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XX Semana de Filosofia
XXX Anos do Departamento de Filosofia
Minicursos
I.
A crítica da crítica:
Foucault e Deleuze como herdeiros de Kant
Ministrante: Rodrigo Guimarães Nunes (PUC-RS)
Carga horária: 6 hs
Vagas: 30
Ementa:
Qual é a importância da crítica kantiana para a filosofia francesa contemporânea?
Quanto há de ruptura entre as duas, quanto de continuidade? Este mini-curso
examina a relação de Michel Foucault e Gilles Deleuze com a filosofia
transcendental, até que ponto as críticas que ambos fazem de Kant são
determinantes na elaboração de seus próprios projetos filosóficos, e em que sentido
as problemáticas que desenvolvem são herdeiras do projeto kantiano.
Referências bibliográficas:
 Deleuze, Gilles. A Filosofia Crítica de Kant.
 Deleuze, Gilles. Diferença e Repetição.
 Foucault, Michel. As Palavras e as Coisas.
 Kant, Immanuel. Crítica da Razão Pura.
 Kant, Immanuel. Crítica da Faculdade do Juízo.
II.
A ontologia do presente
e as artes da existência em Foucault
Ministrante: Maria Fernanda Cardoso Santos (UFRN)
Carga horária: 8 hs
Vagas: 30
Ementa:
Este mini-curso tratará da articulação entre a ontologia do presente e as artes da
existência, explicitando essa conexão e, ao mesmo tempo, esclarecendo estas duas
noções fundamentais no pensamento foucaultiano. A articulação se faz em torno de
algumas perguntas, a saber: existiria uma ontologia em Foucault? se ontologia é o
“estudo sobre o ser”, em que sentido Foucault faria uma ontologia do presente – de
que “ser” se fala neste caso e por que se vincula ao presente? E, por último: qual
seria a relação entre a ontologia do presente e ética que se delineia em torno à ideia
do cuidado de si e das artes da existência? Ao redor dessas perguntas se tece uma
primeira articulação – entre ontologia do presente e a genealogia empreendida por
Foucault – e a partir dessa relação, na qual se sobressai a perspectiva genealógica de
Foucault como uma ontologia, se apresenta o posicionamento ético foucaultiano,
que aponta para uma hermenêutica do sujeito e as relações decorrentes dessa
interpretação – alteridade, artes da existência, cuidado de si e conhecimento de si.
No decorrer do mini-curso a conexão entre o pensamento de Nietzsche e o de
Foucault é ressaltada, tanto no campo da ontologia do presente, como no da ética do
cuidado de si.
Objetivo: Explicitar as noções de Ontologia do Presente e Artes da Existência em
Foucault e conectar ambas entre si.
Metodologia: Leitura de textos e debates
Conteúdo programático
Aula 1:
1. A Ontologia do Presente – introdução e leitura de trechos do texto
“Nietzsche, a Genealogia e a História”, de Foucault, e do prefácio da
Genealogia da Moral, de Nietzsche
2. Presença da perspectiva arqueogenealógica de Foucault no conjunto de
sua obra
Aula 2
1. A Hermenêutica do Sujeito - o cuidado de si e as artes da existência
2. Liberdade, sujeito e poder como eixos pensamento de Foucault
Bibliografia
NIETZSCHE, F., Genealogia da Moral, São Paulo: Editora Brasiliense, 1988
FOUCAULT, M., Microfísica do Poder, Rio de Janeiro: Graal, 1979
_____________, Resumo dos Cursos do Collège de France (1970-1982), Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994
_____________, A Hermenêutica do Sujeito, São Paulo: Martins Fontes, 2006
______________, “Estética da Existência” in: Ditos & Escritos V, Rio de
Janeiro: Forense Universitária, 2004
VEIGA-NETO, A., Foucault & a Educação, Belo Horizonte: Autêntica,2005
III.
A Filosofia no Ensino Médio
Ministrante: Bárbara Romeika Rodrigues Marques (UFRN)
Carga horária: 8 hs
Vagas: 30
Ementa:
O mini-curso tem o propósito de refletir sobre a inserção da Filosofia como disciplina
obrigatória no Ensino Médio.
Para tal, parte da configuração do mundo moderno a partir de duas interpretações: com
Hannah Arendt, a intenção é colher seu entendimento do mundo onde este rompe com o
legado da tradição e pende à instrumentalização do conhecimento. O saber, nesse ambiente
a que chama mundo moderno, é reconfigurado e só se valida quando aliado ao fazer. O
conhecimento atrelado aos valores e sentidos cede espaço à necessidade do domínio de um
saber direcionado, aplicável ao mercado de trabalho. Como, então, pensar a Filosofia
quando da obrigatoriedade do seu ensino em sala de aula de nível médio, um ambiente por
si já tão arraigado dentre as características de utilidade configuradas em nosso tempo?
Nietzsche, também, irá respaldar esta discussão quando vem a problematizar a educação em
seu tempo e quando tece uma crítica ao perigo da banalização e os riscos da repetição e da
ausência de significados para a atividade filosófica. A atividade criativa, dessa feita, abre
espaço tanto ao imperativo da produção e consumo como à práticas filosóficas desvirtuadas.
Partindo desse solo interpretativo, deriva a intenção de entender o papel da Filosofia em
tempos assim retratados e que se constitui, sobretudo, na configuração do nosso tempo. E,
ainda mais especificamente, o que significa a retomada essa atividade filosófica como
componente curricular obrigatório aos alunos do ensino médio?
Para além da pretensão de abarcar o legado conceitual sobre o assunto e suas configurações
distintas, é intenção deste mini-curso suscitar entre os participantes entendimentos sobre
uma problemática que se faz urgente: como conduzir a Filosofia para a sala de aula de nível
elementar? Ademais, o que propor aos alunos do Ensino Médio, que recorte metodológico
fazer da Filosofia, quais práticas didáticas? Qual conjunto de obras deve ser privilegiado
dentre o legado milenar da atividade do pensamento humano? Afinal, ensinar Filosofia ou
ensinar a filosofar?
Objetivos
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Apontar, no pensamento de Hannah Arendt e Nietzsche, elementos que conduzam
à configuração interpretativa do mundo moderno e a relação com a atividade
filosófica;
Promover um debate sobre as possibilidades e delimitações da Filosofia em sala de
aula de nível médio;
Pensar as disparidades entre as práticas didáticas;
Construir entendimentos sobre o currículo escolar da Filosofia em nível médio;
Investigar a bibliografia básica disponível para o exercício da docência e analisar
seus usos em sala;
Pensar a elaboração do plano de aula: recursos metodológicos, aplicabilidade,
pertinência no contexto do aluno, etc.
Metodologia:
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Apresentação da proposta arendtiana a partir de trechos de “A Condição Humana” e
“Entre o Passado e o Futuro”. Leitura compartilhada de trechos de “Schopenhauer
Educador” e “Escritos sobre Educação” (Nietzsche). Apresentação expositiva das
principais questões levantadas;
Recortes textuais distribuídos entre os participantes com direcionamento às
discussões sobre o ensino de Filosofia em nível médio, exposição e debate sobre os
principais pontos;
Análise de bibliografia comumente usada em sala de aula e suas principais propostas
didáticas;
Exibição de trechos em DVD que abordam a discussão da Filosofia como
componente curricular;
Proposta prática: elaboração de plano de aula a partir de objeto pré-estabelecido.
Conteúdo Programático:
Aula 1
1. Proposta conceitual em Hannah Arendt e Nietzsche (1 h);
2. Percurso bibliográfico e discussão sobre do Ensino de Filosofia em nível médio (1h);
3. Visualização de recurso de mídia – vídeo editado com direcionamento à proposta
(30min). Cf. Referências;
4. Debate; propostas para o dia seguinte (30min).
Aula 2
1. Visualização de recurso de mídia – vídeo editado com direcionamento à proposta
(30min). Cf. Referências;
2. Discussão e questão solicitada: Ensinar Filosofia ou ensinar a filosofar? (30min);
3. Pensando o plano de aula: formatos e possibilidades de uso – uso do projetor de
mídia (30min);
4. Proposta prática: elaboração de plano de aula pelos participantes e proposta de curso
(ensino médio) a partir de elementos disponibilizados na bibliografia e previamente
escolhidos pelos proponentes (1h);
5. Apresentação dos planos de aula e discussão acerca de sua aplicabilidade;
Considerações finais (30min).
Bibliografia:
ARANHA, M. L. A e MARTINS, M.H. P. Filosofando. Introdução à Filosofia. São Paulo:
Ed. Moderna. 1993.
ARENDT, Hannah. A condição humana. Trad. Roberto Raposo. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2001.
__________. Entre o passado e o futuro. Trad. Mauro Almeida. São Paulo: Perspectiva,
1988.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Brasília, DF: Ministério da
Educação, 1999.
BORNHEIM, G. Introdução ao Filosofar. São Paulo: Ed. Globo, 1989.
BRASIL.MEC.C.N.E. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio: Área Ciências
Humanas e suas Tecnologias, Brasília, DF, 1999
CHAUÍ, M. Convite ao Filosofar. São Paulo: Ed. Ática, 1997.
CERLETTI, Alejandro; KOHAN, Walter. A Filosofia no Ensino Médio. Brasilia: Ed.
UnB, 1999.
GALLO, Silvio; CORNELLI, Gabriele; DANELON, Marcio (orgs.) Filosofia do Ensino
de Filosofia. Petropolis: Vozes, 2003.
NIETZSCHE, Friedrich. Assim Falava Zaratustra. Lisboa: Ed. Relogio D’Agua, 1998.
_____ . Escritos sobre Educação. Rio de Janeiro/Sao Paulo: Ed. PUCRio/Ed. Loyola,
2003.
PLATÃO. A República (adaptação de M. Perine). São Paulo: Scipione, 2002.
Vídeos:
“One minute fly”. (Michael Reichert); Disponível em: www.youtube.com
COLEÇÃO “FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO”. PRODUÇÃO: ATTA MÍDIA E
EDUCAÇÃO;
DVD 03 - COLEÇÃO “FILÓSOFOS E EDUCAÇÃO – NIETZSCHE”. PRODUÇÃO:
ATTA MÍDIA E EDUCAÇÃO.
IV.
Elementos de Lógica de Primeira Ordem
Ministrantes: Sanderson Molick (UFRN), Patrick César Alves Terremate, (UFRN),
Julieverson Silva Brigido (UFRN)
Carga horária: 12 hs
Vagas: 30
Ementa:
O desenvolvimento da lógica a partir dos trabalhos de George Boole, Gottlob Frëge
e Bertrand Russell desempenhou um papel decisivo para o estabelecimento da
Filosofia Analítica Formal, que se constitui mediante o uso das ferramentas da
lógica aplicadas à análise dos problemas filosóficos. Nesta perspectiva, a lógica
clássica de primeira ordem se caracteriza como ferramenta essencial para o estudo
dos mais variados temas filosóficos, tais como, epistemologia, metafísica, ética,
filosofia da linguagem, filosofia da matemática, lógica-matemática e seus
fundamentos, dentre outros.
O objetivo do mini-curso consiste em capacitar os inscritos a compreender os
elementos centrais da lógica clássica de primeira ordem. A ordem de exposição se
estruturará a partir de três momentos: no primeiro, será apresentada a sintaxe da
lógica proposicional segundo a abordagem de Jon Barwise; o segundo momento
objetiva a apresentação dos conectivos quantificadores e de suas propriedades
principais, tema que constitui o cerne do conteúdo a ser exposto; por fim, no terceiro
momento, se comentará algumas propriedades avançadas da noção de semântica e
alguns resultados importantes surgidos em decorrência de seu estudo, tais como,
completude, correção, estruturas de primeira ordem e os teoremas da incompletude
de Gödel. Esperamos, com isso, capacitar os participantes a uma compreensão geral
e introdutória das propriedades principais da lógica clássica de primeira ordem,
compreendendo os âmbitos mais importantes para o estudo da lógica e das
problemáticas que se desdobram a partir dela.
Conteúdos:
1. Lógica Proposicional.
1.1 Sentenças atômicas.
1.2 Constantes individuais.
1.3 Símbolos de predicados.
1.4 Linguagens de primeira ordem.
1.5 A lógica das sentenças atômicas.
1.6 Argumentos válidos e corretos.
1.7 Os conectivos booleanos.
1.8 Tautologias e verdade lógica.
1.9 Equivalência lógica e tautológica.
1.10 Conseqüência lógica.
1.11 Provas formais e lógica Booleana.
2. Quantificadores.
2.1 Introdução à quantificação.
2.2 Variáveis e fbfs atômicas.
2.3 Os quantificadores.
2.4 Fbfs e sentenças.
2.5 Semântica para os quantificadores
2.6 As quatro formas aristotélicas.
2.7 A lógica dos quantificadores.
2.8 Tautologias e quantificadores.
2.9 Validade e conseqüência em FOL.
2.10 Equivalência e Leis de De Morgan.
3. Elementos de semântica.
3.1 Estruturas de primeira ordem.
3.2 Correção e completude em FOL.
3.3 Teoremas da incompletude de Gödel.
Bibliografia básica:
BARWISE, Jon; ETCHEMENDY, John. Language, Proof and Logic. Center for
the Study of Language and Information, 2000. [tradução do prof. Daniel Durante
Pereira Alves].
Bibliografia adcional:
KNEALE, William; KNEALE, Martha. O desenvolvimento da lógica. 3. Ed.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1991.
SÁ, Eduardo Marques de. Introdução à lógica. [online]
POLLOCK, John L. Technical methods in philosophy.Westview Press.
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