FA endocardite 2013

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Patologia Médica III
Cardiologia
Ficha #8
ENDOCARDITE INFECCIOSA
Bibliografia
2009 Guidelines on the Prevention, Diagnosis and Treatment of Infective Endocarditis
Febre e um sopro na enfermaria
Um homem de 68 anos com antecedentes de doença valvular mitral degenerativa,
hipertensão arterial e diabetes, foi internado há cerca de uma semana no serviço de medicina
por pneumonia adquirida na comunidade e tratado com levofloxacina. O estudo microbiológico
inicial foi negativo.
A evolução clínica foi inicialmente favorável, mas pelo 8º dia de internamento foi notado um
agravamento marcado do estado do doente, com recidiva de febre e aparecimento de
ortopneia e dispneia em repouso. Dois dias antes foi necessário trocar o acesso venoso
periférico por flebite exuberante no braço esquerdo.
Ao exame objectivo, para além de marcada estase pulmonar, foi notado um ritmo irregular
a 140/min, com sopro protossistólico mitral (de novo). A tensão arterial era de 95/50 mmHg e o
débito urinário de 30 mL por hora. A saturação de oxigénio periférica era de 88%. Eram visíveis
hemorragias ungueais e subconjutivais.
1.
A história apresentada poderá estar relacionada com endocardite bacteriana. Como
confirmaria o diagnóstico? (Aplique os critérios de Duke com a informação da figura 1 e
2).
2. As imagens que se seguem são da ecocardiografia transtorácica. Em que válvula está o
problema?
Figura1: Incidência paraesternal eixo longo (2D) em diástole
Figura 2: Incidência apical 4 câmaras – (2D e Doppler cor) em protossístole
3. Quais as consequências desse envolvimento valvular?
4. Se o ecocardiograma transtorácico fosse normal, que atitude deveria ser tomada?
5. Explique o envolvimento cutâneo na endocardite.
6. Pela história apresentada, qual seria o agente etiológico mais provável?
7. Na verdade as hemoculturas do doente foram sempre negativas. Como interpreta
este facto?
8. Que tratamento antibiótico sugere?
9. E qual a duração do mesmo?
10. Para além do tratamento antibiótico, o restante tratamento médico seria também
essencial. Quais as suas prioridades de tratamento?
11. Considerava neste caso o tratamento cirúrgico? Se sim, em que momento?
12. Quais as complicações mais frequentemente associadas à endocardite?
13. Na presença de uma complicação embólica cerebral, quais são as atitudes a tomar?
14. Como gerir a toxicidade renal dos aminoglicosídeos e da vancomicina?
15. A profilaxia da endocardite bacteriana é um tema controverso em medicina
cardiovascular. De acordo com as recomendações mais recentes quais são as
situações predisponentes que obrigam a realizar profilaxia de endocardite?
16. Quais são as intervenções estomatológicas, pneumológicas, urológicas e
endocópicas que obrigam a realizar profilaxia nos grupos de doentes acima referidos?
17. Que regimes antibióticos são recomendados na profilaxia de endocardite infecciosa?
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