a1_13877 - Universidade Castelo Branco

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UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO
CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
DEUTEROSTOMADOS E INTRODUÇÃO AOS VERTEBRADOS
TRABALHO POR TUTORIA
ESTUDO DIRIGIDO PARA A1
ALUNO
Mario Marcio de Souza
2006180173
Trabalho apresentado, em cumprimento às
exigências da disciplina deuterostomados e introdução
aos vertebrados, do curso de Ciências Biológicas
ministrada pelo prof. MARCELO DE A. SOARES.
MANGARATIBA
2008
DESCRIÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DOS EQUINODERMOS
Equinodermos são deuterostomios, animais em que a boca não provém
do blastóporo (abertura superior da gástrula), surge como uma nova abertura
em oposição ao blastóporo, formando o ânus. Deuterostomados são a segunda
maior linha evolutiva do reino animal. A clivagem é radial, não espiral e o
destino é determinado durante o desenvolvimento. Nos primitivos, o
mesoderma e o celoma surgem como bolsas externas do intestino embrionário;
o celoma é portanto , um enteroceloma, ao contrário do tipo esquizocelomático
de formação encontrado em muitos protostomados.
O filo echinodermata(do grego echinos, espinho+ derma, pele) é
inteiramente marinho e nele se incluem os ouriços(echinoidea),
estrelas(asteroidea), bolachas (echinoidea), pepinos (holothuroidea) e lírios-domar (crinoidea) e ofiuróides (ophiuroidea). Apresentam simetria radial
pentâmera(cinco partes).
O esqueleto de pequenas peças calcárias, ou ossículos, apresentam
espinhos superficiais, o que denomina o filo. Tem um sistema vascular aqüífero
único, composto por canais e apêndices com a função de locomoção,
alimentação ou troca gasosa.
A larva é bilateral, nada e alimenta-se por meio de faixas ciliares, que se
encontram ao redor de seu corpo e ao fim da vida planctônica, a simetria da
larva muda de bilateral para radial.
Os equinodermas normalmente habitam o fundo e substratos duros
como pedras, rochas e corais, que também foram o habitat de muitas formas
extintas. Entretanto, algumas espécies de cada classe invadiram fundos moles
e adaptaram-se à vida na areia.
Ofiúros
Ou ofiuróides são mais de 2000 espécies descritas como o maior grupo
de equinodermos. São encontrados abundantemente em todos os tipos de
ambientes marinhos, substrato mole de águas profundas.
Lembram os asteróides por possuirem braços também sendo mais
distintamente separados do disco central. Não há sulco ambulacrário e os pés
ambulacrários têm pequeno papel na locomoção.
Os ofiuróides são equinodermos relativamente pequenos. O disco na
maior parte das espécies tem um diâmetro de 1a 3 cm, embora os braços
possam ser bastante longos. Em algumas espécies, o disco central pode
chegar a quase 12cm de diâmetro.
Nos ofiuróides encontra-se um padrão mosqueado ou listrado.
ASTERÓIDES
Desenvolve projeções corporais, denominadas braços larvais, por onde
se estendem as faixas ciliadas.
Os braços larvais não correspondem aos braços do animal adulto,
provavelmente constituem uma adaptação para possibilitar maior locomoção e
superfície de alimentação.
Próximo ao extremo anterior da bipinária, larvas bilaterais formam-se
estruturas adesivas (três braços curtos e uma ventosa) e a larva passa a ser
denominada braquiolária, vai para o fundo e fixa-se ao mesmo. Transforma-se
radical e complexamente. Os braços larvais e grande parte do aparelho
digestivo degeneram, desenvolvendo-se a simetria radial do corpo do adulto.
Após a metamorfose, a pequena estrela-do-mar desprende-se e começa a
arrastar-se.
ECHINOIDEA
Os equinóides, semelhante a um porco espinho, devido a terem seu
corpo coberto por espinhos. São de movimentos livres, os mais conhecidos
são os ouriços-do-mar, ouriços codiformes e bolachas-da-praia. Foram
descritas cerca de 900 espécies.
Na classe há membros radiais ou regulares, os ouriços-do-mar, nessas
formas o corpo é mais ou menos esférico e está guarnecido por espinhos
móveis relativamente longos. A maioria tem diâmetro entre 6 e 12 cm, mas
algumas podem chegar a 36cm.
O corpo de um ouriço pode ser dividido em um hemisfério oral e outro
aboral. O pólo oral apresenta boca e está dirigido contra o substrato. A boca é
rodeada por uma menbrana peristomal espessada ao longo do lado interno de
maneira a formar um lábio.
Na superfície externa, além dos espinhos que são classificados
conforme o seu tamanho (primário e secundário), estão presentes também os
pés ambulacrários e pedicelárias.
Os ouriços-do-mar alimentam-se de algas e animais incrustados, que
são raspados ou mastigados por meio de movimentos complexos de um
aparelho (conhecido como lanterna de aristóteles), que contém cinco dentes
que se projetam através da boca. O intestino é tubular e enrolado perto da
carapaça.
Cinco pares de brânquias muito ramificadas, que são bolsas externas de
parede corporal e estão localizadas a cada lado das áreas ambulacrais do pólo
oral e são responsáveis pela troca gasosa. O líquido celomático é bombeado
para dentro e para fora das brânquias. Como nos demais equinodermas, os
pódios são finas extensões da parede corporal, que contribuem, de alguma
forma, para a troca gasosa.
BOLACHAS-DA-PRAIA
As bolachas-da-praia e os ouriços em forma de coração enterram-se na
areia. Ao movimentar-se, estes animais sempre mantêm o mesmo meridiano
para a frente; sendo assim, têm uma extremidade anterior definida.
Mudando a posição do centro oral ou ânus, ou ambos, tem-se a
condição de simetria bilateral. Nas bolachas-da-praia, o eixo oral-aboral está
comprimido, o que torna o corpo achatado. A boca ainda está no centro da
superfície oral, mas o ânus deslocou-se para fora do centro aboral e apresenta
uma localização excêntrica, perto do extremo posterior.
Os ouriços em forma de coração são às vezes, ovais. Não apenas o
ânus deslocou-se para fora do centro aboral, como também todo o centro oral
foi para a frente, fazendo com que esses animais pareçam bilaterais.
São animais que se arrastam lentamente pela areia, através dos
movimentos dos espinhos, que são muito finos e revestem sua superfície. As
bolachas-da-praia escavam a camada superficial da areia, os ouriços em forma
de coração constroem refúgios logo abaixo da superfície.
Na superfície aboral, os pódios são muito largos e achatados,
modificados para troca gasosa. A densa cobertura de espinhos estende-se
além das brânquias podiais e impede que elas sejam obstruídas pela areia.
Cada uma dessas cinco áreas de pódios especializados denomina-se
petalóide, visto que se assemelham as pétalas de flores.
Os equinóides de fundo macio alimentam-se do sedimento que
selecionam. Nas bolachas-da-praia, finas partículas de matéria orgânica, mas
não grãos de areia, podem cair entre espinhos. Essas partículas, então, são
levadas por cílios à superfície oral, onde passam por um sistema ramificado de
sulcos alimentares, que convergem para cinco outros principais,
correspondentes às áreas ambulacrais.
Os sulcos alimentares são contornados por pódios que levam a massa
alimentar coletada para a boca.
As fendas proeminentes (lúnulas) a carapaça de algumas bolachas-dapraia provavelmente facilitam a passagem de partículas do lado aboral para o
oral e talvez reduzam a ascensão criada pelas correntes de água sobre a
superfície achatada do corpo.
Quatro ou cinco gônadas estão suspensas radialmente no lado interno
da carapaça. Gonodutos curtos abrem-se através de gonóporos nas placas
genitais ao redor do periprocto. A fertilização ocorre no exterior e a larva
assemelha-se à dos ofiuróides. A metamorfose sobrevem rapidamente sem
uma fase de fixação.
HOLOTHUROIDEA
Os holoturóides, ou pepinos-do-mar, são semelhantes aos ouriços-domar por não possuírem braços. No entanto, nos holoturóides, o eixo-aboral
está muito alongado, fazendo com que estes animais tenham a forma de um
verme ou pepino e recostem-se sobre um de seus lados.
Ao contrário dos outros equinodermas, o esqueleto está reduzido a
ossículos microscópicos e a parede corporal apresenta uma estrutura coriácea.
A maioria mede de 6 a 30 cm e tem coloração pardacenta.
Muitos pepinos-do-mar são habitantes de substratos duros, vivendo sob,
ou entre, pedras ou em fendas nos corais. Esses pepinos movimentam-se
através de pés tubulares. Em algumas espécies, três áreas ambulacrais estão
voltadas para o substrato.
Os pepinos-do-mar de fundos macios vivem na areia ou enterrados no
lodo, com uma ou duas aberturas para a superfície. Os pepinos mais parecidos
com vermes enterram-se sob a superfície, através de contrações peristálticas.
Os pódios podem desaparecer por completo.
A extremidade oral do corpo está circundada por tentáculos, que
representam pódios modificados ao redor da boca.
Os tentáculos estendem-se para fora e capturam plâncton ou material
em suspensão na água do mar e sedimento do fundo. Eles retraem-se e
entram pela boca, um a um. Os que se alimentam de sedimento podem ser
seletivos ou não. Alguns não-seletivos que se alimentam de detritos deixam
dejetos visíveis sobre o fundo.
O aparelho digestivo dos pepinos-do-mar é tubular e termina antes do
ânus numa cloaca muscular, que tem participação na troca gasosa. Essa troca
é feita por estruturas tubulares ramificadas, denominadas árvores respiratórias,
que resultam de evaginações da parede da cloaca e estendem-se pelo celoma.
A ação de bombeamento da cloaca produz uma corrente de água do mar, para
dentro e para fora das árvores respiratórias.
Nos trópicos, o peixe-pérola (carapus), que é um pequeno comensal,
utiliza a base da árvore respiratória como habitação. Para entrar nela, o peixe
toca o ânus do pepinos-do-mar com a cauda, às vezes contorcendo-se contra a
pressão de fechamento do ânus. Esse peixe teve reduzidas suas escamas, não
apresenta
UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO
CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
DEUTEROSTOMADOS E INTRODUÇÃO AOS VERTEBRADOS
TRABALHO POR TUTORIA
ESTUDO DIRIGIDO PARA A2
ALUNO
Mario Marcio de Souza
2006180173
Trabalho apresentado, em cumprimento às
exigências da disciplina deuterostomados e introdução
aos vertebrados, do curso de Ciências Biológicas
ministrada pelo prof. MARCELO DE A. SOARES.
MANGARATIBA
2008
2-DESCRIÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DOS HEMICORDADOS,
UROCORDADOS E CEFALOCORDADOS
Filo Hemichordata
Os hemicordados são pequenos grupos de animais marinhos
vermifomes e foram considerados como subfilo dos cordados. Tinham uma
aliança com os cordados que baseava-se na presença de fendas brânquias e
no que se supôs, neste grupo, uma notocorda. Atualmente a concordância
geral acerca de que a “notocarda” dos hemícordados que não é homologa ou
análoga à notocorda dos cordados e que, exeção feita a ambos possuírem
fendas faríngeas, eles são de resto, dissimilares. Existem duas classes do
hemicordados: os Pterobrânquios e os enteropneustas, que são os mais
comuns e mais reconhecidos. Os pterobrãnquios estão em três gêneros de
pequenos animais que habitam em tubos e não são encontrados com
freqüência.
Classe Enteropneusta
São habitantes de águas rasas. Alguns vivem sob rochas e conchas,
mas muitas espécies cavam no lodo e na areia. São relativamente grandes, o
maior tem entre 9 a 45cm de comprimento. A espécie brasileira balanoglossus
gigas pode exceder 1,5m em comprimento e construir galerias de 3 metros de
comprimento, tem o corpo cilíndrico e bem flácido e composto por uma
probóscide anterior, um colarinho e um longo tronco, assim são as regiões
correspondentes às divisões do corpo dos deuterostômios – protossomo,
mesossomo e metassomo.
A probóscide é usualmente curta e crônica. Conectada ao colarinho por
um curto pedúnculo, o colarinho é um cilindro curto e sobrepõe na parte
anterior ao pedúnculo da probóscide e contem a boca; o tronco tem a maior
parte do corpo, atrás do colarinho o tronco, exibe uma fileira longitudinal de
poros branquiais de cada lado de uma crista mediana dorsal, lateralmente a
primeira metade do tronco contém as gônadas.
Sua locomoção e sua habitação se locomovem bem, vagaroso, muitas
espécies constroem escavações revestidas de muco em lado e areia, as
escavações da maioria das espécies tem a forma de U com duas aberturas na
superfície, sendo uma ou ambas as extremidades do verme protraem-se de
tempos em tempos destes orifícios. As escavações ou movimentações dentro
do tubo são em larga parte possibilitados pela probóscide, que se estira e se
ancora através de contrações peristálticas.
Na nutrição Muitos enterapneustos cavadores consomem areia e lodo,
para algumas espécies, a nutrição de partículas em suspensão é um
importante método alimentar. Algumas espécies que habitam escavações
projetam a probóscide a partir da boca do orifício, movendo-a em torno da
abertura na base da probóscide, os cíleos batem ventralmente em direção à
boca.
Para a troca gasosa e o transporte interno Os enteropneusto possuem
um sistema vascular sanguíneo aberto composto de dois vasos contrateis
principais e um sistema de canais sinusóides. O sangue é incolor e bastante
carente elementos celulares é carregado para frente em vaso dorsal que se
localiza no mesentério suspendendo o trato digestivo.
As fendas brânquias faríngeas estão localizadas na região anterior do
tronco eles são os órgãos da troca gasosa dos enterapneustos, o número de
fendas pode variar desde poucas até 100 ou mais pares novos findas vão se
formar durante a vida do verme. As findas se abre em saco branquial abre-se
para o exterior através de um poro branquial dorsalateral. Todos os poros de
um lado estão usualmente estão localizados em um sulco longitudinal. Os
batimentos ciliares produzem uma corrente de água passa no interior da boca e
sai pelas fendas branquiais.
E provável que as fendas branquiais dos hemicordados e dos cordados
tenham-se desenvolvido originalmente como mecanismo alimentar, pequenas
partículas eram capteiradas da água corrente através das fendas faríngeos.
Ainda e esse o método de nutrição dos tunicados e cefalocordados. A função
da troca gasosa é feita pelas fendas branquiquisnos hemicordados, ocorre
entre água corrente e os seios sanguíneos.
O sistema nervoso é relativamente primitivo. Em diferentes regiões do
corpo. O sistema sensorial é composto por células neurosensoriais espalhadas
pelos epitélio superficial.
Regeneração e reprodução :os enteropneustos são animais frágeis difícil
de coletar intactos os espécimes maiores. A maioria das espécies pode
regenerar algumas partes do tronco. Observou-se reprodução assexuada em
várias espécies, inclusive membros dos gêneros glossabalanus e
Balanglossus. Os enterapneustos são todos dióicos, as gônadas saculares
pares estão localizadas no celomas do tronco começando na região branquial
ou atrás das fendas.
Massas de ovos envolvidos por um muco são expelidas da escavação e
fertilizadas externamente pelos espermatozóides emitidos por machos das
vizinhanças, os quais são aparentemente estimulados pela presença dos
óvulos liberados. No desenvolvimento a fase precoce é notável e semelhante a
dos equinodermos.
O desenvolvimento pode ser direto e indireto. No desenvolvimento
indireto o embrião desenvolve-se em uma larva que nada livremente e se
parece com larva bipinária ciliada das estrela-do-mar. Entre outros mecanismo
a larva se alonga, afunda e assume uma existência adulta.
No desenvolvimento direto uma gástrula ciliada pode eclodir do ovo e o
desenvolvimento resulta no verme jovem em vários enteropneustos o
desenvolvimento é direto.
Classe Pterrabranchia
Os Pterobranchia é um pequeno número de espécie pertencentes a três
gêneros, raramente são encontrados, a maioria habitantes de águas
relativamente profundas. Com raras exceções os pterobrânquios viveram em
tubos secretados, são agrupados em colônias. Algumas espécies são fixados
por pedúnculos, alguns são mantidos juntos por um estolão.
A característica mais notável desse verme é a presença dos braços e
tentáculos pequenos e bastante ciliados. Os tentáculos capturam organismos
diminutos que são então levados à boca pelos cílios. Não
existem
fendas
branquiais na maioria nas em alguns podem ser encontradas apenas um par
animais sésseis habitantes de tubos, o tubo digestivo tem forma de U e ânus
abre-se na frente, no lado dorsal do colarinho.
Os urocordados são animais filtradores que apresentam notacorda na
cauda, ao menos na fase larval. O termo tienicado refere-se ao fato de todos os
representantes deste táxon terem o corpo recoberto por uma túnica composta
por tunicina, um isômero da celulose.
Os membros do subfilo urochordata mais conhecidos como tunicados ou
ascídias é o maior grupo de cordados invertebrados. A maioria tunicados é
séssil vivendo fixos a rochas, conchas, pilares e cascos de navios.
A larva planctônica dos urocordados mede cerca de 0,7m de
comprimento e se parece com um minúsculo peixe ou girino, possuem fibras
musculares longitudinais cordão nervoso, uma calda afilada, que o órgão
locomotor.
O notocórdio impede o encurtamento ou encaixe da cauda quando as
fibras musculares se contraem e convertem as contrações musculares em
ondulações laterais da cauda. Ao final da existência planctônica a larva fixa-se
ao substrato, através da papila adesiva anterior. Uma observação interessante
é que no urocordado ocorre a metamorfose radical e a larva desenvolve forma
corporal adulta e diferente. A faringe desenvolve-se em uma grande câmara
coletora de alimentos e o crescimento do lado ventral anterior é maior e resulta
num deslocamento de quase 180 da posição da boca.
São subdivididos em três classes: ascidiacea, thalíacea e
appendicularia.
Classe ascidiacea
São representados por cerca de 2000 espécies, solitárias ou coloniais.
São monóicos, mas a auto-fecundação é evitada devido, ao amadurecimento
de ovários e testículos em, épocas diferentes, algumas espécies reproduzemse assexuadamente, por brotamento.
A classe Thalíacea:
Inclui três famílias de organismos plactônicos: salpidae, doliodae e
pyrosomatidae. Represenatntes do gênero salpa e doliolum, as salpas e os
dolidos-somam aproximadamente 100 espécie que vivem em mares de águas
quentes uma característica interessante do seu ciclo de vida é a alternância de
gerações.
A classe appendicularia
Os organismo são tunicados neotênicos, planctônicos apresentam uma
capa elaborada relacionada a proteção e também na captura de alimento.
Subfilo cephalochordata
Os cefalocordados, vulgarmente chamados de ofiúxos, são
representados por cerca de 25 espécies, são agrupados nos gêneros
branchiostoma e epigonichths. Os anfioxos ocorrem em todos os oceanos,
próximo a praias arenosas. São organismos alongados, comprimidos
lateralmente, livre-natantes, e medem cerca de 5cm de comprimento, são mais
ativo à noite e a maior parte do tempo com a parte caudal do corpo enterrada
no substrato, para manter o corpo em posição vertical (ou ablíqua) em relação
ao fundo e a região rostral exposta à coluna d’água, nessa posição, filtra a
água ao seu redor e captura alimento em suspensão. Quando perturbados
enterram-se por inteiro no substrato.
São abundantes e servem de alimentos para seres humanos, a despeito
de seu pequeno tamanho.
Os anfioxos são dióicos e as gônadas saculiformes, não tem ductos
genitais. Os gametas são liberados no interior da cavidade atrial pela ruptura
da parede interna do átrio e, a seguir para o meio externo, via atrióporo. A
fecundação é externa, havendo uma grande produção de ovos. Após o
desenvolvimento embrionário, eclode uma larva livre-natante e após a
metamorfose, adota os hábitos de vida do adulto.
No sistema nervoso não existe encéfalo verdadeiro, o tubo nervoso é um
pouco dilatado na região anterior (vesícula cerebral) tubo que saem nervos
dispostos em séries, dorsal e ventralmente.
No sistema muscular a disposição ocorre em miômeros (pacotes
musculares em forma de “V” deitado e separado pelos mioseptos). Agem junto
a notocorda na locomoção.
No sistema circulatório a circulação é realizada por lentas ondas de
contração de alguns vasos. Não existem células sanguíneas.
Sistema respiratório: Principalmente pela superfície externa do corpo e
pouco pela faringe.
Sistema reprodutor: numerosas gônadas com disposição segmentar e a
ausência de gonoductos, entre outras os sexos separados, larvas planctônicas,
algumas pelágicas.
Sistema excretor: solenócitos (semelhante as células em flama dos
platelmintos molucos e anelidios).
Sistema digestivo : filtrador cavidade bucal, cirros, órgão rotatório,
faringe (com até 200 fendas) suportadas pela estrutura rígida (arcos da faringe)
. O endóstilo produz e reveste a parede interna da faringe.O alimento fica retido
no muco através das fendas.
Os anfíoxos não pertencem à linha evolutiva dos vertebrados, pois existe
uma ausência de cefalização forte; Possuem notocorda desde o rostro; não há
órgãos homólogos para os olhos, ouvidos, narinas ou outro órgão cefálico de
sentido; Existe ausência de cérebro; e o seu sistema excretor é completamente
diferente daquele encontrado nos vertebrados.
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