização; e
(3) Despesas de propaganda e publicidade pagas antecipadamente, cuja veiculação na mídia ocorrerá em períodos futuros.
13) INVESTIMENTOS
a) Composição dos investimentos nas demonstrações contábeis consolidadas
R$ mil
Coligadas
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
- IRB-Brasil Resseguros S.A.
439.337
435.431
415.125
- Integritas Participações S.A.
425.184
424.765
350.421
- Serasa S.A.
83.808
85.454
87.744
- BES Investimento do Brasil S.A.
91.651
89.593
62.097
- Outras
94.112
37.426
37.420
Total em coligadas
1.134.092
1.072.669
952.807
- Incentivos fiscais
260.323
260.448
257.541
- Outros investimentos
503.843
502.437
460.964
(231.295)
(231.295)
(228.067)
(51.105)
(51.155)
(51.106)
1.615.858
1.553.104
1.392.139
Provisão para:
- Incentivos fiscais
- Outros investimentos
Total geral dos investimentos
Bradesco
151
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Os ajustes decorrentes da avaliação pelo método de equivalência patrimonial dos investimentos foram registrados em contas de resultado, sob a rubrica
“Resultado de participações em coligadas”, e corresponderam no período findo em 30 de setembro de 2010 - R$ 66.689 mil (30 de setembro de 2009 - R$
58.090 mil), 3o trimestre de 2010 - R$ 18.918 mil (2o trimestre de 2010 - R$ 19.016 mil).
R$ mil
Empresas
IRB-Brasil Resseguros S.A. (2)
BES Investimento do Brasil S.A.
– Banco de Investimento (2)
Serasa S.A.
Integritas Participações S.A.
Resultado de participações
em coligadas
Capital
Social
Patrimônio
líquido
ajustado
Quantidade de ações/
cotas possuídas
(em milhares)
ON
Ajuste decorrente de avaliação (1)
Participação
Lucro líquido
consolidada no
ajustado
capital social
PN
2010
o
3 trimestre
o
2 trimestre
2009
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
1.030.000
2.068.442
-
212
21,24%
118.060
8.129
6.940
25.076
12.211
320.000
458.255
10.745
10.745
20,00%
50.885
4.567
2.890
10.177
14.549
145.000
1.014.625
909
-
8,26%
180.860
3.872
3.984
14.939
20.217
98.779
667.996
22.581
-
20,54%
80.316
2.350
5.202
16.497
11.113
18.918
19.016
66.689
58.090
(1) Os ajustes decorrentes de avaliação consideram os resultados apurados pelas companhias a partir da aquisição e inclui variações patrimoniais das investidas não decorrentes de resultado, bem como
os ajustes por equalização de práticas contábeis, quando aplicáveis; e
(2) Dados relativos a 31 de agosto de 2010 não auditado.
152
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
14) IMOBILIZADO DE USO E DE ARRENDAMENTO
Demonstrado ao custo de aquisição. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base em taxas anuais que contemplam a vida útil-econômica
dos bens.
R$ mil
Valor residual
Taxa anual
Custo
Depreciação
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
Imóveis de uso:
- Edificações
- Terrenos
Instalações, móveis e equipamentos de uso
Sistemas de segurança e comunicações
Sistemas de processamento de dados
Sistemas de transportes
Arrendamento financeiro de sistemas de processamento de dados
Subtotal
Imobilizado de arrendamento
4%
619.487
(341.284)
278.203
290.273
311.219
-
345.182
-
345.182
348.967
347.815
10%
3.407.842
(1.911.845)
1.495.997
1.487.199
1.426.574
10%
200.188
(122.555)
77.633
76.498
73.269
20 a 50%
1.605.823
(990.105)
615.718
562.028
475.198
20%
35.426
(21.901)
13.525
13.582
13.915
20 a 50%
2.061.151
(1.491.610)
569.541
641.874
610.152
8.275.099
(4.879.300)
3.395.799
3.420.421
3.258.142
6.530
13.950
13.943
(8.692)
5.251
Total em 30 de setembro de 2010
8.289.042
(4.887.992)
3.401.050
Total em 30 de junho de 2010
8.359.789
(4.932.838)
Total em 30 de setembro de 2009
7.784.833
(4.512.741)
3.426.951
3.272.092
Bradesco
153
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Os imóveis de uso da Organização Bradesco apresentam mais-valia não contabilizada de R$
2.070.510 mil (30 de junho de 2010 – R$ 1.987.530 mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 1.861.043 mil),
baseada em laudos de avaliação elaborados por peritos independentes em 2010, 2009 e 2008.
O Bradesco celebrou contratos de arrendamento mercantil, para sistemas de processamento de dados
(hardware), que estão sendo apresentados no ativo imobilizado de uso. Segundo essa política contábil,
classifica-se o bem no ativo e a obrigação no passivo nas demonstrações contábeis e a depreciação do
bem é calculada de acordo com a política de depreciação para ativos próprios do Banco. Também são
reconhecidos os juros da obrigação.
O índice de imobilização em relação ao patrimônio de referência “consolidado econômico-financeiro” é
de 16,66% (30 de junho de 2010 – 20,91% e 30 de setembro de 2009 – 15,44%) e no “consolidado
financeiro” é de 47,29% (30 de junho de 2010 – 48,03% e 30 de setembro de 2009 – 44,34%), sendo o
limite máximo de 50%.
A diferença entre o índice de imobilização do “consolidado econômico-financeiro” e do “consolidado
financeiro” decorre da existência de empresas controladas não financeiras que dispõem de elevada
liquidez e baixo nível de imobilização, com consequente aumento do índice de imobilização do
“consolidado financeiro”. Quando necessário, podemos fazer a realocação de recursos para as
empresas financeiras, mediante o pagamento de dividendos/JCP para empresas financeiras ou de
reorganização societária entre as empresas financeiras e não financeiras possibilitando assim a
melhora deste índice.
15) INTANGÍVEL
a) Ágios
O ágio apurado nas aquisições de investimento totalizou R$ 2.969.366 mil, líquido das amortizações
acumuladas quando aplicável, sendo: (i) R$ 491.112 mil representado pela diferença entre o valor
contábil e o valor de mercado de ações registradas no Ativo Permanente – Investimentos (ações da
BM&FBovespa e Integritas/Fleury), amortizável mediante sua realização; e (ii) R$ 2.478.254 mil por
rentabilidade futura/carteira de clientes, que é amortizado em até vinte anos líquido das
amortizações acumuladas, quando aplicável.
No período findo em 30 de setembro de 2010, foram amortizados ágios no montante de R$ 171.514
mil (30 de setembro de 2009 – R$ 73.732 mil) e no 3o trimestre de 2010 - R$ 56.631 mil (2o trimestre
de 2010 - R$ 56.011 mil) Nota 29.
154
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis adquiridos são compostos por:
R$ mil
Valor residual
Taxa
Amortização
(1)
Custo
Amortização
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
Aquisição de direito para prestação de serviços bancários
Contrato (4)
2.922.224
(1.627.390)
1.294.834
1.408.732
1.653.619
Softwares (2)
20% a 50%
4.027.372
(2.150.204)
1.877.168
1.829.845
1.359.467
Até 20%
2.791.705
(313.451)
2.478.254
1.972.263
421.164
108.763
(52.603)
56.160
41.347
129.409
Total em 30 de setembro de 2010
9.850.064
(4.143.648)
5.706.416
Total em 30 de junho de 2010
9.061.745
(3.809.558)
Total em 30 de setembro de 2009
6.512.081
(2.948.422)
Rentabilidade futura/carteira de clientes (3)
Outros
20%
5.252.187
3.563.659
(1) A amortização dos ativos intangíveis é efetuada no decorrer de um período estimado de benefício econômico e contabilizada como outras despesas administrativas e outras despesas operacionais,
quando aplicável;
(2) Softwares adquiridos e/ou desenvolvidos por empresas especializadas;
(3) Compostos, basicamente, pelos ágios na aquisição da participação acionária no Banco Ibi - R$ 1.021.514 mil, Odontoprev - R$ 345.350 mil, Ágora Corretora - R$ 286.736 mil, Ibi México - R$ 22.167
mil, Europ Assistance Serviços de Assistência Personalizados - R$ 26.413 mil, CBSS – Cia. Brasileira de Soluções e Serviços – R$ 123.645 mil e Cielo S.A. – R$ 408.014 mil, líquidos de amortizações
acumuladas, quando aplicável; e
(4) Baseada na rentabilidade de cada convênio (pay-back).
Os gastos com pesquisa e desenvolvimento de sistemas corresponderam no período findo em 30 de setembro de 2010 a R$ 112.072 mil (30 de setembro
de 2009 – R$ 53.046 mil), 3o trimestre de 2010 - R$ 39.371 mil (2o trimestre de 2010 – R$ 37.007 mil).
c) Movimentação dos ativos intangíveis por classe
R$ mil
Aquisição de
direitos bancários
Saldo em 31 de dezembro de 2009
Adições/Baixas
Software
Rentabilidade futura/
carteira de clientes
Outros
Total
1.603.773
1.598.877
1.992.406
32.970
5.228.026
129.328
505.306
657.362
64.610
1.356.606
Amortização do período
(438.267)
(227.015)
(171.514)
(41.420)
(878.216)
Saldo em 30 de setembro de 2010
1.294.834
1.877.168
2.478.254
56.160
5.706.416
Bradesco
155
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
16) DEPÓSITOS, CAPTAÇÕES NO MERCADO ABERTO E RECURSOS DE EMISSÃO DE TÍTULOS
a) Depósitos
R$ mil
2010
1 a 30 dias
31 a 180 dias
Acima de 360 dias
30 de setembro
-
-
33.903.803
32.754.590
29.298.424
-
-
50.113.236
47.331.685
40.922.202
48.083
21.500
445.321
454.948
738.859
73.855.021
100.730.273
96.823.703
96.033.325
1.087.043
994.711
33.903.803
● Depósitos de poupança (1)
50.113.236
-
218.459
157.279
8.925.721
9.505.819
8.443.712
● Depósitos a prazo (2)
● Outros – depósitos para investimentos
1.001.625
-
-
-
1.001.625
Total geral em 30 de setembro de 2010
94.162.844
9.663.098
8.491.795
73.876.521
186.194.258
100,0
%
Total geral em 30 de junho de 2010
%
Total geral em 30 de setembro de 2009
%
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
30 de junho
30 de setembro
50,6
5,2
4,5
39,7
85.969.992
11.309.883
7.422.967
73.749.127
178.451.969
48,2
6,3
4,2
41,3
100,0
75.363.310
8.263.406
10.437.826
73.922.979
167.987.521
44,9
4,9
6,2
44,0
100,0
(1) Classificados no prazo de 1 a 30 dias, sem considerar a média histórica do giro; e
(2) Considera os vencimentos estabelecidos nas aplicações.
156
181 a 360 dias
● Depósitos à vista (1)
● Depósitos interfinanceiros
-
2009
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Captações no mercado aberto
R$ mil
2010
1 a 30 dias
31 a 180 dias
Acima de 360 dias
48.972.403
297.215
1.702.064
53.381
51.025.063
16.124.062
1.378.731
676.396
5.426.163
4.466.760
32.613.075
43.182.394
40.914.745
33.992.601
Carteira livre movimentação (1)
Total geral em 30 de setembro de 2010 (2)
%
Total geral em 30 de junho de 2010 (2)
%
Total geral em 30 de setembro de 2009 (2)
%
96.827.072
57.691.290
30 de setembro
● Títulos públicos
Carteira de terceiros (1)
32.689.218
30 de junho
50.194.147
● Exterior
6.168.824
30 de setembro
Carteira própria
● Debêntures de emissão própria
7.774.883
181 a 360 dias
2009
35.495.790
545.348
2.051.505
-
22.762
2.619.615
652.483
124.458
54.490.507
1.652.693
-
-
56.143.200
72.027.616
66.524.357
1.414.807
583.533
461.204
3.554.346
22.915
-
4.038.465
105.145.858
12.981.922
6.191.739
32.689.218
157.008.737
100,0
67,0
8,3
3,9
20,8
87.142.057
8.103.183
5.113.091
30.775.382
131.133.713
100,0
66,5
6,2
3,8
23,5
67.211.244
2.573.771
6.675.677
26.142.988
102.603.680
65,5
2,5
6,5
25,5
100,0
(1) Representada por títulos públicos; e
(2) Inclui R$ 34.017.837 mil (30 de junho de 2010 – R$ 29.202.365 mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 23.278.214 mil) de recursos de fundos de investimento aplicados em operações
compromissadas com o Bradesco, cujos cotistas são empresas controladas, integrantes das demonstrações contábeis consolidadas (Notas 8a, b, c e d).
Bradesco
157
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
c) Recursos de emissão de títulos
R$ mil
2010
1 a 30
dias
31 a 180
dias
181 a 360
dias
2009
Acima de
360 dias
30 de
setembro
30 de
junho
30 de
setembro
Títulos e valores mobiliários – país:
- Aceites cambiais
- Letras hipotecárias
- Letras de crédito imobiliário
- Letras de crédito do agronegócio
- Letras Financeiras
- Debêntures (1)
-
-
-
-
-
-
21
124.765
416.795
459.459
653
1.001.672
996.081
893.039
152
827
505.922
-
506.901
202.228
-
454.490
879.050
516.060
32.954
1.882.554
1.639.523
1.402.033
-
-
-
4.046.774
4.046.774
3.432.015
-
-
31.813
730.000
-
761.813
741.669
758.319
579.407
1.328.485
2.211.441
4.080.381
8.199.714
7.011.516
3.053.412
- MTN Program Issues (2) (3)
7.114
-
-
1.694.200
1.701.314
1.819.624
251.865
- Securitização do fluxo futuro de ordens de pagamentos recebidos do exterior (Nota 16d)
- Securitização do fluxo futuro de recebíveis de faturas de cartão de crédito de clientes
residentes no exterior (Nota 16d)
6.161
187.209
271.919
3.363.210
3.828.499
3.855.329
3.695.094
396
44.807
958
-
46.161
72.467
138.562
Subtotal
Títulos e valores mobiliários – exterior:
- Custo de emissões sobre captações
Subtotal
Total geral em 30 de setembro de 2010
%
Total geral em 30 de junho de 2010
%
Total geral em 30 de setembro de 2009
%
-
-
(114)
(26.190)
(26.304)
(29.575)
(28.099)
13.671
232.016
272.763
5.031.220
5.549.670
5.717.845
4.057.422
593.078
1.560.501
2.484.204
9.111.601
13.749.384
4,3
11,4
18,1
66,2
100,0
280.344
1.806.967
2.019.856
8.622.194
12.729.361
100,0
2,2
14,2
15,9
67,7
562.011
1.083.882
1.223.781
4.241.160
7.110.834
7,9
15,2
17,2
59,7
100,0
o
(1) Refere-se à parcela de emissões de debêntures simples não conversíveis em ações da Bradesco Leasing S.A. Arrendamento Mercantil com vencimento em 1 de maio de 2011, remunerado em 104%
do Certificado de Depósito Interfinanceiro – CDI;
(2) Emissão de títulos no mercado internacional para aplicação em operações comerciais de câmbio, de compra e venda de moedas estrangeiras, relativas a desconto de letras de exportação, préfinanciamento à exportação e financiamento à importação, substancialmente a curto prazo; e
(3) A partir de março de 2010, inclui emissão de nota sênior 4,10% com vencimento em 2015, no montante de US$ 750.000 mil.
158
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
d) Desde 2003, a Organização Bradesco utiliza determinados acordos para otimizar suas atividades de
captação e administração de liquidez por meio de Entidades de Propósito Específico (EPEs). Essas
EPEs, denominadas International Diversified Payment Rights Company e Brazilian Merchant
Voucher Receivables Limited, são financiadas com obrigações de longo prazo e são liquidadas por
meio do fluxo de caixa futuro dos ativos correspondentes, que basicamente compreendem:
(i) Fluxos de ordem de pagamento atuais e futuros remetidos por pessoas físicas e jurídicas
localizadas no exterior para beneficiários no Brasil pelos quais o Banco atua como pagador; e
(ii) Fluxos atuais e futuros de recebíveis de cartões de crédito oriundos de gastos realizados no
território brasileiro por portadores de cartões de crédito emitidos fora do Brasil.
Os títulos de longo prazo emitidos pelas EPEs e vendidos a investidores são liquidados com os
recursos oriundos dos fluxos das ordens de pagamento e das faturas de cartão de crédito. O
Bradesco é obrigado a resgatar os títulos em casos específicos de inadimplência ou encerramento
das operações das EPEs.
Os recursos provenientes da venda dos fluxos atuais e futuros de ordens de pagamento e
recebíveis de cartões de crédito, recebidos pelas EPEs, devem ser mantidos em conta bancária
específica até que seja atingido um determinado nível mínimo.
Demonstramos a seguir as principais características das notas emitidas pelas EPEs:
R$ mil
Total
Data de
Emissão
Securitização do fluxo futuro de
ordens de pagamentos
recebidos do exterior
Total
(1)
(2)
(3)
(4)
(5)
(6)
2010
Vencimento
30 de
setembro
(5)
2009
30 de
junho
30 de
setembro
20.8.2003
595.262
20.8.2010
-
-
40.849
28.7.2004
305.400
20.8.2012
53.825
64.394
92.955
11.6.2007
481.550
20.5.2014
370.279
421.787
444.854
11.6.2007
481.550
20.5.2014
370.093
421.579
445.019
20.12.2007
354.260
20.11.2014
270.658
305.743
356.055
20.12.2007
354.260
20.11.2014
270.658
305.743
356.055
845.901
899.168
890.184
845.657
899.136
890.730
-
179.444
178.393
06.3.2008
19.12.2008
836.000
22.5.2017
(1)
1.168.500
22.2.2016
(2)
(6)
20.3.2009
225.590
20.2.2015
17.12.2009
133.673
20.11.2014
126.657
134.673
-
17.12.2009
133.673
20.2.2017
126.200
134.212
-
17.12.2009
Total
Securitização do fluxo futuro de
recebíveis de faturas de cartão
de crédito de clientes residentes
no exterior
Valor da
operação
20.8.2010
(3)
29.9.2010
(4)
89.115
20.2.2020
84.110
89.450
-
307.948
21.8.2017
295.519
-
-
170.530
21.8.2017
5.637.311
10.7.2003
800.818
800.818
15.6.2011
168.942
-
-
3.828.499
3.855.329
3.695.094
46.161
72.467
138.562
46.161
72.467
138.562
Prorrogada a data de vencimento de 20.5.2015 para 22.5.2017;
Prorrogada a data de vencimento de 20.2.2015 para 22.2.2016;
Nova emissão de títulos no exterior com vencimento em 21.8.2017 no valor de US$ 175.000;
Nova emissão de títulos no exterior com vencimento em 21.8.2017 no valor de US$ 100.000;
Título liquidado em 20.08.2010; e
Título liquidado antecipadamente em 20.8.2010.
Bradesco
159
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
e) Despesas com operações de captação do mercado e atualização e juros de provisões
técnicas de seguros, previdência e capitalização
R$ mil
2010
o
3 trimestre
Depósitos de poupança
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
797.239
707.648
2.147.559
1.839.310
Depósitos a prazo
2.892.972
2.430.086
7.510.391
8.402.309
Captações no mercado aberto
3.643.288
2.845.628
8.906.765
7.168.371
241.874
230.630
650.302
265.652
Recursos de emissão de títulos
Outras despesas de captação
160
o
2 trimestre
2009
88.159
83.506
257.488
285.211
Subtotal
Despesas de atualização e juros de provisões técnicas
de seguros, previdência e capitalização
7.663.532
6.297.498
19.472.505
17.960.853
1.854.425
981.331
4.329.305
3.956.827
Total
9.517.957
7.278.829
23.801.810
21.917.680
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
17) OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS E REPASSES
a) Obrigações por empréstimos
1 a 30 dias
No país
- Outras instituições
No exterior
Total geral em 30 de setembro de 2010
%
Total geral em 30 de junho de 2010
%
Total geral em 30 de setembro de 2009
%
1.683.148
1.683.148
18,4
1.466.373
15,6
873.349
10,6
31 a 180 dias
4.110.480
4.110.480
45,0
4.659.538
49,6
5.025.250
61,1
2010
181 a 360 dias
Acima de 360 dias
2.214.302
2.214.302
24,3
2.376.155
25,3
1.963.658
23,9
1.122.385
1.122.385
12,3
890.276
9,5
362.482
4,4
30 de setembro
9.130.315
9.130.315
100,0
30 de junho
9.392.342
R$ mil
2009
30 de setembro
8.692
8.692
8.216.047
9.392.342
100,0
8.224.739
100,0
b) Obrigações por repasses
1 a 30 dias
Do país
- Tesouro nacional
- BNDES
- CEF
- FINAME
- Outras instituições
Do exterior
Total geral em 30 de setembro de 2010
%
Total geral em 30 de junho de 2010
%
Total geral em 30 de setembro de 2009
%
1.110.741
338.282
1.732
770.727
8.633
1.119.374
3,9
992.544
3,9
1.052.624
5,6
31 a 180 dias
3.168.485
1.098.371
7.670
2.062.444
457.218
3.625.703
12,6
2.950.587
11,5
2.789.984
14,8
2010
181 a 360 dias
Acima de 360 dias
3.856.054
24.193
1.272.691
9.205
2.549.965
3.856.054
13,3
3.969.751
15,5
3.068.915
16,3
20.266.544
8.775.125
68.852
11.421.940
627
20.266.544
70,2
17.728.067
69,1
11.888.254
63,3
30 de setembro
28.401.824
24.193
11.484.469
87.459
16.805.076
627
465.851
28.867.675
100,0
30 de junho
25.152.024
19.236
9.883.266
87.411
15.161.456
655
488.925
R$ mil
2009
30 de setembro
18.797.835
143.388
8.296.368
90.512
10.266.883
684
1.942
25.640.949
100,0
18.799.777
100,0
Bradesco
161
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
c) Despesas de operações de empréstimos e repasses
2010
o
o
3 trimestre
2 trimestre
Acumulado em
30 de setembro
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
Empréstimos:
- No país
476
1.121
2.065
1.638
- No exterior
15.717
14.612
44.972
70.477
Subtotal de empréstimos
16.193
15.733
47.037
72.115
Repasses do país:
- Tesouro nacional
- BNDES
- CEF
228
645
2.210
4.408
159.103
142.183
440.238
429.987
1.818
2.036
5.211
5.753
197.470
194.418
584.636
548.287
8
10
77
57
(21.497)
95.285
232.129
(105.565)
- Outras despesas com repasses do exterior
(598.316)
120.159
(504.603)
(258.278)
Subtotal de repasses
(261.186)
554.736
759.898
624.649
Total
(244.993)
570.469
806.935
696.764
- FINAME
- Outras instituições
Repasses do exterior:
- Obrigações com banqueiros no exterior (Nota 11a)
18) ATIVOS E PASSIVOS CONTINGENTES E OBRIGAÇÕES LEGAIS – FISCAIS E PREVIDENCIÁRIAS
a) Ativos contingentes
Não são reconhecidos contabilmente ativos contingentes, porém, existem processos em curso cuja
perspectiva de êxito é provável, sendo o principal:
-
Programa de Integração Social - (PIS) R$ 55.965 mil: pleiteia a compensação do PIS sobre a
Receita Operacional Bruta, recolhido nos termos dos Decretos Leis no 2.445/88 e 2.449/88,
naquilo que excedeu ao valor devido nos termos da Lei Complementar no 07/70 (PIS Repique).
b) Passivos contingentes classificados como perdas prováveis e obrigações legais – fiscais e
previdenciárias
A Organização Bradesco é parte em processos judiciais de natureza trabalhista, cível e fiscal,
decorrentes do curso normal de suas atividades.
As provisões foram constituídas levando em conta: a opinião dos assessores jurídicos, a natureza
das ações, a similaridade com processos anteriores, a complexidade e o posicionamento de
Tribunais, sempre que a perda for avaliada como provável.
A Administração entende que a provisão constituída é suficiente para atender as perdas decorrentes
dos respectivos processos.
O passivo relacionado à obrigação legal em discussão judicial é mantido até o ganho definitivo da
ação, representado por decisões judiciais favoráveis, sobre as quais não cabem mais recursos, ou a
sua prescrição.
162
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
I-
Processos trabalhistas
São ações ajuizadas por ex-empregados, visando obter indenizações, em especial o
pagamento de “horas extras”. Nos processos em que é exigido depósito judicial, o valor das
contingências trabalhistas é constituído considerando a efetiva perspectiva de perda destes
depósitos. Para os demais processos, a provisão é constituída com base no valor médio
apurado pela totalidade dos pagamentos efetuados de processos encerrados nos últimos 12
meses, considerando o ano de ajuizamento.
Com a implantação do controle efetivo da jornada de trabalho em 1992, por meio do sistema de
“ponto eletrônico”, as horas extras são pagas durante o curso normal do contrato de trabalho,
de modo que as ações trabalhistas ajuizadas a partir de 1997, individualmente, tiveram seus
valores substancialmente reduzidos.
II -
Processos cíveis
São pleitos de indenização por dano moral e patrimonial, na maioria referente a protestos,
devolução de cheques, inserção de informações sobre devedores no cadastro de restrições ao
crédito e a reposição dos índices de inflação expurgados resultantes de planos econômicos.
Essas ações são controladas individualmente por meio de sistema informatizado e
provisionadas sempre que a perda for avaliada como provável, considerando a opinião de
assessores jurídicos, natureza das ações, similaridade com processos anteriores,
complexidade e posicionamento de Tribunais.
As questões discutidas nas ações sobre protestos, devolução de cheques e inserção de
informações dos devedores no cadastro de restrições ao crédito, normalmente não constituem
eventos capazes de causar impacto representativo no resultado financeiro. A maioria dessas
ações envolve Juizado Especial Cível (JEC), no qual os pedidos estão limitados em 40 salários
mínimos.
Vale registrar o incremento no ajuizamento de ações judiciais pleiteando a incidência de
índices de inflação que foram expurgados quando da correção dos saldos de cadernetas de
poupança, em razão de Planos Econômicos que fizeram parte da política econômica do
Governo Federal no combate aos índices inflacionários no passado. Embora o Banco tenha
cumprido a ordem legal vigente à época, referidos processos vem sendo provisionados
considerando as ações efetivamente notificadas e as correspondentes perspectivas de perdas
analisadas considerando a jurisprudência atual do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Cabem ressaltar dois pontos quanto aos litígios a respeito de Planos Econômicos: 1)
inexistência de passivo potencial representativo, uma vez que se encontra prescrito o direito a
novas postulações; e 2) está pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a
ação “APDF”/165 (arguição de descumprimento de preceito fundamental) proposta pela
Confederação Nacional do Sistema Financeiro (CONSIF), que visa suspender todos os
processos de planos em tramitação.
Não existem em curso processos administrativos significativos por descumprimento das
normas do Sistema Financeiro Nacional ou de pagamento de multas que possam causar
impactos representativos no resultado financeiro do Banco.
Bradesco
163
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
III -
Obrigações legais – fiscais e previdenciárias
A Organização Bradesco vem discutindo judicialmente a legalidade e constitucionalidade de
alguns tributos e contribuições, os quais estão totalmente provisionados não obstantes as boas
chances de êxito a médio e longo prazo, de acordo com a opinião dos assessores jurídicos.
As principais questões são:
-
Cofins – R$ 4.530.824 mil: pleiteia calcular e recolher a Cofins, a partir de outubro de 2005,
sobre o efetivo faturamento, cujo conceito consta do artigo 2o da Lei Complementar no
70/91, afastando-se assim a inconstitucional ampliação da base de cálculo pretendida pelo
parágrafo 1o do artigo 3o da Lei no 9.718/98;
-
INSS Corretores Autônomos – R$ 812.673 mil: discute a incidência da contribuição
previdenciária sobre as remunerações pagas aos prestadores de serviços autônomos,
instituída pela Lei Complementar no 84/96 e regulamentações/alterações posteriores à
alíquota de 20% e adicional de 2,5%, sob o argumento de que os serviços não são
prestados às seguradoras, mas aos segurados, estando dessa forma fora do campo de
incidência da contribuição prevista no inciso I, artigo 22, da Lei no 8.212/91, com nova
redação contida na Lei no 9.876/99;
-
IRPJ/Perdas de Crédito – R$ 736.084 mil: pleiteia deduzir, para efeito de apuração da base
de cálculo do IRPJ e da CSLL devidos, o valor das perdas efetivas e definitivas, totais ou
parciais, sofridas nos anos-base de 1997 a 2009, no recebimento de créditos,
independentemente do atendimento das condições e prazos previstos nos artigos 9o a 14o
da Lei no 9.430/96 que só se aplicam às perdas provisórias;
-
CSLL – Dedutibilidade na base de cálculo do IRPJ – R$ 539.418 mil: pleiteia calcular e
recolher o imposto de renda devido, relativo ao ano-base de 1997 e subsequentes, sem
efetuar a adição da CSLL na base de cálculo respectiva, determinada pelo artigo 1o, da Lei
no 9.316/96, uma vez que essa contribuição representa uma despesa efetiva, necessária e
obrigatória a empresa; e
-
PIS – R$ 280.080 mil: pleiteia a compensação dos valores indevidamente pagos a maior
nos anos-base de 1994 e 1995 a título de contribuição ao PIS, correspondentes ao
excedente ao que seria devido sobre a base de cálculo constitucionalmente prevista, ou
seja, receita bruta operacional, como definida na legislação do imposto de renda – conceito
contido no artigo 44 da Lei no 4.506/64, nele não incluídas as receitas financeiras.
No 3o trimestre de 2010, o Bradesco deu continuidade ao processo de anistia, instituído pela
Lei no 11.941/09, incluindo ações judiciais na modalidade do parcelamento. O efeito líquido
resultante da adesão ao programa montou a R$ 4.214 mil e foi substancialmente registrado na
rubrica de “Outras Receitas Operacionais”. O Bradesco não se utilizou de prejuízo fiscal ou
base negativa de contribuição social na liquidação de juros dos débitos inseridos no programa
como facultava a referida Lei.
164
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
IV -
Provisões segregadas por natureza
R$ mil
2009
30 de setembro
2010
30 de setembro
30 de junho
Processos trabalhistas
Processos cíveis
Subtotal (1)
Fiscais e previdenciárias (2)
Total
1.575.954
2.528.732
4.104.686
8.660.207
12.764.893
1.618.413
2.446.055
4.064.468
8.291.665
12.356.133
1.555.469
2.186.368
3.741.837
8.604.398
12.346.235
(1) Nota 20b; e
(2) Classificados na rubrica “Outras obrigações – fiscais e previdenciárias” (Nota 20a).
V-
Movimentação das provisões
R$ mil
2010
Trabalhista
No início do período
Atualização monetária
Constituições líquidas de reversões e baixas
Pagamentos
No final do período
1.595.534
133.038
295.766
(448.384)
1.575.954
Cível
2.342.634
228.249
312.403
(354.554)
2.528.732
Fiscais e
previdenciárias (1)
7.066.453
380.213
1.236.312
(22.771)
8.660.207
(1) Compreende, substancialmente, obrigações legais.
c) Passivos contingentes classificados como perdas possíveis
A Organização Bradesco mantém um sistema de acompanhamento para todos os processos
administrativos e judiciais em que a Instituição figura como “autora” ou “ré” e amparada na opinião
dos assessores jurídicos classifica as ações de acordo com a expectativa de insucesso.
Periodicamente são realizadas análises sobre as tendências jurisprudenciais e efetivado, se
necessário, a reclassificação dos riscos desses processos. Neste contexto, os processos
contingentes avaliados como de risco de perda possível não são reconhecidos contabilmente,
sendo os principais relacionados ao ISSQN de empresas de Arrendamento Mercantil, cuja
totalidade dos processos corresponde a R$ 238.471 mil, em que se discute a exigência do referido
tributo por municípios outros que não aqueles onde as empresas estão instaladas para os quais o
tributo é recolhido na forma da lei, havendo casos de nulidades formais ocorridas na constituição do
crédito tributário.
Bradesco
165
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
19) DÍVIDAS SUBORDINADAS
2010
Vencimento
Prazo original
em anos
No País:
Valor da
operação
Moeda
CDB subordinado:
5
4.504.022
R$
2012
5
3.236.273
R$
2013
2014
5
6
575.000
1.000.000
R$
R$
2015
2016
6
6
1.274.696
500
R$
R$
10
10
1.569.751
20.000
22.815
142.331
20.000
20.100
1a5
até 2
até 7
até 7
30 de
setembro
30 de junho
2011
2012
2019
Vinculada a operações de crédito/Outras (3):
2011 a 2016
2010 a 2012
2017
2017
Subtotal - no país
Remuneração
R$ mil
2009
30 de
setembro
7.486.624
7.289.281
6.831.393
4.464.032
4.348.840
4.061.203
757.265
1.220.614
737.686
1.185.886
684.305
1.105.601
1.475.991
544
1.444.378
534
1.316.970
-
R$
R$
102,5% a 104,0% da taxa CDI
103,0% da taxa CDI ou
100,0% da taxa CDI + (0,344% a.a. a 0,4914%) ou
IPCA + (7,102% a.a. – 7,632% a.a.)
100,0% da taxa CDI + (0,344% a.a. - 1,0817% a.a.) ou
IPCA + (7,74% a.a. – 8,20% a.a.)
112,0% da taxa CDI
108,0% e 112,0% da taxa CDI ou
IPCA + (6,92% a.a. – 8,55% a.a.)
IPCA+(7,1292% a.a)
100,0% da taxa DI – CETIP ou
100,0% da taxa CDI + (0,75% a.a. - 0,87% a.a.) ou
101,0% a 102,5% da taxa CDI
IPCA + (7,76% a.a.)
5.031.027
22.876
4.898.612
22.408
4.589.493
-
R$
R$
R$
R$
100,0% a 110,0% da taxa CDI
Taxa de 9,14% a 14,88% a.a.
IPCA + 7,416% a.a.
Taxa de 13,176% a.a.
23.692
148.065
20.699
20.990
20.672.419
3.628
128.449
20.298
20.336
20.100.336
2.717
397.694
18.989.376
Taxa de 10,25% a.a.
Taxa de 4,05% a.a.
Taxa de 8,75% a.a.
Taxa de 8,00% a.a.
Taxa de 8,875% a.a.
Taxa de 6,75% a.a.
Taxa de 5,90% a.a.
260.976
236.132
876.678
536.529
1.271.126
1.871.626
(28.243)
5.024.824
25.697.243
284.212
239.926
898.310
503.040
1.380.012
(21.225)
3.284.275
23.384.611
273.747
247.826
920.025
603.246
537.112
1.334.075
(24.730)
3.891.301
22.880.677
No Exterior:
2011
2012 (1)
2013
2014
Indeterminado (2)
2019
2021 (4)
Custos de emissões sobre captações
Subtotal - no exterior
Total geral
.
166
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
10
10
10
10
10
11
353.700
315.186
1.434.750
801.927
720.870
1.333.575
1.100.000
US$
Yene
US$
Euro
US$
US$
US$
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
(1) Incluindo-se o custo de “swap” para dólar, a taxa eleva-se para 10,15% ao ano;
(2) Em junho de 2005, foi emitida dívida subordinada perpétua no valor de US$ 300.000 mil, com opção de resgate exclusiva por
parte do emissor, em sua totalidade e mediante autorização prévia do Bacen, desde que: (i) decorrido o prazo de cinco anos da
data da emissão e posteriormente a cada data de vencimento dos juros; e (ii) a qualquer momento, caso ocorra mudança na lei
fiscal no Brasil ou no exterior que possa acarretar aumento dos custos para o emissor e caso o emissor seja notificado por
escrito, pelo Bacen, de que os títulos não podem mais ser incluídos no capital consolidado, para fins de cálculo do índice de
solvabilidade. Em 14 de abril de 2010, o Bacen aprovou a solicitação de resgate antecipado desta captação, que ocorreu em
3 de junho de 2010, no montante de R$ 556.834 mil;
o
(3) Refere-se à operações de CDB subordinado vinculado a operações de crédito que, conforme Carta Circular n 2.953/01, não
integram o nível II do patrimônio de referência; e
(4) Em agosto de 2010, foi emitida dívida subordinada no exterior no montante de US$ 1.100.000 mil com taxa de 5,90% a.a. e
vencimento para 2021.
20) OUTRAS OBRIGAÇÕES
a) Fiscais e previdenciárias
R$ mil
2010
30 de setembro
Provisão para riscos fiscais (Nota 18b IV)
2009
30 de junho
30 de setembro
8.660.207
8.291.665
Provisão para imposto de renda diferido (Nota 34f)
5.038.682
4.875.607
4.327.943
Impostos e contribuições sobre lucros a pagar
1.661.513
959.081
2.053.841
823.221
610.635
566.081
16.183.623
14.736.988
15.552.263
Impostos e contribuições a recolher
Total
8.604.398
b) Diversas
R$ mil
2010
30 de setembro
Operações com cartão de crédito
9.238.839
2009
30 de junho
9.532.694
30 de setembro
5.599.005
Provisão para pagamentos a efetuar
3.751.921
3.580.084
3.564.487
Provisão para passivos contingentes (cível e trabalhista) (Nota 18b IV)
4.104.686
4.064.468
3.741.837
Credores diversos
2.586.965
1.765.182
1.575.794
758.291
836.613
858.627
Obrigações por aquisição de bens - arrendamento financeiro (1)
Obrigações por aquisição de bens e direitos
584.191
585.459
666.280
Obrigações por convênios oficiais
257.888
288.149
294.184
Outras
Total
921.524
870.612
762.251
22.204.305
21.523.261
17.062.465
(1) Refere-se a obrigações por aquisição de sistemas de processamentos de dados (hardware) por meio de operações de
arrendamento mercantil financeiro (Bradesco como arrendatário).
Bradesco
167
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
21) OPERAÇÕES DE SEGUROS, PREVIDÊNCIA E CAPITALIZAÇÃO
a) Provisões por conta
R$ mil
Seguros (1)
2010
30 de
30 de
setembro
junho
Passivo circulante e exigível
a longo prazo
Provisão matemática de
benefícios a conceder
Provisão matemática de
benefícios concedidos
Provisão matemática para
resgates
Provisão de IBNR
Provisão de prêmios não
ganhos
Provisão de insuficiência de
contribuição (4)
Provisão de sinistros a liquidar
Provisão de oscilação
financeira
Provisão de insuficiência de
prêmio
Provisão de excedente
financeiro
Provisão para sorteios e
resgates
Provisão de despesas
administrativas
Provisão para contingências
Outras provisões
Total das provisões
168
Vida e Previdência (3)
2010
2009
30 de
30 de
30 de
setembro
junho
setembro
2009
30 de
setembro
Capitalização
2010
2009
30 de
30 de
30 de
setembro
junho
setembro
Total
2010
30 de
30 de
setembro
junho
2009
30 de
setembro
662.169
652.386
495.506
60.040.322
57.423.497
50.836.650
-
-
-
60.702.491
58.075.883
51.332.156
123.156
123.848
43.800
4.821.753
4.753.910
4.402.912
-
-
-
4.944.909
4.877.758
4.446.712
1.455.372
1.482.913
1.291.915
591.292
584.941
574.404
2.866.105
-
2.728.694
-
2.327.610
-
2.866.105
2.046.664
2.728.694
2.067.854
2.327.610
1.866.319
1.826.069
1.789.978
1.828.997
73.078
74.129
76.794
-
-
-
1.899.147
1.864.107
1.905.791
1.401.739
1.330.477
1.264.731
3.213.973
845.052
3.498.876
812.420
2.980.905
717.784
-
-
-
3.213.973
2.246.791
3.498.876
2.142.897
2.980.905
1.982.515
-
-
-
640.008
636.880
621.324
-
-
-
640.008
636.880
621.324
-
-
-
572.665
211.725
556.830
-
-
-
572.665
211.725
556.830
-
-
-
353.796
361.072
362.503
-
-
-
353.796
361.072
362.503
-
-
-
-
-
-
487.121
468.789
440.377
487.121
468.789
440.377
1.636.224
7.104.729
1.636.791
7.016.393
1.692.353
6.617.302
110.369
512.535
71.774.843
128.824
488.643
68.974.917
154.808
633.254
61.918.168
123.262
6.720
3.483.208
112.170
7.424
3.317.077
89.885
7.422
2.865.294
233.631
6.720
2.148.759
82.362.780
240.994
7.424
2.125.434
79.308.387
244.693
7.422
2.325.607
71.400.764
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Provisões técnicas por produto
R$ mil
Seguros
Vida e Previdência
2010
30 de
setembro
2009
30 de
junho
2010
30 de
setembro
30 de
setembro
Capitalização
2009
30 de
junho
2010
30 de
setembro
30 de
setembro
Total
2009
30 de
junho
2010
30 de
setembro
30 de
setembro
2009
30 de
junho
30 de
setembro
Saúde (1)
3.470.574
3.453.252
3.479.016
-
-
-
-
-
-
3.470.574
3.453.252
3.479.016
Auto/RCF
2.147.920
2.124.851
1.727.624
-
-
-
-
-
-
2.147.920
2.124.851
1.727.624
Dpvat
94.809
92.134
120.011
214.293
207.272
203.921
-
-
-
309.102
299.406
323.932
Vida
14.061
16.330
17.469
3.044.254
2.921.849
2.611.490
-
-
-
3.058.315
2.938.179
2.628.959
1.377.365
1.329.826
1.273.182
-
-
-
-
-
-
1.377.365
1.329.826
1.273.182
-
-
-
12.571.211
12.029.539
11.227.218
-
-
-
12.571.211
12.029.539
11.227.218
-
-
-
39.200.902
37.325.751
32.179.116
-
-
-
39.200.902
37.325.751
32.179.116
Planos tradicionais
-
-
-
16.744.183
16.490.506
15.696.423
-
-
-
16.744.183
16.490.506
15.696.423
Capitalização
-
-
-
-
-
-
3.483.208
3.317.077
2.865.294
3.483.208
3.317.077
2.865.294
7.104.729
7.016.393
6.617.302
71.774.843
68.974.917
61.918.168
3.483.208
3.317.077
2.865.294
82.362.780
79.308.387
71.400.764
Ramos elementares
Plano Gerador de Benefícios
Livres - PGBL
Vida Gerador de Benefícios
Livres - VGBL
Total das provisões técnicas
Bradesco
169
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
c) Garantias das provisões técnicas
R$ mil
Seguros
Vida e Previdência
2010
30 de
setembro
Cotas de fundos de
investimento (VGBL e PGBL)
Cotas de fundos de
investimento (exceto VGBL e
PGBL) (2)
2009
30 de
junho
2010
30 de
setembro
30 de
setembro
Capitalização
2009
30 de
junho
2010
30 de
setembro
30 de
setembro
Total
2009
30 de
junho
2010
30 de
setembro
30 de
setembro
2009
30 de
junho
30 de
setembro
-
-
-
51.772.113
49.355.290
43.406.334
-
-
-
51.772.113
49.355.290
43.406.334
5.891.865
5.911.775
5.292.667
13.756.600
14.624.897
14.032.708
3.133.537
3.036.637
2.537.237
22.782.002
23.573.309
21.862.612
Títulos públicos
80.027
-
366.202
4.413.690
4.146.162
3.133.068
-
-
-
4.493.717
4.146.162
3.499.270
Títulos privados
35.033
22.296
21.689
507.276
798.531
758.978
198.907
182.842
163.624
741.216
1.003.669
944.291
2.414
2.111
1.708
1.434.614
27.868
655.578
350.780
297.613
254.463
1.787.808
327.592
911.749
Direitos creditórios
Depósitos retidos no IRB e
depósitos judiciais
716.058
704.274
553.338
-
-
-
-
-
-
716.058
704.274
553.338
6.585
6.552
6.611
69.484
65.770
65.102
-
-
-
76.069
72.322
71.713
Créditos de resseguros
617.833
620.754
628.363
4.939
7.126
6.318
-
-
-
622.772
627.880
634.681
7.349.815
7.267.762
6.870.578
71.958.716
69.025.644
62.058.086
3.683.224
3.517.092
2.955.324
82.991.755
79.810.498
71.883.988
Ações
Total das garantias das
provisões técnicas
(1) A linha de “Outras Provisões” refere-se, basicamente, às provisões técnicas da carteira de “saúde individual”, constituídas para fazer frente às diferenças dos reajustes futuros de prêmios e aqueles
necessários ao equilíbrio técnico da carteira;
o
o
(2) No 3 trimestre de 2010, conforme Circular Susep n 379/08, efetuou-se operação de alongamento de títulos e valores mobiliários, com a alienação de títulos classificados na categoria de “títulos
mantidos até o vencimento”, simultaneamente à aquisição de novos títulos da mesma natureza e categoria, com prazo de vencimentos e montante superior ao dos títulos alienados, sendo que os
efeitos da operação não produziram valores relevantes e não repercutindo no resultado, em virtude da constituição de provisões técnicas;
(3) Compreende as operações de seguros de pessoa e previdência; e
(4) A provisão de insuficiência de contribuição para planos de aposentadoria e pensão é calculada de acordo com a tábua biométrica AT-2000 suavizada, agravada em 1,5% a.a. (improvement),
considerando separadamente homens (male) e mulheres (female), as quais têm uma maior expectativa de vida, e com taxa real de juros de 4,0% a.a. Nos planos de invalidez, a provisão também é
calculada atuarialmente e leva em consideração a tábua biométrica AT-49 (male) e taxa real de juros de 4,0% a.a.
170
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
d) Prêmios retidos de seguros, contribuições de planos de previdência e títulos de capitalização
Acumulado em
30 de setembro
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
9.082.554
2010
o
o
3 trimestre
2 trimestre
Prêmios emitidos
3.684.321
3.545.445
10.315.578
Contribuições de previdência complementar (inclui VGBL)
3.402.921
3.052.115
9.745.595
8.151.959
658.080
593.584
1.777.856
1.415.501
Receitas com títulos de capitalização
Prêmios de cosseguros cedidos
(34.633)
(31.847)
(93.856)
(271.520)
Prêmios restituídos
(38.064)
(23.633)
(85.550)
(85.824)
7.672.625
7.135.664
21.659.623
18.292.670
(42.138)
(79.658)
(182.163)
(185.837)
7.630.487
7.056.006
21.477.460
18.106.833
Prêmios emitidos líquidos
Prêmios de resseguros
Prêmios retidos de seguros, planos de previdência e
capitalização
22) PARTICIPAÇÃO MINORITÁRIA NAS CONTROLADAS
R$ mil
2010
30 de setembro
Andorra Holdings S.A.
30 de junho
185.957
Banco Bradesco BBI S.A.
2009
30 de setembro
180.812
169.268
91.724
89.956
86.537
Outros (1)
405.617
407.181
104.015
Total
683.298
677.949
359.820
(1) Representada, basicamente, por participação minoritária na Odontoprev S.A.
23) PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADOR)
a) Composição do capital social em quantidade de ações
O capital social, totalmente subscrito e integralizado, é dividido em ações nominativas-escriturais,
sem valor nominal
2010
30 de setembro
2009
30 de junho
30 de setembro
Ordinárias
1.881.225.318
1.881.225.318
1.534.934.979
Preferenciais
1.881.225.123
1.881.225.123
1.534.934.821
Subtotal
3.762.450.441
3.762.450.441
3.069.869.800
-
-
(1.859.700)
Em tesouraria (ordinárias)
Em tesouraria (preferenciais)
Total em circulação
-
-
(1.268.600)
3.762.450.441
3.762.450.441
3.066.741.500
b) Movimentação do capital social em quantidade de ações
Ordinárias
Quantidade de ações em circulação em 31.12.2009
Ações adquiridas e canceladas
Aumento de Capital Social com emissão de ações – bonificação de 10%
(1)
Quantidade de ações em circulação em 30.9.2010
(1)
Preferenciais
Total
1.710.204.835
1.710.345.568
3.420.550.403
-
(140.910)
(140.910)
171.020.483
171.020.465
342.040.948
1.881.225.318
1.881.225.123
3.762.450.441
Beneficiou os acionistas inscritos nos registros do Banco em 13.7.2010.
Bradesco
171
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Em Assembleia Geral Extraordinária de 10 de junho de 2010, deliberou-se pela elevação do Capital
Social em R$ 2.000.000 mil, elevando-o de R$ 26.500.000 mil para R$ 28.500.000 mil, mediante
capitalização de parte do saldo da conta “Reservas de Lucros - Reservas Estatutárias”, de
conformidade com o disposto no Artigo 169 da Lei no 6.404/76, com bonificação em ações de 10%,
mediante emissão de 342.040.948 novas ações nominativas-escriturais, sem valor nominal, sendo
171.020.483 ordinárias e 171.020.465 preferenciais, atribuídas gratuitamente aos acionistas, a título
de bonificação, na proporção de 1 (uma) ação nova para cada 10 (dez) ações da mesma espécie de
que forem titulares, beneficiando os acionistas inscritos nos registros do Banco em 13.7.2010.
Simultaneamente à operação no Mercado Brasileiro, e na mesma proporção, foram bonificados os
ADRs – American Depositary Receipts no Mercado Americano (NYSE) e os GDRs – Global
Depositary Receipts no Mercado Europeu (Latibex), sendo que os investidores receberam 1 (um)
DR novo para cada 10 (dez) DRs de que eram titulares na data-base de 13.7.2010.
c) Juros sobre o capital próprio/dividendos
As ações preferenciais não possuem direito a voto, mas conferem todos os direitos e vantagens das
ações ordinárias, além da prioridade assegurada pelo Estatuto Social no reembolso do capital e
adicional de 10% (dez por cento) de juros sobre o capital próprio e/ou dividendos, conforme disposto
no inciso II do parágrafo 1o do Artigo 17 da Lei no 6.404/76, com a nova redação na Lei no
10.303/01.
Conforme disposição estatutária, aos acionistas estão assegurados juros sobre o capital próprio
e/ou dividendos que somados correspondam, no mínimo, a 30% do lucro líquido do exercício,
ajustado nos termos da lei societária.
Os juros sobre o capital próprio são calculados com base nas contas do patrimônio líquido,
limitando-se à variação da taxa de juros de longo prazo (TJLP), condicionados à existência de
lucros computados antes de sua dedução ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em
montante igual ou superior a duas vezes o seu valor.
A política de remuneração do capital adotada pelo Bradesco visa distribuir juros sobre o capital
próprio no valor máximo calculado em conformidade com a legislação vigente, os quais são
computados, líquidos de Imposto de Renda na Fonte, no cálculo dos dividendos obrigatórios do
exercício previsto no Estatuto Social.
Em Reunião do Conselho de Administração de 4 de dezembro de 2009, aprovou-se a proposta da
Diretoria para pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio complementares relativos
ao exercício de 2009, no valor de R$ 1.632.000 mil, sendo R$ 0,499755537 (líquido de imposto de
renda na fonte de 15% - R$ 0,424792206) por ação ordinária e R$ 0,549731091 (líquido de imposto
de renda na fonte de 15% - R$ 0,467271427) por ação preferencial, cujo pagamento foi efetuado em
9 de março de 2010.
Em Reunião do Conselho de Administração de 10 de fevereiro de 2010, aprovou-se a proposta da
Diretoria para pagamento aos acionistas de dividendos em complemento aos juros sobre o capital
próprio e dividendos relativos ao exercício de 2009, no valor de R$ 76.995 mil, sendo R$
0,021438536 por ação ordinária e R$ 0,023582390 por ação preferencial, cujo pagamento foi
efetuado em 9 de março de 2010.
172
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Em Reunião do Conselho de Administração de 28 de junho de 2010, aprovou-se a proposta da
Diretoria para pagamento aos acionistas de juros sobre o capital próprio intermediários relativos ao
1o semestre de 2010, no valor de R$ 558.600 mil, sendo R$ 0,155520588 (líquido de imposto de
renda na fonte de 15% - R$ 0,132192500) por ação ordinária e R$ 0,171072647 (líquido de imposto
de renda na fonte de 15% - R$ 0,145411750) por ação preferencial, cujo pagamento foi efetuado em
19 de julho de 2010.
O cálculo dos juros sobre o capital próprio e dividendos relativos ao período de nove meses findo
em 30 de setembro de 2010, está demonstrado a seguir:
R$ mil
% (1)
Lucro líquido do período
7.034.928
(-) Reserva legal
(351.746)
Base de cálculo ajustada
6.683.182
Juros sobre o capital próprio (bruto) a pagar e provisionados
1.975.947
Imposto de renda na fonte relativo aos juros sobre o capital próprio
(296.392)
Juros sobre o capital próprio (líquido)
1.679.555
Dividendos mensais, pagos e provisionados
432.439
Juros sobre o capital próprio (líquido) e dividendos acumulados em 30 de setembro de 2010
2.111.994
31,60
Juros sobre o capital próprio (líquido) e dividendos acumulados em 30 de setembro de 2009
1.746.159
31,52
(1) Percentual dos juros sobre o capital próprio/dividendos sobre a base de cálculo ajustada.
Foram pagos e provisionados juros sobre o capital próprio e dividendos, conforme segue:
R$ mil
Descrição
Ordinárias
Juros sobre o capital próprio complementares
Preferenciais
Valor pago/
provisionado
bruto
0,377640
1.106.501
165.975
Por ação (bruto)
0,343309
Valor pago/
provisionado
líquido
IRRF
(15%)
940.526
Juros sobre o capital próprio intermediários
0,155521
0,171073
501.269
75.190
426.079
Dividendos mensais
Total acumulado em 30 de setembro de
2009
Juros sobre o capital próprio complementares
provisionados
Juros sobre o capital próprio intermediários
pagos
0,117772
0,129549
379.554
-
379.554
0,616602
0,678262
1.987.324
241.165
1.746.159
0,358770
0,394647
1.417.347
212.602
1.204.745
0,155521
0,171073
558.600
83.790
474.810
Dividendos mensais, pagos e provisionados
Total acumulado em 30 de setembro de
2010
0,118973
0,130870
432.439
-
432.439
0,633264
0,696590
2.408.386
296.392
2.111.994
d) Ações em tesouraria
Em Assembleia Geral Extraordinária de 10 de março de 2010, foi aprovada proposta do Conselho
de Administração para o cancelamento de 6.676.340 ações nominativas-escriturais, mantidas em
tesouraria, sendo 3.338.170 ordinárias e 3.338.170 preferenciais, representativas do próprio capital
social, sem que houvesse redução.
Bradesco
173
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
24) RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
2010
o
o
3 trimestre
2 trimestre
Rendas de cartão
Acumulado em
30 de setembro
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
1.054.018
974.002
2.982.768
Conta corrente
595.906
576.618
1.714.672
2.433.025
1.637.721
Operações de crédito
447.199
454.586
1.308.694
1.166.785
Administração de fundos
470.150
440.849
1.340.511
1.171.441
Cobrança
273.305
265.115
795.760
737.852
Serviços de custódia e corretagens
111.896
115.340
341.251
296.841
Administração de consórcios
112.236
104.596
314.084
256.392
Arrecadações
73.889
69.541
212.447
189.755
(Underwriting) Assessoria financeira
84.626
39.521
200.374
235.152
135.417
152.880
421.560
392.061
3.358.642
3.193.048
9.632.121
8.517.025
Outras
Total
25) DESPESAS DE PESSOAL
2010
o
o
Acumulado em
30 de setembro
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
3 trimestre
2 trimestre
Proventos
1.119.773
1.062.579
3.183.343
Benefícios
490.551
423.991
1.331.984
1.166.359
Encargos sociais
425.218
400.301
1.201.960
1.012.604
2.885.597
Participação dos empregados nos lucros
203.774
196.553
605.346
471.345
Provisão para processos trabalhistas
141.250
127.916
378.375
283.100
Treinamentos
Total
30.461
26.356
68.286
66.381
2.411.027
2.237.696
6.769.294
5.885.386
26) OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS
2010
o
Acumulado em
30 de setembro
3 trimestre
2 trimestre
Serviços de terceiros
791.356
730.204
2.245.637
Comunicação
354.157
342.609
1.031.241
899.261
Propaganda, promoções e publicidade
210.835
156.337
519.535
305.296
Depreciação e amortização
333.106
320.640
967.125
778.944
Transporte
163.372
160.839
466.522
404.955
Serviços do sistema financeiro
Aluguéis
1.828.027
88.960
92.158
267.177
190.106
138.886
137.015
419.420
410.854
Processamento de dados
217.702
205.812
614.280
560.067
Manutenção e conservação de bens
113.413
109.669
330.538
306.902
Materiais
74.777
66.352
203.693
161.155
Segurança e vigilância
70.307
66.466
202.916
185.699
Água, energia e gás
48.459
52.579
155.891
146.537
Viagens
39.414
28.884
89.452
55.926
163.502
193.350
521.982
374.412
2.808.246
2.662.914
8.035.409
6.608.141
Outras
Total
174
o
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
27) DESPESAS TRIBUTÁRIAS
2010
o
o
3 trimestre
2 trimestre
Contribuição ao Cofins
Acumulado em
30 de setembro
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
593.197
493.081
1.576.082
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS
97.080
92.285
277.886
251.031
Contribuição ao PIS
98.784
83.978
265.560
258.164
Despesas com IPTU
Outras
Total
1.360.389
6.948
7.031
30.034
26.561
55.077
44.774
158.416
120.067
851.086
721.149
2.307.978
2.016.212
28) OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
2010
o
o
3 trimestre
2 trimestre
Outras receitas financeiras
Acumulado em
30 de setembro
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
261.582
252.033
738.163
620.970
Reversão de outras provisões operacionais
87.443
76.726
258.238
127.116
Resultado na venda de mercadorias
14.927
13.780
42.418
39.703
Receitas de recuperação de encargos e despesas
15.409
17.769
46.228
46.729
Outras
260.113
247.083
816.004
811.159
Total
639.474
607.391
1.901.051
1.645.677
29) OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
2010
o
o
3 trimestre
2 trimestre
594.632
318.554
526.679
318.149
146.708
241.422
56.631
291.006
1.648.953
148.550
229.379
56.011
275.417
1.554.185
Outras despesas financeiras
Despesas com perdas diversas
Amortização de intangível - aquisição de direitos
bancários
Despesas de outras provisões operacionais (1)
Amortização de ágio (Nota 15a)
Outras
Total
Acumulado em
30 de setembro
1.752.409
942.302
438.267
1.044.180
171.514
836.683
5.185.355
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
1.760.237
815.103
357.268
1.122.711
73.732
979.312
5.108.363
(1) Inclui: (i) provisão complementar de processo cível – planos econômicos no período de nove meses findo em 30 de setembro de 2010 - R$
183.070 mil (30 de setembro de 2009 – R$ 803.811 mil) e no 3o trimestre de 2010 – R$ 71.511 mil (2o trimestre de 2010 - R$ 75.603 mil); e
(ii) provisão para contingências fiscais no período de nove meses findo em 30 de setembro de 2010 - R$ 396.731 mil.
30) RESULTADO NÃO OPERACIONAL
2010
o
3 trimestre
Resultado na alienação e baixa de valores, bens e
investimentos (1)
Constituição de provisões não operacionais
Outros
Total
10.605
(16.973)
(16.597)
(22.965)
o
2 trimestre
(95.876)
(12.226)
(13.951)
(122.053)
Acumulado em
30 de setembro
(171.691)
(46.710)
(21.991)
(240.392)
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
2.261.895
(73.540)
64.935
2.253.290
(1) Inclui: (i) no 3o trimestre de 2010, resultado na alienação parcial das ações da CPM Braxis, no montante de R$ 79.173 mil; e (ii) no período
acumulado de setembro de 2009, resultado na alienação parcial das ações da Visanet (atual Cielo), líquido dos encargos de distribuição, no
valor de R$ 2.409.619 mil.
Bradesco
175
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras Consolidadas
31) TRANSAÇÕES COM CONTROLADORES (DIRETAS E INDIRETAS)
a) As transações com controladores (diretas e indiretas) são efetuadas em condições e taxas compatíveis com as médias praticadas com terceiros, vigentes
nas datas das operações, e estão assim representadas:
R$ mil
2010
2010
o
2009
Acumulado em
30 de setembro
Receitas
(despesas)
o
30 de setembro
30 de junho
30 de setembro
3 trimestre
2 trimestre
Ativos
(passivos)
Ativos
(passivos)
Ativos
(passivos)
Receitas
(despesas)
Receitas
(despesas)
Acumulado em
30 de setembro
Receitas
(despesas)
Juros sobre o capital próprio e dividendos:
(460.202)
(233.875)
(364.526)
-
-
-
-
Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações
(333.303)
(169.385)
(264.009)
-
-
-
-
Fundação Bradesco
(126.899)
(64.490)
(100.517)
-
-
-
-
Depósitos à vista:
(311)
(309)
(481)
-
-
-
-
Fundação Bradesco
(290)
(296)
(462)
-
-
-
-
BBD Participações S.A. (1)
(9)
(5)
(16)
-
-
-
-
Nova Cidade de Deus Participações S.A.
(8)
(1)
(1)
-
-
-
-
Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações
(4)
(7)
(2)
-
-
-
-
Depósitos a prazo:
(40.475)
(11.441)
(1.576)
(16)
(4)
(33)
(58)
Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações
(40.475)
(11.441)
(1.576)
(16)
(4)
(33)
(58)
-
-
-
(123)
(119)
(359)
(347)
Aluguéis de agências:
Fundação Bradesco
-
-
-
(123)
(119)
(359)
(347)
Dívidas subordinadas:
(251.269)
(163.214)
(263.345)
(4.617)
(3.376)
(10.766)
(17.466)
Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações
(174.611)
(88.507)
(107.047)
(2.667)
(1.746)
(5.749)
(3.469)
(76.658)
(74.707)
(156.298)
(1.950)
(1.630)
(5.017)
(13.997)
Fundação Bradesco
(1)
176
2009
Atual denominação da Elo Participações e Investimentos S.A.
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Remuneração do pessoal-chave da Administração
Anualmente na Assembleia Geral Ordinária é fixado:
 O montante global anual da remuneração dos Administradores, que é definida em reunião do
Conselho de Administração, aos membros do próprio Conselho e da Diretoria, conforme
determina o Estatuto Social; e
 A verba destinada a custear Planos de Previdência Complementar aberta dos Administradores,
dentro do Plano de Previdência destinado aos Funcionários e Administradores da Organização
Bradesco.
Para 2010, foi determinado o valor máximo de R$ 258.900 mil para remuneração dos
Administradores (proventos e gratificações) e de R$ 233.500 mil para custear planos de previdência
complementar de contribuição definida.
Benefícios de curto prazo a administradores
R$ mil
2010
o
o
2009
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
3 trimestre
2 trimestre
Proventos
36.021
35.260
106.920
108.416
Gratificações
14.509
34.632
79.209
21.065
Subtotal
50.530
69.892
186.129
129.481
Contribuição ao INSS
11.337
15.680
41.705
29.056
Total
61.867
85.572
227.834
158.537
Benefícios pós-emprego
R$ mil
2010
o
o
2009
Acumulado em
30 de setembro
Acumulado em
30 de setembro
3 trimestre
2 trimestre
Planos de previdência complementar de contribuição
definida
78.737
34.917
148.748
108.905
Total
78.737
34.917
148.748
108.905
O Bradesco não possui benefícios de longo prazo de rescisão de contrato de trabalho ou
remuneração baseada em ações para seu pessoal-chave da Administração.
Outras informações
I) Conforme legislação em vigor, as instituições financeiras não podem conceder
empréstimos ou adiantamentos para:
a) Diretores e membros dos conselhos consultivos ou administrativo, fiscais e semelhantes, bem
como aos respectivos cônjuges e parentes até o 2o grau;
b) Pessoas físicas ou jurídicas que participem de seu capital, com mais de 10%; e
c) Pessoas jurídicas de cujo capital participem, com mais de 10%, a própria instituição
financeira, quaisquer diretores ou administradores da própria instituição, bem como seus
cônjuges e respectivos parentes até o 2o grau.
Bradesco
177
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Dessa forma, não são efetuados pelas instituições financeiras empréstimos ou adiantamentos a
qualquer subsidiária, membros do Conselho de Administração ou da Diretoria Executiva e seus
familiares.
II) Participação acionária
Os membros do Conselho de Administração e da Diretoria possuíam em conjunto a seguinte
participação acionária no Bradesco em 30 de setembro de 2010:
● Ações ordinárias
0,74%
● Ações preferenciais
1,04%
● Total de ações
0,89%
32) INSTRUMENTOS FINANCEIROS
a) Gerenciamento de riscos
A Organização Bradesco considera o gerenciamento de riscos fundamental em todas as suas
atividades e o utiliza para agregar valor aos seus negócios e dar suporte às áreas de negócios no
planejamento de suas atividades, maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros em
benefício dos seus stakeholders e da sociedade.
A atividade de gerenciamento de riscos é altamente estratégica em virtude da crescente
complexidade dos serviços e produtos ofertados e da globalização dos negócios da Organização,
motivo pelo qual está sempre aprimorando seus processos, além de utilizar como referência as
melhores práticas internacionais, a regulação local e as recomendações do Novo Acordo de Capital
de Basileia.
A Organização investe consideravelmente em ações relacionadas aos processos de gerenciamento
de riscos, especialmente na capacitação do quadro de funcionários, a fim de elevar a qualidade da
execução dos referidos processos e de garantir o foco necessário, fatores intrínsecos a estas
atividades, que produzem alto valor agregado. Nesse contexto, a Organização possui três grandes
pilares que sustentam toda a atividade de gerenciamento de riscos: i) governança corporativa; ii)
estrutura de gerenciamento; e iii) metodologia de gerenciamento de riscos.
Gerenciamento de risco de crédito
Risco de crédito está ligado à possibilidade de haver perdas associadas ao não cumprimento, pelo
tomador ou contraparte, de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, bem
como à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de risco
do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens concedidas na renegociação,
aos custos de recuperação e a outros valores relativos ao descumprimento de obrigações
financeiras da contraparte.
Visando mitigar o risco de crédito, a Organização atua, continuamente, no acompanhamento dos
processos das atividades de crédito, no aprimoramento, aferição e elaboração de inventários de
seus modelos, bem como no monitoramento de concentrações e na identificação de novos
componentes que ofereçam riscos de crédito.
178
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Gerenciamento de risco de mercado
Risco de mercado é a possibilidade de perda por oscilação de preços e taxas de mercado, uma vez
que as carteiras ativa e passiva da Organização podem apresentar descasamentos de prazos,
moedas e indexadores.
O processo de gerenciamento de risco de mercado no Bradesco permite embasar decisões
estratégicas da Organização com grande agilidade e alto grau de confiança. O risco de mercado é
cuidadosamente acompanhado, aferido e gerenciado. O perfil de exposição a risco de mercado da
Organização é conservador, sendo as diretrizes monitoradas, diariamente, de maneira
independente.
O controle do risco de mercado é realizado para todas as empresas da Organização de maneira
corporativa e centralizada. Todas as atividades expostas a risco de mercado são mapeadas,
mensuradas e classificadas quanto à probabilidade e magnitude, com seus respectivos planos de
mitigação devidamente aprovados pela estrutura de governança.
O Bradesco busca estar sempre em linha com as melhores práticas internacionais de mercado,
regulamentações locais e recomendações de Basileia. Assim, protocolou junto ao Bacen, em 30 de
junho de 2010, sua candidatura para a utilização de seus modelos internos de risco de mercado
para a alocação de capital, seguindo os requisitos daquela autarquia e, consequentemente, do Novo
Acordo de Capital de Basileia. Com isso, espera-se reduzir a alocação de capital para risco de
mercado quando, após a homologação pelo Bacen, passar a utilizar seus modelos internos.
O cumprimento dos limites é monitorado diariamente pelo Departamento de Controle Integrado de
Riscos, que é independente à gestão do negócio e adota a metodologia de VaR (Value at Risk)
Paramétrico na apuração do risco da Carteira Trading, com nível de confiança de 99%, horizonte de
1 dia e correlações e volatilidades calculadas a partir de métodos estatísticos que atribuem maior
peso aos retornos recentes. Além disso, a metodologia aplicada e os modelos estatísticos
existentes na mensuração do risco de mercado são avaliados diariamente utilizando-se técnicas de
backtesting.
Bradesco
179
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Apresentamos o balanço patrimonial por moedas
R$ mil
2010
2009
30 de setembro
30 de junho
Estrangeira
(1) (2)
30 de setembro
Estrangeira
(1) (2)
Balanço
Nacional
601.180.102
558.861.249
42.318.853
37.278.675
35.748.834
9.668.864
6.306.885
3.361.979
1.224.837
2.115.883
92.567.082
90.171.209
2.395.873
2.119.671
1.786.446
196.081.209
188.251.681
7.829.528
7.193.606
9.112.823
50.780.865
50.780.865
-
353.461
425.664
Ativo
Circulante e realizável a longo prazo
Disponibilidades
Aplicações interfinanceiras de liquidez
Títulos e valores mobiliários e instrumentos
financeiros derivativos
Relações interfinanceiras e
interdependências
Operações de crédito e de arrendamento
mercantil
184.808.431
168.619.390
16.189.041
16.804.073
12.099.734
Outros créditos e outros valores e bens
67.273.651
54.731.219
12.542.432
9.583.027
10.208.284
Permanente
10.723.324
10.652.873
70.451
137.360
7.341
Investimentos
1.615.858
1.573.166
42.692
-
-
Imobilizado de uso e de arrendamento
3.401.050
3.395.448
5.602
12.523
7.247
Intangível
Total
5.706.416
5.684.259
22.157
124.837
94
611.903.426
569.514.122
42.389.304
37.416.035
35.756.175
Passivo
Circulante e exigível a longo prazo
564.794.409
522.204.169
42.590.240
29.692.749
27.924.611
Depósitos
186.194.258
175.621.835
10.572.423
4.043.580
6.301.070
Captações no mercado aberto
157.008.737
154.389.123
2.619.614
652.483
124.458
Recursos de emissão de títulos
Relações interfinanceiras e
interdependências
13.749.384
8.175.819
5.573.565
5.752.347
4.124.115
2.451.263
1.020.695
1.430.568
1.401.752
1.400.103
Obrigações por empréstimos e repasses
37.997.990
28.091.444
9.906.546
10.168.190
8.491.792
1.878.004
1.640.736
237.268
154.389
120.099
82.362.780
82.361.364
1.416
1.671
2.114
- Dívidas subordinadas
25.697.243
20.672.419
5.024.824
3.284.275
3.891.301
- Outras
57.454.750
50.230.734
7.224.016
4.234.062
3.469.559
Instrumentos financeiros derivativos
Provisão técnica de seguros, previdência e
capitalização
Outras obrigações:
Resultados de exercícios futuros
312.056
312.056
-
-
-
Participação minoritária nas controladas
683.298
683.298
-
-
-
Patrimônio líquido
Total
Posição líquida de ativos e passivos
Derivativos posição líquida (2)
Outras contas de compensação líquidas (3)
Posição cambial líquida (passiva)
46.113.663
46.113.663
-
-
-
611.903.426
569.313.186
42.590.240
29.692.749
27.924.611
(200.936)
7.723.286
7.831.564
(10.324.597)
(18.758.573)
(15.742.503)
(61.278)
(2.471)
1.188.896
(10.586.811)
(11.037.758)
(6.722.043)
(1) Valores expressos e/ou indexados basicamente em dólares norte-americanos;
(2) Excluídas as operações vencíveis em D+1, a serem liquidadas em moeda do último dia do mês; e
(3) Referem-se a outros compromissos registrados em conta de compensação.
180
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Apresentamos a seguir quadro contendo o VaR
R$ mil
Fatores de riscos
2010
30 de setembro
Pré-fixado
Cupom cambial interno
Moeda estrangeira
IGP-M
2009
30 de junho
30 de setembro
6.061
3.544
3.541
873
1.505
372
455
172
1.444
1.569
494
221
IPCA
1.563
716
13.061
Renda variável
2.181
4.894
5.495
302
3.113
15.417
1
4
25
(4.532)
(8.900)
(14.105)
8.473
5.542
25.471
Soberanos/Eurobonds e Treasuries
Outros
Efeito correlação/diversificação
VaR (Value at Risk)
Análise de sensibilidade
Como boa prática de governança de gestão de riscos, o Bradesco possui um processo contínuo de
gerenciamento de suas posições, que engloba o controle de todas as posições expostas ao risco de
mercado através de medidas condizentes com as melhores práticas internacionais e o Novo Acordo
de Capitais – Basileia II. Destaca-se, ainda, que as instituições financeiras possuem limites e
controles de riscos e alavancagem regulamentados pelo Bacen.
As propostas de limites de riscos são validadas em Comitês específicos de negócios e submetidas à
aprovação do Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital, observando os limites
definidos pelo Conselho de Administração, conforme os objetivos das posições, as quais são
segregadas nas seguintes Carteiras:
 Carteira Trading: consiste em todas as operações com instrumentos financeiros e mercadorias,
inclusive derivativos, detidas com intenção de negociação ou destinadas a hedge de outros da
carteira de negociação, e que não estejam sujeitas à limitação da sua negociabilidade. As
operações detidas com intenção de negociação são aquelas destinadas à revenda, obtenção de
benefícios dos movimentos de preços, efetivos ou esperados, ou realização de arbitragem.
 Carteira Banking: operações não classificadas na Carteira Trading. Consistem nas operações
estruturais provenientes das diversas linhas de negócio da Organização e seus eventuais
hedges.
Os impactos das exposições financeiras da Carteira Banking (notadamente nos fatores taxa de juros
e índices de preços) não necessariamente representam potencial prejuízo contábil para a
Organização, pelos seguintes motivos:
 parte das operações de créditos que estão na Carteira Banking é financiada por depósitos à vista
e/ou poupança, os quais são “hedge natural” para eventuais oscilações de taxa de juros;
 para a Carteira Banking, as oscilações de taxa de juros não representam impacto material sobre
o resultado da instituição, uma vez que a intenção é manter as operações de créditos até o seu
vencimento; e
 as operações com derivativos que fazem parte da Carteira Banking são destinadas a realização
de hedge de operações realizadas com clientes ou para hedge dos investimentos no exterior,
considerando inclusive o efeito fiscal para eventuais oscilações da taxa de câmbio.
Bradesco
181
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Os dois quadros a seguir demonstram a análise de sensibilidade em 30.9.2010 e 30.6.2010 das
exposições financeiras (Carteiras Trading e Banking), conforme as determinações da Instrução
CVM no 475/08 e não reflete o modo como os riscos de mercado dessas exposições são
administrados no dia a dia da Organização, conforme informações relatadas ao longo desta nota.
Em 30 de setembro de 2010 - R$ mil
Fatores de Riscos
Taxa de Juros em Reais
Índices de Preços
Cupom Cambial
Carteiras Trading e Banking
Definição
Exposições sujeitas à variação de taxas
de juros pré-fixadas e cupom de taxas
de juros
Exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de índices de preços
Exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de moedas estrangeiras
Cenários (1)
1
2
3
(3.102)
(860.938)
(1.664.177)
(10.469)
(1.375.770)
(2.449.167)
(81)
(4.008)
(7.986)
(2.753)
(68.826)
(137.653)
(15.182)
(379.542)
(759.085)
(311)
(16.579)
(30.860)
(15)
(373)
(745)
Total sem correlação
(31.913)
(2.706.036)
(5.049.673)
Total com correlação
(17.562)
(1.953.978)
(3.585.011)
Moeda Estrangeira
Renda Variável
Soberanos/Eurobonds e
Treasuries
Outros
Exposições sujeitas à variação cambial
Exposições sujeitas à variação do preço
de ações
Exposições sujeitas à variação da taxa
de juros de papéis negociados no
mercado internacional
Exposições que não se enquadraram
nas definições anteriores
Em 30 de junho de 2010 - R$ mil
Fatores de Riscos
Taxa de Juros em Reais
Carteiras Trading e Banking
Definição
Exposições sujeitas à variação de taxas
de juros pré-fixadas e cupom de taxas
de juros
Exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de índices de preços
Exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de moedas estrangeiras
Cenários (1)
1
2
3
(2.786)
(821.984)
(1.578.689)
(9.339)
(1.288.063)
(2.287.844)
(108)
(7.667)
(15.214)
(43)
(1.069)
(2.137)
(14.026)
(350.658)
(701.315)
(445)
(14.411)
(28.648)
-
(1)
(2)
Total sem correlação
(26.747)
(2.483.853)
(4.613.849)
Total com correlação
(17.480)
(1.672.997)
(3.067.224)
Índices de Preços
Cupom Cambial
Moeda Estrangeira
Renda Variável
Soberanos/Eurobonds e
Treasuries
Outros
Exposições sujeitas à variação cambial
Exposições sujeitas à variação do preço
de ações
Exposições sujeitas à variação da taxa
de juros de papéis negociados no
mercado internacional
Exposições que não se enquadraram
nas definições anteriores
(1) Valores líquidos de efeitos fiscais
Demonstra-se também a seguir, a análise de sensibilidade exclusivamente da Carteira Trading, que
representa as exposições que poderão causar impactos relevantes sobre o resultado da Organização,
valendo ressaltar que os resultados apresentados revelam os impactos para cada cenário numa posição
estática da carteira para os dias 30.9.2010 e 30.6.2010. O dinamismo do mercado faz com que essas
posições se alterem continuamente e não obrigatoriamente reflitam a posição aqui demonstrada. Além
disso, conforme comentado anteriormente o Banco possui um processo de gestão contínua do risco de
mercado, que procura, constantemente, pelo dinamismo do mercado, formas de mitigar/minimizar os riscos
associados, de acordo com a estratégia determinada pela Alta Administração. Assim, em casos de sinais de
deterioração de determinada posição, ações proativas são tomadas para minimização de possíveis
impactos negativos, visando maximizar a relação risco retorno para a Organização.
182
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Em 30 de setembro de 2010 - R$ mil
Fatores de Riscos
Taxa de Juros em Reais
Índices de Preços
Cupom Cambial
Moeda Estrangeira
Renda Variável
Soberanos/Eurobonds e
Treasuries
Outros
Carteira Trading
Definição
Exposições sujeitas à variação de taxas
de juros pré-fixadas e cupom de taxas
de juros
Exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de índices de preços
Exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de moedas estrangeiras
Cenários (1)
1
Exposições sujeitas à variação cambial
Exposições sujeitas à variação do preço
de ações
Exposições sujeitas à variação da taxa
de juros de papéis negociados no
mercado internacional
Exposições que não se enquadraram
nas definições anteriores
2
3
(284)
(78.051)
(152.110)
(117)
(16.801)
(31.858)
(15)
(865)
(1.711)
(297)
(7.427)
(14.854)
(613)
(15.324)
(30.648)
(168)
(861)
(1.620)
-
-
(1)
Total sem correlação
(1.494)
(119.329)
(232.802)
Total com correlação
(776)
(91.207)
(177.470)
Em 30 de junho de 2010 - R$ mil
Fatores de Riscos
Taxa de Juros em Reais
Carteira Trading
Definição
Exposições sujeitas à variação de taxas
de juros pré-fixadas e cupom de taxas
de juros
Exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de índices de preços
Exposições sujeitas à variação da taxa
dos cupons de moedas estrangeiras
Exposições sujeitas à variação cambial
Exposições sujeitas à variação do preço
de ações
Exposições sujeitas à variação da taxa
de juros de papéis negociados no
mercado internacional
Exposições que não se enquadraram
nas definições anteriores
Cenários (1)
1
2
3
(215)
(57.019)
(112.008)
(41)
(6.240)
(11.794)
(35)
(2.865)
(5.650)
(43)
(1.069)
(2.137)
(583)
(14.563)
(29.125)
(211)
(6.611)
(13.066)
-
(1)
(2)
Total sem correlação
(1.128)
(88.368)
(173.782)
Total com correlação
(588)
(59.627)
(117.213)
Índices de Preços
Cupom Cambial
Moeda Estrangeira
Renda Variável
Soberanos/Eurobonds e
Treasuries
Outros
(1) Valores líquidos de efeitos fiscais.
As análises de sensibilidade foram efetuadas a partir dos cenários elaborados para as respectivas
datas, sempre considerando as informações de mercado na época e cenários que afetariam
negativamente nossas posições.
Cenário 1:
Com base nas informações de mercado de 30.9.2010 e 30.6.2010 (BM&FBovespa,
Anbima, etc) foram aplicados choques de 1 ponto base para taxa de juros e 1% de
variação para preços. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de
30.9.2010 a cotação Reais/Dólar foi de R$ 1,71, enquanto que em 30.6.2010 era de
R$ 1,82. Para o cenário de juros, a taxa pré-fixada de 1 ano aplicada nas posições
de 30.9.2010 foi de 11,31% a.a., sendo que em 30.6.2010 era de 11,88% a.a..
Cenário 2:
Foram determinados choques de 25% com base nos mercados de 30.9.2010 e
30.6.2010. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.9.2010 a
cotação Reais/Dólar foi de R$ 2,11, enquanto que em 30.6.2010 era de R$ 2,25.
Para o cenário de juros, a taxa pré-fixada de 1 ano aplicada nas posições de
30.9.2010 foi de 14,12% a.a., sendo que em 30.6.2010 era de 14,84% a.a.. Os
cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 25%
nas respectivas curvas ou preços.
Bradesco
183
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Cenário 3:
Foram determinados choques de 50% com base nos mercados de 30.9.2010 e
30.6.2010. Por exemplo: no cenário aplicado sobre as posições de 30.9.2010 a
cotação Reais/Dólar foi de R$ 2,54, enquanto que em 30.6.2010 era de R$ 2,70.
Para o cenário de juros, a taxa pré-fixada de 1 ano aplicada nas posições de
30.9.2010 foi de 16,95% a.a., sendo que em 30.6.2010 era de 17,81% a.a.. Os
cenários para os demais fatores de risco também representaram choque de 50%
nas respectivas curvas ou preços.
Risco de liquidez
Risco de Liquidez é a possibilidade da não existência de recursos financeiros suficientes para que a
Organização honre seus compromissos em razão dos descasamentos entre pagamentos e
recebimentos, considerando as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e
obrigações. O conhecimento e o acompanhamento deste risco são cruciais, sobretudo para que a
Organização possa liquidar as operações em tempo hábil e de modo seguro.
A Organização tem uma Política de Liquidez que define os níveis mínimos a serem mantidos, assim
como os instrumentos para gestão da liquidez em cenário normal e em cenário de crise. A política e
os controles estabelecidos atendem plenamente a Resolução no 2.804 do Conselho Monetário
Nacional (CMN).
Risco Operacional
Risco operacional é definido como o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e
sistemas inadequados ou falhos e de eventos externos. Essa definição inclui o risco legal, mas
exclui o estratégico e o de imagem.
O controle do risco operacional está fundamentado na elaboração e implantação de metodologias,
critérios e ferramentas que padronizam a forma de coleta e tratamento dos dados históricos de
perdas, e encontra-se alinhado com as regulamentações do Bacen, recomendações do BIS – Bank
for International Settlements, e com as melhores práticas de mercado.
184
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Apresentamos o balanço patrimonial por prazos
R$ mil
1 a 30
dias
Ativo
Circulante e realizável a longo prazo
Disponibilidades
Aplicações interfinanceiras de liquidez
Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos (1) (2)
Relações interfinanceiras e interdependências
Operações de crédito e de arrendamento mercantil
Outros créditos e outros valores e bens
Permanente
Investimentos
Imobilizado de uso e de arrendamento
Intangível
Total em 30 de setembro de 2010
Total em 30 de junho de 2010
Total em 30 de setembro de 2009
Passivo
Circulante e exigível a longo prazo
Depósitos (2)
Captações no mercado aberto
Recursos de emissão de títulos
Relações interfinanceiras e interdependências
Obrigações por empréstimos e repasses
Instrumentos financeiros derivativos
Provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização (3)
Outras obrigações:
- Dívidas subordinadas
- Outras
Resultados de exercícios futuros
Participação minoritária nas controladas
Patrimônio líquido
Total em 30 de setembro de 2010
Total em 30 de junho de 2010
Total em 30 de setembro de 2009
Ativos líquidos acumulados em 30 de setembro de 2010
Ativos líquidos acumulados em 30 de junho de 2010
Ativos líquidos acumulados em 30 de setembro de 2009
31 a 180
dias
181 a 360
dias
Acima de
360 dias
Prazo
indeterminado
Total
332.800.508
9.668.864
60.250.063
156.808.586
50.287.695
22.362.358
33.422.942
198.701
48.858
149.843
332.999.209
306.037.083
262.076.806
88.218.007
30.594.869
5.144.113
3.029
45.044.079
7.431.917
898.775
244.291
654.484
89.116.782
68.302.851
68.904.073
43.812.804
1.119.768
9.290.154
2.520
29.154.264
4.246.098
835.291
293.150
542.141
44.648.095
42.359.040
33.950.196
136.348.783
602.382
24.838.356
487.621
88.247.730
22.172.694
6.421.503
2.469.569
3.951.934
142.770.286
139.499.171
119.302.659
2.369.054
1.615.858
345.182
408.014
2.369.054
1.902.071
1.451.956
601.180.102
9.668.864
92.567.082
196.081.209
50.780.865
184.808.431
67.273.651
10.723.324
1.615.858
3.401.050
5.706.416
611.903.426
558.100.216
485.685.690
301.488.464
94.162.844
105.145.858
593.078
2.451.263
2.802.522
1.195.011
59.722.581
41.092.960
9.663.098
12.981.922
1.560.501
7.736.183
433.671
2.061.327
31.610.694
8.491.795
6.191.739
2.484.204
6.070.356
92.016
1.190.354
190.602.291
73.876.521
32.689.218
9.111.601
21.388.929
157.306
19.388.518
-
564.794.409
186.194.258
157.008.737
13.749.384
2.451.263
37.997.990
1.878.004
82.362.780
78.570
35.336.737
312.056
301.800.520
264.781.813
222.226.127
31.198.689
41.255.270
39.850.679
4.972.662
1.683.596
41.092.960
32.575.624
24.113.570
79.222.511
76.982.497
84.641.182
2.630.092
4.460.138
31.610.694
31.068.184
28.577.698
92.259.912
88.273.353
90.013.680
18.015.919
15.974.279
190.602.291
184.701.323
170.997.558
44.427.907
43.071.201
38.318.781
683.298
46.113.663
46.796.961
44.973.272
39.770.737
-
25.697.243
57.454.750
312.056
683.298
46.113.663
611.903.426
558.100.216
485.685.690
-
(1) As aplicações em fundos de investimento estão classificadas no prazo de 1 a 30 dias;
(2) As operações vinculadas a compromissos de recompra estão classificadas conforme o prazo da operação; e
(3) Os depósitos à vista, de poupança e as provisões técnicas de seguros, previdência e capitalização, representadas por produtos “VGBL” e “PGBL”, estão classificados no prazo de 1 a 30 dias, sem
considerar a média histórica do giro.
Bradesco
185
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Índice de Basileia
O gerenciamento de risco na Organização busca otimizar a relação risco versus retorno de modo a minimizar perdas, por meio de estratégias de negócios
bem definidas, em busca de maior eficiência na composição dos fatores que impactam no Índice de Basileia.
Apresentamos o cálculo do Índice de Basileia II
R$ mil
2010
Base de cálculo - Índice de Basileia II (1)
Base de cálculo – Índice de Basileia
o
Redução dos créditos tributários conforme Resolução n 3.059/02 do Bacen
o
Redução dos ativos diferidos conforme Resolução n 3.444/07 do Bacen
Redução dos ganhos/perdas de ajustes a valor de mercado em DPV e derivativos conforme
o
Resolução n 3.444 /07 do Bacen
o
Adicional de provisão ao mínimo requerido pela Resolução n 2.682/99 do Bacen (3)
Minoritários/outros
Patrimônio de referência nível I
Soma dos ganhos/perdas de ajustes a valor de mercado em DPV e derivativos conforme
o
Resolução n 3.444/07 do Bacen
Dívida subordinada (3)
Patrimônio de referência nível II
Patrimônio de referência total (nível I + nível II)
Dedução dos instrumentos de captação, conforme Resolução no 3.444/07 do Bacen
Patrimônio de referência (a)
30 de setembro
EconômicoFinanceiro
financeiro
2009
30 de junho
EconômicoFinanceiro
financeiro
30 de setembro
EconômicoFinanceiro
financeiro
46.113.663
46.113.663
44.295.323
44.295.323
38.877.487
-
-
-
-
(143.179)
38.877.487
(143.179)
(223.467)
(306.058)
(357.852)
(441.456)
(226.279)
(260.114)
1.590.384
1.590.384
1.751.725
1.751.725
1.480.317
1.480.317
-
-
-
-
2.989.666
2.990.827
168.948
683.298
164.029
677.949
400.228
359.820
47.649.528
48.081.287
45.853.225
46.283.541
43.378.240
43.305.158
(1.590.384)
(1.590.384)
(1.751.725)
(1.751.725)
(1.480.317)
(1.480.317)
9.668.818
9.668.818
8.607.645
8.607.645
12.003.947
12.003.947
8.078.434
8.078.434
6.855.920
6.855.920
10.523.630
10.523.630
55.727.962
56.159.721
52.709.145
53.139.461
53.901.870
53.828.788
(91.651)
(239.902)
(89.593)
(233.649)
(62.097)
(328.694)
55.636.311
55.919.819
52.619.552
52.905.812
53.839.773
53.500.094
36.352.388
36.425.640
34.824.557
34.754.633
31.483.525
171.539
171.539
134.901
134.901
423.470
428.460
1.758.568
2.574.130
1.677.756
1.677.756
1.132.832
1.132.832
Alocação de capital (por risco)
- Risco de crédito
- Risco de mercado
- Risco operacional (4)
Patrimônio de referência exigido (b)
38.282.495
39.171.309
36.637.214
36.567.290
33.039.827
33.195.059
Margem (a – b)
17.353.816
16.748.510
15.982.338
16.338.522
20.799.946
20.305.035
348.022.677
356.102.809
333.065.578
332.429.906
300.362.064
301.773.265
15,99%
15,70%
15,80%
15,91%
17,92%
17,73%
Ativo ponderado pelo risco (2) (c)
Índice de Basileia (a/c) (3)
186
31.633.767
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
o
o
(1) O artigo 4 da Circular n 3.389/08 do Bacen trata da opção pela prerrogativa da exclusão, para fins da apuração do Índice de Basileia, da posição vendida em moeda estrangeira, inclusive
computando-se os efeitos fiscais, realizada com o objetivo de proporcionar hedge para a participação em investimentos no exterior. O Bradesco tem optado por esta prerrogativa, desde setembro de
2008;
o
(2) A partir de 1 de julho de 2008, com o Novo Acordo de Capital de Basileia, para apuração do Ativo Ponderado pelo Risco, utilizamos como base o Patrimônio de Referência Exigido dividido por 11%,
que o capital mínimo exigido pelo Bacen;
(3) O índice apurado em junho de 2010, contempla o efeito do resgate antecipado da captação de US$ 300.000 mil de dívida subordinada perpétua, emitida em junho de 2005 e o efeito da revogação, a
o
partir de abril de 2010, da Resolução n 3.674/07 do CMN, que permitia a adição integral da provisão adicional para devedores duvidosos na apuração do patrimônio de referência; e
o
o
(4) Conforme definido pela Circular n 3.383/08 e Circular n 3.476/09, ressaltamos que, a partir de julho de 2010, o cálculo de alocação de capital de Risco Operacional para o Consolidado EconômicoFinanceiro passou a contemplar as empresas não financeiras.
b) Valor de mercado
O valor contábil, líquido das provisões para desvalorizações, dos principais instrumentos financeiros:
R$ mil
Lucro (prejuízo) não realizado sem efeitos fiscais
Carteira
Valor
contábil
Valor de
mercado
No resultado
2010
2010
30 de
setembro
30 de setembro
Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos (Notas 3e, 3f e 8) 196.081.209 200.107.311
- Ajuste de títulos disponíveis para venda (Nota 8 cII)
- Ajuste de títulos mantidos até o vencimento (Nota 8d item 6)
Operações de crédito e de arrendamento mercantil (Notas 2, 3g e 10) (1)
Investimentos (Notas 3j, 4 e 13) (2)
Ações em tesouraria (Nota 23d)
Depósitos a prazo (Notas 3n e 16a)
217.274.004 217.703.543
No patrimônio líquido
2009
30 de
setembro
30 de
junho
2010
30 de
setembro
2009
30 de
setembro
30 de
junho
4.188.369
3.290.205
3.948.429
4.026.102
3.395.319
3.604.723
162.267
(105.114)
343.706
-
-
-
4.026.102
3.395.319
3.604.723
4.026.102
3.395.319
3.604.723
429.539
178.274
302.263
429.539
178.274
302.263
6.923.225
6.527.565
6.592.407
6.923.225
6.527.565
6.592.407
1.615.858
8.539.083
-
-
-
-
-
-
-
3.978
100.730.273 100.576.388
153.885
150.567
94.408
153.885
150.567
94.408
Recursos de emissão de títulos (Nota 16c)
13.749.384
13.745.680
3.704
8.905
2.524
3.704
8.905
2.524
Obrigações por empréstimos e repasses (Notas 17a e17b)
37.997.990
37.883.726
114.264
70.014
76.886
114.264
70.014
76.886
Dívidas subordinadas (Nota 19)
25.697.243
26.342.319
Lucro não realizado sem efeitos fiscais
(645.076)
(999.041)
(855.083)
(645.076)
(999.041)
(855.083)
11.167.910
9.226.489
10.161.834
11.005.643
9.331.603
9.822.106
(1) Inclui adiantamentos sobre contratos de câmbio, operações de arrendamento mercantil e outros créditos com características de concessão de créditos; e
(2) Inclui, basicamente, a mais valia das participações em controladas e coligadas (Cielo (ex-Visanet), Odontoprev e Fleury) e outros investimentos (BM&FBovespa, e Cetip).
Bradesco
187
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
Determinação do valor de mercado dos instrumentos financeiros:
 Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos, investimentos, dívidas
subordinadas e ações em tesouraria baseiam-se em cotação de preços de mercado na data do
balanço. Se não houver cotação de preços de mercado, os valores são estimados com base em
cotações de distribuidores, modelos de definições de preços, modelos de cotações ou cotações de
preços para instrumentos com características semelhantes;
 Operações de crédito pre-fixadas foram determinadas mediante desconto dos fluxos de caixa
estimados, adotando as taxas de juros praticadas pela Organização Bradesco em novos contratos de
características similares. As referidas taxas são compatíveis com o mercado na data do balanço; e
 Depósitos a prazo, recursos de emissão de títulos e obrigações por empréstimos e repasses foram
calculados mediante o desconto da diferença entre os fluxos de caixa nas condições contratuais e as
taxas praticadas no mercado na data do balanço.
33) BENEFÍCIOS A EMPREGADOS
O Bradesco e suas controladas são patrocinadores de um plano de previdência complementar para
seus funcionários e administradores, na modalidade Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). O
PGBL é um plano de previdência do tipo de contribuição definida, que permite acumular recursos
financeiros ao longo da carreira profissional do participante mediante contribuições pagas por ele
mesmo e pela empresa patrocinadora, sendo os recursos investidos em um FIE (Fundo de
Investimento Exclusivo).
O PGBL é administrado pela Bradesco Vida e Previdência S.A. e a BRAM – Bradesco Asset
Management S.A. DTVM é a responsável pela gestão financeira dos fundos FIEs.
As contribuições dos funcionários e administradores do Bradesco e suas controladas são equivalentes
a 4% do salário, exceto para os participantes que em 2001 optaram em migrar do plano de benefício
definido para o plano de contribuição definida (PGBL), cujas contribuições foram mantidas nos níveis
que vigoravam no plano de benefício definido quando da transferência de plano, observando-se
sempre o mínimo de 4% do salário.
As obrigações atuariais do plano de contribuição definida (PGBL) estão integralmente cobertas pelo
patrimônio do FIE correspondente.
Além do plano (PGBL) anteriormente apresentado, estão assegurados aos participantes que optaram
em migrar do plano de benefício definido, um benefício proporcional diferido, correspondente aos seus
direitos acumulados nesse plano. Para os participantes do plano de benefício definido, migrados ou
não para o PGBL, participantes aposentados e pensionistas, o valor presente das obrigações atuariais
do plano está integralmente coberto por ativos garantidores.
O Banco Alvorada S.A. (incorporador do Banco Baneb S.A.) mantém planos de aposentadoria
complementar de contribuição definida e de benefício definido, por meio da Fundação Baneb de
Seguridade Social – Bases (relativos aos ex-empregados do Baneb). As obrigações atuariais dos
planos de contribuição definida e benefício definido estão integralmente cobertas pelos patrimônios dos
planos.
O Banco Bradesco BBI S.A. (atual denominação do Banco BEM S.A.) patrocina planos de
aposentadoria complementar de benefício definido e de contribuição definida, por meio da Caixa de
Assistência e Aposentadoria dos Funcionários do Banco do Estado do Maranhão – Capof.
188
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
A Alvorada Cartões, Crédito, Financiamento e Investimento S.A. (Alvorada CCFI) (incorporadora do
Banco BEC S.A.) patrocina plano de benefício definido por meio da Caixa de Previdência Privada do
Banco do Estado do Ceará – Cabec.
Os recursos garantidores dos planos de previdência são investidos de acordo com a legislação
pertinente (títulos públicos e privados, ações de companhias abertas e imóveis).
O Bradesco, em suas dependências no exterior, proporciona para seus funcionários e administradores
plano de pensão de acordo com as normas estabelecidas pelas autoridades locais, que permite
acumular recursos financeiros ao longo da carreira profissional do participante.
As despesas com contribuições efetuadas no período de nove meses findo em 30 de setembro de
2010, totalizaram - R$ 251.255 mil (30 de setembro de 2009 – R$ 211.412 mil), 3o trimestre de 2010 –
R$ 108.711 mil, (2o trimestre de 2010 - R$ 69.275 mil).
Além desse benefício, o Bradesco e suas controladas oferecem aos seus funcionários e
administradores outros benefícios, dentre os quais: seguro saúde, assistência odontológica, seguro de
vida e de acidentes pessoais e treinamento profissional, cujo montante dessas despesas, incluindo as
contribuições mencionadas anteriormente, totalizaram no período de nove meses findo em 30 de
setembro de 2010 - R$ 1.400.270 mil (30 de setembro de 2009 – R$ 1.232.740 mil), 3o trimestre de
2010 – R$ 521.012 mil, (2o trimestre de 2010 - R$ 450.347 mil).
34) IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
a) Demonstração do cálculo dos encargos com imposto de renda e contribuição social
R$ mil
2010
o
Participações em coligadas
Ganho/(perda) cambial
Despesas indedutíveis líquidas de receitas não
tributáveis (2)
Crédito tributário de períodos anteriores constituídos
Juros sobre o capital próprio (pagos e a pagar)
Acumulado em
30 de setembro
o
3 trimestre
Resultado antes do imposto de renda e contribuição
social
Encargo total do imposto de renda e contribuição social
às alíquotas de 25% e 15%, respectivamente (1)
Efeito das adições e exclusões no cálculo dos
tributos:
2009
2 trimestre
Acumulado em
30 de setembro
4.176.367
3.519.620
10.385.683
9.360.497
(1.670.547)
(1.407.848)
(4.154.273)
(3.744.199)
7.567
7.606
26.676
23.236
(311.307)
24.265
(256.502)
(935.219)
(87.105)
(72.203)
(216.077)
(85.372)
-
-
241.732
-
250.395
246.774
740.379
643.090
Efeito do diferencial da alíquota da contribuição social (3)
267.585
190.614
610.408
392.436
Outros valores
(42.741)
(85.789)
(244.395)
192.742
(1.586.153)
(1.096.581)
(3.252.052)
(3.513.286)
Imposto de renda e contribuição social do período
(1) A alíquota da contribuição social para as empresas dos segmentos financeiros e de seguros foi elevada para 15%, de acordo com
o
a Lei n 11.727/08, permanecendo em 9% para as demais empresas (Nota 3h);
(2) Contempla o efeito fiscal resultante da adesão ao programa de parcelamento de débitos tributários, com anistia para liquidação de
débitos administrados pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), instituído pela
o
Lei n 11.941/09; e
(3) Refere-se à equalização da alíquota efetiva da contribuição social em relação à alíquota (40%) demonstrada.
Bradesco
189
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
b) Composição da conta de resultado de imposto de renda e contribuição social
Acumulado em
30 de setembro
R$ mil
2009
Acumulado em
30 de setembro
2010
o
o
3 trimestre
Impostos correntes:
Imposto de renda e contribuição social devidos
Impostos diferidos:
Constituição/realização no período sobre adições temporárias
Utilização de saldos iniciais de:
Base negativa de contribuição social
Prejuízo fiscal
Crédito tributário de períodos anteriores constituídos:
Base negativa de contribuição social
Prejuízo fiscal
Adições temporárias
Constituição/utilização no período sobre:
Base negativa de contribuição social
Prejuízo fiscal
Total dos impostos diferidos
Imposto de renda e contribuição social do período
2 trimestre
(1.618.286)
(1.611.692)
(4.716.110)
(6.706.686)
296.323
656.988
1.614.796
3.141.577
(9.731)
(102.184)
(31.972)
(93.827)
(96.750)
(349.735)
(138.595)
(420.864)
-
-
12.102
33.617
196.013
-
6.003
(158.278)
32.133
(1.586.153)
5.594
(21.672)
515.111
(1.096.581)
22.714
31.301
1.464.058
(3.252.052)
38.662
572.620
3.193.400
(3.513.286)
c) Origem dos créditos tributários de imposto de renda e contribuição social diferidos
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
Provisão para contingências cíveis
Provisão para contingências fiscais
Provisão trabalhista
Provisão para desvalorização de títulos e
investimentos
Provisão para desvalorização de bens não de
uso
Ajuste a valor de mercado dos títulos para
negociação
Ágio amortizado
Provisão de juros sobre o capital próprio
o
Ajuste da Lei n 11.638/07
Outros
Total dos créditos tributários sobre
diferenças temporárias
Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição
social do país e exterior
Subtotal
Ajuste a valor de mercado dos títulos
disponíveis para venda
o
Contribuição social - Medida Provisória n
2.158-35 de 24.8.2001
Total dos créditos tributários (Nota 11b)
Obrigações fiscais diferidas (Nota 34f)
Créditos tributários líquidos das
obrigações fiscais diferidas
- Proporção dos créditos tributários
líquidos sobre o patrimônio de
referência (Nota 32a)
- Proporção dos créditos tributários
líquidos sobre o ativo total
Saldo em Constituição
31.12.2009
(1)
7.724.064
3.030.730
827.553
252.472
1.970.367
652.627
578.623
182.840
2.549.905
116.184
54.913
143.228
Saldo em
30.9.2010
8.204.889
963.841
2.568.081
618.235
Saldo em
30.6.2010
8.388.751
923.636
2.411.166
621.586
R$ mil
Saldo em
30.9.2009
7.623.238
821.771
2.169.732
589.283
Realização
121.010
8.347
20.983
108.374
113.598
109.303
104.500
58.615
53.736
109.379
107.118
106.654
13.317
1.031.107
93.665
1.787.044
5.524
29.033
454.683
455.337
666
155.123
6.363
218.298
18.175
905.017
454.683
87.302
2.024.083
16.542
949.777
231.802
99.028
1.902.730
15.603
1.067.306
387.869
90.466
1.646.432
14.251.250
5.130.208
3.319.399
16.062.059
15.765.734
14.627.657
1.119.281
15.370.531
99.734
5.229.942
446.485
3.765.884
772.530
16.834.589
1.036.720
16.802.454
1.420.403
16.048.060
51.388
140.073
43.276
148.185
235.034
170.485
270.123
15.692.042
3.985.467
5.370.015
1.377.828
65.304
3.874.464
324.613
204.819
17.187.593
5.038.682
235.989
17.273.477
4.875.607
329.164
16.547.709
4.327.943
11.706.575
3.992.187
3.549.851
12.148.911
12.397.870
12.219.766
20,9%
21,7%
23,4%
22,8%
2,3%
2,0%
2,2%
2,5%
(1) Contempla o crédito tributário relativo à elevação da alíquota de contribuição social para as empresas dos segmentos financeiro e
o
de seguros, determinada pela Lei n 11.727/08, os quais correspondem ao valor de R$ 353.170 mil (Nota 3h).
190
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
d) Previsão de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias, prejuízo fiscal e
base negativa de contribuição social e crédito tributário de contribuição social M.P. no 2.158-35
R$ mil
Diferenças temporárias
Imposto de
Contribuição
renda
social
2010
2011
2012
2013
2014
2015 (9 meses)
Total
1.055.780
1.961.589
2.854.941
1.966.746
2.375.595
322.319
10.536.970
540.905
1.184.808
1.425.927
987.618
1.211.128
174.703
5.525.089
Prejuízo fiscal e base negativa
Imposto de
Contribuição
renda
social
121.462
161.972
131.934
59.961
75.718
1.390
552.437
13.670
69.851
70.337
31.076
34.661
498
220.093
Total
1.731.817
3.378.220
4.483.139
3.045.401
3.697.102
498.910
16.834.589
R$ mil
o
2010
Total
Crédito tributário de contribuição social M.P. n 2.158-35
2011
2012
2013
2014
19.855
12.824
60.339
81.727
30.074
Total
204.819
A projeção de realização de crédito tributário é uma estimativa e não está diretamente relacionada à
expectativa de lucros contábeis.
O valor presente dos créditos tributários, calculados considerando a taxa média de captação, líquida
dos efeitos tributários, monta a R$ 15.633.173 mil (30 de junho de 2010 – R$ 15.340.284 mil e 30 de
setembro de 2009 – R$ 14.914.422 mil), sendo R$ 14.722.985 mil (30 de junho de 2010 – R$
14.189.571 mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 13.285.399 mil) de diferenças temporárias, R$
723.434 mil (30 de junho de 2010 – R$ 939.719 mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 1.344.404 mil) de
prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social e R$ 186.754 mil (30 de junho de 2010 – R$
210.994 mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 284.619 mil) de crédito tributário de contribuição social
M.P. no 2.158-35.
e) Créditos tributários não ativados
Não foram constituídos créditos tributários no montante de R$ 78.494 mil (30 de junho de 2010 – R$
74.693 mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 71.690 mil), os quais serão registrados quando
apresentarem efetivas perspectivas de realização de acordo com estudos e análises elaboradas pela
Administração e pelas normas do Bacen.
Em função da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pela CONSIF contra a Lei no 11.727/08,
artigos 17 e 41, os créditos tributários de períodos anteriores decorrentes da elevação da alíquota da
Contribuição Social de 9% para 15% foram registrados até o limite das obrigações tributárias
consolidadas correspondentes. O saldo do crédito tributário relativo à elevação da alíquota da
Contribuição Social não constituído monta a R$ 459.618 mil (Nota 3h).
f) Obrigações fiscais diferidas
2010
30 de setembro
Ajuste a valor de mercado de instrumentos financeiros derivativos
Superveniência de depreciação
Operações em mercado de liquidação futura
Outras
Total
251.468
3.884.253
138.385
764.576
5.038.682
30 de junho
245.687
3.720.665
198.202
711.053
4.875.607
R$ mil
2009
30 de setembro
617.637
2.962.159
64.186
683.961
4.327.943
As obrigações fiscais diferidas das empresas dos segmentos financeiro e de seguros foram
constituídas considerando a elevação da alíquota de contribuição social, determinada pela Lei no
11.727/08 (Nota 3h).
Bradesco
191
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
35) OUTRAS INFORMAÇÕES
a) A Organização Bradesco administra fundos de investimento e carteiras, cujos patrimônios líquidos
em 30 de setembro de 2010 montam a R$ 276.634.519 mil (30 de junho de 2010 - R$ 263.296.711
mil e 30 de setembro de 2009 – R$ 236.911.941 mil).
b) Em 2010, dando continuidade à reversão das medidas anticrise tomadas no final de 2008, o Bacen
alterou a sistemática de cálculo do recolhimento compulsório, cujos principais impactos foram:
Alterações efetuadas no 1o trimestre de 2010
Descrição
Redutor do compulsório adicional
sobre recursos à vista, depósitos
de poupança e recursos a prazo.
Alíquota
para
cálculo
do
compulsório
adicional
sobre
recursos à vista e recursos a
prazo.
Redutor do valor sujeito a
recolhimento sobre recursos a
prazo. (1)
Alíquota
para
cálculo
do
compulsório sobre recursos a
prazo (1)
Cumprimento da exigibilidade do
compulsório sobre recursos a
prazo. (1)
Regra anterior
Regra atual
Utilização de redutores para
instituições com PR - Patrimônio de
Referência inferior a R$ 5 bilhões.
Recolhimento no que exceder a R$ 1 bilhão
Recursos à vista - 5%
Recursos a prazo - 4%
Recursos à vista - 8 %
Recursos a prazo - 8%
Utilização de redutores para
instituições com PR - Patrimônio de
Referência inferior a R$ 5 bilhões.
Recolhimento no que exceder a R$ 2 bilhões
13,5%
45% em títulos públicos e 55% em espécie sem
remuneração, podendo ser substituídos por créditos
adquiridos até 31 de março de 2010 de instituições
financeiras, oriundos basicamente de: (i) operações de
crédito; (ii) direitos creditórios de operações de leasing; (iii)
adiantamentos e outros créditos de emissão ou
responsabilidade de pessoas físicas e jurídicas não
financeiras; (iv) depósitos interfinanceiros com garantia de
ativos previstos na legislação; (v) títulos de renda fixa
emitidos por entidades não financeiras integrantes da
carteira da instituição ou de fundos de investimentos; (vi)
direitos creditórios integrantes de Fundo de Investimento
em Direito Creditório - FIDC; (vii) cotas de FIDC
organizados pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC;
(viii) aquisições de moeda estrangeira junto ao Bacen
realizadas com compromisso de revenda da instituição
financeira, conjugada com o compromisso de recompra
pelo Bacen, admitida a dedução dos créditos adquiridos de
instituições com Patrimônio de Referência - PR de até R$
2,5 bilhões.
15%
100%
em
espécie
com
remuneração da Selic, podendo ser
deduzido até 45% das aquisições e
dos
depósitos
interfinanceiros
adquiridos
até
30.6.2010,
prorrogado para 30.12.2010.
(1) As Demonstrações Contábeis foram impactadas a partir de abril de 2010.
Alterações efetuadas no 2o trimestre de 2010
Descrição
Regra anterior
Alíquota para exigibilidade do rural (2)
30%
29%
Alíquota para cálculo do compulsório sobre recursos a vista (2)
42%
43%
(2) As demonstrações contábeis foram impactadas a partir de julho de 2010.
192
Regra atual
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis Consolidadas
c) Em aderência ao processo de convergência com as normas internacionais de contabilidade,
algumas normas e suas interpretações foram emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis
(CPC), as quais serão aplicáveis as instituições financeiras somente quando aprovadas pelo
Bacen. Os pronunciamentos contábeis já aprovados pelo Bacen são:

Resolução no 3.566/08 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (CPC 01);

Resolução no 3.604/08 – Demonstração do Fluxo de Caixa (CPC 03);

Resolução no 3.750/09 – Divulgação sobre Partes Relacionadas (CPC 05); e

Resolução no 3.823/09 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes (CPC 25).
Atualmente não é possível estimar quando o Bacen irá aprovar os demais pronunciamentos
contábeis do CPC e, nem tampouco, se a utilização dos mesmos será de maneira prospectiva ou
retrospectiva. Com isso ainda não é possível estimar os impactos contábeis da utilização desses
pronunciamentos nas demonstrações contábeis do Bradesco.
A Resolução no 3.786/09 do CMN e a Circular no 3.472/09 do Bacen, estabeleceram que as
instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Bacen, constituídas sob a
forma de companhia aberta ou que sejam obrigadas a constituir Comitê de Auditoria devem, a partir
de 31 de dezembro de 2010, elaborar anualmente e divulgar em até 90 dias após a data base de 31
de dezembro suas demonstrações contábeis consolidadas, preparadas de acordo com as normas
internacionais de contabilidade (IFRS), seguindo os pronunciamentos internacionais emitidos pelo
IASB – International Accounting Standards Board. Com isso o Bradesco encontra-se em fase de
apuração dos efeitos contábeis de transição para IFRS e concluirá esse processo nos prazos
estabelecidos pelo Bacen.
Bradesco
193
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Órgãos da Administração
Cidade de Deus, Osasco, SP, 26 de outubro de 2010
Conselho de Administração
Presidente
Lázaro de Mello Brandão
Vice-Presidente
Antônio Bornia
Membros
Mário da Silveira Teixeira Júnior
João Aguiar Alvarez
Denise Aguiar Alvarez
Luiz Carlos Trabuco Cappi
Carlos Alberto Rodrigues Guilherme
Ricardo Espírito Santo Silva Salgado
Diretoria
Diretores Executivos
Diretor-Presidente
Luiz Carlos Trabuco Cappi
Diretores Vice-Presidentes
Laércio Albino Cezar
Arnaldo Alves Vieira
Sérgio Socha
Julio de Siqueira Carvalho de Araujo
Norberto Pinto Barbedo
Domingos Figueiredo de Abreu
Diretores Gerentes
José Alcides Munhoz
Milton Matsumoto
Odair Afonso Rebelato
Aurélio Conrado Boni
Ademir Cossiello
Sérgio Alexandre Figueiredo Clemente
Candido Leonelli
Maurício Machado de Minas
*Diretores Departamentais
Alexandre da Silva Glüher
Alfredo Antônio Lima de Menezes
André Rodrigues Cano
Josué Augusto Pancini
Luiz Carlos Angelotti
Marcelo de Araújo Noronha
Nilton Pelegrino Nogueira
Diretores Departamentais
Adineu Santesso
Airton Celso Exel Andreolli
Altair Antônio de Souza
Amilton Nieto
André Bernardino da Cruz Filho
André Marcelo da Silva Prado
Antonio de Jesus Mendes
Antonio José da Barbara
Arnaldo Nissental
Aurélio Guido Pagani
Cassiano Ricardo Scarpelli
Clayton Camacho
Denise Pauli Pavarina
Douglas Tevis Francisco
Fernando Roncolato Pinho
Jair Delgado Scalco
Jean Philippe Leroy
João Albino Winkelmann
José Luiz Rodrigues Bueno
José Maria Soares Nunes
Júlio Alves Marques
Laércio Carlos de Araújo Filho
Lúcio Rideki Takahama
Luiz Alves dos Santos
Luiz Carlos Brandão Cavalcanti Junior
Luiz Fernando Peres
Marcos Bader
Marcos Daré
Mario Helio de Souza Ramos
Marlene Morán Millan
Moacir Nachbar Junior
Nobuo Yamazaki
Octávio de Lazari Júnior
Octavio Manoel Rodrigues de Barros
Paulo Aparecido dos Santos
Paulo Faustino da Costa
Roberto Sobral Hollander
Walkiria Schirrmeister Marquetti
Diretores
Antonio Carlos Melhado
Antonio Chinellato Neto
Cláudio Borges Cassemiro
Cláudio Fernando Manzato
Edilson Wiggers
José Ramos Rocha Neto
Marcos Aparecido Galende
Osmar Roncolato Pinho
Renan Mascarenhas Carmo
Diretores Regionais
Alex Silva Braga
Almir Rocha
Antonio Gualberto Diniz
Antonio Piovesan
Delvair Fidencio de Lima
Diaulas Morize Vieira Marcondes Junior
Francisco Aquilino Pontes Gadelha
Francisco Assis da Silveira Junior
Geraldo Dias Pacheco
João Alexandre Silva
João Carlos Gomes da Silva
José Sergio Bordin
Mauricio Gomes Maciel
Volnei Wulff
Wilson Reginaldo Martins
Comitê de Remuneração
Lázaro de Mello Brandão - Coordenador
Antônio Bornia
Mário da Silveira Teixeira Júnior
Luiz Carlos Trabuco Cappi
**Carlos Alberto Rodrigues Guilherme
Comitê de Auditoria
Carlos Alberto Rodrigues Guilherme - Coordenador
José Lucas Ferreira de Melo
Romulo Nagib Lasmar
Osvaldo Watanabe
Comitê de Controles Internos e Compliance
Mário da Silveira Teixeira Júnior – Coordenador
Carlos Alberto Rodrigues Guilherme
Domingos Figueiredo de Abreu
Milton Matsumoto
Alexandre da Silva Glüher
Marco Antonio Rossi
Clayton Camacho
**Moacir Nachbar Junior
Roberto Sobral Hollander
Frederico William Wolf
Comitê Executivo de Divulgação (Órgão não Estatutário)
Domingos Figueiredo de Abreu - Coordenador
Julio de Siqueira Carvalho de Araujo
Milton Matsumoto
Luiz Carlos Angelotti
Marco Antonio Rossi
Samuel Monteiro dos Santos Junior
Antonio José da Barbara
José Maria Soares Nunes
Paulo Faustino da Costa
Marcos Aparecido Galende
Comitê de Conduta Ética
Milton Matsumoto - Coordenador
Carlos Alberto Rodrigues Guilherme
Arnaldo Alves Vieira
**Julio de Siqueira Carvalho de Araujo
Domingos Figueiredo de Abreu
Odair Afonso Rebelato
Alexandre da Silva Glüher
**André Rodrigues Cano
**Josué Augusto Pancini
Marco Antonio Rossi
Clayton Camacho
José Luiz Rodrigues Bueno
Júlio Alves Marques
**Moacir Nachbar Junior
Glaucimar Peticov
Frederico William Wolf
Comitê de Gestão Integrada de Riscos e Alocação de Capital
Luiz Carlos Trabuco Cappi - Coordenador
Laércio Albino Cezar
Arnaldo Alves Vieira
Sérgio Socha
Julio de Siqueira Carvalho de Araujo
Norberto Pinto Barbedo
Domingos Figueiredo de Abreu
Milton Matsumoto
Ademir Cossiello
Marco Antonio Rossi
Roberto Sobral Hollander
Conselho Fiscal
Efetivos
Nelson Lopes de Oliveira - Coordenador
Domingos Aparecido Maia
Ricardo Abecassis Espírito Santo Silva
Suplentes
João Batistela Biazon
Jorge Tadeu Pinto de Figueiredo
Renaud Roberto Teixeira
Ouvidoria
Júlio Alves Marques – Ouvidor
*Indicados ao cargo de Diretor Adjunto, serão eleitos após a sua instituição
**Processo em fase de homologação pelo Banco Central do Brasil
Departamento de Contadoria Geral
Marcos Aparecido Galende
Contador-CRC 1SP201309/O-6
194
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Relatório dos auditores independentes sobre a revisão limitada
Ao
Conselho de Administração
Banco Bradesco S.A.
1.
Efetuamos revisões limitadas das informações contábeis contidas nas Informações Trimestrais
consolidadas do Banco Bradesco S.A. e empresas controladas, compreendendo os balanços
patrimoniais consolidados em 30 de setembro de 2010, 30 de junho de 2010 e 30 de setembro de
2009, e as correspondentes demonstrações consolidadas do resultado, das mutações do patrimônio
líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado dos trimestres findos nessas datas, elaborados sob a
responsabilidade da administração do Banco.
2.
Nossas revisões foram efetuadas de acordo com as normas específicas estabelecidas pelo IBRACON
– Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o Conselho Federal de
Contabilidade – CFC, e consistiram, principalmente, em: (a) indagação e discussão com os
administradores responsáveis pelas áreas contábil, financeira e operacional do Banco e empresas
controladas, quanto aos principais critérios adotados na elaboração das informações trimestrais e (b)
revisão das informações relevantes e dos eventos subsequentes que tenham, ou possam vir a ter,
efeitos relevantes sobre a posição financeira e as operações do Banco e empresas controladas.
3.
Baseados em nossas revisões limitadas, não temos conhecimento de qualquer modificação relevante
que deva ser feita nas Informações Trimestrais acima referidas, para que as mesmas estejam de
acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às instituições autorizadas a funcionar
pelo Banco Central do Brasil e normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM),
aplicáveis a elaboração das Informações Trimestrais.
São Paulo, 26 de outubro de 2010
PricewaterhouseCoopers
Auditores Independentes
CRC 2SP000160/O-5
Luís Carlos Matias Ramos
Contador
CRC 1SP171564/O-1
Bradesco
195
Demonstrações Contábeis, Relatório dos Auditores Independentes e Parecer do Conselho Fiscal
Parecer do Conselho Fiscal
Os infra-assinados, membros do Conselho Fiscal do Banco Bradesco S.A., no exercício de suas atribuições
legais e estatutárias, tendo examinado o Relatório da Administração e as Demonstrações Contábeis
relativos ao terceiro trimestre de 2010, e à vista do relatório sobre revisão limitada emitido pela
PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes, apresentado sem ressalvas, são de opinião que as
citadas peças, examinadas à luz da legislação societária vigente, refletem adequadamente a situação
patrimonial e financeira da Sociedade.
Cidade de Deus, Osasco, SP, 26 de outubro de 2010
Nelson Lopes de Oliveira
Domingos Aparecido Maia
Ricardo Abecassis E. Santo Silva
196
Relatório de Análise Econômica e Financeira – Setembro 2010
Para mais informações, favor contatar:
Diretoria Executiva
Domingos Figueiredo de Abreu
Diretor Vice-Presidente e Diretor de RI
Tel.: (11) 3681-4011
[email protected]
Departamento de Relações com o Mercado
Paulo Faustino da Costa
Tel.: (11) 2178-6201
Fax: (11) 2178-6215
Avenida Paulista, 1.450 – 1º andar
CEP 01310-917 – São Paulo-SP
Brasil
www.bradesco.com.br/ri
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