ANGOLA EM 30 DIAS

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ANGOLA
EM 30 DIAS
Junho de 2016
Sumário Executivo

A tendência decrescente das taxas de juro dos Bilhetes de Tesouro e do
mercado interbancário, a partir da terceira semana de Maio, apesar do
aumento das taxas de juro diretoras em Março e Abril, levaram o BNA a
reforçar a contração da política monetária na sua reunião de 30 de Junho para
conter o aumento da taxa de inflação.

Depois dos elevados níveis de incerteza à volta da economia mundial e do
mercado petrolífero, em Maio confirmou-se a expectativa de uma ligeira
recuperação do preço do petróleo.

O aumento do preço do petróleo, entre Abril e Junho, levou à recuperação
das receitas petrolíferas nacionais em cerca de 30% entre Março e Maio. O
aumento das receitas tem levado a melhoria da percepção de risco das
emissões do Tesouro, levando as taxas de juro para uma rota de redução.

A tendência decrescente das taxas de juro acontece apesar da taxa de
inflação ter atingido o nível mais elevado dos últimos 10 anos.

O aumento da taxa de inflação homóloga para 29,23% está relacionado ao
crescimento contínuo da massa monetária, 26,9% em Maio, e à redução da
venda de divisas mensal em 12% de Abril a Maio e em 54% em termos anuais.

A redução da venda de divisas tem como objectivo a protecção dos níveis de
reservas internacionais líquidas (RIL) cuja meta é que se mantenha em seis
meses de importação. Por isso, as reservas internacionais reduziram apenas
cerca de 4,7% face a Maio de 2015, cifrando-se em 24,4 mil milhões em Maio.

A manutenção das RIL em níveis robustos é uma consequência da gestão
directa das divisas pelo Banco Nacional de Angola e do processo de
desvalorização cambial em curso, cerca de 22,59% de Dezembro a Maio de
2016, que já conduziu à redução das importações em cerca de 29,41% em 2015,
prevendo-se níveis de queda mais elevados ao longo do primeiro trimestre de
2016.

As dificuldades de importação, a redução das encomendas do Governo e a
dificuldade de obtenção de crédito têm sido as principais causas apontadas
pelos empresários como fundamento para a redução das suas expectativas
sobre o crescimento dos sectores do Comércio, Construção e a Indústria
Transformadora. As expectativas dos empresários estão de acordo com às
revisões para baixo dos níveis de crescimento económico, o Banco Mundial
estima uma taxa de 0,9%. As expectativas de baixos níveis de crescimento
económico foram confirmadas pelo discurso do Presidente durante a visita no
Moxico, no dia 22 de Junho.

Estas dificuldades, obtenção de crédito e redução das encomendas, poderão
aprofundar-se nos próximos meses devido ao aumento da taxa de Facilidade
de Cedência de Liquidez para 20% e de Absorção para 7,25%.

.
Finanças Públicas


O forte aumento das taxas de juro da dívida pública interna
registado nos últimos meses está a inverter-se. A reversão da
tendência ascendente começou na terceira semana do mês de Maio,
quando a taxa a 365 dias reduziu de 19,88% para 18,29% na segunda
semana de Junho.
Taxas de Bilhetes do Tesouro (%)
21,0
15,2
20,0
15,0
19,0
14,8
A tendência decrescente das taxas de juro resulta da melhoria na
percepção de risco económico de Angola, em função do aumento do
preço do petróleo, entre Abril e Junho, atingindo 52,51 USD/barril no
dia 8 de Junho, o máximo do ano, e do consequente aumento das
receitas em Abril em cerca de 43%. Esta tendência poderá ser
reforçada quando o Tesouro voltar a receber receitas da Sonangol.
18,0
14,6
17,0
14,4
16,0
14,2
15,0
14,0
18-mar-16
08-abr-16
29-abr-16
20-mai-16
14,0
01-jul-16
10-jun-16

Todavia, em Maio, as receitas petrolíferas reduziram cerca de 5,7%,
180 dias
364 dias
90 dias (Dir)
face a Abril e o preço do petróleo voltou a reduzir para níveis
Fonte: BNA
inferiores a 50 USD ao longo do mês de Junho. Por isso, o Tesouro
aumentou a velocidade de emissão da dívida interna em finais de
Maio e Junho. Como consequência, a dívida pública interna atingiu Emissão de Dívida Pública Titulada (bn Kz)
cerca de 65% do programado no OGE 2016 e a estrutura de emissão
alterou substancialmente. Até Maio, o montante emitido em BT’s 300,0
supera em 117% o valor programado, enquanto as OT’s estão mais 250,0
baixas do que o previsto.

A nível de financiamento externo contabilizamos mais de 1,2 mil
milhões de USD contratados nos primeiros 5 meses do ano. Estes
pacotes de financiamento são de fontes diversas: 118 milhões de EUR
do Banco VTB Austria AG; 35 milhões de USD do Commerzbank;
500 milhões de USD do KFW-BANK GMBH, 192 milhões de USD de
do HSBC Bank Plc (para a TAAG - Linhas aéreas de Angola); Garantia
Soberana para o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) pelo
financiamento de 325 milhões de USD ao BPC e o financiamento de
90 milhões de USD do BAD (para a Ciência e Tecnologia). Este nível
de financiamento está abaixo dos 7 mil milhões de USD previstos no
OGE 2016.
200,0
150,0
100,0
50,0
0,0
Jan
Fev
Mar
2016
Fonte: BNA
2015
Abr
Mai
2014
Mercado Cambial





O mercado cambial continua a ser marcado pela redução da venda
de divisas, pela desvalorização suave do kwanza e pela relativa
redução das RIL.
A venda mensal de divisas reduziu 12,9% em Maio para 597 milhões
USD, após estabelecer-se em 686 milhões USD no mês anterior,
enquanto na variação homóloga reduziu 54%. A venda de euros
representou 66% do total, e manteve-se direccionada a sectores
estratégicos da economia como a cobertura de necessidades das
empresas prestadoras de serviço ao sector petrolífero com 14,3% e
dos sectores da agricultura, indústria e pescas com 11% do total.
Entre Abril e Maio as Reservas Internacionais Líquidas (RIL)
reduziram 1,48%, enquanto em termos homólogos já houve uma
quebra de 4,7%, fixando-se em 24,4 mil milhões USD. Apesar da
redução das RIL em termos absolutos, em termos de meses de
importação, devido a redução das importações, as RIL mantém-se
acima da meta de seis meses.
O processo de desvalorização cambial continua a ser tratado de
forma muito cuidadosa pelo Banco Central, dado o impacto que
estas variações têm sobre a estabilidade económica. Em Maio a
desvalorização mensal foi inferior a 0,1%, perfazendo um nível de
desvalorização anual 50,33% para USD e 52,9% para EUR, fixando-se
em 165,88 Kz/USD e 185 Kz/EUR.
A expectativa é que o Banco Central encontre um meio termo entre
a necessidade de protecção das RIL e a desvalorização cambial. Pois,
segundo o press release da missão do FMI deste mês, o Governo
deve continuar a desvalorizar a moeda, mas deve também usar mais
as RIL. Pressupondo maiores níveis de venda de divisas no futuro.
Taxas de Câmbio
210,00
1,54
190,00
1,45
170,00
1,36
150,00
1,27
130,00
1,18
110,00
1,09
90,00
70,00
mai/14
set/14
jan/15
AOA/E UR (esq.)
mai/15
set/15
AOA/U SD (esq.)
jan/16
1,00
mai/16
EUR/USD (dir.)
Fonte: Bloomberg; BNA
Reservas Internacionais Líquidas
milhões USD
28.000
27.000
26.000
25.000
24.000
23.000
22.000
21.000
fev/15
Fonte: BNA
mai/15
ago/15
nov/15
fev/16
mai/16
Inflação





A inflação homóloga atingiu 29,23% em Maio, sendo este o nível
mais elevado desde Janeiro de 2005 quando a taxa atingiu 29,6%. A
principal diferença entre estes dois períodos é que, naquela fase, a
inflação estava com tendência decrescente, devido a implementação
do programa de esterilização ex-ante.
O aumento da taxa de inflação continua dependente do controlo da
variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos bens
alimentares que atingiu cerca de 29,06% em Maio, na variação
homóloga , contribuindo com cerca de 12,77 p.p. para o total do mês
de Maio. A nível mensal, depois da redução em Abril, a inflação
voltou a aumentar de 3,14% para 3,46% em Maio. Caso o ritmo de
inflação mensal se mantenha ao nível médio dos primeiros 5 meses
do ano, em Junho a inflação homóloga poderá atingir níveis
superiores a 30%.
Inflação Homóloga
29%
24%
19%
14%
9%
4%
jan
A classe de bebidas Alcoólicas é a que mais variou, cerca de 4,72%
no mês de Maio e uma variação anual homóloga de 39,5%,
contribuindo com cerca de 1,34 p.p. para a Inflação do mês.
A correlação entre a taxa de inflação e a variação homóloga da
massa monetária (M3) continua forte. Em Maio, o crescimento de
23% da massa monetária (M3) foi praticamente replicado pela
inflação, cerca de 23,63%, em Abril deu-se o mesmo processo, o
crescimento de 26% da massa monetária gerou um crescimento da
inflação de 26,43%.
mar
mai
jul
Fonte: INE
set
2014
nov
2015
2016
Inflação Mensal
3,5%
2,8%
2,0%
Este contexto de alto nível de inflação ocorre num período de
desvalorização suave da taxa de câmbio, pressupondo a existência
de um certo desfasamento do efeito da taxa de câmbio sobre o nível
de preços e da redução da venda de divisas. Este último afecta a
massa monetária, na medida em que se perde o mecanismo de
esterilização ex-ante, baseado na redução de moeda doméstica via
venda de divisas na economia.
1,3%
0,5%
mai/15
ago/15
nov/15
fev/16
mai/16
Fonte: INE
Mercado Monetário





Para responder ao aumento da inflação e a evolução persistente dos
agregados monetários resultante da perda do mecanismo de
exterilização ex-ante, da desvalorização cambial, da fraca
efectividade dos instrumentos da política monetária, o Banco Central
reforçou a postura restritiva da política monetária.
O Comité de Política Monetária (CPM) do BNA no último dia do mês
de Junho decidiu aumentar a taxa básica do BNA em 2 p.p., de 14%
para 16%, a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de
Liquidez (FPCL) de 16% para 20% e a de Facilidade Permanente de
Absorção de Liquidez (FPAL) de 2,25% para 7,25%. O aumento da
taxa de juro da FPAL vem reduzir o spread entre esta e a taxa de
FPCL, factor relevante para o aumento da efectividade da política
monetária.
Taxas de Juro do BNA
18%
14%
10%
6%
2%
-2% jan/15
O crescimento das transacções entre os bancos comerciais poderá
reflectir a redução dos depósitos livres e das Operações de Mercado
Aberto (OMA) em 1,5% e 23% em Maio.
jul/15
set/15
nov/15
Taxa BNA Taxa BNA
Absorção O/N
Fonte: BNA
De acordo com o FMI, a pouca profundidade do sistema financeiro
nacional, o nível elevado de concentração do sistema financeiro e o
elevado spread entre as taxas de juro activas e passivas são os
principais entraves à efectividade da política monetária.
No Mercado Monetário Interbancário as transacções aumentaram
em 28,07% em Maio, nível superior a variação de 12,8% registada em
Abril. Porém, a estrutura das transações poderá sofrer alterações
face à implementação
da taxa de contribuição especial das
operações bancárias, 0,1% sobre os débitos, reduzindo a
rentabilidade das operações overnight.
mar/15 mai/15
jan/16
mar/16 mai/16
Cedência O/N
Absorção 7 dias
Taxas de Juro Luibor
%
19,0
17,5
16,0
14,5
13,0
11,5
10,0

Como consequência, as taxas Luibor médias apuradas aumentaram,
com destaque para as taxas a 9 e 12 meses que evoluíram em 1,50p.p.
e 1,62p.p. para 17,29% e 18,16%, respectivamente.
Overnight 30 dias
Fonte: BNA
90 dias
180 dias
abr/16
270 dias 360 dias
mai/16
Economia Real



A redução das importações, o aumento das taxas de juro e o
crescimento do sector petrolífero abaixo do nível previsto no OGE
2016, marcaram a actividade económica no primeiro e segundo
trimestre ano corrente.
Clima Económico
Pontos
As baixas expectativas em relação ao crescimento económico em
2016, foram confirmadas pela publicação do indicador de clima
económico do primeiro trimestre, que se situou em -29 pontos como
resultado das performances negativas de todos sectores analisados,
com realce para o sector da construção e turismo com o registo de
-74 e -55 pontos.
60
40
20
0
-20
Este clima é também confirmado pela redução de 1,2% no Índice de
Produção Industrial no quarto trimestre de 2015. Apesar disto, a
evolução anual foi positiva, 6,7%.
-40
-60
set/13


dez/13
Como consequência, várias instituições estão a rever as suas
projecções para o crescimento económico em 2016. O Banco Mundial
reduziu a previsão de 3,3% para 0,9% e o FMI de 3,5% para 2,5%.
Todavia, o Governo ainda não reviu as suas previsões, mas na
recente visita ao Moxico o Presidente da República enfatizou o facto
da taxa de crescimento poder fixar-se em níveis inferiores a 2%.
Apesar disto, as perspectivas para o crescimento em 2017 e 2018
mantêm-se positivas, associadas a agenda económica do Governo,
divulgadas nas Linhas Mestras para a Saída da Crise, cuja principal
abordagem dá ênfase ao desenvolvimento do sector privado e ao
financiamento de actividades com fundos provenientes de dívida
pública já contratada, no valor de 5,7 mil milhões. Para além deste
facto o Governo tem em marcha um ambicioso programa de
promoção de exportações que poderá alavancar o crescimento no
médio prazo.
mar/14
Comércio
jun/14
set/14
Construção
Turismo
dez/14
mar/15
Clima Económico
Fonte: INE
Exportação de Petróleo
70
80
65
70
60
55
60
50
45
50
40
40
35
30
30
25
20
20
mar/15
mai/15
jul/15
set/15
nov/15
jan/16
Exportação (milhões barris)
mar/16
mai/16
Preço( USD/barril)
Fonte: Minfin
Economia Regional

África do Sul: A taxa de inflação homóloga reduziu pelo terceiro
mês consecutivo, de 6,2% para 6,1%, de Abril para Maio, reflexo da
redução do crescimento do nível de preços dos bens alimentares,
dando ao, South African Reserve Bank, Banco Central da África do
Sul espaço para manter inalterada a taxa de juro directora em 7%,
dando suporte a economia para enfrentar o risco de recessão.
Taxa de Inflação (%)
27
26,4
24
21,3
21
18,7 18,90
17,3
18



Nigéria: Em Maio a taxa de inflação atingiu 15,6%, nível mais elevado
desde Fevereiro de 2010, que representa o quarto aumento mensal
consecutivo. O aumento contínuo dos níveis de inflação resultam da
pressão sobre o Naira no mercado cambial, cuja taxa de câmbio até a
metade do mês de junho situava-se 40% abaixo da taxa no mercado
paralelo, o que obrigou à desvalorização de 42,36% no dia 20 de
junho, para 283,50 NGN/USD, em conformidade com as
recomendações do FMI, permitindo ao Banco Central manter a taxa
de juro de referência em 12%.
Moçambique: O Banco Central de Moçambique aumentou a taxa de
juro em 150 p.b. que fixou-se em 14,25% em Maio, o terceiro
incremento em 2016. A decisão visa contrapor a inflação que
cresceu de 17,29% para 18,27%, de Abril a Maio. A queda dos preços
das commodities agravou a dívida pública. A nação deve 11,6 mil
milhões USD aos seus credores e já falhou o pagamento de 178
milhões USD de juros, referente ao empréstimo avaliado em 535
milhões USD, no dia 23 de Maio.
15,60
15
13,7
12
9
6,2
6
6,10
3
Angola
África do Sul
Gana
Moçambique
Nigéria
Zâmbia
Abril de 2016
Maio de 2016
Fonte: Bloomberg
Taxas de Juro de Referência (%)
%
30
26
26,00
25
20
16
15
Zâmbia: A taxa de inflação mantém a tendência e reduz pelo
terceiro mês consecutivo, com uma variação de -50 p.b. face ao mês
de Abril, situando-se em 21,30%. A tendência de redução é fruto da
postura restritiva que o Banco Central adoptou em Novembro de
2015, com o aumento da taxa de juro directora para 15,5% em
Novembro. Apesar do actual contexto, o país continua a ser o
segundo maior produtor de cobre do continente.
21
18,27
15,50
14,25
14
14,00
13
12
12,00
10
7
7,00
6
7
7,00
6,00
5
0
Angola
África do Sul
Fonte: Bancos centrais
Botswana
Gana
Moçambique
Namíbia
Abril de 2016
Nigéria
Maio de 2016
Zâmbia
Cobertura de Notícias- Junho

A balança comercial manteve-se superavitária em 2015. A balança comercial apresentou um superávite
de 1.942 mil milhões AKZ em 2015, inferior em 33,9% aos 2.942 mil milhões AKZ registados no ano
anterior. A contracção do indicador resulta da redução das exportações em 31,75%, tendo atingido 3.932
mil milhões AKZ, que superou a queda das importações para 1.989 mil milhões AKZ, uma diminuição de
29,41% . A China e a Índia mantiveram-se como os principais destinos das exportações, sendo que, como
principal origem das importações a China superou Portugal.

O Índice de Preços Grossista (IPG) apresentou a segunda redução consecutiva em Maio. A variação
homóloga do IPG estabeleceu-se em 14,33% em Maio face ao período homólogo, inferior em 0,87p.p. e
1,71p.p aos registos de 15,20% e 16,04% referentes a Abril e Março, respectivamente. O resultado de Maio
representa a evolução mensal de 1,20%, após estabelecer-se em 1,17% no mês anterior, reflectindo uma
contribuição de 80% dos produtos importados e o restante de produtos nacionais.

A inflação está em alta em vários países do continente africano. A alta de inflação no continente africano
está a ser liderada pelo Sudão do Sul com 266,40% em Abril, seguido por Angola 26,41% em Abril, a
República Centro Africana com 25,58% em Junho e a Zâmbia 21,30% Maio vêm logo a seguir. Estes
países estão a ser afectados pela redução do preço das matérias primas.

O número de Oil Rigs (plataformas petrolíferas de perfuração) activas em África caiu cerca de 33% e em
Angola cerca de 40%, desde Abril de 2015. A agência de prestação de serviços ao sector petrolífero,
Baker Hughes, divulgou uma contracção do número de Oil Rigs activas (plataformas de perfuração
petrolífera activas) em África, de 120 para 91, e em Angola, de 15 para 9, entre Abril de 2015 e Abril de
2016. Em Maio o número manteve-se próximo aos dados de Abril, 91 e 9, para Africa e Angola,
respectivamente. Desde a crise no sector que se assiste a uma queda significativa do número de
plataformas petrolíferas activas no mundo, prejudicadas principalmente pelos custos de produção face
ao actual nível de preços.

O Governo criou uma comissão interministerial para analisar os efeitos da desvalorização do kwanza
sobre os contratos públicos. O Governo criou, por meio do despacho nº 216/16 de 27 de Maio, uma
comissão interministerial que visa analisar e propor medidas sustentáveis de correcção dos efeitos
derivados da desvalorização da moeda sobre a execução contratual das obras públicas em curso. A
equipa é composta por quadros do Ministério das Finanças, do Planeamento e Desenvolvimento
Territorial e do Ministério da Construção. A mesma será coordenada pelo Director do Gabinete de
Estudos e Relações Internacionais do Ministério das Finanças, e deverá propor no prazo de 30 dias
medidas sustentáveis de correcção aos constrangimentos financeiros enfrentados por alguns
empreiteiros de obras públicas.

O stock de dívida pública titulada de curto prazo cresceu 41,96% de Janeiro a Abril do ano corrente. O
stock de dívida pública titulada de curto prazo aumentou de aproximadamente 386,32 mil milhões AKZ
para 548,43 mil milhões AKZ, de Janeiro a Abril de 2016, uma variação de 41,96%. Estes níveis só se
comparam os registados em Dezembro de 2008, período de crise económica mundial, em que o stock
de dívida titulada de curto prazo, Bilhetes do Tesouro, atingiram 585,48 mil milhões AKZ.

Angola pretende reduzir o custo de produção do barril de petróleo de 14 para 8 USD. O custo de
produção de petróleo em Angola é de 14 USD/barril, segundo a nova Administração da Sonangol. A
empresa divulgou esta informação numa reunião com as petrolíferas internacionais a operar no pais,
onde lhes foi pedido que ajudassem a aumentar a eficiência do sector para reduzir o custo de produção
para 10-8 USD. O custo de produção actual, divulgado pela petrolífera, é superior ao nível divulgado
pelo FMI no relatório World Economic Outlook de Abril de 2015, 11,70 USD. Porém, o custo actual é
inferior ao da Nigéria, 14,10 USD, mas aquém da Arábia Saudita com 5 USD/barril.

A inflação homóloga atingiu 29,3% em Maio, nível superior ao de Fevereiro de 2005, 28,46%. A taxa de
inflação atingiu 29,3%, sendo este o nível mais elevado desde Janeiro de 2005 período em que se estava
a implementar um processo de desinflação, tendo a mesma se fixado em 29,6%. O aumento da taxa de
inflação continua a ser determinado pela variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos bens
alimentares que atingiu em Maio cerca de 29,06%, contribuindo com cerca de 12,77 p.p. para o total do
mês. Em termos mensais, depois da redução em Abril, a inflação voltou a aumentar de 3,14% para 3,46%
em Maio. A classe de bebidas Alcoólicas teve a maior varação mensal, com cerca de 4,72% e uma
variação anual de 39,5%, mas apenas contribuiu cerca de 1,34 p.p. para a variação homóloga. Depois da
classe de Alimentação a que mais contribuiu para o aumento da inflação geral é a categoria de
Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis com cerca de 3,70 p.p. em Maio.
Tabelas de Indicadores Económicos
Mercado Monetário e Mercado Cambial
Taxa de câmbio (média)
USD/AOA
EUR/AOA
Taxa de juro cré dito (181 d a 1 ano, %)
Empresas
Moeda Nacional
Moeda Estrangeira
Particulares
Moeda Nacional
Moeda Estrangeira
Taxa de de pósitos (181 d a 1 ano, %)
Moeda Nacional
Moeda Estrangeira
Agre gados M one tários (USD
)
M1
M2
M3
Taxa Luibor (fim de pe riodo, %)
O/N
30 dias
90 dias
180 dias
270 dias
360 dias
Taxa Básica (fim-de -pe riodo, %)
Taxa Inflação (fim-de -pe riodo, y / y , %)
Re se rvas inte rnacionais (USD
)
Produção de pe tróle o (mb/ d)
dez/13
dez/14
2 015
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Jan
2 016
Fev
Mar
Abr
Mai
97,619
134,387
103,069
125,27
109,3
122,1
110,3
121,2
122,2
136,9
125,8
137,9
125,8
140,8
135,3
151,3
135,4
149,0
135,3
143,0
135,3
147,1
155,6
169,9
158,9
177,6
160,7
179,5
165,9
185,4
165,9
185,4
13,86
12,07
13,88
10,64
13,29
12,00
13,45
12,00
13,42
12,00
13,88
12,00
14,02
12,00
15,22
12,94
15,2
12
15,2
12
15,11
12,97
15,22
12
15,18
-
15,21
-
15,24
-
15,27
-
13,64
8,15
13,59
6,43
14,02
1,05
12,36
3,19
11,98
2,73
13,01
3,18
12,79
3,18
15,34
4,08
15,32
3,51
15,36
3,51
10,14
2,65
15,35
6,03
15,17
4,65
17,19
13,61
16,29
10,91
17,82
9,69
3,87
2,25
4,31
2,28
4,38
2,44
4,45
1,84
3,94
2,16
4,20
2,33
4,65
2,56
3,87
3,39
3,87
3,3
3,85
3,45
4,21
2,62
3,84
2,98
3,86
3,07
3,83
3,13
3,85
2,74
3,99
2,68
2.584,6
4.394,7
4.396,7
3.096,9
5.103,5
5.110,1
3.050,0
5.049,2
5.056,1
3.193,7
5.142,1
5.149,1
3.082,7
5.235,0
5.242,7
3.288,2
5.346,8
5.350,0
3.230,2
5.383,2
5.385,8
3.210,5
5.739,7
5.742,7
3.229,9
5.435,6
5.443,5
3.291,4
5.435,3
5.470,5
3.412,4
5.703,7
5.711,8
3.645,4
6.001,2
6.011,0
3.788,0
6.042,8
6.052,3
3.872,1
6.304,5
6.314,0
3.849,5
6.350,7
6.359,1
4.060,9
6.523,4
6.532,2
4,71
6,99
7,5
8,12
8,82
9,34
9,75
7,69
31.154
1,73
6,14
7,45
8,02
8,5
8,93
9,55
9
7,48
27.276
1,62
6,25
7,77
8,41
8,98
9,53
9,99
9,25
8,23
25.537
1,68
6,25
7,77
8,39
8,99
9,5
10,00
9,25
8,86
25.600
1,73
11,29
9,01
9,33
9,9
10,06
10,28
9,75
9,61
24.948
1,87
12,27
10,64
10,87
10,93
10,83
11,14
10,25
10,41
24.205
1,81
13,26
11,4
11,45
11,37
11,19
11,27
10,50
11,01
24.464
1,75
11,81
11,33
11,50
11,60
11,56
11,65
10,50
11,66
23.842
1,77
11,66
11,39
11,55
11,68
11,78
11,89
10,50
12,4
23.479
1,81
11,53
11,32
11,56
11,73
11,89
12
10,50
13,29
24.890
1,84
11,31
11,44
11,88
12,21
12,56
12,84
11,00
14,27
24.572
1,85
11.30
11,47
12,1
12,55
12,92
13,31
12
17,34
24.534
1,73
11,3
11,67
12,87
13,44
13,87
14,43
12
20,26
23.888
1,75
11,01
12,27
13,31
14,01
14,61
15,26
14
23,60
24.297
1,77
14,00
13,49
14,4
15,18
15,79
16,54
14
26,41
24.774
1,79
13,92
14,2
15,42
16,43
17,29
18,16
16
29,23
24.311
1,77
Indicadores Económicos de Países da África Subsariana
População
A n gola
25,1
Á frica do Su l
PIB (t v, %)
PIB nominal
(USD
)
PIB per capita (USD)
Receitas (%PIB)
Despesas (%PIB)
Dívida Pública (%PIB)
Balança corrente
(%PIB)
Inflação (%)
2014
2015
2014
2015
2014
2015
2014
2015
2014
2015
2014
2015
2014
2015
2014
2015
4,8
3,0
126,8
103,0
5.199,3
4.100,3
35,3
24,8
41,9
28,9
40,7
62,3
-2,9
-8,5
7,49
14,27
4,89
54,0
1,5
1,3
350,1
313,0
6.483,8
5.694,6
28,2
29,7
32,0
33,7
47,1
50,1
-5,4
-4,4
5,78
Botswan a
2,1
3,2
-0,3
15,9
12,9
7.548,2
6.041,0
38,3
38,2
35,8
39,7
17,9
17,8
15,7
9,3
3,73
3,10
Camarõe s
23,1
9,2
7,7
35,9
38,9
452,9
475,9
14,6
16,1
13,3
14,2
16,8
18,8
-9,6
-12,2
1,20
0,89
Con go
4,4
3,4
2,5
2,2
2,0
1.151,7
1.051,6
60,6
59,4
59,9
59,3
49,5
60,0
-7,9
-2,6
2,92
5,49
Re p. D e m. Con go
81,7
3,3
3,0
10,7
9,7
452,8
401,8
12,4
11,8
14,7
15,5
34,7
35,6
-0,3
-2,2
6,03
7,56
G an a
26,9
5,7
3,0
6,1
6,4
344,0
354,3
25,0
24,7
29,8
30,7
100,4
83,4
-8,2
-8,9
24,15
24,86
M au rícia
1,3
3,6
3,4
12,6
11,6
10.032,6
9.218,4
20,6
22,5
23,8
25,9
56,1
58,1
-5,6
-5,1
0,19
1,33
27,1
7,4
6,3
16,9
15,0
619,3
534,9
31,8
29,4
42,5
35,4
57,0
74,8
-34,4
-41,3
1,10
11,10
N amíbia
2,2
4,5
4,5
13,2
12,8
5.988,1
5.776,9
35,4
33,7
39,4
39,6
25,0
27,2
-8,5
-9,8
4,63
3,50
N igé ria
178,7
3,3
4,4
1,3
1,4
14.769,9
14.940,7
37,3
34,3
33,6
32,3
68,6
68,1
-22,2
-14,2
0,52
3,16
Tan zân ia
47,7
2,5
1,7
4,4
4,0
3.483,6
3.139,7
30,1
27,6
31,3
33,1
13,7
17,4
3,3
0,5
6,19
4,93
Qu é n ia
44,1
7,0
7,0
48,1
44,9
1.028,8
941,8
14,9
15,1
18,0
18,8
35,2
40,5
-9,5
-8,7
4,75
6,84
Z âmbia
15,5
5,6
3,6
27,1
21,9
1.726,0
1.350,2
18,9
17,5
24,9
25,6
35,1
52,9
2,1
-3,5
7,86
21,11
Z imbabwe
13,4
3,3
1,5
14,2
14,3
1.070,6
1.064,4
26,6
27,3
28,1
28,5
51,1
53,0
-18,6
-17,3
-0,80
-2,35
M oçambiqu e
Fonte: FMI
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