Apresentações - IME-USP

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O QUE A INTERNET ESTÁ FAZENDO
COM NOSSAS MENTES
(apresentação super-resumida)
Valdemar W. Setzer
Depto. de Ciencia da Computação,
Universidade de São Paulo, Brasil
www.ime.usp.br/~vwsetzer
google: valdemar setzer
(Ver no site: o artigo “O que a Internet está fazendo com
nossas mentes”; na seção “Apresentações” a
apresentação completa e em “Vídeos” a gravação da
palestra de 18/10/11 no IME-USP)
Valdemar W. Setzer – A Internet e as nossas mentes (super-reduzida)
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TÓPICOS
1. Introdução
2. Resumo de todos os capítulos
3. Meus comentários
4. Minhas complementações
5. Minhas recomendações
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1. Introdução
 Estadão 8/7/12, p. C1:
 “Pesquisa [IBOPE] feita com 350 jovens de 18 a
24 anos em cinco capitais brasileiras mostra
que 59% deles escrevem na direção [guiando
um carro]. São torpedos, posts no Facebook,
conversas em chats. ...
Perguntados se acham o hábito arriscado, 80%
disseram que sim e um em cada três
reconheceu que não faz nada para mudar.”
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1. Introdução (cont.)
 Smith, Darling e Searles, Perfusion 26(5),
2011, pp. 375-380
 [Of a total of 430 responders] “The use of a cell
phone
during
the
performance
of
cardiopulmonary bypass (CPB) was reported by
55.6% of perfusionists. Sending text messages
while performing CPB was aknowledged by
49.2% ... For smart phone features, perfusionists
report having accessed e-mail (21%), used the
internet (15.1%), or have checked/posted on
social networking sites (3.1%) while performing
CPB. Safety concerns were expressed by 78.3%
who believe that cell phones can introduce a
potentially significant safety risks to patients.”
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1. Introdução (cont.)
 O que está acontecendo?
 Nicholas Carr, em seu livro
A geração superficial – o que a Internet está
fazendo
com
nossos
cérebros?
Agir/Nova Fronteira, 2011
Trata do impacto da Internet no indivíduo
 Vamos partir dele
Ver minha resenha em meu site
“O que a Internet está fazendo com
nossas mentes?”
com muitos detalhes; aqui só alguns pontos
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TÓPICOS
۷ 1. Introdução
2. Pontos principais
3. Meus comentários
4. Minhas complementações
5. Minhas recomendações
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2. Prólogo: O cão de guarda e o ladrão
 A Internet é o último meio a disparar um
debate sobre
 Democratização da cultura
 Emburrecimento da cultura
 O que importa não é o conteúdo, mas o que
o meio faz conosco
 “Nossa posição convencional a toda a
mídia, isto é, que o que importa é a maneira
como é usada, representa o estado
entorpecido
do
idiota
tecnológico.”
(McLuhan)
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2. Prólogo: O cão de guarda e o ladrão (cont.)
 “O conteúdo da mídia é simplesmente ‘o
pedaço suculento de carne levado pelo
ladrão para distrair o cão de guarda da
mente.’ (idem.)”
 “Nem mesmo McLuhan conseguiu prever a
festança que a Internet nos apresenta: um
prato depois do outro, cada um mais
apetitoso que o outro, sem sequer um
momento para respirarmos entre cada
mordida
 Levamos essa festa a todo lugar”
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3. Cap. 1: HAL e eu
 O computador HAL do filme 2001 de Stanley
Kubrick protesta quando o astronauta Dave
Bowman começa a desligá-lo, dizendo
“Dave, minha mente está indo embora, eu posso
senti-lo, eu posso senti-lo”
 Carr diz que também estava sentindo isso:
“Alguém, ou alguma coisa, estava mexendo
com meu cérebro, refazendo os circuitos
neurais, reprogramando a memória. Minha
mente não estava indo embora, mas
mudando.”
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3. Cap. 1: HAL e eu (cont.)
 Conta como antes passava horas lendo
longos trechos em prosa.
 Agora isso acontecia raramente
 Depois de 1-2 páginas, perdia a concentração,
divagava, perdia a sequência
 Acha que sabe a razão:
 “Por mais de uma década, passei muito tempo
conectado, buscando, surfando e algumas
vezes adicionando coisas aos grandes bancos
de dados da Internet.”
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3. Cap. 1: HAL e eu (cont.)
 “Meu cérebro não estava apenas faminto.
Estava pedindo para ser alimentado da
maneira como a Internet o alimentava, e
quando mais alimentado, mas faminto se
tornava.”
 “Mesmo longe do computador, eu ansiava
por verificar meus e-mails, acionar vínculos,
usar o google. Eu queria estar conectado.”
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4. Cap. 2: Os caminhos vitais
 O cérebro é,
 segundo alguns, “muito plástico”
 segundo Merzenich, um dos descobridores da
plasticidade, “maciçamente plástico”
 A plasticidade diminui com a idade, mas
nunca desaparece
 “Nossos neurônios estão constantemente
quebrando velhas conexões e formando
novas, e novas células nervosas estão
sendo constantemente criadas.”
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4. Cap. 2: Os caminhos vitais (cont.)
 “O que aprendemos enquanto vivemos é
imerso nas conexões celulares que mudam
continuamente.”
 Pessoa cega, que aprende Braille
 Córtex visual começa a tratar dos impulsos do
tato
 Se há uma lesão e perde-se controle de um
membro, repetindo movimentos com ele
forçam-se os neurônios a criarem novas
sinapses
 Plasticidade ocorre não só em lesões, mas
no funcionamento normal
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4. Cap. 2: Os caminhos vitais(cont.)
 Plasticidade
está
permanentemente
em
ação
 Pode mudar com ações
 e também com atividades puramente mentais
 Experiência de um grupo tocar uma melodia no piano,
e outra imaginar que a estava tocando
 Mudanças no cérebro foram as mesmas
 “Neurologicamente,
tornamo-nos
o que pensamos”
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5. Digressão: Sobre o que o cérebro pensa
quando pensa sobre si próprio
 Não percebemos o cérebro
 Tendência é achar que não temos influência
sobre a estrutura física do cérebro
 Achava, assim, que usar um computador
não iria influenciar o seu cérebro
 Mas estava errado
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6. Cap. 3: Ferramentas da mente
 Mapas, relógios
 Escrita
 Muda o cérebro
 Povos que usam ideogramas empregam áreas
diferentes do cérebro
 As tecnologias mais impactantes são as
intelectuais
 As mais interiores
 Produzem novas maneiras de pensar e encarar
o mundo
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7. Cap. 4: O aprofundamento da página
 Neste capítulo, Carr traça a história da
escrita e da imprensa
 Durante séculos, a tecnologia de escrever
tinha refletido e reforçado a ética intelectual
da cultura oral, comunitária
 Aí apareceu a “ética do livro”
 Desenvolvimento do conhecimento tornou-se
cada vez mais pessoal
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7. Cap. 4: O aprofundamento da página (cont.)
 Faltava popularizar o livro
 Entra Gutenberg, em 1445
 “A indústria tipográfica explodiu. No final do
séc. XV, cerca de 250 cidades da Europa tinham
tipografias, e uns 12 milhões de volumes já
haviam saído de suas prensas.”
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7. Cap. 4: O aprofundamento da página (cont.)
 O silêncio da “leitura profunda” [deep reading]
tornou-se parte da mente
 “Os leitores desligavam a sua atenção do fluxo externo
dos estímulos passageiros de modo a se conectarem
mais profundamente com o fluxo interno de palavras,
ideias e emoções. … Era um cérebro literário.”
 Pesquisa de N. Speer (2009) com tomografia de pessoas
lendo livros de ficção: “As regiões cerebrais que eram
ativadas muitas vezes ‘espelhavam aquelas atividades
quando as pessoas realizam, imaginam, ou observam
atividades semelhantes no mundo real. … A leitura
profunda … não é de modo algum uma atividade
[mentalmente] passiva.’ O leitor se torna o livro.”
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7. Cap. 4: O aprofundamento da página (cont.)
 Depois de 550 anos, a gráfica e seus
produtos estão sendo empurrados do
centro para a periferia da vida intelectual
 Correntes principais:
 Computador, tablet, celular, smartphone
 Companheiros constantes
 Meios principais para
 Armazenar, processar, repartir informações
 de todas as formas, inclusive textos
 Nova ética intelectual!
 Caminhos
do cérebro estão novamente
sendo redirecionados
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7. Cap. 5: Um meio de natureza mais geral
 Internet começou com texto
 Daí suas “páginas”
 Com aumento de velocidade e capacidade
 Foram incorporados imagens, fotos, gráficos
 Depois veio o som, vídeo e jogos
 TNS Global (2008), pesquisa internacional
com 27.500 pessoas entre 18 e 53 anos
 30% do tempo livre conectados
 Na China: 44%
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7. Cap. 5: Um meio de natureza mais geral (cont.)
 Nielsen Co. (2008), celulares nos EEUU
 Enviam/recebem em média 400 textos/mês
 Aumento de 4 vezes desde 2006
 Adolescente (teen) médio americano
 2.272 textos/mês [!!!]
 Nielsen Co. (2009): tempo de uso de TV
permaneceu o mesmo
 EEUU: 153 h/mês [5 h/d !!]
 Sem contar TV nos computadores
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7. Cap. 5: Um meio de natureza mais geral (cont.)
 Tempo em frente a telas aumentou
enormemente
 Ball State Univ. (2009):
 A maior parte dos americanos gastava > 8,5 h/d
usando aparelhos com tela
 [M.Spitzer: Vorsicht, Bildschirm! Elektronischen Medien,
Gehirnentwicklung, Gesundheit und Gesellschaft {Cuidado,
tela! Meios eletrônicos, desenvolvimento do cérebro, saúde e
sociedade}, Stuttgart: Klett, 2005]
 O que parece ter diminuído é o tempo
dedicado a se ler textos impressos
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7. Cap. 5: Um meio de natureza mais geral (cont.)
 A maneira de se usar a Internet é totalmente
diferente do texto impresso
 Hyperlinks (vínculos)
 Mais simples pular de página
 Buscas fragmentam o trabalho
 Várias janelas numa tela perturbam a
concentração
 “Não vemos mais florestas. Nem árvores.
Vemos folhas e gravetos.”
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista
 Dúzias de pesquisas mostram que pessoas
conectadas na rede
 Têm pensamentos apressados e distraídos
 Têm aprendizado superficial
 Não conseguem pensar profundamente
 É impossível pensar superficialmente quando se lê um
livro
 Com exceção do alfabeto e dos números, a
Internet talvez seja a tecnologia mais
poderosa para alterar a mente
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Seguir links e mudar de programa requerem
 Coordenação mental constante
 Tomada de decisões
 Sacrificando a habilidade que torna a leitura
profunda (deep reading) possível
 Leitura profunda permite e desenvolve o pensamento
profundo
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Lori Bergen (2005): “Quando nosso cérebro
é sobrecarregado,
mais”
distrações
distraem
 Hipertexto
 Pesquisa de 1990: leitores de hipertexto não
lembravam o que tinham ou não tinham lido
 Outra, mesmo ano: 2 grupos, um com um texto
linear, outro o mesmo com hipertexto
 Grupo sem hipertexto foi muito melhor
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Jean-François Rouet (1996): revisão desses
e outros resultados
 Acharam
que os leitores
“alfabetização de hipertexto”
iriam
desenvolver
 E aí os problemas iriam diminuir
 Isso não aconteceu
 Pessoas que leem textos lineares têm mais
compreensão, lembrança, aprendizado
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 David S. Miall (2001): pesquisa com 70
pessoas
 Um grupo lendo história curta linear
 10% relatou dificuldade em seguir o texto
 Outro grupo: a mesma história com hipertextos
 Esse grupo
 levou mais tempo
 relatou mais confusão e falta de certeza do que tinha lido
 75% disseram que tiveram dificuldade em seguir o
texto
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Erping Zhu (1999): número variável de links
 Quando maior o número de links, menor a
compreensão
 Forte correlação entre número de links e
desorientação ou sobrecarga cognitiva
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Helene Hembrooke (2003): numa classe da
Cornell University
 Um grupo de estudantes sem laptops
 Outro grupo com laptops com acesso à Internet
 Esse grupo “teve rendimento significativamente mais
fraco nas medidas imediatas de memória”
 Independente de o aluno ter navegado em conteúdos que
diziam respeito à aula ou não
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Lori Bergen (2005): estudantes da Kansas
State Univ.
 Assistiram transmissão de 4 notícias pela CNN
 Um grupo, transmissão com infográficos, outras
notícias na linha inferior
 Outro grupo só as notícias
 Esse grupo lembrava muito mais fatos
 “O formato de multimensagem parecia exceder
a capacidade de atenção”
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Por projeto, a Internet é um sistema de
interrupção, uma máquina de dividir a
atenção
 Estamos
mudando
do
cultivo
do
conhecimento pessoal para caçadores e
coletores na floresta de dados eletrônicos
 O conhecimento não está mais na pessoa, está
na Internet
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Quanto mais se faz várias coisas ao mesmo
tempo (multitasking)
 Menos se tomam decisões
 Fica-se com menos capacidade de pensar e
raciocinar sobre um problema
 Pode-se superar algumas ineficiências em
fazer várias coisas
 Mas nunca se será tão bom quanto se focalizar
em uma só coisa
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Podemos assumir que os circuitos
neuronais dedicados a “escanear” e
executar múltiplas tarefas
 estão se expandindo, e se fortalecendo
 enquanto os usados para ler e pensar
profundamente, com concentração
duradoura
 estão enfraquecendo ou sendo erodidos
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Eyal Ofir (2009), Stanford Univ.
 “Viciados em multitarefas são ávidos por coisas
irrelevantes; qualquer coisa os distrai”
 Merzenich (o da plasticidade do cérebro):
 Ao
realizar multitarefas, estamos treinando
nossos cérebros para prestar atenção em lixo
 As consequências para nossa vida intelectual
podem ser mortais
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8. Cap. 7: O cérebro do malabarista (cont.)
 Rede está nos tornando mais espertos
 Somente
se definirmos
padrões da própria rede
inteligência
pelos
 Um conceito mais amplo de inteligência
 Amplitude e profundidade, não a rapidez
 Leva à conclusão de que a rede é muito negativa
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9. Cap. 8: A igreja da Google
 Taylorismo elevado ao paroxismo
 Princípio básico
 Chegar
mais
rápido
possível
ao
dado
procurado
 E sair dele o mais rápido possível
 Ver também, de Scott Cleland
Busque e destrua – por que você não pode
confiar no Google Inc.
Matrix, 2012
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9. Cap. 8: A igreja da Google (cont.)
 Eliminação da privacidade e uso indevido
de dados
 Google deseja
apossar-se
 de todos os dados
do mundo
 Construção do perfil
dos usuários
 Gmail: inclusive dos
não registrados nele
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9. Cap. 8: A igreja da Google (cont.)
 George Dyson (1997):
 “Tudo o que seres humanos estão fazendo para
tornar a operação de redes de computadores
mais fácil está, ao mesmo tempo, mas por
razões diferentes, tornando mais fácil redes de
computadores operarem seres humanos”
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9. Cap. 9: Busque, memória
 Sheila Crowell (2004): “O próprio ato de
lembrar parece modificar o cérebro de
modo a facilitar o aprendizado de ideias e
habilidades no futuro.”
 Memória é aparentemente ilimitada
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9. Cap. 9: Busque, memória (cont.)
 A Internet é
completamente diferente de
outras ajudas à memória de trabalho
 Coloca mais pressão na memória de trabalho
 Desvia
recursos de nossas faculdades
superiores de raciocínio
 Obstrui a consolidação de memórias de longa
duração e o desenvolvimento de esquemas
conceituais
 A rede é uma tecnologia do esquecimento
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10. Digressão: Sobre a escrita deste livro
 Como o autor conseguiu concentrar-se para
escrever esse livro?
 No começo, foi quase impossível
 Ficou claro que ele devia mudar totalmente de
vida
 Mudou-se para as montanhas de Colorado
 Eliminou quase todo o uso da Internet
 Consultava e-mails apenas uma vez por dia
 Cancelou Twitter
 Interrompeu o Facebook
 Bloqueou mensagens instantâneas
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10. Digressão: Sobre a escrita deste livro (cont.)
 Desmantelar a vida conectada não foi fácil
 “Durante meses, minhas sinapses gritavam pela
sua dose de rede”
 Com o tempo, a coisa melhorou, e Carr viu
que dava para digitar durante horas ou ler
um artigo acadêmico complexo sem perder
a concentração
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10. Digressão: Sobre a escrita deste livro (cont.)
 Sentiu-se mais calmo em geral e com mais
controle de seus pensamentos
 Menos como um rato apertando alavanquinhas
 Mais como um ser humano (!!!)
 No entanto, ao terminar o livro, ele está
voltando aos usos anteriores da rede
 “Tenho que confessar:
 É agradável [cool]
 Não estou seguro de poder viver sem isso”
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11. Cap. 10: Uma coisa como eu
 James A. Evans, 2008
 Análise de 34 milhões de artigos publicados em
revistas científicas de 1945 a 2005
 Quanto mais as revistas eram colocadas na
Internet, menos os autores citavam outros
trabalhos
 Quanto mais trabalhos antigos eram inseridos,
mais os pesquisadores citavam trabalhos
recentes
 Conclusão de Evans:
 Uma ampliação da informação disponível levava a
“um estreitamento da ciência e do conhecimento”
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11. Cap. 10: Uma coisa como eu (cont.)
 Marc Berman, 2008
 3 dúzias de pessoas foram submetidas a uma
série de testes rigorosos mas exaustivos,
destinados a testar
 a memória de trabalho
 a habilidade de exercer controle sobre a atenção
 Depois dos testes
 Um grupo foi passear por 1 hora num parque
arborizado isolado
 Outro grupo passeou em ruas movimentadas da
cidade
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11. Cap. 10: Uma coisa como eu (cont.)
 Marc Berman, 2008 (cont.)
 Depois os grupos voltaram a fazer os testes
 O grupo do parque melhorou seu rendimento
 Indicando um aumento substancial de atenção
 O grupo da cidade não melhorou nos testes
 Conclusão:
 Empregar tempo no mundo natural parece ser de
importância vital para o funcionamento efetivo da
cognição
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11. Cap. 10: Uma coisa como eu (cont.)
 Carr: na Internet não existe local tranquilo
onde a contemplação pode exercer sua
mágica restauradora
 Nela há só a agitação hipnotizadora sem fim das
avenidas urbanas
 Exaustivas e “distrativas”
 Carr,
citando
A.Damásio:
pesquisas
do
grupo
de
 Como
a Internet diminui a capacidade de
contemplar, está alterando a profundidade de
nossas emoções e de nossos pensamentos
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12.Epilogo: Elementos humanos
 Lembra os “sentimentos” da máquina HAL
no filme 2001, ao ser desligada:
 “Posso sentir, posso sentir, estou com medo”
 Os seres humanos no filme são todos frios e
objetivos
 Como se estivessem seguindo um algoritmo
 Esta é a essência da profecia negra de
Stanley Kubrick:
 Na
medida em que nos apoiamos em
computadores para mediar nossa compreensão
do mundo, é nossa própria inteligência que se
aplana na [flattens into] inteligência artificial
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TÓPICOS
۷ 1. Introdução
۷ 2. Resumo de alguns capítulos
3. Meus comentários
4. Minhas complementações
5. Minhas recomendações
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13. Meus comentários
 Pontos mais importantes do livro
 A Internet é essencialmente “distrativa”
 Prejudica a capacidade de concentração mental
 Prejudica a “leitura profunda”
 Atrai pela novidade e pelo imediatismo
 Para uma boa parte da humanidade a Internet
 Tornou-se uma obsessão, um vício
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13. Meus comentários (cont.)
 Não estou de acordo com o abuso do uso
de “cérebro”, “circuitos neuronais” etc.
 Não sabemos cientificamente o que é o pensar,
sentir e querer, memória, consciência e
autoconsciência, isto é, nossas funções
mentais
 Portanto, não se pode afirmar cientificamente que
essas funções mentais são geradas pelo cérebro
 Obviamente, o cérebro participa dessas
funções
 Assim, é relevante mostrar que a tecnologia
altera o cérebro como diz Carr em boa parte do
livro
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13. Meus comentários (cont.)
 Discurso de Carr:
 Ex.: título do cápítulo “Digressão: no que o
cérebro pensa quando pensa sobre si próprio”
 Como ele fala normalmente? Provavelmente:
 “Eu penso que vai chover hoje”
 Ele não diz
 “Meu cérebro pensa que vai chover hoje”
 Portanto, o correto seria
 “O que meu pensamento pensa quando pensa sobre si
próprio”
 Dessa maneira, o discurso usado por Carr
mistifica as funções cerebrais e da mente
 Mas
isso não
argumentos
diminui
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a
força
de
seus
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13. Meus comentários (cont.)
 Uma das minhas hipóteses de trabalho é
que a mente é muito mais do que o cérebro
 P.ex., qualquer um pode ter a vivência de poder
ser livre no pensamento, isto é,
 decidir o que vai pensar em seguida
 concentrar o pensamento (mantê-lo por algum tempo
em um tema escolhido)
 Sem concentração mental não se pode ler um livro, estudar e
produzir intelectualmente
 O cérebro é apenas matéria, e da matéria não
pode advir livre arbítrio
 Ela está inexoravelmente sujeita às “leis” e condições
físicas
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TÓPICOS
۷ 1. Introdução
۷ 2. Resumo de todos os capítulos
۷ 3. Meus comentários
4. Minhas complementações
5. Minhas recomendações
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14. Minhas complementações
 Outras pesquisas, ex.:
 Morrisson e Gore (2010): The Relationship
between
Excessive
Internet
Use
and
Depression. Psychopathology 43:2
 Bedrosian, T.A. et al. Chronic dim light at night
provokes reversible depression-like phenotype.
Molecular Psychiatry (2012) 1:7. (Influência de
luz artificial [5 lumens vs. 150 do dia] no
hipocampo de cobaias.)
 H. Krasnova (2013): Envy on Facebook: A
Hidden Threat to User’s Life Satisfaction? 11th
Intn’l Conference on Wirtschaftspolitik, Leipzig,
Germany
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14. Minhas complementações (cont.)
 Carr não tratou das redes sociais
 Dão uma falsa impressão de sociabilidade
 Prejudicam a sociabilidade “olho no olho”
 Diminuem o contato pessoal
 Pessoas comunicam em geral o que gostariam
de ser
 Em geral, comunicação de trivialidades inúteis
 Excitação pela curiosidade do imediatismo
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14. Minhas complementações (cont.)
 A tecnologia tem uma missão
 Libertar o ser humano das forças da natureza,
interiores e exteriores a ele
 No entanto, em lugar de libertá-lo, ela está
escravizando o ser humano, e toda a natureza
 Temos que mudar essa situação
 Ver em meu site meu artigo
“A missão da tecnologia”
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14. Minhas complementações (cont.)
 Todos percebem
que a natureza está sendo
destruída
 Não pelas religiões e fanatismos religiosos
 Somos todos contra eles
 Está sendo destruída pelo mau uso da tecnologia
 que é a filha dileta da ciência
 Muita ciência é feita visando a tecnologia
 Que está a serviço do capital, i.é, egoísmo e ganância
 No entanto, poucos percebem que o ser humano
também está sendo destruído
 Justamente pela tecnologia
 Não só fisicamente, como a natureza,
 mas também seu pensar, sentir, querer, e suas consciência e
autoconsciência, e até sua memória
 Como Carr mostrou muito bem em relação à Internet
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14. Minhas complementações (cont.)
 Uma das maneiras seguras de destruir a
humanidade é destruir as crianças e os
adolescentes
 É justamente o que TV,
video games, e
computadores/tablets/smatphones/Internet
estão fazendo
 Ver meu artigo com mais de uma centena de
citações de trabalhos científicos:
 Os
efeitos negativos dos meios eletrônicos em
crianças, adolescentes e adultos.
 pelo google: setzer efeitos negativos
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14. Minhas complementações (cont.)
 A Internet exige enormes
 Conhecimento
 Discernimento
 Autoconsciência
 Autocontrole
 Que crianças e adolescentes não têm!
 Estão desenvolvendo-os!!!
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14. Minhas complementações (cont.)
 Há ainda os perigos de predadores
 Ver o livro de Gregory Smith “Como proteger seus filhos
na Internet” e minha resenha
“Como proteger seus filhos e alunos DA Internet”
 E a questão da dependência
 Ver o livro de K. Young e Cristiano de Abreu,
“Dependência de Internet – manual e guia de avaliação e
tratamento”, 2011
 Pelo menos 10% de todos os usuários de Internet são viciados
nela
 Portanto, Internet não é para crianças e
adolescentes
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14. Minhas complementações (cont.)
 Qual é a solução? (Para os adultos)
 Conhecer profundamente cada tecnologia
 Principalmente seus impactos na natureza e nos seres
humanos
 Dominar o uso de cada tecnologia
 Usar com consciência
 Colocar a tecnologia em seu devido lugar
 Ex.: o lugar correto de todos os video games violentos é no
LIXO
 Fazer a tecnologia deixar de servir ao egoísmo e
à ganância
 E passar a servir ao amor altruísta
 Pois o egoísmo é destrutivo, o altruísmo é construtivo
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TÓPICOS
۷
۷
۷
۷
1. Introdução
2. Resumo de todos os capítulos
3. Meus comentários
4. Minhas complementações
5. Minhas recomendações
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15. Minhas recomendações
 Atividades imediatas (durante o uso)
 Interromper
periodicamente
o
uso
do
computador
 Usar o sistema MINDFULNESS BELL
 Quando o gongo tocar, talvez a cada 30 min:
 Interromper imediatamente qualquer uso do computador
 De olhos fechados, concentrar-se no som do gongo
 em seguida fazer um exercício de concentração mental
 A cada 50 min fazer 10 min de intervalo
 Passear, exercícios físicos, pequena atividade artística
 Seguem desenhos de formas feitos por meus alunos
 Eu interrompo as aulas no meio para essa atividade
 assim os alunos não ficam só no intelecto!
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16. Minhas recomendações (cont.)
 Atividades imediatas (cont.)
 Sentar recostado para trás, relaxado
 Não seguir links enquanto se lê um texto
 Chegar ao fim do texto, e depois seguir um link
 Não fazer várias coisas ao mesmo tempo
(multitasking); exemplos
 Não ficar alternando entre vários programas
 Não ouvir música de fundo (a não ser no carro)
 Não usar vários aparelhos ao mesmo tempo
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16. Minhas recomendações (cont.)
 Atividades de longo prazo
 Desenvolver autocontrole
 Ex.: acordar de manhã e adiar o máximo possível o
acesso à Internet e o uso do computador
 Usar e-mail no máximo uma vez por dia
 Fazer atividades artísticas
 Pintura, desenho, modelagem, cerâmica, teatro, ...
 Ver meu ensaio “Um antídoto contra o pensamento
computacional”
 Ler pelo menos um bom romance a cada mês ou
2 meses
 Desenvolve a imaginação e a concentração
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16. Minhas complementações (cont.)
 Atividades de longo prazo (cont.)
 Ler uma poesia por dia
 Recomendação de Darwin (!), no fim de sua vida
 Hemleben, J. Darwin. Reinbeck: Ro Ro Ro, 1976, pp. 151-152
 Decorar as que mais gostar
 Repetir mentalmente durante qualquer tempo livre
 Ao ler um livro técnico, científico ou filosófico
 Usar impresso
 Sublinhar trechos mais importantes
 Fazer no livro um índice para esses trechos
 Tudo isso força a concentração no texto
 Aprender e praticar um instrumento musical
 Ex.: Qualquer pessoa pode aprender a tocar flauta
doce
 Até sozinho, com ajuda esporádica de alguém
 Comprar um “método”
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16. Minhas recomendações (cont.)
 Atividades de longo prazo (cont.)
 Cantar em um coral
 Diariamente: exercícios de concentração mental
 Com olhos fechados, produzir inicialmente calma
interior
 Sensação muito especial
 Em seguida, pensar em algo sem divagar
 Ex.: mostrador numérico de senha
 Imaginar e “falar” interiormente números vermelhos de
100 a 0
 Cuidado para não “falar” ou imaginar outras imagens
 Notar a liberdade interior, o livre arbítrio!
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16. Minhas recomendações (cont.)
 O computador produz uma real poluição
mental
 Indisciplina mental, “pensamento maquinal”
 Sensações de desafio, de poder e de excitação
 Ações mecânicas, abafamento do autocontrole
 As
atividades
de
longo
prazo
recomendadas têm a finalidade de
estabelecer um equilíbrio e higienizar a
mente
 Só praticando-as pode se perceber o seu efeito
benéfico
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16. Minhas recomendações (cont.)
 ESPERO QUE VOCES TENHAM ENERGIA E
CORAGEM PARA
 SE CONSCIENTIZAREM DOS PROBLEMAS DA
INTERNET E DOS MEIOS ELETRÔNICOS
 ASSUMIREM O AUTOCONTROLE
 REDIRECIONAREM E APERFEIÇOAREM SUA
VIDA MENTAL
 E COM ISSO TEREM UMA VIDA
 MAIS SAUDÁVEL
 SOCIALMENTE MAIS PRODUTIVA
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TÓPICOS
۷
۷
۷
۷
۷
1. Introdução
2. Resumo de todos os capítulos
3. Meus comentários
4. Minhas complementações
5. Minhas recomendações
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FIM
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O QUE A INTERNET ESTÁ FAZENDO
COM NOSSAS MENTES
(apresentação super-resumida)
Valdemar W. Setzer
Depto. de Ciencia da Computação,
Universidade de São Paulo, Brasil
www.ime.usp.br/~vwsetzer
google: valdemar setzer
(Ver no site: o artigo “O que a Internet está fazendo com
nossas mentes”; na seção “Apresentações”, a
apresentação completa e em “Vídeos” a gravação da
palestra de 18/10/11 no IME-USP)
Valdemar W. Setzer – A Internet e as nossas mentes (super-reduzida)
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