becher,silva,verillo,souza - Universidade Estadual de Ponta Grossa

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VIII Jornada de Estágio de Serviço Social
A PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL NO HOSPITAL SANTA CASA DE
MISERICÓRDIA: SETOR DE TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA
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BECHER, Francine de Carvalho
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SILVA, Jéssica da
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VERILLO, Thaís do Prado Dias
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SOUZA, Cristiane Gonçalves de
Apresentador (as): Francine de Carvalho Becher e Jéssica da Silva.
Resumo: Este trabalho tem por finalidade apresentar o campo de estágio no Hospital
Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa no Setor de Terapia Renal Substitutiva
– TRS, através de uma contextualização do mesmo, especificando qual a população
atendida neste setor, as suas demandas e as modalidades de tratamento
disponíveis. Serão relatados os objetivos da prática profissional do Assistente Social
e quais instrumentais utilizados pelo Serviço Social neste setor. Será exposta a
metodologia dos trabalhos realizados no âmbito profissional do Serviço Social e
sobre os resultados alcançados com essa prática. O serviço de Terapia Renal
Substitutiva, conta com a especialidade do Serviço Social, onde é cabível a esta
profissão prestar serviços no âmbito de assistência social aos pacientes e seus
familiares, identificando e analisando problemas e necessidades, aplicando métodos
e processos básicos do Serviço Social para a sua resolução, visando garantir a
qualidade do atendimento. Todo o trabalho desenvolvido juntamente com o
profissional assistente social, está embasado a partir de referenciais teóricos como o
Código de Ética do/a Assistente Social Comentado (2012), Serviço Social e Saúde
(2006), Os Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na área da saúde
(2009), Lei Orgânica da Saúde –LOS (1990), Lei Orgânica da Assistência Social –
LOAS (1993).
Palavras-chave: Estágio, Serviço Social, Saúde.
Introdução
A Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa é um hospital de caráter
filantrópico sem fins lucrativos, que tem por finalidade prestar assistência médico
hospitalar e social a todas as pessoas que dela necessitam. O hospital conta com
um setor de Terapia Renal Substitutiva – TRS, sendo o único hospital com esta
especialidade na região de Ponta Grossa. A Terapia Renal Substitutiva é uma das
formas de tratamento para a Insuficiência Renal Crônica, que é quando os rins
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Acadêmica do terceiro ano do curso de Serviço Social, da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Acadêmica do terceiro ano do curso de Serviço Social, da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
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Assistente Social do Hospital Santa Casa de Misericórdia, setor de Terapia Renal Substitutiva.
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Assistente social e professora orientadora de estágio na Universidade Estadual de Ponta Grossa.
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param de funcionar. Existem três principais opções de tratamento para a perda da
função renal: a hemodiálise, as modalidades de diálise peritoneal e o transplante. A
Terapia Renal Substitutiva conta com especialidade do Serviço Social para prestar
assistência aos pacientes e familiares.
Contextualização do campo de estágio
O Serviço de Terapia Renal Substitutiva atende os pacientes com Doença
Renal Crônica, a qual é a perda total e permanente das funções dos rins. Para o
tratamento dessa doença, é necessário optar por algum tipo de Terapia Renal
Substitutiva (TRS): a Hemodiálise, as modalidades de Diálise Peritoneal ou o
Transplante.
A hemodiálise é um procedimento intermitente, ou seja, três vezes por
semana. O paciente deve se deslocar para o hospital e permanecer de três a quatro
horas ligado a uma máquina chamada de Rim Artificial. Nesse processo, a
circulação é extracorpórea. Com a ajuda de uma bomba específica, o sangue é
removido para fora do corpo, passa por dentro de um dialisador que em contato com
a solução de hemodiálise, aspirada e diluída na máquina, promove a filtração
retirando toxinas e líquidos. Depois desse processo o sangue purificado retorna ao
paciente.
Já a diálise peritoneal é um tratamento domiliciar que utiliza uma membrana
semipermeável que existe dentro do corpo, como um filtro natural chamado de
peritônio, uma membrana que reveste o abdômen. Por meio de uma cirurgia, um
cateter é implantado no abdômen, permitindo que a solução de diálise entre e saia
da cavidade peritoneal. Este tratamento baseia-se na infusão da solução de diálise
na cavidade peritoneal por meio do cateter. O excesso de água e as substancias
tóxicas que saem do sangue passam através da membrana peritoneal e ficam
acumulados na solução de diálise. Após quatro ou seis horas a solução de diálise
precisa ser trocada.
E o Transplante Renal que é também uma das formas de tratamento, pois
exige uma série de exames e supervisão clínica após a intervenção cirúrgica, onde
um novo rim é inserido.
O Serviço Social na Terapia Renal Substitutiva
Objetivos do Serviço Social
Cabe ao Serviço Social prestar serviços no âmbito de assistência social aos
pacientes e seus familiares, identificando e analisando problemas e necessidades,
aplicando métodos e processos básicos do serviço social para a sua resolução,
visando garantir a qualidade do atendimento. Também é objetivo do serviço social
orientá-los quanto aos seus direitos e deveres durante a permanência na Instituição,
como também realizar atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde,
Convênios, Particulares, estejam eles internados ou em atendimento ambulatorial.
Metodologia dos trabalhos realizados
A assistente social da Terapia Renal está inserida em uma rede de
atendimento especializada e atua junto à equipe multiprofissional do serviço de
hemodiálise. Sua atuação dentro do serviço de diálise é estabelecida de acordo com
o Regulamento Técnico para Funcionamento do Serviço de Diálise, da Resolução da
Diretoria Colegiada (RDC) – RDC nº 154, o qual disciplina as exigências mínimas de
funcionamento de um serviço de diálise.
A assistente social tem como papel principal: intermediar a comunicação entre
equipe clínicas e pacientes renais crônicos e familiares, visando à garantia da
melhoria da qualidade de vida dos pacientes atendidos pelo serviço; desenvolver
ações interventivas baseadas nos princípios de cidadania, buscando assessorar e
apoiar pacientes e familiares no que tange assuntos relacionados às políticas
sociais, no exercício e na defesa dos seus direitos civis, políticos e sociais; orientar
pacientes renais crônicos e familiares quanto às rotinas de tratamento do paciente
dentro da unidade de diálise; encaminhar providências e prestar orientação social;
providenciar vagas de internamentos quando preciso; intervir com relação ao
transporte para o tratamento; conduzir pacientes e familiares, quando necessário, a
programas assistenciais municipal, estadual e federal; encaminhar os pacientes para
consultas e exames solicitados; contatar entidades sociais e unidades básicas de
saúde para orientação adequada; orientar e providenciar documentação necessária
para perícias médicas junto ao INSS; realizar visitas domiciliares, perícias técnicas,
relatórios, pareceres sobre situação sócio-econômica dos pacientes e familiares;
preencher ficha social; fazer contato com outras unidades de diálise afim de trânsito
ou transferência de pacientes; intervir em casos relacionados a transplantes renais
realizados fora do município; além de levantamentos socioeconômicos, assim como
a interpretação destes dados coletados.
Resultados
e/ou
Considerações
sobre
os
programas
e/ou
projetos
desenvolvidos
Em pesquisa socioeconômica realizada no período de março a maio de 2012,
através de entrevista social junto aos pacientes de hemodiálise durante seu
tratamento, foram entrevistadas 137 pacientes, num total de 144 pacientes em
tratamento neste período. Os sete pacientes que não participaram, não tiveram
condições clínicas ou cognitivas para participarem da pesquisa. Fazendo um
comparativo com o levantamento de dados feito em 2006, naquele ano 160
pacientes foram incluídos na pesquisa, sendo neste ano 2012 foi um total de 144
pacientes.
Entende-se que as pesquisas realizadas tanto em 2006, quanto em 2012, tem
o intuito de caracterizar a população atendida neste serviço, o que proporcionará um
atendimento de qualidade a estes pacientes. Em posse desses dados coletados o
profissional que presta serviço poderá auxiliá-los de maneira mais específica e
individualizada, levando em conta o resultado da pesquisa.
Como por exemplo, como orientar um paciente analfabeto e com déficit
cognitivo quanto à dieta, uso de medicamento, horário marcado para consulta? Ele
possui familiares que o apóiam? A renda familiar e per capita o permitem realizar um
exame particular tido como urgente? Então, tem-se que todas essas questões
podem ser respondidas e pensadas em soluções a partir do levantamento realizado.
Levantamento este, que beneficiará toda a equipe clínica envolvida no tratamento do
mesmo (médicos, enfermeiras, psicóloga, nutricionista, farmacêutica).
Referenciais Teóricos
Com base nos Parâmetros para atuação de Assistentes Sociais na área da
saúde (2009), e na Lei que Regulamenta a Profissão, as competências e atribuições
das (os) assistentes sociais dizem respeito a:

Apreensão crítica dos processos sociais de produção e reprodução das
relações sociais numa perspectiva de totalidade;

Análise do movimento histórico da sociedade brasileira, apreendendo as
particularidades
do
desenvolvimento
do
capitalismo
no
país
e
as
particularidades regionais;

Compreensão do significado social da profissão e de seu desenvolvimento
sócio-histórico, nos cenários internacionais e nacionais, desvelando as
possibilidades de ação contidas na realidade;

Identificação das demandas presentes na sociedade, visando a formular
respostas profissionais para o enfrentamento da questão social, considerando
as novas articulações entre o público e o privado.
Conclusão
Com a inserção no campo de estágio em um Hospital, o objetivo que se tem é
adquirir conhecimentos sobre a prática do Serviço Social na área da saúde. Como
se dá a realização da teoria/prática, quais instrumentais utilizados nesta área e como
utilizar esses instrumentais, visto que se têm conhecimentos destes apenas na
teoria.
Referências bibliográficas
Conselho Federal de Serviço Social. Parâmetros para atuação de assistentes
Sociais na área da saúde (versão Preliminar). Brasília, 2009.
Cartilha Hospital Santa Casa de Misericórdia. Diálise Peritoneal: Informações para
Pacientes e seus familiares.
Cartilha Hospital Santa Casa de Misericórdia. Hemodiálise: Informações para
Pacientes e seus familiares.
DAUGIRDAS, J.T.; BLAKE, P. G.; ING, T.S. “Manual de Diálise”. 3ª Ed, 2003.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. RDC/ANVISA – nº 154/2004.
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