Abordagem Fisioterapêutica no Tratamento da Hérnia de Disco Elinéia da Paz Ferreira Carlos [email protected] Pós-graduação em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia com ênfase em Terapia Manual – Faculdade Ávila RESUMO E METODOLOGIA Este Artigo tratará sobre a hérnia de disco, terá como objetivo demonstrar que a coluna não deve ser vista somente sob o aspecto ósseo e mecânico e sim como um todo, ou seja, visualizando, além dos ossos, os ligamentos, músculos, medula espinhal, nervo e articulações. Foram realizadas pesquisas bibliográficas, por meio de consultas a internet e livros. Este trabalho conclui que o mau funcionamento biomecânico da coluna vertebral, causado por tensão muscular, acarreta o mau funcionamento da bomba de nutrição do disco levando a processos degenerativos. Palavras-chave: Dor; Hérnia de Disco; e Tensão muscular. 1. INTRODUÇÃO Quando o homem começou a levantar-se do chão, estava tomando uma posição antigravitacional, ou seja, tinha que fazer uma força maior para vencer a gravidade. Redondo (2000) relata que todos os estudos mostram que perto de 90% dos humanos dos países q modernos sofreram ou vão sofrer dores na coluna e que atualmente este fenômeno atinge cada vez pessoas mais jovens. Isso se deve a diminuição do trabalho corporal: o homem passa mais tempo sentado, a moda do “jeans” justo limita a flexibilidade, sendo que toda esta evolução determina modificações morfofisiológicas. A sociedade altamente mecanizada sofre de ausência de movimentos e especialmente de ausência na variedade de movimentos. A função articular alterada (por restrição de movimento ou redução da atividade articular) é um fator que altera a qualidade dos músculos que cruzam uma determinada articulação. A propriocepção alterada da articulação desempenha um importante papel, influenciando o músculo de forma inibitória ou facilitatória. Segundo BIENFAIT (1987), não devemos olhar a coluna somente como um monte de vértebras empilhadas, vendo só o aspecto ósseo e mecânico. Devemos ver a coluna como um todo: ossos, ligamento (entre eles, o anel fibroso do disco intervertebral), músculos, medula espinhal, nervos e articulações, que formam um conjunto fisiológico indivisível, que serve de suporte. A coluna algumas vezes participa de movimentos, mas sua função principal é preparar para assegurar sua sustentação, reagindo constantemente para manter o equilíbrio do corpo. É muito importante revisar a anatomia e a fisiologia do disco e algumas estruturas da coluna vertebral, assim como a etiologia e a fisiopatologia da hérnia discal, porque neles que se baseiam toda abordagem fisioterápica. O fisioterapeuta deverá conhecer também, os meios para diagnósticos, os sinais e sintomas e identificar os exames comprobatórios, porque muitas vezes o paciente acometido de hérnia discal, chaga até nós, somente com o diagnóstico de lombalgia ou cervicalgia. O tratamento seguido pelo médico pode ser conservador ou cirúrgico. E o tratamento fisioterápico deve ser de acordo com os resultados obtidos na avaliação. 1 2. ASPECTOS GERAIS Segundo knoplich (1987), o disco altera-se quando a sua estrutura fibro-elástica sofre várias “rachaduras” por ação de traumas, postura erradas e idade. O núcleo perde a sua constituição físico-química com o passar dos anos e pode se alterar completamente. A esse conjunto de modificações damos o nome de discopatia (protusões póstero-laterais). As protusões laterais podem invadir os forames intervertebrais (hérnias foraminais), causando compressão radicular e pode até invadir forames transversos causando compressão das artérias vertebrais cervicais. E as protusões posteriores podem comprimir a medula. Essa herniação provoca dor se comprometer alguma raiz nervosa ou saco tecal. O comprometimento neurológico pode ocorrer por compressão mecânica ou secundariamente ao processo inflamatório, com edema das estruturas nervosas. Embora seja mais freqüente na coluna lombar, pode ocorrer em qualquer local da coluna vertebral. 3. ANATOMIA E FISIOLOGIA Os discos intervertebrais estão situados entre corpos vertebrais sucessivos a partir da segunda vértebra cervical de cima para baixo. São 23 discos em toda coluna. Ele é formado pelo núcleo pulposo, anel fibroso (porção ligamentar) e pelo platô vertebral que é formado por cartilagem hialina onde o disco se insere. O disco serve, pela sua estrutura, de amortecedor hidrodinâmico entre os corpos vertebrais. O núcleo repousa sobre a parte central do platô vertebral ou placa terminal, que é a parte mais externa do disco e tem um espessamento ósseo em sua periferia, o anel epifisário, que é deficiente na parte posterior. O anel fibroso é composto por fibras obliquas que se cruzam, correndo entre os corpos vertebrais adjacentes e firmemente ligados à circunferência das placas terminais. A obliqüidade e a elasticidade das fibras anulares permitem a flexão, extensão e a rotação. Sendo que a rotação da coluna vertebral é restrita pelo limite da extensibilidade das fibras anulares. Na coluna lombar praticamente não há rotação. Na coluna dorsal, ao contrário da lombar, as rotações chegam ao máximo nas suas amplitudes e a fisiologia do anel fibroso é exatamente absorvê-las. A pressão no interior do núcleo separa as vértebras uma da outra e as fibras anulares puxam-nas uma para perto da outra. Quando uma pressão importante é exercida no eixo da coluna vertebral (como o peso do corpo em posição de pé), a água e produtos de excreção contida na substância gelatinosa do núcleo saem através de orifícios do platô vertebral em direção ao centro dos corpos vertebrais. Se esta pressão for mantida durante todo o dia, no final desse dia o núcleo estará menos hidratado que durante a manhã, logo, o disco diminuiu a sua espessura. Segundo Kapandji, em um indivíduo normal, esta perda de espessura acumulada em toda a altura da coluna vertebral, pode atingir 2 cm. De maneira inversa, durante a noite, em decúbito dorsal, os corpos vertebrais não sofrem mais pressão devido à gravidade e o tônus muscular diminui pelo sono. O disco então atrai água e nutrientes dos corpos vertebrais e ele volta a ter sua espessura inicial. Neste momento a elasticidade raquidiana é maior. Mooney,J. A. Saal e J. S. Saal (1997), chamam este fato de “mecanismo de bomba da nutrição do disco”. A falha deste mecanismo, por falta de tempo necessário para o disco recuperar sua espessura inicial ou por cargas excessivas e repetidas ocasionam mudanças bioquímicas e observa-se um fenômeno de envelhecimento, e como conseqüência a degeneração do disco. Esta é a única forma de nutrição do disco porque ele é avascular. 2 Testes de compressão confirmaram que no disco sadio, forças fraturarão a vértebra antes de lesar o disco. Ele está sujeito a suportar as forças de compressão, cisalhamento (escorregamento lateral), flexão, extensão e rotação. O disco é responsável por ¼ do comprimento espinhal e não tem espessura uniforme, são mais finos na região torácica e mais espessos na lombar. O núcleo não dispõe de nervos sensitivos, esses estão no anel fibroso e ligamentos longitudinais anteriores e posteriores. O anel fibroso é inervado por finas fibras nervosas que penetram da periferia para o seu interior, logo, ele é um ligamento ricamente inervado. A medula raquidiana termina em um alargamento bulboso, o cone medular ao nível de L1. Ela é fixada por uma faixa nervosa que se insere em sua extremidade terminal e passa distalmente através do canal do sacro para o cóccix. As raízes nervosas para as regiões lombar e sacra passam distalmente como “cauda eqüina”. A medula e cercada por três meninges: a dura-máter, aracnóide e pia-máter de fora para dentro. Cada par de raízes nervosas anteriores e posteriores passam através do forame intervertebral fechado por uma bainha da dura. Antes de se juntarem para formar um nervo raquidiano na margem externa do forame forma-se um alargamento bulboso, o gânglio da raiz posterior. O ligamento longitudinal posterior une os corpos vertebrais posteriormente. É uma estrutura fraca que se localiza dentro do canal raquidiano. O ligamento longitudinal anterior une os corpos vertebrais anterior e lateralmente e é uma estrutura forte. O ligamento amarelo conecta a lâmina de vértebras adjacentes. O ligamento interespinhal une as espinhas vertebrais. E os ligamentos denteados são prolongamentos laterais da pia-máter, que se inserem na superfície interna da dura, e estão igualmente espaçados entre as raízes nervosas. O canal medular (ou forame vertebral) é circular formado posteriormente por pedículos e lâminas e anteriormente pelo corpo vertebral. Um grande número de músculos é inserido na coluna vertebral, e essas inserções podem ser sedes de inflamação crônica secundária por trauma, carga anormal ou desequilibrada. Guymer, A.J. (1994), divide os músculos que controlam a coluna vertebral em quatro grupos: - Músculos profundos e pequenos, mono ou biarticular (flexores e extensores C0/C1, multifido, rotadores, costovertebrais, etc); - Músculos paravertebrais longos e multiarticulares (longo da cabeça, do pescoço e do tórax); - Músculos superficiais (trapézio, escalenos, rombóides, levantador da escápula, piriforme, psoas); e - Músculos que controlam os movimentos da coluna, apresentando inserções não vertebrais (abdominais, esternocleidomastóideo, grande dorsal, quadrado lombar). Como todos os músculos do ser humano, os músculos que controlam a coluna são compostos de fibras fásicas (da dinâmica) e tônicas (estabilizadoras). A repartição das fibras depende da função do músculo. Os motoneurônios tônicos tem um limiar de excitação mais baixo que os fásicos. A musculatura do tronco e as das cinturas são classificadas funcionalmente por Bienfait (1987), como músculos da dinâmica, mas, que tem suas unidades tônicas submetidas a aferências centrais. As unidades tônicas permitem a passagem do reflexo inconsciente ao gesto voluntário, porque eles têm uma atividade postural direcional, que 3 prepara o músculo para um movimento preciso, orientado no sentido de um objeto determinado. Redondo (2001), relata que os músculos paravertebrais profundo são os que vão assegurar a função de reagir de maneira reflexa e global sobre o conjunto da coluna. O comando voluntário será reservado para grandes funções (flexão, extensão e rotação) e é assegurado preferencialmente pelos músculos superficiais. E que o sistema muscular paravertebral deverá assegurar três funções importantíssimas que deverão se combinar permanentemente: - flexibilidade: para participar do movimento - apoio: para assegurar a verticalidade e o equilíbrio - proteção medular: para assegurar uma boa transmissão do sistema nervoso, para fins funcionais. A plasticidade das fibras musculares depende do tipo de estímulo aplicado ao neurônio motor, isto é, a forma atende a função, com o resultado de que algumas pessoas podem ter uma predominância de fibras tônicas e outras têm mais fibras fásicas em um determinado músculo. A influência que esse fato fisiológico pode ter sobre sua capacidade para reagir a alterações súbitas no ambiente, pode exigir fibras musculares fásicas de alto limiar ou ter a resistência para sustentar uma posição exigida durante o dia usando fibras tônicas. O sistema nervoso central tem a capacidade de aprender e reaprender programas de postura e movimento. Existe uma integração funcional e coordenada de atividade muscular durante o movimento e a postura, quanto à atividade fásica e tônica, assim como a ação muscular como agonista, antagonista e sinergista. 4. ETIOLOGIA E FISIOPATOGENIA O disco é afetado por alterações degenerativas progressivas, traumatismos e doenças (exemplo: doenças metabólicas ósseas como osteoporose e diabetes miellitos). O movimento que mais provoca a ruptura do disco é a flexão associada à rotação, que executados de maneira repetitiva, desencadeiam a degeneração do núcleo pulposo que vai desidratar. O disco resiste bem à compressão pura. Segundo Barros Filho (1995), o disco no indivíduo jovem apresenta 88% de água e no adulto, cai para 65%. À medida que o núcleo vai se desidratando, maior pressão é transmitido às fibras do ânulo, o núcleo perde suas propriedades hidráulicas de amortecedor das pressões e as fibras do ânulo tornam-se mais propícios à ruptura. Os processos degenerativos do disco ocorrem geralmente entre os 30 e 50 anos, após esta fase, pela maior perda de água do disco, o núcleo não irá mais exercer pressão sobre o anel fibroso, logo, diminui as chances de ocorrer hérnia. Quando a degeneração do núcleo pulposo estiver acompanhada da erosão do anel fibroso teremos a ruptura interna do disco. A fissura do anel fibroso é seguida do prolapso distal, estágio em que o ligamento longitudinal posterior continua íntegro. Se esse ligamento romper e o núcleo pulposo degenerado migrar para dentro do canal vertebral, teremos a hérnia extrusa. Quando um fragmento migra dentro do canal, para cima, para baixo ou para o interior do forame, tem-se a hérnia seqüestrada. De acordo com a localização a hérnia pode ser: - Mediana: comprime a região anterior da medula; - Hérnia centrolateral: pode comprometer a raiz transeunte ou a raiz emergente; - Hérnia foraminal: compromete a raiz emergente; e - Hérnia extremolateral ou extraforaminal: na região lombar compromete a raiz superior, porque o trajeto das raízes lombares é obliquo. 4 Essas alterações degenerativas estreitam o canal vertebral e o forame intervertebral comprimindo as raízes nervosas. A compressão radicular prolongada resulta em engrossamento e fibrose da bainha radicular, deixando as raízes emergentes mais vulneráveis à pressão no interior dos canais intervertebrais. A hérnia discal posterior (na linha mediana) ocorre: - Principalmente quando há “estenose do canal vertebral”, e geralmente acomete os pacientes na meia idade e os idosos; e - Na ausência de estenose do canal vertebral, tem maior incidência em jovens e é de etiologia traumática. Na região cervical, frequentemente vem acompanhado de trauma em hiperextensão seguida de hiperflexão (traumatismo em golpe de chicote). O traumatismo pode ser um episódio único grave ou episódios menores repetidos por vários anos, geralmente determinados pela postura adotada no trabalho, gerando tensão funcional. A obesidade também acarreta uma sobrecarga no disco. Fatores biomecânicos locais também determinam os níveis mais suscetíveis à ocorrência de hérnia discal, como nos discos C5-C6, C6-C7, L4-L5 e L5-S1. Essas áreas são mais vulneráveis, porque tem elevada mobilidade e relativa falta de estabilidade se comparado a outros segmentos. E ainda por ser o espaço entre L4-L5 e L5-S1, o local onde o ligamento longitudinal posterior é mais estreito. A herniação anterior e lateral, causa crescimento de osteófitos, porque o anel traciona a inserção periostal ao redor da margem do corpo vertebral os osteoblastos produzem osso nos locais de tração. Eles podem ser tão marcantes a ponto de unir ou fusionar duas vértebras com conseqüente perda de movimento das articulações apofisárias. A fixação ao ligamento posterior significa que a extrusão do disco ocorre em geral, póstero-lateralmente, e que os sintomas locais dependem se a herniação é de etiologia aguda (traumática) ou se ocorre vagarosamente e é acompanhada de formação osteofitária. A ruptura do anel é seguida pela invasão do tecido conjuntivo altamente vascularizado, que tende a fechar o defeito e absorver o tecido degenerado, fazendo com que o quadro neurológico e os sintomas da dor desapareçam. Embora haja uma fraqueza que predispõe a outras lesões, a menos que o paciente siga um programa preciso de tratamento. O líquido nuclear extruído é substituído por tecido fibroso que se contrai. Isso pode causar aderências entre os ligamentos, raiz nervosa, dura-máter e periósteo, que resulta em dor persistente se não for feita uma tentativa de restaurar a mobilidade desses tecidos. A protusão discal produz sintomas de irritação da raiz nervosa devido um processo inflamatório no núcleo pulposo. As lesões agudas em qualquer tecido induzem ao edema e ao inchaço. A atividade física progressiva impulsiona o fluido extracelular e extravascular para fora dos tecidos, por isso, devemos iniciar uma mobilização precoce e suave. 5. SINAIS E SINTOMAS Os sinais e sintomas vão variar de acordo com a etiologia da hérnia. Se for um episódio agudo, traumático, e que geralmente atinge pessoas jovens, provocam dor repentina e grave. Nos casos crônicos os sintomas são mais graduais e frequentemente episódicos. Ambos podem estar acompanhados ou não de comprimento neurológico. Na hérnia aguda (traumática), quando há um comprometimento neurológico pode haver um período de arreflexia denominado “choque medular”. É um período de depressão reflexa transitória que resulta do desligamento abrupto das conexões entre os centros superiores e a medula espinhal. Há ausência de toda atividade reflexa, flacidez e perda da sensibilidade abaixo do nível da lesão. Podem durar diversas horas e até diversas semanas. 5 A hérnia de disco poderá ocorrer de forma sintomática ou assintomática. Indivíduos sadios, submetidos a estudos tomográficos e à primeira ressonância magnética, demonstraram ter hérnia de disco, mesmo volumosa, sem ter tido jamais dor lombar ou ciatalgia. 5.1 Hérnia cervical Uma dor persistente no pescoço e membro superior é geralmente causada por compressão de raiz nervosa cervical no forame intervertebral. Subjetivamente, o paciente experimenta dor na parte inferior do pescoço, irradiando-se para um ombro e braço e posteriormente sobre a área torácica superior. São comuns as parestesias, tais como entorpecimento e formigamento, sobre a face radial do antebraço, a mão e os dedos. A dor é acentuada por movimentação do pescoço e através da tosse, espirro e tensionamento. O desconforto é intenso à noite e interfere com o sono. O alívio é às vazes obtido através da posição ereta e da deambulação. O movimento da cabeça tanto para frente quanto para trás e geralmente na direção do lado da dor aumenta o desconforto. O paciente geralmente encontra uma posição da cabeça, geralmente em flexão neutra e desviada ao lado da lesão, na qual ele consegue alívio. Clinicamente, os achados são espasmo muscular acentuado e limitação da movimentação ativa e passiva, particularmente na direção do lado da lesão. A lordose cervical é reduzida. O movimento forçado da cabeça reproduz a dor. Uma pressão sobre o topo da cabeça provavelmente acentua os sintomas. É percebida uma hipersensibilidade localizada sobre o intervalo discal envolvido levemente para um dos lados da linha média. Às vezes, observa-se fraqueza ou fibrilação dos músculos supridos pelo sexto ou sétimo nervo cervical. O reflexo do bíceps é reduzido quando ocorre envolvimento da sexta raiz cervical, e o reflexo do tríceps fica reduzido quando há envolvimento da sétima raiz cervical. Quando ocorre compressão da artéria vertebral o paciente pode relatar vertigem, zumbido, distúrbios visuais (diplopia), desfalecimento ao mover a cabeça, pricipalmente na presença de ateroma das artérias comunicantes vertebral e posterior. No idoso pode lever até a isquemia cerebral. Dificuldade de falar e engolir, ataxia e outros sinais de disfunção cerebelar. 5.2 Hérnia torácica Segundo Turek (1991), as pessoas de meia idade ou mais predispostas, em particular as com deformidade preexistente da coluna (p. ex., escolise e alterações degenerativas). Qualquer porção da coluna torácica pode ser afetada mas o local predileto é a metade inferior da coluna torácica. A expulsão de um disco intervertebral torácico ameaça a função da medula espinhal, seja diretamente pela compressão da medula ou indiretamente por interromper seu suprimento vascular. O início pode ser súbito, mas pode estar completamente ausente. A dor é vaga e pouco localizada. Ela pode ser referida uni ou bilateralmente no tórax, abdome ou extremidades inferiores. O entorpecimento subjetivo e as parestesias, como as sensações de frio e queimadura, são sintomas precoces e importantes. Uma queixa comum é a fraqueza e o peso nas pernas. O sintoma é progressivo, pode exigir apoios para a marcha e pode confinar o paciente a uma cadeira ou leito. Podem surgir sinais físicos de lesão do neurônio motor superior (clonos, reflexos profundos hiperativos, espasticidade e resposta de Babinski). A perda sensitiva superficial (toque, dor, temperatura) é muito variável e é encontrada pelo menos em alguns dermátomos além do nível do comprometimento discal. Na fase avançada, o comprometimento medular adiciona-se à astenia esfincteriana e o quadro clínico torna-se acentuado. 6 5.3 Hérnia lombar A hérnia lombar pode ser aguda, surgindo repentinamente como resultado de uma flexão, torção e levantamento de peso ou pode aparecer gradualmente após vários episódios pequenos de exercício ou de atividade não habitual (exemplo: uma viagem longa). Os sintomas da hérnia lombar, são devido a alterações traumáticas ou degenerativas no disco ou articulações espinhais. Os sintomas locais são dor e espasmo muscular. Lombalgia aguda com ou sem ciática (dor no dermátomo correspondente). São comuns em qualquer idade, geralmente seguindo-se a ligeiro trauma ou distensão. Há diminuição da mobilidade nos estágios agudos com dor em qualquer movimento e posteriormente extensão dolorosa e limitada. A dor costuma variar com as mudanças de posição. Também ocorrem deformidades devido ao espasmo muscular intenso, provocando redução da lordose lombar ou escoliose antálgica. Os sintomas devido a compressão nervosa, produz dor semelhante ou mais forte do que a anterior. Os reflexos do quadríceps e do aquileu estão diminuídos quando há pressão nas raízes nervosas correspondente. A compressão da raiz nervosa interrompe a transmissão de impulso e resulta em fraqueza dos músculos supridos pelo nervo correspondente. É comum surgir parestesias e sensibilidade alterada ou ausente (no dermátomo correspondente). E persistir após o desaparecimento da dor radicular. Os sinais devido à compressão da cauda eqüina é a alteração mais séria da hérnia lombar e geralmente é devido à volumosa hérnia distal extrusa. A marcha é claudicante porque o paciente não pode realizar a fase do impulso normal no membro afetado. 6. DIAGNÓSTICO Compreende dados relacionados com o trauma específico ou uso abusivo. Data do trauma ou início da dor, furação dos sintomas, freqüência da recorrência, medicações e visitas médicas anteriores. Atividades de laser e profissional (ocupacional), preparo físico e atividades esportivas. Exame físico e neurológico para detectar alterações de tônus, força muscular (isotônica e isométrica), sensibilidade nos diversos dermátomos, reflexos dos MMSS e MMII, grau de movimento ativo e passivo, sinal de Lasègue, palpação. Isto mostrará anormalidades nas raízes nervosas e tratos longos. De acordo com Hennemann e Schumacher (1995), em 90% das vezes o diagnóstico pode ser feito pelas manifestações clínicas. Os exames servem de auxílio para determinar o local exato e a extensão do prolapso e para afastar outros diagnósticos. Estudos por imagem (Raios-X, tomografia Computadorizada, Ressonância Nuclear Magnética) – Raios-X, nas posições ântero-posterior, perfil, obliquas, com troco em flexãoextensão. O objetivo mais importante é excluir doenças sistêmicas, fraturas ou deformidade. Visualiza o espaço intervertebral, calcificações marginais, forame neural, calcificação nas articulações interfacetárias. A RNM fornece mais informações porque visualiza melhor as partes moles. A RNM também é usada para monitorizar a regressão das herniações dos discos tratados sem cirurgia. A TC e principalmente a RNM estão sendo cada vez mais usadas em substituição a outros exames invasivos (como a discografia e a mielografia). - Mielografia – Radiografia da medula espinhal, após injeção no espaço subaracnóideo de substância contrastante. - Discografia – Injeta-se uma substância radiopaca na estrutura interna do disco. Essa técnica, também serve para reproduzir o padrão de dor enquanto o disco é distendido pelo fluido injetado. 7 - Injeções anatômicas específicas - Injetam-se contraste com orientação da fluoroscopia e depois faz T.C. Depois de achar a área, injeta-se anestésico ou esteróide. E controverso porque nem sempre são reproduzíveis ou específicos. 7. AVALIAÇÃO FISIOTERÁPICA A avaliação do fisioterapeuta deve começar pela anamnese, onde devemos detectar em qual estágio o paciente se encontra: Fase primária (ou aguda), secundária ou terciária. E se é pós-cirúrgico (identificando o tipo de cirurgia). A avaliação da dor também realizada: intensidade, duração, quando há melhora e piora. A anamnese deve conter todos os itens como em qualquer outra patologia, dando ênfase as atividades desenvolvidas pelo paciente como: profissional, de laser, esportivas, etc... Esta anamnese, vai nos indicar que tratamento seguir. Avaliação postural – é importante, porque a coluna é o eixo do corpo e uma alteração seja na estrutura da coluna ou por uma dor, sempre altera outras regiões do corpo. http: // www.fag.edu.br/tcc/2005/fisioterapia/tratamentodehérniadiscallombar utilizandooprotocolodetratamentopropostopordejarnetteestudodecaso.pdf Avaliação neurológica – Deve avaliar equilíbrio e marcha, motricidade (força, tônus, reflexos profundos e superficiais, coordenação dos movimentos), sensibilidade, funções neurovegetativas e testes funcionais. A força muscular é classificada da seguinte maneira: a) 0 Paralisia total; b) 1 Contração palpável ou visível; c) 2 Movimento ativo, arco de movimento completo (AMC) com a gravidade eliminada; d) 3 Movimento ativo, arco de movimento completo (AMC) contra a gravidade; e) 4 movimento ativo, arco de movimento completo (AMC) contra uma moderada resistência; e f) 5 (normal) movimento ativo, arco de movimento completo (AMC) contra resistência completa. 8. Tratamento O tratamento da hérnia de disco se divide em três fases: - Fase Primária - Inicia-se imediatamente após o início da dor. Dura de 4 a 6 semanas. Nessa fase só se pensa em cirurgia se houver uma deteriorização neurológica significativa. É indicado o repouso, que deve ser em colchão firme e não deve se muito prolongado. Usa-se medicação analgésica, antiinflamatório, relaxante muscular, fisioterapia e colar no caso da hérnia cervical; - Fase Secundária - Começa na sexta semana até quatro meses. Nesta fase se indica fisioterapia, sedação noturna quando necessário e o tratamento cirúrgico só é recomendado se for evidente que as estruturas lesadas não responderão se não houver intervenção; e - Fase Terciária - Investigar se existem outros fatores que não permitem a cura do problema. A possibilidade de barreiras psicossocial para solução do problema requer acompanhamento psicológico e/ou ocupacional. O tratamento cirúrgico só deve acontecer quando o conservador não apresentar resultados. Tratamento cirúrgico: Weber (1983) demonstrou que os resultados de pacientes não operados e operados em quatro anos são semelhantes e iguais em dez anos, sendo que os operados 8 obtiveram melhora significativa no primeiro ano pós-cirúrgico, comparados com os não operados. 9. ABORDAGEM FISIOTERÁPICA Na hérnia discal, mesmo durante o período de repouso é essencial manter as raízes nervosas móveis. Após esta fase é preciso restaurar a mobilidade, postura e força muscular. 9.1 Hérnia cervical e torácica: - Casos agudos – além dos procedimentos usados para o controle da dor, usam-se mobilização dos MMSS, cintura escapular e colar cervical na hérnia cervical; e - casos crônicos – colar (na hérnia cervical), principalmente ao sair de casa, andar de carro, e outras atividades, correção postural, tração cervical (na hérnia cervical), exercício para mobilidade e força muscular. 9.2 Hérnia lombar - casos agudos – todos os procedimentos para alívio da dor. Ao levantar da cama, evitar usar os músculos abdominais e evitar forças que aumentem a pressão intra-abdominal porque haverá uma força atuando ântero-posterior sobre o disco, que é a direção de extrusão; e - casos crônicos – correção postural, tração lombar. Em todas as formas de tratamento é essencial obter uma lordose e que o paciente compreenda como é vital mantê-la. Para a manutenção da lordose, usar toalha enrolada ou pequena almofada apoiando a coluna lombar. Após três semanas, iniciar a flexão lateral de pé e começar a reassumir a flexão. A flexão deve ser iniciada com o peso do tronco apoiado nos membros superiores descendo vagarosamente os degraus da barra de Ling. na flexão de tronco (de pé) a musculatura paravertebral esta sendo fortalecida (contração excêntrica). A força dos músculos da coluna lombar é importante porque sustenta toda coluna vertebral. Os músculos abdominais devem ser fortalecidos só depois da cicatrização do disco A fisioterapia visa: - Controle da dor – pode ser usado a crioterapia, as diversas formas de calor superficial e profundo, o TENS e a mobilização suave que diminuem a dor, relaxam os espasmos e reduzem o edema. Muito dos efeitos fisiológicos tem sido atribuído a essas modalidades de controle da dor, mas estudos em animais ainda não mostram que as modalidades físicas tenham qualquer efeito na cicatrização dos tecidos de partes moles após a sua lesão; e - Regressão da hérnia – Tração alivia a compressão da raiz nervosa, favorece o estiramento longitudinal do anel fibroso e nos ligamentos longitudinais. A força centrípeta tende a mover o núcleo. Devemos permitir que a cicatrização ocorra na posição de lordose (hérnia cervical e lombar). Se isso acontecer há todas as probabilidades que a região posterior do anel cicatrize em posição encurtada e o núcleo é retido centralmente. Ainda o colágeno no disco cicatrizado segue as linhas de pressão necessárias para a função normal. O treinamento postural sempre deverá manter a lordose fisiológica. Quando a dor cessa deve ser ensinado a mover o tronco em todas as direções. A importância desses exercícios é que os tecidos da coluna, as cartilagens articulares e a raízes nervosas são movidos na excursão máxima. Isso evita aderências, ajuda o liquido a fluir e, portanto, a nutrição para todas essas escrituras. Como toda correção postural é global, ou seja, todos os nossos músculos são ligados indiretamente pelas “cadeias musculares” e os diversos grupos musculares motores que fazem parte do nosso corpo, agem simultaneamente e alternativamente pela contração (concêntrico) 9 e pelo relaxamento controlado (excêntrico), ambos podem ser usados para o fortalecimento muscular. O alongamento na verdade só pode ser passivo provocado por uma força exterior ou antagonista, e o estiramento só acontece, após relaxamento completo onde os reflexos miotáticos são inibidos. O equilíbrio entre as tensões é indispensável, para a estabilidade postural e a mobilidade, por isso devemos evitar as retrações musculares, para favorecer uma boa atividade postural. Os paravertebrais encurtados precisam além de ser alongados, também fortalecidos. Segundo Thompson, Skinner e Piercy (1994), o trabalho com prancha de equilíbrio e bola suíça é excelente para o treinamento dos componentes posturais dos músculos da coluna (estimulação proprioceptiva), porque os músculos paravertebrais profundo são constituídos em maior proporção por fibras musculares tônicas e vão reagir de maneira reflexa e global sobre o conjunto da coluna. O comando voluntário está reservado para movimentos de grande amplitude articular (flexão, extensão e rotação) e assegurado preferencialmente pelos músculos superficiais. A seguir descrevo alguns métodos utilizados para o tratamento da hérnia de disco e alguns particulares: Exercícios de estabilização dinâmica visam desenvolver um controle músculoligamentar adequado, a fim de reduzir o microtrauma repetitivo das estruturas da coluna. O paciente desenvolve força simétrica, flexibilidade, equilíbrio, propriocepção e controle de tronco. Quando o paciente melhora sua estabilização, os exercícios serão mais intensos, podendo usar bolas, pesos, bandas elásticas e outros. O conceito de estabilização é enfatizado durante as atividades domésticas e ocupacionais, visando se automatizado, não requerendo controle consciente. Método Mckenzie – Este método, parte do princípio de que a maioria dos problemas lombares é causada por desarranjo do disco intervertebral. O objetivo do tratamento é fazer retornar as estruturas do núcleo pulposo, do disco, e as de suporte a um estado anatômico mais normal, com exercícios específicos. A análise do movimento que causa dor, identifica qual exercício ajudará a restaurar a força e o movimento normal da área afetada. Quando a dor deixa as regiões periféricas e se localiza somente na região central, indica evolução do quadro e que a terapia está adequeda. Os exercícios de flexão e extensão lombar melhoram a hidratação e a nutrição do disco por bombear o fluido para dentro e para fora do disco. Como na flexão, o materialnuclear se move posteriormente e a dor pode se irradiar perifericamente, é usado mais a hiperextensão lombar, visando o movimento nuclear anterior. Estudos mostram que esta técnica, baseada na tentativa de redução da hérnia discal pelo indireto redirecionamento da pressão discal com a hiperextensão, pode ser falha devida à extrusão de fragmentos, pela degeração mixóide da hérnia, isolando o material herniado do restante do núcleo pulposo. Método Willians – Trabalha em flexão, totalmente oposto na concepção do método anterior. Isostretching – É um método que combina os exercícios de fortalecimento muscular (exercícios isométricos) e os exercícios de alongamento. O Isostretching e as contrações vão otimizar a atividade muscular, acrescentar força, mobilidade e assim harmonizar as curvas naturais do corpo. Em vez de trabalhar em flexão ou em extensão, este método visa um autoengrandecimento da coluna vertebral, a fim de trabalhar mais especificamente a musculatura paravertebral profunda, com contrações musculares concêntrica e excêntrica. 10 Bernard Redondo, criador do método, procurou uma via intermediária entre os exercícios praticados no ocidente (baseada na repetição dos movimentos) e os praticados no oriente (onde a mente é prioridade e a postura é somente o suporte para atingir a serenidade), onde o elemento principal é a coluna vertebral. Reeducação Postural Global (RPG) – É um método fisioterápico que tem como objetivo o tratamento de desvios posturais e as dores causadas por estes desvios. O tratamento é desenvolvido sobre cadeias de tensão muscular, utilizando-se de posturas estáticas que alongam e fortalecem os músculos lesionados. Fisioterapia Estática – É o conjunto de meios terapêuticos capazes de agir sobre a musculatura tônica. Englobam massagem (reflexa), posturas ( como as utilizadas por Françoise Mezières e posteriormente pela RPG), pompages (trazidos por Marcel Bienfait da Osteopatia) e outras técnicas como Eutonia e Ginástica Holística que propõem a utilização de materiais diversos para estimular a propriocepção dos pacientes em áreas tensas e usualmente ignoradas. Parte do princípio que a manifestação de patologia do músculo estático é o desequilíbrio postural, que por sua vez pode ser o ponto de partida para o desenvolvimento de inúmeros problemas ortopédicos dentre eles a hérnia discal. Método Maitland – É um método fisioterapêutico criado por Geoff Maitland, australiano, que estabeleceu princípios de mobilização e manipulação articulares. É um método usado para aliviar dores e alongar ou liberar com segurança determinadas estruturas, com objetivo de restaurar os movimentos e a amplitude de movimento normal, melhorando a função do indivíduo. www.fisioterapeutasplugados.com.br/maitland.asp Mobilização do Sistema Nervoso – nada mais é do que a mobilização das estruturas nervosas, e não um alongamento ou estiramento deste tecido. É uma técnica que visa restaurar o movimento e a elasticidade do SN, promovendo funções normais, e atuando também como um valioso recurso terapêutico nas diversas disfunções do sistema músculo-esquelético. www.fiepbulletin.net/ índex.php/fiepbulletin/article/view/1437 Osteopatia – enfatiza principalmente a integridade da estrutura do corpo. Esta integridade estrutural é o fator mais importante a ser mantido. Rege a boa saúde do corpo e evita a doença. . 10. RESULTADO E DISCUSSÃO A prevenção de uma nova herniação deve ser levada em conta já que o disco, uma vez lesado fica mais vulnerável. O paciente deve entender que movimentos de flexão e rotação causam mais dano ao disco. Em indivíduos sãos a prevenção deve ser feita nas escolas, indústria, associações de moradores, clínicas e outros lugares visando uma educação postural, visto que uma postura correta favorece uma boa nutrição para os discos, evitando sua degeneração. Segue algumas orientações, que devemos passar aos nossos pacientes: - manter as 3 curvas alinhadas corretamente independente das atividades diárias; - Evitar qualquer postura por tempo prolongado, realizar frequentemente exercícios para manter a ADM normal, gerando uma postura equilibrada; - Andar o mais ereto possível; - Corrigir técnicas de levantamento, evitando torções do pescoço ou do tronco; - Dormir sempre de lado com flexão dos membros inferiores, travesseiro na altura do ombro e colchão com densidade adequada a seu peso e altura; -Forma física geral é importante; para quem já tem algum problema relacionado à degeneração discal, andar de bicicleta e nadar são adequados; e 11 - Dieta para controle do peso, porque excesso de peso causa estresse principalmente nos discos L4-L5 e L5-S1. 11. CONCLUSÃO A posição erecta do homem só foi possível graças à coluna vertebral e aos músculos. A coluna teve que se adaptar e, ao invés de ser um tubo rígido, passou a ter curvas e os músculos foram se desenvolvendo em várias camadas nas costas para permitir que ela se mantivesse na posição vertebral. A tensão muscular é ocasionada quando não há harmonia ou equilíbrio entre as curvaturas da coluna vertebral, e causa encurtamentos que comprometem a força dessa musculatura. Para trabalhar a musculatura paravertebral em sua totalidade é necessário trabalhar como um todo, ou seja, tanto as fibras fásicas como as tônicas. A cada instante o corpo humano executa seguidamente inúmeros movimentos, obrigando a coluna (vértebras, discos, articulações) e os músculos a uma ação constante de equilíbrio. Esses movimentos quando realizados de forma adequada não causam desgaste na coluna vertebral. Entretanto, quando os movimentos são realizados de maneira incorreta, as estruturas anatômicas sofrem desgaste precoce surgindo as dores nas costas. Todos os métodos podem ser eficazes desde que respeitem os limites fisiológicos e anatômicos. Utilizando vários métodos, o excesso de um pode preencher o vazio de outro, produzindo no final um tratamento mais eficaz. A prevenção deve ser quanto à má postura, pesos excessivos, obesidade, vícios no trabalho e comprometimento emocional. Daí a importância não só do tratamento fisioterápico como também a fisioterapia preventiva em escolas, indústrias, comunidades religiosas, associações e outros. 12 12. BIBLIOGRAFIA BARROS FILHO, Tarcísio E. P., Jr. Roberto (org) Coluna Vertebral. Diagnóstico e tratamento das principais patologias. São Paulo: Savier, 1995. BIENFAIT, Marcel. Fisiologia da Terapia Manual. São Paulo: Summus Editorial Ltda, 1987. CAILLIET, René. Tecidos moles, dor e incapacidade. São Paulo: Editora Manole, 1979. DANIELS, M.A. Lucille, WORTHINGHAM, Catherine. Provas de função muscular. 2ª ed. Rio de Janeiro: editora Interamericana, 1981. DAVIS, Carol M. 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