Sete vacinas que os adultos precisam tomar Sarampo, pneumonia e

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Sete vacinas que os adultos precisam tomar
Sarampo, pneumonia e outras doenças prejudicam a
imunidade mesmo na idade adulta
POR FERNANDO MENEZES
Na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos
negligenciam as campanhas de vacinação. Em todas as fases
de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus
e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos
problemas.
As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta
são fortes indicadores de que o individuo precisa se vacinar.
"As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas
com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas,
devem sempre estar informadas sobre a vacinação", diz o
infectologista Paulo Olzon, da Unifesp.
Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No
primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos
epidemiológicos e, para o caso dos vírus, a imunização
normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas
algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai
mais voltar", diz Paulo Olzon. Confira sete tipos que
merecem estar na sua carteira de vacinação.
1 DE 7
Vacina dupla tipo adulto - para difteria e tétano
A difteria é causada por uma bactéria, que é contraída pelo
contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o
sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos
graves, pode evoluir para uma inflamação no coração.
A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os
músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura
respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Se a
doença não for tratada precocemente, pode haver uma
parada respiratória devido ao comprometimento do
diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração,
levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está
no chão é uma das formas mais conhecidas do contágio do
tétano.
A primeira parte da vacinação contra difteria e tétano é feita
em três doses, com intervalo de dois meses. Geralmente, essas
três doses são tomadas na infância. Então confira a sua
carteira de vacinação para certificar-se se a vacinação está em
ordem. Depois delas, o reforço deve ser feito a cada dez anos
para que a imunização continue eficaz. É nesse momento que
os adultos cometem um erro, deixando a vacina de lado.
Vacina Tríplice-viral - para sarampo, caxumba e rubéola
Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por
manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via
respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a
mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando
abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco
observada, mas como a forma de contágio é simples, os
adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com
quem convivem.
Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também
tem transmissão por via respiratória. Mesmo que seja mais
comum em crianças, a caxumba apresenta casos mais graves
em adultos, podendo causar meningite, encefalite, surdez,
inflamação nos testículos ou dos ovários, e mais raramente no
pâncreas.
Já a rubéola é caracterizada pelo aumento dos gânglios do
pescoço e por manchas avermelhadas na pele, é mais perigosa
para gestantes. O vírus pode levar à síndrome da rubéola
congênita, que prejudica a formação do bebê nos três
primeiros meses de gravidez. A síndrome causa surdez, máformação cardíaca, catarata e atraso no desenvolvimento.
O adulto deve tomar a tríplice-viral se ainda não tiver
recebido as duas doses recomendadas para a imunização
completa quando era criança e se tiver nascido depois de
1960. O Ministério da Saúde considera que as pessoas que
nasceram antes dessa data já tiveram essas doenças e estão
imunizados, ou já foram vacinados anteriormente.
Mesmo que todos com essas características devam ser
vacinados, as mulheres que pretendem ter filhos, que não
foram imunizadas ou nunca tiveram rubéola devem tomar a
vacina um mês antes de engravidar, já que a rubéola é
bastante perigosa quando acomete gestantes, podendo causar
deformidade no feto.
Vacina contra a hepatite B
A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não
apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente
sem mesmo perceber que tem a doença. Em outros, a doença
pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem
evoluir para a cirrose. "A imunização contra essa doença é
importante, pois ela pode causar problemas sérios, como
câncer no fígado", diz Paulo Olzon.
De acordo com o especialista, há algumas décadas, o tipo B da
hepatite era o mais encontrado, já que ela pode ser
transmitida através da relação sexual e as pessoas não
tomavam cuidado com a prevenção de doenças sexualmente
transmissíveis. Depois de uma campanha de vacinação e
imunização, e da classificação da hepatite C pelos médicos, ela
não pode ser vista como epidemia, mas ainda é preciso tomar
cuidado com essa doença.
Até os 24 anos, todas as pessoas podem tomar a vacina contra
hepatite B, gratuitamente, em qualquer posto de saúde. A
aplicação da vacina também continua de graça, quando o
adulto faz parte de um grupo de risco. "Pessoas que tenham
contato com sangue, como profissionais de saúde, podólogos,
manicures, tatuadores e bombeiros, ou que tenham
relacionamentos íntimos com portador da doença são as mais
expostas a essa doença", diz o especialista. Fora isso, qualquer
adulto pode encontrar a vacina em clínicas particulares.
Pneumo 23 - Pneumonia
O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre
outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades,
principalmente indivíduos com mais de 60 anos. "Pessoas com
essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23",
diz Paulo Olzon.
A pneumonia é o nome dado a inflamação nos pulmões
causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e
reações alérgicas). Entre os principais sintomas dessa
inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso,
calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro. Adultos
com doenças crônicas em órgãos como pulmão e coração alvos mais fáceis para o pneumococo, devem tomar essa
vacina sempre que há uma campanha de vacinação.
Mesmo que ela seja uma das vacinas mais importantes para
ser tomadas é a única vacina do calendário que não é
oferecida em postos de saúde. É preciso ir a um Centro de
Referência para Imunobiológicos Especiais, em locais como o
Hospital das Clínicas e a Unifesp.
Vacina contra a febre amarela
A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito
transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença tem como
principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas,
vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e
hemorragias. "Se a febre amarela não for tratada, pode levar
a morte", explica o especialista.
Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade,
todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a
vacina a cada dez anos, durante toda a vida. Quem for para
uma dessas regiões precisa ser vacinado pelo menos dez dias
antes da viagem. No Brasil, as áreas de risco são: zonas rurais
no Norte e no Centro-Oeste do país e alguns municípios dos
Estados do Maranhão, do Piauí, da Bahia, de Minas Gerais,
de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande
do Sul.
Mesmo que os efeitos colaterais mais sérios sejam muito
raros, a vacina contra febre amarela deve ficar restrita
aqueles indivíduos que moram ou irão viajar para algum
lugar de risco. "Nesse sentido, a preocupação dos médicos
está relacionada ao risco de reação alérgica grave ou
anafilática, que pode levar a morte os pacientes propensos",
explica o infectologista Paulo Olzon.
Vacina contra o influenza (gripe)
A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com
mais de 60 anos. "Muitas pessoas deixam de tomá-la com
medo da reação que ela pode causar, mas isso é um mito, já
que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a
vacina, e sim com a própria gripe", diz o especialista. "Isso
porque o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se
manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as
pessoas imaginam."
A gripe é transmitida por via respiratória, leva a dores
musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma
semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina
nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser
vacinados em clínicas particulares. "Os idosos que não
querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a
gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas
as épocas do ano", diz Paulo Olzon.
HPV
A vacina existe tanto para homens quanto para mulheres e
previne os quatros principais tipos do Papilomavírus Humano
- o HPV. Segundo o Ministério da Saúde, 137 mil novos casos
de HPV são registrados por ano no Brasil. O vírus,
transmitido durante a relação sexual, é responsável por 90%
dos casos de câncer de colo do útero, além de provocar
tumores de vulva, pênis, boca, ânus e pele.
Apesar de existir a vacina bivalente, que protege dos tipos 16
e 18 de HPV e só é aplicada em mulheres, a quadrivalente é a
mais indicada, pois protege desses dois tipos citados mais os
tipos 6 e 11 e também serve para os homens. "A quadrivalente
deve ser tomada em três doses, sendo a segunda dose após 30
dias da primeira e a terceira, seis meses depois da segunda",
afirma o ginecologista Amadeu Carvalho Júnior, da Amhpla
Cooperativa de Assistência Médica.
A Anvisa recomenda a vacinação em pessoas dos nove aos 26
anos - em especial para aquelas que ainda não iniciaram sua
vida sexual, para garantir maior eficácia na proteção. Vale
lembrar, no entanto, que a vacina não dispensa o uso de
preservativos na relação. "O HPV possui mais de 100 tipos
diferentes e a vacina protege apenas de alguns deles", explica
o ginecologista Amadeu.
Conheça 10 fatores que encurtam a expectativa de vida
Tabagismo, sobrepeso e problemas financeiros são pontos
negativos na busca da longevidade
POR NATHALIE AYRES
FONTE: WWW.MINHAVIDA.COM..BR
Dia 7 de abril é Dia Mundial da Saúde, todo mundo quer
viver muitos anos, não é mesmo? Mas você já se questionou se
está somando mais pontos contra do que a favor na busca pela
longevidade? Por isso mesmo, um estudo da Universidade da
Califórnia, nos Estados Unidos, divulgado no Journal of
American Medical Association (JAMA) em 2013 elencou uma
série de fatores que podem aumentar as chances de morte nos
próximos 10 anos. De acordo com os pesquisadores, quanto
mais deles constarem em sua lista, maiores são as chances de
ter a vida encurtada, pois cada um acrescenta pontos às
estatísticas. Listamos aqui quais são eles, explicando sua
relação e o que dá para fazer para prevenir esses problemas.
Confira!
1 DE 10
Idade, ela pesa
Infelizmente, essa não dá para evitar, o tempo traz mudanças
implacáveis no nosso organismo. "O envelhecimento é um
fato, as células envelhecem, elas são datadas a viver 120 anos
no máximo. O processo de envelhecimento celular ajuda a
desencadear diversos problemas, afinal as artérias e o
cérebro, entre outras estruturas, também ficam mais velhos e
perdem funções", ensina o cardiologista Otávio Gebara,
professor da Faculdade de Medicina da USP e diretor de
Cardiologia do Hospital Santa Paula.
Além disso, as deficiências que o nosso corpo vai adquirindo
com a idade, como reparação dos tecidos e de combate a
infecções e câncer, podem mascarar outros problemas de
saúde. "Muitas doenças são diagnosticadas mais tardiamente,
pois muitos sintomas são confundidos como processos
relacionados ao envelhecimento e, quando a doença de base é
diagnosticada, ela já se encontra mais avançada", salienta
Luciano Giacaglia, endocrinologista do Hospital Alemão
Oswaldo Cruz. Portanto, quanto maior a idade, mais pontos
na ficha.
Os homens correm mais riscos
Esse quesito dá dois pontos aos homens, o que no caso é
negativo, já que quanto mais elevada a pontuação, maiores os
riscos de morte nos próximo 10 anos. Isso porque é
comprovado que as mulheres vivem mais do que os homens.
"Até a menopausa, elas têm o hormônio estrogênio que
protege o sistema vascular", ressalta o cardiologista Otávio
Gebara. Como se não bastasse, a mulher vai ao médico com
mais frequência fazer check-up e relatar suas queixas, o que
lhe dá a vantagem de diagnosticar doenças mais cedo.
Além disso, os homens têm algumas desvantagens em seu
organismo. "Eles têm uma taxa metabólica maior que as
mulheres e o desgaste das células é mais intenso, razão pela
qual o homem tende a gerar mais calor, transpirar mais, ter
um intestino mais acelerado, ter mais força... E quanto mais
se utiliza a máquina do corpo humano, mais precoce é seu
desgaste", ensina o endocrinologista Luciano Giacaglia.
Tabagismo
Pois é, o cigarro não poderia faltar nessa lista. O tabagismo é
fator de risco para doenças como infarto, derrame, câncer,
entre outras. O clínico geral Eduardo Finger, imunologista e
chefe do departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do
SalomãoZoppi Diagnósticos, acredita que nosso corpo tem
uma reserva de energia que acumulamos até os 35 anos e
depois começa a ser gasta. "Fumar cria problemas (a
inflamação e divisão celular) que, para serem resolvidos,
exigem um consumo de energia. Isso demanda um movimento
ativo do seu corpo, que não vai sobrar depois", ensina o
médico.
Tanto que os danos do cigarro para a saúde só são realmente
zerados se o indivíduo parar antes dos 30 anos. "Após isso,
existe sempre prejuízo em relação aos que nunca fumaram,
mas é menor do que se a pessoa continuar a fumar", ensina o
endocrinologista Giacaglia. Até porque, sempre fica algum
dano nos pulmões ou no coração, causados pelo mau-hábito, e
por mais que a genética influencie na saúde também, 80% das
causas de doenças são creditadas ao estilo de vida que a
pessoa cria para si mesma. Portanto, mais dois pontos para os
fumantes.
Índice de Massa Corporal (IMC)
Ter o IMC acima de 25, ou seja, com sobrepeso, resulta em
mais um ponto na estatística. E alguém pode até pensar, mas
qual a diferença de alguns quilinhos a mais? "A gordura
produz substâncias chamadas adipocinas, que são tóxicas.
Elas
aumentam
as
chances
de
se
apresentar hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e
câncer, entre outros", ensina o cardiologista Gebara. Mas
aqui os especialistas pedem cautela, já que o IMC nem sempre
leva tanto em consideração onde está concentrada essa
gordura.
Inclusive, na contramão dessa pesquisa, alguns estudos
demonstram que pessoas com sobrepeso têm mostrado uma
maior expectativa de vida. "Em conclusão, mais que o peso ou
IMC, é o percentual de gordura corporal que reflete os riscos
para a saúde. A gordura localizada, principalmente na região
do abdômen, é considerada a mais nociva, pois promove um
quadro inflamatório que agride nossos vasos sanguíneos,
propiciando infarto e AVC. Também sobrecarrega de
gordura o fígado, que em alguns casos evolui para cirrose, e o
pâncreas, levando ao diabetes", ensina o endocrinologista
Giacaglia.
Diabetes
Nesse quadro há alta taxa de açúcar no sangue, já que a
insulina, hormônio que leva a glicose para dentro das células,
está em falta ou não funciona mais tão bem. Isso danifica o
corpo todo. "O excesso de glicose eleva a parede da artéria e
produz os chamados produtos avançados glicosilados, que são
tóxicos e enrijecem as artérias e favorecem o aparecimento de
placas de colesterol", explica o cardiologista Otávio. Isso
causa danos em diversas estruturas do organismo, como o
cérebro, o coração e os rins. Por isso, o diabetes aumenta um
ponto na lista.
Doenças cardiovasculares
Já as doenças cardiovasculares, que podem ser consequentes
da diabetes ou não, representam a maior causa de mortes no
Brasil, cerca de 800 mil pessoas ao ano. "A doença
cardiovascular promove obstrução da parede dos vasos, que,
quando mais severa, leva a falta de circulação e morte das
células que são irrigadas por esta artéria", ensina o
endocrinologista Giacaglia. Sendo assim, já ter tido alguma
falência cardíaca e ter diabetes adiciona outros dois pontos
negativos a lista.
Câncer
O câncer também drena energia do corpo, que poderia estar
sendo enviada para outros processos metabólicos. "O tumor
promove perda importante de massa muscular e óssea, ainda
que determinada a cura. Além disso, libera substâncias na
circulação que inibem o apetite, agravando o estado de
desnutrição", ressalta o endocrinologista Giacaglia. O
tratamento também é arriscado, afinal a quimio ou a
radioterapia acabam afetando não só as células cancerígenas,
como também as normais.
De acordo com o estudo, quem já teve câncer tem muito mais
chances de reapresentar a doença. "A pessoa apresenta um
defeito de uma proteína que controla as mutações genéticas
na célula, a chamada P-53, que por mais que o tumor seja
erradicado, o problema continua", ensina o clínico geral
Eduardo Finger. Ou seja, mais dois pontos no risco de morte
nos próximos 10 anos.
Doença pulmonar
A doença crônica mais comum dos pulmões é o DPOC, que
pode se apresentar como bronquite crônica, causando uma
inflamação nos brônquios, ou como enfisema pulmonar, que
resulta em destruição dos pulmões ao longo do tempo. Em
ambos os casos, a passagem de ar para os pulmões, e
consequentemente a entrega de oxigênio para o corpo, é
comprometida. E isso causa ainda outros problemas, além da
redução de energia que é fornecida ao corpo. "Toda
inflamação crônica acarreta a liberação de substâncias
denominadas citoquinas, que agridem as células, como a das
paredes arteriais e dos rins. Além disso, a falta crônica de
oxigênio leva à geração de radicais livres que atacam o DNA
das células, acelerando assim o envelhecimento precoce",
ensina Giacaglia. O DPOC adiciona mais dois pontos à lista.
Dificuldades ao lidar com as finanças
Depois de tantos problemas de saúde, parece estranho ver um
fator do dia a dia nessa lista. Mas se uma pessoa que lidava
bem com seu dinheiro começa a ter dificuldades nessa tarefa,
ainda mais com o passar do tempo, isso só pode significar
algum problema cognitivo, que tende a se agravar no futuro e
até se manifestar na forma de doenças como o Alzheimer.
"Esse é um sinal, uma ponta de iceberg. Ao aplicar um teste
cognitivo numa dessas pessoas, percebe-se muitos outros
aspectos, como falhas de memória, que a pessoa consegue
disfarçar no dia a dia", ressalta Otávio Gebara.
Esses males da mente podem se relacionar de diversas formas
a comprometimento da expectativa de vida. "Pessoas com
distúrbios cognitivos e de comportamento estão mais sujeitas
a acidentes de toda espécie. Em alguns casos elas se tornam
muito dependentes dos familiares, que se não tiverem boa
estrutura psicológica acabam abandonando o idoso, que fica
mais sujeito a desidratação, desnutrição e piora de seu
cuidado higiênico", conclui Giacaglia. Este item adiciona mais
um ponto à lista.
Dificuldades de locomoção, banho e manuseio de objetos
São itens que representam o mesmo problema para a
expectativa de vida, mas são contabilizados em separado na
lista. Em primeiro lugar, essas dificuldades com atividades
motoras representam dependência e podem aparecer em
decorrência de alguma limitação físicas ou de doenças como
AVC, paralisia ou Alzheimer. "São pessoas que se tornam
dependentes de outras para cuidados básicos, como
alimentação, higiene, lazer, e nem sempre podem estar sendo
bem atendidas", acredita Gebara. Além disso, normalmente
esses problemas estão ligados a uma redução da massa
muscular também. "Ela é nosso reservatório de proteínas em
casos de desnutrição, por exemplo. Portanto, quem tem maior
reserva muscular tem maior capacidade para enfrentar
doenças que exijam mais proteínas, lembrando também que
os anticorpos são proteicos, ou seja, a capacidade de se
defenderem de infecções fica reduzida", assinala Giacaglia.
Por isso, cada um desses três problemas acrescenta um ponto
à lista.
Evite os sete maiores erros no combate à obesidade
Confiar somente no efeito dos remédios para emagrecer é um
dos maiores problemas
POR LAURA TAVARES
Fonte: www.minhavida.com.br
Hoje é o Dia Mundial de Combate à Obesidade, doença
relacionada a muitas causas e, por isso mesmo, de tratamento
lento e multidisciplinar. A obesidade pode estar ligada a
distúrbios alimentares, ao sedentarismo, a disfunções
hormonais e, por trás disso tudo ainda, à herança genética.
Um time de educadores físicos, nutricionistas, psicólogos e
endocrinologistas forma a melhor equipe para dar um fim nos
quilos a mais.
De acordo com o endocrinologista Amélio Godoy Matos, expresidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e
Metabologia (SBEM) e da Associação para o Estudo da
Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a maior
parte dos tratamentos inclui um arsenal de remédios, já que
são poucos os casos em que o paciente consegue reverter o
problema apenas com disciplina. "Isso não significa,
entretanto, que o uso de remédios dispense a adoção de
hábitos saudáveis", explica.
E está aí um dos principais nós relacionados ao controle de
peso: muita gente acha que basta controlar a medicação para
que os quilos comecem a desaparecer. "Quando isso não
acontece, vem a frustração e o abandono das consultas",
aponta. O erro é comum, mas não o único. Se você já tentou
emagrecer e não alcançou sua meta, veja os principais erros,
apontados por especialistas, no tratamento da obesidade:
1 DE 7
Ignorar as calorias totais da dieta
"A alimentação desequilibrada é um dos principais fatores
relacionados à obesidade", afirma a educadora física e
doutoranda em nutrição Ana Dâmaso, coordenadora do
Grupo de Estudo da Obesidade (GEO) da Unifesp. Segundo
ela, quando este fator está associado ao excesso de peso, tonase necessária a reeducação alimentar. Tudo começa
estabelecendo um limite máximo de calorias que podem ser
consumidas diariamente. "Uma pessoa acima do peso
provavelmente ingere muito mais calorias do que seu
metabolismo é capaz de queimar", afirma a especialista. Para
isso, procure um bom nutricionista que possa elaborar um
cardápio individual.
Fazer escolhas pouco saudáveis à mesa
Bobagem ficar dentro das calorias previstas para o dia se os
alimentos que você consome têm valor nutricional nulo. De
acordo com a educadora física Ana, gorduras e açúcares são
os grupos de alimentos mais presentes na alimentação do
paciente com obesidade. Aprender a montar um prato
colorido com muitas frutas, legumes e verduras, e uma
parcela menor de carboidratos e proteínas, faz parte da
reeducação alimentar. "Com o tempo, os pacientes percebem
que não é preciso passar fome ou comer alimentos sem graça
para perder peso", explica.
Manter o sedentarismo
"Exercícios físicos são uma das principais estratégias
terapêuticas não medicamentosas para combater a
obesidade", diz a educadora física Ana. Segundo a
especialista, atualmente exercícios valem por remédio. O
método mais eficaz para perder peso é combinar exercícios
aeróbios, como a caminhada, com exercícios resistidos, com a
musculação. "Juntos, eles não só combatem a obesidade,
como ainda ajudam no controle da síndrome metabólica e da
esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no
fígado)", explica. Antes de iniciar o treino, procure um
profissional para não realizar movimentos incorretos ou
exagerar na dose, o que pode gerar lesões.
Perder o controle da ansiedade
A obesidade é uma doença multifatorial e, na maior parte dos
casos, está ligada a disfunções emocionais. "Grande parte dos
pacientes sofre deansiedade, estresse e outros problemas que
podem levar à compulsão alimentar, por exemplo", afirma o
endocrinologista Marcos Antonio Tambascia, professor da
Unicamp. Por isso, incluir um terapeuta comportamental no
tratamento da obesidade pode ser fundamental para alcançar
o sucesso.
Adotar outros hábitos prejudiciais
"Principalmente pacientes que foram submetidos à cirurgia
bariátrica são mais propensos a adotar outros hábitos
prejudiciais para compensar o prazer que deixaram de ter
por não poder comer compulsivamente", afirma o
endocrinologista Marcos. Segundo ele, é comum pacientes
começarem a fumar e beber ao tentar seguir uma alimentação
saudável. Por outro lado, alguns pacientes se sentem
estimulados a mudar completamente de vida quando dão
início ao tratamento da obesidade. Assim, começam a praticar
exercícios, investem na reeducação alimentar e, de quebra,
ainda adotam outros hábitos saudáveis como medida de
prevenção da saúde.
Retomar os erros após a perda de peso
O paciente com tendência a ter obesidade não pode vacilar.
Hábitos saudáveis adotados para perder peso devem ser
mantidos mesmo após alcançar a meta. "Muitos pacientes
acabam retomando os quilos perdidos porque deixam a
disciplina de lado com o tempo", diz o endocrinologista
Marcos. Segundo ele, comer bem, praticar exercícios e fazer
check-ups no médico regularmente deveriam ser regra na
vida de todas as pessoas durante a vida inteira. No caso de
pessoas com tendência a desenvolver a doença, entretanto, a
medida se torna ainda mais relevante e não segui-la pode
trazer consequências mais imediatas, como a desnutrição e a
volta da obesidade.
Resistir a tratamentos mais agressivos
"A cirurgia bariátrica nunca é a primeira opção de
tratamento para pessoas com obesidade", afirma o
endocrinologista Marcos. Mas indivíduos com índice de massa
corpórea (IMC) maior do que 40 ou com IMC maior do que
30 e tendência a desenvolver doenças associadas à obesidade,
como o diabetes, geralmente recebem indicação para a
intervenção cirúrgica. Isso porque, neste caso, a necessidade
de perder peso é imediata. Além disso, disciplina para mudar
hábitos de vida nem sempre é o suficiente para vencer essa
doença crônica. Por isso, o acompanhamento médico é
fundamental.
Casa saudável: nove transformações em casa que protegem seu organismo
Panelas, tecidos, lâmpadas e outros objetos podem virar
ameaças dentro do lar
POR LETÍCIA GONÇALVES
FONTE: WWW.MINHAVIDA.COM..BR
Nada melhor que o conforto e a segurança do nosso lar. No
entanto, mal imaginamos que dentro da própria casa existem
micro-organismos prontos para atacar nossa imunidade,
como osácaros e bactérias. A sorte é que simples hábitos já
podem mandar essas ameaças para longe. Confira nove
pequenos cuidados que você deve ter com a sua casa,
explicados pela infectologista Raquel Muarrek, do Hospital
Leforte, de São Paulo.
1 DE 9
Limpeza já!
Não é só uma questão de deixar a casa bonita, mas de
prevenir que ela fique contaminada e com muitos microorganismos maléficos à saúde, poeira e ácaros que são os
principais causadores de doenças respiratórias, como asma e
rinite. "Para tanto, é necessário que seja realizada com bons
produtos e de maneira correta", lembra a infectologista
Raquel. Atente-se para produtos que realmente limpam e
para a troca de materiais de limpeza quando começarem a se
deteriorar.
Plantas dentro de casa?
Elas fazem bem à saúde por meio da fotossíntese, liberando
oxigênio e aumentando a umidade relativa do ar. Contudo,
Raquel diz ser importante estar atento a alguns
cuidados. "Pessoas com alergias ou que apresentam doenças
que possam afetar a imunidade do organismo não devem
manter plantas dentro do ambiente doméstico", alerta a
infectologista.
Além disso, as folhas devem ser limpas com pano limpo e água
para evitar acúmulo de poeira, e os vasos jamais devem ter
acúmulo de água para evitar a reprodução do mosquito
da dengue.
Manutenção do ar condicionado
Para que funcionem corretamente, esses aparelhos necessitam
de manutenção periódica, e não somente quando quebram.
"O ar condicionado pode liberar agentes biológicos que
provocam desde reações alérgicas até doenças respiratórias",
conta Raquel. Por isso, verifique as orientações dadas pelo
fabricante e procure serviços autorizados para a
manutenção.
Cuidado com as panelas
"Os tipos mais indicados são as de vidro e pedra sabão, pois
são fáceis de higienizar, conservam melhor os alimentos e não
liberam substâncias tóxicas", aconselha Raquel. Panelas de
Teflon podem ser nocivas à saúde quando começam a se
deteriorar, eliminando crostas. É preciso trocá-las para evitar
contaminação. As de alumínio devem ser evitadas, já que
estudos
relacionaram
esse
metal
a
doenças
neurodegenerativas, como Alzheimer.
As panelas de ferro, por sua vez, podem ser positivas para
prevenção da anemia ferropriva (deficiência de ferro). As de
inox também liberam essa substância nos alimentos, assim
como o cromo, ambos nutrientes importantes. No entanto,
esse tipo ainda libera níquel e deve ser evitado por pessoas
sensíveis a esse componente. Por fim, panelas de barro não
liberam substâncias tóxicas, mas precisam de cuidado
dobrado com a limpeza.
Janelas sempre abertas
Em ambientes fechados, o ar fica contaminado por diversos
fatores: liberamos dióxido de carbono pela respiração e
substâncias químicas pela transpiração; transportamos
bactérias e outros microorganismos externos para dentro da
casa; objetos - carpete, móveis, roupas e tapetes - liberam
fibras, formaldeído e outras substâncias; fogão a gás libera
gases como monóxido de carbono; entre outros. Tudo isso
afeta a nossa imunidade. Por isso, deixe o ar circular! "A
janela aberta propicia um ambiente de troca natural e
renovação do ar no ambiente", explica Raquel.
Tecidos de roupas de cama e vestimentas
Os melhores aliados da saúde são os constituídos em grande
parte de algodão, principalmente roupas de cama. Raquel
explica que tecidos feito de nylon e fibras sintéticas contêm
benzeno, substância nociva obtida pelo petróleo. "O benzeno
penetra no organismo através da inalação de ar contaminado,
da ingestão de produtos contaminados - alimentos, água e
poeiras - e da absorção da pele", explica a especialista. Os
riscos à saúde por usar tecidos com essa substância são
baixos, mas não custa se prevenir.
Luzes fluorescentes compactas (LFC)
Elas economizam energia e duram mais que as lâmpadas
comum, mas tenha cuidado ao manuseá-la. "Ao serem
rompidas, liberam vapor de mercúrio que faz mal à saúde se
aspirado", esclarece Raquel. A exposição em excesso a esse
vapor pode causar pneumonia, dores no peito, tosse, gengivite
e outros problemas.
Procure deixar o carro ao ar livre, mesmo desligado
Já sabemos que o veículo ligado libera monóxido de carbono,
óxidos de enxofre e outras substâncias tóxicas, além de
fuligem e poeira. "No entanto, mesmo com o motor desligado,
ocorre a evaporação de combustível pelo respiro do tanque e
pelo sistema de carburação do motor", afirma Raquel. Essas
substâncias podem contaminar sua garagem e sua casa.
De olho nos produtos químicos
Produtos de limpeza são necessários, mas precisam de atenção
por conter muitos agentes químicos. "Os efeitos tóxicos
provocados podem ocorrer em função da exposição direta de
pele e mucosas, ingestão ou inalação de gases", conta Raquel,
que dá os seguintes conselhos: adquira produtos que
contenham no rótulo informações - fáceis de entender - sobre
composição, modo de usar e fabricação. Respeite sempre essas
indicações e jamais reaproveite as embalagens para
armazenar outros produtos. Também prefira usar luvas para
proteger a pele.
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