CÂMARA DOS DEPUTADOS Grupo Parlamentar Brasil – Itália

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CÂMARA DOS DEPUTADOS
Grupo Parlamentar Brasil – Itália
DISCURSO SEMINÁRIO INTERNACIONAL BRASIL-ITÁLIA
Prezadas Senhoras e Senhores,
É com satisfação que agradeço a todos os presentes pela participação, em particular
nossos colegas deputados e deputadas italianos, neste importante Seminário. É com
grande honra que o Grupo Parlamentar Brasil-Itália promove esse debate na
Câmara dos Deputados.
Aproveito a oportunidade para lembrar que o Grupo Parlamentar Brasil-Itália foi criado
em 1979 na Câmara dos Deputados. Ao longo da sua história, vários eventos foram
promovidos no sentido de buscar o estreitamento das relações culturais, comerciais e
políticas. Nesta Legislatura, o Grupo conta com a participação de 84 parlamentares
brasileiros de vários partidos políticos e já promoveu quatro reuniões para troca de
experiências entre os dois Parlamentos.
Assumi em 2016 o desafio de coordenar as atividades do Grupo Parlamentar BrasilItália. Durante nossa gestão estamos buscando intensificar os serviços de cooperação,
intercâmbio de experiências parlamentares, ampliação da integração econômica e
fortalecer os laços de amizade entre Brasil e Itália.
Ao proporcionar este debate em torno de questões tão essenciais como a economia, a
cultura, as questões sociais e ambientais estamos abrindo espaço para superar esse
momento econômico internacional adverso. Tive a honra de ser designado para tratar da
questão econômica.
Entre as saídas para enfrentar o crescente deteriorar da economia internacional, a
intensificação das relações comerciais entre os países é vital, ou seja, é imprescindível
Câmara dos Deputados – Anexo IV – Gabinete 808
Tel.: (61) 3215 5808 /// fax 3215 3808
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ampliar as trocas comerciais e reforçar os investimentos estrangeiros. A Itália é parceira
estratégica do Brasil desde 2007 e atualmente ocupa a 10ª posição entre os países que
mais investem no país, com estoque de investimentos superiores a US$ 17 bilhões.
A crise econômica iniciada nos Estados Unidos com a falência do Banco Leman
Brothers atingiu de forma intensa as principais economias do mundo. A retração foi
sentida na Itália em 2012. No Brasil em 2014. Nos dois países, o desemprego se
alastrou e ganhou contorno de crise social e política. Por conta dessa situação, é
fundamental que possamos aproveitar as proximidades de nossa formação cultural para
encontrar caminhos comuns e parcerias que permitam a retomada econômica, com
ganhos de produtividade, desenvolvimento tecnológico e geração de emprego e renda.
Mesmo enfrentando uma crise econômica, os italianos seguem sendo um parceiro
comercial importante. A maior parte dos países europeus, incluindo a Itália, tem sua
estrutura econômica, base do Produto Interno Bruto, concentrada no setor de serviços.
Isso representa 67,8% das atividades, já a indústria representa 28,5% e 3,7% na
agricultura.
E é sabido que boa parte da economia italiana é impulsionada pela fabricação de bens
de consumo de alta qualidade produzidos por pequenas e médias empresas. Como
média de um a 19 funcionários. Acredito que o Brasil tem muito o que aprender com o
sucesso dessas empresas. Os investimentos e apoio do governo italiano para o
desenvolvimento dessas pequenas empresas é essencial para se alcançar o crescimento
econômico sustentável, gerar empregos e renda.
Atualmente, 1,2 mil empresas italianas atuam no Brasil. Num panorama básico da
economia, podemos destacar que os investimentos italianos se concentram nos setores
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automotivo, de telefonia, de comércio atacadista de alimentos, bancário, de fabricação
de máquinas e equipamentos, empreendimentos imobiliários e turismo.
De acordo com dados coletados em 2012, as exportações da Itália para o mundo
alcançaram US$ 482,4 bilhões e as importações US$ 513,7 bilhões. Já ao retratar um
panorama entre os dois países, às importações na Itália do Brasil foram de US$ 4,6
bilhões e as exportações da Itália para o Brasil atingiram US$ 6,2 bilhões. Atingindo um
intercâmbio comercial de mais de US$ 10 bilhões. Sendo o café e minerais do ferro os
produtos mais exportados por nós brasileiros. Mas já se evidencia aumento significativo
nas exportações para Itália de produtos como óleo de soja, amendoim e carnes bovinas.
Dentre os principais setores que podem ser explorados de forma mais contundente pelo
empresariado italiano no Brasil, destaco o setor de energia com petróleo, gás natural e
carvão, mas também, a energia limpa que todos almejamos, além de produtos químicos,
produtos de vestuário e componentes eletrônicos. São setores que interessam os
italianos, que já buscam mercado fora do continente europeu, e que os brasileiros
possuem estrutura para atuar de forma competitiva. Aqui no Brasil as empresas do setor
de distribuição e produção de energia encontraram marco regulatório estável e
reafirmamos que os setores de infraestrutura, construção e energia são promissores para
investimentos italianos.
Destaco, ainda, que em novembro de 2015, o governo brasileiro assinou com o governo
italiano um memorando de entendimento para desenvolvimento de investimentos e
fortalecimento da cooperação produtiva entre os dois países. Um passo importante, mas
sua efetividade é imprescindível. Precisamos tirar do papel e colocar em prática com
agilidade e eficiência as diretrizes definidas nesse Memorando. Especialmente, no que
se refere ao Artigo 2° que busca promover investimentos e cooperação no setor de
infraestrutura e logística, energia e estaleiros navais.
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No
setor
de defesa,
o
Brasil
conseguiu
nas
últimas
décadas
dar
um
salto de desenvolvimento em novos produtos e novas tecnologias. A indústria de
Defesa, a partir da definição da Estratégia Nacional de Defesa tem diretrizes para um
forte desenvolvimento. No que se refere a infraestrutura e logística, essa cooperação
poderá resultado em ações efetivas na gestão e implantação de ferrovias, rodovias,
aeroportos e obras de mobilidade urbana.
Evidencio também que a Itália hoje depende em parte do petróleo brasileiro. Uma
movimentação importante, mas a balança comercial poderia ser mais fortalecida se
intensificarmos a exportação de produtos petroquímicos. Nos próximos anos, o Brasil
com a exploração das jazidas do pré-sal poderá ampliar a produção petrolífera a preços
bem mais competitivos.
Turismo – A previsão é que haja 60 milhões de descendentes de italianos no mundo e
que a metade viva no Brasil. Há uma imensa comunidade de descendentes italianos
vivendo no nosso país e devemos ter como prioridade intensificar a troca de
informações e experiências em relação às políticas públicas que intensifiquem o turismo
entre os dois países. Em 2012, por exemplo, a Itália recebeu mais de 100 milhões de
turistas, sendo que 47,9% eram estrangeiros. Esse mercado precisa ser melhor
explorado. Acredito que o Brasil também pode ser um destino atrativo para os italianos.
Em 2013, o Brasil registrou recorde de turistas. Recebeu mais de 6 milhões de turistas
estrangeiros. O nosso crescimento está acima da média mundial. Em 2013 o Brasil
cresceu 5% no número de turistas que vieram ao Brasil, enquanto a média foi de 3%. Há
um crescimento acelerado, mas ainda estamos distantes das cifras europeias, por
exemplo. Podemos e devemos encontrar os meios para não apenas receber os turistas
italianos, mas também investimentos que qualifiquem nossa recepção.
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Conclusões
–
Sugiro
que após o
debate
proposto
por
esse
importante
Seminário façamos a articulação com nossos governos para que as atividades propostas
no último memorando, assinado pelos nossos chanceleres, se efetive com a organização
de missões empresariais e governamentais específicas que resultem em medidas efetivas
na promoção de investimentos e trocas comerciais.
Encontros sistemáticos entre representantes do setor empresarial brasileiro e italiano
poderão fortalecer de forma mais contundente às relações comerciais. Uma boa
oportunidade para novas parcerias e análises de investimento no Brasil para as empresas
italianas, de forma a contribuirmos mutuamente para a superação da crise econômica
em nossos países.
Defendemos que as duas Nações promovam parcerias econômicas que colaborem
transferindo tecnologia e criando emprego e gerando renda. Encerro minha fala
ressaltando mais uma vez que em um momento de conjuntura econômica desfavorável
no Brasil, na Itália e em boa parte dos países em desenvolvimento, fortalecer as relações
comerciais, reforçando os investimentos, é essencial para alavancar a economia.
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