Relatório Socioambiental 2006

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< Relatório Socioambiental Merck Sharp & Dohme 2006 – exercício 2005 >
RELATÓRIO
SOCIOAMBIENTAL 2006
EXERCÍCIO 2005
o paciente em
primeiro lugar
SUMÁRIO
p2__MENSAGEM DO PRESIDENTE
p4__APRESENTAÇÃO
p8__PERFIL
p16__COMPROMISSO CORPORATIVO
p16__Visão, Missão e Valores
p18__Governança Corporativa
p19__Ética e Compliance
p20__Especial: Maria Cecília Coutinho de Arruda, do CENE-GV, traça um
panorama da ética empresarial
p22__Relações Institucionais
p23__Especial: José Fernando Mattos, do MBC, discute a importância
de um cenário competitivo para o Brasil
p25__Pesquisa Clínica
p28__Especial: Dr. José Valdez Ramalho Madruga, do CRT DST/
Aids, comenta os caminhos da pesquisa clínica no Brasil
p30__Especial: Dra. Luisa Lina Villa, do Instituto Ludwig de
Pesquisa sobre o Câncer, aponta a esperança contra o HPV
p32__QUALIDADE DAS RELAÇÕES
p32__Público Interno
p36__Fornecedores
p38__Especial: Silas da Silva, da Integrare, mostra o potencial da inclusão de
minorias na cadeia produtiva das grandes empresas
p40__Pacientes
p42__Profissionais de saúde e clientes
p44__Entrevista: Dr. Artur Beltrame Ribeiro, da Universidade Federal de São Paulo,
aponta o olhar do médico sobre a indústria farmacêutica
p48__Especial: Eugênio De Zagottis, da Droga Raia, fala sobre o trabalho
das indústrias com o varejo
p50__MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA
p54__COMUNIDADE
p56__Especial: José Vicente, da Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares,
explica a atuação deste que é um modelo pioneiro em inclusão
p60__Especial: Joyce Capelli, da Inmed Brasil, discute as relações entre poder
público, sociedade civil organizada e setor privado
p63__INDICADORES ETHOS DE RESPONSABILIDADE SOCIAL
p68__CRÉDITOS
< mensagem do presidente >
UM CICLO
VIRTUOSO
Ao publicar pela terceira vez um
relatório de responsabilidade
social, sinto-me satisfeito em
perceber que cada vez mais conseguimos alinhar nossas ações
com aquela que é nossa vocação
primeira: prolongar e melhorar a
qualidade de vida ao paciente.
É isso o que buscamos quando,
por exemplo, favorecemos o
acesso a medicamentos para
HIV/Aids, trabalhando em
conjunto com o governo brasileiro
naquele que é considerado um
dos melhores programas de
saúde do mundo. É também este
o foco que temos em vista
quando apoiamos a qualificação
de centros de excelência para
a realização de estudos clínicos,
como fizemos em 2005 e
continuamos fazendo em 2006,
para que o Brasil tenha condições
de se firmar como um fomentador
da pesquisa em saúde.
2
Entendemos a inovação como a fator chave para
desencadear um ciclo virtuoso que colocará nosso
país em posição de destaque no cenário mundial. Ao
favorecer um ambiente inovador, estimulamos a
criação de conhecimento, educação e novas tecnologias, atraindo investimento e a realização de
novos negócios. Falamos, portanto, de prosperidade, que resulta em melhores condições de desenvolvimento social e econômico, e melhor qualidade
de vida para todos. Este é o cerne das ações pela
competitividade que integraram nossa pauta desde
2004 e que ganharam fôlego em 2005. Ao lado do
Movimento Brasil Competitivo, promovemos o
debate sobre o tema em diversos fóruns, buscando
engajar novos setores nesta luta que consideramos
fundamental para o Brasil.
Do ponto de vista da qualidade de nossas relações,
demos um salto qualitativo em nosso relacionamento com os diversos públicos – pacientes, médicos,
farmacêuticos, varejistas – em um trabalho cuja premissa é fazer com que o paciente possa contar com
a melhor informação e o melhor tratamento para sua
necessidade. Internamente, tivemos a maturidade
de discutir com transparência as questões surgidas
em um processo criterioso de observação do nosso
ambiente de trabalho, em que identificamos os problemas e nos dispusemos a encontrar suas possíveis soluções, que passam pelo autodesenvolvimento dos nossos gestores e funcionários.
Como indústria farmacêutica de pesquisa, estamos
engajados na busca por produtos inovadores para
necessidades médicas não atendidas. Nesse sentido,
em 2005 tivemos uma importante avaliação de
nosso pipeline mundialmente: como nosso trabalho
demanda investimentos pesados, eles devem
estar direcionados para que realmente possa trazer resultados positivos para a medicina e para os
pacientes. Assim, abrimos mão de algumas linhas
de atuação para seguirmos firmes e com ainda
mais foco naquelas em que acreditamos: ajudar os
médicos a ajudar os pacientes. Especificamente
no Brasil, o ano marcou a preparação para trazer a
público medicamentos inovadores. Ainda em 2006,
lançaremos duas vacinas: contra o rotavírus, um problema de saúde pública no país, e a primeira vacina de
prevenção do câncer de colo de útero, o segundo tipo
de câncer mais incidente em mulheres. Às vacinas
soma-se um medicamento contra o diabetes, com um
mecanismo de ação único no mercado. Tratam-se de
novos produtos que materializam nossa missão, que
se propõem a prolongar a vida das pessoas e a fazê-lo
com qualidade.
Cada passo que damos tem um sentido preciso e
uma direção clara: queremos que o Brasil prospere,
para que as pessoas tenham mais qualidade de vida
e vivam melhor. Estamos dispostos a seguir esse
rumo por meio da descoberta de novos produtos,
assegurando que eles estejam disponíveis para o
maior número possível de pacientes. Mais do que
isso, acreditamos na qualidade de nossas relações
como a construção de um caminho em que o ciclo
da competitividade possa ser ampliado, trazendo
como conseqüência os dias melhores com que
todos sonhamos.
“2005 marcou a
preparação para trazer
ao mercado medicamentos inovadores, que
salvam vidas e têm
grande impacto na melhoria da saúde humana.
É o caso da vacina
contra o rotavírus, da
primeira vacina para a
prevenção do câncer de
colo de útero, o segundo mais incidente em
mulheres, e de um
medicamento com novo
mecanismo de ação
contra o diabetes.
Tratam-se de produtos
que materializam nossa
missão: ajudar os
médicos para que seus
pacientes tenham mais
qualidade de vida.
José Tadeu Alves*
Presidente Human Health - América Latina
Merck Sharp & Dohme
* Tadeu foi diretor-presidente da Merck Sharp & Dohme Brasil até setembro de 2006,
quando assumiu a sua nova posição na empresa.
3
< apresentação >
PORTAS ABERTAS
É com satisfação que,
pela terceira vez, Merck
Sharp & Dohme publica
seu relatório de atividades
anuais sob a perspectiva
da responsabilidade social
e do desenvolvimento
sustentável. Nesta
edição, adotamos a
nomeação Relatório
Socioambiental, por
entender que atuação
social e ambiental são
indissociáveis. Assim
como nas duas edições
anteriores, este relatório
foi elaborado seguindo as
diretrizes do modelo sugerido pelo Instituto Ethos.
Sua coordenação é
4
responsabilidade da área
de Comunicação
Corporativa e contou com
a colaboração de todas
as áreas da companhia
no fornecimento de
dados e esclarecimentos
a respeito do desenrolar
de nossas ações em
2005. Acreditamos que a
elaboração deste material
é parte do processo interno de reflexão e amadurecimento sobre as conseqüências de nossas
ações e o que queremos para o futuro, e
uma forma ativa de
interação com nosso
público interno e externo.
NOVOS OLHARES
Esta edição traz a
contribuição de profissionais de destaque
em suas áreas que,
por meio de entrevistas, nos oferecem
uma reflexão sobre
assuntos que consideramos essenciais,
ligados direta ou indiretamente à responsabilidade social.
Com o intuito de agregar novos elementos para o
debate, trazemos nesta edição uma inovação: a
presença de pessoas ligadas direta ou indiretamente ao universo de nossos diferentes públicos,
profissionais de destaque em suas áreas que, por
meio de entrevistas, oferecem-nos com suas
opiniões e experiências, uma reflexão sobre assuntos que consideramos essenciais e sobre a responsabilidade social. Assim, a Dra. Luisa Villa nos explica o significado da criação de uma vacina contra
um dos cânceres mais comuns entre as mulheres,
o câncer cervical, e Fernando Mattos, do Movimento
Brasil Competitivo, nos traz uma abordagem sobre
os caminhos do país rumo à competitividade.
Um panorama sobre a ética empresarial e os
desafios do Brasil rumo a ambientes cada vez mais
sólidos é tema da entrevista com a Profª. Drª. Maria
Cecília Coutinho de Arruda, coordenadora do Centro
de Estudos de Ética nas Organizações, da Fundação
Getúlio Vargas (Cene-FGV-Eaesp), e presidente da
Associação Latinoamericana de Ética, Negócios e
Economia, ALENE. Para conhecermos um pouco
mais do ponto de vista dos profissionais de saúde,
Dr. Arthur Beltrame contribui com sua opinião sobre
as expectativas da classe médica sobre a indústria
farmacêutica, da mesma forma que o faz Eugênio
De Zagottis, da Droga Raia, sob o varejo.
Silas da Silva, presidente da Integrare, organização
não-governamental que atua como agente facilitador para a inclusão de grupos minoritários no
cenário empresarial , explica de que maneira este
trabalho pode influenciar um ciclo virtuoso de
desenvolvimento social e Joyce Capelli, da Inmed
Brasil, e José Vicente, reitor da Universidade Zumbi
dos Palmares, contam a nós suas histórias e discutem os alcances das diferentes formas de atuação
social da empresa.
5
< apresentação >
OBJETIVOS DE
DESENVOLVIMENTO
DO MILÊNIO (ODM)
Pelo segundo ano consecutivo, associamos nossas ações aos ODMs
como forma de assinalar nossa contribuição rumo ao alcance das metas e
reforçar sua divulgação junto ao nosso público. Merece destaque nossa
atuação na área de HIV/Aids, conforme você verá a seguir.
Até 2015, todos os 191 Estados-Membros das Nações
Unidas assumiram o compromisso de:
Erradicar a fome e a extrema pobreza
Melhorar a saúde materna
Atingir o ensino básico universal
Combater o HIV/Aids, a
malária e outras doenças
Promover a igualdade entre de gênero e a
autonomia das mulheres
Garantir a sustentabilidade ambiental
Reduzir a mortalidade infantil
Estabelecer uma parceria
mundial para o desenvolvimento
Acompanhe as ações em busca dos objetivos
pelo website www.pnud.org.br
6
HIV/AIDS:
NOSSO PAPEL NESTA LUTA
O Brasil pode orgulhar-se de deter um dos mais abrangentes e eficazes programas de atendimento e tratamento aos pacientes portadores de HIV/Aids
do mundo, o qual serve de modelo para muitos países. Temos certeza de
que nossa participação conjunta com o governo brasileiro neste trabalho
contribui para este sucesso.
Como consequência do nosso compromisso com o acesso a
medicamentos, desde seu lançamento em 1998, reduzimos em
77,4% o preço de nosso medicamento anti-retroviral STOCRIN
(efavirenz), chegando a um preço atual que representa apenas
uma fração (10%) do preço vigente nos Estados Unidos. Em
razão desta nossa disposição e de outras indústrias farmacêuticas, foi possível tratar 155 mil pacientes em 2004 (duas vezes
mais que em 1999) com um gasto de aproximadamente R$ 570
milhões, o que representou apenas 1,8% do gasto total do
Ministério da Saúde neste período. Em contrapartida, em 1999,
com um gasto total de R$ 622 milhões (maior que o gasto de
2004), cerca de 3,2% dos gastos do Ministério da Saúde, foi possível o tratamento de 78 mil pacientes. Esses dados demonstram
como foi possível, seis anos depois, tratar o dobro de pacientes e
ao mesmo tempo diminuir os gastos do governo, reduzindo também o comprometimento do orçamento do Ministério da Saúde
com o programa de HIV/Aids.
Além disso, o tratamento com anti-retrovirais reduziu o número
de hospitalizações – 358 mil foram evitadas nos últimos cinco
anos, de acordo com relatório do Ministério da Saúde (Desafios
Futuros: Metas para o Combate à AIDS de 2003 a 2006). Graças
ao sucesso e à eficiência do Programa, a incidência de casos de
HIV/Aids tem diminuído ao longo desses anos, permitindo ao
Brasil manter a doença sob controle.
LONGO PRAZO
Acreditamos ainda que nossa principal contribuição ao desafio
de controlar a epidemia de HIV/Aids mundialmente é nosso compromisso com a pesquisa, descoberta e desenvolvimento de
medicamentos inovadores, como nossos esforços em busca de
anti-retrovirais mais eficazes, incluindo um inibidor da integrase
e uma vacina, projetos que hoje representam os mais longos programas de pesquisas conduzidos por nossa companhia, com
estudos realizados em diferentes países, incluindo o Brasil.
Conduzimos pesquisas na área de HIV/
Aids há cerca de 20
anos e nosso compromisso neste segmento
continua forte, com
grandes esforços no
desenvolvimento de
um inibidor de integrase, além de uma
vacina, que certamente representarão
duas importantes
descobertas de MSD
para o tratamento de
HIV/Aids.
7
< perfil >
DESENVOLVIMENTO
E SAÚDE
Ao descobrir medicamentos
eficazes para preencher
necessidades médicas não
atendidas e contribuir com a
discussão de acesso a
medicamentos de qualidade
para a população, prestamos
nossa contribuição efetiva à
sociedade e cumprimos
nossos objetivos.
Nosso escritório em São Paulo.
Merck & Co. Inc., é uma companhia que pesquisa, desenvolve,
produz e comercializa medicamentos e vacinas inovadores.
Em todo o mundo, emprega cerca 63 mil funcionários e opera
31 fábricas e 17 centros de distribuição localizados em 25
países. Suas subsidiárias respondem à matriz norte-americana e seguem suas diretrizes, princípios e valores.
Fundada em 1891, nos Estados Unidos, a companhia construiu
sua história baseada no investimento em pesquisa de ponta e
na descoberta de produtos para o tratamento das mais diversas doenças, como artrite, asma, colesterol e HIV/Aids. A busca
por inovações e os benefícios diários que elas proporcionam a
milhões de pacientes são o foco de nossa atuação.
Merck Sharp & Dohme é uma subsidiária de Merck & Co. Inc.
que chegou ao Brasil em 1952. São fatos marcantes dessa
história a construção de uma fábrica inaugurada em 1958 pelo
Presidente Juscelino Kubitscheck e pelo governador Jânio
Quadros, a realização e o desenvolvimento de pesquisas clínicas, a introdução de tratamentos inovadores para diversas
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doenças, como o colesterol alto e outros riscos cardiovasculares, além da participação histórica da empresa com o governo brasileiro no Programa Nacional de HIV/Aids e a doação de
Mectizan para o tratamento dos Ianomamis. Atualmente, contamos com mais de 800 funcionários, divididos entre o
escritório em São Paulo, a unidade fabril, em Sousas, distrito de
Campinas, e representantes em todo o país.
UMA GUINADA ESTRATÉGICA
O ano de 2005 marcou um importante momento para Merck &
Co., que anunciou um programa de reestruturação global. Seu
objetivo é reduzir substancialmente a base de custos, delinear
nossas ações para melhorar a produtividade de Pesquisa e
Desenvolvimento, concentrando esforços em um conjunto selecionado de áreas terapêuticas voltadas para as necessidades
dos pacientes e oportunidades de desenvolvimento de medicamentos inovadores (veja item Pesquisa Clínica deste relatório).
Além disso, começamos a implementar um novo modelo
A nova estratégia, somada à nossa carteira atual de
produtos inovadores, aos lançamentos previstos e
às iniciativas de economia de custos, devem nos
proporcionar crescimento significativo a ser atingido
em três ou cinco anos
Vista aérea de nossa unidade fabril em Sousas, distrito de Campinas, SP.
comercial que propiciará maior valor aos clientes, com ênfase
em tecnologia e canais alternativos para garantir que os
pacientes recebam nossos produtos da maneira mais eficiente.
A nova estratégia é parte de um esforço permanente para
melhorar continuamente nosso trabalho e apresentar crescimento sustentado no longo prazo. Somados a ela, nossa
carteira atual de produtos inovadores, os lançamentos previstos e as iniciativas de economia de custos, devem nos proporcionar crescimento significativo a ser atingido em três ou
cinco anos.
Ética
Merck & Co. figura como a segunda companhia
mais ética do mundo, de acordo com o
Covalence Ethical Ranking 2005. O índice é
baseado em informações qualitativas coletadas de diversos meios de divulgação, que
são classificadas dentro de 45 critérios de
contribuição do negócio para o desenvolvimento humano, tais como: condições de trabalho, gerenciamento de resíduos, utilidade
social e políticas de direitos humanos.
Faturamento
FATURAMENTO GLOBAL (BILHÕES)
FATURAMENTO BRASIL (MILHÕES)
2004 US$ 22,9
2004 US$ 186,4
2005 US$ 22,0
2005 US$ 227,6
9
< perfil >
PRODUTOS
QUE FAZEM HISTÓRIA
Aumento da expectativa e da qualidade de vida: pela natureza de cada
produto que trazemos ao mercado, sabemos do impacto que eles representam para milhares de pacientes em todo mundo, o que nos estimula a dar
continuidade com mais empenho ao nosso negócio. No Brasil, produzimos
e comercializamos medicamentos nas seguintes áreas:
Sandra do Carmo Costa e Cláudia Vieitas,
monitoras de Pesquisa Clínica.
10
CARDIOLOGIA
Em 2006, nossa atuação na área de
cardiologia completa 52 anos, um trabalho iniciado com ALDOMET (Metildopa) e MODURETIC (Hidroclorotiazida/
Cloridato de amilorida), impulsionado
em 1980, com a chegada ao mercado
de RENITEC (Maleato de enalapril),
CO-RENITEC (Maleato de enalapril/hidroclorotiazida), medicamentos revolucionários para o tratamento
da hipertensão arterial e usados
atualmente por milhares de pacientes no Brasil.
Somos pioneiros também no mercado
de redutores de colesterol, com a
introdução do primeiro medicamento
comprovadamente eficiente nesse
segmento: MEVACOR (Lovastina), trabalho que teve continuidade com
ZOCOR (Sinvastatina), que demonstrou enorme eficácia na redução de
eventos cardiovasculares. Em 2004,
novamente inovamos com o lançamento do primeiro medicamento que
inibe a absorção do colesterol, EZETROL
(Ezetimiba). E em 2005, o lançamento
de VYTORIN (Ezetimiba/sinvastatina)
Inovações históricas –
Dos 46
medicamentos que mudaram o mundo,
10 são fruto dos esforços em pesquisa da
Merck & Co. A afirmação é da revista
científica Chemical & Engineering News –
que, em 2005, publicou uma lista das
principais drogas que marcaram a história. Entre elas estão
CRIXIVAN (contra Aids), FOSAMAX (contra osteoporose) e
MECTIZAN (contra cegueira do rio).
trouxe a dupla inibição, uma abordagem terapêutica inovadora que
proporciona redução potente e rápida
do colesterol, superior às demais terapias existentes.
Nossa linha cardiovascular se completa com AGRASTAT (Cloridrato de
tirofibana monoidratado), COZAAR
(Losartana monopotássica) e HYZAAR
(Losartana monopotássica/hidroclorotiazida), além de MODURETIC (Hidroclorotiazida/cloridrato de amilorida),
ALDOMET (Metildopa), PRINIVIL (Li-
sinopril) e PRINZIDE (Lisinopril/ hidroclorotiazida).
HIV/AIDS
Com nossa tradição de inovação,
lançamos em 1996 CRIXIVAN (Sulfato
de Indinavir), inibidor de protease, que
revolucionou o tratamento de pacientes
com HIV/Aids ao aumentar a perspectiva de vida por vários meses.
STOCRIN (Efavirenz) é um dos medicamentos do Programa Nacional de
DST/Aids, por meio do qual assumimos
uma de nossas frentes a favor da ampliação ao acesso: desde sua chegada ao
mercado brasileiro, o medicamento
sofreu uma redução de 77.4% em seu
preço, o que possibilitou estender o
tratamento a um percentual significativo
de pacientes. Atualmente, conduzimos
estudos clínicos em busca de uma nova
opção terapêutica de combate à doença,
cujo foco são os pacientes que já apresentam resistência aos medicamentos
disponíveis – (veja item Pesquisa Clínica
deste relatório).
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ARCOXIA (etoricoxibe) é um antiinflamatório pertencente a uma nova classe
terapêutica, os coxibes, conhecidos por
apresentar menor incidência de eventos adversos gastrintestinais do que os
antiinflamatórios mais antigos. Indicado para o tratamento de ampla gama
de doenças crônicas, como osteoartite,
artrite reumatóide, dismenorréia primária (cólica menstrual), dor lombar e
gota aguda, está no mercado desde
2002 e em 2005 tornou-se líder em
prescrição entre todos os antiinflamatórios (coxibes ou não).
SINGULAIR (montelucaste de sódio),
indicado para o tratamento da asma e
da rinite alérgica, é o medicamento líder
mundial para asma em crianças e já foi
receitado para mais de 25 milhões
de pacientes em mais de 90 países.
O produto possui uma apresentação
– SINGULAIR baby – especialmente
formulada para crianças de 6 meses a
2 anos de idade.
JANUVIA (sitagliptina) é um novo medicamento para o tratamento do diabetes,
que será indicado para o tratamento do
diabetes tipo 2 (não dependente de
insulina), doença que, de acordo com a
OMS (Organização Mundial da Saúde),
afeta atualmente 194 milhões de pessoas e que, sem tratamento adequado,
poderá afetar 333 milhões em 2025.
Esse novo medicamento aumentará a a
capacidade do organismo de reduzir os
níveis de açúcar no sangue (glicemia).
Entre os principais benefícios do medicamento estão o controle fisiológico da
glicemia (atua somente na presença de
níveis altos de glicose), a boa tolerabilidade, a baixa incidência de efeitos colaterais (ganho de peso e hipoglicemia –
níveis muito baixos de açúcar no sangue)
e administração em dose única diária.
Arcoxia está no mercado desde 2002 e em 2005
tornou-se líder em prescrição entre todos os
antiinflamatórios (coxibes ou não).
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compromisso humanitário
Nosso compromisso com o beneficio à população também é ilustrado pela manutenção
no mercado de produtos que não oferecem mais lucros para a empresa, mas são fundamentais para o tratamento de doenças graves em todo o mundo. É o caso de
ELSPAR (Asparaginase) e COSMEGEN (Dactinomicina), contra o câncer, além de
CUPRIMINE (Penicilamina), que atua no combate à doença de Wilson, e MECTIZAN
(Ivermectina), cuja produção é distribuída gratuitamente entre as populações em risco
de oncocercose (veja item Comunidade deste relatório).
VACINAS
As vacinas são reconhecidamente, uma
das intervenções mais eficientes de
saúde pública, fator indispensável na
construção de um modelo de saúde eficaz. É por isso que cada vez mais investimos no desenvolvimento de novas abordagens preventivas. Assim, contamos
com as vacinas MMR II (vírus vivos
atenuados contra caxumba, sarampo e
rubéola); VAQTA (vírus inativado contra
hepatite A); VARIVAX (vírus vivo atenuado
contra a varicela); PNEUMOVAX 23
(Polissacarídeos capsulares purificados
de Streptococcus pneumoniae), para a
prevenção de pneumonia pneumocócica;
além de RECOMBIVAX (Recombivax HB),
que atua na prevenção da hepatite B.
OUTRAS CLASSES TERAPÊUTICAS
OFTALMOLOGIA: TIMOPTOL (Maleato de
timolol), COSOPT (Cloridrato de dorzolamida/maleato de timolol), TIMOPTOL XE
(Maleato de timolol), TRUSOPT (Cloridrato
de dorzolamida); ANTIBIÓTICOS: FLOXACIN
(Norfloxacino), TIENAM (Imipeném/cilastatina sódica), INVANZ (Ertapeném sódico), MEFOXIN (Cefoxitina sódica);
ANTIFÚNGICO: CANCIDAS (Acetato de
caspofungina); INDOCID (Indometacina);
HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA
(HPB): PROSCAR (Finasterida); ENXAQUECA: MAXALT (Benzoato de rizatriptana); ONCOLOGIA: EMEND (Aprepitanto);
PARKINSON: CRONOMET (Levodopa/carbidopa); ALOPECIA (OU CALVÍCIE): PROPECIA (Finasterida)
13
< perfil >
Um salto para o futuro
Para 2006, novas vacinas trarão oportunidade de prevenção para
doenças de significativo impacto. GARDASIL, contra o Papiloma
Virus (HPV), apontado como a segunda principal causa do câncer
de colo do útero e verrugas genitais, é nossa contribuição para
ajudar salvar milhares de vidas. Por sua vez, ROTATEQ oferece
prevenção ao rotavírus, doença de alta incidência no país. Além
delas, disponibilizaremos PROQUAD já no 1º semestre de 2007,
uma vacina de ação combinada contra sarampo, caxumba,
rubéola e catapora, e ZOSTAVAX, contra o Herpes Zoster, que
ampliará ainda mais nossa atuação nesse segmento.
Grácio Reis, diretor da
área Unidade Hospitalar,
Governo e Vacinas.
“Prevenção é saúde. Salvar vidas é
nossa missão”.
MSD – Para Merck Sharp & Dohme,
de que forma o desenvolvimento
de novas vacinas pode ser visto
como uma vitória?
GRÁCIO – Entregar para a medicina produtos dirigidos à prevenção
de uma patologia que afeta milhões de pessoas é algo totalmente alinhado à nossa missão,
que é trazer inovações que realmente possam melhorar e proteger a vida da população.
É o caso, por exemplo, da vacina
para HPV, a primeira vacina contra
o câncer a ser lançada no mundo e
ROTATEQ, contra o rotavírus. Os dois
projetos, encabeçados pela matriz,
tiveram forte participação do Brasil
na condução dos estudos clínicos.
Tratam-se de produtos inovadores,
mas que exigirão investimentos em
campanhas educacionais sobre a
importância da prevenção, principalmente em relação ao HPV, estimulando os pais a tomarem a
decisão de vacinar seus filhos entre
9 e 26 anos. Parcerias com associações médicas, setores da educação
e imprensa serão importantes para
garantir o sucesso dessa campanha, que será definido como a
mudança do rumo na história do
câncer de colo do útero, 3ª causa de
câncer na mulher.
14
Setor de Embalagem da fábrica de Merck Sharp & Dohme, em Sousas, Campinas, SP.
“Entre 2006 e 2007, lançaremos no Brasil
as vacinas GARDASIL, ROTATEQ,
ZOSTAVAX e PROQUAD, que oferecem
possibilidade de prevenção respectivamente para o HPV, o rotavírus, a herpes
zoster e ação combinada contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora”. Grácio Reis
Em 1987, o desenvolvimento de um novo medicamento custava US$ 230 milhões. Atualmente, o gasto
médio é de US$ 900 milhões – e pode chegar a
US$ 2 bilhões em 2010.
(Fonte: Febrafarma)
A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
DE PESQUISA NO BRASIL
A indústria farmacêutica é parte fundamental de qualquer sistema de saúde e
historicamente enfrenta o desafio de
descobrir remédios que melhorem a
qualidade de vida das pessoas. No
Brasil, a criação da lei de patentes
marca uma guinada importante no
desenvolvimento do setor, que, a partir
de então, passou a investir de forma
crescente na realização de estudos
clínicos em busca de novos medicamentos. Se há dez anos o setor desenvolvia apenas 30 protocolos no país, de
acordo com a ANVISA, em 2004, foram
realizadas 874 pesquisas clínicas, contra 819 em 2003. Dados do IMS Health
apontam que o mercado farmacêutico
brasileiro movimentou US$ 6,781 bilhões em 2005, o que o coloca como
décimo em vendas de medicamentos
no mundo. Segundo a Febrafarma, para
2006, a previsão é de que os laboratórios invistam R$ 2,2 bilhões, um
volume 166% superior ao do ano de
2005. Deste total, R$ 181,54 milhões
serão destinados à pesquisa de novos
produtos e R$ 302,44 milhões, à
pesquisa e desenvolvimento.
DESAFIOS
Ainda de acordo com a Federação, os
principais desafios da indústria farmacêutica no país são oferecer medicamentos com qualidade e preço acessível, ampliar seu acesso de forma geral,
lidar com a sensibilização da população
em relação a preços, ganhar competitividade, identificar e buscar oportunidades no exterior, criar políticas
voltadas para o desenvolvimento tecnológico e científico e colaborar estreitamente com os poderes constituídos no
tocante às questões relacionadas à produção e ao consumo de medicamento.
Atuação Social
Levantamento anual realizado no setor farmacêutico pela Febrafarma apontou que
nos últimos anos houve um crescimento
significativo de investimentos da indústria
farmacêutica na área social. Em 2004,
foram investidos R$ 42,5 milhões em mais
de 400 ações sociais e/ou programas que,
ao todo, beneficiaram 8,7 milhões de pessoas. No ano de 2003, o montante investido foi de R$ 30,8 milhões, distribuídos em
297 programas que, juntos, assistiram 7,2
milhões de pessoas. No ano anterior, em
2002, os investimentos nessa área foram
de R$ 18 milhões, que reverteram-se em
mais de 100 programas sociais. Os
números são mais uma forma de demonstrar o compromisso contínuo da indústria
farmacêutica com o setor social.
Conheça nossa atuação social no item
Comunidade deste relatório.
Marcia V.F.de Macedo e Rosimar A. M. Rocha,
Analistas do Laboratório de Controle de
Qualidade da fábrica, durante verificação dos
certificados de vidrarias calibradas.
Segundo a
Febrafarma, para
2006, a previsão é
de que os laboratórios invistam
R$ 2,2 bilhões no
Brasil, um volume
166% superior ao
do ano de 2005.
Deste total,
R$ 181,54 milhões
serão destinados à
pesquisa de novos
produtos e
R$ 302,44 milhões,
à pesquisa e ao
desenvolvimento.
15
< compromisso corporativo: visão, missão e valores >
VISÃO
Merck Sharp & Dohme Brasil buscará sempre tornar mais
acessíveis nossos produtos de pesquisa ao maior
número possível de pacientes que deles necessitem. Este
é nosso compromisso com a sociedade e nunca iremos
abandoná-lo.
Medicamentos cada vez mais eficazes e seguros e o
maior conhecimento dos benefícios por eles oferecidos
contribuirão para prolongar e melhorar a qualidade de
vida dos pacientes, com a conseqüente satisfação dos
nossos clientes. Acreditamos que haverá um dia em que
todo brasileiro terá acesso a medicamentos inovadores,
de qualidade e de reconhecido valor. Portanto, encorajaremos continuamente o desenvolvimento pessoal e
profissional de nossos funcionários para atuar sempre,
de forma incansável e sinérgica, visando a transformar
esse sonho em realidade.
MISSÃO
Merck Sharp & Dohme Brasil será uma empresa líder em
crescimento no País, conquistando as primeiras posições
em participação de mercado em todas as principais
classes terapêuticas e, ao mesmo tempo, sendo reconhecida como a empresa farmacêutica líder em ética.
Ofereceremos aos nossos funcionários a oportunidade de
satisfazer a seus objetivos pessoais e profissionais e
desenvolveremos futuros líderes para Merck Sharp &
Dohme. Seremos reconhecidos como modelo de
excelência profissional, em que os Princípios de
Liderança têm a mais alta prioridade.
16
VALORES
A promoção dos valores e padrões da empresa tem função
primordial em nosso sucesso futuro e orienta nossas ações e
decisões. Os valores de Merck Sharp & Dohme Brasil são
reconhecidos e motivo de orgulho de todos os funcionários
da empresa e são apresentados a todos, para que os conheçam e possam vivenciá-los, o que os torna parte do dia-adia da empresa e pauta do relacionamento entre todos.
• Comprometimento com Clientes: identificaremos cuidadosamente, em um mercado em constante evolução, todos
os clientes e seus segmentos, orientando nossos esforços e
recursos para satisfazer às suas necessidades. Nossa meta é
100% de satisfação do cliente.
• Pessoas: as pessoas são nosso patrimônio mais valioso.
Estamos empenhados em atingir os objetivos da empresa com
orgulho, profissionalismo e comprometimento com a excelência. Temos plena convicção de que nosso sucesso depende de
liderança, conhecimento, criatividade, flexibilidade, diversidade
e aptidões de todo o nosso pessoal. Identificaremos e desenvolveremos os melhores talentos e proporcionaremos oportunidades de carreira recompensadoras e desafiadoras. Bomhumor e ambiente descontraído serão incentivados quando e
onde for apropriado.
• Inovação/Criatividade: reconhecemos que criatividade e
inovação são cada vez mais importantes para atingirmos
nossos objetivos em um mercado competitivo. Incentivaremos nosso pessoal a assumir riscos de forma prudente e desencorajaremos penalizações quando isso
resultar em insucesso.
• Empowerment: para atender melhor nossos clientes, confiaremos em nossos funcionários, aos quais daremos autoridade para participar ativamente dos processos decisórios.
• Reconhecimento: incentivaremos e premiaremos as realizações individuais e em grupo por meio de prêmios apropriados, financeiros ou não, utilizando sistemas de avaliação
honestos, justos e transparentes.
• Integridade/Ética: adotamos os mais elevados padrões éticos e demonstramos solidez moral inabalável perante as
pressões e demandas do mercado. Esforçamo-nos para
garantir que nossas decisões sejam honestas e justas e
defendemos nossas posições com franqueza, imparcialidade
e ousadia intelectual.
• Confiança/Transparência: construímos um ambiente de
trabalho transparente, em que todos são incentivados a
expressar suas opiniões com honestidade, confiança e sem
medo de retaliação.
• Respeito/Empatia: demonstramos respeito e empatia por
nossos colegas, clientes e acionistas, evidenciando nosso
interesse por suas idéias, opiniões e aptidões.
• Diversidade: manteremos um ambiente de trabalho que
respeite a dignidade de todos os funcionários, que propicie
bom desempenho profissional e que seja isento de qualquer
tipo de discriminação e assédio, inclusive assédio sexual e
discriminação em função de raça, cor, religião, origem, idade,
parentesco, deficiência, opção sexual, cidadania, estado civil
ou outras características protegidas por lei.
• Profissionalismo: nossa conduta reflete permanentemente
os mais elevados padrões profissionais. Conservamos e aprimoramos nossa qualificação profissional e a de nossos funcionários por meio de educação e aprendizado constante.
• Responsabilidade: as pessoas são responsáveis pelos
resultados do seu trabalho e deles devem prestar contas,
tanto individualmente quanto em grupo.
• Receptividade/Compreensão: buscamos e aceitamos críticas
construtivas para nosso crescimento pessoal e profissional.
• Trabalho em Equipe: acreditamos no poder do trabalho em
equipe e partilhamos abertamente idéias e lições aprendidas.
Com o trabalho em equipe, as idéias e as contribuições são
enriquecidas, o envolvimento e o comprometimento aumentam e a produtividade e os resultados são melhores.
• Comunidade: reconhecemos que o dinamismo de nossos
funcionários, das comunidades e dos países em que estamos
presentes exerce impacto direto no sucesso do nosso negócio. Desse modo, procuramos agir ativamente para tornar
nossas comunidades, tanto a interna quanto a externa, um
lugar melhor para viver e trabalhar. Merck Sharp & Dohme
sempre será uma boa cidadã empresarial.
• Equilíbrio Trabalho-Vida Pessoal: acreditamos em uma
flexibilidade operacional que dê apoio às necessidades individuais de equilíbrio entre trabalho, família e vida pessoal.
17
< governança corporativa >
EXERCÍCIO DIÁRIO
O que é governança corporativa? Para Merck Sharp & Dohme, é um exercício
diário que influencia diretamente na conquista do que entendemos por
vantagem competitiva.
Para que esse discurso se concretize, contamos com
mecanismos de estímulo às práticas exemplares, como a
adoção de políticas claras e procedimentos para todas as
áreas e a descentralização da tomada de decisões por
meio de nossos comitês de gestão. Contamos ainda com
ferramentas de controle sobre a efetividade de nossos
processos, incluindo uma auditoria interna, que acontece
a cada dois anos, para certificarmo-nos de que todos os
funcionários estão cientes das políticas que orientam
nossas atividades em suas diferentes áreas.
Desde 2004, estamos de acordo com a Lei SarbanesOxley, criada pelo governo do Estados Unidos e obrigatória
para todas as empresas sediadas no país, como é o nosso
caso, ou com capital negociado em suas bolsas. Seu objetivo é estabelecer procedimentos rigorosos para a emissão de relatórios dessas empresas e, portanto, está diretamente relacionada às boas práticas e governança corporativa. Trata-se de uma regulamentação que diz respeito
não só às questões financeiras, mas também aos controles internos de todas as atividades que possam ter
impacto nos resultados da companhia. Em 2005, fomos
novamente certificados pela Deloitte Touche Tohmatsu e
pelos auditores da PricewatherhouseCoppers como plenamente adequados à lei.
Vilma de Lima, Operadora de Produção C no setor de
Embalagem da fábrica.
Desde 2004, estamos de acordo com a Lei
Sarbanes-Oxley, sancionada pelo governo dos
Estados Unidos para exigir das corporações boas
práticas de governança corporativa.
18
< ética e compliance >
ÉTICA E PRÁTICA
Consolidar a ética em nossas relações e garantir que ela se traduza em
nosso cotidiano é um desafio que encaramos diariamente. E em 2005
não foi diferente.
Conforme assumido no relatório
anterior, realizamos o treinamento
sobre nosso Código de Conduta com
os cerca de 143 funcionários da fábrica de Sousas e de outras áreas da
empresa. Com isso, certificamo-nos
de que mais de 90% de nossos funcionários estão familiarizados com
esta ferramenta que consideramos
fundamental para a criação de uma
cultura organizacional que ofereça
segurança para a tomada de decisões. A partir de 2006, os treinamentos serão realizados periodicamente, duas vezes por ano, para
contemplar novos funcionários e
atingirmos o percentual total da
força de trabalho.
UM NOVO COMITÊ
Criamos também um Comitê de
Compliance, integrado pelos diretores da companhia. Uma vez por
mês, nossos líderes se reúnem
para discutir as questões relativas ao
tema, além de tirar dúvidas e cuidar
do estabelecimento de normas internas capazes de oferecer um suporte
claro e prático para balizar o comportamento de nossos funcionários e
auxiliá-los na tomada de decisões.
Ao longo de seu primeiro ano de trabalho, foram criadas/revisadas três políticas locais (ou seja, complementares
às determinadas pela matriz): uma
envolve a distribuição de amostras de
produtos, outra, dispensação de
medicamentos para funcionários e
não funcionários e a terceira atualiza
princípios para as atividades promocionais, englobando todas as atividades de relacionamento com a classe
médica, dentro dos valores éticos e de
educação médica continuada.
Todos os funcionários da nossa
força-de-vendas e do escritório passaram por um treinamento e certificação eletrônica a respeito das novas
políticas, que desde então encontram-se disponíveis na intranet para
consulta. Complementando esse trabalho, o portal da área jurídica na
intranet foi reformulado e diversas
matérias sobre ética e compliance
foram veiculadas na Interação,
revista interna da empresa. A idéia é
que as questões se mantenham
sempre em pauta e que os funcionários possam contar com um
bom suporte para lidar com elas.
Entendemos esses esforços, tanto
na discussão das questões, quanto
no oferecimento de bases para a
tomada de decisões, como demonstração concreta de nosso compromisso em garantir que o tema faça
parte da vida de cada um de nossos
funcionários de forma arraigada.
Dárida Meneghetti Madsen, Analista Plena do
Laboratório de Controle de Qualidade.
E para 2006...
Em 2006, uma sala eletrônica de
debates será criada na intranet, para
disponibilizar todas as informações
existentes a respeito de normas, ética e
compliance e fomentar a discussão
online, num processo aberto e de construção permanente. Ainda estão entre
as metas a criação de uma política
específica para o relacionamento com
funcionários públicos e o lançamento
de uma edição revista do Código de
Conduta. Uma vez editada, um treinamento eletrônico cuidará de levar as
novidades a todos os funcionários.
19
< entrevista – profa. Maria Cecília Coutinho de Arruda >
Se levarmos em conta que o
conceito filosófico de ética
remonta à Antiguidade, as discussões sobre Ética Empresarial
são realmente recentes. Um dos
principais nomes no Brasil que
vem acompanhando de perto
esse movimento é a Profª. Drª.
Maria Cecilia Coutinho de Arruda,
Coordenadora do CENE-FGVEAESP - Centro de Estudos de
Ética nas Organizações, presidente da ALENE – Associação
Latino-Americana de Ética,
Negócios e Economia, e membro
do Comitê Executivo da ISBEE –
International Society of Business,
Economics, and Ethics. A Profa.
Cecilia dedica-se à pesquisa,
ensino, treinamento e consultoria
sobre Ética nas Organizações.
Com base em sua experiência na
área, ela nos ajuda a entender
um pouco mais sobre o tema na
entrevista a seguir.
20
ÉTICA EMPRESARIAL:
UM PANORAMA
MSD – Do que exatamente estamos falando quando pensamos em Ética nas empresas?
PROFA. CECILIA ARRUDA – Trata-se de fazer o bem para a
sociedade por meio dos seus serviços, produtos ou idéias.
Esse “fazer o bem” tem um sentido prático e filosófico: se vou
produzir um alimento ou um remédio que vai suprir uma
necessidade básica, estou atendendo a uma demanda e devo
fazê-lo da melhor forma, pensando no bem em todos os elos
da cadeia. Devem ser boas as ações em si, a intenção que as
motivou e as circunstâncias ou conseqüências destas ações.
A criação de um ambiente corporativo ético é fundamental
porque é ali que as pessoas passam a maior parte do seu dia
e de sua vida. Se as políticas forem mal encaminhadas, o
clima ético se destrói e a sobrevivência pode se tornar
insuportável. Por outro lado, um ambiente ético redunda em
um ambiente saudável que, por sua vez, redunda em produtividade. Falar de produtividade significa, em última análise,
falar de lucros.
MSD – Pensando nessa questão de “fazer o bem” em todos os
elos da cadeia, podemos dizer que o conceito está relacionado à responsabilidade social?
PROFA. CECILIA ARRUDA – É preciso estabelecer uma distinção importante: a conduta ética de uma empresa começa
na pessoa, enquanto a responsabilidade social diz respeito ao
grupo. Uma empresa em que as pessoas tomam decisões éticas, certamente lá na frente terá como resultado a responsabilidade social: esta vem como conseqüência da postura
ética. A responsabilidade do corpo diretivo, nesse sentido, é
muito grande. É preciso usar os valores éticos para tomar
decisões e, se for o caso, inclusive, perder dinheiro em favor
da ética. A ética pressupõe uma liberdade de escolha. A alta
administração de uma empresa deve ter a competência e a
criatividade necessárias para encontrar alternativas de
solução ética para os problemas. É possível que se percam
recursos financeiros em um projeto ou durante um período
de tempo, enquanto se analisam formas de recuperá-los em
outros. Sob a perspectiva da ética, o exercício de busca do
bem comum normalmente leva a resultados positivos. A ética
vale a pena! Esta é uma questão interessante: é preciso e
possível alcançar metas de negócios, visando à ética, ao bem
comum e à responsabilidade social, sem abdicar de valores
morais. Isso pressupõe inteligência, criatividade, competência e, sobretudo, boa vontade.
MSD – Qual é o papel do Código de Conduta na construção da
ética empresarial?
PROFA. CECILIA ARRUDA – O código de conduta ajuda a deixar
claro para o funcionário e para os demais públicos com os
quais a empresa se relaciona quais são os valores centrais
que guiam essa organização, quais os limites morais de atuação e, especificamente, em alguns campos específicos.
Entendo também que o código de conduta permite que pessoas com formações e valores diferentes, construídos ao
longo de suas histórias, possam estar alinhadas para levar a
cabo o dia-a-dia da organização da maneira que se espera. É
um instrumento que evita as arbitrariedades.
MSD – Qual é o grande desafio com relação ao tema no Brasil?
PROFA. CECILIA ARRUDA – O que precisa aumentar é a coragem de se investir na formação ética dos dirigentes e funcionários. Hoje parece não estar tão “na moda” investir recursos em ética, mas sim em responsabilidade. Minha opinião é
de que a responsabilidade social deve começar dentro da
empresa. Só quando as questões sociais internas estiverem
totalmente equacionadas é que se pode olhar “para fora”. Aí
diferenciam-se os temas. No exterior, cada vez mais as
empresas têm um profissional dedicado a cuidar exclusivamente da ética na organização. Este atua como um gerente
da ética, é ligado ao comitê executivo e tem como responsabilidade cuidar da manutenção do código de conduta, atualizando-o, realizando pesquisas sobre o clima ético, criando comissões para resolver questões específicas de caráter ético,
envolvendo todos, não somente a área jurídica. É alguém que
trabalha visando à compreensão dos problemas e à busca de
soluções. Fora do Brasil, este trabalho tem surtido muito
efeito. Para nós ainda é um desafio.
21
< relações institucionais >
UMA AGENDA
PRÓ-ATIVA
Entendemos que ao desenvolver parcerias, alianças e
relacionamentos estamos assumindo nosso papel
como agentes capazes de influenciar positivamente
a sociedade, de acordo com nossos valores e princípios de ética. Fazemos isto por meio de nossa participação na Interfarma e na Febrafarma, representantes
de nosso setor, e por meio da AmCham, Câmara
Americana de Comércio.
MELHOR AMBIENTE DE NEGÓCIOS
Nossa agenda de atuação externa tem como foco a
articulação dos diferentes setores (público e privado,
universidades, pacientes e profissionais de saúde,
comunidade e organizações sociais) em busca de um
ambiente favorável ao estabelecimento de um sistema de saúde capaz de responder às necessidades
de nosso país. Entendemos que este modelo deve
passar pelas seguintes condições:
• acesso universal à saúde, enfocando as necessidades dos pacientes e reduzindo injustiças e iniqüidades regionais.
• sistema de saúde eficiente, transparente, ético e
baseado em evidência.
• serviços de qualidade, com recursos financeiros alinhados às necessidades da população. A população
deve ser instruída a cuidar de sua saúde e os profissionais de saúde devem receber treinamento e
suporte adequados para atender às necessidades
dos pacientes.
• expansão da cobertura do atendimento médico a
milhões de pessoas e preparação para as necessidades de uma população em fase de envelhecimento.
• sistema de saúde que encoraje a inovação em produtos, diagnósticos, tratamentos, aspectos administrativos e de negociação e sua aplicação ideal.
22
Um Brasil mais competitivo
Nossa agenda de atuação externa tem como foco a articulação dos
diferentes setores (público, privado, universidades, pacientes e organizações sociais) em busca de um ambiente de negócios favorável ao
estabelecimento de um sistema de saúde capaz de responder às
necessidades de nosso país. Entendemos que este modelo deve passar pelas seguintes condições facilitadoras:
• Acesso Universal à Saúde.
• Suporte a Pesquisa Científica Básica.
• Proteção Efetiva a Propriedade Intelectual.
• Ambiente regulatório estável, previsível e eficiente.
• Transparência e aplicação efetiva das leis.
• Acesso à educação de qualidade para todos.
Os Pilares da Competitividade
I– Competitividade em custo e disponibilidade de capital: revitalização do
mercado de capitais; redução do custo e acesso ao crédito
II – Competitividade fiscal e institucional: redução e redistribuição da
carga tributária; reforma do Judiciário; proteção à Propriedade
Intelectual, atração de investimentos diretos; estabilidade dos marcos
regulatórios
III – Competitividade em custo operacional: reforma trabalhista; desburocratização, inserção do Brasil em blocos econômicos e educação para a
sociedade do conhecimento; política de incentivo à inovação.
(saiba mais em www.amcham.com.br e em www.mbc.org.br )
< entrevista – José Fernando Mattos >
POR UM BRASIL
COMPETITIVO
Em entrevista, o diretor-presidente
do Movimento Brasil Competitivo
(MBC), José Fernando Mattos,
explica quais os desafios do Brasil
e os fatores envolvidos na construção de cenário competitivo.
MSD – O que significa competitividade?
JOSÉ FERNANDO MATTOS – Entendemos a questão da
competitividade de uma forma mais ampla do que
apenas fazer do Brasil um grande exportador ou um
país capaz de oferecer produtos baratos. Para nós,
competitividade é buscar uma sociedade capaz de
garantir prosperidade. Uma prosperidade baseada em
alguns pilares fundamentais, como o aumento de produtividade, a geração e distribuição de renda e uma
base educacional forte para facilitar a produção e
difusão de conhecimento e conseqüentemente de
inovação. Acredito que uma sociedade competitiva é
aquela que consegue esses três elementos de forma
equilibrada.
MSD – Como surgiu o Movimento Brasil Competitivo e
quais suas conquistas até agora?
JOSÉ FERNANDO MATTOS – O MBC nasceu no final de
2001. Somos uma entidade mantida por pessoas
jurídicas, com um conselho composto por ministros
de Estado e representantes da Fundação Prêmio
Nacional de Competitividade. Nosso principal objetivo
é promover a competitividade por meio da melhoria de
gestão das organizações públicas e privadas, além de
23
< entrevista – José Fernando Mattos >
“Para nós competitividade é buscar uma
sociedade capaz de garantir prosperidade hoje e
no futuro, baseada em pilares fundamentais,
como o aumento de produtividade, a geração e
distribuição de renda e uma base educacional
forte para facilitar a produção e difusão de
conhecimento e a inovação”.
identificar fatores que limitam o aumento da competitividade
do país. No caso do Brasil, temos três projetos nesse sentido. Um deles é em parceria com o World Economic Forum
(Fórum Econômico Mundial), que promove um ranqueamento das situações dos países. Atualmente, nós somos o
65º colocado em um universo de 114 países pesquisados.
Outro projeto que temos acontece em parceria com o Banco
Interamericano de Desenvolvimento, cujo objetivo é avaliar o
ambiente de negócios no Brasil, que estamos realizando em
12 capitais do país, com resultados divulgados em julho de
2006. O terceiro é o desenvolvimento do Índice de
Competitividade dos Estados, do qual Merck Sharp & Dohme
participou diretamente em 2004. Por meio dele, avaliamos
os estados em 4 dimensões: fatores, demanda, concorrência
e cadeias produtivas.
Terminamos em julho um projeto de avaliação dos parques
tecnológicos brasileiros que, pela primeira vez, construiu um
instrumento metodológico para verificar a maturidade desses
espaços. O tema da inovação é extremamente importante
para nós e este é um dos projetos que possibilita a identificação de locais onde existe grande possibilidade de desenvolvimento de inovação, principalmente ligadas às ciências
da vida.
MSD – Quais são os fatores que ainda emperram a competitividade brasileira?
24
JOSÉ FERNANDO MATTOS – Nossa competitividade é boa
quando avaliamos o relatório do World Economic Fórum, por
exemplo – estamos em 65º lugar dentre 114. Mas, na verdade,
do ano passado para cá, caímos 8 posições. Vale destacar
que temos a inclusão na lista de cinco países novos, mas
cinco posições foram perdidas em relação aos países até
então participantes. Quando destrinchamos esses valores, a
questão macroeconômica chama atenção: em instituições
públicas, ficamos em 60° lugar e, em tecnologia, nossa
posição é 50º. Mas aí quando você compara, por exemplo,
com Chile, que está na 23ª posição, você se questiona como
toda essa economia não consegue ter uma competitividade
sustentada melhor que o Chile? É só analisar o nosso desempenho em questões específicas como a taxa de juros escandalosamente alta, a maior do mundo e quase o dobro da
segunda maior do mundo. Outra questão é a ineficiência da
burocracia governamental, além do baixo acesso a financiamentos e, portanto, o ambiente de negócios. Entram também
as regulamentações e restrições da lei trabalhista, além da
inadequação de suporte na infra-estrutura. Pois bem, estes
são os fatores cruciais que nós não temos conseguido melhorar nos últimos quatro anos! O que falta? Controle de contas
públicas, taxa de juros que não desce. Enquanto não houver
no país uma política de controle de contas públicas, dificilmente vamos mudar a situação do ambiente macro.
< pesquisa clínica >
EXCELÊNCIA
EM PESQUISA
Nossa história está intimamente ligada ao desenvolvimento de pesquisa clínica
de ponta, fator que nos permite trazer inovações capazes de fazer a diferença
na vida de milhares de pacientes no mundo todo.
Em 2005, somente no Brasil,
investimos mais de US$ 5 milhões
em estudos clínicos, envolvendo
mais de 4500 pacientes em 120
centros de pesquisa, algo que representa um dos mais altos investimentos em pesquisa na indústria
farmacêutica brasileira.
RIGOR E ÉTICA
Nossas atividades de pesquisa
clínica têm rigor científico e são
pautadas na ética. Prezamos pela
total observação e o cumprimento
das leis e regulamentações
aplicáveis e seguimos as Boas
Práticas Clínicas. Além disso, nossos estudos passam por auditorias
internacionais, inclusive do Food
and Drug Administration (FDA),
órgão regulador dos Estados
Unidos. No caso dos estudos realizados no Brasil, eles ainda são
submetidos à aprovação do
Comitê de Ética da instituição
envolvida, do Conselho Nacional
de Ética em Pesquisa (CONEP) e
da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA).
NO CAMINHO CERTO
Estamos empenhados em nos
tornar referência mundial no
desenvolvimento de pesquisa
clinica e o ano de 2005 trouxe
importantes conquistas. Uma
delas foi o lançamento do programa MRL Transformation, direcionamento da nossa matriz para
que a empresa retome seu posicionamento de liderança em inovações. O foco? Desenvolvimento
e retenção de profissionais talentosos, criação de um novo modelo
de pesquisa básica, efetividade
no desenvolvimento de produtos
em fase II e fase III de pesquisa
(veja quadro na página 24) e
revisão das áreas terapêuticas
prioritárias.
Dr. Marcelo Hiroshi Uehara, e Dra. Lydya Sebba Souza Mariosa,
ambos endocrinologistas no Hospital do Rim e Hipertensão,
em São Paulo, simulam atendimento executado a partir do
prontuário de paciente.
25
< pesquisa clínica >
As etapas da Pesquisa Clínica
O quadro abaixo oferece um panorama sobre o longo caminho que uma nova molécula percorre até chegar a pacientes do mundo todo.
DADOS / ETAPA
PRÉ-CLÍNICO
FASE I
FASE II
FASE III
FASE IV E V
SUJEITOS
in vitro e animais de experimentação
Pacientes voluntários sadios ou Pacientes voluntários em
enfermos
maior número (100 - 200)
Pacientes voluntários em maior
número (500 - 2000)
Pacientes voluntários
em geral
O QUE ACONTECE
Desenvolvimento das moléculas e submissão aos órgãos
reguladores
Primeiras administrações em
seres humanos
Testes de eficácia e
segurança
Avaliação aprimorada
da relação
benefícios–risco
Monitoramento de
possíveis eventos adversos
ainda desconhecidos, novos
estudos sobre riscos, outras
utilizações, benefícios e
dosagem e comparações com
outros medicamentos
OBJETIVO
Descoberta da molécula e
avaliação de seu
potencial
Descobrir como a nova substância funciona no organismo,
avaliar se é segura e como deverá ser ministrada
Descobrir os primeiros riscos
e eficácia nas administrações
em curto prazo
Prosseguir com as avaliações
da droga, buscando comprovação de eficácia e segurança
Melhorar a eficácia
continuamente
DURAÇÃO
18 meses a 2 anos
1 a 2 anos
2 a 3 anos
2 a 10 anos
Permanente, a partir de sua
entrada em
circulação
O futuro em que acreditamos
O ano de 2005 marcou o novo direcionamento mundial da nossa pesquisa em 5 áreas prioritárias:
1- Doenças cardiovasculares, endocrinologia (diabetes e obesidade) e síndrome metabólica
2- Imunologia e doenças respiratórias
3- Doenças infecciosas e vacinas
4- Oncologia
5- Neurologia, Alzheimer e depressão.
Nosso Pipeline
FASE I
Alzheimer – MK 0752
Vacina contra Gripe
FASE II A
FASE III
EM APROVAÇÃO NO BRASIL
Alzheimer – MK 0677
Insônia
GABOXADOL
Diabetes – MK 0431
JANUVIA
CINV – MK 0517
Vacina contra Rotavírus
Artrite – MK 0822
Glaucoma – MK 0987
Artrite – MK 0873
Aterosclerose – MK 0859
Glaucoma –MK 0994
Artrite – MK 0686
Aterosclerose – MK 0354
Hipertensão – MK 0916
Vacina contra HIV – V 520
Câncer – MK 0429
Obesidade
Nastech PYY 3-36
Esclerose Múltipla – MK 0812
Vacina contra Caxumba/
Sarampo/Rubéola/Varicela
Vacina contra Herpes Zoster
Câncer – MK 0752
Obesidade – MK 0822
Obesidade – MK 0493
APROVADOS NO BRASIL
Distúrbio Psiquiátrico – MK 0364
Osteoporose
FOSAMAX D
FASE II B
Vacina contra HPV
Câncer – MK 0731
Osteoporose – MK 0773
Câncer – VX 680
Dor – MK 0686
Câncer – Agenesis
Dor – MK 0974
AIDS – MK 0518
Diabetes – MK 0599
Dor – MK 0759
Aterosclerose – MK 0524A
Diabetes – MK 0893
Parkinson – MK 0657
Aterosclerose – MK 0524B
Diabetes – MK 0533
Distúrbio Psiquiátrico – DOV
Incontinência Urinária –
MK 0594
Câncer (CTCL) – SAHA
Endócrino – MK 0974
Endócrino – MK 0677
Obesidade – MK 0364
Osteoporose – MK 0822
Vacina Pediátrica
Derrame – ONO 2506
Incontinência Urinária – MK 0634
26
O PAPEL NO BRASIL
No Brasil, conduzimos pesquisas
de Fases II, III e IV, nas áreas de
pneumologia, HIV/Aids, cardiovascular e neurológica, além de vacinas e antiinflamatórios, endócrino/
obesidade e oncologia. Os profissionais de nosso Departamento
Médico são responsáveis por mais
de 30 protocolos em 120 centros
de pesquisa em todo o país.
Uma nova esperança
contra o HIV
Merck Sharp & Dohme vem desenvolvendo uma nova classe
terapêutica para o tratamento daqueles pacientes com HIV
que já apresentam resistência às moléculas disponíveis no
mercado. Apesar de ser um estudo em fase inicial, seus resultados têm sido animadores. O trabalho teve início em 2005,
com importantes etapas de pesquisa ocorrendo no Brasil,
país que mais incluiu pacientes neste estudo no mundo
inteiro (veja a entrevista a seguir).
Nosso foco é fazer de Merck Sharp & Dohme Brasil uma
subsidiária de preferência para a condução dos estudos da
matriz e referência em pesquisa clínica no país. Parte
desse trabalho acontece por meio do projeto de desenvolvimento de centros de excelência em pesquisa clínica, que
ganhou impulso em 2005, quando passamos a oferecer
todo o suporte para que os 12 centros, identificados por
nossas equipes, atingissem parâmetros ideais em termos
de infra-estrutura e nível profissional para o desenvolvimento de pesquisa de qualidade em múltiplas áreas terapêuticas. O trabalho foi premiado pela matriz como a melhor iniciativa nesse sentido, em todo mundo. Em 2006, as
atividades devem se expandir para outros 25 centros.
DE DENTRO PARA FORA
De olho na melhoria contínua de nossos processos, em
2005, a área de Farmacovigilância ofereceu treinamentos a funcionários não ligados ao departamento médico
sobre Relato de Evento Adverso, ressaltando a importância do rigor das informações para que possamos acompanhar sempre melhor o desempenho dos medicamentos. Em Assuntos Regulatórios, os esforços se concentram na elaboração de relatórios cada vez mais rigorosos, capazes de suprir as demandas das agências
reguladoras em menor tempo e agilizar as aprovações
dos estudos. Visando garantir a satisfação de nossa
massa crítica, adotamos a metodologia 6 Sigma e colocamos à disposição de nossos profissionais a opção de
adotarem o home-office (veja mais no item Público
Interno deste relatório).
O Significado das Vacinas
Oferecer à medicina produtos de prevenção à patologias que afetam
grandes parcelas da população é mais uma forma de atingir nossos
objetivos de ajudar o médico a ajudar o paciente. Assim, é com orgulho
que anunciamos que nos próximos dois anos colocaremos à disposição dos pacientes de todo Brasil quatro novas importantes vacinas, duas delas ainda em 2006, e de significado especialmente
impactante. Tratam-se das vacinas ROTATEQ, contra o rotavírus, e GARDASIL, contra HPV. No primeiro caso, estamos falando de uma doença
apontada como a principal causa de diarréias infantis graves no país,
que poderá ser prevenida com um produto pentavalente, ou seja, capaz
de cobrir cinco sorotipos diferentes do vírus. No caso de GARDASIL,
será a primeira vacina para HPV no mundo, capaz de prevenir uma das
doenças sexualmente transmissíveis mais comuns, que também figura como segunda maior causa de câncer entre as mulheres (sobre este
assunto, leia a entrevista a seguir, com a Dra. Luisa Villa). Sabemos
que nosso papel não pára por aí. A cada novo produto lançado, um
enorme esforço de articulação para que ele chegue até os pacientes
da forma adequada se faz necessário, e vai desde a educação da
classe médica até a educação dos próprios pacientes. Estamos dispostos a enfrentar essa batalha.
27
PESQUISA CLÍNICA
NO BRASIL
Infectologista do Centro de
Referência e Treinamento DST/
Aids de São Paulo e responsável por estudos de novas
drogas e medicamentos, o Dr.
José Valdez Ramalho Madruga
é um dos integrantes do estudo que Merck Sharp & Dohme
está conduzindo em busca de
uma nova alternativa contra o
HIV/Aids. A seguir, ele nos
explica os impactos da realização de pesquisa clínica no país
e as perspectivas sobre a nova
droga, que está em Fase III.
28
< entrevista – Dr. Valdez >
“É um grande erro pensar que o ser humano
é cobaia. Pelo contrário: como voluntário
de pesquisa, ele desempenha um papel
fundamental de permitir o desenvolvimento
de medicamentos novos para milhões de
pessoas no mundo todo”.
MSD – Qual o papel dos estudos clínicos para o desenvolvimento da ciência e da medicina em especial?
DR. VALDEZ – Trata-se de algo extremamente importante
por diversos fatores. Um deles é que favorece o acesso ao
tratamento com terapias que só estarão disponíveis em 3
ou 4 anos. No caso do estudo que estamos realizando,
teremos uma alternativa para tratar aqueles pacientes
mais antigos e que já desenvolveram alguma resistência
aos medicamentos oferecidos atualmente. Os resultados
têm sido animadores e entramos na fase III. Uma vez
inseridos na pesquisa, damos a chance para muitos
pacientes que não teriam tempo de receber isso – estamos falando, portanto, em salvar vidas. Pesquisa clínica
envolve também desenvolvimento e capacitação profissional, criação e difusão de conhecimento. Um terceiro
fator é que ela traz recursos para a instituição, investimento para ser usado em aparelhagem, tecnologia e
novos métodos de diagnósticos.
MSD – Existe cobaia humana na realização de pesquisa
clínica?
DR. VALDEZ – Isso não existe porque somos seres racionais.
Para participar de um estudo é preciso conhecer um documento que detalha as informações sobre os procedimentos, conseqüências, etc. A pessoa que se voluntaria, portanto, vai receber todos os esclarecimentos necessários para
integrar aquele protocolo. Além disso, para chegar a esse
momento, a pesquisa já passou por uma série de etapas que
vão garantir a segurança do processo. Todas as pesquisas
são reguladas por diversos órgãos – só no Brasil temos o
CONEP, a ANVISA e a comissão de ética da instituição à qual o
trabalho se vincula. Portanto é um grande erro pensar que o
ser humano é cobaia. Pelo contrário: como voluntário de
pesquisa, ele desempenha um papel fundamental de permitir o desenvolvimento de medicamentos novos para milhões de pessoas no mundo todo.
MSD – Qual é a posição do Brasil em termos de desenvolvimento de estudos atualmente?
DR. VALDEZ – Ainda é pequena, mas tem crescido e pode
crescer mais. Temos uma grande quantidade de pacientes
potenciais voluntários, centros de pesquisa e profissionais
capacitados, ou seja: temos condições totais de desenvolver isso cada vez mais.
MSD – Quais desafios o país ainda precisa enfrentar na criação
de um ambiente ideal para a pesquisa clínica?
DR. VALDEZ – Acredito que o principal desafio é melhorar e
agilizar o tempo de aprovação dos protocolos de pesquisa.
A aprovação é muito rigorosa e necessária, mas ainda é
muito demorada. A maioria dos protocolos ficam parados
por muito tempo e quando sai uma liberação você pode até
inviabilizar sua realização de fato; não dá tempo, por exemplo, para realizar a inclusão de pacientes de uma forma
adequada. Creio que o que gera esse quadro é a burocracia,
e principalmente a sobrecarga de trabalho. A pesquisa
cresceu muito no país e o número de projetos avaliados
também, mas não cresceu na mesma proporção o número
de pessoas que cuidam do processo. Precisaríamos de
investimentos nessas instituições, não só para qualificação, mas também por boas condições de trabalho, para
que essas pessoas possam ter mais tempo e qualidade na
análise dos projetos.
29
< entrevista – Dra. Luisa Villa >
Há 20 anos, a Dra. Luisa Lina Villa
dedica-se a estudar a associação
entre o vírus papilomavírus
humano (HPV) e o câncer de colo
do útero, doença que todos os
anos mata milhares de mulheres
no Brasil. A cientista, que chefia o
grupo de Virologia do Instituto
Ludwig de Pesquisa sobre o
Câncer e integra alguns dos mais
conceituados cursos de pósgraduação em Bioquímica,
Biologia Molecular e Oncologia do
Brasil, também participou do
Protocolo 007, um dos maiores
estudos envolvendo a vacina profilática contra o HPV, GARDASIL,
da Merck Sharp & Dohme. Na
entrevista a seguir, ela fala sobre
as patologias ligadas ao vírus,
sobre o estudo e sobre a
importância da vacina, que deve
chegar ao Brasil em 2006.
UMA REVOLUÇÃO
CONTRA O HPV
30
MSD – Como a senhora classificaria a conquista de uma vacina profilática contra o HPV?
LUISA LINA VILLA – Como uma das descobertas científicas mais
importantes da atualidade. Estima-se que milhões de mulheres
e homens em todo o mundo possam ser infectados por estes
vírus. A cada ano, quase quinhentos mil casos novos de câncer
do colo do útero são diagnosticados, sendo a maioria em países
em desenvolvimento. Estes tumores são causados por diversos
tipos de HPV de alto risco oncogênico, dentre os quais HPV 16 e
18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos.
Assim, uma vacina capaz de prevenir as infecções por estes
HPVs causará uma diminuição considerável destes e outros
tumores malignos e pré-malignos, principalmente em mulheres,
mas possivelmente também em homens. Indiscutivelmente,
Gardasil poderá mudar a história do câncer de colo do útero!
Além disso é importante mencionar que esta vacina é também capaz de prevenir o aparecimento de verrugas genitais
com elevada eficácia.
problema? Como esse medicamento deverá ser utilizado, em
sua avaliação?
LUISA LINA VILLA –Em decorrência das dificuldades na implementação de programas de prevenção do câncer de colo do
útero, que esbarram em questões técnicas, políticas, sócioculturais e comportamentais, considero que uma vacina de
alta eficácia contra o HPV poderá ter, a médio e longo prazo,
um impacto real e mais expressivo contra a doença. Uma vez
que a vacina protegerá em torno de 70% dos casos, as mulheres continuarão dependendo da realização periódica do
teste de Papanicolau. Entretanto, dependendo dos resultados
a médio prazo e da faixa etária da população vacinada, os programas de prevenção poderão ser modificados, almejando
estabelecer melhores relações custo-benefício. Por ser uma
infecção de transmissão sexual, as vacinas profiláticas
devem ser administradas em idade anterior ao primeiro coito.
Isto implicará na vacinação de crianças/adolescentes de ambos
os sexos. A faixa etária ideal para vacinação depende de uma
“Uma vacina capaz de prevenir as infecções por HPV
causará uma diminuição considerável destes e outros
tumores malignos e pré-malignos principalmente em
mulheres, mas possivelmente também em homens.
Indiscutivelmente, GARDASIL poderá mudar a história
do câncer de colo do útero!”
MSD – Qual é a maior dificuldade no combate à doença?
LUISA LINA VILLA – Ela é a segunda causa mais freqüente de
câncer entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCa), são cerca de
19 mil casos novos e quase 4 mil mortes por ano, principalmente de mulheres diagnosticadas em estágios avançados
da doença. Estes números devem ser ainda maiores, considerando-se as dificuldades em reportar corretamente estas
patologias. Por enquanto, a única forma de prevenção do
câncer de colo do útero e de suas lesões precursoras ainda é
a realização do exame Papanicolau, que, infelizmente, é feito
regularmente por apenas 15% das mulheres no país. Um
outro aspecto refere-se ao fato que estas infecções são
transmitidas pelo contacto, incluindo o sexual; assim, sua
prevenção depende de mudanças em hábitos sexuais que
são difíceis de implementar na população em geral.
MSD – Como a chegada de uma vacina poderá minimizar esse
série de fatores, incluindo o tempo de proteção, que estão
sendo avaliados pelos ensaios clínicos em andamento. Também
se considera a vacinação de mulheres e homens adultos, mas
os resultados destes estudos ainda não não estão disponíveis.
MSD – Como avalia a atuação da Merck Sharp & Dohme em relação
aos investigadores e à condução do protocolo sobre o GARDASIL?
LUISA LINA VILLA – Minha experiência não poderia ser melhor:
tanto nas reuniões de andamento dos estudos, quanto na
análise de dados e preparação de manuscritos para publicação, a interação entre os investigadores e o pessoal da
MSD é clara, segura e muito produtiva. A acurácia e detalhamento dos diversos protocolos clínicos e o rigor na sua
condução atestam a seriedade e compromisso com a qualidade impostos pela MSD. É esta condução firme e impecável
que nos levou ao sucesso que hoje celebramos em conjunto,
MSD, investigadores, participantes das pesquisas e a
sociedade como um todo.
31
< público interno >
CONCRETIZAR
ASPIRAÇÕES
O desenvolvimento da liderança, o incentivo à aprendizagem contínua, além do apoio ao equilíbrio entre vida pessoal e trabalho foram destaques de nossas ações voltadas
aos funcionários em 2005.
Em 2004, olhamos a fundo nosso ambiente
interno, por meio do processo de pesquisa
de Adequação do Perfil Organizacional, com
entrevistas pessoais com 179 funcionários
da empresa (25% do total). Em 2005,
dedicamo-nos a trabalhar os pontos de melhoria identificados. No total, foram desenhados 37 planos de ação, que contaram
com o envolvimento direto de 67 pessoas
em sua execução.
A aprendiz Jéssica de Araújo, no
escritório em São Paulo.
32
LÍDERES E AUTO-DESENVOLVIMENTO
Criamos, em 2005, em parceria com a
Fundação Dom Cabral, um programa específico para as necessidades do grupo de liderança de nossa empresa, um trabalho que
teve dois focos:
O primeiro, junto a todos os gerentes, foi o
auto-conhecimento e desenvolvimento de
habilidades e competências de liderança.
Desenvolvido em três módulos, foram trabalhados pontos críticos apontados na pesquisa,
com uma abordagem que trouxe elementos da
formação cultural brasileira, com passagens
por filosofia, psicologia e história, e sua
influência nas questões corporativas. Durante
o ano de 2005, foram aplicados dois módulos
e iniciados os trabalhos chamados “Cadernos
Aplicativos”, com o objetivo de consolidar a
aprendizagem e criar uma cultura de conhecimento que possa ser passada adiante.
Criamos o “Liderança Positiva”, uma comunicação mensal em que funcionários compartilham práticas de seus gestores que tiveram
impacto positivo no dia-a-dia da equipe.
O segundo foco de atuação foi junto aos
membros do Comitê Executivo, com criação
de times de alta performance e desenvolvimento de habilidades e competências de
gestão estratégica de pessoas. O primeiro
módulo foi aplicado em 2005 e resultou num
“contrato” de relacionamento que foi apresentado a todos os gerentes de MSD, com
uma discussão aberta de como enfrentar os
desafios para o ano de 2006 e qual a contribuição de cada um nesse processo.
NOVOS BENEFÍCIOS
Contando com remuneração posicionada
acima da média do mercado, um programa
formal de reajuste salarial aplicado anualmente e baseado em mérito, além do programa de Participação nos Resultados,
nosso pacote de benefícios foi ampliado
em 2005. A assistência médico-odontológica abrangendo dependentes diretos passou a valer para todos os funcionários da
fábrica de Sousas, que desde então contam com um plano de saúde de abrangência nacional e têm a possibilidade de
inclusão dos maridos de funcionárias
como dependentes.
A idéia dos funcionários foi levada adiante e se concretizou no programa de desenvolvimento que desde
então oferece seminários abertos, palestras e cursos,
que podem ser acompanhadas presencialmente e pela
intranet da empresa.
Espaço Aberto
À esquerda, Fernando Martins, ao lado de Rodrigo Gomes, funcionários que
estimularam a criação do programa de desenvolvimento MSD Aprende.
A criação do programa MSD Aprende, em 2004, teve
como ponto de partida a sugestão de dois funcionários e em pouco tempo foi transformada em
realidade. “A história começou informalmente, quando Fernando (Cardillo Martins) e eu discutíamos a
questão da atualização profissional. Como muitos
aqui dentro, nós estávamos realizando um curso de
pós-graduação e então nos questionamos: por que
não aproveitar melhor esse capital intelectual que
temos na Merck Sharp & Dohme? Por que não criamos uma espécie de universidade corporativa?”,
relata Rodrigo da Silva Gomes, da força-de-vendas. A
idéia foi levada às diretorias de Marketing e RH e se
concretizou no programa de desenvolvimento que
desde então oferece seminários abertos, palestras e
cursos, que podem ser acompanhadas presencialmente e pela intranet da empresa. Além da presença
de convidados externos, as atividades contam com a
participação de funcionários da empresa, que organizam temas específicos para compartilhar conhecimentos. Em 2005, as atividades seguiram a todo
vapor e devem ampliar sua abrangência em 2006.
33
< público interno >
Equipe do Laboratório de Controle de Qualidade da fábrica da Merck Sharp & Dohme no Brasil. Sousas, Campinas.
O programa de qualidade de vida do escritório contou
com atividades práticas e de temáticas variadas.
Adotamos o modelo de co-participação, em
que funcionários arcam com 20% das despesas com consultas, exames e terapias, mas
recebem cobertura de 100% em casos de
internações, exames especiais e tratamentos
de doenças crônicas.
Em 2005, passamos a contar também com
um convênio para a aquisição de medicamentos em farmácias. Integram ainda o pacote
“auxílio-creche” para crianças até 2 anos, além
de seguro de vida e fornecimento de medicamentos da empresa mediante apresentação
de receita (extensivo a dependentes diretos e
pais), plano de pensão complementar ao INSS,
em que a empresa participa com 150% sobre a
contribuição do funcionário, e uma cooperativa de crédito, a CooperMerck.
34
FLEXIBILIDADE
Desde 2004, os funcionários do escritório da
Alexandre Dumas, em São Paulo, podem
optar por realizar jornadas de trabalho das 8h
às 17h ou das 9h às 18h, além de serem dispensados às 15h do expediente nas sextasfeiras. Em 2005, a novidade foi a implementação de uma política de arranjos flexíveis de
trabalho, em que se pode optar por realizar
jornadas até uma hora mais longas, visando
compensar ausências previsíveis, como,
para exemplo, a realização de uma pósgraduação ou um acompanhamento médico.
Outra ação visando equilibrar a relação trabalho-vida pessoal foi a adoção do home-office
para parte dos funcionários do Departamento
Médico, que trabalham diretamente com a
Em 2005, a novidade foi a implementação de uma
política de arranjos flexíveis de trabalho e a adoção do
home-office para parte dos funcionários do
Departamento Médico que trabalham diretamente com
a monitoração de pesquisas clínicas.
monitoração de pesquisas clínicas. Com
equipamentos cedidos pela empresa e uma
rotina semanal de contato com o escritório,
eles adotam sua casa como base do trabalho,
o que lhes permite conciliar da melhor forma
a rotina de monitoria.
Nos três casos, a iniciativa da solicitação parte
do funcionário, que avalia com seu gestor a
melhor forma de adotar a flexibilidade.
aconteceram também campanhas de vacinação contra gripe, discussões sobre
estresse, ergonomia, alimentação, LER e
outros temas, por meio de um informativo
periódico de distribuição aberta. Na fábrica, as
ações envolveram palestras, campanhas de
vacinação, distribuição do informativo e programas especiais, como a Semana da Mulher, com
a realização de palestras e exames gratuitos.
PRÉDIO MAIS ACESSÍVEL
Além do esforço em incluir profissionais portadores de deficiência em nossos quadros,
realizamos modificações no escritório para
melhorar a acessibilidade de suas instalações, com alterações no acesso ao prédio,
a recepção e ao uso de áreas sociais.
CAMPANHAS VOLUNTÁRIAS
Mais uma vez nossos funcionários realizaram
campanhas de arrecadação de roupas e brinquedos, destinados a duas instituições: a
Casa da Criança, que atende a um público com
idade entre 0 e 4 anos, e o NAECA, cujo foco
são crianças e adolescentes de 7 a 14 anos.
Outra iniciativa foi a participação, junto aos
Correios, da ação de Natal “Adote uma Carta”.
Nela, funcionários assumiram o papel de
“Papai Noel” de mais de 100 cartas, enviadas
para o bom velhinho por crianças carentes da
região Sul de São Paulo. Ao adotar os pedidos,
eles assumiram a responsabilidade de atender às solicitações, que incluíam desde “passar de ano”, até simples bolas de futebol.
Há ainda um comitê de voluntariado responsável por promover ações ligadas à educação, saúde e meio ambiente junto a entidades carentes em São Paulo e Campinas e
arrecadação de roupas, alimentos e livros em
atividades internas
NA ATIVA!
Visando conquistar maior adesão por parte
dos funcionários, em 2005, o programa de
Qualidade de Vida do escritório contou com
atividades práticas e temáticas variadas. As
mudanças tiveram como base uma pesquisa
informal realizada com o público interno e os
perfis epidemiológicos de 2003 e 2004.
Ginástica laboral, massagem rápida e a
ampliação do programa de Alimentação
Saudável para a fábrica, além do apoio ao grupo
de 30 atletas corredores e caminhadas ecológicas formaram o pacote de “exercícios práticos” oferecidos. Complementando o trabalho,
Luciana Mendes, entrou como aprendiz no RH e atualmente é assistente
administrativa.
35
< fornecedores >
RELACIONAMENTOS
FORTALECIDOS
Realizamos avaliações periódicas sobre as atividades dos nossos fornecedores,
no intuito de averiguarmos o cumprimento das legislações pertinentes, sugerindo
melhorias e participando delas, sempre que necessário e possível.
Além disso, asseguramos a inexistência de trabalho infantil
em todos laços das cadeias que formamos, um compromisso que vem sendo reconhecido, desde 2004, pela Fundação
Abrinq. Em 2005, mais uma vez recebemos o selo Empresa
Amiga da Criança. Outro trabalho que visa garantir a qualidade destas relações acontece desde 2003, quando iniciamos o alinhamento das agências de publicidade parceiras
aos padrões de nossa empresa, dentro dos conceitos do
cuidado que elas apresentam em suas relações com seus
respectivos públicos, no que entendemos como responsabilidade social.
SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA
Uma maneira que encontramos de ampliar nossa atuação
foi incluir em nossa lista de fornecedores organizações
não-governamentais. Entendemos que, ao adquirir seus
produtos, não só respondemos as nossas demandas,
como oferecemos um respaldo legítimo para que elas possam financiar suas atividades. É o caso da parceria que firmada desde 2000 com a Laramara, Associação Brasileira
de Assistência ao Deficiente Visual, um centro de referência no trabalho para a promoção do desenvolvimento e da
inclusão da pessoa com deficiência visual na cidade de
São Paulo. A gráfica vinculada à associação passou a produzir parte das bulas de nossos medicamentos e atualmente é responsável pelo fornecimento de 95% delas, volume que representa um aumento de mais de 1000% em
relação ao faturamento inicial de pedidos. Em 2006, a
parceria continua.
36
A gráfica vinculada à
Associação Brasileira
de Assistência ao
Deficiente Visual é
responsável pelo
fornecimento de 95%
das bulas de nossos
medicamentos, volume que representa
um aumento de mais
de 1000% com
relação ao faturamento inicial de
pedidos, em 2000.
Associação para Deficientes da Audio
Visão (ADEFAV), Associação de
Deficientes Visuais e Amigos (ADEVA) e
Grupo Eco foram as três organizações
não governamentais que entraram para
nossa lista de fornecedores, em 2005.
INTERVENÇÃO PELA INCLUSÃO
A partir de 2003, as gerências de produto tomaram a iniciativa de contratar organizações do terceiro setor para o fornecimento de brindes e, em 2004, firmamos uma parceria com a
Integrare, organização não-governamental que atua como
agente facilitador para a inclusão de grupos minoritários no
cenário empresarial, como forma de consolidar esta prática
(ver entrevista à pág 38).
Em 2005, as áreas de Compras e Marketing desenvolveram
um projeto em parceria com o fornecedor Studio Vero, de
quem adquirimos diversos porta-retratos feitos em madeira
certificada. Mais do que um simples pedido de produtos, nós
solicitamos que a Associação para Deficientes da Áudio Visão
(www.adefav.org.br) realizasse o manuseio do item em suas
embalagens, uma forma de repassar a eles parte do valor da
produção não como doação, mas como o pagamento por um
serviço prestado.
Também por iniciativa de Marketing e da área de Compras, contatamos o fornecedor Despinola para realização de um projeto
com a Associação de Deficientes Visuais e Amigos, ADEVA
(www.adeva.org.br), que produziu uma página em braile para
ser anexada entre os blocos de anotações adquiridos. O
resultado desta simples intervenção foi o repasse de 10% do
valor do projeto para a associação.
Uma terceira iniciativa envolveu o Grupo Eco
(www.grupoeco.com.br), que promove a realização de
negócios ambiental e socialmente responsáveis, de quem a
franquia de Vacinas adquiriu o “Muiraquitã”, peça artesanal
de cerâmica marajoara, produzida por comunidades locais.
Elaine Prisciliana, deficiente visual, é Operadora de
Telemarketing na Laramara.
37
< entrevista – Silas César da Silva >
UM CICLO DE
DIVERSIDADE
Engenheiro agrônomo formado
pela Universidade de São Paulo,
Silas César da Silva dedicou quase
20 anos de sua vida ao mundo
corporativo, como funcionário de
uma grande multinacional. Nesse
tempo, passou pelas mais diversas
áreas da empresa, teve experiências no exterior, até chegar ao
momento em que percebeu que
poderia oferecer outro tipo de contribuição não apenas à corporação, mas à sociedade como um
todo. Desse ponto de virada à
presidência da Integrare, já são
quase dez anos em favor da
inserção de minorias na cadeia
produtiva de grandes empresas.
A seguir, ele nos conta um pouco
mais sobre o trabalho da Integrare
e mostra como a simples escolha
de um fornecedor pode se transformar em estímulo ao desenvolvimento econômico e social.
38
“Uma vez que esses
empreendimentos
cresçam, eles vão
gerar emprego e
renda entre as pessoas ao seu redor, e
conseqüentemente,
promover desenvolvimento social. Temos
convicção de que o
Brasil necessita de
processos inclusivos
sustentáveis e
capazes de impulsionar esse ciclo”.
MSD – Como surgiu a Integrare?
SILAS CÉSAR DA SILVA – A
Integrare nasceu inspirada no
modelo do National Minority
Supplier Development Council,
uma entidade norte-americana
que atua pela inserção de minorias
étnico-raciais na cadeia produtiva
de grandes empresas dos Estados
Unidos. Estamos falando, portanto,
de diversos grupos presentes no
país hoje. Isso começou na década
de 1970, e, para se ter uma idéia,
em 2005 já existiam mais de 3 mil
corporações associadas a ela,
além de 15 mil empresas de minorias como fornecedoras envolvidas, com cerca de US$ 90 bilhões
de transações realizadas entre os
dois grupos. Essa foi, então, a
nossa inspiração para adaptar à
realidade do Brasil.
Aqui, entendemos que havia
alguns grupos que precisariam de
prioridade. A diversidade humana é
o nosso guarda-chuva, em todas
as suas acepções. Mas dentro desse conceito, focamos
naqueles que estão na base da pirâmide: negros, portadores
de deficiências e indígenas. Nosso papel é identificar
pequenos e médios empreendimentos encabeçados por pessoas desse perfil e fazer com que eles consigam entrar na
cadeia produtiva. Uma vez feito isso, a coisa acontece como
se fosse uma correnteza de rio: flui. Em poucas palavras,
podemos dizer que a Integrare promove o credenciamento
das organizações minoritárias, a sensibilização e o engajamento das corporações e realiza a interface dos negócios,
fomenta idéias, encontros, negócios. Nosso foco é trabalhar
mais os processos que geram a inclusão do que os sintomas
da exclusão.
MSD – O que é preciso para um fornecedor se integrar a
esse grupo?
SILAS – Uma vez que eles entram em contato conosco, nós
vamos identificá-los, avaliá-los e oferecer estrutura àqueles
que precisam se desenvolver. Para esses últimos, nós fazemos visitas técnicas e temos parcerias com o SEBRAE, por
exemplo, cujo foco é o desenvolvimento empresarial, para
que eles ganhem competitividade. É importante ressaltar, no
entanto, que nosso objetivo não
é apenas que eles façam negócio com as grandes corporações,
mas que sejam incluídos na
cadeia de alguma forma. Um
fornecedor pode fechar negócio
também com o fornecedor do
fornecedor de uma grande corporação: o importante é que ele
faça negócio onde ele seja capaz
de atender, e nós incentivamos
isso. São empresas que atuam
em áreas diversas como limpeza, engenharia, tecnologia da
informação, transporte, etc., e
podem fechar diversos tipos de
parcerias.
Uma vez que esses empreendimentos cresçam, eles vão gerar
emprego e renda entre as pessoas ao seu redor, e conseqüentemente, promover desenvolvimento social. Temos convicção
de que o Brasil necessita de
processos inclusivos sustentáveis e capazes de impulsionar
negócios e desenvolvimento social para além da filantropia,
por mais importante que ela seja.
MSD – E o trabalho junto às corporações? Qual é?
SILAS – Nós somos uma ONG estruturada em formato de
associação, em que os sócios são as corporações. Ao se
associarem, comprometem-se a gerar oportunidade de
compras para a inclusão desses fornecedores em suas
cadeias. Nosso papel é sensibilizá-las e prepará-las para a
inclusão empresarial, mostrar como isso influencia sua
cadeia de relacionamentos. Por que uma corporação
teria interesse em fazer parte disso? Um dos motivos é
porque é bom. Outro, porque não é doação, nem caridade, mas compra de um serviço a ser prestado com
qualidade. Se ela tem de comprar aquilo, porque não
fazê-lo de uma forma que tenha um impacto social na
cadeia? Outra razão é que essa é uma atitude que sinaliza para a sociedade sua preocupação e sua ligação a
valores importantes. Sem contar que, a médio prazo, ela
desenvolverá grupos da sociedade para que se tornem
consumidores também, ou seja, ela está desenvolvendo
mercados. No final das contas, é bom para todo mundo.
39
< pacientes >
NOSSA RAZÃO
DE SER
Garantir o bem-estar, aumentar a expectativa de vida, responder necessidades
médicas não atendidas: nosso trabalho existe para melhorar a qualidade de vida
dos pacientes. A seguir, conheça outras ações diretas que promovemos para
efetivamente colocar as pessoas em primeiro lugar.
Em foto de 1984, o Dr. Mohammed Aziz, então diretor
sênior de Pesquisa Clínica de MSD, examina garoto
africano cego pela oncocercose.
SEGURANÇA PARA OS PACIENTES
Oferecer segurança aos pacientes que se beneficiam de nossos produtos é uma preocupação
constante. Assim, em 1997, criamos uma área de
Farmacovigilância, antes mesmo da existência de
uma legislação para o assunto no Brasil. Desde
então seu papel é assegurar o monitoramento do
perfil de segurança dos nossos produtos, tanto os
que estão em pesquisa, quanto os que estão em circulação no mercado.
Para que médicos e pacientes tenham acesso facilitado a esse procedimento, contamos com um
espaço em nosso website especialmente destinado
ao relato de eventos adversos, o que proporciona o
contato imediato da área com eventualidades. Nosso
pioneirismo na área nos possibilitou o estabelecimento de um diálogo construtivo com a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para a
criação da legislação do setor, e é referencia para
outras subsidiárias de Merck & Co. na América Latina
O DESAFIO DO ACESSO
“Dar acesso é uma questão de políticas públicas,
de montar infra-estrutura, um modelo onde a
população tenha não só medicamentos, mas
médicos e hospitais”, disse o então presidente de
MSD Brasil Tadeu Alves.
40
O Manual Merck de Saúde para a Família é
a versão em linguagem leiga do
tradicional Manual Merck, publicado
há mais de cem anos e consagrado
como o livro de medicina mais
consultado em todo o mundo.
Com esse manual, a Merck Sharp &
Dohme estimula a conversa de
médicos e pacientes sobre saúde.
UM PORTAL DE CONHECIMENTO
Acreditamos que além de oferecer medicamentos
inovadores também podemos nos colocar na vanguarda da oferta de informações de qualidade e
confiança para clientes e profissionais. Assim, o
website www.msdonline.com.br passou por uma
reformulação para, além de ser um canal de comunicação, constituir-se num portal de conhecimento sobre saúde, com conteúdo diferenciado e formatado para o entendimento de todo perfil de
público. O link Pacientes traz textos simples, de
fácil compreensão, sobre qualidade de vida, bemestar, com explicações sobre doenças e recomendações para prevenção e tratamento. Além do
acesso ao Manual Merck de Saúde para a Família,
o público leigo também tem acesso a vídeos
educativos sobre patologias e a opção de se
cadastrar para receber boletins de saúde via email. Profissionais de saúde também são atendidos no site com links e informações especializadas para atualização científica e educação
médica continuada. Estão disponíveis, por exemplo, o conteúdo de 40 revistas científicas de medicina para acesso exclusivo dos profissionais.
Também há os espaços dedicados à imprensa,
fonte de consulta de informações sobre saúde e
novidades de MSD, e à instituição, com a história
da companhia e de sua atuação. Em 2004, ano
anterior às reformulações realizadas, o site da
MSD teve cerca de 160 mil visitas. Após as
mudanças, esse número subiu para 400 mil em
2005. E para 2006, o desafio é ampliar ainda mais
o universo de usuários deste espaço. Saiba mais
no item Público Externo deste relatório.
POR UMA VIDA SAUDÁVEL
Com sua primeira edição em português lançada
em 2003, o Manual Merck Saúde para a Família é
uma versão em linguagem apropriada para leigos
do tradicional Manual Merck, publicação especializada cuja primeira edição veio a público em
1899 e, cem anos depois, chegaria à 17ª tiragem
como o livro de medicina mais consultado em
todo o mundo. Ao oferecer informações médicas
de forma acessível e esclarecedora, o livro auxilia famílias com relação a enfermidades e tratamentos em geral. Vale ressaltar que um trabalho
como este não pretende substituir a consulta
médica, mas auxiliar a comunicação e a interação médico-paciente. Em 2004, a publicação
de seu conteúdo on-line deu um salto importante, impulsionando também sua utilização em
versão impressa. Acesse gratuitamente em
www.msdonline.com.br
41
< profissionais de saúde e clientes >
AINDA MAIS
PRÓXIMOS
O ano de 2005 foi marcado pelo grande esforço em aprimorarmos
nosso relacionamento com nosso público externo
CLIENTES: UM NOVO OLHAR
Buscar o entendimento sobre o que nossos
clientes desejam, suas necessidades e
suas aspirações foi um trabalho que
envolveu direta ou indiretamente todos na
empresa. Ao longo do ano, diversas ações
nesse sentido foram realizadas com o
suporte da Gerência de Foco do Cliente, criada
com o objetivo de integrar e ampliar as
ações já existentes, conhecer e prestar melhores serviços ao nosso público, incluindo
pacientes, farmácias, distribuidores, médicos e governo.
FARMÁCIAS EM FOCO
Com o objetivo de prestar um serviço de
qualidade ao farmacêutico, cuja importância como agente de saúde nos é fundamental, a área de relacionamento com o varejo
Para 2006, as metas são ampliar o conteúdo do website de forma que atenda às
expectativas do profissional farmacêutico
como um todo, além da promoção de
ações voltadas à atenção farmacêutica.
42
Contamos com profissionais farmacêuticos
e estudantes universitários de farmácia e
bioquímica, treinados e supridos por todas
as áreas da empresa com informações que
consolidam a base de dados do nosso
Serviço de Atendimento ao Consumidor.
desenvolveu, em 2005, um novo programa
estruturado em quatro frentes: visita a farmácias, aproximação das universidades,
parcerias com as grandes redes de varejo
farmacêutico e a criação e a alimentação de
páginas específicas dentro do website MSD
OnLine. Entre os resultados deste trabalho,
podemos ressaltar que em apenas um ano
de existência, mais de 4 mil profissionais
se cadastraram no portal. A divulgação
institucional junto aos cursos de farmácia
em universidades também possibilitou um
melhor entendimento dos futuros profissionais e das próprias instituições sobre as
diferentes formas de se relacionarem
conosco, e, finalmente, foram estabelecidas
parcerias com grandes redes de varejo de
caráter institucional.
Para 2006, as metas são ampliar o conteúdo do site, de forma que atenda às
expectativas do profissional farmacêutico,
independentemente de sua área de atuação, além da promoção de ações voltadas
à atenção farmacêutica, para que assim
possamos cada vez mais ajudar os profissionais de saúde.
RELACIONAMENTO ESTREITO
Se temos como premissa ajudar o médico
a ajudar o paciente, nada mais natural do
que buscar cada dia mais a aproximação
com esse profissional. Nossa relação com
Dra. Angélica Chaugri de Souza Prado, reumatologista, acessa conteúdo do MSDonline.
a classe se dá de diferentes maneiras,
especialmente pelo que chamamos de
educação médica continuada, ou seja, o
fornecimento de informações de relevância, equilibradas e de confirmação científica, além da promoção e do apoio à realização de seminários, congressos e eventos
em parceria com diversas associações das
áreas de saúde. Da mesma forma,
dedicamos esforços na formação de nossa
força-de-vendas, canal direto nessa
relação, que recebe atualizações constantes para poder levar aos médicos informação ciêntífica de qualidade.
43
PALAVRA
DE MÉDICO
44
< entrevista: Dr. Artur Beltrane Ribeiro >
Nefrologista e pesquisador na
área de hipertensão, o Dr.
Artur Beltrame Ribeiro é professor na Universidade Federal
de São Paulo. Com mais de
125 artigos e 2 livros publicados, tem seu trabalho reconhecido em diversas partes do
mundo e um currículo que o
coloca em posição de
destaque na área de hipertensão. É com base nesta experiência e em sua atuação
frente a conselhos de diversas
associações médicas que
pedimos a ele uma avaliação
sobre a relação médico –
indústria farmacêutica.
Confira, na entrevista a seguir.
MSD – Como a indústria farmacêutica ajuda o médico a ajudar
o paciente?
DR. ARTUR BELTRAME RIBEIRO – A ajuda da indústria é de uma
forma evidente, na medida em que ela produz novos medicamentos para patologias que o médico tem que enfrentar no seu dia-adia. Se não tivéssemos essa indústria, não consigo ver como
exerceria a profissão de médico, a não ser por meio de vacinação,
tratamento de saneamento, de educação e de todas aquelas
questões complexas que sabemos que um país como o nosso
enfrenta. Mas isso está muito atrás. O papel que ela desempenha,
portanto, é fundamental.
MSD – Qual é a postura da indústria farmacêutica do ponto de
vista do médico?
DR. ARTUR – Quem está no consultório percebe dois tipos de
prática: quando se trata de medicamentos de uso rotineiro, muito
conhecidos, eficazes, etc., o representante chega até nós apenas
para nos lembrar daquele medicamento, quase sempre com a
argumentação baseada no preço. Do ponto de vista do médico,
não vejo com maus olhos esse trabalho e penso que cabe ao
profissional bem informado distinguir entre o que é informação e
o que é marketing. Agora, o propagandista da indústria inovadora
é quem realmente traz informação útil ao médico: sobre mecanismo de ação de um novo medicamento, com grandes estudos de
impacto em grandes populações que nos ajudam a entender melhor os feitos adversos dele. Enfim, é um trabalho importante no
sentido de manter o médico informado, mas evidentemente não
deve ser a única fonte de informação dele.
MSD – O que o médico espera deste setor da indústria?
DR. ARTUR – Espera que invista em inovação tecnológica, e traga
soluções para problemas que temos no dia-a-dia, afinal, ainda
temos uma série de áreas em que não existem medicamentos adequados. É possível dar saltos fantásticos! Se pegarmos, por exemplo, o caso da úlcera gástrica, isso era motivo de internação e operação com uma freqüência enorme. Hoje temos medicamentos que
acabaram com essas cirurgias, quase não se opera mais. Por outro
lado, as doenças renais primárias carecem de soluções decentes.
A segunda coisa que se espera é que ela nos traga a informação
certa, de forma ética, sem extrapolar o que realmente é, para
que a gente possa ter segurança sobre o que estamos prescrevendo. Porque sabemos que não existem fórmulas
mirabolantes para nada, e queremos a evidência científica, sempre. Nesse sentido, me assusta observar um determinado setor
que não passa pelo médico, mas vai diretamente à farmácia
com suas técnicas de “empurroterapia”. Nós, médicos, somos
um intermediário necessário entre a indústria, os medicamentos que ela produz e o paciente, é fundamental que isso seja
sempre respeitado e reforçado.
45
< profissionais de saúde e clientes >
COMUNICAÇÃO ATIVA
Sempre em busca de melhorias, o MSD On
Line, principal canal de comunicação com o
público, disponibiliza uma linha 0800,
além de endereço e e-mail, para receber
sugestões e reclamações a médicos, farmacêuticos, pacientes e fornecer informações e esclarecimentos a qualquer pessoa que deseje nos contatar. Sua estrutura
conta com profissionais farmacêuticos e
estudantes universitários de farmácia e
bioquímica, treinados e supridos por todas
as áreas da empresa com informações que
consolidam a base de dados do Serviço de
Atendimento ao Consumidor.
com cerca de 550 pacientes, identificamos
a necessidade de unificar os cartões
magnéticos de desconto, para facilitar sua
utilização pelo paciente. Também realizamos uma pesquisa com um percentual
de dentistas que nos contataram, com o
objetivo de identificar os melhores canais
para estabelecermos uma comunicação
mais sólida com esse público.
UM DIFERENCIAL E TANTO
Mais do que uma ferramenta de comunicação, o website www.msdonline.com.br
oferece um conteúdo diferenciado em
saúde tanto para público leigo como para
A disponibilização de artigos científicos na íntegra, a
existência de áreas especializadas para os diferentes
profissionais da saúde, a prestação de serviço atualizada, o acesso integral ao conteúdo do Manual Merck
de Saúde da Família são alguns dos fatores que nos
fazem acreditar no website MSD Online um canal de
destaque em nossa relação com o público.
Em 2005, identificamos pontos de prioridade a serem solucionados, como a implementação de sistemas de monitoração de
chamadas na linha 0800. Um dos
destaques foi o procedimento que desenvolvemos para lidar com eventuais faltas de
produto no mercado. Desde então, uma vez
constatada em nossos canais de comunicação a possibilidade dessa falta, fábrica e
gerentes das áreas de Marketing, Jurídico,
Vendas e Comercialização são imediatamente acionados para que os pacientes
sejam supridos o mais rapidamente possível com o medicamento.
SUGESTÕES BEM-VINDAS
Outra mudança diz respeito aos nossos programas de relacionamento. A partir de uma
pesquisa de avaliação espontânea realizada
46
profissionais da área. A disponibilização de
artigos científicos na íntegra, a existência
de áreas especializadas para os diferentes
profissionais da saúde, a prestação de
serviço atualizada, o acesso integral ao
conteúdo do Manual Merck de Saúde da
Família (veja item Comunidade deste capítulo) são alguns dos fatores que nos fazem
acreditar neste como um canal de
destaque em nossa relação com o público.
Em 2005, o portal ganhou um incremento
significativo: a disponibilização do conteúdo de 40 revistas científicas de medicina
para acesso exclusivo dos profissionais.
Outro destaque foi a criação da área de conteúdo para farmacêuticos (veja item
Farmácias em Foco, deste capítulo). Para
2006, o desafio é ampliar ainda mais o universo de usuários deste espaço.
Em 2005, realizamos uma pesquisa
com um percentual
de dentistas que
nos contataram,
com o objetivo de
identificar os melhores canais para
estabelecermos
uma comunicação
mais sólida com
esse público.
Atendente do MSD On Line, Rafaele Figola, no escritório central da empresa, em São Paulo.
47
< entrevista: Eugênio de Zagottis >
PALAVRA DE
CLIENTE
Com 101 anos de vida, a Droga Raia é hoje a quarta maior rede de
drogarias do país: são 132 lojas, 2.700 funcionários e faturamento de
R$ 650 milhões em 2005. Sem sair das mãos da família, a rede
cresceu calcada nos valores que fizeram parte dessa história, fato que
a torna um caso único no varejo farmacêutico brasileiro. Na entrevista
a seguir, conversamos sobre os desafios da relação indústria-varejo
com Eugênio De Zagottis, bisneto do fundador da rede e um dos
membros da quarta geração da família no comando da empresa.
MSD – Como é a relação da Droga Raia com a Merck
Sharp & Dohme?
EUGÊNIO DE ZAGOTTIS – É muito positiva. A Merck
Sharp & Dohme é uma grande parceira. Para ter
uma idéia, nos últimos quatro ou cinco anos as
nossas compras passaram a se concentrar muito
no distribuidor e a única indústria que a cada ano
continua nos vendendo direto é ela. De uma forma
geral, a Droga Raia atende seus clientes com qualidade e com ética, respeitando o receituário médico
que é adquirido com esforço. Nós sabemos como o
laboratório investe recursos e esforços para fazer
as coisas acontecerem e temos uma postura que
não vacila perante o receituário médico. Não pagamos comissão para balconista ou para gerente justamente para não ter o tipo de comportamento de
“empurra remédio”. Procuramos ser um parceiro
crítico: elogiamos o que vemos de positivo e
explicitamos o que achamos que não está bom.
MSD – Como essa parceria entre indústria e farmácia beneficia o paciente?
EUGÊNIO DE ZAGOTTIS – Ela beneficia o paciente
porque você tem aí uma ‘cadeia do bem’ estruturada.
48
Na falta disso o médico dá uma receita para o
paciente e este entra num estabelecimento qualquer, dá a receita e recebe um similar. Então, na
hora que a indústria organiza sua rede de distribuição para atender o médico e o paciente, ela
tem certeza que na maioria das vezes a receita vai
parar numa farmácia que tem o estoque do produto,
que vai saber orientar o paciente, que oferece um
serviço, e o paciente sai com o produto receitado,
resolve o seu problema e reconhece o trabalho do
médico e de todo mundo dentro do processo.
A indústria tem o papel de regular a sua cadeia: se
ela tiver uma preocupação em valorizar o papel da
rede, deve concentrar nela os programas de
descontos, zelar junto aos grandes distribuidores para que não façam vendas interestaduais, e não incorram em práticas informais,
porque a farmácia que se beneficia com a
informalidade e com a sonegação é a mesma que
se beneficia com a troca de produtos de marca por
similares. A indústria que ignora a sua cadeia está
jogando ao vento o seu trabalho de pesquisa e de
promoção médica.
“Sabemos como
o laboratório investe
recursos e esforços
para fazer as coisas
acontecerem e temos
uma postura que não
vacila perante o
receituário médico.”
49
< meio ambiente e segurança >
ENGAJAMENTO
AMBIENTAL
Olhar nossas iniciativas de meio ambiente e segurança em 2005 é como
acompanhar o nascimento dos primeiros frutos do importante trabalho que
realizamos em 2004, tanto em nossa fábrica, quanto no escritório. Se naquele
momento a criação de procedimentos e a aplicação de nossas políticas foram
a tônica, agora podemos falar de resultados iniciais.
UM TRABALHO DIÁRIO
A coleta seletiva consolidou-se como parte do nosso cotidiano.
Na fábrica de Sousas, região de Campinas, SP, os resíduos recicláveis são recolhidos pela Cooperativa de Coleta e Manuseio
de Materiais Recicláveis Nossa Senhora Aparecida, também
conhecida como Projeto Reciclar, localizada na zona sul da
cidade. Iniciada em janeiro de 2005, a parceria começou com
um volume representando 13% do valor total comercializado
pela instituição, chegando ao final do ano com um percentual
de 18%. Esse crescimento, aliado às ações da própria cooperativa, proporcionou o aumento no número de associados de
24 para 28 pessoas. Um detalhe importante com relação à
fábrica foi o monitoramento da qualidade da separação de
materiais em cada área. Ao mapear aquelas em que a separação acontecia de maneira inadequada, pudemos adotar
soluções para melhorar a coleta e reduzir o volume de material não reciclável que era encaminhado para destinação em
aterro sanitário.
RECURSOS PRESERVADOS
Com relação ao uso racional de recursos, desenhamos um
Projeto de Excelência Operacional para a redução dos consumos de energia e combustível fóssil. De um total de 12
ações, seis foram implementadas em 2005 e as demais
estão previstas para 2006. Somente com a redução no consumo energético, estimamos uma economia de US$ 250 mil
50
por ano. Com um espectro ainda mais amplo, foi elaborado
um plano estratégico para a fábrica, visando suportar a meta
corporativa de reduzir o consumo mundial de energia na
Merck em 25% nos próximos 3 anos (2006-2008). Em 2006,
está planejada a implantação de um projeto de substituição
de motores elétricos em uso por motores elétricos de alta eficiência, com investimento de R$ 86 mil.
CRIAR UMA CULTURA DE CONSUMO RESPONSÁVEL
O ano de 2005 também foi marcado por atividades de divulgação das políticas ambientais e de segurança de uma forma
mais ampla, visando à criação de uma cultura responsável
em cada funcionário. É o caso da Semana do Meio Ambiente,
que envolveu o público do escritório e da fábrica em palestras
e atividades internas. Além da realização de um treinamento
sobre nossas políticas ambientais, a página da área de Meio
Ambiente, Saúde e Segurança na intranet, foi incrementada
com a tradução e a atualização dessas diretrizes para que
fiquem permanentemente acessíveis a todos. Os treinamentos em meio ambiente somaram uma média de 15 horas/funcionário na Fábrica.
DE OLHO NA SEGURANÇA
Além da atenção constante às nossas políticas de segurança,
algumas ações pontuais procuraram envolver os funcionários
de nossa fábrica nos temas relacionados a segurança do
Em 2005, nossa fábrica
encaminhou 157
toneladas de materiais
para a reciclagem.
trabalho. O boletim informativo “Leitura Dinâmica” foi criado
como canal de comunicação exclusivo para a Segurança e
disponibilizado nas portas dos sanitários, tratando periodicamente de temas como o plano de respostas a emergências, a comunicação de riscos, manipulação de produtos
químicos e ergonomia. Da mesma forma, a realização da
Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho de
2005 contou com a participação intensiva do time da fábrica, deixando de lado as tradicionais palestras e aproximando-se do público por meio de estandes abertos para discussões sobre diversos temas.
COMPROMISSO COM A COMUNIDADE
O projeto Compromisso Merck Sharp & Dohme com a
Comunidade e o Meio Ambiente representa o principal canal
de relacionamento da empresa com a Região Metropolitana
de Campinas (RMC), e, mais especificamente, com o distrito
de Sousas, onde está inserida. Iniciado em 1997, a partir da
primeira edição do Reviva o Rio Atibaia, seu escopo foi
ampliado em 2004, com uma inovação: a criação do programa O Futuro é Agora (veja a seguir). Entre os resultados
mais representativos proporcionados por este trabalho está
a aprovação da criação da Área de Proteção Ambiental (APA)
de Campinas e do seu Conselho Gestor, o CONGEAPA. Em
2005, o foco das ações foi a educação ambiental, baseada
Na fábrica, os treinamentos em meio ambiente
somaram uma média de
15 horas / funcionário.
Funcionários da Cooperativa Nossa Senhora Aparecida (Projeto Reciclar).
51
< meio ambiente e segurança >
Durante o evento, Merck Sharp & Dohme também fez
o lançamento do programa de Monitoramento das
Águas da APA, uma parceria entre a Jaguatibaia e a
EMBRAPA Meio Ambiente.
na valorização do processo de criação da Área de Proteção
Ambiental de Campinas e na importância da região do ponto
de vista histórico e ambiental.
Em 2005, nossas
metas foram:
• redução do consumo de água em 5.022 metros cúbicos
(1,7% do consumo anual estimado). Por meio de uma ação
em 2005, reduzimos em 21% a média mensal de consumo de
água captada do Rio Atibaia e de poços artesianos em
relação a 2004 na fábrica.
Para 2006, está planejada a implantação de um projeto de
recuperação de condensado de vapor e reuso desta água,
com investimento de R$ 88 mil.
• redução da geração de resíduos em testes de processo em
50 %. Resultados: Meta atingida considerando-se a referência anual em relação a 2004. Vale destacar que as ações
implantadas permitiram reduzir em 75% a quantidade de
comprimidos e materiais de embalagem utilizados nos
testes.
• redução da geração de resíduos não-perigosos em 10%
(volume estimado em 22 toneladas). Resultados: redução
de 11%.
52
O FUTURO É AGORA
Como sua primeira edição em 2004, em 2005 o projeto O
Futuro é Agora envolveu a capacitação de professores da rede
de ensino do distrito de Sousas, além de estudo do meio com
alunos de 1ª a 4ª séries e atividades culturais com alunos de
5ª a 8ª séries.
Desenvolvido pela Jaguatibaia – Associação de Proteção
Ambiental e Associação de Remo de Sousas, em parceria com
a PUC-Campinas, o curso de capacitação teve a participação
de 30 professores e procurou ampliar e disseminar o conhecimento sobre a importância do patrimônio histórico,
arquitetônico, sócio-cultural e natural da APA de Campinas.
Com atividades práticas, o Estudo do Meio promoveu um passeio à parte central de Sousas e visita à Fazenda Santa
Helena, no distrito de Joaquim Egídio, com direito à realização
de uma trilha ecológica. Cerca de 1.200 alunos de sete escolas públicas e privadas dos Distritos, além de outra do Jardim
Monte Belo I, também integrada nos limites da APA-Campinas,
participaram dos eventos.
REVIVA O RIO ATIBAIA
O Reviva o Rio Atibaia enfatiza a cada ano uma das vertentes
da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável,
disseminando informações sobre a importância que os recursos naturais da Área de Proteção Ambiental de Campinas têm
para o futuro de toda a região. Realizado pela Jaguatibaia –
Associação de Proteção Ambiental e Associação de Remo de
Sousas, o projeto é co-realizado pela Merck Sharp & Dohme,
que participa ativamente de todo seu desenvolvimento.
Em 2005, a oitava edição do projeto mais uma vez promoveu a limpeza simbólica do rio Atibaia, distribuição de
mudas da mata nativa, além das apresentações dos trabalhos realizados pelos alunos participantes do projeto O
Futuro é Agora, e uma programação cultural especial. Para
O projeto de educação ambiental O Futuro é Agora atingiu
diretamente 30 professores e
1.200 alunos de sete escolas
públicas e privadas da região.
completar, um circuito ambiental – um corredor com cinco
ambientes diferentes – permitiu que os participantes
vivenciassem e lançassem um novo olhar sobre a APA da
região. Durante o evento, a Merck Sharp & Dohme também
fez o lançamento do programa de Monitoramento das Águas
da APA, uma parceria entre a Jaguatibaia e a EMBRAPA Meio
Ambiente, que realizará a análise (biomonitoramento) da
água coletada em diversos pontos da APA por alunos das
escolas da região. O projeto se estenderá por 12 meses e
terá seus resultados divulgados em 2006. Destinamos a
este programa os recursos obtidos com o prêmio
Champions for the Environment 2005, concedido pela
Fundação Merck, ao Projeto Compromisso Merck Sharp &
Dohme com a Comunidade e o Meio Ambiente, em 2004.
Na página ao lado, mutirão de
limpeza do rio Atibaia. Acima, outras
duas atividades que rechearam a
agenda da edição 2005 do projeto
Reviva o Rio Atibaia.
53
< comunidade >
ENVOLVIMENTO
COMUNITÁRIO
Sabemos da importância de estarmos
atentos e envolvidos na busca pelo
atendimento às necessidades das comunidades em que estamos inseridos. O
incentivo à diversidade, o respeito ao meio
ambiente e, em especial, a promoção da
educação em saúde, são os focos de
nossas ações nesse sentido.
Dra. Joyce Capelli com participantes do projeto
“Prevenção, quanto antes, melhor”.
ATUAÇÃO NO BRASIL
Desde 2004, nossa atuação junto às
comunidades prioriza ações voltadas
para a educação em saúde, meio
ambiente e diversidade, sempre alinhadas às Metas do Milênio. Em 2005,
seguindo as diretrizes mundiais, tiveram destaque as ações para a promoção de “ambientes que suportem
inovação, crescimento econômico e
desenvolvimento em um contexto
ético e justo”, como pode ser visto no
item “Compromisso Corporatativo”
deste relatório. A seguir, conheça nossas demais contribuições para o
desenvolvimento comunitário.
54
INTERNACIONAL GRANTS BRASIL
Apoiar instituições sem fins lucrativos
no desenvolvimento e na implementação de projetos voltados à educação
ou à melhoria da qualidade de vida de
pacientes com diferentes patologias. É
essa a missão do Intertional Grants, um
programa do Escritório de Contribuições
de Merck & Co. e da Fundação Merck.
São duas edições anuais, cuja contribuição varia de 30 a 60 mil dólares
por edição.
Desde 1996, muitas instituições já
foram beneficiadas. Entre elas, a
Sociedade Viva Cazuza, a Casa Vida, o
Centro Corsini, a RNP+, o Gruparj, o
Realizado com seis escolas do município
paulista Francisco Morato, o projeto “Youthlink
Brasil: Prevenção, quanto antes, melhor”, atingiu
diretamente 100 professores e seis mil crianças,
com expectativa de envolvimento indireto de
24 mil familiares
GTPOS e a GADA. Em 2005, o International
Grants Brasil contemplou a Inmed Brasil,
organização dedicada a projetos em
saúde e educação para crianças. A instituição recebeu US$50 mil, direcionados
ao projeto “Youthlink Brasil: Prevenção,
quanto antes, melhor”, realizado com
alunos de 6 a 14 anos das redes públicas
de ensino da cidade de Francisco Morato,
uma das mais carentes do estado de São
Paulo e com um dos maiores índices de
contaminação por HIV/Aids. O valor possibilitou a realização do programa por um
ano, em caráter piloto, para a criação do
modelo que deverá ser replicado pela
organização com outros públicos. O foco
é a educação sexual e faz uso de cartilhas, seções no site da Inmed, HQs, eventos educativos e de lazer, a criação de
clubes de saúde dentro das escolas, para
a sensibilização sobre formas de prevenção e tratamento da doença. Realizado
com seis escolas do município escolhido,
o projeto atingiu diretamente 100 professores e seis mil crianças, com expectativa
de envolvimento indireto de 24 mil familiares. Em entrevista, Joyce Capelli, diretora executiva do Inmed Brasil, explica a
importância do projeto e do nosso apoio
para sua realização (veja a seguir).
AMIGOS DA CRIANÇA
Em 2005, realizamos a doação de R$ 18
mil para os Fundos do Direito da Criança
e do Adolescente de Campinas, SP,
como parte do nosso compromisso
com a criança e o adolescente, renovado com a Fundação Abrinq
durante o ano. As entidades indicadas
para receber a contribuição foram a
Associação Assistencial São João
Vianney e a Casa da Criança de Sousas,
ambas sediadas no município paulista.
Com os recursos, as comunidades que
atendem já foram beneficiadas com
uma quadra de esportes, uma sala de
informática, uma biblioteca e uma sala
de estudos, entre outros.
Em 2005, realizamos a doação de
R$ 18 mil para os Fundos do
Direito da Criança e do Adolescente
de Campinas, SP.
55
< entrevista – José Vicente >
Ao se mudar do interior de São
Paulo para a capital, com apenas 19 anos, certamente o
jovem José Vicente, por mais
idealista que fosse, não imaginava que daria o primeiro
passo em direção à militância
em favor da valorização do
negro do país. Quase trinta
anos depois, com dois diplomas universitários e larga
experiência no assunto, ele
assume a reitoria da
Universidade da Cidadania
Zumbi dos Palmares, primeira
universidade brasileira a reservar 50% de suas vagas a
estudantes negros. Em entrevista, ele nos conta a respeito
dessa história e do significado
deste trabalho.
56
UNIVERSIDADE
DA INCLUSÃO
57
< entrevista: José Vicente >
MSD – Como nasceu a Zumbi dos Palmares?
JOSÉ VICENTE – Ela nasce de discussões que começaram há
uns vinte anos, quando criamos um cursinho, o CAIS, para
oferecer condições de que negros e pobres pudessem competir em pé de igualdade por uma vaga nas universidades
públicas. O entendimento da necessidade desse preparo, do
acesso à universidade e ao mercado de trabalho como forma
de alavancar uma situação social começa neste momento.
Daí, o trabalho foi naturalmente crescendo e precisou se
estruturar melhor, até que nasceu a Afrobras, organização
que é mantenedora da Zumbi hoje. Foi um período de muito
aprendizado, demos de cara com uma realidade totalmente
defasada: o público que chegava até nós não precisava de
cursinho, mas sim de formação completa porque não tinha
realmente nada. Partimos, então, para um convênio com universidades particulares e chegamos a um ponto em que tínhamos 300 jovens bolsistas nessas universidades. E foi aí
que entendemos que teríamos de ampliar esse trabalho e
ousar. Com o apoio da Universidade Metodista de Piracicaba e
do Núcleo de Políticas e Estratégia da Universidade de São
Paulo, construímos todo o projeto da Universidade da
Cidadania Zumbi dos Palmares e partimos para um trabalho
hercúleo de articulação política, financeira, estrutural, com
todos os setores da sociedade que fossem possíveis: igreja,
mídia, empresas, governos, tudo! Tínhamos de convencê-los
da importância da iniciativa e dos paradigmas envolvidos
nela. Ao final, conseguimos montar este espaço, que acabou
atendendo a toda nossa demanda e hoje oferecemos o curso
de administração para mais de 1.000 alunos.
MSD – Por que administração?
JOSÉ VICENTE – Qual é a grande dificuldade do jovem negro,
que é o foco do nosso trabalho? É que, por diversos fatores,
ele sempre teve essa dificuldade de ser preparado para ser
um empreendedor. Se você pegar as oito melhores empresas
no Brasil que praticam responsabilidade social, o índice que
elas terão com menor desempenho, sem dúvida, será a
inserção de negros! E para combater essa situação, nós
temos que preparar uma classe empresarial negra para o
futuro, a médio e longo prazo, acabar com a discriminação no
mercado de trabalho como um todo. Vejo isso como um
instrumento excepcional para garantir a presença mínima de
negros nos espaços. A Zumbi representa, do ponto de vista
quantitativo, a maior proporção de jovens negros no ensino
superior em toda América do Sul e de toda história do nosso
país. Somos a única instituição de ensino da América do Sul
que tem 87% dos negros na faculdade. Cobramos uma mensalidade que é das menores do país, no valor de R$ 260, em
que ele tem acesso a educação de qualidade, por exemplo,
com aulas de inglês na Alumni (renomada escola de idiomas
da cidade de São Paulo). O que arrecadamos com esse pagamento equivale a quase 80% dos nossos custo e os demais
são pagos com apoio de parceiros. Agora temos também uma
parceria de estágio com duas instituições financeiras, em
que o estudante permanece ali por pelo menos um ano e
passa por todas as áreas da empresa. Hoje, temos 50
jovens estagiários em seis instituições bancárias. O que
nasceu de uma utopia, hoje é um sonho que virou realidade
e está num processo muito forte de consolidação, com
seus primeiros resultados.
MSD –Qual o alcance e quais os limites de uma doação como
a que Merck Sharp & Dohme fez?
JOSÉ VICENTE – Eu acho que a doação é importantíssima, afinal estamos falando de uma situação que é de “terra arrasada”, em que muita coisa ainda precisa ser feita de forma muito
rápida, por isso qualquer tipo de construção neste terreno é
extraordinária. Mas, mais importante do que a empresa contribuir, é que ela esteja no debate, que ela tenha interesse,
que se aproxime e leve a discussão do tema para dentro de
sua casa, e vejo que neste caso isso tem sido muito efetivo,
pela disposição que eles apresentam em discutir o tema, em
participar e conseguir atuar na causa. Penso que é um aprendizado para ambas as partes, um encontro, uma relação.
“Mais importante do que a empresa contribuir é que ela
esteja no debate, que ela tenha interesse, que se aproxime e leve a discussão do tema para dentro de sua
casa, e vejo que neste caso isso tem sido muito efetivo,
pela disposição que eles apresentam em discutir o tema,
em participar e conseguir atuar na causa”.
58
“Qual é a grande dificuldade do jovem negro, que é o
foco do nosso trabalho? É que, por diversos fatores, ele
sempre teve essa dificuldade de ser preparado para ser
um empreendedor. (...). Para combater essa situação nós
temos que preparar uma classe empresarial negra para o
futuro, a médio e longo prazo, acabar com a discriminação no mercado de trabalho como um todo”.
INCENTIVO À INCLUSÃO
Nesta página, Biblioteca da Universidade
da Cidadania Zumbi dos Palmares conta
com nosso apoio para a manutenção e
ampliação do acervo.
Incentivamos a inclusão por meio da renovação dos compromissos
que assumimos em 2004 com duas organizações em especial:
Integrare e Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares. Como
sócios da Integrare, apoiamos seu trabalho de facilitadora da inclusão
de grupos minoritários no cenário empresarial. No caso da Zumbi dos
Palmares, assumimos a manutenção de sua biblioteca. Para conhecer o
trabalho das instituições, acesse, respectivamente: www.integrare.org.br
e www.unipalmares.org.br. Complementando as informações, José
Vicente, reitor da Zumbi dos Palmares, nos conta, em entrevista, a
história da instituição e sua relevância histórica. No item Fornecedores,
Silas da Silva, presidente da Integrare, discute a questão da inclusão.
59
< entrevista: Joyce Capelli >
60
PREVENÇÃO:
QUANTO
ANTES,
MELHOR
Com 12 anos de dedicação ao fortalecimento das comunidades em
que atua, por meio de programas
que melhoram as condições de
saúde e alimentação de suas populações, a Inmed Brasil foi uma
das organizações que contou com
nosso apoio em 2005 para desenvolver um programa de saúde e
prevenção com crianças e adolescentes no município de Francisco
Morato, SP. Sobre este trabalho e
sobre o papel das parcerias entre
os três setores da sociedade, conversamos com Joyce Capelli, diretora-executiva da instituição.
61
< entrevista – Joyce Capelli >
“Queremos que a criança seja preparada para lidar com
a prevenção desde cedo, mas não de uma forma
reducionista com o simples: “tem que usar camisinha”.
Até chegar à camisinha, ela já acumulou uma atitude
diferente frente ao próprio corpo”.
MSD– Como é falar de educação sexual com crianças de 6 e
adolescentes de 14 anos?
JOYCE CAPELLI – A idéia de trabalhar com crianças partiu da
intenção de se construir uma atitude saudável com a vida:
aos 6 anos, ela vai entender como é seu corpo, como ela deve
se cuidar, como ela cuidará desse corpo que está mudando
na adolescência e como ela irá se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis e Aids. É mais um trabalho de formação do que de mudança de hábitos. Queremos que a criança seja preparada para lidar com a prevenção desde cedo,
mas não de uma forma reducionista, com o simples: “tem que
usar camisinha”. Até chegar à camisinha, ela já acumulou
uma atitude diferente frente ao próprio corpo. Com o adolescente, aí, sim, vamos ter de falar em mudança de hábitos, de
gravidez, de atitudes preventivas, porque muito provavelmente ele já iniciou sua vida sexual. E tem um outro lado importante do projeto, que é quebrar a
resistência de professores e de
pais sobre o tema, porque entendemos que quanto menos carregados de preconceito, mais a
criança e o adolescente estarão
preparados para ter uma vida
sexual psicologicamente saudável e boa. Os educadores e os
pais participam também da definição dos temas do programa.
No caso, esta primeira etapa foi
um piloto, que agora se transforma em um modelo para ser
replicado em outras escolas.
Inclusive já existe o interesse em se levar esse modelo para
outros estados.
MSD– O projeto envolve a sociedade civil organizada, o poder
público e o investimento do setor privado. Qual seria o modelo ideal de parceria entre os três setores?
JOYCE CAPELLI – Penso que o ideal é que se tenha uma
organização com equipe capacitada e conhecimento de causa,
atuando para fortalecer uma política pública e trabalhando ao lado
de seus representantes. No caso desse projeto, é justamente isso
o que acontece, com o setor privado entrando com os recursos.
MSD– Não parece cômodo que uma empresa simplesmente
entre com a doação do recurso?
JOYCE CAPELLI – Se ela pode disponibilizar recursos para contratar uma organização que tenha conhecimento para realizar
aquilo, ela está fortalecendo aquele trabalho. Isso não é
comodismo. Cada vez mais, as empresas estão entendendo o
que é responsabilidade social e não ficam apenas na doação,
mas principalmente no acompanhamento do trabalho, o que é
fundamental. É preciso entender que o trabalho tem que ser
feito com muito método, com muito critério, tem que ter
avaliação, acompanhamento. As empresas e fundações estão
cada vez mais requerendo monitoramento e avaliação do projeto
para que eles aconteçam e temos
essa postura nesse trabalho.
MSD– A Merck Sharp & Dohme produz medicamentos de combate ao
HIV/Aids e apóia um projeto de
prevenção à doença. Isso não poderia ser visto como uma contradição?
JOYCE CAPELLI – Eu acho que, mais
do que tudo, isso mostra maturidade por parte da empresa, de
assumir um trabalho de prevenção.
O público que usufrui desse medicamento está sendo beneficiado
porque no longo prazo vai diminuir
uma demanda que já é enorme e
pode ter mais pernas para alcançar outras pessoas.
MSD– Qual é o sonho que move a Inmed?
JOYCE CAPELLI –Crescer junto com a comunidade e chegar a
um momento em que o país realmente seja tudo aquilo que o
povo brasileiro quer, sem desigualdades sociais. Só assim a
gente vai poder construir algo melhor!
“Cada vez mais as
empresas estão
entendendo o que é
responsabilidade
social e não ficam
apenas na doação,
mas principalmente
no acompanhamento
do trabalho, o que é
fundamental”
62
< Indicadores ETHOS de
responsabilidade social >
2005
< indicadores ethos de responsabilidade social >
MEIO AMBIENTE
1. Responsabilidade Frente às Gerações Futuras
1.1. Comprometimento da Empresa com a melhoria da qualidade ambiental Indicadores descritivos
Total investido em programas e projetos de melhoria ambiental (em reais)
Percentual do faturamento bruto gasto em programas e projetos de melhoria ambiental
2003
2004
2005
Meta 2006
700 mil
2,8 milhões
4,1 milhões
1,6 milhões
0,14%
0,52%
0,8%
Não há
–
11.795.823 kWh
11.247.025 kWh
Não há
Consumo anual de energia (KWh)
2. Gerenciamento do Impacto Ambiental
2003
2004
2005
Número de empregados treinados no programa de educação ambiental
NA
NA
330 pessoas
Número de campanhas realizadas para o fortalecimento da educação ambiental na sociedade
NA
NA
2
2.1. Gerenciamento do Impacto no Meio Ambiente e do Ciclo de Vida de Produtos e Serviços
2003
2004
2005
Meta 2006
700 mil
2,8 milhões
4,1 milhões
1,6 milhões
0,14%
0,52%
0,8%
Não há
Percentual de faturamento bruto gasto em programas de eficiência energética em reais
NA
NA
NA
NA
Consumo anual de energia (em KWh)
NA
11.795.823
11.247.025
NA
Consumo anual de água (em m3)
–
87.244
70.357
Não há
Volume médio anual de CO2 e outros gases emitidos na atmosfera (em toneladas)
NA
NA
NA
NA
Quantidade anual em toneladas de resíduos sólidos gerados (lixo, dejetos, entulho etc.)
NA
NA
172 ton. resíduos
industriais +
377 ton. resíduos
domésticos
Não há
2003
2004
2005
Meta 2006
79.947
77.258
65.480
70.000
0,5%
0,5%
0,8%
> 1%
Total investido em programas de melhoria ambiental (em reais)
Percentual de faturamento bruto gasto em programas e projetos de melhoria ambiental
(em reais)
CONSUMIDORES E CLIENTES
1. Excelência do Atendimento
Total de ligações atendidas pelo SAC
Percentual de reclamações em relação ao total de ligações atendidas pelo SAC
> 1%
> 1%
> 1%
> 1%
Não medidos
Não medidos
1m30s
1m30s
1
2
1
2
Percentual de reclamações não atendidas pelo SAC
Tempo médio de espera no telefone do SAC até o início do atendimento (em minutos)
Quantidade de inovações implementadas em razão do ouvidor e/os do serviço de
atendimento ao consumidor/cliente
* Retirada de Vioxx: 79.476 ligações não contempladas na tabela
1.1. Conhecimento e Gerenciamento dos Danos Potenciais dos Produtos e Serviços
2003
2004
2005
Meta 2006
Número de processos sofridos por não-cumprimento de regulamentação relacionados à saúde e
segurança consumidor/cliente
Zero
Zero
Zero
Zero
Número de produtos retirados do mercado por pressão de clientes/consumidores ou órgãos de defesa
Zero
Zero
Zero
Zero
Número de produtos/serviços proibidos em outros países e ainda comercializados no Brasil
Zero
Zero
Zero
Zero
–
–
–
–
Número de melhorias implementadas com o objetivo de oferecer produtos e serviços mais seguros
64
PÚBLICO INTERNO
1. Diálogo e Participação
Indicadores
2003
2004
2005
Número de greves
Zero
Zero
Zero
2003
2004
2005
11%
11%
13%
2003
2004
2005
Zero
Zero
Zero
29
29
38
1.1. Relações com Trabalhadores Terceirizados
Percentual de trabalhadores terceirizados em relação ao total da força de trabalho
2. Respeito ao Indivíduo
2.1.Trabalho Infantil
Quantidade de autuações que a empresa recebeu do Ministério do Trabalho com relação ao uso
de mão-de-obra infantil
Número de menores aprendizes
2.2. Diversidade
2.2.1. Perfil dos empregados (dados do ano corrente)
Empregados
Percentual em relação ao
total de empregados
Percentual em cargos de gerência em
relação ao total de cargos de gerência
Percentual de cargos de diretoria em
relação ao total de cargos de diretoria
Mulheres
38%
30%
6%
Mulheres negras (pretas e pardas)
1%
0%
0%
Homens negros (pretos e pardos)
2%
2%
0%
Pessoas com deficiência
0%
0%
0%
Pessoas acima de 45 anos
19%
39%
53%
3. Trabalho Decente
2003
2004
2005
Médias de horas extras empregado/ano
35
33h07
19h
Média de acidentes de trabalho por empregado/ano
NA
–
3
Índice de absenteísmo
NA
NA
NA
4
2
Zero
Percentual de acidentes que resultaram em mutilação ou outros danos a integridade física de
empregados, com afastamento permanente do cargo (incluindo LER)
Zero
Zero
Zero
Percentual dos acidentes que resultaram em morte dos empregados
Zero
Zero
Zero
2005
Percentual dos acidentes que resultaram em afastamento temporário de empregados
2003
2004
Percentual dos acidentes que resultaram em afastamento temporário de prestadores de serviços
não disponível
não disponível
5
Percentual de acidentes que resultaram em mutilação ou outros danos a integridade física de
prestadores de serviço, com afastamento permanente do cargo (incluindo LER)
Zero
Zero
Zero
Percentual dos acidentes que resultaram em morte de prestadores de serviço
Zero
Zero
Zero
2003
2004
2005
1050
932
884
Número total de demissões no período
210
164
101
Número total de admissões no período
39
41
49
Percentual de demitidos acima de 45 anos de idade em relação ao número total de demitidos
10%
26%
60%
3.1. Compromisso com o Desenvolvimento Profissional e a Empregabilidade
Número de empregados no final do período
65
< indicadores ethos de responsabilidade social >
3.2. Preparação para aposentadoria
Número de beneficiados pelo programa de preparação para a aposentadoria
2003
2004
2005
Zero
Zero
Zero
COMUNIDADE
Painel Social - Ações Externas
Categoria
Metas do Milênio
Descrição e Objetivo
Investimento R$
Responsabilidade Social
Cosopt
Saúde
Combater o HIV/doenças
Doação de 10% do valor dos brindes relacionados ao
produto para visitação médica (blocos, canetas, etc)
mediante acordo com fornecedor, que repassou 10%
do valor para ADEVA - associação de deficientes
visuais, que promove a reabilitação, profissionalização e integração do deficiente visual à sociedade
R$ 2.500,00
642
Compromisso MSD com
a Comunidade e o Meio
Ambiente
Meio Ambiente
Sustent. Ambiente
Promover a Educação Ambiental para alunos e professores das escolas de Sousas (SP)
R$ 83.539,21
2.000
Campanha do agasalho
Voluntariado
Não Atende
Envolver os funcionários em ações sociais e auxiliar a
comunidade, através de doações de alimentos não
perecíveis e brinquedos
R$ 7.500,00
418
Programa Mundial de
Doação de Mectizan no
Brasil
Saúde
Combater o HIV/doenças
Doação de medicamento para prevenir a oncocercose
em populações ribeirinhas
R$ 153.000,00
Doação de livros
Cultura
–
Doação de livros para a Universidade Zumbi dos Palmares
R$ 50,000,00
1.450
International Grants
Saúde
Combater o HIV/doenças
Educar adolescentes carentes da cidade de Francisco
Morato (SP) sobre doenças sexualmente transmissíveis, desenvolvendo uma iniciativa replicável a
outras regiões do país, com foco inicial também
para comunidades do Rio de Janeiro e Amazonas.
R$ 140.000,00
30.000
Fundo da Criança e do
Adolescente
Comunidade
Ensino fundamental
Doação de 1% do imposto para Ass. Assist. São João
Vianney (atendimento complementar à escola de
crianças e adolescentes) e Casa da Criança de Sousas
(ajuda crianças de até 3 anos com alimentação, tratamento odontológico preventivo, higiente e saúde, etc.)
R$ 18.000,00
200
Campanha de Natal
Valorização da Vida
Não Atende
Arrecadar alimentos, brinquedos e livros para a
Campanha de Natal dos Correios para a creche Estrela
do Amanhã Lar do Caminho
R$ 3.212,40
200
Fundação Abrinq
Valorização da Vida
Ensino fundamental
Doação mensal para a Fundação Abrinq, que promove
a defesa dos direitos e o exercício da cidadania da
criança e do adolescente. O progama atende aproximadamente um milhão de crianças
R$ 1.900,00
–
Revitalização Biblioteca
Afrobras
Educação
Ensino fundamental
Revitalização da biblioteca da ONG Afrobras
R$ 10.000,00
1.200
Campanha de Natal
depto. Financeiro
Valorização da Vida
Não Atende
Doação em dinheiro para idosos – Abrigo Bezerra de
Menezes Lar Vicentino das Senhoras Idosas Sociedade de
Beneficência e Assistência Social – Lar das Mãezinhas
R$ 1.528,00
208
Programa Arcoxia e
Teleton
Comunidade
Combater o HIV/doenças
Doação para as crianças do Teleton. O programa atende
cerca de 24 mil pessoas/mês somente nas unidades de
São Paulo, com programas de reabilitação, fisioterapia,
fonoaudiologia, disfagia, pedagogia, etc.
R$ 75.000,00
–
Campanha de cartuchos
de impressora
Valorização da Vida
Não Atende
Doação de cartuchos vazios para o lar do Caminho,
instituição que alimenta crianças carentes
R$ 7.517,00
79
R$ 553.696,61
66
Total de Pessoas
Atendidas /
Beneficiadas
Nome da Ação/Programa
–
36.397
Ações Internas
Nome da Ação/Programa
Programa Qualidade de Vida
Programa de Liderança e
Gestão de Pessoas
MSD Saúde
Total de Ações/
Programas
9
Categoria
Total de Pessoas
Atendidas /
Beneficiadas
Descrição e objetivo do Programa/Ação
Investimento R$
Desenvolver atividades esportivas por meio da participação em corridas e caminhadas (6 eventos realizados em 2005).
R$ 6.264,86
30
Fornecer dicas de prevenção de estresse.
R$ 3.500,00
45
Promover a vacinação para prevení-los contra o vírus da Gripe.
R$ 2.779,20
144
Proporcionar um mês de café-da-manhã saudável.
R$ 515,40
300
Reeducar a alimentação dos funcionários MSD por meio do
programa de Alimentação Saudável
R$ 7.315,00
51
Reeducar a postura laboral através de Ginástica Laboral.
R$ 2.450,00
73
Fornecer dicas de prevenção contra colesterol.
R$ 10.475,00
300
Conscientizar sobre riscos do Câncer de Mama. Distribuição de pulseiras da
Associação Brasileira contra o Cancer.
R$ 855,00
1.000
Fornecer informações e dicas de prevenção a vários riscos por meio da distribuição de jornais informativos.
R$ 3.323,00
1.000
Educação
Proporcionar a formação em Gestão de Pessoas ao staff da empresa
R$ 1.244.346,00
110
Outros
Proporcionar Assistência Médica e Odontológica aos funcionários e dependentes
R$ 5.889.844,51
2.652
R$ 7.171.66,97
5.705
Qualidade de Vida
67
< relatório Merck Sharp & Mohme 2006 – exercício 2005 >
INICIATIVA E COORDENAÇÃO
Diretoria de Assuntos Corporativos
Viviane Mansi – Gerente de Comunicação
(11) 5189-7701 – [email protected]
www.msdonline.com.br
IDENTIFICAÇÃO DE CONTEÚDO E REDAÇÃO
Angélica Valente (Elos Comunicação)
PROJETO GRÁFICO E DIREÇÃO DE ARTE
Adriana Lago (Elos Comunicação)
COORDENAÇÃO
Christina Marin e Carina Falsarela (Elos Comunicação)
FOTOS
Marcello Vitorino (Fullpress Comunicação Ltda.)
Marcos Peron (págs.: 48 e 49)
(Modelos da capa: Ana Maria Martins, funcionária de Merck Sharp & Dohme
em Campinas, e sua filha Ana Luiza).
REVISÃO
Marcela Gomes
Marina Caprioli
AGRADECIMENTOS
A Merck Sharp & Dohme agradece a todos que contribuíram para a
realização desta publicação. Em especial agradece a seus funcionários,
que tornam possível a construção dessa história.
IMPRESSÃO
Laçograf
ADAPTAÇÃO PARA VERSÃO ON LINE (www.msdonline.com.br)
Ricardo Rehder
TIRAGEM
3.500
Impresso em outubro de 2006, na cidade de São Paulo.
As opiniões dos entrevistados não refletem necessariamente a opinião
de MSD. Agradecemos a disponibilidade de cada um deles em contribuir
voluntariamente com o debate de temas que consideramos relevantes.
68
www.msdonline.com.br
Melhorar a vida.
E´ isso que a gente faz.
Fazer a diferenc¸a na vida das pessoas. E´ isso que o me´dico faz. E´ isso que no´s fazemos.
E este e´ o nosso grande esti´mulo na busca de necessidades me´dicas ainda na˜o
atendidas: saber que estamos contribuindo para que o profissional me´dico continue
lutando contra os limites que a doenc¸a muitas vezes impo˜e ao paciente, salvando
uma vida e fazendo o paciente mais feliz. E´ o que nos motiva a pesquisar e buscar
sempre novas soluc¸o˜es. Colocar o paciente sempre em primeiro lugar. Este e´ o
compromisso do me´dico. Este e´ o nosso compromisso.
O paciente em primeiro lugar
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