Taenia solium - Farmácia UNISA 2008

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Agentes etiológicos

Taenia solium
Hospedeiros intermediários: suínos

Taenia saginata
Hospedeiros intermediários: bovinos
Habitat: Intestino delgado (jejuno), onde se fixa pelo
escólex.
São vermes achatados com corpo
segmentado, hermafroditas e cor
branco leitosa.
São constituídos basicamente de:



Escólex (cabeça)
Colo (pescoço)  possui células com
atividade reprodutora dando origem
as proglotes jovens.
Estróbilo (corpo)  formado pela
união de proglotes (jovens; maduras
e gravídicas)
Taenia sp - escólex


Taenia solium
solium:: globoso, com 4 ventosas, apresenta
rostro e acúleos
Taenia saginata
saginata:: quadrangular, com 4 ventosas, não
apresenta rostro e acúleos
coroa de
acúleos
Taenia solium
Taenia saginata
a
b
ovo (400x)
verme adulto - estróbilo
a.
b.
Embrióforo
Embrião hexacanto
ou oncosfera
Ingestão de carne de porco ou de boi
crua ou mal cozida contendo cisticercos
viáveis de T. solium ou T. saginata,
respectivamente. O porco e o boi se
contaminam com excremento humano
contendo ovos de Taenia.
CISTICERCO

H. INTERMEDIÁRIO
VERME ADULTO
H.DEFINITIVO

OVO
A teníase é freqüentemente assintomática. O parasitismo geralmente é
constatado após a expulsão de proglotes.
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




alterações de motricidade
redução da secreção gástrica (em até 70% dos casos).
perturbações gastrointestinais (dor epigástrica com caráter de dor de
fome, perda de peso e dores abdominais).
eosinofilia.
em alguns casos há constipação intestinal ou diarréia e prurido anal.
ocasionalmente: apendicite e obstrução intestinal.

Direto: observação de proglotes inteiras expelidas ativamente pelo ânus
(T. saginata) ou juntamente com as fezes (T. solium).

Hoffman: pesquisa de ovos nas fezes (a observação dos ovos não
permite a diferenciação da espécie de Taenia.

Tamização: passagem do bolo fecal em peneira (busca de proglotes
inteiras). Possibilita a diferenciação da espécie de Taenia pela
observação das ramificações uterinas das proglotes grávidas.
Feita pela análise das proglotes grávidas. Após clareamento é possível
determinar a espécie de Taenia pela observação das ramificações uterinas.
Taenia solium: Poucas ramificações com terminações dendríticas.
Taenia saginata: Muitas ramificações com terminações dicotômicas.
Taenia solium
Taenia saginata

Medidas de saneamento básico a fim de evitar a ingestão de
excrementos humanos contendo ovos de Taenia por suinos e
bovinos.

Vigilância sanitária nos matadouros, a fim de evitar que animais
contaminados sejam abatidos ou liberados para consumo.

Congelamento ou cozimento adequado das carnes.
Antes do tratamento é importante que a espécie de Taenia seja
identificada.
Medicamentos recomendados:



Praziquantel
Albendazol
Mebendazol
Controle de cura: a cura da teníase só é assegurada após a
eliminação do escólex, sendo assim, o paciente deve ser
observado durante 3-4 meses com exames freqüentes do
material evacuado durante 24 horas (por tamização).
Agente etiológico: Taenia solium
ou Cysticercus cellulosae
Habitat: Vários tecidos no hospedeiro humano
No ciclo da T. solium, o homem aparece como hospedeiro
intermediário. Os ovos passam pelo estômago e duodeno e liberam
o embrião hexacanto que atravessa a mucosa e pode atingir vários
órgãos onde se aloja e se transforma em cisticerco (Cysticercus
cellulosae).

Cysticercus bovis: Não causa cisticercose no homem.

Forma Infectiva: OVO

Auto infecção interna: liberação dos ovos de proglotes grávidas
dentro do intestino do portador da T. solium adulta.

Auto infecção externa: ingestão de ovos ou proglotes da própria
Taenia (mais comum em crianças e doentes mentais).

Heteroinfecção: ingestão acidental dos ovos de Taenia veiculados por
água ou alimentos contaminados, ou mesmo pelas mãos sujas.
(ingestão de pequeno número de ovos)
Depende principalmente da característica do cisticerco (ativos ou
inativos), da localização e número de larvas nos tecidos.
A ação patogênica é atribuída a dois fatores:


Deslocamento de tecidos e estruturas
Processo inflamatório (pela localização do parasita 
formação de membrana adventícia fibrosa ou pela morte dos
parasitas  formação de granuloma e posteriormente nódulo
cicatricial).
Podem localizar-se no córtex cerebral, nas meninges ou nos
ventrículos

Formas convulsivas: 50% dos casos de cisticercose no sistema
nervoso.

Formas hipertensivas: casos com sinais de
intracraniana e com sintomas neuropsíquicos focais.

Formas psíquicas: quando sintomas psíquicos acompanham as
demais formas clínicas da doença. Confusão com outras psicoses
como esquizofrenia, mania, etc.
hipertensão

Em geral os sintomas são reduzidos e discretos, com ausência de dor.
◦ alterações da visão central ou periférica
◦ redução da visão por deslocamento retiniano
◦ opacificação dos meios transparentes.

Larvas podem estar presentes no tecido subcutâneo e
musculatura esquelética.

Quando em grande número na musculatura esquelética
provocam dores na nuca, na região lombar e pernas. Podem
causar também fadiga e câimbra.
Laboratorial e por Imagem

Testes imunológicos: Fixação de
Complemento (reação de
Weimberg), ELISA e Imunoeletroforese – soro, líquor ou humor
aquoso
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Teste complementar: Líquor (alterações liquóricas:  pressão,
 proteínas totais;  glicose e monocitose discreta)

Exames radiológicos (Tomografia computadorizada e Ressonância
Magnética)

Exame anatomopatológico

Cirúrgico: indicado quando o número de cisticercos é pequeno e a
localização é favorável no cérebro; bons resultados para a cisticercose
ocular.
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Drogas: Praziquantel e Albendazol (eficientes no tratamento da
neurocisticercose e cisticercose subcutânea).

Medidas de saneamento básico e educação sanitária

Tratamento dos indivíduos com Taenia solium
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