Teoria Antropológica II

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL
DISCIPLINA: Teoria Antropológica II, 2014/2, 60h/04 créditos
PROFESSORES: Flávio Luiz Tarnovski
PROGRAMA
1. Conteúdo Programático
Ementa: Estudo das proposições do pensamento antropológico nas últimas décadas do século XX
através da leitura da bibliografia das diversas teorias que a disciplina desenvolveu. Estruturalismo
francês e desdobramentos. Antropologia Interpretativa. A crítica pós-moderna.
O curso dá continuidade às leituras em teoria antropológica, iniciando com o estruturalismo de Claude
Lévi-Strauss e continuando com a antropologia interpretativa e as leituras críticas contemporâneas,
com o intuito de fornecer um panorama dos desenvolvimentos teóricos da disciplina a partir da segunda
metade do século XX.
2. Metodologia de Ensino e Avaliação
O programa será trabalhado a partir de aulas expositivas, seminários e debates guiados pela leitura dos
textos. Espera-se que os/as alunos/as façam todas as leituras indicadas para as sessões e levantem
questões pertinentes e estimuladoras para discussão.
- Avaliação:
a) Uma prova sem consulta, ao final da primeira unidade;
b) Apresentação de três seminários e entrega de três resenhas (a resenha terá de 03 a 04 páginas e
deverá ser entregue no dia da apresentação, que terá de 30 a 45 minutos);
c) Trabalho final: a partir dos textos da disciplina, produzir uma reflexão teórica sobre o objeto de
pesquisa que desenvolverá na dissertação (de 08 a 10 páginas).
3. Cronograma e Bibliografia
Aula 01
Apresentação e discussão do plano de ensino.
Aula 02 (Estruturalismo francês I)
01. MERLEAU-PONTY, Maurice. “De Mauss à Claude Lévi-Strauss”, in: Merleau-Ponty. Coleção Os
Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1980. pp 191-206.
02. CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. Sobre o pensamento antropológico. Rio de Janeiro: Tempo
Brasileiro, 2003. 3ª ed. (Cap. 1, “Tempo e tradição: interpretando a antropologia”)
03. DOSSE, François. História do estruturalismo. Vol. 1. Bauru: EdUSC, 2007. (pp. 11-65)
Aula 03 (Estruturalismo francês II)
04. LÉVI-STRAUSS, Claude. A Família. In: SHAPIRO, H.L. (org). Homem, cultura e sociedade. Rio de
Janeiro: Fundo de Cultura Econômica, 1972.
1
05. LÉVI-STRAUSS, Claude. Estruturas elementares de parentesco. Petrópolis: Vozes, 1982. (Cap. I, II,
XXIX).
06. LÉVI-STRAUSS, Claude. “A análise estrutural em linguística e em antropologia”. In: Antropologia
estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996.
Aula 04 (Estruturalismo francês III)
07. LÉVI-STRAUSS, Claude. “A eficácia simbólica”. In: Antropologia estrutural. Rio de Janeiro: Tempo
Brasileiro, 1996.
08. LÉVI-STRAUSS, Claude. O Pensamento Selvagem. Campinas: Papirus Editora, 2005. (“A ciência
do concreto”).
09. LÉVI-STRAUSS, Claude. “A noção de estrutura em etnologia”. In: Antropologia estrutural. Rio de
Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996.
Aula 05 (Pessoa, Indivíduo e Sociedade)
10. DUMONT, Louis. O individualismo. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. (Cap.1 “Gênese I: Do indivíduofora-do-mundo ao indivíduo-no-mundo”)
11. DUMONT, Louis. O individualismo. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. (Cap. 7 “O valor nos modernos e
nos outros”)
12. DUMONT, Louis. Homo hierarchicus. São Paulo: EdUSP, 1992. (Introdução, Posfácio para a edição
“Tel”)
Aula 06 (Razão simbólica, lógica estrutural e continuidade cultural)
13. SAHLINS, Marshall. Ilhas de história. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1990. (Introdução, Cap. 4,
“Capitão James Cook, ou o Deus agonizante” e Cap. 5, “Estrutura e história”).
14. SAHLINS, Marshall. Cultura e razão prática. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. (Cap. 2,
“Cultura e razão prática: dois paradigmas da teoria antropológica”).
Aula 07 (Estrutura, estratégia, interpretação)
15. RICOEUR, Paul. “Hermenêutica e estruturalismo”. In: Conflito de interpretações. Rio de Janeiro:
Imago, 1978. pp. 27-54.
16. AZZAN Jr., Celso. Antropologia e interpretação. Explicação e compreensão nas antropologias de
Lévi-Strauss e Geertz. Campinas: Ed. Unicamp, 1993. (Cap. 1)
17. ORTNER, Sherry B. Teoria na antropologia desde os anos 60. In: Mana, 2011, v.17, n. 2: 419-466.
Aula 08
Prova
2
Aula 09 (Ação social e estratégias)
18. BOURDIEU, Pierre. “Da regra às estratégias”. in: Coisas Ditas. São Paulo: Brasiliense, 2004.
19. BOURDIEU, Pierre. “Esboço de uma teoria da prática”. In: ORTIZ, Renato (org.). A sociologia de
Pierre Bourdieu. São Paulo: Olho d’Água, 2003..
20. BOURDIEU, Pierre. “A ilusão biográfica”. In: FERREIRA, Marieta M.; AMADO, Janaina (Org.). Usos
e abusos da história oral. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 1998.
21. BOURDIEU, Pierre. “O camponês e seu corpo”. In: Rev. Sociol. Polit., 2006, n. 26, p. 83-92..
Aula 10 (Fronteiras sociais e simbólicas)
22. DOUGLAS, Mary. Pureza e perigo. São Paulo: Perspectiva, 1976. (Introdução, Cap. 1, Cap. 2, Cap.
6)
23. LEACH, Edmund. Sistemas políticos da Alta Birmânia. São Paulo: Ed. USP, 1996. (Introdução, Cap.
6, Cap. 10)
Aula 11 (Antropologia Interpretativa)
24. GEERTZ, Clifford. “Uma descrição densa: por uma teoria interpretativa da cultura”. In: A
interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1989.
25. GEERTZ, Clifford. “O impacto do conceito de Cultura sobre o conceito de Homem”. In: A
interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, 1989.
26. GEERTZ, Clifford. “Mistura de gêneros: a reconfiguração do pensamento social”. In: O saber local.
Petrópolis: Vozes, 1999.
27. GEERTZ, Clifford. “’Do ponto de vista dos nativos’: a natureza do entendimento antropológico”. In:
O saber local. Petrópolis: Vozes, 1999.
28. SHANKMAN, Paul. “The thick and the thin: on the theoretical program of Clifford Geertz”. In: Current
Anthropology, Vol. 25, n. 3, 1984, pp. 261-270.
29. KEESING, Roger M. “Anthropology as interpretive quest”. In: Current Anthropology, Vol. 28, n. 2,
1987, pp. 161-169.
Aula 12 (Pós-modernidade)
30. CARDOSO DE OLIVEIRA, Roberto. “A categoria de (des)ordem e a pós-modernidade na
antropologia”. In: Sobre o pensamento antropológico. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2003.
31. RABINOW, Paul. “Representações são fatos sociais: modernidade e pós-modernidade na
antropologia”. In: Antropologia da Razão. Rio de Janeiro: RelumeDumará, 1999.
32. CLIFFORD, James. “Sobre a autoridade etnográfica”. In: A experiência etnográfica. Organização de
José R. S. Gonçalves. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1998.
33. CALDEIRA, Tereza P. “A presença do autor na pós-modernidade”. In: Novos Estudos Cebrap, n.
21, 1988.
34. ABU-LUGHOD, Lila. “Locating Ethnography”. In: Ethnography, vol. 1, n. 2, 2000, pp. 261-267.
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Aula 13 (Crítica pós-colonial)
35. ASAD, Talal. “Anthropology and the colonial encounter”. In: HUIZER, Gerrit; MANNHEIM (orgs.).
The politics of anthropology. The Hague: Mouton, 1979.
36. PELS, Peter. “What has anthropology learnt from the anthropology of colonialism?” In: Social
Anthropology, vol. 16, n. 3, pp. 280-299, 2008.
37. FABIAN, Johannes. O tempo e o outro. Petrópolis: Vozes, 2013. (Cap. 2)
38. GOLDMAN, Marcio; NEIBURG, Federico. “Da nação ao império: a guerra e os estudos do ‘caráter
nacional’”. In: L’ESTOILE, Benoît de; NEIBURG, Frederico; SIGAUD, Lygia (orgs.). Antropologia,
impérios e Estados nacionais. Rio de Janeiro: Relume Dumará/Faperj, 2002.
Aula 14 (Repensando cultura)
39. ABU-LUGHOD, Lila. “Writing against Culture”. In: R. Fox (ed.). Recapturing Anthropology. Santa
Fé: School of American Research, 1991, pp.137-162.
40. BRUMANN, Christoph. “Writing for culture: why a successful concept should not be discarded". In:
Current Anthropology, Vol. 40 (S1), 1999: 1-15.
41. SAHLINS, Marshall. “Adeus aos tristes tropos: a etnografia no contexto da moderna história
mundial”. In: Cultura na prática. Rio de Janeiro: EdUFRJ, 2007.
42. STRATHERN, Marilyn. “Sem natureza, sem cultura: o caso Hagen”. In: O efeito etnográfico e outros
ensaios. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
Aula 15 (Repensando sociedade)
43. VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. “O conceito de sociedade em antropologia”. In: A inconstância
da alma selvagem. São Paulo: Cosac Naify, 2011.
44. STRATHERN, Marilyn. “Fora de contexto: as ficções persuasivas da antropologia”. In: O efeito
etnográfico e outros ensaios. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
45. STRATHERN, Marilyn. “O conceito de sociedade está teoricamente obsoleto?”. In: O efeito
etnográfico e outros ensaios. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
46. STRATHERN, Marilyn. “Partes e todos: refigurando relações”. In: O efeito etnográfico e outros
ensaios. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
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