UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO

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CURSO SERVIÇO SOCIAL
Profª Mestre Mônica Santos
Disciplina: Métodos e Técnicas de Pesquisa
METODOLOGIA DE PESQUISA QUALITATIVA
Objeto
principal:
incorporação
do
SIGNIFICADO
e
da
INTENCIONALIDADE, como inerentes aos atos, às relações, e às
estruturas sociais.
Para o Positivismo ciência
é só o que for quantificado
objetivamente, os subjetivos não são quantificáveis.
Para a Dialética a quantidade e a qualidade são inseparáveis e
interdependentes, ensejando-se assim a dissolução das dicotomias
quantitativo/qualitativo, macrofunção, interioridade e exterioridade.
Os significados são parte integrante da totalidade das relações
sociais.
METODOLOGIA DA PESQUISA SOCIAL
Especificidades:
1
1-
Objeto das ciências sociais é histórico – tudo se encontra
em transformação!
2-
Sujeito
e
objeto
solidariamente
de
investigação
imbricados
e
–
identidades
comprometidos,
pois
investigam seres humanos.
3-
As ciências sociais são ideológicas, ou seja , toda ciência é
comprometida, se submete e resiste aos limites dados pelos
esquemas de dominação vigentes. Nas ciências físicas e
biológicas existe um distanciamento da natureza entre o
físico e o biológico em relação ao seu objeto, embora a
“nova física” já aponta para o imbricamento relacional
entre o pesquisador e a natureza: “o real é a natureza que
ele conhece”.
Conceito de Metodologia:
Concepções teóricas de abordagem, conjunto de técnicas que
possibilitam a apreensão da realidade e também o potencial criativo do
pesquisador.
Pesquisa Social
É histórica, e por isso reflete posições frente à realidade, momentos
do desenvolvimento e da dinâmica social, preocupações e interesses de
classes e de grupos determinados.
São 5 tipos de pesquisa social:
2
1- Pesquisa básica – construção de teorias ,não tem finalidade prática;
2- Pesquisa estratégica – tem por finalidade a ação, seus instrumentos
são da pesquisa básica;
3- Pesquisa orientada para um problema específico – é em geral
realizada dentro de instituições governamentais ou para elas, para
ajudar a lidar com problemas práticos e operacionais;
4- Pesquisa-Ação
- Pesquisador é um investigador social, parte
integrante da pesquisa, cooperando, participando;
5- Pesquisa de inteligência – levantamentos de dados demográficos,
econômicos, estatísticos – ex. IBGE, CENSOS
QUANTITATIVO X QUALITATIVO, SUBJETIVO X OBJETIVO
Tem sua origem nas diferentes formas de perceber a realidade social.
No Positivismo, utilizou-se termos matemáticos para a compreensão
da realidade. O que é real são os dados brutos, objetivos, cultura, valores e
crenças são realidade subjetivas.
A questão do QUANTITATIVO traz a reboque o tema da
objetividade. Os dados relativos à realidade social seriam objetivos se
produzidos por instrumentos padronizados. Restringe-se a realidade social
ao que pode ser observado e quantificado.
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Na contemporaneidade a questão do significados ganha força, pois as
correntes de pensamento assumem como a essência da sociedade o fato do
homem ser ator de sua própria existência.
Não existe neutralidade na Pesquisa social, seja ela qualitativa ou
quantitativa, todo estudo da realidade tem a norteá-lo um arcabouço teórico
que informa a escolha do objeto, os passos e resultados teóricos e práticos.
E nenhuma linha de pensamento sobre o social tem o monopólio de
compreensão total e completa sobre a realidade, é sempre uma
aproximação, pois toda interpretação é histórica.
AS LINHAS DE PENSAMENTO NAS PESQUISAS SOCIAIS:
Para o Positivismo ( Comte ):
.A realidade se resume em tudo aquilo que os nossos sentidos podem
perceber;
.As Ciências Sociais e as Ciências Naturais possuem os mesmos
fundamentos lógicos e metodológicos;
.Distinguem fato e valor: ciência se ocupa do fato e deve buscar se
livrar do valor;
.A sociedade é considerada como “coisa”;
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.Fato social como o que é geral no conjunto de uma dada sociedade,
tendo uma existência própria, independente das manifestações individuais;
.Pesquisa empírica na produção do conhecimento, a prática como
valor útil ( pragmatismo);
.Leis intemporais, invariáveis, e tendentes à estabilidade e coesão.
Para o Funcionalismo ( Merton, Parsons, Malinowski e Radcliffe Brown):
.Como uma corrente que faz parte do positivismo, é uma das
variantes, logo:
- A sociedade é um conjunto de sistemas e subsistemas que, interrelacionam-se entre si, produzindo equilíbrio, estabilidade, sendo passível
de ajustes e reajustes;
- Sociedade como organismo social;
- Desvios e disfunções fazem parte da concepção do sistema, que através
dos mecanismos próprios de controle tendem a ser absorvido, produzindo a
integração;
- CONCEITOS CENTRAIS: sistema, subsistema, estrutura, função,
adaptação, integração, desvio, consenso, ajustamento, controle, disfunção,
equilíbrio, harmonia, etc.
ESSAS 2 FORMAS DE PENSAMENTO INTERFEREM NA
METODOLOGIA DAS PESQUISAS SOCIAIS, POR:
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. Desconhecer os conflitos existentes na sociedade;
. Desconhecer as determinações sociais;
. Enfoque pragmático em relação ao objeto;
. Entende o objeto de pesquisa como atemporal, isenta de valores;
. Valorização das ciências sociais como acessório ou complemento
na prática e na teoria a ser estudada e pesquisada, entendendo a possível
área de conhecimento como uma ciência adaptativa e funcional;
. Valorização excessiva da objetividade e quantitatividade na
pesquisa social.
A SOCIOLOGIA COMPREENSIVA
- Compreensão e Intelegibilidade
- Significado e Intencionalidade
- Para Weber ( sociólogo que contribuiu com 2 correntes de pensamento: A
Fenomenologia Sociológica e a Etnometodologia ) a sociologia requer
abordagem diferente das ciências da natureza, através da :
a) Pesquisa empírica para fornecer dados para as formulações
teóricas;
b) Tais dados derivam de algum modo de vida dos atores sociais;
c) Os atores dão significados a seus ambientes sociais de forma
variada;
d) Eles podem descrever, explicar e justificar suas ações.
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- Para a Sociologia Compreensiva as realidades sociais são construídas
nos significados e através deles e só podem ser identificadas na linguagem
significativa da interação social. Por isso, a linguagem, as práticas , as
coisas e os acontecimentos são inseparáveis.
- As correntes de pensamento de Weber:
. A Etnometodologia: compreende o conjunto de reflexões que abrigam sob
seu próprio nome, além do internacionalismo simbólico, da história de vida
e da história orla – estuda a cotidianidade, descobrindo os modelos de
racionalidade subjacentes à ação dos indivíduos e dos grupos.
- As críticas realizadas por Marxistas:
1- crítica à consideração de que os significados subjetivos criam a
realidade do mundo;
2- crítica à redução da estrutura social a procedimentos interpretativos;
3- crítica ao desconhecimento dos fatores que determinam ou
condicionam a visão das pessoas sobre sua situação social;
4- crítica à separação entre pensamento e ação.
O INTERACIONISMO SIMBÓLICO
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A concepção interacionista das relações sociais se fundamenta no
princípio de que o comportamento humano é outodirigido e observável em
2 sentidos:
- O simbólico,e o
- Interacional
Isso conferi a qualquer ser humano planejar e dirigir suas ações em
relação aos outros, e conferir significado aos objetos que utiliza para
realizar seus planos. Essa concepção também concebe a vida social como
um consenso estabelecido na inter-relação, por isso, o sentido atribuído às
ações e manipulado, redefinido e modificado através de um processo
interpretativo consensual ao grupo.
Do ponto de vista metodológico
- os princípios interacionistas
enfatizam que símbolos e interação devem ser os principais elementos a se
apreender na investigação.
Assim como a Etnometodologia, a Fenomenologia é considerada, dentro
das ciências sociais, a sociologia da vida cotidiana*. É na filosofia de
Hussel que ela busca seu nome e fundamentalmente metodológica.
* onde se situa com suas angústias e preocupações, na vida presente e
relação face a face.
A importância do significado nas ciências sociais.
A fenomenologia sociológica apresenta:
a) crítica ao objetivismo da ciência;
b) a subjetividade como constitutiva do ser social (refletindo sobre o
processo ontológico do ser social em Marx).
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O vivido e experimentado no mundo da cotidianidade pelo homem
em “atitude natural” e aceito como tal, pois não ocorre questionamento a
estrutura significativa desse mundo, ele age e vive nela, sem questioná-la.
Desta forma o objeto de estudo para a fenomenologia, parte do senso
comum, não da construção científica, pois para a fenomenologia o objeto
das ciências sociais quando é estudado já se encontra de certa forma
estruturado para os homens que vivem nela.
O objeto do cientista social, para a fenomenologia é, revelar os
significados subjetivos implícitos do objeto de estudo, a partir da:
intersubjetividade – interação, categoria central na análise fenomenológica
(família, igreja, associações) e da compreensão subjetiva.
É importante considerar a situação – o lugar que alguém ocupa na
sociedade, o papel que desempenha e suas posições ético-religiosas,
intelectuais e políticas.
Marxismo
O marxismo na metodologia da investigação científica tem a marca
da totalidade.
 Abordagem dialética, das relações entre o indivíduo e a sociedade;
 Entre as idéias e a base material;
 Entre a realidade e a sua compreensão pela ciência, e;
 Às correntes que enfatizam o sujeito histórico e luta de classes.
Materialismo dialético = modo de produção e formação social.
Formação Social = realidade que se forma processualmente na
história.
O seu estudo inclui tanto as mudanças e transformações como as
permanências e suas formas estruturais.
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Dentro da formação social analisa-se o desenvolvimento das forças
produtivas e as relações sociais de produção; as classes sociais é a luta de
classes; a divisão do trabalho; as formas de produção, circulação e
consumo de bens; a população; as migrações; o Estado; o desenvolvimento
da sociedade civil; as relações nacionais e internacionais do comércio, de
produção e de dominação; as formas de consciência real e possível dos
diferentes grupos sociais e por fim o “modo de vida”, conceito que em
Marx está vinculado a “modo de produção”.
Na metodologia dialética, o conflito e a centralização são princípios
permanentes e que implica a transformação.
Os seres humanos não são apenas objeto de investigação, mas
pessoas com as quais agimos em comum: são sujeitos em relação.
No pensamento marxista dialético existe um embate entre o exagero
da razão, como também contra o irracionalismo moderno. Não tem como a
ciência negar o papel da imaginação.
Integração entre a teoria e prática, pois para Marx é o trabalho a
categoria mediadora das relações sociais, a atividade prática. É através do
trabalho que o rumo da cultura se sobrepõe ao rumo da natureza.
Para Marx, o objetivo e o subjetivo fazem parte da mesma totalidade.
Critica a fenomenologia que coloca o subjetivo quase como absoluto.
Critica o método fenomenológico que parte dos dados imediatos da
experiência vivida para analisar sua estrutura e condições.
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