unesp - IBILCE - SJRP Curso de Redes de Computadores Adriano Mauro Cansian [email protected] Capítulo 4 Camada de Rede 1 unesp - IBILCE - SJRP Capítulo 4: Camada de Rede Metas: q Entender os princípios em que se fundamentam os serviços de rede: § § § Roteamento Escalabilidade. Implementação na Internet. Veremos: q Serviços da camada de rede. q Como funciona um roteador. q Endereços IP. q Princípio de roteamento. q Roteamento hierárquico. § AS q Protocolos de roteamento da Internet. § § Dentro de um domínio. Entre domínios 2 unesp - IBILCE - SJRP Funções da camada de rede (1) q Prover transporte de pacotes fim-a-fim. § Ligar hosts com hosts. • Lembrar do exemplo dos primos que moram em casas em estados diferentes e querem trocar cartas entre si. – Analogia com o correio e carteiro que roteia as cartas q Exigências que devem ser atendidas: § § § Suportar pilhas de protocolos inferiores diferentes. Admitir camadas inferiores heterogêneas. Admitir organização em múltiplos domínios. • Ligação de redes com redes • “inter-net” = Internetworking. 3 unesp - IBILCE - SJRP Note que os roteadores intermediários não precisam das camadas superiores da pilha TCP/IP, ainda que elas sejam implementadas para prover serviços de acesso ao roteador Funções da camada de rede (2) q Missão: Transportar pacotes do host emissor ao receptor. q Protocolo da camada de rede: presente em hosts e routers. Três funções importantes: q Determinação do caminho: rota seguida por pacotes da origem ao destino. q Usa algoritmos de roteamento. q Comutação: mover pacotes dentro do roteador, da entrada até a saída apropriada. q Estabelecimento da chamada: algumas arquiteturas de rede requerem determinar o caminho antes de enviar os dados. aplicação transporte rede enlace física rede enlace física rede enlace física rede enlace física rede enlace física rede enlace física rede enlace física rede enlace física rede enlace física aplicação transporte rede enlace física Não acontece na Internet 4 unesp - IBILCE - SJRP Funções da camada de rede (3) • No lado transmissor: § Encapsula os segmentos em datagramas. • No lado receptor: • Entrega os segmentos à camada de transporte (desencapsula). • Roteador: • Examina campos de cabeçalho em todos os datagramas IP que passam por ele. • Toma decisões de roteamento. • É “stateless”. unesp - IBILCE - SJRP Funções-chave da camada de rede: q Roteamento: § Determinar a rota a ser seguida pelos pacotes. q Comutação ou repasse: § Mover pacotes dentro do roteador, da entrada para a saída apropriada. q Algoritmos de roteamento - analogia: § Roteamento: processo de planejar a viagem para saber qual caminho seguir. § Comutação: processo de passar por um único cruzamento. unesp - IBILCE - SJRP Rede de datagramas: o modelo da Internet q Não requer estabelecimento de chamada na camada de rede q Não guarda estado sobre transmissões. § Não existe o conceito de “conexão” na camada de rede. q Pacotes são roteados usando endereços de destino. § Cada camada de rede vai “carimbar” o pacote com endereço, e enviar. § Dois pacotes podem seguir caminhos diferentes até destino. aplicação transporte rede 1. envia dados enlace física aplicação transporte rede 2. recebe dados enlace física 7 unesp - IBILCE - SJRP Tabela de comutação ou repasse EXEMPLO: Considerando o espaço de endereçamento no IPv4 (atual) existem 4 bilhões de entradas possíveis. Destination Address Range Link Interface 11001000 00010111 00010000 00000000 até 0 11001000 00010111 00010111 11111111 ----------------------------------------------------------------------------------------------------11001000 00010111 00011000 00000000 até 1 11001000 00010111 00011000 11111111 ----------------------------------------------------------------------------------------------------11001000 00010111 00011001 00000000 até 2 11001000 00010111 00011111 11111111 ----------------------------------------------------------------------------------------------------QUALQUER OUTRO 3 unesp - IBILCE - SJRP Tabela de comutação ou repasse Destination Address Range Link Interface 200 16 0 11001000 00010000 00000000 200 23 23 255 0 11001000 00010111 00010111 11111111 ----------------------------------------------------------------------------------------------------200 23 24 0 11001000 00010111 00011000 00000000 200 23 24 255 1 11001000 00010111 00011000 11111111 ----------------------------------------------------------------------------------------------------200 23 25 0 11001000 00010111 00011001 00000000 200 23 31 255 2 11001000 00010111 00011111 11111111 ----------------------------------------------------------------------------------------------------caso contrário 3 unesp - IBILCE - SJRP Decisão de repasse Prefix Match Link Interface 11001000 00010111 00010 0 11001000 00010111 00011000 1 11001000 00010111 00011 2 Qualquer outro 3 Exemplos 200 23 22 161 11001000 00010111 00010110 10100001 Qual interface? 200 23 24 170 11001000 00010111 00011000 10101010 Qual interface? unesp - IBILCE - SJRP Decisão de repasse Prefix Match Link Interface 11001000 00010111 00010 11001000 00010111 00011000 11001000 00010111 00011 Qualquer outro 0 1 2 3 Exemplos 11001000 00010111 00010110 10100001 Qual interface? 11001000 00010111 00011000 10101010 Qual interface? 0 1 Regra do maior prefixo: o prefixo mais longo na tabela de roteamento tem precedência na decisão. unesp - IBILCE - SJRP Como funciona um roteador ? Visão geral da arquitetura de um roteador 12 unesp - IBILCE - SJRP Visão Geral de Arquitetura de Roteadores q Roteadores possuem 2 funções fundamentais: § Executar algoritmos e protocolos de roteamento. • Principalmente RIP, OSPF e BGP. Mas há outros. § Repassar(*) datagramas da interface de entrada para a saída. • Por intermédio da malha (ou matriz) de comutação (switch fabric). (*) Repassar = Comutar. 13 unesp - IBILCE - SJRP Funções da Porta de Entrada Camada física: recepção de bits Camada de enlace: Exemplo: Fast ethernet Comutação descentralizada: q Verifica o destino do datagrama, e procura qual porta de saída. § Usa tabela de rotas na memória da porta de entrada. q Tenta fazer o processamento da porta de entrada na “velocidade da linha”. q Formação de Filas: acontece se datagramas chegam mais rápido que taxa de re-envio para matriz de comutação 14 unesp - IBILCE - SJRP Três tipos de matriz de comutação serão vistas em seguida Dentro do roteador existe uma das 3 principais estruturas de comutação representadas a seguir: 15 unesp - IBILCE - SJRP Comutação via Memória q Presentes nos roteadores da primeira geração. q Pacote é copiado para a memória pelo processador do sistema. § Ocorre um gargalo devido ao processamento único. q Depois o pacote é lido na memória para fazer o repasse. q A velocidade é limitada pela largura de banda da memória. § Duas travessias do barramento por cada datagrama (entrada e saída na memória). Porta de Entrada Memória Porta de Saída Roteadores atuais / modernos: q Colocam processador da porta de entrada: q Consulta tabela e copia para a memória. Barramento do Sistema 16 unesp - IBILCE - SJRP Comutação via Barramento q Datagrama viaja da memória da porta de entrada à memória da porta de saída. § Por intermédio de um barramento compartilhado. q Contenção pelo barramento: § Taxa de comutação limitada pela largura de banda do barramento. § Datagramas competem pelo uso do barramento. q Barramento de 1 a 100 Gbps são comuns. § Velocidade suficiente para roteadores de acesso e corporativos (mas não de backbone). 17 unesp - IBILCE - SJRP Comutação cross-bar (matriz de Interconexão) q Supera limitações dos barramentos. q Matrizes de interconexão desenvolvidas inicialmente para interligar processadores num multiprocessador (Redes Banyan). q Consiste de 2 x N barramentos, conectando N portas de entrada com N portas de saída. q Portas podem “conversar” ao mesmo tempo na matriz. § Taxas atuais variam de 200 Gbps a 1 Tbps § Já existem roteadores de 100 Tbps. § Indicado para roteadores de backbone. 18 unesp - IBILCE - SJRP Comutação cross-bar Portas podem “conversar” ao mesmo tempo na matriz. 19 unesp - IBILCE - SJRP Porta de Saída q Buffers necessários quando datagramas chegam da matriz de comutação mais rápido do que a taxa de transmissão do enlace. q Eventualmente há disciplina de escalonamento: escolha dos datagramas enfileirados para transmissão. § Pode haver usar o campo TOS no header do datagrama IP. § (será discutido mais adiante). 20 unesp - IBILCE - SJRP Filas e perdas na Porta de Saída q Quando taxa de chegada através do comutador excede taxa de transmissão de saída: § Utiliza-se buffer para armazenamento temporário. q Ocorre enfileiramento (atraso) e eventualmente perdas (drop) devido ao transbordamento do buffer da porta de saída. 21 unesp - IBILCE - SJRP Bloqueio Head-of-Line (HOL) q Se matriz de comutação é mais lenta do que a soma das portas de entrada juntas → pode haver filas nas portas de entrada. q Bloqueio HOL: datagrama na cabeça da fila impede outros na mesma fila de avançarem. § Acontecem atrasos de enfileiramento e perdas, devido ao transbordamento do buffer de entrada. 22 unesp - IBILCE - SJRP Bloqueio HOL 1 A B 2 1 – Pacote vermelho está sendo enviado para porta A. 2 – Pacote vermelho também quer ir para A • Mas esta impedido até que 1 termine. 2 – Pacote verde quer ir para B que está livre. • Mas está impedido até que o pacote vermelho da sua frente seja enviado. 23 unesp - IBILCE - SJRP A Camada de Rede na Internet 24 unesp - IBILCE - SJRP A Camada de Rede na Internet Camada de rede ***** Camada de Transporte ***** Protocolos de roteamento • Escolha de caminhos • RIP, OSPF, BGP Tabela de rotas Protocolo IP • Endereçamento. • Formato dos datagramas. • Tratamento de pacotes. Protocolo ICMP • Aviso de erros e testes. • Sinalização de rotas. ***** Camada de enlace (datalink) ***** ***** Camada física ***** 25 unesp - IBILCE - SJRP Datagrama IP Especificações do Protocolo 26 unesp - IBILCE - SJRP Formato do datagrama IP (1) 32 bits número da versão do protocolo IP comprimento do cabeçalho em palavras de 32 bits “tipo” dos dados (TOS) TTL - Time to Live. número máximo de enlaces restantes (decrementado a cada roteador) protocolo da camada superior ao qual entregar os dados ver comp. tipo de cab serviço comprimento início do ident. 16-bits bits fragmento protocol TTL checksum Internet endereço IP de origem 32 bits comprimento total do datagrama (em bytes) para fragmentação e remontagem Checksum envolve apenas verificação do cabeçalho (não dos dados). endereço IP de destino 32 bits Opções (se houver) dados (comprimento variável, tipicamente um segmento TCP ou UDP) Exemplo: temporizador, Registro de rota seguida, especificar caminho, etc... Na prática: NUNCA USADO. 27 unesp - IBILCE - SJRP 28 unesp - IBILCE - SJRP Formato do datagrama IP (2) 32 Bits Version IHL Type of service Identification Total length D M F F Fragment offset Time otoprimeiro live • Versão: campo doProtocol cabeçalho de um datagramaHeader IPv4 échecksum o campo de versão, com 4 bits. Source address Destination address • IHL: o segundo campo, de quatro bits, é o Comprimento do Cabeçalho ou IHL (Internet Header Length) contendo o número de palavras de 32 bits no cabeçalho IPv4. (0 or more words) • Um cabeçalho mínimo temOptions vinte bytes de comprimento, logo o valor mínimo em decimal no campo IHL é 5 (5 x 32 bits = 20 bytes). • Tamanho total: campo de 16 bits define o tamanho TOTAL do datagrama (cabeçalho + dados), em bytes. • O valor do campo tamanho mínimo é de 20 bytes. • Então, o tamanho máximo possível é 65.536 bytes (64 Kbytes). 29 unesp - IBILCE - SJRP Formato do datagrama IP (3) 32 Bits Version IHL Type of service D M F F Identification Time to live Total length Protocol Fragment offset Header checksum address • Protocolo: com 8 bits define o códigoSource decimal do protocolo que o IP está carregando no campo de dados. A IANA - Internet Assigned Numbers Authority mantém a lista com os Destination address números de protocolos. • Os protocolos comuns e os seus valores decimais incluem o ICMP (1), o TCP (6) e o Options (0 or more words) UDP (17). Ver http://www.iana.org/assignments/protocol-numbers. • TTL (Time To Live): evita que os datagramas persistam numa rede (por exemplo, evitando loopings de roteamento). É setado na origem. • Historicamente o campo TTL limitaria a vida de um datagrama em segundos, mas tornou-se num campo de contagem de nós caminhados (chamado de hop count). • Roteador onde um datagrama atravessa decrementa o campo TTL em 1. • Quando o campo TTL chega a zero, o pacote não é enviado e deve ser descartado. Datagrama ICMP de erro (ICMP 11 – Time Exceeded) é enviado de volta ao emissor 30 unesp - IBILCE - SJRP MTU e adaptação a redes diferentes Ethernet : 1500 SLIP : 256 Internet ADSL: 512 PPP : 1500 31 unesp - IBILCE - SJRP IP: Fragmentação & Remontagem (1) Host A Rede 1 MTU = 1.500 ? ? ? ? Rede 2 MTU=620 Router 1 • • • Rede 3 MTU=1.500 Router 2 Host B Um datagrama pode passar por muitos tipos de redes físicas diferentes, à medida que se move dentro das interligações das redes, até alcançar seu destino final. Como a rede define um tamanho de datagrama que se encaixe no frame? Como a rede trata datagramas maiores do que sua camada de enlace pode suportar? 32 unesp - IBILCE - SJRP IP: Fragmentação & Remontagem (2) Fragmentação: entrada: um datagrama grande saída: 3 datagramas menores q Cada enlace de rede tem uma MTU (Maximum Transmission Unit) - maior tamanho possível de FRAME neste enlace. § Tipos diferentes de enlace têm MTUs diferentes. q Quando há um datagrama IP muito grande a ser enviado numa rede que não o comporta: ele é dividido (fragmentado) dentro da rede. § Um datagrama se transforma em vários datagramas. § São “remontados” apenas no destino final. § Bits do cabeçalho IP são usados para identificar, ordenar fragmentos relacionados. remontagem 33 unesp - IBILCE - SJRP IP: Fragmentação & Remontagem (3) Campos do Protocolo IP utilizados 32 Bits Version IHL Type of service D M F F Identification Time to live Total length Protocol Fragment offset Header checksum Source address IDENTIFICATION (16 bits) à Contém um inteiro que identifica o address datagrama. Todo gateway queDestination fragmenta o datagrama, copia o IDENT em cada um dos fragmentos. Options (0 or more words) FLAGS à Controla a fragmentação : Do Not fragment (DF) ou More Fragments (MF). FRAGMENT OFFSET (13 bits) à Especifica a que ponto do datagrama atual o fragmento pertence (offset). É UM DECIMAL EM BYTES QUE SEMPRE o representa o deslocamento daquele fragmento, a partir do 1 . Bit. Sempre deve ser múltiplo de 8. 34 unesp - IBILCE - SJRP IP: Fragmentação & Remontagem (4) q O IP representa o deslocamento de dados em múltiplo de 8 bytes. § Portanto, o tamanho do fragmento será sempre o maior múltiplo de 8 possível para aquela rede. • Roteadores precisam aceitar datagramas até o máximo de MTUs das redes às quais se conectam. • Hosts e roteadores são obrigados aceitar e remontar, se necessário, datagramas de no mínimo 576 octetos. 35 unesp - IBILCE - SJRP IP: Fragmentação & Remontagem (4) compr ID bit_frag início =4000 =x =0 =0 um datagrama grande fragmentado em vários datagramas menores • • • compr ID bit_frag início =1500 =x =1 =0 Início em 0 bytes compr ID bit_frag início =1500 =x =1 =185 Início em 1480 bytes compr ID bit_frag início =1040 =x =0 =370 Início em 2960 bytes 1480 ÷ 8 = 185 2960 ÷ 8 = 370 1500 total = 1480 dados + 20 bytes header 36 unesp - IBILCE - SJRP Controle IP – Fragmentação Identifica o datagramaIndicando que existe mais fragmentos Indica a posição do fragmento em relação ao datagrama 37 unesp - IBILCE - SJRP Controle IP – Fragmentação Indicando que não há mais fragmentos, deste datagrama e a sua posição no datagrama final 38 unesp - IBILCE - SJRP Controle IP – Fragmentação Indica Identificação se existe do mais datagrama fragmentos 0x749b indica para o mesmo o Indicadatagrama a posição datagrama 0x749bdo fragmento no datagrama 0x749b 39 unesp - IBILCE - SJRP ICMP 40 unesp - IBILCE - SJRP ICMP – Internet Control Message Protocol q Parte da camada IP. q Mecanismo de “baixo nível” para influenciar o comportamento do TCP e do UDP. § Diversas mensagens de controle, tais como: • Informar hosts sobre melhor rota ao destino; • Informar problemas com uma rota; • Finalizar uma sessão devido a problemas na rede; • Relatar erros: estação, rede, porta, protocolo inatingíveis; • Pedido e resposta de eco (ping) e testes. q Usado em ferramentas vitais de administração e monitoramento à ping e traceroute. unesp - IBILCE - SJRP ICMP IP header (20 byte) ICMP message IP datagram 8-bit type 8-bit code 16-bit checksum Carga /conteúdo: depende do tipo e código Mensagem ICMP unesp - IBILCE - SJRP Formato da Mensagem ICMP 0 7 8 tipo 15 16 código 31 checksum parâmetros ................... informação 43 unesp - IBILCE - SJRP ICMP Message Types type Description 0 Echo Reply Echo Reply 3 Destination Unreachable Error 4 Source Quench Error 5 Redirect Error 8 Echo Request Echo Query 9 Router Advertisement Query 10 Router Solicitation Query 11 Time Exceeded Error 12 Parameter Problem Query 13 Timestamp Request Query 14 Timestamp Reply Query 17 Address Mask Request Query 18 Address Mask Reply Reply code 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Description Network Unreachable Host Unreachable Protocol Unreachable Port Unreachable Fragmentation Needed and DF set Source Route Failed Destination Network Unknown Destination Host Unknown Source Host Isolated Network Administratively Prohibited Destination Host Administratively Prohibited Network Unreachable For TOS Host Unreachable For TOS Communication Administratively Prohibited Host Precedence Violation Precedence Cutoff in Effect unesp - IBILCE - SJRP Exemplo: ICMP Echo Request and Reply q ICMP echo mensagem para enviar e receber pacotes específicos de “echo” entre 2 hosts Type(0 or 8) Code(0) identifier checksum sequence number Echo data (variable length) unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento IP 46 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento IP q Endereço IP: 32 bits, divididos em dois campos: • IDent. de rede (network number). • IDent. do host (host number). q Os endereços IP são escritos em notação decimal: xxx . yyy . zzz . kkk 223 . 1 . 1 . 1 11011111 00000001 00000001 00000001 q Grupo decimal é conhecido como um “octeto”. q É o decimal equivalente aos 8 bits do endereço binário. q “Endereço de 4 Octetos” (4 quatro grupos de 8 bits). 47 unesp - IBILCE - SJRP Endereço IP – notação decimal 7 6 5 4 3 2 1 07 6 5 4 3 2 1 0 7 6 5 4 3 2 1 0 7 6 5 4 3 2 1 0 2 2 2 2 2 2 2 22 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 10000000 00001010 00000010 00011110 7 2 =128 23+21=10 1 2 =2 notação binária 24+23+22+21=30 notação decimal pontuada 128.10.2.30 (alguns endereços são reservados. Serão tratados mais adiante). 48 unesp - IBILCE - SJRP Exemplos: 49 unesp - IBILCE - SJRP Exemplos: 50 unesp - IBILCE - SJRP Endereços de host e de rede Endereço IP de 32 bits Identificador da rede host Identificador do host REDE 1 REDE 3 internet hosts com o mesmo identificador de rede. hosts com identificadores de rede distintos. REDE 2 REDE 4 51 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento hosts e redes (1) q Interface: conexão entre estação, roteador e enlace físico. § Roteador típico tem 223.1.1.1 223.1.1.2 223.1.1.4 223.1.1.3 223.1.2.1 223.1.2.9 223.1.3.27 223.1.2.2 múltiplas interfaces. § Endereço IP é associado à interface, e não à 223.1.3.2 223.1.3.1 estação ou roteador. 223.1.1.1 = 11011111 00000001 00000001 00000001 223 1 1 1 52 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento hosts e redes (2) q Endereço IP: § Uma parte de rede. • (bits de mais alta ordem). § Uma parte de host. • (bits de mais baixa ordem). 223.1.1.1 223.1.1.2 223.1.1.4 223.1.1.3 q Uma rede IP: § Conjunto de Interfaces de dispositivos com o mesmo campo de rede nos seus endereços IP. § Podem alcançar um ao outro sem passar por um roteador. 223.1.2.1 223.1.2.9 223.1.3.27 223.1.2.2 LAN 223.1.3.1 223.1.3.2 • Esta parte da rede consiste de 3 interfaces IP com os endereços IP começando com 223.1.3. • Os primeiros 24 bits são o campo de rede. 53 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento hosts e redes (3) 223.1.1.1 223.1.1.2 223.1.1.4 223.1.1.3 223.1.2.1 223.1.2.9 223.1.3.27 223.1.2.2 LAN Internet 223.1.3.1 • Este conjunto de redes consiste numa rede com 3 redes, cujos os endereços IP começam com 223.1. • Sub-redes de uma rede maior. 223.1.3.2 54 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento hosts e redes (4) 223.1.1.2 223.1.1.1 Sistema interligado consistindo de seis redes 223.1.1.4 223.1.1.3 223.1.9.2 223.1.7.0 223.1.9.1 223.1.7.1 223.1.8.1 223.1.8.0 223.1.2.6 223.1.2.1 223.1.3.27 223.1.2.2 223.1.3.1 223.1.3.2 55 unesp - IBILCE - SJRP Identificando Rede e Host q PERGUNTA: como identificar qual é a parte do endereço IP que corresponde à parte de REDE e qual corresponde à parte de HOST? 56 unesp - IBILCE - SJRP Denominação de “classes” (atenção: em desuso) 57 unesp - IBILCE - SJRP Classes de redes (1) Dada a noção de “rede”, vamos examinar endereços IP: Endereçamento “baseado em classes”: denominação antiga (em desuso) classe A 0 rede B 10 C 110 D 1110 1.0.0.0 to 127.255.255.255 estação rede estação rede estação endereço multiponto 128.0.0.0 to 191.255.255.255 192.0.0.0 to 223.255.255.255 224.0.0.0 to 239.255.255.255 32 bits 58 unesp - IBILCE - SJRP Classes de redes (2) 32 Bits Range of host addresses Class A 0 Network B 10 C 110 D 1110 E 11110 1.0.0.0 to 127.255.255.255 Host Network 128.0.0.0 to 191.255.255.255 Host Network Multicast address Reserved for future use Host 192.0.0.0 to 223.255.255.255 224.0.0.0 to 239.255.255.255 240.0.0.0 to 247.255.255.255 Para um endereço classe A à o primeiro bit é sempre 0 à 28-1 redes Para um endereço classe B à os dois primeiros bits são 10 à 216-2 redes Para um endereço classe C à os três primeiros bits são 110 à 224-3 redes 59 unesp - IBILCE - SJRP Classes de redes (4) Classe A Formato do Endereço 0 B 10 C 110 Identificador da Rede Identificador do Host 7 bits 24 bits Identificador da Rede Identificador do Host 14 bits 16 bits Identificador da Rede Identificador do Host 21 bits 8 bits Organização da Rede 127 redes com até 16.777.216 hosts. Intervalo dos endereços da classe de 1.0.0.0 até 127.255.255.255. 16.384 redes com até 65.535 hosts. de 128.0.0.0 até 191.255.255.255. 2.097.152 redes com até 254 hosts. de 192.0.0.0 até 223.255.255.255. 60 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento IP: CIDR q CIDR: Classless InterDomain Routing § Parte de rede do endereço de comprimento arbitrário. § Formato de endereço: a.b.c.d/x § /x é número de bits no campo de rede do endereço. parte de rede parte do host 11001000 00010111 00010000 00000000 200.23.16.0/23 61 unesp - IBILCE - SJRP Endereços reservados de REDE e BROADCAST (1) Endereços de REDE • Para se referir a uma rede: • Os bits do campo de host são colocado como 0. O endereço /16 identificado como 137.4.0.0/16 Refere-se à rede 137.4.*.* O endereço /24 identificado como 200.17.28.0/24 Refere-se à rede 200.17.28.* 62 unesp - IBILCE - SJRP Endereços reservados de REDE e BROADCAST (2) Endereços de broadcast q Um endereço que se refere a todos os hosts em uma rede é um endereço de broadcast. • Para se referir a todos os nós de uma rede, os bits de host são ajustados para 1. q Exemplos: O endereço 15.255.255.255/8 Refere-se a todos os nós da rede 15 /8 O endereço 200.17.28.255 Refere-se a todos os nós da rede 200.17.28 /24 63 unesp - IBILCE - SJRP Subneting e subnetmask (1) q “Subnetar”: subdividir um conjunto de endereços IP para criar redes menores, ou seja, subredes. q Máscaras de sub-rede (subnetmasking) são usadas para indicar a subdivisão de redes. q A máscara de sub-rede diz para um roteador ou software específico quantos bits dos campos de rede e de host devem ser considerados para uma determinada rede. § Como vimos na notação CIDR, a “ / ” indica a máscara aplicada. § Exemplo: 200.23.16.0/23 64 unesp - IBILCE - SJRP Subneting e subnetmask (2) • Exemplo: divisão de uma rede /24 em redes menores. • Os 8 bits de host estão sendo subdivididos para criar subredes menores: no exemplo usando 3 bits para redes e 5 bits para hosts. • Passa a existir a possibilidade de 8 subredes para serem usadas e a máscara de subrede interna passa a ser / 27. 65 unesp - IBILCE - SJRP Subneting e subnetmask (3) Funcionamento e obtenção da máscara: q A parte do endereço IP correspondente à identificação do host (ou seja, o hostid) é dividida: • Um bit ligado (1) à indicará que aquele bit deverá ser interpretado como parte do número de sub-rede. • Um bit desligado (0) à indicará que aquele bit deverá ser interpretado como parte do número de identificação de hostid. q Em seguida à cada grupo de 8 bits é convertido para seu decimal equivalente, indicando a subnetmask. 66 unesp - IBILCE - SJRP Subneting e subnetmask (4) Considere os 8 bits identificadores de host num endereço de uma rede /24. Se quisermos dividir uma rede /24 em 4 subredes ! identificar a subrede e 6 bits para identificar os hosts. Máscara resultante = /26 ou vamos utilizar 2 bits para 255.255.255.192 Rede (decimal) subnet subnet host host host host host host 255.255.255. 1 0 0 0 0 0 1 0 Binário 11000000 = 192 Resulta na subnetmask ! 255.255.255.192 Esta divisão permite, na prática, utilizar 2 sub-redes de 64 hosts, pois as subredes que começam com 00 e 11 são reservadas e não podem ser utilizadas ! isso ocorre devido à identificação dos endereços de rede (all-0s, ou seja todos os endereços de host com bit 0) e endereço de broadcast (all-1s, ou seja todos os endereços de host com bit 1) 67 unesp - IBILCE - SJRP Subneting e subnetmask (5) 200.17.28.66/26 IP Address subnetmask Hostid Binário End. Sub-rede Interpretação 200.17.28.66 255.255.255.192 66 = 01000010 200.17.28.64 (1ª rede, host 2) (01000000) Host 2 (000010) na subrede 200.17.28.64 135 = 10000111 200.17.28.128 (10000000) 200.17.28.135 255.255.255.192 (2ª rede, host 7) Host 7 (000111) na subrede 200.17.28.128 200.17.28.135/26 68 unesp - IBILCE - SJRP Subneting e subnetmask (6) Se quisermos dividir uma rede /24 em 16 subredes ! vamos utilizar 4 bits para identificar a subrede e 4 bits para identificar os hosts. Máscara resultante = /28 Isso nos dá a possibilidade de 16 sub-redes de 16 hosts, das quais 14 sub-redes podem ser usadas ! novamente se “perdem” as subredes que começam com 0000 e 1111 (all-zero e all-one). Cálculo da máscara: Rede (decimal) subnet subnet 255.255.255. 1 1 subnet subnet host host host host 1 0 0 0 1 0 Binário 11110000 = 240 Resulta na subnetmask ! 255.255.255.240 69 unesp - IBILCE - SJRP Outra maneira de obter o endereço da subrede: bitwise AND 70 unesp - IBILCE - SJRP Outra maneira de obter o endereço da subrede: bitwise AND 71 unesp - IBILCE - SJRP Endereços reservados (1) q Ou endereços privados (categoria 1) q 1 REDE /8: § 10.0.0.0 a 10.255.255.255 q 16 REDES /16: § 172.16.0.0 a 172.31.255.255 q 256 REDES /24: § 192.168.0.0 a 192.168.255.255 q Também chamados de: § Endereços não roteáveis ou redes não roteáveis. • Usados para redes locais. 72 unesp - IBILCE - SJRP Endereços reservados (2) q Não podem ser atribuídos a nenhuma estação: § 127.0.0.1: • Endereço de Loopack § nnn.nnn.nnn.255: • BroadCast : todos os bits de host ajustados para 1. • n.n.n.255 – Exemplo: End. BroadCast para rede /24 • n.n.255.255 – Exemplo: End. BroadCast para rede /16 • n.255.255.255 – Exemplo: End. BroadCast para rede /8 § nnn.nnn.nnn.000: • Network: todos os bits de host ajustados para 0. • n.n.n.0 – Exemplo: End. Rede para rede /24 • n.n.0.0 – Exemplo: End. Rede para rede /16 • n.0.0.0 – Exemplo: End. Rede para rede /8 § 0.0.0.0: • Endereço de Inicialização (DHCP) 73 unesp - IBILCE - SJRP Subdivisão de redes e roteamento Regra do prefixo mais longo 74 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento hierárquico: agregação de rotas (1) q Alocação a partir do espaço de endereços do provedor IP. q Provedor pode subdividir sua alocação: digamos que ele tem um “/20”, então pode entregar “/23” aos seus clientes: Bloco do provedor Organização 0 11001000 00010111 00010000 00000000 200.23.16.0/20 11001000 00010111 00010000 00000000 200.23.16.0/23 Organização 1 11001000 00010111 00010010 00000000 200.23.18.0/23 Organização 2 ... ... Organização 7 11001000 00010111 00010100 00000000 200.23.20.0/23 ….. …. …. ….. …. …. 11001000 00010111 00011110 00000000 200.23.30.0/23 75 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento hierárquico: agregação de rotas (2) Endereçamento hierárquico permite anunciar informação sobre rotas de forma eficiente e sumarizada Organização 0 “Mande-me qualquer coisa com endereços que começam com 200.23.16.0/20” 200.23.16.0/23 Organização N1 200.23.18.0/23 Organização N2 200.23.20.0/23 . . Organização N7 . . . . Provedor A Internet 200.23.30.0/23 Provedor B Mega-empresa A 199.31….. /16 “Mande-me qualquer coisa com endereços que começam com 199.31.0.0/16” 76 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento hierárquico: rotas mais específicas • Organização 1 precisou mudar de provedor ou empresa, mas precisa levar os Ips: • Provedor B agora anuncia uma nova rota mais específica para a Organização 1. Organização 0 “Mande-me qualquer coisa com endereços que começam com 200.23.16.0/20” 200.23.16.0/23 Organização 2 200.23.20.0/23 Organização 7 . . . . . . Provedor A Internet 200.23.30.0/23 Provedor B Organização 1 200.23.18.0/23 Mega-empresa A 199.31….. /16 “Mande-me qualquer coisa com endereços que começam com 199.31.0.0/16 ou 200.23.18.0/23” 77 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento Organização 0 Quando outros roteadores virem o anúncio dos blocos hierárquico: rotas maise 200.23.18.0/23 específicas e de endereço 200.23.16.0/20 quiserem rotear para um endereço no bloco 200.23.18.0/23 eles vão usar a regra de ajuste ao prefixo mais longo e rotear em direção endereço de rede maior (mais específico) que casa com o endereço de destino. 200.23.16.0/23 Organização 2 200.23.20.0/23 Organização 7 . . . “mande-me qq coisa com endereços que começam com 200.23.16.0/20” . . . Provedor A Internet 200.23.30.0/23 Provedor B Organização 1 200.23.18.0/23 Mega-empresa A 199.31….. /16 “mande-me qq coisa com endereços que começam com 199.31.0.0/16 ou 200.23.18.0/23” 78 unesp - IBILCE - SJRP Endereçamento IP - Governança Como um provedor IP consegue um bloco de endereços? ICANN: Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (http://www.icann.org) § § § § Aloca endereços. Gerencia DNS. Aloca nomes de domínio e resolve disputas. No Brasil, estas funções foram delegadas ao Registro Nacional (http://registro.br), sediado na FAPESP (SP), e comandado pelo Comitê Gestor Internet BR (CG-Br) 79 unesp - IBILCE - SJRP Encaminhamento de datagramas 80 unesp - IBILCE - SJRP Envio de datagramas Para transferir um datagrama o emissor: 1. Mapeia o endereço IP de destino em um endereço físico (endereço MAC) 2. Encapsula o datagrama num frame da camada de enlace, e... 3. Usa a rede local para entregar ao destino § Camada Datalink (ou camada “MAC”). 81 unesp - IBILCE - SJRP Encaminhamento direto q Emissor: 1. extrai a parte da rede do endereço IP de destino, e 2. compara com a parte de rede de seu próprio endereço. § Se houver correspondência, significa que o datagrama pode ser enviado diretamente, na mesma rede. q Encaminhamento direto é sempre o passo final de qualquer transmissão de datagrama. § Sempre o roteador final se conectará diretamente à mesma rede física do destino. § Chamado de “último passo da rota” (last hop). 82 unesp - IBILCE - SJRP Encaminhamento indireto q Destino não está na mesma rede física do emissor. q Encapsula o datagrama, e o envia ao roteador mais próximo (gateway de saída). q O datagrama passa de roteador a roteador, até chegar a um que possa entrega-lo diretamente. q Quando um frame chega no roteador: § O software do roteador extrai o datagrama encapsulado, e seleciona o próximo roteador ao longo do caminho em direção ao destino. 83 unesp - IBILCE - SJRP Como saber se é encaminhamento direto ou indireto? 84 unesp - IBILCE - SJRP Enviando um datagrama da origem ao destino (1) tabela de rotas em A rede dest. próx. rot. datagrama IP: Campos end. IP origem misc end. IP dest 223.1.1 223.1.2 223.1.3 dados A q Datagrama IP permanece inalterado, enquanto passa da origem ao destino. • B N enlaces 223.1.1.4 223.1.1.4 1 2 2 223.1.1.1 223.1.1.2 223.1.1.4 223.1.1.3 223.1.3.1 223.1.2.1 223.1.2.9 223.1.3.27 223.1.2.2 223.1.3.2 IP destino não muda 85 E unesp - IBILCE - SJRP Enviando um datagrama da origem ao destino (2) campos misc 223.1.1.1 223.1.1.3 dados rede dest. próx. rot. 223.1.1 223.1.2 223.1.3 Seja um datagrama IP originando em A, e endereçado a B: q A procura endereço de rede de B. A 223.1.1.4 223.1.1.4 q Camada de enlace de A envia o datagrama diretamente para B num frame da rede local. § B e A são chamados de “diretamente conectados”. B 1 2 2 223.1.1.1 q A descobre que B é da mesma rede que A (usando o prefixo do endereço). N enlaces 223.1.1.2 223.1.1.4 223.1.1.3 223.1.3.1 223.1.2.1 223.1.2.9 223.1.3.27 223.1.2.2 223.1.3.2 86 E unesp - IBILCE - SJRP Enviando um datagrama da origem ao destino (3) campos misc 223.1.1.1 223.1.2.2 dados rede dest. próx. rot. 223.1.1 223.1.2 223.1.3 Seja origem A, destino E: q Procura endereço de rede de E. q E está numa rede diferente § A e E não diretamente conectados. A q Tabela de rotas: próximo roteador na rota para E é 223.1.1.4 . q Camada de enlace envia datagrama ao roteador 223.1.1.4 num frame da camada de enlace. q Datagrama chega a 223.1.1.4 q e então segue… B N enlaces 223.1.1.4 223.1.1.4 1 2 2 223.1.1.1 223.1.1.2 223.1.1.4 223.1.1.3 223.1.3.1 223.1.2.1 223.1.2.9 223.1.3.27 223.1.2.2 223.1.3.2 87 E unesp - IBILCE - SJRP Enviando um datagrama da origem ao destino (4) Campos misc 223.1.1.1 223.1.2.2 dados rede dest. Chegando a 223.1.1.4, destinado a 223.1.1 223.1.2 223.1.2.2 q Procura endereço de rede de E. q E fica na mesma rede que a interface 223.1.2.9 do roteador. § Roteador e E estão diretamente conectados. q Camada de enlace envia datagrama para 223.1.2.2 dentro de frame de camada de enlace via interface 223.1.2.9 q Datagrama chega a 223.1.2.2 223.1.3 A B próx. rot. N enl. interface - 1 1 1 223.1.1.4 223.1.2.9 223.1.3.27 223.1.1.1 223.1.1.2 223.1.1.4 223.1.1.3 223.1.3.1 223.1.2.1 223.1.2.9 223.1.3.27 223.1.2.2 223.1.3.2 88 E unesp - IBILCE - SJRP NAT: Network Address Translation 89 unesp - IBILCE - SJRP NAT: Network Address Translation (1) q Propósito: Fazer com que redes locais possam utilizar apenas um endereço IP de entrada e saída. q Não é preciso alocar uma gama de endereços do ISP. q Motivação: § Esgotamento dos endereços IPv4. § Permitir alterar os endereços dos dispositivos na rede local sem precisar notificar o mundo exterior. § Mudar de ISP sem alterar os endereços na rede local. § Dispositivos da rede local não são explicitamente endereçáveis ou visíveis pelo mundo exterior • (um adicional de segurança ?). unesp - IBILCE - SJRP NAT: Network Address Translation (2) restante da Internet rede local (ex.: rede doméstica) 10.0.0/24 10.0.0.4 10.0.0.1 10.0.0.2 138.76.29.7 NAT todos os datagramas que saem da rede local possuem o mesmo e único endereço IP do NAT de origem: 138.76.29.7, números diferentes de portas de origem. 10.0.0.3 datagramas com origem ou destino nesta rede possuem endereço 10.0.0/24 para origem, destino (usualmente) unesp - IBILCE - SJRP NAT: Network Address Translation (3) 2: roteador NAT substitui end. origem do datagram de 10.0.0.1, 3345 para 138.76.29.7, 5001, atualiza a tabela 3: resposta chega endereço de destino: 138.76.29.7, 5001 1: host 10.0.0.1 Porta 3345 envia datagrama para 128.119.40, 80 4: roteador NAT substitui o endereço de destino do datagrama de 138.76.29.7, 5001 para 10.0.0.1, 3345 unesp - IBILCE - SJRP NAT: Network Address Translation (4) Implementação: o roteador NAT deve: q Datagramas que saem: § Substituir (endereço IP de origem interno, porta #) para (endereço IP válido do NAT, nova porta #). q . . . Hosts remotos respondem usando (endereço IP do NAT, nova porta #) como endereço de destino. q Armazena na tabela de tradução do NAT: cada (endereço IP de origem interno, porta #) com o par de tradução (endereço IP do NAT, nova porta #). q Datagramas que chegam: substituir (endereço IP do NAT, nova porta #) nos campos de destino de cada datagrama pelos correspondentes (endereço IP de origem, porta #) § armazenados da tabela NAT. unesp - IBILCE - SJRP NAT: Network Address Translation (5) q Campo número de porta com 16 bits: § Aproximadamente 65.000 conexões simultâneas com um único endereço IP. q NAT é controverso: § Roteador: deveria processar só até a layer 3. § Violação do argumento fim-a-fim (P2P). § A escassez de endereços: usar IPv6. § Violação do cálculo do checksum do IP. § Algumas aplicações não funcionam com NAT. unesp - IBILCE - SJRP Interconexão de redes e roteamento 95 unesp - IBILCE - SJRP O problema de inter-redes q Internet = INTERNETworking § Interconexão de redes. q Comunicação fim-a-fim sobre redes: § Com escala arbitrariamente grande. • Deve ser possível escalar. § Heterogêneas. • Diversos protocolos de enlace. § Organizadas como federação domínios. • Cada instituição é “dona” de uma parte da rede. 96 unesp - IBILCE - SJRP Elementos de Interconexão em várias camadas: q Repetidores na camada física (layer1). q Switches na camada de acesso ao meio (layer2). q Roteadores na camada de rede (layer3). q Gateways de aplicação (“layer 7”). 97 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento 5 protocolo de roteamento A Meta: determinar melhor caminho (seqüência de roteadores) pela rede, desde a origem ao destino. Abstração de grafo para algoritmos de roteamento: Custos do enlace: retardo, financeiro, risco, ou congestionamento. D 3 C F 1 3 1 5 E 2 q Caminho “melhor”: § Tipicamente significa caminho de menor custo. § enlaces físicos. § 2 1 q Nós do grafo são roteadores. q Arestas do grafo são os 2 B Geralmente caminho MAIS CURTO. § Outras definições são possíveis. 98 unesp - IBILCE - SJRP Abstração em grafo Grafo: G = (N,E) N = conjunto de roteadores = { u, v, w, x, y, z } E = conjunto de links ={ (u,v), (u,x), (v,x), (v,w), (x,w), (x,y), (w,y), (w,z), (y,z), (u,w) } unesp - IBILCE - SJRP Abstração do gráfico: custo • c(a,a’) = custo do link (a,a’) • Ex: c(w, z) = 5 • Exemplo de custo: pode ser sempre o mesmo, relativo à distância, ou então inversamente relacionado à largura de banda ou ao congestionamento. Custo do caminho (x1, x2, x3,…, xp) = c(x1,x2) + c(x2,x3) + … + c(xp-1,xp) Questão: Qual é o caminho de menor custo entre u e z ? Algoritmo de roteamento: é algoritmo que encontra o caminho de menor custo, ou melhor caminho possível. unesp - IBILCE - SJRP Tipos de algoritmos de roteamento q Duas classificações principais. § Quanto ao tipo da informação. § Quanto à mudança das rotas. q Veremos em seguida... § Classificação 1: Informação global ou descentralizada? § Classificação 2: Estático ou dinâmico? 101 unesp - IBILCE - SJRP Classificação 1: Informação global ou descentralizada ? q Global: Todos roteadores têm informações completas de topologia, distância e custos de todos os enlaces. § Algoritmos de “estado de enlaces” (link state - LS). q Descentralizada: Roteador conhece vizinhos diretos, e custos até eles. § Processo iterativo de cálculo, e troca de informações com vizinhos. § Algoritmos de “vetor de distâncias” (distance vector - DV). 102 unesp - IBILCE - SJRP Classificação 2: Estático ou dinâmico? q Estático: Usado quando as rotas mudam lentamente ou raramente. § Tipicamente para sistemas de borda (edge routers) ou que possuem um ou poucos links de entrada/saída. q Dinâmico: Usado quando as rotas mudam mais rapidamente. § Tipicamente para sistemas de núcleo (core routers), com vários links e várias conexões. § Atualização periódica automática. • em resposta a mudanças nos custos, ou disponibilidade ou estado (link down ou up) dos enlaces. 103 unesp - IBILCE - SJRP Algoritmos de roteamento Introdução aos algoritmos mais usados 104 unesp - IBILCE - SJRP Algoritmos de roteamento q Dois algoritmos principais: § Link State e Distance Vector. q Link state: § Informação Global. § Algoritmo de Dijskstra q Distance vector: § Informação Descentralizada § Equação de Bellman-Ford. 105 unesp - IBILCE - SJRP Link State 106 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Link-state q Usa o Algoritmo de Dijkstra para calcular melhor caminho. q Topologia da rede e custo de todos os enlaces são conhecidos por todos os nós. § Implementado via “link state broadcast”. § Todos os nós têm a mesma informação. § Todos os nós têm uma visão igual e completa da rede. q Calcula caminhos de menor custo de uma origem para todos os outros nós destinos. § Fornece uma tabela de roteamento a partir daquele nó (origem). 107 unesp - IBILCE - SJRP Notação do algoritmo de Dijkstra (1) q C(i,j): custo do enlace do nó i até o nó j. § Custo é infinito se não houver ligação entre i e j. q Dx(v): menor custo atual entre a origem x e o destino V (até a presente iteração do algoritmo). 108 unesp - IBILCE - SJRP Notação do algoritmo de Dijkstra (2) q p(v): Predecessor de v à nó anterior (vizinho) a v ao longo do caminho de menor custo atual da origem até o destno v. § Ex: p(A) Lê-se: “predecessor de A”. q N’: subconjunto de nós à irá formar o conjunto de menor custo. § v pertence a N’ se o caminho de menor custo entre a origem e v for inequivocamente conhecido. 109 unesp - IBILCE - SJRP Algoritmo de Dijsktra em palavras: q Para um determinado nó: § Iniciar só com o custo dos valores dos vizinhos diretos. q Ir anexando cada nó do conjunto, um a um. § Cada vez que anexar um novo nó ao conjunto, calcular os menores caminhos conhecidos para o nó sob análise, até cada destino. § Ou seja, cada vez que eu adiciono um nó w ao conjunto, devo obter D(v). Como veremos em seguida à 110 unesp - IBILCE - SJRP Algoritmo de Dijsktra em palavras: q Dx(v) = min{ Dx (v), Dx (w) + c(w,v) } novo custo de x até v é: o velho custo para v, ou o menor custo de caminho conhecido para w (antecessor de v) mais o custo de w a v. 5 2 A B 2 1 D 3 C 3 1 5 F 1 E 2 111 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo para o novo custo de A até C após entrar D no conjunto de caminhos possíveis: Dx (v) = min{ Dx (v), Dx (w) + c(w,v) } DA(C) = min{ DA (C), DA (D) + c(D,C) } DA(C) = min{ 5, 1 + 3} = min{ 5, 4 } = 4 v 5 2 A 2 1 w B D 3 C 3 1 5 F 1 E 2 112 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo: Rodando o Algoritmo de Dijkstra’s para o nó A: Passo 0 1 2 3 4 5 início N’ A AD ADE ADEB ADEBC ADEBCF D(B),p(B) D(C),p(C) D(D),p(D) D(E),p(E) D(F),p(F) 2,A 1,A 5,A infinito infinito 2,A 4,D 2,D infinito 2,A 3,E 4,E 3,E 4,E 4,E • Calculando os caminhos de menor custo de A até todos os destinos possíveis. • Lembrando: p(x) à predecessor de x ao longo do caminho de menor custo atual. • Cada linha da tabela fornece os valores das variáveis do algoritmo ao final da iteração. 5 2 A B 2 1 D 3 C 3 1 5 F 1 E 2 113 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo: Algoritmo de Dijkstra’s Passo 0 1 2 3 4 5 início N A AD ADE ADEB ADEBC ADEBCF D(B),p(B) D(C),p(C) D(D),p(D) D(E),p(E) D(F),p(F) 2,A 1,A 5,A infinito infinito 2,A 4,D 2,D infinito 2,A 3,E 4,E 3,E 4,E 4,E 5 2 A B 2 1 D E isso continua… 3 C 3 1 5 F 1 E (aqui está apenas para o menor custo de “A” até cada destino) 2 114 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo: Algoritmo de Dijkstra’s Passo 0 1 2 3 4 5 início N A AD ADE ADEB ADEBC ADEBCF D(B),p(B) D(C),p(C) D(D),p(D) D(E),p(E) D(F),p(F) 2,A 1,A 5,A infinito infinito 2,A 4,D 2,D infinito 2,A 3,E 4,E 3,E 4,E 4,E 5 2 A B 2 1 D 3 C 3 1 1 E 5 Menor custo de A até C é 3 e passa por E. Depois sabe-se qual F o menor custo de A até E e por onde ele 2 passa... etc... 115 unesp - IBILCE - SJRP Resultado da tabela de repasse em A: 2 B Destino: C A F 1 1 D 1 E 2 Link: B (A,B) C (A,D) D (A,D) E (A,D) F (A,D) Caminhos de menor custo resultantes, e a tabela de repasse para o nó A. Exercício: obter as tabelas para todos os nós 116 unesp - IBILCE - SJRP Algoritmo de Dijsktra’s 1 Inicialização: 2 N’ = {u} 3 para todos os nós v 4 se v for um vizinho de u 5 então D(v) = c(u,v) 6 senão D(v) = infinito 7 8 Loop para cada nó 9 Ache w não pertencente a N’, tal que D(w) é um mínimo. 10 Adicione w a N’. 11 Atualize D(v) para cada v vizinho de w, e ainda não pertencente a N’: 12 D(v) = min{ D(v), D(w) + c(w,v) } 13 13 /* novo custo para v é: ou o velho custo para v, ou o menor 14 custo de caminho conhecido para w, mais o custo de w a v */ 15 até que todos os nós estejam em N. 117 unesp - IBILCE - SJRP Discussão do Algoritmo de Dijkstra Complexidade do Algoritmo: N nós q Cada iteração: precisa verificar todos os nós w, que não estão em N. q N*(N+1)/2 comparações à Ordem de (N**2): Oscilações possíveis: q Total de tráfego transportado in/out (diferentes). § Para este curso vamos assumir que os custos são os mesmos em ambos os sentidos (são simétricos). 2+e A 0 D 1+e 1 B e 0 C Custos assimétricos tornam o problema bem mais complicado à não serão considerados aqui. 118 unesp - IBILCE - SJRP Distance Vector 119 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Distance Vector (1) Enquanto o LS usa informação global, o DV é iterativo, assíncrono e distribuído. q Iterativo: § Continua até que os nós não troquem mais informações. § Self-terminating à não há sinal de parada. q Assíncrono: § Nós não precisam trocar informações simultaneamente! q Distribuído: § Cada nó se comunica apenas com os seus vizinhos, diretamente conectados. 120 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Distance Vector (2) q Equação de Bellman-Ford (B-F) define: dx(y) à menor custo do caminho de x até y Então: dx(y) = minv {c(x,v) + dv(y) } Onde min é calculado sobre todos os vizinhos v de x. unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Distance Vector (4) dx(y) à menor custo do caminho de x até y dx(y) = minv {c(x,v) + dv(y) } Onde min é calculado sobre todos os vizinhos v de x. q Se após transitarmos de x para v, tomarmos o caminho de menor custo de v até y, o custo do caminho será c(x,v) + dv(y). q Como devemos começar viajando até algum vizinho v, o menor custo de x até y é o mínimo do conjunto dos c(x,v) + dv(y), calculados para todos os vizinhos v. unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Distance Vector (5) q Se após transitarmos de x para v, tomarmos o caminho de menor custo de v até y, o custo do caminho será c(x,v) + dv(y). q Como devemos começar viajando até algum vizinho v, o menor custo de x até y é o mínimo do conjunto dos c(x,v) + dv(y), calculados para todos os vizinhos v. 5 2 x A B 2 1 v D 3 C F 1 3 1 5 E y 2 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Distance Vector (3) Vemos que: dv(z) = 5 dx(z) = 3 dw(z) = 3 Calculando o menor caminho de u até z com a equação B-F diz que: du(z) = min { c(u,v) + dv(z), c(u,x) + dx(z), c(u,w) + dw(z) } = min { 2 + 5, 1 + 3, 5+3} =4 O nó que atinge o mínimo é o próximo salto no caminho mais curto da origem até o destino: resulta na tabela de roteamento. unesp - IBILCE - SJRP O que é o Vetor de Distâncias q Dx = [ Dx(y): y em N ] q Vetor de distâncias do nó x é um conjunto. q É um conjunto contendo todas as estimativas de custos de x até todos os outros nós y em N. 125 unesp - IBILCE - SJRP O que cada nó mantém: Cada nó x mantém os seguintes dados: 1. Para cada vizinho v à o custo c(x,v) dele x até cada vizinho diretamente conectado, v. 2. O vetor de distâncias dele (nó x), contendo a estimativa dos custos de x até todos os destinos y em N: Dx = [ Dx(y): y em N ] 3. Os vetores de distâncias de seus vizinhos para cada vizinho v de x: Dv = [ Dv(y): y em N ]. 126 unesp - IBILCE - SJRP Algoritmo Distance Vector – ideia básica q Cada nó envia periodicamente o seu de vetor de distância a cada um dos seus vizinhos. § Ou seja, quais os custos ele tem até os destinos para os quais ele conhece. q Quando o nó x recebe nova estimativa do vizinho, ele atualiza sua tabela usando a equação B-F: Dx(y) = minv{c(x,v) + Dv(y)} para cada nó y ∊ N. q Em condições normais, a estimativa Dx(y) converge para o menor custo atual. unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Vetor-Distância: Resumo q Iterativo, assíncrono: cada iteração local é causada por: q Mudança de custo dos enlaces locais. q Mensagem do vizinho: seu caminho de menor custo para o destino mudou. Cada nó: espera por mudança no custo dos enlaces locais, ou mensagem do vizinho. Distribuído: q Cada nó notifica seus vizinhos apenas quando seu menor custo para recalcula tabela de distâncias. algum destino mudar: § Vizinhos notificam seus vizinhos, e assim por diante… se o caminho de menor custo para algum destino mudou, notifica vizinhos. 128 unesp - IBILCE - SJRP 129 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo: algoritmo vetor-distância (1/3) X 2 Y 7 fórmula 1 Z DA(B,C)=C(A,C) + minw{DC(B,w)} DX(Z,Y)=C(X,Y) + minw{DY(Z,w)} = 2 + min {DY(Z,X)} = 2 + inf {DY(Z,Y)} = 2 + loop {DY(Z,Z)} = 2 + 1 = 2 + min {inf, loop,1} = 3 Atualizando custo de X até Z passando por Y 130 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo: algoritmo vetor-distância (2/3) X 2 Y 7 1 Z Z X D (Y,Z) = c(X,Z) + minw{D (Y,w)} = 7+1 = 8 Atualizando custo de X até Y passando por Z 131 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo: algoritmo vetor-distância(3/3) X 2 Y 7 1 Z Custo para Y não mudou. Custo para Z Mudou. Avisa ! 132 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo de Tabela de Distância 7 A E D (C,D) D (A,D) E 1 C E Custo de E até A dado que o primeiro passo ao longo do caminho é D: é o custo de ir de E até D, mais qualquer que seja o custo mínimo de ir de D até A. 2 8 1 E B DX(Y,Z) = c(X,Z) + minw{ DZ (Y,w) } 2 D D = c(E,D) + minw {D (C,w)} = 2+2 = 4 D = c(E,D) + minw {D (A,w)} = 2+3 = 5 Note que o caminho menor de D até A é 3 e esta rota passa novamente por E ! B D (A,B) = c(E,B) + minw {D (A,w)} = 8+6 = 14 Por que não é 15 ?? 133 unesp - IBILCE - SJRP Exemplo de Tabela de Distância A E D (C,D) D (A,D) E C E D () A B D A 1 14 5 B 7 8 5 C 6 9 4 D 4 11 2 2 8 1 E B custo via nó vizinho E 2 D D = c(E,D) + minw {D (C,w)} = 2+2 = 4 destino 7 1 D = c(E,D) + minw {D (A,w)} = 2+3 = 5 B D (A,B) = c(E,B) + minw{D (A,w)} = 8+6 = 14 134 unesp - IBILCE - SJRP A tabela de distâncias gera a tabela de roteamento custo através de E A B D A 1 14 5 A A,1 B 7 8 5 B D,5 C 6 9 4 C D,4 D 4 11 2 D D,2 Tabela de distância Enlace de saída, custo destino destino D () Tabela de Roteamento 135 unesp - IBILCE - SJRP A tabela de distâncias gera a tabela de roteamento Tabela de roteamento de E destino Enlace de saída,custo A A,1 Melhor rota de E para A é através de A, com custo 1 B D,5 Melhor rota de E para B é através de D, com custo 5 C D,4 Melhor rota de E para C é através de D, com custo 4 D D,2 Melhor rota de E para D é através de D, com custo 4 Tabela de distância Tabela de Roteamento 136 unesp - IBILCE - SJRP Boas notícias viajam depressa: mudança nos custos do enlace. q Mudanças no custo do enlace: § c(x,y) muda de 4 para 1. § Nó y detecta mudança no custo do enlace local. § Atualiza informações de roteamento, e recalcula o vetor de distância. § Menor custo mudou à avisa vizinhos. unesp - IBILCE - SJRP Boas notícias viajam depressa q No tempo t0 à y detecta a mudança no custo do enlace, atualiza seu DV e informa seus vizinhos. q No tempo t1 à z recebe a atualização de y e atualiza sua tabela. § § Custo c(z,x) mudou de 5 para 2. Avisa seu novo vetor aos vizinhos, com seu menor custo. q No tempo t2 à y recebe a atualização de z e atualiza sua tabela de distância. § § O menor custo de y não muda. Então y não envia nenhuma mensagem para z. q Só 2 iterações necessárias para o DV alcançar o estado de inatividade à boas notícias viajam depressa. 138 unesp - IBILCE - SJRP Más notícias viajam devagar: mudança nos custos do enlace. q Mudanças no custo do enlace: § c(x,y) muda de 4 para 60. § Nó y detecta mudança no custo do enlace local. § Atualiza informações de roteamento, e recalcula o vetor de distância. § Dy(x) = min { c(y,x) + Dx(x) , c(y,z) + Dz(x) } § = min { 60 + 0 , 1 + 5} = 6 Custo até z até x em y ainda está errado! unesp - IBILCE - SJRP Porque o erro: q Únicas informações que y possui: § Que seu custo direto até x agora é 60. § E z disse a y que pode chegar a x com custo 5. q Em seguida no instante t1 temos um looping de roteamento. 140 unesp - IBILCE - SJRP Más notícias viajam devagar q Assim que y tenha calculado um novo custo mínimo até x: § y informa z este novo vetor de distâncias. q Algum tempo depois de t1 ocorre que z recebe o novo vetor de y. § Indica que o custo mínimo de y até x é 6. q z sabe que pode chegar até y com custo 1. § Dz(x) = min { c(z,x) + Dx(x) , c(z,y) + Dy(x) } § = min { 50 + 0 , 1 + 6} = 7 q Este processo continua... Até estabilizar. 141 unesp - IBILCE - SJRP Problema de Contagem ao Infinito Mudanças no custo do enlace: q Neste exemplo: 44 iterações antes de o algoritmo estabilizar. q O que aconteceria se c(y,x) tivesse mudado para 10.000 e o custo c(z,x) fosse 9.999 ? § Más notícias viajam devagar: problema da “contagem ao infinito”. unesp - IBILCE - SJRP Poisoned reverse q Solução para o problema de contagem ao infinito: reverso envenenado. q Se a rota de Z a X passa por Y à Z anuncia a Y que seu custo de rota para X é infinito. § No exemplo: Z anuncia para Y que Dz(X) = ∞, mesmo que Z saiba que, no momento, Dz(x)=5. q Z “mente” para Y enquanto sua rota para X estiver passando por Y. § Enquanto Y acreditar que Z não tem rota até X, o nó Y nunca vai tentar usar uma rota para X através de Z. q Pergunta: isso resolve todos os problemas de contagem ao infinito ? 143 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento hierárquico Autonomous Systems 144 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Hierárquico Problemas do mundo real: q Roteadores não são todos idênticos. q Na prática redes não são “planas”. Escala: 50 milhões de destinos. q Não é possível armazenar todos os destinos numa única tabela de rotas. q As mudanças na tabela de rotas poderiam congestionar os enlaces. Autonomia Administrativa q Internet = rede de redes. q Cada administração de rede pode querer controlar o roteamento na sua própria rede. 145 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Hierárquico q Agrega roteadores em regiões: § “Sistemas autônomos” ou “Autonomous System” (AS). q Roteadores dentro do mesmo AS rodam o mesmo protocolo de roteamento: § § Protocolo de roteamento Intra-AS. Roteadores em diferentes AS podem rodar protocolos de roteamento diferentes. Roteadores de borda q Fronteira de um AS. q Rodam protocolos de roteamento Intra-AS com os outros roteadores do AS. q Também responsáveis por enviar mensagens para fora do AS . § Rodam protocolo de roteamento inter-AS com outros roteadores. 146 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Intra-AS e Inter-AS Organização C a C b d A a a b c c B b Organização B Organização A 147 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Intra-AS e Inter-AS C.b a AS C C B.a A.a b A.c d A AS A a b c a c B b AS B Roteadores de Borda: • Realizam roteamento inter-AS entre instituições diferentes. • Realizam roteamento intra-AS com outros roteadores dentro do mesmo AS. 148 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Intra-AS e Inter-AS C.b a C B.a A.a b A.c d A a b Roteamento inter-AS e intra-AS no roteador A.c a c B b c Camada de rede Camada de enlace Camada fisica 149 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Intra-AS e Inter-AS Roteamento Inter-AS entre os AS’s “A” e “B” à (exterior gateways) C.b a C Host h1 B.a A.a b A.c d A a b c a c B Host h2 b Roteamento Intra-AS, dentro do AS “B” Roteamento Intra-AS: dentro do AS “A” à (interior gateways) Nós voltaremos a discutir protocolos de roteamento Inter-AS e Intra-AS mais adiante… 150 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Intra-AS Interior Gateway Protocols (IGP) 151 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Intra-AS q Também conhecido como: § § Interior Gateway Protocols (IGP). ou protocolos de roteamento interno. q Os IGPs mais comuns são: § RIP: Routing Information Protocol § OSPF: Open Shortest Path First § IGRP: Interior Gateway Routing Protocol (proprietário da Cisco) 152 unesp - IBILCE - SJRP RIP (Routing Information Protocol) (1) q Algoritmo vetor de distâncias (distance vector). q Incluído na distribuição de BSD-UNIX desde1982. q Métrica de distância: número de enlaces § Máximo = 15 enlaces. q Vetores de distâncias: mensagem a cada 30 segundos. § Também chamada de anúncio. q Cada anúncio: pode definir rotas para até 25 redes destino. 153 unesp - IBILCE - SJRP RIP (Routing Information Protocol) (2) q Periodicamente à cada roteador envia uma cópia de sua tabela de roteamento para qualquer outro roteador que ele consiga acessar diretamente (outro roteador que está no extremo de alguma interface sua). Anúncio Roteador Roteador J Roteador K Roteador 154 unesp - IBILCE - SJRP RIP (Routing Information Protocol) (3) q Quando um anúncio chega ao roteador K vindo do roteador J, então K examina os destinos conhecidos, e a distância até cada um destes destinos. Algumas situações podem ocorrer: • • • Se J souber de um caminho mais curto para chegar ao destino, ou Se J listar um destino que não conste da tabela de K, ou Se K estiver no momento roteando para um destino através de J e a distância de J até aquele destino mudar, q ..então K substitui a sua entrada na tabela. Anúncio Roteador Roteador J Roteador K Roteador 155 unesp - IBILCE - SJRP RIP (Routing Information Protocol) (4) Destino Rede 1 Rede 2 Rede 4 Rede 17 Rede 24 Rede 30 Rede 42 Tabela de K Distância Rota 0 Direta 0 Direta 8 Roteador L 5 Roteador M 6 Roteador J 2 Roteador Q 2 Roteador J Atualização de J Destino Distância Rede 1 2 ! Rede 4 3 Rede 17 6 ! Rede 21 4 Rede 24 5 Rede 30 10 ! Rede 42 3 À esquerda: uma tabela de roteamento existente num roteador K. À direita: uma mensagem de atualização recebida de J. As entradas marcadas com “à” serão usadas para atualizar as entradas existentes, ou acrescentar novas entradas, na tabela de K. Note que se J informar uma distância N, então uma entrada atualizada em K terá uma distância N+1 à a distância para acessar o destino a partir de J, mais a distância para acessar J. 156 unesp - IBILCE - SJRP RIP: Recuperação de falhas q Se não for recebido anúncio novo durante 180 seg → vizinho/enlace são declarados mortos. § Rotas via vizinho são invalidadas. § Novos anúncios são enviados aos vizinhos. § Na sua vez, os vizinhos publicam novos anúncios, se foram alteradas as suas tabelas. § Informação sobre falha do enlace rapidamente propaga para a rede inteira. 157 unesp - IBILCE - SJRP RIP: Recuperação de falhas - Exercício q Exercício: já vimos uma técnica para evitar rotas cíclicas (looping) e contagem ao infinito com algoritmos Distance Vector, chamada de poisoned reverse. Pesquise e estude as seguintes técnicas de recuperação ou mitigação de rotas cíclicas: § § § § Envenenamento de rotas (Route Poisoning). Estreitamento de horizontes (Split Horizon). Tempo de Espera (Holddown Timers). Atualizações Imediatas (Triggered Updates). 158 unesp - IBILCE - SJRP OSPF (Open Shortest Path First) q “Open” (aberto) à publicamente disponível q Usa algoritmo do Estado de Enlaces - EE (Link State) Disseminação de pacotes de EE. § Mapa da topologia presente em cada nó. § Cálculo de rotas usando o algoritmo de Dijkstra. q Anúncio de OSPF inclui uma entrada por roteador vizinho. q Anúncios disseminados para AS inteiro q Via inundação – flooding. § 159 unesp - IBILCE - SJRP OSPF: características “avançadas” (não presentes em RIP) q Segurança: todas mensagens OSPF são autenticadas para (tentar) impedir intrusão maliciosa. q Usa conexões TCP. q Caminhos Múltiplos com custos iguais permitidos. § (o RIP permite e aceita apenas uma rota quando custos iguais). q Para cada enlace, múltiplas métricas de custo para TOS diferentes § Exemplo: custo de enlace de satélite definido como “baixo” para melhor esforço, e “alto” para aplicação de tempo real. q OSPF pode ser hierárquico em domínios grandes. 160 unesp - IBILCE - SJRP OSPF Hierárquico 161 unesp - IBILCE - SJRP IGRP (Interior Gateway Routing Protocol) q Proprietário da CISCO. q Sucessor do RIP (final dos anos 80). q Usa Vetor de Distâncias à assim como RIP. q Diversas métricas de custo: § Atraso, largura de banda, confiabilidade, carga, etc... q Usa TCP para trocar mudanças de rotas. q Roteamento via Distributed Updating Algorithm (DUAL) baseado em computação difusa. 162 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Inter-AS Exterior Gateway Protocols (EGP) 163 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento Inter-AS 164 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento inter-SA na Internet: BGP q BGP (Border Gateway Protocol) à o padrão de fato q Protocolo Vetor de Caminhos: § § § Semelhante ao protocolo de Vetor de Distâncias (DV). Cada Border Gateway (roteador de fronteira) difunde aos vizinhos (pares) o caminho inteiro (isto é, seqüência de ASs) ao destino. Por exemplo: roteador de fronteira X pode enviar seu caminho ao destino Z: Path (X,Z) = X,Y1,Y2,Y3,…,Z 165 unesp - IBILCE - SJRP Roteamento inter-SA na Internet: BGP q Suposição: § roteador X envia seu caminho para roteador para W. q W pode ou não selecionar o caminho oferecido por X razões de custo, políticas (não rotear via o AS de um concorrente), evitar looping, dentre ouros motivos. q Se W seleciona caminho até Z anunciado por X, então: Caminho (W,Z) = W, Caminho (X,Z) q Note que X pode controlar o tráfego de chegada através do controle dos seus anúncios de rotas aos seus pares. § Por exemplo: se não quero receber tráfego para Z: § • Não anuncia rotas para Z. 166 unesp - IBILCE - SJRP Por que há diferenças entre roteamento Intra e Inter-AS? Políticas: q Inter-AS à administração quer controle sobre como tráfego roteado, quem transita através da sua rede. q Intra-AS à administração é única, portanto são desnecessárias decisões políticas. Escalabilidade: q Roteamento hierárquico economiza tamanho de tabela de rotas, reduz tráfego de atualização Desempenho: q Intra-AS: pode focar em desempenho. q Inter-AS: políticas podem ser mais importantes do que desempenho. 167 unesp - IBILCE - SJRP Final da Camada de Rede Vimos neste capítulo: q Serviços da camada de rede. q Roteamento e Roteador. q Endereços IP. q Fragmentação e MTU. q Sub-redes e máscaras. q Princípio de roteamento: seleção de caminhos. q Algoritmos de roteamento. § Link state e distance vector. q Roteamento hierárquico. q Sistemas Autônomos. q Protocolos de roteamento da Internet. 168