análise da relação entre desempenho operacional e geração de

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ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE DESEMPENHO OPERACIONAL E GERAÇÃO
DE RIQUEZA ATRAVÉS DA DVA
Antônio Marcos Vieira Amaral1
Ricardo Lúcio dos Santos Silva2
RESUMO
O presente artigo busca através da análise de dados estatísticos verificar a existência de uma
possível correlação entre os resultados apresentados pelos indicadores de rentabilidade e a
geração de riqueza apresentada pelas entidades, ou seja, busca explicitar se a riqueza gerada
pelas entidades sofre influência pelos resultados apresentados pelos indicadores de
rentabilidade analisados. Para a execução e análise do estudo foi realizado primeiramente um
estudo bibliográfico onde buscou-se embasamento teórico para se explicitar a importância da
demonstração do valor adicionado e dos indicadores de rentabilidade. Serviram como base de
pesquisa autores como Ariovaldo dos Santos, Alexandre Assaf Neto, José Roberto Kassai,
dentre outros. Posteriormente foram coletados dados dos demonstrativos contábeis das
empresas que compõem o índice Bovespa e utilizada a regressão linear múltipla para efetuar a
análise de possível correlação entre o resultado apresentado pelos indicadores de rentabilidade
e a riqueza gerada pelas entidades. O estudo realizado busca contribuir com a literatura já
existente demonstrando através da análise da regressão linear múltipla quais indicadores de
rentabilidade podem impactar diretamente na geração de riqueza das entidades apresentada
através da DVA.
Palavras-chave: Demonstração do Valor Adicionado. Indicadores de Rentabilidade. Geração
de Riqueza.
1 INTRODUÇÃO
As transformações econômicas e sociais impostas pela Revolução Industrial e pelo
Capitalismo foram extremamente significantes para o homem. Várias crises ocorreram para
que adaptação à nova realidade fosse alcançada e nesse momento passou a ser discutido o
verdadeiro papel das entidades na construção da sociedade.
As entidades em todo o mundo buscam maneiras de obter lucro e rentabilidade, pois
em um mercado competitivo todas as empresas precisam encontrar formas de se tornar
sustentáveis. Essa busca desenfreada pelo lucro fazia com que as empresas se esquecessem do
papel que exercem no local onde estão instaladas e da importância de seus colaboradores. As
organizações até então eram consideradas como um aglomerado de recursos materiais e
humanos, que produziam bens, criavam serviços e os disponibilizavam ao mercado
consumidor.
Délano (1980) destaca que as entidades são muito mais que isso, elas representam uma
força social, econômica e financeira com sua potencialidade de emprego, de expansão e de
influência na melhor ou pior qualidade de vida da localidade onde está instalada.
1
Graduando em Ciências Contábeis pela Faculdade de Pará de Minas – FAPAM.
Mestre em Finanças pela Faculdade de Pedro Leopoldo.
Especialista em Administração Financeira pela UNA/MG.
Especialista em Administração Pública Municipal pela Faculdade de Pedro Leopoldo.
Graduado em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário Newton Paiva.
2
2
A partir dos anos 50 as entidades, principalmente as multinacionais, se veem obrigadas
a de alguma maneira mudar esse quadro, devido à insatisfação da classe operária que se
considerava pouco valorizada e clamava por maiores explicações das empresas quanto às suas
ações no ambiente em que estavam inseridas.
Segundo Danziger (1983) ocorreu uma mutação no sistema de valores na Europa e nos
Estados Unidos onde os cidadãos, os assalariados na empresa, adotam uma posição prioritária,
onde a repartição do bem estar social torna-se mais importante que a segregação de riqueza.
Danziger (1983) cita que o progresso econômico e o crescimento das grandes
empresas são originados de uma restauração no que se refere à atividade humana. A crescente
desumanização e certas estruturas organizacionais provocaram insatisfação, que
consequentemente conduziu à contestação, às vezes violenta contra certos grandes grupos
multinacionais.
Neste momento surge a necessidade da criação de uma nova demonstração contábil
que pudesse apresentar para a sociedade em geral as atividades desenvolvidas pela entidade e
sua influência e participação na economia local, regional e nacional.
Até o momento as demonstrações contábeis existentes traziam informações que eram
de grande valia para seus sócios e acionistas, pois eram informações que apresentavam
principalmente como o lucro da entidade era formado e sua rentabilidade. As demonstrações
não apresentavam para a sociedade como o lucro realizado pela empresa era distribuído nem
as ações realizadas pela mesma em busca de melhorias para o meio onde estava inserida.
Diante desta situação, a contabilidade, que tem como função transmitir informações de
forma tempestiva e segura para os seus usuários e busca evoluir cada vez mais neste sentido,
cria então em meados dos anos 70, na Europa, o Balanço Social, que compreende um
conjunto de informações quantificadas por meio das quais as empresas tem a possibilidade de
acompanhar o desenvolvimento de suas atividades no campo dos recursos humanos, bem
como medir seu desempenho na implementação de programas de cunho social.
Tinoco (1984) cita que “o Balanço Social é um importante instrumento de gestão e
informação que visa fornecer informações de caráter econômico e social aos mais
diferenciados tipos de usuários”.
O Balanço social busca evidenciar da forma mais transparente possível informações
contábeis, econômicas, ambientais e sociais do desempenho da entidade na busca do
desenvolvimento sustentável. O mesmo é composto por cinco vértices quais sejam: O
Balanço Social em sentido restrito (balanço de pessoas); a demonstração do valor adicionado
(DVA); a inserção ambiental; a responsabilidade social e as atividades que as entidades
exercem.
Um dos vértices do Balanço Social, a Demonstração do Valor Adicionado tem por
objetivo principal demonstrar o valor da riqueza gerada pelas atividades realizadas pela
empresa e sua distribuição entre todos os elementos que contribuíram para a sua geração.
Existem muitas vantagens em se apresentar a Demonstração do Valor Adicionado de
uma empresa no local onde a mesma se hospeda. Através deste demonstrativo a empresa tem
a oportunidade de apresentar sua contribuição à determinada região ou mesmo um país, no
caso de multinacionais. A empresa pode se utilizar deste para estabelecer o interesse da
comunidade e seus legisladores em suas atividades, gerar goodwill, expandir seu mercado,
reduzir conflitos com o governo local e grupos societários e evitar desgastes políticos.
Para Santos (1999) a DVA é um componente fundamental do Balanço Social e deve
ser entendida como forma mais competente criada pela Contabilidade para auxiliar na
medição e demonstração da capacidade de geração e distribuição de riqueza da entidade.
Apesar da criação do balanço Social e sua incontestável importância na prestação de
informações para todos os stakeholders das entidades e da sociedade de uma forma geral, as
empresas não deixaram de dar atenção especial para o lucro e rentabilidade gerados pelas
3
mesmas, afinal, nenhuma empresa será autossustentável se a mesma não apresentar um
retorno sobre o investimento realizado satisfatório. A preocupação das empresas em
demonstrar de forma consistente para todos os interessados as suas atividades de caráter social
e ambiental e também a distribuição do lucro gerado pelas mesmas tornou-se evidente, mas,
ao mesmo tempo, as estratégias para que o retorno sobre o investimento e consequentemente a
rentabilidade continuassem crescendo recebiam também sua devida importância.
Como descrito que as empresas preocupam-se com o retorno sobre o investimento,
podemos definir rentabilidade como o benefício econômico resultante de uma atividade
comercial que envolve a oferta de bens e serviços. É o valor final que se espera receber por
um investimento, uma relação entre os recursos necessários e seus benefícios econômicos
derivados. Empresas que não apresentam um retorno superior ao investimento realizado
tendem a não perpetuar em suas atividades.
Portanto, o retorno sobre o investimento de um negócio e sua consequente
rentabilidade podem ser analisados com o emprego de diversos indicadores que são muito
utilizados no dia-a-dia pelas entidades. Dentre esses indicadores podemos citar o Retorno
sobre o Ativo (ROA), o qual revela o retorno produzido pelo total das aplicações realizadas
por uma empresa em seus ativos. Possuímos também o Retorno sobre o Investimento (ROI),
que equivale aos recursos levantados pela empresa e aplicados em seus negócios. É o capital
que deve ser remunerado. E por fim possuímos o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE),
o qual mensura o retorno dos recursos aplicados na empresa por seus proprietários. Estes
indicadores são medidas quantificadoras do resultado gerado pelas atividades operacionais de
uma empresa e apresentam os reflexos das decisões tomadas pela administração na estrutura
patrimonial, liquidez e rentabilidade.
Diante do exposto acima, da importância do Balanço Social e especificamente da
DVA que é um de seus vértices e da constante busca por parte das entidades de retorno e
rentabilidade superiores aos investimentos realizados em suas atividades tem-se a seguinte
questão a ser respondida: Existe correlação entre a geração de riqueza apresentada na DVA e
o retorno operacional dos investimentos?
A fim de responder a questão acima, o objetivo deste estudo consiste em analisar se
empresas que compõem o Índice Bovespa (IBOV) apresentaram algum tipo de correlação
entre os resultados apresentados pelos seus indicadores de rentabilidade e sua geração de
riqueza.
A realização do estudo visa agregar informações à literatura buscando através da
análise da regressão linear múltipla identificar quais indicadores de rentabilidade podem
apresentar correlação com a geração de riqueza das entidades apresentada pela DVA.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Balanço Social e DVA
Com o intuito de se apresentar de forma clara e consistente informações relativas às
atividades de caráter social e preservação ambiental desenvolvida pelas entidades, bem como
seus investimentos na área de recursos humanos e busca pela sustentabilidade foi criado o
Balanço Social.
Kroetz (2000) cita que o Balanço Social é uma ferramenta gerencial que reúne dados
quantitativos e qualitativos sobre as políticas administrativas e as relações da entidade com o
meio onde está inserida, sendo uma demonstração destinada à sociedade.
Nos países onde o capitalismo encontra-se mais desenvolvido muitas empresas já
utilizam o Balanço Social como instrumento de gestão e informação, apresentando à
4
comunidade informações de caráter econômico, social e ambiental e dessa forma apresentam
uma relação menos conflituosa entre seus dirigentes e assalariados.
Ribeiro e Lisboa (1999) descrevem o Balanço Social como um instrumento de
informação da empresa para a sociedade e, portanto, o mesmo precisa conter dados
consistentes que permitam à população avaliar as ações positivas e negativas da organização,
avaliando a parcela de agregação de valor com que essa entidade contribuiu para a vida da
comunidade.
Para Torres (2003) a principal função do Balanço Social é tornar pública a
responsabilidade social da empresa apresentando com transparência para os atentos
consumidores, para os acionistas e investidores e para o público em geral o que a empresa está
fazendo na área social.
Com a crescente evolução econômica e social na Europa e Estados Unidos na década
de 50, as empresas se viram diante da necessidade de demonstrar de maneira mais clara sua
geração e distribuição de riqueza devido aos interesses cada vez maiores de informações mais
detalhadas por parte de todos aqueles que contribuíram para a geração desta riqueza e da
sociedade em geral. (BRAGA et al., 2008).
Um dos cinco vértices do Balanço Social, a DVA é um demonstrativo de extrema
importância, pois apresenta para a sociedade qual a riqueza gerada pela entidade e de que
maneira a mesma é distribuída. Esta demonstração contábil explicita de maneira clara qual a
contribuição da entidade na sociedade em que a mesma está inserida através da maneira como
a riqueza gerada é distribuída.
Marion (2002) cita a capacidade da DVA de evidenciar o quanto de riqueza uma
empresa produziu, ou seja, o quanto ela adicionou de valor a seus fatores de produção, a
maneira como a riqueza foi distribuída e quanto desta riqueza ficou retido na empresa.
A DVA possui particularidades quando feita uma comparação com outras
demonstrações contábeis, pois a mesma possui objetivos que podem ser contábeis ou sociais.
A Nota Explicativa à Instrução CVM nº 469, de dois de maio de 2008 ressalta que a DVA foi
inserida no conjunto de demonstrações financeiras que as companhias abertas devem
apresentar ao final de cada exercício social juntamente com as demais demonstrações
financeiras. Vale ressaltar que a DVA não possui o objetivo de substituir a Demonstração do
Resultado do Exercício (DRE), haja vista que esta tem como objetivo principal informar
como ocorreu a formação do Resultado Líquido de determinado Exercício, apresentando
despesas operacionais e não operacionais e com foco nos acionistas e aquela tem por
finalidade fornecer informações a diversos grupos participantes sobre a geração da riqueza da
entidade e sua posterior distribuição, ou seja, mais voltada para a responsabilidade social.
No Brasil, a aplicação da DVA aconteceu de forma tardia se comparada com a Europa.
A lei 11.638/07, sancionada pelo então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva em
27/12/2007, alterou consideravelmente a lei 6.404/76, a chamada Lei das S/A, e introduziu a
obrigatoriedade da elaboração e divulgação da DVA no Brasil. Esta lei diz que as empresas de
capital aberto devem obrigatoriamente apresentar a Demonstração do Valor Adicionado e que
nela devem constar o valor da riqueza gerada pela companhia e sua respectiva distribuição a
todos os elementos que contribuíram para que a mesma fosse gerada. A lei 11.638/07 também
estendeu a obrigatoriedade da elaboração e divulgação da Demonstração do Valor Adicionado
para as companhias de capital fechado que alcançarem um faturamento anual superior à R$
2.000.000.000,00(dois bilhões de reais). Antes de sua obrigatoriedade, a DVA tinha a sua
elaboração e divulgação incentivadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo
Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
De acordo com o CPC 09, a Demonstração do Valor Adicionado deve apresentar a
distribuição da riqueza gerada, minimamente, da seguinte forma: Pessoal e encargos,
impostos, juros e aluguéis, juros sobre o capital próprio e dividendos, lucros/prejuízos do
5
exercício. A forma como as empresas distribuem a riqueza gerada pode influenciar
diretamente na economia de uma cidade ou região. Através da Demonstração do Valor
Adicionado podemos saber como a riqueza gerada pelas empresas é distribuída e em que
áreas isso ocorre em maior e menor percentual, o que a torna uma demonstração de grande
importância.
Consenza (2003, p. 23) cita que “os beneficiários da riqueza distribuída pelas
entidades são os funcionários, o governo, os credores financeiros e os proprietários e/ou
acionistas”.
Segundo De Luca (1992, p. 56), “o valor adicionado de uma empresa representa o
quanto de valor é agregado aos insumos adquiridos em um determinado período, podendo
ser adquirido pela diferença entre as vendas e o total de insumos adquiridos de terceiros”.
2.2 Rentabilidade e indicadores
A rentabilidade é o resultado final do desempenho da empresa sobre o capital
investido. Para que a entidade seja sustentável e perpetue durante os anos em sua atividade a
mesma deve apresentar um retorno superior ao investimento realizado. Através de diversos
índices as empresas podem avaliar se um investimento será rentável e se a mesma deverá ou
não dar prosseguimento no mesmo. Uma análise de investimento mal feita pode resultar em
grandes perdas para a empresa e consequentemente destruição de valor.
Os índices utilizados para a análise de rentabilidade permitem ampla decomposição
dos elementos que influem na determinação da taxa da mesma, explicando quais os principais
fatores que levaram ao aumento ou à queda da rentabilidade.
Segundo Gitman (2010), os índices relacionados à rentabilidade são capazes de medir
e avaliar o lucro em relação ao volume de vendas, ativos ou investimentos, identificando a
situação financeira e econômica da empresa.
Para Assaf Neto e Lima (2014), o estudo do desempenho econômico-financeiro
através dos índices serve para diagnosticar a posição atual da empresa e produzir resultados
que venham a servir de base para a previsão de tendências futuras.
O retorno sobre o investimento (ROI) é uma medida que busca mensurar a atratividade
econômica do empreendimento através do resultado operacional produzido pela empresa. A
expressão utilizada para se medir o retorno do investimento, em sua forma mais simples, é
dada pela divisão do lucro operacional pelo investimento realizado pela empresa.
Segundo Kassai et al. (2014, p. 179) “o ROI serve de parâmetro para avaliação do
desempenho da empresa em relação a períodos anteriores, em relação ao mercado
concorrente e também como sinalizador em relação ao custo de capitais de terceiros”.
Kassai et al. (2014) aponta que o ROI deve se apresentar superior ao custo de capital
da empresa pois, se o mesmo for inferior ao custo de capital a empresa apresentará um spread
desfavorável e o retorno de seus proprietários será diretamente sacrificado.
O retorno sobre o ativo (ROA) é também uma medida quantificadora de resultado,
porém difere-se do ROI por considerar o investimento total, expresso pelo ativo,
compreendendo todos os bens e direitos da entidade, sejam eles oriundos de recursos
provenientes de capital próprio ou de terceiros. È obtido dividindo-se o lucro operacional pelo
ativo total da empresa.
Kassai et al. (2014, p. 181) cita o ROA como “uma medida que quantifica o resultado
operacional produzido pela empresa em suas atividades operacionais, ou seja, antes das
receitas e despesas financeiras”.
Empresas que apresentam um ROA superior ao custo de capital de terceiros possuem
alavancagem financeira positiva, ou seja, seus negócios apresentam rentabilidade superior à
remuneração do capital de terceiros. (KASSAI et al., 2014).
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Quando uma entidade for tomar alguma decisão relativa a novos financiamentos, a
mesma deve evitar a tomada de empréstimos com taxas superiores ao ROA, pois assim a
alavancagem será desfavorável. (KASSAI et al., 2014).
Já o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) demonstra a decisão dos acionistas de
investir o seu capital na própria empresa, deixando assim de aplicá-lo em uma alternativa de
mesmo risco. É encontrado dividindo-se o valor do lucro líquido gerado pela empresa pelo
patrimônio líquido da mesma.
Kassai et al. (2014) cita que ao se investir em uma empresa o empreendedor o faz
diante da possibilidade de maximizar o seu capital, caso contrário investiria em outra
alternativa. O ROE mede justamente essa decisão, é uma medida direta de comparação com
outras alternativas.
De acordo com Kassai et al. (2014, p. 184) “o ROI e o ROA medem o desempenho da
empresa de maneira global considerando todos os recursos aplicados no patrimônio da
mesma enquanto o ROE mede a rentabilidade dos recursos líquidos da empresa”.
3 METODOLOGIA
Esta pesquisa caracteriza-se como documental, uma vez que é feita uma revisão
bibliográfica a respeito do Balanço Social e também da rentabilidade e retorno operacional e
faz uso de dados contidos nas demonstrações financeiras de empresas listadas na BM&F
Bovespa.
Para a realização do objetivo proposto no estudo foi utilizada a regressão linear
múltipla que consiste em uma tentativa de estabelecimento de uma relação linear entre uma
variável dependente e duas ou mais variáveis independentes. Foram considerados como
variáveis independentes os indicadores financeiros ROA, ROI, ROE e também o Ativo Total,
Lucro Operacional, Passivo Oneroso e Patrimônio Líquido das empresas e como variável
dependente o índice geração de riqueza das entidades. O índice de riqueza das entidades foi
calculado através da geração de riqueza extraída da DVA dividido pelo valor dos
investimentos das empresas no período.
Foram coletados e avaliados os dados relativos às demonstrações financeiras das
empresas de capital aberto constantes na bolsa de valores, referentes aos anos de 2013,2014 e
2015.
Serviram como base de pesquisa as empresas que compõem a carteira teórica do
índice Bovespa (IBOV) no ano de 2016, pelo fato de serem consideradas as maiores empresas
listadas na BM&F Bovespa. Desta carteira foram excluídas as instituições financeiras e as
corretoras de seguros. O intuito da análise através da regressão linear múltipla é buscar
explicitar se existe algum tipo de correlação entre a geração de riqueza produzida pelas
entidades e o retorno operacional apresentado pelas mesmas, ou seja, se os índices
apresentados pelos indicadores de rentabilidade exercem influência na geração de riqueza das
mesmas.
Para a execução da análise foi utilizada a fórmula abaixo:
Descrição da fórmula:
Em que:
7
: É a geração de riqueza extraída da DVA do ano anterior, dividida pelo valor
dos investimentos da empresa i, no período t;
: é o indicador ROI da empresa i no período t;
: é o indicador ROE da empresa i no período t;
: é o indicador ROA da empresa i no período t;
: é o indicador ATIVO TOTAL da empresa i no período t;
: é o indicador LUCRO OPERACIONAL da empresa i no período t;
é o indicador PASSIVO ONEROSO da empresa i no período t;
: é o indicador PL da empresa i no período t;
4 COLETA DE DADOS E ANÁLISE
Os dados que serviram de base para a pesquisa e para a utilização na regressão linear
múltipla foram coletados das demonstrações financeiras das empresas listadas na BM&F
Bovespa. Serviram como base de pesquisa as empresas que compõem a carteira teórica do
índice Bovespa (IBOV) no ano de 2016, pelo fato de serem consideradas as maiores empresas
listadas na BM&F Bovespa. Desta carteira foram excluídas as instituições financeiras e as
corretoras de seguros totalizando uma amostra de 41 empresas.
Foram coletados os dados referentes à geração de riqueza apresentada pelas empresas
em suas DVA’s nos anos de 2013 e 2014 e também o Ativo Total, Lucro Operacional
Líquido, Passivo Oneroso, Lucro Líquido e Patrimônio Líquido, relativos aos anos de 2014 e
2015.
Todos estes dados foram necessários para se encontrar os valores referentes às
variáveis independentes utilizadas na regressão linear múltipla. O índice de geração de
riqueza utilizado como variável dependente na regressão linear múltipla foi calculado através
do valor da riqueza gerada pelas empresas apresentado em suas DVA’s dividido pelos
investimentos realizados pelas mesmas.
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TABELA 1
Resultados 2014
Estatística de regressão
R múltiplo
0,722924637
R-Quadrado
0,522620031
R-quadrado ajustado
0,438376507
Erro padrão
0,15009303
Observações
41
ANOVA
GL
SQ
Regressão
MQ
6
0,838536223
0,139756037
Resíduo
34
0,765949204
0,022527918
Total
40
1,604485427
Coeficientes
-0,016655178
0,062176387
-0,267869835
0,790417948
-0,143012798
0,109702441
-0,143012798
ROI
1,216766754
1,50853096
0,806590508
0,425508748
-1,84893699
4,282470497
-1,84893699
4,282470497
ROE
2,224184681
2,143934069
1,037431474
0,306857013
-2,132813534
6,581182896
-2,132813534
6,581182896
ROA
0,11540202
0,216275297
0,533588538
0,597097603
-0,324122263
0,554926303
-0,324122263
0,554926303
2,27585E-09
1,65532E-09
1,374873368
0,178164198
-1,08816E-09
5,63986E-09
-1,08816E-09
5,63986E-09
LUCRO OP
-1,31947E-08
1,0784E-08
-1,223543247
0,229536781
-3,51106E-08
8,72107E-09
-3,51106E-08
8,72107E-09
PL
-4,72201E-09
4,24366E-09
-1,112719902
0,273634388
-1,33462E-08
3,90215E-09
-1,33462E-08
3,90215E-09
ATIVO TOTAL
Stat t
6,203681964
Valor-P
F de
significação
0,000179457
Superior
95,0%
0,109702441
Interseção
Erro padrão
F
95% inferiores
95% superiores
Inferior 95,0%
Fonte: Elaborado pelo autor com o software Microsoft Excel, 2016.
GL = Graus de Liberdade; SQ = Soma dos Quadrados; MQ = Média Quadrática; F = Estatística de Teste F; F de significação = Nível de significância
9
Antes de iniciar-se a análise dos itens mais relevantes apresentados nos resultados da
regressão linear múltipla é importante destacarmos alguns elementos que compõem as tabelas.
Conforme demonstrado na TAB. 1 acima, pode-se verificar que o número de
observações correspondem a 41 empresas analisadas.
Segundo Triola (2013) o R-Quadrado representa o coeficiente de determinação
múltipla e serve como medida de em que proporção a regressão linear múltipla se ajusta aos
dados amostrais. Um ajuste com o valor próximo de 1 é considerado muito bom e um ajuste
com o valor igual a 1 é considerado perfeito.
Observando o R Quadrado da tabela o mesmo apresenta-se baixo. Isto pode ter
ocorrido em função das variáveis analisadas ou da população da amostra. O R Quadrado
apresenta a característica de que à medida que se incluem mais variáveis na regressão
múltipla seu valor proporcional cresce, ou seja, quanto mais variáveis forem inclusas na
equação da regressão maior será o valor do R-Quadrado.
Novamente referenciando Triola (2013), para a correção dessa falha é aconselhável a
utilização do coeficiente de determinação ajustado ou R-Quadrado Ajustado, que modifica o
R-Quadrado para se levar em conta o número de variáveis e o tamanho da amostra.
O valor-P indica a significância global da equação de regressão múltipla. Quanto
menor o seu valor, maior significância a equação irá apresentar.
Os coeficientes apresentados indicam se a relação das variáveis independentes com a
variável dependente da equação de regressão linear múltipla é positiva ou negativa. Valores
de coeficientes positivos indicam uma relação diretamente proporcional e valores negativos
indicam uma relação inversamente proporcional.
Analisando os dados apresentados na TAB. 1 verifica-se que todos os dados foram
rodados a um nível de significância de 95%, ou seja, pode se dizer que se espera um acerto de
95%. Apesar desse percentual estabelecido consideraremos índices com 90% de significância
como relevantes.
O R-Quadrado Ajustado demonstra qual o percentual de estimativa em que se pode
confiar nos resultados e em qual percentual de estimativa o aumento da riqueza pode ser
explicado pelas variáveis independentes. Encontramos um percentual de aproximadamente
44%, que é um percentual baixo. Esse baixo percentual pode estar relacionado ao número de
amostras, que é de apenas 41. Um maior número de amostras possibilitaria o aumento do RQuadrado Ajustado.
Os índices apresentados na coluna Valor-P referentes às variáveis independentes não
possuem significância, pois apresentam percentuais inferiores aos considerados significantes e
com isso podemos descartar a análise dos índices dos coeficientes, pois de acordo com os
valores apresentados na coluna Valor-P a equação não apresenta significância.
Pelos resultados apresentados na tabela do ano de 2014 pode-se concluir que os
índices apresentados não demonstraram correlação com a riqueza gerada pelas entidades.
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TABELA 2
Resultados 2015
Estatística de regressão
R múltiplo
R-Quadrado
0,722374107
0,52182435
R-quadrado ajustado
0,420393152
Erro padrão
0,166227504
Observações
41
ANOVA
GL
Regressão
SQ
MQ
7
0,995076782
0,142153826
Resíduo
33
0,911842245
0,027631583
Total
40
1,906919028
Coeficientes
Erro padrão
F
5,144613866
Stat t
Valor-P
F de significação
0,000495567
95% inferiores
95% superiores
Inferior 95,0%
Superior 95,0%
Interseção
0,208991878
0,046995244
4,447085719
9,31031E-05
0,113379336
0,304604421
0,113379336
0,304604421
ROI
2,707864596
0,625839686
4,32677035
0,00013192
1,434584188
3,981145003
1,434584188
3,981145003
ROE
1,881641837
0,147403865
2,85405E-09
1,083102777
-1,737269884
0,091666158
-4,085230995
0,321947321
-4,085230995
0,321947321
0,093217786
-1,581284754
0,123351437
-0,337056876
0,042249147
-0,337056876
0,042249147
4,28099E-09
0,666679977
0,509611263
-5,85569E-09
1,15638E-08
-5,85569E-09
1,15638E-08
-1,68714E09
-3,48379E09
-3,59227E09
6,33218E-09
-0,266439711
0,791558407
-1,45701E-08
1,11958E-08
-1,45701E-08
1,11958E-08
4,47167E-09
-0,779081116
0,441483335
-1,25815E-08
5,61388E-09
-1,25815E-08
5,61388E-09
6,793E-09
-0,528818708
0,600470326
-1,74127E-08
1,02282E-08
-1,74127E-08
1,02282E-08
ROA
ATIVO TOTAL
LUCRO OP
PASSIV ONER
PL
Fonte: Elaborado pelo autor com o software Microsoft Excel, 2016.
11
Na análise da tabela de resultados de 2015 encontramos um percentual do R-Quadrado
Ajustado de 42%, o que é um percentual baixo em relação ao percentual de acerto proposto.
Na coluna Valor-P encontramos valores significantes relativos às variáveis ROI e
ROE. Multiplicando-se o valor do ROI encontrado por 100 vemos que o seu percentual ficou
abaixo dos 5%, o que indica que existem praticamente 99% de chance que a variável ROI
interfira na geração de riqueza das empresas.
O coeficiente positivo do ROI mostra que esse indicador possui uma relação positiva
com a variável geração de riqueza. Pode-se dizer que um aumento no indicador ROI irá gerar
um aumento na geração de riqueza das entidades. Pelos dados estatísticos analisados
comprova-se que empresas que tiveram um aumento em seu ROI tiveram também aumento
em sua geração de riqueza.
O aumento constante do ROI tende a aumentar a geração de riqueza em anos
posteriores, mas vale salientar que está se avaliando apenas a geração de riqueza e não a sua
distribuição. A distribuição ficará a cargo dos gestores das empresas, pois de nada adianta
gerar mais riqueza e não saber distribuir a mesma.
Pode-se também analisar os resultados apresentados pela ótica do EVA (Economic
Value Added), ou valor econômico agregado, que é uma medida de criação de valor muito
utilizada e eficaz.
Segundo Assaf Neto e Lima (2014) o EVA é uma medida de criação de valor
identificada no desempenho operacional da empresa que indica se a mesma está sendo capaz
de cobrir seus custos e despesas, inclusive o custo de capital próprio e assim gerando riqueza
aos sócios e acionistas.
Analisando-se o resultado pela ótica do EVA podemos dizer que quanto melhor o
desempenho operacional da empresa maior será a geração de riqueza.
Vale salientar que o estudo em questão refere-se à geração de riqueza analisada
através da DVA e não do EVA, portanto não cabem comparações quanto à eficácia de cada
um dos métodos. Uma análise da relação entre desempenho operacional e geração de riqueza
através do EVA pode ser objeto de um estudo futuro.
Em relação aos índices apresentados pela variável ROE, multiplicando-se o resultado
encontrado na coluna Valor-P por 100 obtemos um percentual inferior a 10%. Considerando o
nível de 90% de significância como relevante pode-se dizer que o indicador ROE interfere na
geração de riqueza das entidades.
O coeficiente negativo do ROE demonstra que esse indicador possui uma relação
negativa com a variável geração de riqueza, nos possibilitando analisar a situação sob dois
pontos de vista.
Se pensarmos que quanto maior o ROE menor será a geração de riqueza queremos
dizer que as empresas estão distribuindo recursos para seus sócios/acionistas. Comparando
lucro líquido com patrimônio líquido veremos que a distribuição de dividendos irá interferir
no resultado das empresas.
Analisando por outro ângulo podemos imaginar que os sócios/acionistas ao terem
conhecimento do resultado das empresas e observando que seu resultado operacional é
superior ao capital investido, decidam não receber o valor que tem direito em dividendos e
sim aplicar esse valor na própria empresa, proporcionando assim um desempenho operacional
ainda melhor e uma criação de riqueza maior no futuro.
5 CONCLUSÃO
O estudo pôde demonstrar a relevância da Demonstração do Valor Adicionado para as
entidades, pois a mesma possibilita o conhecimento de como a riqueza das mesmas foi gerada
e posteriormente distribuída.
12
A divulgação e apresentação das informações contidas na DVA são de grande
importância, porque quanto mais transparentes forem as informações repassadas ao público,
maior será o número de usuários que passarão a confiar na organização, investindo na mesma
e garantindo a sua perpetuidade.
Pôde também demonstrar a importância dos indicadores de rentabilidade, pois através
deles as empresas podem verificar se os investimentos realizados estão apresentando um
retorno satisfatório.
Através dos resultados apresentados pelos indicadores de rentabilidade as empresas
podem avaliar se suas atividades devem sofrer modificações para a apresentação de um maior
lucro, podem traçar metas para o futuro.
Diante da importância da DVA como demonstrativo contábil pela vasta gama de
informações que a mesma apresenta e da importância dos indicadores de rentabilidade para a
análise de resultados das empresas e também para a tomada de decisões o presente estudo teve
como objetivo avaliar se existe algum tipo de relação entre o retorno apresentado pelas
entidades e sua geração de riqueza.
Analisando-se os dados obtidos pela regressão linear múltipla observou-se que dentre
as variáveis apresentadas o retorno sobre o investimento e o retorno sobre o patrimônio
líquido apresentaram relação com a geração de riqueza apresentada pelas entidades, uma vez
que o retorno sobre o investimento do exercício de 2015 apresentou correlação diretamente
proporcional com o índice de riqueza apresentado pelas entidades e o retorno sobre o
patrimônio líquido apresentou correlação inversamente proporcional.
O retorno sobre o investimento apresentou uma relação diretamente proporcional à
geração de riqueza possibilitando concluir-se que quanto melhor o desempenho operacional
da entidade, maior a probabilidade de geração de riqueza.
O retorno sobre o patrimônio líquido apresentou uma relação inversamente
proporcional à geração de riqueza, o que nos permite avaliar o resultado sob duas óticas
diferentes.
Entendendo-se que o retorno sobre o patrimônio líquido será distribuído sob a forma
de dividendos e que o valor não será reinvestido na entidade, pode-se concluir que o
investimento será menor, afetando o retorno operacional e consequentemente gerando menos
riqueza.
Caso aqueles que possuem direito ao recebimento dos dividendos decidam reaplicar
esse valor nas entidades com perspectiva de maiores lucros futuros, conclui-se que o retorno
operacional será maior, gerando assim mais riqueza.
Diante dos resultados apresentados e do objetivo proposto pelo estudo chegou-se à
conclusão de que o mesmo foi alcançado, pois duas das variáveis independentes analisadas
apresentaram relação com a riqueza gerada pelas entidades, sendo elas o retorno sobre o
investimento e o retorno sobre o patrimônio líquido.
ABSTRACT
The present article searches through the analysis of statistical data to verify the existence of a
possible correlation between the results presented by the indicators of profitability and the
generation of wealth presented by the entities, that is, it seeks to make explicit whether the
wealth generated by the entities is influenced by the presented results by the profitability
indicators analyzed. For the execution and analysis of the study, a bibliographical study was
carried out, where a theoretical basis was sought to explain the importance of the statement of
added value and profitability indicators. Research authors such as Ariovaldo dos Santos,
Alexandre Assaf Neto, José Roberto Kassai, among others, served as research bases.
Subsequently, data were collected from the financial statements of the companies composing
13
the Bovespa index and multiple linear regression was used to analyze the possible correlation
between the result presented by the profitability indicators and the wealth generated by the
entities. The present study seeks to contribute to the existing literature by demonstrating
through multiple linear regression analysis which profitability indicators can directly impact
on the entities' wealth generation presented through DVA.
Key words: Statement of Value Added. Profitability Indicators. Wealth Generation.
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14
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