MICHELE CRISTINE COSTA VIEIRA GONCALVES ORGANIZAÇÃO DA DEMANDA DA EQUIPE DE SAUDE BUCAL RURAL DO MUNICIPIO DE BODOQUENA-MS BODOQUENA- MS 2 MICHELE CRISTINE COSTA VIEIRA GONCALVES ORGANIZAÇÃO DA DEMANDA DA EQUIPE DE SAUDE BUCAL RURAL DO MUNICIPIO DE BODOQUENA-MS Projeto de Intervenção apresentado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, como requisito para conclusão do curso de Pós Graduação à nível de especialização em Atenção Básica em Saúde da Família. Orientador (a): Prof. Renata Palópoli Picoli. BODOQUENA-MS 2011 3 MICHELE CRISTINE COSTA VIEIRA GONÇALVES ORGANIZAÇÃO DA DEMANDA DA EQUIPE DE SAUDE BUCAL RURAL DO MUNICIPIO DE BODOQUENA-MS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Pós- Graduação em Atenção Básica em Saúde da Família da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, como requisito a obtenção do título de Especialista. COMISSÃO EXAMINADORA 4 AGRADECIMENTOS AO MEU DEUS POR MAIS ESTA CONQUISTA, AO MEU MARIDO PELO INCENTIVO, AOS MEUS COLEGAS DE BELA VISTA-MS PELO TRABALHO EM CONJUNTO, A MINHA ORIENTADORA RENATA PELA DEDICAÇÃO! 5 RESUMO O presente trabalho tem como tema a Organização da demanda nos serviços odontológico do ESF (Estratégia de Saúde da Família) Rural – Município de Bodoquena- Mato Grosso do Sul. O município de Bodoquena localiza-se na região sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul, a 269 km de Campo Grande. Sua população é composta por 5.864 habitantes. Na área da saúde, o município possui estrutura de um hospital, duas (ESF) Estratégias em Saúde da Família (Rural e Urbana) e uma Unidade Básica de Saúde. Especificamente em relação à saúde bucal da ESF Rural destacam-se o atendimento odontológico preventivo e curativo realizado apenas nas comunidades de Morraria do Sul, Canaã e Sumatra, pois somente nestes locais há consultório odontológico. O critério de atendimento odontológico nestes locais é por ordem de chegada aos 07 primeiros pacientes-dia. O problema apresentado como objeto de intervenção é a ausência da atenção em saúde bucal programada na área de abrangência do ESF Rural do município de Bodoquena- MS. Ratifica esta dificuldade pela análise da Ficha D/ mensal (ficha de atividade diária de produção odontológica) no critério de tratamento completado que é significativamente baixo o que identifica uma ação não programada de atendimento odontológico sugerindo, portanto, o atendimento clínico por demanda espontânea com ausência do acolhimento e falta de ações programadas de assistência curativas restauradoras. Portanto, há necessidade de organização da demanda clínica odontológica através do cumprimento das ações programadas de intervenção levando em conta o risco e atividade de adoecimento. É necessário, primeiramente, realizar um levantamento de necessidades em saúde bucal (avaliação de risco) na população cadastrada do ESF Rural. Após esta pré-avaliação de risco e atividade da doença bucal é preciso estabelecer critérios para definição de prioridade no atendimento saúde da família rural do Município de BodoquenaMS. O projeto de intervenção iniciou-se no mês de maio de 2011 nas comunidades rurais da Sumatra e Morraria do Sul. Finalizamos desta forma, para fins de avaliação da prática inserida neste projeto, que a organização da demanda odontológica por meio da agenda programada e pré-avaliação satisfizeram o quesito no que diz respeito à pactuação da saúde municipal com a Secretaria Estadual de Saúde. Palavras- Chaves: Organização do trabalho, Tratamento odontológico, demanda programada. 6 ABSTRACT The present work has as its theme the Organization of dental services demand in the FHS (Family Health Strategy) Rural - County Bodoquena-Mato Grosso do Sul The municipality of Bodoquena located in the southwestern state of Mato Grosso do Sul , to 269 km from Campo Grande. Its population is 5,864 people. In health, the city has a hospital structure, two (ESF) Strategies in Family Health (Rural and Urban) and a Basic Health Unit Specifically regarding the oral health of the ESF Rural stand out preventive dental care and healing done only in the communities of Morris South Canaan and Sumatra, because only these sites for the dental office. The criterion for dental care at these sites is on first come-first patients to 07 days. The problem presented as an object of intervention is the lack of attention to oral health programs in the area covered by the Rural Municipality of ESF Bodoquena-MS. Confirms this difficulty by analyzing the Form D / monthly (daily activity sheet production dental) treatment completed the criterion that is significantly below the action that identifies an unscheduled dental care, thus suggesting the clinical care demand with no spontaneous reception and lack of actions programmed healing restorative care. So no need to demand dental clinic organization by complying with the actions planned intervention taking into account the risk of illness and activity. It is necessary to first conduct a needs assessment of oral health (risk assessment) in the FHS Rural population registered. After this pre-assessment activity and risk of oral disease is necessary to establish criteria for priority setting in health care of rural families in the city of Bodoquena-MS. The intervention project began in the month of May 2011 in rural communities in Sumatra and Morraria south. We finalize this way, for the purposes of assessing the practice inserted in this project, which the organization of the demand dental care through the agenda planned and pre-assessment satisfy the query in respect of the pledging of municipal health with the State Department of Health. Key Words: Work organization, dental treatment, demand schedule. 7 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO………………………………………………………………………..8 2. OBJETIVOS………………………………………………………………………...11 2.1 OBJETIVO GERAL…………………………………………………………………11 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS………………………………………………………11 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA……………………………………………………12 4. METODOLOGIA……………………………………………………………………..14 5. RESULTADOS ESPERADOS……………………………………………………..16 6. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES…………………………………………………..16 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS………………………………………………………..22 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS…………………………………………………22 8 1. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como tema a Organização da demanda nos serviços odontológico do ESF (Estratégia de Saúde da Família) Rural – Município de Bodoquena- Mato Grosso do Sul. O município de Bodoquena localiza-se na região sudoeste do estado de Mato Grosso do Sul, a 269 km de Campo Grande, capital do estado, na micro-região 09, região da Serra da Bodoquena. A Serra da Bodoquena, situada na borda sudeste do complexo do Pantanal, é formada pelas cidades de Bonito, Jardim e Bodoquena. Sua população é composta por 5.864 habitantes. A economia do município de Bodoquena está voltada principalmente para o setor primário (pecuária), com crescente participação da agricultura. No setor secundário, destaca-se a Camargo Corrêa Cimentos, a Mineração Hoori e a Mineração Mont Serrat, além de uma unidade laticínia, a Cooperquena (Cooperativa dos Produtores Rurais da Serra de Bodoquena)-Laticínio Serrano. Porém, é o turismo que vem despertando um interesse cada vez maior, com crescente destaque nacional e internacional, por suas belezas cênicas, e que conta, cada vez mais com o apoio do poder público, na forma de incentivo fiscal e infra estrutura para instalações de novos empreendimentos. No Setor educação, a população escolar está distribuída em seis escolas municipais com ensino fundamental, uma creche, um centro de educação infantil pré-escola , um centro de educação especial e duas escolas estaduais . A zona rural representa cerca de 30% da população em idade escolar. Na área da saúde, o município possui uma estrutura de um hospital com 18 leitos, 5 médicos, especialistas em clinica - geral, pediatria e ginecologia, enfermeira, farmacêutico e nutricionista. Atende os serviços de baixa e média complexidade fazendo referência dos demais serviços aos municípios de Aquidauana e Campo Grande. Há assim no hospital um aparelho de ultra-som, aparelho de raio X, um centro cirúrgico e 3 ambulâncias. 9 O município conta também com uma Unidade Básica de Saúde, 02 ESFs (Urbano e Rural), FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) e Departamento de Vigilância Sanitária. O ESF Rural abrange os assentamentos de Morraria do Sul, Canaã, Sumatra, as colônia Maciel e Campina e Fazenda Santa Cecília. Esta Unidade de saúde foi fundada no ano de 2000. A estrutura física e montada em casa alugada, no centro da cidade de Bodoquena. Neste espaço há uma sala para consulta medica uma sala para consultório odontológico, uma sala para recepção, cozinha banheiro, lavanderia, sala para reuniões e banheiro. O horário de funcionamento e das 7 às 11 horas e de 13 às 17 horas. As atividades desenvolvidas a população rural abrangem a saúde da criança, saúde da mulher, saúde do idoso envolvendo assim as ações voltadas aos programas da Hipertensão e diabéticos, acompanhamento de gestantes, tuberculose, hanseníases, saúde bucal, acompanhamento de crianças, notificações de doenças, referencias em saúde, educação em saúde individual e coletiva por toda a equipe a população cadastrada. De acordo com os dados do SIAB, o número de família cadastrada no ESF Rural soma-se 498, totalizando em média 2500 habitantes cadastrados. Esta área possui 07 Agentes Comunitários de Saúde. Nesta área de abrangência há 198 hipertensos cadastrados e acompanhados, 30 diabéticos cadastrados e que recebem o acompanhamento pela equipe de saúde, o número de gestantes soma-se 11, há 03 casos notificados de hanseníase e não há casos de tuberculose. Conforme a ficha A de cadastramento, a maioria das famílias possui água de poços ou nascentes. A maioria das casas é de alvenaria e todas elas possuem recebem energia elétrica. O destino das fezes são as fossas e o lixo, na sua grande maioria, e incinerado. O ESF urbano possui 596 famílias totalizando em média 3.800 habitantes cadastrados sob cuidados de 12 agentes comunitários de saúde. Em relação à odontologia, o município possui 03 consultórios odontológicos na zona urbana. Um instalado na UBS, 01 no ESF Rural (sede urbana), 01 no ESF Urbano, e 03 consultórios montados cada um nas comunidades do Canaã, Morraria do Sul e Sumatra. Há o deslocamento diário da equipe para estas comunidades de acordo com o agendamento previamente estabelecido pela equipe no mês. São realizadas 10 as atividades preventivas - promocional e curativo médico, odontológica e de enfermagem. Especificamente em relação à saúde bucal destaca-se o atendimento odontológico preventivo e curativo realizado apenas nas comunidades de Morraria do Sul, Canaã e Sumatra, pois somente nestes locais há consultório odontológico. A população destas três comunidades corresponde a 65% da população cadastrada do ESF- Rural. O critério de atendimento odontológico nestes locais é por ordem de chegada aos 07 primeiros pacientes- dia. As demais localidades (Colônia Maciel, Colônia Campina, Fazenda Santa Cecília- Comunidade Escolar) que corresponde aos 35% restantes da população cadastrada na área do ESF- Rural não recebem atenção curativa odontológica nos locais próprios, devido ausência de consultório montados na área, o que levam muitos deles a não se deslocar para a cidade, a fim de receber a intervenção odontológica clínica na sede do ESF Rural do município, por dificuldade financeira deste deslocamento. Não ha registro na serie histórica do município de indicadores específicos de saúde bucal como o CPOD (Indicador para contagem de numero de dentes cariados, perdidos e obturados da dentição permanente) na área rural. Em relação as ações educativas, trimestralmente são realizadas, nas escolas da zona rural a promoção de saúde com atividades de cunho preventivo e aplicações tópicas de flúor. O problema apresentado como objeto de intervenção é a ausência da atenção em saúde bucal programada na área de abrangência do ESF Rural do município de Bodoquena- MS. Ratifica esta dificuldade pela análise da Ficha D/ mensal (ficha de atividade diária de produção odontológica) no critério de tratamento completado. O número de tratamentos completados é significativamente baixo, o que identifica uma ação não programada de atendimento odontológico, ou seja, não há o retorno seqüente do paciente atendido a uma outra sessão. Pela análise local foi detectado também que o número de atendimento odontológico é limitado aos 07 primeiros pacientes identificando, portanto, o atendimento clínico por demanda espontânea com ausência do acolhimento e falta de ações programadas de assistência curativas restauradoras. 11 Explica-se este problema pela ausência de um coordenador de saúde bucal, ausência de consultório odontológico em todas as comunidades rurais de abrangência do ESF Rural, ausência de levantamentos epidemiológicos em saúde bucal da área de abrangência para priorização do atendimento e subseqüente retorno, ausência de acolhimento, o que gera descontentamento da população assistida, não cumprimento de metas estabelecidas e pactuados entre Municípios, Estado e União, não cumprimento aos princípios ordenadores da APS (Atenção Primaria a Saúde) como o do Primeiro Contato e Coordenação, já que reduz a acessibilidade dos usuários aos serviços de saúde bucal e a continuidade da atenção. Portanto, há necessidade de organização da demanda clínica odontológica através do cumprimento das ações programadas de intervenção levando em conta o risco e atividade de adoecimento. É necessário, primeiramente, realizar um levantamento de necessidades em saúde bucal (avaliação de risco) na população cadastrada do ESF Rural. Após esta avaliação de risco e atividade da doença bucal é preciso estabelecer critérios para definição de prioridade no atendimento a saúde e não mais realizar a intervenção clínica por a ordem de chegada. 2. OBJETIVOS 2.1 GERAL Organizar o processo de trabalho no serviço odontológico do ESF Rural para propor uma forma de atendimento que seja mais adequada à realidade da comunidade coberta pela equipe de saúde da família rural do Município de Bodoquena- MS. 2.2 ESPECÍFICOS Conhecer a realidade da saúde bucal da população cadastrada do ESF Rural do município de Bodoquena- MS; 12 Realizar o levantamento de necessidades em saúde bucal da população cadastrada pelo ESF Rural do município de Bodoquena- MS; Estabelecer critérios de intervenção clínica para atenção priorizada; Construção da agenda odontológica da população cadastrada do ESF Rural do município de Bodoquena- MS. 3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O Programa de Saúde da Família (PSF) é uma estratégia do Ministério da Saúde, iniciada em 1994, que visa reorganizar a atenção básica através da ruptura do modelo assistencial de saúde, ainda hegemônico, caracterizado pela assistência à doença em detrimento da promoção da saúde, pela prática técnico-biologicista, pelo individualismo, e pela baixa resolubilidade, que tem gerado, ao longo dos anos, um alto grau de insatisfação nos usuários dos serviços públicos de saúde (BARBOSA et al, 2007). O PSF teve como antecedente o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACs), lançado em 1991, no qual já se trabalhava a família como unidade de ação programática. Os bons resultados do PACs, particularmente na redução dos índices de mortalidade infantil, levaram à busca da ampliação e maior resolutividade das ações e começaram a ser formadas as primeiras Equipes de Saúde da Família (ESFs) (RONCALLI, 2003). No entanto, a inserção da odontologia no PSF só aconteceu em 2000, quando o Ministro da Saúde, diante da necessidade de ampliar a atenção em saúde bucal para a população brasileira, estabeleceu incentivo financeiro para a formação de equipes formadas por cirurgiões-dentistas (CDs), atendentes de consultório dentário (ACDs) e técnicos de higiene dentária (THDs) (ANDRADE,2001). Na organização das ações e serviços de saúde, o planejamento cria a possibilidade de se compreender a realidade, os principais problemas e necessidades da população. Permite uma análise desses problemas, bem como busca elaborar propostas capazes de solucioná-los, resultando em um plano de 13 ação. Viabiliza por meio de ações estratégicas, onde se estabelecem metas, a implementação de um sistema de acompanhamento e avaliação destas operações. O êxito do planejamento depende da implicação de profissionais, lideranças e/ou representantes da comunidade (BRASIL, 2008). Para subsidiar o planejamento com dados da realidade populacional recomenda-se a realização de levantamentos epidemiológicos, levantamento de necessidades imediatas e a avaliação de risco. Esse processo, no entanto, precisa ser acompanhado utilizando um sistema de informação que disponibilize os dados, produzindo informações consistentes, capazes de gerar novas ações (BRASIL, 2008). Segundo Zanetti et al. (1996), durante muito tempo, as práticas odontológicas foram centradas no atendimento da demanda espontânea, com enfoque individual e abordagem tecnicista. A realização dessas práticas não se dava a partir de um planejamento das ações e estavam voltadas para a lógica de mercado. De acordo com o Caderno de Atenção Básica Saúde Bucal (2008), a organização da demanda e em especial nas atividades assistenciais é um dos principais problemas enfrentados no cotidiano dos serviços de saúde. A construção da agenda deve ser pautada nas necessidades da população a partir de critérios epidemiológicos das áreas de abrangência, devendo ser amplamente discutida com a comunidade, secretaria municipal de saúde e nos conselhos de saúde local e municipal. (BRASIL, 2008). Os critérios descritos dizem respeito ao atendimento programado individual, como uma forma de se priorizar o paciente com maior necessidade, dentro do princípio da Equidade do SUS, com vistas à organização da demanda acumulada e universalização gradual do acesso (PROTOCOLO DE SAUDE BUCAL-PREFEITURA MUNICIPAL DE CARATINGAMG, 2006). Os critérios para avaliação de risco levaram em consideração os riscos biológicos em relação à saúde bucal e as necessidades percebidas pelos usuários. 14 Foram consideradas prioritárias as condições com risco de agravamento do quadro (ATENÇAO EM SAUDE BUCAL SAÚDE EM CASA, 2006). O cirurgião dentista ira avaliar a situação de risco de cada usuário, dando priorização para o atendimento programado aos usuários a partir de R1. R1 Cárie ativa em mais de dois dentes permanentes- decíduos, lesão de tecidos moles que possam ser indicativos de câncer bucal, doença periodontal ativa. Fonte: Protocolo de Saúde Bucal -Prefeitura Municipal de Caratinga- MG, 2006. R2 Presença de calculo dental, gengivite, presença de carie ativa em um dente permanente-decíduo Fonte: Protocolo de Saúde Bucal -Prefeitura Municipal de Caratinga- MG, 2006 R3 Ausência de atividade da doença carie e doença periodontal, ausência de lesão de mucosa Fonte: Protocolo de Saúde Bucal -Prefeitura Municipal de Caratinga- MG, 2006. A avaliação de risco serve para definir a priorização para a atenção individual programada e para determinar as necessidades dos usuários. Deve ser feita preferencialmente em consultas agendadas, com freqüência a ser definida pela equipe a todos os usuários que procurarem o atendimento por livre demanda ou por encaminhamento da equipe de saúde. (ATENÇAO EM SAUDE BUCAL SAÚDE EM CASA, 2006). Os pacientes terão o Atendimento Individual Programado em que ocorrerá o agendamento de consultas de acordo com as prioridades descritas. Assim, o paciente fará a Primeira Consulta Programática e receberá de acordo com suas necessidades, ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação (BRASIL, 2008). 15 4. METODOLOGIA Construção, em parceria com a Equipe de Saúde Família-Rural, Secretário Municipal de Saúde e Conselho Local, de uma nova proposta de agendamento odontológico para a intervenção clínica em detrimento ao agendamento por demanda espontânea na comunidade rural, por meio de: reunião com Secretário Municipal de Saúde para explanação e discussão da nova proposta de atendimento clínico; reunião com Equipe de Saúde da Família para explanação e discussão da nova proposta de atendimento clínico (Médico, Enfermeiro, Técnico de enfermagem, recepcionista, auxiliar de consultório dentário e agentes comunitários de saúde); levantamento das necessidades de saúde bucal (avaliação de risco) da comunidade rural para conhecimento e planejamento local: 1-Passo- Comunicar aos agentes comunitários de saúde que façam busca ativa de 30 usuários de saúde por mês, que necessitam de tratamento odontológico agendando-os para um dia programado de pré-avaliação. Assim, para os Assentamentos Sumatra e Morraria do Sul, cada agente comunitário agendaria 15 consultas mês, visto que nestas comunidades são dois agentes para cada localidade; 2-Passo- Em dia programado do mês a Cirurgiã dentista realiza o levantamento de necessidade de saúde bucal (avaliação de riscopré- avaliação) aos 30 usuários que comparecem na data marcada pelo ACS seguindo os seguintes critérios: Necessidade Interpretação Cárie ativa em mais de dois dentes Apresenta permanentes- decíduos, lesão de restabelecimento da saúde bucal- tecidos moles que possam ser Prioridade para início do tratamento. indicativos de câncer alta Código necessidade para R1 bucal, doença periodontal ativa Presença de calculo dental, gengivite, presença de carie ativa Apresenta média necessidade para R2 tratamento odontológico. em um dente permanente-decíduo, Ausência de atividade da doença Apresenta baixa necessidade para carie tratamento odontológico e doença periodontal, ausência de lesão de mucosa R3 Acompanhamento, monitoramento da saúde bucal. Fonte: Protocolo de Saúde Bucal. Prefeitura Municipal de Caratinga-MG, 2006. 16 3- Passo- Após esta relação inicia-se o atendimento individual/ semanal do paciente conforme programação local da Equipe e Saúde da Família nas comunidades. Serão agendados, semanalmente, 10 pacientes/dia designando 03 vagas para as urgências odontológicas (demanda espontânea). 5. RESULTADOS ESPERADOS Promover um melhor atendimento clínico odontológico aos usuários de saúde da área de abrangência do ESF Rural do município de Bodoquena – MS; Realizar a atenção odontológica programada e continuada aos usuários de saúde da área de abrangência do ESF Rural do município de Bodoquena – MS; Melhorar os indicadores de saúde bucal do município de Bodoquena – MS; Organizar a demanda odontológica em relação ao atendimento clínico dos usuários de saúde da área de abrangência do ESF Rural do município de Bodoquena – MS. 6. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES Reunião para apresentação da proposta do projeto de intervenção a Secretária de Saúde aconteceu no dia 24 de março de 2011, na própria sede da secretaria. Nesta reunião, foi realizada a explicação do projeto de intervenção e sua importância de aplicação para finalização do Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família. Foi explanado o tema selecionado para intervenção, uma vez identificado como um problema que necessitava de urgência em resolução. A proposta de organização do atendimento clínico da demanda odontológica por agendamento em substituição ao atendimento por demanda espontânea na área de abrangência do ESF Rural, assim como os resultados e benefícios positivos que esta proposta de intervenção poderia originar, além da ausência de gasto financeiro, 17 fez com que houvesse aceitação e motivação a realização do projeto de intervenção por parte do gestor de saúde. Realização da reunião para apresentação da proposta do projeto de intervenção à Equipe de Saúde da Família (Médico, Enfermeiro, Técnico de enfermagem, recepcionista, auxiliar de consultório dentário e agentes comunitários de saúde). Foi realizada no dia 19 de abril de 2011 na sede urbana do ESF RuralBodoquena- MS. Esta data foi selecionada, visto que neste dia todos os membros da equipe estavam reunidos para o fechamento das atividades/mês do ESF. Ato contínuo a esta reunião mensal foi apresentado e discutida a proposta de intervenção. Iniciou-se a reunião com a apresentação e finalidade da nova proposta de atendimento em saúde bucal para as comunidades de Morraria do Sul e Sumatra. O problema levantado sobre o atendimento odontológico por demanda espontânea limitando o número de fichas por semana gerou discussão em relação à importância de mudança de estratégia nesta área. Houve participação positiva dos agentes comunitários de saúde com relação à nova proposta de atendimento clínico. Alguns deles diziam “sentir na pele” a dificuldade de alguns pacientes, que necessitavam continuar o atendimento clínico odontológico em retornar posteriormente para a continuidade do atendimento subseqüente. Havia muita reclamação da população aos agentes comunitários de saúde por esta dificuldade. Apesar de realizar este projeto de intervenção somente na zona rural da Sumatra e Morraria do Sul uma vez que lá possuem consultório odontológico, a participação na discussão sobre o projeto estendeu-se aos demais agentes comunitários de saúde das outras microáreas. Acrescentaram ainda que os pacientes quando são agendados previamente, salvo por motivo de força maior, nunca faltam às consultas, pois reconhecem o benefício. O ACS da comunidade do Canaã relatou que muitas famílias estão migrando da zona rural em direção a cidade, sendo então que o número de pacientes para atendimento odontológico nesta microárea está cada vez mais reduzido, mas que ainda assim o resultado positivo de um tratamento completo em saúde bucal por agendamento seria muito resolutivo em sua microárea. Enfatizou ainda, a boa proposta para o projeto de intervenção. Foi explanado o passo a passo da realização deste projeto, tendo como primeira etapa a préavaliação dos pacientes uma vez ao mês e posterior classificação do paciente quanto ao risco para iniciar o agendamento odontológico. Ficou assim agendado previamente com os agentes comunitários de saúde das comunidades da Morraria 18 do Sul e Sumatra o dia 10 e 12 de maio, respectivamente, para a realização do levantamento das necessidades em saúde bucal (avaliação de risco) da população cadastrada pelo ESF Rural. Assim, os quatro agentes comunitários de saúde teriam aproximadamente 12 dias para realizarem a busca ativa de até 30 pacientes por microárea para o dia da pré-avaliação. Os ACS ficaram responsáveis também por explicar e sensibilizar as famílias quanto à nova forma de atendimento e seus benefícios. Foi reforçado aos ACS que, sensibilizassem as famílias quanto ao critério de prioridade no atendimento odontológico e aos atendimentos de urgência. Vale ressaltar a importância de todos os membros da equipe de saúde da família estar interados desta nova proposta de atendimento, a fim de sensibilizar e esclarecer os pacientes quanto à nova proposta de atendimento de saúde bucal. Retorno à comunidade da Morraria do Sul e Sumatra, respectivamente, nos dias 26 e 28 de abril de 2011. Encontro com os dois agentes comunitários de saúde de cada microárea para comentário a respeito da vivência do primeiro passo de aplicação da proposta de intervenção durante as visitas de busca ativa das famílias para o dia da pré-avaliação odontológica. Segundo os Agentes Comunitários de Saúde, a todos os usuários que eles visitaram,houve boa aceitação a proposta para melhoria do acesso em saúde bucal. Porém, segundo o agente comunitário de saúde da comunidade da Sumatra houve questionamentos e apreensão por parte de algumas famílias nos casos de dor. Assim, o agente de saúde reforçou as famílias sobre o atendimento para os casos de dor, lhes garantido o atendimento de urgência a todos os pacientes que demandarem esta sintomatologia. Realização da pré-avaliação (levantamento das necessidades em saúde bucal) aos pacientes das Comunidades de Morraria do Sul e Sumatra nos dias 10 e 12 de maio de 2011, respectivamente. Na comunidade de Morraria do Sul compareceram 23 pessoas (crianças, jovens e adultos). Primeiramente, foi realizados esclarecimentos quanto ao funcionamento desta nova proposta de atendimento odontológico, bem como da importância clínica, continuidade e acompanhamento do tratamento dentário pelo dentista, reforçando o comunicado dado pelo ACS. Em seguida, foi realizada a avaliação de risco para saúde bucal de cada pessoa. Esta avaliação foi realizada com o auxílio da espátula de madeira sob luz natural. Neste mesmo dia houve o atendimento às 07 pessoas da comunidade 19 Morraria do Sul priorizando 04 pacientes cuja classificação foi R1, 02 com classificação R2 e 01 de classificação R3. A pré-avaliação deste dia finalizou-se então com 23 pessoas. Destes usuários, 10 receberam a classificação R1 que representa alta necessidade para restabelecimento da saúde bucal, devendo ser prioridade para o início do tratamento. 07 usuários foram classificados como R2 representando média necessidade para tratamento odontológico e somente 06 pacientes receberam a classificação de R3, ou seja, apresentaram baixa necessidade para tratamento odontológico, acompanhamento, monitoramento da saúde bucal. O critério para o agendamento semanal foi alternando as classificações que os pacientes receberam. Todos os usuários saíram da pré-avaliação com seus retornos programados. Ressaltam-se ainda os 03 pacientes que chegaram com sintomas dolorosos e receberam o atendimento de urgência odontológica neste dia. No dia 12 de maio, na comunidade da Sumatra, participaram da pré-avaliação 27 pessoas de faixa etária variável. Foram realizados os mesmos procedimentos feitos na comunidade de Morraria do Sul. A classificação deu-se da seguinte forma: 12 pacientes classificados com R1, 08 como R2 e 07 como R3. Iniciaram o atendimento neste mesmo dia 08 pacientes (05- R1, 02- R2, 01-R1). Houve apenas 01 urgência odontológica. Dando continuidade ao atendimento odontológico para os pacientes da comunidade de Morraria do Sul, no dia 17 de maio, houve o atendimento de todos os 07 pacientes agendados e 02 atendimentos de urgência. Neste dia houve a finalização do tratamento clínico (tratamento completado) de 02 pacientes, que se enquadravam na classificação R2 e R3. O atendimento, apesar de ter sido agendado em sessão anterior, foi realizado por ordem de chegada dos mesmos na unidade de saúde. A prioridade neste dia para o agendamento inicial foi ao paciente da urgência odontológica (abscesso local). O mesmo resultado ocorreu por excelência na comunidade da Sumatra. Todos os pacientes agendados compareceram a unidade de saúde além de mais alguns com sintomas de dor. Foram finalizados 03 tratamentos neste dia (01-R2 e 02-R3). Reunião de fechamento das atividades do mês de maio de 2011 (dia 20) com a enfermeira e os agentes comunitários de saúde. Neste dia foi 20 apresentado/discutido o relatório de atividades diárias do cirurgião dentista. Considerando que a nova proposta de atendimento odontológico foi iniciada ainda neste mês (atendimento programado) observou-se que somente 05 tratamentos completados foi conseguido atingir. Pela análise dos registros das atividades da ficha D de produção diária do Programa de Saúde Bucal do município de Bodoquena-MS, o mês de abril contou somente com 05 finalizações de tratamento odontológico- mês. Apesar do fechamento mensal do mês de maio registrar apenas 05 finalizações do tratamento odontológico (tratamento completos), observa-se que realizamos este número foi realizado, exclusivamente em duas sessões. Em um mês, realiza-se, aproximadamente oito sessões. Assim, poderemos concluir que ao final do término do mês de junho a meta de tratamentos completados pactuados pelo município seria alcançada. Entretanto, foi notável a motivação dos pacientes ao retorno odontológico sem terem que se subordinarem as filas para conseguir o tratamento dentário do dia. Foi evidente a motivação dos pacientes em relação ao auto controle da cavidade bucal, ou seja, melhoria das condições de higiene bucal. Foi agendada a data da nova pré-avaliação para o dia 07 e 09 de junho de 2011 nas comunidades da Morraria do Sul e Sumatra uma vez que os pacientes já começaram a procurar pelo tratamento. Atendimento odontológico nos dias 24 e 26 de maio de 2011 nas comunidades da Morraria do Sul e Sumatra respectivamente. Foi realizada então a continuidade do tratamento odontológico aos pacientes que participaram da primeira pré- avaliação. Houve o retorno de todos os pacientes agendados na comunidade da Sumatra. Porém na Morraria do Sul houve 02 faltas não justificadas. Questionamentos sobre as faltas a consulta odontológica foram realizadas pela recepção. Haveria remarcação da consulta subsequente ou não a estes pacientes. Foi definido que na ocorrência de duas faltas consecutivas ao consultório odontológico sem justificativa, ou seja, sem aviso prévio a Unidade de Saúde, seja qual for o motivo, o paciente não continuaria o tratamento naquele mês devendo o mesmo ser avisado à data da próxima pré-avaliação. Continuidade do tratamento odontológico nos dia 31 de maio e 02 de junho nas comunidades Morraria do Sul e Sumatra, respectivamente. Houve retorno integral dos pacientes em ambas as localidades rurais. Na primeira localidade 21 finalizaram o tratamento odontológico 18 pessoas das 23 que realizaram a préavaliação. Na comunidade da Sumatra, 22 pessoas das 27 que iniciaram o tratamento concluíram. Não houve casos de urgência odontológica na pré-avaliação odontológica. Dia 07 de junho na comunidade de Morraria do Sul e dia 09 de junho na Sumatra. Foram pré-avaliadas 26 pessoas na primeira comunidade e 27 na Sumatra. Novamente foram explicadas, as comunidades, sobre esta nova forma de organização do tratamento odontológico. Neste mesmo dia iniciaram-se apenas 02 novos pacientes na comunidade da Morraria do Sul uma vez que ainda restavam 05 tratamentos para completar da demanda da primeira pré-avaliação. O mesmo acontece para a comunidade da Sumatra. Reunião com o agente comunitário da Morraria do Sul e Sumatra para avaliação inicial deste primeiro mês de mudança e organização da demanda odontológica nestas localidades. De acordo com o agente comunitário de saúde da Morraria do Sul, as pessoas estão muito satisfeita. Já na Sumatra, a população queria que a cada 15 dias houvesse a pré-avaliação para 30 pessoas e não apenas 01 vez por mês. O tratamento odontológico foi seguido nos dias de continuidade de trabalho da equipe. Assim, nos dias 14 e 21 de junho foi realizado o tratamento odontológico da comunidade da Morraria do Sul. Especialmente nestes dias, o tratamento odontológico foi estendido ao período vespertino, na tentativa de abranger um número maior de procedimentos odontológicos para uma melhor finalização do mês com um número maior de tratamentos completos. Assim, os pacientes agendados no período normal de atendimento clínico da manhã, retornaram ao período da tarde a fim de continuarem o tratamento. Desta forma, finalizamos no dia 21 de junho na comunidade Morraria do Sul 23 tratamentos completados. Para a comunidade Sumatra a mesma sequência foi cumprida nos dias 9 e 16 de junho. O número de procedimentos odontológicos aumentou sobremaneira nestes dias. E ao final do fechamento do mês no dia 22 de junho, os tratamentos completados para a comunidade da Sumatra foram 25. Nova préavaliação foi agendada para o dia 28 e 30 de junho. Esta nova data assegura que o final do mês de julho poderia completar o número de tratamentos completadas 22 segundo o que a meta preconizada da Secretaria de Estado da Saúde ( Mínimo 26 tratamentos completados). O mês de julho foi iniciado no atendimento do dia 5 e 7 de julho nas comunidades de Morraria do Sul e Sumatra respectivamente. No atendimento odontológico destes dias os pacientes da pré-avaliação do mês de junho já tinham iniciado o atendimento. Enfim, nos dias subsequentes das datas do dia 12 e 14 ,19 e 21 nas duas comunidades foram finalizados todos os atendimentos odontológicos da pré-avaliação que foram 27 na Morraria do Sul e 26 na Sumatra. 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Finalizamos desta forma, para fins de avaliação da prática inserida neste projeto, que a organização da demanda odontológica por meio da agenda programada e pré-avaliação satisfizeram o quesito no que diz respeito à pactuação da saúde municipal com a Secretaria Estadual de Saúde. O último mês que utilizamos para finalizar as descrições didáticas desta proposta do projeto de intervenção (mês de agosto) também apresentou ótimos resultados. A pré-avaliação ocorreu no dia 30 de agosto e 01 de setembro de 2011. Assim, o mês transcorreu normalmente com os dias de atendimento clínico com a equipe. Foram finalizados desta forma 26 tratamentos completos na Morraria do Sul e 28 na comunidade da Sumatra. Os resultados alcançados atingiram os objetivos propostos pelo projeto de intervenção, uma vez que foi possível conhecer o perfil epidemiológico da realidade de saúde bucal da população cadastrada no ESF Rural, através do levantamento da necessidade clínica odontológica, e posterior construção da agenda odontológica por demanda programada. Houve uma boa aceitação da população a nova proposta de trabalho odontológico, a redução de urgências odontológicas, o alcance das metas de 23 trabalho odontológico propostas, melhora da qualidade de saúde bucal, baixa evasão dos pacientes ao consultório odontológico e satisfação do paciente e motivação ao tratamento clínico. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica / Saúde Bucal, Vol.17, Brasília, DF, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal, 2004. Disponível em <http://dtr2004.saude.gov.br/dab/saudebucal/brasil_sorridente.php> BRASIL, Ministério da Saúde. Manual sobre APAC. Disponível em http://dtr2004.saude.gov.br/dab/saudebucal/publicacoes/manual_apac.pdf PREFEITURA MUNICIPAL DE CARATINGA, Protocolo de Saúde Bucal, 2006. Disponível em: <www.amep.org.br/.../VComesp%20Protocolo%20Saude%20Bucal.pd...> Barbosa AAA, Brito EWG, Costa ICC. Saúde bucal no psf, da inclusão ao momento atual: percepções de cirurgiões-dentistas e auxiliares no contexto de um município. Cienc Odontol Bras 2007 jul./set.; 10 (3): 53-60. Roncalli AG. O desenvolvimento das políticas públicas de saúde no Brasil e a construção do Sistema Único de Saúde. In: Pereira AC. Odontologia em saúde coletiva: planejando ações e promovendo saúde. 1. ed. Porto Alegre: ARTMED; 2003. p. 28-49. Andrade LOM. SUS passo a passo: gestão e financiamento. São Paulo: Hucitec; 2001. 24 Zanetti CHG, Lima MAU, Ramos L, Costa MABT. Em busca de um paradigma de programação local em saúde bucal mais resolutivo no SUS. Divulgação em Saúde para Debate 1996; 13:18-35. BELO HORIZONTE. Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Atenção em Saúde bucal Saúde em casa, 2006.