A Produção Açucareira Escravidão no Brasil

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SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS
COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR
COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR SARGENTO NADER ALVES DOS SANTOS
SÉRIE/ANO:
TURMA(S):
DISCIPLINA:
DATA:
____ / ____ / 2016
PROFESSOR (A):
ALUNO (A):_____________________________________________________________________________ Nº_______
ATIVIDADES
A Produção Açucareira
A ausência de metais preciosos e a necessidade de colonizar o Brasil a qualquer custo levaram a Coroa
Portuguesa a implantar em nosso país a produção açucareira. O açúcar era considerado na Europa uma especiaria,
portanto, os portugueses teriam um mercado consumidor garantido para a comercialização do produto. Além
disso, os portugueses já dominavam o processo de fabricação, uma vez que, entre os anos de 1434 e 1436,
implantaram a agroindústria açucareira nas ilhas Atlânticas (Madeira, Açores e Cabo Verde).
Tipos de Engenho
No Brasil, existiram 3 tipos de engenho, são eles:
# Engenho Real – era movido pela força hidráulica, ou seja, a moenda era girada pela correnteza do rio.
# Engenho Trapiche – utilizava-se da força mecânica, ou seja, a moenda era girada por animais ou por escravos.
# Engenhocas – eram engenhos de pequeno porte e dedicavam-se a fabricação de produtos complementares, tais
como aguardente e rapadura.
Plantation
Visando lucrar ao máximo com a produção açucareira, os portugueses implantaram no Brasil o sistema de
Plantation, ou seja, o açúcar era produzido em latifúndios (engenhos) monocultores que utilizavam-se do trabalho
escravo e toda a produção era destinada ao mercado externo europeu.
Sociedade Açucareira
A sociedade açucareira, surgida já nos primeiros anos da colonização do Brasil, era fundamentalmente
patriarcal e bipolar, ou seja, tal sociedade era machista e possuía duas sociais antagônicas, a dos senhores de
engenho e a dos escravos.
Escravidão no Brasil
A primeira mão de obra escrava utilizada no Brasil foi a indígena, até porque havia uma abundância de
nativos. No entanto, em meados do século XVI, a escravidão indígena entrou em decadência e os senhores de
engenho, acreditando que os índios eram preguiçosos e selvagens, passaram a utilizar a mão de obra negra
africana, tida pela Coroa Portuguesa como bem mais dócil e produtiva. Devemos observar que tais considerações
são preconceituosas. Os nativos brasileiros de fato não eram muito produtivos, contudo tal explicação não está na
preguiça, mas sim na falta de conhecimento técnico-agricola. Além disso, considerar o negro mais dócil à
escravidão é um absurdo, pelo fato de sempre terem resistido àquela forma de trabalho.
Tráfico Negreiro
Os negros eram obtidos pelos comerciantes portugueses através do escambo, ou seja, tais comerciantes
levavam para a África aguardente e rapadura e trocavam com Sobas (chefes tribais africanos) por escravos. Após
serem obtidos, os Negros eram acorrentados e colocados nos porões dos Navios Negreiros. Devido às péssimas
condições de acomodação, durante a viagem, cerca de 40% daqueles negros morriam, dai tais navios serem
conhecidos na história do Brasil como “Tumbeiros”. Chegando ao Brasil, os negros eram levados a mercados
públicos, onde ficavam a mostra até serem comprados pelos senhores de engenho. No engenho, como diz o
historiador Francisco de Assis, a vida do negro se resumia a “3 Pês”: Pão para comer, Pano para se vestir e Pau
para trabalhar.
Resistência Negra
Os Negros resistiam à escravidão de diversas maneiras, tais como: O aborto, Assassinato, Sabotagens,
Capoeira, Fugas.
Quilombo dos Palmares
Surgido por volta de 1630, em Alagoas, o Quilombo dos Palmares é considerado o principal símbolo de
resistência à escravidão no Brasil. Tendo como seu principal rei Zumbi, o Quilombo dos Palmares foi destruído em
1694, no décimo quinto ataque empreendido pelo bandeirante Domingos Jorge Velho. No entanto Zumbi só foi
morto em 1695 quando tentava fundar um novo Quilombo em Pernambuco.
União Ibérica
Com o desaparecimento de Dom Sebastião durante suas lutas contra os mouros no Norte da África, uma
grave crise sucessória abalou a estabilidade política do governo português e, conseqüentemente, a administração
colonial brasileira. Como Dom Sebastião não possuía herdeiros diretos, o cardeal Dom Henrique, tio-avô de Dom
Sebastião, foi aclamado novo rei português.
Em 1580, Dom Henrique morreu e, assim como seu predecessor, não deixou herdeiros diretos ao trono.
Observando a instabilidade política de Portugal, o rei espanhol Filipe II, tio de Dom Sebastião, aproveitou da
situação para unir as coroas dos dois países. Buscando ampliar os ganhos da empresa colonial espanhola, Filipe II
chegou ao poder sem a resistência da burguesia mercantil portuguesa, que temia a perda de seus privilégios
comerciais.
Com a nova conquista, além de fortalecer a economia espanhola, o rei espanhol pretendia ampliar sua
influência sob as disputas comerciais no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo. Além disso, a incorporação dos
territórios coloniais portugueses aumentou o prestígio do rei espanhol junto à Igreja. Com a centralização de
poder, a Espanha se tornou a principal responsável pela expansão da fé católica no Novo Mundo.
Um dos principais desdobramentos da presença espanhola foi a expansão territorial e a dinamização das
atividades econômicas na colônia. Nesse período, as incursões dos bandeirantes pelo sertão se tornaram mais
constantes e a atividades agropecuárias ampliaram os domínios da sociedade colonial. Além disso, o domínio
espanhol incentivou a invasão holandesa na região nordeste. Tal processo de ocupação se deu quando a Espanha
proibiu os comerciantes holandeses de participarem na produção e distribuição do açúcar brasileiro.
Para facilitar a administração dos novos territórios coloniais, a Coroa Espanhola dividiu, em 1621, a colônia
brasileira em duas unidades administrativas. A primeira seria o Maranhão, com capital em São Luís; e a segunda o
Brasil, com sede em Salvador. Assim foram criadas duas novas colônias e seus respectivos governadores estavam
subordinados aos interesses da Espanha. O movimento de Restauração, de 1640, promoveu um conflito entre
Portugal e Espanha que encerrou a chamada União Ibérica.
Com o fim do domínio espanhol, Portugal e Espanha tiveram que estabelecer uma série de acordos
diplomáticos para redefinirem os limites dos territórios colônias de ambos os países. O mais importantes deles foi
o Tratado de Madri (1750) que definiu o princípio de uti possidetis (quem tem a posse, tem o domínio) para
resolver as questões fronteiriças entre as duas metrópoles.
Por Rainer Sousa
Mestre em História
Invasão holandesa no Brasil, conquista e administração
A invasão holandesa fez parte do projeto da Holanda (Países Baixos) em ocupar e administrar o Nordeste
Brasileiro através da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.
Após a União Ibérica (domínio da Espanha em Portugal entre os anos de 1580 e 1640), a Holanda resolveu
enviar suas expedições militares para conquistarem a região nordeste brasileira. O objetivo holandês era
restabelecer o comércio do açúcar entre o Brasil e Holanda, proibido pela Espanha após a União Ibérica.
A primeira expedição invasora ocorreu em 1624 contra Salvador (capital do Brasil na época). Comandados
por Jacob Willekens, mais de 1500 homens conquistaram Salvador e estabeleceram um governo na capital
brasileira. Os holandes foram expulsos no ano seguinte quando chegaram reforços da Espanha.
Em 1630, houve uma segunda expedição militar holandesa, desta vez contra a cidade de Olinda
(Pernambuco). Após uma resistência luso-brasileira, os holandeses dominaram a região, estabeleceram um
governo e retomaram o comércio de açúcar com a região nordestina brasileira.
Em 1637, a Holanda enviou o conde Maurício de Nassau para administrar as terras conquistadas e
estabelecer uma colônia holandesa no Brasil. até 1654, os holandeses dominaram grande parte do território
nordestino.
Expulsão dos holandeses
Em 1654, após muitos guerras e conflitos, finalmente os colonos portugueses (apoiados por militares
de Portugal e Inglaterra) conseguiram expulsar definitivamente os holandeses do território brasileiro e retomar o
controle do Nordeste Brasileiro.
Principais aspectos da administração de Nassau no Nordeste do Brasil:
- Estabeleceu relações amigáveis entre holandeses e senhores de engenho brasileiros;
- Incentivou, através de empréstimos, a reestruturação dos engenhos de açúcar do Nordeste;
- Introduziu inovações com relação à fabricação de açúcar;
- Favoreceu um clima de tolerância e libertade religiosa;
- Modernizou a cidade de Recife, construíndo diques, canais, palácios, pontes e jardins.
- Estabeleceu e organizou os sistemas de coleta de lixo e os serviços de bombeiros em Recife.
- Determinou a construção em Recife de um observatório astronômico, um Jardim Botânico, um museu natural e
um zoológico.
Insurreição Pernambucana
A Holanda, ao longo do processo de consolidação de sua expansão marítimo-comercial, teve de enfrentar
sérias dificuldades para a expansão de suas atividades mercantis. Primeiramente, foi obrigada a entrar em um
desgastante conflito no qual lutava pela independência da região dos Países Baixos do poderio espanhol.
Externamente, necessitava urgentemente de ampliar seus negócios através da criação de colônias no continente
americano.
Ao mesmo tempo em que lutava com os espanhóis, a Holanda criou a Companhia das Índias Ocidentais.
Essa empresa foi responsável por tratar das questões mercantis holandesas. Entre suas primeiras ações, a
Companhia organizou um conjunto de invasões ao território brasileiro que tinha um duplo objetivo: fixar pólos de
exploração açucareira no Nordeste e enfraquecer a Espanha, que na época desfrutava dos lucros das possessões
coloniais lusitanas por conta da União Ibérica.
Após não conseguirem invadir Salvador, as expedições holandesas tiveram êxito em controlar a região de
Pernambuco, a partir de 1630. Nesse tempo, a administração holandesa financiou a exploração açucareira
oferecendo empréstimos aos senhores-de-engenho. Sob o comando de Maurício de Nassau, o Nordeste açucareiro
parecia desfrutar de um período próspero. No entanto, enquanto Nassau favorecia os senhores-de-engenho, o
governo holandês gastava boa parte de seus lucros com as guerras em prol de sua independência.
Esses conflitos esvaziaram os cofres do Estado holandês, que a partir de então não tinha mais condições de
bancar a produção açucareira no Brasil. Com isso, a Companhia de Comércio foi pressionada a cobrar suas dívidas
junto aos senhores-de-engenho nordestinos. Inconformados com a mudança na política colonial holandesa, vários
proprietários de terra da região começaram a se opor à presença dos holandeses. Dava-se início a uma seqüência
de conflitos que marcaram a chamada Insurreição Pernambucana.
Os colonos, que inicialmente não contaram com o apoio lusitano, empreenderam a formação de tropas que
venceram os primeiros embates contra a Holanda. Com a liderança de Filipe Camarão e Henrique Dias, os colonos
resistiam à agora desinteressante presença holandesa. A Batalha das Tabocas e de Guararapes foram dois grandes
golpes que enfraqueceram o poderio dos invasores em terras tupiniquins. Já não podendo fazer frente às tropas
luso-pernambucanas, os holandeses encerraram seu período de dominação com a derrota na batalha de Campina
da Taborda, em 1654.
Ainda consta que, para garantir a reintegração de suas posses, Portugal concedeu uma indenização de 63
toneladas de ouro. A Holanda, já enfraquecida com os conflitos no cenário americano e europeu, optou pela
retirada de suas tropas e o aceite da indenização. Expulsos do Brasil, os holandeses rumaram para as Antilhas onde
passaram a produzir um açúcar mais barato que influenciou na crise açucareira do nordeste brasileiro.
Por Rainer Sousa
Mestre em História
Links de vídeos
Vídeo 01 https://www.youtube.com/watch?v=O1oWKSIRNVc sobre a produção açucareira
Vídeo 02 https://www.youtube.com/watch?v=E93TxDFtTP4
Vídeo 03 https://www.youtube.com/watch?v=aNs0eL_NlQ4 escravidão no brasil
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