Trabalho escrito – Versão 2

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Colégio Anglo Cassiano Ricardo
2º Série – Ensino Médio
Grupo 19
Projeto Escolar Interdisciplinar
Travessias: Histórias construídas pelo conhecer, fazer, conviver
e ser.
ENGENHEIRANDO PARA AJUDAR VIDAS
São José dos Campos
2016
Professor Orientador: Luana Nascimento
Nome
Função
Aida Samir Choukr
Expositora
Álvaro Guirado Benedetto
Apresentador Oral
Amanda Martins Nogueira
Líder
Ana Beatriz Maciel de Paula
Expositora
Ana Julia Martins Gemignani
Secretária
Ana Laura Mariano de Oliveira
Expositora
Anna Beatriz Costa de Oliveira
Apresentador Oral
Anna Carolina Duarte Tavares Fernandes
Apresentador Oral
Camila Soares de Oliveira
Expositora
Isabelle Lima de Kotona Freitas
Expositora
João Victor Zilio de Almeida
Redator
Maria Julia Rabelo Pinto
Redator
Pamela Campos Monteiro
Redator
Pedro Henrique da Silva Lino
Blogger
Rafael Guilhermoni Carriço
Expositor
Sophia Quintana Cunha
Expositora
Vitor Nogueira Henrique Luís
Expositor
Aos os nossos pais, que nos apoiaram e incentivaram.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos:
À nossa professora orientadora Luana Nascimento, que sempre nos apoiou;
Aos nossos patrocinadores: Ritmovale, Na Caneca, Hospital dos Olhos e Ideemkt;
Ao doutor em engenharia de materiais Eduardo May, que nos deu uma palestra sobre
nosso tema;
A todos aqueles que contribuíram para a conclusão do nosso trabalho.
“Digo: O real não está na saída nem na chegada: ele
se dispõe para a gente é no meio da travessia.”
Guimarães Rosa
RESUMO
É desafio compreender de que forma a ciência, a tecnologia e a engenharia se
desenvolveram juntas, ao longo da história, para promover a evolução das próteses e
implantes, desde os aparelhos utilizados nas civilizações antigas, até os dispositivos
usados atualmente. Para o desenvolvimento do trabalho o grupo se dividiu em duplas e
trios para realizar pesquisas sobre os diferentes tópicos tratados e tivemos algumas
reuniões para compartilhar o conteúdo das pesquisas com todos os integrantes. Além
das pesquisas, tivemos uma palestra com um doutor em engenharia de materiais sobre a
história das próteses e implantes ortopédicos e os tipos de materiais utilizados, fazendo
uma comparação entre os dispositivos antigos e atuais. E partir disso acredita-se que,
com todo o contexto histórico nas guerras mundiais, houve um avanço tecnológico e
cientifico muito grande na área da saúde, chegando próximo ao que é hoje, pois foi uma
época em que vários fatores contribuíram para que se faça necessária e oportuna as
pesquisas sobre esse meio, por exemplo, soldados que perdiam seus membros em
combate, acreditamos também que em meio as necessidades de melhorias na qualidade
de vida do ser humano, foram sendo realizadas pesquisas para supri-las e desta forma os
dispositivos foram sofrendo alterações até chegar ao que é hoje, o que as faz superiores
em conforto, estética e compatibilidade em relação as antigas. Neste momento também
ocorreu a popularização da utilização do titânio e suas ligas, por sua grande
biocompatibilidade e enorme resistência mecânica, além disso, a descoberta do titânio
foi fundamental para o desenvolvimento e evolução de próteses, implantes entre outros
biomateriais, que são materiais que podem ser implantados para substituir ou reparar
tecidos em falta. O objetivo do grupo com todas as pesquisas é analisar a evolução dos
diversos tipos de próteses e implantes desde seus primeiros relatos de existência até os
dias atuais, uma verdadeira travessia, passando assim pela evolução das próteses, de
silicone e de quadril, e de implantes como o dentário, o marca-passo, o coração artificial
e o Stent. Após pesquisas concluiu-se que a evolução feita pelas próteses e implantes
possibilitou uma maior qualidade de vida para os seres humanos, que cada descoberta
de matéria prima e estruturas, cada pesquisa e experimento foi extremamente importante
para que houvesse o avanço na vida do homem.
Palavras-chave: Implantes, Próteses, Biomateriais, Titânio, Travessia.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO..........................................................................................
08
1.1. Justificativa...........................................................................................
08
1.2. Fundamentação Teórica........................................................................
08
1.3. Situação Problema................................................................................
11
1.4. Hipótese................................................................................................
11
1.5. Objetivos...............................................................................................
12
2. METODOLOGIA.......................................................................................
13
3. PESQUISA BIBLIOGRAFICA E DISCUSSÃO.....................................
14
4. CONCLUSÃO.............................................................................................
24
5. REFERÊNCIAS..........................................................................................
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1. INTRODUÇÃO
1.1. Justificativa
Conforme o mote que nos foi proposto nesse ano, TRAVESSIAS, nosso trabalho busca
compreender de que forma a ciência, a tecnologia e a engenharia se desenvolveram
juntas, ao longo da história, para promover a evolução das próteses e implantes até os
dispositivos atuais. Assim como sugere o título do nosso trabalho, “Engenheirando”,
lidamos com a ação do fazer, criar e desenvolver para proporcionar melhoria de
qualidade de vida das pessoas, num processo contínuo que não se deu por encerrado.
1.2. Fundamentação Teórica
Por ser um tema muito extenso, optou-se por abordar quatro tipos de implantes, sendo
eles: implante dentário, stent, marca-passo e coração artificial; e dois tipos de próteses:
silicone e de quadril.
Além desses dispositivos, se fez importante ao longo das pesquisas estudar a história
dos biomateriais, como o titânio e suas ligas. Defini-se como biomateriais como
materiais sintéticos desenvolvidos para aplicação na área da saúde com o objetivo de
substituir a matéria viva cuja função foi perdida [3].
Historicamente, os biomateriais são tão antigos quanto os homens. No entanto, em
relação aos dispositivos estudados nesse trabalho, essa travessia iniciou-se no Antigo
Egito (600 a.C.), onde foram encontrados registros que mostram o começo da
Ortopedia; uso de tecidos para imobilização de fraturas, talas de bambu usadas em
múmias e próteses de madeira para substituição de membros amputados.
Em relação às tentativas de resolver a “doença do quadril dolorido” que era um desgaste
nas articulações do quadril, durante séculos foram utilizados materiais como gordura
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intracelular, prata, magnésio borracha, cera, etc, até o século XX onde foi desenvolvida
a primeira prótese de quadril [1].
Ainda na História Antiga, tem-se a evidência de materiais utilizados como implantes
dentários, com uma variedade de materiais que incluem ouro, lascas de pedras, cortiça,
marfim, conchas marinhas, dentes humanos, resinas oleosas, borrachas e folhas de metal
[2].
A Era moderna dos biomateriais surge no séc.XX, em 1924, com o estudo de metais
implantados em cachorros. Nesse período nasce o conceito de biocompatibilidade.
Materiais biocompatíveis são aqueles que quando implantados em um organismo vivo,
não exerce nenhuma influência negativa e nem é influenciado pelo meio que o cerca.
Principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, foram conquistados grandes
avanços em diversas áreas em relação à biocompatibilidade [3]. Como exemplos de
biomateriais podem ser citados o aço inox,o tântalo, o titânio e suas ligas, os quais além
do elevado grau de biocompatibilidade e alta resistência mecânica e à corrosão, reúnem
propriedades que os permitem serem aplicados em outros segmentos da indústria, como
o setor aeronáutico [4].
Pode-se dizer que tal descoberta divide a história das próteses e implantes em duas
partes, antes da biocompatibilidade, materiais rudimentares, elevada porcentagem de
rejeição; após a biocompatibilidade, constante desenvolvimento e aperfeiçoamento de
dispositivos de alta performance para várias regiões do corpo humano, como será
apresentado a seguir.
Em relação aos implantes dentários, na década de 60 existiam os laminado e agulhados,
classificados assim de acordo com sua morfologia. Eram feitos de tântalo e garbácio,
que embora fossem metais biocompatíveis, não foram tão populares por prejudicar a
função das próteses que eram colocadas sob ele [5].
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Outro dispositivo que sofreu muitas alterações até chegar ao que se tem hoje foi o
marca-passo, que em sua primeira versão, criada em 1930 por Albert S. Hyman, era
manual, movido a manivela e foi logo banido por ser um método muito complexo. A
pretensão inicial era de controlar os batimentos do coração de pacientes com disfunção
cardíaca [6].
Ainda no segmento cardíaco, em 1969 foi proposto por Dotter uma prótese
endovascular (implante) que promovesse sustentação do vaso após cirurgia de obstrução
do mesmo. Esse primeiro implante era feito de material polimérico e a ele deu-se o
nome de stent [7].
Em outro segmento da medicina, porém em um período semelhante aos dispositivos
citados acima, foram desenvolvidas em 1961 nos Estados Unidos as primeiras próteses
de silicone, constituídas por silicone em gel envolto em uma capsula de elastômero. O
silicone por ser um material inerte era utilizado, com outras finalidades, na medicina
desde 1946 [8].
Evidenciando que a ciência e tecnologia evoluem de forma ousada e que expandem seus
limites a cada estudo, em 2001, nos Estados Unidos, um coração artificial foi
implantado em um humano pela primeira vez. Batizado de Abiocor, este era constituído
de titânio e polímero e pesava cerca de 900g [9]. O coração artificial tem como objetivo
substituir o coração verdadeiro de uma pessoa com problemas de insuficiência cardíaca
até que ela possa receber um transplante, ou em alguns casos, permanentemente.
Assim, nesse tópico, foram citados o que se tinha em relação a próteses e implantes
antes da descoberta da biocompatibilidade e o que foi possível desenvolver após essa
descoberta, em relação aos seis dispositivos escolhidos para o estudo. Detalhes sobre o
aprimoramento de cada um, como também, a consequência disso para a qualidade de
vida das pessoas, será discutida no item 3.
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1.3. Situação-Problema
Próteses e implantes são usados com frequência atualmente, oferecendo conforto,
estabilidade e melhor qualidade de vida aos usuários. Pensando na trajetória que foi
realizada para chegar à tecnologia atual desses aparelhos, surgiram as seguintes
questões; Como se deu a evolução desses dispositivos? Tendo em vista a qualidade de
vida dos usuários, como são evidenciadas as diferenças no desempenho desses
dispositivos atuais em relação aos antigos? E, por fim, existe diferença entre próteses e
implantes?
1.4. Hipótese
A partir de pesquisas realizadas pelo grupo, acredita-se que, com todo o contexto
histórico nas guerras mundiais, houve um avanço tecnológico e cientifico muito grande
na área da saúde, pois foi uma época em que se fez necessária e oportuna as pesquisas
sobre esse meio.
Acreditamos também que em meio as necessidades de melhorias na qualidade de vida
do ser humano, foram sendo realizadas pesquisas para supri-las e desta forma os
dispositivos foram sofrendo alterações até chegar ao que é hoje, o que as faz superiores
em conforto, estética e compatibilidade em relação as antigas.
Em questão da diferença entre próteses e implantes, supomos que há uma diferença
estrutural, sendo implantes; Auxiliadores no funcionamento do organismo, e próteses;
Complementos estruturais.
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1.5. Objetivos
Os objetivos do trabalho são analisar o avanço histórico e tecnológico das próteses e
implantes, o que possibilitou esse avanço e qual é a influência disso na qualidade de
vida dos usuários.
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2. METODOLOGIA
O grupo foi dividido em dupla e trios para realizar pesquisas sobre os seis dispositivos
propostos pela orientadora, as quais são: prótese de quadril, prótese de silicone e os
implantes dentários, de marca-passo, de stent e de coração.
As pesquisas foram baseadas em artigos científicos, blogs, trabalhos acadêmicos e
vídeos disponíveis na internet.
Em algumas reuniões cada dupla e trio apresentou aos outros integrantes o resultado de
suas pesquisas.
Além das pesquisas, tivemos uma palestra com um doutor em engenharia dos materiais
sobre a história das próteses e implantes ortopédicos e os tipos de materiais utilizados
nos dispositivos antigamente e atualmente.
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3. PESQUISA BIBLIOGRAFICA E DISCUSSÃO
A seguir será apresentado o desenvolvimento das próteses e implantes mencionados no
item 1.2. até o que se tem hoje, evidenciando as melhorias para os usuários.
Estudos para solucionar o problema da articulação do quadril foram realizados durante
anos em diversos países como França, Alemanha e Estados Unidos, até que em 1919 foi
testada a primeira prótese de quadril, feita de borracha. Os resultados foram
insatisfatórios. A partir desta, outras próteses foram sendo desenvolvidas, até que se
obteve sucesso na década de 60, através do inglês Sir John Charnley com a prótese
representada na Figura 1. Considerado pai da prótese total de quadril moderna, Charnley
trouxe conceitos sobre o funcionamento mecânico da articulação do quadril, como
também, características na superfície da prótese [1].
Figura 1: Prótese de Quadril nos dias atuais, graças ao conhecimento de John Charley.
Disponível em: http://medicinadoquadril.com.br/site/proteses/.
Atualmente os grandes avanços sobre esse implante se concentram na técnica da
cirurgia de aplicação, no entendimento de seus mecanismos de desgaste e na
durabilidade dos materiais. Hoje se encontra no mercado próteses de quadril de
materiais cerâmicos, metálicos e poliméricos em sua constituição.
Na antiguidade, as pessoas perdiam os movimentos devido à dor e a falta de técnicas
para a realização dos procedimentos médicos.
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Atualmente, muitas melhorias na vida dos pacientes foram identificadas, como alivio
total das dores, assim possibilitando que os mesmos pratiquem atividades físicas e
tenham a mesma capacidade de se movimentarem como uma pessoa que não sofre do
desgaste. A durabilidade das próteses atuais de quadril está entre 15 e 20 anos. Isso
varia de acordo com o tipo de material e com a idade do usuário. A cirurgia de quadril
com interposição de prótese consiste hoje na cirurgia de maior sucesso da ortopedia.
Em relação aos implantes dentários, os tipos agulhados e laminados apresentados no
item 1.2. embora ainda utilizados atualmente por alguns dentistas, não são considerados
de sucesso pois, além de prejudicarem a função das próteses colocadas sobre eles,
causarem dor e infecções frequentes, não favorecem a osseointegração, processo no
qual o tecido ósseo adere-se ao implante, fazendo com que este suporte cargas de
mastigação elevadas e que fique implantado permanentemente .
O sucesso veio com os implantes de titânio em forma de parafusos, que possui
propriedades mecânicas muito próximas ao do osso e permite ótima osseointegração.
Esse tipo de implante segue apresentado na Figura 2.
Figura 2: Um dos tipos de implantes dentários que são usados nos dias de hoje.
Disponível em: <http://www.saudedicas.com.br/saude-bucal/o-que-sao-implantes-dentarios-3014050>.
Nesse ponto, é válido discutir sobre os tipos de materiais biocompatíveis: bioinertes,
bioativos e os biorreativos. Os materiais bioinertes são menos suscetíveis a causar
reações adversas devido a sua estabilidade química em comparação com outros
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materiais. Os bioativos são aqueles que possuem propriedade de formar tecido sobre a
superfície do material e estabelecer interface capaz de suportar cargas funcionais. Os
materiais biorreativos são aqueles metais que ficam no limite entre os materiais
bioinertes e os bioativos, esses metais adquirem bioatividade após um tratamento de
ativação de superfície do seu óxido. Um exemplo de metal biorreativo é o Titânio.
Com exceção das próteses de silicone, todos os demais dispositivos estudados nesse
trabalho possuem sua constituição o metal titânio ou suas ligas. Assim, antes de
prosseguir com as discussões, seguem algumas considerações relevantes em relação ao
titânio.
Em razão da semelhança das propriedades do titânio com as do silício, sua presença na
maioria dos minerais da crosta terrestre foi desconsiderada durante séculos, até 1971,
quando William Gregor, pastor e mineralista, em um experimento observou que a areia
preta quando atacada com ácido sulfúrico apresentava uma substância avermelhada, que
ainda não seria titânio, e sim Ilmenita.
Após muitas tentativas, em 1937, Guilherme Kroll junto com a Siemens e Helska,
conseguiu obter o material puro. A esse processo foi dado o nome de método Kroll para
obtenção de titânio.
Devido suas características como elevada biocompatibilidade e alta resistência à
corrosão, quase tão resistente quanto a platina, o titânio e suas ligas tem seu uso
considerado amplo, o que permite sua aplicação em várias diferentes áreas que se
desenvolvem cada vez mais. O titânio possui grande resistência mecânica, baixa
condutividade térmica e elétrica, além de ser um material considerado leve, forte e
facilmente fabricável.
Com a descoberta da biocompatibilidade a medicina deu um grande salto e as melhorias
aumentaram ainda mais, um exemplo é o marcapasso. Teve seu inicio em 1930, quando
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Albert Hyman criou seu primeiro modelo, que não foi aceito pela sua complexidade.
Em 1960 implantaram o primeiro marcapasso que realmente funcionou, o que gerou um
avanço muito grande na técnica da estimulação cardíaca.
Na década de 80 houve o aprimoramento dos marcapassos e os de dupla câmara, que
estimula tanto o átrio quanto o ventrículo, tornando-se disponíveis no mercado. Nessa
mesma época foram desenvolvidos os biosensores, o que tornou os marcapassos
capazes de aumentar sua frequência de estimulação de acordo com o grau da atividade
física.
Atualmente os marcapassos foram reduzidos, pesam cerca de 13 a 20 gramas com cabos
eletrodos endocárdios extremamente resistentes, flexíveis e de pequena espessura,
permitindo resultados excelentes, especialmente em crianças e recém nascidos (Figura
3).
Figura 3: Implante de marca-passo atual.
Disponível em: http://www.businesswire.com/news/home/20131114006420/en/FDA-Grants-PremarketApproval-PMA-NeuroPace%C2%AE-RNS%C2%AE.
Revestidos por titânio, que é um material de alta biocompatibilidae e nenhuma rejeição
pelo organismo, os marcapassos ajudam as pessoas nos dias atuais a terem suas vidas de
volta como uma pessoa normal, eles possibilitam a pratica de atividades físicas e
esforços comuns do dia a dia sem a preocupação de uma parada cardíaca
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De molde dentário à aparelho para desobstruir artérias, o Stent é um implante que foi
idealizado pelo dentista Charles Stent por volta de 1850 e sofreu varias mudanças e
alterações ao longo do tempo. Também graças a biocompatibilidade, obteve sucesso
anos mais tarde.
Stents são pequenas telas de metal em formato cilíndrico que são usados para tratar
pacientes com artérias obstruídas (Figura 4). O procedimento, chamado de Angioplastia,
é feito com uso de um cateter de aproximadamente 145mm de diâmetro e 6mm de
largura, uma corda guia de aproximadamente 0,35mm de largura e de um balão.
Figura 4: Implante Stent.
Disponível em: http://www.redetiradentes.com.br/ronaldotiradentes/o-que-e-o-stent-cardiaco-que-osmedicos-pretendem-colocar-em-amazonino/.
Esse dispositivo serve para desobstrução e sustentamento das paredes arteriais e é
inserido na virilha do paciente e levado até o local da lesão. A corda guia desloca o
balão, que, por sua vez, infla esmagando as placas que causaram a obstrução e
expandindo o Stent que se cola nas paredes da artéria impedindo que ela se feche.
Todos os Stents apresentam o risco da formação de um tecido cicatricial, o que pode
levar a um novo estreitamento da artéria, por esse motivo os Sents farmacológicos são
banhados em drogas que evitam a formação cicatricial e, assim, reduz a probabilidade
do paciente ter que realizar novamente a operação.
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O primeiro stent era feito de materiais poliméricos, mas os médicos passaram a usar os
metais depois que o primeiro modelo começou a apresentar alguns problemas e
rejeições algumas horas depois da implantação. Desta maneira, podemos notar a
evolução dos stents com o passar dos anos, e a diminuição nos riscos em uma cirurgia
de implantação do mesmo, hoje em dia o paciente recebe alta em no máximo 24 horas,
quando antes eram necessários alguns dias no hospital, e o risco de não aceitação pelo
organismo era maior. Os stents também reduzem as chances do paciente precisar de
procedimentos mais invasivos para o desentupimento das artérias, e com a
biocompatibilidade dos materiais hoje, a necessidade de retirar ou repetir a cirurgia e
muito pequena.
Na mesma época (muito utilizado atualmente para fazer com que homens e mulheres
atinjam o padrão de beleza desejado), as próteses de silicone tiveram seu inicio quando
o primeiro protótipo foi implantado em uma cadela de nome Esmeralda, que após duas
semanas sem nenhum tipo de problema e rejeição, foi retirado e considerado tão
inofensivo quanto água.
No mesmo ano, Timmie Jean Lindsey foi a primeira mulher a aceitar colocar o implante
de silicone em Houston, para aumentar os seios, sem custo algum, pelos cirurgiões
plásticos Thomas Cronin e Frank Gerow, que desenvolveram a prótese preenchida por
gel de silicone. Um ano depois, em 1963, a equipe apresentou seus resultados para a
sociedade e foi um sucesso.
No inicio, existiam apenas quatro possibilidades de tamanho; Grande, médio, pequeno e
petite, foi comprovado que as primeiras próteses não eram biocompativeis, e uma vez
que rompiam, o número de rejeições eram muito altos
Atualmente as próteses apresentam rugosidades na superfície, também chamadas de
microtexturização. Essa textura dificulta a organização das fibras da cápsula,
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diminuindo as chances de rejeição e ruptura, Além de existir mais de 450 possibilidades
de tamanho, diferentemente das próteses antigas (Figura 5).
Figura 5: Próteses de silicone atuais.
Disponível em: http://www.clinicarealize.com.br/tags/implantes.html.
Voltando a falar de artérias e circulação do sangue, chegamos finalmente ao coração
artificial, que é um dos implantes mais recentes. Após a criação do “coração-pulmão
artificial” por John Gibbon, que limitava-se a bombear e oxigenar o sangue, diversos
modelos foram aperfeiçoados, trazendo em 1950 a “bomba oxigenadora”, que seria
implantada dentro do coração e o auxiliaria, porem tal dispositivo trouxe restrições, já
que precisaria de um funcionamento mínimo do órgão por si só, não sendo capaz de
trabalhar por completo.
Já em 1982, foi desenvolvido o primeiro protótipo de coração totalmente artificial, o
Jarvik-7, idealizado pelo Dr. William Derives da Universidade de Utah. A partir do
Jarvik-7, as pesquisas sobre coração artificial se expandiram, sendo criado em 2001 um
novo implante que obteve sucesso, o AbioCor.
Composto de titânio e plástico, tornava-se o mais complexo já produzido. Seu sistema
fazia ligação direta aos dois átrios, esquerdo e direito, além de ligar-se à aorta e à artéria
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pulmonar. Possuindo uma bomba hidráulica, o implante intercalava o bombeamento
sanguíneo à oxigenação (Figura 6).
Figura 6: Implante de coração artificial.
Disponível em: https://megaarquivo.com/tag/cardiologia-2/page/2/.
Atualmente é implantado o Carmat, sendo um implante de funcionamento total, ele
mescla componentes tecnológicos e tecido cardíaco de vacas para que possa haver uma
maior aceitação e durabilidade. Ele também possui uma regulagem cardíaca e
fisiológica em função do usuário, fazendo com que, caso o paciente queira correr, seus
batimentos cardíacos o acompanhem.
Esse procedimento é o mais complexo da medicina moderna realizado ate hoje, e trás
inúmeros benefícios para a vida de um paciente com insuficiência cardíaca, da a ele a
chance de esperar um transplante em casa, assim não tendo que passar talvez ate meses
no hospital por riscos de uma parada cardíaca, também proporciona um conforto maior
e tranquilidade em relação a pratica de esforços físicos.
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4. CONCLUSÃO
A partir das pesquisas realizadas pelos integrantes do grupo e pela palestra que tivemos
com especialista, verificamos que a travessia feita pelas próteses e implantes ate os dias
de hoje, possibilitou uma maior qualidade de vida para os seres humanos, com cirurgias
menos invasivas, maior conforto ao paciente, melhorando as condições de alguém que
esta na fila de um transplante, exemplos esses de melhorias que as próteses e implantes
estão trazendo para as pessoas necessitadas. Cada descobrimento de matéria prima e
estruturas, cada pesquisa e experimento foi de extrema importância para que houvesse o
avanço na vida do homem, estando em constante evolução nos dias de hoje, uma
travessia sem fim, evolução ocorrida devido ao desenvolvimento das civilizações.
Concluímos também que embora haja vertentes, de acordo com a estrutura e o modo
que é usado cada aparelho pode-se falar que implante é todo dispositivo que auxilia o
funcionamento do organismo, e prótese é um complemento estrutural.
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5. REFERÊNCIAS
[1]. DR. THIAGO S. BISATO. A História da Ortopedia e da Cirurgia do Quadril.
Disponível em: <http://medicinadoquadril.com.br/site/a-historia-da-ortopedia-e-dacirurgia-do-quadril/>. Acesso em 06/04/2016.
[2]. Prezi. A Evolução dos Materiais na História da Medicina. Disponível em:
<https://prezi.com/dwbvvzzewxrd/a-evolucao-dos-materais-restauradores-na-hitoria-damedicina/>. Acesso em: 03/04/2016.
[3]. (1) BRUNA FELIX (2) BRUNO MEDEIROS (3) RAFAEL NIN (4) RODRIGO
CARIDE (5) DOUGLAS BECKER. Biomateriais, o desenvolvimento de um novo
mundo. Disponível em: <http://biomatufrjmacae.blogspot.com.br/p/definicao.html>.
Acesso em 06/04/2016.
[4]. RONI PETERSON. Titânio e suas ligas – Teórico. Disponível em:
<http://www.ebah.com.br/content/ABAAABPRAAI/titanios-suas-ligas-teorico>.
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Disponível
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<http://www.uff.br/implantodontia/index.php?option=com_content&view=article&id=6
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[6]. CORREIO BRAZILIENSE. Confira a historia do marca-passo em uma linha do
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Disponível
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<http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/tecnologia/2011/09/19/interna_tecno
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Acesso em 03/04/2016.
[7]. SCIENTIFIC ELECTRONIC LIBRARY ONLINE. Stents. Uma Revisão da
Literatura.
Disponível
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<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066782X1998000700014>. Acesso em 06/04/2016.
[8]. Dr. Lauro José Victor Avellán Neves. Entendendo as Póteses de Silicone - 50
Anos
de
História
das
Próteses
de
Mama.
Disponível
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<http://www.protesesdesiliconebh.com.br/index.php/proteses-de-silicone/164entendendo-as-proteses-de-silicone-50-anos-de-historia-das-proteses-de-mama>.
Acesso em 05/04/2016.
[9].
SUPERINTERESSANTE.
Batidas
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Disponível
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<http://www.incor.usp.br/sites/newsletter/index.php?option=com_content&view=article
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