Estômago dos ruminantes

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SISTEMA DIGESTIVO: ESTÔMAGO DOS RUMINANTES 1
Mucosa
Submucosa
Epitélio
Conjuntivo (lâmina própria)
Estratificado pavimentoso
Rumen 2
Retículo 3
Não-glandular
Omaso 4
queratinizado
Estratificado pavimentoso
queratinizado
Típica (laxo), sem glândulas
Típica (laxo), sem glândulas
Muscular externa
Adventícia ou serosa
Muscular (muscularis mucosae)
Ausente. Nota: é possível confundir
Mistura-se com a lâmina
uma fina camada de tecido conjuntivo
própria, não apresenta
que se estende nas papilas como
glândulas ou agregados
tecido muscular liso
linfóides
Uma camada de músculo liso contínua
Típicas
Típicas
com a muscularis mucosae do esófago
Estratificado pavimentoso muito
Estende-se em lâminas primárias em
Formada por uma fina camada
queratinizado
duas camadas de músculo liso. Entre
longitudinal externa e outra, mais
estas duas camadas existe uma
espessa, de disposição circular,
Típica (laxo), sem glândulas
camada de músculo liso que pertence
à muscular externa. Estas 3 camadas
que se subdivide nas pregas
Típica
Típica
maiores da mucosa.
de músculo liso eventualmente podem
fundir-se para formar uma grande
massa muscular
Glandular
1
Abomaso
O abomaso é histologicamente similar ao estômago simples
A parede do estômago é constituída por uma mucosa com submucosa, uma camada muscular externa e uma túnica serosa. A mucosa pode ser glandular ou não glandular nos animais domésticos. No estômago simples do cão e do gato, a mucosa
é glandular. No cavalo e no porco existe uma região não-glandular (esofágica) e uma região glandular. Nos ruminantes, a parte não-glandular apresenta 3 compartimentos: o rúmen, o retículo e omaso; o estômago glandular dos ruminantes é um
compartimento separado e chama-se abomaso. A verdadeira mucosa gástrica caracteriza-se pela presença de inúmeras glândulas. Estas evidenciam-se em 3 tipos, que, pela sua localização recebem os nomes de glândulas cárdicas, fúndicas e
pilóricas. As glândulas são esparsa e com poucas células na região cárdica, mas muito abundantes e com muitas células na região fúndica.
2
A túnica mucosa caracteriza-se pela presença de longas projecções cónicas, chamadas papilas, que se estendem para o lumen
3
A túnica mucosa apresenta uma estrutura que macroscopicamente se assemelha a um favo de mel; a base desta estrutura é uma série de pregas primárias verticais conectadas que dão origem a papilas secundárias e terciárias e que se projectam
no lumen.
4
Caracteriza-se pela complexidade das pregas da sua túnica mucosa, apresentando papilas macroscópicas e distinguíveis em 4 grupos em função do seu tamanho
HistoVet-UE/Universidade de Évora, Fernando Capela e Silva
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