DESENVOLVIMENTO AFETIVO E SOCIAL

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A Situação Estranha de Mary Ainsworth
A situação estranha é o nome dado à experiência de Ainsworth. Esta experiência consistia em sete episódios,
todos eles descritivos sobre a relação de vinculação existente entre mãe e bebê. Ainsworth e outros colegas apoiantes da
teoria da vinculação acreditam que o comportamento na Situação Estranha refletiria o tipo de apego que a criança teria
estabelecido com o cuidador, durante os primeiros anos de vida, mas que já estaria estabelecido no 1º ano de vida – a
partir do 8º mês. O experimento é composto de 7 etapas:
1. A criança é levada para uma sala desconhecida, onde há muitos brinquedos, dando a oportunidade à criança, de
explorar o meio ambiente e brincar, na presença da mãe, sem esta intervir.
2. No segundo episódio ocorre a entrada do estranho na sala, no início silencioso, falando depois com a mãe e finalmente
aproximando-se da criança para brincar.
3. A terceira situação é realizada somente entre o estranho e a criança. A mãe sai da sala, ficando a criança sozinha com
o estranho.
4. A quarta situação é entre a mãe e a criança. Passados alguns minutos, a mãe volta a entrar na sala e o estranho sai.
5. No quinto episódio a mãe sai da sala, deixando a criança só.
6. No sexto episódio o estranho entra na sala e interage com a criança.
7. Por o sétimo episódio é entre a mãe e a criança. A mãe regressa e compõe a criança, e o estranho sai da sala.
Tipos de Apego
De forma geral o apego está relacionado a sensitividade ou a insensitividade materna, a qual pode apresentar causas
diferentes.
Apego seguro
Comportamentos infantis: Criança explora livremente o ambiente quando está sozinha com a mãe, a exploração tende a
diminuir com a entrada do estranho, mas segue explorando-o utilizando a mãe como a base segura para esta exploração
(referência social). Quando a mãe sai a criança protesta brevemente, pode tentar seguir a mãe, ou choramingar, algumas
continuam brincando, por já terem a mãe como objeto interno. Recebe a mãe com alegria e entusiasmo quando ela volta,
normalmente se aproxima da mãe ou pede colo, nesta situação de retorno o choro é menos freqüente. Se apresenta alguma
aflição é rapidamente confortada pela mãe e logo volta a brincar. Este é o padrão apresentado pela maioria das crianças
Apego inseguro
Num grau extremo de apego inseguro a criança não explora o ambiente mesmo quando está sozinha com a mãe, fica
muito alarmada com a entrada do estranho. Existem 3 tipos de apego inseguro:
1. ambivalente ou resistente (mães inconsistentes em suas reações)
Este padrão de apego é caracterizado pela criança que, antes de ser separada dos cuidadores, apresenta
comportamento imaturo para sua idade e pouco interesse em explorar o ambiente, voltando sua atenção aos cuidadores de
maneira preocupada. Após a separação, fica bastante incomodada, sem se aproximar de pessoas estranhas. Quando os
cuidadores retornam, ela não se aproxima facilmente e pode alternar seu comportamento entre a procura por contato,
brabeza, ou ainda não querer aproximar-se da mãe. M. Ainsworth (1978) sugere que, em alguns momentos, essa criança
recebeu cuidados de acordo com suas demandas e, em outros, não obteve uma resposta de apoio, o que pode ter
provocado falta de confiança nos cuidadores, em relação aos cuidados, à disponibilidade e à responsividade.
2.Apego inseguro evitativo (mãe psicologicamente indisponível)
O grupo de crianças pertencentes ao padrão evitativo brinca de forma tranqüila, interage pouco com os
cuidadores, mostra-se pouco inibido com estranhos e chega a se engajar em brincadeiras com pessoas desconhecidas
durante a separação dos cuidadores. Parece não se importar com a separação dos cuidadores. Quando são reunidas aos
cuidadores, essas crianças mantêm distância e não os procuram para obter conforto. M. Ainsworth (1978) apontou que são
crianças menos propensas a procurar o cuidado e a proteção das figuras de apego quando vivenciam estresse. A partir de
suas observações Ainsworth (1967) também sugeriu que essas crianças deixam de procurar os cuidadores após terem sido
rejeitadas, de alguma maneira, por eles. Apesar de os cuidadores demonstrarem preocupação, não correspondem aos sinais
de necessidade quando a criança os indica. A hipótese sugerida para a compreensão dessas crianças é de que tenham sido
rejeitadas quando revelaram suas necessidades, aprendendo a ocultá-las em momentos relevantes.
3.Apego inseguro desorganizado/desorientado
Este grupo é composto por crianças que tiveram experiências negativas para o desenvolvimento infantil. Na
Situação Estranha, apresentavam comportamento contraditório e/ou estratégias de coping/estratégia incoerentes para
lidarem com a situação de separação. Na presença dos cuidadores, antes da separação, essas crianças exibem um
comportamento constante de impulsividade, expressa por brabeza ou confusão facial, ou expressões de transe e
perturbações. Elas vivenciam um conflito, sem ter condições de manter uma estratégia adequada para lidar com o que as
assusta. Esses casos aparecem em situações de abuso, nas quais o cuidador pode significar uma fonte amedrontadora
quando o abusador é externo e faz ameaças à criança ou quando o próprio cuidador é o abusador. Assim, o padrão
desorganizado é associado a fatores de risco e aos maus-tratos infantil, sendo que fatores adicionais podem ser incluídos
na manifestação desse padrão, como, por exemplo, transtorno bipolar nos pais ou uso parental de álcool.
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