12º Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro

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LIVRO PROGRAMA E ANAIS
ISSN 2317-966X
Apoio:
Patrocinadores:
[2]
12º Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro Cirúrgico,
Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização
São Paulo – SP, 22 a 25 de setembro de 2015
Palácio das Convenções do Anhembi – São Paulo
Subtítulo
“A Excelência na Comunicação em
Prol da Segurança do Paciente Cirúrgico”
[3]
PRESIDENTE DO 12º CONGRESSO
Márcia Hitomi Takeiti
COMISSÃO ORGANIZADORA
 Marcia Hitomi Takeiti
 Lígia Garrido Calicchio
 Liraine Laura Farah
 Simone Garcia Lopes
 Simone Batista Neto
 Mara Lúcia Leite Ribeiro
 Marcia Cristina Pereira de Oliveira
 Mércia Pacheco de Oliveira
 Edmilson Cunha Almeida
 Giovana Abrahão de Araújo Moriya
 Tânia Regina Zeni Diniz
 Maria Clara Padoveze
 Eliane da Silva Grazziano
 Rachel de Carvalho
 Ana Lúcia de Mattia
 Rosa Maria Pelegrini Fonseca
 Mariângela Belmonte Ribeiro
 Kátia Aparecida Ferreira de Almeida
 Andrea Alfaya Acunã
COMISSÃO CIENTÍFICA
 Giovana Abrahão de Araújo Moriya
 Marcia Cristina Pereira de Oliveira
 Marcia Hitomi Takeiti
 Andrea Alfaya Acunã
 Lígia Garrido Calicchio
COMISSÃO TEMAS LIVRE
Simone Garcia Lopes
COMISSÃO DE PRÊMIOS
Simone Garcia Lopes
COMISSÃO FINANCEIRA
Simone Batista Neto
Mara Lucia Leite Ribeiro
SECRETARIA ADMINISTRATIVA
Maria Elisabeth Jorgetti
Claudia Martins Stival
ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO
Marcia Hitomi Takeiti
Sirlene Aparecida Negri Glasenapp
[4]
APRESENTAÇÃO DOS ANAIS
Do 12º Congresso Brasileiro de Enfermagem
em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e
Centro de Material e Esterilização - SOBECC
Setembro de 2015
É com grande satisfação que recebemos você no 12º Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro Cirúrgico,
Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização da SOBECC.
Seja muito bem vindo!
Esta edição do evento traz como tema central “A Excelência na Comunicação em Prol da Segurança do Paciente
Cirúrgico” cujo objetivo é levar aos profissionais de enfermagem que atuam nas áreas de centro cirúrgico,
recuperação anestésica e material e esterilização, a reflexão, tornando-os integrados no desenvolvimento de
forma contínua, para sermos mais efetivos e irmos ao encontro das necessidades na assistência do cliente
cirúrgico. Para tanto, é necessário estabelecer prioridades e redirecionar esforços no sentido de utilizar a
tecnologia para apoiar as boas práticas.
Para manter elevados níveis de desenvolvimento, gestão e qualidade na prestação da assistência, é necessária
uma política consistente de desenvolvimento profissional e pessoal, voltada às questões das competências, de
modo a tornar os profissionais de enfermagem mais confiantes na sua atuação diária.
Aplicar as melhores práticas disponíveis na assistência de enfermagem, atuar na prevenção de riscos evitáveis e
prevenir a ocorrência de eventos adversos graves têm sido consideradas perspectivas e referências na busca da
excelência em prol da assistência e da segurança do paciente cirúrgico. Tais práticas se enquadram no próprio
contexto da “A Excelência na Comunicação em Prol da Segurança do Paciente Cirúrgico”.
A 12º edição do Congresso Brasileiro de Enfermagem em Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de
Material e Esterilização da SOBECC acontece com a publicação destes Anais, que incluem os temas discutidos e
os conhecimentos veiculados, podendo ser recuperados a qualquer tempo, de modo a oferecer maior
visibilidade aos trabalhos.
Por isso, nossa proposta é oferecer oportunidades de diálogo sobre a excelência no desenvolvimento
profissional da enfermagem no Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização,
voltados à gestão e ao aprimoramento da teoria, aliada à prática do cuidado com a saúde do paciente cirúrgico.
Márcia Hitomi Takeiti
Presidente do 12º Congresso
[5]
PROGRAMAÇÃO PRÉ-CONGRESSO
21 de setembro de 2015 (segunda-feira)
12h – 13h30
Entrega de material e atendimento de novas inscrições
Cursos Pré–Congresso
Auditório 1
14h – 16h
Mitos e estratégias resolutivas para prevenção da hipotermia no Bloco Operatório
Palestrante: Liraine Laura Farah – Hospital Moriah (São Paulo)
Auditório 2
14h – 16h
Atendimento em situações de emergência no intraoperatório: simulação realística
Palestrante: Enis Donizetti Silva – Hospital Sirio Libanês (São Paulo)
Auditório 3
14h – 16h
Pare! Momento de segurança: posicionamento cirúrgico
Palestrantes:
Cassiane Lemos – Hospital Sirio Libanês (São Paulo)
Cecilia da Silva Ângelo – Hospital AC. Camargo (São Paulo)
Auditório 4
14h – 16h
Instrumentalizando as ferramentas da qualidade no Bloco Operatório: PDCA
Palestrante: Nam Jin Kim – Hospital Samaritano (São Paulo)
Auditório 9
14h – 16h
Análise da investigação epidemiológica na infecção de sitio cirúrgico
Palestrante: Antônio Tadeu Fernandes – Sócio e diretor da CCIH Cursos de Aprimoramento
Profissional Ltda (São Paulo)
16h30 – 17h
Cerimônia de abertura
17h – 17h30
Politicas de Saúde nas Instituições Hospitalares no Brasil
Palestrante: Floracy Gomes Ribeiro–Secretaria do Estado de Saúde (São Paulo)
17h30 – 18h
Práticas indispensáveis para uma vida de sucesso
18h
Coquetel de boas-vindas
[6]
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
22 de setembro de 2015 (terça feira)
7h30 – 8h30
Entrega de material e atendimento de novas inscrições
GRANDE PLENÁRIA
9h30 – 10h30
A busca da excelência na assistência perioperatória
Palestrante: Victoria Steelman – Universidade de Lowa (USA)
10h30 – 11h15
Coffee break
11h15 – 12h15
Iniciativas de liderança Lean para impulsionar a inovação da prática assistencial
Palestrante: Mary Jo Steiert – Consultora área de Enfermagem Perioperatório (USA)
12h15 – 13h15
Quais os desafios de um novo modelo de gestão no Bloco Operatório?
Palestrante: Alfonso Migliore Neto – Hospital 9 de Julho (São Paulo)
13h15 – 15h
Almoço
15h – 16h
As pesquisas científicas estão atendendo a demanda de necessidades da prática
assistencial?
Palestrantes:
Ruth Teresa Natalia Turrini – Escola Enfermagem USP (São Paulo)
Ana Lúcia S. Mirancos da Cunha – Hospital Sirio Libanês (São Paulo)
Simone Garcia Lopes – Faculdade Medicina ABC (São Paulo)
PROGRAMAÇÃO PARALELA
Auditório 9
15h - 15h45
Proposta de instrumento para avaliação do paciente na Recuperação
Anestésica
Palestrante: Mariângela Belmonte Ribeiro – Hospital Moriah (São Paulo)
Auditório 3
14h – 18h
Prova de Titulo de Especialista
16h – 16h30
Intervalo
Auditório 1
16h30 – 17h30
Assembleia geral com os associados
17h30
Encerramento das atividades
[7]
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
23 de setembro de 2015 (quarta-feira)
GRANDE PLENÁRIA
8h30 – 9h15
Quando os ruídos atrapalham a excelência da comunicação
Palestrante: Mary Jo Steiert – Consutora Enfermagem Perioperatório (USA)
9h15 – 10h30
Segurança do paciente nas Américas
Palestrantes:
Victoria Steelman – Universidade de Lowa (USA)
Heiko Thereza Santana – ANVISA (Brasília)
10h30 – 11h15
Coffee break
11h15 – 12h
Atitude segura do colaborador: eu sabia o que era para ser feito, mas não fiz...
Depoimento de um colaborador vítima de acidente de trabalho
Palestrante: Giovana Abrahão de Araújo Moriya – Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo)
12h – 12h45
Erro humano
Palestrante: Jane Reid – Universidade Bournemouth (Reino Unido)
12h45 – 14h30
Almoço | Apresentação de Simpósios-Satélites
14h30 – 15h15
Aplicação de bundles no controle da infecção cirúrgica
Palestrante: Larissa Garms Thimoteo Cavassin – Hospital Sirio Libanês (São Paulo)
15h15 – 16h
Sala cirúrgica híbrida: uma realidade
Palestrantes:
Estefânia Fazoli Campos – Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo)
Patrícia da Costa – Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo)
PROGRAMAÇÃO PARALELA
Auditório 9
14h30 – 15h15
Como atuar frente a pacientes com via área difícil?
Palestrante: Wagner Aguiar Júnior – Hospital Uniersitário HU (São Paulo)
15h30 – 16h30
Organização de processo com gestão de risco
Palestrante: Frederico Paredes – Soluções em Gestão Empresarial – Lanto Performance –
Driven Consulting (São Paulo)
16h – 16h30
Intervalo
16h – 19h
Avaliação dos trabalhos científicos
19h30
Encerramento das atividades
[8]
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
24 de setembro de 2015 (quinta-feira)
GRANDE PLENÁRIA
9h – 10h
Mitos e verdades dos parâmetros de esterilização
Palestrante: Kazuko Uchikawa Graziano – Escola Enfermeagem USP (São Paulo)
10h – 10h45
Coffee break
10h45 – 11h30
Tenho sede! Avanços e desafios no manejo da sede no perioperatório
Palestrante: Ligia Fahl Fonseca – Universidade Estadual de Londrina (Paraná)
PROGRAMAÇÃO PARALELA – AUDITÓRIO 9
10h45 – 11h30
Educação permanente: uma ferramenta de qualidade no Bloco Operatório
Palestrante: Maria Virginia Godoy da Silva – Universidade Estadual do Rio de Janeiro (RJ)
GRANDE PLENÁRIA
11h30 – 13h
Talk show – Discussões éticas: eventos adversos, incidência e danos
Palestrantes:
Jane Reid – Universidade Bournemouth (Reino Unido)
Paula Gobi Scudeller – Hospital Sirio Libanês (São Paulo)
Antonio Capone – Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo)
13h00 – 14h45
Almoço / apresentação de Simpósios-Satélites
14h45 – 15h45
Planetree – O cuidado humanizado no Centro Cirúrgico: eu devo, eu posso
Palestrante: Alzira Machado Teixeira – Hospital Israelita Albert Einstein (São Paulo)
15h45 – 16h30
Gestão ambiental: como estamos cuidando dos resíduos gerados no Bloco Operatório?
Palestrante: Artur Ferreira Toledo – Centro Universitário Fundação Santo André (ABC/SP)
PROGRAMAÇÃO PARALELA – AUDITÓRIO 9
14h45 – 15h30
Eletrocirurgia: o real e o obscuro da prática
Palestrante: Osvaldo Carlos Barbosa – Membro do GEPEBE - Grupo de estudo e praticas educativas
baseado em evidências EPE-UNIFESP (São Paulo)
15h45 – 16h30
Pacientes da 3º idade no mapa cirúrgico: sinais de alerta
Palestrante: Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini – Escola de Enfermagem USP (São Paulo)
16h30
[9]
Encerramento das atividades
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
25 de setembro de 2015 (sexta-feira)
9h30 – 10h
Coffee break
10h – 11h
Mídias sociais: exposição nas Instituições
Palestrante: Patricia Peck – PPP Advogados Especialiistas em Direito Digital (São Paulo)
11h – 11h45
Uma nova abordagem de gerenciamento de leitos associado à sala cirúrgica
Palestrante: Rosa Maria Pelegrini Fonseca – Hospital Paulistano (São Paulo)
11h45 – 12h45
Quando a comunicação não funciona
Palestrante: Valter Carneiro da Cunha Daielo Moreira – CRM Corporate da GOL (São Paulo)
12h45 – 14h
Almoço
14h – 15h
“O Não que me Motiva é o Sim que me faz crescer”
Palestrante: Roberto Caruso – Sócio Diretor na Solte Soluções Empresariais (São Paulo)
15h – 15h15
Premiação dos trabalhos científicos
15h15 – 16h15
Apresentação dos trabalhos premiados
16h15
Sorteios
16h30
Encerramento
[10]
TRABALHOS APROVADOS
[11]
INDICE
Os Trabalhos publicados são de total responsabilidade dos respectivos autores.
01 - A COMUNICAÇÃO NA SALA OPERATÓRIA: INFLUÊNCIAS NA SEGURANÇA DO PACIENTE ............................ 26
Regiane Barreto, Marinésia Prado, Cyanéa Gebrim, Maria Barbosa.
02 - A CONCEPÇÃO DO ENFERMEIRO SOBRE ATIVIDADE DO BRINCAR EM CLÍNICA CIRÚRGICA DE UMA
UNIDADE PEDIÁTRICA .................................................................................................................................... 27
Aderlaine da Silva Sabino, Arinete Véras Fontes Esteves, Lílian Dornelles Santana de Melo.
03 - A CORRELAÇÃO ENTRE A CIRURGIA DE PORTAL ÚNICO ROBÓTICA E A ENFERMAGEM ESPECIALIZADA ....... 28
Rosana Noronha Soares Pereira, Luiz Carlos Araujo de Oliveira, Estefania Fazoli Campos, Adriana Lário, Debora Alonso Leite.
04 - A FAMÍLIA DO PACIENTE CIRÚRGICO E A COMUNICAÇÃO ASSERTIVA ........................................................ 29
Márcia Regina Costa Giorgetti, Paula C. Figueiredo Cavalari, Eliane de Araújo Cintra, Alexandre Oliveira da Silva, Alessandra
Nazareth C.P.Roscani.
05 - A IMPLANTAÇÃO DE CHECK-LIST TRANSFUSIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA PERIOPERATÓRIA .......... 30
Melina Shettini, Mileide Justo, Luiza Rojic, Lia Romero.
06 - A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO PREPARO DO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO
ROBÓTICO ..................................................................................................................................................... 31
Silmara Martins Garcez, Bruna Elvira Costa, Maria Socorro Vasconcelos Pereira da Silva, Simone Batista Neto, João
Francisco Possari.
07 - A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO EM SALA OPERATÓRIA PARA REALIZAÇÃO DE CIRURGIAS ROBÓTICAS.
RELATO DE EXPERIÊNCIA ................................................................................................................................ 32
Nelson João Silva, Alessandra Duarte Gonçalves, Renata Barco Oliveira, Judith Fernandes Lima, Liliam Rosa Silva.
08 - A INTEGRAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NO PLANEJAMENTO CIRÚRGICO COMO FERRAMENTA
PARA A GARANTIA DA CIRURGIA SEGURA....................................................................................................... 33
Melina Shettini, Luiza Rojic, Mileide Justo, Adriana Furlan, Lia Romero.
09 - A SAÚDE DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM E A SEGURANÇA DO PACIENTE NO PERIOPERATÓRIO ........ 34
Regiane Barreto, Marinésia Prado, Cyanéa Gebrim, Maressa Queiroz, Jéssica Rodrigues.
10 - A SEDE DA CRIANÇA CIRÚRGICA: A PERCEPÇÃO DE CUIDADORES NO PERIOPERATÓRIO ............................ 35
Mariana Campos Campana, Lígia Fahl Fonseca, Pamela Rafaela Martins, Dolores Ferreira de Melo Lopes.
11 - A SEGURANÇA DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM QUE MANIPULA AS AUTOCLAVES ............................. 36
Marcos Antonio Macêdo dos Anjos, Adriana Barros de Araújo Lessa, Teresa Cristina Brasil Ferreira, Alice Barbio
Barboza,8Adriana Braga Fernandes.
12 - A VISITA PRÉ-OPERATÓRIA COMO FATOR ATENUANTE DA ANSIEDADE EM PACIENTES CIRÚRGICOS .......... 37
Thiago Franco Gonçalves, Veronica Cecilia Calbo de Medeiros.
13 - ACEITAÇÃO AROMATERÁPICA DE SABONETE CONTENDO ÓLEO ESSENCIAL DE MELALEUCA ALTERNIFOLIA
E O IMPACTO NA HIGIENE DAS MÃOS ............................................................................................................. 38
Juliana Gnatta, Eliane Dornellas, Regiane Machado, Maria Júlia Silva.
[12]
14 - ACIDENTE DE TRABALHO COM MATERIAL PERFUROCORTANTE: PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DE
ENFERMAGEM QUE ATUAM EM CENTRO CIRÚRGICO ...................................................................................... 39
Vanessa Suelen Rodrigues dos Santos, Patricia Treviso.
15 - ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA: INFLUÊNCIA NA QUALIDADE DE VIDA .... 40
Karina Venturi Manoel, Priscila Matheus, Rachel Carvalho.
16 - ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE AMPUTAÇÃO DE
MEMBROS ..................................................................................................................................................... 41
Edineide Nunes Silva, Amanilza Costa Sousa, Renata Lívia S. Fonsêca Moreira, Geane Silva Oliveira, Eclivaneide Caldas de
Abreu Carolino.
17 - ANÁLISE DA ROTATIVIDADE DO ENFERMEIRO NO BLOCO OPERATÓRIO .................................................... 42
Veronica Cecilia Calbo de Medeiros, Solange Castro Dourado.
18 - ANÁLISE DA TAXA DE EFETIVIDADE DO PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA DURANTE FASE DE
IMPLANTAÇÃO DO CHECKLIST CIRÚRGICO ...................................................................................................... 43
Shirley dos Santos, Gina Vilas Boas Lima Tarcitano, Patrícia da Silva Batista, Elizabeth Akemi Nishio.
19 - ANÁLISE DOS RISCOS NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE CIRÚRGICO .............................................................. 44
Thais Galoppini Felix Borro, Débora Alonso Leite, Carla Bezerra, Marina P. Bertho Hutter, Paola B. de Araújo Andreoli.
20 - ANÁLISE E VERIFICAÇÃO DA MANUTENÇÃO DA ESTERILIDADE DOS INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS
EXPOSTOS EM SALA OPERATÓRIA .................................................................................................................. 45
Mara Lucia Leite Ribeiro, Patricia Antonia de Camargo Peres, Nathalia Teixeira Nunes, André de Almeida Barini, Flavia de
Oliveira, Silva Martins.
21 - ANTISSEPSIA CIRÚRGICA DAS MÃOS: USO DAS PREPARAÇÕES ALCÓOLICAS EM DETRIMENTO DAS
DEGERMANTES .............................................................................................................................................. 46
Taynah Neri Correia Campos, Quenia Camille Soares Martins.
22 - APLICAÇÃO DA METODOLOGIA LEAN NO PROCESSO DE TRABALHO NA CENTRAL DE MATERIAIS DE UM
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO .............................................................................................................................. 47
Simone Plaza Carillo, Hellen Maria de Lima Graf Fernandes, Ariane Silveira Rodrigues, Luciano Motta, Ana Luiza Ferreira
Meres.
23 - APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO INDICADOR DE AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO DE ARTIGOS PARA
SAÚDE ........................................................................................................................................................... 48
Expedita Rodrigues Ferreira, Andrea Alfaya Acuna, Karine Moretti Monte, Regina Matiko Sato, Luciana Hatsue Murata de
Almeida.
24 - APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPES JUNTO A DISCIPLINA DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO:
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA ....................................................................................................................... 49
Marla Andréia Garcia de Avila, Suzimar Benato Fusco, Silvia Maria Campos, Rubia de Aguiar Alencar.
25 - ARTROPLASTIA DO QUADRIL: PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DO SÍTIO CIRÚRGICO ......................................... 50
Bruna Rogeliane Rodrigues Pereira, Isabel Yovana Quispe Mendoza, Braulio Roberto Gonçalves Marinho Couto, Flavia Falci
Ercole, Vania Regina Goveia.
26 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PROCEDIMENTO ANESTÉSICO: PROTOCOLO PARA
SEGURANÇA DO PACIENTE ............................................................................................................................. 51
Cassiane Santana Lemos, Aparecida de Cassia Giani Peniche.
27 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA AO PACIENTE COM ALERGIA AO LÁTEX E ELABORAÇÃO
DE UM PROTOCOLO ASSISTENCIAL ................................................................................................................. 52
Karinne Ferreira de Souza, Luciana Simões Esteves Vieira, Tatiana Soares Ribeiro, Laydson Adrian Araújo.
[13]
28 - ASSOCIAÇÃO ENTRE A INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DE CRIANÇAS COM MIELOMENINGOCELE E A
SOBRECARGA DO CUIDADOR INFORMAL ........................................................................................................ 53
Karen Negrão Cavalari, Pedro Tadao Hamamoto Filho, João Luiz Amaro, Silvia Maria Caldeira, Marla Andréia Garcia de
Avila.
29 - ATITUDE E PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE HIGIENE DAS MÃOS: A REALIDADE
DE UM HOSPITAL DO NORDESTE .................................................................................................................... 54
Jane Keyla Souza dos Santos, Josielma Cavalcante de Lima Batista, Maraysa Jéssyca de Oliveira Vieira, Patrícia de Carvalho
Nagliate.
30 - ATIVIDADES DO ENFERMEIRO DE CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO SOBRE O OLHAR DOS
DISCENTES DE ENFERMAGEM ......................................................................................................................... 55
Aderaldo Henrique M. Junior Mesenes, Iolanda Beserra da Costa Santos, Gisélia Alves de Araújo, Leila de Cassia Tavares da
Fonseca, Francileide de Araújo Rodrigues.
31 - ATRIBUIÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DIANTE O PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO EM UM HOSPITAL
GERAL ........................................................................................................................................................... 56
Clarissa G. de Souza, Ana Cristina A. dos Santos, Maria do Socorro Sales, Milenna A. Brasil, Shirley Kaliny Correia de Matos.
32 - ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM FRENTE AS COMPLICAÇÕES ANESTÉSICO-CIRÚRGICAS: UMA REVISÃO
INTEGRATIVA ................................................................................................................................................. 57
Antonia Abigail do Nascimento Cavalcante, Rosemary Marques de Morais, Kelly Lira Linhares, Raimunda Alves Correia,
Leandro José Fontenele.
33 - ATUAÇÃO DE UMA ENFERMEIRA NO CUIDADO PERIOPERATÓRIO NA CIRURGIA DE TRANSPLANTE
PULMONAR INTERVIVOS ................................................................................................................................ 58
Flávia Magalhães Howes, Patrícia Treviso, Rita Catalina Aquino Caregnato.
34 - ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO DO CENTRO DE ESTERILIZAÇÃO FRENTE À SEGURANÇA DO PACIENTE:
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA .......................................................................................................................... 59
Maria Zélia de Araujo Madeira, Dinah Sá Rezende Neta, Nídia de Paula Silva Leite Sousa, Brenna Emmanuella de Carvalho,
Rayana Amélia Lima Leal.
35 - AUMENTAR A SEGURANÇA NA TRANSFERÊNCIA DE INFORMAÇÕES PASSAGEM DE PLANTÃO:
CENTRO CIRÚRGICO X PACIENTES GRAVES ...................................................................................................... 60
Debora Alonso Leite, Alessandra de Fatima Bokor Manteiga, Leonardo Jose Rolim Ferraz, Fabiana Machado Parreira,
Adriana Lario.
36 - AVALIAÇÃO A ADESÃO DO TIME OUT EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: É REALIZADO? .......................... 61
Fernanda Nunes da Silva, Robson de Araújo Barcelos, Simone Garcia Lopes, Ariadne de Paula Nascimento.
37 - AVALIAÇÃO DA SEDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA .................................................................................. 62
Pamela Rafaela Martins, Ligia Fahl Fonseca.
38 - AVALIAÇÃO DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE O PROCESSO DE LIMPEZA DE ARTIGOS
ODONTO-MÉDICO-HOSPITALARES .................................................................................................................. 63
Sílvia Maria Caldeira, Juliana Caetano Costa, Suzimar de Fátima Benato Fusco, Rafaela Aparecida Prata, Lone Correa.
39 - AVALIAÇÃO DAS VISITAS PRÉ-OPERATÓRIAS REALIZADAS PELOS ENFERMEIROS EM UM HOSPITAL DE
MÉDIA COMPLEXIDADE .................................................................................................................................. 64
Emanuela Batista Ferreira e Pereira, Gabriela Wanderley Souza e Silva, Jane Keyla Souza dos Santos, Juliana de Melo Araújo,
Sandra Martins de França.
40 - AVALIAÇÃO DE SATISFAÇÃO DOS CLIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA PLÁSTICA EM UM HOSPITAL-DIA .... 65
Adriana L. Domingues, Renata P. Ribeiro Miranda, Ana Letícia Carnevalli Motta, Diego Venturelli, Keyla de Cássia Barros.
[14]
41 - AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE HIGIENE DAS MÃOS
DE UM HOSPITAL DO NORDESTE BRASILEIRO .................................................................................................. 66
Jane Keyla S. dos Santos, Josielma Cavalcante de L. Batista, Maraysa Jéssyca de O. Vieira, Patrícia de C. Nagliate.
42 - AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ENGAJAMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DO CENTRO CIRÚRGICO ............. 67
Alessandra de Fátima Bokor Manteiga, Maria Aparecida Rhein Schirato.
43 - AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO EM UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA SOB A ÓTICA
DOS PROFISSIONAIS ....................................................................................................................................... 68
Lilian Renata Martins da Silva, Paulo Emanuel Silva, Andréa Cristina de Melo, Milena Moura Medeiros, Maria da Penha
Cavalcanti Oliveira.
44 - AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE LÂMINAS E CABOS DE LARINGOSCÓPIOS
E VALIDAÇÃO DO PROCESSO FORA DA CME ................................................................................................... 69
Mara Lucia Leite Ribeiro, Patricia Antonia de Camargo Peres, Nathalia Teixeira Nunes, Flavia de Oliveira e Silva Martins,
André de Almeida Barini.
45 - AVALIAÇÃO DO RISCO OCUPACIONAL NO USO DE DESINFETANTE QUÍMICO DE ALTO NÍVEL A BASE DE
ÁCIDO PERACÉTICO EM CME .......................................................................................................................... 70
Elenildes Silva Amorim, Gilmar Cunha Trivelato, Rosa Aires Borba Mesiano.
46 - AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE VISITA TÉCNICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA .................................................... 71
Jane Keyla Souza dos Santos, Gabriela Wanderley Souza e Silva, Giselda Bezerra Correia Neves, Maria José Vasconcelos,
Maria da Penha Sá Rodrigues.
47 - AVALIAÇÃO DO TEMPO DE JEJUM ENTRE PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIAS DO TRATO DIGESTÓRIO
EM UM HOSPITAL ONCOLÓGICO..................................................................................................................... 72
Nayara de Castro Pereira, Ruth Natalia Teresa Turrini, Vanessa de Brito Poveda.
48 - BOLETIM INFORMATIVO: ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO COM FAMILIARES ............................................ 73
Hellen Maria de Lima Graf Fernandes, Simone Plaza Carillo, Ariane Silveira Rodrigues, Luciano Motta, Ana Luiza Ferreira
Meres.
49 - BURNOUT E A SEGURANÇA DO PACIENTE CIRÚRGICO............................................................................... 74
Emília Maria Pacheco André, Leila de Cássia Tavares da Fonseca, Juliana Frutuoso da Silva, Sérgio Ribeiro dos Santos,
Jaqueline Brito Vidal Batista.
50 - CANCELAMENTO DE CIRURGIAS EM UM HOSPITAL PÚBLICO NA CIDADE DE SÃO PAULO ........................... 75
Michely de Araújo Félix, Roberto Luiz Sodré.
51 - CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE ENFERMAGEM PARA A PREVENÇÃO DE BIOFILME NOS INSTRUMENTAIS
DO CENTRO CIRÚRGICO.................................................................................................................................. 76
Marcio Pereira Melendo, Célia Maria Rabaioli, Carmem Eulália Pozzer, Simone Travi Canabarro, Rita Catalina Aquino
Caregnato.
52 - CARACTERIZAÇÃO DOS CANDIDATOS À VASECTOMIA EM UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA DO INTERIOR
PAULISTA ....................................................................................................................................................... 77
Vanessa Cristina Angelo, Suzimar Benato Fusco, Marla Andréia Garcia de Avila, Silvia Maria Caldeira, Hamilto Akihissa
Yamamoto.
53 - CENTRO DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO EM UMA FACULDADE DE ODONTOLOGIA .................................. 78
Carlos Moller, Maria Idalina Valencio, Rita Catalina Aquino Caregnato.
54 - CHECAGEM DE MATERIAIS CIRÚRGICOS COMO PARÂMETRO DE QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA .................. 79
Mrly Ryoko Amaya, Eliane Cristina Sanches Maziero, Maria Edutania Skroski Castro, Elaine Drehmer de Almeida Cruz.
[15]
55 - CHECKLIST CIRÚRGICO: SAÍDA – PASSOS A SEREM EFETUADOS GARANTINDO A SEGURANÇA
DO PACIENTE ................................................................................................................................................. 80
Edluza Melo, Renata Lopes, Thamyres Santos, Ingrid Bezerra, Micheli Aguiar.
56 - CHECKLIST CIRÚRGICO: UMA ESTRATÉGIA PARA A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE ................. 81
Edluza Melo, Renata Lopes, Thamyres Santos, Ingrid Bezerra, Micheli Aguiar.
57 - CIRCUITO RESPIRATÓRIO REPROCESSADO X CIRCUITO RESPIRATÓRIO DESCARTÁVEL ................................ 82
Heidi Christiane Niemoi Dias, Priscila Paulon Tanaka, Jefferson Aparecido Ramos Costa.
58 - CIRURGIA SEGURA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA DOCENTE DA DISCIPLINA DE ENFERMAGEM
EM CENTRO CIRÚRGICO ................................................................................................................................. 83
Gisele dos Santos Rocha, Aderlaine da Silva Sabino, Mailma Costa de Almeida.
59 - COMPLICAÇÕES EM IDOSOS EM SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA ............................................... 84
Prince Daiane Felizardo Silva Nascimento, Ana Caroline Bredes, Ana Lúcia de Mattia.
60 - COMPLICAÇÕES NO POI DE PACIENTES SUBMETIDOS A REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO COM
E SEM USO DE CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA ................................................................................................ 85
Veronica Cecilia Calbo de Medeiros, Beatrice Sampaio dos Santos Barros.
61 - COMUNICAÇÃO EFETIVA: O SEGREDO PARA O ALCANCE DA QUALIDADE DO PROCESSO ........................... 86
Izabel Kazue Damas Crisol Iamaguti, Giovana Abrahão de Araújo Moriya, Andrea Miranda Lopes, Andreia Cristina de Souza
Dias, Fabiana Machado Parreira.
62 - COMUNICAÇÃO VISUAL EFETIVA (CVE):DIALÉTICA ENTRE CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO
E A SEGURANÇA DO PACIENTE CIRÚRGICO...................................................................................................... 87
Marize Silva, Franklin José Pereira, Regina Célia Gollner Zeitoune.
63 - CONHECIMENTO DOS CUIDADORES SOBRE OS CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS DE QUEILOPLASTIA
E PALATOPLASTIA .......................................................................................................................................... 88
Ana Paula Ribeiro Razera, Armando dos Santos Trettene, Cleide Carolina da Silva Demoro Mondini, Maria de Lourdes
Merighi Tabaquim.
64 - CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS DA RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA SOBRE COMPLICAÇÕES
PÓS-OPERATÓRIAS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA .................................................................................... 89
Emanuela Batista Ferreira e Pereira, Maria da Glória de Souza, Ana Cláudia de Melo Souza Dantas, Sâmia Tavares Rangel,
Michelle Wogeley Vasconcelos Xavier.
65 - CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA.................................................................................................................... 90
Ellen Thais Graiff de Sousa, Gizele Pereira Mota, Cibelly Alves Neves, Lucianne Pereira de Andrade, Rochelle Moura da
Rocha.
66 - CONTROLE DE RISCO NO REUSO DE ARTIGOS DE USO ÚNICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE
LITERATURA ................................................................................................................................................... 91
Glaice Kelly Dias Barbosa, Katia Ferreira da Silva Pessanha, Crystiane Ribas Batista Ribeiro, Luciana Pereira Gomes, Desuíte
Helena Peçanha da Silva de Araújo.
67 - DESAFIO NO CME: REDUÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO COM PÉRFURO-CORTANTES ........................... 92
Julio César Costa, Hellen Maria de Lima Graf Fernandes, Simone Plaza Carillo, Ariane Silveira Rodrigues, Ana Luiza
Ferreira Meres.
68 - DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA SITUAÇÃO CIRÚRGICA EM SERVIÇOS PÚBLICOS EM UMA REGIONAL
DE SAÚDE ...................................................................................................................................................... 93
Berendina Elsina Bouwman Christóforo, Guilena Rosa Leite, Marco Tulio A. García-Zapata, Marinésia Aparecida do Prado
Palos.
[16]
69 - DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM “RESPOSTA ALÉRGICA AO LÁTEX” EM CRIANÇAS EM
PÓS-OPERATÓRIO TARDIO DE MIELOMENINGOCELE ....................................................................................... 94
Bruna de Almeida Guimarães, Suzimar Benato Fusco, Maria Virgínia Martins Faria Faddu Alves, Natália Augusto Benedetti,
Marla Andréia Garcia de Avila.
70 - DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS TEMPOS DE EXECUÇÃO DAS INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA ................................................................................................. 95
Carolina Martins Ricardo, Fernanda Maria Togeiro Fugulin, Juliana Rizzo Gnatta Damato, Regiane Farias Machado.
71 - EDUCAÇÃO CONTINUADA EM CENTRO CIRÚRGICO ................................................................................... 96
Geysa Priscila Belisse, Veronica Cecilia Calbo de Medeiros.
72 - EDUCAÇÃO CONTINUADA NO CENTRO CIRÚRGICO REDUZ RISCO DE EVENTOS ADVERSOS? ....................... 97
Claudia Carina Conceição dos Santos, Elizete Bueno, Ivana Trevisan, Lisiane Paula Sordi, Rosane Vargas Muniz.
73 - EFETIVIDADE DA LIMPEZA DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS COMPLEXOS ................................................. 98
Expedita Rodrigues Ferreira, Karine Moretti Monte, Andrea Alfaya Acuna, Gabriela Harumi Teshima, Natalia Barbosa
Ferreira de Moura Santos.
74 - EFICÁCIA DO PICOLÉ DE GELO NO MANEJO DA SEDE NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO: ENSAIO
CLÍNICO RANDOMIZADO ................................................................................................................................ 99
Marilia Ferrari Conchon, Ligia Fahl Fonseca.
75 - ELABORAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE REGISTRO DE ENFERMAGEM NA SALA DE RECUPERAÇÃO
PÓS-ANESTÉSICA .......................................................................................................................................... 100
Jaqueline Souza da Silva, Ádane Domingues Viana, Renata da Silva Vasconselos, Kelly Neuma Gentil.
76 - ELABORAÇÃO, VALIDAÇÃO E FIDEDIGNIDADE DE UM PROTOCOLO DE SEGURANÇA PARA O MANEJO
DA SEDE NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO .................................................................................................... 101
Leonel Alves do Nascimento, Ligia Fahl Fonseca.
77 - ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA COMO ALTERNATIVA PARA CENTRO CIRÚRGICO: REVISANDO A
LITERATURA E EXPERIÊNCIAS SEMELHANTES................................................................................................. 102
Amanda Fernandes Machado, Jaine da Silva Batista, Hozana Gomes Sousa, Márcia Natalia Machado Tavares, Edineide
Nunes Silva.
78 - ESTRATÉGIA PARA A PREVENÇÃO DE RETENÇÃO DE CORPO ESTRANHO NA CAVIDADE............................ 103
Larissa Cunha Alves de Holanda, Antônia Abigail do Nascimento, Lumara Nascimento Viana, Bruna de Moraes Rubim de
Moraes Rubim, Natália Iara Rodrigues de Araújo.
79 - ESTRATÉGIAS ALTERNATIVAS UTILIZADAS NO PLANO ASSISTENCIAL À CRIANÇA DURANTE PERÍODO
PERIOPERATÓRIO: REVISÃO INTEGRATIVA .................................................................................................... 104
Karolline Bertoldo Angelin, Rafaela Aparecida Prata, Ione Correa, Sílvia Maria Caldeira.
80 - ESTUDO PILOTO: CONTROLE DA GLICEMIA PERIFÉRICA NO TRANS-OPERATÓRIO DE PACIENTES
SUBMETIDOS A CIRURGIA BARIÁTRICA ......................................................................................................... 105
Deise dos Santos Campos, Emanuela Batista Ferreira e Pereira, Emanoela Patrícia Gonçalves Dourado.
81 - EXPLANTES: QUANTO CUSTA PARA ATENDER A RDC? ............................................................................. 106
Lia Romero, Camila Gomieiro, Mery Lirian da Costa, Melina Shettini.
82 - FATORES CHAVES DE SUCESSO NA ACREDITAÇÃO INTERNACIONAL DE UM CENTRO DE MATERIAL
E ESTERILIZAÇÃO .......................................................................................................................................... 107
Maria Francisca Viana Brito Souza, Rosilene Pereira do Nascimento, Maria Socorro Vasconcelos Pereira da Silva.
[17]
83 - FENÓTIPOS DE RESISTÊNCIA DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS ISOLADOS DE INFECÇÕES DE PELE
E TECIDO SUBCUTÂNEO ................................................................................................................................ 108
Berendina Elsina Bouwman Christóforo, Marlene Andrade Martins, Tays Gutielle Gomes, Danyela Julia Han, Michelle
Christine Carlos Rodrigues.
84 - FRATURAS MAXILOMANDIBULARES E BLOQUEIO INTERMAXILAR: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E A
PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS ......................................................................................................................... 109
Priscila Erbueno Laposta, Augusto Augusto Mazzoni Neto, Jéssica Renata Reis de Meira, Aristides Augusto Palhares Neto,
Marla Andréia Garcia de Avila.
85 - GERENCIAMENTO DOS RISCOS ERGONÔMICOS NO AMBIENTE CIRÚRGICO: UMA IMPORTANTE
FERRAMENTA DE QUALIDADE ...................................................................................................................... 110
Viviane Pereira Costa, Fabiana Parreira, Luiz Carlos de Araujo Oliveira, Adriana Lário, Alzira Machado Teixeira.
86 - GESTÃO DE CENTRO CIRÚRGICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ENFERMEIRAS LÍDERES DE UNIDADE ........ 111
Debora Andreia Kalata Lain, Lisiane Paula Sordi, Rute Merlo Somensi, Patricia Treviso.
87 - GESTÃO DE CONFLITOS NO CME. REALIDADE DIÁRIA .............................................................................. 112
Juliana Rocha, Iones Júnior, Felipe Amaral, Joyce Vasconcelos, Walkiria Martins.
88 - GESTÃO EM CENTRO CIRÚRGICO: PROPOSTA DE CONTROLE DO DESPERDÍCIO ........................................ 113
Maria Jose do Nascimento Silva, Ana Patricia Gomes Vasconcelos.
89 - GRUPO DE FERIDAS DO CENTRO CIRÚRGICO: UMA ESTRATÉGIA EFICAZ DE PREVENÇÃO E TRATAMENTO
DE LESÕES DE PELE ....................................................................................................................................... 114
Luciana Cristina Santos Ribeiro, Eliane de Araújo Cintra, Camila de Jesus Peron Moraes, Paula C. Figueiredo Cavalari,
Alessandra Nazareth C.P. Roscani.
90 - HIPOTERMIA EM PACIENTES NA RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: ANÁLISE DA INTERVENÇÃO DE
INFUSÃO VENOSA AQUECIDA ....................................................................................................................... 115
Ana Lúcia de Mattia, Maria Helena Barbosa, Adelaide de Mattia Rocha, Nathália Haib Costa Pereira.
91 - IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE MATERIAIS ESTERILIZADOS EM UM HOSPITAL
UNIVERSITÁRIO: RELATO DE ENFERMAGEM.................................................................................................. 116
Maria Zélia de Araujo Madeira, Cândida Danyelle Silva Leôncio, Ismael Carlos Costa, Laiane dos Santos Andrade, Janayna
Percy Costa Pessoa.
92 - IMPLANTAÇÃO DE MÉTODO FORMAL DE COMUNICAÇÃO PARA PROVISIONAMENTO CIRÚRGICO:
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ........................................................................................................................ 117
Patrícia da Silva Batista, Gina Vilas Boas Lima Tarcitano, Shirley dos Santos, Elizabeth Akemi Nishio.
93 - IMPLANTAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DO TIPO CHECK LIST PARA PASSAGEM DE PLANTÃO DE PACIENTES
SUBMETIDOS À CIRURGIAS........................................................................................................................... 118
Adriana Lopes Domingues, Renata Pinto Ribeiro Miranda, Ana Letícia Carnevalli Motta, Diego Venturelli.
94 - IMPLANTAÇÃO DO CHECKLIST DE CIRURGIA SEGURA EM UM HOSPITAL PRIVADO NO INTERIOR DO
PARANÁ: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ......................................................................................................... 119
Stefânia de Oliveira, Andreia Alves, Kamille Kotekewis.
95 - IMPLANTAÇÃO DO ENFERMEIRO COMO GESTOR E MULTIPLICADOR DE CONHECIMENTO NUM
CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO ....................................................................................................... 120
Shirley dos Santos, Gina Vilas Boas Lima Tarcitano, Patrícia da Silva Batista, Elizabeth Akemi Nishio.
96 - IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE NORMOTERMIA – ESTRATÉGIA NA SEGURANÇA DO PACIENTE ......... 121
Melina Shettini, Swamy Marconi, Ana Carolina Andrade, Lia Romero.
[18]
97 - IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA TRABALHADORES DA UNIDADE DE
CENTRO CIRÚRGICO ..................................................................................................................................... 122
Luciana Iglesias de Castro Silva.
98 - IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA NO
CENTRO CIRÚRGICO ..................................................................................................................................... 123
Ellen Thais Graiff de Sousa, Lucianne Pereira de Andrade, Rochelle Moura da Rocha.
99 - IMPORTÂNCIA DA PULSEIRA DE IDENTIFICAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA DO PACIENTE
CIRÚRGICO EM UM HOSPITAL ESCOLA .......................................................................................................... 124
Edluza Melo, Renata Lopes, Nathaly Oliveira, Valéria Tavares.
100 - INDICADOR DE AVALIAÇÃO DAS PERDAS DE VALIDADES DE PRODUTOS PARA SAÚDE
DESINFECTADOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO ................................................................................................ 125
Cleidiane Barbosa Paz, Ana Cristina Alencar dos Santos, Clarissa Gondim de Souza, Maria do Socorro Sales, Shirley Kaliny
Correia de Matos.
101 - INDICADORES DE QUALIDADE PARA MELHORIA DA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR ..................................... 126
Clarissa Gondim de Souza, Ana Cristina Alencar dos Santos, Maria Do Socorro Sales, Milenna Alencar Brasil, Shirley Kaliny
Correia de Matos.
102 - INFUSÃO VENOSA AQUECIDA RELACIONADA À PREVENÇÃO DAS COMPLICAÇÕES DA HIPOTERMIA
INTRAOPERATÓRIA ...................................................................................................................................... 127
Nathália Haib Costa Pereira, Ana Lúcia de Mattia.
103 - INSTRUMENTOS DE LEVANTAMENTO DE DADOS NO PERIOPERATÓRIO PARA A SISTEMATIZAÇÃO DO
CUIDADO PERIOPERATÓRIO ......................................................................................................................... 128
Maria Zélia de Araujo Madeira, Raísa Andrade Lima, Ana Maria Ribeiro dos Santos, Brenna Emmanuella de Carvalho,
Fagner Sousa de Macedo.
104 - INTERVENÇÃO NA SALA DE RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA: EDUCAÇÃO DE PACIENTES E FAMILIARES ........ 129
Siane Simioni, Gisele Pereira de Carvalho, Rita Catalina Aquino Caregnato.
105 - INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO TRANSOPERATÓRIO DE LOMBOSTOMIA LOMBAR ...................... 130
Claudia Carina Conceição dos Santos, Gustavo Mattes Kunrath, Ivana Trevisan, Elizete Maria de Souza Bueno, Lisiane
Paula Sordi.
106 - INTRABEAM – TRATAMENTO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA PARA CÂNCER DE MAMA: CONTROLE DE
RASTREABILIDADE DO APLICADOR ESFÉRICO ................................................................................................ 131
Elaine Ferreira Lasaponari, Renata Barco Oliveira, Mirian Satiro Tosetto, Roseli Aparecida Bretas.
107 - LIMPEZA DE MATERIAIS: REALIDADE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO .................................................. 132
Juliana Rocha, Aurea Pinheiro, Simone Bonin, Felipe Amaral.
108 - LIMPEZA DE PINÇAS USADAS EM CIRURGIAS ROBÓTICAS ..................................................................... 133
Expedita Rodrigues Ferreira, Andrea Alfaya Acuna, Karine Moretti Monte, Regina Matiko Sato, Hebila da Silva Alves.
109 - MAPEAMENTO DO FLUXO CIRÚRGICO ELETIVO COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO DE CIRURGIAS
ELETIVAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ........................................................................................................ 134
Shirley dos Santos, Gina Vilas Boas Lima, Patrícia da Silva Batista, Elizabeth Akemi Nishio.
110- MELHORIAS EVIDENCIÁVEIS DO FLUXO DE MATERIAIS PARTICULARES: UMA NOVA PRÁTICA ................. 135
Andréia Ferreira Soares, Andréa Aparecida Marcondes Leal, Eliziete Enedina Oliveira, Giovana Abrahão de Araújo Moriya.
111 - METODOLOGIA POSITIVE DEVIANCE APLICADA AO CHECKLIST CIRÚRGICO ............................................ 136
Ana Luiz Vasconcelos, Priscila Matheus, Fernanda Aparecida de Paula Russo, Juliana Fernandes Massari, Rafael Bianconi.
[19]
112 - MONITORAMENTO DA LIMPEZA DE PRODUTOS PARA SAÚDE PROCESSADOS EM UMA CENTRAL
DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO NO ANO DE 2014 ......................................................................................... 137
Clarissa Gondim de Souza, Cleidiane Barbosa Paz, Ana Cristina Alencar dos Santos, Maria do Socorro Sales, Shirley Kaliny
Correia de Matos.
113 - MONITORAMENTO DO CANCELAMENTO DE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS EM UM HOSPITAL
PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ NO ANO DE 2014 ........................................................................................ 138
Cleidiane Barbosa Paz, Aila Maria Pereira Alves, Gylmara Bezerra de Menezes Silveira, Hermes Melo Teixeira Batista,
Iratyenne Maia da Silva Bentes.
114 - MONITORANDO O CANCELAMENTO DE CIRURGIAS ELETIVAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
DE ALTA COMPLEXIDADE: QUANTIDADE E CAUSAS ....................................................................................... 139
Fernanda Nunes da Silva, Simone Garcia Lopes, Ariane Campos da Silva, Mirlene Colman Souza de Carvalho.
115 - MUDANÇA DE PROCESSO COM FOCO NA REDUÇÃO DE CUSTOS: UM ESTUDO SOBRE O
USO CONSCIENTE DO DETERGENTE ENZIMÁTICO .......................................................................................... 140
Marilia Ferrari Conchon, João Paulo Belini Jacques, Fernanda Novaes Moreno.
116 - O ACOLHIMENTO DO PACIENTE NA VISITA PRÉ-OPERATÓRIA DE ENFERMAGEM: UMA ABORDAGEM
HUMANIZADA .............................................................................................................................................. 141
Márcia Regina Costa Giorgetti, Paula C. Figueiredo Cavalari, Eliane de Araújo Cintra, Alexandre Oliveira da Silva Alessandra
Nazareth C.P. Roscani.
117 - O CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO FRENTE AO PROCESSO DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO
DE ENDOSCÓPIOS ........................................................................................................................................ 142
Bruna Elvira Costa, Silmara Martins Garcez, Georgiana Ferreira de Araujo, Maria Socorro Vasconcelos Pereira da Silva.
118 - O CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO SOBRE SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
PERIOPERATÓRIA ......................................................................................................................................... 143
Berendina Elsina Bouwman Christóforo, Danise Paula Dias Coelho, Juliana Rodrigues.
119 - O IMPACTO NA ORIENTAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA NA RECUPERAÇÃO DO PACIENTE DIABÉTICO ............... 144
Mailma Costa de Almeida, Gisele dos Santos Rocha, Cheila Lins Bentes, Thaís Helena da costa Corrêa.
120 - O PAPEL DA ENGENHARIA CLÍNICA NO CENTRO CIRÚRGICO .................................................................. 145
Janice de Oliveira Lopes, Luciana de Oliveira Silvério Lima, Alexandre Inácio da Cunha, Rafael Bianconi, Berthone
Venancio Soares.
121 - O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO ENTRE A EQUIPE DE ENFERMAGEM E O CLIENTE NO
PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA .......................................................................... 146
Eric Rosa Pereira, Priscilla Valladares Broca.
122 - O PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO E A
SATISFAÇÃO INERENTE AS SUAS ATIVIDADES ................................................................................................ 147
Luciano Fernandes de Carvalho, Paulo Emanuel Silva, Andrea Cristina de Melo, Maria de Fátima Gomes Santiago Cordeiro,
Bruna Ferreira dos Santos.
123 - O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE:
REVISÃO DA LITERATURA ............................................................................................................................. 148
Maria Cardoso, Ana Cristina, Hilana Dodou.
124 - ORIENTAÇÕES NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS OCULARES: FACILIDADES E DIFICULDADES
PERCEBIDAS PELOS ACOMPANHANTES ......................................................................................................... 149
Marcia Cristina Bandinelli, Patricia Treviso.
[20]
125 - PADRONIZAÇÃO DA MONTAGEM DA ANESTESIA PARA AS CIRURGIAS DE TRANSPLANTE ...................... 150
Raquel Diogo do Nascimento, Hernestina Mariana Pereira Jorge, Alessandra de Fatima Bokor Manteiga.
126 - PERCEPÇÃO DA ENFERMAGEM SOBRE AGITAÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS NA SALA DE
RECUPERAÇÃO DO CENTRO CIRÚRGICO AMBULATORIAL .............................................................................. 151
Ivana Trevisan, Thais Teixeira Barpp, Elisete Maria de Souza Bueno, Claudia Carina C. dos Santos, Lisiane Paula Sordi.
127 - PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM QUANTO À UTILIZAÇÃO DO CHECKLIST NO
CENTRO CIRÚRGICO ..................................................................................................................................... 152
Cátia Denise Perez Pereira Gomes, Patricia Treviso, Adriana Alves dos Santos.
128 - POSICIONAMENTO CIRÚRGICO: OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PERIOPERATÓRIO ....................... 153
Amanda Braz Miranda, Amanda Rosa Fogaça, Laura Cristina Cuvello Lopes, Mariane Rizzetto.
129 - PROCESSAMENTO DE COMADRES E PAPAGAIOS É UM RISCO PARA A CME? .......................................... 154
Maria Edutania Skroski Castro, Maria Cristina Paganini.
130 - PROCESSAMENTO DE PACOTES DE ALGODÃO TECIDO: DEMANDA DO BLOCO CIRÚRGICO X OFERTA DO
CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO ....................................................................................................... 155
Iolanda Beserra da Costa Santos, Andrea Cristina de Melo, Milena Moura Medeiros, Emília Maria Pacheco André, Ana
Patrícia Alves de Brito Formiga.
131 - PROCESSO COMUNICACIONAL PARA MINIMIZAR A ANSIEDADE DOS FAMILIARES DO PACIENTE
CIRÚRGICO................................................................................................................................................... 156
Ernane de Sousa Almeida, Raquel Vida Cassiano Cazaroti, Vanusa Dias de Medeiros Felix, Priscila Peres dos Santos.
132 - PROCESSO DE TRABALHO DO ENFERMEIRO NA CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO:
RELATO DE EXPERIÊNCIA .............................................................................................................................. 157
Lamary Kênya Carvalho Leal, Ana Lucas Morais Neta, Maria Raquel Antunes Casimiro, Ocilma Barros Quental, Edineide
Nunes Silva.
133 - PROFILAXIA DA INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS ...................................... 158
Maria Laura Alchorne Trivelin, Claudia Vallone Silva, Rachel Carvalho.
134 - PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO E CENTRO DE MATERIAL
E ESTERILIZAÇÃO .......................................................................................................................................... 159
Cristina Silva Sousa, Daniela Magalhães Bispo, Ana Lucia Mirancos da Cunha, Andrea Alfaya Acuña.
135 - QUALIDADE DAS ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO............................................. 160
Graziela Del Anhol Cruz, Kamille Kotekewis, Dolores Ferreira de Mello Lopes, Renata Perfeito Ribeiro.
136 - QUALIDADE E SEGURANÇA NO USO DOS PRODUTOS PARA SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA
VISITA AO CENTRO CIRÚRGICO PELA ENFERMEIRA ........................................................................................ 161
Luana Stela de Araujo Castro, Alvacy Rita Morais Leite, Mary Gomes Silva, Marcia Viana de Almeida, Nayara Guedes Del Rey
Eça Mesquita.
137 - QUALIFICAÇÃO DAS AUTOCLAVES A VAPOR: UMA ESTRATÉGIA PARA OTIMIZAÇÃO DOS CICLOS DE
ESTERILIZAÇÃO ............................................................................................................................................ 162
Renata Souza Souto Tamiasso, Cybele Aparecida Ferreira Ioshida, Célia Maria Francisco, Danielle da Cunha Santos,
Rosangela Claudia Novembre.
138 - REDUÇÃO DE INFECÇÃO EM CIRURGIAS LIMPAS: ELEMENTOS-CHAVE DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
PARA ALCANÇAR EXCELÊNCIA PRÁTICA......................................................................................................... 163
Izabel Kazue Damas Crisol Iamaguti, Giovana Abrahão de Araújo Moriya, Marina Paula Bertho Hutter, Alzira Machado
Teixeira, Débora Alonso Leite.
[21]
139 - RELAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES DO PACIENTE NO PERÍODO DE RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA COM AS
CONDIÇÕES FISIOLÓGICAS DE PRÉ-OPERATÓRIO ........................................................................................... 164
Fiama Chagas Nunes, Adelaide de Mattia Rocha, Ana Lúcia de Mattia.
140 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO PARA TRATAMENTO DOS EXPLANTES
ORTOPÉDICOS .............................................................................................................................................. 165
Mirleine Colman Souza Carvalho, Márcia Cristina de Oliveira Pereira.
141 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO PAINEL DE CIRURGIA SEGURA EM UM HOSPITAL
MUNICIPAL DE SÃO PAULO .......................................................................................................................... 166
Michely de Araujo Félix, Cecilia Ferreira Cardoso, Rachel Machado Pretti.
142 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE MANEJO DA SEDE EM SALA DE
RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA ......................................................................................................................... 167
Aline Korki Arrabal Garcia, Viviane Godoy Galhardo, Lígia Fahl Fonseca, Maria de Fátima Alves.
143 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: OFICINA DE ATUALIZAÇÃO DA EQUIPE DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM
ACERCA DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE ALDRETE E KROULIK NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA..... 168
Fiama Chagas Nunes, Adelaide de Mattia Rocha, Marta de Oliveira Pimentel, Erica Patrícia Souza Caetano, Marcos Antônio
da Silva Mendes.
144 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA UTILIZANDO CHECK-LIST
E COMUNICAÇÃO ......................................................................................................................................... 169
Jefferson Aparecido Ramos Costa, Heide Christiane Niemoi Dias, Priscila Paullon Tanaka.
145 - RETENÇÃO URINÁRIA E SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PÓS-OPERATÓRIO .... 170
Eloá Ribeiro Santana, Aila Maria Pereira Alves, Gylmara Bezerra de Menezes Silveira, Hermes Melo Teixeira Batista,
Iratyenne Maia da Silva Bentes.
146 - RETENÇÃO URINÁRIA NA RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E RAQUIANESTESIA: DIAGNÓSTICO, PREVENÇÃO
E INTERVENÇÕES .......................................................................................................................................... 171
Jacqueline Novais Silva, Mara Sílvia Almeida, Rachel Carvalho.
147 - SEGURANÇA CIRÚRGICA É EXTREMAMENTE IMPORTANTE? UMA VISÃO DOS MEMBROS DA EQUIPE .... 172
Larissa Gutierres, Marizete Campioni, Kamily Calazans, Carla Aparecida Fernandes, Cássia Brasil.
148 - SEGURANÇA DO PACIENTE CIRÚRGICO: EXPERIÊNCIA NA APLICAÇÃO DO CHECK-LIST EM UM
HOSPITAL FILANTRÓPICO NO SUL DO BRASIL ................................................................................................ 173
Luciane Cristina Feliciano, Mariana Bessa Martins, Marilia Ferrari Conchon.
149 - SEGURANÇA NO POSICIONAMENTO DO PACIENTE SUBMETIDO À CIRURGIA ROBÓTICA:
RELATO DE EXPERIÊNCIA VIVENCIADO POR ENFERMEIROS ............................................................................ 174
André Santos Amorim, Evelyn Freitas Scarpioni, Cassiane Santana Lemos, Ana Lucia Silva Mirancos da Cunha.
150 - SENTIMENTOS E NECESSIDADES DOS PACIENTES NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO ................................. 175
Ana Paula Ribeiro Razera, Eliana Mara Braga.
151 - SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ATUANTES NO BLOCO CIRÚRGICO ...... 176
Mayra Ferreira Nascimento, Amanda Maritsa de Magalhães Oliveira, Felicialle Pereira da Silva, Sâmia Tavares Rangel,
Michelle Wogeley Vasconcelos Xavier.
152 - SISTEMA INFORMATIZADO DE GESTÃO EM SAÚDE: UMA INOVAÇÃO NO AGENDAMENTO CIRÚRGICO .. 177
Luciane Cristina Feliciano, Marilia Ferrari Conchon, Mariana Bessa Martins, Fernanda Novaes Moreno.
[22]
153 - SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA: IMPLEMENTAÇÃO NA
PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS PERIOPERATÓRIOS ...................................................................................... 178
Sandra Martins de França, Emanuela Batista Ferreira e Pereira, Sâmia Tavares Rangel, Alcione de Andrade Lima, Wellinja
Laura Matos Mendes.
154 - SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA: UTILIZAÇÃO NA PRÁTICA
DE ENFERMEIROS EM HOSPITAIS .................................................................................................................. 179
Berendina Elsina Bouwman Christóforo, Danise Paula Dias Coelho, Marlene Andrade Martins, Halany Pereira de Souza
Alves.
155 - SITUAÇÃO ATUAL DOS DETERGENTES ENZIMÁTICOS NO BRASIL ........................................................... 180
Rosa Aires Borba Mesiano, Elenildes Silva Amorim.
156 - STAPHYLOCOCCUS AUREUS: DETECÇÃO EM PROFISSIONAIS QUE ATUAM EM CENTRO CIRÚRGICO
E UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA............................................................................................................... 181
Lisiane Paula Sordi lsordi, Cláudia Carina Conceição dos Santos, Elizete Maria de Souza Bueno, Ivana Trevisan, Marcia Kuck.
157 - SURTOS DE ENDOFTALMITE APÓS PROCEDIMENTOS OFTALMOLÓGICOS: UMA REVISÃO
DA LITERATURA ........................................................................................................................................... 182
Reginaldo Adalberto Luz, Maria Clara Padoveze.
158 - SUSPENSÕES DE CIRURGIAS ELETIVAS EM UM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE ............................... 183
Sâmia Tavares Rangel, Emanuela Batista Ferreira e Pereira, Sandra Martins de França, Gabriela Wanderley Souza e Silva,
Jane Keyla Souza dos Santos.
159 - TENHO SEDE! VIVENCIA DO PACIENTE CIRÚRGICO NO PERÍODO PERIOPERATÓRIO................................ 184
Larissa Cristina Jacovenco Rosa e Silva, Patricia Aroni, Ligia Fahl Fonseca.
160 - TIME OUT: PRÁTICA ASSISTENCIAL PARA MELHORIA DA QUALIDADE E SEGURANÇA DO PACIENTE
CIRÚRGICO................................................................................................................................................... 185
Alvacy Rita Morais Leite, Luana Stela de Araujo Castro, Mary Gomes Silva, Marcia Viana de Almeida, Sharon Lopes Pimenta.
161 - RESSONÂNCIA INTRAOPERATÓRIA: CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA SEGURANÇA DO PACIENTE ...... 186
Cassiane Santana Lemos, Silvana Menezes, Luiz Dias da Silva, Ana Lucia Silva Mirancos da Cunha.
162 - TREINAMENTO COM MONTAGEM DE CENÁRIO NO CENTRO CIRÚRGICO: RETENÇÃO DE
CONHECIMENTO E REDUÇÃO DE ACIDENTES BIOLÓGICOS ............................................................................. 187
Viviane Pereira da Costa, Alzira Teixeira Machado, Érica Bandeira dos Santos, Maria Aparecida Quintino.
163 - ÚLCERA POR PRESSÃO NO INTRA-OPERATÓRIO DE CRANIOTOMIAS ..................................................... 188
Vanessa Guarise Cunha, Ana Lucia Silva Mirancos da Cunha, Solange Diccini.
164 - ULTRA-SOM ENDOBRÔNQUICO (EBUS) NO CENTRO CIRÚRGICO MINIMAMENTE INVASIVO:
ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM....................................................................................................... 189
Adriana Reis Silvestre Hirano, Jacqueline Novais da Silva, Adriana Lário, Viviane Pereira Costa.
165 - UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL EM TRABALHADORES
DA ENFERMAGEM ........................................................................................................................................ 190
Nathanye Crystal Stanganelli, Renata Perfeito Ribeiro, Caroline Vieira Claudio, Júlia Trevisan Martins, Patricia Helena Vivan
Ribeiro.
166 - UTILIZAÇÃO DO SISTEMA BLOCHOS COMO FERRAMENTA GERENCIAL NA UNIDADE DE
CENTRO CIRÚRGICO ..................................................................................................................................... 191
Christiane Sayuri Ito Yonekura, Denise Rodrigues Costa Schmidt, Valeria Maria Gataz Sguario, Adriana Cristina Galbiati
Parminonde Elias, Simeire Antonieli dos Santos Faleiros.
[23]
167 - VISIBILIDADE DAS AÇÕES REALIZADAS PELO CENTRO CIRÚRGICO, COM ÊNFASE NA SEGURANÇA
DO PACIENTE ............................................................................................................................................... 192
Viviane Godoy Galhardo, Aline Korki Arrabal Garcia, Denise Rodrigues Costa Schmidt, Adriana Cristina Galbiati Parminonde
Elias, Dolores Ferreira de Melo Lopes.
168 - VIVÊNCIA DO ENFERMEIRO NA GESTÃO DE UM CENTRO CIRÚRGICO DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE:
DESAFIOS E PERSPECTIVAS ........................................................................................................................... 193
Fagner de Sousa Macedo, Brenna Emmanuella de Carvalho, Maria Zélia de Araújo Madeira, Cândida Danyelle Silva Leôncio.
[24]
RESUMOS DOS TRABALHOS
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01 - A COMUNICAÇÃO NA SALA OPERATÓRIA: INFLUÊNCIAS NA SEGURANÇA DO PACIENTE.
1
1
1
Autores:
Regiane Barreto , Marinésia Prado , Cyanéa Gebrim , Maria Barbosa
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
FEN-UFG - Faculdade de Enfermagem - Universidade Federal de Goiás Rua 227, s/n, setor universitário,
Goiânia (GO).
Introdução: No contexto da segurança do paciente, as infecções de sítio cirúrgico são o principal evento adverso
decorrente da assistência a pacientes no perioperatório. A despeito do trabalho da equipe do centro cirúrgico, o
mesmo tem sua eficiência e qualidade imbuídos nos padrões de conduta e da comunicação. Esses, por sua vez,
podem ser influenciados pela tensão e estresse gerados na sala de operações capazes de comprometerem a
segurança do paciente. Objetivo: Analisar condutas de comunicação interprofissional diante de incidentes
críticos relacionados à prevenção de infecção na sala operatória. Método: Pesquisa qualitativa realizada de
janeiro a junho de 2012, em um centro cirúrgico de um hospital de ensino de Goiânia-GO, aprovada no Comitê
de Ética. Contou com a participação de 27 membros da equipe multiprofissional, entrevistados sob a Técnica do
Incidente Crítico e analisadas pela Análise de Conteúdo de Bardin. Resultado: Emergiram dos relatos, 60
incidentes críticos, dos quais originaram 87 comportamentos. Emergiram três categorias, a subordinação, o
enfrentamento, e a comunicação formal do incidente. O enfrentamento em ocasiões nas quais houve a quebra
da cadeia asséptica pelo médico cirurgião, gerando insatisfação. A subordinação diante de condutas incorretas
do médico cirurgião, nas quais os profissionais adotaram atitudes de submissão ao líder, de maior nível
hierárquico. A comunicação formal evidenciou notificação e comunicação verbal de incidentes relacionados ao
risco de infecção na sala operatória, sem intervenção dos profissionais em favor da segurança do paciente. A
comunicação entre categorias profissionais frente às situações de risco de infecção evidenciou regras
determinadas pela hierarquia, nas quais o convívio na equipe pode gerar atitudes de cumplicidade nem sempre
voluntárias. A insatisfação interferiu nas diretrizes de segurança do paciente, gerou conflitos na equipe,
desvalorização e improdutividade. Aspectos de submissão, imposta pelo medo, atua na integridade moral dos
trabalhadores. Conclusão: Há uma relação de poder na comunicação exercida por membros da equipe médica
influenciando comportamentos que comprometam a segurança do paciente na sala operatória. A
interdisciplinaridade pode contribuir para a diminuição da hegemonia médica, imposta na dinâmica tradicional
de dominação do trabalhador da saúde. Essa forma de poder inserida na cultura organizacional gera
insegurança ao paciente, e promove a infecção de sítio cirúrgico.
Palavras-chaves: Enfermagem; Segurança do paciente; Centro Cirúrgico.
[26]
02 - A CONCEPÇÃO DO ENFERMEIRO SOBRE ATIVIDADE DO BRINCAR EM CLÍNICA CIRÚRGICA DE
UMA UNIDADE PEDIÁTRICA.
1
2
Autores:
Aderlaine da Silva Sabino , Arinete Véras Fontes Esteves , Lílian Dornelles Santana de Melo
Instituição:
1; 2; 3
E-mail:
[email protected]
1,2
UFAM - Universidade Federal do Amazonas - Rua Terezina, 495, Adrianópolis, Manaus (AM).
Introdução: O brincar para a criança é importante por auxiliar no desenvolvimento do ponto de vista funcional,
psicológico e social. Verifica-se que através da utilização da atividade do brincar a criança cria um espaço em seu
mundo de imaginação e de magia, proporcionando descobertas e reações, colocando-as em cena o que também
desejam conhecer. A atividade de brincar permite construir vínculos, estabelecer relações de posse, de
abandono e de perda, refletindo e descobrindo situações, do ambiente que o cerca de forma saudável e
produtiva, que vão reproduzir ao longo da vida no convívio social1. O brincar possibilita uma relação rica e plena
com a criança, possibilitando um canal de comunicação e aceitação na realização dos procedimentos de cuidado
e assistir junto à mesma2. Objetivo: Conhecer a importância da atividade do brincar sob a ótica do enfermeiro
como uma dimensão do cuidado de enfermagem à criança hospitalizada; Identificar o conhecimento dos
enfermeiros sobre a atividade do brincar durante o cuidado a criança hospitalizada e Identificar diante da
percepção do enfermeiro se a atividade do brincar auxilia na assistência à criança hospitalizada. Método: Estudo
descritivo-exploratório prospectivo, com abordagem qualitativa observando as orientações de Minayo (...),
buscando-se compreender a concepção do enfermeiro que trabalha em clínica pediátrica, sobre a atividade do
brincar em clínica cirúrgica para o atendimento à criança. Tal modalidade trabalha com um espaço mais
profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de
variáveis. A execução do projeto foi iniciada após aprovação do CEP/UFAM, CAAE Nº 31389814.9.0000.5020,
respeitando-se a Resolução 466/2012 do CNS. As colaboradoras no estudo foram cinco enfermeiras da clínica
cirúrgica e possuem experiências na área infantil, conforme proposta do estudo. Após a transcrição e leitura
exaustiva das entrevistas, foram organizadas as categorias, a partir da convergência das falas. Resultado:
Através das categorias formadas, foi possível identificar que as colaboradoras da pesquisa, possuem
conhecimento empírico sobre a importância do brincar/brinquedo para a criança, em especial hospitalizada,
pois quando questionadas sobre conhecimentos relacionados a legislação do COFEN e a Lei Federal que
regulamentam a atividade de brincar à criança em ambiente hospitalar desconheciam o tema, desviando a
resposta para suposições, não direcionadas a pergunta. Foi possível ainda, relacionar o brinquedo com o cuidar
humanizado, atendendo o que preconiza o SUS. As enfermeiras reconhecerem a importância da atividade para
o atendimento de qualidade, reconhecendo que o brinquedo é uma ferramenta capaz de auxiliar a minimizar o
estresse causado pela hospitalização da criança, promovendo momentos de distração e alegria. Conclusão: É
possível com o estudo realizado, evidenciar a necessidade da atualização dos profissionais que trabalham na
área infantil sobre os avanços nas atividades de cuidar brincando de forma integral, deixando o tecnicismo para
um momento mais adormecido, tornando a hospitalização em um momento de vida, menos estressante e o
ambiente hospitalar, menos traumático.
Palavras-chaves: Cuidado da criança; Atividade do brincar; Enfermeiros.
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03 - A CORRELAÇÃO ENTRE A CIRURGIA DE PORTAL ÚNICO ROBÓTICA E A ENFERMAGEM
ESPECIALIZADA.
Autores:
Instituição:
E-mail:
1
1
1
1,1
Rosana Noronha Soares Pereira , Luiz Carlos Araújo de Oliveira , Estefania Fazoli Campos , Adriana Lário ,
1,1
Debora Alonso Leite
1
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
[email protected]
Introdução: O avanço tecnológico no setor Paciente Cirúrgicos é significativo e de alta complexidade. Estas
fronteiras tecnológicas visam melhorias na assistência prestada ao paciente e demanda maior capacitação,
habilidade e envolvimento da equipe multidisciplinar atuante no ambiente cirúrgico. É crescente a inserção das
cirurgias minimamente invasivas com a técnica de Portal Único ou Single Port. As vantagens se caracterizam por
ser via laparoscópica e de acesso único na região umbilical. O enfermeiro cirúrgico tem papel fundamental para
o êxito do procedimento. Diante deste novo desafio, um hospital privado no município de São Paulo – Brasil,
investiu no treinamento de enfermeiros para implantar e coordenar o serviço de cirurgias robóticas. Objetivo:
Relatar a experiência da equipe de enfermagem ao estabelecer rotinas e treinamentos para adequação de
cirurgias robóticas de portal único com técnica pioneira na América Latina. Método: Relato de experiência do
grupo de enfermeiros diante de inovação tecnológica em cirurgias robóticas de Portal Único ou Single Port. A
vivência proporcionou subsídios importantes para planejamento do processo de cirurgia robótica em hospital
privado extra porte localizado na cidade de São Paulo – Brasil. Foi realizado levantamento das necessidades;
medidas de adequação; rotinas para montagem e desmontagem da sala operatória; treinamento especifico dos
enfermeiros, técnicos de enfermagem, Central de Material e Esterilização (CME) e engenharia clínica com foco
norteador aos cuidados pré e pós-operatórios, além da manutenção otimizada dos insumos e equipamentos.
Resultado: Os enfermeiros especialistas relatam a importância da execução de rotinas que auxiliam na
efetividade do processo, alcançam uma assistência de excelência e qualidade. Conclusão: Podemos afirmar que
a experiência vivenciada permitiu às equipes médicas a compreensão da importância do papel do enfermeiro de
Centro Cirúrgico. A competência perpassa o conhecimento científico, habilidade técnica e capacidade de
tomada de decisão e resolução de questões administrativas. A identificação é relevante para que o
procedimento cirúrgico ocorra de forma efetiva e favoreça a qualidade, segurança do paciente e da equipe
multidisciplinar.
Palavras-chaves: Cirurgia robótica; Enfermagem; Centro cirúrgico.
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04 - A FAMÍLIA DO PACIENTE CIRÚRGICO E A COMUNICAÇÃO ASSERTIVA.
Autores:
Márcia Regina Costa Giorgetti, Paula C. Figueiredo Cavalari, Eliane de Araújo Cintra, Alexandre Oliveira da
Silva, Alessandra Nazareth C.P.Roscani
Instituição: HC UNICAMP - Hospital de Clínicas da UNICAMP - Rua Vital Brasil, 251, Cidade Universitária "Zeferino Vaz"
Campinas (SP).
E-mail:
[email protected]
Introdução: O acolhimento e a inserção da família do paciente cirúrgico no processo assistencial é uma
demanda da Organização Mundial de Saúde. A comunicação efetiva na transmissão de informação é uma das
áreas de enfoque prioritário de atuação da enfermagem para garantir a melhoria da qualidade e da segurança
cirúrgica. A falta de comunicação eficaz pode resultar em problemas de qualidade do atendimento, eventos
adversos e problemas gerais nos procedimentos. Objetivo: Construir e utilizar um banner informativo para
auxiliar o enfermeiro na comunicação com a família durante a divulgação do boletim cirúrgico. Método: Estudo
descritivo observacional, realizado em Hospital Público Universitário. O método utilizado foi a técnica da
comunicação assertiva descrita por Simpson e Knox. A ação proposta para obter a atenção da família foi a
construção do banner informativo “Conhecendo o Centro Cirúrgico de perto: o caminho do paciente”. Utilizouse imagens do ambiente real do centro cirúrgico, distribuídas de acordo com a sequencia do fluxo de
atendimento do paciente e imagens das equipes de enfermagem do centro cirúrgico conforme turno de
trabalho. A preocupação da equipe de enfermeiros foi relacionada ao entendimento do familiar frente às
informações transmitidas durante o boletim informativo. Resultado: Participaram da construção do banner
enfermeiros da gestão da divisão de centro cirúrgicos e enfermeiros assistenciais. O critério de seleção das fotos
foi a sequencia do fluxo do processo de trabalho e das equipes de enfermagem o maior número de profissionais
de cada turno de trabalho. Foram utilizadas cinco fotos de fluxo da assistência e oito fotos das equipes de
enfermagem. Na prática o banner construído tem sido utilizado há cerca de seis meses pela equipe de
enfermeiros assistenciais como estratégia de comunicação assertiva para a transmissão de informação durante
a divulgação do boletim cirúrgico. Observa-se um melhor entendimento da família quando o enfermeiro dá a
informação verbal e mostra no banner a localização e o percurso que será percorrido pelo paciente dentro do
centro cirúrgico. O banner facilita ainda o entendimento do fluxo de trabalho das equipes cirúrgicas. O método
facilitou a interação, o acolhimento e humanização da família do paciente cirúrgico. Conclusão: O banner
construído e utilizado auxilia o enfermeiro de centro cirúrgico na comunicação assertiva com a família do
paciente cirúrgico durante a divulgação do boletim cirúrgico.
Palavras-chaves: Comunicação; Enfermagem perioperatória; Humanização da assistência; Centro cirúrgico.
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05 - A IMPLANTAÇÃO DE CHECK-LIST TRANSFUSIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
PERIOPERATORIA.
1
1
1
Autores:
Melina Shettini , Mileide Justo , Luiza Rojic , Lia Romero
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
Hospital Vera Cruz - Avenida Andrade Neves, 402 - Centro, Campinas (SP).
Introdução: A terapia transfusional é um processo que mesmo com indicação, precisa ter uma administração
correta, pois envolve riscos sanitários, podendo haver danos ao paciente. A segurança e a qualidade do sangue e
hemocomponentes devem ser assegurados em todo o processo, desde a captação de doadores até sua
administração ao paciente, por isso o enfermeiro tem papel fundamental durante esse processo, para garantir
uma administração segura e eficaz. Objetivo: Relato de experiência vivenciada por enfermeiras durante o
período perioperatorio, na utilização de hemocomponentes e hemoderivados, através da aplicação de um
check-list transfusional. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, com finalidade de relatar informações
sobre a atuação da enfermeira no período perioperatorio, através da solicitação de hemocomponentes x
aplicação do check-list transfusional, por meio de relato de experiência em um hospital privado localizado no
interior de São Paulo. Resultado: Pensando na segurança do paciente, no segundo semestre de 2014 foi
elaborado um protocolo de check-list transfusional, pelo comitê de hemoterapia do hospital, sendo este
validado em janeiro de 2015, após a realização de um treinamento para toda a equipe de enfermagem e
médicos. Diariamente o banco de sangue disponibiliza uma lista com os pacientes que possuem reserva
sanguínea, essa confirmação é feita pelo enfermeiro no dia anterior ao procedimento cirúrgico. Ao iniciar o
check-list de cirurgia segura a equipe de enfermagem e médica confirma com enfermeiro a solicitação. Caso
haja necessidade de transfusão, o técnico de enfermagem responsável pela sala cirúrgica comunica o
enfermeiro, e a partir daí se inicia a abertura do check-list tranfusional. Após a chegada do hemocomponente é
realizado uma dupla checagem entre o enfermeiro e o profissional do banco de sangue. Após a entrega do
hemocomponente em sala operatória, novamente é realizado uma dupla checagem entre enfermagem e
anestesista em todas as etapas. Na suspeita de qualquer reação transfusional a administração do
hemocomponente deverá ser interrompida imediatamente e o fato comunicado imediatamente ao médico
responsável e ao serviço de hemoterapia para a adequada orientação de como proceder, e iniciar fluxograma e
notificação de reação transfusional. Mensalmente a equipe do Comitê de hemoterapia se reúne a fim de
acompanhar o andamento do processo e analisar os casos confirmados ou sugestivos de reação transfusional.
Conclusão: As transfusões sanguíneas são práticas recorrentes na unidade do centro cirúrgico, sendo os
profissionais de enfermagem responsáveis pelo sucesso e qualidade da assistência prestada ao paciente. A
implantação do check-list transfusional direciona a padronização das ações e promove interação entre equipes,
minimizando os erros e reações transfusionais para o paciente, além de promover um atendimento com
excelência e qualidade. Esse modelo foi desenvolvido após vários estudos e encontros de um comitê,
envolvendo multiprofissionais, nos quais foram abordados e discutidos junto a equipe médica cada tópico desse
check-list, confrontando a prática diária com o descrito na literatura.
Palavras-chaves: Transfusão; Hemocomponentes; Cirurgia segura.
[30]
06 - A IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO PREPARO DO INSTRUMENTAL CIRÚRGICO
ROBÓTICO.
1
1
1
1
Autores:
Silmara Martins Garcez , Bruna Elvira Costa , Maria Socorro Vasconcelos Pereira da Silva , Simone Batista Neto ,
1
João Francisco Possari
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - Avenida Dr. Arnaldo, 251, São Paulo (SP).
Introdução: O instrumental cirúrgico destinado à cirurgia robótica possui estrutura delicada e complexa, com
articulação e amplitude de movimentos que imita a habilidade humana que varia entre 5mm a 8mm de
diâmetro. A vida útil é limitada e determinada por um chip no local de acoplamento da pinça robótica que
controla a utilização das pinças. Devido a essa conformação complexa, alto custo e para garantia da qualidade
envolvendo todo o material robótico, foi determinado que o enfermeiro do Centro de Material e Esterilização
(CME) estivesse à frente desse processo desde a requisição no centro de abastecimento, limpeza, inspeção,
teste de funcionalidade, montagem da caixa, esterilização, armazenamento e rastreabilidade. Objetivo: Relato
de experiência do papel do enfermeiro em todo o processo envolvendo material robótico. Método: Devido à
complexidade dos instrumentais robóticos, a responsabilidade com o manuseio envolvendo o processo de
limpeza, preparo e esterilização, foi destinada exclusivamente aos enfermeiros do CME, com o intuito de reduzir
o número de pessoas envolvidas na manipulação desses materiais, buscando assim evitar ou minimizar os erros
no processo. A função do enfermeiro neste processamento pode ser dividida em várias etapas, que consiste na
previsão das pinças necessárias para atender a programação cirúrgica e solicitação junto ao centro de
abastecimento; separar e encaminhar o instrumental cirúrgico robótico (ICR) no dia da cirurgia, retirar o IRC ao
término do procedimento realizando as devidas checagens de ótica, pinças e cabos; confirmar com o enfermeiro
do CC checando na tela gestão de inventario a utilização das pinças e marcar na fita marcadora do ICR o uso da
mesma e anotar em impresso próprio todas as pinças utilizadas; retirar o material e iniciar o processo de
limpeza conforme os protocolos institucionais; Preparar, inspecionar, realizar testes de funcionalidade,
lubrificar, esterilizar o IRC, acondicioná-los em local específico e realizar o inventário. Resultado: Desde a
implantação da cirurgia robótica em Fevereiro de 2014, até o momento, foram realizados 121 procedimentos
robóticos. Não houve incidência de queda, quebra, encaminhamento de pinças vencidas ou não indicadas e em
condições de uso ao procedimento agendado. Conclusão: A importância do enfermeiro no processo é
fundamental, por se tratar de um material de alto custo e complexo, evitando desperdício e prejuízo para
instituição e garante segurança e qualidade na assistência prestada ao paciente.
Palavras-chaves: Exclusividade; Enfermeiro; Instrumental cirúrgico robótico.
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07 - A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO EM SALA OPERATÓRIA PARA REALIZAÇÃO DE CIRURGIAS
ROBÓTICAS. RELATO DE EXPERIÊNCIA.
Autores:
Instituição:
E-mail:
1,1,1,2
Nelson João Silva
, Alessandra Duarte Gonçalves
1,1,1,2
2,1,1,1
Lima
, Liliam Rosa Silva
5,1,1,1
, Renata Barco Oliveira
5,1,1,2
, Judith Fernandes
1
Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Rua João Julião, 331, Bela Vista, São Paulo (SP).
[email protected]
Introdução: O profissional enfermeiro com treinamento específico sobre a utilização do sistema Da Vinci reduz
o tempo de utilização da sala operatória, uma vez que ele é o profissional com visão ampliada do processo. Esta
visão contribui diretamente com a humanização da assistência ao paciente e equipes cirúrgicas-anestésicas,
bem como com a qualidade e segurança do paciente. Para que a humanização, a qualidade e a segurança sejam
plenamente alcançadas, o enfermeiro se empenha para preparar a sala e o paciente, garantindo agilidade e
segurança em todo o processo. Para isso ele atua diretamente na montagem da sala e dos equipamentos de
acordo com as necessidades e particularidades das equipes médicas que utilizam o sistema Da Vinci. O sistema
Da Vinci consiste basicamente de três, sendo elas: o console local em que o cirurgião se coloca para controlar os
movimentos dos braços do robô e seus instrumentos, rack de vídeo ou carro de visão e o robô com os braços
onde são colocadas as pinças/instrumentos e a câmera. Para a utilização dos braços, instrumentos e em campo
operatório é necessária parceria da Central de Materiais e Esterilização – CME na limpeza, preparo e
esterilização, trabalho este coordenado pelo enfermeiro deste setor. Em sala operatória o enfermeiro habilitado
é quem se paramenta e coloca as capas estéreis denominadas drapes nos braços do robô e também monta a
mesa de instrumentais robóticos para realizar a calibração das óticas a serem utilizadas durante a cirurgia. Como
esta montagem requer paramentação e utilização de técnica asséptica, em nossa instituição é preconizado que
esta tarefa seja realizada exclusivamente pelo enfermeiro, pois considera-se que o enfermeiro está mais atento
e capacitado para verificar os detalhes deste processo. Objetivo: Demonstrar como o enfermeiro tem papel
importante para a realização das cirurgias robóticas em hospital particular de alta complexidade na cidade de
São Paulo. Método: Relato de experiência. Resultado: Participação de um enfermeiro em sala operatória na
ocorrência de cirurgias robóticas da instituição. Conclusão: Para que os resultados propostos pela cirurgia
robótica, a saber, procedimento minimamente invasivo, menor sangramento, dor leve no pós-operatório
imediato, menor tempo de internação e consequentemente melhor recuperação e satisfação dos pacientes,
acreditamos que a participação do enfermeiro seja essencial. Esta participação se comprova em nossa
Instituição, uma vez que é garantida pela coordenação do Centro Cirúrgico a participação de pelo menos um
enfermeiro na realização de todas as cirurgias robóticas. Esta participação se destaca desde a preparação da
sala e dos materiais para as diversas especialidades cirúrgicas, bem como às várias equipes que atuam em nossa
instituição. É imprescindível para a segurança do paciente que o enfermeiro compreenda as necessidades das
equipes médicas e cuide diretamente da segurança e proteção do paciente para o sucesso do processo como
um todo.
Palavras-chaves: Cirurgia robótica da vinci; Assistência intraoperatória.
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08 - A INTEGRAÇÃO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL NO PLANEJAMENTO CIRÚRGICO COMO
FERRAMENTA PARA A GARANTIA DA CIRURGIA SEGURA.
Autores:
1
1
1
1
Melina Shettini , Luiza Rojic , Mileide Justo , Adriana Furlan , Lia Romero
1
1
Instituição: Hospital Vera Cruz – Avenida Andrade Neves, 402, Centro, Campinas (SP).
E-mail:
[email protected]
Introdução: O relacionamento entre uma equipe multiprofissional deve acontecer de forma harmoniosa, e para
isso, é necessário um trabalho integrado dos profissionais. Neste cenário, a comunicação é elemento essencial,
sendo o alicerce das relações interpessoais. A qualidade no atendimento dos pacientes submetidos aos diversos
procedimentos anestésico-cirúrgicos é devida a atuação de vários profissionais envolvidos no planejamento
diário do mapa cirúrgico. Objetivo: Relatar a experiência de um hospital privado do interior do Estado de São
Paulo quanto ao planejamento prévio das cirurgias do dia subsequente e o sistema multiprofissional integrado
para a garantia da continuidade das informações e a manutenção do processo de cirurgia segura. Método:
Trata-se de um relato de experiência das ações realizadas pelas diferentes equipes para a troca de informações
e levantamento das necessidades do dia cirúrgico. Resultado: A equipe é composta pelos enfermeiros do Centro
Cirúrgico (CC) e Centro de Material e Esterilização (CME); colaboradores do Agendamento Cirúrgico e da Central
de Convênios; analista do setor de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) e farmacêutico do CC; sendo
a conferência cirúrgica também conhecida como “bate mapa”, realizada no período da tarde. Ao realizar o
agendamento cirúrgico, o colaborador confirma as necessidades relacionadas a equipamentos e materiais
especiais. A central de convênios além de confirmar a autorização do procedimento, avalia também os materiais
solicitados e repassa para o médico o que foi autorizado e/ou negado para a ciência do mesmo. O analista dos
materiais de OPME verifica as solicitações e o que há de material padronizado e consignado disponível no
hospital e o que é necessário solicitar para a empresa, confirmando os prazos e horários de entrega. O
farmacêutico confirma os materiais solicitados e os kits disponíveis. O enfermeiro do CC revisa o mapa cirúrgico
quanto ao dimensionamento das salas cirúrgicas, equipamentos, verifica também as solicitações de UTI,
hemoterapia e exames necessários no intraoperatório. Este também coleta todas as informações repassadas
referentes aos materiais especiais, necessidade de justificativas dos gastos pós-cirúrgicos, entrega de material
fora do horário comercial e a conferência dos materiais já separados pelo OPME. O enfermeiro da CME avalia a
quantidade e a especificidade dos instrumentais a serem utilizados em cada cirurgia, a necessidade de
reprocessamentos para suprir as cirurgias agendadas e possíveis encaixes de urgência e os materiais especiais
entregues para esterilização e os pendentes para chegar, repassando também ao enfermeiro do CC. O
Enfermeiro do CC atenta-se a todos esses dados, fazendo uma leitura crítica do mapa cirúrgico para traçar
estratégias e planejamentos para a garantia da satisfação dos clientes e segurança do paciente cirúrgico
Conclusão: O planejamento do mapa cirúrgico do dia seguinte resulta da interligação de todas as áreas de apoio
envolvidas no processo através da continuidade das informações. O gerenciamento do mapa cirúrgico pelo
enfermeiro visa assegurar uma assistência para cada paciente e procedimento cirúrgico específico. Qualquer
não conformidade durante o processo gera indicadores e são tomadas ações pelo enfermeiro juntamente com a
equipe médica e/ou responsáveis pelas áreas de apoio. Todos os resultados assistenciais e econômicos são
avaliados continuamente pela gestão do Bloco Cirúrgico.
Palavras-chaves: Comunicação; Planejamento cirúrgico; Cirurgia segura.
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09 - A SAÚDE DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM E A SEGURANÇA DO PACIENTE NO
PERIOPERATÓRIO.
Autores:
1
1
1
1
Regiane Barreto , Marinésia Prado , Cyanéa Gebrim , Maressa Queiroz , Jéssica Rodrigues
1
1
Instituição: FEN-UFG - Faculdade de Enfermagem - Universidade Federal de Goiás - Rua 227, s/n, setor Universitário,
Goiânia (GO).
E-mail:
[email protected]
Introdução: As pesquisas desenvolvidas na área de saúde do trabalhador, sob diferentes referenciais teóricometodológicos, apontam que os trabalhadores de enfermagem sofrem uma série de problemas de saúde
relacionados com o trabalho. Foi observado que a taxa de prejuízo para os trabalhadores de saúde foi maior do
que para as duas ocupações historicamente de alto risco de trabalhos de construção e agricultura. Na
concepção histórico-social, dada à inserção desses trabalhadores na prestação de serviços de saúde, apreendese que os mesmos interagem com uma variedade de cargas no seu processo de trabalho as quais são geradoras
de processos de desgaste, conferindo-lhes perfil de morbidade característico. Existe um vínculo indissolúvel
entre a saúde e segurança dos enfermeiros e a segurança dos pacientes, acarretando em incidentes. Estudos
internacionais evidenciaram que a mortalidade decorrente de incidentes no ambiente hospitalar é de 3,21%.
Estima-se que a prevalência dos eventos adversos no ambiente cirúrgico seja três vezes maior, 15% a 21,9%.
Considerando que as condições de trabalho inseguras e as comorbidades adquiridas no exercício da profissão
interferem diretamente com a capacidade de oferecer atendimento seguro e de qualidade, faz-se necessário
avaliar a saúde da equipe de enfermagem perioperatória a fim de garantir a segurança do paciente e do
profissional de enfermagem. Objetivo: Identificar a relação da saúde do profissional de enfermagem com a
segurança do paciente no perioperatório. Método: Revisão integrativa da literatura, nas bases de dados LILACS
e MEDLINE, utilizando os descritores não controlados: enfermagem, exposição ocupacional, doenças do
trabalho e prevalência; e segurança, erros, enfermagem perioperatória resultando em 153 e 61 estudos,
respectivamente. Foram incluídos artigos publicados de 2004 a 2014, nos idiomas português, inglês e espanhol,
resultando em 45 e 39 artigos, respectivamente. Resultado: o estresse no trabalho, tanto agudo como crônico,
transtornos mentais e comportamentais como a principal preocupação de saúde da equipe de enfermagem.
Seguido por doenças do sistema osteoarticular, aparelho respiratório, como asma, e alergia ao látex. Alguns
artigos demonstraram que a qualidade da assistência de enfermagem deteriorou-se ao longo dos anos de
trabalho. Esses podem influenciar na assistência ao paciente. Os incidentes e eventos adversos relacionados à
equipe de enfermagem mais encontrados nos estudos foram relacionados à medicação, conferências de
compressas e instrumentais cirúrgicos, falhas de comunicação, identificação do sítio cirúrgico correto. Tais
eventos podem ser atribuídos a alta carga horária de trabalho, múltiplos vínculos empregatícios, déficit de
pessoal na equipe de enfermagem, sobrecarga de procedimentos, interrupções durante execução de
procedimentos. Conclusão: a saúde do trabalhador da equipe de enfermagem e os eventos relacionados à
segurança do paciente indicam uma necessidade de atentar-se à via laboral como indicador de qualidade dos
serviços de saúde.
Palavras-chaves: Enfermagem; Saúde ocupacional; Segurança do paciente.
[34]
10 - A SEDE DA CRIANÇA CIRÚRGICA: A PERCEPÇÃO DE CUIDADORES NO PERIOPERATÓRIO.
Autores:
1
1
1
Mariana Campos Campana , Lígia Fahl Fonseca , Pamela Rafaela Martins , Dolores Ferreira de Melo Lopes
1
1
Instituição: Universidade Estadual de Londrina - Avenida Robert Kock, 60, Londrina (PR).
E-mail:
[email protected]
Introdução: No paciente cirúrgico o jejum, a hipovolemia devido a perdas sanguíneas, as drogas anestésicas,
entubação, bem como a ansiedade perioperatória contribuem para a maior incidência e intensidade da sede.
Este problema intensifica-se em crianças devido a rapidez com que elas se desidratam. O autorrelato é
importante para a detecção e manejo adequado da sede, mas crianças pequenas necessitam do auxílio de seus
cuidadores para a percepção e interpretação do sintoma. Ao se avaliar a criança, deve-se levar em consideração
o relato do cuidador pela facilidade em reconhecer os comportamentos que evidenciam desconfortos. Dessa
forma torna-se importante conhecer a percepção dos cuidadores sobre a sede no perioperatório. Objetivo:
Compreender como a família vivencia o jejum da criança cirúrgica e percebe sua sede no período
perioperatório. Método: Pesquisa qualitativo-descritiva com entrevista de 15 acompanhantes de crianças entre
1 e 12 anos no pós-operatório. Para análise, utilizou-se o método do Discurso do Sujeito Coletivo. Resultado: O
jejum é um período de difícil entendimento e para as crianças, o que resulta em um comportamento de difícil
condução, apresentam nervosismo, ansiedade e pedem insistentemente para comer e beber água. A explicação
da importância dos procedimentos e preparo psicoemocional da criança são fundamentais para tornar a
vivencia do período perioperatório menos estressante e traumático. As crianças sentem sede durante o jejum
perioperatório. Seus cuidadores percebem a sede por meio do relato da criança ou por sinaiscomo a boca seca.
Justamente por a sede ser um sintoma, uma manifestação subjetiva que depende da interpretação do paciente,
os acompanhantes e a equipe de enfermagem devem estar atentos aos sinais de desidratação e
comportamentos que indiquem a presença de sede na criança. Para as acompanhantes das crianças o jejum é
um período difícil, elas se sentem impotentes, tristes, agoniadas e nervosas. Muitas delas permanecem em
jejum com a criança por não conseguir comer ao ver a criança com fome. Essa é uma reação comum entre os
familiares de crianças cirúrgicas. A situação se agravava quando necessitam negar água, pois segundo elas “água
é essencial”. Frente à insistência por água e a outros sinais de sede como a boca seca, por conta própria,
algumas delas molham os lábios da criança com algodão, gaze umedecida. Em poucos casos a equipe médica ou
de enfermagem fez ou orientou alguma forma de amenizar a sede da criança: orientaram o bochecho com água,
hidratavam os lábios das crianças com gaze ou algodão umedecidos e até permitiam que a criança bebesse
pouca água. Poucos estudos discutem a eficiência de tais métodos em crianças, em pacientes adultos, porém, o
gelo é eficaz e traz mais alívio ao paciente do que a água em temperatura ambiente. Conclusão: O
enfrentamento do jejum e da sede no perioperatório é difícil, permeado por sofrimento tanto para a criança,
quanto para o familiar. A sede é um desconforto real para as crianças e uma das principais queixas das
cuidadoras devido ao seu difícil manejo. Observam-se poucas intervenções ou orientações da equipe frente à
sede da criança. O enfermeiro é um profissional de grande importância neste contexto, para identificar,
mensurar, avaliar a segurança e utilizar estratégias eficazes, envolvendo e orientando o cuidador nesse
processo. Faz-se importante a realização de pesquisas de métodos eficazes para alívio da sede em crianças e a
educação da equipe quanto ao manejo desse sintoma.
Palavras-chaves: Sede; Jejum; Criança; Assistência perioperatória.
[35]
11 - A SEGURANÇA DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM QUE MANIPULA AS AUTOCLAVES.
2,1
2
1
Autores:
Marcos Antonio Macêdo dos Anjos , Adriana Barros de Araújo Lessa , Teresa Cristina Brasil Ferreira ,
3
2
Alice Barbio Barboza , Adriana Braga Fernandes
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HMMC - Hospital Municipal Miguel Couto - Rua Mario Ribeiro, 117 - Leblon, Rio de Janeiro (RJ),
INCA - Instituto Nacional de Câncer - Praça Cruz Vermelha, 23 - Centro, Rio de Janeiro (RJ),
3
HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu - Av Henrique Duque Estrada Mayer, 953 - Posse, Nova Iguaçu (RJ).
2
Introdução: A Central de Material e Esterilização (CME) é o setor onde se realiza a limpeza, a desinfecção e a
esterilização de todos os materiais utilizados nos procedimentos odonto-médico-hospitalares. E é subdividida
em área contaminada, onde são recebidos os materiais sujos para a limpeza e secagem, e área limpa, onde os
artigos são preparados, esterilizados e guardados. Os riscos ocupacionais existentes na CME são: Biológicos
pela exposição ao sangue, líquidos corporais e perfuro-cortantes; Químicos pela manipulação de detergentes,
desinfetantes, lubrificantes; Físicos pela exposição ao calor de autoclaves, termodesinfetadoras e secadoras; e
Ergonômicos pelo trabalho repetitivo, condições de trabalho (postura, altura, estrutura), excesso de peso,
condições ambientais (umidade, temperatura e iluminação). É na área limpa onde estão localizadas as
autoclaves, ou seja, os equipamentos que esterilizam os materiais através de calor úmido (vapor) sob pressão,
local onde predominam o riscos ocupacionais para agentes físicos e ergonômicos. Para manipular a autoclave
é necessário um profissional de enfermagem capacitado e constantemente supervisionado por um
Enfermeiro. Objetivo: Identificar os riscos ocupacionais predominantes nas rotinas de trabalho do profissional
de enfermagem que manipula autoclaves e sugerir medidas que minimizem a exposição desse funcionário a
estes riscos. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório e descritivo, que visa analisar as
escalas de serviço em três CMEs de instituições públicas de saúde, distintas, 01 federal, 01 municipal do RJ e
01 municipal da baixada fluminense, no que se refere aos profissionais de enfermagem de nível médio,
auxiliares e técnicos, que manipulam autoclaves neste setor. Resultado: Em relação à escala dos profissionais
de enfermagem, observou-se que: Na instituição federal 68% manipulam autoclaves e 32% não manipulam
por restrições de saúde; na instituição municipal do RJ 18% manipulam autoclaves e 82% não manipulam por
restrições de saúde, por limitação física e por não ser readaptável a sua condição funcional atual; na instituição
municipal da baixada fluminense 77% manipulam autoclaves e 23% não manipulam por restrições de saúde,
por falta de interesse e por limitação física. Como medidas de prevenção que visam minimizar a exposição aos
riscos ocupacionais para agentes físicos e ergonômicos identificados, foram indicadas as seguintes sugestões:
melhorar a escala de revezamento entre os funcionários que manipulam autoclaves em relação ao número de
pessoas por plantão; promover capacitação e motivação para funcionários que não demostram interesse no
serviço; solicitar a chefia geral a possibilidade de melhorar a característica dos recursos humanos
encaminhados ao setor para readaptação; solicitar implementação das comissões e programas necessários
para o funcionamento adequado do setor (CCIH, CIPA, PCMSO e PPRA); e reforçar junto aos funcionários, a
utilização dos equipamentos de proteção individual conforme recomendação das normas regulamentadoras.
Conclusão: A CME é um setor que influencia diretamente na qualidade do atendimento prestado ao paciente
no âmbito hospitalar, no entanto, através deste estudo, percebeu-se que se faz necessário um ajuste entre as
condições de trabalho e os trabalhadores sob o aspecto da praticidade, do conforto físico e mental,
proporcionando assim melhoria das condições do local de trabalho para que tenhamos reflexos positivos na
saúde do trabalhador e na qualidade do serviço prestado.
Palavras-chaves: Central de material esterilização; Risco ocupacional; Segurança do profissional de saúde;
Tecnologia em saúde.
[36]
12 - A VISITA PRÉ-OPERATÓRIA COMO FATOR ATENUANTE DA ANSIEDADE EM PACIENTES
CIRÚRGICOS.
1
Autores:
Thiago Franco Gonçalves , Veronica Cecilia Calbo de Medeiros
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
CUSC - Centro Universitário São Camilo - Avenida Nazaré, 1.501 - Ipiranga, São Paulo (SP).
Introdução: Por muitas vezes, os pacientes que são admitidos em instituições de atendimento à saúde, para a
realização de um procedimento cirúrgico, não possuem informações e orientações claras, ocasionando estresse
e ansiedade. A ansiedade apresentada pelos indivíduos, frente a fatores estressantes, pode ser benéfica quando
associada ao mecanismo de “luta ou fuga”. Entretanto, em situações como o ato anestésico, esta sensação pode
acarretar alterações nos parâmetros dos sinais vitais, como a elevação da pressão arterial, tornando-se
prejudicial. A ansiedade pode ser quantificada pelo Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE), em que o
traço (IDATE-T) relaciona-se à propensão do indivíduo a enfrentar a ansiedade durante o cotidiano, ao passo
que o estado (IDATE-E) é um fato isolado, transitório em consequência a um momento específico vivenciado.
Objetivo: Identificar se a realização da visita pré-operatória seria um fator que possibilita minimizar o nível de
ansiedade apresentado por pacientes cirúrgicos. Método: Pesquisa de caráter exploratório prospectivo, com
amostra de vinte pacientes que foram submetidas ao procedimento de histerectomia total ou parcial, por
qualquer técnica cirúrgica. Resultado: Após a aplicação do IDATE-E, foi identificado que o grupo controle
apresentou nível de ansiedade superior quando comparado ao grupo pesquisa. Ambos os grupos apresentaram
experiências cirúrgicas anteriores à histerectomia e idade média semelhante. Com a pesquisa, identificou-se que
a ansiedade está presente nos pacientes que irão se submeter a procedimentos cirúrgicos, mas com a realização
da visita de enfermagem, é possível que esse sentimento seja minimizado, auxiliando o processo cirúrgico.
Conclusão: Com o presente estudo, foi possível identificar que a ansiedade, como diagnóstico de enfermagem,
está presente nos pacientes que irão se submeter a procedimentos cirúrgicos e comprovar a hipótese da
pesquisa. Aqueles que recebem visita de enfermagem pré-operatória apresentam nível de ansiedade inferior
aos que não passam por essa fase do processo. Importante ressaltar que a visita de enfermagem pré-operatória
é uma atividade que está inserida no período perioperatório e a sua não realização fragiliza o processo e
interfere diretamente no paciente, visto que a ansiedade, mesmo sendo de caráter psicológico, atua sobre o
organismo, produzindo alterações nos sinais vitais dos indivíduos, podendo ser causa do cancelamento ou
suspensão do ato cirúrgico que, por sua vez, pode gerar maior ansiedade e se tornar um círculo vicioso. Esperase, com este trabalho, contribuir para a prática da enfermagem no período pré-operatório quanto ao cuidado
emocional do paciente cirúrgico, sendo este de importância tão relevante quanto o preparo físico.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Ansiedade; Histerectomia; Período pré-operatório.
[37]
13 - ACEITAÇÃO AROMATERÁPICA DE SABONETE CONTENDO ÓLEO ESSENCIAL DE MELALEUCA
ALTERNIFOLIA E O IMPACTO NA HIGIENE DAS MÃOS.
1,2
2
1
Autores:
Juliana Gnatta , Eliane Dornellas , Regiane Machado , Maria Júlia Silva
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
HU-USP - Hospital Universitário da Universidade de São Paulo - Avenida Prof. Lineu Prestes, 2.565, Cidade
2
Universitária, São Paulo (SP), EEUSP - Escola de Enfermagem da USP – Avenida Dr. Eneas de Carvalho
Aguiar, 490, Cerqueira Cesar, São Paulo (SP).
Introdução: Os efeitos antimicrobianos de óleos essenciais têm sido relatados na literatura científica, sobretudo
referentes ao óleo essencial de Melaleuca alternifolia, também denominado óleo essencial de Tea Tree. Tal óleo
essencial apresenta propriedades antissépticas e pode representar uma alternativa de um produto natural para
higienização das mãos, o qual contribuiria para a prevenção de disseminação de infecções, em unidades de
assistência à saúde que atualmente utilizam predominantemente produtos à base de triclosan e clorexidina
como, por exemplo, Centro Cirúrgicos, Recuperações Pós-anestésicas e outras áreas assistenciais. Objetivo:
Verificar os conhecimentos de profissionais de saúde sobre Aromaterapia e sobre o uso do óleo essencial de Tea
Tree, caracterizar as percepções de profissionais de saúde ao utilizar um sabonete contendo este óleo e
compará-lo aos demais sabonetes usados na prática assistencial (com triclosan ou clorexidina), além de verificar
se a adição de um componente natural, como um óleo essencial, a um sabonete é uma estratégia possível para
aumentar a adesão dos profissionais à prática de higienização das mãos. Método: Foram realizadas entrevistas
semiestruturadas, individuais, com 30 profissionais de saúde, dentre eles profissionais assistenciais e gerenciais
de Centro Cirúrgico, Central de Material, Controle de Infecção, Educação Continuada, Enfermeiros e Técnicos de
Enfermagem Assistenciais de unidades críticas e não-críticas, pesquisadores e aromaterapeutas, cujos
depoimentos foram analisados segundo a metodologia do Discurso do Sujeito Coletivo. Resultado: A partir das
expressões-chave nos depoimentos foram identificadas 30 ideais centrais, produzindo 30 discursos. A maior
parte dos profissionais tinha algum conhecimento sobre Aromaterapia, mas menos da metade conhecia as
propriedades do óleo essencial de Tea Tree. Profissionais mais jovens e menos experientes acharam o aroma do
Tea Tree agradável ou forte, mas não desagradável. Profissionais mais experientes e com mais idade o
associaram ao aroma de pinho e sugeriram que o aroma pode ser incômodo para alérgicos. As principais
diferenças observadas entre o sabonete com Tea Tree e os demais sabonetes foram textura mais agradável,
presença do aroma e a menor agressividade à pele. A não agressão à pele foi considerada pelos participantes
como o grande diferencial do sabonete contendo óleo, sobrepondo-se, inclusive, ao fator aroma, e que poderia
contribuir para aumentar a adesão à higienização das mãos. Conclusão: O não ressecamento da pele por
produtos para higienização das mãos é fundamental para aumentar a adesão dos profissionais a essa prática de
controle e prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde e a presença do aroma natural no
sabonete pode ou não ser um fator de estímulo. Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
(Processo nº 2013/23008-7).
Palavras-chaves: Óleo de melaleuca; Clorexidina; Triclosan; Controle de infecções; Terapias complementares.
[38]
14 - ACIDENTE DE TRABALHO COM MATERIAL PERFUROCORTANTE: PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS
DE ENFERMAGEM QUE ATUAM EM CENTRO CIRÚRGICO.
1
Autores:
Vanessa Suelen Rodrigues dos Santos , Patricia Treviso
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
IPA - Centro Universitário Metodista - Rua Dona Leonor, 340, Rio Branco, Porto Alegre (RS).
Introdução: A sobrecarga de trabalho, o estresse, a deficiência de medidas preventivas e o descarte inadequado
de materiais perfurocortantes são fatores recorrentes em unidades de centro cirúrgico e que comprometem a
segurança e saúde do trabalhador de enfermagem, expondo-o ao risco de acidente com este tipo de material.
Acidentes de trabalho com resíduo biológico são comuns em centro cirúrgico, pela manipulação direta pelos
profissionais com materiais que são cortantes como lâmina de bisturi e/ou perfurantes como agulhas de sutura.
Objetivo: Descrever a percepção dos acadêmicos de enfermagem, que atuam como técnicos de enfermagem
em centro cirúrgico, sobre acidentes com material perfurocortante. Método: Estudo de abordagem qualitativa,
exploratória, descritiva, realizado em uma Instituição de Ensino Superior Privada (IES) de Porto Alegre/RS.
Participaram do estudo discentes do curso de Graduação em Enfermagem que atuam como técnicos em centro
cirúrgico, em diferentes hospitais. A amostra foi constituída de forma não probabilística, todos os alunos do
curso de graduação em Enfermagem que trabalham em centro cirúrgico foram convidados a participar do
estudo. Os dados foram coletados pela pesquisadora auxiliar por meio de entrevista semiestruturada, gravada
em áudio, tendo sido utilizado roteiro composto por 10 perguntas abertas, além de questões relativas ao perfil
da amostra. Os dados foram coletados durante o mês de abril de 2015. As entrevistas foram posteriormente
transcritas e os dados analisados sob a ótica de conteúdo de Bardin (2011). O projeto de pesquisa foi submetido
e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição de ensino e seguiu a Resolução 466/12 do Conselho
Nacional de Saúde. Resultado: Fizeram parte do estudo 15 participantes, a idade variou de 23 a 41 anos, a
maioria (14) dos participantes eram do sexo feminino, nove participantes eram casados e seis solteiros, a
maioria (11) dos participantes não tem filhos. A análise dos dados possibilitou identificar conteúdos a partir dos
quais elencaram-se cinco categorias: Principais fatores que predispõe a ocorrência de acintes com material
perfurocortante em centro cirúrgico; Acidentes com material perfurocortante no centro cirúrgico; Conduta do
profissional após a ocorrência de acidente com material perfurocortante; Impacto do acidente para o
profissional; Estratégias para prevenir acidentes com material perfurocortante. Conclusão: Na percepção dos
acadêmicos de enfermagem, que participaram do estudo, a equipe de enfermagem em geral está exposta a
vários riscos, sendo significativa a exposição à acidentes de trabalho com material perfurocortante,
principalmente em ambiente de centro cirúrgico, devido a vários fatores como o manuseio frequente com este
tipo de material, a intensa e dinâmica atividade de trabalho em centro cirúrgico, estresse, desgaste psicológico,
sobrecarga de trabalho, entre outros. Muitas situações de acidentes não são devidamente registradas,
impactando na veracidade dos dados coletados e divulgados através dos indicadores institucionais. O estudo
permitiu evidenciar a importância da atuação do enfermeiro no centro cirúrgico atuando junto à equipe no
estabelecimento de medidas de prevenção de acidentes, atividades de educação permanente, análise e
discussão de casos ocorridos de forma educativa e construtiva. Faz-se necessário pensar na qualidade do
trabalho realizado e na segurança dos trabalhadores que atuam em centro cirúrgico.
Palavras-chaves: Riscos ocupacionais; Acidentes de trabalho; Equipe de enfermagem; Estudantes de
enfermagem.
[39]
15 - ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA: INFLUÊNCIA NA QUALIDADE
DE VIDA.
1
1
1
Autores:
Karina Venturi Manoel , Priscila Matheus , Rachel Carvalho
Instituição:
1
FICSAE - Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein - Avenida Prof. Francisco Morato, 4.293,
Butantã, São Paulo (SP).
E-mail:
[email protected]
Introdução: A obesidade mórbida é reconhecida como condição grave, em consequência de piora da qualidade
de vida, além de apresentar um risco maior para o surgimento de doenças, como diabetes mellitus tipo II,
dislipidemia, resistência à insulina e outras comorbidades. O tratamento cirúrgico tem possibilitado aos obesos
mudanças nos hábitos de vida e uma melhora nas comorbidades e na qualidade de vida. Objetivo: Mensurar e
comparar os índices de melhora da qualidade de vida do paciente submetido à cirurgia bariátrica, antes do
procedimento e seis meses decorridos da cirurgia. Método: Pesquisa de campo, de caráter documental e
exploratório, com análise quantitativa dos dados. Os dados foram coletados após aprovação do Comitê de Ética
em Pesquisa (CEP) da instituição sede do estudo (CAAE 26194113.5.0000.0071). A coleta ocorreu no Centro de
Cirurgia da Obesidade Einstein (CCOE), em maio e junho de 2014, a partir da análise dos questionários
respondidos por pacientes submetidos à cirurgia bariátrica no período de 01 de janeiro de 2013 a 31 de abril de
2014, utilizando-se instrumento próprio para caracterização da amostra, onde foi avaliada a qualidade de vida
por meio da escala EuroQol (EQ-5D) e da Visual Analogue Scale (VAS). Tais informações também foram obtidas
após seis meses da cirurgia. Resultados e discussão: Dos 64 pacientes que compuseram a amostra, houve o
predomínio do sexo feminino (39 ou 60,9%). A técnica cirúrgica mais realizada foi a Gastrectomia Vertical (45 ou
70,3%). A metade dos pacientes do estudo (32 ou 50,0%) apresentava Índice de Massa Corporal (IMC) entre 35 a
39,9 kg/m2 antes da cirurgia, e após, os índices de IMC foram entre 25 a 29,9kg/m2, em 30 pacientes (46,9%).
Na avaliação de qualidade de vida antes da cirurgia, obteve-se que, em relação à mobilidade 16 (29,6%)
afirmaram terem alguns problemas; no domínio autocuidado, 10 (15,6%) referiram alguns problemas; em
atividades usuais, 17 (26,6%) alguns problemas. Em relação à dor/desconforto, 36 (56,3%) afirmaram apresentar
alguns problemas e em ansiedade/depressão, 34 (53,1%) afirmaram alguns problemas. Após o tratamento
cirúrgico, no quesito mobilidade, 62 (96,9%) responderam não ter problemas e em autocuidado e atividades
usuais, todos os pacientes afirmaram não ter problemas. Quanto à dor/desconforto, 60 (93,8%) escolheram a
opção sem problemas, e na dimensão ansiedade/depressão, 61 (95,3%) não apresentaram problemas. A análise
estatística mostrou haver correlação significante dos escores de qualidade de vida, segundo a Visual Analogue
Scale (VAS) e o Índice Total da Escala Euro Qol (TTO), indicando que o tratamento cirúrgico determinou melhora
significativa na qualidade de vida dos pacientes. Após seis meses da realização da cirurgia, os pacientes
graduaram seu grau de satisfação por meio de uma escala analógica, onde 51 (79,7%) referiram escore 10 de
satisfação. Conclusão: Os resultados deste trabalho são consistentes com outros estudos publicados sobre
qualidade de vida após a perda de peso. Para as pessoas consideradas obesas, o tratamento cirúrgico, embora
seja mais agressivo, em conjunto com a assistência de uma equipe multiprofissional especializada, gera bons
resultados, como melhoria ou cura das comorbidades associadas ao excesso de peso e melhora da qualidade de
vida.
Palavras-chaves: Obesidade mórbida; Gastroplastia; Cirurgia bariátrica; Diabete melittus tipo II.
[40]
16 - ANÁLISE DA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA DE AMPUTAÇÃO
DE MEMBROS.
1
1
1
1
Autores:
Edineide Nunes Silva , Amanilza Costa Sousa , Renata Lívia S. Fonsêca Moreira , Geane Silva Oliveira ,
1
Eclivaneide Caldas de Abreu Carolino
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
FSM - Faculdade Santa Maria Br. 230, km 504, Cajazeiras (PB).
Introdução: A cirurgia de amputação consiste na retirada parcial ou total de algum membro, sendo considerado
um processo reconstrutivo de uma extremidade sem função ou com função limitada. Sua etiologia relaciona-se
a processos vasculares, neuropáticos, traumáticos, tumorais, infecciosos, congênitos, além de outros fatores
extrínsecos a exemplo do crescente número de acidentes automobilísticos ou ainda relacionado à falha na
execução de procedimentos e/ou orientação por parte dos profissionais de saúde, tornando-se um importante
problema de saúde pública devido a sua grande frequência. Indivíduos amputados sofrem várias alterações
físicas, psicológicas, dentre outras, interferindo diretamente na sua qualidade de vida. Objetivo: Analisar a
qualidade de vida de pacientes submetidos a amputação de membros; traçar o perfil sócio demográfico de
pacientes submetidos à amputação de membros; investigar o nível e as causas de amputação. Método: Trata-se
de um estudo de campo, exploratório descritivo com abordagem quantitativa, realizado com a população de 40
pacientes, onde a amostra foi composta por 16 pacientes que se submeteram à cirurgia de amputação de
membros no período de janeiro a outubro de 2014 em um município do alto sertão paraibano. O instrumento
de coleta foi composto por um questionário adaptado a partir do WHOQOL-Bref, os dados foram analisados
mediante a estatística descritiva simples. O estudo respeitou os princípios da Resolução 466/12 e foi aprovado
pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob parecer ético nº 895.496. Resultado: Observou-se prevalência de
amputações em pacientes do sexo masculino com 81%, em relação ao estado civil 56% são casados, em relação
a escolaridade somente 6% possui ensino superior incompleto, 69% vivem com renda inferior a um salário
mínimo, e 19% não possui filhos. No tocante ao nível de amputação 71% dos entrevistados relatou possui
membros inferiores amputados, a principal causa identificadas entre os participantes do estudo foi o Diabetes
Mellitus com 44%, seguida de doenças vasculares com 25%. Quando questionados a acerca de sua qualidade de
vida, observou-se que nenhum dos entrevistados a considera como ruim ou muito ruim, em relação a saúde
apenas 12% mostrou-se insatisfeitos. Contudo, observou-se disparidades entre algumas variáveis estudadas, o
que pode ser observado quando apenas 6% afirmou aproveitar a vida bastante, enquanto que 25% e 37%
disseram respectivamente não aproveitá-la em nada ou muito pouco, sendo este achado de certa forma
negativo para a vida dos participantes do estudo. Conclusão: Avaliar a qualidade de vida de pacientes
amputados é de certo modo desafiador. Contudo, neste estudo ficou claro que os participantes encontram-se
mais satisfeitos do que insatisfeitos em relação a alguns domínios estudados, apesar de algumas contradições
identificadas a partir de alguma respostas. Faz-se necessário a realização de mais pesquisas para o
aperfeiçoamento da temática, assim como, é preciso também lançar um olhar mais apurado acerca desta
realidade, no sentido de compreender a percepção dessa população em relação a sua qualidade de vida,
identificando, priorizando e implementando políticas e ações que favoreçam a sua melhoria.
Palavras-chaves: Amputação; Impacto da doença na qualidade de vida; Qualidade de vida.
[41]
17 - ANÁLISE DA ROTATIVIDADE DO ENFERMEIRO NO BLOCO OPERATÓRIO.
1
Autores:
Veronica Cecilia Calbo de Medeiros , Solange Castro Dourado
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1
FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas - Rua Vergueiro, 135, Liberdade, São Paulo (SP).
Introdução: Hoje a necessidade de provimento de recursos para alcançar serviços de qualidade na área
hospitalar ocupa um dos fatores imprescindíveis no mercado de trabalho, onde reter bons profissionais é tão
importante quanto conquistar clientes. Na esfera internacional, na tendência do mercado de trabalho para o
futuro é previsto um maior desligamento de enfermeiros que admissões, onde a rotatividade é um evento que
gera custos adicionais a instituições causando impacto na qualidade da assistência prestada pela enfermagem.
No Brasil o tema ainda é pouco estudado, conhecer as causas de satisfação do enfermeiro no trabalho são
razões pelas quais as organizações de saúde precisam ter conhecimento, afim de, compreender o porquê estes
profissionais abandonam o seu trabalho, associando a retenção com a satisfação pessoal/profissional. Objetivo:
Identificar os fatores relacionados à rotatividade do enfermeiro no bloco operatório. Método: Trata-se de uma
revisão da literatura realizada por meio de levantamento de artigos científicos, publicados no período de 2005 a
2015. Realizada nas bases de dados: LILACS, MedLine e SciELO. Resultado: Ao investigar o turnover dos
enfermeiros nas instituições foi constatado que as causas que influenciam na saída deste profissional são
multifatoriais, como: o contexto econômico do país quanto à oportunidade de emprego; a oferta e procura de
recursos humanos no mercado; a política salarial e de benefícios da empresa; as condições físicas e ambientais,
cultural e organizacional; envolvimento nas tomadas de decisões; grau de flexibilidade das políticas das
empresas, satisfação no trabalho e estresse. As consequências de um fluxo elevado de entrada e saída dos
enfermeiros promovem uma baixa qualidade dos serviços prestados e nos custos com o pessoal, uma vez que é
necessário investir em recrutamento, seleção, contratação e treinamento deste novo profissional. Em estudo
realizado com enfermeiros atuantes no BO referente à satisfação profissional, observou-se que entre os fatores
positivos que contribuem para uma maior satisfação profissional estão: “Boa equipe e bom ambiente
organizacional” (35%); “Reconhecimento do desempenho profissional” (20%); “Gosta da profissão/realização
profissional” (18%) e “Gostar da área do BO” (17). Por outro lado, relacionado ao fator negativo que contribuem
para uma menor satisfação profissional destaca-se: “Baixa remuneração” (56%); “Falta e progressão na carreira”
(27%) e “Falta de respeito pela profissão” (23%). Concluindo que a satisfação profissional do enfermeiro no BO
relacionados à “Reconhecimento”, “Colegas” e “Trabalho”, contribuem significativamente para explicar uma
menor rotatividade ou abandono da profissão ou do trabalho. Conclusão: Através do estudo podemos
considerar que o principal fator que leva um funcionário a deixar uma organização é seu nível de insatisfação
com a função que desempenha ou tipo de empresa em que trabalha. Ainda nos dias atuais a rotatividade é uma
questão importante a ser estudada, visto como um fator de impacto negativo tanto para a instituição como para
o grupo de trabalho, comprometendo diretamente a qualidade do serviço e elevando custos relativos à
reposição de novos profissionais. São necessários esforços futuros para a motivação dos profissionais, fator
importante relacionado à rotatividade, e quantificação dos custos desta de modo que, o valor econômico pode
promover nas instituições um novo olhar para retenção destes profissionais.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Indicadores de gestão; Recursos humanos.
[42]
18 - ANÁLISE DA TAXA DE EFETIVIDADE DO PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA DURANTE FASE DE
IMPLANTAÇÃO DO CHECKLIST CIRÚRGICO.
Autores:
Instituição:
E-mail:
1
1
1
Shirley dos Santos , Gina Vilas Boas Lima Tarcitano , Patrícia da Silva Batista , Elizabeth Akemi Nishio
1,
1
HGG - Hospital Geral de Guarulhos - Alameda dos Lírios, 300, Parque CECAP, Guarulhos (SP).
[email protected]
Introdução: A comunicação na sala cirúrgica continua insuficiente e é uma característica importante a ser
melhorada. Em 2004, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a Aliança Mundial para Segurança do
Paciente, a fim de facilitar o desenvolvimento de uma política para melhorar a segurança do paciente e a
qualidade dos serviços de saúde. Em 2008, a área escolhida foi a segurança da assistência cirúrgica. Uma lista de
Verificação de Segurança Cirúrgica (Checklist) foi proposta para ser empregado em qualquer hospital, por ser de
baixo custo e comprovadamente reduzir as taxas de mortalidade e complicações, o número de erros por falha
de comunicação da equipe, além de aumentar a adesão à antibioticoprofilaxia e marcação da lateralidade.
Trata-se de um instrumento de comunicação em três momentos do intra operatório (Antes da indução
anestésica, antes da incisão cirúrgica e antes do paciente sair da sala operatória) no qual a equipe
multiprofissional envolvida no procedimento cirúrgico confirma em forma de checklist, todo processo que
envolve segurança cirúrgica. Objetivo: Analisar a taxa de efetividade do checklist cirúrgico durante implantação
do protocolo de cirurgia segura. Método: Trata-se de um relato de experiência, realizado em um hospital de
grande porte no Município de Guarulhos que contempla 08 salas cirúrgicas. As cirurgias eletivas ocorrem de
segunda a sexta feira, em salas divididas por especialidade de acordo com as definições da enfermeira
responsável. O estudo teve início em fevereiro de 2015, onde implantamos o checklist cirúrgico na versão
canadense com Score que pontua cada passo de checagem, no final das conferências, o circulante de sala
calcula a taxa de efetividade do protocolo. Resultado: Após implantação do checklist com score, foram
analisados 100 primeiros impressos de cirurgias eletivas e evidenciamos que 60 desses tinham taxa de
efetividade acima de 70%, considerada pausa aceitável internacionalmente. Conclusão: Com a implantação da
ferramenta de checklist cirúrgico, conseguimos evidenciar os pontos frágeis e fortes relacionados à segurança
cirúrgica, conjuntamente implantar o protocolo de lateralidade e verificar adesão ao protocolo de
antibioticoprofixia cirúrgica que atingiu 99% de profilaxia relacionada em tempo adequado. Esses fatores
garantem um desfecho de qualidade aos pacientes cirúrgicos.
Palavras-chaves: Segurança cirúrgica; Antibioticoprofilaxia; Comunicação, Lateralidade.
[43]
19 - ANÁLISE DOS RISCOS NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE CIRÚRGICO.
Autores:
Instituição:
E-mail:
1
1
1
1
Thais Galoppini Felix Borro , Débora Alonso Leite , Carla Bezerra , Marina Paula Bertho Hutter , Paola Bruno
1,
de Araujo Andreol
1
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Enstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
[email protected]
Introdução: O Centro Cirúrgico é considerado um sistema complexo, onde se presta assistência especializada,
com alto grau de risco ao cliente, além de apresentar riscos não evitáveis, relacionados ao próprio
procedimento anestésico-cirúrgico, com alto grau de tensão ao paciente e a própria equipe cirúrgica. Identificar
os riscos e estabelecer ações é fundamental para que eventos não atinjam os pacientes cirúrgicos, atuando de
forma preventiva, aumentando a segurança dos pacientes. Objetivo: Mapear, identificar e avaliar os riscos
assistências do Centro Cirúrgico de um Hospital de Grande Porte. Método: Metodologia: Foi utilizada a
metodologia Lean Six Sigma baseada no DMAIC (Definição, Mensuração, Análise, Melhorias e Controle). Foram
realizadas reuniões estruturadas com o time do centro cirúrgico, para mapeamento dos processos e
identificação dos riscos, contemplando os procedimentos cirúrgicos de maior volume e complexidade. A
ferramenta What-If foi utilizada para identificar os riscos no processo. Todos os riscos foram classificados de
acordo com a frequência, severidade e barreiras existentes. Resultado: No mapeamento do processo, pudemos
verificar que ele é constituído de três fases, com 31 etapas. A primeira corresponde ao agendamento e ao
preparo da sala cirúrgica, a segunda quando o paciente entra em sala e a cirurgia efetivamente ocorre e, a
terceira etapa sendo a recuperação anestésica e transferência do paciente para o destino final. No total foram
identificados 188 riscos, e todas as causas e consequências foram listadas. 40% dos riscos já haviam sido
identificados em análises de eventos adversos graves, e foram eleitos 18 riscos para atuação imediata, de
acordo com score mensurado pela ferramenta utilizada. Os 18 riscos estavam relacionados principalmente
seguintes processos: dispensação e administração de medicamentos, avaliação do paciente, preparação para a
cirurgia, coleta e resultado de exames de sangue, acionamento de códigos de emergência e especialistas,
localização do anestesista responsável e cuidado de emergência na RPA pelo médico que não assistiu a paciente
durante a cirurgia. Conclusão: O mapeamento de riscos de forma pró ativa é fundamental para a equipe ter um
profundo conhecimento dos riscos associados a procedimentos complexos, bem como o modelo de cuidado a
ser realizado. Capacita e empodera os profissionais e reduz a probabilidade de eventos adversos acontecerem,
com a otimização e implementação de barreiras de segurança. As barreiras de segurança garantem a segurança
do paciente e qualidade no cuidado.
Palavras-chaves: Segurança do paciente; Centro cirúrgico; Análise de risco.
[44]
20 - ANÁLISE E VERIFICAÇÃO DA MANUTENÇÃO DA ESTERILIDADE DOS INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS
EXPOSTOS EM SALA OPERATÓRIA.
Autores:
Instituição:
E-mail:
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Mara Lucia Leite Ribeiro , Patricia Antônia de Camargo Peres , Nathalia Teixeira Nunes , André de Almeida
1
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Barini , Flavia de Oliveira e Silva Martins
1
HCOR - Hospital do Coração - Rua Desembargador Eliseu Gabriel, 123, Paraiso, São Paulo (SP).
[email protected]
Introdução: Cirurgia segura é o resultado da manutenção eficiente das ações técnicas no centro cirúrgico e da
interação entre profissionais e áreas que o integram com o propósito de uma assistência livre de riscos. Segundo
a Organização Mundial de Saúde (OMS) as infecções pós operatórias representam uma grande proporção das
mortes e injúrias médicas, valor este estimado em 0,5 % no mundo. Estudos demonstram que a origem das
infecções é endógena e, entre alguns fatores, estão relacionados a lavagem das mãos da equipe cirúrgica e os
materiais médico-hospitalares, os quais devem ser controlados desde a limpeza até a abertura das caixas em
sala operatória. Essa etapa é realizada pelo circulante de sala antecedendo o início do procedimento operatório.
Objetivo: O objetivo da pesquisa foi verificar que a abertura dos instrumentais estéreis pela equipe de
enfermagem e sua exposição dentro da sala cirúrgica antecedendo o procedimento não interfere na
manutenção da esterilidade por um período de tempo estabelecido. Método: Trata-se de uma pesquisa
descritiva, do tipo relato de experiência, desenvolvida no centro cirúrgico de um hospital de grande porte
especializado em cardiologia, localizado em São Paulo, em novembro de 2014. Para tanto, foi selecionada uma
caixa cirúrgica contendo 125 instrumentais utilizados na cirurgia cardíaca que foram dispostos sobre uma mesa
com técnica estéril. Verificamos a cada 01 hora, por um período de 06 horas, amostras das quatro lateralidades
da mesa fazendo o esfregaço nos instrumentais mais distais, dispostos da seguinte forma: lateral direita –
espátula; lateral esquerda – cortador de fio; frente – kelly reto; fundo da mesa - backaus. Após a sexta hora foi
selecionado o centro da mesa e a lateral esquerda pela proximidade com a porta da sala, até completar 12
horas. Para avaliação utilizou-se o sistema de monitoramento de contaminação de proteína residual,
estabelecendo como resultado esperado o valor zero. Resultado: Em todos os swab testes realizados ao longo
das 12 horas, não houve resultados diferentes de zero (0). Conclusão: O presente estudo comprovou a
manutenção da esterilidade em sala operatória pelo período prolongado de 12 horas evidenciando que o risco
de infecção de sítio cirúrgico não está ligado a abertura do material bem como sua exposição a partir do
momento que sigam os protocolos de técnicas assépticas.
Palavras-chaves: Controle de infecção; Instrumental estéril, Sala cirúrgica.
[45]
21 - ANTISSEPSIA CIRÚRGICA DAS MÃOS: USO DAS PREPARAÇÕES ALCÓOLICAS EM DETRIMENTO
DAS DEGERMANTES.
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Autores:
Taynah Neri Correia Campos , Quenia Camille Soares Martins
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HUAB - Hospital Universitário Ana Bezerra - Praça Tequinha Farias, 13, Centro, Santa Cruz (RN).
Introdução: A antissepsia cirúrgica das mãos tem sido recomendada desde o século XIX como uma medida para
reduzir infecções resultantes de uma cirurgia. Tradicionalmente o uso da escovação de mãos e punhos
combinada a utilização de antissépticos configuram a técnica de escolha para antissepsia cirúrgica das mãos na
maioria dos hospitais brasileiros. Apesar de movimentos na Europa e nos Estados Unidos e das recomendações
da OMS e do CDC, o uso de preparações alcoólicas para antissepsia cirúrgica das mãos no Brasil até hoje não é
uma prática difundida. Objetivo: Identificar por meio de revisão integrativa de literatura, as evidencias
científicas que abordem os pontos positivos e negativos das principais técnicas de preparo cirúrgico das mãos
Método: Revisão integrativa da literatura com base na questão norteadora: Quais os pontos positivos e
negativos das principais técnicas de preparo cirúrgico das mãos? Para delineamento da pesquisa foram
selecionados artigos publicados nos últimos 5 anos nas bases eletrônicas de dados LILACS/SciELO,
MedLine/PubMed e Cochrane Library, empregando-se os descritores “desinfecção das mãos”, “higiene das
mãos”, “centro cirúrgico”, “antissepsia”, “controle de infecções” na base LILACs/SCIELO e seus correspondentes
em língua inglesa “hand desinfection”, “Hand Hygiene “, “Surgicenters”, “Antisepsis” e “infection control” nas
demais bases pesquisadas. Foram selecionados artigos nos idiomas, português, inglês ou espanhol que
atendessem a questão norteadora. As consultas as bases de dados foram feitas nos meses de abril e maio de
2015. Cinco etapas conduziram esta revisão integrativa: 1. identificação do problema; 2. busca na literatura; 3.
avaliação dos dados; 4. análise dos dados; e 5. apresentação dos resultados. Resultado: Dos 14 trabalhos
selecionados por meio de assunto e resumo estavam disponíveis na LILACS/SciELO (7 artigos), MedLine/PubMed
(3 artigos) e Cochrane Library (1 artigo). Com 40% das publicações decorrentes dos anos de 2010/2011, 40% dos
anos de 2012/2013 e 20% dos anos de 2014/2015. Vale mencionar que 60% dos estudos constituíram-se de
revisões sistemáticas da literatura (de ensaios clínicos randomizados ou não), e 40% de estudos prospectivos
observacionais, além de uma análise de custo-efetividade. A grande maioria dos estudos avaliou a redução
microbiana das diferentes preparações cirúrgicas de mãos, seguido de revisões sistemáticas destes estudos ou
ainda de guidlines e normas clínicas. Aspectos como custo, acesso e aderência da equipe também foram
avaliados em diversos estudos. Conclusão: Parece haver uma necessidade de mais estudos clínicos, com melhor
potencial de geração de evidências sobre a temática em questão, porém, as revisões sistemáticas apontam para
a segurança das preparações alcoólicas para antissepsia cirúrgica das mãos por reduzir significamente a
contagem microbiana, além de diversas vantagens, como melhora na adesão devido ao menor tempo de
preparação (1 minuto vs. 3 minutos para degermação com clorexidina) e ao menor efeito irritante na pele,
sendo apontada ainda como uma técnica mais custo-efetiva que as demais. Assim como os estudos
observacionais apontam para soluções alcoólicas como sendo mais eficazes que as convencionais, por possuir
efeito bactericida mais rápido. Deste modo, apesar da necessidade de mais evidências, é possível observar que
o preparo de mãos com soluções alcóolicas tem excelente potencial para incorporação na prática clínica.
Palavras-chaves: Desinfecção das mãos; Centro cirúrgico; Controle de infecções; Antissepsia.
[46]
22 - APLICAÇÃO DA METODOLOGIA LEAN NO PROCESSO DE TRABALHO NA CENTRAL DE
MATERIAIS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.
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1
1
Autores:
Simone Plaza Carillo , Hellen Maria de Lima Graf Fernandes , Ariane Silveira Rodrigues , Luciano Motta ,
1
Ana Luiza Ferreira Meres
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
Celso Pierro - Hospital PUC Campinas - Avenida John Boyd Dunlop, s/n, Jardim Londres, Campinas (SP).
Introdução: Nos Centros de Material e Esterilização (CMEs) são realizados diferentes processos para o
fornecimento seguro de materiais esterilizados ou desinfetados necessários para a prática assistencial, cuja
principal característica é a prestação de serviços aos diversos setores do complexo hospitalar. Como
conhecedor das ciências biológicas e gerente das atividades assistenciais, o profissional enfermeiro exerce
um papel fundamental, tanto na determinação do material necessário para prestação de serviços, quanto no
aspecto técnico, quantitativo e qualitativo, no controle e na avaliação. O objetivo do gerenciamento dos
materiais na área da saúde consiste em disponibilizar recursos necessários ao processo produtivo com
qualidade, em quantidades adequadas, no tempo correto e ao menor custo(1). Como referência dessa linha,
temos o sistema Toyota de produção, criado no Japão, também conhecido como Lean Manufacturing, que
surgiu logo após a Segunda Guerra mundial na fábrica da empresa automobilística Toyota. A Metodologia
Lean é uma estratégia de negócios que busca aumentar a satisfação do cliente através de um melhor
aproveitamento dos recursos (2). Frente ao exposto, incorporamos essa metodologia no processo de gestão
de instrumentais da central de materiais de um hospital universitário. Objetivo: Descrever um relato de
experiência na adoção da metodologia lean no CME com as principais primícias: • Redução de custos
advindos do reprocessamento dos materiais • Otimização dos instrumentais e aumento do arsenal
• Diminuição do tempo do reprocessamento • Evitar desperdícios e subutilização. Método: Relato de
experiência desenvolvido em uma Central de Materiais e Esterilização de um Hospital Universitário do
interior do estado de São Paulo. O projeto começou a vigorar em agosto de 2014 com as caixas da
especialidade de ginecologia e obstetrícia, seguidos por cirurgia geral, cardíaca, neurocirurgia e cabeça e
pescoço. Inicialmente fizemos uma análise dos itens constantes em cada caixa cirúrgica, retirando as pinças
raramente utilizadas, deixando apenas os itens que apresentam rotatividade. Como medida de precaução as
peças retiradas foram embaladas individualmente e guardadas com a identificação da respectiva caixa pelo
período de um mês, para validação do processo pelo cirurgião. Resultado: Até a data atual (maio de 2015),
abrangendo cinco especialidades cirúrgicas, obtivemos uma redução de 710 pinças no total do nosso arsenal.
Além disso, com os materiais retirados montamos mais quatro caixas cirúrgicas e vários itens avulsos que
mostravam-se até então insuficientes para atender a demanda do serviço. Conclusão: Tal metodologia
trouxe vários impactos positivos, entre eles a redução de custos com o reprocessamento, já que os
desperdícios foram minimizados, através da utilização de menor quantidade de insumos para lavagem. Além
disso o tempo de reprocessamento reduziu, impactando positivamente na rotatividade cirúrgica. Atualmente
também contamos com um arsenal mais completo e diversificado, atendendo às necessidades das equipes
com adequado número de caixas específicas e revisadas. Nota-se, com as evidências observadas, que com a
aplicação da Metodologia Lean passamos a ter maior qualidade no atendimento, através de uma efetiva
gestão de instrumentais, com a utilização de menos recursos, mostrando como podemos obter sucesso com
a aplicação da “produção enxuta” na área da enfermagem.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro de material esterilizado; Metodologia lean.
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23 - APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO INDICADOR DE AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO DE ARTIGOS
PARA SAÚDE.
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Autores:
Expedita Rodrigues Ferreira , Andrea Alfaya Acuña , Karine Moretti Monte , Regina Matiko Sato , Luciana
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Hatsue Murata de Almeida
Instituição:
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E-mail:
[email protected]
SBSHSL - Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês - Rua Dona Adma Jafet, 91, Bela Vista,
São Paulo (SP).
Introdução: O reprocessamento de artigos para saúde é uma prática rotineira no Centro de Material e
Esterilização (CME) dos serviços de saúde em todo o mundo. Constitui-se num processo que objetiva garantir a
segurança da reutilização de um artigo para saúde, por meio de uma sequência de etapas de atividades de
limpeza, teste de integridade e de funcionalidade, desinfecção ou esterilização e controles de qualidade. Essas
atividades, apesar de fazerem parte do cotidiano de um CME, são de extrema complexidade e importância,
requerem capacidade operativa para a implementação das ações, além da expertise necessária dos profissionais
envolvidos. Indicadores de qualidade são medidas objetivas e definidas daqulio que se pretende conhecer,
permitindo, por meio de seus resultados evidenciar problemas e propor soluções para que os mesmos não
reapareçam. Constitui um instrumento gerencial de mensuração, sem o qual é impossível a avaliação criteriosa
de qualidade ou produtividade. Neste novo milênio, as organizações têm passado por transformações para se
adequarem às demandas do mercado. A tendência para ela é o aumento da concorrência, estimulada pela
globalização e pela competitividade voltada à qualidade. Nesse sentido o consumidor quer, cada vez mais, uma
gama diversificada de produtos e de serviços com qualidade. Objetivo: Aplicação de um indicador para
avaliação do processamento de artigos para saúde. Método: Estudo do tipo transversal realizado no CME de um
hospital privado do Estado de São Paulo. Utilizamos o indicador validado pela Professora Kazuko Uchikawa et al.
que dividiu o indicador em 8 componentes com itens específicos em cada um deles. Resultado: Validar
indicadores conduz o enfermeiro a encontrar respostas para diversas questões gerenciais, assistenciais,
econômicas e legais, mostrando resultados em relação ao atendimento prestado, e a implementar ações de
melhoria, baseadas em elevados padrões de qualidade. Conclusão: Após a aplicação do indicador de avaliação
do processamento de artigos para saúde, dos 79 itens da composição, apenas 3 itens não são aplicáveis ao
estudo.
Palavras-chaves: Avaliação em saúde; Controle de infecção; Reprocessamento de artigos para saúde.
[48]
24 - APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPES JUNTO A DISCIPLINA DE ENFERMAGEM EM CENTRO
CIRÚRGICO: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA.
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Autores:
Marla Andréia Garcia de Avila , Suzimar Benato Fusco , Silvia Maria Campos , Rubia de Aguiar Alencar
Instituição:
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E-mail:
[email protected]
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FMB - UNESP - Faculdade de Medicina de Botucatu, Distrito de Rubião Junior, s/n, Botucatu (SP).
Introdução: A aprendizagem baseada em equipes (ABE) do inglês team-based learning (TBL) TBL é uma
estratégia pedagógica embasada em princípios centrais da aprendizagem, com valorização da responsabilidade
individual dos estudantes perante as suas equipes de trabalho e também com um componente motivacional
para o estudo que é a aplicação dos conhecimentos adquiridos na solução de questões relevantes no contexto
da prática profissional. A utilização da estratégia pode contribuir para um para uma aprendizagem mais ativa, já
que os estudantes são responsáveis pelo preparo (estudo) antes da aula. Os alunos também devem colaborar
com os membros de sua equipe para resolver problemas autênticos e tomar decisões em sala de aula a deste
modo o método desenvolve o trabalho em equipe que é fundamental para a atuação no ambiente cirúrgico.
Objetivo: Descrever a experiência da utilização do ABE na disciplina de enfermagem em Centro Cirúrgico em
uma universidade pública paulista. Método: Trata-se de um relato de experiência da utilização do ABE como
uma das estratégias de ensino junto a disciplina de enfermagem em Centro Cirúrgico em uma universidade
pública no interior paulista. Foram formadas três equipes de dez alunos e seguidas todas as etapas propostas
pelo método: 1. Preparação individual (estudo pré-classe); 2. Avaliação da garantia de preparo de maneira
individual e depois em grupos através de 10 questões de múltipla escolha. 3. Aplicação dos conhecimentos
(conceitos) adquiridos por meio da resolução de situações problema. O ABE foi utilizada para se trabalhar com
os temas: Segurança do paciente cirúrgico, Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória,
Tempos Cirúrgicos e Eletrocirurgia e Anestesiologia. No preparo individual os alunos utilizaram livros de
Enfermagem em Centro Cirúrgico e o Manual da Associação Enfermeiros em Centro Cirúrgico, Recuperação
Anestésica e Centro de Material e Esterilização. Resultado: Os alunos apresentaram um excelente desempenho
individual e em grupo durante a avaliação das atividades, e posteriormente nas avaliações formativas
considerando todo o conteúdo da disciplina. Na realização das atividades práticas, observou-se um
fortalecimento dos grupos. Ao final da disciplina foi solicitado aos estudantes os pontos positivos e negativos da
utilização no ABE na disciplina de enfermagem em Centro Cirúrgico. Todos os estudantes sugeriram manter a
utilização do método para as próximas turmas, e que o processo ensino aprendizado foi motivador, não
apresentando pontos negativos e apenas sugestões para melhorias como maior tempo para a realização do
estudo pré-classe. Conclusão: Considera-se que o ABE é uma metodologia que pode contribuir ao processo de
ensino e aprendizagem no curso de graduação em enfermagem, sobretudo no contexto da enfermagem
perioperatória.
Palavras-chaves: Aprendizagem baseada em equipes; Enfermagem perioperatória; Educação.
[49]
25 - ARTROPLASTIA DO QUADRIL: PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DO SÍTIO CIRÚRGICO.
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Autores:
Bruna Rogeliane Rodrigues Pereira , Isabel Yovana Quispe Mendoza , Braulio Roberto Gonçalves Marinho
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Couto , Flavia Falci Ercole , Vania Regina Goveia
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Avenida Prof Alfredo Balena, 190. Esc. Enfg. Sala 204,
Belo Horizonte (MG),
2
Uni-BH - Centro Universitário de Belo Horizonte - Rua Diamantina, 567, Lagoinha, Belo Horizonte (MG).
Introdução: A infecção do sítio cirúrgico (ISC) representa uma das principais infecções relacionadas à assistência
à saúde, identificadas em pacientes hospitalizados. Entre os fatores de risco associados à ISC destacam-se:
tempo prolongado de cirurgia e internação pré-operatória; falhas na antissepsia cirúrgica das mãos e
paramentação da equipe cirúrgica; ausência de profilaxia antimicrobiana; realização inadequada da tricotomia e
do preparo da pele no sítio de incisão. A artroplastia do quadril (AQ) é um tratamento cirúrgico para problemas
que ocorrem na articulação coxofemoral. A cirurgia tem por objetivo substituir, total ou parcialmente, a
articulação natural fraturada ou doente por uma artificial, que traz benefícios como o alívio da dor e
restabelecimento dos movimentos da articulação. O processo infeccioso em ortopedia é complexo e
compromete a segurança dos pacientes, trazendo prejuízos como: prolonga o tempo de internação; acarreta
intervenções cirúrgicas repetidas com aumento do custo assistencial; provoca a perda definitiva do implante;
causa limitações físicas e uma queda relevante na qualidade de vida, inclusive com a perda do membro
operado. Objetivo: Investigar medidas preventivas de ISC executadas em pacientes submetidos à AQ. Método:
Estudo retrospectivo e descritivo dos procedimentos realizados em um hospital de ensino de maio de 2010 a
junho de 2012. A coleta de dados foi realizada por consulta aos prontuários eletrônicos dos pacientes
submetidos à AQ, tanto para caracterizar a amostra quanto para identificar os registros da execução das
medidas preventivas de ISC. Os dados coletados foram cadastrados no programa estatístico Epi InfoTM, versão
6.0. A análise descritiva foi aplicada utilizando-se frequência simples e medidas de tendência central como
média e mediana. A proporção de aplicação das medidas preventivas de infecção foi calculada por meio de
estimativas pontuais e por intervalos de confiança de 95% (IC 95%). Resultado: Foram realizadas 78 AQ, com
predomínio de idosos e mulheres. O diagnóstico principal foi fratura de colo de fêmur por 82% dos pacientes. A
infecção foi causa de 50% das cirurgias de revisão. A média de internação pré-operatória foi 13,6 dias, e 94,9%
dos pacientes receberam alta. O banho pré-operatório foi realizado por 86% dos participantes, sendo que 11%
utilizaram sabão sem princípio ativo antimicrobiano e 89% aplicaram a clorexidina degermante. Foi possível
identificar que nove pessoas não tomaram banho pré-operatório e 12 prontuários não continham esta
informação registrada. A tricotomia não foi realizada em 23,1% dos pacientes e em 76,9% dos prontuários esta
informação não estava disponível. Com relação a degermação e antissepsia do campo operatório, foi realizada
em 80,8 e 83,3% respectivamente. A respeito da profilaxia antimicrobiana, foi executada em 97% dos pacientes.
Conclusão: As variáveis investigadas nem sempre estavam registradas no prontuário, constituindo uma
limitação do estudo. As medidas preventivas de ISC, apesar de padronizadas pela instituição, foram executadas
parcialmente pelos profissionais de saúde. Faz-se necessário investir na educação dos profissionais de saúde
para a melhoria da qualidade da assistência prestada, mas também em estudos que identifiquem as causas da
baixa adesão às medidas preventivas de ISC. Este conhecimento poderá auxiliar na definição de novas
abordagens de treinamento visando o melhor cuidado ao paciente cirúrgico ortopédico.
Palavras-chaves: Artroplastia de quadril; Cuidados de enfermagem; Infecção da ferida operatória; Ortopedia.
[50]
26 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PROCEDIMENTO ANESTÉSICO: PROTOCOLO PARA
SEGURANÇA DO PACIENTE.
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Autores:
Cassiane Santana Lemos , Aparecida de Cassia Giani Peniche
Instituição:
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E-mail:
[email protected]
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EEUSP - Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419,
Cerqueira Cesar, São Paulo (SP).
Introdução: O planejamento da anestesia é fundamental para execução da cirurgia, favorecendo a segurança do
paciente. No Brasil, o procedimento anestésico é privativo do anestesiologista, que recebe auxílio da
enfermagem do centro cirúrgico em suas ações, sem uma diretriz para atuação da equipe. Objetivo: Construir
um protocolo de ações que direcione o enfermeiro durante a anestesia; avaliar o conteúdo quanto à clareza dos
itens, pertinência e a abrangência do protocolo construído. Método: Elaboração de um protocolo com 40 itens,
pautado na revisão elaborada integrativa de artigos em português, inglês ou espanhol, publicados entre 1978 e
2014, indexados nas bases Medline/Pubmed, Cinahl, Lilacs, Cochrane; Portal BVS, sobre os cuidados de
enfermagem em sala cirúrgica durante anestesias gerais de pacientes adultos. O protocolo foi construído em
três partes: antes da indução anestésica, indução e reversão da anestesia e avaliado por 5 juízes, através de 4
itens: validade de conteúdo, clareza, pertinência e abrangência. Cada item foi pontuado de 1 a 5 de acordo com
a escala de Likert, sendo: (1) discordo totalmente, (2) discordo, (3) nem concordo/discordo, (4) concordo, (5)
concordo totalmente. Os resultados foram analisados pelo índice de validade de conteúdo (IVC). Resultado:
Após a seleção de 16 artigos, que embasaram a construção do protocolo, o conteúdo foi analisado por 5 juízes,
3 anestesiologistas e 2 enfermeiras de centro cirúrgico. No período “antes da indução anestésica” o IVC variou
de 60 a 100% em validade, 40 a 100% em clareza, 80 a 100% em pertinência e 60 a 80% em abrangência. Os
juízes sugeriram alterações nos itens em teste e uma avaliação da disponibilidade de materiais. No período
“indução anestésica” o IVC variou de 40 a 100% nos itens validade, clareza e abrangência de conteúdo, de 20 a
100% em pertinência. A “indução” foi o período de maior divergência entre os juízes, que consideraram alguns
procedimentos privativos do anestesiologista (avaliação da ventilação, punção venosa, registro de sinais vitais).
No período de “reversão da anestesia” os itens validade e abrangência tiveram IVC de 80 a 100%, de 60 a 100%
em clareza e pertinência. Os juízes sugeriram a monitorização do paciente para o transporte, registro dos
dispositivos e condições do paciente antes da saída de sala cirúrgica. Conclusão: O enfermeiro possui
reconhecimento da especialidade anestésica através de legislação e diretrizes em alguns países europeus e nos
Estados Unidos. No Brasil, a equipe de enfermagem auxilia o anestesiologista, sendo essencial um protocolo de
assistência que direcione o cuidado e favoreça a assistência com qualidade, conhecimento e segurança do
paciente.
Palavras-chaves: Anestesia; Enfermagem; Papel do profissional de enfermagem; Perioperatório; Segurança do
paciente.
[51]
27 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA AO PACIENTE COM ALERGIA AO LÁTEX E
ELABORAÇÃO DE UM PROTOCOLO ASSISTENCIAL.
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Autores:
Karinne Ferreira de Souza , Luciana Simões Esteves Vieira , Tatiana Soares Ribeiro , Laydson Adrian Araújo
Instituição:
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E-mail:
[email protected]
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FAP Pós Graduação - Faculdade Pitágoras - Rua dos Timbiras, 1.375, Funcionários, Belo Horizonte (MG).
Introdução: Nos últimos anos, no âmbito hospitalar tem sido abordado a questão relacionada a alergia à látex
por demandar uma atenção especial, devido as várias complicações que possa desenvolver. A proposta desse
estudo emerge da relevância do tema para o meio acadêmico e profissional acerca da análise dos aspectos
pertinentes a alergia ao látex nos pacientes, pois a compreensão das mesmas favorecem os profissionais de
saúde a prestação de cuidados ao paciente ou aqueles que desconhecem ser alérgico, sendo esta assistência
pautada em embasamento científico e precisa em suas condutas. Objetivo: Aprofundar o conhecimento
científico acerca da assistência de enfermagem perioperatória ao paciente com alergia ao látex e elaborar um
protocolo assistencial. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter descritivo, através das
plataformas eletrônicas da LILACS, SCIELO e MEDILINE, a partir dos descritos: “alergia ao látex”;
“hipersensibilidade ao látex”, “assistência de enfermagem”, “enfermagem perioperatória”, “protocolo”. Como
critérios de inclusão utilizou-se o recorte temporal dos últimos 5 anos, visando analisar as evidências científicas
acerca do tema abordado na literatura nacional. Os critérios de exclusão estabelecidos foram os estudos
secundários, não disponíveis na íntegra, opiniões sem fundamentos e de língua estrangeira. Resultado: A
revisão da literatura proporcionou evidenciar que a hipersensibilidade ao látex é um emergente problema de
saúde que vem crescendo a cada dia. Dentre os indivíduos que se encontram no grupo de risco para
desenvolverem alegria a látex são os pacientes com história de múltiplos procedimentos cirúrgicos,
antecedentes de alergia a frutas tropicais (abacate, banana, kiwi, pêssego, papaia) e castanhas, antecedentes de
atopia (febre do feno, rinites, asmas ou eczemas), profissionais da saúde e outros indivíduos com exposição
ocupacional como a de indústria. Crianças com mielomeningocele são as que mais se sensibilizam ao látex, pelo
contato frequente e precoce com esta matéria. Os achados científicos demonstraram que a abordagem
relacionada a sensibilidade e alergia a látex deve ser pesquisada e disseminadas nas instituições de saúde
através de uma rigorosa entrevista ao paciente não somente relacionada a pergunta sobre a alergia a látex, mas
aos fatores desencadeantes e que sugerem uma possibilidade de alegria. Conclusão: Por fim, conclui-se que
alergia ao látex é ainda um tema muito atual e que merece atenção, sendo o uso de protocolo assistencial
relevante a orientação a equipe de enfermagem e padronização dos cuidados para a identificação e
minimização de complicações ao paciente, visando à segurança e a qualidade do serviço prestado no centro
cirúrgico.
Palavras-chaves: Alergia ao látex; Hipersensibilidade ao látex; Enfermagem perioperatória; Protocolo;
Assistência de enfermagem.
[52]
28 - ASSOCIAÇÃO ENTRE A INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL DE CRIANÇAS COM MIELOMENINGOCELE E
A SOBRECARGA DO CUIDADOR INFORMAL.
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Autores:
Karen Negrão Cavalari , Pedro Tadao Hamamoto Filho , João Luiz Amaro , Silvia Maria Caldeira , Marla
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Andréia Garcia de Avila
Instituição:
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E-mail:
[email protected]
FMB- UNESP - Universidade Estadual Paulista Faculdade Medicina Botucatu - Av. Prof. Montenegro, Distrito
de Rubião Junior, s/n, Botucatu (SP).
Introdução: As crianças com mielomeningocele apresentam uma condição crônica e no decorrer das suas vidas
podem ser submetidas a diferentes procedimentos cirúrgicos. Desta maneira o núcleo familiar encontra-se
fragilizado necessitando de uma reestruturação para atender as necessidades humanas básicas, podendo variar
de acordo com o comprometimento neuromotor. Embora toda a família seja afetada pela ocorrência, um de
seus membros, geralmente a mãe, denominada cuidador familiar ou informal, assume a responsabilidade pelo
cuidado com ou sem preparo técnico e/ou emocional. Capacitar cuidadores informais para a promoção do
cuidado é uma ação pode favorecer a independência funcional da criança e consequentemente minimizar o
estresse do cuidador. Objetivo: Verificar a associação entre a independência funcional de crianças em pósoperatório tardio de correção de disrafismo espinhal (mielomeningocele) e o estresse do cuidador informal.
Método: Trata-se de dados parciais de estudo transversal, que realizado no ambulatório de neurocirurgia
infantil de um hospital de ensino, incluindo-se os cuidadores informais das crianças em pós-operatório de
correção de disrafismo espinhal por mielomeningocele, de 6 meses até 7 anos e meio. Para ser um cuidador
informal é necessário se reconhecer como seu cuidador principal e não receba remuneração para realizar a
atividade. Os instrumentos utilizados são o Pediatric Evaluation of Disabilit Inventory PEDI - parte II do cuidador
informal, com escores variando de 20 (maior dependência do cuidador) e 100 (menor dependência do
cuidador). Utilizou-se também Caregiver Burden Scale – CBScale, composto por 22 questões e com escores que
variam de 22 (menor sebrecarga) a 88 (maior sobrecarga). O projeto foi aprovado pelo Comite de Ética e
Pesquisa (CAEE: 40102214.0.0000.5411). Resultado: Participaram do estudo nove cuidadores informais, sendo
todas do sexo feminino e mães, sendo que oito cuidavam exclusivamente das crianças e apenas uma exercia
atividade remunerada. As mães se responsabilizam por todos os cuidados as crianças, incluindo os cuidados no
perioperatório, já que as crianças são submetidas a diferentes procedimentos cirúrgicos mesmo antes do
nascimento. Os escores do CBScale variaram de 24 a 53, com uma média de 35 pontos. Os escores do PEDI
variaram de 20 a 50, com uma média de 29,5 pontos. Os cuidadores assistiram as crianças em diferentes
procedimentos desde o nascimento, sendo que uma das cuidadoras realizou cirurgia intra-útero. Apesar de todo
o empenho da família, a exaustão é uma consequência frequente na vida deste cuidador informal, que divide
seu tempo entre os cuidados e suas funções profissionais, conjugais, familiares e sociais. Conclusão: O estudo
subsidiar protocolos de orientações com vistas à qualidade de vida do cuidador e das crianças. Ressalta-se que
as crianças no decorrer de suas vidas exigem diferentes tratamentos cirúrgicos podendo aumentar a sobrecarga
dos cuidadores informais. O estudo já sinaliza a importância da inserir os cuidadores no processo de cuidado,
especialmente no periodo perioperatório. Nota: Apoio Financeiro PROCESSO 2014/26225-1.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Cirurgia; Cuidador; Mielomeningocele.
[53]
29 - ATITUDE E PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE HIGIENE DAS MÃOS: A
REALIDADE DE UM HOSPITAL DO NORDESTE.
1
1
1
Autores:
Jane Keyla Souza dos Santos , Josielma Cavalcante de Lima Batista , Maraysa Jéssyca de Oliveira Vieira ,
1
Patrícia de Carvalho Nagliate
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFAL - Universidade Federal de Alagoas, Cidade Universidade, Maceió (AL).
Introdução: Os estudos sobre segurança do paciente mencionam que os eventos adversos que mais afetam os
pacientes hospitalizados são a administração de medicamentos, as infecções hospitalares e as complicações
cirúrgicas. No entanto, as infecções hospitalares se contextualizam em um universo mais amplo denominado de
infecções relacionadas à assistência a saúde (IRAS). As IRAS configuram-se como um dos grandes problemas de
Saúde Pública e desse modo, as infecções hospitalares colocam em risco a segurança do paciente e sua
vigilância e prevenção deve ser prioridade no planejamento estratégico das instituições comprometidas com o
cuidado seguro. Neste contexto, a higiene das mãos (HM) representa a medida mais simples e menos onerosa
para prevenir a IRAS e em especial as infecções hospitalares. Objetivo: Identificar as atitudes e percepções dos
profissionais de enfermagem sobre a “higiene das mãos”. Método: Estudo quantitativo de caráter exploratóriodescritivo, do tipo survey, realizado em um hospital do nordeste brasileiro. Para a coleta de dados foi utilizado
um questionário autoaplicável estruturado do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo
(2011) referente ao projeto “Mãos limpas, são mãos mais seguras” contendo nove questões de múltipla escolha
sobre conhecimento e uma escala do tipo Likert sobre atitude e percepção da higiene das mãos. Os dados foram
coletados em outubro de 2013 a março de 2014 e analisados através da estatística descritiva e discutidos com a
literatura pertinente. Resultado: A amostra estudada foi composta por 93 profissionais da equipe de
enfermagem, dos quais 31 (33,3%) eram enfermeiros e 62 (66,7%) auxiliares ou técnicos de enfermagem. Em
relação ao sexo, prevaleceu o feminino com 76 (81,7%) dos entrevistados, a faixa etária variou entre 0 a 49 anos
correspondendo a 50 (53,7%) profissionais. Sobre a percepção da adesão à higiene das mãos 38(40,9%)
responderam que apresenta-se entre a faixa de 51% a 75%; 32 (34,4%) dos entrevistados entre a faixa de 0% a
50%; 16 (17,20%) acima de 76%; e sete (7,52%) não responderam essa alternativa. Quanto à importância
conferida pela chefia imediata ao tema 51 (54,8%) informaram ser atribuída alta importância ao assunto, dez
(10,8%) um baixo comprometimento da chefia. Em relação a porcentagem de vezes que o mesmo realiza a
higiene das mãos 82 (88,2%) autopercebem sua adesão a realização da higiene das mãos entre a faixa de 61% a
100%, enquanto nove (9,7%) profissionais percebem uma adesão a higiene das mãos inferior a 60%. Referente
aos treinamentos durante a carreira profissional, 72 (77,4%) responderam que em algum momento
participaram de capacitações. Quanto à percepção da disponibilidade de soluções alcóolicas 81 (87%) dos
profissionais referiram que o mesmo era disponibilizado; 11 (12%) informaram que não havia preparação
alcoólica disponível. Conclusão: As mãos são consideradas os instrumentos principais dos profissionais que
atuam nos serviços de saúde, assim a higiene das mãos é uma medida básica, não onerosa e indispensável para
a prática do cuidado seguro; além de ser uma das mais importantes medidas de controle das infecções
relacionadas à assistência a saúde. Com isso, percebe-se que a baixa adesão da higiene das mãos pelos
profissionais é um fator preocupante considerando o impacto da importância deste procedimento para a
assistência, o controle das infecções relacionadas à assistência a saúde e a segurança do paciente.
Palavras-chaves: Enfermagem; Infecção hospitalar; Higiene das mãos; Educação permanente.
[54]
30 - ATIVIDADES DO ENFERMEIRO DE CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO SOBRE O OLHAR DOS
DISCENTES DE ENFERMAGEM.
1
1
1
Autores:
Aderaldo Henrique M. Junior Mesenes , Iolanda Beserra da Costa Santos , Gisélia Alves de Araújo , Leila de
1
1
Cassia Tavares da Fonseca , Francileide de Araújo Rodrigues
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFPB - Universidade Federal da Paraíba Campus Universitário, s/n, Castelo Branco, João Pessoa (PB).
Introdução: O Centro de Material e Esterilização (CME) é a unidade funcional básica, destinada ao
reprocessamento dos artigos utilizados na prestação de serviço ao paciente. Neste setor, estão presentes os
princípios da microbiologia, da física e das inovações tecnológicas, sendo coordenado pelo enfermeiro. Esta
unidade hospitalar é responsável pelo recebimento, limpeza, preparo esterilização, guarda e distribuição dos
materiais reprocessáveis para os setores do hospital. Sendo assim, é conferida vital importância ao setor, por
existir uma padronização das atividades, capacitação e treinamento de recursos humanos, procedimentos e
técnicas de esterilização eficazes, que fazem parte da finalidade do serviço. Objetivo: Averiguar entre os
acadêmicos de enfermagem o conhecimento das atividades realizadas pelo enfermeiro e a importância do
serviço no Centro de Material e Esterilização; Analisar a relevância da capacitação da equipe e os tipos de
equipamentos usados para esterilização de artigos; Investigar as fontes de conhecimento adquiridas pelos
acadêmicos de enfermagem sobre os equipamentos de esterilização. Método: Estudo exploratório descritivo
com abordagem quantitativa, realizado no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba,
com 22 Acadêmicos de Enfermagem do 10º período. Utilizou-se um formulário de entrevista para coleta de
dados com questões objetivas e subjetivas, durante o mês de abril de 2015. Levaram-se em consideração os
aspectos éticos da pesquisa com seres humanos. Resultado: Nas atividades do enfermeiro os acadêmicos
relataram à esterilização 32,2% como sendo a de maior relevância para esses profissionais. Sobre a importância
do serviço, apontaram o controle de infecção com 43,5% como uma atividade que a enfermagem oferece a
instituição. Na capacitação da equipe foi mencionada atualização relacionada aos maquinários e confecção de
protocolos 31,8% como elemento determinador da constante educação continuada. O tipo de equipamento
mais utilizado na esterilização, responderam autoclave 66,6%. Na busca das fontes de conhecimento dos
acadêmicos sobre as atividades exercidas pelo enfermeiro do CME, o estágio prático supervisionado foi
destacado em 63,0%. Conclusão: O impacto dos resultados mostra que os acadêmicos valorizam mais as
atividades do enfermeiro no CME, quando estão no estágio prático do último período do curso de enfermagem
(décimo). Os acadêmicos de enfermagem não distinguem o verdadeiro papel do enfermeiro no serviço do CME,
durante os conteúdos teóricos/prático ministrados no oitavo período. Constatamos controvérsias nas respostas,
quando os entrevistados mencionaram as funções do enfermeiro apenas esterilização, quando este desenvolve
supervisão, coordenação de toda equipe.
Palavras-chaves: Esterilização; Curso de enfermagem; Hospital.
[55]
31 - ATRIBUIÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DIANTE O PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO EM UM
HOSPITAL GERAL.
1
1
1
Autores:
Clarissa Gondim de Souza , Ana Cristina Alencar dos Santos , Maria do Socorro Sales , Milenna Alencar
1
1
Brasil , Shirley Kaliny Correia de Matos
Instituição:
ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar - Rua Socorro Gomes, 190, Guajeru, Fortaleza (CE).
E-mail:
[email protected]
Introdução: A Central de Material e Esterilização (CME) é um dos principais setores da unidade hospitalar,
caracterizado como uma unidade de apoio para realização do processamento de todos os artigos
hospitalares, garantindo a qualidade e a quantidade necessária a realização de todos os procedimentos
assistenciais. Objetivo: Investigar a atribuição da equipe de enfermagem diante o processo de esterilização
em unidade hospitalar. Método: A pesquisa foi de natureza, descritiva, exploratória com abordagem
qualitativa, realizada em um hospital geral do interior do Estado do Ceará. Os dados foram coletados no
mês de setembro de 2014. A amostra foi composta por 19 funcionários da unidade. O instrumento de
coleta de dados utilizado foi o questionário semi-estruturado. Os dados foram agrupados e categorizados.
Resultado: Na análise dos resultados, observou-se que os profissionais tinham idades varáveis, entre 19 a
47 anos e todos apresentavam nível médio e superior. Percebeu-se que há uma prevalência do número de
mulheres atuante no setor em relação ao sexo masculino, profissionais com idades maduras e com nível de
escolaridade adequado ao cargo. Através dos dados, emergiram três categorias, sendo elas: categoria 1:
Benefícios da esterilização para a qualidade de vida dos pacientes; categoria 2: Conhecimento da equipe em
relação ao processo de esterilização; categoria 3: Identificação da qualidade do material manipulado a ser
usado. Foi possível observar que a equipe mostrou conhecimento ao relatar em questionário seu
aprendizado diário. Com relação à descrição dos profissionais sobre o conhecimento e benefícios do
processo de esterilização, todos relataram ter conhecimento adequado do processo realizado e a
importância deste para a realização de procedimentos seguros, evitando ricos de infecção. Depreende-se
ainda que pelos resultados obtidos, a informação e o conhecimento que possuíam os funcionários em
questionamento a cerca do assunto sobre o processamento e o manuseio dos artigos na CME, foram
apreendidos a partir da vivência diária, ao realizar o manuseio dos artigos, recebendo estas orientações e
esclarecimento diariamente. Conclusão: Diante do que foi exposto, pode-se perceber que o estudo trouxe
informações positivas, mostrando a eficiência e a qualidade do trabalho realizado para a melhor qualidade
de vida. Dessa forma a pesquisa contribuiu para melhorar os conhecimentos sobre esterilização, processo
importante na unidade hospitalar o qual tem função de reduzir os riscos de infecção dos pacientes,
servindo também como base referencial de estudos futuros.
Palavras-chaves: Enfermagem; Esterilização; Materiais.
[56]
32 - ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM FRENTE AS COMPLICAÇÕES ANESTÉSICO-CIRÚRGICAS: UMA
REVISÃO INTEGRATIVA.
1,3
1
2
Autores:
Antônia Abigail do Nascimento Cavalcante , Rosemary Marques de Morais , Kelly Lira Linhares , Raimunda
3
3
Alves Correia , Leandro José Fontenele
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
INTA - Faculdades Inta, Sobral, Ceará (CE), SCMS - Santa Casa de Sobral, Ceará (CE).
HRN - Hospital Regional Norte Cidade de Sobral, Ceará (CE).
3
Introdução: No período pós-operatório o paciente fica vulnerável a diversas complicações, especialmente as de
origem respiratória, circulatória e gastrointestinal. A assistência de enfermagem nesse período é muito
importante, uma vez que é caracterizado como o período mais longo do perioperatório e onde o paciente vai
requerer uma assistência maior do enfermeiro, e concentra-se em intervenções destinadas a prevenir ou tratar
complicações. A implementação da sistematização da assistência de enfermagem perioperatória (SAEP)
possibilita identificar situações de risco pós-cirúrgicos e oferecer melhores condições à pessoa que se submete a
uma cirurgia. Objetivo: Identificar a atuação do enfermeiro frente às complicações anestésico-cirúrgicas
identificadas na literatura através de uma revisão integrativa. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da
literatura nacional e internacional referente a publicação de artigos que contemplam a atuação do enfermeiro
nas complicações anestésico-cirúrgicas. Para aplicação do estudo foram estabelecidos: a questão norteadora da
revisão, os critérios de inclusão da pesquisa, definição da forma de apresentação das publicações encontradas e
descrição e análise das ações de enfermagem identificadas. No desenvolvimento desse estudo foram utilizados
como fonte de levantamento de dados Lilacs, Scielo e SOBECC, com os seguintes descritores em ciências da
saúde (DeCs): Enfermagem Perioperatória, Complicações Pós-operatórias e Recuperação Anestésica, de
pesquisas científicas que estivessem indexadas nas bases de dados no período de 2008 a 2014, disponíveis na
língua portuguesa, apresentadas na integra eletronicamente, tendo como autor o enfermeiro e que abordassem
a temática em foco. Foram excluídos os artigos que não se apresentavam na integra, em outras línguas, que
tinham como autores profissionais de outras categorias e que não tratasse da questão das complicações
anestésico-cirúrgicas. Para coleta de dados foi criado um instrumento de trabalho que consta: quantidade de
artigos, base de dados, autores e atuação na assistência no pós-operatório. A amostra constituiu-se de 06
estudos científicos. Resultados e discussões: O estudo mostrou que o cuidado ao paciente cirúrgico deve ser
humanizado, individualizado e sistematizado. A enfermagem deve realizar uma assistência de qualidade,
acompanhando o paciente em todo o período perioperatório, evitando assim complicações anestésicocirúrgicas. Para prevenir complicações pós-operatórias o estudo mostrou que os enfermeiros devem conhecêlas para agir preventivamente. Entre as alterações mais frequentes encontramos a hipotermia, náuseas, vômitos
e a dor. Diante do contexto, os enfermeiros devem estar aptos a intervir nas complicações. O estudo evidenciou
também as dificuldades dos enfermeiros em implementar a assistência na sala de recuperação anestésica com
vários leitos extras, o que eleva consideravelmente o risco de acontecer alguma complicação. Conclusão:
Podemos verificar a importância de uma assistência sistematizada em todo o período cirúrgico, visando à
minimização das complicações no pós-operatório e promovendo um pós-operatório confortável e tranquilo ao
paciente.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Complicações pós-operatória; Recuperação anestésica.
[57]
33 - ATUAÇÃO DE UMA ENFERMEIRA NO CUIDADO PERIOPERATÓRIO NA CIRURGIA DE
TRANSPLANTE PULMONAR INTERVIVOS.
2
3
Autores:
Flávia Magalhães Howes , Patrícia Treviso , Rita Catalina Aquino Caregnato
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - Rua Sarmento Leite, 245 Porto
2
Alegre (RS), ISCMPA - Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Rua Professor Annes
3
Dias, 295 - Centro Histórico, Porto Alegre (RS), IPA - Centro Universitário Metodista - Rua Dr. Lauro de
Oliveira, 119, Porto Alegre (RS).
Introdução: O transplante pulmonar pode ocorrer com órgão de doador em morte encefálica ou de doador
vivo, ambos orientados pela legislação brasileira. A doação intervivos ocorre em vida, onde um doador vivo
doa parte de seu pulmão para outro, sendo uma alternativa frente a escassez de doadores falecidos e a alta
mortalidade em lista de espera. É um procedimento complexo, exigindo equipe capacitada e infraestrutura
específica para que a doação e o transplante ocorram de forma segura. Objetivo: Relatar a experiência da
atuação de uma enfermeira no cuidado perioperatório na cirurgia de transplante pulmonar intervivos.
Método: Relato de experiência da atuação de uma enfermeira nas cirurgias de transplante pulmonar
intervivos ocorridas no Centro Cirúrgico (CC) da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Rio Grande do
Sul, Brasil. Entre 1999 e novembro de 2014 foram realizados 33 transplantes de pulmão intervivos.
Resultado: Dos 33 transplantes realizados, 14 foram em crianças, 14 em adolescentes e 5 em adultos. O
relato apresenta-se em cinco etapas. 1) Transplante pulmonar intervivos: o desafio - O pré-operatório
imediato inicia ao ser marcado o procedimento que envolve três pacientes: o receptor, que será submetido
a bipneumonectomia e transplante; e dois receptores, cada um irá doar um lobo (um da direita e outro da
esquerda). 2) Aspectos éticos e legais do transplante intervivos: são claros e rígidos, mas muito polêmicos.
3) Logística de preparo do CC: a enfermeira coordena e gerencia o preparo do CC executando um protocolo
com dez itens indispensáveis para a realização dos três procedimentos cirúrgicos concomitantes. 4)
Assistência de enfermagem no transoperatório: foram listados dezesseis cuidados de enfermagem
indispensáveis executados no transoperatório. 5) Encaminhamento dos pacientes para UTI: Procedimentos
cirúrgicos finalizados, drenos de tórax identificados, curativos das feridas operatórias fechados, evolução de
enfermagem do transoperatório realizada, são transferidos os pacientes para a UTI. Primeiramente será
passado o primeiro doador, após o segundo doador e por último o receptor. Conclusão: O transplante é um
procedimento complexo, envolvendo muitos profissionais, demandando da enfermagem conhecimento,
integração, organização, dedicação e muito comprometimento. O transplante pulmonar intervivos torna-se
um desafio ainda maior por envolver, além do receptor, dois doadores sadios, gerando grande expectativa
pelo sucesso da cirurgia e recuperação dos três pacientes.
Palavras-chaves: Transplante de pulmão; Doadores vivos; Enfermagem; Cirurgia.
[58]
34 - ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO DO CENTRO DE ESTERILIZAÇÃO FRENTE À SEGURANÇA DO
PACIENTE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
1
1
1
Autores:
Maria Zélia de Araujo Madeira , Dinah Sá Rezende Neta , Nídia de Paula Silva Leite Sousa , Brenna Emmanuella
1
1
de Carvalho , Rayana Amélia Lima Leal
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFPI - Universidade Federal do Piauí - Campus Universitário Min. Petrônio Portela, Ininga, Teresina (PI).
Introdução: Atualmente a melhoria da segurança e da qualidade da assistência prestada ao paciente tem sido
discutida mundialmente, e fez emergir a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 36, de 25 de julho de 2013
em que institui ações dos profissionais para a segurança do paciente. Neste sentido, o enfermeiro responsável
pela central, deve atuar com o propósito de garantir a segurança dos materiais fornecidos às unidades
consumidoras para minimizar o risco de dano desnecessário ao paciente associado ao processamento desses
materiais. Objetivo: Descrever as ações desenvolvidas pelos enfermeiros responsáveis pelo Centro de Material e
Esterilização frente à promoção da segurança do paciente. Método: Descritivo com abordagem qualitativa na
modalidade de relato de experiência, realizado com base na experiência de profissionais de enfermagem
atuantes em uma Central de Material e Esterilização de um Hospital Universitário no Nordeste do Brasil. O
estudo permitiu extrair informações do cotidiano da prática profissional, a partir da vivência diária das
enfermeiras no setor supracitado. Utilizou-se das seguintes técnicas de coleta de dados: observação da
estrutura organizacional; participação nas atividades gerenciais e assistenciais; consulta a portarias e resoluções
inerentes ao tema. Resultado: O segundo desafio global para a segurança do paciente é a assistência cirúrgica
segura, que tem o objetivo, aumentar os padrões de qualidade prevenindo infecções de sítio cirúrgico por meio
da limpeza, desinfecção e esterilização do instrumental. Desde a implantação do serviço, em outubro de 2012,
ações são realizadas pelos profissionais para assegurar o processamento adequado de materiais seguindo as
normas preconizadas. Dentre elas, tem- se o cuidado com o espaço físico, incluindo a divisão das áreas
garantindo o processamento de produtos seguindo um fluxo direcionado sempre da área suja para a área limpa;
elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão para cada etapa do processamento e disponíveis para
consulta, assim como o treinamento continuado para a equipe; supervisão intermitente; classificação dos
produtos para a escolha do processo a ser realizado; identificação de materiais e elaboração de check-list para
cada grupo de instrumentais; elaboração de documentos e formulários para registro; monitoramento através da
utilização de indicadores químicos, biológicos e físicos; garantir a qualificação térmica e a calibração dos
instrumentos de controle e medição dos equipamentos de esterilização a vapor e termodesinfecção e as
requalificações de operação realizadas por laboratório capacitado; orientação para as unidades usuárias dos
produtos para saúde processados quanto ao transporte e armazenamento destes produtos, dentre outras.
Conclusão: O enfermeiro do CME lança-se no desafio de salvaguardar a segurança da assistência cirúrgica por
meio de fornecimento de materiais que não sejam responsáveis por provocar infecções hospitalares. Deste
modo, as ações já desenvolvidas têm contribuído ativamente para a promoção da segurança do paciente,
mesmo que de maneira indireta, entretanto muito se tem a avançar como, por exemplo, a implementação de
medidas tais como a introdução de testes químicos e validação para limpeza, testes de selagem, dentre outros.
Palavras-chaves: Enfermagem, Central de esterilização, Segurança do paciente.
[59]
35 - AUMENTAR A SEGURANÇA NA TRANSFERÊNCIA DE INFORMAÇÕES PASSAGEM DE PLANTÃO:
CENTRO CIRÚRGICO X PACIENTES GRAVES.
1
1
1
Autores:
Debora Alonso Leite , Alessandra de Fatima Bokor Manteiga , Leonardo Jose Rolim Ferraz , Fabiana Machado
1,1
1
Parreira , Adriana Lario
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: A passagem de informações entre unidades assistenciais no momento da transferência de pacientes
é um desafio universal e ainda não solucionado. Habitualmente a passagem de plantão é realizada de forma não
estruturada, sem a garantia de que as informações mais relevantes/chave para continuidade do cuidado sejam
transmitidas. Garantir o fluxo destas informações no momento adequado entre as unidades é fundamental para
continuidade da assistência e segurança do paciente. Atualmente existem falhas relacionadas ao fluxo de
comunicação para passagem de informações, transmitidas simultaneamente com o processo de admissão do
paciente, como: “veículo” de transporte, ventilador, bombas de infusão, avaliação de drenos, curativos e do
próprio paciente. A comunicação ineficiente entre os profissionais e as áreas é considerada um dos principais
fatores de causa de eventos adversos graves, principalmente quanto ao manejo de pacientes críticos. Objetivo:
Melhorar o processo de transferência de informações entre áreas, pacientes cirúrgicos e pacientes graves,
definindo e validando um padrão institucional e reduzir em 50% o número de Eventos Adversos Graves
relacionados à falta de informações necessárias para a continuidade do cuidado. Método: Utilizado metodologia
Lean Six Sigma para análise do processo, onde foram acompanhadas 30 cirurgias, verificando através de um
instrumento os itens que eram passados pela enfermagem e equipe anestésica. Resultado: Verificado que não
havia padronização na passagem de plantão dos anestesistas e que a mesma não acontecia previamente,
ocorria apenas na chegada do paciente na UTI. A enfermagem passava o plantão via telefone, porém sem
padronização dos itens necessários. Náo havia padronização de soluções de infusão contínua no CC e nem
padronização de bomba de infusão. Portanto foi realizado através de uma ferramenta online, um levantamento
das variáveis chaves no processo de passagem de plantão, envolvendo a equipe de enfermagem e médica que
participa deste processo. Após serem elencadas, essas variáveis necessárias para uma passagem de plantão, foi
realizado coleta de dados, através de um instrumento, onde foi verificado quais das informações chave eram
transmitidas na passagem de plantão entre enfermeiros e entre médicos. Conclusão: Para melhor eficácia na
transferência de informação na passagem de plantão entre CC e pacientes graves, foi necessário a realização de
um check list para ser utilizado em todas as passagens de plantão entre CC e UTI, contemplando as variáveis
chave para uma efetiva comunicação e continuidade do cuidado entre áreas.
Palavras-chaves: Pacientes graves; Passagem de plantão; Segurança do paciente.
[60]
36 - AVALIAÇÃO A ADESÃO DO TIME OUT EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: É REALIZADO?
1
1
1, 2
Autores:
Fernanda Nunes da Silva , Robson de Araujo Barcelos , Simone Garcia Lopes , Ariadne de Paula Nascimento
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HEMC - Hospital Estadual Mario Covas Rua Dr. Henrique Calderazzo, 321, Paraiso, Santo André (SP),
FMABC - Faculdade de Medicina do ABC, Principe de Gales, 821, Santo André (SP).
2
Introdução: Devido as evidências de erros em escala mundial, a 55ª Assembleia da Saúde de 2002 adotou a
Resolução “Qualidade do cuidado: segurança do paciente” (World Health Assembly – Quality of care: patient
safety – WHA55.19), que estimulam os paises a fortalecer a segurança da Assistência a saúde. Em maio de 2004,
a 57ª Assembleia criou uma aliança internacional, formada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela
Pan-Americana de Saúde (OPAS). Suas ações foram concentradas em campanhas de segurança do paciente,
identificando soluções e desenvolvendo iniciativas de relatos de aprendizagem, para poder salvar milhões de
vidas. Em 2010, divulgou-se que houve uma queda na taxa de mortalidade decorrente de erros em cirurgias e
que as complicações diminuíram de 35,2% para 24,3%. O cheklist proposto pela aliança internacional não só
impactou no resultado como também melhorou a comunicação entre a equipe cirúrgica. A OMS criou o manual
“Cirurgias Seguras Salvam Vidas”, que reforça a pratica de segurança em todas as etapas do perioperatório e
que potencializa a probabilidade de melhoria nos resultados. Este estudo se justifica pela importância de avaliar
a forma que o checklist esta sendo preenchido na sala operatória. Objetivo: Avaliar a adesão ao correto
preenchimento dos itens que compõem o timeout em sala operatória. Método: Trata se de uma pesquisa
descritiva, quantitativa, observacional realizada num Hospital de grande porte, referência para alta
complexidade. Localizado na grande São Paulo. Realiza em média 700 procedimentos cirúrgicos mês. O centro
cirúrgico é composto por 11 salas operatórias. Totalizam em seu quadro de enfermagem: 34 auxiliares de
enfermagem e 08 enfermeiros. A coleta dos dados apresentados foi resultado da observação do autor em sala
operatória, não sendo de conhecimento das equipes observadas o objetivo deste estudo, a fim de não ocorrer
mudança no comportamento nem tão pouca da rotina. O estudo foi desenvolvido nas seguintes etapas:
elaboração do instrumento de observação, contendo as perguntas iguais ao do quadro em SO Sala Operatória.
Os dados foram coletados na primeira quinzena do mês de abril de 2015. Resultado: Foram considerados 50
procedimentos cirúrgicos utilizados para a composição dos resultados. Foram categorizados de acordo com seu
porte: pequeno, médio e grande, sendo respectivamente 24%, 44% e 32%. A cirurgia ortopédica foi
predominante com 15 (33%) procedimentos, seguido da cirurgia geral e cardiológica. Com relação a adesão ao
preenchimento do quadro de time out, o resultado nos mostra que 39% o realizaram, porém apenas 23%
confirmaram o nome do paciente e 46% o procedimento. A forma de confirmação das informações do time out
nos mostra que, apenas 48% perguntaram verbalmente a equipe cirúrgica as confirmações pertinente e o
restante 52% buscaram as respostas diretamente em prontuário. Da totalidade dos profissionais de
enfermagem que participaram do preenchimento do time out, apenas 10% foram enfermeiros, os demais foram
auxiliares de enfermagem. Conclusão: A adesão correta ao preenchimento do time out em sala operatória não
foi realizada satisfatoriamente, uma vez que a checagem não ocorreu de forma segura (verbalmente) nem tão
pouco envolveu as equipes e o paciente. Existiram procedimentos cirúrgicos que não utilizaram o time out em
SO, caracterizando uma desinformação a importância da segurança do paciente cirúrgico.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Segurança do paciente; Enfermagem.
[61]
1
37 - AVALIAÇÃO DA SEDE: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.
1
Autores:
Pamela Rafaela Martins , Ligia Fahl Fonseca
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UEL - Universidade Estadual de Londrina – Avenida Robert Kock, 60, Londrina (PR).
Introdução: A sede é descrita como a vontade de beber água, influenciada por fatores alimentares, culturais e
hábitos pessoais, caracterizando-a como individual e subjetiva. Para os pacientes cirúrgicos, a sede é um
sintoma altamente prevalente sobrepujando até mesmo a dor, resultando em ansiedade, desidratação e
desespero. A sede no período perioperatório é altamente incidente, no entanto, pouco avaliada de forma
intencional. O desconhecimento dos métodos existentes para sua avaliação, contribui para perpetuar esse
cenário. Objetivo: Investigar as evidências científicas disponíveis dos diferentes métodos que poder ser
utilizados para avaliação da sede. Método: Revisão integrativa de literatura, de acordo com o método proposto
por Cooper. As bases de dados utilizadas para a seleção dos artigos foram a Pubmed, Medline, Lilacs e um banco
de 700 artigos do Grupo de Estudo e Pesquisa da Sede.Foram incluídos artigos em inglês, português e espanhol,
disponíveis na a integra e publicados no período de 2005 a 2015. Resultado: Na presente revisão integrativa
foram analisados vinte e quatro artigos que se dequaram aos critérios de inclusão previamente estabelecidos.
Estabeleceram-se quatro categorias correspondentes aos métodos de avaliação da sede encontrados nos
estudos: Avaliando a sede por meio de escalas (doze artigos); Avaliando a sede por imagens do cérebro (seis
artigos); Avaliando a sede por sinais físicos de desidratação (três artigos) e Avaliando a sede por meio de exames
laboratoriais (três artigos). A sede foi avaliada principalmente por escalas visuais analógicas, que consistem em
uma linha horizontal numerada de zero a dez em que zero significava não estar com sede e dez a pior sede
possível. Foram aplicadas principalmente em pacientes em fase terminal e em hemodiálise como parte
integrante de escala de avaliação da sede. Tomografias por emissão de pósitrons e ressonância magnética são
utilizadas para mapear áreas específicas do cérebro que são estimulas pela sede. Estudos experimentais com
esses métodos permitem não somente visualizar as áreas na presença de sede, mas também sua saciedade, seja
ela temporária ou completa. Os sinais de desidratação também são utilizados como balizadores para identificar
a sede: boca seca, lábios rachados, língua grossa, garganta seca, saliva grossa, estão entre os sinais mais
identificados tanto pelo paciente como pela equipe de saúde. A percepção dos sinais de sede por enfermeiros
que lidam com pacientes em unidades de terapia intensiva e pacientes terminais são extremamente
importantes em sua identificação, principalmente de boca e mucosas secas, diminuição da elasticidade e
desidratação dos olhos. Por fim, como a sede está atrelada aos distúrbios na osmolaridade e volume sanguíneo,
exames laboratoriais de hemoglobina, eletrólitos e hormônios que fazem parte do processo fisiológico da
geração e regulação da sede, podem auxiliar na detecção tanto de sua gênese como saciedade. Conclusão: A
multifatoriedade da gênese e saciedade da sede exige que diferentes abordagens de avaliação sejam utilizados
para sua identificação e mensuração. A utilização de escalas visuais analógicas possuem fidedignidade, e por sua
aplicação simplificada, podem ser utilizadas no período perioperatório.
Palavras-chaves: Sede; Sinais e sintomas; Literatura de revisão.
[62]
38 - AVALIAÇÃO DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS SOBRE O PROCESSO DE LIMPEZA DE ARTIGOS
ODONTO-MÉDICO-HOSPITALARES.
Autores:
1
1
1
Sílvia Maria Caldeira , Juliana Caetano Costa , Suzimar de Fátima Benato Fusco , Rafaela Aparecida
1
1
Prata , Ione Correa
1
Instituição: UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Distrito de Rubião Junior s/n,
Botucatu (SP).
E-mail:
[email protected]
Introdução: O Centro de Material e Esterilização é uma unidade de apoio técnico que fornece artigos odontomédico-hospitalares processados, proporcionando assim condições para atendimento direto e assistência à
saúde dos pacientes. A limpeza dos artigos após seu uso remove a matéria orgânica e reduz a carga microbiana
do material, sendo a etapa mais importante do reprocessamento. A avaliação do processo de limpeza deve ser
monitorizada e registrada e se inicia com inspeção visual no enxágüe, durante a secagem e o preparo, além do
uso de lentes intensificadoras de imagem, mas a inspeção visual não é suficiente para detectar sujidade
residual. Justifica a necessidade dessa revisão frente às dificuldades encontradas no processo de limpeza e com
intuito de oferecer melhorias de limpezas dos artigos odonto-médico-hospitalares. Objetivo: Identificar na
literatura, sua contribuição acerca da avaliação no processo de limpeza de artigos odonto-médico-hospitalares.
Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com os seguintes descritores: “avaliação de
processos” AND “estudos de validação” AND “instrumentos cirúrgicos”. Nas bases de dados: LILACS, Medline,
Pubmed, Scopus e Scielo nos idiomas português, inglês e espanhol nos últimos dez anos. Resultado: Obteve-se
um total de 1673 publicações, após a seleção obteve-se seis publicações sendo destas Scielo (50%) e Pubmed
(50%). Observou-se a contaminação artificial de artigos odonto-médico-hospitalares, sendo a limpeza
automatizada mais utilizada. As principais metodologias para avaliação dos processos de limpeza foram técnicas
de teste rápido de identificação de ATP, coloração em gel de poliacrilamida e analise microscópica, teste Lum
Checktm, sistema vídeo digital de 3mm, análise visual e microscópica, e episcópio com microscopia de contraste
de interferência diferencial combinado com reagente fluorescente SYPRO ruby. Conclusão: Conclui-se que o
processo de limpeza dos artigos-odonto-médico-hospitalares continua sendo um desafio mesmo com avanço da
tecnologia nos métodos de limpeza utilizadas na no Centro de Material de Esterilização, esse desafio decorre da
diversidade de itens associada á configuração complexa dos produtos para saúde. Sugere-se a realização de
estudos a cerca da avaliação no processo de limpeza e aplicação de sua prática para dar subsídio para
enfermeiro frente a tomada de decisões e na garantia do serviço prestado garantindo um material seguro para o
paciente.
Palavras-chaves: Avaliação do processo; Estudos de validação; Instrumentos cirúrgicos; Processo de limpeza.
[63]
39 - AVALIAÇÃO DAS VISITAS PRÉ-OPERATÓRIAS REALIZADAS PELOS ENFERMEIROS EM UM
HOSPITAL DE MÉDIA COMPLEXIDADE.
5
5
5
Autores:
Emanuela Batista Ferreira e Pereira , Gabriela Wanderley Souza e Silva , Jane Keyla Souza dos Santos , Juliana de
4
5
Melo Araújo , Sandra Martins de França
Instituição:
4
E-mail:
[email protected]
FAREC - Faculdade do Recife - Rua Dom Bosco, 1.329 - Boa Vista, Recife (PE)
HR - Hospital da Restauração - Avenida Governador Agamenon Magalhães - Derby, Recife (PE).
5
Introdução: O período pré-operatório é composto por um conjunto de ações que visam à identificação de
possíveis distúrbios no paciente, reduzindo dessa maneira riscos nos procedimentos cirúrgicos. É de
responsabilidade da equipe de enfermagem o preparo adequado do paciente na visita pré-operatória com a
finalidade de educar o paciente e sua família de forma preventiva. Ao priorizar a comunicação, o profissional
requer uma mudança de foco e atitude do fazer para o escutar, observar, compreender, apontar as
necessidades para então planejar ações. Objetivo: Avaliar as visitas pré-operatórias realizadas pelos
enfermeiros a pacientes em preparo para cirurgia eletiva em um hospital privado. Método: Trata-se de um
estudo descritivo, transversal de abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada no âmbito das unidades de
internação cirúrgica em um hospital de média complexidade. Os sujeitos do estudo foram constituídos pelos
enfermeiros que atuam em enfermarias de internação cirúrgica e centro cirúrgico. Estima-se que a instituição
em questão possui aproximadamente 60 enfermeiros. Para obtenção dos dados, foi realizado um formulário
semi-estruturado, padronizado, contendo 15 questões no qual estão contemplados perguntas sobre pacientes
em estado pré-operatório. Resultado: A análise dos dados de caracterização dos participantes do estudo
constatou que a maioria dos profissionais era do sexo feminino (97%), com faixa etária entre 26-40 anos (68%) e
o estado civil predominante foi o casado (45%). Quanto ao perfil profissional, os enfermeiros apresentavam
tempo de formação maior que três anos, e tempo na instituição menor que um ano (47%). No que se refere à
especialização dos enfermeiros, (55%) afirmaram ter alguma especialização. Em relação aos cuidados e
orientações realizados pelos profissionais no pré-operatório, alguns aspectos foram avaliados, como:
questionamento sobre a presença de alergia; orientação quanto ao jejum, banho, tricotomia; realização do
preparo emocional do paciente; explicação ao paciente sobre procedimento cirúrgico que vai ser realizado e
entre outros fatores. Desse modo, a visita pré-operatória deve ser entendida como uma atuação expressiva do
enfermeiro, caracterizando-se por fornecer apoio emocional e atenção ao paciente e sua família e estabelecer
vínculo de comunicação entre as unidades de internação e o centro cirúrgico, subsidiando a continuidade da
assistência de enfermagem e minimizando complicações no período pós-operatório. Conclusão: Foi possível
identificar que o período pré-operatório ocasiona no paciente uma desestruturação no nível de conforto e de
modificações em seus comportamentos e rotina, pois o ato cirúrgico é caracterizado por um estado de
incertezas. Com isso, o enfermeiro deve interagir com o cliente e realizar um atendimento holístico. Dessa
maneira, proporcionará o aliviar das aflições desencadeadas neste momento, favorecendo assim para uma
assistência humanizada, potencializando uma rápida e efetiva evolução na recuperação do paciente.
Palavras-chaves: Enfermagem pré-operatória; Cuidados de enfermagem; Educação em saúde.
[64]
40 - AVALIAÇÃO DE SATISFAÇÃO DOS CLIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIA PLÁSTICA EM UM
HOSPITAL-DIA.
1
1
1
1
Autores:
Adriana Lopes Domingues , Renata Pinto Ribeiro Miranda , Ana Letícia Carnevalli Motta , Diego Venturelli ,
2
Keyla de Cássia Barros
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UNIFAL - Universidade Federal de Alfenas - Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714, Alfenas (MG),
UNIARARAS - Universidade de Araras - Avenida Dr. Maximiliano Baruto, 500, Araras (SP).
2
Introdução: O Brasil esta um primeiro lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas, segundo relatório emitido
pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, se tornando necessário que se ofereça qualidade e
satisfação a este tipo de clientela. Neste cenário, é importante salientar que a competitividade no mercado das
intervenções estéticas vem aumentando. A qualidade tem um significado amplo e complexo, constituindo-se
um processo dinâmico, que sofre alterações frequentes. Segundo a Organização Mundial de Saúde não existe
algo que mensure ou defina a qualidade, no consenso mundial. Entretanto algumas dimensões relacionadas à
idéia de qualidade são usadas de forma recorrente, tais como: segurança, cuidado centrado no paciente,
efetividade, eficiência, acessibilidade e equidade. A apreciação do cliente submetido a cirurgia plástica é visto
após o ato cirúrgico e sua recuperação, entretanto a instituição de saúde prestadora esta inserida na satisfação
do cliente por meio das atividades executadas diretamente por uma equipe multiprofissional e indiretamente
quanto ao conforto relacionado a acomodação, instalações e tecnologias. Frente destas reflexões foi implantado
um questionário de avaliação de satisfação do cliente no mês de fevereiro de 2015 em um Hospital Dia no Sul de
Minas Gerais que comporta 1 sala cirúrgica e 5 quartos de internação. Objetivo: Analisar a satisfação do cliente
submetido a cirurgia plástica. Método: Pesquisa descritiva, do tipo estudo de caso de análise quantitativa.
Foram selecionados os questionários de avaliação de satisfação do cliente de fevereiro a abril de 2015,
respondidos pelos usuários que realizaram cirurgias plásticas, sendo excluído os demais procedimentos. Os
dados obtidos compreenderam 197 cirurgias, destas 52,28% corresponderam as cirurgias plásticas. O
questionário apresenta itens dos serviços de enfermagem, nutrição, higienização, acomodação e instalação com
respostas fechadas e uma questão aberta solicitando sugestões, elogios ou críticas. Resultado: Dos 103
questionários avaliados, de forma geral, 100 pacientes classificaram o serviço de enfermagem, higienização e
acomodação como excelente, 3 pacientes como bom. Quanto ao serviço de nutrição 96 responderam como
excelente, 4 como bom e 3 não responderam. Em relação a postura dos profissionais de enfermagem e
segurança quanto à assistência foram evidenciados 100% de positividade. Outra questão foi sobre
administração de medicamentos, abordando se a equipe de enfermagem apresentou informações sobre o que
estava sendo administrado. Os resultados apontaram que sim com exceção de 3 pacientes que não
responderam. Na questão que abordou a presença de dor ou desconforto, foi questionando sobre a
resolutividade da equipe de enfermagem, 1 paciente não espondeu, 6 pacientes responderam que não foi
necessário e 96 responderam que iteram suas expectativas atendidas. A ultima abordou a noção de sugestões,
elogios e críticas, onde 100% elogiaram a equipe multiprofissional, 3% a acomodação, 2% apenas agradeceram,
3,88% não responderam, e 1,94% fizeram sugestões relacionadas à refeição e equipamento como suporte de
soro. Conclusão: Entende-se que a avaliação de satisfação do cliente pode colaborar para verificar a qualidade
do serviço em saúde com melhorias. Porém deve ser aprimorado sempre que necessário, considerando que o
cliente possa temer sobre a avaliação da qual participa, levando em conta possíveis represálias num próximo
atendimento cirúrgico no mesmo hospital.
Palavras-chaves: Cirurgia plástica; Controle de qualidade; Satisfação do paciente.
[65]
41 - AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM SOBRE HIGIENE DAS
MÃOS DE UM HOSPITAL DO NORDESTE BRASILEIRO.
1
1
1
Autores:
Jane Keyla Souza dos Santos , Josielma Cavalcante de Lima Batista , Maraysa Jéssyca de Oliveira Vieira , Patrícia
1
de Carvalho Nagliate
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFAL - Universidade Federal de Alagoas - Cidade Universitária, Maceió (AL).
Introdução: No Brasil e no mundo, as infecções relacionadas à assistência à saúde ainda representam um grave
problema de saúde pública. A principal estratégia para a diminuição dessas infecções e para promoção da
segurança do paciente é a higiene das mãos. A Organização Mundial da Saúde preconiza os “Cinco Momentos
para a Higiene das Mãos” aos profissionais de saúde, principalmente os de enfermagem, devido ao maior
contato com os pacientes. Dessa maneira, a falta de adesão à higiene das mãos por esses profissionais tem sido
pontuada pela literatura como falhos e com necessidade de aprimoramento. Objetivo: Identificar o
conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre a higiene das mãos. Método: Trata-se de um estudo
quantitativo de caráter exploratório-descritivo do tipo survey transversal. Desenvolvido em um hospital de
ensino do Hospital Universitário nordeste brasileiro com profissionais de enfermagem. Para a coleta de dados
foi utilizado um questionário estruturado da OMS (2009) com dez perguntas de múltipla escolha sobre o
conhecimento dos profissionais sobre o tema higiene das mãos. Resultado: A amostra foi composta por 93
profissionais da equipe de enfermagem, dos quais 31 (33,3 %) eram enfermeiros e 62 (66,7) auxiliares ou
técnicos de enfermagem. Dentre os participantes, 76 (81,7%) eram do sexo feminino e 14 (15,1 %) do sexo
masculino. Em relação aos setores de atuação: 11 (11,8%) profissionais atuavam na clínica cirúrgica, oito (8,6%)
na Unidade de Terapia intensiva (UTI), 15 (16,1%) na clínica médica, um (1,1%) na Unidade de emergência, oito
(8,6%) na pediatria, sete (7,5%) no ambulatório, seis (6,5%) no setor de obstetrícia e 37 (39,8%) em outros
setores. Em relação a principal rota de transmissão cruzada de microrganismos potencialmente patogênicos
entre pacientes em serviços de saúde 75 (80,6%) participantes compreendem que as mãos dos profissionais de
saúde quando não estão higienizadas são a principal rota de transmissão cruzada de microrganismos,
colaborando para aumento do risco de infecção. Referente a participação em treinamentos sobre a temática ao
longo de sua carreira profissional, 72 (77,4%) dos profissionais responderam afirmativamente. Em relação às
diferenças no uso de solução alcoólica ou água e sabão para higiene das mãos, 53 (57%) acreditaram que a
primeira resseca mais pele, e 10 (10,8%) julgaram a solução alcoólica mais eficaz. Referente ao tipo de higiene
das mãos mais adequado em algumas situações específicas, 68 (73%) assinalaram que se deve usar água e sabão
após esvaziar urinol, 66 (71%) após aplicar injeção, e 40,90% julgaram que se deve utilizar solução alcoólica
antes de abrir a porta do quarto do paciente. Conclusão: Percebemos que os profissionais, em sua maioria,
compreendem a importância da HM para o controle de infecções cruzadas e que a educação permanente
referente à temática tem sido realizada. Porém, sabemos que ainda há grandes desafios frente ao processo de
adesão à higiene das mãos, pois esta, quando realizada corretamente e no momento adequado, propicia
proteção ao profissional e ao paciente, bem como promove um ambiente de cuidado e assistência mais seguro.
Palavras-chaves: Enfermagem; Infecção hospitalar; Higiene das mãos; Educação permanente.
[66]
42 - AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ENGAJAMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DO CENTRO CIRÚRGICO.
1
Autores:
Alessandra de Fatima Bokor Manteiga , Maria Aparecida Rhein Schirato
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP)
INSPER - Rua Quata, 300, São Paulo (SP).
2
Introdução: O engajamento organizacional é uma ligação psicológica, afetiva do indivíduo à organização, e
reflete, até certo ponto, o quanto os valores e os objetivos organizacionais são congruentes com os valores e os
objetivos individuais. (MEYER; ALLEN, 1991). Segundo Dubal em 2014, profissionais engajados apresentam vigor,
dedicação e absorção ao realizar suas tarefas. Possuem um alto índice de energia e capacidade de resistência
mental (vigor), envolvem-se completamente com o que fazem experimentando um senso de significado,
entusiasmo e desafio (dedicação) e se concentram tanto com a atividade que fazem que nem percebem, o
tempo passar (absorção). O engajamento dos profissionais do centro Cirúrgico é fundamental para garantir que
os processos assistenciais sejam seguidos, e assim minimizarmos os riscos aos pacientes cirúrgicos, livrando-os
de eventos desnecessários, e estabelecendo um processo realmente seguro ao paciente. Objetivo: Este trabalho
tem como objetivo geral avaliar o nível de engajamento da equipe de enfermagem do Centro Cirúrgico e como
objetivo específico, elaborar um plano de ações com base nos itens identificados como mais críticos para o
engajamento da equipe. Método: Este estudo é de natureza descritiva quantitativa, com uma população de 97
membros da equipe de enfermagem, incluindo todos os níveis hierárquicos: auxiliares de enfermagem, técnicos
de enfermagem e enfermeiros. A pesquisa desse trabalho será quantitativa, através da aplicação de um
questionário estruturado com 35 afirmações claras e objetivas. O questionário foi adaptado do Staff
Engagement Questions de Catherine Adenle. O estudo será realizado em uma unidade de Centro Cirúrgico de
um hospital geral, de grande porte, filantrópico na cidade de São Paulo. Resultado: Ao todo participaram da
pesquisa 91 profissionais, o que representa 94% da equipe do centro cirúrgico. Desses 91 profissionais, 7% eram
auxiliares de enfermagem, 74% técnicos de enfermagem e 19% enfermeiros. Tivemos um nível de engajamento
geral de 70% dos profissionais totalmente engajado, 25% parcialmente engajado e 3% desengajado. Não
tivemos nenhum profissional classificado como totalmente desengajado. Entres os cargos de trabalho os
enfermeiros são os profissionais mais engajados, com uma taxa de 76% de totalmente engajados, seguido dos
técnicos de enfermagem com 69% e auxiliares de enfermagem com 68%. Nos cargos de técnico e auxiliar de
enfermagem, tivemos uma taxa de desengajados de 2% e 16%, respectivamente. Em relação aos turnos de
trabalho, temos uma maior taxa de profissionais totalmente engajados no turno da manhã com 80%, seguido do
tarde com 70% e da noite com 57%. Conclusão: Ao término desse trabalho, é verificar que a equipe do Centro
Cirúrgico é uma equipe engajada, que gosta muito do trabalho que realiza e que se sente muito importante para
o paciente e sociedade. Os enfermeiros pelas diversas possibilidades que têm de crescimento na organização e
participação de reuniões e grupos de trabalho mostraram-se mais engajados que outros cargos. Os auxiliares de
enfermagem merecem uma atenção especial, pois desenvolvem um trabalho dentro do Centro Cirúrgico que
não tem contato direto ao paciente, mas que na hora da entrevista acabam concordando com as atividades
propostas, pois desejam ocupar o cargo de qualquer maneira, seja pela promoção interna ou como porta de
entrada para o hospital. O turno da noite mostrou-se o período com menor índice de engajamento e deve ser o
foco da liderança nos próximos meses.
Palavras-chaves: Engajamento; Motivação; Gestão de pessoas.
[67]
43 - AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ESTERILIZAÇÃO EM UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA SOB A
ÓTICA DOS PROFISSIONAIS.
2
1
1
1
Autores:
Lilian Renata Martins da Silva , Paulo Emanuel Silva , Andrea Cristina de Melo , Milena Moura Medeiros , Maria
1
da Penha Cavalcanti Oliveira
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - Campus Universitário, João Pessoa (PB),
SMSJP - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa - Avenida Julia Freire, João Pessoa (PB).
2
Introdução: Entre os métodos de esterilização de materiais odonto-médico-hospitalares existentes no mercado,
neste estudo deu-se prioridade ao processamento com a utilização de autoclaves a vapor, por estarem
presentes no cotidiano nos mais diversos seguimentos da saúde que necessitam de controle de infecção como:
clinicas odontológicas; unidades hospitalares privadas ou publicas e postos de saúde, nos quais se incluem as
Unidades de Saúde da Família. Objetivo: Averiguar o processo de esterilização em Unidades de Saúde da Família
por autoclavação; Caracterizar os participantes do estudo quanto aos aspectos profissionais; Verificar o
conhecimento dos profissionais acerca do processo de esterilização; Identificar as dificuldades enfrentadas
pelos profissionais no processo de esterilização. Método: Configura-se como uma pesquisa exploratória com
abordagem quantitativa. Levando-se em consideração que a cidade de João Pessoa está demarcada
territorialmente sob a forma de Distritos Sanitários (DS), em cinco distritos, esta pesquisa foi realizada em todas
as Unidades de Saúde da Família do Distrito Sanitário II, o qual abrange os bairros do Cristo Redentor, Varjão,
Água Fria, João Paulo II, Cuiá, Cidade dos Funcionários, Grotão, Ernesto Geisel e Gramame. A população foi
constituída pelos profissionais de saúde do serviço, entre estes: enfermeiros, técnicos de enfermagem e Auxiliar
de Consultório Dentário, sendo a amostra composta por 43 profissionais. A coleta dos dados foi realizada
mediante a aplicação de um formulário compreendendo as variáveis de caracterização dos profissionais e as
varáveis referentes a esterilização de materiais na autoclave. Respeitaram-se as recomendações éticas
referentes à pesquisa envolvendo seres humanos referenciadas nas Diretrizes e Normas Regulamentadoras da
Resolução n. 466/12 do CNS, inclusive com a solicitação da assinatura do participante no Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido. A coleta dos dados foi realizada após a aprovação do projeto pelo CEP, sob o
CAAE: 20496313.5.000.5179. Resultado: Dos 43 profissionais participaram do estudo 16 técnicos de
enfermagem representados por 37,2%, 14 enfermeiros 32,6 % e 13 ACD com 30,2%. No que se refere ao gênero
o feminino foi maioria com 97,7%, enquanto 2,3% do sexo masculino. A escolaridade teve como maioria o
ensino médio 60,5%, seguido pelos que possuem graduação com pós-graduados 32,6% e pós- graduação com
6,9%. Quanto ao conhecimento acerca do processo de esterilização as respostas conduziram a um
conhecimento efetivo dos profissionais, sendo o processo realizado em sua maioria por técnicos e ACD. Sobre as
dificuldades, o estudo apresentou um viés, quando se percebeu que existem inúmeras no decorrer do processo,
no entanto, a maioria dos entrevistados preferiram não apontar essa dificuldades por medo de represálias, os
profissionais que optaram por apontar alguns entraves, verificaram que os principais são falta de qualificação;
falta de material e local inadequado para instalação da autoclave. Conclusão: Pode-se constatar que se faz
necessário treinamento para os profissionais entrevistados, pois alguns relataram ter treinamento mais outros
citaram como dificuldade a falta de treinamento. Somado a essas dificuldades ao reprocessamento dos artigos
nas UBS, existe a falta de validação das etapas do processo. Portanto, é necessário uma vigilância continua, caso
não ocorra, a eficiência do serviço ficará comprometida.
Palavras-chaves: Esterilização; Unidade de saúde da família; Profissionais.
[68]
44 - AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE LÂMINAS E CABOS DE
LARINGOSCÓPIOS E VALIDAÇÃO DO PROCESSO FORA DA CME.
1
1
1
Autores:
Mara Lucia Leite Ribeiro , Patricia Antônia de Camargo Peres , Nathalia Teixeira Nunes , Flavia de Oliveira Silva
1
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Martins , André de Almeida Barini
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HCor - Hospital do Coração - Rua Desembargador Eliseu Gabriel, 123, Paraiso, São Paulo (SP).
Introdução: Utilizadas para auxiliar o procedimento de intubação de vias aéreas, as lâminas e cabos de
laringoscópios apresentam-se potencialmente contaminadas após o uso, podendo transmitir micro-organismos
através das secreções, devendo passar, no mínimo, pelo processo de limpeza e desinfecção imediatamente após
o uso. A limpeza é o passo inicial e o mais importante para garantir a eficácia da desinfecção, sendo capaz de
reduzir a carga microbiana inicial em 99,99%. Como adjuvante no processo, o detergente enzimático age
especificamente sobre a matéria orgânica degradando-a e dissolvendo-a em pouco tempo.O álcool 70% é um
desinfetante de nível intermediário que elimina bactérias em forma vegetativa, vírus e fungos, de ação rápida,
econômico e pouco irritante, podendo ser aplicado em todos os tipos de materiais. A prática comum realizada
no Brasil é a limpeza manual das lâminas e cabos de laringoscópios com detergente e desinfecção com álcool
70%. Observa-se escassez de informações na literatura sobre outros métodos. Objetivo: Diante da alta demanda
e do uso no atendimento emergencial, optou-se em avaliar a eficácia da limpeza com detergente enzimático e
da desinfecção com álcool 70% e validar esse processo em dois setores fora da CME. Método: Na validação
adotou-se o sistema de monitoramento de contaminação que detecta a molécula adenosina trifosfato (ATP)
sendo uma indicação de contaminação microbiana. O sistema de monitoramento utiliza tecnologia de química
bioluminescência para converter uma concentração invisível de ATP presente em uma emissão de luz visível que
produz resultados quantitativos e qualitativos, expresso em unidades relativas de luz (RLU). A leitura RLU é
proporcional à quantidade de ATP. Como referência utilizou-se o valor sugerido pelo fabricante de até 45 RLU
para considerar o material limpo e livre de contaminação.Trata-se de uma pesquisa descritiva, do tipo relato de
experiência, desenvolvida no centro cirúrgico de um hospital de grande porte especializado em cardiologia
localizado em São Paulo, em novembro de 2014. Foram selecionadas 03 lâminas de laringoscópio e um
cabo.Para a limpeza foi utilizado escova de cerdas macias, solução de detergente enzimático diluído conforme
instrução do fabricante (03 ml por litro) com validade de 12 horas e água corrente.Para a desinfecção foi
utilizado álcool 70% e pano seco macio.Para avaliação da eficácia da limpeza e desinfecção foi utilizado o
sistema de monitoramento e contaminação. Após o uso as lâminas foram lavadas em água corrente com uso da
solução de detergente enzimático e secadas com pano macio O álcool 70% foi borrifado e friccionado por 10
segundos.O swab teste foi realizado em todas as lâminas, na sequência numérica crescente de tamanho,
passando o cotonete por toda extensão em ambos os lados e nos cabos de laringoscópios. Resultado: Os
resultados obtidos nas amostras foram inferiores ao limite adotado como referência pelo fabricante,
apresentando uma variação de 0 à 16 RLU provavelmente ligada ao processo manual de limpeza realizado por
diferentes colaboradores, sugerindo eficácia no processo. Conclusão: Não há um consenso na literatura quanto
ao melhor método de desinfecção desses materiais, porém sabe-se que o álcool 70% é bactericida de ação
rápida ativo na ausência de exsudatos purulentos. Esta proposta mostrou-se segura para ser validada em
unidades fora da CME evidenciando que é possível fazer um trabalho com qualidade aliando conhecimento,
treinamento e tecnologia.
Palavras-chaves: Desinfecção; Limpeza; Validação de processo.
[69]
45 - AVALIAÇÃO DO RISCO OCUPACIONAL NO USO DE DESINFETANTE QUÍMICO DE ALTO NÍVEL A
BASE DE ÁCIDO PERACÉTICO EM CME.
1
2
Autores:
Elenildes Silva Amorim , Gilmar Cunha Trivelato , Rosa Aires Borba Mesiano
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
ANVISA - SIA Trecho 5 Área ESP 57, Bloco B, Brasilia (DF).
FUNDACENTRO - Rua Capote Valente, 710, Pinheiros, São Paulo (SP).
2
Introdução: Os Estabelecimentos de Assistência à Saúde (EAS) utilizam produtos saneantes como os
desinfetantes de alto nível, para os processamentos dos materiais semicríticos. Segundo a RDC 35/10, são
definidos como produtos que destroem todos os microrganismos por período de tempo comprovado, exceto
um número elevado de esporos bacterianos. São utilizados no CME ou na sala de desinfecção química, sendo
causas frequentes de intoxicações. Dados do SINITOX/2011, apontam que saneantes são a terceira maior causa
de intoxicações no Brasil, ocorrendo em todos os ambientes: domiciliar ou profissional. Dentro do quadro de
aquisição, escolha e uso dos saneantes, a etapa de avaliação de risco ocupacional é fundamental, na tentativa
de diminuir acidentes e eventos adversos. Consiste no exame cuidadoso do que pode causar dano ao ambiente
ocupacional, sendo avaliada a necessidade da aplicação de medidas preventivas adicionais. Objetivo: Avaliar os
riscos ocupacionais no uso do ácido peracético como desinfetante de alto nível em EAS e auxiliar o
aperfeiçoamento das práticas de prevenção de riscos. Método: Foram estudadas 5 unidades de processamento
de materiais em EAS no estado do Rio de Janeiro. Utilizou-se uma abordagem descritiva, de natureza qualitativa
e exploratória, tendo como finalidade compreender a exposição ocupacional aos desinfetantes químicos de alto
nível. A ferramenta ECETOC TRA foi aplicada para avaliação dos riscos qualitativos à saúde dos profissionais
quando da utilização do desinfetante. Foi aplicado um questionário, com questões abertas, a todos os
fucionários dos CME, sobre rotina de utilização do desinfetante. Resultado: As condições estruturais
inadequadas dos ambientes impactaram negativamente nos resultados da avaliação da exposição respiratória
dos profissionais. A climatização, exaustão e ventilação mecânica tiveram papel de destaque para a redução do
risco ocupacional. Por outro lado, a adaptação dos espaços disponíveis para a instalação das salas de
desinfecção química não atende a RDC 15/12 no que tange a infraestrutura do CME dificultando adesão dos
profissionais ao uso do EPI. Se por um lado seria o menor nível de proteção previsto, a elevação sensação
térmica dos ambientes dificulta a adesão pelos profissionais ao uso dos EPIs. Evidenciou-se sinais e sintomas de
intoxicação durante a manipulação do produto, capacitação deficiente dos profissionais, falta de acesso as
Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos, etc. comprovado pelo desconhecimento do produto
em uso como: propriedades físico-químicas, possíveis eventos adversos, descarte, EPI. A disponibilidade de EPI
não garante o uso adequado o que ficou evidente nos resultados encontrados. Conclusão: Os resultados
demonstram a necessidade de adoção de metodologia de avaliação de risco toxicológico qualitativo,
minimamente nível 1, como uma das ferramentas para escolha, aquisição e uso dos desinfetantes químicos de
alto nível. Essa avaliação é importante para mapear as necessidades dos EAS como: treinamento dos
profissionais, revisão e elaboração de procedimentos operacionais, identificação de condições estruturais
inadequadas e necessidade de adequação à legislação. A climatização favorece temperatura de conforto para o
desempenho das tarefas e redução dos riscos ocupacionais. É importante a fiscalização constante dos EAS pelos
órgãos competentes não só quanto a infraestrutura como também quando ao uso dos saneantes.
Palavras-chaves: Avaliação de risco; CME; Desinfecção de alto nível; Ecetoc; Saneante.
[70]
46 - AVALIAÇÃO DO SISTEMA DE VISITA TÉCNICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
1
1
1
Autores:
Jane Keyla Souza dos Santos , Gabriela Wanderley Souza e Silva , Giselda Bezerra Correia Neves , Maria José
1
1
Vasconcelos , Maria da Penha Sá Rodrigues
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HR - Hospital da Restauração Gov. Paulo Guerra, Recife (PE).
Introdução: Na estrutura organizacional dos hospitais encontram-se as unidades de apoio técnico, entre as
quais se destaca o Centro de Material e Esterilização (CME). Sabe-se que o processamento de produtos para a
saúde com qualidade constitui uma importante medida de prevenção das infecções relacionadas à assistência.
Dessa maneira, a RDC nº 15 de 2012, refere que o CME e a empresa processadora devem documentar o
processo de esterilização para garantir a rastreabilidade dos produtos. Assim, o artigo médico-hospitalar a ser
utilizado no cuidado em saúde deve ser processado e armazenado adequadamente a fim de que esse material
não se torne uma fonte de transmissão de microrganismos. Portanto, verifica-se que umas das competências do
profissional responsável pelo CME é a orientação das unidades usuárias dos produtos processados quanto ao
transporte e armazenamento. Assim, fica evidente a necessidade da realização de medidas de educação
continuada, a fim de orientar o devido armazenamento e manipulação desses artigos, para estejam isentos de
contaminação até a hora do uso. Objetivo: Relatar a experiência da educação continuada através da visita
técnica realizada pelos enfermeiros do CME as unidades consumidoras de hospital público. Método: Trata-se de
uma pesquisa descritiva, narrativa, do tipo relato de experiência que tem a finalidade de descrever o trabalho
desenvolvido em um hospital público. O estudo tem o intuito descrever a padronização do formulário que avalia
as conformidades e não conformidades relacionadas à integridade das embalagens, validade, localização dos
materiais ventilatórios e instrumentais. E ainda, as condições de limpeza e desinfecção e os insumos utilizados
para as respectivas ações nos expurgos pelo serviço de assistência direta ao paciente. Além disso, descrever
como foi os impasses e progressos com a aplicação da visita técnica proposto pelas enfermeiras o centro de
material e esterilização nas unidades consumidoras. Resultado: A visita técnica foi realizada pelas residentes de
enfermagem numa hospital público em Pernambuco acompanhada pelo enfermeiro do CME três vezes por
semana. A visita proporcionou identificar e classificar como “não conforme” setores que apresentavam matérias
não estéreis e com embalagens não íntegras armazenados com materiais esterilizados. Além disso, outros
materiais utilizados no cuidado em saúde foram encontrados fora do prazo de validade, e com localização de
armazenamento desorganizada e não higienizadas. Quanto aos expurgos das unidades consumidoras o não
conhecimento dos insumos utilizados para as limpezas e desinfecções dos materiais ventilatório e instrumentais
comprometiam a assistência prestada aos pacientes. Dessa forma, a supervisão e a educação continuada dos
profissionais permitiram mudanças efetivas que resultaram em organização do serviço e a prestação de um
cuidado seguro aos pacientes. Conclusão: Acreditamos que a concretização da visita técnica nas unidades
consumidoras é um passo significativo para o fortalecimento da educação permanente. Além disso, reafirmou o
compromisso do CME com a assistência diante do desafio da validação, monitorização e rastreamento dos
artigos processados utilizados nos diversos setores da instituição. O propósito de apresentar este relato de
experiência é o de estimular outras instituições de saúde a estabelecer diferentes modalidades de
rastreamento, além de demonstrar as potencialidades do CME no desenvolvimento de projetos educacionais
que contribuam para a melhoria da qualidade nos serviços prestados.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro de material e esterilização; Visita técnica; Infecção hospitalar.
[71]
47 - AVALIAÇÃO DO TEMPO DE JEJUM ENTRE PACIENTES SUBMETIDOS A CIRURGIAS DO TRATO
DIGESTÓRIO EM UM HOSPITAL ONCOLÓGICO.
1
1
Autores:
Nayara de Castro Pereira , Ruth Natalia Teresa Turrini , Vanessa de Brito Poveda
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
EEUSP - Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419,
Cerqueira Cesar, São Paulo (SP).
Introdução: Frequentemente, durante as internações hospitalares, e, marcadamente, entre pacientes cirúrgicos
oncológicos, existe a dificuldade para a alimentação, tanto por fatores fisiológicos associados ao processo de
doença, como também, pela exigência de jejum para uma série de procedimentos laboratoriais e cirúrgicos, o
que pode culminar em uma desnutrição associada à hospitalização. Objetivo: O presente estudo objetivou
identificar o tempo de jejum pré-operatório e para procedimentos realizados pelos pacientes submetidos a
cirurgias oncológicas do trato digestório; identificando alterações de peso e sintomas pré e pós-operatórios
como, vômito, náusea, diarreia, desidratação e redução do apetite e edema durante o período de internação;
além de verificar a associação/correlação entre o tempo de jejum e as variáveis pós-operatórias número de
sintomas apresentados, tempo de internação, necessidade de transfusão, infecções de sítio cirúrgico
diagnosticadas durante o período de internação, variações de glicemia, óbito, reoperações, uso de sonda
nasogástrica/nasoentérica. Método: Para tanto, realizou-se um estudo quantitativo, do tipo longitudinal
retrospectivo, realizado por meio da consulta aos prontuários médicos de pacientes maiores de 18 anos,
submetidos a cirurgias oncológicas gastrointestinais, entre março e abril de 2014, em um hospital especializado
em oncologia, situado no Estado de São Paulo. Utilizou-se um instrumento de coleta de dados constituído por
variáveis sócio-demográficas, nutricionais e relacionadas à doença e ao tratamento de saúde. Resultado: A
amostra foi composta por 132 prontuários de pacientes oncológicos, com idade média de 62,03 anos,
submetidos a cirurgias gastrointestinais, com tempo médio de 106,59 horas de jejum, com valores máximo e
mínimo de, respectivamente, 501 horas e 24 horas. O tempo de jejum foi associado de forma estatisticamente
significante ao número de sintomas que o paciente apresentou após a cirurgia (p<0,000). Conclusão: Concluiuse que quanto maior o período de jejum, maior o número de sintomas apresentados no pós-operatório, maior o
período de internação, maior a probabilidade de ocorrer reoperação, assim como, infecção de sitio cirúrgico e
necessitar do uso de cateteres nasogástricos e entéricos, bem como, a probabilidade de ser hospitalizado em
UTI e ir a óbito. Dessa forma, este é um tema que precisa ser discutido dentro da equipe multiprofissional,
sendo a equipe de enfermagem a responsável pela vigilância e zelo dos interesses dos pacientes, não
permitindo o prolongamento desnecessário dos períodos de jejum.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Jejum; Oncologia.
[72]
48 - BOLETIM INFORMATIVO: ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO COM FAMILIARES.
1
1
1
1
Autores:
Hellen Maria de Lima Graf Fernandes , Simone Plaza Carillo , Ariane Silveira Rodrigues , Luciano Motta , Ana
1
Luiza Ferreira Meres
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
Celso Pierro - Hospital PUC Campinas - Avenida John Boyd Dunlop, s/n, Jardim Londres, Campinas (SP).
Introdução: O foco da atenção de cuidados da enfermagem perioperatória não deve estar centrado apenas no
paciente cirúrgico, mas também na família que vivencia a situação da cirurgia. A enfermagem no centro
cirúrgico tem como principal atuação no processo de trabalho o cuidar, e para isso recebe formação e amparo
científico, de forma a proporcionar segurança, crescimento e aprendizado. Quando ampliamos as ações para os
familiares que aguardam notícias, devemos planejar ações que minimizem a ansiedade, aumentem a confiança
e resultem no bem-estar de todos. A relação entre enfermagem e familiares deve propiciar à família perceber
na enfermagem as possibilidades de ajuda e de suporte. A enfermagem deve ser acessível, perceptiva,
disponível e preparada para atender às necessidades referidas pelos familiares, relacionadas à experiência com
a intervenção cirúrgica. Objetivo: Descrever estratégia utilizada para comunicação com familiares que
aguardam pacientes durante intra-operatório e sala de recuperação pós anestésica. Método: Trata-se de um
relato de experiência, envolvendo a sistematização do boletim informativo para familiares de pacientes que se
encontram no centro cirúrgico, desenvolvido pela equipe de enfermagem do Hospital Universitário no interior
do Estado de São Paulo. Resultado: Diante ao desafio de comunicação com familiares durante o período em que
o paciente fica no centro cirúrgico, a equipe de enfermagem buscou alternativas viáveis e elaborou um boletim
informativo que periodicamente informa o status do paciente: em sala cirúrgica ainda em procedimento, final
do procedimento, admissão na sala de recuperação pós anestésica, em recuperação e alta anestésica. Os
horários de preenchimento são 9h,11h, 14h, 16h e 18h e divulgados na recepção do centro cirúrgico. No
momento em que o paciente entra para o setor, o familiar é informado que poderá obter informação com esse
profissional e com isso evidenciamos que a confiança do acompanhante aumenta. Após a implantação do
boletim informativo de forma sistematizada, observamos que as ligações feitas por familiares no centro
cirúrgico com objetivo de obter informações diminuíram 72%, o que demonstra a efetividade do método. Ao
termino do procedimento cirúrgico a equipe médica conversa com os familiares para maiores informações da
cirúrgica, rotina que não tivemos mudanças. Nos casos de crianças, os pais são contatados ao final do
procedimento para acompanharem os filhos na sala de recuperação pós anestésica. Conclusão: Esta experiência
de atender o paciente considerando também o familiar ressalta a importância da equipe de enfermagem como
articulador entre o projeto terapêutico e as expectativas dos usuários, uma vez que cabe a nós a promoção da
assistência com qualidade. Devemos estabelecer uma maior interação com os familiares e percebê-los também
com clientes que precisam ser assistidos. Assim será promovida a real integralidade da assistência com
envolvimento dos vários sujeitos do cuidado. A comunicação efetiva visa além da diminuição da ansiedade, o
aumento da confiança, da cooperação e do entendimento da terapêutica.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro cirúrgico; Comunicação.
[73]
49 - BURNOUT E A SEGURANÇA DO PACIENTE CIRÚRGICO.
1,2
2
2
Autores:
Emília Maria Pacheco André , Leila de Cássia Tavares da Fonseca , Juliana Frutuoso da Silva , Sérgio Ribeiro
1,2
2
dos Santos , Jaqueline Brito Vidal Batista
Instituição:
1
HULW/UFPB - Hospital Universitário Lauro Wanderley - Campus Universitário s/n, João Pessoa (PB),
UFPB - Universidade Federal da Paraíba - Campus Universitário s/n, João Pessoa (PB).
2,3,4,5
E-mail:
[email protected]
Introdução: Burnout é considerada uma síndrome do trabalho, caracterizada por sentimentos de esgotamento
físico e emocional, despersonalização e baixa realização pessoal. Desta forma, o trabalho do enfermeiro no
período perioperatório é dinâmico e exige constante planejamento das intervenções de enfermagem que
possibilitam a prevenção de complicações decorrentes dos procedimentos anestésico-cirúrgico visando à
segurança do paciente. Se, como se diz, errar é humano, desenvolver medidas para evitar os erros é
necessidade urgente. O trabalho de enfermagem nas unidades de Centro Cirúrgico é descrito como estressante,
ocasionando desgaste, cansaço e sobrecarga, principalmente em relação à jornada de trabalho e ao ambiente.
Objetivo: Investigar a produção científica quanto à ocorrência da Síndrome de Burnout em profissionais de
enfermagem e sua interferência na segurança do paciente cirúrgico. Método: Trata-se de uma Revisão
Integrativa realizada através da busca em períódicos online publicados no período de 2010 a 2014, sobre
Segurança do Paciente Cirúrgico e Síndrome de Burnout. A coleta de dados ocorreu na Biblioteca Virtual em
Saúde (BVS), as bases de dados consultadas foram: Literatura Latino-Americana e de Caribe em Ciências da
Saúde (LILACS), Bases de Dados de Enfermagem (BDENF) e Medical Literature Analysis and Retrieval System
Online (MEDLINE). Os descritores utilizados foram: “Burnout”; “Enfermagem Perioperatória” e “Segurança do
Paciente”, que resultou em 87 estudos: 65 da base dados MEDLINE, 14 da base de dados LILACS e 9 da base de
dados BDENF. Foram incluídos, estudos disponíveis na íntegra, em open acess, de 2010 a 2014, publicações
originais em inglês, português e espanhol, alssim a amostra constitui-se de quatorze artigos. Resultado: estudos
foram classificados como: 1 do tipo descritivo, 2 do tipo exploratório, 1 de revisão bibliográfica e 10 do tipo
estudo transversal, sendo 9 em inglês e 5 em português. A maioria adotaram a abordagem quantitativa, exceto
2 deles que, tiveram abordagem quanti-qualitativa. Os estudos foram categorizados em quatro temas: Relações
interpessoais e nível de stress; Carga horária de trabalho e qualidade do cuidado; Burnout e Segurança do
Paciente; Estratégias de Coping. Discussão: A preocupação com a qualidade do cuidado e segurança do
profissional e do paciente nas instituições de saúde vem aumentando, pois são componentes críticos da
qualidade em saúde, diante de susceptibilidades que os profissionais de enfermagem estão sujeitos. Esses
profissionais acumulam funções de cuidar, administrar e liderar equipes o que gera um alto grau de stress,
conflitos, esgotamento físico-mental e ás vezes sintomas de Burnout. Esses sintomas e a depressão dos
profissionais estão associados com problemas para os próprios profissionais e, significativamente, com perigo
para a segurança do paciente. Como uma das maiores forças de trabalho em saúde, a enfermagem precisa ser
visionária e assumir uma posição de vanguarda na busca de ações que modifiquem este panorama. O processo
de melhorar a segurança do paciente na prevenção de danos é complexo e desafiador. Conclusão: À medida
que o movimento em prol da segurança do paciente amadurece, fica claro que as características organizacionais
que afetam de maneira adversa o bem-estar e o desempenho dos profissionais será essencial nos esforços para
se obter melhoras duradouras em termos de segurança.
Palavras-chaves: Burnout; Segurança do paciente; Enfermagem cirúrgica.
[74]
50 - CANCELAMENTO DE CIRURGIAS EM UM HOSPITAL PÚBLICO NA CIDADE DE SÃO PAULO.
1,1
Autores:
Michely de Araujo Félix , Roberto Luiz Sodré
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1
HSPM - Hospital do Servidor Público Municipal - Rua Castro Alves s/n, Liberdade, São Paulo (SP).
Introdução: O tratamento cirúrgico proposto para o indivíduo é um valor fundamental e deve ser prestado com
o máximo de segurança, competência e zelo. Para tanto, a programação de uma cirurgia envolve um número
considerável de profissionais, além de materiais e equipamentos. A suspensão da cirurgia no dia programado
oferece uma série de transtornos tanto para o hospital como para o usuário. Pode causar abalos psicológicos ao
paciente, devido ao alto nível de envolvimento emocional antes da cirurgia, além de sentimentos negativos do
indivíduo e da família para com a instituição e os profissionais envolvidos. Também é estressante e frustrante
para os pacientes em termos de dias de trabalho perdidos e prejuízo para seu planejamento da vida diária. O
cancelamento da cirurgia ocasiona prejuízos para a instituição, como por exemplo: atraso na programação
cirúrgica, prejuízos para outros pacientes que aguardam sua vez para operar, ampliação do custo operacional e
financeiro, prolongamento do período de internação e aumento do risco de infecção hospitalar. O volume de
procedimentos cirúrgicos e o número de cancelamentos são indicadores de qualidade e produtividade
hospitalar. A análise dos fatores de programação e suspensão de cirurgias revela os principais motivos que
diminuem a qualidade do serviço e aponta as ações a serem utilizadas para controle e melhoria dos dados
estatísticos. As instituições hospitalares utilizam indicadores para verificar a produtividade e impacto das
diretrizes implantadas. O cancelamento das operações no dia da programação é uma das principais causas do
uso ineficiente do tempo da sala cirúrgica e um desperdício de recursos. Inúmeros trabalhos examinaram razões
para cancelamentos com base na análise retrospectiva dos registros hospitalares e utilizaram estratégias para
reduzir as suspensões. A satisfação do usuário através de serviços eficientes é o objetivo dos programas de
saúde e gestão hospitalar. Objetivo: Estabelecer a incidência de cancelamentos de procedimentos no centro
cirúrgico, identificar as especialidades cirúrgicas mais envolvidas e os motivos mais frequentes de suspensões
das cirurgias programadas. Método: Estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa e qualitativa,
por meio de banco de dados e registro dos procedimentos cancelados, durante o período de janeiro de 2010 a
dezembro de 2013. Resultado: Foram realizados 19.667 procedimentos no centro cirúrgico e cancelados 3.121
(13,6%). As principais causas de cancelamento foram o não comparecimento do paciente (33,8 %), condições
clínicas desfavoráveis (20,0%), adiantado da hora (5,5%), falta de vaga na UTI (4,9%) e falta de
material/equipamento (4,6%). As especialidades que mais apresentaram suspensões foram cirurgia da mão
(19,3%), cirurgia vascular (18,2%), ortopedia/traumatologia (17,6 %) e gastrocirurgia (15,3%). Conclusão:
Identificados a incidência de cancelamento de cirurgias e seus principais motivos de cancelamentos, orientamos
medidas de planejamento e ações para melhoria contínua desses índices de qualidade hospitalar.
Palavras-chaves: Procedimentos cirúrgicos eletivos; Hospitais públicos; Gestão em saúde.
[75]
51 - CAPACITAÇÃO DO PESSOAL DE ENFERMAGEM PARA A PREVENÇÃO DE BIOFILME NOS
INSTRUMENTAIS DO CENTRO CIRÚRGICO.
1
2
2
1
Autores:
Marcio Pereira Melendo , Célia Maria Rabaioli , Carmem Eulália Pozzer , Simone Travi Canabarro , Rita Catalina
1
Aquino Caregnato
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - Rua Sarmento Leite, 245, Porto Alegre
2
(RS), ISCMPA - Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Rua Professor Annes Dias, 295 - Centro
Histórico, Porto Alegre (RS).
Introdução: Os instrumentais utilizados no Centro Cirúrgico são cada dia mais complexo devido ao seu design
como, por exemplo, o material de vídeocirurgia. É um desafio para profissionais oferecer instrumentais livres de
biofilme e endotoxinas. Todo material utilizado não limpo imediatamente permanece com sujidade aderida,
favorecendo a formação do biofilme, podendo transmitir infecções. Desta forma, devem existir processos
educativos com a finalidade de capacitar profissionais, estimulando a adesão de medidas preventivas que
evitem a infecção. Objetivo: Relatar a experiência de uma intervenção educativa planejada e implementada por
acadêmico de enfermagem e enfermeiras através da integração ensino-serviço. Método: Trata-se de relato de
experiência de um acadêmico de enfermagem do sétimo semestre, que optou fazer estágio supervisionado no
Centro de Materiais e Esterialização (CME) da Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (ISCMPA),
e juntamente com professoras e enfermeiras do CME planejaram e implementaram uma capacitação para os
profissionais de Enfermagem que atuam nos Centros Cirúrgicos (CC) para a utilização de solução umectante nos
produtos para a saúde (PPS), com finalidade de prevenir a formação de biofilme. Resultado: O acadêmico,
juntamente com enfermeiras do CME, professoras e a enfermeira representante do produto umectante,
planejaram a capacitação em duas etapas: 1) treinamento teórico sobre a utilização de solução umectante nos
instrumentais utilizados no CC; 2) workshop sobre técnicas de manipulação para instrumentais de videocirurgia.
As duas etapas foram oferecidas em três horários diferentes, permitindo a participação de funcionários dos três
turnos. A primeira etapa ocorreu em março de 2015, com a participação de 121 profissionais. No mês seguinte
realizou-se a segunda etapa, com presença de 122 profissionais. O acadêmico de enfermagem, juntamente com
as enfermeiras, participou ativamente como palestrante e orientador nas duas etapas, permitindo uma
integração ensino serviço. Conclusão: O estágio supervisionado da graduação de Enfermagem permite que o
acadêmico escolha uma área hospitalar, de sua afinidade, para realizar a última etapa de sua formação. Além de
aperfeiçoar sua prática, os acadêmicos devem desenvolver uma intervenção educativa integrando ensino e
serviço, contribuindo com o setor que o acolheu. Cursos de graduação de Enfermagem devem preparar seus
acadêmicos com teoria e prática para que possam atuar em CME, CC e prevenção de infecção.
Palavras-chaves: Enfermagem; Capacitação; Biofilme; Centro cirúrgico; Centro de materiais e esterilização.
[76]
52 - CARACTERIZAÇÃO DOS CANDIDATOS À VASECTOMIA EM UM SERVIÇO DE REFERÊNCIA DO
INTERIOR PAULISTA.
1
1
1
1
Autores:
Vanessa Cristina Angelo , Suzimar Benato Fusco , Marla Andréia Garcia de Avila , Silvia Maria Caldeira , Hamilto
1
Akihissa Yamamoto
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
MB - UNESP - Universidade Estadual Paulista Faculdade Medicina Botucatu, Avenida Prof. Montenegro,
Distrito de Rubião Junior, s/n, Botucatu (SP).
Introdução: A vasectomia é a contracepção permanente para homens por meio de um procedimento cirúrgico,
com duração de 15 a 20 minutos e sem necessidade de internação hospitalar, podendo ser realizado
ambulatorialmente. A realização da esterilização cirúrgica como método anticoncepcional foi regulamentada
através da Portaria nº. 144 ² do Ministério da Saúde, referente ao artigo 6º, parágrafo único da Lei nº. 9.263 ³,
que regula o parágrafo 7º do Artigo 226 da Constituição Federal, que trata do planejamento familiar. O usuário
que solicita a vasectomia, devem ter capacidade civil plena e ser maior de 25 anos e ter, pelo menos, dois filhos
vivos. A cirurgia só pode ser realizada depois de decorridos, no mínimo, sessenta dias a partir da solicitação;
durante esse período devem ser providas sessões de orientação, incluindo aconselhamento por uma equipe
multidisciplinar, para desencorajar a esterilização precoce. Objetivo: Conhecer o perfil sócio-econômico e
demográfico dos candidatos à vasectomia, bem como tempo de espera para a realização do procedimento
cirúrgico. Método: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo e com abordagem quantitativa realizado em
um serviço de referência de um hospital escola, público e terciário. Foram elegíveis para o estudo usuários do
Sistema Único de Saúde (SUS), candidatos à vasectomia no período de janeiro a julho de 2014. Os candidatos
cujos prontuários não estavam disponíveis para consulta no período da pesquisa foram excluídos. Os dados
foram coletados das entrevistas e das anotações do prontuário do paciente e transcritas para uma planilha
excel. O projeto de pesquisa foi aprovado do Comitê de Ética em Pesquisa, através da Plataforma Brasil, sob nº
820.595/2014. Resultado: Considerando os critérios de inclusão e exclusão, a amostra foi constituída por 70
candidatos a vasectomia. A maioria dos homens estava na faixa etária entre 31 e 40 anos (54,2%), casados, em
média com dois filhos e renda de até dois salários mínimos (40%). A idade das conviventes variou entre 31 e 40
anos. Todos afirmaram ter usado algum dos métodos contraceptivos reversíveis antes da escolha pela
vasectomia. Sobre as razões da escolha pela vasectomia o principal motivo foi o planejamento familiar e a
situação financeira relacionada ao número de filhos. Com relação à autorização para o procedimento de
vasectomia 54 (77,2%) entrevistas foram aprovadas e 16 (22,8%) negadas pelos seguintes motivos: esposa
grávida (50%), segundo filho do casal com idade inferior a um ano (43,75%) e casal com apenas um filho
(6,25%). Com relação ao período de espera das entrevistas autorizadas até a realização do procedimento
cirúrgico (N=54), 27,8% realizou a vasectomia em entre 60 e 100 dias, 62,2% realizou entre 101 e 150 dias, e
10% num período superior a 150 dias. Somente 01 paciente realizou a vasectomia em um período inferior a 60
dias. Conclusão: Concluímos que o momento sócio econômico atual exerce forte influência no comportamento
das pessoas por uma variedade de motivos como: questões sociais, número de filhos, idade, problemas nas
gestações e de saúde do casal, influenciando na decisão dos casais pelo planejamento familiar. A maioria das
cirurgias foram realizadas no período estabelecido, no mínimo, sessenta dias a partir da solicitação. A
caracterização dos candidatos à vasectomia pode contribuir para a divulgação desse método e orientar
programas de gerenciamento e estratégias de planejamento familiar.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Vasectomia; Cirurgia; Planejamento familiar.
[77]
53 - CENTRO DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO EM UMA FACULDADE DE ODONTOLOGIA.
2
2
Autores:
Carlos Moller , Maria Idalina Valencio , Rita Catalina Aquino Caregnato
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - Rua Sarmento Leite, 245, Porto Alegre
2
(RS), ULBRA/Canoas - Universidade Luterana do Brasil - Sede Campus Canoas - Avenida Farroupilha, 8.001,
Bairro São José (RS).
Introdução: O Centro de Materiais e Esterilização (CME) é considerado um setor de apoio técnico responsável
pelo processamento de produtos para saúde, seguindo requisitos básicos na execução de boas práticas, dando
suporte para realização de atividades direcionadas à saúde (BRASIL, 2012; SOBECC, 2013). O uso de produtos
para saúde não é exclusividade dos hospitais, visto que existem vários serviços prestadores de atendimentos
para esta área que utilizam materiais esterilizados e desinfetados. Portanto, para o preparo e esterilização dos
PPS deve existir uma área física adequada. A odontologia é uma área da saúde que realiza procedimentos
invasivos, necessitando materiais preparados adequadamente, permitindo atendimento seguro e de qualidade
ao cliente. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada como profissional de enfermagem atuando o CME de uma
Faculdade de Odontologia, no processamento de produtos para a saúde odontológicos, visando a segurança do
paciente. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre o funcionamento de um Centro de Materiais e
Esterilização (CME) de um curso de graduação em Odontologia, localizado em uma Universidade privada do Rio
Grande do Sul. Resultado: O CME deste relato tem um sistema de funcionamento centralizado para o material
da Universidade e semicentralizado para atendimento aos acadêmicos. O relato de experiência dividiu-se em
cinco tópicos: 1) recepção do material sujo; 2) acondicionamento do material; 3) esterilização e desinfecção do
material; 4) armazenamento e distribuição; e 5) importância da atuação da Enfermagem no CME da
Odontologia. Cada tópico descreve como os produtos para a saúde são processados na prática, fazendo uma
comparação com o a fundamentação teórica e a legislação vigente, destacando-se a importância da atuação de
Enfermagem neste setor, tanto no ensino quanto na prática. O PPS no CME da Universidade passa por todas as
etapas, entretanto os instrumentais dos acadêmicos são encaminhados ao CME limpos e embalados, pelos
próprios estudantes. A enfermeira do CME participa de uma disciplina teórica do curso, orientando os
acadêmicos quanto à limpeza e o acondicionamento do material. Depois de ministrada a teoria, a enfermeira
supervisiona a qualidade da limpeza e acondicionamento dos PPS encaminhados para o CME a fim de serem
esterilizados. Conclusão: Durante a realização do relato de experiência, como Trabalho de Conclusão de Curso, o
acadêmico de enfermagem, por vezes, constatou que a prática estava divergente da teoria, produzindo
questionamentos que conduziram a mudanças substanciais no funcionamento de algumas práticas do CME,
uma vez que permitiu correlacionar a prática com a teoria e adequar-se a esta. É fundamental a existência de
um CME na Faculdade de Odontologia, além de oferecer PPS adequadamente preparados e esterilizados, o
ensino e a supervisão do acadêmico, nas etapas que participa do preparo do seu material, ajuda a conscientizar
o futuro profissional sobre a importância de oferecer um atendimento com qualidade e segurança ao paciente.
Palavras-chaves: Enfermagem; Esterilização; Odontologia.
[78]
54 - CHECAGEM DE MATERIAIS CIRÚRGICOS COMO PARÂMETRO DE QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA.
1
1
1
Autores:
Marly Ryoko Amaya , Eliane Cristina Sanches Maziero , Maria Edutania Skroski Castro , Elaine Drehmer de
1
Almeida Cruz
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFPR - Universidade Federal do Paraná - Avenida Pref. Lothario Meissner, 632, 3º andar, Curitiba (PR).
Introdução: O Programa Cirurgia Segura, iniciativa da Organização Mundial da Saúde, estabelece dez objetivos
essenciais para a segurança do paciente cirúrgico e preconiza o uso de lista de verificação (checklist) para os
períodos pré-operatório imediato e intra-operatório. Destaca-se nesta pesquisa a prevenção de retenção
inadvertida de instrumentais, compressas, gazes e outros materiais no sítio operatório, frente ao risco de
complicações e morte (OMS, 2009). A contagem desses materiais antes e imediatamente antes do término da
cirurgia objetiva evitar a retenção inadvertida e é responsabilidade de toda a equipe cirúrgica. Frente à
relevância do tema, em 2010 foi adotado em hospital de ensino do sul do Brasil checklist no modelo
preconizado pela OMS, tendo como especialidade piloto a Ortopedia. Objetivo: Analisar as informações
relativas à contagem de materiais registradas nos checklists de cirurgias ortopédicas. Método: Pesquisa
documental retrospectiva, realizada em 2013; cujos critérios de inclusão foram: checklists de cirurgias
ortopédicas realizadas de janeiro de 2011 a junho de 2012 no referido centro cirúrgico que apresentaram itens
de checagem relativos à contagem de materiais e disponíveis no arquivo hospitalar. Não há critérios de
exclusão, visto que todos os checklists disponíveis, com os itens preenchidos total ou parcialmente, foram
considerados. Os dados alimentaram planilha no Excel® e a análise foi realizada por estatística descritiva com
auxílio do programa Statistical Package for Social Science. Os resultados foram descritos em frequências e
percentuais. Resultado: Foram analisados 257 checklists e 771 itens referentes as variáveis de contagem de
materiais incluídos na última etapa de verificação – antes da saída do paciente da sala operatória. A média de
confirmação da contagem foi de 66,4%(n=512), com 77,4%(n=199) de confirmação da ‘contagem de
instrumentais cirúrgicos e agulhas’, 73,9%(n=190) da ‘contagem de compressas’ e 47,9%(123) da ‘contagem de
gazes’. Estes resultados demonstram baixa verificação/registro, confirmando os apresentados em estudo
realizado na mesma instituição (MAZIERO, 2012). Em 9,3% (n=72) foi registrada a não contagem de materiais, e
em 13,9%(n=107) os itens não foram respondidos, assim como observado em outro estudo (FOURCADE et al.,
2011), sendo causas apontadas falhas na comunicação e saída dos profissionais antes da cirurgia terminar
(STEELMAN; CULLEN, 2011). Os fatores associados a não contagem/registro de materiais não foram investigados
na presente pesquisa. Conclusão: Os dados destacam baixa adesão à contagem de materiais cirúrgicos
evidenciando falhas no controle e riscos ao paciente. Urge a adoção de medidas educativas e corretivas como
estratégias para promover a segurança do paciente cirúrgico e compreensão da responsabilidade ética e legal
dos profissionais.
Palavras-chaves: Lista de checagem; Segurança do paciente; Procedimentos cirúrgicos operatórios.
[79]
55 - CHECKLIST CIRÚRGICO: SAÍDA – PASSOS A SEREM EFETUADOS GARANTINDO A SEGURANÇA DO
PACIENTE.
1
1
1
1
Autores:
Edluza Melo , Renata Lopes , Thamyres Santos , Ingrid Bezerra , Micheli Aguiar
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
FPS - Faculdade Pernambucana de Saúde - Jean Emile Favre, 422, Imbiribeira, Recife (PE).
Introdução: O Checklist Cirúrgico, estratégia estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2004,
objetiva reduzir o índice de morbimortalidade no pré, intra e pós-operatório. Sendo este dividido em três
momentos: Entrada, Pausa Cirúrgica e Saída; que irá reforçar as práticas de segurança, promovendo uma
melhor comunicação e trabalho multidisciplinar entre a equipe cirúrgica. O terceiro momento (Saída) do
Checklist será feito o desfecho da cirurgia, que será desde o nome da cirurgia realizada até aos planos-chaves do
pós-operatório do paciente. Objetivo: Identificar a realização do último momento do checklist (saída) nos Blocos
Cirúrgicos de um Hospital-Escola. Método: Estudo observacional tipo corte transversal, prospectivo, com
abordagem quantitativa, realizado nos Blocos Cirúrgicos adulto, pediátrico, ambulatorial, transplante e o Centro
Obstétrico de um Hospital-Escola do Recife. A população do estudo foi composta de Enfermeiros e Técnicos de
Enfermagem lotados nos referidos setores e que concordaram com o TCLE. A coleta dos dados foi realizada de
Novembro 2014 a Janeiro de 2015, por meio da aplicação de um questionário preenchido pelo pesquisador que
avaliou o devido preenchimento da última etapa do checklist (saída). Resultado: No estudo foi preenchido 100
questionários com 11 perguntas sendo distribuído 20 questionários para cada bloco cirúrgico, onde 96% dos
procedimentos cirúrgicos o profissional responsável pelo preenchimento do checklist foi o téc. de enfermagem
e em 4% das cirurgias não foi realizado o preenchimento desta ferramenta que é crucial para minimizar erros ou
danos ao paciente. Em 50% das cirurgias havia um instrumentador entre a equipe cirúrgica, logo esse
profissional é muito importante para o ato cirúrgico, pois, ele deve exercer controle total do material utilizado e
manipulado durante a cirurgia e está autorizado a alertar a equipe caso detecte a falta dos mesmos. Para
prevenir o esquecimento de materiais ou instrumentais dentro do paciente é realizado um ato simples como a
contagem de instrumentais, agulhas e compressas utilizados durante a cirurgia, porém nesse estudo
observamos que em 9% dos procedimentos foi realizada a contagem desses materiais e 91% não realizou a
devida contagem, aumentando o risco de complicações ao paciente por presença de corpo estranho na
cavidade operada. Observamos também que em 12% das cirurgias ocorreu falha em algum equipamento e que
3% desses equipamentos permaneceram na sala operatória mesmo danificados. Conclusão: É necessário que a
equipe de enfermagem faça uma execução mais minuciosa durante a realização do último momento do
checklist; através de medidas consideradas simples, como a confirmação do nome do procedimento realizado,
aplicação da checagem de materiais e equipamentos, identificação da amostra patológica e informações sobre o
paciente, pois, são pontos avaliados em processos de acreditação quanto à segurança do cliente. Para que
ocorra essa efetivação é necessária à implantação de sistemas de informação facilmente acessível e
desenvolvimento de palestras aos profissionais de saúde a cerca da segurança do paciente, como também o
monitoramento dos problemas de segurança, e promover mecanismos de prevenção e melhorias da segurança
do paciente.
Palavras-chaves: Lista de checagem; Cuidados de enfermagem; Segurança do paciente; Prevenção e controle.
[80]
56 - CHECKLIST CIRÚRGICO: UMA ESTRATÉGIA PARA A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE.
1
1
1
1
Autores:
Edluza Melo , Renata Lopes , Thamyres Santos , Ingrid Bezerra , Micheli Aguiar
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
FPS - Faculdade Pernambucana de Saúde - Jean Emile Favre, 422, Imbiribeira, Recife (PE).
Introdução: Em 2004 a Organização Mundial de Saúde (OMS), criou o Segundo Desafio Global, visando
padronizar passos essenciais de segurança à rotina do Bloco Cirúrgico. Com isto, foi implantado o checklist,
sendo este um dos seis protocolos de segurança do paciente, o qual é dividido em 3 partes: entrada, pausa
cirúrgica e saída. Essa é uma estratégia que visa minimizar a ocorrência de danos comuns e evitáveis que
colocam em risco a vida do paciente, no qual, as equipes operatórias têm dez objetivos básicos e essenciais em
qualquer caso cirúrgico. Objetivo: Identificar a realização do checklist cirúrgico nos Blocos Cirúrgicos de um
Hospital-Escola. Método: Estudo observacional, tipo corte transversal, prospectivo, com abordagem
quantitativa, realizado nos blocos cirúrgicos adulto, pediátrico, ambulatorial, transplante, e centro obstétrico de
um Hospital-Escola. A população foi composta pela equipe cirúrgica lotada nos blocos que concordaram com o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A coleta foi realizada entre maio/julho 2014, através do
questionário preenchido pelas pesquisadoras avaliando o preenchimento do checklist. Resultado: Nesse estudo
foi incluído a observação da realização do checklist em 100 cirurgias nos Blocos Cirúrgicos de um HospitalEscola, dentre as quais não foi aplicada tal ferramenta em 4 dos procedimentos. Foi dividido 20 questionários
para cada bloco cirúrgico. Durante a pesquisa foi constatado que em 100% dos checklist foram preenchidos
pelos técnicos de enfermagem. Em 89% houve a participação ativa dos anestesiologistas e cirurgiões e 88% dos
procedimentos foram executados em voz alta, porém em um tempo que não condiziam com a etapa a qual
estava sendo realizada. Observamos que 33% não foi realizado o teste biológico sendo este o único meio de
assegurar que as condições de esterilização estejam adequadas para manuseio. Em caso de problemas com
equipamentos que ocorram durante uma cirurgia o coordenador deve assegurar que esses sejam identificados
pela equipe e no nosso estudo foi notificado que dos 16 acontecimentos de falha do equipamento apenas 8%
foi relatado à equipe. 99% dos pacientes estavam cientes do procedimento; entretanto, em 2% não foi
verificado o sítio cirúrgico; não foram contabilizados em 91% dos casos os materiais utilizados na cirurgia; não
foi dada assistência imediata no pós operatório há 61%; e 57% dos pacientes foram encaminhados à sala de
recuperação pós anestésica. Conclusão: O preenchimento correto do checklist de cirurgia segura nos hospitais
ainda é imprecisa. É necessária a realização de reuniões, treinamentos e acompanhamento para organizar a
logística de aplicação com toda a equipe cirúrgica, para proporcionar uma maior responsabilidade com a
segurança do paciente.
Palavras-chaves: Lista de checagem; Erros cirúrgicos; Sala operatória; Segurança.
[81]
57 - CIRCUITO RESPIRATÓRIO REPROCESSADO X CIRCUITO RESPIRATÓRIO DESCARTÁVEL.
1
1
Autores:
Heidi Christiane Niemoi Dias , Priscila Paulon Tanaka , Jefferson Aparecido Ramos Costa
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HSC - Hospital Santa Catarina - Avenida Paulista, 200, Bela Vista, São Paulo (SP).
Introdução: As infecções respiratórias sempre foram frequentes nos serviços de saúde no Brasil. A maioria
destas infecções estão associada a Ventilação Mecânica, e os dados epidemiológicos sobre a pneumonia, por
exemplo, relacionada à Ventilação Mecânica, são imprecisos porque há falta de critérios de diagnóstico
uniformes¹. Estudos confirmam desde 1998 comprovando que os circuitos respiratórios do aparelho de
anestesia podem ser contaminados e responsáveis pela entrada de bactérias no trato respiratório². Causando
assim as infecções respiratórias que tem grande Estimativas da mortalidade atribuída a esta infecção¹. Sendo
então necessário a padronização de limpeza e descontaminação desses circuitos afim de evitar tais
contaminações³. Utilizávamos o circuito reprocessado, mas a partir de Janeiro de 2015 optamos pela utilização
de Circuitos descartáveis. Objetivo: Avaliar risco x benefício da utilização de circuitos respiratórios
reprocessados em relação a utilização de circuitos respiratórios descartáveis em um Hospital de grande porte de
São Paulo. Método: Os custos hospitalares foram baseados na media de valores que Hospitais da Grande São
Paulo tem com o reprocessamento destes circuitos respiratórios e a avaliação dos riscos através de
levantamento bibliográficos. Obtemos o valor do circuito descartável já de uso único, pronto para uso e nos
baseamos nos seus benefícios, bem como seu ponto desfavorável, mediante a utilização entre janeiro de 2015 a
abril de 2015. Resultado: Obtemos a media do custo de reprocessamento do circuito respiratório, considerando
os custos indiretos como energia, o tempo do trabalho de enfermagem para todo processo, custo com
manutenção de fornecimento de ar comprimido e custo com seladoras, termodesinfectora mais custos com
Limpeza, Desinfecção e Preparo. Tendo um valor de custo total de R$ 60,10, para cada processo de
reprocessamento de 1 circuito respiratório. Ao reprocessar alguns riscos podem ocorrer como: Alterações e
perdas das características originais em decorrência a vários ciclos de desinfecção do produto, tendo a
necessidade de descartar o material4; e toxicidade residual em decorrência de vários reprocessos³. O valor
unitário de compra de cada circuito respiratório descartável é de R$ 30,00. Sendo o mesmo repassado para
venda por R$ 100,00. Gera o lucro no valor de R$ 40,00, sendo um dos principais pontos positivos na utilização
dos mesmos, além de ter a garantia de estar livre dos riscos que podem vir a ocorrer com o reprocessamento.
Atualmente temos a preocupação com a crise hídrica. Muitas instituições hospitalares estão desenvolvendo
ações para economia da agua. Com a utilização de descartáveis obtemos economia de agua na instituição
levando em conta não ter a necessidade de limpeza e desinfecção dos circuitos. Como único ponto desfavorável
que observamos na utilização dos mesmos durante 3 meses foi o aumento do lixo em nosso setor Centro
Cirúrgico. Conclusão: Os resultados permitem concluir que a utilização de circuitos descartáveis de uso único
gera um lucro maior para instituição e nos beneficiam em vários outros aspectos de âmbito ambiental atual
como a economia na utilização de água, bem como uma maior segurança ao paciente.
Palavras-chaves: Circuito respiratório; Economia de água; Reprocessamento de material; Artigos descartável;
Lixo hospitalar.
[82]
58 - CIRURGIA SEGURA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA DOCENTE DA DISCIPLINA DE
ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO.
1,1,3
Autores:
Gisele dos Santos Rocha
Instituição:
1,2
E-mail:
[email protected]
3
, Aderlaine da Silva Sabino , Mailma Costa de Almeida
1
UEA - Universidade do Estado do Amazonas - Avenida Djalma Batista, 3.578, Flores, Manaus (AM),
CEULM/ULBRA - Centro Universitário Luterano de Manaus - Avenida Carlos Drummond de Andrade, 1.460,
Japiim, Manaus (AM).
3
Introdução: A segurança do paciente compromete-se em oferecer um cuidado livre de danos ou de lesões
acidentais durante a prestação de assistência à saúde1. Em 1990, devido a estudos sobre os erros médicos, que
geravam a morte de um número considerável de pacientes, chamou à atenção do mundo sobre esse problema,
dando origem ao movimento com a preocupação da segurança do pacientes. Assim em 2004 foi lançado pela
Organização Mundial de Saúde (OMS) a “Aliança Mundial para Segurança do paciente”, e em seguida houve a
extensão, em 2007 com a segurança na cirurgia em decorrência dos eventos adversos e ao erro humano
relacionado ao ato cirúrgico². O tema “Cirurgias Seguras Salvam Vidas” evidenciou a finalidade de minimizar a
morbimortalidade causada pelas intervenções cirúrgicas, que consistiu como estratégia a normatização da
segurança dirigida à prevenção das infecções pós-cirúrgicas, a segurança dos procedimentos anestésicos e das
equipes cirúrgicas e a mensuração dos indicadores cirúrgicos por meio de uma lista de verificação de segurança
cirúrgica nos serviços de saúde3. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada sobre a percepção pela equipe
cirúrgica em relação ao conhecimento e desenvolvimento das condutas referente à “cirurgia segura”, durante o
período de estágio no centro cirúrgico como docente. Método: Relato de experiência do módulo de estágio
Supervisionado de enfermagem em Centro Cirúrgico de uma Universidade particular no Centro Cirúrgico de um
Hospital Infantil da cidade de Manaus/Amazonas, no mês de Junho de 2014. Resultado: Evidenciou-se durante o
período de estágio a deficiência de conhecimento da equipe cirúrgica (enfermagem, cirurgiões e anestesistas)
sobre o programa de “Cirurgias Segura”, observou-se também não existir ainda a implantação do programa
citado naquele setor. Apresentando assim lacunas que emergem a necessidade de realizar atualização sobre a
temática, não somente durante a permanência no estágio, onde há a troca de conhecimento entre ensino e
serviço, mas também que haja comprometimento da gestão hospitalar, no sentido de realizar protocolos de
assistência voltados a implantação dessa importante estratégia de segurança aos pacientes durante o
perioperatorio. Diante desse fato foi construído pelo os alunos estagiários um folder com o título “cirurgia
segura salvam vidas” com as informações sobre as normas vigente no País sobre essa temática, e entregue a
equipe cirúrgica do centro cirúrgico do referido hospital. Conclusão: A presença dos alunos em serviço mostrase cada vez mais indispensável, pois desta forma através da integração ensino e serviço podemos transformar a
realidade das fragilidades apresentadas durante o estágio, como no caso a deficiência encontrada nesse
hospital, relacionadas às praticas que envolvem a “cirurgia segura”. Pois no decorrer do estágio é realizado o
diagnóstico situacional e mediante a esse achado, são oferecidas atualizações por meio de orientações gerais
tanto para a equipe multiprofissional como também paciente e acompanhantes. Portanto o planejamento e
implementação se configura um desafio para o cuidado indispensável para a prática da cirurgia segura de
maneira emergente.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Cirurgia segura; Docente; Relato de experiência.
[83]
59 - COMPLICAÇÕES EM IDOSOS EM SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA.
1
1,
Autores:
Prince Daiane Felizardo Silva Nascimento , Ana Caroline Bredes , Ana Lucia de Mattia
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Avenida Prof. Alfredo Balena, 190, Santa Efigênia, Belo
Horizonte (MG).
Introdução: Ao término de procedimentos cirúrgicos pacientes são encaminhados para sala de recuperação pósanestésica (SRPA), onde permanecerão até que superem efeitos imediatos do processo anestésico cirúrgico.
Objetivo: Analisar as complicações em pacientes idosos no período de permanência na sala de recuperação pósanestésica. Método: Trata-se de estudo prospectivo, exploratório, com método quantitativo, realizado em um
hospital público federal, na cidade de Belo Horizonte. A amotra foi constituída por 50 idosos, tendo como
definição as variáveis preditivas incialmente propostas, sendo dez sujeitos em relação a cada uma das variáveis.
As variáveis foram idade, cirurgia eletiva, classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA) de I e II, e
duração da anestesia e de cirurgia de no mínimo uma hora. Os critérios de inclusão foram sujeitos com idade
igual ou superior a 60 anos, submetidos a todos os tipos de anestesia, exceto anestesia local, com no mínimo
uma hora de duração, cirurgia eletiva, com no mínimo uma hora de duração, e classificação física de ASA I e II.
Para a coleta de dados foi elaborado um instrumento estruturado, com a caracterização do paciente, do
procedimento anestésico-cirúrgico e caracterização das complicações no período de recuperação anestésica,
analisadas por meio do Indice de Aldrete Kroulik (IAK), sinais vitais e sintomas apresentados. O projeto foi
aprovado pelo comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais, com o parecer n° 274.655,
CAAE 14887213.4.0000.5149. O termo de consentimento livre e esclarecido foi assinado por todos os
participantes após receberem do pesquisador as informações sobre o estudo e seus objetivos. Os
esclarecimentos e a assinatura do termo foram realizados no quarto do paciente, quando este ainda se
encontrava em fase pré-operatória. Resultado: Os resultados deste estudo demonstraram maior frequência na
diminuição da temperatura corpórea com 37 (74,0%) dos idosos hipotérmicos, do nível de saturação de oxigênio
em 18 (38,3%) hipoxemicos, de delirium em 17 idosos (34,0%), nível de consciência com 16 (34,0%), bradicardia
com 9 (18,0%), hipotensão, bradipnéia e dor em 8 (16,0%) respectivamente, no período de 60 minutos de
permanência na sala de recuperação pós-anestésica. Outras alterações evidenciadas foram hipertensão arterial,
taquicardia, taquipnéia, náusea e vômito, em menor frequência. Os resultados apontaram que algumas
complicações durante o período de recuperação anestésica tiveram relação com a classificação ASA II, o tipo de
cirurgia, anestesia e a duração do procedimento anestésico-cirúrgico. A detecção precoce de complicações após
o procedimento anestésico cirúrgico é fundamental para o impacto positivo e diminuição dos agravos,
possibilitando o restabelecimento do paciente. Conclusão: O controle e monitoramento das complicações
apresentadas são atividades fundamentais da equipe de enfermagem, na prevenção do agravamento do estado
de saúde do paciente idoso no período de recuperação anestésica. Esse estudo teve apoio financeiro da
FAPEMIG- processo n° APQ 655/13.
Palavras-chaves: Complicações pós-operatórias; Enfermagem perioperatória; Idosos; Sala de recuperação.
[84]
60 - COMPLICAÇÕES NO POI DE PACIENTES SUBMETIDOS A REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO
COM E SEM USO DE CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA.
1
Autores:
Verônica Cecilia Calbo de Medeiros , Beatrice Sampaio dos Santos Barros
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas - Rua Vergueiro, 107, Liberdade, São Paulo (SP),
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
2
Introdução: A cirurgia de revascularização do miocárdio (RM) busca garantir alívio dos sintomas da insuficiência
coronariana, melhor funcionamento cardíaco, prevenção do IAM e recuperação física, psíquica e social do
paciente, objetivando melhoria da qualidade de vida. A cirurgia de RM com circulação extracorpórea (CEC)
permite aos cirurgiões parar o coração e corrigir as lesões existentes sob visão direta. Grandes avanços e
melhorias nas técnicas operatórias têm contribuído, para a diminuição da morbimortalidade na cirurgia de RM.
Devido dificuldades na realização com o coração batendo, foram introduzidos diversos complementos que
incluem os estabilizadores mecânicos. Esses dispositivos permitem estabilizar a região em que a anastomose é
construída; a região permanece praticamente imóvel, enquanto o restante do coração contrai normalmente.
Objetivo: Identificar os mecanismos envolvidos nos cuidados de enfermagem no POI de pacientes
revascularizados, comparando o método de revascularização do miocárdio com e sem circulação extracorpórea
e suas respectivas complicações na unidade de terapia intensiva. Método: Revisão bibliográfica utilizando a
biblioteca virtual em saúde (BIREME), realizado nas bases de dados: Lilacs e SciELO (2005-2014). Resultado: As
principais complicações apresentadas pelos pacientes que são submetidos à cirurgia de RM são: hemorragia,
baixo débito cardíaco, disfunção respiratória e renal. A necessidade média de transfusão sanguínea de pacientes
revascularizados é significativamente maior quando realizada cirurgia com CEC se comparado à sem CEC. Devido
à máquina fazer o trabalho do coração, requer maior demanda sanguínea e a inserção das cânulas na veia cava
superior e inferior ocasionam perda de sangue, já na cirurgia de revascularização sem a CEC, não há a utilização
da máquina e mangueiras, portanto não há grandes perdas sanguíneas. A redução da função contrátil do
coração é uma complicação comum nos pacientes submetidos à CEC, a causa mais comum é a insuficiente
proteção do músculo cardíaco contra a injúria isquêmica capaz de ocorrer antes, durante e após um período de
interrupção da circulação coronariana. Segundo os estudos, a ocorrência de IAM e fibrilação atrial, foram
menores quando não utilizada circulação extracorpórea. A falta de perfusão e de ventilação dos pulmões
durante a perfusão contribui para reduzir o surfactante e favorecer o desenvolvimento de atelectasias. O tempo
de intubação do paciente pode levar a infecções respiratórias causadas pelo tubo orotraqueal, autores
demonstram que o tempo de intubação é maior no paciente submetido a CEC. A insuficiencia renal aguda (IRA)
ocorre em até 30% dos casos. A isquemia de reperfusão renal combinada com a resposta inflamatória à CEC,
podem ser causas importantes de disfunção renal. A resposta inflamatória pode exacerbar hipoperfusão renal,
como resultado de instabilidade hemodinâmica e diretamente, através de vasoconstricção arteriolar renal e
distribuição da perfusão. O fato do coração não precisar parar de bater durante a cirurgia sem CEC, o fluxo
sanguíneo não é interrompido ou diminuído para os rins, diminuindo ou podendo até não ocorrer danos renais.
Conclusão: O presente estudo revelou que as principais complicações são vistas em ambos os pós-cirúrgicos,
tanto com a utilização da CEC e sem, porém sem o uso da máquina a incidência de complicações é visivelmente
menor, trazendo assim melhor recuperação, menor tempo de internação e mais benefícios para o paciente.
Palavras-chaves: Circulação extracorpórea; Complicações pós-operatórias; Cirurgia torácica; Enfermagem.
[85]
61 - COMUNICAÇÃO EFETIVA: O SEGREDO PARA O ALCANCE DA QUALIDADE DO PROCESSO.
1
1
1
Autores:
Izabel Kazue Damas Crisol Iamaguti , Giovana Abrahão de Araújo Moriya , Andrea Miranda Lopes , Andreia
1
1
Cristina de Souza Dias , Fabiana Machado Parreira
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Av Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: A segurança do serviço de saúde depende de uma comunicação efetiva entre os profissionais e
áreas envolvidas nos processos assistenciais e estratégicos, onde esta deve ser oportuna, precisa, completa, sem
ambiguidade e compreendida por todos. Segundo a Joint Commission International (JCI), a efetividade da
comunicação nas instituições de saúde reduz a ocorrência de erros e resulta na melhoria da segurança do
paciente. A comunicação é um processo-chave nas trocas de plantão entre equipes, nas situações de
emergências, na rastreabilidade, assim como na definição e execução de planos de melhoria contínua dos
processos, em busca da excelência do trabalho executado. Dentro deste contexto, foi desenvolvido um
programa multidisciplinar com o grupo de assistencial aos pacientes cirúrgicos, com o foco na redução das
falhas de comunicação de um hospital privado, de extra porte de São Paulo. Objetivo: Melhorar os indicadores
de qualidades correlacionados à comunicação efetiva entre a equipe multidisciplinar que faz a previsão e
provisão de insumos, equipamentos, salas e horários para que as cirurgias aconteçam sem ambiguidades e
falhas. Método: As medidas de avaliação da efetividade da comunicação tiveram como foco as intercorrências
tidas como “causa inicial“ a falha na comunicação. Definimos como “estratégia central” a programação cirúrgica,
onde diariamente a equipe multidisciplinar constituída pelos profissionais que atuam no Centro Cirúrgico,
Centro de Materiais e Esterilização, Engenharia Clínica, Célula de Consignados, Agendamento Cirúrgico e
Farmácia, discutem detalhadamente as necessidades de atendimento do “mapa cirúrgico” do dia seguinte,
assim como o planejamento estratégico interdisciplinar, particularidades de cada área e oportunidades de
melhoria observadas em situações onde houve falha de comunicação afetando o atendimento ao cliente:
atrasos de cirurgias eletivas, falhas de equipamentos, falta de insumos e materiais e cancelamento de cirurgias.
O programa foi iniciado no ano de 2012 e está sendo desenvolvido, implementado e adaptado há 3 anos, de
acordo com o desenvolvimento da equipe multidisciplinar, e pesquisa de satisfação do cliente interno e externo.
Resultado: Após a aplicação da ferramenta multidisciplinar de comunicação efetiva focando no bate-mapa, o
indicador de cirurgias canceladas com menos de 24 horas que no ano de 2012 era de 8%, em 2013 tivemos uma
redução para 6%, e ao final de 2014 para 5%. O indicador de atrasos de cirurgias do primeiro horário do dia, no
ano de 2012 era de 42 minutos, em 2013 e 2014 tivemos uma redução para 31 minutos. Conclusão: A estratégia
das ações de alinhamento da comunicação efetiva interdisciplinar nos resultou na melhoria da conscientização
dos profissionais envolvidos quanto ao objetivo em comum, a excelência na execução dos processos de
trabalho; e consequentemente a melhoria dos indicadores de qualidade do serviço prestado ao paciente
cirúrgico.
Palavras-chaves: Comunicação efetiva; Centro cirúrgico; Segurança do paciente; Indicadores de qualidade.
[86]
62 - COMUNICAÇÃO VISUAL EFETIVA (CVE):DIALÉTICA ENTRE CENTRAL DE MATERIAL E
ESTERILIZAÇÃO E A SEGURANÇA DO PACIENTE CIRÚRGICO.
1
1
Autores:
Marize Silva , Franklin José Pereira , Regina Célia Gollner Zeitoune
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Avenida Brigadeiro Trompovsky s/n, Rio de Janeiro (RJ).
Introdução: Trata-se de uma proposta técnico-científica na Central de Material e Esterilização (CME).
Considerada o coração do complexo hospitalar, a CME, seguindo as recomendações dos manuais referentes às
boas práticas de armazenagem e distribuição de produtos para a saúde, articula-se com o Centro Cirúrgico (CC)
e demais Unidades, obedecendo um fluxo unidirecional, desde o recebimento e inspeção do material até a
dispensação do produto ao usuário. Assim, considera-se como a primeira CVE com o instrumental, o
recebimento e inspeção; num segundo momento acontece com o manuseio do material pelo responsável pela
limpeza. Feito isso, dá-se seguimento a fase de inspeção visual e escolhas das embalagens apropriadas ao
acondicionamento dos instrumentos, considerando sua constituição e especificidade. Na etapa da esterilização,
a CVE se fará através dos testes nos autoclaves e validação à emissão confiável da carga e, se necessário, sua
rastreabilidade. No arsenal da CME os instrumentais devidamente embalados e acomodados em prateleiras,
gôndolas, containers e cestos, identificados por cores, onde cada cor representa uma especificidade cirúrgica,
facilita o controle, montagem dos carros cirúrgicos e a distribuição, reduzindo o recall, desperdício e
prolongamento cirúrgico desnecessários, minimizando o risco de infecções ao paciente. Objetivo: Padronizar
cores, embalagens e etiquetas com o intuito de facilitar a CVE e supervisão das etapas de recebimento e
dispensação do instrumental a ser utilizado nas cirurgias; Favorecer a segurança do paciente cirúrgico (PC)
através da elaboração de um protocolo de padronização facilitador (PPF) da CVE no bloco cirúrgico. Método:
Levantamento bibliográfico com recorte temporal de 5 anos, nas bases de dados MEDLINE, SciELO, LILACS e
BDENF, para subsidiar estratégias que corroborem à promoção de boas práticas de segurança ao PC,
recomendadas pela Association of periOperative Registered Nurses (AORN)¹ e, no Brasil, referendada pela
Associação Brasileira de Enfermeiros de CC, Recuperação Anestésica e CME (SOBECC). Na análise de dados
utilizou-se leitura interpretativa e análise bibliográfica. A apuração ocorreu no período de maio de 2015.
Resultado: No estudo ressalta-se que a excelência na segurança do PC, meta do segundo desafio global da
Organização Mundial de Saúde (OMS)², inicia-se com o fornecimento de instrumentais facilmente identificáveis,
através das embalagens³, sendo a CVE responsável pela redução na inutilização de instrumentais devido ao erro
de identificação, atrasos no tempo cirúrgico, recall, aumento do risco de infecção ao PC pela exposição à
umidade dos campos operatórios e a baixa temperatura da Sala de Operações. De maneira similar, a CVE, no
arsenal do CME, objetiva estabelecer a padronização das especialidades cirúrgicas por cores, respeitando as
especificidades e diminuindo o desperdício. Como contraponto, observou-se que a comunicação visual diverge
da verbal, pois esta pode ocasionar distorções nas informações. Portanto, o PPF será fundamental à CVE.
Conclusão: A pesquisa demonstra uma associação positiva quanto à CVE5:67-73 entre usuários e produtos
hospitalares na prática exitosa da cirurgia segura. As recomendações à escolha das embalagens adequadas ao
conteúdo devem ser precedidas de avaliação das características visuais facilitadoras e confiáveis à clientela no
pré, trans e pós-operatório para evitar transtornos e desconforto às equipes do CC e do CME envolvidas no
processo.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro de material e esterilização; Segurança do paciente; Comunicação visual.
[87]
63 - CONHECIMENTO DOS CUIDADORES SOBRE OS CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS DE
QUEILOPLASTIA E PALATOPLASTIA.
1
1
1
Autores:
Ana Paula Ribeiro Razera , Armando dos Santos Trettene , Cleide Carolina da Silva Demoro Mondini , Maria de
1,2
Lourdes Merighi Tabaquim
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HRAC/USP - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP - Rua Silvio Marchione, 3-20, Bauru
2
(SP), FOB/USP - Faculdade de Odontologia de Bauru -Alameda Octávio Pinheiro Brisola, 9-75, Bauru (SP).
Introdução: A queiloplastia e a palatoplastia são as primeiras cirurgias plásticas reparadoras executadas durante
o longo e complexo tratamento das fissuras labiopalatinas. Após o procedimento cirúrgico, no período pósoperatório imediato, os pais são orientados pela equipe de enfermagem sobre os cuidados dispensados de
acordo com a cirurgia realizada neste período. Assim, a adequada orientação e a capacitação dos cuidadores de
crianças com fissura labiopalatina constituem-se um desafio para a equipe de enfermagem, uma vez que a
qualidade dos serviços prestados influi diretamente no processo reabilitador. Objetivo: Comparar o padrão de
informação de cuidadores de crianças com fissura labiopalatina sobre os cuidados de enfermagem no período
pós-operatório de cirurgias primárias (queiloplastia e/ou palatoplastia), antes e após treinamento. Método:
Estudo transversal, descritivo, de abordagem quantitativa, realizado na Unidade de Internação de um hospital
de referência, em maio de 2013. A população constou de 40 cuidadores cujos filhos se encontravam no período
transoperatório de queiloplastia e/ou palatoplastia. Para a identificação do padrão de informação sobre os
cuidados pós-operatórios das cirurgias primárias antes e após o treinamento, utilizou-se o Protocolo de
Entrevista Estruturada, contemplando cinco aspectos: cuidados gerais, alimentação, higienização e cicatrização
cirúrgica, intercorrências no local cirúrgico e estado comportamental. Para análise estatística da identificação do
padrão de informação nos períodos pré e pós-treinamento utilizou-se o Teste de Wilcoxon. Resultado: A
amostra foi composta por 40 participantes, sendo 39 mães (97,5%) e 1 avó (2,5%), idade média de 28 anos
(±6,1), com média de 2 filhos (±1,1), casadas (57,5%), escolaridade do ensino médio (47,5%) e classificação
socioeconômica baixa superior (72,5%). Observou-se que os cuidadores tiveram seus desempenhos melhorados
no pós-treinamento, após as orientações pós-operatórias de rotina realizadas pelos enfermeiros da unidade
hospitalar, que constaram dos cuidados com a alimentação, manutenção da integridade da ferida operatória e
aspectos relacionados à cicatrização cirúrgica. Os achados demonstraram resultados estatisticamente
significativos (p=0,001). Embora os cuidadores acreditassem possuir conhecimento sobre o processo
reabilitador das fissuras labiopalatinas, necessitaram de orientação profissional, além de participarem
efetivamente dos cuidados durante o período de internação, visando garantir o aprendizado e a continuidade
dos cuidados pós-operatórios após a alta hospitalar. Conclusão: Os cuidadores apresentaram mudanças de
conceito no cuidado de crianças com fissura labiopalatina em situação pós-operatória de cirurgias primárias,
após o treinamento. Nesse contexto, evidencia-se a importância da presença do enfermeiro como provedor do
autocuidado nessa fase importante do processo de reabilitação da criança com fissura labiopalatina. A
capacitação dos cuidadores contribuirá para o sucesso do tratamento, minimizando e/ou evitando complicações
adversas.
Palavras-chaves: Período pós-operatório; Fenda labial; Fissura palatina; Educação em enfermagem; Cuidadores.
[88]
64 - CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS DA RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA SOBRE COMPLICAÇÕES
PÓS-OPERATÓRIAS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA.
3
2
2
Autores:
Emanuela Batista Ferreira e Pereira , Maria da Glória de Souza , Ana Cláudia de Melo Souza Dantas , Sâmia
1,3
1
Tavares Rangel , Michelle Wogeley Vasconcelos Xavier
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HR - Hospital da Restauração - Avenida Governador Agamenon Magalhães, s/n - Derby, Recife (PE),
FAREC - Faculdade do Recife - Rua Dom Bosco, 1.329, Boa Vista, Recife (PE),
3
UPE - Universidade de Pernambuco - Avenida Agamenon Magalhães, s/n - Santo Amaro, Recife (PE).
2
Introdução: A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) é o setor responsável pelo atendimento intensivo ao
cliente, desde o momento em que o mesmo sai da sala de cirurgia até a estabilização de sua consciência e dos
seus sinais vitais, sendo o acompanhamento da equipe de enfermagem de suma importância nas primeiras 24
horas do pós-operatório, pois é nesse período que o cliente poderá apresentar complicações cardiovasculares,
pulmonares, renais, entre outras. Objetivo: Verificar o conhecimento dos enfermeiros sobre as complicações da
SRPA em um hospital de referência. Método: Trata-se de um estudo descritivo exploratório de corte transversal,
com abordagem quantitativa realizado em um hospital de referência tendo como sujeitos da pesquisa
enfermeiros da SRPA. A coleta de dados deu-se através de um questionário elaborado pelas autoras do estudo.
Resultado: A maioria dos entrevistados são do sexo feminino (83%), com idade entre 30 e 40 anos (42%),
solteiro (41%), com algum tipo de especialização (75%), mais de 5 anos de atuação (67%) e que já receberam
treinamento para atuarem em situações de complicações pós-operatória (57%), tendo todos os entrevistados
presenciado algum tipo de complicação pós-cirúrgica em seu cliente. Os profissionais apresentam um nível de
percepção favorável à assistência de enfermagem, sendo destacados alguns pontos carentes de capacitação por
se caracterizar num setor que exige constante e específica renovação de conhecimentos, entretanto, sem
prejudicar a assistência básica do cliente, principalmente por se tratar de um hospital de referência. Conclusão:
Diante do estudo foi identificado que os profissionais de enfermagem participantes da pesquisa apresentam
percepção positiva quanto à vivência de complicações na sala de recuperação pós-anestésica, realizando os
procedimentos adequados, priorizando a assistência ao cliente de forma holística. O estudo possibilitou um
conhecimento mais aprimorado acerca das ações desenvolvidas pelos profissionais na SRPA, considerando-se o
embasamento literário confrontando com a prática.
Palavras-chaves: Complicações pós-operatórias; Enfermagem em pós-anestésico; Sala de recuperação.
[89]
65 - CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA.
1
1
1
1
Autores:
Ellen Thais Graiff de Sousa , Gizele Pereira Mota , Cibelly Alves Neves , Lucianne Pereira de Andrade , Rochelle
1
Moura da Rocha
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HUB - Hospital Universitário de Brasília SGAN, Quadra 604 - Avenida L2 Norte, s/n - Asa Norte, Brasília (DF).
Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) baseia-se na assistência
integral em todas as fases do perioperatório, de forma continuada, participativa, individualizada, documentada
e avaliada e deve ser implementada por enfermeiros perioperatórios, na busca de satisfação das necessidades
da pessoa em condição cirúrgica. Porém para que essa implementação ocorra de forma efetiva, é necessário
que sejam elaborados instrumentos que estejam direcionados ao setor e a clientela a ser atendida. Objetivo:
Descrever o processo de construção de instrumentos para implementação da Sistematização da Assistência de
Enfermagem Perioperatória no período transoperatório e recuperação pós-anestésica. Método: Trata-se de
uma pesquisa descritiva do tipo relato de experiência vivenciada por enfermeiros assistenciais em um Centro
Cirúrgico de um hospital de ensino do Distrito Federal, no período de junho de 2014 a fevereiro de 2015.
Resultado: Foram construídos dois instrumentos com o objetivo de implementar a SAEP no período
transoperatório a qual se aplica as salas operatórias e recuperação pós-anestésica para ser utilizado na sala de
recuperação pós-anestésica. Para a construção dos instrumentos, primeiramente foi feito o reconhecimento do
Centro Cirúrgico – salas operatórias, sala de recuperação pós-anestésica e central de material e esterilização –
com observação do processo de trabalho nesses setores, conhecimento do perfil da clientela atendida e
identificação dos principais procedimentos de enfermagem e cirúrgicos executados. Em seguida foi feita a busca
na literatura científica a fim de selecionar um modelo conceitual para nortear a coleta de dados, além de
identificar dados importantes e mais utilizados em centro cirúrgico para fazerem parte dos instrumentos de
implementação da SAEP. Os instrumentos foram inicialmente elaborados, permitindo a documentação escrita
do histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e resultados de enfermagem evidenciados durante a
assistência de enfermagem ao paciente cirúrgico no período transoperatório e recuperação pós-anestésica. Para
elaboração dos diagnósticos e prescrições de enfermagem foi utilizada a Taxonomia da North American Nursing
Diagnosis Association (NANDA) 2009-2011 e as intervenções da Nursing Interventions Classification (NIC),
respectivamente. Após o processo inicial de construção, os instrumentos foram testados pelos enfermeiros
assistenciais do setor e os mesmos sofreram adequações com o objetivo de obter a versão final. Conclusão:
Durante a experiência vivenciada foram criados dois instrumentos que permitiram a implementação da SAEP no
Centro Cirúrgico durante o período do transoperatório e recuperação pós-anestésica. A implementação da SAEP
fortalece a atuação da Enfermagem Perioperatória (EP), contribuindo para o avanço do conhecimento científico
da enfermagem e auxiliando os profissionais que atuam na EP a sistematizar o cuidado a fim de ofertar uma
assistência qualificada.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Assistência de enfermagem; Enfermagem perioperatória.
[90]
66 - CONTROLE DE RISCO NO REUSO DE ARTIGOS DE USO ÚNICO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE
LITERATURA.
1
1
1
Autores:
Glaice Kelly Dias Barbosa , Katia Ferreira da Silva Pessanha , Crystiane Ribas Batista Ribeiro , Luciana Pereira
1
1
Gomes , Desuíte Helena Peçanha da Silva de Araújo
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
PPC - Policlínica Piquet Carneiro - Avenida Marechal Rondon, 381, Rio de Janeiro (RJ).
Introdução: A utilização de artigos médico-hospitalares se faz necessária em diversos níveis de assistência.
Entendendo que estes equipamentos podem ser veículo de contaminação ao paciente por microrganismos e
toxinas, os mesmos devem passar por processos de desinfecção e esterilização de acordo com sua
empregabilidade. Estes artigos podem ser classificados em duas grandes categorias: os processáveis e os de uso
único. Em especial, o artigo de uso único define-se como o correlato que após o uso, perde suas características
originais ou que em função de outros riscos reais ou potenciais à saúde do usuário, não podem ser reutilizados1.
Embora os artigos médico-hospitalares venham do fabricante com a identificação de artigos de uso único, é
conhecida amplamente a prática hospitalar de reutilizá-los2,3. O reuso de artigos de uso único iniciou-se na
década de 1970 e atualmente envolve questões econômicas, médicas, e sobretudo, ético-legais. Objetivo:
Sintetizar a produção científica sobre reuso de artigos de uso único, tendo em vista a segurança do paciente.
Método: Revisão integrativa com período de coleta de dados de fevereiro a abril de 2015. Para a busca nas
bases de dados, optou-se pela utilização dos descritores: “controle de risco”, “reuso de equipamento”, “saúde”
e operador boleano “and” na associação entre eles. Como critérios de inclusão estabeleceram-se o recorte
temporal de 10 anos (2005-2015) e artigos nos três idiomas (português, inglês e espanhol). Foram excluídos os
artigos repetidos e que não tinham relação com a temática proposta após leitura aprofundada dos mesmos,
sendo selecionados oito artigos nas bases de dados LILACS e Medline. Resultado: Os oito artigos (100%)
evidenciam risco no reuso de artigos de uso único para a segurança do paciente. Em relação à essência do
conteúdo e produção do conhecimento, ressaltam-se questões relacionadas à inadequação das condições
técnicas de reuso de produtos médicos, lacunas e inespecificações de fabricantes, estabelecimento de critérios
de risco no reuso desses produtos e implicações legais. Conclusão: Reconhece-se a importância da execução de
novas pesquisas na área que permitam o estabelecimento de critérios específicos no que diz respeito ao reuso
de artigos de uso único, a fim de proporcionar maior segurança no cuidado ao paciente.
Palavras-chaves: Controle de risco; Reuso de equipamento; Saúde.
[91]
67 - DESAFIO NO CME: REDUÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO COM PÉRFURO-CORTANTES.
1
1
1
1
Autores:
Julio César Costa , Hellen Maria de Lima Graf Fernandes , Simone Plaza Carillo , Ariane Silveira Rodrigues , Ana
1
Luiza Ferreira Meres
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
Celso Pierro - Hospital PUC Campinas - Avenida John Boyd Dunlop, s/n - Jardim Londres, Campinas (SP).
Introdução: Considerando o elevado índice de acidentes de trabalho, ocasionados pela presença de pérfurocortantes enviados entre os instrumentais cirúrgicos ao nosso Centro de Material e Esterilização (CME), além
dos instrumentais pontiagudos e dos transtornos causados aos profissionais de enfermagem que atuam na área
de limpeza, incorporarmos em nossa rotina uma metodologia preventiva, conseguindo reduzir em 66% este
indicador. Objetivo: Descrever como foi possível evitar acidentes de trabalho através de uma intervenção
simples e sem investimentos financeiros. Método: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido na CME
de um Hospital Universitário do interior do Estado de São Paulo. Resultado: Diante ao desafio de reduzir os
acidentes de trabalho que acometiam a equipe de enfermagem que atua na limpeza dos materiais cirúrgicos,
realizamos primeiramente em nosso CME, um análise crítica de todas as ocorrências dos anos de 2012 e 2013.
Nesta etapa, utilizamos o Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito. Com ele,
pudemos evidenciar numericamente que a causa raiz de nossos acidentes era a presença pérfuro-cortantes,
especificamente agulhas de sutura (70%), instrumentais pontiagudos (18%), lâminas de bisturi (8%) e Fios
Ortopédicos (4%). Observando a montagem dos cestos de lavagem dos instrumentais, por ser o momento de
maior incidência dos acidentes (97%), evidenciamos o achado mais importante do estudo, que foi a
manipulação insegura dos instrumentais. Devidamente paramentados, os colaboradores retiravam as peças de
dentro das caixas e montavam os cestos para prosseguirem com a limpeza, contudo esta prática propiciava os
acidentes. Diante ao achado, mesmo com as campanhas educativas e orientações formais às equipes do centro
cirúrgico e do centro obstétrico, identificamos a necessidade de intervir de maneira mais incisiva na prevenção
aos acidentes. Assim, instituímos em nossa rotina, a inspeção visual ativa, antes da manipulação. Os materiais
passaram a ser colocados sobre uma bancada, sem o contato manual, virando delicadamente a caixa, e ali sendo
inspecionados antes da montagem do cesto. Esta sistemática foi previamente descrita no Procedimento
Operacional Padronizado (POP), visando identificar os pontos de risco ocupacional, que são a presença de
pérfuro-cortantes, instrumentais pontiagudos (pinça backauss, ganchos, tesouras, dentre outras), lâminas de
bisturi, fios ortopédicos e demais materiais causadores de acidente. Para facilitar a identificação dos riscos,
observamos que cobrir a bancada com um campo branco de algodão é determinante para o êxito da
conferência, pois a bancada metalizada “camufla” agulhas e lâminas de bisturi por terem cores semelhantes.
Estas mudanças simples na metodologia de trabalho da área de limpeza permitiram uma redução muito
significante na incidência dos acidentes de trabalho com pérfuro-cortantes no nosso CME. Conclusão: Esta
experiência de medir, atuar e intervir com êxito frente ao indicador de acidentes de trabalho do Centro de
Material e Esterilização, nos mostrou a importância do enfermeiro como organizador das atividades de trabalho
da equipe enfermagem. Que seu olhar crítico, seu desempenho e articulação profissional interferem inclusive na
segurança ocupacional das atividades da enfermagem. A solução de problemas nem sempre depende de
investimentos financeiros e sim de mudanças comportamentais.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro de material esterilizado; Acidente de trabalho.
[92]
68 - DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA SITUAÇÃO CIRÚRGICA EM SERVIÇOS PÚBLICOS EM UMA
REGIONAL DE SAÚDE.
1
1
1
Autores:
Berendina Elsina Bouwman Christóforo , Guilena Rosa Leite , Marco Tulio A. García-Zapata , Marinésia
1
Aparecida do Prado Palos
Instituição:
1
E-mail:
berechristofo[email protected]
UFG - Universidade Federal de Goiás - Rua Riachuelo, CP03, Jataí (GO).
Introdução: O monitoramento e prevenção de danos na assistência à saúde têm sido amplamente discutidos,
tendo em vista o número crescente de erros considerados evitáveis durante o processo do cuidado. O
diagnóstico situacional ou organizacional entendido como o resultado de um processo de coleta, tratamento e
análise dos dados colhidos num determinado local, permite o planejamento de ações a fim de reduzir danos.
Objetivo: Realizar um diagnóstico situacional nas instituições públicas de saúde que compõem uma Regional de
Saúde com o intuito de detectar quais os protocolos, sistematizações e formulários estão em uso para a
melhoria da segurança do paciente cirúrgico, bem como para identificar o nível de segurança oferecido ao
paciente no ponto de vista de profissionais da saúde e de pacientes que são atendidos naqueles serviços.
Método: Trata-se da construção de diagnóstico situacional, de municípios de uma Regional de Saúde, em que a
coleta de dados foi realizada em junho de 2014 durante curso realizado na temática Segurança do Paciente,
através de entrevistas direcionadas a informantes-chave (funcionários) de cada município pesquisado e da
observação de campo in loco com coleta de dados por meio de entrevistas a pacientes submetidos a um
procedimento cirúrgico. Após a coleta dos dados dos informantes, deu-se início à construção do diagnóstico
situacional propriamente dito, analisando-os através de estudos teóricos, correlacionando-os com a realidade
encontrada em cada município. Resultado: A Regional de Saúde pesquisa é composta por 10 municípios com
população total de 218.327 habitantes. Dos dez municípios investigados, somente cinco deles realizavam
procedimentos cirúrgicos em ambiente de sala de cirurgias públicas. Um dos municípios afirma fazer o uso do
checklist de Cirurgia Segura da Organização Mundial de Saúde (SSC-OMS) para os procedimentos realizados.
Essa instituição também possui Núcleo de Segurança do Paciente designado e Plano de Ação para Segurança do
Paciente aprovado, bem como já recebeu capacitação para a equipe multiprofissional que atua no Centro
Cirúrgico em relação ao Protocolo de Cirurgias Seguras. De junho a dezembro de 2014, foi realizado nestes
municípios um total de 1406 eventos cirúrgicos, destes 152 (11%) pacientes relatam recepção no centro
cirúrgico com checagem de sua identificação, 112 (8%) relataram conferência do tipo de cirurgia e local no
momento de admissão no bloco cirúrgico, 100% dos pacientes negam apresentação da equipe cirúrgica e 1251
(89%) negam visita pré-operatória pelo anestesista. Conclusão: Este diagnóstico situacional realizado permite
planejar ações a fim de assegurar ao usuário redução de danos no procedimento a que pretende submeter-se,
proporcionando maior segurança na realização do procedimento cirúrgico, por meio da implantação do
checklist de Cirurgias Seguras da OMS. A ausência de notificações e instrumentos implantados para que sejam
realizadas avaliações periódicas, impossibilitou correlacionar estatisticamente o número de infecções cirúrgicas
e o estudo sobre as possíveis causas, não havendo, portanto, indicadores de avaliação.
Palavras-chaves: Segurança do paciente; Procedimento cirúrgico; Avaliação.
[93]
69 - DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM “RESPOSTA ALÉRGICA AO LÁTEX” EM CRIANÇAS EM
PÓS-OPERATÓRIO TARDIO DE MIELOMENINGOCELE.
1
1
1
Autores:
Bruna de Almeida Guimarães , Suzimar Benato Fusco , Maria Virgínia Martins Faria Faddu Alves , Natália
1
1
Augusto Benedetti , Marla Andréia Garcia de Avila
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
FMB- UNESP - Universidade Estadual Paulista Faculdade Medicina Botucatu - Avenida Prof. Montenegro,
Distrito de Rubião Junior, s/n, Botucatu (SP).
Introdução: As crianças com mielomeningocele são submetidas precocemente e a múltiplos procedimentos
anestésicos e cirúrgicos, apresentando alto risco de desenvolvimento de sinais clínicos de sensibilização ao
látex. Destaca-se que, que 70% dos portadores de mielomeningocele apresentam algum grau de alergia ao
látex, contra 1% da população em geral. Conhecer a prevalência do diagnóstico de enfermagem “Resposta
alérgica ao látex” subsidiará a realização de um plano de cuidado individualizado a criança, bem como o
desenvolvimento de protocolos “free látex”, evitando o alto risco de sensibilização e suas complicações.
Objetivo: Identificar a frequência dos principais diagnósticos de enfermagem das crianças em pós-operatório
tardio de dirafismo espinhal (mielomeningocele) acompanhadas ambulatoriamente em um hospital de ensino.
Método: Trata-se de dados parciais de estudo transversal, que está sendo realizado no ambulatório de um
hospital de ensino, no ano de 2015. Serão incluídas as crianças que nasceram com mielomeningocele, na faixa
etária de 0 a 15 anos. Está sendo realizado uma entrevista semiestruturada com caraterísticas
sociedemográficas da criança, procedimentos cirúrgicos realizados e consulta de enfermagem para Identificação
do diagnóstico de enfermagem “Resposta alérgica ao látex” e suas respectivas características definidoras. Para
identificação do diagnóstico está sendo utilizando o NANDA (North American Nursing Diagnosis Association). O
projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 40100214.4.0000.5411). Resultado: Participaram
do estudo treze crianças, sendo oito do sexo feminino e cinco do sexo masculino, na faixa etária de 6 meses a 9
anos, com uma média de idade de 3,4 anos. Os principais procedimentos cirúrgicos realizados foram: correção
do disrafismo espinhal, sendo que uma criança o realizou a céu aberto, derivação ventrículo peritoneal, cirurgias
ortopédicas e urológicas. Apenas uma criança apresentou o diagnóstico de enfermagem “Resposta alérgica ao
látex”; e além de diferentes procedimentos cirúrgicos realizava o cateterismo intermitente limpo quatro vezes
ao dia, com luva de procedimento. Conclusão: O conhecimento acerca do objeto de estudo permitirá uma
assistência de enfermagem individualizada com vistas a qualidade de vida das crianças. Na presença de história
sugestiva e resultados laboratoriais confirmatórios, o enfermeiro deve assegurar a realização do procedimento
cirúrgico em ambiente “free látex”, durante todo o período perioperatório, e preferencialmente remanejar o
horário da cirurgia para que ela seja a primeira do dia, possibilitando assim que o nível de aeroalérgenos seja o
menor possível.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Mielomeningocele; Diagnóstico de enfermagem.
[94]
70 - DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS TEMPOS DE EXECUÇÃO DAS INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA.
1
2
1
Autores:
Carolina Martins Ricardo , Fernanda Maria Togeiro Fugulin , Juliana Rizzo Gnatta Damato , Regiane Farias
1
Machado
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HU USP - Hospital Universitário da Universidade de São Paulo - Avenida Professor Lineu Prestes, 2.565,
2
Butantã, São Paulo (SP), EE USP - Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - Avenida Dr. Enéas de
Carvalho Aguiar, 419, Cerqueira César, São Paulo (SP).
Introdução: A escassez de pesquisas, instrumentos e parâmetros que subsidie o planejamento e a avaliação
quantitativa e qualitativa de profissionais de enfermagem em salas de recuperação pós-anestésicas dificulta a
provisão adequada de profissionais nessa área. Objetivo: Identificar a proporção de tempo despendido nas
intervenções segundo a NIC (Nursing Interventional Classification) e atividades realizadas pela equipe de
enfermagem em uma Sala de Recuperação Pós-Anestésica, como subsídio para a determinação da carga de
trabalho. Método: Trata-se de um estudo de caso, observacional, transversal, de natureza quantitativa.
Participaram do estudo todos os profissionais de enfermagem que trabalharam na SRPA durante o período de
coleta de dados. Os dados da pesquisa foram coletados e organizados de acordo com as seguintes etapas:
identificação das atividades realizadas pela equipe de enfermagem, por meio da análise dos prontuários dos
pacientes e da observação direta dos profissionais; mapeamento das atividades identificadas em intervenções
de enfermagem, segundo a NIC; validação do mapeamento das atividades em intervenções de enfermagem, por
meio de Oficinas de trabalho; mensuração do tempo despendido na execução das intervenções e atividades,
utilizando a técnica Tempos Cronometrados. Resultado: A distribuição percentual dos tempos de execução das
principais intervenções executadas pelos profissionais de enfermagem, com representatividade maior de 1%,
foram: Cuidados Pós-ANESTESIA (16,9%), DOCUMENTAÇÂO (14,3%), Controle de INFECÇÃO (5,9%), Controle do
AMBIENTE: segurança (4,5%), TRANSFERÊNCIA (4,1%), TRANSPORTE: inter-hospitalar (3,8%), Manutenção de
dispositivos para ACESSO VENOSO (2,5%), Troca de informações sobre cuidados de SAÚDE (2,4%),
Administração de MEDICAMENTOS (2,2%), Controle de SUPRIMENTOS (2,0%), Preceptor: ESTUDANTE (1,8%),
Regulação de TEMPERATURA (1,6%). O tempo da equipe está dividido em: 67% de intervenções de
enfermagem; 9% de atividades associadas; 11% de atividades pessoais; 11% de tempo de espera e 2% de
atividades realizadas no CC. A atividade tempo de espera foi uma sugestão apresentada durante a oficina de
trabalho, para contemplar o período que os profissionais de enfermagem permanecem na SRPA aguardando a
realização de alguma atividade ou a chegada de algum paciente. O tempo médio das intervenções e atividades
correspondeu a dois minutos e treze segundos. A literatura não oferece dados que possibilite a comparação dos
tempos médios das intervenções e atividades de enfermagem encontrados na presente pesquisa. Conclusão: A
realização deste estudo permitiu identificar a proporção de tempo despendido nas intervenções e atividades
executadas pela equipe de enfermagem na sala de recuperação pós-anestésica, contribuindo para a
determinação da carga de trabalho e, conseqüentemente, para a superação das dificuldades relacionadas ao
dimensionamento de profissionais nessa área.
Palavras-chaves: Enfermagem; Recuperação pós-anestésica; Carga de trabalho.
[95]
71 - EDUCAÇÃO CONTINUADA EM CENTRO CIRÚRGICO.
2
Autores:
Geysa Priscila Belisse , Verônica Cecilia Calbo de Medeiros
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas - Rua Vergueiro, 107, Paraiso, São Paulo (SP).
HGG - Hospital Dr. Guido Guida - Rua Barão de Juparaná, 43, Jardim Media, Poá (SP).
2
Introdução: O Centro Cirúrgico (CC), por ser um setor específico, é o que mais sofre transformações
tecnológicas e necessita de profissionais extremamente qualificados e treinados. Neste sentido, o
desenvolvimento tecnológico tem levado o enfermeiro do CC à contínua necessidade de atualização. Assim, a
implementação de programas de capacitação técnico-científicas no CC é fundamental para a sistematização do
trabalho por exigir que os profissionais tenham conhecimento aprofundado, atualizado e habilidade específica.
Objetivo: Identificar e analisar o que foi publicado sobre educação continuada em enfermagem no centro
cirúrgico. Método: Trata-se de uma pesquisa de revisão integrativa da literatura sobre educação continuada no
centro cirúrgico no período de 2000 a 2015, realizada nas bases de dados Lilacs e Medline, nos idiomas
português e inglês. Resultado: Foram encontrados 26 artigos e selecionados 19 que atendiam ao objetivo deste
estudo, dos quais cinco artigos foram excluídos por não ter conseguido localizar as revistas. Resultando,
portanto, em uma amostra total de 14 artigos. Os anos de 2013, 2011, 2004 e 2000 tiveram maior número de
publicações (14,3%). De acordo com as bases de dados utilizadas, 71,4% dos artigos são internacionais e apenas
28,6% nacionais, sendo que o Brasil e o Reino Unido foram os países que mais publicaram sobre Educação
Continuada no CC com 28,6% seguidos do Canadá com 21,4%. No entanto, a revista Canadian Operating Room
Nursing Journal foi a que teve mais artigos publicados. Conclusão: Este estudo permitiu traçar um panorama das
publicações sobre Educação Continuada em Enfermagem no Centro Cirúrgico, evidenciou que têm poucos
artigos publicados sobre o assunto e sugere mais pesquisas.
Palavras-chaves: Educação continuada em enfermagem; Centro cirúrgico; Capacitação em serviço.
[96]
72 - EDUCAÇÃO CONTINUADA NO CENTRO CIRÚRGICO REDUZ RISCO DE EVENTOS ADVERSOS?
1,2
1
1
1
Autores:
Claudia Carina Conceição dos Santos , Elizete Bueno , Ivana Trevisan , Lisiane Paula Sordi , Rosane Vargas
1
Muniz
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
HCPA - Hospital de Clinicas de Porto Alegre (RS), IPA - Centro Universitário Metodista, Porto Alegre (RS).
Introdução: Atualmente, o Brasil possui mais de 200 mil estabelecimentos assistenciais de saúde, nos quais os
doentes são expostos rotineiramente às tecnologias e às intervenções dos profissionais de saúde, estando
sujeitos a eventos adversos, erros e aos incidentes. Sendo que uma comunicação efetiva, oportuna, precisa,
completa, sem ambiguidade e compreendida pelo receptor, reduz a ocorrência de erros e resulta na melhoria
da segurança do paciente. Objetivo: Descrever os métodos que a enfermagem de centro cirúrgico utiliza para
promoção e segurança do paciente cirúrgico. Método: Revisão sistemática da literatura, na modalidade revisão
integrativa visando suportar a proposição do trabalho. Resultado: Os estudos evidenciaram que a comunicação
e um dos mais importantes elementos para a efetividade do processo educativo. E que a educação permanente
dos profissionais reduz significativamente os erros e eventos adversos. Além disso, todos os profissionais devem
passar por treinamento de reciclagem com frequência definida pela instituição, ou cada dois anos. E para que
ocorra a comunicação efetiva faz-se necessário a implementação de sistemas com regras e padronizações que
iram contribuir para redução de erros e propiciar a segurança dos pacientes. No centro cirúrgico por ser uma
área fecha onde há atuação de equipes multiprofissionais, a enfermeira atuante nessa área, deve identificar as
necessidades de aprendizagem do grupo de enfermagem e o aprimoramento das técnicas diárias. Conclusão: A
Segurança do Paciente se traduz pela redução dos riscos de danos desnecessários associados à assistência em
saúde, eventos adversos, até um mínimo admissível. A incidência de pacientes que sofrem alguma espécie de
evento adverso durante a hospitalização pode chegar a 17% e isso acarreta em: Aumento do tempo de
hospitalização, lesões temporárias ou permanentes e até mesmo o óbito. É fundamental que a enfermagem
pense na importância do gerenciamento dos riscos voltados para o cuidado e através do treinamento da sua
equipe diminui-los. Ao realizarmos esse estudo estamos contribuindo para a segurança do paciente e para o
sucesso do seu atendimento no centro cirúrgico.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Educação continuada; Segurança paciente.
[97]
73 - EFETIVIDADE DA LIMPEZA DE INSTRUMENTAIS CIRÚRGICOS COMPLEXOS.
6
6
6
6
Autores:
Expedita Rodrigues Ferreira , Karine Moretti Monte , Andrea Alfaya Acuña , Gabriela Harumi Teshima , Natalia
6
Barbosa Ferreira de Moura Santos
Instituição:
6
E-mail:
[email protected]
SBSHSL - Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês - Rua Dona Adma Jafet, 91 - Bela Vista, São
Paulo (SP).
Introdução: A limpeza é etapa fundamental do processamento dos produtos para saúde. Consiste na remoção
de sujidades orgânicas e inorgânicas da superfície desses materiais, além de reentrâncias, articulações e lúmens,
visando reduzir os microrganismos e remover resíduos, sejam eles químicos, proteínas, sangue ou endotoxinas.
A efetividade da limpeza provém de vários fatores interdependentes: a complexidade do artigo, a qualidade da
água, o tipo e a qualidade dos agentes e acessórios de limpeza, o manuseio e a preparação dos materiais para
limpeza, o método adotado para limpeza, o enxágue e a secagem do material. Nenhum produto para saúde
pode ser desinfetado ou esterilizado sem, previamente, ser adequadamente limpo. A conformação do produto
para saúde é importante fator para efetividade da limpeza. São considerados materiais complexos e de difícil
limpeza os que apresentam: • Lúmens longos e estreitos (1mm de diâmetro), múltiplos canais internos e
canulados em fundo cego; • Válvulas, frestas, articulações, encaixes, braçadeiras que não são abertas e as que
não permitem desmontagem; • Superfícies rugosas, com ranhuras, irregulares ou porosas; • Junções de
bainhas, mecanismos de acionamento de pinças, conexões tipo lueer-lock, ângulos, entre outros. Os métodos
de limpeza utilizados são: manual e automatizado. O primeiro consiste na remoção da sujidade por fricção com
escovas e uso de soluções enzimáticas. A limpeza automatizada é desenvolvida por meio de lavadoras
mecânicas de vários modelos. A Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº15 de 15/03/2012 da ANVISA torna
obrigatória a monitoração da limpeza e de equipamentos automatizados. Objetivo: Avaliar a efetividade do
processo de limpeza de instrumental complexo a partir do teste Scope-Check. Método: Estudo do tipo
transversal realizado no CME de um hospital privado do Estado de São Paulo, no período de abril de 2014 a abril
de 2015. O teste Scope-Check é realizado diariamente para detecção de proteínas como avaliação da limpeza
para os instrumentais: peças shaver, cânulas de lipoaspiração, pinças laparoscópicas, motores em geral e pinças
da robótica. Esses instrumentais seguem o processo de limpeza manual para remoção de sujidades aparentes
seguida da limpeza automatizada na Ultrassônica. Somente após a secagem o teste é feito nos locais mais
críticos dos instrumentais pela enfermeira responsável do plantão. Resultado: Foram avaliados 633 itens,
obteve-se resultado negativo do resíduo de proteína em 91% dos itens da amostra. Dos itens analisados, as
cânulas de lipoaspiração foram as que obtiveram maior índice de resultado insatisfatório. Conclusão: Após a
análise dos testes foi possível desenvolver um protocolo de limpeza para cânulas de lipoaspiração para melhoria
dos resultados.
Palavras-chaves: Indicadores de limpeza; Limpeza de artigos para saúde; Reprocessamento de artigos para
saúde.
[98]
74 - EFICÁCIA DO PICOLÉ DE GELO NO MANEJO DA SEDE NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO: ENSAIO
CLÍNICO RANDOMIZADO.
1
Autores:
Marilia Ferrari Conchon , Ligia Fahl Fonseca
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UEL/HU - Universidade Estadual de Londrina / Hospital Universitário - Avenida Robert Koch, 60, Vila Operária,
Londrina (PR).
Introdução: No perioperatório a sede é altamente incidente e intensa, havendo indícios de que temperaturas
frias podem se configurar como estratégias viáveis para minorá-la. Objetivo: Avaliar a eficácia do picolé de gelo
em comparação com a água em temperatura ambiente no alívio da sede no pós-operatório imediato, quanto à
variação da intensidade da sede inicial em relação à final e saciedade alcançada após uma hora de avaliação e
intervenção. Método: Pesquisa analítica experimental, tipo ensaio clínico randomizado, paralelo, realizada no
Centro Cirúrgico de um hospital escola terciário no Paraná. A população foi composta de pacientes em pósoperatório imediato com uma amostra de 104 participantes para grupo água em temperatura ambiente e 104
para grupo picolé de gelo. Critérios de inclusão: participantes com idade entre 18 e 65 anos, em jejum há mais
de oito horas, verbalização de sede espontânea ou quando questionado, com intensidade maior ou igual a três
na escala numérica visual analógica, que receberam opióides ou anticolinérgicos no trans-operatório, com
duração da anestesia maior que uma hora e aprovados na avaliação do Protocolo de Segurança para o Manejo
da Sede. Critérios de exclusão: pacientes que apresentaram restrições à ingesta ou deglutição. Houve cinco
momentos de avaliação da intensidade de sede e intervenções, a cada 15 minutos, durante uma hora. A
pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da instituição, CAAE 16707313.5.0000.5231 e está registrada no
ClinicalTrials.gov da U.S. National Institutes of Health com o número identificador NCT02149394. Resultado: O
picolé de gelo foi mais eficaz em 37,8% (p < 0,01 - Teste t-Student) que a água em temperatura ambiente no que
se refere à variação da intensidade de sede inicial em relação à final. Com relação à intensidade de sede e
número de intervenções necessárias para alcance da saciedade, houve diferença estatisticamente significante (p
< 0,01 - Teste unilateral de Mann-Whitney) a partir do segundo momento de avaliação e intervenção. Com
relação à saciedade, o Risco Relativo de 41% (0,28 – 0,60 IC 95%) evidenciou que o grupo controle apresentou
um risco de 59% em não proporcionar a saciedade de sede ao fim de uma hora de avaliação e intervenção. A
Redução do Risco Relativo de 59% (0,40 – 0,72 IC 95%), a Redução Absoluta do Risco de 31% (0,18 – 0,45 IC
95%) e o Número Necessário a Tratar de 3,2 (2,2 – 5,5 IC 95%) atestam para a eficácia do picolé de gelo em
relação à agua em temperatura ambiente. Os grupos foram homogêneos e comparáveis (testes de correlação de
Pearson (r), Mann-Whitney e Kruskal-Wallis) com relação às variáveis demográficas e clínicas. Pode-se atribuir a
superioridade do picolé de gelo à ação dos receptores orofaríngeos denominados de Transient receptor
potential melastatin (TRPM8) que são sensíveis à temperatura fria e respondem pela saciedade pré-absortiva. O
picolé de gelo ao hidratar a região orofaríngea, permite a saciedade com pequenos volumes de líquido, sem
causar distensão gástrica, diminuindo o risco de broncoaspiração que é desejável no pós-operatório imediato.
Conclusão: A inovação apresentada pelo picolé de gelo – simples e de fácil utilização prática- configura-se como
eficiente no pós-operatório imediato já que possibilita ao paciente autonomia para dosar o momento em que
deseja o picolé de gelo, obtendo refrescância, melhora das condições orais e maior conforto durante seu
período de recuperação anestésica.
Palavras-chaves: Sede; Gelo; Água; Sala de recuperação.
[99]
75 - ELABORAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE REGISTRO DE ENFERMAGEM NA SALA DE
RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA.
1
1,1
1
Autores:
Jaqueline Souza da Silva , Ádane Domingues Viana , Renata da Silva Vasconselos , Kelly Neuma Gentil
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HMSA - Hospital Municipal Souza Aguiar - Praça da República, 111, Centro, Rio de Janeiro (RJ).
Introdução: A sala de recuperação pós-anestésica (RPA) se destina ao período imediatamente após o
procedimento anestésico-cirúrgico, quando o paciente requer observação constante, medidas de prevenção e
atendimento de complicações, além do monitoramento de sinais vitais. Tais atividades demandam da
enfermagem, o registro adequado dos fatos observados, dos sinais e sintomas dos pacientes, bem como dos
procedimentos e cuidados realizados. Essas anotações atendem à necessidade de comunicação entre as equipes
de saúde, se constituem como instrumento ético-legal, além de permitir avaliar a qualidade da assistência em
saúde nas instituições. Elaborar e padronizar um instrumento de registro para a RPA vem atender, na instituição
deste estudo, a necessidade de uniformizar as informações para todos os pacientes, manter a clareza e
objetividade dessas anotações, além de trazer visibilidade para o trabalho da equipe de enfermagem. Objetivo:
Relatar a elaboração e implementação de um instrumento padronizado de registro de Enfermagem na RPA.
Método: Estudo descritivo do tipo relato de experiência, sobre a construção e implementação de um
instrumento padronizado de registros para a RPA, em uma instituição pública, referência em atendimento de
emergência na cidade do Rio de Janeiro. No primeiro momento houve a elaboração de instrumento inicial,
baseado em revisão de literatura, logo após foi apresentado e avaliado pelo grupo de enfermeiros do Centro
Cirúrgico e RPA. Feito as adequações propostas, foi colocado em uso por 3 dias pela equipe de enfermagem da
RPA para adaptação. Novamente aprovado pela equipe, coordenação do bloco operatório e gerência de
enfermagem, o impresso foi colocado em uso para todos os pacientes que passaram pela RPA. Resultado: No
período analisado, foram atendidos na RPA 262 pacientes sob a nova forma de registro impresso. E dentre as
vantagens apontadas e percebidas até por outras equipes, além da enfermagem, estão: a importância de
questões relevantes estarem anotadas, como o tipo de anestesia, características de drenagens e sinais vitais em
quadros; maior clareza nas informações, e principalmente a otimização do tempo pela equipe de enfermagem,
com o preenchimento de lacunas. Percebemos, entretanto, que ainda podemos aprimorar o que está feito, com
a inclusão da Escala de Aldrete e Kroulik, melhorado registro de sinais vitais principalmente na primeira hora, e
registros mais detalhados de procedimentos realizados. Conclusão: A implantação de um impresso de registro
padronizado pode parecer, a priori, um passo pequeno frente a protocolos extensos e amplamente divulgados
já utilizados em outras instituições. Entretanto, para essa equipe, esse passo inicial é firme e significa o primeiro
de uma longa jornada em busca de uma sistematização da assistência de enfermagem peri-operatória. Partimos
de uma realidade de carga de trabalho extensa, recursos humanos insuficientes, e essa nova forma de anotação
na RPA motiva toda a equipe de enfermagem na busca de mais...mais conhecimento, mais especificidade nas
suas ações no bloco operatório, mais desafios e, mais visibilidade e qualidade na assistência.
Palavras-chaves: Enfermagem; Perioperatória; Registro de enfermagem; RPA.
[100]
76 - ELABORAÇÃO, VALIDAÇÃO E FIDEDIGNIDADE DE UM PROTOCOLO DE SEGURANÇA PARA O
MANEJO DA SEDE NO PÓS-OPERATÓRIO IMEDIATO.
1
Autores:
Leonel Alves do Nascimento , Ligia Fahl Fonseca
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UEL - Universidade Estadual de Londrina - Avenida Robert Kock 60, Londrina (PR).
Introdução: A sede é um desconforto real de alta incidência e intensidade no Pós-Operatório Imediato,
deflagrada por uma confluência de fatores: desequilíbrio hidroeletrolítico, hipovolemia, uso de drogas
anestésicas e ressecamento da cavidade oral. O manejo da sede encontra desafios específicos como
impossibilidade de reposição via oral de grandes volumes líquidos, a possibilidade de aspiração pulmonar devido
ao nível de consciência rebaixado pelas drogas anestésicas e presença de náuseas e vômitos, trazendo consigo o
desafio de encontrar maneiras seguras de abordar a sede já instalada no perioperatório sem colocar em risco a
segurança do paciente. A inexistência de protocolos que avaliem critérios de segurança clínica que permitam o
manejo da sede contribui para que a sede não seja avaliada, registrada e tratada, motivando a realização desta
pesquisa. Objetivo: Elaborar, validar e testar a fidedignidade de um Protocolo de Segurança para o Manejo da
Sede (PSMS) no Pós-Operatório Imediato. Método: Pesquisa metodológica e aplicada, quantitativa,
desenvolvida no biênio 2012/2013. Todos os aspectos éticos foram respeitados. Para a elaboração do protocolo
e seu manual operacional, foi realizada extensa busca na literatura e consulta a especialistas, validação de
aparência, análise semântica e validação de conteúdo. Para validação de conteúdo utilizou-se a Técnica Delphi
com nove experts. A fidedignidade foi testada em uma Sala de Recuperação Anestésica de um hospital escola
público. Uma dupla de Enfermeiros e outra de Técnicos de Enfermagem aplicaram o PSMS em 118 pacientes de
forma independente e simultânea. Para a análise dos dados utilizou-se o SPSS® (Statistical Package for Social
Sciences) versão 20.0. Resultado: Os critérios de segurança elencados foram avaliação do nível de consciência,
reflexos de proteção de vias aéreas (tosse e deglutição) e ausência de náuseas e vômitos. Estes critérios foram
agrupados e organizados no formato de um algoritmo gráfico, sendo que se um critério de segurança não é
alcançado, a avaliação é interrompida. Após duas rodadas da técnica Delphi, os critérios alcançaram de 93 a 97%
de consenso entre os experts (Índice de Validade de Conteúdo – 1). No teste de fidedignidade, a dupla de
enfermeiros aplicou o protocolo 118 vezes em 78 pacientes. Os índices de concordância foram quase perfeitos,
atingindo kappa de 0,853 a 1, com kappa geral de 0,968. Os técnicos de Enfermagem aplicaram 48 vezes o PSMS
em 40 pacientes, com concordância moderada (0,791) no critério Nível de Consciência e quase perfeita nos
demais critérios (0,878 a 1), com kappa geral de 0,867. Conclusão: O Protocolo de Segurança para o Manejo da
Sede foi validado e testado quanto a sua fidedignidade atingindo resultados satisfatórios. O Protocolo de
Segurança Para o Manejo da Sede permite a triagem de pacientes durante a recuperação da anestesia, que, de
outra forma, possivelmente teriam permanecido desconfortáveis pela sede intensa.
Palavras-chaves: Sede; Protocolos clínicos; Estudos de validação; Assistência perioperatória.
[101]
77 - ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA COMO ALTERNATIVA PARA CENTRO CIRÚRGICO: REVISANDO A
LITERATURA E EXPERIÊNCIAS SEMELHANTES.
1
1
1
1
Autores:
Amanda Fernandes Machado , Jaine da Silva Batista , Hozana Gomes Sousa , Márcia Natalia Machado Tavares ,
1
Edineide Nunes Silva
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFCG - Universidade Federal de Campina Grande - Rua Sérgio Moreira de Figueiredo s/n - Casas Populares,
Cajazeiras (PB).
Introdução: A energia solar fotovoltaica corresponde ao processo de aproveitamento da energia solar para
conversão direta em energia elétrica, utilizando os painéis fotovoltaicos e pode ser uma grande solução para os
problemas energéticos da nossa sociedade em diversos setores, como no Centro Cirúrgico, o Brasil por ser um
país tropical possui grande incidência dessa energia. Objetivo: Analisar a produção científica acerca da energia
solar fotovoltaica como fonte alternativa energética para setores de saúde. Método: Trata-se de uma revisão
integrativa sobre a utilização de energia solar fotovoltaica como fonte energética alternativa para setores
hospitalares realizada com bibliografias do período de 2010 a 2015. Os dados foram levantados através de base
de dados Scielo e Lilacs, por intermédios dos descritores: energia solar, Energia Fotovoltaica, centro cirúrgico,
hospital. Resultado: No Brasil a incidência de energia solar é alta devido a sua posição geográfica privilegiada.
De acordo com dados do relatório "Um Banho de Sol para o Brasil" do Instituto Vitae Civilis, nosso país, por sua
localização e extensão territorial, recebe energia solar da ordem de 1013 MWh (mega Watt hora) anuais, o que
corresponde a cerca de 50 mil vezes o seu consumo anual de eletricidade. Outros estudos mostram que a
radiação solar no país varia de 8 a 22 MJ/m2 durante o dia, sendo que as menores variações ocorrem nos meses
de maio a julho, quando a radiação varia entre 8 e 18 MJ/m 2, sendo o Nordeste brasileiro a região de maior
radiação solar, com média anual comparável às melhores regiões do mundo, como a cidade de Dongola, no
deserto do Sudão, e a região de Dagget, no Deserto de Mojave, Califórnia, EUA. Ficando evidente o potencial
energético do país. O Centro Cirúrgico é uma unidade hospitalar que apresenta um alto consumo energético
devido a quantidade de equipamentos eletroeletrônicos, sendo assim a utilização de energias limpas e
renováveis e abundante, garante sustentabilidade e saúde do meio ambiente. Atualmente há vários projetos,
em curso ou em operação, para o aproveitamento da energia solar no Brasil, particularmente por meio de
sistemas fotovoltaicos de geração de eletricidade. Conclusão: A crise energética que o Brasil está enfrentando
requer soluções eficientes, a utilização da energia solar fotovoltaica é uma das alternativas, já que o país
apresenta um grande potencial energético, investir nessa opção energética para os centros cirúrgicos
hospitalares é vantajoso por ser um tipo de energia limpa e que requer pouca manutenção.
Palavras-chaves: Energia solar; Energia fotovoltaica; Centro cirúrgico; Hospital.
[102]
78 - ESTRATÉGIA PARA A PREVENÇÃO DE RETENÇÃO DE CORPO ESTRANHO NA CAVIDADE.
1,1
1
1
Autores:
Larissa Cunha Alves de Holanda , Antônia Abigail do Nascimento , Lumara Nascimento Viana , Bruna de
1
1
Moraes Rubim de Moraes Rubim , Natália Iara Rodrigues de Araújo
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HRN-ISGH - Hospital Regional Norte-ISGH - Avenida Jhon Sanford, 1.505, Sobral, Ceará (CE),
ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar - Avenida John Sanford, 1.505, Sobral, Ceará (CE).
2
Introdução: Mesmo sendo um erro cirúrgico raro, deixar um corpo estranho inadvertidamente em um paciente
ao final de uma cirurgia é um incidente sério e persistente. Estima-se uma ocorrência, de acordo com as
melhores estimativas, que variam entre 1 em 5.000 a 1 em 19.000 cirurgias em pacientes internados, mas a
probabilidade foi estimada tão alta quanto 1 em 1.000 (BANI-HANI et al, 2005; EGOROVA et al 2008; GAWAND,
2003; GONZALEZ-ODEJA et al ao, 1999, apud OMS, 2009). Compressas, agulhas e instrumentais retidos tendem
a resultar em sérios eventos, como infecção, pré-operação para remoção, perfuração intestinal, fistula ou
obstrução e até mesmo óbito. Estes podem ser retidos durante qualquer procedimento cirúrgico em qualquer
cavidade do corpo, independente da magnitude ou complexidade. O Processo de contagem de agulhas,
compressas, instrumentais e itens variados é uma prática recomendada pela OMS e ANVISA, desde 2008,
passando por uma revisão sistemática sobre a evidência científica do que denominaram de estratégias para a
segurança do paciente. Neste contexto, faz-se necessário à implementação de um conjunto se ações
sistemáticas para reduzir ao máximo possível o risco de que ocorra o esquecimento de algum material dentro de
alguma cavidade do corpo do paciente. Neste contexto, na perspectiva de garantir a segurança cirúrgica,
justificou-se necessidade da criação deste protocolo. Objetivo: Relatar as estratégias para formulação de um
protocolo de conferencia de materiais cirúrgicos. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre o
processo implantação de um protocolo de conferência de materiais cirúrgicos. Resultado: Recomenda-se que
cada serviço tenha uma norma para contagens cirúrgica, que especifique quando devem ser realizadas e por
quem, quais itens devem ser contados e como as contagens devem ser documentadas (OMS, 2009).
Observamos que na unidade estudada havia fragilidade na conferência de materiais, embora existisse impresso
próprio para este registro, a ocorrência de eventos adversos ainda persistia. Considerando a ocorrência de
eventos sentinela graves, relacionado a falta de adesão da equipe multiprofissional a esta etapa do ato
operatório, houve a implementação de um protocolo institucional, determinando a forma de
conferencia/contagem, registro e responsabilização da equipe de enfermagem pela implementação do mesmo.
O protocolo foi apresentado a toda equipe de enfermagem através de momentos de sensibilização e de
demonstração de simulações realísticas que ocasionavam eventos sentinela graves relacionados a erros de
conferência. A contagem de material atualmente é um indicador do serviço e há três meses apresenta adesão
significativa e crescente de toda a equipe. Conclusão: Observou-se que muitos profissionais tinham dúvidas no
preenchimento do impresso de conferência, fragilidade esta que foi corrigida durante os treinamentos e com a
criação de POPs que detalham como proceder esta tarefa. O momento de sensibilização proporcionou a
reflexão dos profissionais sobre a responsabilização com a contagem de materiais, ato, extremamente
importante, relacionado ao fazer da equipe de enfermagem do Centro Cirúrgico, com vistas a aumentar os
processos de segurança voltados aos pacientes cirúrgicos. Considerou-se a criação e a implementação do
protocolo como uma barreira efetiva de segurança, onde a análise mensal deste indicador embasará o processo
de gerenciamento de enfermagem de modo a corrigir possíveis fragilidades ou lacunas deste processo.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Enfermagem; Protocolo.
[103]
79 - ESTRATÉGIAS ALTERNATIVAS UTILIZADAS NO PLANO ASSISTENCIAL À CRIANÇA DURANTE
PERÍODO PERIOPERATÓRIO: REVISÃO INTEGRATIVA.
1
1
1,
Autores:
Karolline Bertoldo Angelin , Rafaela Aparecida Prata , Ione Correa Sílvia Maria Caldeira
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Distrito de Rubião Junior s/n, Botucatu (SP).
Introdução: Durante a hospitalização a criança passa por um processo traumático acompanhada de sentimentos
como medo e ansiedade. As estratégias alternativas como brinquedoteca, musicoterapia, biblioterapia, auxiliam
a criança a enfrentar a situação, a adesão ao tratamento, uma assistência de enfermagem humanizada e
auxiliando uma relação empática com os profissionais de saúde. Justifica-se o levantamento da literatura a
abordagem de estratégias alternativas no plano assistencial a crianças no período perioperatório, pelas
pesquisas científicas, para auxiliar na minimização do stress e da ansiedade em relação ao procedimento
cirúrgico e ao ambiente. Objetivo: Identificar na literatura as estratégias alternativas utilizadas no plano
assistencial à crianças no período perioperatório. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com
os seguintes descritores: “Ludoterapia” AND “Criança Hospitalizada” AND “Enfermagem”. Nas bases de dados:
PubMed, Web Of Science e Scopus Medline e Capes, nos idiomas português e inglês e que abordassem o tema
estudos de estratégias alternativas utilizadas no plano assistencial à crianças. Resultado: Foram analisados 55
artigos que versavam sobre o tema, destes, apenas 15 artigos atenderam aos critérios de inclusão previamente
estabelecidos. Através da caracterização dos artigos buscados observamos que os anos de maior produção
foram 2007 e 2010, com três artigos publicados em cada ano. O periódico Journal of Pediatric Nursing
apresentou o maior número de publicações sobre o tema, seguido pela Revista da Escola da Enfermagem da
USP, e o idioma que prevalece é o inglês. Vários países publicaram pesquisas sobre o tema, mas o Brasil é o país
que mais publicou seguido pela China. Pesquisa realizada sobre manifestação emocional em Hong Kong,
utilizando uma escala emocional, mostrou que a ansiedade apresentada pela criança é resultado da falta de
controle referente aos procedimentos médico- cirúrgicos. Estudo analisando a arteterapia, apontou o brinquedo
terapêutico como a estratégia mais utilizada no bloco operatório e destacou-a como uma importante atividade
lúdica, pois além de apresentar o benefício para a criança, ele auxilia na percepção e no conhecimento sobre o
que está acontecendo e sobre o que será feito, além de melhorar a comunicação e o relacionamento
terapêutico da criança com a equipe. Conclusão: Conclui-se que a divulgação sobre as estratégias alternativas
como o brinquedo terapêutico, arteterapia, musicoterapia, biblioterapia, são responsáveis por minimizar o
estresse, o medo e ansiedade, porém pouco divulgado no ambiente cirúrgico, sugere-se que mais pesquisas
sejam realizadas quanto à utilização destas estratégias e sobre o papel educacional do enfermeiro.
Palavras-chaves: Criança hospitalizada; Enfermagem; Ludoterapia.
[104]
80 - ESTUDO PILOTO: CONTROLE DA GLICEMIA PERIFÉRICA NO TRANS-OPERATÓRIO DE PACIENTES
SUBMETIDOS A CIRURGIA BARIÁTRICA.
1
2
Autores:
Deise dos Santos Campos , Emanuela Batista Ferreira e Pereira , Emanoela Patrícia Gonçalves Dourado
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HUOC - Hospital Universitário Oswaldo Cruz - Rua Arnobio Marques, 310, Santo Amaro, Recife (PE),
UPE - Universidade de Pernambuco - Rua Arnobio Marques, 310, Santo Amaro, Recife (PE).
2
Introdução: Trata-se de pesquisa piloto quantitativa realizada com pacientes internados na clínica cirúrgica,
para submeter-se a cirurgia Bariátrica, em um hospital Universitário do Recife. Objetivo: Com objetivo de
controlar a glicemia periférica no pré, trans e pós-operatório dos pacientes submetidos a cirurgia Bariátrica
Método: Os dados foram coletados através de um questionário semi-estruturado. Resultado: Na análise dos
dados verificou-se que 04 pacientes no pré-operatório, 08 no trans-operatório e 06 no pós-operatório
apresentaram glicemia periférica entre 100-150mg/dL Conclusão: O trauma cirúrgico potencializa o estresse
metabólico provocando hiperglicemia. No presente estudo pode-se observar que todos os sujeitos pesquisados
tiveram aumento da glicemia periférica no perioperatório, tornando necessário o controle glicêmico, para uma
boa qualidade da assistência.
Palavras-chaves: Obesidade; Diabetes; Cirurgia bariátrica.
[105]
81 - EXPLANTES: QUANTO CUSTA PARA ATENDER A RDC?
1
1
1
Autores:
Lia Romero , Camila Gomieiro , Mery Lirian da Costa , Melina Shettini
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HVC - Hospital Vera Cruz - Andrade Neves, 402, Centro, Campinas (SP).
Introdução: Visando atender a RDC Nº 15, de 15 de Março de 2012, passamos a gerenciar os produtos para
saúde oriundos de explantes submetendo – os ao processo de limpeza seguido de esterilização, a fim de
considera – lós resíduos sem risco biológico, químico ou radiológico, devendo ficar sob a guarda temporária em
local designado pelo comitê de processamento de produtos para saúde da instituição. No entanto, todo esse
processo de um modo geral vem gerando um custo extra para a CME, uma vez que o explante antes era um
artigo descartado sem tratamento prévio e hoje vem sendo tratado como qualquer outro artigo passível de
reprocessamento, porém sem utilidade fim. Objetivo: Mensurar e descrever o processo e os custos do
reprocessamento de artigos explantáveis para atender a RDC Nº 15, de 15 de Março de 2012. Método:
Trata-se de um trabalho qualitativo de caráter descritivo, do tipo relato de experiência, que descreve as ações
realizadas na gestão e reprocessamento de artigos explantáveis e o custo neles embutido em um hospital
privado de médio porte que presta assistência geral. Resultado: No primeiro semestre de 2014 foi dado início
ao tratamento dos explantes.Elaboramos um termo de solicitação e entrega de explante juntamente com um
termo de orientação ao paciente, com intuito informar sobre a responsabilidade da guarda e seu posterior
descarte, visando assim, conscientizar a retirada do explante da instituição, bem como manter a
responsabilidade civil, evitando o constrangimento do trabalhador manipulador de resíduo, para que somente
as pessoas que realmente desejam e zelarão por eles o farão. As etapas de reprocessamento dos explantes
seguem protocolo institucional, o qual inclui: recebimento com etiqueta de identificação do paciente, limpeza,
sinalização do artigo com fita colorida e número de lote sequencial – referenciado ao nome do paciente, registro
em caderno de controle, preparo, esterilização e armazenamento. O estudo de custos dos explantes tratados,
foi embasado em uma planilha de custos do setor financeiro da instituição denominada “Calc”, a qual divide os
artigos de acordo com sua conformidade, quantidade e tipos de reprocessamento, gerando um valor final para
cada um deles, conforme exemplo abaixo. Esse cálculo se dá pelo total de custo da CME, fixos, variáveis e
overheads (contratações, depreciação, salários, insumos, etc). Relacionamos todos os diversos tipos de
explantes reprocessados tomando como base essa tabela, comparando-os a artigos similares da mesma para
que pudéssemos chegar a um valor real apropriado. No período de um ano foram reprocessados 393 artigos,
dentre eles placas, pinos, parafusos, marcapasso, prótese de mama entre outros, somando um gasto de R$
2.270.50. Conclusão: O reprocessamento de artigos explantáveis foi embutido na rotina da cme em
atendimento a uma resolução, gerando um custo extra para a instituição, contudo acreditamos que esse tipo de
“resíduo hospitalar” deve ser tratado de forma consciente pelas consequências e reflexos que podem provocar
no meio ambiente se descartado inapropriadamente. O fim do descarte ainda não é possível pois não temos em
nossa macro região uma empresa especializada e credenciada para o recolhimento e destino final, tendo a
instituição que abrigar temporariamente esse tipo de resíduo.
Palavras-chaves: Explantes; RDC 15; Custo.
[106]
82 - FATORES CHAVES DE SUCESSO NA ACREDITAÇÃO INTERNACIONAL DE UM CENTRO DE MATERIAL
E ESTERILIZAÇÃO.
1
1
Autores:
Maria Francisca Viana Brito Souza , Rosilene Pereira do Nascimento , Maria Socorro Vasconcelos Pereira
1
da Silva
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
ICESP - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - Avenida Dr. Arnaldo, 251, Cerqueira Cesar,
São Paulo (SP).
Introdução: “Acreditação é um processo no qual uma entidade, geralmente não-governamental, separada e
independente da instituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se ela atende a uma série
de requisitos (padrões) criados para melhorar a segurança e a qualidade do cuidado.”1 A acreditação nacional
de instituições de saúde é orientada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Os padrões de segurança
e qualidade apresentados pela ONA abrangem o Centro de Material e Esterilização (CME) ao tratar de
processamento de materiais e esterilização, armazenamento e distribuição de materiais. A JCI é uma
organização independente, sem fins lucrativos, de acreditação internacional na área de saúde, que atua em
vários países. Um dos focos do processo de acreditação pela JCI é a Prevenção e o Controle de Infecções. A CME
e seus processos são abordados para acreditação pela JCI sob a ótica desse foco. Em 2014, a instituição
hospitalar em estudo, que já possuia acreditação nacional pela Organização Nacional de Acreditação (ONA),
buscou e obteve acreditação internacional pela Joint Commission International (JCI). Objetivo: Apresentar os
fatores chaves de sucesso na acreditação internacional de uma CME para uma instituição hospitalar pública.
Método: Desde a criação da instituição hospitalar em estudo, os gestores responsáveis estabeleceram padrões
de trabalho em conformidade aos padrões internacionais mais rigorosos. Esses padrões foram observados nas
instalações físicas, equipamentos, sistemas de informação e comunicação, rotinas de trabalho, seleção de
funcionários, treinamento admissional, treinamento contínuo, protocolos de trabalho e documentação
institucional. O grau de conformidade do Centro de material e Esterilização (CME) da instituição hospitalar aos
requisitos de acreditação nacional e internacional é alcançado pelo processo contínuo de treinamento interno e
externo, atualização e revisão constante de protocolos e rotinas. Com relação aos treinamentos, a instituição
hospitalar promove tipos e modalidades diferentes, como treinamento presencial, treinamento em serviço,
reuniões informativas e a participação em palestras, seminários, congressos e conferências. Dos treinamentos
presenciais formais destacam-se: “Metas Internacionais”, “Higienização das Mãos”, “Política dos Vestuários”,
“Política dos Pacientes Vulneráveis”, e “Pulseira de Identificação dos Pacientes”. Outro fator chave de sucesso
fundamental é a existência de protocolos, políticas, indicadores de qualidade e rotinas de trabalho que são
continuamente observados em treinamentos e nas atividades do dia a dia. Resultado: O processo de obtenção
do selo da acreditação Internacional levou dois anos e trouxe de maneira geral uma melhora importante no
processo de trabalho. Contou com uma consultoria especializada para avaliar as mudanças necessárias para
obtenção da acreditação além de auditorias preparatórias, inclusive com simulados da visita. Conclusão: Os
fatores chaves de sucesso são: o treinamento contínuo da equipe da CME com orientação aos padrões da JCI e
da ONA, atualização e revisão dos protocolos e rotinas buscando alinhamento ou superação dos padrões da JCI
e da ONA além da conscientização dos gestores e responsáveis pela instituição da importância do CME no
controle de infecção hospitalar.
Palavras-chaves: Acreditação; Sucesso; Centro de material e esterilização.
[107]
83 - FENÓTIPOS DE RESISTÊNCIA DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS ISOLADOS DE INFECÇÕES DE PELE E
TECIDO SUBCUTÂNEO.
1
1
1
1
Autores:
Berendina Elsina Bouwman Christóforo , Marlene Andrade Martins , Tays Gutielle Gomes , Danyela Julia Han ,
2
Michelle Christine Carlos Rodrigues
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFG - Universidade Federal de Goiás - Campus Cidade Universitária, BR 364, Km 195, 3.800, Jataí, Goiás (GO),
CMMSC - Centro Médico Municipal Serafim de Carvalho - Rua Joaquim Caetano, 14, Jataí, Goiás (GO).
2
Introdução: As infecções de pele e tecido subcutâneo decorrentes da presença de Staphylococcus aureus
multirresistentes nestas lesões constituem problema de saúde pública, aumentam os custos com o tratamento
e diminuem as opções de tratamento. O reconhecimento o mais precoce possível e a indicação da terapêutica
adequada contribuem para a redução de complicações em pessoas hospitalizadas. Objetivo: Verificar a
prevalência de fenótipos de resistência de Staphylococcus aureus a partir de culturas de secreções provenientes
de lesões de pele e tecido subcutâneo em geral de diferentes sítios de infecção de pessoas hospitalizadas em
um centro de atendimento hospitalar. Método: Estudo retrospectivo, realizado a partir de dados secundários
parciais do sistema de informação local, banco de dados de análises clínicas do software LabPro Data
Management System, de um centro de atendimento hospitalar. As análises microbianas de secreções de
diferentes sítios anatômicos foram realizadas com equipamento semi-automatizado MicroScan. A determinação
da Concentração Inibitória Mínima – CIM e os fenótipos de resistência podem ser identificados. Utilizou-se para
análise dos breakpoints as recomendações pelo Clinical and Laboratory Standards Institute - CLSI 2014. O estudo
foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Parecer 987.308 de 09/03/2015). Resultado: Neste recorte,
analisaram-se 340 resultados de antibiograma. Identificaram-se 68 (16,8%) amostras de secreções de diferentes
sítios de infecção, incluindo as de sítio cirúrgico. Entre os setores do hospital onde foram realizadas as coletas, a
maioria foi do ambulatório e internação, totalizando 53 (77,9%). A prevalência de Staphylococcus aureus foi de
18 (30,9%). Dos MRSA identificados, 4 (22,2%) foram resistentes a oxacilina e 3 (16,7%) a cefoxitina. Quanto a
resistência à eritromicina e a resistência cruzada (tipo induzível) ao macrolídeos, lincosamina e estreptogramina
B, grupo MLSb, dos isolados, a maioria 17 (94,4%) estavam resistentes a eritromicina quanto a clindamicina. O
grupo MLSb, são antimicrobianos amplamente utilizados na prática clínica e opções de tratamento a pessoas
alérgicas à penicilina. Esta alta resistência limita opções de fármacos e requer a instituição de medidas de
vigilância e controle quanto ao manejo e cuidados a estas pessoas. A multirresistência é evidenciada pela
coexistência de cepas MRSA e também com o fenótipo MLSb. Este fato é de grande preocupação e representa
um desafio aos profissionais de saúde. Conclusão: Aos profissionais de saúde compete a monitorização dos
casos de infecção, estratégias de prevenção da transmissão, vigilância quantos aos micro-organismos
multirresistentes a partir dos resultados do serviço, uso criterioso de antimicrobianos, educação continuada
quanto à higienização das mãos e monitoramento dos requisitos quanto ao uso instrumentais ao realizar o
curativo, além de técnica para o manejo pelos profissionais em pessoas expostas com lesões de pele ou tecido
subcutâneo.
Palavras-chaves: Resistência a medicamentos; Vigilância epidemiológica; Staphylococcus aureus.
[108]
84 - FRATURAS MAXILOMANDIBULARES E BLOQUEIO INTERMAXILAR: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E A
PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS.
1
1
1
Autores:
Priscila Erbueno Laposta , Augusto Augusto Mazzoni Neto , Jéssica Renata Reis de Meira , Aristides Augusto
1
1,
Palhares Neto , Marla Andréia Garcia de Avila
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
FMB - UNESP - Universidade Estadual - Faculdade de Medicina de Botucatu – Avenida Prof. Montenegro,
Distrito de Rubião Junior, s/n, Botucatu (SP).
Introdução: As fraturas do complexo maxilomandibular apresentam maior incidência em indivíduos do sexo
masculino, jovens e vítimas de traumas. Essas fraturas são tratadas de forma cirúrgica, quando é necessária a
redução e estabilização dos fragmentos ósseos envolvidos, ou de maneira conservadora, e em ambos os casos
pode ser necessário a realização dos bloqueios intermaxilares. No pós-operatório a abordagem a esses usuários
deve ser realizada por equipe multidisciplinar, orientando especialmente a realização da higiene bucal,
alimentação especial líquida e pastosa e possíveis complicações. Além disso, é necessário estabelecer uma via
de comunicação, já que a maioria dos usuários apresentam dificuldades para estabelecer a comunicação verbal.
Justifica-se a realização do estudo considerando que o conhecimento da epidemiologia do trauma
maxilomandibular e sentimentos dos usuários submetidos ao bloqueio intermaxilar podem subsidiar melhorias
na gestão dos serviços e elaboração de material educativo com vistas à qualidade da assistência médicoodontológica e de enfermagem. Objetivo: Investigar o perfil epidemiológico dos usuários com fraturas no
complexo maxilomandibular e compreender sua percepção quanto ao evento trauma maxilomandibular e o
bloqueio intermaxilar. Método: Trata-se de um estudo quali-quantitativo, sendo a coleta de dados realizda nos
meses de julho a novembro de 2014, nos retornos dos usuários junto ao Serviço Odontológico. O projeto teve
aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição (CAEE: 32256914.5.0000.5411). Foram incluídos usuários
com 18 anos ou mais, vítima de trauma nos anos de 2012 e 2013, com fratura maxilomandibular e submetidos
ao bloqueio intermaxilar. Utilizou-se uma entrevista semi-estruturada, com informações sociodemográficas e
três perguntas norteadoras: Considerando a o bloqueio intermaxiliar - Conte-me como foi realizar a higiene oral;
Conte-me como foi realizar sua alimentação; Conte-me como você se comunicou. O referencial metodológico
utilizado foi a análise de conteúdo de Bardin e teórico a Teoria Geral da Enfermagem de Orem. Resultado:
Foram incluídos 54 usuários com fratura maxilomandibular, preponderando o sexo masculino (87%). A média de
idade foi de 30,6 anos, variando entre 18 e 64, com maior concentração (50%) dos pacientes entre 18 a 29 anos.
Quanto à etiologia do trauma destacam-se os acidentes com veículos motorizados (53%) e em relação à
localização das fraturas, as mais frequentes foram na mandíbula (68,5%). Houve uma discreta predominância de
casos cirúrgicos (53,7%). Considerando as perguntas norteadoras, emergiram três categorias, a saber:
Higienização bucal insatisfatória; Nutrição alterada e emagrecimento; Comunicação verbal prejudicada e
utilização da comunicação mão verbal. Os resultados encontrados neste estudo nos permitem considerar que,
os indivíduos vítimas de trauma e bloqueio intermaxiliar apresentam défcit no autocuidado, sobretudo nos
aspectos da higienização bucal e alimentação. Ressalta-se que a comunicação verbal prejudicada pode
comprometer a realização do autocuidado e reabilitação. Conclusão: Predominou indivíduos do sexo masculino,
jovens, vítimas de acidentes com veículos motorizados, com fraturas na mandíbula. O enfermeiro, coordenador
do cuidado, deve assistir os usuários em todo período perioperatório, especialmente na transição do cuidado
hospitalar para o domiciliar e assim minimizar o desconforto causado pelo bloqueio intermaxiliar.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Comunicação; Trauma.
[109]
85 - GERENCIAMENTO DOS RISCOS ERGONÔMICOS NO AMBIENTE CIRÚRGICO: UMA IMPORTANTE
FERRAMENTA DE QUALIDADE.
1
1,1
1,1
1,1
Autores:
Viviane Pereira Costa , Fabiana Parreira , Luiz Carlos de Araujo Oliveira , Adriana Lário , Alzira Machado
1,1
Teixeira
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HIAE - Hospital Albert Einstein – Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: O Centro Cirúrgico (CC) é caracterizado como ambiente complexo, de inovação tecnológica
dinâmica, alta qualificação dos insumos. A criticidade das ações realizadas pelos recursos humanos e os riscos
ergonômicos a que estão expostos, tais como: posturas estáticas, dinâmicas, levantamento de peso,
repetitividade e postura inadequada, que envolvem a musculatura cervical, dorsal, membros superiores e
inferiores exigem atenção. Os procedimentos operacionais padrões (POPs) tem foco na saúde, segurança do
colaborador e redução dos riscos ergonômicos durante o processo de trabalho. A análise dos indicadores de
incidentes ocupacionais e absenteísmo do setor, são importantes ferramentas para gestão eficiente e promoção
de ambiente seguro. Objetivo: Analisar os processos executados na área e implementar ações de melhorias
para minimizar riscos ergonômicos e promover segurança ocupacional e do ambiente. Método: Formação do
Comitê de Ergonomia do Centro Cirúrgico de um grande hospital privado de São Paulo – Brasil. Realizado
levantamento e análise dos afastamentos dos colaboradores de enfermagem do CC e áreas de apoio:
suprimentos, Central de Material e Esterilização (CME) e engenharia clínica, relacionado à ergonomia no ano
2014. Dados fornecidos pelo Centro de Saúde Ocupacional (CSO)). Foram considerados os afastamentos por
Classificação Internacional de Doenças Osteomusculares (CID-M), totalizando 137 dias. Essa constatação levou à
necessidade de implementar ações e reduzir a incidência de afastamento por CID-M. Realizado no CC e áreas de
apoio, em janeiro de 2015, análise observacional por enfermeira do setor cirúrgico e fisioterapeuta do CSO.
Foram observadas as posturas dos colaboradores durante as atividades; aferido o peso dos materiais e
acessórios utilizados na rotina diária, e oscilou entre 4,4kg - 20kg. A partir desse dado, as atividades foram
classificadas pelo CSO como riscos ergonômicos baixo, moderado, alto e muito alto. Realizado a revisão dos
POPs considerando a criticidade do setor e incidência de ocorrência por atividade e analisado as deficiências na
execução destes protocolos. Em fevereiro de 2015, após o diagnostico situacional, instituiu-se o Comitê de
Ergonomia do Centro Cirúrgico (CECC) formado por representantes do CC e áreas de apoio envolvidas
diretamente nas atividades. Durante as reuniões do CECC foram analisados os riscos, proposto e implementado
ações de melhorias dentro dos processos executados e do ambiente de trabalho. Realizado nova analise
situacional pelo representante da área, registrado em planilha e acompanhada sua efetividade pelo CECC.
Resultado: Após a criação do CECC foi possível integrar os colaboradores do CC e áreas de apoio e implementar
ações de melhoria nos processos de trabalho. A reorganização do ambiente incidiu na minoração de práticas,
tais como: levantar equipamentos pesados, sobrecarga de materiais, treinamento in loco para transporte seguro
de materiais e identificação dos acessórios das mesas de cirurgias a dinâmica das atividades. Evidenciou-se
melhoria da segurança do ambiente e motivação para atitude segura entre os colaboradores. Conclusão: A
gestão participativa contribuiu e estimulou atitudes seguras na rotina diária dos colaboradores e tais ações
estão associadas a melhorias contínuas de segurança do ambiente e condições de trabalho adequadas.
Palavras-chaves: Risco ergonômico; Segurança colaborador; Gerenciamento risco.
[110]
86 - GESTÃO DE CENTRO CIRÚRGICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ENFERMEIRAS LÍDERES
DE UNIDADE.
1
1
1
Autores:
Debora Andreia Kalata Lain , Lisiane Paula Sordi , Rute Merlo Somensi , Patricia Treviso
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
ISCMPA - Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre - Rua Professor Annes Dias, 295, Centro
2
Histórico, Porto Alegre (RS), IPA - Centro Universitário Metodista - Rua Dona Leonor, 340, Rio Branco, Porto
Alegre (RS).
Introdução: Muitas mudanças ocorreram até o padrão e funcionamento de centro cirúrgico existente
atualmente, desde inovações em medicações e tecnologias, estabelecimento de legislação quanto à
infraestrutura, desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e competências dos profissionais que ali atuam
entre outros. A enfermagem acompanhou e fez parte destas mudanças, contribuindo para a evolução e
estabelecimentos de melhorias, atuando na assistência ao paciente, organização e realização do trabalho de
enfermagem, além do gerenciamento da unidade. Objetivo: Relatar a experiência da atuação de enfermeiras,
líderes da unidade de Centro Cirúrgico, no processo de gestão de pessoas e de custos. Método: Relato de
experiência da atuação de duas enfermeiras na gestão de dois Centros Cirúrgicos especializados em
Neurocirurgia e Cirurgia Torácica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Tratase de dois centros cirúrgicos, com três salas operatórias cada, um especializado em Neurocirurgia, no qual
realizam-se uma média de 120 cirurgias por mês, a maior parte de alta complexidade e outro especializado em
cirurgias torácicas e transplantes pulmonares, com uma média de 300 procedimentos por mês. Resultado:
Apresenta-se o relato em duas etapas: Processos assistenciais e Processos administrativos. O enfermeiro líder
da unidade de centro cirúrgico possui uma atuação mais indireta nos processos assistenciais, sendo responsável
principalmente pelo adequado dimensionamento de pessoal e sua capacitação, visando qualidade e segurança
na assistência prestada ao paciente. Este profissional atua de forma mais abrangente nos aspectos relativos aos
processos administrativos que incluem o gerenciamento de conflitos, educação continuada, coleta, análise e
controle de indicadores de gestão e de qualidade (absenteísmo, acidentes de trabalho, infecções de sítio
cirúrgico, custo, entre outros), controle de estoque de insumos, planejamento de compra e substituição de
tecnologias, controle de utilização de órteses, próteses e materiais especiais, controle de escala de
agendamento cirúrgico, autorizações de cirurgias e de insumos de alto custo, revisão de contas cirúrgicas para
faturamento, análise de custos e resultados além de planejamento orçamentário anual. Conclusão: Nas
atribuições desenvolvidas pelo enfermeiro, líder de unidade, salienta-se as atividades relacionadas aos
processos administrativos como de maior trabalho e atuação. Torna-se evidente a importância da atuação deste
profissional para o bom funcionamento da unidade, contribuindo para a sustentabilidade do setor, seu bom
funcionamento, integração da equipe, qualidade e segurança nos processos e no atendimento ao paciente.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Centro cirúrgico; Gestão de recursos; Gerência de serviços de
saúde.
[111]
87 - GESTÃO DE CONFLITOS NO CME. REALIDADE DIÁRIA.
1
1
1
1
Autores:
Juliana Rocha , Iones Júnior , Felipe Amaral , Joyce Vasconcelos , Walkiria Martins
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
BIOXXI - Serviços de Esterilização LTDA - Rua Coronel Cabrita, 17, São Cristóvão, Rio de Janeiro (RJ).
Introdução: Situações de conflito podem surgir no ambiente de trabalho, familiar e na convivência interpessoal
em vários ambientes. Este estudo visa compreender essas situações de desequilíbrio, suas origens e impactos na
produtividade e desempenho da equipe. Segundo Abraham Maslow as necessidades humanas estão dispostas em
uma pirâmide com cinco níveis: na base da pirâmide se encontram às fisiológicas e de segurança, no topo a busca
pela individualização, necessidades sociais, de estima e de auto-realização. Quando o ser humano não satisfaz
suas necessidades básicas indispensáveis e urgentes (alimentação, necessidades fisiológicas gerais...), ele tende a
não desempenhar suas atividades com eficácia, tornando-se desmotivado, sem que venha a almejar maiores
objetivos e realizações, visto que seus anseios básicos não foram atendidos. Esta teoria permite que o gestor
avalie necessidades de colaboradores e associe improdutividade, desmotivação e gestão dos conflitos. No
contexto da CME o enfermeiro vivencia conflitos relacionados à equipe, de relacionamento interpessoal e
produtivo e as demandas dos clientes internos, de acordo com o status do profissional, seja médico, enfermeiro,
além do atendimento às necessidades prioritárias para a unidade hospitalar, como centro cirúrgico, CTI, etc. O
enfermeiro gestor é o ator principal no equilíbrio das expectativas do time e dos públicos atendidos. Objetivo: O
presente estudo objetiva obter relatos sobre conflitos vivenciados por enfermeiros em CME terceirizadas no Rio
de Janeiro e as técnicas empregadas para equilíbrio dos conflitos. Método: O trabalho proposto foi desenvolvido
através de pesquisa bibliográfica e qualitativa, por meio de questionário específico, com perguntas abertas e
fechadas, realizadas no período de 110 dias em 2015, junto aos enfermeiros gestores das Centrais de Material de
Esterilização. Resultado: Os resultados nos mostram que 87,5% dos Enfermeiros gerenciam conflitos com reuniões
periódicas, 37,5% consideram que a resistência do cliente dificulta as resoluções de conflito, 100% concordam que
os conflitos motivam a alcançar melhorias, 91,6% atuam com técnicas de negociação, 95,8% consideram mais
importante gerenciar pessoas e processos, 75% apontaram que a falta de funcionário é a maior causa de estresse,
100% concordam que atuar no cliente motiva conflitos e 58,3% afirmaram que a diferença salarial do terceirizado
é a maior causadora de desmotivação do colaborador. Conclusão: O estudo apontou que os gestores da CME
resolvem os conflitos com técnicas de relacionamento, através de reuniões periódicas e contato estreito com a
equipe. Porém, o conflito é sinalizado como motivador de melhorias internas. Um dos maiores elementos de
conflitos com os públicos atendidos pela CME é a quebra de paradigmas. Em relação à equipe, é notado como
fonte de conflitos o quadro de funcionários reduzido, a diferença salarial entre colabradores da mesma função, se
comparado cliente e prestador de serviço. Esse estudo propõe que o gestor deve atuar como ferramenta na
mediação e resolução dos conflitos e no atendimento das necessidades primárias dos públicos atendidos.
Palavras-chaves: Gestão; Conflitos; Central de material e esterilização.
[112]
88 - GESTÃO EM CENTRO CIRÚRGICO: PROPOSTA DE CONTROLE DO DESPERDÍCIO.
4
Autores:
Maria José do Nascimento Silva , Ana Patricia Gomes Vasconcelos
Instituição:
4
E-mail:
[email protected]
4,4
HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Rua dos Mundurucus, 4.487, Guamá, Belém (PA).
Introdução: A assistência a saúde, dentro de o ambiente hospitalar é uma atividade complexa, envolvendo
vários profissionais, de diversas áreas e especialidades, neste cenário encontra-se uma das unidades de maior
complexidade: o Centro Cirúrgico, com complicada distribuição logística, devido seus processos de trabalho,
necessitando de uma oferta muito grande de materiais, ocasionando com isso um aumento do consumo destes,
constituindo assim numa importante referencia para estudo do desperdício (CASTRO, 2012). Objetivo: Analisar
os desperdícios de materiais médico hospitalares; Propor estratégias para combater os desperdícios; Identificar
materiais mais desperdiçados. Método: Estudo descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa, realizado
no centro cirúrgico de um Hospital Universitário, com 28 profissionais de enfermagem. O projeto foi aprovado
pelo Comitê de Ética e Pesquisa, sob o parecer nº 663.861. Resultado: Os resultados da pesquisa comprovam
que existe desperdícios no centro cirúrgico em questão, desperdícios estão que geram alto impactos para o
orçamento hospitalar. Dentre os motivos dos desperdícios, foi encontrado o estoque excessivo de materiais,
ocasionando perdas devido o prazo de validade expirado. Quanto as causas destes desperdícios 21% dos
entrevistados responderam que está relacionado a presença dos estagiários, 16% das respostas para a
improvisação do uso de materiais e falta de qualidade, 15% do uso inadequado e 14% para o excesso de
materiais, 11% para a dificuldade de controle e 8% pela falta de protocolos. Os materiais mais desperdiçados
são: pacotes de gazes, luvas de procedimento, gorros e medicamento. Os profissionais entrevistados
evidenciaram como estratégias para minimizar o desperdício: 25% implantação de kits cirúrgicos, 18%
conscientização e sensibilização das equipes, 12% reavaliação do processo de trabalho e criação de protocolos, e
10% que a dispensarão diária dos materiais. Conclusão: Os resultados do estudo confirmam os desperdícios e as
estratégias que o enfermeiro lança a mão para combate-las não sendo ainda suficientes. O fator material em
relação a enfermagem, é considerado que cabe ao enfermeiro realizar a administração de recursos materiais em
suas unidades, ressaltando no entanto, que deve haver um processo reflexivo sobre como o que estará
atendendo quando desenvolver suas funções. Ao analisar o desperdício, propor-se como controle, a criação de
kits cirúrgicos, que são conjuntos de materiais e medicamentos previamente separados e embalados para uso
em determinados procedimentos, organizados de acordo com o tipo de cirurgia e anestesia e auxiliam os
profissionais na organização prévia dos itens necessários para a realização da cirurgia.
Palavras-chaves: Administração de materiais; Desperdícios; Gestão em enfermagem.
[113]
89 - GRUPO DE FERIDAS DO CENTRO CIRÚRGICO: UMA ESTRATÉGIA EFICAZ DE PREVENÇÃO E
TRATAMENTO DE LESÕES DE PELE.
1
1
1
Autores:
Luciana Cristina Santos Ribeiro , Eliane de Araújo Cintra , Camila de Jesus Peron Moraes , Paula C. Figueiredo
1
1
Cavalari , Alessandra Nazareth C. P. Roscani
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HC UNICAMP - Hospital de Clínicas da Unicamp - Rua Vital Brasil, 251, Cidade Universitária "Zeferino Vaz",
Campinas (SP).
Introdução: A atuação direcionada da equipe de enfermagem do bloco operatório no posicionamento cirúrgico
do paciente e na colocação da placa dispersiva do eletrocautério é fundamental para garantir a integridade da
pele e segurança do paciente. Estabelecer protocolos para alinhar o processo de trabalho e evitar o risco de
lesões decorrentes de posicionamento ou de desconexões no uso do eletrocautério é uma estratégia de
melhoria da qualidade da assistência ao paciente cirúrgico. Objetivo: Descrever a criação e a atuação do Grupo
de Feridas do Centro Cirúrgico para a prevenção e assistência de lesões de pele em paciente cirúrgico. Método:
Estudo descritivo, realizado em Hospital Público Universitário, com caracteristica de atendimento cirúrgico de
grande porte, com 409 leitos, que realiza em média 1145 cirurgias mês. O estudo foi realizado no período de
dezembro de 2014 a abril de 2015. Para a construção do protocolo de assistência, foram utilizados ferramentas
de gestão e o modelo unificado de qualidade em saúde proposto por Donabedian. Os indicadores de resultado
mensurados no estudo foram taxa de ocorrência de queimadura por placa e taxa de lesões de posicionamento.
Resultado: O grupo foi instituído em dezembro de 2014 e conta com a participação de seis membros da divisão
de centro cirúrgico e dois do grupo de lesões institucional. Têm utilizado para nortear a tomada de decisão e
estabecer barreiras para prevenir a ocorrência de novas lesões: 1. Análise causa-raiz; 2. Matriz de gravidade,
urgência e tendência e; 3. Plano de ação. Para melhorias de processo, foram instituídos: protocolo de assistência
ao paciente cirúrgico, com descrição do procedimento operacional padrão para prevenção e tratamento, e um
sistema específico de notificação, seguimento e desfecho de eventos. Foram realizadas campanhas internas
para sensibilização das equipes, treinamento de enfermeiros e orientações da equipe multiprofissional. Para
divulgação, foram utilizados recursos visuais como banner e descanso de tela nos computadores.
Especificamente para uso do eletrocautério, foi instituido o modelo de prevenção baseado nos quatro certos
relacionados a cuidados com a pele em uso de placa, são eles: pele limpa, seca, desengordurada e
tricotomizada. Outra barreira instituída foi a identificação em sistema de quarentena para equipamentos
relacionados a ocorrências, com revisão rigorosa e análise de cabos e plugs de conexão. A ocorrência de lesões e
a evolução são partilhadas em tempo real entre os membros do grupo via plataforma web para discussões e
tomada de decisão compartilhada entre os membros, o enfermeiro responsável pela visita de enfermagem póscirúrgica e os enfermeiros do grupo de lesões institucional. Como melhoria de estrutura, após a instituição do
grupo, houve investimento na renovação do parque tecnológico de eletrocautérios e disponibilização de um
número maior de coxins para posicionamento cirúrgico. Quanto aos indicadores de resultado, desde a criação
do grupo foram realizadas 5726 cirurgias, a taxa de ocorrência de queimadura foi de 0,02% e a taxa de lesões de
posicionamento de 0,14%. Conclusão: O grupo foi instituído e tem demonstrado que ferramentas de qualidade,
ações de melhoria direcionadas para prevenir ocorrências indesejáveis são estratégias eficazes para garantir a
melhoria da qualidade e a segurança do paciente cirúrgico. Destaca-se a utilização de recursos tecnológicos para
comunicação como importante ferramenta para divulgação e auxílio a tomada de decisão.
Palavras-chaves: Úlcera por pressão; Eletrocirurgia; Segurança do paciente; Enfermagem perioperatória;
Queimaduras.
[114]
90 - HIPOTERMIA EM PACIENTES NA RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA: ANÁLISE DA INTERVENÇÃO
DE INFUSÃO VENOSA AQUECIDA.
1
2
1
Autores:
Ana Lúcia de Mattia , Maria Helena Barbosa , Adelaide de Mattia Rocha , Nathália Haib Costa Pereira
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
EE-UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Escola de Enfermagem - Avenida Prof. Alfredo Balena, 190,
2
Santa Efigênia, Belo Horizonte (MG), UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Avenida Frei
Paulino, 30, Abadia, Uberaba (MG).
Introdução: No período de recuperação anestésica o paciente fica vulnerável à complicações, e vários estudos
apontam a hipotermia como uma das mais frequentes. Objetivo: Analisar a eficácia da infusão venosa aquecida,
no controle da hipotermia em pacientes durante o período de recuperação anestésica. Método: Trata-se de
uma pesquisa experimental, comparativa, com método quantitativo, realizada em um hospital público federal,
na cidade de Belo Horizonte. A amostra foi constituída por 44 adultos, sendo o tamanho amostral definido
segundo o número de variáveis preditivas, utilizando-se de cinco a oito sujeitos em relação a cada uma das
variáveis. Os sujeitos foram divididos em grupos controle e experimental, que apresentaram temperatura
corpórea inferior a 36°C ao entrarem na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA). A composição dos grupos
controle e experimental foi realizada utilizando-se a técnica de amostragem probabilística sistemática. Os
sujeitos do grupo experimental receberam infusão venosa aquecida durante todo período de permanência na
sala de recuperação pós-anestésica, e os sujeitos do grupo controle foram tratados conforme os procedimentos
da instituição, e estes não incluem a infusão venosa aquecida. Para a coleta de dados, foi elaborado um
instrumento, composto por dados relativos ao paciente, ao procedimento anestésico-cirúrgico, à variação da
temperatura do paciente e às manifestações de hipotermia durante a permanência na SRPA. Do paciente, foram
coletados dados relacionados ao grupo em que foi incluído (Controle ou Experimental), sexo, idade,
comorbidades e classificação da American Society of Anesthesiologists (ASA). Referente ao procedimento
anestésico-cirúrgico, dados quanto ao tipo de cirurgia realizada, e à duração da cirurgia e da anestesia. A
temperatura corpórea axilar foi verificada na entrada do paciente na SRPA e a cada 15 minutos, até completar
60 minutos, e na saída do paciente, e foram registrados dados quanto às manifestações de hipotermia. O
projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais,
com o parecer nº ETIC 310/09, CAAE 0310.0.203.000-09. O termo de consentimento livre e esclarecido foi
assinado por todos os participantes, após receberem do pesquisador as informações sobre o estudo e seus
objetivos. Resultado: Os resultados demonstraram que não houve diferença significativa entre os grupos ao
longo do tempo, a interação tempo e grupo não apresentou significância estatística (p=0,940). A temperatura
corpórea aumentou em 1,3°C a cada hora permanência do paciente, independente do grupo, demonstrando
que a interação tempo e temperatura corpórea foi significativa (p) Conclusão: Para o alcance da normotermia,
deve-se manter o paciente com aquecimentos conjuntos, sendo passivo e ativo, por no mínimo uma hora na
sala de recuperação pós-anestésica, e recomenda-se também atenção para a manutenção da temperatura
ambiental da SRPA.
Palavras-chaves: Hipotermia; Sala de recuperação; Enfermagem perioperatória.
[115]
91 - IMPLANTAÇÃO DA UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE MATERIAIS ESTERILIZADOS EM UM
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
1
2
3
Autores:
Maria Zélia de Araujo Madeira , Cândida Danyelle Silva Leôncio , Ismael Carlos Costa , Laiane dos Santos
2
5
Andrade , Janayna Percy Costa Pessoa
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFPI - Universidade Federal do Piauí - Campus Universitário Ministro Petrônio Portela, Ininga, Teresina (PI),
HU/UFPI/EBSERH/-Hospital Universitário UFPI/EBSERH, Campus Universitário Ministro Petrônio Portela,
s/n, SG 07, Iningá, Teresina (PI).
2,3, 5
Introdução: Hospital Universitário (HU) é destinado a prestação de serviços de saúde no âmbito do SUS e ao
ensino teórico e prático nas ciências da saúde. Dentre as unidades do hospital, ressalta-se a Unidade de
Processamento de Materiais Esterilizados (UPME) a qual é destinada ao recebimento de materiais médicohospitalares e odontológicos contaminados provenientes das unidades consumidoras, além dos fornecedores
de implantes/órteses e próteses para ser submetido a limpeza, desinfecção e/ou esterilização, os quais após
devido processamento, realizam-se a guarda e distribuição. Objetivo: Relatar os avanços ocorridos durante o
período de implantação da UPME até os dias atuais. Descrever a contribuição dos profissionais de enfermagem
durante a implantação do serviço na unidade. Método: Trata-se de um relato de experiência de abordagem
qualitativa sobre as atividades desenvolvidas na UPME de um Hospital Universitário no Estado do Piauí durante
o período de setembro de 2012 a maio de 2015. Para realizar o levantamento de dados foram utilizados
registros internos do setor, documentos oficiais da empresa, pesquisas em sites de publicações relacionadas ao
tema e na vivência dos profissionais de enfermagem do setor. A elaboração do relato se deu em etapas
definidas: captação, ordenação e análise dos dados. A captação consistiu em reunir todas as fontes existentes
correlacionadas com o tema; a ordenação permitiu organizar cronologicamente os dados coletados; e a análise
selecionou os dados relevantes para o trabalho, além de proporcionar reflexão sobre o desenvolvimento do
setor no período supracitado. Resultado: A UPME é distribuída espacialmente em três setores: expurgo, área de
preparo e arsenal/distribuição. Embora a unidade estivesse com a sua estrutura física e maquinários
apropriados já previamente instalados antes da reinauguração do hospital em outubro de 2012, o setor
executou de forma insipiente suas atividades específicas após um ano. Durante esse período, iniciou-se a
catalogação dos instrumentais; a montagem das caixas, pacotes e bandejas; elaboração dos Procedimentos
Operacionais Padrão (POPs) com base na normas da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico,
Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC); limpeza e desinfecção de artigos
provenientes do ambulatório do hospital, sendo que os instrumentais a serem esterilizados eram encaminhados
para serem processados em outro hospital de referência estadual. A partir de junho de 2013, com o início das
internações, a unidade começou a processar os artigos de forma independente. Desde então, os profissionais
têm realizado medidas de organização interna visando registrar o fluxo de recebimento e processamento dos
materiais; monitoramento do funcionamento e manutenção do maquinário; rastreamento dos materiais
preparados; além de inspeção direta nas unidades consumidoras a fim de avaliar o acondicionamento dos
materiais. Conclusão: Diante do relato, observou-se os avanços durante a implantação da UPME até os dias
atuais e enfatizou-se a atuação dos profissionais de enfermagem nesse processo à medida que contribuíram
para organização do setor e exercício das atividades mediante aplicação de normas padrões. Espera-se que o
presente trabalho contribua como marco histórico e proporcione fonte de pesquisa para nortear a continuação
dos serviços e estruturação de outros.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro de esterilização; Hospital universitário.
[116]
92 - IMPLANTAÇÃO DE MÉTODO FORMAL DE COMUNICAÇÃO PARA PROVISIONAMENTO
CIRÚRGICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
1
1
1
Autores:
Patrícia da Silva Batista , Gina Vilas Boas Lima Tarcitano , Shirley dos Santos , Elizabeth Akemi Nishio
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HGG - Hospital Geral de Guarulhos - Alameda dos Lírios, 300, Parque CECAP, Guarulhos (SP).
Introdução: A melhoria contínua na qualidade da assistência e da eficiência do serviço de saúde, frente à
racionalização de recursos neste segmento, tem sido uma preocupação. O centro cirúrgico constitui uma das
unidades mais complexas do ambiente hospitalar, conseqüências dos equipamentos, tecnologia, da variação
intrínseca de seus principais processos, da complicação logística para o seu funcionamento e, principalmente,
pela criticidade dos procedimentos realizados com os usuários. Algumas fragilidades no processo deste setor
levantam a necessidade de se aplicar novas técnicas e procedimentos que facilitem a execução das tarefas, a fim
de minimizá-las, e assim aumentar a qualidade da prestação de serviço e a satisfação do quadro funcional.
Objetivo: Implantar um canal de comunicação formal com equipe multiprofissional para o planejamento efetivo
de cirurgias eletivas. Método: Trata-se de um relato de experiência, realizado em um hospital de grande porte
no Município de Guarulhos que contempla 08 salas cirúrgicas. As cirurgias eletivas ocorrem de segunda a sexta
feira, em salas divididas por especialidade de acordo com as definições da enfermeira responsável. Assim os
pacientes são escalonados para cirurgias através de um aviso cirúrgico alimentado pelo cirurgião até as 72 horas
que antecedem o procedimento, a enfermeira do ambulatório verifica a disponibilidade de leitos de internação
e faz as respectivas reservas além de confirmar a presença com os pacientes. O estudo teve início em novembro
de 2014, durante a implantação de um novo modelo de gestão na instituição e com a introdução de uma
ferramenta de comunicação, intitulada “bate mapa cirúrgico”, com duração até maio de 2015. Nesta ferramenta
as interfaces que acompanham os processos: farmácia, almoxarifado, material consignado, engenharia clinica e
enfermagem, se reúnem para previsão de materiais, equipamentos e medicamentos de acordo com o mapa
cirúrgico, com 24 horas de antecedência. Posteriormente estas informações são confrontadas com o mapa
cirúrgico e então é realizada uma análise do número de cirurgias já programadas para o dia, o turno e a
especialidade, permitindo confirmar o agendamento ou sugestão de novas datas e horários, e se algum material
ou equipamento não estiver disponível equipe médica e pacientes são comunicados. Resultado: Após a
implantação do bate mapa houve uma diminuição considerável nas suspensões cirúrgicas, diminuindo de 20
para 5%, aumento no cumprimento das metas cirúrgicas devido provisionamento dos insumos e medicações
necessárias para o procedimento e melhora na satisfação de nossos usuários em fila de espera. Conclusão: Com
a implantação da ferramenta de bate mapa cirúrgico foram identificados os seguintes benefícios: diminuição do
tempo de ociosidade das salas cirúrgicas; melhora na administração dos intervalos de utilização das salas com
conseqüente diminuição dos atrasos; possibilidade de uma maior flexibilidade na agenda dos cirurgiões;
diminuição do tempo médio de dias de internação; diminuição do tempo de jejum; e redução do cancelamento
cirúrgico.
Palavras-chaves: Mapa cirúrgico; Centro cirúrgico; Comunicação; Suspensão cirúrgica.
[117]
93 - IMPLANTAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DO TIPO CHECK LISTE PARA PASSAGEM DE PLANTAÇÃO
DE PACIENTES SUBMETIDOS À CIRURGIAS.
1
1
1
Autores:
Adriana Lopes Domingues , Renata Pinto Ribeiro Miranda , Ana Letícia Carnevalli Motta , Diego Venturelli
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UNIFAL - Universidade Federal de Alfenas - Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714, Alfenas (MG),
UNIARARAS - Universidade de Araras - Avenida Dr. Maximiliano Baruto, 500, Araras (SP).
2
Introdução: A passagem de plantão é uma prática veiculada de forma diária, realizada pela equipe de
enfermagem por meio da transmissão de informações, seja direta ou indireta, com o objetivo de dar
continuidade na assistência integral ao paciente, e quando feita com qualidade, resulta em melhor
produtividade. Neste contexto se faz necessário compreender o significado de sistema de informação que,
segundo a Organização Mundial de Saúde, conceitua como meio de coletar, processar, analisar e transmitir as
informações de forma que se possam obter resultados positivos. Cada instituição de saúde tem suas
particularidades, contudo uma característica relevante, que precisa ser evitada na passagem de plantão de
forma escrita, é a ortografia ilegível, que leva a uma interpretação errônea das situações. A partir desta reflexão,
surgiu a necessidade de se adotar uma nova estratégia para passagem de plantão. Objetivo: Relatar a
experiência da implantação de um instrumento do tipo check list para passagem de plantão, sob a perspectiva
de transmitir informações concisas para obtenção de qualidade e segurança do paciente submetido à
procedimentos cirúrgicos. Método: Relato de experiência da implantação de um instrumento do tipo check list
para passagem de plantão em um Hospital Dia localizado no Sul de Minas Gerais. Resultado: Em 2014 a equipe
de enfermagem passava o plantão de forma oral e escrita, em ambiente cirúrgico por meio de um livro ata.
Eram descritas informações de suas particularidades individuais e o que foi realizado até o momento, com
ortografia de difícil compreensão, demonstrando uma imaturidade de conhecimento do verdadeiro significado
sobre a passagem de plantão, assim como, a importância de informações que deveriam ser comunicadas para a
continuidade da assistência ao paciente cirúrgico. Em janeiro de 2015, foi elaborado e implantado o check list
para passagem de plantão, com informações divididas em 4 tópicos: sala cirúrgica (SC); sala de recuperação pós
anestésica (SRPA); ala cirúrgica (AC) e central de materiais e esterilização (CME). As informações contidas
descrevem a forma que o profissional de enfermagem transfere o plantão para o outro. No primeiro tópico,
contempla sobre a presença ou não de intercorrências relacionadas à equipamentos, ato anestésico e cirúrgico
durante o procedimento. O segundo tópico aborda informações do paciente na SRPA sobre presença de
dispositivos invasivos, sinais vitais, presença de oxigênio, nível de consciência e se o paciente esta liberado para
o quarto aguardando o encaminhamento. Seguidamente são descritas informações dos pacientes na AC em
relação a presença de acompanhantes, mobilização que paciente deve permanecer, liberação de dieta, troca de
curativos e necessidades fisiológicas. Na perspectiva da CME, são descritos informações sobre materiais
aguardando o processo de lavagem, inspeção, secagem e esterilização, assim como, materiais a serem enviados
a manutenção e por fim, no rodapé do check list, foi descrito que o instrumento não elimina a leitura na íntegra
do relatório de enfermagem. Conclusão: Foi realizado um treinamento com a equipe de enfermagem sobre o
instrumento implantado, resultando na passagem de plantão de forma dinâmica, em menor tempo, com
planejamento eficaz para continuidade da assistência ao paciente com qualidade e segurança e redução de
eventos adversos.
Palavras-chaves: Registros de enfermagem; Melhoria de qualidade; Segurança do paciente.
[118]
94 - IMPLANTAÇÃO DO CHECKLIST DE CIRURGIA SEGURA EM UM HOSPITAL PRIVADO NO INTERIOR
DO PARANÁ: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
1,2
1
Autores:
Stefania de Oliveira , Andreia Alves , Kamille Kotekewis
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
2
HCL - Hospital do Coração de Londrina - Rua Paes Leme, 1.351, Londrina (PR), UEL - Universidade Estadual de
Londrina - Rod. Celso Garcia Cid, PR 445, Londrina (PR).
Introdução: O Checklist da cirurgia segura é uma lista de verificação de riscos proposta pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de melhorar a segurança do paciente cirúrgico, que visa a qualidade da
assistência de forma organizada e estruturada, com tópicos em forma de desafios a serem alcançados (WHO,
2008). Visto que os procedimentos cirúrgicos tem se tornado mais freqüentes, acompanhado de morbidade,
mortalidade e alto índice de complicações, faz se necessário e imprescindível a realização do Checklist da
cirurgia segura em todos os procedimentos. Considera-se ainda que mais da metade das complicações
relacionadas ao procedimento cirúrgico são evitáveis através desse desafio, sendo estas, embasadoras do
Manual: Cirurgia Segura Salvam Vidas (KABLE, GIBBERD e SPIGELMAN, 2002; WHO, 2008). Objetivo: Este
trabalho teve como objetivo analisar e relatar a implantação do Programa Cirurgia Segura no contexto centro
cirúrgico, bem como incentivar os profissionais da instituição em questão sobre a importância dessa iniciativa.
Método: Como se trata de relato de experiência, a abordagem é observatória e descreve a situação da prática
inserida, juntamente com suas estratégias. Mediante apoio institucional deu-se início a implantação do
programa (Checklist) guiado por um impresso adaptado para a realidade inserida, com os fiéis princípios de
origem, sem alteração de sentido. Abordamos todas as especialidades cirúrgicas, e em quatro salas cirúrgicas
existentes na instituição. Em cirurgias de grande porte ou com especificidades, o enfermeiro acompanhava
imprescindivelmente o preenchimento do checklist juntamente com o técnico de enfermagem. Antecedendo a
implantação, aconteceu um treinamento para apresentar os objetivos dessa iniciativa, bem como apresentação
do impresso a ser usado. Foi usada também a comunicação visual nos murais do Hospital, como forma de
divulgação para os demais profissionais. E na prática, a equipe de enfermagem do Centro cirúrgico atuava como
facilitadora nas dúvidas frequentes sobre o novo modelo. Resultado: Como resultado dessa implantação,
observamos que a equipe de enfermagem desempenhou com competência e persuasão a aplicação do
checklist. Em casos de equipes cirúrgicas e/ou anestesiologistas resistentes ao novo processo, a enfermeira
acompanhava mais intensamente o processo, até que o funcionário superasse a fragilidade. E mesmo em casos
de resistência, o checklist era realizado em todos seus tópicos. O aspecto comunicação, entrosação e
responsabilidade da equipe faz com que a qualidade do checklist proposto seja ainda melhor e mais eficaz. Após
realização do check list, todos os membros assinavam o impresso, como forma de se comprometer com a
segurança do paciente. Conclusão: Concluímos que a determinação, persuasão, entrosamento e comunicação
da equipe de enfermagem foram quesitos primordiais para o alcance dos objetivos dessa implantação, que é a
segurança do paciente cirúrgico. A presença e atuação de uma enfermeira na direção clínica dessa instituição faz
com que iniciativas propostas por nossa equipe, com a finalidade de melhoria da qualidade de assistência de
enfermagem aos pacientes, estejam sempre em prioridade, e isto nos traz segurança enquanto gerente do
cuidado. Vale ressaltar que como o programa está em fase de implantação, e que a atuação gerencial e
assistencial do enfermeiro se faz presente em todos os momentos, sejam eles em educação continuada,
divulgação da relevância do desafio ou incentivo diário da equipe para a maior adesão.
Palavras-chaves: Comunicação; Procedimento cirúrgico; Segurança do paciente.
[119]
95 - IMPLANTAÇÃO DO ENFERMEIRO COMO GESTOR E MULTIPLICADOR DE CONHECIMENTO NUM
CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO.
1
1
1
Autores:
Shirley dos Santos , Gina Vilas Boas Lima Tarcitano , Patrícia da Silva Batista , Elizabeth Akemi Nishio
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HGG - Hospital Geral de Guarulhos - Alameda dos Lírios, 300, Parque CECAP, Guarulhos (SP).
Introdução: A Central de Material e Esterilização (CME) é uma unidade de apoio técnico que se articula com
praticamente todos os setores do hospital, que garantem seu atendimento ao paciente através dos produtos
fornecidos pela CME, tanto que qualquer falha ocorrida durante o processamento dos materiais implica em
comprometimento e risco ao paciente. Os profissionais que atuam na CME possuem ativa responsabilidade no
combate a infecções e cabe ao enfermeiro planejar a unidade, prevendo e provendo recursos humanos e
materiais, bem como capacitação de sua equipe. Nosso relato de experiência inicia-se em novembro de 2014,
quando assumimos uma Unidade de esterilização de um hospital cuja gestão e atuação era realizada 100% por
trabalhadores sem formação em enfermagem, com término em Abril de 2015. Objetivo: Identificar e capacitar o
profissional enfermeiro para atuação na Unidade de CME, provedor multiplicador de conhecimento específico.
Adequar o perfil da unidade com profissionais formados na área de enfermagem. Método: Trata-se de um
relato de experiência na identificação e capacitação de um enfermeiro da CME, para gerenciar materiais e
capacitar recursos humanos de enfermagem somados a análise de perfil dos demais profissionais atuantes.
Resultado: No nosso modelo de gestão, entendemos que o profissional que atua na CME tenha perfil adequado
para tal fim, bem como a devida capacitação teórico-prática. Os profissionais sem formação em enfermagem
dominavam 100% do quadro (01 farmacêutico, 01 químico, 01 encarregado de área e 32 auxiliares de
esterilização sem formação alguma), porém o Hospital possuía enfermeiros especialistas em CME, que atuavam
em outras unidades. Nosso primeiro desafio foi mapear esses especialistas e selecioná-los para a vaga, além de
identificar um profissional que gostasse de atuar nesta unidade de Apoio. Após a seleção do candidato, o
mesmo passou pelo processo de Educação Continuada com outros especialistas e conhecedores do modelo de
gestão. Algumas competências desenvolvidas neste profissional, principalmente comunicação, planejamento,
organização e conhecimento técnico, foram aperfeiçoadas na própria unidade. Após esta etapa, começamos um
processo seletivo dos auxiliares de esterilização que possuíam formação em enfermagem. Dos 32 que atuavam
na CME há mais de 10 anos sem formação, apenas 06 possuíam curso de auxiliar de enfermagem completo e
desses 05 passaram no processo seletivo para adequação de função, porém com aplicação de aula anterior a
prova técnica. Quando questionados aos demais 27 profissionais sobre a não capacitação em enfermagem os
mesmos alegaram falta de incentivo da gestão anterior e desconhecimento da necessidade de aperfeiçoamento.
Conclusão: A relevância do estudo está na complexidade e profundidade da discussão sobre atuação do
profissional sem formação em enfermagem na CME, o que pode comprometer a qualidade da assistência
prestada e desvalorizar o saber técnico especializado e que o papel do enfermeiro como gestor dessa unidade
requer acima de tudo conhecimento especializado.
Palavras-chaves: Recursos humanos de enfermagem; Cirurgia segura; Esterilização; Enfermagem centro
cirúrgico.
[120]
96 - IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE NORMOTERMIA – ESTRATÉGIA NA SEGURANÇA
DO PACIENTE.
1
1
1
Autores:
Melina Shettini , Swamy Marconi , Ana Carolina Andrade , Lia Romero
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HVC - Hospital Vera Cruz - Andrade Neves, 402, Centro, Campinas (SP).
Introdução: A temperatura corporal é um sinal vital importante do paciente e deve ser monitorada. A
hipotermia é caracterizada como temperatura corporal menor que 36°C e ocorre frequentemente durante o
período perioperatório afetando o paciente cirúrgico de várias maneiras, provocando alterações em diversos
sistemas, alteração da função plaquetária, aumento da Infecção de Sítio Cirúrgico, alteração na cinética e ação
de algumas drogas, estando relacionada a desconforto térmico, e demora na recuperação pós anestésica. Este
relato de experiência demonstra o processo de implantação do protocolo de normotermia em um hospital
privado, que realiza cirurgias de pequeno, médio e grande porte. Objetivo: Implantar um protocolo de
normotermia viável para prevenção e controle da hipotermia no período perioperatório. Método: Trata-se de
um trabalho de abordagem metodológica qualitativa de caráter descritivo do tipo relato de experiência que
descreve o processo de implantação do protocolo de normotermia em um hospital privado de médio porte que
presta assistência geral. Resultado: No segundo semestre de 2014 foram iniciadas discussões sobre a
manutenção da normotermia. Iniciou-se intensa pesquisa bibliográfica para fundamentação e elaboração do
protocolo. Foram realizadas reuniões entre a Coordenadora de Enfermagem e Enfermeiras do centro cirúrgico
(CC), médico Coordenador do CC e o médico Coordenador do Serviço de Anestesia, cujo propósito principal era
a desenvolver o processo. Verificou-se a necessidade de adequação das quantidades de mantas térmicas
descartáveis de ar quente com aquecimento ativo, dispositivos de aquecimento de fluídos e termômetros
periféricos e centrais. A instalação de controle manual do ar condicionado em cada sala operatória foi
imprescindível para o controle da temperatura. Com as adequações em andamento, foram iniciados os
treinamentos para a equipe multiprofissional promovido por um médico Anestesiologista que relata a fisiologia
da termorregulação, e as complicações ocasionadas pela Hipotermia Não Intencional. As Enfermeiras do CC
concomitantemente apresentaram o novo protocolo, as condutas terapêuticas e o cartão de fluxo individual
para cada sala e recuperação pós anestésica. No final de 2014 o protocolo foi validado. Conclusão: Entendemos
que a equipe multiprofissional se mostrou envolvida na instalação do processo, pois compreenderam sua
importância e benefícios para os pacientes, o que foi fundamental para instituir o protocolo como rotina de
trabalho. O controle de aplicação do protocolo se mostraram eficientes. Conclui-se que, para o alcance da
normotermia, deve-se manter o paciente aquecido em todas as fases do período perioperatório.
Palavras-chaves: Normotermia; Cirurgia segura; Protocolo.
[121]
97 - IMPLEMENTAÇÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA TRABALHADORES DA UNIDADE DE
CENTRO CIRÚRGICO.
Autores:
Luciana Iglesias de Castro Silva
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UNESA- Universidade Estácio de Sá - Rua do Bispo, 83, Rio Comprido, Rio de Janeiro (RJ).
Introdução: Trata-se de um relato de experiência vivenciada pelos acadêmicos de enfermagem do último
período da etapa curricular na implementação da Educação em saúde aos trabalhadores de Enfermagem do
centro cirúrgico, em parceria da Universidade privada e o hospital privado. Objetivo: Oferecer aos acadêmicos
um olhar e vivências ao papel do educador do Enfermeiro junto a sua equipe de trabalho, saindo das palestras
formais em auditórios para adentrar nos setores do hospital. Nessa perspectiva, inseriu-se a primeira temática
da proposta: o autoexame das mamas, estando diante da patologia que mais elevam as taxas de mortalidade do
país: O câncer de mama. Método: A metodologia utilizada foi por meio da explanação do objetivo da atividade,
importância para a saúde, e percepção da aceitação de inclusão da proposta educacional na instituição. A
distribuição de um folheto explicativo para os trabalhadores foi uma etapa motivadora para os acadêmicos
tanto pela confecção e distribuição, tendo com itens: O que é o autoexame? Como fazer? O que procurar?
Como examinar as mamas? Resultado: Essa proposta de educação em saúde aproxima e integra os discentes,
docentes e unidades de saúde. Os trabalhadores da unidade de centro cirúrgico vivenciam situações de stress,
risco de morte constantemente e vida, e atribuem falta de tempo livre para e/ou paciência para dispor tempo
para um estudo atualizado contínuo e cuidado com a própria saúde. Essas questões precisam ser trabalhadas no
âmbito das empresas, onde os recursos humanos representam suas maiores riquezas. Os trabalhadores
retiraram dúvidas, e tiveram a oportunidade de demonstrar de forma prática suas percepções quanto ao
autoexame das mamas. Os enfoques foram direcionados respeitando o nível de conhecimento e percepção de
cada um. A relevância desse trabalho se da por permitir que a comunicação em saúde, chegue aos setores
hospitalares á serviço de quem cuida...Garantiu ao Curso de Enfermagem um olhar de prevenção, quanto ao
empoderamento do Enfermeiro como agente de mudanças frente a ações educativas. Conclusão: Conclui-se
que os trabalhadores da saúde precisam dessa acolhida, carinho nas informações, e que por serem da categoria
da saúde possuem dúvidas também, que são reveladas e reais, e se atropelam na autoconfiança e turbulência
dos processos de trabalho do mundo atual.
Palavras-chaves: Educação em serviço; Saúde do trabalhador; Parceria em saúde.
[122]
98 - IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA
NO CENTRO CIRÚRGICO.
1
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Autores:
Ellen Thais Graiff de Sousa , Lucianne Pereira de Andrade , Rochelle Moura da Rocha
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HUB - Hospital Universitário de Brasília - SGAN - Quadra 604, Avenida L2 Norte, s/n - Asa Norte, Brasília (DF).
Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) baseia-se na assistência
integral em todas as fases do perioperatório. Ela deve ser implementada por enfermeiros perioperatórios, na
busca de satisfação das necessidades da pessoa em condição cirúrgica. Com foco na satisfação do cliente, tal
processo leva à a realização de um serviço de qualidade, que pode tornar os profissionais mais envolvidos e
motivados. A SAEP deve ser o alicerce que sustenta as ações da Enfermagem Cirúrgica, além de promover a
interação da assistência nos períodos pré, trans e pós-operatórios. Objetivo: Relatar a experiência de
enfermeiros assistenciais na implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória no
transoperatório e na recuperação pós-anestésica. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo relato
de experiência vivenciada por enfermeiros assistenciais em um Centro Cirúrgico de um hospital de ensino do
Distrito Federal, no período de junho de 2014 a maio de 2015. Resultado: A atuação dos enfermeiros
assistenciais no centro cirúrgico do hospital de ensino do estudo consiste em: 1. Atividades de cunho gerencial;
2. Assistência de enfermagem direta aos pacientes cirúrgico compreendendo o transoperatório e a recuperação
pós-anestésica; 3. Atuação em Central de Material e Esterilização; 4. Atividades de educação permanente.
Dando continuidade a assistência de enfermagem iniciada no pré-operatório, a SAEP é iniciada no setor no
momento em que o paciente é admitido, na ocasião é realizada a coleta de dados a fim de que seja conseguido
o histórico do paciente com informações pertinentes e importantes para o plano de cuidados. Em seguida, são
selecionados os diagnósticos de enfermagem pertinentes ao julgamento clínico sobre as respostas individuais,
familiares ou comunitárias a problemas à saúde ou processos de vida reais ou potenciais. Por meio da
identificação de diagnósticos é possível propor as intervenções que serão fundamentais para uma assistência
especializada, individualizada e qualificada. Seguindo-se as etapas do processo de enfermagem, é traçado o
planejamento de enfermagem onde são definidas as metas, estabelecidas às prioridades, os resultados
esperados pelo paciente e determinadas as prescrições de enfermagem. Assim, prescrições de enfermagem são
propostas com base nas etapas anteriores e posteriormente o plano de cuidado é executado na etapa de
implementação da assistência. Ao final, todo este processo é avaliado para acompanhar as respostas do
paciente aos cuidados prescritos em uma etapa denominada avaliação de Enfermagem. Quando o paciente é
transferido da sala operatória para a sala de recuperação pós-anestésica a implementação da SAEP é continuada
e as etapas são novamente executas buscando o atendimento das necessidades do paciente no novo ambiente
dentro do centro cirúrgico. Todas as etapas do processo de enfermagem são documentadas em impressos
criados para este fim pelos próprios enfermeiros do setor. Conclusão: A SAEP é uma metodologia científica de
trabalho do enfermeiro, que permite implementar, na prática assistencial, seus conhecimentos técnicoscientíficos e de humanização. Organiza o trabalho dos profissionais de enfermagem no ambiente cirúrgico
quanto ao método, ao pessoal e aos instrumentos, tornando possível a operacionalização do processo de
enfermagem. Sua implementação permite que a enfermagem avance enquanto profissão e ciência e leva a uma
assistência de enfermagem qualificada e comprometida.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Assistência de enfermagem; Enfermagem perioperatória.
[123]
99 - IMPORTÂNCIA DA PULSEIRA DE IDENTIFICAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DE SEGURANÇA DO
PACIENTE CIRÚRGICO EM UM HOSPITAL ESCOLA.
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1
Autores:
Edluza Melo , Renata Lopes , Nathaly Oliveira , Valéria Tavares
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
FPS - Faculdade Pernambucana de Saúde – Rua Jean Emile Favre, 422, Imbiribeira, Recife (PE).
Introdução: A qualidade do cuidado em serviços de saúde tem sido uma prioridade da Organização Mundial da
Saúde (OMS), sendo assim, em abril de 2013 foi criada a portaria 529 pelo Ministério da Saúde (MS), com
objetivo de contribuir para a qualificação do cuidado. No mesmo ano, instituiu-se a Resolução da Diretoria
Colegiada N°36, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, MS, para promover a segurança do paciente e
consequente melhoria da qualidade nos serviços de saúde. O programa conta com seis protocolos que tratam
dos seguintes temas: Cirurgia segura; Prática de higiene das mãos; Prevenção de úlceras por pressão; Prevenção
de quedas; Identificação do paciente; Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. O quinto
tema se refere à identificação do paciente através do uso da pulseira, quando adequada minimiza erros que
podem estar envolvidos nos cuidados prestados pela equipe de saúde em distintas escalas da atenção à saúde.
Estes erros podem estar relacionados à estrutura física da instituição, processos de trabalho, cultura da
organização empresarial, prática profissional e a cooperação do usuário. Apesar de estar inserida dentro do
protocolo de segurança do paciente, a pulseira ainda não é elucidada como fator de importância no cuidado
seguro, o que é evidenciado através dos milhares de eventos adversos no campo da saúde. Torna-se claro que
usualmente à checagem dos dados do paciente na pulseira sofrem desatenção pelos profissionais de saúde.
Objetivo: Identificar a importância da pulseira de identificação como técnica de segurança do paciente, pelos
clientes hospitalizados, em um hospital escola. Método: Estudo de intervenção, tipo corte transversal,
quantitativa, realizado nas enfermarias cirúrgicas entre Maio/Julho 2014. O projeto Nº 76 foi aprovado pelo
Comitê de Ética e Pesquisa. A população foi composta por todos pacientes internados neste período. Foi
utilizado dois questionários aplicados no mesmo momento pelos pesquisadores: O primeiro questionário traça o
perfil sociodemográfico; o segundo questionário avalia o conhecimento dos pacientes quanto ao uso da
pulseira, composto de 14 perguntas que se divide em dois momentos: No primeiro momento, a intervenção é
realizada sem explicação do assunto; No segundo momento, a intervenção é realizada após explicação do
assunto aos pacientes. Resultado: Foram entrevistados 103 pacientes onde a prevalência da idade foi acima de
62 anos, mais de 50% com nível de escolaridade fundamental incompleto/completo o que denota deficiência na
compreensão e percepção dos riscos na sua segurança. A falta da orientação da importância da pulseira ao
paciente na admissão hospitalar favorece para um uso inadequado da mesma, onde 96% dos entrevistados
relataram que não tiveram orientação de um profissional. No primeiro momento mais de 80% não consideraram
a pulseira importante, após orientação percebemos que 97% tinham outra opinião quanto a sua importância. Os
profissionais ainda não aderiram a checagem dos dados da pulseira, mais de 70% relataram que não houve
checagem da pulseira no pré, trans e pós-operatório. Os pacientes foram receptivos as informações e a
colaborar com a prática da proteção, como cobrar aos profissionais a checagem dos dados antes dos
procedimentos e mais de 97% não deixariam de usar a pulseira. Conclusão: Este estudo identificou pontos
fortes no uso da pulseira, relacionado a segurança do paciente, com a redução de eventos adversos e no
repensar das atitudes profissionais quanto a sua importância.
Palavras-chaves: Sistemas de identificação de pacientes; Segurança do paciente; Educação em saúde.
[124]
100 - INDICADOR DE AVALIAÇÃO DAS PERDAS DE VALIDADES DE PRODUTOS PARA SAÚDE
DESINFECTADOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO.
1
1
1
1
Autores:
Cleidiane Barbosa Paz , Ana Cristina Alencar dos Santos , Clarissa Gondim de Souza , Maria do Socorro Sales ,
1
Shirley Kaliny Correia de Matos
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar - Rua Socorro Gomes, 190, Guajeru, Fortaleza (CE).
Introdução: A desinfecção consiste em um processo de eliminação de microrganismos patogênicos presentes
nos artigos utilizados para a assistência à saúde, podendo ser desenvolvida pelos métodos físicos, químicos e
físico-químicos. Desta forma, a desinfecção química é um método pelo qual utilizamos um germicida como
agente desinfectante de materiais semicríticos e não críticos e cada instituição de saúde deve definir as
condições, o tempo de validade e as indicações de guarda do material desinfectado. Objetivo: Analisar as
perdas de validades de produtos para saúde desinfectados e armazenados nas unidades assistenciais de um
hospital público no ano de 2014. Método: Para isto, foi aplicado um estudo retrospectivo, quantitativo e
exploratório desenvolvido através do monitoramento das taxas dos produtos para saúde os quais perderam a
qualidade de desinfecção química nas unidades consumidoras, com base nos cálculos: ⟨número de itens com
perdas de validades na unidade consumidora dividido pelo total de itens distribuídos nessa unidade⟩
multiplicado por 100; e ⟨número de itens reprocessados por perda de validade dividido pelo total de itens
desinfectados na CME⟩ multiplicado por 100. Com esses dados, podemos analisar dois aspectos do indicador de
perda de validade: as perdas mensais por unidade consumidora e os itens reprocessados pela perda do tempo
de validade no ano investigado. Resultado: Assim, a análise dos resultados nos permitiu encontrar uma grande
variação nas taxas durantes os meses do ano de 2014 nas unidades consumidoras, onde as mesmas não
mantiveram um padrão de variação. Foi possível observar que a Unidade de AVC permaneceu com a taxa acima
da meta preconizada durante todos os meses do ano, diferentemente da Unidade de Cuidados Especiais a qual
permaneceu com as taxas abaixo dessa meta. Detectou-se ainda que a Imagem/Ambulatório foi a unidade
consumidora responsável pela maior perda de validade dos produtos para saúde desinfectados, no mês de
Junho apresentou uma taxa de 24,4%, ou seja, a cada 100 itens entregues no referido setor, 24 perderam a
validade; e a Unidade de Cuidados Especiais a que expôs a menor taxa no ano decorrido ⟨0,11% no mês de
Março⟩. Vale a pena destacar ainda a análise dos itens que perderam a validade com relação ao número de
desinfecções do mesmo produto no ano em estudo, onde observou-se que os cinco itens com maior evento de
perda de validade foram: cânulas de Guedel ⟨22,3%⟩, umidificadores para ar comprimido ⟨20,1%⟩, sensores de
temperatura retal ⟨12%⟩, dosadores para máscara de Venturi ⟨11%⟩ e lâminas para laringoscópio ⟨10,8%⟩.
Conclusão: Em vista do que foi relatado, percebe-se a necessidade de traçar um plano de ação e estratégias de
acompanhamento do indicador em questão, visando a redução dos custos e de mão de obra desnecessária pelo
reprocessamento de produtos para saúde, sendo importante fazer algumas considerações: dinâmica de uso
reduzida de alguns itens, mas presença necessária nas unidades consumidoras; uso dos materiais em ordem
cronológica de vencimento; e real necessidade da presença dos produtos para saúde nas unidades mediante o
perfil da assistência.
Palavras-chaves: Desinfecção; Material; Validade.
[125]
101 - INDICADORES DE QUALIDADE PARA MELHORIA DA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR.
1
1
1
1
Autores:
Clarissa Gondim de Souza , Ana Cristina Alencar dos Santos , Maria do Socorro Sales , Milenna Alencar Brasil ,
1
Shirley Kaliny Correia de Matos
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar - Rua Socorro Gomes, 190, Guajeru, Fortaleza (CE).
Introdução: Mensurar a qualidade do serviço prestado tornou-se uma exigência nos dias de hoje para se
adequar a uma clientela cada vez mais exigente com a qualidade dos serviços. Esforços para assegurar a
qualidade da assistência, elaborar padrões e critérios tem sido um desafio tanto no Brasil quanto no mundo. O
interesse pela temática surgiu da prática profissional como gestora da Central de Material e Esterilização de um
Hospital de alta complexidade, onde o acompanhamento, análise, tomada de ação e divulgação dos indicadores
vem mostrando a melhoria contínua de nossos processos e resultados inovadores. Objetivo: Descrever a
trajetória de aprendizagem sobre indicadores de qualidade para melhoria da assistência hospitalar,
confrontando-a com a literatura consultada. Método: Para isto, utilizou-se um estudo de natureza exploratória,
descritiva, por meio de levantamento bibliográfico, sobre o tema escolhido, com abordagem qualitativa. A busca
foi realizada no período de agosto de 2014 a abril de 2015 através do acesso online às bases de dados LILACS,
BIREME e SCIELO. Para isto, foram utilizados os seguintes descritores: indicadores de qualidade em assistência à
saúde; avaliação de desempenho; garantia da qualidade; e indicador de saúde. Resultado: Com a busca
realizada, a amostra do estudo foi composta por 12 artigos abordando o assunto exposto. Assim, a construção
de indicadores de qualidade deve ser realizada a partir da participação de toda a equipe, sendo de extrema
importância mantê-los atualizados sobre os resultados, o processo de melhoria e o processo de qualidade. Vale
acrescentar que a percepção dos enfermeiros corrobora a prática de melhoria assistencial por meio da
utilização de ferramentas e indicadores de qualidade com ênfase no registro de falhas no processo como
possíveis sugestões de melhoria dessa qualidade. O processo de validar indicadores conduz o enfermeiro a
encontrar respostas para questões gerenciais, assistenciais, econômicas e legais, mostrando os resultados do
atendimento prestado e possibilitando a implementação de ações de melhoria, baseadas em padrões de
qualidade. Conclusão: Concluiu-se que os indicadores de qualidade devem ser construídos com a participação
de toda a equipe de enfermagem, ser condizente com a realidade de serviço, que possa atender as suas
necessidades e que realmente consiga avaliar a assistência prestada. Assim, é através dos indicadores que
conseguimos a melhoria contínua dos nossos processos e sempre com o objetivo de alcançar os resultados.
Palavras-chaves: Avaliação de desempenho; Indicadores; Qualidade.
[126]
102 - INFUSÃO VENOSA AQUECIDA RELACIONADA À PREVENÇÃO DAS COMPLICAÇÕES DA
HIPOTERMIA INTRAOPERATÓRIA.
1
Autores:
Nathália Haib Costa Pereira , Ana Lúcia de Mattia
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
EE-UFMG - Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais - Avenida Alfredo Balena, 190,
Belo Horizonte (MG).
Introdução: A hipotermia é um dos diagnósticos de enfermagem mais frequentemente encontrados em
pacientes na sala de recuperação pós-anestésica, sendo suas causas provenientes do período intraoperatório.
Objetivo: Analisar as complicações relacionadas à hipotermia no período intraoperatório na utilização da
infusão intravenosa aquecida. Método: Trata-se de um estudo com abordagem metodológica quantitativa,
delineamento experimental, e comparativo, realizado no centro cirúrgico de um hospital público universitário,
na cidade de Belo Horizonte (MG). Foram selecionadas duas salas de operação para o estudo, por apresentarem
características semelhantes, no que se refere ao atendimento de especialidade de cirurgia do aparelho
digestório, quanto à área, temperatura e umidade ambiental. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o parecer ético nº 310/09. O Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido foi assinado, por todos os participantes após receberem do pesquisador as
informações e esclarecimentos sobre o estudo e seus objetivos, no quarto do paciente, no dia da cirurgia, antes
da administração da medicação pré-anestésica, quando indicado. A amostra foi definida segundo o número de
variáveis preditivas propostas, utilizando-se de 5 a 8 sujeitos em relação a cada uma das variáveis inicialmente
propostas, perfazendo uma amostra de 60 sujeitos. Foram critérios de inclusão na amostra ser adulto, com
idade superior a 18 anos, procedimento cirúrgico eletivo, com acesso cirúrgico abdominal convencional ou
mínimo, anestesia geral, tempo anestésico de no mínimo 1 hora, classificação física da American Society
Anesthesiologists (ASA) de I e II, e temperatura corpórea axilar ao entrar na sala de operação entre 36°C e
37,1°C. Do paciente, foram coletados dados referentes ao grupo a que pertence sexo, idade, classificação de
ASA, temperatura corpórea no momento de entrada em sala de operação, e as complicações apresentadas.
Resultado: As complicações apresentadas foram taquicardia, hipertensão arterial e sangramento. A taquicardia
não apresentou significância estatística entre os grupos, a frequência foi de 3 (10,0%) pacientes de cada grupo
(p=1,0000). Quanto à hipertensão arterial, houve significância estatística entre os grupos (p= 0,0150), sendo 3
(10,0%) dos pacientes do grupo controle e 11 (36,7%) do grupo experimental. No que se refere ao sangramento,
foi apresentado por 8 (26,7%) pacientes do grupo controle e nenhum paciente do grupo experimental, havendo
significância estatística (p=0,0050). A manutenção da normotermia reduz as possibilidades de desenvolver as
complicações operatórias, e a prevenção da hipotermia se dá por meio dos métodos de aquecimento, que são
classificados em passivos e ativos. Conclusão: A hipertensão arterial e o sangramento apresentaram
significância estatística entre os grupos, e a taquicardia não apresentou. A utilização da infusão venosa aquecida
isolada não previne as complicações relacionadas à hipotermia intraoperatória. A prevenção de complicações
inerentes ao procedimento anestésico-cirúrgico consiste em papel crucial do enfermeiro, o qual é responsável
pelo planejamento e pela implementação de intervenções eficazes que proporcionam a prevenção ou o
tratamento da hipotermia e, consequentemente, a diminuição das complicações associadas a este evento.
Palavras-chaves: Hipotermia; Enfermagem perioperatória; Complicações intraoperatórias.
[127]
103 - INSTRUMENTOS DE LEVANTAMENTO DE DADOS NO PERIOPERATÓRIO PARA A
SISTEMATIZAÇÃO DO CUIDADO PERIOPERATÓRIO.
Autores:
1
1
2
Maria Zélia de Araújo Madeira , Raísa Andrade Lima , Ana Maria Ribeiro dos Santos , Brenna Emmanuella de
2
5
Carvalho , Fagner Sousa de Macedo
Instituição: 1, 2, 3UFPI - Universidade Federal do Piauí - Campus Universitário Min Petrônio Portela, Ininga, Terezina (PI),
5
HU/UFPI/EBSERH - Hospital Universitario UFPI/EBSERH - Campus Universitário Ministro Petrônio Portela, s/n,
SG 07, Iningá, Teresina (PI).
E-mail:
[email protected]
Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) objetiva a promoção do
cuidado integral ao paciente cirúrgico por meio de instrumentos de levantamento de dados que visam auxiliar o
planejamento assistencial. Nesse contexto, surgiu em novembro de 2012 o interesse do hospital do estudo na
melhoria da implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem em todas as suas unidades/clinicas
com inserção de instrumentos que viabilizassem o Processo de enfermagem, entretanto sua implantação está
no princípio e ainda enfrenta inúmeros desafios. Objetivo: avaliar o processo de implantação de instrumentos
de levantamentos de dados no perioperatório em um hospital público e de ensino no Nordeste do Brasil.
Método: Estudo descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa, no qual foram coletadas informações por
meio de questionários aplicados aos profissionais de enfermagem e analise dos formulários da SAEP de
prontuários das três clínicas cirúrgicas (Cirúrgica I, Ginecologia e Urologia), no período de setembro a novembro
de 2014. Participaram do estudo 50 (66,7%) do total de 75 profissionais da equipe de enfermagem das três
clínicas cirúrgicas, constituído por 9 enfermeiros e 41 técnicos de enfermagem, como critério de inclusão estar
no quadro de pessoal por no mínimo dois anos (por ter sido o período de implantação da SAE no local de
estudo). Resultado: Os participantes do estudo foram predominantemente mulheres (86%), sendo 100% das
enfermeiras e 82,9% dos técnicos e auxiliares de enfermagem, com faixa etária entre 31-40 anos (55,6%) para
enfermeiros e entre 51-60 anos (48,8%) para técnicos e auxiliares de enfermagem. Foram analisados 93
prontuários (76,2% da amostra calculada para esta pesquisa), onde 9 foram da Clínica Ginecológica (9,3%), 15 da
Clínica Urológica (16,12%) e 69 da Clínica Cirúrgica I (74,2%). A análise obtida junto aos prontuários observou-se
ausência de checagem das intervenções de enfermagem, que podem estar relacionados ao modo como a SAEP
foi implantada na instituição e ao tempo de implantação que ainda é reduzido. Evidenciou-se a partir de análise
aos questionários aplicados aos profissionais de enfermagem das três clínicas que a maioria dos profissionais
confia na qualidade dos formulários da SAEP, porém acredita que ainda há a premência por reformulações e
adequações, além da necessidade da promoção de capacitações voltadas para o aprimoramento do
conhecimento teórico e aplicabilidade para todos os profissionais que atuam na instituição hospitalar de ensino.
Conclusão: A utilização de instrumentos de levantamento de dados no perioperatório requer um contexto
complexo em que enfermeiros, técnicos de enfermagem e gestores da instituição devem estar inseridos de
maneira participativa, com o intuito de proporcionar o cuidado.
Palavras-chaves: Processo de enfermagem; Enfermagem perioperatória; Registro de enfermagem.
[128]
104 - INTERVENÇÃO NA SALA DE RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA: EDUCAÇÃO DE PACIENTES E
FAMILIARES.
1
1,1
Autores:
Siane Simioni , Gisele Pereira de Carvalho , Rita Catalina Aquino Caregnato
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1,1
UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - Rua Sarmento Leite, 245,
Porto Alegre (RS).
Introdução: A assistência de enfermagem perioperatória tem se mostrado de grande relevância também no que
se refere às orientações e informações providas a pacientes e familiares a respeito dos procedimentos a serem
realizados. Pacientes em fase pré-operatória tendem a apresentar níveis mais elevados de stress devido ao
desconhecimento do procedimento a ser realizado, como também do processo pré-anestésico e operatório
(CHRISTÓFORO, CARVALHO, 2009). Essa falta de conhecimento se estende também aos familiares, causando em
ambos sentimentos como apreensão, medo e ansiedade (FONSECA, PENICHE, 2009). As orientações fornecidas
pela equipe de enfermagem constituem fator importante no cuidado prestado, bem como tendem a
proporcionar maior aceitação e entendimento dos pacientes e seus familiares sobre o processo de saúdedoença (GUIDO et al., 2014). Objetivo: Contribuir para a educação de pacientes ambulatoriais e seus familiares
sobre a dinâmica do Centro Cirúrgico (CC) e Sala de Recuperação Anestésica (SRA). Método: Relato de
experiência de uma acadêmica que implementou uma intervenção educativa durante o estágio supervisionado,
do sétimo semestre da Graduação de Enfermagem. O estágio realizou-se na SRA de um hospital escola de
grande porte, que tem parceria com uma Universidade pública federal. Resultado: Produziu-se material com
imagens ilustrativas, linguagem acessível ao público leigo e informações sobre o fluxo dos pacientes após a
entrada no CC, técnicas anestésicas e possíveis complicações pós-operatórias relacionadas à anestesia. Também
foram reforçados os avisos sobre horários de visita, boletins informativos da SRA e telefones de contato no
interior do CC. A avaliação da intervenção deu-se por meio de questionário simples aplicado pré e pós
apresentação do material, em dois momentos. No primeiro momento, o material foi apresentado e esclarecido
e, no segundo momento, o material foi disponibilizado para que os familiares o explorassem como desejassem.
Na primeira avaliação, responderam o questionário 14 familiares em espera, 100% afirmaram desconhecer a
dinâmica do CC e, destes, 09 (64,28%) afirmaram ter dúvidas a respeito do funcionamento do CC. No momento
da segunda avaliação, apenas 04 familiares concordaram em responder o questionário. Novamente 100% dos
respondentes declararam desconhecer a dinâmica do CC e ter dúvidas a respeito dela. Nas avaliações pósintervenção, o número de respondentes foi menor do que na avaliação pré-intervenção (12 e 01 respondentes,
respectivamente) e todos (100%) afirmaram ter suas dúvidas sanadas a partir do material elaborado. Conclusão:
O material elaborado para pacientes ambulatoriais e familiares em espera mostrou-se efetivo no esclarecimento
de dúvidas simples provenientes do desconhecimento da dinâmica de trabalho do CC. Percebe-se, no entanto,
que a presença de profissional disponível e aberto a esclarecimento de dúvidas de familiares em espera
desperta maior interesse e engajamento do que a simples disponibilização de material para sua utilização
independente.
Palavras-chaves: Sala de recuperação; Educação; Paciente; Familiares.
[129]
105 - INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO TRANSOPERATÓRIO DE LOMBOSTOMIA LOMBAR.
1,2
1
1
Autores:
Claudia Carina Conceição dos Santos , Gustavo Mattes Kunrath , Ivana Trevisan , Elizete Maria de Souza
1
1
Bueno , Lisiane Paula Sordi
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre, IPA - Centro Universitário Metodista, Porto Alegre (RS).
Introdução: O líquor é um fluido aquoso e incolor que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades
ventriculares. Circula superiormente em direção aos hemisférios cerebrais e inferiormente ao redor da medula
espinal. As velocidades de produção e reabsorção são dependentes da pressão. Tem função de proteção
mecânica do sistema nervoso central, atuando como um coxim líquido entre este e a caixa óssea. O volume total
é de 125 a 150 ml, sendo completamente renovado a cada 8 horas. A pressão normal é de 5 a 20 cm H2O, porem
em situações de hemorragia intraventricular, traumatismos cranianos, acidente vascular cerebral e ou em pósoperatório neurocirúrgico essa pressão pode aumenta sendo necessário sua drenagem por derivação ventricular
cerebral ou derivação lombar que também é indicada como tratamento adjuvante de fístulas liquóricas. A
drenagem externa lombar ou lombostomia lombar (LB) é um procedimento destinado para o controle
temporário do volume e da pressão liquórica através de um cateter de peridural introduzido na região lombar
ligado a um sistema coletor externo fechado que comporta um dispositivo regulador da pressão de drenagem.
Onde a drenagem do líquor é feita contra um gradiente de pressão hidrostática, ou seja, depende da altura em
que se coloca a bolsa coletora aberta. Objetivo: Relatar as intervenções de enfermagem no centro cirúrgico
ambulatorial transoperatório de LB. Método: Estudo descritivo tipo relato de experiência da assistência de
enfermagem no CCA de um hospital Universitário. Resultado: Na chega do paciente ao CCA são observados os
cuidados quanto às condições do paciente e a identificação do mesmo, verificando a pulseira de identificação e
o histórico de alergias. Já em sala cirurgia a enfermagem deve estar à tenta para o posicionamento do paciente
em decúbito lateral esquerdo, com membros inferiores fletidos e mento direcionado a fúrcula esternal,
mantendo o mais confortável e seguro possível na mesa cirúrgica. Nesse momento cuidados com a
monitorização do paciente e o checklist da cirurgia segura devem ser instituídos. Durante todo o procedimento
a enfermagem permanecerá ao lado do paciente oferecendo conforto e segurança e auxiliando na manutenção
da posição até o término do procedimento e avaliando constantemente se o paciente apresenta queixa ou
sinais de dor. Para a realização da LB o material cirúrgico e o sistema de drenagem externa devem ser abertos e
dispostos em mesa cirúrgica auxiliar com técnica asséptica. É função do instrumentador testar e conferir todos
os itens que constam na lista de material para o procedimento. Após a inserção cirúrgica do cateter peridural,
auxiliar o médico a realizar o curativo, usando o curativo de película transparente, protegendo as bordas do
mesmo com micropore e posicionar altura do sistema de drenagem externa de acordo com a prescrição médica.
Ao final do procedimento auxiliar o paciente a retornar a posição dorsal e se houver condições a descer da cama
e sentar na cadeira de rodas. Se não houver condições e/ou o paciente não estiver lúcido e coerente,
transportá-lo em maca com grades elevadas até a sala de recuperação para que seja encaminhado a sua
unidade de origem. Conclusão: O procedimento de LB é feita no CCA somente com ação de agentes anestésicos
locais não necessitando de manejos anestésicos mais complexos, mas necessitando de cuidados e condutas
básicas dispensados a todos pacientes submetidos a procedimento cirúrgico local.
Palavras-chaves: Transoperatório; Lombostomia lombar; Intervenções de enfermagem.
[130]
106 - INTRABEAM – TRATAMENTO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA PARA CÂNCER DE MAMA:
CONTROLE DE RASTREABILIDADE DO APLICADOR ESFÉRICO.
1
Autores:
Elaine Ferreira Lasaponari , Renata Barco Oliveira
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1,1,1
, Mirian Satiro Tosetto
1,1,1,1
, Roseli Aparecida Breta
1,1,1,1
HAOC - Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Rua João Julião, 331, Bela Vista, São Paulo (SP).
Introdução: O Intrabeam é um equipamento desenvolvido para a radioterapia intraoperatória (IOT) em casos de
câncer de mama. Indicado para o tratamento de tumores em fase inicial, utilizando-se uma radiação única. Os
aplicadores esféricos direcionam a radiação para o leito do tumor retirado com precisão e qualquer dano ou
risco em sua superfície o inutiliza. O equipamento necessita de aplicadores esféricos reprocessáveis de diversos
tamanhos. Estes dispõem de vida útil limitada a cem (100) esterilizações, porém, a sua reposição, além de
financeiramente custosa, depende também do processo de importação. Desta forma, o controle de
rastreabilidade torna-se imprescindível para a previsão e substituição quando indicada. O enfermeiro do Centro
de Material e Esterilização (CME) realiza a retirada dos aplicadores esféricos após uso, para prosseguir com o
processo de limpeza e esterilização. São verificadas as condições dos aplicadores através da inspeção visual
minuciosa. Para controle da quantidade de esterilizações, bem como da integridade dos aplicadores esféricos,
foi desenvolvido um método de rastreabilidade. Consistente em formulário, cada aplicador esférico contém o
número de série, tamanho e há campos que nos permitam identificá-los quanto às esterilizações por data e
registro quanto à inspeção visual, pois estes aplicadores não podem ser demarcados com nenhuma
identificação, devido a interferência no ato da radiação. Este estudo incidirá sobre os aspectos do controle de
rastreabilidade quanto aos números de esterilizações e inspeção visual o que irá de encontro à importância da
nossa prática assistencial. Objetivo: Apresentar o método de controle de rastreabilidade quanto às quantidades
de esterilizações e inspeção visual dos aplicadores esféricos do Intrabeam. Método: Diante das inovações
tecnológicas para a terapêutica cirúrgica, busca-se uma assistência focada na segurança e qualidade de vida às
pacientes submetidas a procedimentos menos invasivos. Por se tratar da complexidade dos aplicadores
esféricos, a elaboração de um controle de rastreabilidade quanto às esterilizações, inspeção visual e sua
funcionalidade, corroboram para as melhores práticas de enfermagem em CME, garantindo a eficácia e o
sucesso do procedimento cirúrgico. Resultado: O processo de rastreabilidade nos permite um controle efetivo
quanto às esterilizações, bem como a segurança para a realização do procedimento cirúrgico e a previsibilidade
de aquisição e reposição do material. Conclusão: Conclui-se que por meio do controle de rastreabilidade, é
possível assegurarmos com qualidade e segurança, o funcionamento do equipamento que resultará em sucesso
da aplicabilidade da radiação, garantindo a eficiência, além da praticidade e conforto à paciente.
Palavras-chaves: Esterilização; Intrabeam; Oncologia; Radiação; Rastreabilidade.
[131]
107 - LIMPEZA DE MATERIAIS: REALIDADE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Autores:
1
1
Juliana Rocha , Aurea Pinheiro , Simone Bonin
1,1,1
, Felipe Amaral
1,1,1,1
1
Instituição: BIOXXI -Serviços de Esterilização LTDA - Rua Coronel Cabrita, 17, São Cristóvão, Rio de Janeiro (RJ).
E-mail:
[email protected]
Introdução: A limpeza dos materiais médico hospitalares sempre foi algo importante, porém no passado, assim
como o próprio centro de material e esterilização não havia a relevância da atualidade; hoje temos a máxima “o
que não está limpo não está estéril”. Cada vez mais encontramos maquinário e produtos destinados à limpeza e
verificação da mesma para a prática diária no central de material de esterilização (CME). A realização da limpeza
torna-se ato fundamental para a efetividade na segurança do cuidado ao paciente. Tarefa essa desempenhada
desde os artigos não críticos de fácil limpeza até os críticos de difícil acesso e alta complexidade. O avanço das
técnicas cirúrgicas exige cada vez mais que o centro de material e esterilização acompanhe as novas tecnologias
e obedeça as legislações vigentes. A problemática da limpeza inicia-se no recebimento dos materiais. Em
determinados momentos são recebidos materiais com matéria orgânica ou por falta de espaço não há
condições adequadas para realizar a pré-limpeza. Encontramos ainda os tipos de limpeza empregados, insumos
utilizados e meios de verificação da limpeza. Por entendermos a limpeza como fator primordial no centro de
material e esterilização, nos questionamos como é realizada em nosso Estado, qual método é empregado, quais
insumos utilizados, há conhecimento específico à cerca do tema dos profissionais responsáveis pelo centro de
material e esterilização, desempenham as tarefas de acordo com as legislações vigentes? Objetivos: • Avaliar o
desempenho da limpeza dos materiais médico hospitalares no Estado do Rio de Janeiro; • Verificar as
facilidades encontradas para o desempenho da limpeza dos materiais médico hospitalares; • Identificar os
maiores desafios para a realização da limpeza dos materiais médico hospitalares. Método: O presente estudo
foi realizado num período de 120 dias, através de questionário específico aos enfermeiros gestores de CME de
hospitais públicos e privados do Estado do Rio de Janeiro, sendo conduzida sistemática segundo perspectiva
qualitativa da abordagem estatística descritiva. Resultado: Em 80% dos artigos com lumens iguais ou inferiores
a 5mm são utilizadas lavadoras ultrassônicas. Sendo o método utilizado a ultrassônica com 60%. Nas CMEs
pesquisadas o saneante mais utilizado foi o alcalino com 80%, sendo apenas 20% o enzimático, sendo que 90%
dos entrevistados reconhecem que o tipo de saneante faz diferença no processo de limpeza. Quanto ao
monitoramento 50% realiza esse processo. Conclusão: Ficou claro junto ao universo pesquisado que os
profissionais entendem como vital ao processo do CME a realização da pré-limpeza nos artigos para garantia da
qualidade do serviço. Sendo a limpeza na sua integralidade realizada nos CMEs manualmente e também em
processos automatizados.
Palavras-chaves: Limpeza; Central de material e esterilização; Materiais de saúde.
[132]
108 - LIMPEZA DE PINÇAS USADAS EM CIRURGIAS ROBÓTICAS.
1
1
1
1
Autores:
Expedita Rodrigues Ferreira , Andrea Alfaya Acuña , Karine Moretti Monte , Regina Matiko Sato , Hebila da
1
Silva Alves
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
SBSHSL - Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês - Rua Dona Adma Jafet, 91, Bela Vista, São
Paulo (SP).
Introdução: O processo de limpeza consiste na remoção de sujidade visível aderida nas superfícies, nas fendas,
nas serrilhas, nas articulações e nos lúmens de instrumentos, dispositivos e equipamentos, por meio de um
processo manual ou mecânico utilizando detergente e água. A limpeza de artigos tem por finalidade reduzir o
número de microrganismos e remover resíduos (químicos, proteínas, sangue, endotoxinas) e outros fragmentos
orgânicos que aderem ao lúmen e na superfície externa dos artigos. A ciência de reprocessamento dos artigos
permanentes, atualmente bastante consistente, valoriza a limpeza como passo inicial e fundamental para
garantir a fase posterior da desinfecção ou esterilização. A limpeza reduz carga microbiana em 99,99%, ou seja,
reduz quatro ciclos logaritmos do biobourden presente no artigo. A introdução da robótica na medicina é uma
tendência mundial que permite agregar novas tecnologias proporcionando um maior controle e precisão dos
instrumentos cirúrgicos, em procedimentos minimamente invasivos. Segundo a literatura, dispositivos robóticos
poderiam ser usados em mais de 3,5 milhões de procedimentos médicos por ano somente nos Estados Unidos.
Nas ultimas décadas a revolução tecnológica dos instrumentos de intervenção, entre eles os artigos médicoshospitalares o que demanda novos desafios para seu processamento no CME e a sua reutilização tem mostrado
uma nova configuração nesse setor em termos de legislação nacional, instalações, equipamentos, metodologias
de trabalho baseados em conhecimento cientifico, sendo um dos setores que mais expande, com a
modernização da sociedade. Objetivo: Identificar evidências cientifica relacionas à limpeza de pinças usadas em
cirurgias robóticas. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica, que objetivou identificar evidencias
científicas relacionadas à limpeza de pinças robóticas utilizadas em videocirurgias robóticas. A busca foi
realizada nas bases de dados BIREME, SCIELO e LILACS, em idiomas português e inglês, a partir de descritores
registrados no DECS (Descritores em Ciências da Saúde). Resultado: Encontrados 329 artigos e desses foram
selecionados 22 artigos a fim de responder o objetivo do trabalho, os resultados demonstraram que na
literatura ainda não existe estudos específicos sobre a limpeza de pinças robóticas, mas muitos estudos sobre o
reprocessamento de artigos para saúde de conformação complexa tanto quanto as pinças usadas em cirurgias
robóticas. Conclusão: Não foram encontradas evidências científicas especificamente sobre a limpeza de pinças
robóticas, talvez, por se tratar de uma tecnologia recente e no Brasil uma realidade de poucos hospitais onde
estão concentrados na cidade de São Paulo. É evidente a necessidade de estudos nessa temática para maior
esclarecimentos da limpeza desses artigos de alto custo.
Palavras-chaves: Cirurgia robótica; Centro de material esterilizado; Reutilização de equipamentos.
[133]
109 - MAPEAMENTO DO FLUXO CIRÚRGICO ELETIVO COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO DE CIRURGIAS
ELETIVAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
1
1
1
Autores:
Shirley dos Santos , Gina Vilas Boas Lima , Patrícia da Silva Batista , Elizabeth Akemi Nishio
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HGG - Hospital Geral de Guarulhos -Alameda dos Lírios, 300, Parque CECAP, Guarulhos (SP).
Introdução: Um sistema de gestão para a excelência do desempenho precisa ter seu foco nos principais
resultados da organização. Temos como meta a satisfação dos nossos clientes-alvo alinhados a garantia de
retorno aos Steakholders. Um dos pontos mais abordados em discussões gerenciais são a importância da análise
de indicadores e a utilização de ferramentas de qualidade que auxiliam nos processos operacionais, gerenciais e
estratégicos das Instituições. O nosso relato de caso inicia-se em Janeiro a Abril de 2015, com intervenção e
análise de uma dessas ferramentas de gestão, a saber, a taxa de suspensão cirúrgica eletiva alinhada à demanda
cirúrgica reprimida, como reflexo no atendimento ao usuário e atingimento de metas contratuais. Quando
assumimos a gestão de um hospital público, percebemos que a quantidade de metas estabelecidas em contrato,
por outro lado a demanda cirúrgica estava reprimida. Sendo assim, foi decidida pela Alta Liderança do Hospital
uma intervenção direcionada na Unidade Ambulatorial e Cirúrgica. Objetivo: Garantir alinhamento do fluxo
cirúrgico eletivo com foco no gerenciamento da fila e comunicação efetiva entre equipes e entre equipes e
pacientes para elevação nos números de cirurgia, inserção do processo de cirurgia segura e diminuição na taxa
de suspensão cirúrgica. Método: Trata-se de um relato de experiência de implantação do modelo de gestão de
fila cirúrgica e intervenção da demanda cirúrgica. Iniciamos nossa intervenção em Janeiro de 2015, com uma
equipe multidisciplinar e após braimstorming foram realizadas as seguintes ações: 1º) Benchmarking dos demais
serviços afiliados para comparativo de desempenho. 2º) mapeamento dos processos ambulatoriais geradores
de demanda cirúrgica (Metodologia Lean) e entrevista com colaboradores e usuários para redefinição de
condutas. 3º) Mapeamento da capacidade instalada e estrutura do Centro Cirúrgico para aperfeiçoar os
recursos e melhora no fluxo. 4º) Reunião com equipes de apoio implantar o protocolo de cirurgia segura 5º)
Apresentação do trabalho de intervenção, diagnóstico, plano de ação, e mudanças no processo para os gestores
das equipes envolvidas. 6º) Acompanhamento semanal das ações, ocorrências e resultados. Resultado: Com
gerenciamento diário e metas estabelecidas conseguimos mapear os pacientes em fila cirúrgica, priorizar o
atendimento por grau de criticidade e aumentar procedimentos cirúrgicos eletivos em 50%, otimizar a
confirmação da presença do usuário à cirurgia eletiva por telefone, realizar reunião para previsão e provisão dos
materiais necessários para cirurgia e reconciliação medicamentosa dos pacientes com doenças crônicas, sendo
assim, taxa de suspensão por motivo paciente caiu de 20% no primeiro trimestre de 2014 para 5% no primeiro
trimestre de 2015. Conclusão: A intervenção no processo de gerenciamento da cirurgia eletiva alinhada a
segurança do paciente cirúrgico trouxe bons resultados, quando realizado em equipe multiprofissional com foco
no cliente, nas metas estabelecidas e no mapeamento do processo.
Palavras-chaves: Agendamento cirúrgico, Suspensão cirúrgica; Gestão hospitalar; Comunicação.
[134]
110 - MELHORIAS EVIDENCIÁVEIS DO FLUXO DE MATERIAIS PARTICULARES: UMA NOVA PRÁTICA.
1
1,1
Autores:
Andréia Ferreira Soares , Andréa Aparecida Marcondes Leal , Eliziete Enedina Oliveira
1,1,1
Araújo Moriya
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1,1
, Giovana Abrahão de
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: A unidade de Centro de Material e Esterilização (CME) é considerada complexa, pois nela podem
ser encontradas atividades que por si só caracterizam processos produtivos e distintos. É um setor que requer
atenção e controle especializado quanto ao fluxo de materiais, pois é responsável pelo processamento de
clientes internos (instituição hospitalar), quanto cliente externo (médicos e materiais consignados). Atender a
demanda hospitalar requer além de conhecimento técnico cientifico, habilidade, agilidade e organização segura
em seu armazenamento. Dentro do cenário atual existem vários fatores que interferem na qualidade logística
do cuidado com material processado incluindo o instrumental particular de médico (IMP). Esses fatores ocorrem
principalmente na logística de armazenamento, procura e entrega desses produtos para seu solicitante.
Assegurar o sucesso de um procedimento asséptico vai além da garantia de esterilização, por isso é importante
a otimização dos recursos burocráticos e visuais. Mas, como garantir o produto certo para o solicitante correto
em tempo hábil e seguro? Com atenção a esta questão o centro de material e esterilização de um hospital
privado, de extra porte, localizado no município de São Paulo, identificou no tempo consumido para execução
desta tarefa a dificuldade na procura dos materiais dispostos no arsenal e com isso percebeu a necessidade de
aprimorar sua gestão para o cuidado dos IMPs. Objetivo: Otimizar os recursos burocráticos e visuais para a
organização e cuidado dos IMPs buscando qualidade e agilidade no atendimento ao cliente externo assegurando
a entrega correta para o solicitante certo dentro do tempo hábil. Método: Mediante o resultado deste estudo
foi realizado ações para melhoria logística na gestão do cuidado, armazenamento e controle dos IMPs dentro do
arsenal adotando o uso de embalagem SMS de cor diferenciada, etiquetas coloridas para sinalização do produto
embalado em tyvek e papel Grau cirúrgico. Em seguida houve a reformulação na identificação e disposição das
prateleiras de armazenamento destes materiais. Para os recursos burocráticos foi melhorado o Layout do
protocolo de solicitação de serviços CME usando como referencia alguns campos no modelo da nota fiscal como
numeração continua e canhoto de retirada. Também foram aprimoradas algumas informações especificas na
descrição da etiqueta de identificação destes produtos. Resultado: Com estas ações houve impacto importante
na otimização do tempo de armazenamento, procura e entrega de IMPs, onde anterior as ações era consumia
média de 3h entre armazenamento, procura e entrega deste passou a ser consumido média de 20 minutos.
Conclusão: Este estudo e suas ações superaram as expectativas reduzindo 80% do tempo dispendido no
atendimento dos IMPs ampliando a satisfação do cliente externo, além garantir a segurança do material.
Palavras-chaves: Materiais particulares; Gestão visual; Centro de material e esterilização.
[135]
111 - METODOLOGIA POSITIVE DEVIANCE APLICADA AO CHECKLIST CIRÚRGICO.
1
1
1
1
Autores:
Ana Luiz Vasconcelos , Priscila Matheus , Fernanda Aparecida de Paula Russo , Juliana Fernandes Massari ,
1
Rafael Bianconi
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: No ano de 2008, Dr. Atul Gawande e membros da OMS instituíram em 08 países um checklist
cirúrgico composto de 19 itens, publicado no NEJM com os seguintes resultados: 36% de redução das
complicações cirúrgicas, 47% de redução da mortalidade, 50% de redução das infecções, 25% de redução das
reoperações. No ano de 2010 o Hospital Israelita Albert Einstein, realizou o lançamento da Campanha Cirurgia
Segura que teve como tema principal a implantação de um checklist cirúrgico antes de qualquer procedimento
visando garantir a segurança do paciente. Este processo conta com o engajamento de toda a equipe envolvida
na assistência cirúrgica do paciente e tem como “líder” a equipe de enfermagem, responsável por conduzir o
Time Out, atuando como barreira de qualidade nas possíveis falhas no processo. O Time Out é uma breve pausa
de menos três minutos na sala de operações imediatamente antes da indução anestésica e antes da incisão
cirúrgica, durante a qual todos os membros da equipe envolvida na assistência (cirurgiões, anestesiologistas,
enfermeiros e outros envolvidos na assistência), confirmam verbalmente em voz alta todos os itens anestésicos
e cirúrgicos que garantam uma assistência cirúrgica segura. Este é um meio de assegurar a comunicação entre
os membros da equipe para prevenir possíveis falhas no processo assistencial. Auditorias internas evidenciam
que apesar do checklist ser realizado para 100% a conferência de todos os 19 itens antes da indução anestésica
e dos 11 itens antes da incisão cirúrgica foi realizada em apenas 66,6% nos 1857 casos auditados no ano de
2013. Objetivo: Aumentar a adesão à realização completa do Time Out em 10% no ano de 2014. Método:
Através da metodologia Positive Deviance, uma filosofia de melhoria de processos através das sugestões dos
próprios envolvidos. Realizadas reuniões mensais com profissionais do centro cirúrgico (médicos, enfermeiros,
técnicos de enfermagem, engenharia clínica, etc.) para discussão do tema checklist cirúrgico com o objetivo de
aumentar o comprometimento e a colocação de pequenos detalhes da prática que podem fazer a diferença
para a adesão ao checklist, e por consequência garantir a segurança do paciente. Resultado: Algumas ações
foram desenvolvidas, tais como: (1) Envio de relatórios para os enfermeiros de referência com os resultados das
auditorias diárias realizadas no centro cirúrgico; (2) Feedback aos condutores do Time Out; (3) Feedback aos
médicos; (4) Divulgação mensal dos resultados para toda a equipe do CC; (5) Projeto lembrete com a
importância dos itens menos realizados; (6) Revisão do impresso de checklist utilizado. O checklist continua
sendo realizado em 100% dos pacientes que realizam procedimento no centro cirúrgico. Porém a adesão a
conferência de todos os itens passou de 66,6% em 2013 para 76,0% nos 2348 casos auditados no ano de 2014.
Conclusão: O envolvimento dos profissionais que atuam no processo é fundamental para sua melhoria.
Palavras-chaves: Avaliação; Checklist cirúrgico; Qualidade; Positive deviance; Segurança do paciente.
[136]
112 - MONITORAMENTO DA LIMPEZA DE PRODUTOS PARA SAÚDE PROCESSADOS EM UMA CENTRAL
DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO NO ANO DE 2014.
1
1
1
1
Autores:
Clarissa Gondim de Souza , Cleidiane Barbosa Paz , Ana Cristina Alencar dos Santos , Maria do Socorro Sales ,
1
Shirley Kaliny Correia de Matos
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar - Rua Socorro Gomes, 190, Guajeru, Fortaleza (CE).
Introdução: Este trabalho propõe-se a relatar sobre o monitoramento da qualidade da limpeza manual e
automatizada de produtos para saúde, sendo essa uma das principais ações a ser desenvolvida no
processamento de um material que posteriormente será esterilizado, pois, se não garantirmos uma eficácia
nessa etapa, o processo de esterilização será comprometido. Objetivo: Com isso, objetivou-se analisar os
resultados satisfatórios e insatisfatórios do indicador de limpeza utilizado em uma Central de Material e
Esterilização de um hospital público do estado do Ceará no ano de 2014. Método: Empregou-se, portanto, um
estudo retrospectivo e quantitativo utilizando, para isto, a análise dos resultados dos testes que mensuraram os
níveis de matéria orgânica em artigos limpos, uma vez que a proteína é o marcador mais usado para avaliar a
eficácia da limpeza, pois está presente em qualquer matéria orgânica. O teste de limpeza foi realizado
diariamente, sendo o mesmo repetido após o reprocessamento do material nos casos de não-conformidade,
enquadrando-se este como reteste. Assim, a leitura desse indicador é realizada através da identificação da
mudança de cor após a reação em: verde, indicando-nos que o material está limpo podendo prosseguir o
processamento; cinza, atenção ao material pela presença de enzimas, ou seja, resíduo do detergente enzimático
necessitando, portanto, de um novo enxágue; e roxo, alerta-nos que a limpeza não foi eficaz estando o material
contaminado e uma nova lavagem deve ser realizada. Resultado: Então, foram analisados 331 testes dos quais
325/98,2% foram satisfatórios, com resultado verde; e 6/1,8% se enquadraram como insatisfatórios pela
ineficácia no processo de limpeza, sendo que 3/50% possuíram como resultado a cor cinza (representando
atenção quanto ao material) e 3/50% enquadraram-se na cor roxo (indicando que o material estava
contaminado). Identificou-se ainda, quanto ao tipo de lavagem, que 5/83,3% dos testes que apresentaram
resultados insatisfatórios, os produtos para saúde haviam passado pelo processo de limpeza manual e
apresentaram 3/60% dos resultados na cor roxo e 2/40% na cor cinza; e 1/16,7% desses materiais passaram pela
limpeza automatizada, obtendo resultado na cor cinza o qual indica atenção quanto ao material, necessitando
de um novo enxágue todo o material colocado no ciclo da lavadora. Conclusão: Conclui-se, desse modo, que os
testes de verificação de limpeza fornecem um feedback imediato à equipe, assegurando a qualidade no
processamento do material permitindo, assim, uma maior segurança ao paciente. Além disso, as falhas
detectadas com esse indicador nos mostram a necessidade de investigar as dificuldades no processo, seja nos
insumos utilizados, nos equipamentos auxiliares ou na equipe, instigando-nos a uma busca da solução do
problema.
Palavras-chaves: Indicador; Instrumental; Limpeza.
[137]
113 - MONITORAMENTO DO CANCELAMENTO DE PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS EM UM HOSPITAL
PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ NO ANO DE 2014.
1
1
1
Autores:
Cleidiane Barbosa Paz , Aila Maria Pereira Alves , Gylmara Bezerra de Menezes Silveira , Hermes Melo Teixeira
1
1
Batista , Iratyenne Maia da Silva Bentes
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar - Rua Socorro Gomes, 190, Guajeru, Fortaleza (CE).
Introdução: A suspensão cirúrgica gera uma série de aborrecimentos e insatisfação por parte dos pacientes e
familiares. Os preparativos para uma cirurgia envolvem todo um remodelamento da agenda profissional, social e
familiar, além de outros fatores como as expectativas com relação aos resultados e o medo do desconhecido. Desta
maneira, sua monitorização é importante na busca de ações de efetivação dos processos do centro cirúrgico,
favorecendo possibilidades de melhoria na qualidade dos serviços hospitalares e direcionamento das ações do time de
liderança acerca dessa problemática. Objetivo: Identificar as principais causas dos cancelamentos cirúrgicos em um
hospital público do Estado do Cerá no ano de 2014. Método: Estudo do tipo documental e retrospectivo, de natureza
quantitativa, realizado em um centro cirúrgico de um hospital público do Estado do Ceará no ano de 2014. A coleta de
dados foi realizada através de arquivos digitais de um sistema utilizado para registrar procedimentos cirúrgicos
realizados e suspensos. Foram coletados dados de Janeiro a Dezembro de 2014, analisados por meio de estatística
simplificada e apresentados através de tabela. Resultado: Destacaram-se as justificativas de suspensão de cirurgias
relacionadas aos aspectos organizacionais da instituição, a prioridade para urgência, a falta de recursos
materiais/equipamentos necessários para a realização do procedimento cirúrgico e o não internamento dos pacientes
cirúrgicos, como os principais motivos de suspensão cirúrgica. Houve ainda aqueles relacionados à falta de pessoal,
sendo a maioria pelo não comparecimento do cirurgião de comparecer à instituição e ausência de anestesista,
impossibilitando a formação de equipe cirúrgica. Observou-se que os principais determinantes de suspensões
cirúrgicas são aqueles relacionados a organização da unidade hospitalar, com um total de 267 (51,1%), destacando-se
entre esses: problemas técnicos (16,1%), a não internação (42,3%), a falta de material (13,5%) e a prioridade para
urgência (21%). No período estudado, ocorreram 6591 cirurgias programadas, das quais 6069 foram realizadas e 522
suspensas. Desse modo, a taxa média geral de suspensão obtida foi de 7,9%. Comparativamente a outros estudos e as
metas da instituição (5%), conclui-se ser esta uma taxa alta, mas controlável. Conclusão: Observou-se que as
suspensões de cirurgias devem ser minuciosamente monitoradas e analisadas por toda a equipe envolvida, com o
objetivo de divulgar esse indicador e suas possíveis consequências. Revelou-se que a principal causa dos
cancelamentos cirúrgicos durante o ano pesquisado estava relacionado à organização da unidade hospitalar,
enfatizando a importância da atualização das interações dos processos com os setores que influenciam esse indicador
e elaboração de planejamento estratégico com o envolvimento de todos, para que possa minimizar esses dados, já que
afeta diretamente paciente, profissionais e instituição hospitalar, acarretando desde a insatisfação do paciente até o
aumento da taxa de sua permanência no hospital.
Palavras-chaves: Cancelamento; Cirurgia; Mapa cirúrgico.
[138]
114 - MONITORANDO O CANCELAMENTO DE CIRURGIAS ELETIVAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
DE ALTA COMPLEXIDADE: QUANTIDADE E CAUSAS.
1
1,2
1
Autores:
Fernanda Nunes da Silva , Simone Garcia Lopes , Ariane Campos da Silva , Mirlene Colman Souza de Carvalho
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HEMC - Hospital Estadual Mario Covas - Rua Dr. Henr Calderazzo, 321, Santo André (SP),
FMABC - Faculdade de Medicina do ABC - Avenida Principe de Gales, 821, Santo André (SP).
2
Introdução: O processo de trabalho no centro cirúrgico tem por objetivo a assistência curativa e individualizada,
nesse contexto, a atuação de enfermagem do CC – Centro Cirúrgico é de extrema importância, pois os
profissionais precisam estar aptos a prestar cuidados específicos e, muitas vezes, de alta complexidade e
individualizados a paciente submetidos aos mais diversos procedimentos anestésicos-cirúrgicos. A atuação no
CC faz parte do trabalho em saúde e tem como característica o trabalho coletivo, realizado por vários
profissionais, como cirurgiões, anestesistas, técnicos de radiologia, laboratório e engenharia, entre outros. O
cancelamento de cirurgias é uma questão recorrente não somente no Brasil é também acompanhada em vários
países do mundo, independentemente do tipo de sistema de saúde adotado. Nos últimos tempos, o
cancelamento de cirurgias eletivas tem sido um dos indicadores de qualidade assistencial das instituições.
Objetivo: Identificar a quantidade e as causas de cancelamento de cirurgias eletivas de um Hospital Estadual
Universitário. Método: Este estudo trata-se de natureza exploratória, descritiva e com abordagem quantitativa
realizado num Hospital Universitário de grande porte e alta complexidade, localizado no ABC paulista. O Centro
Cirúrgico é constituído por 11 SO Salas Operatória e realiza mensalmente, em média, 800 cirurgias, em diversas
especialidades. A casuística do estudo é constituída por todas as cirurgias de caráter eletivo canceladas no
período de janeiro a março de 2015. O CC recebe o mapa cirúrgico às 12hs do dia que antecede o procedimento,
para provisionar os recursos necessários. Os responsáveis pelo cancelamento podem ser os cirurgiões (mudança
de conduta, substituição de paciente, cirurgião não disponível, dentre outros), anestesistas (falta de exames,
alteração clínica, infecções, etc), enfermeiros (falta de materiais, pessoal ou ultrapassar horário préestabelecido) ou o próprio paciente quando este desiste da cirurgia. Resultado: No primeiro trimestre de 2015,
1.500 cirurgias eletivas foram agendadas e 277 (18,5%) foram canceladas. Os resultados foram apresentados
utilizando quatro classificações de motivos para o cancelamento: relacionado ao paciente, ao hospital, a equipe
cirúrgica e a enfermagem. A principal causa de cancelamento das cirurgias esta relacionada ao paciente (50%),
tais como não comparecimento (30%) e condições clínicas desfavoráveis (20%); relacionado ao hospital (26%),
tais como falta de materiais (15%), ausência de leito (7,5%) e erro no agendamento (3,5%). Relacionado a
equipe cirúrgica (15%), tais como invasão do horário cirúrgico (7%) e substituição de pacientes de urgência (8%)
os demais motivos de cancelamento estão relacionados a enfermagem (9%), como preparo incorreto do
paciente para a cirurgia. Conclusão: A partir dos dados analisados percebe-se que a taxa de cancelamentos de
cirurgias eletivas foi de 18,5%. Estudos sobre cancelamentos de cirurgia eletiva, principalmente em hospitais
públicos e universitários, apontam taxas que variam de 17,6% a 33%. A causa que possui maior incidência de
cancelamento cirúrgico esta relacionada ao paciente, seguida de causas relacionadas ao hospital, equipe médica
e finalmente a enfermagem com a menor causa para cancelamento de cirurgias.
Palavras-chaves: Cancelamento de cirurgias; Enfermagem; Centro cirúrgico.
[139]
1
115 - MUDANÇA DE PROCESSO COM FOCO NA REDUÇÃO DE CUSTOS: UM ESTUDO SOBRE O USO
CONSCIENTE DO DETERGENTE ENZIMÁTICO.
1
1
Autores:
Marilia Ferrari Conchon , João Paulo Belini Jacques , Fernanda Novaes Moreno
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HEL - Hospital Evangélico de Londrina - Avenida Bandeirantes, 618, Jardim Londrilar, Londrina (PR).
Introdução: O detergente enzimático tem ação específica sobre a matéria orgânica e atua como catalizador das
reações bioquímicas das células otimizando a limpeza do instrumental cirúrgico. Para tal é necessário que o
mesmo seja utilizado com diluição conforme as orientações do fabricante a fim de evitar desperdícios além de
consumo acima do necessário. Objetivo: Calcular a redução de custos e consumo do detergente enzimático por
meio da mudança de processos e reeducação da equipe da Central de Materiais Esterilizados. Método: Estudo
comparativo de abordagem quantitativa, com enfoque na redução de custo e consumo de detergente
enzimático, realizado em Central de Materiais Esterilizados de um hospital filantrópico do sul do Brasil. A
população de estudo foi composta de dados secundários coletados em relatórios dos serviços de suprimentos e
Central de Materiais Esterilizados, no período de Outubro de 2013 a Março de 2014 comparado ao período de
Outubro de 2014 a Março de 2015. Resultado: Nos primeiros 6 meses avaliados (2013-2014) foram adquiridos
135 galões de 4 litros de detergente enzimático a um valor de R$ 360,00, totalizando um custo de R$ 48.600,00.
Observou-se consumo excessivo deste produto e foi adotada estratégia de fracionamento do mesmo por meio
de frascos de 30 ml que é a quantidade adequada para as cubas das pias do expurgo e das lavadoras
ultrassônicas, considerando que a diluição preconizada pelo fabricante é de 1 ml de detergente enzimático por
litro de água. Após essa mudança de processo e reeducação da equipe da Central de Materiais Esterilizados,
houve uma redução significativa, de 70 galões, o que representou em termos de custo, uma economia de R$
23.562,00. Desta forma no segundo semestre avaliado (2014-2015) após a mudança de processo, foram
adquiridos 65 galões de 4 litros de detergente enzimático a um valor de R$ 385,20, totalizando um custo de R$
25.038,00 que comprova a redução. Deve-se levar em conta ainda que houve um aumento de 1465
procedimentos cirúrgicos comparando-se o primeiro ao segundo períodos avaliados. Este fato vem reforçar a
efetividade da estratégia de fracionamento adotada, já que é um produto utilizado na limpeza de instrumentais
cirúrgicos e o controle do consumo excessivo foi efetivo mesmo com aumento de materiais a serem lavados
proporcionalmente ao aumento cirúrgico. Conclusão: A estratégia de educação continuada da equipe
apresentou efetividade quando associada ao olhar crítico e intencional dos enfermeiros da Central de Materiais
Esterilizados com foco na mudança de um processo de trabalho em prol da redução do consumo inadequado e
consequente diminuição de custos, no entanto, sem diminuir a qualidade da limpeza e não colocando em risco a
segurança no reprocessamento do material médico-hospitalar.
Palavras-chaves: Detergentes; Custos e análise de custos; Educação continuada; Centro de material e
esterilização.
[140]
116 - O ACOLHIMENTO DO PACIENTE NA VISITA PRÉ-OPERATÓRIA DE ENFERMAGEM: UMA
ABORDAGEM HUMANIZADA.
1
1
1
Autores:
Márcia Regina Costa Giorgetti , Paula C. Figueiredo Cavalari , Eliane de Araújo Cintra , Alexandre Oliveira da
1
1
Silva , Alessandra Nazareth C.P.Roscani
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HC UNICAMP - Hospital de Clínicas da Unicamp - Rua Vital Brasil, 251, Cidade Universitária "Zeferino Vaz"
Campinas (SP).
Introdução: A implantação da sistematização da assistência de enfermagem constitui uma exigência do
Conselho Federal de Enfermagem e a inserção do paciente no processo assistencial uma demanda da
Organização Mundial de Saúde. Frente a este cenário, estabelecer uma metodologia de abordagem e
acolhimento do paciente pode ser uma estratégia de enfermagem para contribuir com a melhoria da qualidade
e da segurança cirúrgica. Objetivo: Proporcionar a inserção e acolhimento do paciente no contexto cirúrgico
durante a visita pré-operatória de enfermagem com a utilização de imagens do fluxo percorrido pelo paciente
dentro do Centro Cirúrgico. Método: Estudo descritivo, realizado em Hospital Público Universitário. A coleta de
dados ocorreu no período de março de 2014 a março de 2015. Para a execução da sistematização da assistência
utilizou-se a teoria dos domínios de Gordon e para o acolhimento humanizado do paciente cirúrgico, fotografias
do ambiente real e da equipe de enfermagem que participará do processo dentro do Centro Cirúrgico. O estudo
foi dividido em quatro etapas: 1. Elaboração do instrumento de coleta de dados e do álbum com fotos de todas
as áreas de assistência do ambiente cirúrgico; 2.Treinamento dos enfermeiros para a aplicação do instrumento e
do método; 3. Realização das visitas pré-operatórias; 4. Avaliação do método de abordagem e acolhimento.
Resultado: No período de coleta de dados, foram realizadas 500 visitas pré-operatórias. Os diagnósticos de
enfermagem de maior frequência e que poderiam ser trabalhados no período pré-operatório foram: ansiedade,
medo, risco de infecção, mobilidade no leito prejudicada, risco de glicemia instável, risco de sangramento, risco
de desequilíbrio eletrolítico, dor aguda e risco de lesão por posicionamento perioperatorio. A apresentação do
álbum com fotos do ambiente cirúrgico para os 500 entrevistados, resultou no reconhecimento visual do
ambiente de assistência cirúrgica, esclarecimento de dúvidas em relação ao trajeto percorrido dentro da
unidade e das fases da assistência. Os entrevistados verbalizaram um melhor entendimento do fluxo de
trabalho das equipes e do procedimento. Na avaliação dos enfermeiros, a estratégia do uso das fotos auxiliou a
orientação do paciente de modo a facilitar a interação, o acolhimento e humanização. Conclusão: A utilização
de imagens do ambiente cirúrgico, do fluxo do processo de trabalho e da equipe assistencial durante a
sistematização da assistência de enfermagem, na etapa da visita pré-operatória, demonstrou ser uma estratégia
eficaz para auxiliar o enfermeiro na inserção do paciente no processo da assistência cirúrgica.
Palavras-chaves: Sistematização da assistência em enfermagem; Enfermagem perioperatória; humanização,
Centro cirúrgico; Diagnóstico de enfermagem.
[141]
117 - O CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO FRENTE AO PROCESSO DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO
DE ENDOSCÓPIOS.
1
1
1
Autores:
Bruna Elvira Costa , Silmara Martins Garcez , Georgiana Ferreira de Araujo , Maria Socorro Vasconcelos Pereira
1
da Silva
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
ICESP - Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - Avenida Dr. Arnaldo, 251, Cerqueira Cesar, São Paulo (SP).
Introdução: Os endoscópios são materiais classificados como semi-críticos, pois entram em contato com
mucosa não estéril ou não intacta. Apresenta grande desafio no processamento devido sua configuração
complexa, não são desmontáveis nem transparentes, o que dificulta sua visualização interna e, assim, po¬de
comprometer a avaliação do seu processo de limpeza. Aliados a isso, são aparelhos caros e frágeis que
necessitam de manutenção rigorosa e desinfecção específica e neste momento, o papel que o Centro de
Material e Esterilização (CME) desempenha é crucial por ser uma área responsável pela limpeza e desinfecção
dos endoscópios. Palavras-chaves: Desinfecção, endoscópios, enfermagem. Objetivo: Relatar a experiência de
um Centro de Material e Esterilização responsável pelo processo de limpeza e desinfecção dos endoscópios no
Serviço de Endoscopia. Método: Em 2012 em comum acordo entre os setores de endoscopia, CME e Serviço de
Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) definiu-se que os serviços de limpeza e desinfecção dos endoscópios e
seus acessórios (pinças) seriam de responsabilidade do CME. Um diferencial é o teste diário de eficácia da
limpeza dos endoscópios para monitorar o processo. Este teste consiste na medição de Adenosina Trifosfato
(ATP) na água injetada no endoscópio, antes do inicio do processo de limpeza e no último enxague do
endoscópio, caso o resultado não esteja de acordo com o padronizado pela instituição, a limpeza manual deverá
ser repetida. Esses testes são realizados exclusivamente pelo enfermeiro e arquivados em impresso específico
(Teste de Avaliação da Limpeza – ATP – Endoscopia). Destacamos também, o treinamento continuo da equipe
com enfoque nas dificuldades relatadas pelos profissionais, gerenciamento e economia de insumos, diminuição
de aparelhos danificados, além de promover a interação entre diferentes equipes do hospital, assim como o
comprometimento em busca de um objetivo em comum, a segurança do paciente. Resultado: Para iniciar as
atividades foram revistos os procedimentos operacionais pelos enfermeiros do CME e realizado treinamento
com a engenharia clinica e empresa responsável pela maquina que realiza a limpeza automatizada, assim como
a fabricante dos endoscópios. O rodízio da equipe do CME é realizado semanalmente, sendo que toda a equipe
já foi treinada e esta apta a desenvolver a atividade. Desde 2012 os aparelhos endoscópicos foram submetidos a
17.661limpezas e desinfecções. Em 2015 foram realizados 95 testes de ATP, sendo que apenas 7 foram
reprovados, representando uma taxa de 7,36% de reprovação, sendo necessário repetir a limpeza manual.
Conclusão: Devido à necessidade de oferecer segurança ao procedimento e evitar infecções foi necessário
reavaliar a conduta da equipe de enfermagem frente ao processo de limpeza e desinfecção dos endoscópios,
priorizando o treinamento da equipe. Direcionando o processamento dos endoscópios para a responsabilidade
do CME proporcionou a equipe da endoscopia focar na assistência do paciente, garantindo assim maior
segurança do paciente.
Palavras-chaves: Desinfecção; Endoscópios; Enfermagem.
[142]
118 - O CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO SOBRE SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE
ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA.
1
1
Autores:
Berendina Elsina Bouwman Christóforo , Danise Paula Dias Coelho , Juliana Rodrigues
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UFG - Universidade Federal de Goiás - Campus Cidade Universitária, BR 364, Km 195, 3.800, Jataí, Goiás (GO).
Introdução: A sistematização da assistência de enfermagem perioperatória é uma metodologia indispensável a
ser utilizado pelo enfermeiro em seu processo de trabalho, a fim de promover uma assistência com qualidade,
promover a integralidade do cuidado e prevenir complicações no ato anestésico cirúrgico. Neste sentido o
processo de ensino aprendizagem referente a este tema nos cursos de graduação e pós-graduação deve ser
enfatizado, pois são necessários vários conhecimentos para sua implantação e desenvolvimento no ambiente
hospitalar com pacientes cirúrgicos. Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar o conhecimento dos
enfermeiros sobre a sistematização da assistência de enfermagem perioperatória em Unidades Hospitalares.
Método: O método utilizado foi um estudo descritivo transversal, com abordagem quantitativa, realizada com
dezesseis enfermeiros que trabalham em três unidades hospitalares de um município e atuam no período
perioperatório. A coleta de dados foi realizada através de uma entrevista estruturada, com utilização de um
instrumento, e depois os mesmos foram organizados e analisados em planilha Excel. O projeto aprovado de
acordo com a Resolução n° 466/2012 e acolhido pela CAAE n° 42530815.5.0000.5083. Resultado: Os resultados
evidenciaram que 11 (69%) enfermeiros se formaram nos últimos cinco anos e 12 (75%) possuem curso de pósgraduação. Em relação ao conhecimento sobre a sistematização 3 (19%) consideram muito bom, 6 (38%) bom, 4
(25%) regular e 3 (19%) insuficiente. Oito (50%) profissionais referem que o ensino sobre a sistematização na
graduação foi regular ou insuficiente e 8 (50%) que a utilização da metodologia na prática e estágios durante a
graduação foi regular ou insuficiente. Em seu processo de trabalho 10 (63%) referem utilizar a metodologia, 10
(63%) participaram de educação permanente sobre o tema e 13 (81%) gostariam de ter cursos e participar de
grupos de estudos sobre sistematização. Apesar de que a maioria dos profissionais se formou recentemente, e
possuírem cursos de pós-graduação, ainda existe lacunas encontradas como a falta de compreensão dos
enfermeiros no processo de formação em relação operacionalização da sistematização da assistência de
enfermagem, bem como na educação permanente realizadas nas instituições hospitalares com profissionais, o
que se pode tornam-se uma barreira para a adesão e sua devida valorização no processo de trabalho.
Conclusão: Este estudo demonstra a necessidade de uma avaliação do ensino teórico e prático da graduação a
fim de fortalecer o conhecimento dos discentes sobre a sistematização da assistência de enfermagem
perioperatória, exigindo-se colaboração de todos os envolvidos, escola, instituições, docentes e estudantes.
Palavras-chaves: Assistência perioperatória; Processos de enfermagem; Conhecimento; Unidades hospitalares.
[143]
119 - O IMPACTO NA ORIENTAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA NA RECUPERAÇÃO DO PACIENTE DIABÉTICO.
1
1
1
Autores:
Mailma Costa de Almeida , Gisele dos Santos Rocha , Cheila Lins Bentes , Thaís Helena da costa Corrêa
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UEA - Universidade do Estado do Amazonas - Avenida Djalma Batista, 3.578, Flores, Manaus (AM).
Introdução: Este estudo oferece orientações importantes para melhorar o atendimento e anseios, do paciente
relacionado aos procedimentos aos quais serão submetidos. Segundo Kruse, (2009) as orientações préoperatórias devem levar em consideração aspectos físicos e emocionais dos pacientes, devendo ser realizadas
de maneira individualizadas e focadas nas necessidades do indivíduo. Objetivo: Caracterizar as orientações préoperatórias realizadas pelos(as) enfermeiros(as) e identificar o seu impacto no pós-operatório do paciente do
paciente diabético internado em um Hospital de urgência e emergência em Manaus. Método: • Tipo de estudo Exploratório-descritivo/ quantitativo/ qualitativo • Local de estudo - Hospital de urgência e emergência em
Manaus • População e Amostra – enfermeiros -17 • Pacientes - 31 • Coleta de dados- Questionários
semiestruturados • Aspectos éticos -Resolução CNS 196/96 • Aprovação CEP/UEA proc. N° 165/12 Resultado:
Os resultados evidenciaram que a maioria dos enfermeiros, através de método verbal, afirmam realizar
orientação no pré-operatório, horas antes do procedimento cirúrgico, destacando-se a dieta zero no préoperatório e confirmada pelo paciente. Durante a visita de enfermagem no pré-operatório, as orientações se
tornam indispensáveis e necessárias para diminuir o nível de estresse que possa comprometer a recuperação do
cliente (LACCHINI et al, 2011). Relacionado aos pacientes observou-se que a maioria submeteu-se somente há
um procedimento cirúrgico sendo ele o desbridamento e limpeza cirúrgica em um dos membros e sua principal
queixa quanto a dor após ato cirúrgico. Observamos durante a entrevista a tranquilidades da maioria dos
pacientes, e não encontramos entre eles, medo ou depressão. Orientações que são feitas: manter dieta zero
como preparo pré-operatório; importância dos exames complementares no pré e pós-operatório; aos familiares
relacionado aos materiais para higiene do paciente e roupas; os cuidados do acompanhante ao paciente no POI
na enfermaria. Conclusão: Diante da realidade pode-se perceber a importância das orientações no préoperatório, como forma de contribuir para o sucesso do procedimento cirúrgico, e satisfação dos pacientes
conforme suas declarações. Tendo como possibilidade sugerir a equipe de enfermagem trabalhar com essas
orientações e explanando a importância de sua aplicabilidade em prática de suas atividades diárias assistenciais,
sendo assim melhorar a evolução e recuperação do dos pacientes admitidos nesta unidade de saúde.
Palavras-chaves: Orientação; Paciente; Pré-operatório; Recuperação.
[144]
120 - O PAPEL DA ENGENHARIA CLÍNICA NO CENTRO CIRÚRGICO.
1
1
1
1
Autores:
Janice de Oliveira Lopes , Luciana de Oliveira Silvério Lima , Alexandre Inácio da Cunha , Rafael Bianconi ,
1
Berthone Venancio Soares
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: A engenharia clínica é imprescindível nas instituições de saúde e está diretamente ligada a
assistência e segurança do paciente. Hoje no Centro Cirúrgico, contamos com o apoio de engenheiros clínicos,
auxiliares e assistentes de engenharia Os mesmos atuam na manutenção preventiva, corretiva e apoio direto
nas salas cirúrgicas, disponibilizando equipamentos, orientando o uso, além da busca contínua de novas
tecnologias para o setor. Objetivo: ′Mostrar a importância da atuação da engenharia clínica alinhada com a
equipe de enfermagem. Método: Observação e descrição da atuação da Engenharia Clínica no Centro Cirúrgico,
alinhadas as necessidades do paciente cirúrgico. Resultado: Pode-se ver que a enfermagem conta com o apoio
da equipe de engenharia clínica em diversos momentos: - montagem de sala cirúrgica; - assistência direta em
sala cirúrgica; - treinamento de novos equipamentos para equipe do Centro Cirúrgico; - recebimento de
equipamentos vindos de empresas externas; - limpezas concorrentes e terminais dos equipamentos,
contribuindo para redução das infecções; - manutenção corretiva e preventiva; - seleção de novas tecnologias; gerenciamento do parque de tecnologia (inventário, depreciação). - realização diária do bate mapa, alinhando a
disponibilidade de equipamentos solicitados pelas equipes, fazendo com que os equipamentos e mão de obra
estejam disponíveis para cada cirurgia. Conclusão: Concluímos que para garantir uma assistência segura ao
paciente cirúrgico é necessário a atuação da equipe de engenharia clínica engajada as necessidades diárias do
setor. O conhecimento específico da Engenharia Clínica é um diferencial, minimizando riscos, agilizando o giro
de sala, auxiliando na redução das taxas de infecção, dando suporte a equipe médica e de enfermagem,
trazendo resultados importantes para a qualidade e segurança na assistência prestada.
Palavras-chaves: Engenharia clínica; Equipamentos; Segurança do paciente.
[145]
121 - O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO ENTRE A EQUIPE DE ENFERMAGEM E O CLIENTE NO
PRÉ-OPERATÓRIO IMEDIATO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.
1
Autores:
Eric Rosa Pereira , Priscilla Valladares Broca
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
HEAS - Hospital Estadual Albert Schweitzer - Rua Nilópolis, 329, Realengo, Rio de Janeiro (RJ),
EEAN/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rua Afonso Cavalcante, 275, Cidade Nova, Rio de Janeiro
(RJ).
2
Introdução: O período pré-operatório é iniciado a partir do momento em que o cliente é avisado da necessidade
do procedimento cirúrgico. As atribuições da equipe de enfermagem, nesse momento, objetivam oferecer
suporte físico e psicológico adequados até o momento em que o cliente é transferido ao centro cirúrgico.
Inserido nesse contexto há o período pré-operatório imediato, que é aquele que dura desde as 24 horas antes
do procedimento anestésico-cirúrgico, estendendo-se até a recepção do cliente no centro cirúrgico. As pessoas,
quando doentes, apresentam-se inseguras e ansiosas, porque sentem-se ameaçadas no que se refere a danos
de vida. Estudos mostram que o medo do desconhecido e a ansiedade são fatores que podem alterar as
condições clínicas dos clientes. Por isso, o relacionamento interpessoal entre a equipe de enfermagem e o
cliente torna-se uma importante estratégia para amenizar a tensão, o estresse e a ansiedade do indivíduo
enfermo, sendo alcançada através da comunicação. Assim, este trabalho de revisão tem como objeto o processo
de comunicação da equipe de enfermagem com o cliente no pré-operatório imediato. Objetivo: Levantar a
produção científica sobre o processo de comunicação da equipe de enfermagem com o cliente no
pré-operatório imediato e discutir as principais evidências e suas contribuições ao cuidado de enfermagem e a
segurança do paciente. Método: A metodologia utilizada foi a revisão integrativa tendo como questão: qual a
produção científica sobre o processo de comunicação da equipe de enfermagem com o cliente no
pré-operatório imediato e como contribui para o cuidado de enfermagem? A Busca foi realizada nas Bases de
dados da Lilacs e Medline, via Bireme e a Biblioteca Scielo. Os critérios de inclusão foram: idiomas português,
inglês ou espanhol; artigos publicados na íntegra e terem sido publicado nos últimos dez anos e os critérios de
exclusão foram: os artigos terem como tema central o pós-operatório, o pré-operatório mediato, cirurgia
pediátrica e a comunicação entre os profissionais da equipe de enfermagem. Para analisar os artigos foi
organizado um quadro com os seguintes itens: o periódico, o ano de publicação, o título, os autores, o país de
publicação, os profissionais que realizaram os estudos, uma síntese do artigo e contribuições sobre o tema. E
foram formadas categorias temáticas. Resultado: Foram captados 241 artigos e selecionados doze, em
atendimento aos critérios de inclusão e exclusão. O Brasil apresentou o maior número de publicações, com sete,
seguido da Inglaterra, com três e dos Estados Unidos, com dois artigos. Os enfermeiros foram os autores dos
artigos. Eles foram publicados em: 2005, 2006, 2007, 2008 é 2009 com um artigo cada; 2010, com dois; 2011,
com um; 2012, com um; 2013, com dois; e 2014, com um. Foram formadas as seguintes categorias: a
comunicação efetiva, caracterizada por um dialogo interativo, uso de materiais didáticos, check-list, empatia,
respeito a cidadania e autonomia e; a comunicação não efetiva, caracterizada por ser impositiva, técnica e não
individualizada. Conclusão: o processo de comunicação se apresenta como um importante instrumento para se
efetivar a interação e alcançar as reais necessidades do cliente.
Palavras-chaves: Comunicação; Enfermagem; Pré-operatório.
[146]
122 - O PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO E A
SATISFAÇÃO INERENTE AS SUAS ATIVIDADES.
2
1
1
Autores:
Luciano Fernandes de Carvalho , Paulo Emanuel Silva , Andrea Cristina de Melo , Maria de Fátima Gomes
1
1
Santiago Cordeiro , Bruna Ferreira dos Santos
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - Campus Universitário, Campus I, s/n - Cidade Universitária,
2
João Pessoa (PB), HMSI - Hospital Municipal Santa Isabel, Tambiá, João Pessoa (PB).
Introdução: O Centro de Material e Esterilização (CME) tem como atribuições o processamento de produto para
saúde que se configura como um conjunto de ações relacionadas à recepção, limpeza, secagem, avaliação da
integridade e da funcionalidade, preparo, desinfecção e/ou esterilização, armazenamento e distribuição para as
unidades consumidoras. Como se observa na realidade a seleção de pessoal para trabalhar em CME deve seguir
critérios rigorosos, considerando que as atividades desempenhadas nesse setor exigem técnica, esforço, zelo e
responsabilidade. Neste sentido, a qualidade do pessoal que atuam em CME tem notável influência no
funcionamento da unidade e na prevenção e controle das infecções hospitalares. O trabalho repetitivo, o
cansaço físico e a sobrecarga de afazeres do CME são alguns dos fatores que estimulam nos trabalhadores
desejos de serem transferidos para outra unidade, em busca de convivência com o paciente e aperfeiçoamento
relacionado ao cuidado de enfermagem. Objetivo: Averiguar a satisfação dos profissionais de enfermagem no
desenvolvimento das atividades no Centro de Material e Esterilização. Método: Trata-se de um estudo
exploratório com abordagem quantitativa, realizado no Hospital São Vicente de Paula, no Município de João
Pessoa, PB. A população foi composta por 10 profissionais de enfermagem que atuam no CME (100%). Foi
aplicado um questionário para verificar a caracterização profissional e outro inerente a satisfação da equipe de
enfermagem no trabalho. Respeitaram-se as recomendações éticas referentes à pesquisa envolvendo seres
humanos referenciadas nas Diretrizes e Normas Regulamentadoras da Resolução n. 466/12 do Conselho
Nacional de Saúde, inclusive com a solicitação da assinatura do participante no Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido. O estudo foi realizado após aprovação do CEP, sob CAAE: 20172513.3.0000.5179. Resultado: A
partir dos achados foi constatado que os técnicos de enfermagem representaram a maioria (90%), sendo o
gênero feminino o mesmo percentual. A maioria trabalha entre 2 e 5 anos no CME. Os dados mostram que os
participantes possuem pouca autonomia nas tomadas de decisões quando analisado os percentuais verificados
nas respostas da categoria que nunca obtiveram (40%), às vezes (40%) e raramente (20%). Documentou-se que,
as atividades são rotineiras em 60% e as oportunidades de criatividade e inovação não estão disponíveis em
50%, o que os levam a desmotivação. Conclusão: O impacto deste estudo suscitou que a satisfação do trabalho
está relacionada ao reconhecimento da profissão, diminuição da carga de trabalho oportunidade de criatividade
e inovação. Neste sentido os profissionais mostraram-se pouco satisfeitos com o desenvolvimento das
atividades em CME. Dessa forma, sugere-se que o serviço incentive esses profissionais, considerando que a
satisfação colabora para um ambiente harmonioso e diminuição do estresse, estes, podem desencadear uma
cascata de consequências no sentido positivo para os funcionários se tornarem satisfeitos.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro de material e esterilização; Satisfação no trabalho.
[147]
123 - O USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE:
REVISÃO DA LITERATURA.
1
2
Autores:
Maria Cardoso , Ana Cristina , Hilana Dodou
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
3
PRONTOCARDIO - Hospital Prontocardio - Avenida Barao de Studart, 560, Meireles, Ceará (CE),
UECE - Universidade Estadual do Ceará - Avenida Dr. Silas Muguba, 1.700, Campus do Itaperi, Ceára (CE),
3
FVJ - Faculdade Vale do Jaguaribe - Rodovia CE-040 s/n, Km, 138, Aracati, Ceará (CE).
2
Introdução: Os profissionais de saúde necessitam adquirir uma postura segura na assistência ao paciente,
utilizando os equipamentos de proteção individual (EPI's) necessários durante a execução dos procedimentos,
afim de garantir proteção não só a este profissional, mais a toda a equipe, bem como ao paciente. Objetivo: O
objetivo desse estudo foi investigar o uso de EPI's pelos profissionais de saúde, bem como as consequências do
seu não uso, a partir de publicações científicas da literatura nacional. Método: Trata-se de uma revisão da
literatura, realizada nas bases de dados Scielo e Lilacs, durante o período de agosto a outubro de 2014,
totalizando oito artigos. Os critérios de inclusão para a escolha dos artigos foram: artigos relacionados à
temática trabalhada; disponíveis na íntegra e de acesso gratuito; publicados em periódicos nacionais; de idioma
português; no período de 2008 a 2013; e que tivessem ao menos um enfermeiro entre os autores. Como
critérios de exclusão, os artigos repetidos foram retirados da análise do estudo. Após a seleção dos estudos, foi
realizada uma leitura aprofundada dos artigos, buscando elucidar as principais contribuições de cada um para o
tema trabalhado. Resultado: Os resultados deste estudo demonstraram que os profissionais de saúde detêm
conhecimento acerca da importância e do uso dos EPI’s, porém, muitas vezes, não os utilizam por vários fatores,
entre eles, a falta do material no setor, o incômodo causado pelo uso do mesmo, a falta de interesse e a
sobrecarga de trabalho. A desobediência aos critérios, no que se refere ao uso adequado e frequência de troca,
expõe os profissionais de saúde aos acidentes e contaminação. Diante disso, cabe às instituições de saúde
investirem na educação permanente dos seus profissionais, sensibilizando-os acerca da importância do uso de
EPI's e capacitando-os para o seu uso e manejo adequado. Conclusão: Evidenciou-se que a proteção individual
reduz a exposição do profissional a acidentes de trabalho, apesar disso, muitos profissionais não o utilizam de
forma adequada, colocando em risco a sua segurança. Torna-se necessário a sensibilização destes profissionais
para a utilização de forma adequada dos EPI’s, por meio de constantes treinamentos e qualificações por parte
do serviço de saúde, prezando assim pela saúde destes trabalhadores.
Palavras-chaves: Saúde do trabalhador; Profissional de saúde; Equipamento de proteção individual.
[148]
124 - ORIENTAÇÕES NO PRÉ-OPERATÓRIO DE CIRURGIAS OCULARES: FACILIDADES E DIFICULDADES
PERCEBIDAS PELOS ACOMPANHANTES.
1
Autores:
Marcia Cristina Bandinelli , Patricia Treviso
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
IPA - Centro Universitário Metodista - Rua Dona Leonor, 340, Rio Branco, Porto Alegre (RS).
Introdução: A falta de orientação, a orientação incompleta e dúvidas não esclarecidas do paciente e
acompanhante podem interferir negativamente no bem estar destes, podendo ainda afetar a recuperação do
paciente. Objetivo: Conhecer as facilidades e dificuldades percebidas pelos acompanhantes de pacientes
submetidos a cirurgias oftalmológicas no que tange às orientações de pré-operatório. Método: Pesquisa de
campo, caracterizada como qualitativa, descritiva e exploratória, realizada em uma clínica oftalmológica privada
de Porto Alegre que realiza cirurgias oftalmológicas. Participaram do estudo acompanhantes de pacientes que
se submeteram a cirurgia oftalmológica eletiva. A amostra foi constituída de forma não probabilística, sendo
que os dados foram coletados pela pesquisadora auxiliar, durante o mês de março de 2015, através de
entrevista gravada em áudio, seguindo roteiro composto por 10 perguntas abertas, além de questões relativas
ao perfil da amostra. As entrevistas foram posteriormente transcritas e os dados analisados sob a ótica temática
de Minayo (2012). O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa e seguiu a Resolução
466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Resultado: Fizeram parte do estudo oito participantes, com idade
média de 26 anos, sendo sete mulheres e a maioria tendo o ensino médio completo. A análise dos dados
possibilitou identificar temáticas a partir das quais elencaram-se seis categorias: Cuidados no pré-operatório de
cirurgia oftalmológica, Cuidados no pós-operatório de cirurgia oftalmológica, Riscos relacionados à cirurgia
oftalmológica, Sentimentos dos acompanhantes relacionados ao procedimento cirúrgico, Dúvidas dos
acompanhantes relacionadas ao cuidado pós-operatório, Sugestões de melhorias no processo de orientação no
pré-operatório. Conclusão: O estudo permitiu identificar que as facilidades percebidas pelos acompanhantes de
pacientes submetidos a cirurgias oftalmológicas relacionadas ao período pré-operatório dizem respeito ao
acesso facilitado ao serviço e ao atendimento e acolhimento da equipe. E as dificuldades são relativas ao medo
do desconhecido e de possíveis complicações da cirurgia, a ansiedade e dúvidas dos acompanhantes relativo ao
procedimento cirúrgico. O estudo ainda permitiu evidenciar a importância da atuação do enfermeiro no período
pré-operatório e a necessidade de implantação de um protocolo de cuidados de enfermagem que permita
maior qualidade e segurança ao paciente que se submete a cirurgias oftalmológicas.
Palavras-chaves: Enfermagem cirúrgica; Cirurgia oftalmológica; Procedimento cirúrgico.
[149]
125 - PADRONIZAÇÃO DA MONTAGEM DA ANESTESIA PARA AS CIRURGIAS DE TRANSPLANTE.
1
1
Autores:
Raquel Diogo do Nascimento , Hernestina Mariana Pereira Jorge , Alessandra de Fatima Bokor Manteiga
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: A equipe de enfermagem do Centro Cirúrgico tem papel fundamental na prevenção de riscos
cirúrgicos anestésicos, com o objetivo de garantir a segurança do paciente. A assistência de enfermagem perioperatória deve oferecer e garantir condições seguras principalmente nos procedimentos de alta complexidade,
tais como os transplantes (hepáticos, renais, pulmonares, coronarianos, multiviserais, entre outros) dando
suporte as equipes médicas nos processos críticos. O Hospital Israelita Albert Einstein começou a ser um centro
transplantador em 2006 e à medida que o número de transplante começou a aumentar, observou-se a
necessidade da equipe de enfermagem junto com a equipe de anestesia a padronização de kits de farmácia e
carrinhos de anestesia para esses procedimentos de alta complexidade. Objetivo: Padronizar a montagem da
anestesia em transplantes para a equipe de enfermagem, garantindo processos anestésicos com menores
riscos, otimizando equipamentos, materiais e medicamentos necessários. Método: Foi realizado através da
observação o levantamento das necessidades e preferências de cada equipe de anestesia em seus
procedimentos anestésicos em transplantes e levantamento dos itens necessários. Após foi padronizado os kits
em caixas de acrílico com os respectivos materiais: frasco de albumina, antibióticos, plasma lyte, soluções
salinizadas, sensor neurológico, equipo de bomba para medicações, kit para pressões invasivas, cateter venoso
central (swan-ganz), kit ultrason, extensor para soro, equipo macro gota, seringas, anticoagulantes, polifix,
curativos para acessos periféricos, centrais, protetor ocular, fixador de tubo oro traqueal, tubo oro traqueal,com
as numerações 7,0, 7,5, 8,0 ,8,5, fio guia, sonda nasográstica, medicações vasodilatadores, bloqueadores,
aspirador de 1 litro sonda de aspiração. Esses kits e carinhos são montados para cada procedimento anestésico
de transplantes, otimizando a montagem de sala, agilizando a entrada do paciente em sala cirúrgica e
consequentemente diminuindo o tempo de isquemia do órgão. Resultado: A intervenção no processo de
montagem dos kits e carrinhos de anestesias para transplantes ressoou fortemente sobre a equipe de
enfermagem e de anestesia, destacando a importância do uso de materiais necessários para a anestesia em
transplante. Toda a informação coletada pela equipe de enfermagem serviu de fonte valiosa para melhorias na
qualidade e agilidade nos processos anestésicos. Conclusão: A padronização da montagem da anestesia para as
cirurgias de transplantes aumentou a interação da equipe de enfermagem e anestésica, garantindo um processo
anestésico mais seguro ao paciente.
Palavras-chaves: Anestesia; Transplante; Segurança do paciente.
[150]
126 - PERCEPÇÃO DA ENFERMAGEM SOBRE AGITAÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS NA SALA DE
RECUPERAÇÃO DO CENTRO CIRÚRGICO AMBULATORIAL.
1
1
1
1,2
Autores:
Ivana Trevisan , Thais Teixeira Barpp , Elisete Maria de Souza Bueno , Claudia Carina C. dos Santos , Lisiane
1
Paula Sordi
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HCPA - Hospital de Clinicas de Porto Alegre, (RS),
IPA - Centro Universitário Metodista - Rua Dona Leonor, 340, Rio Branco, Porto Alegre (RS).
2
Introdução: Agitação, choro e ansiedade são fatores desagradáveis que diminuem a satisfação dos familiares
quanto ao bom atendimento, aumentam o stress dos pais e elevam o tempo de permanência em sala de
recuperação. O período de recuperação pós anestésica de pacientes pediátricos possui suas particularidades,
várias causas são discutidas na literatura, tais como: rápido retorno à consciência em ambiente não familiar,
presença de dor, estresse na indução, hipoxemia, obstrução da via aérea, ambiente barulhento, duração da
anestesia, temperamento da criança, uso de medicação pré-anestésica e técnica anestésica empregada.
Objetivo: Este trabalho tem como objetivo relatar e refletir as vivências dos profissionais da enfermagem de um
centro cirúrgico ambulatorial (CCA) de um hospital escola, sobre o despertar dos pacientes pediátricos
submetidos a procedimentos cirúrgicos neste setor, as possíveis causas da agitação pós-operatória em crianças,
subsidiando ações referentes à identificação e prevenção mais adequada frente a esta situação. Método: Relato
de experiência de como os métodos sistematicamente utilizados no CCA desde a entrada do paciente ao setor
até sua chegada a sala de recuperação podem interferir na recuperação. Resultado: Ao admitir-se o paciente no
serviço, solicita-se presença do acompanhante e desde então se inicia o preparo para o ato cirúrgico, verificamse os sinais vitais, bem como verificar peso e altura, a enfermeira faz a entrevista de coleta de dados e histórico
do paciente com o responsável, neste momento acontece a identificação do paciente, através da pulseira de
identificação (que contem o nome completo do paciente e numero de prontuário), assinatura dos termos de
consentimento, troca de roupa. Os profissionais envolvidos neste primeiro contato são responsáveis por fazer a
criança entender e sentir- se segura, a maneira como é recebida no setor permite que tenha mais tranqüilidade,
sinta menos medo e seja mais receptiva aos cuidados. Preparar a família psicologicamente para o procedimento
o torna mais aceitável. Crianças se sentem mais seguras com a presença da mãe no ato anestésico e ao acordar,
apresentando menor incidência de agitação. A dor, o medo, a fome e reações farmacológicas estão diretamente
relacionadas aos casos de maior incidência de agitação em sala de recuperação. Diminuir a ansiedade dos pais
transmite maior segurança à criança, proporcionar conforto térmico e acústico, realizar troca de fraldas,
providenciar dieta adequada assim que liberada e diminuir a dor são aspectos que contribuem para uma melhor
recuperação. O profissional que se sente seguro e tem capacidade de despertar o lado lúdico da criança possui
maior facilidade de interagir com a mesma, diminuindo assim, o medo e a rejeição do paciente pela equipe de
saúde. Brinquedos podem distrair a criança e fazer o ambiente mais acolhedor e menos traumático. Conclusão:
Quando o paciente e a família estão bem orientados, aceitam e entendem os cuidados, confiando na equipe,
temos uma recuperação menos turbulenta, mais rápida e humanizada, segura, com menores riscos de traumas
(perda de acessos venosos, tracionamento de sondas, quedas, desgaste da equipe de enfermagem, dentre
outros) e satisfação de um cuidado eficiente e de qualidade, adequado ao paciente.
Palavras-chaves: Agitação pós-anestésica; Sala de recuperação; Centro cirúrgico ambulatorial.
[151]
127 - PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM QUANTO À UTILIZAÇÃO DO CHECKLIST NO
CENTRO CIRÚRGICO.
1
1
Autores:
Cátia Denise Perez Pereira Gomes , Patricia Treviso , Adriana Alves dos Santos
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
IPA - Centro Universitário Metodista - Rua Dona Leonor, 340, Rio Branco, Porto Alegre (RS).
Introdução: A segurança do paciente que se submete à qualquer procedimento cirúrgico tem sido
amplamente discutida nos últimos anos no Brasil e no mundo. A prerrogativa de que o indivíduo busca um
atendimento de saúde e não o contrário é vista com potencialidade e atenção pelas instituições e
profissionais de saúde. A Organização Mundial da Saúde lançou em 2008 o Protocolo de Cirurgia Segura,
apresentando o checklist como uma das ferramentas com grande potencial para evitar a ocorrência de dano
ao paciente e estabelecer processos seguros. Salienta-se que são realizadas uma média de uma cirurgia para
cada 25 pessoas no mundo, o que denota a importância da implantação de estratégias que visem a qualidade
e segurança na assistência. Objetivo: Conhecer a percepção de profissionais de enfermagem que atuam em
centro cirúrgico em relação a utilização do checklist. Método: Pesquisa de natureza exploratório-descritiva
com abordagem qualitativa, realizada em um centro cirúrgico de um hospital privado no município de Porto
Alegre, Rio Grande do Sul. Participaram do estudo 13 profissionais de enfermagem, sendo quatro
Enfermeiros e nove Técnicos de Enfermagem. A amostra foi constituída de forma aleatória simples, sendo
que os dados foram coletados pela pesquisadora auxiliar no período de março à abril de 2015, através de
entrevista gravada em áudio e guiada por roteiro semiestruturado contendo nove perguntas, sendo três
fechadas e cinco abertas. Os dados foram analisados sob a ótica temática de Minayo (2012). O projeto de
pesquisa foi submetido e aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa das instituições envolvidas
(proponente e co-participante), seguindo a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Resultado: A
análise dos dados possibilitou identificar temáticas a partir das quais elencaram-se três categorias: 1)
Checklist como ferramenta para otimizar a segurança do paciente no centro cirúrgico. 2) O uso do checklist
como medida de segurança profissional e sua contribuição na prática de trabalho. 3) Potencialidades e
fragilidades com uso do checklist em centro cirúrgico. Conclusão: O estudo permitiu identificar que os
profissionais de enfermagem em centro cirúrgico percebem a necessidade de garantir a segurança do
paciente e importância dos protocolos institucionais proporcionando maior qualidade assistencial. O
checklist foi apontado como a principal ferramenta utilizada pelos profissionais de enfermagem para a
segurança do paciente e também do profissional, bem como para evitar a ocorrência de eventos adversos.
Entretanto, alguns profissionais relatam opiniões opostas frente ao checklist, sendo objeto de desconforto,
devido à resistência da equipe cirúrgica na utilização desta ferramenta. Neste contexto, a educação
permanente pode contribuir para melhor compreensão da equipe quanto à importância deste instrumento
bem como pode promover maior integração da equipe multiprofissional reforçando a importância da
atuação conjunta e integrada na prestação de uma assistência segura e de qualidade ao paciente.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Segurança do paciente; Checklist; Centro cirúrgico.
[152]
128 - POSICIONAMENTO CIRÚRGICO: OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PERIOPERATÓRIO.
1
1
1
Autores:
Amanda Braz Miranda , Amanda Rosa Fogaça , Laura Cristina Cuvello Lopes , Mariane Rizzetto
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UNIÍTALO - Centro Universitário Ítalo Brasileiro - Avenida João Dias, 2.046, Santo Amaro, São Paulo (SP).
Introdução: O posicionamento do paciente na mesa de cirurgia tem como objetivo promover a exposição do
sítio cirúrgico. Considerando que os pacientes passam um longo tempo sobre a mesa cirúrgica submetidos aos
efeitos anestésicos, que embora sejam necessários, trazem uma condição de fragilidade e dependência física,
ações planejadas com atenção devem ser realizadas pela equipe de enfermagem no intuíto do sucesso no
procedimento anestésico-cirúrgico. Objetivo: Identificar na literatura os cuidados de enfermagem relacionados
ao posicionamento cirúrgico do paciente adulto no perioperatório. Método: Trata-se de um estudo de revisão
integrativa da literatura, realizado através de pesquisa nos bancos de dados Lilacs e Scielo, com os descritores:
posicionamento cirúrgico e enfermagem, no período de agosto a setembro de 2014. Foram utilizados artigos
publicados em língua portuguesa, disponíveis na íntegra e a partir de 2004 e excluídos os que não eram
compatíveis com o objetivo deste estudo. Resultado: Foram encontrados 20 artigos e dentre estes, 10
selecionados. Desta análise emergiram três tópicos: 1. Fatores de risco para o desenvolvimento de
complicações: existem diversos fatores de risco para o desenvolvimento de complicações, dentre eles
destacam-se: idade, peso corporal, estado nutricional, doenças crônicas, tipo e tempo de cirurgia, anestesia,
posições cirúrgicas e a imobilização prolongada, devendo ser considerados ao planejar a assistência; 2. As
complicações decorrentes do posicionamento cirúrgico: o posicionamento cirúrgico pode causar algum impacto
negativo nos sistemas do corpo ocasionando várias complicações, sendo a UPP a mais frequente; 3. Os cuidados
de enfermagem relacionados ao posicionamento cirúrgico: as intervenções eficazes na prevenção de lesões de
pele estão relacionadas ao alívio de pressões durante e imediatamente após a permanência do paciente na
mesa cirúrgica. O uso dos recursos de proteção no posicionamento, assegura a manutenção da integridade da
pele e das pressões osteoarticulares e neuromusculares. Conclusão: Cabe ao enfermeiro, promover ações para
a prevenção de complicações decorrentes do procedimento anestésico-cirúrgico, acompanhar o paciente em
todas as etapas do seu tratamento, disponibilizar todos os recursos necessários e supervisionar todas as ações
da equipe de enfermagem, com isto, faz-se necessário que atualize-se constantemente e exerça a educação
continuada junto aos seus colaboradores.
Palavras-chaves: Complicações em cirurgias; Cuidados de enfermagem; Posicionamento cirúrgico.
[153]
129 - PROCESSAMENTO DE COMADRES E PAPAGAIOS É UM RISCO PARA A CME?
1
Autores:
Maria Edutania Skroski Castro , Maria Cristina Paganini
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1
HC-UFPR - Hospital de Clinicas UFPR - Rua General Carneiro, 181, Curitiba (PR).
Introdução: O surgimento, disseminação e dificuldade para o controle de bactérias multirresistentes,
principalmente enterobactérias, aliados à precariedade de condições/infraestrutura para o adequado e seguro
processamento de comadres e papagaios, levou muitos profissionais de controle de infecção hospitalar a
recomendarem o processamento destes utensílios nas Centrais de Materiais e Esterilização (CMEs). Objetivo:
Trazer à tônica a reflexão e discussão da prática do processamento de comadres e papagaios em CME;
contribuir para a segurança do processamento na CME e apresentar os resultados de uma breve enquete sobre
o processamento de comadres e papagaios em alguns hospitais do Brasil. Método: Foi elaborado um
questionário com questões simples, objetivas e abertas sobre como é o processamento de comadres e
papagaios em hospitais de grande e médio porte, públicas e privadas, com a finalidade de identificar os
seguintes pontos: local de processamento, método de limpeza, se manual ou automatizado; se a desinfecção é
química ou térmica e se automatizado, qual o parecer sobre o uso desta tecnologia. Foi enviado por email a
enfermeiros de CCIH e CME de14 hospitais, sendo 6 no Sudeste, 4 no Nordeste e 4 no Sul. Destes, 50%
responderam. Os dados foram tabulados e analisados de acordo com a segurança no processo e riscos à CME.
Resultado: Quanto ao local de realização, 14% processam na CME, 57% nas unidades de assistência e 29%
realizam a limpeza na unidade e a desinfecção na CME. Com relação ao método, 80% do processo é manual e
em 14% é automatizado. A desinfecção química corresponde a 57% dos hospitais e 29% utilizam a desinfecção
térmica. Quanto ao uso de máquinas, apenas 14% dos hospitais a possuem e relatam plena satisfação quanto à
agilidade, segurança e praticidade. Conclusão: Partindo da premissa que a limpeza, desinfecção e esterilização
efetuam redução da população microbiana e que os resultados são probabilidades estatísticas que dependem
do controle de todas as variáveis destes processos, pode-se afirmar que o bioburden ou quantidade de resíduos
orgânicos e microrganismos presentes, interfere diretamente nestes resultados. Sabe-se que a contaminação de
instrumentais cirúrgicos não chega a 103 log unidades formadoras de colônias de bactérias (UFC), enquanto que
em 1 ml de fezes há cerca de 1010 log UFC. A limpeza tem a capacidade de reduzir 105 log, a desinfecção de 106
log e o princípio do nível de segurança da esterilização (SAL) é de 10-6 log, fica evidente que mesmo comadres e
papagaios limpos ou pré-lavados possuem nível de contaminação muito superior ao de instrumentais sujos.
Diante do exposto, os resultados dos questionários são preocupantes e alarmantes, o processamento de
comadres e papagaios pode estar comprometendo a segurança no processamento de instrumentais cirúrgicos
e/ou materiais de anestesia e assistência ventilatória. Além de poder estar aumentando o nível de
contaminação ambiental e risco de disseminação de bactérias multirresistentes na CME. Constatar que 80% dos
hospitais realizam limpeza manual de comadres e papagaios é preocupante, sob o aspecto do risco de
transmissão de enterobactérias multirresistentes por falha no processamento destes utensílios. Os resultados
servem de alerta para as correções que devam ser aplicadas, diante das falhas presentes no processo. Novos
estudos devem ser realizados com amostra maior a fim de completar e evidenciar os resultados.
Palavras-chaves: Descontaminação; Processo; Risco.
[154]
130 - PROCESSAMENTO DE PACOTES DE ALGODÃO TECIDO: DEMANDA DO BLOCO CIRÚRGICO X
OFERTA DO CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO.
1
1
1
Autores:
Iolanda Beserra da Costa Santos , Andrea Cristina de Melo , Milena Moura Medeiros , Emília Maria Pacheco
1
1
André , Ana Patrícia Alves de Brito Formiga
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HULW - Hospital Universitario Lauro Wanderley - Campus Universitário Campus I, s/n - Cidade Universitária,
João Pessoa (PB).
Introdução: O Centro de Material de Esterilização (CME) se destaca no contexto da organização hospitalar, por
ser um setor peculiar da instituição caracterizado como uma unidade de apoio técnico a todos os serviços
assistenciais e de diagnostico, que necessitem de artigos médico hospitalares para a prestação de assistência.
Para o bom funcionamento do CME considera-se a demanda diária de material, que está baseada no número de
procedimentos realizados, na média diuturna de cirurgias, na forma de estocagem e distribuição dos artigos nas
unidades consumidoras. Objetivo: Averiguar o quantitativo de pacotes de algodão tecido processados no Centro
de Material e Esterilização; Verificar o quantitativo de pacotes de algodão tecido solicitados pelo bloco cirúrgico;
Analisar a demanda de cirurgias realizadas diariamente no bloco cirúrgico; Relacionar a oferta dos pacotes
processados no Centro de Material e Esterilização com a quantidade de cirurgias realizadas. Método: Trata-se
de uma pesquisa quantitativa, realizada no Centro de Material e Esterilização do Hospital Universitário Lauro
Wanderley – EBSERH nos meses de abril de 2014 a abril de 2015, nos seguintes documentos: Ficha de solicitação
de insumos do bloco operatório; Registro da programação cirúrgica diária; Livro de registro do material do CME
com anotações da quantidade de artigos esterilizados; Registro de pacotes de algodão tecido enviado ao bloco
cirúrgico. Para o levantamento dos dados levou-se em consideração os pacotes de campos cirúrgicos e de
capotes, considerados artigos mínimos necessários para a realização das cirurgias. Nessa pesquisa não foi
utilizado o termo de consentimento, por trabalhar com documentos sem envolver seres humanos. Resultado:
Quanto ao quantitativo de pacotes de algodão tecido processados no CME, foram encontrados no decorrer de
um ano 2.271 pacotes de campos cirúrgicos e 1.986 de capotes. O bloco cirúrgico solicitou durante a pesquisa
2.729 campos e 2.386 capotes. Na demanda de cirurgias realizadas encontrou-se um total de 2.931. Ao
relacionar a oferta do CME para atender ao bloco cirúrgico, verificou-se uma diferença para menos de 458
campos e 400 capotes. Conclusão: Considerando os achados se constatou que o CME, apesar das dificuldades
vivenciadas relacionadas aos equipamentos antigos, e recursos humanos insatisfatórios, atende uma demanda
significativa de artigos solicitados, não somente ao bloco operatório, mas, todas as unidades consumidoras do
hospital. Esse trabalho mostra que o CME mesmo dependendo de outras unidades como a lavanderia para
concretização de seu serviço, atende de forma satisfatória a demanda solicitada. A recomendação ao bloco
cirúrgico e as unidades consumidoras é que: haja planejamento das cirurgias programadas; todas as unidades do
hospital independente do número de leitos programem os pedidos para que o CME, possa atender a demanda
sem prejuízos ao paciente.
Palavras-chaves: Esterilização; Enfermagem; Hospital.
[155]
131 - PROCESSO COMUNICACIONAL PARA MINIMIZAR A ANSIEDADE DOS FAMILIARES DO PACIENTE
CIRÚRGICO.
Autores:
1
1
1
Ernane de Sousa Almeida , Raquel Vida Cassiano Cazaroti , Vanusa Dias De Medeiros Felix , Priscila Peres dos
1
Santos
1
Instituição: H9J - Hospital 9 de Julho - Rua Peixoto Gomide, 625 - Cerqueira César, São Paulo (SP).
E-mail:
[email protected]
Introdução: A hospitalização acarreta a quebra de vínculos afetivos, ao levar o paciente e seus familiares a
vivenciarem profundas mudanças em suas vidas¹. O medo da morte, as incertezas relacionadas ao prognóstico e
ao tratamento podem gerar ansiedade e depressão em alguns membros da família. O enfermeiro –
normalmente envolvido com o cuidado humanizado e com o atendimento das necessidades do paciente – pode
não perceber o sofrimento (angústia, medo) vivenciados pelos familiares. É fundamental que a equipe de saúde
esteja preparada para estabelecer um relacionamento de empatia e confiança com a família. Para tanto, esses
profissionais devem se comunicar de forma eficaz, a fim de esclarecer as dúvidas dos familiares. A falta de
informação e a incerteza podem intensificar o sentimento de apreensão². A comunicação deve ser entendida
como processo de mediação que compreende e compartilha as mensagens enviadas e recebidas, ao facilitar,
assim, a interação das pessoas, estabelecendo um intercâmbio entre elas e seu meio3. Objetivo: O presente
trabalho tem como objetivo destacar o papel do enfermeiro em exercer a comunicação efetiva, para minimizar
a ansiedade apresentada pelo familiar na sala de espera do centro cirúrgico. Método: Levantamento
bibliográfico, por meio de revisão de artigos científicos retrospectivos dos últimos 7 anos, através dos bancos de
dados: portal Latino-Americano e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library On Line
(SCIELO). Para tanto, serão utilizados os descritores: Centro Cirúrgico; Comunicação e enfermagem;
Comunicação. Resultado: A ansiedade é uma reação frequente dos acompanhantes dos pacientes submetidos a
uma cirurgia. Torna-se necessário que o enfermeiro adquira uma compreensão sobre essa situação, para que
possa dar o suporte necessário aos pacientes e aos seus familiares que estão sob seus cuidados profissionais4.
Diante disso, surge a necessidade do enfermeiro desenvolver ações que minimizem as expectativas dos
acompanhantes, ao possibilitar o entendimento do processo cirúrgico mediante a comunicação. Conclusão:
Cabe ao enfermeiro proporcionar informações, sanar as dúvidas dos familiares e promover a qualidade do
atendimento, baseado na sistematização da assistência. O enfermeiro e os demais membros da equipe de saúde
devem estabelecer interação com os familiares e percebê-los, também, como clientes que precisam ser
assistidos. Assim será promovida a integralidade da assistência, a partir do envolvimento dos profissionais no
cuidado. Dessa forma, os resultados no relacionamento entre profissionais e familiares tornam-se positivos e,
consequentemente, minimizar as dúvidas frente ao procedimento cirúrgico.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro cirúrgico; Comunicação.
[156]
132 - PROCESSO DE TRABALHO DO ENFERMEIRO NA CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO:
RELATO DE EXPERIÊNCIA.
1
1
1
Autores:
Lamary Kênya Carvalho Leal , Ana Lucas Morais Neta , Maria Raquel Antunes Casimiro , Ocilma Barros
1
2
Quental , Edineide Nunes Silva
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HRC - Hospital Regional de Cajazeiras - Rua Tab. Antônio Holanda - Lot. Cristo Rei, Cajazeiras (PB),
FSM - Faculdade Santa Maria, Br 230, km 504, Cristo Rei, Cajazeiras (PB).
2
Introdução: O processo de trabalho da enfermagem pode ser desenvolvido em diferentes setores de saúde e
ensino, nos quais o profissional desenvolve ações direcionadas ao cuidado, ensino, gestão e pesquisa, sendo um
destes cenários o de Central de Material e Esterilização (CME). A CME é a área responsável pelo processamento
de artigos e instrumentais médico-hospitalares. Compete a equipe de Enfermagem, especialmente ao
enfermeiro coordenador desta unidade, a acreditação na segurança da Esterilização como garantia de bom
funcionamento do serviço. Este profissional por força de lei desempenha papel fundamental no gerenciamento
e coordenação das atividades deste setor hospitalar, pois é o profissional que detém o conhecimento cientifico
de todas as técnicas e princípios de Enfermagem, devendo atuar na sensibilização da equipe no
desenvolvimento das normas e rotinas, e alertando quanto à importância na execução das técnicas corretas em
todas as atividades. Objetivo: Relatar a experiência vivenciada por enfermeiros de uma Central de Material de
Esterilização de um hospital público. Método: Trata-se de um relato de experiência, vivenciado por enfermeiros
atuantes numa Central de Material e Esterilização de um hospital público de médio porte. O período deste
relato de experiência compreende o espaço de tempo iniciado em agosto de 2012 até maio de 2015. A equipe
de enfermagem da CME em questão é composta por seis enfermeiros e vinte técnicos, que atuam com carga
horária de 24 horas semanais e possuem escalas extras de trabalho em outros setores hospitalares. Resultado:
No processo de trabalho do enfermeiro de uma CME de um hospital de médio porte, muitas são as dificuldades
vivenciadas por estes profissionais, com destaque para a auto percepção destes, que por vezes possuem sobre
si uma percepção restrita acerca do seu papel. Fato que pode estar associado a falta de valorização profissional,
dificuldades no processo de educação permanente além de outras situações que fragilizam a prática
profissional. O número de profissionais enfermeiros é insuficiente para atender as demandas do setor, o que
dificulta inclusive, a substituição de profissionais em caso de faltas, uma vez que esses mesmo profissionais
atuam em outros setores hospitalares. A inadequação da infraestrutura do serviço associado a deficiências de
práticas educativas, talvez seja o fator de maior criticidade no processo de trabalho dos enfermeiros, uma vez
que as barreiras físicas e técnicas existentes não atendem as recomendações vigentes, favorecendo deste
modo, o risco de infecção hospitalar. Para modificar esta realidade, a gestão hospitalar no último ano, investiu
no aumento do número de funcionários e também na fixação de parcerias com instituições de ensino com
objetivo de fortalecer as atividades de educação permanente para com os profissionais do setor. Conclusão:
Observa-se que as fragilidades ganham mais evidencias do que as potencialidades, entretanto é notório um
discreto avanço positivo, as características do processo de trabalho vêm se modificando e acredita-se em
melhorias a longo prazo. Consta-se a necessidade de educação permanente para os profissionais do setor, o que
vem sendo proposto a partir das parcerias estabelecidas com instituições de ensino vinculadas ao hospital.
Espera-se, que haja uma reforma na estrutura física do ambiente estudado, implantação de barreiras técnicas e
sobretudo, melhor valorização profissional da categoria de enfermagem no âmbito da Central de Material e
Esterilização.
Palavras-chaves: Processo de trabalho; Enfermeiro; Centro de material e esterilização.
[157]
133 - PROFILAXIA DA INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS.
1
1
Autores:
Maria Laura Alchorne Trivelin , Claudia Vallone Silva , Rachel Carvalho
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
FICSAE - Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein - Avenida Prof. Francisco Morato, 4.293,
Butantã, São Paulo (SP).
Introdução: As taxas de Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) em cirurgia limpa são acompanhadas pelo Serviço de
Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) que calcula indicadores que, de forma aceitável, vão de 1,5 a 5,1%. Não
existem muitos estudos que avaliem os fatores do intraoperatório de cirurgias ortopédicas que possam
influenciar as taxas de ISC. Objetivo: Identificar o comportamento da equipe cirúrgica e os cuidados com o
ambiente da Sala Operatória (SO), no intraoperatório, visando evitar ISC e descrever fatores que contribuam
para elevar ou diminuir a taxa de ISC em cirurgias ortopédicas limpas. Método: Estudo de campo, descritivo,
quantitativo, com observação não participativa. Os dados foram coletados entre julho e setembro de 2014, pela
aplicação de um instrumento de auditoria, elaborado pelo SCIH, e aplicado pela primeira autora, em dois
Centros Cirúrgicos de um hospital privado de São Paulo, com cerca de 300 cirurgias ortopédicas mensais. A
coleta de dados se deu após aprovação pelo Comitê de Ética da instituição. Resultado: Observou-se, in loco, 50
cirurgias ortopédicas, principalmente artroscopias e osteossínteses, com tempo cirúrgico médio de 1 hora e 18
minutos. Foram observados 392 profissionais em SO, especialmente cirurgiões e assistentes. Durante os
procedimentos, estiveram presentes em SO, em média, 7,8 pessoas e a porta foi aberta 10,6 vezes. Em todas as
cirurgias os instrumentos foram esterilizados em autoclave ou plasma de peróxido de hidrogênio; houve
necessidade da utilização de equipamentos em 36 procedimentos. Todos os materiais e equipamentos
necessários encontravam-se na SO no início das cirurgias e foram conferidos os integradores e a abertura com
técnica asséptica; observou-se a manutenção do acionamento do ar condicionado e a permanência das portas
fechadas. Prevaleceram cinco tipos de anestesia, com tempo médio de 1 hora e 52 minutos, destacando-se
anestesia geral e sedação com raquianestesia. A tricotomia foi executada em 15 procedimentos, utilizando
material padronizado (tricotomizador elétrico). A degermação e a antissepsia da pele foram realizadas em todas
as observações, mormente com solução de clorexidina. Houve conformidade quanto ao uso correto do
uniforme privativo no início do procedimento, porém 19,7% dos profissionais utilizaram paramentação
incompleta durante a cirurgia, principalmente, inadequação do uso de máscara. A antibioticoprofilaxia correta
foi realizada em 47 cirurgias. A adesão geral à higiene das mãos, considerando-se todas as categorias
profissionais, antes de tocar o paciente foi de 18,2% e antes de tocar as caixas de instrumentais, 10,9%.
Conclusão: O estudo permitiu identificar aspectos da prevenção de ISC que muitas vezes não são considerados
importantes pelas equipes envolvidas.
Palavras-chaves: Infecção; Período intraoperatório; Centro cirúrgico hospitalar; Procedimentos ortopédicos.
[158]
134 - PROGRAMA DE RESIDÊNCIA EM ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO E CENTRO DE
MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO.
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Autores:
Cristina Silva Sousa , Daniela Magalhães Bispo , Ana Lucia Mirancos da Cunha , Andrea Alfaya Acuña
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
SBSHSL - Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês - Rua Adma Jafet, 91, Bela Vista,
São Paulo (SP).
Introdução: O programa de residência propõe uma mudança na forma de ensino, baseado no processo de
repensar o ensino em saúde. Baseia-se na integração da teoria com a prática, na aprendizagem significativa e na
utilização de metodologia ativa. Concentram em seu projeto político pedagógico, os conceitos do currículo
orientado por competências, integração da teoria com a prática e a abordagem educacional construtivista e
possibilita que os residentes adquiram competências consideradas necessárias à sua futura prática profissional.
Objetivo: Apresentar a implantação do programa de residência em enfermagem para área especifica em
hospital de grande porte. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre a implantação do programa de
residência em enfermagem. O projeto foi iniciado em agosto de 2014, com a aprovação pela gerência de
residência da instituição, deu-se inicio a construção do currículo baseado em competência por três enfermeiras
de centro cirúrgico e uma do centro de material e esterilização, destas, duas são enfermeiras assistenciais e
duas coordenadoras. Obteve-se como referência o currículo da European Operating Room Nurses Association
(EORNA), o referencial da Associação de Enfermeiros de Centro Cirúrgico e Centro de Material e Esterilização
(SOBECC), o perfil do programa de residência da instituição e a metodologia ativa. A construção ocorreu em
encontros entre estes profissionais para discussão e construção do currículo desejado a nossa realidade
profissional. Resultado: O currículo constitui de quatro módulos e três grandes áreas: assistência, educação e
gestão, Os cenários práticos consistem em atividades na unidade pré-operatória e hospital dia, intraoperatório,
pós-operatório imediato na recuperação anestésica e unidade de terapia intensiva adulto e infantil,
procedimentos minimamente invasivos na radiologia vascular e centro de material e esterilização. O conteúdo
teórico é composto por situações problemas, característica da aprendizagem baseada em problemas (ABP). O
primeiro e segundo modulo são caracterizados por assistência, promove-se conhecimento e compreensão da
assistência de enfermagem perioperatória com a reflexão da prática associada à teoria. O residente assume as
atividades de forma integral e gradativa conforme seu desempenho individual; o conteúdo teórico envolve
conceitos básicos de assistência e segurança do paciente. O terceiro módulo é educação, iniciado no segundo
ano, requer a inserção do residente do primeiro ano (R1) no cenário prático e promover ações de educação.
Após a inserção do residente R1, o residente do segundo ano (R2) inicia atividades em unidades avançadas. O
conteúdo teórico envolve liderança, educação em saúde e conceitos de assistência avançada. O último módulo
voltado a gestão, insere as atividades de gerenciamento com enfermeiras líderes e coordenadoras do centro
cirúrgico e centro de material e esterilização e enfermeiros clínicos que estão envolvidos indiretamente na área
perioperatória. O conteúdo teórico envolve gestão da assistência, atividades gerenciais, negociação, auditoria e
custos hospitalares. Conclusão: O programa foi implantado em março de 2015, o ensino por competências,
aplicado através de uma metodologia ativa, tem sido uma realidade desafiadora, na quebra de paradigmas
antigos e um grande estímulo para mudanças de conceitos, requer o empenho constante em propor estratégias
que permitam os residentes alcançarem os objetivos neste programa de residência.
Palavras-chaves: Aprendizagem baseada em problemas; Enfermagem perioperatória; Internato e residência.
[159]
135 - QUALIDADE DAS ANOTAÇÕES DE ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO.
1
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1
Autores:
Graziela Del Anhol Cruz , Kamille Kotekewis , Dolores Ferreira de Mello Lopes , Renata Perfeito Ribeir
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
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UEL - Universidade Estadual de Londrina - Rodovia Celso Garcia, Cid - Pr 445 Km 380, Londrina (PR).
Introdução: As anotações de enfermagem são dados de extrema importância que necessitam de qualidade em
sua transcrição pois, é um meio de comunicação que influencia na continuidade e comprovação da assistência.
A finalidade da anotação é, essencialmente, fornecer informações a respeito da assistência prestada, de modo a
assegurar a comunicação entre os membros da equipe de saúde, garantindo a continuidade das informações e,
conseqüentemente, da assistência prestada. Alguns fatores podem influenciar na realização desta atribuição
como: sobrecarga de trabalho, número insuficiente de profissionais, déficit de educação continuada, falta de
motivação relacionada às condições de trabalho, baixo salário, baixo nível sócio educacional, complexidade da
linguagem e comunicação ineficaz da equipe. Com a dimensão desta problemática, o primeiro passo para
mudança desta realidade é a conscientização profissional, aonde o mesmo irá se empenhar a registrar dados
completos, diminuindo as possibilidades de danos ao paciente. A questão norteadora desta pesquisa é: Qual a
influência das anotações de qualidade na assistência de enfermagem no centro cirúrgico? Objetivo: Verificar a
qualidade das anotações de enfermagem e a influencia na assistência. Método: Esta pesquisa foi realizada
através da busca de artigos científicos publicados na literatura nacional e internacional, no período de 2006 a
2013, indexados nas bases de dados: Lilacs e Scielo e disponíveis na íntegra nos idiomas de português e inglês.
Os descritores utilizados foram: anotações de enfermagem (nursing note), centro cirúrgico (surgery Center) e
enfermagem (nursing). Resultado: Identificou-se nove estudos brasileiros e um internacional que abordaram a
correlação entre a anotações de enfermagem com a continuidade da assistência. Os resultados destas pesquisas
mostraram que ainda não houve o reconhecimento por parte de toda a equipe de saúde sobre a importância de
registrar as atividades desempenhadas, pois ainda é realizada de forma mecânica, com escassez de dados,
refletindo na segurança do paciente. Conclusão: Com a sobre carga de trabalho sabe-se que muitas vezes a
realização de anotações de enfermagem se torna difícil, porém tem grande relevância, podendo diminuir
chances de erros evitáveis.
Palavras-chaves: Anotações de enfermagem; Centro cirúrgico; Enfermagem.
[160]
136 - QUALIDADE E SEGURANÇA NO USO DOS PRODUTOS PARA SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA
VISITA AO CENTRO CIRÚRGICO PELA ENFERMEIRA.
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Autores:
Luana Stela de Araujo Castro , Alvacy Rita Morais Leite , Mary Gomes Silva , Marcia Viana de Almeida , Nayara
1
Guedes Del Rey Eça Mesquita
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HCP - Hospital Cardio Pulmonar - Avenida Anita Garibaldi, 2.199, Rio Vermelho, Salvador (BA),
EBMSP - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Rua Silveira Martins, 3.386, Cabula, Salvador (BA).
2
Introdução: O processamento de produto para saúde (PPS), dentro das organizações, constitui uma importante
medida de controle das infecções relacionadas à assistência em saúde (IRAS). Assim, a enfermeira responsável
deve garantir um conjunto de ações que envolvem as etapas do processamento do produto para saúde com
padrão de qualidade e segurança. A armazenagem do PPS é uma das etapas essenciais, e quando inadequado
pode levar sérios riscos e serem determinantes para o surgimento de complicações nos pacientes. Portanto,
sabemos que a esterilidade dos PPS pode ser comprometida caso seu armazenamento nas unidades
assistenciais não seja garantido e acompanhando, em especial na unidade de Centro Cirúrgico, por ser uma
unidade complexa, que realiza procedimentos invasivos e por ser o setor com níveis de consumo dos produtos
para saúde. O acompanhamento ocorre através da visita ao centro cirúrgico que de acordo com a RDC 15/2012,
é de responsabilidade da enfermeira do CME (Centro de material e Esterilização), orientar as unidades usuárias
dos produtos para saúde processados pelo CME quanto, ao transporte e armazenamento destes produtos. Essa
visita é de suma importância para evitar as IRAS, principalmente à infecção de sítio cirúrgico (ISC), que no Brasil
ocupa a terceira posição entre todas as IRAS e compreende 14% a 16% daquelas encontradas em pacientes
hospitalizados. Objetivo: Descrever a visita da enfermeira do CME e apresentar o roteiro e as ações utilizadas
para garantir o armazenamento do PPS com qualidade e segurança, no Centro Cirúrgico, em um hospital de
médio porte, na cidade Salvador (BA). Método: Trata-se de um relato de experiência, do tipo descritiva, sobre a
visita da enfermeira do CME ao centro cirúrgico, no período de dezembro de 2014 a maio de 2015, em um
Hospital privado, de médio porte e de alta complexidade, na cidade de Salvador (BA). Resultado: A visita da
enfermeira do CME é uma das atribuições específicas, sendo realizada mensalmente em todas as unidades
assistenciais do referido hospital. Destaca-se a visita ao centro cirúrgico, por ser esta uma unidade que consome
cerca de 48% dos PPS processados no CME. É utilizado um roteiro de acompanhamento e inspeção, que norteia
as ações a serem desenvolvidas durante a visita. Compreende a identificação externa do produto, a integridade
do invólucro, o prazo limite para uso, local de estocagem e o controle de temperatura e umidade. Após essas
avaliações, são realizadas ações educativas com a equipe de enfermagem e orientações de oportunidades de
melhorias que deverão ser realizadas para garantir a segurança e a qualidade da esterilidade dos produtos para
saúde e através dos achados é emitido um relatório para desenvolvimento de um plano de ação por cada
coordenador da área. Durante as visitas, a comunicação acontece de forma efetiva, sendo esta uma ferramenta
do processo de trabalho que objetiva a qualificação das ações e também garante a segurança para o paciente
cirúrgico. Conclusão: As instituições hospitalares têm a responsabilidade em evitar as IRAS em especial a ISC,
garantindo a qualidade e esterilidade dos produtos para saúde, sendo que a visita de enfermagem identifica os
problemas potenciais e traça as ações de melhorias com a finalidade de garantir a segurança do paciente e a
redução de complicações infecciosas em pacientes cirúrgicos.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Produto para saúde; Qualidade; Segurança do paciente; Visita da enfermeira.
[161]
137 - QUALIFICAÇÃO DAS AUTOCLAVES A VAPOR: UMA ESTRATÉGIA PARA OTIMIZAÇÃO DOS CICLOS
DE ESTERILIZAÇÃO.
1
1
1
Autores:
Renata Souza Souto Tamiasso , Cybele Aparecida Ferreira Ioshida , Célia Maria Francisco , Danielle da Cunha
1
1
Santos , Rosangela Claudia Novembre
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HSC - Hospital Santa Catarina - Avenida Paulista, 200, Bela Vista, São Paulo (SP).
Introdução: A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 15) tornou-se um forte instrumento para a realização das
boas práticas em Central de Material e Esterilização (CME). Dentre os vários pontos que são abordados na RDC
15, encontramos a normatização em relação à qualificação dos equipamentos usados para limpeza
automatizada e esterilização de produtos para saúde. Tendo em vista que este é um processo oneroso para a
instituição hospitalar, entende-se que a identificação dos benefícios e a conformidade com a legislação torna-se
um ponto fundamental para mostrar a importância que este processo pode ter na nossa pratica diária. Objetivo:
Verificar o impacto no tempo total de cada ciclo de esterilização após a realização da qualificação das autoclaves
a vapor. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, retrospectivo e transversal realizado em um hospital
privado de grande porte. A coleta foi realizada no banco de dados eletrônico no qual constavam armazenados
os ciclos realizados pelos equipamentos de esterilização, foi realizado um comparativo dos ciclos de esterilização
pelo período de 90 dias antes e após a qualificação no ano de 2014. No critério de inclusão foram considerados
apenas o ciclo teste Bowie Dick (BD), e os ciclos com o mesmo tipo de material e embalagem, denominados
Misto, Container. Resultado: Houve redução significativa no tempo total dos ciclos, para o ciclo Misto a redução
variou entre 20% a 33%, para o ciclo Container esta variação ficou entre 20% a 35% e para o ciclo Bowie Dick a
redução foi de 12% a 30%. Conclusão: Houve uma importante redução no tempo total dos ciclos de esterilização
avaliados, garantindo atendimento ágil, seguro e com qualidade.
Palavras-chaves: Autoclaves; Validação; Ciclos; Tempo.
[162]
138 - REDUÇÃO DE INFECÇÃO EM CIRURGIAS LIMPAS: ELEMENTOS-CHAVE DA EQUIPE
MULTIDISCIPLINAR PARA ALCANÇAR EXCELÊNCIA PRÁTICA.
1
1
1
Autores:
Izabel Kazue Damas Crisol Iamaguti , Giovana Abrahão de Araújo Moriya , Marina Paula Bertho Hutter , Alzira
1
1
Machado Teixeira , Débora Alonso Leite
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HIAE - Hospital Israelita Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: Atualmente as infecções de sítio cirúrgico representam em média 15% do total de infecções
adquiridas durante a assistência à saúde, a terceira complicação infecciosa mais frequente no ambiente
hospitalar. Apesar destes dados, estima-se que 40 a 60% destas infecções possam ser prevenidas. Objetivo:
Dentro deste contexto, foi desenvolvido um programa multidisciplinar dentro do Bloco de Pacientes Cirúrgicos
de um hospital privado de extra porte, localizado no município de São Paulo focado na melhoria substancial do
indicador de infecções em cirurgias limpas. O objetivo foi promover a melhoria contínua de práticas assistenciais
seguras, minimizando o risco de infecção do sítio cirúrgico, prevenindo e reduzindo eventos adversos que
comprometam a qualidade dos serviços. Método: As medidas de prevenção tiveram como foco os fatores de
risco modificáveis, definidos como “estratégias centrais”, são estas: preparo de pele dos pacientes, higienização
e degermação da equipe cirúrgica, remoção adequada dos pelos, profilaxia antimicrobiana adequada,
normotermia, controle de glicemia, cuidados com o ambiente, estrutura e equipamentos, controle de limpeza e
esterilização e rastreabilidade dos processos. A equipe multidisciplinar constituída pelos profissionais que atuam
nos Serviços de Controle de Infecção, Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica, Centro de Materiais e
Esterilização, Centro Obstétrico, Engenharia Clínica e Higiene foram envolvidos dentro deste programa, onde os
Protocolos Operacionais Padrão (POPs) executados nestas áreas foram revisados e implementados de acordo
com normativas e evidências científicas atuais. Estratégias de treinamentos e conscientização deste programa
denominado “Zero de infecção em cirurgia limpa” foram aplicadas, incluindo workshops motivacionais,
materiais didáticos e lúdicos, participação dos integrantes da equipe multidisciplinar em grupos de melhoria
contínua e campanhas focadas em medidas pré-definidas de redução de infecção. O programa multidisciplinar
foi desenvolvido, iniciado e implementado no ano de 2012 e está sendo adaptado e remodelado há 3 anos, de
acordo com a mudança das evidências científicas, desenvolvimento da equipe multidisciplinar e indicadores de
infecção em cirurgias limpas da instituição. Resultado: A taxa de infecção de cirurgia limpa no ano era 2012 e foi
reduzida para 0,13% ao final de 2014. Atualmente estamos trabalhando com uma desafiadora meta de redução
deste número para 0,09%. Conclusão: A estratégia de melhoria de processos e consequente redução da taxa de
infecção em cirurgias limpas corroborou com a diminuição de erros na aplicação destes protocolos e tornou-se
perceptível o aumento da segurança dos processos, além da conscientização dos profissionais envolvidos no
programa.
Palavras-chaves: Controle de infecção; Equipe multidisciplinar; Bloco cirúrgico.
[163]
139 - RELAÇÃO DAS COMPLICAÇÕES DO PACIENTE NO PERÍODO DE RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA COM
AS CONDIÇÕES FISIOLÓGICAS DE PRÉ-OPERATÓRIO.
1
1
Autores:
Fiama Chagas Nunes , Adelaide de Mattia Rocha , Ana Lúcia de Mattia
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Avenida Professor Alfredo Balena, 190, Santa Efigênia, Belo
2
Horizonte (MG), UNIFEMM - Centro Universitário de Sete Lagoas - Rua Pedra Grande, 2.268, Sete Lagoas (MG).
Introdução: A SRPA é o local destinado a receber os pacientes em pós-operatório imediato, e deve contar com
uma equipe multiprofissional destinada a oferecer cuidados até que o paciente tenha estabilidade
cardiorespiratória e recuperação da consciência. Os cuidados oferecidos na SRPA correspondem atividades de
monitorização clínica e instrumental. Portanto que deve ser levado em consideração qualquer sinal ou sintoma
que seja apresentado pelo paciente. Durante o período de recuperação anestésica o paciente pode apresentar
várias complicações que podem estar associadas às condições clínicas pré-operatórias, ao processo anestésicocirúrgico ou à eficácia das medidas terapêuticas aplicadas. No entanto, a maioria dos estudos em pacientes em
período de recuperação anestésica têm selecionado pacientes que possuam classificação física de American
SocietyAnesthesiologists (ASA) II que têm alguma alteração sistêmica não originária do procedimento cirúrgico
que pode interferir nas condições clínicas apresentadas em SRPA. Objetivo: Considerando a elevada incidência
de complicações ao paciente no período de recuperação anestésica, buscou-se verificar em saudáveis ou com
algum comprometimento fisiológico leve submetidos a cirurgias eletivas, quais as complicações mais comuns
apresentadas no período pós-cirúrgico. Método: Trata-se de uma pesquisa com abordagem metodológica
quantitativa, delineamento não experimental, comparativa, de campo e prospectiva. Foi realizada em um
Hospital público, federal, de grande porte, localizado na capital do estado de Minas Gerais.A coleta de dados
ocorreuna sala de recuperação pós-anestésica do hospital entre os meses de dezembro de 2013 e março de
2014. A amostra foi composta por 24 sujeitos. Fizeram parte da pesquisa sujeitos com idade entre 18 e 60 anos,
submetidos à cirurgia eletiva, com anestesia geral, classificação de ASA I ou II, que fossem saudáveis, ou que
apresentassem complicações leves que derivassem o motivo para a realização do procedimento cirúrgico.
Resultado: As complicações apresentadas pelos pacientes em período de RA foram a hipotensão e hipertensão
arterial, bradicardia e taquicardia, hipotermia, bradpinéria, ansiedade, dor, alteração da consciência, hipoxemia
e alteração na respiração. Destas, as mais freqüentes foram dor, hipoxemia, hipotermia e alterações da
consciência. Das complicações analisadas, algumas apresentaram decréscimo ao longo dos 60 minutos de
permanência do paciente em SRPA, como: as alterações como hipertensão arterial, taquicardia, hipotermia,
alterações da consciência e hipoxemia. Observou-se que não há diferença para pacientes sem comorbidades ou
com alteração originária do procedimento cirúrgico em relação aos pacientes que possuem alteração sistêmica
leve de modo geral, para a prevalência de complicações mais frequentes. Foi verificado que para ambos os
estudos a tríade dor, hipoxemia e hipotermia aparecem como as alterações mais incidentes em SRPA.
Conclusão: Sugere-se o desenvolvimento de mais estudos abrangendo o grupo de pacientes sem comorbidades
ou que apresentem alterações que originaram o procedimento cirúrgico, com amostras maiores, a fim de
elucidar a relação apresentada na literatura entre as complicações frequentes identificadas no estudo.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Período pré-operatório; Sala de recuperação; Complicações pósoperatórias.
[164]
140 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO PARA TRATAMENTO DOS EXPLANTES
ORTOPÉDICOS.
1
Autores:
Mirleine Colman Souza Carvalho , Márcia Cristina de Oliveira Pereira
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HEMCSA - Hospital Estadual Mário Covas de Santo André - Rua Dr. Henrique Calderazo, 321 Paraíso, Santo
André (SP).
Introdução: O centro de material e esterilização participa, em todas ou em alguma fase do fluxo dos produtos
para a saúde de uso cirúrgico, inclusive do ferramental e instrumental cirúrgico consignado, desde o
recebimento até as etapas do processamento, devolução dos instrumentais implantáveis, tratamento e descarte
dos explantes. Frente à problemática no que se diz respeito ao descarte dos materiais explantados, a RDC 15 de
15 de março 2012, estabeleceu no capítulo II - Seção XIII - do Gerenciamento de Resíduos, requisitos que
garantem boas práticas e segurança, para descarte do material explantado. Para garantir as boas práticas nos
pontos observados pela resolução, construímos um instrumento piloto que controla a prática do tratamento de
explantes, que relato no intuito de direcionar as demais instituições que venham a aplicar as orientações da RDC
15 neste requisito. Objetivo: Relatar a experiência da implantação de um protocolo de tratamento dos
explantes ortopédicos, de acordo com a RDC 15, de 15 de março de 2012. Método: Trata-se de estudo
descritivo do tipo, relato de experiência realizado em um hospital público de grande porte, de ensino, situado na
região de SP, onde em média são realizadas 150 cirurgias ortopédicas/mês e com ampla utilização de implantes.
A pesquisadora acompanhou as etapas do processo de recebimento, tratamento e descarte dos explantes e
aplicou o instrumento piloto em todos os tempos que antecedem o descarte dos explantes, no período de julho
de 2013 a julho de 2014. Resultado: Para inicio da implantação do protocolo, elaboramos um quadro
comparativo, do que é exigido pela legislação vigente, RDC 15, Seção III, para avaliar as necessidades de
adequação do serviço. O procedimento operacional foi descrito com formação de um grupo responsável, que
definiu o título - Protocolo de tratamento e descarte de explantes, e dividiu em objetivo, abrangência,
responsabilidades, documentos, materiais, equipamentos e descrição do procedimento. Foi elaborado um
termo de requisição e responsabilidade, para situações de solicitação formal do paciente, e solicitação do
fabricante do produto, ou instituições de pesquisa e ensino, mediante autorização do paciente. Conclusão: A
implantação proporcionou envolvimento entre as equipes que participaram do processo, com treinamentos e
busca contínua de conhecimento, rastreabilidade do processo, registros de certificação e por consequência à
conscientização e adesão de todos quanto a importância do registro minucioso. Destacamos a resistência por
parte de algumas equipes médicas, que relatavam o uso do material para futuros estudos. O instrumento
evidenciou um aumento significativo do controle dos artigos explantados, recolhidos pela CME, quando
comparados com períodos anteriores. Melhorias foram implantadas, inclusive com diminuição de gastos, além
da garantia da segurança do paciente, devido à impossibilidade de reutilização do material explantado.
Conclusão: Concluímos que o instrumento piloto alcançou com êxito seu objetivo, cumprindo todas as
prerrogativas necessárias para avaliação e descrição do procedimento de descarte dos explantes ortopédicos,
conforme recomendação de boas práticas descritas na RDC 15, além de evidenciar possibilidades de avanços em
outros quesitos que possam aprofundar e enriquecer o projeto aqui citados.
Palavras-chaves: Descarte; Explantes; Tratamento.
[165]
141 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO PAINEL DE CIRURGIA SEGURA EM UM HOSPITAL
MUNICIPAL DE SÃO PAULO.
1, 2
1,2
Autores:
Michely de Araujo Félix , Cecilia Ferreira Cardoso , Rachel Machado Prett
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,2
HSPM - Hospital do Servidor Público Municipal - Rua Castro Alves, s/n, São Paulo (SP).
UNIP - Universidade Paulista - Rua Vergueiro, 1.211, Paraíso, São Paulo (SP).
2
Introdução: Para que todo e qualquer procedimento anestésico-cirúrgico seja seguro é necessário garantir esse
monitoramento e a qualidade contínua da assistência e trabalho em equipe. Para isso, a estratégia adotada para
alcançar este desafio, foi a criação e implementação nas instituições de saúde de uma lista de verificações
padronizadas. Baseado no manual “Cirurgias Seguras Salvam Vidas” da OMS (Organização Mundial da Saúde), o
Ministério da Saúde, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a Fiocruz (Faculdade Oswaldo Cruz)
elaboraram um protocolo com a finalidade de minimizar a ocorrência de erros no Brasil. 1 De acordo com a OMS,
a segurança do cliente pode ser alcançada por meio de três ações complementares: evitar a ocorrência dos
eventos adversos, torná-los visíveis se ocorrerem e minimizar seus efeitos com intervenções eficazes. Desta
maneira, as discussões sobre as origens dos erros na assistência à saúde devem fazer parte das rotinas
hospitalares, num processo de vigilância contínua para que suas causas possam ser identificadas, detectando
assim erros potenciais, bem como, direcionando esforços no intuito de incorporar na prática clínica, estratégias
baseadas em evidências, como por exemplo, a lista de verificações sobre “cirurgias seguras”, lançada pela OMS.2
A presente pesquisa tem a intenção de relatar a experiência de implantação do painel Cirurgia Segura (Timeout) nas salas de operações como facilitador para a realização de todas as etapas da lista de verificações. Este
painel não desobriga a realização do protocolo com toda a equipe em sala e em voz alta, sendo ele um
instrumento adicional para a efetivação da Cirurgia Segura. Objetivo: Relatar as experiências vivenciadas desde
a elaboração até a implantação do painel de Cirurgia Segura nas salas operatórias e descrever as dificuldades
vivenciadas. Método: O presente trabalho é um estudo descritivo de relato de experiência, onde foram
pontuadas todas as etapas do processo para implantação do painel de Cirurgia Segura. Resultado: As principais
dificuldades detectadas foram: não adesão dos membros das equipes médicas e de enfermagem no uso do
painel em cirurgias de pequeno porte e autoconfiança dos profissionais por acharem que já conhecem a história
do paciente. Os benefícios foram melhora na comunicação interpessoal, simplicidade no preenchimento do
painel e melhor visualização e acesso dos dados para toda equipe. Conclusão: Visando a segurança e minimizar
os eventos adversos os quais os pacientes estão vulneráveis durante um procedimento, este relato de
experiência visou clarificar e ajudar as instituições de saúde na implantação do painel de Cirurgia Segura nas
salas de operações, demonstrando o passo a passo realizado pela instituição estudada e mostrando como este
painel pode ser um facilitador para a realização de todas as etapas da lista de verificações.
Palavras-chaves: Segurança do paciente; Centro cirúrgico; Hospital público.
[166]
142 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE MANEJO DA SEDE EM SALA DE
RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA.
1
1
1
Autores:
Aline Korki Arrabal Garcia , Viviane Godoy Galhardo , Lígia Fahl Fonseca , Maria de Fátima Alves
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UEL - Universidade Estadual de Londrina - Avenida Robert Koch, 60, Londrina (PR).
Introdução: Complicações no pós-operatório imediato (POI) são extensivamente estudados e seus protocolos
tem sido implementados na prática clínica. A sede, no entanto, é um dos sintomas mais incidentes e intensos,
acometendo 75% dos pacientes no POI, sendo subvalorizada, submensurada, subtratada e não notificada na
prática clínica. Fatores podem contribuir para sua incidência, como ansiedade, estresse, jejum prolongado
(superiores a 37 horas) no pré-operatório. Fármacos anestésicos (opióides e anticolinérgicos), entubação
orotraqueal, sangramento, desequilíbrio hidroeletrolítico contribuem para seu desencadeamento no transoperatório. No POI o jejum absoluto é mantido ainda por algumas horas, devido ao temor da broncoaspiração. A
soma desses fatores é a sede intensa, distressante e desconfortável no POI. A baixa temperatura tem se
mostrado eficaz estratégia para mitigar a sede comparada a água em temperatura ambiente, permite a
estimulação de ororeceptores sensíveis ao frio, gerando sensação de refrescância, saciedade e alívio do
desconforto com baixo volume hídrico. Instrumentos de registro e controle de sinais e intercorrências são
essenciais na Sala de Recuperação Anestésica (SRA), todavia, não se encontram relatos de registros intencionais
do manejo da sede no POI. Objetivo: Reformular e implantar o manejo da sede no instrumento de registro da
SRA pelos membros do Grupo de Pesquisa e Estudo sobre a Sede (GPS) em SRA de hospital universitário de
grande porte, proporcionando alívio do desconforto e qualidade no cuidado, através da participação e
treinamento da equipe. Método: Relato de experiência da reformulação, implantação e treinamento dos
funcionários do bloco cirúrgico, a fim de sensibilizá-los e capacitá-los para o manejo da sede. Público alvo foram
auxiliares, técnicos, enfermeiros e residentes de enfermagem perioperatória. Resultado: A primeira etapa foi a
introdução no instrumento de áreas para registro relacionadas à sede, identificação através de perguntas
intencionais (13 a 18% dos pacientes verbalizam a sede espontaneamente), mensuração da intensidade por
escala visual analógica ou numérica, aplicação do Protocolo de Segurança do Manejo da Sede (avalia nível de
consciência, proteção de vias aéreas, náuseas e vômitos), aplicação de estratégia de alívio (picolé de gelo
constituído por 10 ml de água mineral, confeccionado com haste para segurança do cliente). A segunda etapa
consistiu na implantação e capacitação dos funcionários, ministrada pela docente e residentes de enfermagem
perioperatória, compreendendo os temas: história e relevância da SRA, estágios da anestesia, assistência de
enfermagem na SRA, complicações no POI, escalas de alta, manejo da sede no POI. Conclusão: O treinamento
encontrou eco na experiência diária dos profissionais e identificou-se que estes reconheciam a sede como
importante desconforto e distresse, no entanto, não se sentiam instrumentalizados para atuarem frente a ela.
Após 6 meses de implantação, avaliou-se a adesão dos funcionários, obtendo resultados satisfatórios. A
estratégia tem tido aprovação unânime, o melhor feed-back tem vindo pelos próprios pacientes que avaliam a
experiência como extremamente prazerosa e aliviadora, inclusive solicitando espontaneamente o picolé em
cirúrgicas subsequentes. A implantação do manejo da sede no POI é um desafio que pode ser estendido a outras
instituições de saúde na busca de assistência qualificada e humanizada para seus pacientes.
Palavras-chaves: Sala de recuperação anestésica; Enfermagem perioperatória; Sede.
[167]
143 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA UTILIZANDO CHECK LIST
E COMUNICAÇÃO.
1
1
Autores:
Jefferson Aparecido Ramos Costa , Heide Christiane Niemoi Dias , Priscila Paullon Tanaka
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HSC - Hospital Santa Catarina - Avenida Paulista, 200, São Paulo (SP).
Introdução: O protocolo de cirurgia segura tem por finalidade determinar as medidas a serem implantadas para
reduzir as ocorrências de incidentes e eventos adversos e a mortalidade cirúrgica, possibilitando o aumento da
segurança na realização de procedimentos cirúrgicos. Estudos realizados em 2008 sobre a ocorrência de eventos
adversos em pacientes internados revelou que 01 em cada 150 paciente hospitalizado morre em consequência
de um evento adverso. O mesmo estudo revelou que quase dois terços dos eventos adversos ocorridos em
ambiente hospitalar foram associados ao cuidado cirúrgico². Check list é um método aplicado para que falhas
sejam prevista para que a complexidade dos nossos conhecimentos cada vez mais específicos, sejam aplicados
de forma correta, segura e confiável¹. Essa atividade vem ocorrendo desde de 2012 e visa proporcionar a
segurança do paciente e dos profissionais, através do check list e da comunicação interpessoal dentro da sala
cirúrgica, com foco na qualidade do serviço³. Objetivo: O presente relato de experiência tem como objetivo
apresentar as dificuldades enfrentadas na implantação do check list da cirurgia segura e a comunicação em sala
cirúrgica de um hospital particular de grande porte e alta complexidade de São Paulo. Método: Relato de
experiência sobre a implantação do Check List da Cirurgia Segura em um grande Hospital de São Paulo
embasada em levantamento bibliográfico. Resultado: Durante o período de agosto de 2013 a fevereiro de 2014
foram avaliados 5875 pacientes. Tivemos como resultados os indicadores a serem observados na tabela 1.
Dentre as maiores dificuldades tivemos a aceitação das equipes medicas frente aos questionamentos realizados
e receio da enfermagem em iniciar a realização da comunicação interpessoal em sala cirúrgica. Conclusão:
Vivenciamos a importância da comunicação objetiva, obtendo a melhoria na comunicação interpessoal dentro
da sala cirúrgica. Também, como os cirurgiões se sentiram confortáveis e mais seguros em iniciar aquele
procedimento após a realização do check list. Utilizar o check list como meio de comunicação interpessoal, ou
seja, como um facilitador na assistência ao paciente, visando a diminuição de atritos interpessoais provocados
por situações inesperadas e a redução significativa das complicações cirúrgicas e mortalidade conforme dados
da Organização Mundial da Saúde.
Palavras-chaves: Time Out; Check List; Protocolo de cirurgia segura; Eventos adversos; Comunicação.
[168]
144 - RELATO DE EXPERIÊNCIA: OFICINA DE ATUALIZAÇÃO DA EQUIPE DE TÉCNICOS DE
ENFERMAGEM ACERCA DA APLICAÇÃO DA ESCALA DE ALDRETE E KROULIK NA SALA DE
RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA.
1
1
1
Autores:
Fiama Chagas Nunes , Adelaide de Mattia Rocha , Marta de Oliveira Pimentel , Erica Patrícia Souza
1
2
Caetano , Marcos Antônio da Silva Mendes
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - Avenida Professor Alfredo Balena, 190, Santa Efigênia,
2
Belo Horizonte (MG), UNIFEMM - Centro Universitário de Sete Lagoas - Rua Pedra Grande, 2.268, Sete
Lagoas (MG).
Introdução: A aplicação da Escala de Aldrete e Kroulik (EAK) na Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) do
Centro Cirúrgico do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (CCI-HCUFMG) é preconizada
na folha de Sistematização de Assistência Perioperatória, uma vez que os dados da escala propiciam uma
avaliação apurada das condições do paciente em relação ao procedimento anestésico. Tendo em vista que a
prática da aplicação da EAK é de extrema importância no que se refere à avaliação do paciente pós-cirúrgico, e
que a mesma não era aplicada de forma satisfatória por alguns profissionais do setor, optou-se pela realização
da oficina em questão. Objetivo: A intervenção tinha por objetivo sensibilizar os técnicos e auxiliares de
enfermagem do CCI-HCUFMG, atuantes na SRPA, sobre a importância da aplicação da EAK, bem como atualizar
os conhecimentos necessários para a aplicação correta da escala no setor. Método: A intervenção tratou-se de
um estudo de pré e pós-teste, conduzido no período de setembro à outubro de 2014, no CCI-HCUFMG. Para a
coleta de dados foi elaborado um instrumento semi-estruturado, previamente avaliado pelos enfermeiros do
setor. O primeiro momento da atividade consistiu numa avaliação prévia da importância e dos conhecimentos
da equipe de enfermagem a respeito da aplicação da EAK por meio de um pré-teste. No segundo momento foi
realizada uma apresentação sobre a importância da EAK e a correta aplicação prática dela. O terceiro momento
compreendeu a avaliação do impacto da intervenção, a partir da aplicação de um pós-teste. Além disso, como
instrumento auxiliar, foi fixada uma cópia dos valores estabelecidos para cada parâmetro da EAK na bancada
principal da SRPA. Na análise dos dados foi realizada a estatística descritiva simples, utilizando-se os resultados
do pré-teste como controle. Resultado: Vinte e três profissionais participaram da capacitação, sendo eles
técnicos e auxiliares de enfermagem. Os dados apresentados estão analisados no pós-teste em relação ao préteste. Quanto a finalidade da EAK, contatou-se um aumento de 13,0% no total de acertos. Sobre o
conhecimento da equipe a respeito dos parâmetros avaliados pela EAK, observou-se melhora de 151% de
acertos se comparado ao total verificados no pré-teste. Após a realização da intervenção 100% da equipe
avaliava a aplicação da EAK como muito importante na SRPA. Houve melhora no índice de acertos a respeito do
conhecimento sobre os valores atribuídos de cada parâmetro avaliado pela EAK. Conclusão: A intervenção
gerou resultados positivos no que diz respeito ao aprendizado para aplicação da EAK na SRPA pelos funcionários
da enfermagem. Tal fato pode ser confirmado pelo aumento do percentual de acertos do pós-teste, comparado
ao pré-teste, bem como pelo discurso positivo em relação ao aprendizado adquirido pelos presentes. Sinaliza-se
a necessidade de investimento em educação continuada dos profissionais de enfermagem para o
aprimoramento da qualidade da assistência.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Sala de recuperação; Educação em saúde.
[169]
145 - RETENÇÃO URINÁRIA E SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PÓSOPERATÓRIO.
2
1
1
Autores:
Eloá Ribeiro Santana , Aila Maria Pereira Alves , Gylmara Bezerra de Menezes Silveira , Hermes Melo Teixeira
1
1
Batista , Iratyenne Maia da Silva Bentes
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
ISGH - Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar - Rua Socorro Gomes, 190, Guajeru, Fortaleza (CE),
HMSVP - Hospital Maternidade São Vicente de Paulo - Avenida Cel. João Coelho, 299, Centro, Barbalha (CE).
2
Introdução: Os pacientes em pós-operatório imediato possuem diversas características clínicas e quando são
admitidos na sala de recuperação pós-anestésica começam a surgir os sinais e sintomas em consequência dos
procedimentos cirúrgicos que afetam física e psicologicamente o paciente. A retenção urinária ocorre com
bastante frequência nesses pacientes, já que alguns anestésicos contribuem para o surgimento dessa condição
clínica. Objetivo: Analisar a incidência de retenção urinária no pós-operatório de pacientes das mais diversas
especialidades, correlacionando ao tipo de anestesia e a necessidade de sondagem vesical. Método: Esse
estudo se caracteriza como de natureza exploratória, descritiva, com abordagem quantitativa e foi realizada em
unidade hospitalar de alta complexidade no município do Juazeiro do Norte. A amostra foi constituída pelos
pacientes admitidos na sala de recuperação pós-anestésica que durante seu período de permanência
apresentaram retenção urinária. A análise dos dados foi demonstrada através de quadros relacionando com a
literatura pertinente. Resultado: Desta forma, observou-se que 4% dos pacientes que se submeteram a
raquianestesia, no período de Fevereiro a Março de 2014, apresentaram retenção urinária. Assim, o estudo
contribuiu para o crescimento do conhecimento científico da equipe do hospital em estudo, já que havia um
grande número de registros de ocorrência acerca de retenção urinária dos clientes submetidos a procedimentos
cirúrgicos que eram admitidos na unidade de internação, especialmente, nas unidades cirúrgicas. Isso
preocupava a equipe de enfermagem quanto à eficiência da sistematização, para que houvesse uma melhora da
qualidade da assistência, já que por muitas vezes, essas retenções eram acompanhadas por distensão e dor
suprapúbica. Conclusão: Através desses resultados pode-se identificar algumas intervenções que contribuíram
para solucionar esse diagnóstico de enfermagem, envolvendo toda a equipe multiprofissional e fazer com que a
equipe da unidade de internação entenda de maneira holística os aspectos envolvidos nessa condição clínica e
possam ser mais envolvidos nesse processo.
Palavras-chaves: Enfermagem; Incidência; Retenção urinária.
[170]
146 - RETENÇÃO URINÁRIA NA RECUPERAÇÃO ANESTÉSICA E RAQUIANESTESIA: DIAGNÓSTICO,
PREVENÇÃO E INTERVENÇÕES.
1
1
Autores:
Jacqueline Novais Silva , Mara Sílvia Almeida , Rachel Carvalho
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
FICSAE - Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein - Avenida Prof. Francisco Morato, 4.293,
Butantã, São Paulo (SP).
Introdução: Definida como acúmulo de urina na bexiga em decorrência da incapacidade da mesma se esvaziar,
a retenção urinária é apontada nos estudos como uma complicação pós-operatória, cuja incidência pode variar
de 3 a 40% e foi analisada neste trabalho, quando associada à raquianestesia, onde se mostra mais incidente. O
acúmulo de urina em excesso e a sua não eliminação, associa-se a graves complicações, de modo que a equipe
de enfermagem tem papel importante na assistência prestada, relacionada à promoção, prevenção e
intervenções frente aos possíveis problemas de eliminação urinária, tornando-se nescessária uma equipe
devidamente treinada e preparada para atuar, de forma a prevenir maiores complicações. Objetivo: Verificar a
ocorrência de retenção urinária em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos sob raquianestesia,
durante sua permanência na Recuperação Anestésica (RA) e propor medidas para prevenção, diagnóstico e
intervenções de enfermagem aos pacientes com retenção. Método: Estudo descritivo-exploratório,
retrospectivo, com análise quantitativa, realizado por meio da avaliação de prontuários de pacientes cirúrgicos
submetidos à raquianestesia que apresentaram retenção urinária no período pós-operatório imediato (POI)
durante sua permanência na RA, em um hospital privado, de extra porte, de São Paulo. A coleta de dados se deu
por meio de um formulário, preenchido pela primeira pesquisadora, frente à ocorrência de retenção, com base
nos registros constantes no prontuário. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da
instituição sede do estudo (CAAE-26150413.5.0000.0071), segundo recomendações da Resolução no466, de
12/12/2012. Resultado: Nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2013, dos 87 pacientes submetidos a
procedimentos cirúrgicos gerais sob raquianestesia, seis (6,9%) apresentaram retenção urinária diagnosticada
durante sua permanência na RA. Houve prevalência de retenção nos pacientes do sexo masculino (66,8%), com
predominância da faixa dos 31 aos 40 anos (66,8%); as cirurgias mais realizadas foram as de membros inferiores
(83,3%); o método anestésico mais incidente associado à raquianestesia foi a sedação (66,8%); cinco pacientes
(83,3%) receberam opioide associado ao bloqueio medular e apenas um (16,7%) não recebeu nenhum tipo de
opioide. A sondagem vesical de alívio foi realizada em quatro pacientes (66,8%) para o tratamento da retenção
urinária. Foi estabelecido um plano de cuidados com foco na prevenção, diagnóstico e intervenções de
enfermagem frente ao paciente com retenção urinária na recuperação. Conclusão: A retenção urinária teve
uma incidência considerável na amostra estudada, com prevalência no sexo masculino, submetidos a cirurgias
de membros inferiores, sob raquianestesia, associada à sedação, com uso de opioides. Os profissionais da
equipe de enfermagem devem realizar a avaliação pré e pós-operatória dos pacientes com risco de retenção
urinária, para que possa planejar os cuidados baseados na segurança e na qualidade do atendimento deste
paciente prevenindo-se, assim, as possíveis complicações relacionadas à retenção urinária.
Palavras-chaves: Retenção urinária; Período pós-operatório; Período de recuperação da anestesia;
Raquianestesia; Enfermagem em pós-anestésico.
[171]
147 - SEGURANÇA CIRÚRGICA É EXTREMAMENTE IMPORTANTE? UMA VISÃO DOS MEMBROS
DA EQUIPE
1
1
1
1
Autores:
Larissa Gutierres , Marizete Campioni , Kamily Calazans , Carla Aparecida Fernandes , Cássia Brasil
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HBS - Hospital Baia Sul - Rua Menino Deus, 63, Centro, Florianópolis (SC).
Introdução: Em 2007 foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o foco da melhoria da
segurança do ambiente cirúrgico, conhecida como “Cirurgia Segura Salvam Vidas”. Este protocolo utiliza como
ferramenta, a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica, com confirmações importantes pela equipe cirúrgica,
com o intuito de tornar as intervenções mais seguras para os pacientes. Objetivo: Identificar a taxa dos
profissionais da equipe cirúrgica que consideram extremamente importante a aplicação de cada item da Lista de
Verificação de Segurança Cirúrgica da OMS, criando estratégias de implantação. Método: Realizado um estudo
de campo descritivo quantitativo, em um hospital geral de médio porte no município de Florianópolis, junto aos
diferentes profissionais que compõe a equipe cirúrgica: Médico Cirurgião, Médico Anestesiologista, Enfermeiro,
Instrumentador Cirúrgico e Técnico de Enfermagem. Através da aplicação de um instrumento de coleta de
dados utilizando a escala de medida Likert de 5 pontos, variando de 1 (sem importância – Não Necessária) à 5
(extremamente importante – Imprescindível). Os profissionais atribuíram o grau de importância para cada um
dos 24 itens que compõe a Lista de Verificação, considerando a aplicação para todos os pacientes submetidos a
qualquer procedimento cirúrgico independente da complexidade. Os dados foram analisados de duas maneiras:
1) Análise da taxa de profissionais que consideraram extremamente importante a utilização completa da Lista
de Verificação. 2) Análise da taxa dos profissionais que consideraram extremamente importante cada um dos 24
itens subdivididos em: Etapa 1 – Antes da Indução Anestésica (7 perguntas), Etapa 2 – Antes da Incisão da Pele
(11 perguntas), Etapa 3 – Antes de Sair da Sala de Cirurgia (5 perguntas). Resultado: Foram incluídos na pesquisa
47 Médicos Cirurgiões, 18 Médicos Anestesiologistas, 7 Enfermeiros, 23 Instrumentadores e 27 Técnicos de
Enfermagem. Os resultados encontrados dos profissionais que consideraram extremamente importante a
utilização completa da Lista de Verificação foram: 64% dos Médicos Cirurgiões, 50% dos Médicos
Anestesiologistas, 100% dos Enfermeiros, 57% dos Instrumentadores, 48% dos Técnicos de Enfermagem. Na
análise estratificada por etapas, houve divergência na classificação: 36% dos Médicos Cirurgiões, 39% dos
Médicos Anestesiologistas, 86% dos Enfermeiros, 35% dos Instrumentadores, 22% dos Técnicos de Enfermagem,
consideram a Etapa I extremamente importante. 9% dos Médicos Cirurgiões, 6% dos Médicos Anestesiologistas,
14% dos Enfermeiros, 9% dos Instrumentadores, 11% dos Técnicos de Enfermagem, consideram a Etapa II
extremamente importante. 21% dos Médicos Cirurgiões, 17% dos Médicos Anestesiologistas, 71% dos
Enfermeiros, 22% dos Instrumentadores, 11% Técnico de Enfermagem consideram Etapa III extremamente
importante. Conclusão: O resultado do estudo refuta a hipótese que a equipe considera extremamente
importante a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica, pois a comparação da análise estratificada não
comprova o grau de importância apontado na análise global. Os membros da equipe tem o entendimento
diversificado sobre a importância de cada etapa, assim esse fato deve ser considerado no planejamento da
estratégia de implantação da Lista de Verificação. A etapa da Lista de Verificação com maior probabilidade de
adesão é a Etapa I. O Enfermeiro é o profissional que apresentou as maiores taxas em todas as etapas, podendo
assim ser multiplicador na estratégia de implantação.
Palavras-chaves: Equipe cirúrgica; Grau de importância; Cirurgia segura; Lista de verificação.
[172]
148 - SEGURANÇA DO PACIENTE CIRÚRGICO: EXPERIÊNCIA NA APLICAÇÃO DO CHECK-LIST EM
UM HOSPITAL FILANTRÓPICO NO SUL DO BRASIL.
1
1
Autores:
Luciane Cristina Feliciano , Mariana Bessa Martins , Marilia Ferrari Conchon
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HEL - Hospital Evangélico de Londrina - Avenida Bandeirantes, 618, Jardim Londrilar, Londrina (PR).
Introdução: A segurança do paciente é um desafio enfrentado pelos profissionais do bloco cirúrgico, pois
exige uma interação entre diversos processos de trabalho que interferem diretamente na qualidade do
serviço prestado. Utilizando-se de medidas simples e sistematizadas como a aplicação do check-list de
cirurgia segura, a instituição pode oferecer um atendimento de excelência. Objetivo: Descrever a
experiência na aplicação do check-list de cirurgia segura no centro cirúrgico de um hospital filantrópico do
sul do Brasil. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre os caminhos percorridos pela instituição
para a implantação e utilização do check-list de cirurgia segura, como ferramenta efetiva contra eventos
adversos ao paciente durante o procedimento anestésico cirúrgico. Esse estudo foi realizado a partir de
dados históricos da instituição e vivência dos profissionais (enfermeiras do bloco cirúrgico e
anestesiologistas) que iniciaram o processo de implantação do check-list. Resultado: A adoção do check-list
para cirurgia segura iniciou-se em março de 2009 por meio da iniciativa de um anestesiologista que pela sua
ampla experiência, conheceu essa estratégia que já ocorria mundialmente e propôs a utilização do método
na instituição. No início houve grande resistência por parte da equipe cirúgica como um todo, entretanto,
após o aumento das evidências científicas sobre a importância e efetividade da aplicação correta do checklist associado às adaptações do instrumento para a realidade da instituição, os benefícios da adoção dessa
estratégia começaram a surgir. Deve-se levar em conta que a instituição relatada é de nível terciário,
referência na região norte do estado para atendimento de todas as especialidades de alta complexidade o
que aumenta o movimento cirúrgico, principalmente as cirurgias de urgência, chegando a atingir 92% de
ocupação do bloco cirúrgico em horários comerciais. Atualmente a instituição adota um sistema
informatizado de gestão em saúde que permitiu incrementar a tecnologia na realização do check-list de
cirurgia segura, facilitando a visualização, porém em situações de urgência e emergência existe um fator
dificultador da realização e preenchimento do mesmo em tempo real a fim de não perder informações
importantes. Apesar das dificuldades enfrentadas na implantação e realização, observa-se que durante
todo esse tempo de execução do check-list não houve nenhum evento adverso com paciente ou
procedimento errado, além de aumentar a prevenção de eventuais complicações no ato anestésicocirúrgico já que as mesmas são detectadas anteriormente pela equipe que aplica o instrumento. Conclusão:
Apesar da resistência por parte de alguns profissionais ainda persistir, os benefícios da aplicação efetiva do
check-list de cirurgia segura ficam evidentes, já que a equipe cirúrgica criou um hábito na realização do
mesmo e a cultura de segurança vem se consolidando a cada dia na instituição. O fato da instituição ser
pioneira na aplicação desse instrumento no município, tornou-se um exemplo para outros serviços da
região que atendem ao paciente cirúrgico. Vale ressaltar ainda que o check-list trata-se de uma tecnologia
de fácil aplicabilidade e que não onera a instituição, gerando tantos benefícios quanto algumas tecnologias
de ponta que são comuns no bloco operatório.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Enfermagem perioperatória; Segurança do paciente.
[173]
149 - SEGURANÇA NO POSICIONAMENTO DO PACIENTE SUBMETIDO À CIRURGIA ROBÓTICA: RELATO
DE EXPERIÊNCIA VIVENCIADO POR ENFERMEIROS.
1
1
1
Autores:
Andre Santos Amorim , Evelyn Freitas Scarpioni , Cassiane Santana Lemos , Ana Lucia Silva Mirancos da Cunha
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
SBSHSL - Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês - Rua Dona Adma Jafet, 91, Bela Vista,
São Paulo (SP).
Introdução: A tecnologia robótica está cada vez mais inserida nos estabelecimentos de saúde, principalmente
em setores como o Centro Cirúrgico, que a emprega em diversas especialidades. A cirurgia com robô é realizada
de forma minimamente invasiva, o que pode diminuir o risco de sangramento no intra-operatório, menor tempo
de recuperação pós-operatória e redução dos custos de internação, mas, restrito a algumas instituições
brasileiras devido ao custo da tecnologia e necessidade de treinamento da equipe cirúrgica. O robô divide-se em
três partes conectadas entre si: o carro de visão (um rack com monitor que permite a visualização da cirurgia
pelos integrantes da equipe); o carro do paciente (braços articulados responsáveis em reproduzirem os
movimentos realizados pelo cirurgião); o console (uma base com controles onde o cirurgião, já fora de campo
estéril, comanda as ações do carro do paciente e realiza o procedimento cirúrgico propriamente dito). Na
instituição de estudo as especialidades que mais utilizam a cirurgia robótica são cabeça e pescoço,
gastrointestinais, urológicas e ginecológicas. Objetivo: Fazer um relato de experiência sobre a visão dos
Enfermeiros do Centro Cirúrgico em relação ao posicionamento de pacientes de cirurgia robótica e as medidas
de segurança empregadas no procedimento. Método: Descrição das dificuldades observadas por Enfermeiros
assistenciais de centro cirúrgico diante do posicionamento de pacientes de cirurgia robótica e suas intervenções,
em um hospital filantrópico de São Paulo no 2º semestre de 2014 até o 1° semestre de 2015. Resultado: Os
profissionais relataram que a presença do Enfermeiro em sala cirúrgica durante o posicionamento do paciente é
de suma importância, atuando diretamente com a equipe médica. Quando o enfermeiro não estava presente
para orientação e acompanhamento das ações, foram evidenciados a fixação inadequada de esparadrapo sobre
o tórax, que além de não fixar o paciente à mesa, ainda comprometia sua ventilação; lesões de pele pósoperatória; posicionamento inadequado e deslocamento do paciente na mesa cirúrgica; e dor ao término do
procedimento. No momento em que os enfermeiros passaram a acompanhar todos os procedimentos de
cirurgia robótica, medidas foram implementadas: utilização de colchão posicionador, o uso de curativo protetor
em locais de grande pressão, orientação da equipe médica e de enfermagem quanto ao posicionamento e
movimento do paciente em mesa operatória, e a proteção adequada do tórax. Conclusão: As mudanças
realizadas pela equipe de enfermagem em sala operatória colaboraram para elevar a segurança no
posicionamento em cirurgia robótica e demonstraram a importância da presença do Enfermeiro em sala
cirúrgica, com o conhecimento adequado sobre os riscos associados ao posicionamento e medidas de
prevenção de eventos adversos ao paciente. Além disso, os profissionais observaram a necessidade de
elaboração de um “check-list” que direcione os cuidados e padronize a assistência realizada.
Palavras-chaves: Cirurgia robótica; Assistência de enfermagem; Perioperatório.
[174]
1
150 - SENTIMENTOS E NECESSIDADES DOS PACIENTES NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO.
1
Autores:
Ana Paula Ribeiro Razera , Eliana Mara Braga
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
HRAC/USP - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP - Rua Silvio Marchione, 3-20,
2
Bauru (SP), FMB/UNESP - Faculdade de Medicina de Botucatu – Rua Prof. Montenegro Bairro, Distrito de
Rubião Junior, s/n, Botucatu (SP).
Introdução: Para ampliar o atendimento de enfermagem é preciso que a equipe esteja conscientizada e
preparada para fazer diferença no cuidado, compreendendo o paciente na sua complexidade. Na dinâmica da
assistência, o enfermeiro é responsável por orientar e sanar dúvidas pertinentes às intervenções, trazendo
tranquilidade e segurança às pessoas atendidas por meio de uma comunicação competente. Objetivo: Conhecer
os sentimentos e as necessidades dos pacientes cirúrgicos durante o período pós-operatório. Método: Estudo
transversal, descritivo, de abordagem qualitativa, o qual utilizou o referencial teórico da Comunicação
Interpessoal e a metodologia da Análise de Conteúdo. O estudo foi desenvolvido nas enfermarias cirúrgicas de
um hospital privado, no período de setembro de 2008 a março de 2009. Inicialmente, obteve-se a aprovação do
Comitê de Ética em Pesquisa, conforme ofício 390/08-CEP e, a seguir, foi solicitada aos participantes do estudo a
assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram entrevistados 16 participantes em período
pós-operatório mediato. Para a coleta de dados, foi utilizada a entrevista estruturada, por meio da questão:
Como você se sentiu durante a internação para a realização da cirurgia? As entrevistas foram gravadas em
aparelho de áudio digital e, na sequência, para melhor análise, o conteúdo das gravações foi transcrito. Em
relação à caracterização dos participantes, foi utilizada a estatística descritiva para estratificação dos resultados.
Para a análise qualitativa, foi realizada a inferência e interpretação dos conteúdos por categorias e similaridade.
Resultado: Fizeram parte deste estudo 16 indivíduos com faixa etária média de 56 anos de idade. Em relação ao
gênero e estado civil, 11 eram do gênero feminino e 5 do gênero masculino, 9 casados, 2 solteiros, 2 viúvos e 3
separados. De acordo com o tipo de cirurgia, 12 foram cirurgias eletivas, 3 de urgência e 1 de emergência, sendo
que a maior parte delas se concentrou nas especialidades de gastroenterologia e ortopedia e todas ocorreram
sem intercorrências no ato anestésico cirúrgico. O tempo médio de permanência dos pacientes em
hospitalização foi de 6 dias, variando de 3 a 8 dias. Os resultados deste estudo demonstraram que, quando os
pacientes foram atendidos em suas necessidades, sentiram-se bem cuidados e agradecidos aos profissionais de
saúde. Em contrapartida, mostraram que o relato de abandono, falta de preocupaçäo com suas necessidades,
nervosismo da equipe e falta de comunicação adequada geraram sentimentos de insegurança e insatisfação.
Conclusão: A proposta desse estudo foi desvelar os sentimentos e as necessidades dos pacientes cirúrgicos
permitindo que a equipe de enfermagem conheça seu papel fundamental, ou seja, possa praticar o cuidado
humanizado e a comunicação adequada a partir da interação efetiva com o paciente hospitalizado. Este estudo
concluiu-se que para os pacientes, os atributos mais importantes para um cuidado de qualidade estão voltados
aos aspectos interpessoais, os quais devem sempre respeitar e atender suas necessidades.
Palavras-chaves: Cuidados de enfermagem, Período pós-operatório; Comunicação; Relações interpessoais.
[175]
151 - SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM ATUANTES NO
BLOCO CIRÚRGICO.
1
2
1
Autores:
Mayra Ferreira Nascimento , Amanda Maritsa de Magalhães Oliveira , Felicialle Pereira da Silva , Sâmia Tavares
1
1
Rangel , Michelle Wogeley Vasconcelos Xavier
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HR - Hospital da Restauração - Avenida Governador Agamenon Magalhães, s/n – Derby, Recife (PE),
UFPE - Universidade Federal de Pernambuco - Avenida Professor Morais Rego, 1.235, Cidade Universitária,
Recife (PE).
2
Introdução: O trabalho na área da saúde em ambiente hospitalar caracteriza-se pela elevada carga de trabalho,
enfrentamento de situações conflitantes e limitantes, alto nível de tensão e de riscos para o profissional. Além
disso, a natureza laboral hospitalar envolve o enfrentamento de situações do morrer e sofrer ocasionam níveis
elevados de estresse e, como consequência, a síndrome de Burnout. A Síndrome de Burnout é considerada
como uma resposta emocional a situações de tensão e estresse crônico devido relacionamento intenso e
contato direto com outras pessoas, sendo composta por três dimensões conceitualmente distintas: exaustão
emocional, despersonalização e baixa autoestima. Objetivo: Avaliar as dimensões da Síndrome de Burnout na
equipe de enfermagem que atua no bloco cirúrgico. Método: Trata-se de um estudo de natureza exploratória e
descritiva com abordagem quantitativa, de corte transversal, no qual foi realizado em um hospital de referência.
A coleta de dados foi realizada com 30 técnicos de enfermagem do bloco cirúrgico, nos meses de setembro e
outubro de 2014, nos períodos diurno e noturno. O instrumento aplicado no estudo constou de um questionário
estruturado e auto-aplicável, composto por duas partes: questões sócio-demográficas e questões do Maslasch
Burnout Inventory (MBI) em sua versão HSS (Human Services Survey). Resultado: A maioria dos entrevistados
foram do sexo feminino (90%), com faixa etária entre 31 e 40 anos (46,7%), casados (56,7%), com filhos (80%) e
com o ensino médio (70%). Foi encontrada uma associação significativa entre a sobrecarga de trabalho e tempo
de profissão acima de 10 anos e um maior nível de exaustão emocional dos participantes, pois a maioria
trabalha entre 30 e 44h (70%) e os demais (30%) acima de 44h, podendo este dado refletir diretamente com o
surgimento da síndrome no setor. O estudo demonstrou que 6 (20%) trabalhadores da amostra possuem um
alto risco de desenvolvimento da doença, 14 (46,7%) médio risco e 10 (33,3%) um baixo nível de risco de
desenvolver a síndrome. Conclusão: A importância deste estudo consistiu em mensurar as dimensões do
Burnout relacionando-o a questões da saúde do trabalhador. Esta associação é relevante quando envolve os
trabalhadores da saúde que prestam assistência direta e contínua aos pacientes. Os técnicos de enfermagem
são a maioria na instituição e apresentaram índices significativos no que se refere às três dimensões da
Síndrome de Burnout. Embora o diagnóstico preciso da síndrome seja clínico e individual, os resultados podem
ser considerados como um alerta para a instituição em relação ao adoecimento desses profissionais.
Palavras-chaves: Rnfermagem de centro cirúrgico; Esgotamento profissional; Saúde do trabalhador.
[176]
152 - SISTEMA INFORMATIZADO DE GESTÃO EM SAÚDE: UMA INOVAÇÃO NO AGENDAMENTO
CIRÚRGICO.
1
1
1
Autores:
Luciane Cristina Feliciano , Marilia Ferrari Conchon , Mariana Bessa Martins , Fernanda Novaes Moreno
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
HEL - Hospital Evangélico de Londrina - Avenida Bandeirantes, 618, Jardim Londrilar, Londrina (PR).
Introdução: O agendamento cirúrgico é uma ferramenta gerencial utilizada pelo enfermeiro do bloco cirúrgico
para o planejamento e otimização do fluxo de cirurgias. Entretanto, para que o mesmo seja eficaz, é necessário
que o enfermeiro tenha uma visão intencional, além de lançar mão de estratégias e tecnologias que facilitem
esse processo. Objetivo: Descrever as alterações ocorridas no processo de agendamento de cirurgias após a
transição de um sistema eletrônico de realidade local, para um sistema informatizado de gestão em saúde.
Método: Estudo descritivo de abordagem quantitativa, realizado no Centro Cirúrgico de um hospital filantrópico
do sul do Brasil. A população de estudo foi composta de dados secundários coletados por meio de relatórios
disponíveis no novo sistema utilizado na instituição estudada, sendo que as informações analisadas referem-se
ao comparativo de quatro meses entre os períodos de Janeiro a Abril de 2014 e Janeiro a Abril de 2015.
Resultado: Após a implantação do sistema informatizado de gestão em saúde observou-se uma otimização do
agendamento cirúrgico, com aumento de produtividade além de aumento da capacidade instalada. No primeiro
período avaliado (2014) houve 4839 cirurgias, sendo que após a transição para a nova tecnologia de
agendamento (2015) ocorreu um aumento de 947 cirurgias, totalizando 5786 procedimentos cirúrgicos nesse
ano. Essa otimização pode ser relacionada à facilidade que o novo sistema informatizado possibilita, ao permitir
que o enfermeiro consiga estimar o tempo dos procedimentos, e assim realizar a programação cirúrgica de
forma mais fidedigna, diminuindo a ociosidade das salas operatórias. Ainda comparando os dois períodos acima
referidos, identifica-se aumento de 14,31 % na taxa de ocupação do bloco cirúrgico, já que no período avaliado
de 2014 a ocupação era de 69,16 % evoluindo para 83,47 % após a mudança do sistema de agendamento. A
superioridade do sistema informatizado de gestão em saúde fica evidente quando comparado ao sistema
anterior, considerando que aquele permite o cálculo fidedigno e em tempo real da taxa de ocupação do bloco
cirúrgico, além de permitir a integração com os demais setores de apoio como central de materiais esterilizados,
órteses e próteses médicas, além da farmácia satélite e setores de internação bem como unidades de terapia
intensiva. Conclusão: A utilização de um sistema informatizado de gestão em saúde como ferramenta para
otimização do agendamento cirúrgico permite que o enfermeiro do bloco operatório tenha uma visão global do
mapa cirúrgico, possibilitando ao mesmo uma tomada de decisão pautada em dados reais, além de permitir a
customização dos horários conforme a necessidade dos cirurgiões. A contribuição do novo sistema comprova-se
ainda de forma indireta, já que permite a diminuição dos atrasos para início cirúrgico, melhor atendendo o
cliente interno, o que retorna para a instituição em aumento de produtividade cirúrgica e consequente
acréscimo na receita hospitalar.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Gestão em saúde; Enfermagem perioperatória.
[177]
153 - SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA: IMPLEMENTAÇÃO NA
PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS PERIOPERATÓRIOS.
1,2
2
1,2
Autores:
Sandra Martins de França , Emanuela Batista Ferreira e Pereira , Sâmia Tavares Rangel , Alcione de Andrade
2
2
Lima , Wellinja Laura Matos Mendes
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HR - Hospital da Restauração - Avenida Agamenon Magalhães, s/n, Derby, Recife (PE),
UPE - Universidade de Pernambuco - Avenida Agamenon Magalhães, s/n, Santo Amaro, Recife (PE).
2
Introdução: O Processo de Enfermagem ou Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) representa uma
atividade deliberada, lógica e racional, por meio da qual a prática de enfermagem é desempenhada
sistematicamente. A legitimidade e os benefícios que a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)
proporciona ao paciente e profissionais de enfermagem influenciaram na criação de metodologias de
assistência centradas em momentos específicos, tais como os períodos vivenciados pelo paciente cirúrgico
criando a Sistematização de Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP), Diante a magnitude da SAEP,
para viabilizá-la é necessário implantar a assistência de enfermagem de maneira integral e particularizada,
documentando tais fases com o registro das ações do enfermeiro em um instrumento específico, apropriado
para todas as fases. Objetivo: Analisar o processo de implementação do instrumento de sistematização da
assistência de enfermagem perioperatória (SAEP) utilizado em um hospital universitário e investigar as
principais dificuldades e benefícios da referida metodologia sob a ótica dos enfermeiros perioperatórios.
Método: Trata-se de pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa. O cenário do estudo foi um Hospital
Universitário situado no Recife. Os sujeitos do estudo foram constituídos por enfermeiros perioperatórios que
atuam regularmente no centro cirúrgico (CC) e sala de recuperação anestésica do referido hospital (SRPA). Para
obtenção dos dados foi realizada uma entrevista utilizando o recurso do gravador contendo três questões
norteadoras. Resultado: Os resultados extraídos dos discursos proferidos pelos enfermeiros quanto ao processo
de implementação da SAEP no serviço possibilitou a construção de duas categorias: 1.Dificuldades para a
aplicação da SAEP que consistiam em: Ausência de continuidade na aplicação da SAEP, Condições de trabalho e
Falhas na identificação das atribuições dos enfermeiros. E 2.Benefícios provenientes da aplicação da SAEP:
Segurança do paciente, Qualidade da assistência ao paciente, Fonte de pesquisa acadêmica e Visibilidade do
papel do enfermeiro na assistência. Conclusão: As dificuldades encontradas na implantação da SAEP no hospital
em questão são as mesmas encontradas anteriormente em outras pesquisas. A aplicação da SAEP requer
dimensionamento e disponibilidade do profissional. A ausência de medidas administrativas que possibilitem sua
aplicação constitui-se em fator desmotivador para os mesmos interferindo na implementação da sistematização
resultando na falta de continuidade na aplicação do instrumento. A falta de definição de papéis é uma barreira,
pois, ao mesmo tempo em que o instrumento é aplicado repetidamente em um paciente, deixa-se de fazer a
entrevista com outros. Em contrapartida, os benefícios superaram as dificuldades, destacando-se a segurança
do paciente, tal protocolo preconiza a cirurgia segura que em conjuntura com a SAEP, integram e tornam
possível uma assistência de qualidade aos pacientes em todas as fases da experiência cirúrgica. Por fim o
instrumento como fonte de pesquisa corrobora a ideia de que a cada dia, mais profissionais de enfermagem
buscam o saber científico, agregando valores e reconhecimento à enfermagem.
Palavras-chaves: Enfermagem perioperatória; Equipe de enfermagem; Processos de enfermagem; Segurança do
paciente.
[178]
154 - SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA: UTILIZAÇÃO NA
PRÁTICA DE ENFERMEIROS EM HOSPITAIS.
1
1
1
Autores:
Berendina Elsina Bouwman Christóforo , Danise Paula Dias Coelho , Marlene Andrade Martins , Halany Pereira
1
de Souza Alves
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UFG - Universidade Federal de Goiás, Campus Cidade Universitária, BR 364, Km 195, 3.800, Jataí, Goiás (GO).
Introdução: No processo de trabalho do enfermeiro a implantação e utilização da sistematização da assistência
de enfermagem perioperatória (SAEP) deve ser considerada um fator de extrema importância, por ser uma
metodologia científica utilizada para planejar um cuidado individualizado, de acordo com cada tipo de cirurgia.
Do mesmo modo é uma ferramenta que favorece uma interação maior entre enfermeiro e paciente, visando à
qualidade da assistência envolvendo suas necessidades físicas e emocionais nos períodos pré-operatório,
transoperatório e pós-operatório e ainda atuando na prevenção de complicações do ato anestésico cirúrgico.
Objetivo: O objetivo da pesquisa foi avaliar a utilização da sistematização da assistência de enfermagem
perioperatória na prática dos enfermeiros de três unidades hospitalares de um município. Método: O método
utilizado foi um estudo descritivo transversal, com abordagem quantitativa, realizada com dezesseis
enfermeiros que trabalham em três unidades hospitalares de um município e atuam no período perioperatório.
Para a coleta de dados foi realizada uma entrevista estruturada com utilização de um instrumento, e depois
organizados e analisados em planilha Excel. O projeto foi aprovado de acordo com a Resolução n° 466/2012 e
acolhido pela CAAE n° 42530815.5.0000.5083. Resultado: Os resultados evidenciaram que 10 (62%)
profissionais utilizam a sistematização da assistência em seu processo de trabalho, porém todos referem ter
dificuldade com a operacionalização da mesma, 7 (70%) apontam que falta de recursos humanos é um fator
limitante, 6 (60%) alegam a falta de tempo como uma complicação e 8 (80%) a sobrecarga de trabalho. Os 6
(38%) profissionais que não utilizam a sistematização da mesma forma apontaram que tem dificuldade na sua
operacionalização, e destes 3 (19%) trabalham no centro cirúrgico. Em duas instituições existe um instrumento
pré-elaborado para a realização da sistematização da assistência. Dos entrevistados 10 (62%) acreditam que a
aplicação da metodologia melhora a qualidade da assistência e 5 (31%) que ajuda na organização do processo
de trabalho. Em relação à educação permanente sobre o tema, na instituição que trabalham 10 (63%) afirmam
que já participaram. Este estudo permitiu que se identificassem na prática assistencial fragilidades e dificuldades
na utilização e desenvolvimento da sistematização da assistência de enfermagem perioperatória, como
instrumento científico de trabalho; e embora os enfermeiros concordem que a utilização da metodologia
melhora a qualidade da assistência e ajuda na organização do serviço, nem todos os profissionais o aplicam em
seu processo de trabalho. Conclusão: Este trabalho contribui para a necessidade de uma reflexão em relação às
práticas de enfermagem, e a lacuna existente no conhecimento e habilidades práticas para operacionalização da
sistematização da assistência perioperatória.
Palavras-chaves: Assistência perioperatória; Processos de enfermagem; Unidades hospitalares.
[179]
155 - SITUAÇÃO ATUAL DOS DETERGENTES ENZIMÁTICOS NO BRASIL.
1
Autores:
Rosa Aires Borba Mesiano , Elenildes Silva Amorim
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - SIA Trecho 5, Area Especial 57, Bloco B, Brasilia (DF).
Introdução: Conforme RDC 55 de 2012, detergente enzimático é um produto cuja formulação contém, além de
um tensoativo, pelo menos uma enzima hidrolítica da subclasse das proteases, podendo ter outra enzima da
subclasse das amilases e demais componentes complementares, inclusive de outras enzimas, tendo como
finalidade remover a sujidade clínica e evitar a formação de compostos insolúveis na superfície de materiais. A
RDC acima, tornou obrigatório o registro dos detergentes enzimáticos, anteriormente apenas notificados
(regularização simplificada), com comprovação da atividade proteolítica e amilolítica, essa se presente na
formuação, como também de prover informações sobre as condições de uso do produto. Todos os produtos,
obrigatoriamente, devem apresentar protease na formulação. Objetivo: Avaliar a situação dos detergentes
enzimáticos registrados no país e disponibilizados no mercado. Método: Foram analisados todos os 55
processos de registro de detergentes enzimáticos publicados no Diário Oficial da União, até janeiro de 2015,
após 2 anos da RDC 55. Resultado: Do total de produtos analisados, 44 eram tanto para uso manual como
automatizado, 5 para uso apenas manual, 2 somente uso automatizado e 4 na forma de espuma, para uso como
emoliente. Quanto a validade do produto, 84% deles apresentaram 24 meses de validade, sendo encontrados
produtos com 9, 12, 16 e 18 meses de validade. A média da atividade proteolítica disponibilizada nos rótulos dos
produtos, foi de 0,15UP e amilolítica de 0,04UA. Apenas 3 produtos não continham amilase na formulação. A
temperatura da água para diluição do produto variou de 20oC a 55oC para o processo manual, e de 30oC a 60oC
para o automatizado. A diluição do produto/litro de água variou de 1,0mL a 8mL para o processo manual e
0,5mL a 8mL para o processo automatizado. O tempo médio de imersão dos artigos, no produto, foi de 5
minutos para ambos os processos. As formulações apresentaram até 4 tensoativos, componentes que
influenciam na quantidade de espuma do produto, sendo 93% de não iônicos, 5,58% aniônicos e 1,2% anfótero.
Os mais frequentes foram o nonilfenoletoxilado com 25,6% e o álcool laurílico com 15%. Conclusão: A
orientação quanto a temperatura da água foi um fator importante uma vez que a indicação anterior, quando
esses produtos eram apenas notificados, variava de temperatura ambiente a 90oC, o que torna a enzima pouco
viável. Contávamos com 250 produtos notificados, sem obrigatoriedade de comprovação da atividade
enzimática e a maioria com validade de 3 anos. A redução significativa de detergentes enzimáticos, quando do
cumprimento da RDC 55, além do tempo de validade menor para os produtos registrados, sugere que os
notificados poderiam não contar com enzima, em atividade, durante todo período de validade do produto. A
presença de maior porcentagem de tensoativos não iônicos em produtos registrados, em detrimento dos
notificados anteriormente, demonstra o interesse dos fabricantes de produtos, em produzir detergentes com
menos espuma, atendendo uma demanda dos profissionais de saúde. A presença, obrigatória, de protease nas
formulações e a disponibilidade de produtos apenas com essa enzima, demonstra a importância desse
componente, no processo de limpeza. Acreditamos que a proposta de órgãos do governo, de implantar medidas
de monitoramento e controle dos detergentes enzimáticos disponibilizados no mercado, irá garantir a eficácia e
segurança desses produtos além de contribuir com a redução das infecções hospitalares.
Palavras-chaves: Detergente; Detergente enzimático; Controle de infecção; Limpeza; Produto saneante.
[180]
156 - STAPHYLOCOCCUS AUREUS: DETECÇÃO EM PROFISSIONAIS QUE ATUAM EM CENTRO
CIRÚRGICO E UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA.
1
1,2
1
Autores:
Lisiane Paula Sordi lsordi , Cláudia Carina Conceição dos Santos , Elizete Maria de Souza Bueno , Ivana
1
1
Trevisan , Marcia Kuck
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS), IPA - Centro Universitário Metodista, Porto Alegre (RS).
Introdução: O Staphylococcus aureus é um microrganismo comumente encontrado na pele. Os cocos grampositivos como um grupo constituem a causa mais comum de infecções de sítio cirúrgico, sendo o
Staphylococcus aureus o organismo identificado com maior frequência. O mesmo é hemolítico, parasitário,
patogênico e coagulase-positivo. As infecções por esta bactéria pode levar a hospitalizações prolongadas e
resultar em morte, ele podem ser encontrados nas vias nasais de 30% a 50% da população adulta. As cavidades
nasais e faríngeas humanas são os reservatórios mais importantes que suprem continuamente o ambiente
externo. Objetivo: Identificar a colonização nasal por Staphylococcus aureus nos profissionais da unidade de
centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva em uma instituição hospitalar na região metropolitana de Porto
Alegre. Método: Trata-se de uma pesquisa epidemiológica descritiva transversal. A coleta de dados e material
(amostra nasal) foi obtida após assinatura do consentimento apresentado ao mesmo. Participaram da pesquisa
34 funcionários do centro cirúrgico e 72 funcionários da unidade de terapia intensiva, um total de 106
participantes. Resultado: Quando encontrado nos profissionais da sala de cirurgia mais amiúde nas vias
respiratórias, aumenta muito o potencial para infecções de sítio cirúrgico. Identificou-se a positividade das
amostras para Staphylococcus aureus em 11% dos funcionários da unidade de terapia intensiva e 18% dos
funcionários do centro cirúrgico, um total de 13% dos funcionários nas duas áreas pesquisadas. Sendo este um
dos principais causadores de infecções, onde os portadores podem eliminar este microrganismo e contaminar o
sítio cirúrgico. A partir do conhecimento do profissional quanto a sua condição de portador requer medidas para
descolonização, ampliando a percepção dos funcionários quanto ao controle das infecções e prevenções de
surtos. Com a estratégia de descolonização destes profissionais foi considerado necessário o uso de mupirocina
creme, antibiótico tópico utilizado nestes casos, assim como banhos com clorexidine degermante. Conclusão: A
análise dos dados colocou em evidência que não se pode deixar de considerar a necessidade de um ensino
voltado para a importância da prevenção e controle de infecções através do conhecimento dos princípios de
transmissão destes microrganismos. Entende-se que ampliar a visão dos profissionais envolvidos frente ao
controle das infecções por Staphylococcus aureus, através de tratamento, medidas educativas e capacitações
específicas, reflete positivamente na segurança e qualidade assistencial.
Palavras-chaves: Infecções de sítio cirúrgico; Staphylococcus aureus; Centro cirúrgico.
[181]
157 - SURTOS DE ENDOFTALMITE APÓS PROCEDIMENTOS OFTALMOLÓGICOS: UMA REVISÃO
DA LITERATURA.
1,2
Autores:
Reginaldo Adalberto Luz , Maria Clara Padoveze
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
FCMSC - Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo - Rua Doutor Cesário Motta Júnior, 61, Vila
2
Buarque, São Paulo (SP), EEUSP - Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo - Avenida Dr. Enéas de
Carvalho Aguiar, 419, São Paulo (SP).
Introdução: Endoftalmite é uma das principais complicações pós-operatórias em cirurgias oftalmológicas,
podendo até mesmo acarretar a cegueira. A despeito da baixa incidência endêmica, em situações de surtos
pode atingir elevado número de pacientes. A enfermagem pode ter papel relevante na prevenção, identificação
precoce e interrupção de surtos de endoftalmite. Objetivo: Identificar os relatos de surtos de endoftalmite, suas
características e os fatores modificáveis pela atuação da enfermagem. Método: Trata-se de uma revisão da
literatura, realizada em maio de 2015 por meio de pesquisa considerando o período de publicação a partir de
2005 nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE) e Literatura LatinoAmericana em Ciências da Saúde (LILACS) utilizando as palavras-chave em português e inglês e operador
boleano (endoftalmite “AND” surto) e (endophthtalmitis “AND” outbreak). A seleção dos artigos foi limitada aos
idiomas escritos em português, inglês e espanhol. Foram excluídos os artigos de revisão e artigos referentes ao
mesmo episódio de surto. Resultado: A busca captou 45 artigos, sendo 31 selecionados. O número de casos
variou de três a 47 com uma média de 13,9 casos por surto, tendo a maioria dos surtos ocorridos em um único
dia. Esta característica se deve ao fato de que nos serviços de oftalmologia muitas cirurgias são realizadas em
um único dia. Os principais procedimentos cirúrgicos envolvidos nos surtos foram a remoção da catarata e
injeção intravítrea, e os principais agentes etiológicos foram os microrganismos Gram-negativos, sobretudo as
Pseudomonas spp., seguido pelos fungos. Estes microrganismos não fazem parte da microbiota normal do olho
humano, sugerindo a origem em fontes extrínsecas aos pacientes. A detecção dos sinais e sintomas geralmente
ocorreu nos primeiros quatro dias após a cirurgia. Desta forma, o estabelecimento de um sistema de vigilância
epidemiológica ativa aumenta as chances de detecção e interrupção precoce de surto. O resultado visual após
as ocorrências demonstrou que mais da metade dos pacientes conseguiu apenas contar os dedos ou observar a
movimentação de mãos do avaliador ou detectar presença de luz no ambiente. Em média, 25% evoluíram para
cegueira total com a retirada do globo ocular ou de seu conteúdo interno. Dentre as fontes atribuídas às
infecções foram a contaminação durante o fracionamento de medicamentos (n=8), materiais ou medicamentos
com contaminação intrínseca e instrumental ou equipamentos contaminados (n=3 cada). É recomendável que
medicamentos para injeções intravítreo sejam fracionadas apenas em farmácias de manipulação devidamente
habilitada, disponibilizando uma dose única para cada aplicação em seringa acondicionada em embalagem
estéril. Outra recomendação diz respeito ao processamento dos materiais que devem ser esterilizados após
cada procedimento cirúrgico, inclusive as vias de irrigação e aspiração nas cirurgias de catarata. Conclusão:
Surtos de endoftalmite são mais comuns após cirurgias de catarata ou injeção intravítreo, levando a deficiências
visuais importantes ou cegueira. Surtos estão ligados a agentes etiológicos não comumente encontrados na
microbiota ocular e a maioria das fontes estão relacionadas aos processos de trabalho que são passíveis de
serem prevenidos. A equipe de enfermagem está envolvida na maioria destes processos, portanto, deve exercer
um papel determinante na prevenção, identificação precoce e interrupção destes eventos.
Palavras-chaves: Endoftalmite; Procedimentos cirúrgicos oftalmológicos; Enfermagem perioperatória; Infecção
da ferida operatória.
[182]
158 - SUSPENSÕES DE CIRURGIAS ELETIVAS EM UM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE.
1,2
2
1,2
Autores:
Sâmia Tavares Rangel , Emanuela Batista Ferreira e Pereira , Sandra Martins de França , Gabriela Wanderley
1,2
1,2
Souza e Silva , Jane Keyla Souza dos Santos
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HR - Hospital da Restauração - Avenida Governador Agamenon Magalhães, s/n, Derby, Recife (PE),
UPE - Universidade de Pernambuco - Avenida Agamenon Magalhães, s/n, Santo Amaro, Recife (PE).
2
Introdução: O ato cirúrgico é um acontecimento importante na vida de um indivíduo, pois após esse
procedimento, ele espera viver de forma mais saudável e com melhor qualidade de vida. O paciente, diante de
uma intervenção cirúrgica, vivencia momentos de temor diante da anestesia, do medo de invalidez, da
deformidade ou outras ameaças à imagem corporal, entre outros. Assim, o ato cirúrgico vem carregado de uma
carga emocional elevadíssima, a qual, se combinado com uma possível suspensão cirúrgica, pode reverter-se em
um estresse adicional e desnecessário. Objetivo: Identificar a taxa de suspensão de cirurgias eletivas e os
motivos de seu cancelamento, em um hospital de referência. Método: Trata-se de um estudo quantitativo,
retrospectivo com análise documental dos registros arquivados no Bloco Cirúrgico no período de Janeiro a
Março de 2015. O Bloco Cirúrgico é constituído por 13 salas operatórias que atendem cirurgias de diversas
especialidades (Buco-maxilo-facial, Geral, Neurocirurgia, Pediatria, Plástica, Traumatologia e Vascular).
Resultado: No período de Janeiro a Março de 2015 foram programadas 1787 cirurgias, das quais foram
realizadas 890, indicando uma taxa de suspensão de 50.2 %(897) cirurgias, sendo o mês de Março o de maior
suspensão principalmente nas seguintes especialidades: Geral, Neurocirurgia, Vascular e Traumatologia. Em
relação aos motivos de suspensões destacaram-se a falta de anestesista (48.3%), por decisão da equipe médica
(9.4%), não comparecimento dos cirurgiões (9.2%), paciente sem condições clínicas (6.2%) e falta de material no
hospital (9.4%). Conclusão: Com este estudo pretendeu-se fornecer subsídios para os profissionais de saúde e
gestores sobre uma realidade diariamente vivenciada, uma vez que é relevante a construção de indicadores
para a avaliação de desempenho dos serviços públicos de saúde, além de servir de parâmetros norteadores na
tomada de decisão para minimização da taxa de suspensão de cirurgias eletivas.
Palavras-chaves: Procedimentos cirúrgicos eletivos; Suspensão de tratamento; Indicadores de qualidade em
assistência.
[183]
159 - TENHO SEDE! VIVENCIA DO PACIENTE CIRÚRGICO NO PERÍODO PERIOPERATÓRIO.
1
1
Autores:
Larissa Cristina Jacovenco Rosa e Silva , Patricia Aroni , Ligia Fahl Fonseca
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
UEL - Universidade Estadual de Londrina - Avenida Robert Kock, 60, Londrina (PR).
Introdução: A sede configura-se como sintoma, definido como uma experiência subjetiva, que ocasiona
mudanças no funcionamento biopsicossocial, nas sensações ou na cognição de um indivíduo. O paciente no
perioperatório encontra-se suscetível a uma série de fatores que geram estresse, dentre eles a sede. Objetivo:
Desvelar a vivencia do paciente cirúrgico no perioperatório em relação à sede, na perspectiva da Teoria de
Manejo de Sintomas. Método: Estudo qualitativo, descritivo e exploratório, desenvolvido com 14 pacientes de
hospital universitário da região Sul do Brasil. Para análise dos discursos, utilizou-se o método do Discurso do
Sujeito Coletivo, tendo como referencial teórico a Teoria de Manejo de Sintomas. Resultado: Das análises
emergiram quatro categorias. Na primeira, O corpo manifestando a sede, o paciente relata, de forma intensa e
marcante, os sinais percebidos relacionados à sede: boca seca, lábios secos e rachados, alteração na composição
salivar e na percepção da textura da língua. O paciente utiliza-se de analogias como “cola na boca”, “gosto de
dipirona” e a menção da figura do camelo, remetendo-nos ao árido deserto, na tentativa de explicitar o
sintoma. Na perspectiva da Teoria de Manejo dos Sintomas, o paciente percebe a sede e seus sinais, avalia
como desconfortável, analisa sua causa, o tratamento e a repercussão em suas vidas, buscando em um processo
de reação à percepção da sede, maneiras de entender, explicar e controlar as alterações. Na segunda categoria,
Sentimentos vivenciados perante a sede, os discursos compreendem anseios/sensações relatadas. De acordo
com a Teoria de manejo de sintomas, a percepção do paciente reflete a intensidade e magnitude deste sintoma
na experiência cirúrgica, fato que independe do tipo de procedimento. A terceira categoria denomina-se:
Utilizando mecanismos de enfrentamento perante a sede. Na perspectiva da Teoria de Manejo de Sintomas as
pessoas reagem de diferentes maneiras diante de um estresse, dessa forma, cada paciente adota um modo de
enfrentamento da sede. As estratégias utilizadas pelos pacientes na tentativa de controlar o sintoma foram:
umedecer a boca com a própria saliva, utilização do sono na tentativa de esquecimento, focar o pensamento em
outras situações, ficar quieto, uso de doses extras de água junto com remédios, o bochecho com água e escovar
os dentes. A busca pela água torna-se uma necessidade tão premente que o paciente percebe a sede como
ameaça e cria estratégias de enfrentamento com o propósito de superá-la, por vezes planejando a quebra de
protocolos rígidos de jejum. Na quarta categoria: Percebendo as estratégias de manejo, nota-se estratégias
empíricas adotadas pela equipe como o ato de molhar a boca do paciente. Essa estratégia porém não se mostra
eficaz para mitigar a sede, instigando-o a desejar mais água. Na instituição do estudo, de acordo com novos
protocolos de segurança e manejo da sede, alguns pacientes relataram o uso do picolé de gelo como uma
alternativa agradável, eficaz e segura. Conclusão: A sede, enquanto sintoma influenciado por questões culturais,
individuais e subjetivas, é percebida e experienciada pelo paciente cirúrgico através de repercussões físicas e
emocionais. O resultado dessa vivencia são sentimentos permeados por angustia, sofrimento e até mesmo
impotência. A Teoria de Manejo de Sintomas permite analise mais aprofundada desse sintoma por auxiliar na
compreensão de sua multifatoriedade.
Palavras-chaves: Sede; Assistência perioperatória; Enfermagem perioperatória.
[184]
160 - TIME OUT: PRÁTICA ASSISTENCIAL PARA MELHORIA DA QUALIDADE E SEGURANÇA DO
PACIENTE CIRÚRGICO.
1
1
2
1
Autores:
Alvacy Rita Morais Leite , Luana Stela de Araujo Castro , Mary Gomes Silva , Marcia Viana de Almeida , Sharon
1
Lopes Pimenta
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HCP - Hospital Cardio Pulmonar Salvador Bahia - Avenida Anita Garibaldi, 2.199, Rio Vermelho, Salvador (BA),
EBMSP - Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Salvador (BA).
2
Introdução: A Organização Mundial de Saúde alertou sobre a necessidade de melhor atentar-se ao problema de
segurança do paciente, lançando em 2004 a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, em que o segundo
Desafio Global, “Cirurgias seguras salvam vidas”, tem como foco os fundamentos e práticas da segurança
cirúrgica e como objetivo, aumentar os padrões de qualidade almejados em serviços de saúde de qualquer lugar
do mundo e contempla a prevenção de infecções de sitio cirúrgico, anestesia segura, equipes cirúrgicas seguras
e indicadores da assistência cirúrgica. O Programa “Cirurgias Seguras salvam vidas” propôs a utilização de uma
lista de verificação de segurança, que deve ser empregado em qualquer hospital, independente da sua
complexidade. O checklist é uma ferramenta para melhoria da qualidade e segurança do paciente no processo
cirúrgico, bem como para redução de mortes cirúrgicas e complicações evitáveis. O checklist corresponde às
três etapas, o check in, time out e check out. Neste estudo destaca-se o Time out no processo para melhoria da
qualidade e segurança do paciente cirúrgico. Objetivo: Descrever as ações de melhorias na aplicabilidade do
Time Out, destinadas a segurança cirúrgica do paciente através de novas abordagens para uma maior adesão da
equipe multiprofissional e melhoria da qualidade da assistência. Método: Trata-se de um estudo com
abordagem quantitativa e qualitativa sobre a aplicação do time out no período intraoperatório, realizado no
centro cirúrgico, de um hospital de médio porte e de alta complexidade, no período de janeiro a dezembro de
2014, na cidade de Salvador-Bahia. Os dados foram coletados diariamente com aplicação de um formulário
estruturado pelas enfermeiras assistenciais do Centro Cirúrgico. Para tratamento dos dados foi utilizado o
programa Excel. Posteriormente foram realizadas análises descritivas (índices percentuais), utilizando-se tabelas
com frequências absolutas (n) e relativas (%). Resultado: Através da análise da taxa de aplicação do checklist de
cirurgia segura, verificou-se que durante os meses de janeiro a dezembro de 2014 a aplicação do time out
variou de 86% a 100%. Esse resultado demonstra a dificuldade na aplicabilidade no checklist por parte da equipe
multiprofissional. A partir dessa análise, identificaram-se algumas dificuldades na aplicação do time out
relacionada a equipe, ambiente cirúrgico e ao processo de trabalho. Diante dessas dificuldades algumas ações
de melhorias foram traçadas para alcançar a meta de 100% de aplicação do time out para o ano de 2015. Tais
como, a implantação da campanha de cirurgia segura no hospital, simulações realísticas envolvendo a equipe
multiprofissional, definição dos termos de urgência e emergência no protocolo de cirurgia segura,
acompanhamento mensal das taxas de realização do time out e ações de educação permanente. Essas ações
refletem o investimento na busca da qualidade e garantia de segurança nas intervenções cirúrgicas, que resulta
progressivamente em redução de complicações e da mortalidade ligada a procedimentos cirúrgicos para o
paciente. Conclusão: A necessidade de melhoria das taxas de aplicação do time out reflete o compromisso da
organização hospitalar quanto ao fortalecimento das ações destinadas a segurança do paciente cirúrgico e
atendimento a meta internacional de segurança do paciente – meta 4, reduzindo o número de erros,
aumentando a confiabilidade como um ponto essencial no atendimento a saúde de qualidade.
Palavras-chaves: Check list; Cirurgia segura; Segurança do paciente; Time Out.
[185]
161 - RESSONÂNCIA INTRAOPERATÓRIA: CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA SEGURANÇA DO
PACIENTE.
1
1
1
Autores:
Cassiane Santana Lemos , Silvana Menezes , Luiz Dias da silva , Ana Lucia Silva Mirancos da Cunha
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1
SBHSL - Sociedade Beneficente de Senhoras-Hospital Sirio Libanês - Rua Dona Adma Jafet, 91, Bela Vista,
São Paulo (SP).
Introdução: A ressonância intraoperatória (RI) é um grande avanço na área de neurocirurgia, indicada
principalmente em cirurgias para ressecção de tumores cerebrais. A RI permite o controle da extensão da
ressecção de lesões em áreas eloquentes (motora, sensitiva e linguagem) do cérebro. Objetivo: Descrever a
assistência de enfermagem realizada durante o procedimento de ressonância intraoperatória. Método: Este
estudo é um relato de experiência sobre os cuidados de enfermagem realizados no intraoperatório de
neurocirurgias, nas quais são utilizadas a RI, de um hospital privado de São Paulo. A sala de RI foi implantada em
2010 na instituição ao lado de uma sala específica para neurocirurgia, com a instalação de sistema de
neuronavegação que permite a visualização de regiões anatômicas e áreas eloquentes do cérebro. A equipe de
enfermagem foi treinada sobre os materiais e equipamentos utilizados durante o procedimento, cuidados
necessários para assistência ao paciente, além de orientação a equipe de engenharia para manuseio dos
dispositivos e acompanhamento durante a cirurgia. Resultado: Em 2014, 21 RI foram realizadas no hospital, 13
pacientes do sexo masculino e 8 pacientes do sexo feminino, com idade média de 45,1 anos (variação de 4 a 81
anos). O preparo da sala cirúrgica foi composto por: teste do equipamento de neuronavegação pela equipe de
engenharia clínica; mesa operatória Trumpf® com cabeceira Noras®; microscópio; aspirador ultrassônico e
bisturi bipolar; coxim de polímero para dorso; faixa de segurança que foi confeccionada de maneira
individualizada, a partir de sugestões dos profissionais que participaram das primeiras RI executadas; eletrodos
de carbono para monitorização; bombas de infusão Medrad®. Em relação aos cuidados com o paciente, o
mesmo foi posicionado em mesa cirúrgica com as proteções de pele; após intubação orotraqueal, o cirurgião
executava a neuronavegação para o delineamento da área a ser operada e localização da área de lesão. Durante
a transferência do paciente para sala da RI foi colocado filme estéril sobre a área de incisão pelo cirurgião,
posicionamento do capacete para o exame, cobertura da região cefálica com capa estéril; transferência do
paciente para maca de transporte e encaminhamento para sala de RI acompanhado do anestesiologista,
cirurgião, equipe de enfermagem e engenharia. Ao término do exame o paciente voltava para sala operatória e
o médico fazia o fechamento da pele, no caso de remoção completa da lesão, ou continuava a ressecção
cirúrgica. Conclusão: A RI é um importante avanço na área de intervenção cirúrgica intraoperatória. Desta
forma, o treinamento contínuo da equipe de enfermagem é essencial para a formação de conhecimento
científico e técnico sobre a tecnologia associada a RI, que favoreça uma assistência de qualidade ao paciente.
Palavras-chaves: Período intraoperatório; Enfermagem; Neurocirurgia.
[186]
162 - TREINAMENTO COM MONTAGEM DE CENÁRIO NO CENTRO CIRÚRGICO: RETENÇÃO DE
CONHECIMENTO E REDUÇÃO DE ACIDENTES BIOLÓGICOS.
1
1
1
Autores:
Viviane Pereira da Costa , Alzira Teixeira Machado , Érica Bandeira dos Santos , Maria Aparecida Quintino dos
1
1,1
Santos , Tatiane Rodrigues Torres
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HIAE - Hospital Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: As ações executadas durante a rotina no setor Pacientes Cirúrgicos, tem atividades desenvolvidas
pelos recursos humanos que atuam na área durante a desmontagem da sala. Com foco na saúde, qualidade de
vida dos colaboradores no ambiente de trabalho, minimizar os riscos ocupacionais envolvidos durante os
processos e práticas, analisando procedimentos operacionais padrões (POPs), indicadores relacionados a
acidentes biológicos, torna-se importante e indispensável o treinamento da equipe, para promoção de um
ambiente seguro. Objetivo: Estruturar um programa de treinamento para os auxiliares de enfermagem que
realizam a desmontagem da sala operatória, através da simulação realística com exposição aos riscos biológicos
específicos do Centro Cirúrgico (C.C), de um grande hospital privado de São Paulo- Brasil, visando analisar os
processos de desmontagem de sala operatória executado nesta área e implementar o treinamento, com a
finalidade de reduzir os acidentes biológicos entres os colaboradores, promovendo um ambiente seguro.
Método: Realizado o levantamento e análise dos indicadores de acidentes biológicos envolvendo auxiliares de
enfermagem do centro cirúrgico, referente aos anos de 2012, 2013 e 2014 (fornecidos pelo setor de Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT). Dentro deste cenário, constatado
a necessidade de implementação do treinamento para a diminuição da incidência dos acidentes biológicos
associados a desmontagem da sala operatória. Realizado a revisão dos POPs considerando as prioridades de
criticidade no setor e incidência de ocorrências, analisado as deficiências na execução destes protocolos. Após o
diagnóstico situacional foi elaborado um treinamento com a periodicidade quadrimestral, baseando em
simulação realística, através de cenário composto por acessórios de sala operatória: mesa cirúrgica com
instrumentais, perfurocortantes, secreção e fluidos corpóreos, caracterizados como os principais riscos
biológicos que frequentemente estão expostos. Em dezembro do ano de 2014 foi realizado o primeiro
treinamento, contemplando 90% do público alvo. Após este período realizado uma nova análise situacional para
avaliar e comprovar a eficácia do treinamento. Resultado: Após a elaboração e implementação do treinamento
e melhoria dentro dos processos de trabalho executados, não houve acidentes biológicos envolvendo auxiliares
de enfermagem durante o período analisado (janeiro a maio de 2015), em relação ao mesmo período do ano de
2012, 2013 e 2014. Evidenciou-se também a melhoria da segurança do ambiente de trabalho e a consequente
redução do índice de absenteísmo relacionado a acidentes biológicos durante este período. Conclusão: O
treinamento através da metodologia de simulação e exposição aos riscos, associada a melhorias continuas de
segurança do ambiente e condições de trabalho adequadas, estimulou atitudes seguras no dia a dia dos
colaboradores reduzindo o número de acidentes biológicos.
Palavras-chaves: Segurança do colaborador; Perfuro cortante; Centro cirúrgico.
[187]
163 - ÚLCERA POR PRESSÃO NO INTRA-OPERATÓRIO DE CRANIOTOMIAS.
1,2
1
Autores:
Vanessa Guarise Cunha , Ana Lucia Silva Mirancos da Cunha , Solange Diccini
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
2
HSL - Hospital Sirio Libanês - Rua Adma Jafet, 91, Bela Vista, São Paulo (SP),
UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo - Rua Sena Madureira, 1.500, São Paulo (SP).
2
Introdução: A úlcera por pressão (UP) é definida como uma lesão de pele e/ou tecido ou estrutura subjacente
resultante da pressão isolada ou combinada com fricção e/ou cisalhamento sobre uma proeminência óssea.
É classificada em estágios que vão de I a IV, de acordo com o tamanho e gravidade da lesão. Pacientes
submetidos a neurocirurgias podem desenvolver úlcera por pressão no período perioperatorio. O
posicionamento cirúrgico correto associado a dispositivos de proteção de pele minimizam o aparecimento de
UP. Objetivo: Relacionar o desenvolvimento de UP em pacientes submetidos a craniotomia na posição dorsal
com o uso de dispositivos de proteção de pele. Método: Este foi um estudo prospectivo realizado no Hospital
Sírio Libanês, São Paulo, Brazil. Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, submetidos a cirurgias eletivas de
craniotomia com tempo cirúrgico maior igual a duas horas, sem UP prévia e que mantivessem o decúbito dorsal
durante o procedimento cirúrgico. A Escala de Braden foi aplicada no pré-operatório. Após indução anestésica,
o paciente foi posicionado com dispositivos de proteção de pele ajustados ao corpo. Ao final da cirurgia esses
dispositivos foram retirados e a pele foi avaliada em relação ao desenvolvimento, local e estágio da UP. Esses
pacientes foram acompanhado até 72 horas após o procedimento. Resultado: Foram avaliados 83 pacientes. A
idade média foi de 48.50 anos (±14,081 years) e 60% dos pacientes eram do sexo masculino e todos
apresentaram a Escala de Braden maior que 21 pontos no pré-operatório. Durante a cirurgia, todos os pacientes
utilizaram como dispositivos de proteção de pele para o dorso, colchão soft foan associado com coxim de
polímero ou piramidal, os braços foram posicionados sobre braçadeiras associadas com coxim piramidal, foram
utilizados protetores de calcâneos de espuma piramidal, além de travesseiros de espuma para os joelhos. Em
90% dos pacientes a cabeça foi posicionada no dispositivo Mayfield. O tempo cirúrgico foi em média de 229,09
minutos (±124,610 minutes). Quanto ao porte da cirurgia, 56.6% dos pacientes foram classificados em porte II,
36,1% como porte III e 7.3% como porte IV. Ao termino da cirurgia 76% dos pacientes apresentaram UP, sendo
100% de grau I. Os locais da UP foram: olecrano (40.9%), calcâneo (22.7%), sacral (22.7%), região escapular
(4.9%), região glútea (4.5%) e trocanter (4.5%). Após 48 horas de procedimento um paciente apresentou UP
grau II em região de lábio e um paciente apresentou UP grau II em região de calcâneo. Os mesmo dados foram
encontrados apos 72 horas de procedimento. Conclusão: Este estudo avaliou a importância da utilização de
dispositivos de proteção de pele na prevenção de UP grau II, grau III e grau IV ao final da cirurgia. Estes dados
são de extrema importância e impactam na redução de morbimortalidade e custos na saúde. Os resultados
fornecem subsídios que podem contribuir para a melhoria da assistência prestada aos pacientes e para a
implementação de estratégias de redução de UP, com a criação e implementação de protocolos.
Palavras-chaves: Úlcera por pressão; Craniotomia; Intra-operatório.
[188]
164 - ULTRA-SOM ENDOBRÔNQUICO (EBUS) NO CENTRO CIRÚRGICO MINIMAMENTE INVASIVO:
ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM.
1
1
1,1
Autores:
Adriana Reis Silvestre Hirano , Jacqueline Novais da Silva , Adriana Lário , Viviane Pereira Costa
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1
HIAE - Hospital Albert Einstein - Avenida Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo (SP).
Introdução: A ecobroncoscopia e/ou ultra-som endobrônquico – EBUS fornece novas dimensões na realização
da broncoscopia. É possível visualizar e avaliar de modo minimamente invasivo estruturas além da parede
brônquica ao redor da traqueia e/ou dos brônquios. Gânglios linfáticos ou lesões externas das vias aéreas
brônquicas não visíveis ao exame de broncoscopia convencional é exemplo do recurso. É realizado sob sedação
venosa ou anestesia geral, além de anestesia local das vias respiratórias. A técnica anestésica promove conforto
ao paciente e efetividade do procedimento minimante invasivo. Possibilita amostragem, análise do tecido em
tempo real e realização em nível ambulatorial. Assim o paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia da
internação. O exame realizado no Centro Cirúrgico Minimamente Invasivo (CCMI) visa cirurgia segura, processo
otimizado e menor exposição do paciente aos riscos de infecção. Objetivo: Descrever o processo cirúrgico do
exame EBUS e atuação da equipe de enfermagem, e elencar os insumos para sistematização da prática.
Método: Relato de experiência realizado no CCMI de um hospital extra porte da rede privada localizado na
cidade de São Paulo - Brasil. O foco e descrever as ações realizadas pela equipe de enfermagem no
procedimento cirúrgico e exame EBUS; preparo do paciente iniciado pela indução anestésica e a disponibilização
dos insumos de forma metodizada e uniformizada. O equipamento EBUS tem alta especificidade tecnológica
para avaliação das estruturas ao redor das vias respiratórias inferiores. É realizado com agulha de punção guiada
22G, específica para ultrassonografia e diagnóstico de doenças inflamatórias, infecciosas ou de tumores. Isto
permite em tempo real a amostragem e análise do tecido através do médico patologista o que impacta no
diagnóstico e tratamento. Resultado: O exame EBUS no CCMI foi efetivado para garantia e qualidade do
procedimento e assistência de enfermagem com excelência de prática. O passo inicial da atividade foi o
treinamento e capacitação da equipe de enfermagem para atuar em consonância com a equipe médica e
manipular adequadamente o equipamento; sistematização da prática. A equipe multidisciplinar envolvida no
processo em sala operatória é composta por enfermeiro, médicos, técnico de enfermagem, auxiliar de farmácia,
engenharia clinica e Centro de Material Esterilização (CME). Os fatores demonstram a importância do
enfermeiro e equipe de enfermagem durante montagem da SO e assistência para o exame. Transcorre com
minimização do tempo cirúrgico e conformidade de padrões. A proficiência dos envolvidos é fundamental para a
segurança e qualidade do atendimento ao paciente submetido ao exame. O advento do exame ao ambiente
cirúrgico comprovou ser eficaz por corroborar com o programa de “Tolerância Zero Infecção” e qualidade para
Cirurgia Segura. Conclusão: Este processo iniciado em 18/06/13 á 27/02/2015. A casuística de 43 exames. Foi
comprovado o alto nível de excelência na assistência, otimização de recursos de alta tecnologia com
aprimoramento dos recursos humanos. Os resultados obtidos com este estudo demonstraram que a
implementação do exame EBUS no CCMI foi efetiva e encontra-se em franca progressão e ampliação do escopo
no ambiente cirúrgico.
Palavras-chaves: Centro cirúrgico; Enfermagem; Ultra som endobronquico.
[189]
165 - UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL EM TRABALHADORES DA
ENFERMAGEM.
1
1
1
1
Autores:
Nathanye Crystal Stanganelli , Renata Perfeito Ribeiro , Caroline Vieira Claudio , Júlia Trevisan Martins ,
1
Patricia Helena Vivan Ribeiro
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
UEL - Universidade Estadual de Londrina - Rod Celso Garcia Cid, Pr 445, Km 380, Londrina (PR).
Introdução: O trabalhador da área da saúde este diariamente exposto a riscos ambientais e ocupacionais,
dentre estes destaca-se os riscos biológicos. A exposição a estes riscos é considerada a mais frequente e a mais
grave entre a categoria da enfermagem devido ao risco de transmissão de vírus e bactérias, além de causar o
afastamento precoce do trabalhador das suas atividades de forma parcial ou total. Para diminuir esses riscos
utilizar os Equipamentos de Proteção Individual que têm como função a proteção contra os riscos que ameaçam
a sua saúde. Objetivo: Avaliar o uso dos equipamentos de proteção individual pelos trabalhadores de
enfermagem durante a realização de procedimentos que os exponham aos fluídos biológicos. Método: É um
estudo observacional, transversal, descritivo, com abordagem quantitativa. Realizado em um hospital publico no
norte do Paraná, nos seguintes setores: centro cirúrgico, central de material e esterilização, unidade de terapia
intensiva e pronto socorro. A coleta de dados foi realizada de janeiro a maio de 2014 com o uso de um check list
pré-elaborado, com os Equipamentos de proteção individual necessários para cada procedimento de
enfermagem. Para a inclusão no estudo os participantes deveriam ser trabalhadores de enfermagem e foram
excluídos todos os alunos, docentes, trabalhadores que estivessem de férias, licença ou se aposentaram. Os
dados foram tabulados em Excel 2007. Resultado: Foram observados 201 procedimentos de enfermagem. No
centro cirúrgico o uso da luva de procedimento teve maior adesão (97%), porém, o uso do sapato fechado,
óculos e luva de borracha não foram utilizados nenhuma vez. Na central de material e esterilização não houve
adesão as luvas de borracha, sapato fechado e óculos durante a realização do trabalho no expurgo. Na unidade
de terapia intensiva e no pronto socorro, para a realização de curativos, as luvas de procedimento foram
utilizadas por todos os trabalhadores (100%), mas o uso dos óculos apresentou baixa adesão por parte dos
trabalhadores (0,86%). Conclusão: Pode-se afirmar que trabalhadores de enfermagem não estão utilizando
todos os Equipamentos de Proteção Individual preconizados para os procedimentos realizados.
Palavras-chaves: Equipamentos de proteção; Equipe de enfermagem; Prevenção de acidentes; saúde do
trabalhador.
[190]
166 - UTILIZAÇÃO DO SISTEMA BLOCHOS COMO FERRAMENTA GERENCIAL NA UNIDADE DE
CENTRO CIRÚRGICO.
1
1,1
Autores:
Christiane Sayuri Ito Yonekura , Denise Rodrigues Costa Schmidt , Valeria Maria Gataz Sguario
1,1,1,1
1,1,1,1
Cristina Galbiati Parminonde Elias
, Simeire Antonieli dos Santos Faleiros
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1,1
, Adriana
UEL - Universidade Estadual de Londrina - Rua Robert Koch, 60, Londrina (PR).
Introdução: A preocupação com a qualidade da assistência em serviços de saúde vem levando gestores e
profissionais desta área a buscar medidas para a melhoria dos processos de trabalho. A utilização de indicadores
vêm sendo frequentemente utilizada pelas instituições ao longo dos anos como ferramenta de medida de
desempenho que auxiliam a compreensão e complementam práticas renovadas na gestão das organizações de
saúde. Na enfermagem, inúmeros indicadores podem ser utilizados para mensurar a qualidade da assistência e
dos processos de trabalho. No centro cirúrgico (CC), a medida do bom desempenho está diretamente
relacionada com a qualidade dos processos de trabalho e com a qualidade dos processos dos serviços que o
apóiam, como consequência de uma combinação entre instalações físicas, tecnologia e equipamentos
adequados operados por servidores habilitados, treinados e competentes. Atualmente, estudos que abordam os
principais indicadores em CC, tais como, taxa de ocupação, tempo médio de duração das cirurgias, capacidade
operacional do CC, taxa de cancelamento, tempo médio de limpeza de sala e intervalo entre cirurgias (turnover)
têm sido realizados com maior frequência. Sendo assim, os enfermeiros do CC do hospital em estudo passaram
a utilizar o mapeamento desses indicadores por meio de um software denominado Sistema Informatizado de
Gestão Hospitalar – módulo Blochos®, com o intuito de melhorar a qualidade das informações relativas ao
funcionamento da unidade, de compreender o processo de trabalho com maior eficácia e de aumentar os
índices de produtividade para uma intervenção mais efetiva. Objetivo: Mensurar os indicadores de desempenho
na gestão de enfermagem no CC, por meio da utilização do Sistema de Informação de Gestão Hospitalar,
módulo Blochos®. Método: Pesquisa descritiva, de natureza exploratória e abordagem quantitativa, realizada na
unidade de CC de um hospital escola público. A coleta de dados ocorreu no período de janeiro a março de 2015.
A análise dos dados foi realizada por meio de taxas e média, utilizando-se as informações contidas no Sistema
de Informação de Gestão Hospitalar, módulo Blochos®. Para o cálculo dos indicadores utilizaram-se os seguintes
valores: tempo de limpeza de sala de 20 minutos; tempo de funcionamento do setor de 88 horas e tempo de
funcionamento do setor em finais de semana e feriados de 48 horas. Resultado: Realizaram-se 1272 cirurgias no
período analisado, com média de 14,13 cirurgias por dia. Ortopedia e obstetrícia foram as clínicas com maior
volume cirúrgico, 20,88% e 16,12% respectivamente. A taxa de ocupação do CC foi de 59%; taxa de ocupação de
cirurgias classificadas em Porte 1 de 74,89% e taxa de cancelamento cirúrgico igual a 6,6%; sendo 17,73% a
favor de urgências ou emergências. O tempo médio de permanência do paciente em sala cirúrgica foi de 3 horas
e 6 minutos, sendo a maior taxa de ocupação de sala no período da tarde (40,32%). O tempo médio de
recuperação do paciente foi de 40 minutos. Conclusão: Concluiu-se que a monitorização dos indicadores em CC
permite a avaliação global do desenvolvimento da unidade, permitindo controle e reformulação do processo de
trabalho.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro cirúrgico; Indicadores.
[191]
167 - VISIBILIDADE DAS AÇÕES REALIZADAS PELO CENTRO CIRÚRGICO, COM ÊNFASE NA SEGURANÇA
DO PACIENTE.
1
1,1
Autores:
Viviane Godoy Galhardo , Aline Korki Arrabal Garcia , Denise Rodrigues Costa Schmidt
1,1,1,1
1,1,1,1
Galbiati Parminonde Elias
, Dolores Ferreira de Melo Lopes
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
1,1,1
, Adriana Cristina
UEL - Universidade Estadual de Londrina - Avenida Robert Koch, 60, Londrina (PR).
Introdução: Cirurgia segura iniciou-se em 2004 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com a campanha
“Aliança Mundial para a Segurança do Paciente”, visando à conscientização para melhora da segurança no
cuidado e nos procedimentos, desenvolvendo estratégias e políticas na atenção à saúde. No Centro Cirúrgico
(CC) lançou-se a campanha mundial sobre os riscos à segurança do paciente cirúrgico com o tema “Cirurgia
Segura Salva Vidas”. Especialistas perioperatórios prepararam uma lista de verificação denominada check–list
composta de três etapas: antes da indução anestésica; antes da incisão cirúrgica; antes do paciente sair da sala
cirúrgica. Este é realizado pela equipe multiprofissional, em voz alta, com o intuído de apresentar aos membros
da sala cirúrgica o paciente, evitando o estresse provocado por situações inesperadas e assegurando o
procedimento. A semana de enfermagem do Hospital Universitário de Londrina (HUL), iniciou-se dia 12 de Maio,
com ciclo de palestras e stands confeccionados pelos setores, com o tema “Segurança do paciente”,
participando convidados internos e externos. Objetivo: Aumentar a visibilidade de ações realizadas por
auxiliares e técnicos de enfermagem, enfermeiros, docentes e residentes de enfermagem perioperatória com
ênfase na segurança do paciente cirúrgico. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre a participação
de enfermeiros, docentes e residentes de enfermagem periperatória, na preparação de stand sobre cirurgia
segura durante a comemoração da semana de enfermagem do HUL. Os conteúdos abordados foram baseados
nas narrativas da rotina da realização do check-list durante a permanência do paciente no ambiente cirúrgico.
Resultado: Nos dias 13 e 14 de Maio o CC responsabilizou-se pela confecção do stand sobre o tema Cirurgia
Segura, participaram 373 convidados. O stand foi dividido em três partes: Pré-operatório, Transoperatório e
Pós-operatório. Na primeira etapa foram focados os cuidados que as unidades devem ter com paciente antes de
encaminhá-lo ao CC e o check-list realizado na sua admissão, com abordagem visual. Na etapa do
transoperatório, confeccionou-se um quadro com dimensões inferiores aos originais das salas cirúrgicas, para
simulação dinâmica da realização do check-list com os participantes. Após apresentou-se um vídeo sobre o
check-list em outras realidades hospitares. A última etapa compreendeu o período pós-operatório, abordando o
check-list realizado antes da saída do paciente para a sala de recuperação anestésica. Para finalizar, foi
apresentado um portfólio com imagens e fatos de negligencias de profissionais do meio perioperatório
noticiados pela mídia. Ao término das três etapas, realizou-se uma dinâmica sobre a importância do termo de
consentimento, criado e adaptado para profissionais de saúde, ressaltando a importância dos cuidados préoperatórios e as consequências do preparo inadequado. Os participantes da semana escreveram frases sobre o
tema, no qual os vencedores receberam prêmios. Conclusão: O objetivo proposto pelo evento foi atingido, este
consistia em aumentar a visibilidade das ações realizadas pelo CC na segurança do paciente e obter maior
responsabilidade dos profissionais nos cuidados pré-operatórios. O evento teve repercussão satisfatória dentro
da instituição melhorando a qualidade do serviço.
Palavras-chaves: Enfermagem; Centro cirúrgico; Cirurgia segura.
[192]
168 - VIVÊNCIA DO ENFERMEIRO NA GESTÃO DE UM CENTRO CIRÚRGICO DE MÉDIA E ALTA
COMPLEXIDADE: DESAFIOS E PERSPECTIVAS.
1
1
1
Autores:
Fagner de Sousa Macedo , Brenna Emmanuella de Carvalho , Maria Zélia de Araújo Madeira , Cândida Danyelle
1
Silva Leôncio
Instituição:
1
E-mail:
[email protected]
HU-UFPi - Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí Campos Universitário Petrônio Portela s/n,
B. Ininga, Teresina (PI).
Introdução: Os hospitais Universitários são instituições que possuem como principais funções o ensino e a
pesquisa para formação de profissionais de saúde e desenvolvimento de novas tecnologias. O centro cirúrgico é
reconhecido como uma das unidades mais complexas, é um ambiente que a dinâmica dos serviços, fluxos e
gerenciamento exigem dos profissionais alto nível de conhecimento e dedicação para proporcionar uma
assistência adequada e humanizada ao cliente, ao acolhimento da equipe cirúrgica e às necessidades do setor.
Objetivo: Relatar a vivência do enfermeiro na gestão de um centro cirúrgico de média e alta complexidade de
um Hospital Universitário no Nordeste do Brasil. Método: O presente estudo se caracteriza como descritivo e
narrativo a partir de uma reflexão sobre a experiência do enfermeiro frente à gestão do Centro Cirúrgico de um
Hospital Universitário de média e alta complexidade de uma capital do Nordeste do Brasil. A análise foi feita no
período de fevereiro a abril de 2015. Para a apreciação dos resultados utilizou- se a divisão por seções para a
discussão de assuntos que foram enquadrados de acordo com a relação do gerenciamento de enfermagem e o
funcionamento do setor. Nestes, foram apresentados os desafios para os avanços, assim como as dificuldades
enfrentadas pelo enfermeiro no exercício da gestão e liderança, além das suas expectativas futuras para uma
melhoria contínua. Resultado: A princípio foi elaborado um relatório descritivo das condições em que o Centro
Cirúrgico se encontrava no início da gestão. Em seguida buscou-se na literatura todas as informações
necessárias para a implantação de um serviço de referência de média e alta complexidade e realizado um
planejamento de ações voltadas para a eficácia do funcionamento. Para tal, medidas cabíveis foram tomadas
tais como, a realização do dimensionamento da equipe multiprofissional; a formulação de etapas para a
manutenção e aquisição de materiais, equipamentos e insumos; elaboração e implantação de protocolos
operacionais padrões e fluxos assistenciais específicos, além do gerenciamento de informações a partir de um
módulo operacional proposto.Como resultados das medidas até então estabelecidas, foi verificado um aumento
de 212% de cirurgias no decorrer de um ano,além da implantação dos serviços de ortopedia e cirurgia cardíaca;
e o início da informatização como maneira de consolidar as informações referentes aos procedimentos
cirúrgicos, gerenciamento de custos e produção de dados estatísticos.É necessário frisar, que não diferente de
outros hospitais públicos, há ainda algumas dificuldades em relação ao andamento do setor,uma vez que
depende diretamente de outros serviços o que impossibilita uma maior agilidade nas metas estabelecidas. Mas
ainda assim, os resultados até então alcançados servem de incentivo e perspectiva para melhoria da qualidade
do serviço oferecido. Conclusão: Deste modo, o presente estudo servirá como fonte de pesquisa para aqueles
enfermeiros que desempenham ou que tenham interesse em funções gerenciais e assistenciais dentro de um
bloco cirúrgico, bem como ressaltar as estratégias utilizadas para o planejamento, enfocando a importância da
implantação de um sistema informação para a excelência de seus serviços.
Palavras-chaves: Administração de serviço de saúde; Centro cirúrgico; Enfermagem, Gestão hospitalar.
[193]
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