Manual Combate a Incendio e Primeiros Socorros

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MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS E COMBATE A INCÊNDIOS
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ÍNDICE
APRESENTAÇÃO .......................................................................................................... 32
PRIMEIROS SOCORROS
SINAIS VITAIS
TEMPERATURA ............................................................................................................ 33
PULSO .......................................................................................................................... 33
RESPIRAÇÃO ................................................................................................................ 34
PRESSÃO ARTERIAL .................................................................................................... 34
ATENDIMENTO INICIAL À VÍTIMA TRAUMATIZADA
ABORDAGEM PRIMÁRIA .............................................................................................. 35
ABORDAGEM SECUNDÁRIA ........................................................................................ 36
OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS POR CORPOS ESTRANHOS
DIVISÃO DAS VIAS AÉREAS ........................................................................................ 36
MÉTODOS DE DESOBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS ....................................................... 36
MANOBRAS DE HEIMLICH ........................................................................................... 37
TAPOTAGEM ................................................................................................................. 37
COMPRESSÃO ABDOMINAL ......................................................................................... 37
COMPRESSÃO TORÁCICA ............................................................................................ 38
REANIMAÇÃO CARDIORESPIRATÓRIA (RCP)
COMO APLICAR A NOVA RCP ..................................................................................... 39
ALGORITMO DE S.B.V. ADULTO .................................................................................40
MÉTODO C-A-B .......................................................................................................... 41
ALGORITMO DE S.B.V. (ADULTOS, CRIANÇAS E BEBÊS) ..........................................42
HEMORRAGIA
TIPOS DE HEMORRAGIAS ............................................................................................ 43
SINAIS E SINTOMAS DE HEMORRAGIAS ...................................................................... 43
HEMORRAGIA EXTERNA ............................................................................................. 43
HEMORRAGIA INTERNA .............................................................................................. 44
FRATURAS
PONTOS IMPORTANTES SOBRE AS FRATURAS ............................................................. 44
SINAIS E SINTOMAS DE FRATURAS ............................................................................. 45
TIPOS DE FRATURAS ....................................................................................................46
TRAUMATISMOS SUPERFICIAIS
CLASSIFICAÇÃO DOS TRAUMATISMOS .......................................................................47
CLASSIFICAÇÃO DA FERIDA QUANTO AO AGENTE VULNERANTE ............................. 47
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TRATAMENTO BÁSICO...................................................................................................47
QUEIMADURAS
CONCEITUAÇÃO............................................................................................................48
CAUSAS DE UMA QUEIMADURA....................................................................................48
PROFUNDIDADE DAS QUEIMADURAS............................................................................48
EXTENSÃO DAS QUEIMADURAS....................................................................................49
ATENDIMENTO À VÍTIMA DE QUEIMADURA................................................................49
CURATIVOS EM VÍTIMAS DE QUEIMADURAS................................................................49
CRISE CONVULSIVA
CONCEITUAÇÃO............................................................................................................50
ATENDIMENTO..............................................................................................................50
SÍNCOPE
CONCEITUAÇÃO............................................................................................................51
CLASSIFICAÇÃO.............................................................................................................51
ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA..................................................................................51
COMBATE A INCÊNDIOS
O FOGO........................................................................................................................52
ELEMENTOS ESSENCIAIS AO FOGO...............................................................................52
CLASSES DE INCÊNDIO..................................................................................................53
MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO...............................................................................54
CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS APARELHOS EXTINTORES...........................................55
PONTOS DE COMBUSTÃO..............................................................................................56
ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA DE INCÊNDIO
AÇÕES DE PREVENÇÃO.................................................................................................57
AÇÕES DE EMERGÊNCIA...............................................................................................57
PROCEDIMENTOS DA BRIGADA EM SITUAÇÃO REAL
ALERTA..........................................................................................................................57
ANÁLISE DA SITUAÇÃO.................................................................................................57
PRIMEIROS SOCORROS..................................................................................................57
CORTE DE ENERGIA.......................................................................................................58
ABANDONO DE ÁREA....................................................................................................58
CONFINAMENTO DO SINISTRO......................................................................................58
ISOLAMENTO DA ÁREA E EXTINÇÃO............................................................................58
INVESTIGAÇÃO..............................................................................................................58
ABNT NBR 14276/2006
RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A POPULAÇÃO DA PLANTA......................................58
MODELO DE ROTAS DE FUGA.......................................................................................60
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APRESENTAÇÃO
Caro Cipeiro, este é o MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS E COMBATE A INCÊNDIOS,
elaborado pelo Sr. Marcello Fraiha, Major do Corpo de Bombeiros Militar de MS, parceiro do
Grupo Pereira e colaborador do Setor de Segurança do Trabalho nas Instruções e Treinamentos;
concebido, inicialmente, para auxiliar didaticamente na formação das nossas Equipes de Brigada,
foi adaptado ao MANUAL DO CIPEIRO, por tratar-se de uma ferramenta comprovadamente útil e
eficaz, no formato de um guia para sanar-lhe dúvidas e prestar-lhe toda e qualquer orientação nas
atividades correlatas a esta nova atribuição que incorpora, então, ao seu cotidiano profissional.
Faz-se redundante a menção de que a sua guarda e zelo estão sugeridas em suas entrelinhas,
em função do esmero com o qual foi editado, revisado e entregue.
Por não tratar-se de uma obra definitiva (pois nada nesta vida o é), contamos com a sua
experiência e perspicácia para que, a cada nova edição, consigamos enriquecê-lo progressivamente,
a fim de torná-lo a fonte ideal de consulta aos componentes da Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes – a nossa comprometida CIPA.
Este é o nosso presente a você: o Conhecimento, acrescido de colaboração plena, e da
obstinação em, juntos, cumprirmos a vigília pela segurança e saúde de nosso próximo.
Lembre-se: “Nada muda, se você não mudar.”
Setor de Segurança do Trabalho.
“Não há palavras e nem frases que possam nos manter seguros; há, somente, ações.”
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SINAIS VITAIS
Os Sinais Vitais são indicadores das funções vitais do corpo e podem orientar o diagnóstico
inicial e acompanhar a evolução do quadro clínico de uma vítima. Os sinais vitais são: Pulso,
Temperatura, Pressão Arterial e Respiração.
TEMPERATURA
A Temperatura é influenciada por meios físicos e químicos e o controle é feito através de
estimulação do sistema nervoso. A temperatura reflete o balanceamento entre o calor produzido e o
calor perdido pelo corpo.
No termômetro, a graduação varia de 34ºc à 42ºc, pois raramente o homem sobrevive acima
ou abaixo dessas temperaturas.
Vejamos na tabela abaixo, os índices normais de temperatura corporal em adultos e em
crianças:
Pontos de Aferição
Adulto
Criança
Oral
37ºC
37,4ºC
Retal
37,5ºC
37,8ºC
Axilar
36,7ºC
37,2ºC
Variações de 0,3ºC a 0,6ºC da média da temperatura são consideradas normais. As
crianças têm temperaturas mais altas que os adultos, pois seu metabolismo é mais acelerado.
A Temperatura Corporal pode se elevar em situações de infecção, medo, ansiedade, etc.
Exposição ao frio, estado de choque, hemorragias, são causas de temperatura abaixo do normal.
PULSO
O Pulso nada mais é do que a pressão do sangue contra a parede arterial em cada batimento
cardíaco. Os locais mais comuns para a obtenção de pulso são nas artérias carótida, radial, femoral e
braquial. O pulso aferido pela ausculta cardíaca é denominado de pulso apical.
Índices Normais de Pulso
Adulto
60 a 100 batimentos por minuto
Crianças
80 a 120 batimentos por minuto
Bebês
100 a 160 batimentos por minuto
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A Taquicardia é o aumento da freqüência normal do pulso, já a Bradicardia é a diminuição
da freqüência normal do pulso.
RESPIRAÇÃO
O termo Respiração inclui a entrada de oxigênio na inspiração e eliminação do dióxido de
carbono na expiração. A freqüência respiratória varia de crianças para adultos de acordo com a
tabela abaixo:
Bebê
30 a 60 movimentos respiratórios por minuto
Crianças
20 a 30 movimentos respiratórios por minuto
Adulto
12 a 20 movimentos respiratórios por minuto
Alguns fatores podem alterar os valores normais de respiração, como por exemplo:
exercícios físicos, hábito de fumar, medicamentos, fatores emocionais e outros. Os termos
empregados nas alterações dos padrões respiratórios são os seguintes:
•
Apnéia: cessação intermitente ou persistente da respiração;
•
Bradnéia: respiração lenta e regular;
•
Taquipnéia: respiração rápida e regular;
•
Dispnéia: respiração difícil que exige esforço aumentado e uso de músculos acessórios.
PRESSÃO ARTERIAL (P.A.)
A Pressão Arterial (ou Pressão Sangüínea) é resultante da força exercida pelo sangue contra
as paredes da artéria.
A Pressão Arterial varia de acordo com a idade, porém ocorre o aumento da pressão arterial
devido aos seguintes fatores: esforços físicos, susto, stress, medo, etc. Embora a pressão alta, muitas
vezes não manifeste sintomas, ela pode ocasionar doenças de hipertensão como o
aneurisma,
doenças coronárias, hemorragia cerebral, distúrbios de retina, colapso renal e outras. A pressão
arterial baixa ou hipotensão pode ser ocasionada por hemorragia, estado de choque, etc.
Para aferir a P.A., o Manguito do Esfigmomanômetro é colocado em qualquer um dos braços
e inflado através da Pêra para apertá-lo, interrompendo a pulsação, o que se houve com o
Estetoscópio. Então, o Manguito vai sendo esvaziado, até os batimentos cardíacos voltarem a serem
ouvidos pelo Estetoscópio; tem-se, aí, a Pressão Sistólica (ou Máxima), e quando o som dos
batimentos desaparecerem novamente, afere-se a Diastólica (ou Mínima).
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Valor Normal da P.A.
4 anos
85/60 mm Hg
6 anos
95/62 mm Hg
12 anos
108/67 mm Hg
Adulto
120/80 mm Hg
ATENDIMENTO INICIAL A VÍTIMA TRAUMATIZADA
Antes de iniciar o atendimento propriamente dito, verifique as condições de segurança para
você, para a vítima e os demais na cena do acidente. Simultaneamente, verifique a cena do acidente
e colha informações sugestivas de mecanismo de lesões. Em seguida, aproxime-se da vítima e,
imobilize a sua cabeça com uma das mãos (da forma que ela estiver posicionada), diga quem você
é, e que pretende ajudá-la, com isto você estará iniciando o Exame Primário.
ABORDAGEM PRIMÁRIA
a)
Visa identificar e manejar situações de ameaça a vida;
b)
É feita sem mover a vítima de sua posição inicial, salvo haja necessidade de intervir em
alguns passos, por exemplo: desobstrução de vias aéreas;
c) É sempre feita seguindo uma seqüência fixa de passos;
d) Só se passa para o passo seguinte depois de concluído o anterior;
e) Muitas vezes, na prática, alguns passos podem ser avaliados simultaneamente.
SEQUÊNCIA DA ABORDAGEM PRIMÁRIA
1º - Segurança do local;
2º - Controle da Coluna Cervical e faça a sua identificação para a vítima;
3º - Verificação das Vias Aéreas;
4º - Verificação da Respiração;
5º - Verificação da Circulação com controle de
hemorragias; 6º - Avaliação do Estado Neurológico;
7º - Evitar a exposição da vítima.
OBS.: uma pessoa só consegue falar se tiver ar nos pulmões e este ar passar pelas cordas
vocais. Portanto, se a vítima responder normalmente, verifica-se que as vias aéreas estão
permeáveis e respiração espontânea, siga para o 5º passo da abordagem primária.
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ABORDAGEM SECUNDÁRIA
a)
Só se inicia depois de completada a Abordagem Primária;
b)
Examinar todos os seguimentos do corpo, sempre na mesma ordem (exame segmentar):
crânio, face, pescoço, tórax, abdome, quadril, membros inferiores, membros superiores e dorso;
c)
Realizar Inspeção, Palpação e Ausculta, buscando: ferimentos, simetria, deformidade,
crepitação, rigidez, alinhamento, temperatura, sudorese e flacidez;
d) Finalizar com a verificação dos Sinais Vitais.
OBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS POR CORPOS ESTRANHOS
A causa mais freqüente de alterações das Vias Aéreas (obstrução) em vítimas de trauma é a
inconsciência que provoca o relaxamento da língua que se projeta contra a orofaringe (fundo da
garganta), na vítima em decúbito dorsal, impedindo a passagem de ar das Vias Aéreas Superiores
para as Vias Aéreas Inferiores. Avaliar e controlar as Vias Aéreas são condutas rápidas e simples, e
não necessitam inicialmente de qualquer equipamento, bastando para tal a aplicação de técnicas
manuais de controle e desobstrução de vias aéreas que não devem ser retardadas na espera de
equipamento ou de pessoal.
DIVISÃO DAS VIAS AÉREAS
1) Vias Aéreas Superiores:
- Nariz / Boca
- Laringe (Nasofaringe, Orofaringe e Hipofaringe).
2) Vias Aéreas Inferiores:
- Faringe / Traquéia;
- Brônquios / Bronquíolos;
- Alvéolos Pulmonares.
MÉTODOS DE DESOBSTRUÇÃO DE VIAS AÉREAS
1) Quando ocorrer Obstrução por líquidos:
- Realizar o rolamento 90º;
- Realizar a aspiração.
2) Quando ocorrer Obstrução por sólidos:
- Realizar a remoção manual;
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- Aplicar a Manobra de Heimlich.
MANOBRAS DE HEIMLICH
As Manobras de Heimlich são realizadas manualmente para a desobstrução das Vias Aéreas
provocadas por sólidos, e consiste na combinação de Palmadas
(Tapotagem)
nas
costas,
Compressões Abdominais ou Compressões Torácicas.
TAPOTAGEM
A Tapotagem consiste em uma série de 5 (cinco) tapas com a palma da mão em forma de
concha, aplicadas sobre a coluna vertebral entre as escápulas. Os tapas nas costas podem ser com a
vítima sentada, em pé ou deitada, e devem ser aplicadas firmemente em rápidas sucessões.
Procedimentos:
1) Com a vítima em pé ou sentada:
Posicionar-se ao lado e levemente atrás da vítima, apoiando o tórax da vítima sobre o seu
antebraço e segurando-lhe o queixo, inclinando-a levemente para frente e empregar 5 (cinco) tapas
nas costas com a outra mão.
2) Com a vítima deitada:
Posicionar a vítima em decúbito lateral, apoiando-a pelo tórax contra os seus joelhos (do
Socorrista), mantendo o controle cervical com uma das mãos e com a outra mão, empregando-lhe 5
(cinco) tapas nas costas.
COMPRESSÃO ABDOMINAL
A Compressão Abdominal consiste em uma série de 5 (cinco) compressões sobre a parte
superior do abdome entre o Apêndice Xifóide e a Cicatriz Umbilical.
Procedimentos:
1) Vítima em pé ou sentada:
Posicionar-se atrás da vítima abraçando-a em torno do abdome, segure o punho fechado com
a sua outra mão, e aplique-lhe 5 (cinco) compressões contra o abdome no sentido de baixo para
cima.
OBS.: se a vítima estiver em pé, ampliar a sua base de sustentação afastando as suas pernas,
mantendo uma delas entre as pernas da vítima, para que se evite a queda da mesma em caso de
inconsciência.
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2) Vítima deitada:
Posicione a vítima em decúbito dorsal e ajoelhe ao lado da mesma ou A Cavaleiro sobre ela.
Posicione a palma da mão (região hipotenar) sobre o abdome da vítima entre o Apêndice Xifóide e
a Cicatriz Umbilical, mantendo as mãos sobrepostas, e aplique 5 (cinco) Compressões Abdominais
no sentido do tórax.
COMPRESSÃO TORÁCICA
A Compressão Torácica consiste em uma série de 5 (cinco) compressões sobre o terço
inferior do esterno, acima do Apêndice Xifóide. A Compressão Torácica substitui a Compressão
Abdominal quando esta é inviável ou contra indicada. Nos casos de obesidade extrema com
circunferência abdominal muito larga e gestação, utiliza-se a Compressão Torácica.
OBS.: usualmente, utiliza-se a combinação das duas técnicas (Tapotagem e Compressão),
realizando a sucessão de 5 (cinco) palmadas nas costas e 5 (cinco) Compressões Abdominais ou
Torácicas intercaladas.
REANIMAÇÃO CARDIORESPIRATÓRIA (RCP)
Reanimação Cardiorespiratória são manobras realizadas para restabelecer a ventilação
pulmonar e a circulação sanguínea, tais como Respiração Artificial e Massagem Cardíaca externa,
manobras estas utilizadas nas vítimas em Parada Cardiorespiratória (Morte Clínica). Os melhores
resultados são conseguidos quando as manobras de RCP são iniciadas nos primeiros 4 (quatro)
minutos da parada; pode existir dúvida quanto ao tempo exato de Parada Cardiorespiratória quando
da abordagem da vítima, nesse caso, deve-se iniciar as manobras de RCP e posteriormente reavaliar
a continuidade.
No dia 18 de outubro de 2010 a American Heart Association (AHA) publicou as novas
diretrizes recomendando que os 3 (três) passos da Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) sejam reordenados. O novo primeiro passo da RCP é aplicar Compressões Torácicas em vez de abrir
primeiro as Vias Aéreas e aplicar as Insuflações. As novas diretrizes se aplicam a adultos, crianças e
bebês, mas excluem os neonatos. O formato anterior usava o A-B-C para designar Vias aéreas,
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Insuflações e Compressões. A nova forma usa C-A-B, para designar Compressões, Vias Aéreas e
Insuflações.
COMO APLICAR A NOVA RCP
Estes são os passos que orientam os procedimentos da nova RCP 2010:
1.
Chame o Serviço de Emergências Médicas da sua localidade ou peça para alguém
chamar;
2. Tente fazer a pessoa responder; se ela não responder, coloque a pessoa deitada de costas;
3. Inicie as compressões no peito. Coloque a base da sua mão no centro do peito da vítima.
Coloque a sua outra mão. Entrelace os dedos;
4. Comprima com força para afundar 5 (cinco) cm o peito de adultos e crianças e 4 (quatro)
cm o peito do bebê.
“Comprima 100 (cem) vezes por minuto ou até mesmo um pouco mais rápido, será melhor”
diz Sayre. (Esse é o ritmo igual a batida que os Bee Gees usam na música "Stayin' Alive");
5. Se a pessoa estiver participando de treinamento em RCP, ela deverá então aprender a abrir
as Vias Aéreas reclinando a cabeça e erguendo o queixo da vítima;
6. Pince o nariz da vítima. Respire normalmente e então sele sua boca sobre a boca da vítima
e aplique 2 (duas) Insuflações com duração de 1 (um) segundo cada, observando se o peito da
vítima sobe;
7.
Continue aplicando as Compressões e Insuflações na proporção de 30
Compressões para 2 (duas) Insuflações, até o Resgate chegar.
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(trinta)
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41
IMPORTANTE!!!
PARAR A RCP SOMENTE NAS SEGUINTES SITUAÇÕES:
1) Quando a vítima for entregue a um centro médico ou o resgate a assumir;
2) Por exaustão;
3) Quando a vítima reanimar.
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HEMORRAGIA
É o extravasamento de sangue dos vasos sanguíneos através de uma ruptura de suas paredes.
Podem ser classificadas em Hemorragia Interna (quando o sangue extravasa para o interior do
corpo) e Hemorragia Externa (quando o sangue é extravasado para o meio ambiente).
TIPOS DE HEMORRAGIAS:
1) Hemorragia Arterial: é a perda de sangue por uma artéria.
2) Hemorragia Venosa: é a perda de sangue por uma veia.
3) Hemorragia Capilar: sangramento por um vaso capilar.
A GRAVIDADE DE UMA HEMORRAGIA DEPENDE DOS SEGUINTES ASPECTOS:
1 . Volume de sangue perdido (perda de 1,5 litros em um adulto ou de 200 ml em criança,
é considerado grave);
2. Calibre do vaso rompido (o rompimento dos principais vasos do pescoço, tórax, abdome e
coxa, podem levar a vitima a óbito de 1 à 3 minutos);
3. Tipos de vasos lesionados (o sangramento arterial é considerado o mais grave);
4. Velocidade da perda de sangue
SINAIS E SINTOMAS DE HEMORRAGIA:
1. Pulso fraco e rápido;
2. Pele fria e úmida;
3. Queda de Pressão Arterial;
4. Muita sede;
5. Perda de consciência;
6. Choque Hipovolêmico.
CONTROLE DE HEMORRAGIA EXTERNA:
1. Pressão direta no local da hemorragia;
2. Elevação da área traumatizada;
3. Pressão digital sobre o Ponto de Pulso;
4. Aplicação de gelo;
5. Torniquete (somente como último recurso).
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AVALIAÇÃO DA POSSÍVEL EXISTÊNCIA DE HEMORRAGIA INTERNA:
1. Verificar se apresenta sinais e sintomas de hemorragia;
2. Verificar a presença de rigidez abdominal;
3. Verificar a presença de ferida penetrante no crânio, tórax e
abdome. OBS.: O tratamento da Hemorragia Interna é somente
cirúrgico.
FRATURAS
Podemos definir uma Fratura como sendo a perda da continuidade óssea.
Quanto ao TRAÇO, ela pode ser: Completa (Total) ou Incompleta (Parcial).
Quanto ao FOCO, pode ser: Simples (Fechada) ou Exposta (Aberta).
Quanto às LESÕES ASSOCIADAS pode ser Simples (uma lesão) ou Complicada (duas ou mais
lesões). Nas Fraturas Fechadas não há o rompimento da pele sobre a lesão, já nas Expostas ocorre
tal rompimento, isto é, o osso fraturado fica exposto ao meio ambiente, possibilitando sangramentos
e um aumento do risco de infecção.
PONTOS IMPORTANTES SOBRE AS FRATURAS
- No caso de fraturas, a vítima geralmente irá queixar-se de dor no local da lesão.
O socorrista poderá identificar também: deformidades, edemas, hematomas, exposições
ósseas, palidez ou cianose das extremidades e ainda, redução de temperatura no membro fraturado.
- Quando executada de forma adequada, a imobilização alivia a dor, diminui a lesão tecidual,
o sangramento e a possibilidade de contaminação de uma ferida aberta.
- As roupas da vítima devem ser removidas para que o socorrista possa visualizar o local da
lesão e poder avaliá-lo mais corretamente. As extremidades devem ser alinhadas, sem, no entanto,
tentar reduzir as fraturas expostas.
- Realize as imobilizações com o auxílio de talas rígidas de papelão ou madeira, ou ainda,
com outros materiais improvisados, tais como: pedaços de madeira, réguas, etc.
- Nas Fraturas Expostas, antes de imobilizar o osso fraturado, o socorrista deverá cobrir o
ferimento com um pano bem limpo ou com gaze estéril umedecido com soro fisiológico, isto
diminuirá a possibilidade de contaminação e controlará as hemorragias que poderão ocorrer na
lesão.
- É importante que nas fraturas com deformidade em articulações (ombros, joelhos, etc), o
socorrista imobilize o membro na posição em que ele for encontrado, sem movê-lo.
- A Auto-imobilização é uma técnica muito simples, que consiste em fixar o membro
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inferior fraturado ao membro sadio, ou o membro superior fraturado ao tórax da vítima. É uma
conduta bem aceita em situações que requeiram improvisação. Esta técnica é também
muito
utilizada no atendimento de fraturas nos dedos da mão.
- Na dúvida, imobilize e trate a vítima como portadora de fratura até que se prove o
contrário.
SINAIS E SINTOMAS DE FRATURAS:
•
Dor ou sensibilidade anormal (a vítima pode segurar o local afetado, tentando proteger-
se da dor).
•
Inchaço no local.
•
Deformidade no local.
•
Presença de áreas arroxeadas.
•
Ausência de movimentos ou enorme dificuldade para movimentar-se.
•
Sensação de ossos quebrados sob a pele (crepitação).
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TIPOS DE FRATURAS
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TRAUMATISMOS SUPERFICIAIS
São lesões ou perturbações produzidas em qualquer tecido pôr um agente externo, podendo
este ser físico ou químico.
CLASSIFICAÇÃO DOS TRAUMATISMOS
1)
Fechados: são as Contusões – não existe ruptura da pele, a lesão ocorre no tecido
adjacente à pele;
2) Abertos: são as Feridas – quando ocorre a perda da solução de continuidade da pele.
CLASSIFICAÇÃO DA FERIDA QUANTO AO AGENTE VULNERANTE
1. Feridas Incisas: aquelas que foram produzidas por um agente cortante e afiado. Ex: faca,
estilete, bisturi, etc.;
2. Feridas Contusas: feridas que foram produzidas por um agente com superfície romba,
produzindo bordas muito traumatizadas. Ex.: pedra, pau, soco, etc.;
3. Feridas Perfurantes: produzida por um objeto fino e pontiagudo capaz de perfurar a
pele. Ex: prego.;
4. Ferida Penetrante: quando o agente vulnerante atinge a cavidade natural do organismo;
5. Ferida Transfixante: é quando o agente vulnerante atravessa os tecidos de um órgão em
toda sua espessura;
6. Escoriações ou Abrasões: produzidas pelo atrito da pele contra uma superfície áspera;
7. Avulção ou Amputação: ocorre quando a parte do corpo é cortada ou arrancada;
8. Laceração: é produzida por uma ação de pressão ou tração exercida sobre um tecido
causando lesões irregulares.
TRATAMENTO BÁSICO
O Atendimento Pré-hospitalar dos ferimentos visa dois objetivos principais:
1. Proteger a ferida contra o trauma secundário e a infecção, através dos curativos;
2. Conter o sangramento.
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QUEIMADURAS
As Queimaduras são a quarta causa de morte por trauma no Brasil. Geralmente, a pele é o
órgão mais afetado (a pele não é simplesmente um tecido, mas sim o maior órgão do corpo
humano). É composta por duas camadas: a Epiderme e Derme. Abaixo da pele situa-se o Tecido
Subcutâneo.
A Epiderme é a camada mais externa, não possui vasos sanguíneos e funciona como barreira
protetora contra o meio ambiente.
A Derme é a camada mais interna, contém os vasos sanguíneos e terminações nervosas.
O Tecido Subcutâneo é a camada situada logo abaixo da derme; é uma combinação de tecido
fibroso, elástico e gorduroso.
CAUSAS DE UMA QUEIMADURA
1. Térmica (gases, líquidos ou sólidos quentes);
2. Química (ácidos);
3. Eletricidade;
4. Radiação (raios ultravioletas do sol).
PROFUNDIDADE DAS QUEIMADURAS
1.
Primeiro Grau: são queimaduras que atingem apenas a Epiderme, a pele fica
avermelhada e quente.
2. Segundo Grau: são queimaduras que atingem a Epiderme e a Derme e produzem dor
severa e bolhas.
3. Terceiro Grau: atinge toda a espessura da pele chegando ao tecido subcutâneo. As lesões
são de cor esbranquiçadas e secas, ou pretas de aparência carbonizada.
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EXTENSÃO
DAS
QUEIMADURAS
ATENDIMENTO À VÍTIMA DE QUEIMADURA
1. Verificação da segurança do local.
2. Extinguir as chamas sobre a vítima ou suas roupas.
3. Remover a vítima do ambiente hostil.
4. Remover as roupas que não estejam aderidas ao corpo da vítima.
5.
Promover o resfriamento da área afetada e remoção de fragmentos de roupas ou
substâncias que não estejam aderidas ao corpo da vítima.
6. Realizar o Exame Primário.
CURATIVOS EM VÍTIMAS DE QUEIMADURAS
1. Cobrir a área afetada com compressas estéreis umidecidas com água limpa ou com soro
fisiológico (de tratamento médico), e conduzir ao hospital para o centro de tratamento de
queimados. Pode-se cobrir o local da área afetada com um plástico limpo, pois além de não aderir
ao ferimento, reterá o local umidecido.
2.
Nunca coloque pasta de dentes, borra de café, extrato de tomate, ou outro tipo de
substância na queimadura da vítima, você só irá agravar a situação da mesma.
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CRISE C ONVULSIVA
A Convulsão é uma desordem cerebral. Durante um breve período de tempo, o cérebro deixa
de funcionar normalmente e passa a ter uma atividade anormal, enviando estímulos desordenados
ao resto do corpo, iniciando as Crises Convulsivas, também conhecidas como Ataque.
As Crises Convulsivas podem se manifestar de várias maneiras, mas o tipo mais comum em
que geralmente se solicita ajuda é conhecido como Grande Mal, ou Crise Convulsiva TônicaCrônica, que pode fazer com que a pessoa caia no chão, ficando com o corpo rígido, e comece com
movimentos desordenados e involuntários com perda de consciência. Outros tipos de Epilepsia são
o Pequeno Mal ou Crise de Ausência, onde a pessoa fica com o olhar fixo por alguns instantes e
sem responder ou se lembrar daquele desligamento. Existem vários outros tipos de Crise.
São inúmeras as causas de Crise Convulsiva, dentre elas podemos citar as complicações
durante o parto, Meningites, intoxicação por drogas ou álcool, Tumores Cerebrais, Trauma
Craniano, Acidente Vascular Encefálico (AVE), entre outras.
ATENDIMENTO
•
Manter-se calmo e procurar acalmar os demais;
•
Colocar algo macio sob a cabeça da vítima;
•
Remover da área objetos que possam vir a ferir o paciente;
•
Afrouxar as roupas, deixando a vítima confortável;
•
Girar a cabeça do paciente para o lado para que a saliva e o relaxamento da língua não
dificultem a respiração, desde que não haja qualquer suspeita de Trauma Raquimedular;
•
Não introduzir nada pela boca, também não prenda a língua com colher ou com qualquer
outro objeto, pois não existe o perigo da vítima engolir a língua;
•
Não tentar fazê-lo voltar a si, lançando-lhe água ou obrigando-o a tomá-la;
•
Não o agarrar na tentativa de mantê-lo quieto;
•
Ficar ao seu lado até que sua respiração volte ao normal e ele se levante.
OBS.: Caso o ataque demore indefinidamente, ou seja, ataques sucessivos, ou a pessoa não
recupere a consciência, reporte ao atendimento médico.
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SÍNCOPE
É qualquer tipo de perda de consciência de curta duração que não necessite de manobras
específicas para recuperação. O termo Lipotimia tem sido utilizado para designar episódios de
perda incompleta da consciência. A causa fundamental da Síncope é a diminuição da atividade
cerebral, e pode ser classificada em:
a) Síncope Vasogênica - é a mais freqüente. Queda súbita da P.A., cuja causa pode ser
emocional, dor súbita, esforço físico, ambiente lotado, cena de sangue, calor excessivo. O Episódio
Sincopal surge geralmente quando a vítima esta em pé. O paciente pode apresentar-se pálido, frio,
com respiração suspirosa – após alguns minutos ocorre tontura, visão embaraçada e súbita perda de
consciência.
b) Síncope Metabólica - quando a causa é a alteração metabólica, como na Diabete ou na
Hipoglicemia.
c) Síncope Neurogênica - agressão direta ao Encéfalo como no trauma, intoxicações,
Hipertensão Intracraniana, etc.
ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA
1) Mantê-lo deitado, preferencialmente com a cabeça abaixo do corpo; se estiver deitado
eleve os membros inferiores a aproximadamente 20 cm do solo, mantê-lo
deitado por alguns
minutos mesmo após a vítima se recuperar;
2) Arejar o local em que se encontra a vítima;
3) Liberar vestimentas que estejam apertadas;
4) Não dar nada para o paciente comer ou beber;
5)
Informar-se sobre o
histórico da vítima (doenças, medicamentos utilizados, etc),
reportando ao médico tais informações.
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O FOGO
Para iniciarmos um estudo sobre incêndio, torna-se necessário termos determinados
princípios básicos sobre o fogo. O fogo é uma necessidade na vida moderna, como sempre o foi aos
nossos antepassados, desde a Idade da Pedra, quando era usado exclusivamente para o aquecimento
do homem nas cavernas.
Quando sob controle, o fogo é sempre de extrema necessidade, no entanto, quando foge ao
controle do homem, transforma-se num agente de grande poder destrutivo – O Incêndio.
Fogo: é um fenômeno químico obtido através de uma combustão viva, ocorrendo a
produção de luz e calor.
ELEMENTOS ESSENCIAIS AO FOGO
Sabemos que a Combustão é um fenômeno químico, ou melhor, uma reação química, logo,
deveremos ter, no mínimo, dois elementos que reajam entre si, bem como uma circunstância que
favoreça tal reação. São três estes elementos, os quais, para efeito didático, representaremos cada
um ocupando um dos lados de um triângulo eqüilátero – O Triângulo do Fogo.
COMBURENTE
AGENTE ÍGNEO (Calor)
COMBUSTÍVEL
Combustível: é o elemento que serve de campo de propagação do fogo, que alimenta o fogo
e com pequenas exceções, compreende todos os materiais que possamos imaginar. Ex.: madeira,
papel, tecidos, óleo, carvão, graxa, etc.
Agente Ígneo: é o segundo elemento essencial do fogo, é o elemento que serve para dar
início a um incêndio.
Comburente: o terceiro elemento do triângulo do fogo, e que esta presente em quase todas
as combustões; é o oxigênio.
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CLASSES DE INCÊNDIO
Incêndio Classe “A”: incêndio envolvendo combustíveis sólidos comuns, como papel,
madeira, pano, borracha, etc. É caracterizado pelas cinzas e brasas que deixam como resíduos e por
queimar em superfície e em profundidade.
Método de Extinção:
Necessita de resfriamento para a sua extinção, isto é, o uso de água ou soluções que a
contenham em grande porcentagem.
Incêndio Classe “B”: incêndio envolvendo líquidos inflamáveis, graxas e gases
combustíveis.
Método de Extinção:
Necessita de abafamento para a sua extinção. No caso de líquidos muito aquecidos é
necessário o seu resfriamento.
Incêndio Classe “C”: incêndio envolvendo equipamentos elétricos energizados.
Método de Extinção:
Necessita de agente extintor que não conduza eletricidade e utilize o princípio do
abafamento, eliminando o ar. Esta classe pode ser mudada para “A”, se for interrompido a corrente
elétrica no equipamento, tomando o cuidado com os que acumulam energia elétrica.
Incêndios Classe “D”: incêndios envolvendo metais combustíveis Pirofóricos (magnésio,
selênio, antimônio, lítio, potássio, alumínio fragmentado, zinco, titânio, etc). È caracterizado pela
queima em altas temperaturas e por reagir com agentes extintores comuns, especialmente com a
água.
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Método de Extinção:
Necessita de agentes extintores especiais que se fundam em contato com o metal
combustível, formando uma espécie de capa que o isola do ar atmosférico, interrompendo a
combustão pelo princípio do abafamento. Os Pós Especiais são compostos dos seguintes materiais:
cloreto de sódio, cloreto de bário, monofosfato de amônia e grafite seco. O princípio de retirada do
material também é aplicável com sucesso nesta classe de incêndio.
Incêndio Classe “K”: incêndio envolvendo materiais líquidos e sólidos como óleos e
gorduras de substâncias comestíveis.
Método de Extinção:
Necessita de agente extintor que aja por abafamento; nunca utilizar água para este tipo de
incêndio.
MÉTODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO
Retirada do Material: é a forma mais simples de extinguir um incêndio, baseia-se na
retirada do material combustível ainda não atingido, interrompendo a alimentação da combustão.
Resfriamento: é o método mais utilizado. Consiste em diminuir a temperatura do material
combustível que está queimando, diminuindo, conseqüentemente, a liberação de gases ou vapores
inflamáveis.
Abafamento: consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio com o material
combustível.
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CARACTERÍSTICAS DE ALGUNS APARELHOS EXTINTORES
- EXTINTOR ÁGUA PRESSURIZADA (H2O):
- Capacidade: 10 litros.
- Unidade extintora: 10 litros.
- Aplicação: classe “A”.
- Alcance médio do jato: 10 metros.
- Tempo de descarga: 60 segundos.
- EXTINTOR DE ESPUMA QUÍMICA:
- Capacidade: 10 litros.
- Unidade extintora: 10 litros.
- Aplicação: classe “A” e “B”.
- Alcance médio do jato: 7,5 metros.
- Tempo de descarga: 60 segundos.
- EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO (PQS):
- Capacidade: 1, 2, 4, 6, 8, 12 Kg
- Unidade extintora: 4 Kg.
- Aplicação: classe “B” e “C”.
- Alcance médio do jato: 5 metros.
- Tempo de descarga: 15 segundos.
- EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO (CO2):
- Capacidade: 2, 4 e 6 Kg.
- Unidade extintora: 6 Kg.
- Aplicação: classe “B” e “C”.
- Alcance médio do jato: 2,5 metros.
- Tempo de descarga: 25 segundos.
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- EXTINTOR DE HALON:
- Capacidade: 1, 2, 4 e 6 Kg.
- Unidade extintora: 2 Kg.
- Aplicação: classe “B” e “C”.
- Alcance médio do jato: 3,5 metros.
- Tempo de descarga: 15 segundos.
PONTOS DE COMBUSTÃO
Para entendermos melhor, vamos considerar um combustível sendo aquecido lentamente
dentro de um frasco, à medida que vamos aquecendo-o, os gases inflamáveis vão se desprendendo,
definindo três fases:
1) Ponto de Fulgor: é a temperatura mínima, na qual os corpos combustíveis começam a
desprender gases e vapores que se incendeiam quando em contato com uma chama externa,
entretanto, quando retirado a chama externa, a combustão não se mantém devido a insuficiência na
quantidade de gases ou vapores desprendidos.
2) Ponto de Combustão: é a temperatura mínima, na qual os gases desprendidos dos corpos
combustíveis, ao entrarem em contato com uma chama ou centelha, se inflamam e se matem em
combustão.
3) Ponto de Ignição: é a temperatura mínima que um corpo combustível necessita para
entrar em combustão, sem a necessidade da presença de chama ou de centelha. Isto ocorre porque a
temperatura ambiente é superior ao ponto de ignição deste combustível.
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ATRIBUIÇÕES DA BRIGADA DE INCÊNDIO
AÇÕES DE PREVENÇÃO
- Avaliação dos riscos existentes;
- Inspeção geral dos Equipamentos de Combate a Incêndio;
- Inspeção geral de Rotas de Fuga;
- Elaboração de relatório das irregularidades encontradas;
- Encaminhamento do relatório aos setores competentes;
- Orientação à população fixa e flutuante;
- Realização de Exercícios Simulados.
AÇÕES DE EMERGÊNCIA:
- Identificação da situação;
- Alarme / Abandono de Área;
- Corte de energia;
- Acionamento do Corpo de Bombeiros (tel. 193) e/ou Plano de Auxílio Mútuo;
- Prestação dos Primeiros Socorros;
- Combate ao Princípio de Incêndio;
- Recepção e orientação ao Corpo de Bombeiros.
PROCEDIMENTOS DA BRIGADA EM SITUAÇÃO REAL
ALERTA
Identificada uma situação de emergência, qualquer pessoa pode alertar, através dos meios de
comunicação disponíveis, os ocupantes, os brigadistas e o apoio externo, inclusive o Corpo de
Bombeiros.
ANÁLISE DA SITUAÇÃO
Após o alerta, a Brigada deve analisar a situação, desde o início até o final do sinistro, e
desencadear
os
procedimentos
necessários,
que
possam
ser
priorizados
ou
realizados
simultaneamente, de acordo com o número de brigadistas e os recursos disponíveis no local.
PRIMEIROS SOCORROS
Prestar os Primeiros Socorros às possíveis vítimas, mantendo ou restabelecendo suas
funções vitais com o Suporte Básico de Vida, até que se obtenha o socorro especializado.
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CORTE DE ENERGIA
Cortar, quando possível ou necessário, a energia elétrica dos equipamentos da área ou geral.
ABANDONO DE ÁREA
Proceder ao Abandono de Área Parcial ou Total, quando for necessário, conforme
comunicação preestabelecida, removendo para local seguro, a uma distância mínima de 100 metros
do local do sinistro, permanecendo até a definição final.
CONFINAMENTO DO SINISTRO
Evitar a propagação do sinistro e as suas consequências.
ISOLAMENTO DE ÁREA
Isolar fisicamente a área sinistrada, de modo a garantir os trabalhos de emergência e evitar
que pessoas não autorizadas adentrem ao local.
EXTINÇÃO
Eliminar o sinistro, estabelecendo a normalidade.
INVESTIGAÇÃO
Levantar as possíveis causas do sinistro e suas conseqüências e emitir relatório para
discussão nas reuniões extraordinárias, com o objetivo de propor medidas corretivas para evitar a
reincidência da ocorrência.
OBS.: Com a chegada da autoridade Oficial competente, a Brigada deve ficar à sua
disposição.
ABNT NBR 14276/2006
RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A POPULAÇÃO DA PLANTA
6.1 – Em caso de Abandono de Área, adotar os seguintes procedimentos:
•
Acatar as orientações dos Brigadistas;
•
Manter a calma;
•
Caminhar em ordem, sem atropelos;
•
Permanecer em silêncio;
58
•
Pessoas em Pânico: se não puder acalmá-las, deve-se evitá-las. Se possível, avisar um
Brigadista, ele saberá como agir;
•
Nunca voltar para apanhar objetos;
•
Ao sair de um local, fechar as portas e janelas, sem trancá-las;
•
Não se afastar dos demais e não parar nos andares;
•
Levar consigo os visitantes que estiverem em seu local de trabalho;
•
Ao sentir cheiro de gás, não acender ou apagar as luzes;
•
Deixar a rua e as entradas livres para o acesso e ação dos Bombeiros e do Socorro
Médico;
•
Encaminhar-se ao Ponto de Encontro e aguardar as novas instruções.
6.2 – Em locais com mais de 01 (um) pavimento:
•
•
Nunca utilizar-se do elevador, salvo por orientação da Brigada;
Descer (ou subir, se for o caso) até o nível da rua, ali permanecendo, aguardando as
orientações dos Brigadistas;
•
Ao utilizar-se de escadas, manter-se sempre à direita, cedendo passagem pelo lado
interno às Equipes de Resgate, Socorristas ou Corpo de Bombeiros.
6.3 – Em situações extremas:
•
•
Evitar retirar as roupas e, se possível, molhá-las;
Se houver a necessidade de atravessar uma barreira de fogo, molhar todo o corpo,
inclusive cabelo, roupas e sapatos;
•
Proteger a respiração com um pano molhado junto à boca e nariz, mantendo-se sempre o
mais próximo possível do chão, pois é o local com menor concentração de fumaça;
•
Antes de abrir uma porta, verificar se ela não está quente, pois o incêndio pode já ter
chegado àquele recinto;
•
Se ficar preso em algum ambiente, aproximar-se de aberturas externas e tentar, de
alguma maneira, informar a sua localização;
•
Nunca saltar.
IMPORTANTE!
•
A comunicação ou esclarecimento dos fatos deve ser realizada, exclusivamente, pelo
Gerente da Unidade, ou pessoa por ele previamente delegada para tal situação;
59
•
O isolamento externo da Unidade será realizado pela equipe de Vigilância (Setor de
Prevenção);
•
O acionamento dos Serviços de Emergência será realizado pelos responsáveis do SAC
de cada Unidade.
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