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[FUNDO DE GARANTIA] FGTS em ações da Petrobras pode prejudicar
mercado imobiliário, segundo Pochmann
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Categoria: Agência DIAP
Publicado em Segunda, 29 Setembro 2008 21:00
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Em longa e esclarecedora entrevista à revista IHU On-Line, o economista Marcio Pochmann,
presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), manifesta preocupação com
a idéia de utilizar recursos do FGTS no mercado acionário brasileiro, ainda que seja para
comprar ações de uma empresa sólida e lucrativa como a Petrobrás.
Na opinião do economista, isto "dará maior instabilidade" ao financiamento nos segmentos
de habitação e saneamento. "Não há dúvidas de que a Petrobrás é uma empresa
consolidada e que tem oferecido aos acionistas ao longo do tempo benefícios em termos de
rentabilidade superior a aplicações em outros mercados de renda variável", observa o
economista.
Poupança forçada
"No que diz respeito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço", acrescenta, "é preciso
ser lembrado que ele, ao ser constituído, na segunda metade dos anos 1960, tinha por
objetivo permitir uma maior facilidade na demissão e contratação de trabalhadores, e de
outro lado constituir um fundo, uma ‘poupança forçada’ para contribuir no financiamento de
toda a parte relativa a saneamento e habitação".
"Com base nesses recursos, nessa ‘poupança’, o Brasil avançou relativamente bem no que
diz respeito a saneamento e habitação", continua. "Sabemos que estamos longe do ideal,
especialmente na parcela mais pobre da população que não tem acesso suficientemente ao
crédito habitacional".
"Por conta disso eu penso que a possibilidade de transitar os recursos do FTGS para o
mercado acionário, mesmo para uma empresa consolidada e tão importante como a
Petrobrás, dará maior instabilidade no que diz respeito ao financiamento desse segmento
habitacional e de saneamento. Como temos enormes carências nessa área, não imagino ser
adequada uma decisão dessa natureza", conclui.
O que é classe média?
Na entrevista, o presidente do Ipea também aborda outros temas de grande relevância para
a classe trabalhadora e o movimento sindical. Entre eles, o suposto crescimento da média
brasileira, propalado sem muito rigor pelos meios de comunicação. O conceito de classe
média fundado apenas no nível de renda dos indivíduos é estreito e deve ser encarado com
cautela e espírito crítico, embora seja lugar comum na mídia.
"Nós, do Ipea, estamos fazendo uma série de investigações sob o ponto de vista da
mensuração das mudanças sociais que estão em curso no Brasil", informa Pochmann.
"Achamos temerário usar o termo ‘classe média’, porque a definição de classe social implica
uma avaliação bem mais ampla, não apenas do ponto de vista da renda das pessoas, mas
certamente considera também a sua forma de inserção no mercado de trabalho, sua
participação em termos de propriedade e até mesmo seus hábitos de consumo e status
social".
Melhorou a distribuição da renda?
Outra controvérsia relevante diz respeito à distribuição da renda nacional. Não existem
indicações de que a distribuição funcional da renda, entre capital e trabalho (ou capitalistas
e trabalhadores), tenha melhorado ao longo dos últimos anos, sendo inclusive mais
provável uma evolução negativa neste aspecto. As estatísticas indicam uma melhoria da
distribuição da renda entre os próprios trabalhadores, o que (embora seja positivo) não é a
mesma coisa, conforme assinala Pochmann.
"Não temos uma indicação que nos permita dizer que há uma redução na desigualdade do
ponto de vista da distribuição funcional da renda, e sim, no que diz respeito à distribuição
da renda pessoal do trabalho", comenta o economista, lembrando que a renda do trabalho
corresponde aproximadamente a 40% da renda nacional, os 60% restantes são apropriados
pelos capitalistas e pelo governo.
Decadência dos EUA
O presidente do IPEA também comenta os efeitos da crise internacional sobre o mundo e a
economia brasileira, salientando que a crise realça a decadência da economia americana,
em contraste com a ascensão da Ásia, e desperta a necessidade de uma nova ordem
econômica internacional.
"A manifestação dessas crises é uma característica de uma situação mais ampla que diz
respeito ao sistema monetário internacional", afirma. "A impressão que tenho é que o
resultado da crise norte-americana aprofundará ainda mais o grau de decadência daquele
país em termos de capacidade de exercício da hegemonia mundial”.
E emenda: “De um lado, possivelmente estamos transitando de um país que sua moeda é
de uso recorrente em termos internacionais, para uma realidade em que haverá mais
moedas em circulação no mundo, num ambiente de pluralidade monetária. Um outro
aspecto a ser ressaltado diz respeito à maior rapidez na transição do centro dinâmico do
mundo dos Estados Unidos para a Ásia".
Clique aqui e leia a íntegra da entrevista.
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