benefícios da socialização entre pacientes no processo de

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Promovendo Saúde na Contemporaneidade:
desafios de pesquisa, ensino e extensão
Santa Maria, RS, 08 a 11 de junho de 2010
BENEFÍCIOS DA SOCIALIZAÇÃO ENTRE PACIENTES NO PROCESSO DE TRATAMENTO
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TERAPEUTICO OCUPACIONAL
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Tonús, D ; Antunes, I ; Rangel, E ; Ribas, A.M. ; Cruz, C .
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Trabalho referente a projeto de ensino na Disciplina de Terapia Ocupacional na Saúde Materno
Infantil.
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Docente do Curso de Terapia Ocupacional do Centro Universitário Franciscano
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Acadêmicos do 5° semestre do Curso de Terapia Ocupacional do Centro Universitário Franciscano
E-mail: [email protected]; [email protected]; [email protected];
[email protected]; [email protected]
Este trabalho busca demosntrar o quanto o atendimento em grupo pode ser benéfico para a saúde,
evolução e qualidade de vida de crianças atendidas pelo Serviço de Terapia Ocupacional no
Laboratorio de Ensino Prático da UNIFRA. Tal atividade surge da prática referente a Disciplina de
Terapia Ocupacional na Saude Materno Infantil. O objetivo de apresentar as experiências vivenciadas
pelos acadêmicos e supervisora, se reflete na necessidade repensar a prática em grupo de pacientes
com patologias diferenciadas, neste caso síndrome de down e retinopatia congênita.
O brincar na intervenção da Terapia Ocupacional é considerado como um recurso terapêutico. A
Terapia Ocupacional evidencia a funcionalidade do sujeito, sua saúde práxica, seu desempenho
ocupacional, e para tanto, no caso de crianças, não se pode esquecer de envolver o brincar no rol de
atividades significativas do dia a dia. A intervenção usando brincar como modalidade terapêutica é
comum nos casos de atendimentos de crianças com deficiência em que o terapeuta ocupacional usa
o brinquedo como recurso para que esta possa manusear o objeto, para chamar sua atençao, distraíla ou motivá-la. É bem verdade que muitos componentes de função podem ser trabalhados nesta
situação, tais como, postura, coordenaçao motora, concentração, interação com objetos humanos e
nao humanos, entre outros. (DRUMMOND E REZENDE, pg 38, 2008)
A metodologia utilizada foram atendimentos semanais com duração de 45 minutos. Os pacientes que
participaram da atividade estavam agendados para o mesmo horário, facilitando a socializaçao
destes. Decidiu-se desempenhar tal atividade com tais pacientes devido a dificuldade de socialização
de ambos. No caso da paciente com retinopatia congênita, ou cegueira total, a interação com outras
crianças era praticamente nula na sua vida. Foram utilizadas atividades como cantigas de roda,
atividades de vida diária (AVD) como a hora do chá, brincadeiras com bolas entre outras atividades.
O resultado obtido nesta interação foi positivo pois alcançou o objetivo esperado, a socialização
entre terapeutas x pacientes e entre os próprios pacientes. Além disso, estimulou o desenvolvimento
neuropsicomotor de ambos pacientes, visto que, a socialização, a interação, as trocas afetivas
influenciam na aquisição de novas habilidades. Ainda, pode contribuir para outras atividades
significativas como: coordenaçao motora, sensibilidade, esquema corporal, prorpiocepção, atividades
de vida diária, concentração, atenção, influenciando no seu desempenho ocupacional colaborando
com o tratamento. Tais atividades foram realizadas em grupo, favorecendo acima de tudo o
relacionamento interpessoal de crianças que por motivos variados, nao vivenciam cotidianamente tal
experiência. O relacionamento interpessoal, a interação e integração dessas crianças, se torna fator
primordial nas suas vidas, principalmente na fase escolar, sendo dessa forma uma preparação para
sua inserção escolar.Foi concluído que, no tratamento de Terapia Ocupacional junto a crianças com
patologias diferenciadas como sindrome de down e deficiência visual, o que se torna relevante nao é
a patologia, mas sim, as habilidades destas crianças que devem ser estimuladas, preservadas e
aprimoradas. Além disso, deve-se levar em consideração que o brincar da criança com deficiência
não se diferencia do brincar das demais crianças, basta ofercermos ambiente adequado para isso e
deixarmos que a criança decida o que fazer, estimulando a partir das suas escolhas questões
relevantes para seu desempenho ocupacional. Ainda, é importante ressaltar que a atividade em
grupo, facilita e operacionaliza a intervenção, cooperando para que os objetivos propostos sejam
alcançados.
Palavras-chave: Terapia Ocupacional. Brincar. Socialização.
REFERÊNCIAS
DRUMMOND, Adriana de França; REZENDE, Márcia Bastos. Intervenções da Terapia ocupacional.
Belo Horizonte, MG: Ed. da UFMG, 2008.
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