- Dínamo Educação

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LÍNGUA PORTUGUESA
Organização
MARCOS DOS REIS BATISTA
ORIENTAÇÕES AOS DOCENTES DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA EM LÍNGUA
PORTUGUESA DO BRASIL
Bem-vindo aos TEXTOS DA DÍNAMO EDUCAÇÃO E PROFISSÃO! Este é um material didático que
serve de guia para a atuação do docente nas mais variadas disciplinas no âmbito da modalidade de Educação
de Jovens e Adultos no ensino médio.
Os textos escritos servem de estímulo à produção e compreensão oral e escrita. Assim, o docente de língua
portuguesa do Brasil e de literatura em língua portuguesa tem a plena liberdade em elaborar um portfólio
para a construção de exercícios que venham aos anseios dos alunos e que os motivem a fazer uso
sistematizado da língua corrente em nossa sociedade.
Optou-se neste material de se trabalhar com textos autênticos – aqueles que são produzidos correntemente na
sociedade – por estarem próximos da realidade do aluno, assim como, de se trabalhar com textos didáticos,
nos quais, é preponderante a necessidade de se fazer entender para que o aprendente possa conhecer melhor a
temática em questão.
A compilação tem como objetivo de servir de guia ao trabalho do docente de língua portuguesa e o oferece a
total liberdade de acrescentar outros tantos textos e atividades que venham a enriquecer o trabalho em sala de
aula. Assim, as aulas passam a fazer parte de uma dimensão construtiva fazendo com que os docentes e os
discentes criem diálogos e produzem ideias acerca do uso e da aprendizagem sistemática da língua.
Esperamos com esse simples e dinâmico material servir de uma boa referência ao percurso de aprendizagem
de nossos alunos.
SUMÁRIO
TÓPICO 1 - CONCEITO E ORGANIZAÇÃO: Gêneros textuais
TÓPICO 2 - GÊNEROS NARRATIVOS
TÓPICO 3 – GÊNEROS JORNALÍSTICOS
TÓPICO 4 – INTERTEXTUALIDADE
TÓPICO 5 – TIPOS DE DISCURSOS
TÓPICO 6 – GÊNEROS ARGUMENTATIVOS
TÓPICO 7 – COESÃO E COERÊNCIA
TÓPICO 8 – FIGURAS DE LINGUAGEM
TÓPICO 9 – TEXTO OPINATIVO
TÓPICO 10 – MODOS DE ORGANIZAÇÃO TEXTUAL
TÓPICO 11 – PARADOXO E ANTÍTESE
TÓPICO 12 – ENTREVISTA E ARTIGO CIENTÍFICO
TÓPICO 13 – TEXTOS INJUNTIVOS
TÓPICO 14 – NOTÍCIA E REPORTAGEM
TÓPICO 15 – DESCRIÇÃO
TÓPICO 16 – NORMA-PADRÃO E NORMA COLOQUIAL
TÓPICO 17 – VARIANTES LINGUÍSTICAS
TÓPICO 18 – ESTRANGEIRISMOS NA LÍNGUA PORTUGUESA
TÓPICO 19 – GÍRIA E JARGÃO
TÓPICO 20 – CONCORDÂNCIA NOMINAL
TÓPICO 21 – CONCORDÂNCIA VERBAL
TÓPICO 22 – CONCORDÂNCIA VERBAL – CASOS ESPECIAIS DE ALGUNS VERBOS
TÓPICO 23 – FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO
TÓPICO 24 – PRONOMES
TÓPICO 25 – CONJUNÇÃO
TÓPICO 26 – MODO E TEMPO VERBAL
TÓPICO 27 – MODOS VERBAIS
TÓPICO 28 – HIPERTEXTO
TÓPICO 29 – NOVO ACORDO DA LÍNGUA PORTUGUESA
PEQUENA HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA
A língua portuguesa originou-se na região que hoje é entendida como Galiza (Espanha) e no
norte de Portugal, derivada do Latim vulgar que foi introduzido no oeste da Península Ibérica há mais
ou menos dois mil anos. O português na Península Ibérica pode ser entendido como a mesclagem de
línguas nativas daquela região com o latim trazido pelos romanos. Além da influencia de povos como
os Galaicos, Celticos e Conios. O romance galaico-português nasce do Latim falado, trazido pelos
soldados romanos, colonos e magistrados. Esse contato fez com que, após um período de bilinguismo,
as línguas locais desaparecessem, levando ao aparecimento de novos falares regionais. Assume-se que
a língua iniciou o seu processo de diferenciação das outras por meio do contato das diferentes línguas
nativas locais com o latim citado anteriormente, o que levou ao possível desenvolvimento de diversos
traços individuais ainda no período romano. A língua iniciou a segunda fase do seu processo de
diferenciação das demais línguas neolatinas (italiano, espanhol, catalão, francês, entre outras) depois da
queda de Roma, durante a época das invasões do século V quando surgiram as primeiras mudanças
fonéticas documentadas que se refletiram no vocabulário. Começou a ser usada em documentos escritos
pelo século IX, e no século XV tornou-se numa língua amadurecida, com uma literatura bastante rica.
A partir do ano 409 DC, o Império Romano entrava em colapso e Península Ibérica era
invadida por povos de origem germânica, persa e eslava, conhecidos pelos romanos como “bárbaros”.
Estes absorveram em grande parte a cultura e alingua da região. Contudo, desde que as escolas e a
administração romana fecharam, a Europa entrou na chamada “Idade média” e as comunidades ficaram
isoladas. A partir deste período começou a formação de uma arvora linguística lusitana (galegoportuguês). No ano 711 deu-se início a invasão islâmica, sendo assim a língua árabe se tornou o idioma
de administração das áreas conquistadas. Contudo, a população continuou a usar as suas falas latinas. A
partir deste período foram introduzidos diversos termos árabes nas línguas da região ibérica.
Em 1297, com a conclusão da reconquista, o rei D.Dinis I prossegue políticas em matéria de legislação
e centralização do poder, adotando o português como lingua de Estado ou oficial de Portugal. O idioma
se espalhou pelo mundo nos séculos XV e XVI quando Portugal estabeleceu um Império colonial e
comercial (1415-1999) que se estendeu do Brasil e em alguns países da África e algumas regiões da
Ásia.
O português é conhecido como "A língua de Camões" (em homenagem ao grande escritor
Luís Vaz de Camões, autor do épico Os Lusíadas) e "A última flor do Lácio" (expressão usada no
soneto Língua Portuguesa, do escritor brasileiro Olavo Bilac). O grande escritor espanhol Miguel de
Cervantes, considerava o idioma "doce e agradável". O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é
comemorado em 05 de maio, sendo promovido pela CPLP (Comunidade dos Países de Língua
Portuguesa) e é celebrado em todo o espaço lusófono.
O português é a língua da maioria da população de Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe a
Angola. Apesar de apenas 6,5% da população de Moçambique seja de falantes nativos do português, o
idioma é falado por cerca de 39,6% dos moçambicanos de acordo com estimativas de 1997. A língua
também é falada por 11,5% da população de Guiné Bissau. Não existem dados disponíveis relativos a
Cabo Verde, mas quase toda a população é bilíngue, sendo a população monolíngue falante do crioulo
cabo-verdiano.
Há também significativas comunidades de imigrantes falantes do português em muitos países
como Andorra (15,4%), Austrália, Estados Unidos, Canadá, Japao, França, Venezuela, Paraguai, África
do Sul, Suíça, Itália. Em algumas partes do que era a Índia Portuguesa, como Goa (Índia), Damão (Sri
Lanka) Macau e Diu (China) a língua ainda é falada.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (sigla CPLP) consiste em oito
países independentes que têm o português como língua oficial: Angola, Brasil, Cabo Verde, Timor
Leste, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.
O português é também uma das línguas oficiais da região administrativa especial chinesa de Macau (ao
lado do chinês) e de várias organizações internacionais como o MERCOSUL, a Organização dos
Estados Ibero-americanos, a Organização dos Estados Americanos, a União Africana e a União
Europeia.
TÓPICO 1 - CONCEITO E ORGANIZAÇÃO: Gêneros textuais
UM PARA CADA OCASIÃO
Os gêneros textuais são praticamente infinitos. Escolhemos qual deles usar conforme o momento, a
situação e a intenção de comunicação.
Você sabia que, ao ler o horóscopo do jornal ou escrever um scrap (recado) para algum amigo no
site de relacionamento Orkut, você está exercendo sua capacidade de compreender e aplicar diferentes
formas de expressão textual? Sem perceber, você transita de um gênero de texto para outro o tempo inteiro.
Usamos a expressão gênero textual como uma noção propositalmente vaga para nos referir aos textos
materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas
definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica.
Observe o texto reproduzido abaixo. Sobre ele, você diria que se trata de um anúncio, parte de uma
campanha publicitária cujo objetivo é estimular os estabelecimentos de saúde a notificarem casos de
violência contra crianças, mulheres e idosos. Ele é um exemplo de que, para nos comunicarmos, utilizamos
determinados gêneros textuais, de acordo com a intenção comunicativa, o momento e a situação em que
ocorre essa comunicação. Temos, assim, uma forma-padrão de estruturação do texto. No dia a dia
reconhecemos e utilizamos cada um desses padrões e estruturações, sem pensar em sua existência teórica. O
Enem e também diversos vestibulares, avalia com freqüência a capacidade do estudante de reconhecer os
gêneros de textos. Dessa forma, vamos listar aqui alguns gêneros presentes em nosso cotidiano.
Histórias em quadrinhos: utilizam, geralmente, um tipo de discurso direto que é apresentado dentro
de balõezinhos. Sua principal característica é o uso da linguagem verbal (palavras) e da não verbal
(ilustração).
Charge: faz uso de linguagem não verbal (caricatura) e, na maioria das vezes, também da verbal. Costuma
satirizar algum fato em evidencia com uma ou mais personagens envolvidos.
Classificado: gênero de texto vinculado ao universo jornalístico, em que indivíduos e empresas oferecem um
produto ou um serviço. É escrito de forma breve e concisa, apresentando alguns elementos básicos do
produto ou serviço que possam interessar ao leitor.
Esses são apenas exemplos de gêneros de texto. Nos estudos da literatura, temos, por exemplo,
crônicas, contos, prosa etc. Os gêneros textuais englobam esses e todos os textos produzidos por usuários de
uma língua. Assim, ao lado da crônica, do conto, vamos também identificar a carta pessoal, a conversa
telefônica, o e-mail. São muitos os gêneros de texto que circulam por aí. São as situações que definem qual
utilizar. É importante frisar que o conceito de texto não se limita à linguagem verbal, ou seja, às palavras. O
texto pode ter várias dimensões, como o texto cinematográfico, o teatral, o coreográfico (dança e música) ou
o pictórico (pintura). Uma obra de arte ou uma ilustração, portanto, são formas de expressão textual,
providas de significado.
Alguns exemplos de gêneros textuais que encontramos no dia a dia: telefonema, sermão, carta
comercial, carta pessoa, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio,
notícia jornalística, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante,
instruções de usos, outdoor, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação espontânea,
conferência, carta eletrônica, bate-papo por computador, aulas virtuais e assim por diante.
(Linguagens e códigos – Português/ Abril Coleções. São Paulo: Abril, 2010. P. 11. adaptado)
TÓPICO 2 - GÊNEROS NARRATIVOS1
Uma história para ser contada é composta de vários elementos, pensar no cenário, no tempo, nos
personagens e no ritmo do desencadeamento dos fatos são preocupações constantes num escritor. Os jogos
de RPG (Role Playing Game), que dependem da interpretação dos jogadores, são baseados em gênero
narrativos, por exemplo.
Elementos da Narrativa:
Narrador: O narrador não é o autor da história, é uma voz fictícia que discorre os fatos contatos. O
foco pode estar na 1ª pessoa do verbo, quando o narrador é um dos personagens e relata suas impressões
1 FONTE: http://www.infoescola.com/redacao/genero-narrativo/
http://www.infoescola.com/portugues/
sobre a história, ou na 3ª pessoa, quando o narrador é uma espécie de expectador junto com o leitor. O
narrador quando expresso na 3ª pessoa, pode apresentar a capacidade onisciente de enxergar e perceber fatos
e pensamentos dos personagens.
Enredo: É o conjunto de fatos que se sucedem,todo enredo desencadeia-se em conflitos. A ordem
início, meio e fim pode ser alterada para impressionar o leitor.
Personagens: Seres ficcionais que vivem enquanto a obra está sendo lida, o personagem pode
incorporar na forma humana, animal, vegetal, objetos e coisas abstratas.
Espaço: É o lugar onde é dado o acontecimento da história, onde é construído o cenário.
Tempo: Momento ou instante em que acontece a história narrada, pode ser cronológico ou
psicológico.
Clímax: Ponto no desenrolar da história que expressa tensão,suspense e expectativas sobre
acontecimentos desencadeados, ponto de decisão da história.
A narrativa pode apresentar um conto, novela, romance, epopéia e crônica (literatura com
jornalismo).
TÓPICO 3 – GÊNEROS JORNALÍSTICOS
Os jornais e revistas são de grande importância na era da informação, são meios de comunicação de massa,
um produto de consumo.
Os objetivos desses veículos são: informar, entreter, apresentar uma interpretação competente sobre
determinada informação, etc.
Há diversos gêneros jornalísticos, eis alguns:
- A notícia
O elemento fundamental de um jornal é a notícia. Essa caracteriza-se por ser um relato dos fatos sem
comentários nem interpretação. Há uma fórmula para a estrutura da notícia: Q – Q – Q – O – C – PQ (o quê,
quem, quando, onde, como, por quê), embora não haja uma ordem predeterminada , pois essa é estabelecida
pelas circunstâncias que envolvem cada notícia.
Esse gênero trabalha com informações e apresenta a função referencial ou informativa da linguagem. De
acordo com o caráter da informação há um tipo especial de seqüências textuais.
- seqüência narrativa: informação centrada numa mininarrativa, nessa o narrador tenta passar despercebido.
- seqüência descritiva: informação centrada na apresentação do estado do fato.
- seqüência explicativa: informação centrada na passagem de um conhecimento específico.
Veja:
Os oito presos que morreram asfixiados em Rio Piracibaca, no interior de Minas Gerais, foram
enterrados na quinta-feira.2
Dois corpos foram sepultados pela manhã; os parentes estavam emocionados. Um incêndio destruiu a cadeia
pública de Rio Piracicaba na terça-feira. A Polícia Civil admitiu que havia a necessidade de uma reforma no
prédio. A corregedoria da corporação vai investigar se houve negligência do carcereiro, que na hora do
incêndio estava na rua com a chave da cadeia.
Deputados da CPI do sistema carcerário vão nesta quinta-feira a Rio Piracicaba para apurar a morte dos
presos.
"Tanto o Ministério Público quanto o poder Judiciário local, já tinham tomado providência, inclusive já
tinham interditado aquela delegacia porque havia instalações hidráulicas e elétricas inadequadas e o prédio
era velho”, afirmou o relator da CPI, deputado Domingos Dutra (PT-MA). “Essa cadeia existe há bastante
tempo, e nós estamos tratando da reestruturação dessa cadeia e também da construção regional. Nós estamos
fazendo a nossa parte”, respondeu o chefe da Polícia Civil no estado, Marco Monteiro Castro.
- O editorial
O editorial é um tipo de texto no qual o autor exprime o parecer do jornal acerca de determinado fato. É um
texto dissertativo que tem como finalidade propagar a idéia da empresa. Apresenta idéias que evidenciam o
ponto de vista escolhido pelo jornal a respeito da matéria em evidência.
2 Texto extraído do site do Jornal Hoje - http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20080103-313937,00.html
Veja:
O material que faz a diferença: Janeiro é o mês especialmente dedicado à escola.3
Neste início, múltiplas atividades focalizam a arrumação, manutenção e organização do prédio, o
planejamento curricular dos professores e das equipes técnicas, a realização de cursos e de seminários de
atualização dos docentes, reuniões com funcionários e todo um elenco de ações que envolvem naturalmente
a participação real das famílias dos estudantes.
Assim parece ser o cenário escolar das escolas públicas e privadas. E nem poderia ser diferente, num País
que precisa se comprometer eticamente com a educação das crianças e dos adolescentes.
Mas, dentre as despesas de consumo escolar das famílias, destaque-se o item material escolar, a ser usado
pelos estudantes durante o ano letivo.
Nessa despesa obrigatória, encontra-se uma considerável lista de livros-textos das diferentes disciplinas,
livros de leituras complementares também das disciplinas, cadernos, lápis e canetas, que devem ser adquirida
à vista ou a crédito, com ou sem desconto. Nesse processo, o estudante se assume como consumidor de um
material que interfere financeiramente na renda familiar.
Essa lista já faz uma primeira diferença entre a escola pública e a particular, apesar da distribuição
aparentemente gratuita dos livros didáticos inseridos nos programas educacionais do MEC. O ministério, por
sinal, estabelece a devolução dos livros para serem reutilizados por alunos das séries subsequentes.
A segunda diferença consiste concretamente na utilização desse material pelos professores e pelos
estudantes, o que nem sempre acontece.
E uma terceira diferença diz respeito à qualidade gráfica do livro, que rapidamente se deteriora por meio de
páginas que se soltam ou se perdem nas pesadas mochilas dos estudantes.
O problema dessas listas de material escolar tem origem na participação pedagógica do professor, que,
individualmente ou em grupos interdisciplinares, orienta a compra do material de acordo com os objetivos e
metodologias de sua disciplina, no bojo de um planejamento que não se adapta mais a uma visão
unidisciplinar, isto é, de disciplinas isoladas, por não levarem a uma visão de contexto em que a
transdisciplinaridade permite que se trabalhe o conhecimento cotidiano dos estudantes sob diversos ângulos
de reflexão.
Do outro lado do problema das listas, estão os bolsos das famílias que já têm outras despesas escolares, se a
escola for particular.
Tais despesas repercutem e pesam fortemente no orçamento familiar, mas que é suportado por garantir um
possível bom ensino em função de uma preparação intelectual condizente com a modernidade.
Entre os objetivos pedagógicos dos professores e da escola e as despesas das famílias, concentram-se
reclamações que devem ser vistas por todos.
Uma dessas reclamações é relativa ao excesso de material solicitado. Para as famílias, significa o consumo
do supérfluo que onera em muito o orçamento doméstico.
Pode-se considerar um absurdo comprar um material que servirá apenas de ornamento numa sala de aula,
principalmente se for considerado que muitas vezes as ações pedagógicas valorizam os exuberantes meios
tecnológicos a serviço da didática e da metodologia e se esquecem ou ignoram as próprias finalidades da
educação.
Considere-se, porém, o significado cultural da produção capitalista do material escolar usado no País, na
relação das editoras com os autores dos livros. É uma relação que movimenta consideráveis somas de
dinheiro, de direitos autorais, da escolha nacional dos professores que têm o privilégio de se tornar
produtores desse material didático que abrange também o acervo das bibliotecas.
É preciso uma leitura questionadora e crítica do professor, objetivando a formação educacional e cultural do
estudante.
- A crônica
3
Texto extraído do site do Jornal O Liberal - http://www.orm.com.br/oliberal/
A crônica é um relato de acontecimentos, fatos, do tempo de hoje, fatos do cotidiano. É uma seção de jornal
ou revista, na qual são abordados acontecimentos do dia-a-dia. Em sua estrutura predomina uma seqüência
de narrativas, com marcas subjetivas do produtor do texto.
Veja:
Quarto de badulaques (LVII)
O que é que prefeitos têm a ver com capitães de navios?
Parece que nada. Navios estão no mar, cidades estão na terra. Navios viajam, cidades não saem do lugar.
Embora não pareça o fato é que as responsabilidades dos prefeitos são absolutamente idênticas às
responsabilidades dos capitães de navio e seria sábio que os prefeitos tivessem capitães de navio aposentados
como seus conselheiros. A primeira obrigação de um capitão de navio é cuidar do navio... Estar atento às
maquinas, ao radar, aos instrumentos de orientação, à cozinha, à limpeza, ao combustível, ao casco. Isso
tudo, para navegar. Quem entra no navio quer viajar. O capitão do navio tem o dever de levar seus
passageiros ao porto prometido. Caso contrário acontece como aconteceu com o Titanic. A primeira
obrigação dos prefeitos, à semelhança dos capitães de navio, é cuidar da cidade. Coleta de lixo, saúde,
educação, cultura, finanças, água, construções, calçadas, jardins, energia, estradas, os pobres, os velhos, as
crianças. Mas as cidades, embora pareçam fincadas no chão, navegam para um futuro. Cidades que não
navegam são como navios encalhados, abandonados, enferrujados. Acabam por afundar. Para qual futuro?
Essa questões me levam às perguntas que eu gostaria de fazer àqueles que se candidatam a capitães desse
navio chamado Campinas. Apenas três. Três são o suficiente. 1. Qual é o futuro que o senhor sonha para
Campinas? Para que porto o senhor levará a cidade, se for eleito? Quero que sua descrição seja tão viva que
eu possa vê-la! 2. Quais as medidas imediatas a serem tomadas para se começar a navegar na direção desse
futuro? 3. Quais os problemas prioritários do presente – as feridas da cidade - a serem atacados
imediatamente? De que forma?
Rubem Alves. Texto extraído do site do autor (www.rubemalves.com.br)
TÓPICO 4 – INTERTEXTUALIDADE4
Textos "conversam" entre si
4 * Alfredina Nery é professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores
na área de língua/linguagem/leitura.
(http://educacao.uol.com.br/portugues/intertextualidade-textos-conversam-entre-si.jhtm)
(http://fadadacaixinhademusica.blogspot.com/2009_01_01_archive.html)
Para entender o que é o conceito de "intertextualidade", um exemplo divertido. O jogo do "não confunda":
 Não confunda "bife à milanesa" com "bife ali na mesa",
 Não confunda "conhaque de alcatrão" com "catraca de canhão",
 Não confunda "força da opinião pública" com "opinião da força pública".
Como se vê, é possível elaborar um texto novo a partir de um texto já existente. É assim que os textos
"conversam" entre si. É comum encontrar ecos ou referências de um texto em outro. A essa relação se dá o
nome de intertextualidade.
Para entender melhor a palavra, pense em sua estrutura. O sufixo inter, de origem latina, se refere à noção de
relação (entre). Logo, intertextualidade é a propriedade de textos se relacionarem.
Intertexualidade na poesia
Veja como Chico Buarque de Holanda, um dos mais importantes compositores brasileiros, utiliza a
intertextualidade em uma canção sua. Em "Bom Conselho", ele faz referências a provérbios populares.
Provérbios populares
“Uma boa noite de sono combate os males”
“Quem espera sempre alcança”
“Faça o que eu digo, não faça o que eu faço"
“Pense, antes de agir”
“Devagar se vai longe”
“Quem semeia vento, colhe tempestade”
Canção de Chico Buarque
Bom Conselho
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
(Chico Buarque, 1972)
Chico Buarque inverte os provérbios, questionando-os e olhando-os sob outro ângulo, atribuindolhes novos sentidos.
Há vários exemplos de intertextualidade na literatura. Veja, a seguir, como Ricardo Azevedo brinca
com o famoso poema Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade.
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava
Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o
convento, Raimundo morreu de desastre, Maria
ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou-se
com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na
história.
(Carlos Drummond de Andrade)
Quadrilha da sujeira
João joga um palitinho de sorvete na
rua de Teresa que joga uma latinha de
refrigerante na rua de Raimundo que
joga um saquinho plástico na rua de
Joaquim que joga uma garrafinha
velha na rua de Lili.
Lili joga um pedacinho de isopor na
rua de João que joga uma embalagenzinha
de não sei o quê na rua de Teresa que
joga um lencinho de papel na rua de
Raimundo que joga uma tampinha de
refrigerante na rua de Joaquim que joga
um papelzinho de bala na rua de J.Pinto
Fernandes que ainda nem tinha
entrado na história.
Ricardo Azevedo (”Você Diz Que Sabe Muito,
Borboleta Sabe Mais”, Fundação Cargill)
Enquanto um texto trata do amor não correspondido, por meio da comparação com uma dança (quadrilha), o
outro critica o mau hábito de jogar lixo na rua - e mostra como as pessoas prejudicam as outras.
A intertexualidade também é um recurso comumente utilizado pelas crônicas de jornal. Abaixo, veja como
José Roberto Torero utiliza uma frase famosa dita por um personagem de Shakespeare. A frase quer dizer,
em poucas palavras, que há muita coisa na vida que não compreendemos.
Shakespeare
Deuses do futebol: Urucubaco
Olímpico leitor, divinal leitora, há mais coisas entre
o céu dos deuses e a terra do futebol do que sonha a
nossa
vã
crônica
esportiva.
Determinadas situações do jogo e certas fases pelas
quais os times passam não são, como pensam
alguns, obra do acaso. Ao contrário, são uma
manifestação da vontade de seres superiores, seres
“Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a
que controlam a nossa vida desde o dia em que o
nossa vã filosofia”
Caos gerou a Noite.
(trecho de crônica de José Roberto Torero, Folha de
São Paulo, em 17 de setembro de 2002)
Intertextualidade implícita
Agora, leia o poema a seguir e veja como ele se parece com um outro tipo de texto...
Receita de herói
Tome-se um homem feito de nada
Como nós em tamanho natural
Embeba-se-lhe a carne
Lentamente
De uma certeza aguda, irracional
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois perto do fim
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim
Serve-se morto.
(Reinaldo Ferreira em "Portos de Passagem" - João Wanderley Geraldi, São Paulo: Martins Fontes, 1991)
Ao falar do como se faz um herói, o poeta usa elementos de uma receita de cozinha. Analise, por exemplo:
 os verbos que indicam ordem (imperativo): "Tome-se", "Embeba-se-lhe", "Agite-se", "toque-se",
"Serve-se";
 o advérbio de modo: "lentamente", ou seja, o "modo de fazer", próprio das receitas culinárias;
 em geral, a receita de cozinha termina com a expressão: "Serve-se... (gelado ou frio ou quente etc.).
O último verso do poema retoma essa forma da receita, mas o faz de uma maneira realista ou crítica,
isto é, um herói "Serve-se morto."
O poema de Reinaldo Ferreira faz uma referência "implícita" às receitas culinárias - a referência não é
clara, direta, a nenhuma receita em específico, mas o modo como o texto é construído lembra as tais receitas.
Para terminar, outro exemplo interessante, também de Drummond. Ele fala da "medicalização" do mundo
moderno, por meio da criação de palavras que lembram os nomes de diversos remédios...
Receituário Sortido
Calma.
É preciso ter calma no Brasil
calmina
calmarian
calmogen
calmovita.
Que negócio é esse de ansiedade?
Não quero ver ninguém ansioso.
O cordão dos ansiosos enfrentemos:
aspiran!
ansiotex!
ansiex ansiax ansiolax
ansiopax, amigos!
Arte para produzir "arte" !!
Os desenhos animados também são direcionados, e em alguns casos, principalmente, aos adultos.
Prova disto está na utilização de obras da arte (clássica, surrealista, etc.) como elementos que compõem seus
argumentos. A maioria das crianças não faz idéia da existência da "Capela Cistina". (É bem verdade que
muitos adultos também estão na mesma situação!). Mas tudo isso para dizer que a intertextualidade só faz
sentido e, só é percebida, quando o público e/ou audiência a que destinam-se, tem um conhecimento prévio
acerca do assunto.
Propaganda: um "show" a parte!!
Em um dos anúncios da Bom Bril, o ator se veste e se posiciona como se fosse a “Mona Lisa”, de Da
Vinci. O slogan que o acompanha diz: “Mon Bijou deixa sua roupa uma perfeita obra-prima”. Esse
enunciado sugere ao leitor que o produto anunciado deixa a roupa bem macia e perfumada, ou seja, uma
verdadeira obra-prima ( referindo-se ao quadro de Da Vinci). Vale destacar que, neste caso, a
intertextualidade não assume a função apenas de persuadir, como também de difundir a cultura, uma vez que
se trata de uma relação com a arte.
(http://drikamil-adriana.blogspot.com/)
TÓPICO 5 – TIPOS DE DISCURSOS
Por Araújo, A. Ana Paula de
Discurso é a prática humana de construir textos, sejam eles escritos ou orais. Sendo assim, todo
discurso é uma prática social. A análise de um discurso deve, portanto, considerar o contexto em que se
encontra, assim como as personagens e as condições de produção do texto.
Em um texto narrativo, o autor pode optar por três tipos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o
discurso indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão separados, eles podem aparecer juntos
em um texto. Dependerá de quem o produziu.
Vejamos cada um deles:
Discurso Direto: Neste tipo de discurso as personagens ganham voz. É o que ocorre normalmente
em diálogos. Isso permite que traços da fala e da personalidade das personagens sejam destacados e expostos
no texto. O discurso direto reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como dizer, falar, perguntar,
entre outros, servem para que as falas das personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em uma
peça teatral.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Ex.
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele – Chente! que vida
dura esta de guaxinim do banhado!…”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
Discurso Indireto: O narrador conta a história e reproduz fala, e reações das personagens. É escrito
normalmente em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo
que foi dito pela personagem.
Ex.
“Elisiário confessou que estava com sono.” (Machado de Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem
relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze
horas.” (Lima Barreto)
Discurso Indireto Livre: O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as
personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura
dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.
Ex.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava
desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase… quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…” (Ana Maria
Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo?
Eram todos irmãos. Irmãos.” (Graciliano Ramos)
FONTE:
Celso Cunha in Gramática da Língua Portuguesa, 2ª edição.
http://www.infoescola.com/redacao/tipos-de-discurso/
TÓPICO 6 – GÊNEROS ARGUMENTATIVOS
Argumentação
http://argumentacao-juridica.blogspot.com/
Argumentar é a capacidade de relacionar fatos, teses, estudos, opiniões, problemas e possíveis
soluções a fim de embasar determinado pensamento ou idéia.
Um texto argumentativo sempre é feito visando um destinatário. O objetivo desse tipo de texto é
convencer, persuadir, levar o leitor a seguir uma linha de raciocínio e a concordar com ela.
Para que a argumentação seja convincente é necessário levar o leitor a um “beco sem saída”, onde ele seja
obrigado a concordar com os argumentos expostos.
No caso da redação, por ser um texto pequeno, há uma obrigatoriedade em ser conciso e preciso,
para que o leitor possa ser levado direto ao ponto chave. Para isso é necessário que se exponha a questão ou
proposta a ser discutida logo no início do texto, e a partir dela se tome uma posição, sempre de forma
impessoal. O envolvimento de opiniões pessoais, além de ser terminantemente proibido em textos que serão
analisados em concursos, pode comprometer a veracidade dos fatos e o poder de convencimento dos
argumentos utilizados. Por exemplo, é muito mais aceitável uma afirmação de um autor renomado ou de um
livro conhecido do que o simples posicionamento do redator a respeito de determinado assunto.
Uma boa argumentação só é feita a partir de pequenas regras as quais facilmente são encontradas em
textos do dia-a-dia, já que durante a nossa vida levamos um longo tempo tentando convencer as outras
pessoas de que estamos certos.
- Os argumentos devem ter um embasamento, nunca deve-se afirmar algo que não venha de estudos
ou informações previamente adquiridas.
- Os exemplos dados devem ser coerentes com a realidade, ou seja, podem até ser fictícios, mas não
podem ser inverossímeis.
- Caso haja citações de pessoas ou trechos de textos os mesmos devem ser razoavelmente confiáveis,
não se pode citar qualquer pessoa.
- Experiências que comprovem os argumentos devem ser também coerentes com a realidade.
- Há de se imaginar sempre os questionamentos, dúvidas e pensamentos contrários dos leitores
quanto à sua argumentação, para que a partir deles se possa construir melhores argumentos, fundamentados
em mais estudo e pesquisa.
Sobre a estrutura do texto:
- Deve conter uma lógica de pensamentos. Os raciocínios devem ter uma relação entre si, e um deve
continuar o que o outro afirmava.
- No início do texto deve-se apresentar o assunto e a problemática que o envolve, sempre tomando
cuidado para não se contradizer.
- Ao decorrer do texto vão sendo apresentados os argumentos propriamente ditos, junto com
exemplificações e citações (se existirem).
- No final do texto as idéias devem ser arrematadas com uma tese (a conclusão). Essa conclusão deve
vir sendo prevista pelo leitor durante todo o texto, a medida que ele vai lendo e se direcionando para
concordar com ela.
A argumentação não trabalha com fatos claros e evidentes, mas sim investiga fatos que geram
opiniões diversas, sempre em busca de encontrar fundamentos para localizar a opinião mais coerente.
Não se pode, em uma argumentação, afirmar a verdade ou negar a verdade afirmada por outra
pessoa. O objetivo é fazer com que o leitor concorde e não com que ele feche os olhos para possíveis contraargumentos.
Caso seja necessário se pode também fazer uma comparação entre vários ângulos de visão a respeito do
assunto, isso poderá ajudar no processo de convencimento do leitor, pois não dará margens para contraargumentos. Porém deve-se tomar muito cuidado para não se contradizer e para ser claro. Para isso é
necessário um bom domínio do assunto.
http://www.infoescola.com/redacao/argumentacao/
COMO ESTRUTURAR UM TEXTO ARGUMENTATIVO
1. O texto argumentativo
COMUNICAR não significa apenas enviar uma mensagem e fazer com que nosso ouvinte/leitor a receba
e a compreenda. Dito de uma forma melhor, podemos dizer que nós nos valemos da linguagem não apenas
para transmitir idéias, informações. São muito freqüentes as vezes em que tomamos a palavra para fazer com
que nosso ouvinte/leitor aceite o que estamos expressando (e não apenas compreenda); que creia ou faça o
que está sendo dito ou proposto.
Comunicar não é, pois, apenas um fazer saber, mas também um fazer crer, um fazer fazer. Nesse sentido,
a língua não é apenas um instrumento de comunicação; ela é também um instrumento de ação sobre os
espíritos, isto é, uma estratégia que visa a convencer, a persuadir, a aceitar, a fazer crer, a mudar de opinião,
a levar a uma determinada ação.
Assim sendo, talvez não se caracterizaria em exagero afirmarmos que falar e escrever é argumentar.
TEXTO ARGUMENTATIVO é o texto em que defendemos uma idéia, opinião ou ponto de vista, uma
tese, procurando (por todos os meios) fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite-a, creia nela.
Num texto argumentativo, distinguem-se três componentes: a tese, os argumentos e as estratégias
argumentativas.
TESE, ou proposição, é a idéia que defendemos, necessariamente polêmica, pois a argumentação implica
divergência de opinião.
A palavra ARGUMENTO tem uma origem curiosa: vem do latim ARGUMENTUM, que tem o tema
ARGU , cujo sentido primeiro é "fazer brilhar", "iluminar", a mesma raiz de "argênteo", "argúcia", "arguto".
Os argumentos de um texto são facilmente localizados: identificada a tese, faz-se a pergunta por quê?
(Ex.: o autor é contra a pena de morte (tese). Porque ... (argumentos).
As ESTRATÉGIAS não se confundem com os ARGUMENTOS. Esses, como se disse, respondem à
pergunta por quê (o autor defende uma tese tal PORQUE ... - e aí vêm os argumentos).
ESTRATÉGIAS argumentativas são todos os recursos (verbais e não-verbais) utilizados para envolver o
leitor/ouvinte, para impressioná-lo, para convencê-lo melhor, para persuadi-lo mais facilmente, para gerar
credibilidade, etc.
Os exemplos a seguir poderão dar melhor idéia acerca do que estamos falando.
A CLAREZA do texto - para citar um primeiro exemplo - é uma estratégia argumentativa na medida em
que, em sendo claro, o leitor/ouvinte poderá entender, e entendo, poderá concordar com o que está sendo
exposto. Portanto, para conquistar o leitor/ouvinte, quem fala ou escreve vai procurar por todos os meios ser
claro, isto é, utilizar-se da ESTRATÉGIA da clareza. A CLAREZA não é, pois, um argumento, mas é um
meio (estratégia) imprescindível, para obter adesão das mentes, dos espíritos.
O emprego da LINGUAGEM CULTA FORMAL deve ser visto como algo muito es-tra-té-gi-co em
muitos tipos de texto. Com tal emprego, afirmamos nossa autoridade (= "Eu sei escrever. Eu domino a
língua! Eu sou culto!") e com isso reforçamos, damos maior credibilidade ao nosso texto. Imagine, estão, um
advogado escrevendo mal ... ("Ele não sabe nem escrever! Seus conhecimentos jurídicos também devem ser
precários!").
Em outros contextos, o emprego da LINGUAGEM FORMAL e até mesmo POPULAR poderá ser
estratégico, pois, com isso, consegue-se mais facilmente atingir o ouvinte/leitor de classes menos
favorecidas.
O TÍTULO ou o INÍCIO do texto (escrito/falado) devem ser utilizados como estratégias ... como
estratégia para captar a atenção do ouvinte/leitor imediatamente. De nada valem nossos argumentos se não
são ouvidos/lidos.
A utilização de vários argumentos, sua disposição ao longo do texto, o ataque às fontes adversárias, as
antecipações ou prolepses (quando o escritor/orador prevê a argumentação do adversário e responde-a), a
qualificação das fontes, a utilização da ironia, da linguagem agressiva, da repetição, das perguntas retóricas,
das exclamações, etc. são alguns outros exemplos de estratégias.
2. A estrutura de um texto argumentativo
2.1 A argumentação formal
A nomenclatura é de Othon Garcia, em sua obra "Comunicação em Prosa Moderna".
O autor, na mencionada obra, apresenta o seguinte plano-padrão para o que chama de argumentação
formal:
Proposição (tese): afirmativa suficientemente definida e limitada; não deve conter em si mesma nenhum
argumento.
Análise da proposição ou tese: definição do sentido da proposição ou de alguns de seus termos, a fim de
evitar mal-entendidos.
Formulação de argumentos: fatos, exemplos, dados estatísticos, testemunhos, etc.
Conclusão.
Observe o texto a seguir, que contém os elementos referidos do plano-padrão da argumentação formal.
Gramática e desempenho Lingüístico
Pretende-se demonstrar no presente artigo que o estudo intencional da gramática não traz benefícios
significativos para o desempenho lingüístico dos utentes de uma língua.
Por "estudo intencional da gramática" entende-se o estudo de definições, classificações e nomenclatura; a
realização de análises (fonológica, morfológica, sintática); a memorização de regras (de concordância,
regência e colocação) - para citar algumas áreas. O "desempenho lingüístico", por outro lado, é expressão
técnica definida como sendo o processo de atualização da competência na produção e interpretação de
enunciados; dito de maneira mais simples, é o que se fala, é o que se escreve em condições reais de
comunicação.
A polêmica pró-gramática x contra gramática é bem antiga; na verdade, surgiu com os gregos, quando
surgiram as primeiras gramáticas. Definida como "arte", "arte de escrever", percebe-se que subjaz à definição
a idéia da sua importância para a prática da língua. São da mesma época também as primeiras críticas, como
se pode ler em Apolônio de Rodes, poeta Alexandrino do séc.II ª C.:
"Raça de gramáticos, roedores que ratais na musa de outrem, estúpidas lagartas que sujais as grandes
obras, ó flagelo dos poetas que mergulhais o espírito das crianças na escuridão, ide para o diabo, percevejos
que devorais os versos belos".
Na atualidade, é grande o número de educadores, filólogos e lingüistas de reconhecido saber que negam a
relação entre o estudo intencional da gramática e a melhora do desempenho lingüístico do usuário. Entre
esses especialistas, deve-se mencionar o nome do Prof. Celso Pedro Luft com sus obra "Língua e liberdade:
por uma nova concepção de língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995). Com efeito, o velho pesquisar
apaixonado pelos problemas da língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística, reúne numa
mesma obra convincente fundamentação para seu combate veemente contra o ensino da gramática em sala de
aula. Por oportuno, uma citação apenas:
"Quem sabe, lendo este livro muitos professores talvez abandonem a superstição da teoria gramatical,
desistindo de querer ensinar a língua por definições, classificações, análises inconsistentes e precárias
hauridas em gramáticas. Já seria um grande benefício". (p. 99)
Deixando-se de lado a perspectiva teórica do Mestre, acima referida suponha-se que se deva recuperar
lingüisticamente um jovem estudante universitário cujo texto apresente preocupantes problemas de
concordância, regência, colocação, ortografia, pontuação, adequação vocabular, coesão, coerência,
informatividade, entre outros. E, estimando-lhe melhoras, lhe fosse dada uma gramática que ele passaria a
estudar: que é fonética? Que é fonologia? Que é fonemas? Morfema? Qual é coletivo de borboleta? O
feminino de cupim? Como se chama quem nasce na Província de Entre-Douro-e-Minho? Que é oração
subordinada adverbial concessiva reduzida de gerúndio? E decorasse regras de ortografia, fizesse lista de
homônimos, parônimos, de verbos irregulares ... e estudasse o plural de compostos, todas regras de
concordância, regências ... os casos de próclise, mesóclise e ênclise. E que, ao cabo de todo esse processo, se
voltasse a examinar o desempenho do jovem estudante na produção de um texto. A melhora seria,
indubitavelmente, pouco significativa; uma pequena melhora, talvez, na gramática da frase, mas o problema
de coesão, de coerência, de informatividade - quem sabe os mais graves - haveriam de continuar. Quanto
mais não seja porque a gramática tradicional não dá conta dos mecanismos que presidem à construção do
texto.
Poder-se-á objetar que o ilustração de há pouco é apenas hipotética e que, por isso, um argumento de
pouco valor. Contra argumentar-se-ia dizendo que situação como essa ocorre de fato na prática. Na verdade,
todo o ensino de 1° e 2° graus é gramaticalista, descritivista, definitório, classificatório, nomenclaturista,
prescritivista, teórico. O resultado? Aí estão as estatísticas dos vestibulares. Valendo 40 pontos a prova de
redação, os escores foram estes no vestibular 1996/1, na PUCRS: nota zero: 10% dos candidatos, nota 01:
30%; nota 02: 40%; nota 03: 15%; nota 04: 5%. Ou seja, apenas 20% dos candidatos escreveram um texto
que pode ser considerado bom.
Finalmente pode-se invocar mais um argumento, lembrando que são os gramáticos, os lingüistas - como
especialistas das línguas - as pessoas que conhecem mais a fundo a estrutura e o funcionamento dos códigos
lingüísticos. Que se esperaria, de fato, se houvesse significativa influência do conhecimento teórico da língua
sobre o desempenho? A resposta é óbvia: os gramáticos e os lingüistas seriam sempre os melhores escritores.
Como na prática isso realmente não acontece, fica provada uma vez mais a tese que se vem defendendo.
Vale também o raciocínio inverso: se a relação fosse significativa, deveriam os melhores escritores
conhecer - teoricamente - a língua em profundidade. Isso, no entanto, não se confirma na realidade: Monteiro
Lobato, quando estudante, foi reprovado em língua portuguesa (muito provavelmente por desconhecer teoria
gramatical); Machado de Assis, ao folhar uma gramática declarou que nada havia entendido; dificilmente um
Luis Fernando Veríssimo saberia o que é um morfema; nem é de se crer que todos os nossos bons escritores
seriam aprovados num teste de Português à maneira tradicional (e, no entanto eles são os senhores da
língua!).
Portanto, não há como salvar o ensino da língua, como recuperar lingüisticamente os alunos, como
promover um melhor desempenho lingüístico mediante o ensino-estudo da teoria gramatical. O caminho é
seguramente outro.
Gilberto Scarton
Eis o esquema do texto em seus quatro estágios:
Primeiro estágio: primeiro parágrafo, em que se enuncia claramente a tese a ser defendida.
Segundo estágio: segundo parágrafo, em que se definem as expressões "estudo intencional da gramática" e
"desempenho lingüístico", citadas na tese.
Terceiro estágio: terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo e oitavo parágrafos, em que se apresentam os
argumentos.
Terceiro parágrafo: parágrafo introdutório à argumentação.
Quarto parágrafo: argumento de autoridade.
Quinto parágrafo: argumento com base em ilustração hipotética.
Sexto parágrafo: argumento com base em dados estatísticos.
Sétimo e oitavo parágrafo: argumento com base em fatos.
Quarto estágio: último parágrafo, em que se apresenta a conclusão.
2.2 A argumentação informal
A nomenclatura também é de Othon Garcia, na obra já referida.
A argumentação informal apresenta os seguintes estágios:
Citação da tese adversária
Argumentos da tese adversária
Introdução da tese a ser defendida
Argumentos da tese a ser defendida
Conclusão
Observe o texto exemplar de Luís Alberto Thompson Flores Lenz, Promotor de Justiça.
Considerações sobre justiça e eqüidade
Hoje, floresce cada vez mais, no mundo jurídico a acadêmico nacional, a idéia de que o julgador, ao
apreciar os caos concretos que são apresentados perante os tribunais, deve nortear o seu proceder mais por
critérios de justiça e eqüidade e menos por razões de estrita legalidade, no intuito de alcançar, sempre, o
escopo da real pacificação dos conflitos submetidos à sua apreciação.
Semelhante entendimento tem sido sistematicamente reiterado, na atualidade, ao ponto de inúmeros
magistrados simplesmente desprezarem ou desconsiderarem determinados preceitos de lei, fulminando ditos
dilemas legais sob a pecha de injustiça ou inadequação à realidade nacional.
Abstraída qualquer pretensão de crítica ou censura pessoal aos insignes juízes que se filiam a esta corrente,
alguns dos quais reconhecidos como dos mais brilhantes do país, não nos furtamos, todavia, de tecer breves
considerações sobre os perigos da generalização desse entendimento.
Primeiro, porque o mesmo, além de violar os preceitos dos arts. 126 e 127 do CPC, atenta de forma direta
e frontal contra os princípios da legalidade e da separação de poderes, esteio no qual se assenta toda e
qualquer idéia de democracia ou limitação de atribuições dos órgãos do Estado.
Isso é o que salientou, e com a costumeira maestria, o insuperável José Alberto dos Reis, o maior
processualista português, ao afirmar que: "O magistrado não pode sobrepor os seus próprios juízos de valor
aos que estão encarnados na lei. Não o pode fazer quando o caso se acha previsto legalmente, não o pode
fazer mesmo quando o caso é omisso".
Aceitar tal aberração seria o mesmo que ferir de morte qualquer espécie de legalidade ou garantia de
soberania popular proveniente dos parlamentos, até porque, na lúcida visão desse mesmo processualista, o
juiz estaria, nessa situação, se arvorando, de forma absolutamente espúria, na condição de legislador.
A esta altura, adotando tal entendimento, estaria institucionalizada a insegurança social, sendo que não
haveria mais qualquer garantia, na medida em que tudo estaria ao sabor dos humores e amores do juiz de
plantão.
De nada adiantariam as eleições, eis que os representantes indicados pelo povo não poderiam se valer de
sua maior atribuição, ou seja, a prerrogativa de editar as leis.
Desapareceriam também os juízes de conveniência e oportunidade política típicos dessas casas
legislativas, na medida em que sempre poderiam ser afastados por uma esfera revisora excepcional.
A própria independência do parlamento sucumbiaria integralmente frente à possibilidade de inobservância
e desconsideração de suas deliberações.
Ou seja, nada restaria, de cunho democrático, em nossa civilização.
Já o Poder Judiciário, a quem legitimamente compete fiscalizar a constitucionalidade e legalidade dos atos
dos demais poderes do Estado, praticamente aniquilaria as atribuições destes, ditando a eles, a todo
momento, como proceder.
Nada mais é preciso dizer para demonstrar o desacerto dessa concepção.
Entretanto, a defesa desse entendimento demonstra, sem sombra de dúvidas, o desconhecimento do
próprio conceito de justiça, incorrendo inclusive numa contradictio in adjecto.
Isto porque, e como magistralmente o salientou o insuperável Calamandrei, "a justiça que o juiz
administra é, no sistema da legalidade, a justiça em sentido jurídico, isto é, no sentido mais apertado, mas
menos incerto, da conformidade com o direito constituído, independentemente da correspondente com a
justiça social".
Para encerrar, basta salientar que a eleição dos meios concretos de efetivação da Justiça social compete,
fundamentalmente, ao Legislativo e ao Executivo, eis que seus membros são indicados diretamente pelo
povo.
Ao Judiciário cabe administrar a justiça da legalidade, adequando o proceder daqueles aos ditames da
Constituição e da Legislação.
Luís Alberto Thompson Flores Lenz
Eis o esquema do texto em seus cinco estágios;
Primeiro estágio: primeiro parágrafo, em que se cita a tese adversária.
Segundo estágio: segundo parágrafo, em que se cita um argumento da tese adversária "... fulminando ditos
dilemas legais sob a pecha de injustiça ou inadequação à realidade nacional".
Terceiro estágio: terceiro parágrafo, em que se introduz a tese a ser defendida.
Quarto estágio: do quarto ao décimo quinto, em que se apresentam os argumentos.
Quinto estágio:os últimos dois parágrafos, em que se conclui o texto mediante afirmação que salienta o
que ficou dito ao longo da argumentação.
http://www.pucrs.br/gpt/argumentativo.php
DISCURSO POLÍTICO
O discurso político é um texto argumentativo, fortemente persuasivo, em nome do bem comum,
alicerçado por pontos de vista do emissor ou de enunciadores que representa, e por informações
compartilhadas que traduzem valores sociais, políticos, religiosos e outros. Frequentemente, apresenta-se
como uma fala coletiva que procura sobrepor-se em nome de interesses da comunidade e constituir norma de
futuro. Está inserido numa dinâmica social que constantemente o altera e ajusta a novas circunstâncias. Em
períodos eleitorais, a sua maleabilidade permite sempre uma resposta que oscila entre a satisfação individual
e os grandes objetivos sociais da resolução das necessidades elementares dos outros.
Hannah Arendt (em The Human Condition) afirma que o discurso político tem por finalidade a
persuasão do outro, quer para que a sua opinião se imponha, quer para que os outros o admirem. Para isso,
necessita da argumentação, que envolve o raciocínio, e da eloquência da oratória, que procura seduzir
recorrendo a afetos e sentimentos.
O discurso político é, provavelmente, tão antigo quanto a vida do ser humano em sociedade. Na
Grécia antiga, o político era o cidadão da "pólis" (cidade, vida em sociedade), que, responsável pelos
negócios públicos, decidia tudo em diálogo na "agora" (praça onde se realizavam as assembleias dos
cidadãos), mediante palavras persuasivas. Daí o aparecimento do discurso político, baseado na retórica e na
oratória, orientado para convencer o povo.
O discurso político implica um espaço de visibilidade para o cidadão, que procura impor as suas
ideias, os seus valores e projetos, recorrendo à força persuasiva da palavra, instaurando um processo de
sedução, através de recursos estéticos como certas construções, metáforas, imagens e jogos linguísticos.
Valendo-se da persuasão e da eloquência, fundamenta-se em decisões sobre o futuro, prometendo o que pode
ser feito.
http://www.infopedia.pt/$discurso-politico
ANTES DA POSSE:
O discurso é esse....
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção..
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos econômicos do país se esgotem
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
APÓS A POSSE: LEIA DO FIM PARA O COMEÇO.
http://www.vestibular1.com.br/recreio/discurso.htm
TÓPICO 7 – COESÃO E COERÊNCIA
Uma das propriedades que distingue um texto de um amontoado de palavras ou frases é o
relacionamento existente entre si. De que trata, então, a coesão textual? Da ligação, da relação, da conexão
entre as palavras de um texto, através de elementos formais, que assinalam o vínculo entre os seus
componentes.
Uma das modalidades de coesão é a remissão. E a coesão pode desempenhar a função de
(re)ativação do referente. A reativação do referente no texto é realizada por meio da referenciação anafórica
ou catafórica, formando-se cadeias coesivas mais ou menos longas.
A remissão anafórica (para trás) realiza-se por meio de pronomes pessoais de 3ª pessoa (retos e
oblíquos) e os demais pronomes; também por numerais, advérbios e artigos.
Exemplo: André e Pedro são fanáticos torcedores de futebol. Apesar disso, são diferentes. Este não briga
com quem torce para outro time; aquele o faz.
Explicação: O termo isso retoma o predicado são fanáticos torcedores de futebol; este recupera a
palavra Pedro; aquele , o termo André; o faz, o predicado briga com quem torce para o outro time - são
anafóricos.
A remissão catafórica (para a frente) realiza-se preferencialmente através de pronomes
demonstrativos ou indefinidos neutros, ou de nomes genéricos, mas também por meio das demais espécies de
pronomes, de advérbios e de numerais. Exemplos:
Exemplo: Qualquer que tivesse sido seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e
passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele, o professor, gordo e
silencioso, de ombros contraídos.
Explicação: O pronome possessivo seu e o pronome pessoal reto ele antecipam a expressão o
professor - são catafóricos.
De que trata a coerência textual ? Da relação que se estabelece entre as diversas partes do texto, criando
uma unidade de sentido. Está, portanto, ligada ao entendimento, à possibilidade de interpretação daquilo que
se ouve ou lê.
Modelo de questão: coesão e coerência (AFRF-2003)
As questões de números 01 e 02 têm o texto abaixo como base.
Falar em direitos humanos pressupõe localizar a realidade que os faz emergir no contexto sóciopolítico e histórico-estrutural do processo contraditório de criação das sociedades. Implica, em suma,
desvendar, a cada momento deste processo, o que venha a resultar como direitos novos até então escondidos
sob a lógica perversa de regimes políticos, sociais e econômicos, injustos e comprometedores da liberdade
humana.
Este ponto de vista referencial determina a dimensão do problema dos direitos humanos na América
Latina.
Neste contexto, a fiel abordagem acerca das condições presentes e dos caminhos futuros dos direitos
humanos passa, necessariamente, pela reflexão em torno das relações econômicas internacionais entre países
periféricos e países centrais.
As desarticulações que desta situação resultam não chegam a modificar a base estrutural destas
relações: a extrema dependência a que estão submetidos os países periféricos, tanto no que concerne ao
agravamento das condições de trabalho e de vida (degradação dos salários e dos benefícios sociais), quanto
na dependência tecnológica, cultural e ideológica.
(Núcleo de estudos para a Paz e Direitos Humanos, UnB in: Introdução Crítica ao Direito, com
adaptações)
01. Assinale a opção que não estabelece uma continuidade coerente e gramaticalmente correta para o
texto
a) Nesta parte do mundo, imensas parcelas da população não têm minimamente garantida sua sobrevivência
material. Como, pois, reivindicar direitos fundamentais se a estrutura da sociedade não permite o
desenvolvimento da consciência em sua razão plena?
b) Por conseguinte, a questão dos Direitos tem significado político, enquanto realização histórica de uma
sociedade de plena superação das desigualdades, como organização social da liberdade.
c) Assim, pois, a opressão substitui a liberdade. A percepção da complexidade da realidade latinoamericana remete diretamente a uma compreensão da questão do homem ao substituí-lo pela questão da
tecnologia.
d) Na América Latina, por isso, a luta pelos direitos humanos engloba e unifica em um mesmo momento
histórico, atual, a reivindicação dos direitos pessoais.
e) Não nos esqueçamos que a construção do autoritarismo, que marcou profundamente nossas estruturas
sociais, configurou o sistema político imprescindível para a manutenção e reprodução dessa dependência.
DICAS: esse tipo de questão exige a capacidade de seleção das informações básicas do texto e de
percepção dos elementos de coesão constitutivos do último período e sua interligação com o parágrafo
subseqüente; nesse caso, a opção que será marcada.
O texto trata dos direitos humanos - a realidade no contexto sócio- político e histórico estrutural processo de criação das sociedades; "as relações econômicas internacionais entre países periféricos( a sua
dependência) e países centrais".
O gabarito assinala a altern. C.
Justificativa: o comando da questão pede "a opção que não estabelece uma continuidade..." , a alternativa C
inicia, estabelecendo relação de conclusão ( "Assim, pois,a opressão...") utilizando-se de elementos que não
são citados no texto: opressão - liberdade - tecnologia, caracterizando incoerência textual.Nas demais
alternativas há expressões que fazem menção às idéias do texto. Serão grifadas as palavras ou expressões
relacionadas ao texto:
*na altern.a)"... nessa parte do mundo..." (países periféricos),
* na altern.b)"... a questão dos Direitos tem significado político..." (parte inicial do texto),
*na altern. d) "Na América Latina, por isso, a luta pelos direitos humano..."
* na altern.e)"... o sistema político imprescindível para a manutenção e reprodução dessa dependência."
(tanto a letra d) quanto a e) fazem referência às informações básicas do texto.
02. Assinale a opção em que, no texto, a expressão que antecede a barra não retoma a idéia da segunda
expressão que sucede a barra.
a) "realidade" (l.2) / " contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo" (l.2 e 3)
b) "deste processo" (l.6) / " Processo contraditório de criação das sociedades" (l.3 e 4)
c) "Este ponto de vista referencial" (l.11) / "idéias expressas no primeiro parágrafo.
d) "Neste contexto" (l.14) / discussão sobre os direitos humanos na América Latina.
e) "desta situação" (l.20) / relações econômicas internacionais entre países periféricos e países centrais.
GABARITO: A
DICAS: essa questão é típica de coesão textual que trata dos elementos anafóricos-aqueles que retomam um
elemento referencial(anterior). O objetivo do comando é "a expressão que antecede a barra não retoma a
idéia da segunda expressão. Se se observar com atenção, a palavra "realidade" da altern. a) vem citada antes,
no texto, que a expressão "contexto sócio-político e histórico-estrutural do processo", portanto corresponde
ao que se pede. Daí, o gabarito apontar a altern a) como a indicada.
(http://www.algosobre.com.br/redacao/coesao-e-coerencia.html)
RECURSOS COESIVOS
É um tipo de articulação gramatical entre os elementos de um texto - o texto, compreendido como
'tecido' , 'trama'. A esse mecanismo que permite estabelecer boas relações entre os elementos do texto para
facilitar o entendimento e torná-lo mais encorpado, agradável, mais atraente, é que se chama coesão textual
ou recursos coesivos.
A construção de um texto se faz em torno de um assunto pontuado - um tema. Esse tema, de uma
certa forma, tem que ser referenciado até o fim do texto, mas será misturado a outros subtemas, que farão
parte das argumentações discursivas e que vão gravitando em volta do tema central. Dessa forma vai-se
mantendo o assunto no fio do discurso e compondo o texto, a tessitura. Tudo gira em torno de um jogo: um
tema, um comentário - quando comenta-se o comentário, ele vira tema e nesse jogo de tema/comentário vaise formando o texto.
Num texto, os termos estão muito correlacionados, pois se o assunto deve-se manter no fio do
discurso, ele vai sendo referenciado muitas vezes e de diversas maneiras. Essas referenciações necessárias na
elaboração do texto são feitas por recursos coesivos - a isso é que denomina-se 'coesão textual'.
São tantos os recursos coesivos que podem ser utilizados para manter-se a coesão do texto, que para
estudo, costuma-se dividi-los em tipos: recursos gramaticais e recursos lexicais. Os livros da linguista
Ingedore Villaça Koch são ótimos para compreender esse assunto. Dentro da classificação dos recursos
gramaticais há o emprego dos pronomes pessoais, demonstrativos, possessivos, indefinidos, relativos,
advérbios, as desinências, etc. Como recursos lexicais compreende-se as rotulações, as nominalizações, a
hiponímia, sinonímia, etc.
http://www.lpeu.com.br/a/Coes%C3%A3o-textual-conceito-geral.html
TÓPICO 8 – FIGURAS DE LINGUAGEM
(http://marlenesapucaia.blogspot.com/2010/06/figuras-de-linguagem.html)
Figuras sonoras
Aliteração
Repetição de sons consonantais (consoantes).
Cruz e Souza é o melhor exemplo deste recurso. Uma das características marcantes do Simbolismo, assim
como a sinestesia.
Ex: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes veladas / Vagam nos velhos vórtices
velozes / Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas." (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza)
Assonância
Repetição dos mesmos sons vocálicos.
Ex: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral." (Caetano Veloso)
(E, O) - "O que o vago e incóngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me deu." (Fernando Pessoa)
Paranomásia
É o emprego de palavras parônimas (sons parecidos).
Ex: "Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias" (Padre Antonio Vieira)
Onomatopéia
Criação de uma palavra para imitar um som
Ex: A língua do nhem "Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois dava a sua vida / Para falar com
alguém. / E estava sempre em casa / A boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhemnhem..." (Cecília Meireles)
Figuras de criação ou ( figuras de sintaxe )
A gramática normativa, partindo de aspectos lógicos e gerais observados na língua culta, aponta
princípios que presidem às relações de dependência ou interdependência e de ordem das palavras na frase.
Ensina-nos, entretanto, que aqueles aspectos lógicos e gerais não são exclusivos; ocasionalmente, outros
fatores podem influir e, em função deles, a concordância, a regência ou a colocação (planos em que se faz o
estudo da estrutura da frase) apresentam-se, às vezes, alteradas. Tais alterações denominam-se figuras de
construção também chamadas de figuras sintáticas
Também é considerada como figura de construção a "Inversão", aonde ocorre a mudança da ordem
direta dos termos na frase (sujeito + predicado + complementos).
Exs.:"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante" (Hino
Nacional Brasileiro) (ordem direta: As margens do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo
heróico.)
Elipse
Omissão de um termo ou expressão facilmente subentendida. Casos mais comuns:
a) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou implícito: iremos depois, compraríeis a casa?
b) substantivo - a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracanã, no ligar de o estádio Maracanã
c) preposição - estar bêbado, a camisa rota, as calças rasgadas, no lugar de: estar bêbado, com a camisa rota,
com as calças rasgadas.
d) conjunção - espero você me entenda, no lugar de: espero que você me entenda.
e) verbo - queria mais ao filho que à filha, no lugar de: queria mais o filho que queria à filha. Em especial o
verbo dizer em diálogos - E o rapaz: - Não sei de nada !, em vez de E o rapaz disse:
Zeugma
Omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Se for verbo, pode necessitar adaptações de número e
pessoa verbais. Utilizada, sobretudo, nas orações comparativas.
Ex: Alguns estudam, outros não, por: alguns estudam, outros não estudam. "O meu pai era paulista / Meu
avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano." (Chico Buarque) - omissão de era
Hipérbato
Alteração ou inversão da ordem direta dos termos na oração, ou das orações no período. São determinadas
por ênfase e podem até gerar anacolutos.
Ex: Morreu o presidente, por: O presidente morreu.
Obs1.: Também denominada de antecipação.
Obs2.: Se a inversão for violenta, comprometendo o sentido drasticamente, alguns autores denominam-na
sínquise
Obs3.: Alguns autores considera anástrofe um tipo de hipérbato
Anástrofe
Anteposição, em expressões nominais, do termo regido de preposição ao termo regente.
Ex: "Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.", por: O manto lutuoso da morte vos cobre a todos.
Obs.: alguns autores consideram um tipo de hipérbato
Pleonasmo
Repetição de um termo já expresso, com objetivo de enfatizar a idéia.
Ex: Vi com meus próprios olhos. "E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ou seu
contentamento." (Vinicius de Moraes), Ao pobre não lhe devo (OI pleonástico)
Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro - decorre da ignorância, perdendo o caráter enfático (hemorragia de
sangue, descer para baixo)
Assíndeto
Ausência de conectivos de ligação, assim atribui maior rapidez ao texto. Ocorre muito nas orações
coordenadas.
Ex: "Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios."
Polissíndeto
repetição de conectivos na ligação entre elementos da frase ou do período.
Ex: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. "E sob as ondas ritmadas / e sob as nuvens
e os ventos / e sob as pontes e sob o sarcasmo / e sob a gosma e o vômito (...)" (Carlos Drummond de
Andrade)
Anacoluto
Termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Normalmente, inicia-se uma determinada construção
sintática e depois se opta por outra.
Ex: Eu, parece-me que vou desmaiar. / Minha vida, tudo não passa de alguns anos sem importância (sujeito
sem predicado) / Quem ama o feio, bonito lhe parece (alteraram-se as relações entre termos da oração)
Anáfora
Repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
Ex: "Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta / Pro desfecho que falta / Por
favor." (Chico Buarque)
Obs.: repetição em final de versos ou frases é epístrofe; repetição no início e no fim será símploce.
Classificações propostas por Rocha Lima.
Silepse
É a concordância com a idéia, e não com a palavra escrita. Existem três tipos:
a) de gênero (masc x fem): São Paulo continua poluída (= a cidade de São Paulo). V. Sª é lisonjeiro
b) de número (sing x pl): Os Sertões contra a Guerra de Canudos (= o livro de Euclides da Cunha). O casal
não veio, estavam ocupados.
c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3ª pess - os brasileiros, mas quem fala ou escreve também
participa do processo verbal)
Antecipação
Antecipação de termo ou expressão, como recurso enfático. Pode gerar anacoluto.
Ex.: Joana creio que veio aqui hoje.
O tempo parece que vai piorar
Obs.: Celso Cunha denomina-a prolepse.
Figuras de palavras ou tropos ou Alterações Semânticas
Metáfora
Emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. É um tipo de comparação implícita, sem
termo comparativo.
Ex: A Amazônia é o pulmão do mundo. Encontrei a chave do problema. / "Veja bem, nosso caso / É uma
porta entreaberta." (Luís Gonzaga Junior)
Obs1.: Alguns autores define como modalidades de metáfora: personificação (animismo), hipérbole, símbolo
e sinestesia. ? Personificação - atribuição de ações, qualidades e sentimentos humanos a seres inanimados.
(A lua sorri aos enamorados) ? Símbolo - nome de um ser ou coisa concreta assumindo valor convencional,
abstrato. (balança = justiça, D. Quixote = idealismo, cão = fidelidade, além do simbolismo universal das
cores)
Obs2.: esta figura foi muito utilizada pelos simbolistas
Catacrese
Uso impróprio de uma palavra ou expressão, por esquecimento ou na ausência de termo específico.
Ex.: Espalhar dinheiro (espalhar = separar palha) / "Distrai-se um deles a enterrar o dedo no tornozelo
inchado." - O verbo enterrar era usado primitivamente para significar apenas colocar na terra.
Obs1.: Modernamente, casos como pé de meia e boca de forno são considerados metáforas viciadas.
Perderam valor estilístico e se formaram graças à semelhança de forma existente entre seres.
Obs2.: Para Rocha Lima, é um tipo de metáfora
Metonímia
Substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles associação de significado.
Ex: Ler Jorge Amado (autor pela obra - livro) / Ir ao barbeiro (o possuidor pelo possuído, ou vice-versa barbearia) / Bebi dois copos de leite (continente pelo conteúdo - leite) / Ser o Cristo da turma. (indivíduo
pala classe - culpado) / Completou dez primaveras (parte pelo todo - anos) / O brasileiro é malandro (sing.
pelo plural - brasileiros) / Brilham os cristais (matéria pela obra - copos).
Antonomásia, perífrase
substituição de um nome de pessoa ou lugar por outro ou por uma expressão que facilmente o identifique.
Fusão entre nome e seu aposto.
Ex: O mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei das selvas = o leão, Escritor Maldito = Lima Barreto
Obs.: Também considera como uma variação da metonímia
Sinestesia
Interpenetração sensorial, fundindo-se dois sentidos ou mais (olfato, visão, audição, gustação e tato).
Ex.: "Mais claro e fino do que as finas pratas / O som da tua voz deliciava ... / Na dolência velada das
sonatas / Como um perfume a tudo perfumava. / Era um som feito luz, eram volatas / Em lânguida espiral
que iluminava / Brancas sonoridades de cascatas ... / Tanta harmonia melancolizava." (Cruz e Souza)
Obs.: Para alguns autores, representa uma modalidade de metáfora
Anadiplose
É a repetição de palavra ou expressão de fim de um membro de frase no começo de outro membro de frase.
Ex: "Todo pranto é um comentário. Um comentário que amargamente condena os motivos dados."
Figuras de pensamento
Antítese
Aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido.
Ex: "Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios" (Vinicius de Moraes)
Obs.: Paradoxo - idéias contraditórias num só pensamento, proposição de Rocha Lima ("dor que desatina
sem doer" Camões)
Eufemismo
Consiste em "suavizar" alguma idéia desagradável
Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exames. (foi reprovado)
Obs.: a autora Rocha Lima propõe uma variação chamada litote - afirma-se algo pela negação do contrário.
(Ele não vê, em lugar de Ele é cego; Não sou moço, em vez de Sou velho). Para Bechara, alteração
semântica.
Hipérbole
Exagero de uma idéia com finalidade expressiva
Ex: Estou morrendo de sede (com muita sede), Ela é louca pelos filhos (gosta muito dos filhos)
Obs.: Para alguns, é uma das modalidades de metáfora.
Ironia
Utilização de termo com sentido oposto ao original, obtendo-se, assim, valor irônico.
Obs.: Para alguns designado como antífrase
Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta.
Gradação
Apresentação de idéias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não veja, que eu não conheça
perfeitamente."
Prosopopéia, personificação, animismo
É a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.
Ex: "A lua, (...) Pedia a cada estrela fria / Um brilho de aluguel ..." (Jõao Bosco / Aldir Blanc)
Obs.: Para alguns, é uma modalidade de metáfora
Bibliografia
BECHARA, E., 2000, Moderna Gramática Portuguesa, 37 ed., Editora Lucerna, Rio de Janeiro, RJ
ROCHA LIMA, C. H., 1999, Gramática Normativa da Língua Portuguesa, 37 ed., José Olympio Editora,
Rio
de
Janeiro,
RJ
TUFANO, D., 1979, Estudos de Língua e Literatura, Vol. 2, 1 ed., Editora Moderna, São Paulo, SP
http://www.algosobre.com.br/gramatica/figuras-de-linguagem.html
TÓPICO 9 – TEXTO OPINATIVO
Texto opinativo ou de opinião é um texto breve e claro na interpretação dos fatos. É opinativo
porque o sujeito que escreve emite opinião, ou seja, expõe o que pensa sobre o assunto em pauta, mas é um
texto devidamente fundamentado, não fere a ética e o rigor da escrita.
A opinião volta-se para o juízo que cada um ou o grupo (opinião pública) tem sobre algo.
A opinião apresenta os fatos como a informação, enquadrando-os em um respectivo contexto, relacionandoos , através de uma interpretação. Elabora-se um juízo de valor sobre eles. Na opinião, o autor escolhe o
ângulo de abordagem dos acontecimentos e das situações.
Exemplo de textos opinativos: editorial de revistas, comentários de jornal, etc...
Revendo: O texto opinativo tem por finalidade informar e influenciar, nomeadamente a nível político ou
ideológico. Os "opinion makers" utilizam os dados da realidade para, a partir deles, convencer. Notaopinion makers - quem escreve textos opinativos.
Fique ligado! Numa dissertação é indispensável haver argumentos que sustentem as ideias centrais, além de
uma reflexão sobre o problema proposto.
http://helenaconectada.blogspot.com/2009/12/texto-opinativo.html
TÓPICO 10 – MODOS DE ORGANIZAÇÃO TEXTUAL
Benedita Azevedo - Setembro de 2007
Tudo o que se escreve recebe o nome genérico de redação (ou composição). Existem três tipos de
redação descrição, narração e dissertação. É importante que você consiga perceber a diferença entre elas.
Leia com atenção as seguintes definições:
Descrição: é o tipo de redação na qual se apresentam as características que compõem um
determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem.
Narração: é a modalidade de redação na qual contamos um ou mais fatos que ocorrem em
determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens.
Dissertação: é o tipo de composição na qual expomos idéias gerais, seguidas da apresentação de
argumentos que as comprovem.
Observe esses exemplos das modalidades acima:
Descrição
Sua estatura era alta e seu corpo, esbelto. A pele morena refletia o sol dos trópicos. Os olhos negros e
amendoados a luz interior de sua alegria de viver e jovialidade. Os traços bem desenhados compunham uma
fisionomia calma, que mais parecia uma pintura.
Narração
Em uma noite chuvosa do mês de agosto, Paulo e o irmão caminhavam pela rua mal-iluminada que
conduzia à sua residência. Subitamente foram abordados por um homem estranho. Pararam, atemorizados, e
tentaram saber o que o homem queria, receosos de que se tratasse de um assalto. Era, entretanto, somente um
bêbado que tentava encontrar, com dificuldade, o caminho de sua casa.
Dissertação
Tem havido muitos debates sobre a eficiência do sistema educacional brasileiro. Argumentam alguns
que ele deve ter por objetivo despertar no estudante a capacidade de absorver informações dos mais
diferentes tipos e relacioná-las com a realidade circundante. Um sistema de ensino voltado para a
compreensão dos problemas sócio-econômicos, e que, despertasse no aluno, a curiosidade científica seria
desejável.
Tipos de narrador
Conforme definimos anteriormente, narrar é contar um ou mais fatos que ocorrem com determinados
personagens, em local e tempo definidos. Em outras palavras, é contar uma história, que pode ser real ou
imaginária.
Quando você vai redigir uma história, a primeira decisão que deve tomar é se você vai ou não fazer
parte da narrativa. Tanto é possível contar uma história que ocorreu com outras pessoas, quanto narrar fatos
acontecidos com você. Essa decisão determinará o tipo de narrador a ser utilizado em sua composição. Este
pode ser, basicamente, de dois tipos:
1º - Narrador em 1ª pessoa: é aquele que participa da ação, ou seja, que se inclui na narrativa. Tratase do narrador personagem. Veja o exemplo a seguir.
Estava andando pela rua quando de repente tropecei em um pacote embrulhado em jornais. Peguei-o
vagarosamente, abri e vi, surpreso, que lá havia uma grande quantidade em dinheiro.
Em textos que apresentam o narrador em 1ª pessoa, ele não precisa ser, necessariamente, o
personagem principal; pode ser somente alguém que, estando no local dos acontecimentos, presenciou-os.
Veja:
Estava parado no ponto de ônibus, quando vi, a meu lado, um rapaz que caminhava lentamente pela
rua. Ele tropeçou em um pacote embrulhado em jornais. Observei que ele o pegou com todo o cuidado, abriu
e viu, surpreso, que lá havia uma grande quantia em dinheiro.
2º - Narrador em terceira pessoa: é aquele que não participa da ação, ou seja, não se inclui na
narrativa. Temos então o narrador observador. Veja o exemplo abaixo.
João estava andando pela rua quando de repente tropeçou em um pacote embrulhado em jornais.
Pegou-o vagarosamente, abriu e viu surpreso, que lá havia uma grande quantia em dinheiro.
GRANATIC. Branca, Técnica Básica de Redação,
2ª edição, São Paulo, Scipione, 1995.
CRÔNICA, CONTO, ROMANCE, NOVELA...
Todos nós, autores novos e não tão novos, vez por outra, sentimos imensas dúvidas para enquadrar
em um desses gêneros e sub-gêneros, nossa criação literária.
É bom não esquecer o interminável debate que remonta à República de Platão e que deságua hoje
num certo consenso sobre a existência de dois gêneros, poesia e prosa, seguido de subdivisões, como poesia
lírica, épica por um lado, e conto, novela e romance por outro.
Os especialistas no assunto, e é bom esclarecer que não sou um deles, tentam explicar tudo isso. A
gente lê, relê e acaba ficando com as mesmas interrogações. Nesse artigo posso perturbar o academicismo
dos especialistas, mas pretendo dar minha visão como escritor, de forma objetiva, prática e principalmente
didática, arriscando sofrer a crítica que me mostrará as imensas teses, tratados, ensaios sobre cada um desses
gêneros. Provavelmente dirão: "Que pretensioso esse escritorzinho, hein?". Assim mesmo, revolvi correr o
risco e me antecipar à crítica. Meu endereço está disponível e prometo responder educadamente a todos.
Se consultarmos algum dicionário de termos literários, teremos algo assim:
Crônica, vem do Grego, krónos, que significa "tempo" e do Latim, annum, ano, ou ânua, significando,
"anais".
Poesia também do Grego, poíesis, que quer dizer, "ação de criar alguma coisa".
Conto, do Latim computum, ou seja, "cálculo, conta", ou do Grego kóntos, "extremidade da lança", ou
commentum, "invenção, ficção".
Romance, do Latim romanice, que quer dizer, "em língua românica".
Poema, do Grego, poiema, significando "o que se faz".
Novela, do Latim, novellam, ou seja:, "nova
É... por aí, não vamos poder ter grandes esclarecimentos...
Vamos aglutinar alguns termos para simplificar a variedade em três:
1. Poesia, poema
2. Crônica
3. Conto, novela, romance, poesia, poema
Poesia, poema
Se consultarmos Octavio Paz, El Arco y la Lira, 1956 p.14, encontramos sobre Poema: a afirmação,
"um organismo verbal que contém, suscita ou segrega poesia"
Massaud Moises em seu fabuloso Dicionário de Termos Literários, afirma: "Assumida
ortodoxalmente, a conexão entre poema e poesia implicaria um juízo de valor, ainda que de primeiro grau:
todo poema encerraria poesia, e vice-versa." E mais adiante: "...existem poemas sem poesia, e a poesia pode
surgir no âmbito de um romance ou de um conto". Acho mais esclarecedor o que Jean Cohen em sua
Structure du language poétique, 1966, p.207, afirma: "...precisamente uma técnica linguística de produção
dum tipo de consciência que o espetáculo do mundo não produz ordinariamente".
Claro que essas citações ajudam muito pouco. Vamos tentar mais praticidade e ser menos
acadêmicos.
Em primeiro lugar devemos compreender que a questão formal não caracteriza a poesia. Fazer versos não é
fazer poesia. Aristóteles já alertava que o uso do verso não torna ninguém um poeta.
Em segundo lugar, poemas e poesias serão reconhecidos pelos seguintes fatores:
1. Um poema ou poesia é carente de lógica, pois seu conteúdo tem que ser intrinsecamente, as emoções do
"eu"
2. Não existe relação passado, presente, futuro. Existe unicamente um presente eterno. Daí ser possível
reconhecer um poema, poesia pelo turbilhão de metáforas. Metáforas intercaladas num círculo vicioso, onde
a palavra do final volta para a palavra inicial.
3. Não existe narração num poema ou poesia. Numa poesia não há fatos, e sim estados. Não há enredo. Deve
conter as situações que povoam o "eu" do poeta, um ser solitário e conflituoso.
Resumindo: vamos reconhecer uma poesia, ou um poema, não pela presença de versificação mas sim se:
1. Não obedecer à lógica formal
2. Contiver as emoções do "eu" do autor
3. Não for cronológico
4. Não contiver narrativa
Crônica
A crônica se destina a publicação em jornal ou revista. Por isso mesmo, já se pode deduzir que deve
estar relacionada com acontecimentos diários. Se diferencia evidentemente da notícia, pois não é feita por
um jornalista e sim por um escritor, mas se aproxima de sua forma. É o acontecimento diário sob a visão
criativa do escritor. Seus personagens podem ser reais ou imaginários. Não é mera transcrição da realidade,
mas sim uma visão recriada dessa realidade por parte da capacidade lírica e ficcional do autor. Normalmente,
por se basear em fatos do cotidiano, ela tende a se desatualizar com o passar do tempo. Nem por isso deixa
de perder seu sabor literário quando agrupamos um conjunto delas em um livro.
O cronista é essencialmente um observador, um espectador que narra literariamente a visão da sociedade em
que vive, através dos fatos do dia-a-dia.
Conto, novela, romance
Acho que a primeira coisa que devemos tirar da cabeça é aquela história de que a diferença entre
esses três gêneros é a quantidade, ou seja, o conto é curto, a novela, mais ou menos, e o romance é longo.
Nada disso é verdadeiro. Existem novelas maiores que romances e contos maiores que novelas.
Onde está a diferença?
Gosto muito do conceito de unidade dramática, ensinado pelo eminente doutor em literatura,
Professor Vicente Ataíde, que denominamos de "Célula Dramática" e que passo a utilizar para uma boa
compreensão do assunto.
O Conto contém apenas um único drama, um só conflito. Esse drama único pode ser chamado de
"célula dramática". Uma célula dramática contém uma só ação, uma só história. Um conto é um relâmpago
na vida dos personagens. Não importa muito seu passado, nem seu futuro, pois isso é irrelevante para o
contexto do drama, objeto do conto. O espaço da ação é restrito. A ação não muda de lugar e quando
eventualmente muda, perde dramaticidade. O objetivo do conto é proporcionar uma impressão única no
leitor.
Podemos, pois, resumir em quatro os ingredientes que caracterizam o conto:
Uma ação
Um lugar
Um tempo
Um tom.
Em outras palavras, um conto contém uma única Célula Dramática.
Cabe aqui ressaltar alguns tipos específicos de contos como a fábula, o apólogo e a parábola.
Fábula - Protagonizada geralmente por animais, pretende encerrar em sua estrutura dramática
alguma "moral" implícita ou explícita.
Apólogo - Protagonizado geralmente por objetos que falam, também como a fábula, pretende conter
uma "moral", implícita ou explícita.
Parábola - Narrativa curta, pretendendo conter alguma lição ética, moral, implícita ou explícita,
diferenciando-se
da
fábula
e
do
apólogo,
por
ser
protagonizada
por
pessoas.
Voltando, contudo, ao Conto em geral, e entendido esse conceito de Célula Dramática, podemos mais
facilmente compreender o que é uma novela. Uma novela nada mais é que uma sucessão de Células
Dramáticas, como se fossem arrumadas em uma linha reta infinita. Face a essa estrutura é sempre possível,
acrescentar mais uma Célula Dramática, mesmo depois de terminada a novela.
Com esse conceito de "arrumação", podemos compreender a diferença entre uma novela e um
romance. Essa diferença está na forma como as células estão dispostas. Num romance, elas estão
concatenadas, formando um círculo. Uma estrutura fechada. Uma sucessão lógica com um encerramento
definitivo. Seria impossível acrescentar mais uma Célula Dramática, depois de terminado um romance.
Consolidando as idéias:
Um Conto é uma narrativa ficcional contendo uma única Célula Dramática.
Uma Novela é uma narrativa ficcional contendo uma sucessão linear de Células Dramáticas.
Um Romance é uma narrativa ficcional contendo uma sucessão circular fechada de Células
Dramáticas.
http://www.protexto.com.br/texto.php?cod_texto=7
TÓPICO 11 – PARADOXO E ANTÍTESE
Paradoxo (figura de estilo)
Relacionado com a antítese, o paradoxo é uma figura de pensamento que consiste quando a
conotação extrapola o senso comum e a lógica. As expressões assim formuladas tornam-se proposições
falsas, à luz do senso comum, mas que podem encerrar verdades do ponto de vista psicológico/poético.
Simplificando, é uma afirmação ou opinião que à primeira vista parece ser contraditória, mas na realidade
expressa uma verdade possível.
Fernando Pessoa escreveu: "Se você tentou falhar e conseguiu, você descobriu o que é paradoxo." Em língua
portuguesa, os paradoxos mais citados estão no célebre soneto de Luís de Camões:
"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
A diferença existencial entre antítese e paradoxo, é que antítese toma nota de comparação por contraste
ou justaposição de contrários, já o paradoxo reconhece-se como relação interna de contrários:


Antítese: "Eu sou velho, você é moço."
Paradoxo: "Eu sou um velho moço."
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Paradoxo_%28figura_de_estilo%29)
Antítese
Antítese é uma figura de linguagem (figuras de estilo) que consiste na exposição de ideias opostas.
Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. Esse recurso foi
especialmente utilizado pelos autores do período Barroco. O contraste que se estabelece serve,
essencialmente, para dar uma ênfase aos conceitos envolvidos que não se conseguiria com a exposição
isolada dos mesmos. É uma figura relacionada e muitas vezes confundida com o paradoxo. Várias antíteses
podem ser feitas através de Amor e Ódio, Sol e Chuva, Paraíso e Inferno, Deus e Diabo.
A antítese é a figura mais utilizada no Barroco, estilo de época conhecido como arte do conflito, em
que também há presença de paradoxos, por apresentar oposições nas idéias expressas. Podemos entender
como uma "tese contrária", embora não se trate do mesmo "paradoxo" científico. Aqui trata-se de asseverar
algo por palavras contrárias, quando a linguagem corrente não tem força de expressão devido à
previsibilidade de palavras que se tornaram corriqueiras.
A antítese é também um dos três elementos da dialética hegeliana: tese, antítese e síntese.
Exemplos
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia; Depois da Luz se segue
à noite escura; Em tristes sombras morre a formosura, Em
contínuas tristezas e alegrias.
— Inconstância das coisas do
mundo! – Gregório de Mattos
Sendo antítese, as palavras “luz e noite escura” e “tristezas e alegrias”.
 Viverei para sempre ou morrerei tentando (Spider Robinson)
 Onde queres prazer sou o que dói (...) E onde queres tortura, mansidão (...) E onde queres
bandido sou herói. (Caetano Veloso)
 Residem juntamente no teu peito/um demônio que ruge e um deus que chora (Olavo Bilac)
 Meus olhos andam cegos de te ver (Florbela Espanca)
 "Já estou cheio de me sentir vazio, meu corpo é quente e estou sentindo frio." (Renato Russo)
 "Uma menina me ensinou, quase tudo que eu sei, era quase escravidão, mas ela me tratava como
um rei" (Renato Russo)
 "Eu vi a cara da morte, e ela estava viva". (Cazuza)
 "Será que eu sou Medieval? Baby, eu me acho um cara tão atual, Na moda da nova idade média."
(Cazuza)
 "Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada" (Humberto Gessinger)
 "Fácil falar, fazer previsões, depois que aconteceu" (Humberto Gessinger)
 "Mas que seja infinito enquanto dure (Vinicius de Moraes)
 Do riso se fez o pranto. (Vinícius de Moraes)
 Ele a amava, ela o odiava.
 Hoje fez sol, ontem, porém, choveu muito.
 Você é meu doce e sal.
 Você é o mel que amarga minha vida
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%ADtese
TÓPICO 12 – ENTREVISTA E ARTIGO CIENTÍFICO
Entrevista
(http://televisaoeisso.blogspot.com/2009/11/entrevista_3910.html)
Entrevista é uma conversação entre duas ou mais pessoas (o entrevistador e o entrevistado) em que
perguntas são feitas pelo entrevistador para obter informação do entrevistado. Os repórteres entrevistam as
suas fontes para obter destas declarações que validem as informações apuradas ou que relatem situações
vividas por personagens. Antes de ir para a rua, o repórter recebe uma pauta que contém informações que o
ajudarão a construir a matéria. Além das informações, a pauta sugere o enfoque a ser trabalhado assim como
as fontes a serem entrevistadas. Antes da entrevista o repórter costuma reunir o máximo de informações
disponíveis sobre o assunto a ser abordado e sobre a pessoa que será entrevistada. Munido deste material, ele
formula perguntas que levem o entrevistado a fornecer informações novas e relevantes. O repórter também
deve ser perspicaz para perceber se o entrevistado mente ou manipula dados nas suas respostas, facto que
costuma acontecer principalmente com as fontes oficiais do tema. Por exemplo, quando o repórter vai
entrevistar o presidente de uma instituição pública sobre um problema que está a afectar o fornecimento de
serviços à população, ele tende a evitar as perguntas e a querer reverter a resposta para o que considera
positivo na instituição. É importante que o repórter seja insistente. O entrevistador deve conquistar a
confiança do entrevistado, mas não tentar dominá-lo, nem ser por ele dominado. Caso contrário, acabará
induzindo as respostas ou perdendo a objetividade.
As entrevistas apresentam com frequência alguns sinais de pontuação como o ponto de interrogação,
o travessão, aspas, reticências, parêntese e as vezes colchetes, que servem para dar ao leitor maior
informações que ele supostamente desconhece. O título da entrevista é um enunciado curto que chama a
atenção do leitor e resume a ideia básica da entrevista. Pode estar todo em letra maiúscula e recebe maior
destaque da página. Na maioria dos casos, apenas as preposições ficam com a letra minúscula. O subtítulo
introduz o objetivo principal da entrevista e não vem seguido de ponto final. É um pequeno texto e vem em
destaque também. A fotografia do entrevistado aparece normalmente na primeira página da entrevista e pode
estar acompanhada por uma frase dita por ele. As frases importantes ditas pelo entrevistado e que aparecem
em destaque nas outras páginas da entrevista são chamadas de "olho".
Métodos de entrevista
Os métodos de entrevista são uma aplicação dos processos fundamentais de comunicação que
quando são corretamente utilizados permitem ao investigador retirar das suas entrevistas elementos de
reflexão muito ricos. Nos métodos de entrevista, contrariamente ao inquérito por questionário, há um contato
direto entre o investigador e os seus interlocutores. Esta troca permite o interlocutor do investigador exprimir
as suas idéias, enquanto que o investigador, através das suas perguntas, facilita essa expressão e não deixa-la
fugir dos objetivos de investigação, cabendo também ao investigador trazer elementos de análise tão
fecundos quanto possível.
No âmbito da análise de histórias de vida, o método de entrevista é extremamente aprofundado e
detalhado com muitos poucos interlocutores, o que leva a que as entrevistas sejam divididas em várias
sessões. O método de entrevista é especialmente adequado na análise que os autores dão às suas práticas, na
análise de problemas específicos e na reconstituição de um processo de ação, de experiências ou
acontecimentos do passado.
Tem como principais vantagens o grau de profundidade dos elementos de análise recolhidos, a
flexibilidade e a fraca diretividade do dispositivo que permite recolher testemunhos dos interlocutores.
Quanto a desvantagens, a questão de flexibilidade também pode vir ao de cima. Isto porque o entrevistador
tem que saber jogar com este fator, de forma a estar à vontade, mas também de forma a não intimidar o
interlocutor, o que poderia ocorrer caso por exemplo a linguagem ou a postura do entrevistador fossem de tal
forma flexíveis. Outra desvantagem comparativamente ao método de inquérito por questionário é o facto de
os elementos recolhidos não se apresentarem imediatamente sob uma forma de análise particular.
O método das entrevistas está sempre relacionado com um método de análise de conteúdo. Quantos
mais elementos de informação conseguirmos aproveitar da entrevista, mais credível será a nossa reflexão.
Entrevista não-dirigida
Uma entrevista para a televisão.
A entrevista semi-diretiva é a mais utilizada em investigação social. É semi-diretiva pois é
encaminhada por uma série de perguntas guias, relativamente abertas e não muito precisas, que não
obedecem necessariamente à ordem que está anotada no guião. O entrevistador desta forma, “deixará andar”
dentro do possível o entrevistado, esforçando-se apenas para reencaminhar a entrevista para os seus objetivos
quando esta se perder um pouco, colocando perguntas às quais o entrevistado não chega por si próprio, de
forma natural e no tempo certo.
Entrevista dirigida: Já a entrevista dirigida, ou focused interview, tem como objectivo analisar uma
experiência que o entrevistado tenha vivido ou assistido. O entrevistador não dispõe de nenhum guião com
perguntas preestabelecidas, mas sim de uma lista de tópicos relativos ao tema estudado que serão
necessariamente abordados ao longo da entrevista com o desenrolar da conversa.
Artigo científico é o trabalho acadêmico que apresenta resultados sucintos de uma pesquisa
realizada de acordo com o método científico aceito por uma comunidade de pesquisadores. Por esse motivo,
considera-se científico o artigo que foi submetido a exame por outros cientistas, que verificam as
informações, os métodos e a precisão lógico-metodológica das conclusões ou resultados obtidos.
Em geral, é produção de 40 páginas ou menos. Pode ser resultado de sínteses de trabalhos maiores ou
elaborados em número de três ou quatro, em substituição às teses e dissertações; são desenvolvidos, nesses
casos, sob a assistência de um orientador acadêmico. São submetidos às comissões e conselhos editoriais dos
periódicos, que avaliam sua qualidade e decidem sobre sua qualidade relevância e adequação ao veículo.
Origem
Nas correspondências trocadas entre as várias cortes européias (Mecanismo de comunicação). As
ideias circulavam através de cartas já que eram para grupos restritos[carece de fontes].
As cartas tornaram-se um método de expressão crítica que ficou conhecido como Republique des
Lettres. Correspondência entre Paris e Londres.
Tiveram problemas com este método de troca de informações, pois cada dia aumentava o fluxo de
correspondências e a solução veio com a forma impressa.A imprensa se destacou com a publicação de seus
métodos científicos dentre os intelectuais e propriamente " endinheirados" da época, o que repercute os dias
atuais tendo nas pessoas da alta sociedade os mais cultos na maioria das vezes. Podem ser originais, de
revisão, teóricos, de análise e classificatório.
Apresentação
É apresentado segundo a linguagem e método próprios de uma área da ciência e, de modo geral, com
uma estrutura lógica de argumentação, apresentando inicialmente o problema ou objetivo da investigação, o
conjunto de hipóteses, as possíveis soluções do problema ou modos de se atingir o objetivo, uma descrição
dos métodos e técnicas utilizados, uma análise dos resultados obtidos, uma conclusão que aponta qual
hipótese foi verificada experimentalmente.
Como há diversidade no que seja o método em cada área da ciência, a forma do artigo científico
pode variar em sua apresentação, não existindo uma estrutura única que assegure, por si mesma, a
cientificidade de um artigo ou texto que se pretenda científico.
Diante dessa impossibilidade de uma construção textual objetivamente científica, há a necessidade
do exame do artigo pela comunidade científica, pois a ciência é uma forma de conhecimento de caráter
público, cuja validade só se estabelece após o debate em torno dos resultados apresentados e do caminho
percorrido - o método - que conduziu a sua construção.
Deste modo, o artigo científico, ao tornar público e aberto ao debate o conhecimento elaborado em
pesquisa, é um meio fundamental para a divulgação e desenvolvimento da ciência.
Após o período de globalização, tem contribuido para a organização das informações nas diversas
áreas do conhecimento de modo a tornar oficial a busca mais profunda de um determinado conhecimento.
Facilita o direcionamento das pesquisas e as escolhas de onde se deve investir mais no conhecimento
científico.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Artigo_cient%C3%ADfico)
Verbete
Verbete é o nome que se dá a cada um dos textos, também chamados entradas, de um dicionário, de
uma enciclopédia ou de outro livro ou obra de referência que organiza informações dessa maneira. Uma lista
telefônica tem entradas, mas não tem verbetes. Um índice remissivo tem entradas, mas não tem verbetes.

Verbetes de dicionário
Os verbetes de dicionário são entradas, definições de palavras e explicações e notas sobre algo. O
verbete de dicionário não serve somente para dar o significado de uma palavra como serve também para dar
explicações gramaticais.
Lendo um verbete
Existe uma maneira de ler um verbete de dicionário. Existem abreviaturas, siglas e explicações
gramaticais que ajudam a saber mais sobre a palavra.
Lendo a classe gramatical
Existe um sigla para cada definição, por exemplo:
 S. Significa que é um substantivo
 P. Significa que é um plural
 S.M. significa que é um substantivo masculino.
 S.F. significa que é um substantivo feminino.
 S.P. tem como significado que é um substantivo e pode ter o uso como plural
 1. é a primeira definição da palavra, às vezes a principal
Outras siglas
 adj. - Adjetivo
 art. - Artigo
 num. - Numeral
 adv. - Advérbio
 v. - Verbo
 prep. - Preposição
 subst. - substantivo
 Acent. Gráf.- Acentuação gráfica
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Verbete)
Saiba como um termo vira verbete de dicionário
EDUARDO SIMÕES
da Folha de São Paulo
Não bastasse o Novo Acordo Ortográfico, que entra em vigor a partir de 1º de janeiro, editores e
lexicógrafos, profissionais responsáveis pela inclusão ou não de uma palavra num dicionário, têm de analisar
expressões que pipocam, por exemplo, aqui, nas páginas de um jornal, ou acolá, na fala do povo.
Caso de duas contribuições recentes do governo Lula: "pré-sal", que designa a camada abaixo do
leito do mar, em que foi achado petróleo. E a expressão "sífu", usada pelo presidente no início de dezembro,
em discurso sobre a crise mundial.
Os três principais dicionários do Brasil -"Aurélio", "Houaiss" e "Caldas Aulete"_ já cogitam incluir
"pré-sal": "Certamente vai entrar no processo editorial se o governo passar a usar de forma institucional",
afirma Emerson Santos, diretor-geral da divisão de livros e periódicos da editora Positivo, que edita o
"Aurélio".
Já "sífu" -com acento agudo no "i", já que é paroxítona terminada em "u", como já ressaltou o
professor Pasquale Cipro Neto, colunista da Folha_ deve ficar de fora das atualizações. "Não é novidade,
salvo na boca de um presidente. E dificilmente se encontra o registro exceto na fala", diz Paulo Geiger, editor
da Lexicon, que publica o "Caldas Aulete". "Ainda estamos em dúvida, mas, sinceramente, acho difícil
entrar."
Palavras cruzadas
Tanto "pré-sal" quanto "sífu" foram garimpadas em uma das principais fontes dos dicionaristas: a
imprensa. Mas há outros nascedouros de verbetes. "Num dicionário com mais de 230 mil entradas como o
'Houaiss', tudo importa: jornais, revistas, teses, bulas de remédios, literatura, de termino logia, obras
científicas, internet etc.", diz Mauro Villar, diretor do Instituto Antonio Houaiss.
Já Paulo Geiger ressalta que o "Caldas Aulete" é muito "sen sível à imprensa como criadora de
neologismos", e que as novidades surgem de vários setores, como a culinária, a área de gestão, a economia, a
tecnologia etc. Geiger cita o esporte como fonte de verbetes recentes como "cadeirante", que surgiu na
segunda metade do século 20 com os Jogos Paraolímpicos. E até mesmo um estrangeirismo usado no tênis e
no vôlei, o "ace", do inglês, que significa "saque sem defesa", em que o adversário não alcança a bola e é
convertido em ponto.
"Vale ressaltar que não incluímos palavras estrangeiras quando existem correspondentes no
português culto. Então não incorporamos 'delivery' porque temos 'entrega', nem 'sale', porque temos
'liqüidação'", diz Geiger, lembrando outra palavra do inglês já incorporada, o "software". "Os franceses têm
'logiciel', mas nós não temos um equivalente."
Atento a outra importante fonte de neologismos, os autores renomados, o editor do "Caldas Aulete"
conta que tem em sua "geladeira", no momento, uma expressão popular muito usada pelo escritor baiano
João Ubaldo Ribeiro: "culhuda", que significa mentira, e o adjetivo dela derivado, "culhudeiro", que é
mentiroso.
"Quarentena"
Há um tempo médio de "quarentena" até que novas palavras entrem nos dicionários. Para Villar, do
"Houaiss", os dicionários devem ter novas edições -"e não reimpressões, mas edições de verdade" num
período entre cinco ou dez anos, para não se desatualizarem. Para Emerson Santos, o ideal são edições
trienais.
"A editora tem um canal de abastecimento de palavras. A equipe de lexicógrafos recebe e elas ficam
na 'geladeira' de três a cinco anos, em média, tempo em que se consolida ou não no uso", diz Santos, que
prevê para 2010 uma edição atualizada do "Aurélio", com novos verbetes.
Em todos os casos, a "quarentena" tem a função de evitar que palavras que estão apenas "na moda"
sejam incorporadas.
"As palavras e acepções da língua informal levam um tempo um pouco maior para serem
dicionarizadas, para sabermos se se trata de um caso de aparição evanescente ou de ocorrência que a língua
realmente adotou e incluiu de modo duradouro", diz Mauro Villar.
Paulo Geiger, por exemplo, já se viu às voltas com modismos como "malufar" ou "collorir",
referências ao ex-prefeito Paulo Maluf e o ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Não sendo mero modismo, o último passo é a redação. Segundo Villar, a nova palavra então "ganha
a linguagem e gramática de exposição utilizada pelo dicionário". E "pré-sal", diz ele, entra sim.
TÓPICO 13 – TEXTOS INJUNTIVOS
Os textos injuntivos, por sua vez, são aqueles que indicam procedimentos a serem realizados.
Nesses textos, as frases, geralmente, são no modo imperativo. Bons exemplos desse tipo de texto são as
receitas e os manuais de instrução.
É muito importante não confundir tipo textual com gênero textual. Os tipos, como foi dito, aparecem
em número limitado. Já os gêneros textuais são praticamente infinitos, visto que são textos orais e escritos
produzidos por falantes de uma língua em um determinado momento histórico. O gêneros textuais, portanto,
são diretamente ligados às práticas sociais. Alguns exemplos de gêneros textuais são carta, bilhete, aula,
conferência, e-mail, artigos, entrevistas, discurso etc.
Assim, um tipo textual pode aparecer em qualquer gênero textual, da mesma forma que um único
gênero pode conter mais de um tipo textual. Uma carta, por exemplo, pode ter passagens narrativas,
descritivas, injuntivas e assim por diante.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Tipos_textuais)
Redação/Produção Textual - Funções da Linguagem - Texto Injuntivo.
Texto injuntivo é aquele no qual predomina a função conativa/apelativa, e tenta convencer o receptor
(quem ouve) a tender a vontade do emissor(quem fala).
"texto injuntivo" usa a função da linguagem chamada contativa ou apelativa. Visa convencer o
ouvinte a obedecer a uma vontade do emissor (quem fala), a fazer ou a não fazer algo, seja ordenando ou
pedindo
gentilmente.
Os verbos imperativos são amplamente utilizados no texto injuntivo.
Essa modalidade textual é recorrente em publicidade.
Veja alguns exemplos de texto injuntivo:
- Coooompre batom! Cooooompre batom! Seu filho merece batom! ( quem não lembra desse comercial?)
- Está muito frio hoje, leve o agasalho quando sair.
- Não pise a grama!
- Te amarei por toda a vida, case-se comigo!
- Filhinho, vem almoçar, vem?!
Complementando com a colaboração deixada no comentário pelo Misteoliver.
Texto Injuntivo, também chamado prescritivo, não é só um ordem. Pode ser também uma sugestão,
conselho, alerta, pedido, convite, instrução, súplica, dependendo do contexto e do tom, mas sempre
objetivará que o receptor/leitor/ouvinte, realize ou não o que o emissor/falante está "prescrevendo",
indicando.
Veja alguns exemplos:
- Cuidado com o cão! Afaste-se!
- Se preferir, acrescente coco ralado à mistura.
- Dobre a primeira à direita e depois siga em frente até o final da rua.
- Venha para a minha festa de aniversário. Estou aguardando.
- Pode esfriar à noite. Leve mais este casaco.
- Certifique-se de que a peça foi colocada
-dictionnaire de linguistique - de Jean Dubois e outros (Librairie Larousse):
1. Uma frase injuntiva é uma frase que exprime uma ordem, dada ao locutor, para executar (ou não
executar) tal ou tal acção. As formas verbais específicas destas frases estão no modo injuntivo e o imperativo
é uma das formas do injuntivo.
2. Emprega-se a expressão função injuntiva para designar a função da linguagem chamada "conativa" ou
"imperativa": o locutor impele o destinatário a agir de determinada maneira.»
O que falam Maria
de Termos Linguísticos»:
Francisca
Xavier
e
Maria
Helena
Mateus
no
«Dicionário
- Diz-se que uma frase é injuntiva se exprimir uma ordem de execução ou não execução de uma
determinada acção. Por vezes, emprega-se a expressão «função injuntiva» para designar a função apelativa
de linguagem, por meio da qual o locutor conduz o alocutário a reagir de um determinado modo.
(http://simplesmenteportugues.blogspot.com/2009/05/redacaoproducao-textual-funcoes-da.html)
TÓPICO 14 – NOTÍCIA E REPORTAGEM
Notícia
Por Araújo, A. Ana Paula de
É um dos principais tipos de textos jornalísticos existentes, e por isso tem uma estrutura semelhante a
outros textos jornalísticos como a matéria, a reportagem, etc.
A estrutura da notícia é chamada de pirâmide invertida. Esse nome se dá por causa do caráter
comunicativo da notícia, que é caracterizado por trazer, logo no primeiro parágrafo, o ápice da notícia, a
principal e mais relevante informação. Ou seja, uma notícia inicia-se logo com o desfecho, esse primeiro
parágrafo é chamado pela linguagem jornalística de lead. Nele são expostas as informações que mais
chamam a atenção do leitor para prosseguir com a leitura do texto, em busca de mais informações sobre
aquele fato. Esta estratégia de construção textual é muito utilizada em jornais por causa do seu caráter
informativo, e também por causa do objetivo de trazer ao leitor informações rápidas, claras e precisas. Sendo
assim, o leitor tem a opção de aprofundar a leitura ou não, de acordo com os seus interesses.
Seguindo com a estrutura da pirâmide, o texto traz no primeiro parágrafo as informações mais
importantes, e nos parágrafos seguintes traz as outras informações sempre em ordem decrescente de
relevância. Algumas informações são necessárias para o entendimento dos fatos, e por isso elas são
priorizadas. São elas as personagens do fato, o espaço e o tempo.
Outras informações que são responsáveis por detalhes mais importantes são colocadas logo em
seguida, como a causa do acontecimento, o desenrolar dos fatos e detalhes sobre as conseqüências do
mesmo. Lembrando sempre que essas informações já são trazidas para o leitor no lead, porém por serem
faladas de maneira superficial elas voltam a ser faladas em busca de serem detalhadas.
É necessário que haja uma ética por parte do autor da notícia, no sentido de não trazer ao leitor
informações mentirosas ou incertas. A notícia é o acesso que o leitor tem aos acontecimentos do mundo ao
seu redor, por isso é preciso que o texto seja o mais impessoal possível, com informações concretas,
preferencialmente comprovadas através de entrevistas com testemunhas do fato, fotos ou filmagens (em caso
de telejornais). Esses detalhes dão à notícia um caráter mais documental e menos literal, pois asseguram ao
leitor a veracidade dos fatos, além de trazer certa confiança ao autor da mesma, que será respeitado e ouvido
nas próximas vezes que noticiar algo. É isso que faz do jornal um meio de comunicação respeitado e lido por
todas as camadas da sociedade.
Devido ao fato acima citado, de o jornal ser acessível a diversos tipos de indivíduos, é preciso que a
linguagem utilizada não seja de difícil compreensão, seja clara e objetiva, não faça arrodeios desnecessários
nem grandes descrições que podem dar ao leitor a sensação que o texto é parado ou sem novidades. Dessa
maneira, independente de quem leia o texto ele será sempre aproveitado e útil.
Em caso de a notícia ser escrita em um concurso público como o vestibular é necessário que se
obedeça às regras da proposta apresentada. Os fatos podem ser fictícios, mas deve haver certa diligência em
não misturar fatos fictícios com fatos reais e em não envolver situações que se distanciem da realidade a
ponto de serem duvidosas. Apesar de ser um texto de ficção, deve obedecer a toda a estrutura de uma notícia
de jornal.
(http://www.infoescola.com/redacao/noticia/)
Reportagem
Por Paula Perin dos Santos
Texto jornalístico amplamente divulgado nos meios de comunicação de massa, a reportagem
informa, de modo mais aprofundado, fatos de interesse público. Ela situa-se no questionamento de causa e
efeito, na interpretação e no impacto, somando as diferentes versões de um mesmo acontecimento.
A reportagem não possui uma estrutura rígida, mas geralmente costuma estabelecer conexões com
o fato central, anunciado no que chamamos de lead. A partir daí, desenvolve-se a narrativa do fato principal,
ampliada e composta por meio de citações, trechos de entrevistas, depoimentos, dados estatísticos, pequenos
resumos, dentre outros recursos. É sempre iniciada por um título, como todo texto jornalístico.
O objetivo de uma reportagem é apresentar ao leitor várias versões para um mesmo fato,
informando-o, orientando-o e contribuindo para formar sua opinião.
A linguagem utilizada nesse tipo de texto é objetiva, dinâmica e clara, ajustada ao padrão lingüístico
divulgado nos meios de comunicação de massa, que se caracteriza como uma linguagem acessível a todos os
públicos, mas pode variar de formal para mais informal dependendo do público a que se destina. Embora seja
impessoal, às vezes é possível perceber a opinião do repórter sobre os fatos ou sua interpretação.
Para se produzir uma boa reportagem, é fundamental que o repórter ouça todas as versões de um
fato, a fim de que a verdade apurada seja realmente a verdade que possa ser comprovada, não aquela que se
imagina que é a verdade.
Fonte: CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e interação. São Paulo,
Atual Editora, 2000, p.158-68.
(http://www.infoescola.com/jornalismo/reportagem/)
BIOGRAFIA
A biografia é um gênero literário no qual podemos acompanhar a vida de uma determinada pessoa
ou até de várias pessoas. Grande parte das biografias contam a vida de uma pessoa que já faleceu, porém, há
diversas biografias de pessoas que ainda estão vivas.
O que pode acontecer também com muita frequência é a biografia incluir trechos das obras mais
importantes dos biografados. Pode ser que essa biografia inclua também aspectos críticos sobre a obra da
pessoa em questão.
Atualmente, virou moda publicar biografias não autorizadas dos artistas, isso dá aquele toque de
proibido e de nas paginas desse livro você vai encontrar detalhes sórdidos e sombrios a respeito da pessoa
em questão. Nestes casos acontece que o biografado não autorizou a publicação de sua história.
Há também um outro tipo de biografia, a autobiografia, ou seja, aqueles casos em que o biografado escreve
suas própria história. Claro que nestes casos passagens negativas da vida da pessoa possam ser simplesmente
postas de lado. Mas, é sempre válido ver alguém tentando contar a sua própria história.
(http://www.o-que-e.com/o-que-e-biografia/)
TÓPICO 15 – DESCRIÇÃO
O que é descrição? É a ação que você toma de descrever sobre algo ou alguém.
Então, o que é descrever? Vejamos: de acordo com o dicionário, é o ato de narrar, contar
minuciosamente.
Então, sempre que você expõe com detalhes um objeto, uma pessoa ou uma paisagem a alguém, está fazendo
uso da descrição.
Essa última é como se fosse um retrato distinto e pessoal de algo que se vê ou se viu!
Assim, para se fazer uma boa descrição, não é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de
vista do observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa forma, o que será importante ser
analisado para um, não será para outro.
Portanto, a vivência de quem descreve também influencia na hora de transmitir a impressão
alcançada sobre determinado objeto, pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
Os pormenores são essenciais para se distinguir um determinado momento de qualquer outro, desse
modo, a presença de adjetivos e locuções adjetivas é traço distinto de um texto descritivo.
Quando for descrever verbalmente, tenha sutileza ao transmitir e leve em consideração, de acordo
com o fato, objeto ou pessoa analisada: a) as cores; b) altura; c) comprimento; d) dimensões; e)
características físicas; f) características psicológicas; g) sensação térmica; h) tempo e clima; i) vegetação; j)
perspectiva espacial; l) peso; m) textura; n) utilidade; o) localização; e assim por diante.
Claro, tudo vai depender do que está sendo descrito. Em uma paisagem, por exemplo, a descrição
poderá considerar: a posição geográfica (norte, sul, leste, oeste); o clima (úmido, seco); tipo (rural, urbana); a
sensação térmica (calor, frio) e se existem casas, árvores, rios, etc.
Veja no exemplo:
“Da janela de seu quarto podia ver o mar. Estava calmo e, por isso, parecia até mais azul. A maresia
inundava seu cantinho de descanso e arrepiava seu corpo...estava muito frio, ela sentia, mas não queria
fechar a entrada daquela sensação boa. Ao norte, a ilha que mais gostava de ir, era só um pedacinho de terra
iluminado pelos últimos raios solares do final daquela tarde; estava longe...longe! Não sabia como agradecer
a Deus, morava em um paraíso!”
A sensação que o leitor ou ouvinte tem que ter em uma descrição é a de que foi transportado para o
local da narração descritiva.
Da mesma forma, quando um objeto é descrito, o interlocutor dever ter a sensação de que está vendo
aquele sofá ou aquela xícara.
Por fim, vejamos a seguir os dois tipos de descrição existentes:
• Descrição objetiva: acontece quando o que é descrito apresenta-se de forma direta, simples, concreta,
como realmente é:
a) O objeto tem 3 metros de diâmetro, é cinza claro, pesa 1 tonelada e será utilizado na fabricação de fraldas
descartáveis.
b) Ana tem 1,80, pele morena, olhos castanhos claros, cabelos castanhos escuros e lisos e pesa 65 kg. É
modelo desde os 15 anos.
Descrição subjetiva: ocorre quando há emoção por parte de quem descreve:
a) Era doce, calma e respeitava muito aos pais. Porém, comigo, não tinha pudores: era arisca e maliciosa,
mas isso não me incomodava.
Portanto, na descrição subjetiva há interferência emocional por parte do interlocutor a respeito do que
observa, analisa.
Como você vai saber se fez uma excelente narração descritiva? Quando reler o seu texto e perceber se de fato
outros leitores visualizarão como reais o que está sendo descrito!
Por Sabrina Vilarinho
(http://www.brasilescola.com/redacao/descricao.htm)
TÓPICO 16 – NORMA-PADRÃO E NORMA COLOQUIAL
NORMA PADRÃO
- Olá, chefe, você me chamou?
- Chamei, sim, Edu. Eu tenho um trabalho para você fazer.
- Qual seria o trabalho, chefe?
- Eu vou pedir para você refazer o trabalho do Almir.
- Chefe, sem querer ofender, mas o trabalho dele está ótimo!
- Eu sei, é só para você fazer alguma tarefa...
VARIEDADE INFORMAL
- E aí, maluco, pediu pra eu colá aqui?
- Pedi sim, truta, tenho um trampo aí pro meu chegado.
- Que trampo seria, meu querido?
- Eu vou falar pra você fazer de novo o trabalho do truta ali.
- Mano, você me chamô aqui só pra fazê um trabalho que já tá feito?
- Eu sei, é só para o meu querido trabalhar...
(http://auladaroberta.blogspot.com/2008/02/norma-padro-e-norma-coloquial.html)
Norma culta
Norma culta ou linguagem culta é uma expressão empregada pelos linguistas brasileiros para
designar o conjunto de variedades linguísticas efetivamente faladas, na vida quotidiana, pelos falantes cultos,
sendo assim classificados os cidadãos nascidos e criados em zona urbana e com grau de instrução superior
completo.
O Instituto Camões entende que a ''noção de correcção está [...] baseada no valor social atribuído às [...]
formas [linguísticas]. Ainda assim, informa que a norma-padrão do português europeu é o dialecto da
região que abrange Lisboa e Coimbra; refere também que se aceita no Brasil como norma-padrão a fala do
Rio e de S. Paulo.
Aquisição da linguagem
Iniciamos o aprendizado da língua em casa, no contato com a família, que é o primeiro círculo social
para uma criança, imitando o que se ouve e aprendendo, aos poucos, o vocabulário e as leis combinatórias da
língua. Um jovem falante também vai exercitando o aparelho fonador, ou seja, a língua, os lábios, os dentes,
os maxilares, as cordas vocais para produzir sons que se transformam, mais tarde, em palavras, frases e
textos.
Quando um falante entra em contato com outra pessoa, na rua, na escola ou em qualquer outro local,
percebe que nem todos falam da mesma forma. Há pessoas que falam de forma diferente por pertencerem a
outras cidades ou regiões do país, ou por terem idade diferente da nossa, ou por fazerem parte de outro grupo
ou classe social. Essas diferenças no uso da língua constituem as variedades lingüísticas.
Variedades linguísticas
Variedades linguísticas são as variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições
sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada.
Todas as variedades linguísticas são adequadas, desde que cumpram com eficiência o papel
fundamental de uma língua – o de permitir a interação verbal entre as pessoas, isto é, a comunicação.
Apesar disso, uma dessas variedades, a norma culta ou norma padrão, tem maior prestígio social. É a
variedade lingüística ensinada na escola, contida na maior parte dos livros e revistas e também em textos
científicos e didáticos, em alguns programas de televisão, etc. As demais variedades, como a regional, a gíria
ou calão, o jargão de grupos ou profissões (a linguagem dos policiais, dos jogadores de futebol, dos
metaleiros, dos surfistas), são chamadas genericamente de dialeto popular ou linguagem popular.
Propósito da língua
A língua que utilizamos não transmite apenas nossas idéias, transmite também um conjunto de
informações sobre nós mesmos. Certas palavras e construções que empregamos acabam denunciando quem
somos socialmente, ou seja, em que região do país nascemos, qual nosso nível social e escolar, nossa
formação e, às vezes, até nossos valores, círculo de amizades e hobbies, como skate, rock, surfe, etc. O uso
da língua também pode informar nossa timidez, sobre nossa capacidade de nos adaptarmos e situações novas,
nossa insegurança, etc.
A língua é um poderoso instrumento de ação social. Ela pode tanto facilitar quanto dificultar o nosso
relacionamento com as pessoas e com a sociedade em geral.
Língua culta na escola
O ensino da língua culta, na escola, não tem a finalidade de condenar ou eliminar a língua que
falamos em nossa família ou em nossa comunidade. Ao contrário, o domínio da língua culta, somado ao
domínio de outras variedades lingüísticas, torna-nos mais preparados para nos comunicarmos. Saber usar
bem uma língua equivale a saber empregá-la de modo adequado às mais diferentes situações sociais de que
participamos.
Graus de formalismo
São muitos os tipos de registro quanto ao formalismo, tais como: o registro formal, que é uma
linguagem mais cuidada; o coloquial, que não tem um planejamento prévio, caracterizando-se por
construções gramaticais mais livres, repetições frequentes, frases curtas e conectores simples; o informal,
que se caracteriza pelo uso de ortografia simplificada, construções simples e usado entre membros de uma
mesma família ou entre amigos.
As variações de registro ocorrem de acordo com o grau de formalismo existente na situação de
comunicação; com o modo de expressão, isto é, se se trata de um registro formal ou escrito; com a sintonia
entre interlocutores, que envolve aspectos como graus de cortesia, deferência, tecnicidade (domínio de um
vocabulário específico de algum campo científico, por exemplo).
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Norma_culta)
TÓPICO 17 – VARIANTES LINGUÍSTICAS
Variantes Linguísticas
Por Marcos Duarte
Uma língua nunca é falada da mesma forma, sendo que ela estará sempre sujeita a variações, como:
diferença de épocas (o português falado hoje é diferente do português de 50 anos atrás), regionalidade
(diferentes lugares, diferentes falas), grupo social (uso de “etiqueta”, assim como gírias por determinadas
“tribos”) e ainda as diferentes situações (fala forma e informal).
Além das variações já citadas, há ainda outras variações, como, modo de falar de diferentes
profissionais (linguagem técnica da área), as gírias das diferentes faixas etárias, a língua escrita e oral.
Diante de tantas variantes lingüísticas, é comum perguntar-se qual a forma mais correta. Porém não
existe forma mais correta, existe sim a forma mais adequada de se expressar de acordo com a situação. Dessa
forma, a pessoa que fala bem é aquela que consegue estabelecer a forma mais adequada de se expressar de
acordo com a situação, conseguindo o máximo de eficiência da língua.
Usar o português rígido e sério (linguagem formal escrita) em uma comunicação informal,
descontraída é falar de forma inadequada. Soa como pretensioso, artificial. Da mesma forma, é inadequado
utilizar gírias, termos chulos e desrespeitosos em uma situação formal.
Ao se falar de variantes é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e
também um fato com repercussões sociais. Existem muitas formas de comunicar que não perturbam a
comunicação, mas afetam a imagem social do comunicador. Uma frase como “O povo exageram” tem o
mesmo sentido que “O povo exagera”. Como sabemos o coletivo como conteúdo é sempre plural. Porém
hoje a concordância é com a forma. Nesse particular, há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta
social. Atualmente falar “O povo exageram” deprecia a imagem do falante.
Para resolver essas chamadas questões de correções de frase é aconselhável tomar os seguintes cuidados:
- checar problemas de acentuação, crase e grafias problemáticos;
- observar o verbo (conjugação, concordância, regência);
- observar os pronomes (colocação, função sintática);
- observar se as palavras estão sendo utilizadas em sua forma e sentido correto.
Exemplo.
“Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta”
Forma correta
“Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta”
(http://www.infoescola.com/redacao/variantes-linguisticas/)
TÓPICO 18 – ESTRANGEIRISMOS NA LÍNGUA PORTUGUESA
Estrangeirismo é o processo que introduz palavras vindas de outros idiomas na língua portuguesa. De
acordo com o idioma de origem, as palavras recebem nomes específicos, tais como anglicismo (do inglês),
galicismo (do francês), etc. O estrangeirismo possui duas categorias:
1) Com aportuguesamento: a grafia e a pronúncia da palavra são adaptadas para o português. Exemplo:
abajur (do francês "abat-jour")
2) Sem aportuguesamento: conserva-se a forma original da palavra. Exemplo: mouse (do inglês "mouse")
A maioria das palavras da língua portuguesa tem origem latina, grega, árabe, espanhola, italiana, francesa ou
inglesa. Essas palavras são introduzidas em nossa língua por diversos motivos, sejam eles fatores históricos,
socioculturais e políticos, modismos ou avanços tecnológicos. As palavras estrangeiras geralmente passam
por um processo de aportuguesamento fonológico e gráfico. A Academia Brasileira de Letras, órgão
responsável pelo Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa, tem função importante no
aportuguesamento dessas palavras.
As pessoas, em geral, estão tão acostumadas com a presença dos estrangeirismos na língua que, muitas
vezes, desconhecem que uma série de palavras têm sua origem em outros idiomas. Veja a seguir uma lista
com exemplos de palavras que passaram pelo processo de aportuguesamento, bem como a origem e
definição de cada uma delas:
Palavra
Origem
Definição
Abajur
Do francês abat-jour
Luminária de mesa
Ateliê
Do francês atelier
Oficina de artesãos
Baguete
Do francês baguette
Pão francês fino e longo
Do inglês bungalow
Casa residencial com
arquitetura de bangalô
indiano
Basquetebol
Do inglês basket ball
Esporte cujo objetivo é
fazer com que uma bola
de couro entre numa
cesta.
Batom
Do francês bâton
Bastão usado para pintar
os lábios.
Bangalô
(http://www.soportugues.com.br/secoes/estrangeirismos/)
TÓPICO 19 – GÍRIA E JARGÃO
A língua muda conforme situação
Alfredina Nery*
A língua varia no tempo e no espaço. Há ainda as variações linguísticas dos grupos sociais (jovens,
grupos de profissionais, etc) e até mesmo, há variação quando um único indivíduo, em situações diferentes,
usa diferentemente a língua, de forma a se adequar ao contexto de comunicação. Uma dessas variações é a
"gíria", que são as palavras que entram e saem da moda, de tempos em tempos.
Você conhece o "Dicionário dos Mano"? Aqui vão alguns exemplos:
 Mano não briga: arranja treta.
 Mano não cai: capota.
 Mano não entende: se liga.
 Mano não passeia: dá um rolê.
 Mano não come: ranga.
 Mano não fala: troca ideia
 Mano não ouve música: curte um som.
A gíria teve sua origem na maneira de falar de grupos marginalizados que não queriam ser entendidos
por quem não pertencesse ao grupo. Hoje, entende-se a gíria como uma linguagem específica de grupos
específicos, como os jovens. Grupos sociais distintos têm seus "modos de falar", como é o caso dos mais
escolarizados e, até mesmo, os grupos profissionais que se expressam por meio das linguagens técnicas de
suas profissões.
Jargão
Jargão é o modo de falar específico de um grupo, geralmente ligado à profissão. Existe, por exemplo, o
jargão dos médicos, o jargão dos especialistas em informática, etc.
Imagine que você foi a um hospital e ouviu um médico conversando com outro. A certa altura, um deles
disse:
"Em relação à dona Fabiana, o prognóstico é favorável no caso de pronta-suspensão do remédio."
É provável que você tenha levado algum tempo até entender o que o médico falou. Isso porque ele utilizou,
com seu colega de trabalho, termos com os quais os dois estão acostumados. Com a paciente, o médico
deveria falar de uma maneira mais simples. Assim:
"Bem, dona Fabiana, a senhora pode parar de tomar o remédio, sem problemas"
Diferentes situações de comunicação
Uma mesma pessoa pode escolher uma forma de linguagem mais conservadora numa situação
formal ou um linguajar mais informal, em situação mais descontraída. Quantas vezes, isso não acontece
conosco, no cotidiano? Na família e com amigos, falamos de uma forma, mas numa entrevista para procurar
emprego é muito diferente. Essas diferenças linguísticas dependem de:



familiaridade ou distância dos que participam do ato de linguagem;
grau de formalidade da ocasião;
tipo de texto usado: conferência, texto escrito, conversa, artigo etc.
Portanto, para saber se adequar a diferentes situações de comunicação, com variações linguísticas
próprias de cada ocasião, você precisa ser um "poliglota na própria língua"...
* Alfredina Nery é professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação
continuada para professores na área de língua, linguagem e leitura.
http://educacao.uol.com.br/portugues/giria-e-jargao-a-lingua-muda-conforme-situacao.jhtm
TÓPICO 20 – CONCORDÂNCIA NOMINAL
Por Araújo, A. Ana Paula de
Concordância nominal nada mais é que o ajuste que fazemos aos demais termos da oração para que
concordem em gênero e número com o substantivo.
Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome.
Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo separado de
concordância verbal.
REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número
com o substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
CASOS ESPECIAIS: Veremos alguns casos que fogem à regra geral, mostrada acima.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1 – Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
2 – Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais
próximo.
- Ela tem pai e mãe louros.
- Ela tem pai e mãe loura.
3 – Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 – Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 – Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
d) Pronomes de tratamento
1 – sempre concordam com a 3ª pessoa.
Vossa santidade esteve no Brasil.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 – Concordam com o substantivo a que se referem.
As cartas estão anexas.
A bebida está inclusa.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz.
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
1 – Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida.
h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros.
2- Como advérbios: são invariáveis.
Comi muito durante a viagem.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
i) Mesmo, bastante
1- Como advérbios: invariáveis
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.
k) Tal Qual
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o conseqüente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
l) Possível
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as
expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade.
m) Meio
1- Como advérbio: invariável.
Estou meio insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia laranja pela manhã.
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-nominal/
TÓPICO 21 – CONCORDÂNCIA VERBAL
Por Cristiana Gomes
SUJEITO CONSTITUÍDO PELOS PRONOMES QUE & QUEM
QUE: se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente do pronome
relativo.
- Fui eu que falei. (eu falei)
- Fomos nós que falamos. (nós falamos)
QUEM: se o sujeito for o pronome relativo quem, o verbo ficará na terceira pessoa do singular ou
concordará com o antecedente do pronome (pouco usado).
- Fui eu quem falou. (ele (3ª pessoa) falou)
Obs: nas expressões “um dos que”, “uma das que”, o verbo deve ir para o plural. Porém, alguns estudiosos e
escritores aceitam ou usam a concordância no singular.
- João foi um dos que saíram.
PRONOME DE TRATAMENTO
O verbo fica sempre na 3ª pessoa (ele – eles).
- Vossa Alteza deve viajar.
- Vossas Altezas devem viajar.
DAR – BATER – SOAR (indicando horas)
Quando houver sujeito (relógio, sino) os verbos concordam normalmente com ele.
- O relógio deu onze horas.
- O Relógio: sujeito
Deu: concorda com o sujeito.
Quando não houver sujeito, o verbo concorda com as horas que passam a ser o sujeito da oração.
- Deram onze horas.
- Deram três horas no meu relógio.
SUJEITO COLETIVO (SUJEITO SIMPLES)
- O cardume escapou da rede.
- Os cardumes escaparam da rede.
Nesses dois exemplos o verbo concordou com o coletivo (sujeito simples).
Quando o sujeito é formado de um coletivo singular seguido de complemento no plural, admitem-se duas
concordâncias:
1ª) verbo no singular.
- O bando de passarinhos cantava no jardim.
- Um grupo de professores acompanhou os estudantes.
2ª) o verbo pode ficar no plural, nesse caso o verbo no plural dará ênfase ao complemento.
- O bando de passarinhos cantavam no jardim.
- Um grupo de professores acompanharam os estudantes
SE
Verbos transitivos diretos e verbos transitivos diretos e indiretos + – se:
Se o termo que recebe a ação estiver no plural, o verbo deve ir para o plural, se estiver no singular, o verbo
deve ir para o singular.
- Alugam-se cavalos.
“Alugar” é verbo transitivo direto.
“Cavalos” recebe a ação e está no plural, logo o verbo vai para o plural.
Aqui o “se” é chamado de partícula apassivadora (Cavalos são alugados).
Outros exemplos:
- Vendem-se casas.
- Alugam-se apartamentos.
- Exigem-se referências.
- Consertam-se pianos.
- Plastificam-se documentos.
- Entregou-se uma flor à mulher. (verbo transitivo direto e indireto)
OBS: Somente os verbos transitivos diretos têm voz passiva.
Qualquer outro tipo de verbo (transitivo indireto ou intransitivo) fica no singular.
- Precisa-se de professores. (Precisar é verbo transitivo indireto)
- Trabalha-se muito aqui. (trabalhar é verbo intransitivo)
Nesse caso, o “se” é chamado de índice de indeterminação do sujeito ou partícula indeterminadora do
sujeito.
HAVER – FAZER
“Haver” no sentido de “existir”, indicando “tempo” ou no sentido de “ocorrer” ficará na terceira pessoa do
singular. É impessoal, ou seja, não admite sujeito.
“Fazer” quando indica “tempo” ou “fenômenos da natureza”, também é impessoal e deverá ficar na terceira
pessoa do singular.
- Nesta sala há bons e maus alunos. (= existe)
- Já houve muitos acidentes aqui. (= ocorrer)
- Faz 10 anos que me formei. (= tempo decorrido)
SUJEITO COMPOSTO RESUMIDO POR UM INDEFINIDO
O verbo concordará com o indefinido.
- Tudo, jornais, revistas, TV, só trazia boas noticias.
- Ninguém, amigos, primos, irmãos veio visitá-lo.
- Amigos, irmãos, primos, todos foram viajar.
PESSOAS DIFERENTES
O verbo flexiona-se no plural na pessoa que prevalece (a 1ª sobre a 2ª e a 2ª sobre a 3ª).
Eu e tu: nós
Eu e você: nós
Ela e eu: nós
Tu e ele: vós
- Eu, tu e ele resolvemos o mistério. (1ª pessoa prevalece)
- O diretor, tu e eu saímos apressados. (1ª pessoa prevalece)
- O professor e eu fomos à reunião. (1ª pessoa prevalece)
- Tu e ele deveis fazer a tarefa. (2ª pessoa prevalece)
Obs: como a 2ª pessoa do plural (vós) é muito pouco usado na língua contemporânea , é preferível usar a 3ª
pessoa quando ocorre a 2ª com a 3ª.
- Tu e ele riam à beça.
- Em que língua tu e ele falavam?
Podemos também substituir o “tu” por “você”.
- Você e ele: vocês
NOMES PRÓPRIOS NO PLURAL
Se o nome vier antecedido de artigo no plural, o verbo deverá concordar no plural.
- Os Andes ficam na América do Sul.
Se não houver artigo no plural, o verbo deverá concordar no singular.
- Santos fica em São Paulo.
- “Memórias Póstumas de Brás Cubas” consagrou Machado de Assis.
Obs 1: Com nome de obras artísticas, admite-se a concordância ideológica com a palavra “obra”, que está
implícita na frase.
- “Os Lusíadas” imortalizou Camões.
Obs 2: Com o verbo “ser” e o predicativo no singular, o verbo fica no singular.
“Os Lusíadas” é a maior obra da Literatura Portuguesa.
- Os EUA já foi o primeiro mercado consumidor.
SER
O verbo “ser” concordará com o predicativo quando o sujeito for o pronome interrogativo “que” ou “quem”.
- Quem são os eleitos?
- Que seriam aqueles ruídos estranhos?
- Que são dois meses?
- Que são células?
- Quem foram os responsáveis?
Quando o verbo “ser” indicar tempo, data, dias ou distância, deve concordar com a palavra seguinte.
- É uma hora.
- São duas horas.
- São nove e quinze da noite.
- É um minuto para as três.
- Já são dez para uma.
- Da praia até a nossa casa, são cinco minutos.
- Hoje é ou são 14 de julho?
Em relação às datas, quando a palavra “dia” não está expressa, a concordância é facultativa.
Se um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal, o verbo concordará com ele.
- Eu sou o chefe.
- Nós somos os responsáveis.
- Eu sou a diretora.
Quando o sujeito é um dos pronomes isto, isso, aquilo, o, tudo, o verbo “ser” concordará com o predicativo.
- Tudo são flores.
- Isso são lembranças de viagens.
Pode ocorrer também o verbo no singular concordando com o pronome (raro).
- Tudo é flores.
Quando o verbo “ser” aparece nas expressões “é muito”, “é bastante”, “é pouco”, “é suficiente” denotando
quantidade, distância, peso, etc ele ficará no singular.
- Oitocentos reais é muito.
- Cinco quilos é suficiente.
(http://www.infoescola.com/portugues/concordancia-verbal/)
TÓPICO 22 – CONCORDÂNCIA VERBAL – CASOS ESPECIAIS DE ALGUNS VERBOS
Há alguns casos de verbos em que a concordância causa dúvidas. Vejamos aqui os casos especiais,
separadamente:
O verbo ser
a) Quando o sujeito é um dos pronomes: o, isto, isso, aquilo, tudo, o verbo ser concorda com o predicativo:
Exemplo: Tudo era felicidade quando morava na casa do vovô.
b) Quando o predicativo for um pronome pessoal.
Exemplo: O presente que comprei hoje é para você.
c) Quando o sujeito for nome de pessoa ou pronome pessoal, o verbo ser concordará com o sujeito.
Exemplo: Paola é a aluna mais aplicada da sala.
d) Quando o sujeito for uma expressão numérica que dá ideia de conjunto, o verbo ficará no singular.
Exemplo: Quatro horas é pouco tempo para fazer as provas de vestibular.
e) Quando a oração se iniciar com os pronomes interrogativos (Que, Quem), o verbo concorda com o sujeito.
Exemplos: Quem é a pessoa que consegue fazer justiça com as próprias mãos?
f) Quando a oração indicar o dia do mês, o verbo concorda no singular ou no plural, dependerá da intenção.
Exemplos: Hoje é (dia) 11 de setembro. (dia específico)
Hoje são 11 de setembro. (dias decorridos até a data)
Os verbos bater, soar e dar
Quando fazem referência às horas do dia, os verbos acima concordam com o número de horas.
Exemplo: O relógio soou há muito tempo.
Acabou de dar uma hora, está na hora de irmos.
Os verbos impessoais haver e fazer
Os verbos impessoais são aqueles que não admitem sujeito e, portanto, são flexionados na 3ª pessoa do
singular.
No sentido de existir ou na idéia de tempo decorrido, o verbo haver é impessoal. Logo, o verbo ficará no
singular.
Exemplo: Há uma cadeira vaga no refeitório. (sentido de existir)
Há dez dias não faço exercícios físicos. (tempo decorrido)
Da mesma forma, o verbo fazer no sentido temporal, de tempo decorrido ou de fenômenos atmosféricos é
impessoal.
Exemplo: Faz dez dias que não faço exercícios físicos. (tempo decorrido)
Nesta época do ano, faz muito frio.
Quando da locução verbal, tanto o verbo haver quanto o verbo fazer exigem que o auxiliar fique na terceira
pessoa do singular.
Exemplos: Deve haver uma forma de amenizarmos esse problema.
Vai fazer dez dias que não faço exercícios físicos.
O verbo existir
Geralmente, o verbo existir concorda com seu sujeito.
Exemplo: Existem muitas pessoas que não gostam de frutos do mar.
Quando o verbo existir fizer parte de uma locução verbal, o auxiliar concordará com o sujeito e não com o
verbo principal.
Exemplo: Devem existir muitas pessoas que não gostam de frutos do mar.
O verbo parecer
Quando o verbo parecer vier seguido de infinitivo, poderá ser flexionado ou no singular ou no plural:
Exemplos: As pesquisas parecem traduzir o que a empresa necessita.
As pesquisas parece traduzirem o que a empresa necessita.
A expressão “haja vista”
O verbo haver na expressão “haja vista” pode ser empregado ou no singular ou no plural (desde que não seja
precedido por preposição), contudo, a palavra “vista” permanece invariável.
Exemplos: Haja vista os dados das pesquisas
Haja vista aos avanços observados pelos pesquisadores.
Hajam vista os dados que observamos.
Por Sabrina Vilarinho
(http://www.brasilescola.com/gramatica/concordancia-verbalcasos-especiais-alguns-verbos.htm)
TÓPICO 23 – FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO5
Frase é todo enunciado capaz de transmitir uma ideia, uma informação, um contexto. A frase pode
ser uma palavra ou conjunto de palavras que constitui um enunciado de sentido completo.
A frase não vem necessariamente acompanhada por um sujeito, verbo ou predicado. Por exemplo:
«Calma!» é uma frase, pois transmite uma ideia - a ideia de manter-se calmo - mas não há sujeito ou
predicado. Apenas um verbo que se mostra na sua forma imperativo, ou seja, indicando uma ordem.
A frase se define pelo propósito de comunicação, e não pela sua extensão. O conceito de frase,
portanto, abrange desde estruturas muito simples até enunciados bastante complexos.
A oração já é todo conjunto discursivo que se estrutura em torno de um verbo, apresentando, sujeito
e predicado.
Ex.: O menino sujou sua roupa.
O que caracteriza a oração é o verbo, não importando que a oração tenha sentido ou não sem ele.
O período é uma frase que possui uma ou mais orações, podendo ser:
 Simples: Quando constituído de uma só oração, ou seja, somente uma formação com a presença de
verbo, sujeito e predicado.
Ex.: João ofereceu um livro a Joana.
 Composto: Quando é constituído de duas ou mais orações.
Ex.: eu preciso leio este livro, porque amanha terei prova de português.
Os períodos compostos são formados por coordenação, por subordinação ou por ambas as formas
(coordenação-subordinação).
As frases possui diferentes classificações, eis uma forma de classificá-las:
5 Dos tópicos 18 ao 27 todos são adaptados de www.wikipedia.org/lingua_portuguesa



Frases exclamativas: as que possuem exclamação;
Frases imperativas: as que expressam ordens, proibições ou conselhos; e
Frases interrogativas: as que transmitem perguntas.
E ainda há mais dois grupos secundários:
 Frases optativas: o emissor expressa um desejo (Ex.: Quero comer picolé.);
 Frases imprecativas: o emissor expressa uma súplica através de maldição. (Ex.: Que um raio caia
sobre minha cabeça.).
Outros tipos de frases
 Frase simples (frase não-idiomática): do ponto de vista de uma tradução, é a que pode ser
traduzida literalmente para uma língua (nota: em alguns casos, frases simples têm uma diferença
mínima em outra língua, geralmente de ordem gramatical.)
 Frase Clichê: são frases que podem reproduzir formas de discriminação social e expressar um modo
de pensar as relações sociais,utilizando às vezes fragmentos de provérbios. Exemplos:Lugar de
Mulher é na Cozinha, Homem não presta, Ele é um Preto de Alma Branca.
 Frase idiomática ou expressão idiomática: É a que não é traduzida literalmente para outro idioma.
No caso, em cada língua a idéia da frase é expressa por palavras totalmente diferentes. Exemplo
portuguesa-inglês: Ele está na pior. = He’s down and out. (Literalmente: Ele está abaixo e fora).
 Frase feita: É a que, a fim de expressar determinada ideia, é dita sempre de forma invariável.
Exemplo: Ele foi pego com a boca na botija. Note-se que às vezes uma frase feita é, ao mesmo
tempo, uma expressão idiomática. Por exemplo, a frase feita acima citada é dita em inglês como He
was caught red-handed., ou, literalmente: ele foi pego com as mãos vermelhas.
 Frase formal (não-coloquial, não-popular) : É a dita segundo as normas da linguagem padrão ou
formal. Esta é usada formalmente por escrito, e em circunstâncias formais também oralmente, em
textos não raro mais longos (em relação a textos sinônimos coloquiais), às vezes com palavras
difíceis (que não são do conhecimento da população em geral).
 Frase coloquial (coloquialismo) : É a dita de forma coloquial, ou seja, usando-se uma linguagem
simples, em geral oralmente, com textos resumidos e informais. Uma frase coloquial pode conter
erros gramaticais (uma ou mais palavras não estão na linguagem padrão), mas costuma ser falada por
qualquer pessoa, não importa o seu nível social. Exemplos:
Formal: Está certo (concordo).
Coloquial: Tá certo.
Oração coordenada é a que se coloca do lado de outra, sem desempenhar função sintática; são sintaticamente
independentes.
A
São ligadas por conectivos ou justapostas, ou seja, separadas por vírgula. Veja:
atriz
falou
aos
jornalistas
e
despediu-se
em
1ª oração
2ª oração
seguida.
Observe que a 2ª oração não está encaixada na 1ª, não funciona como termo da oração anterior, não se
relaciona sintaticamente com nenhuma palavra da 1ª oração.
As orações coordenadas são classificadas em: sindéticas e assindéticas.
- Sindéticas: são orações coordenadas introduzidas por conjunção.
Exemplo: Deve ter chovido à noite, pois o chão está molhado.
- Assindéticas: são as orações coordenadas que não são introduzidas por conjunção.
Exemplo: Tudo passa, tudo corre: é a lei.
Orações coordenadas sindéticas
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com a conjunção coordenativa que as
introduz. Podem ser:
- Aditivas: estabelecem idéia de adição, soma.
Exemplo: Não venderemos a casa, nem (venderemos) o carro.
São conjunções aditivas: e, nem, mas, também.
- Adversativas: estabelecem oposição, adversidade.
Exemplo: Gostaria de ter viajado, mas não tive férias.
São conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
- Alternativas: estabelecem alternância.
Exemplo: Siga o mapa ou peça informações.
São conjunções alternativas: ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer, siga...siga.
- Conclusivas: estabelecem conclusão.
Exemplo: São todos cegos portanto não podem ver.
São conjunções conclusivas: portanto, logo, por isso, pois, assim.
- Explicativas: estabelecem explicação.
Exemplo: Senti frio, porque estava sem agasalho.
São conjunções explicativas: que, porque, pois, porquanto.
Oração subordinada
A Oração subordinada, em gramática, é aquela que exerce uma função sintática em relação a uma
outra
oração,
chamada
oração
principal
e
que
pede
complemento.
Exemplo: "Aguardo que você chegue"
Nessa frase há duas orações: "Aguardo" e "que você chegue". A oração "que você chegue" está completando
o sentido do verbo transitivo direto "aguardo", portanto, esta oração exerce função sintática do objeto direto,
sendo assim uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
Dependendo da função sintática que exercem, as orações subordinadas podem ser classificadas em:
substantivas, adjetivas ou adverbiais.
Orçações subordinadas substantivas
São aquelas que exercem sentido dentro dos substantivos (sujeito, objeto direto, objeto indireto, aposto,
complemento nominal e predicativo), iniciam por conjunções integrantes (que e se). Uma oração
subordinada substantiva pode ser:

Subjetiva (O.S.S.S.): exercem função de sujeito do verbo da oração principal.
Exemplo:
"É
provável
que
ele
chegue
ainda
hoje"
Pode ser também quando a oração principal começa com verbo de ligação;

(o
que
é
provável?)
Objetiva Direta (O.S.S.O.D.): exercem função de objeto direto (não possui preposição).
Exemplo: "Desejo que todos venham" (quem deseja, deseja algo, alguma coisa);

Objetiva Indireta (O.S.S.O.I.): exercem função de objeto indireto (possui preposição obrigatória,
que vem depois de um verbo).
Exemplo: "Necessitamos de que todos nos ajudem" (quem necessita, necessita de algo, de alguma coisa ou
de alguém);

Predicativa (O.S.S.P.): exercem função de predicativo.
Exemplo: Meu desejo era [verbo de ligação] que me dessem uma camisa.
Pode ser também quando a oração principal termina com verbo de ligação;

Completiva Nominal (O.S.S.C.N.): exercem função de complemento nominal de um nome da
oração
principal.
Exemplo: "Tenho esperança de que ela ainda volte";

Apositiva (O.S.S.A.): exercem função de aposto.
Exemplo: "Desejo-te uma coisa: que sejas muito feliz"
Não precisa ter necessariamente dois pontos (:) ou ponto e vírgula (;).
Dessa maneira, todas as orações subordinadas substantivas podem ser trocadas por isso, disso ou nisso. Veja
os exemplos:
Precisamos de que venha para a aula. = Precisamos disso. (disso: completiva nominal ou objetiva indireta)
Quero que venha para a guerra. = Quero isso. (isso: subjetiva, objetiva direta, predicativa)
Fiquei pensando que valia a pena. = Fiquei pensando nisso. (nisso: completiva nominal ou objetiva indireta).
Outros tipos de oração subordinada
Oração subordinada adjetiva é aquela que se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto
adnominal. As orações subordinadas adjetivas classificam-se em: explicativas e restritivas.
Explicativas: acrescentam uma qualidade acessória ao antecedente e são separadas da oração principal por
vírgulas. Ex.: Os jogadores de futebol, que são iniciantes, não recebem salários.
Restritivas: restringem o significado do antecedente e não são separadas da oração principal por vírgulas.
Ex.: Os artistas que declararam seu voto foram criticados.
Orações subordinadas adjetivas reduzidas
As orações subordinadas adjetivas reduzidas podem ter o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio.
Vi a menina a chorar. (Vi a menina que chorava.)
O artista, fumando nervosamente, ficou calado. (O artista, que fumava nervosamente, ficou calado.)
Li quatro livros censurados pelo governo brasileiro. (Li quatro livros que foram censurados pelo governo
brasileiro.)
Orações Subordinadas Literais ou Adverbiais
São introduzidas por conjunção subordinativa (exceto a conjunção integrante) e funcionam como adjunto
adverbial da oração principal.
Dividem-se em:

Causais: exprimem a causa do facto que ocorreu na oração principal. Iniciadas, principalmente. Ex.:
Já que está chovendo vamos dormir.
Segundo ex.: A menina chorou porque apanhou da mãe
Principais conjunções: porque, visto que, já que, uma vez que, como que, como.

Comparativas: representam o segundo termo de uma comparação. Ex.: Essa mulher fala como um
papagaio..
Obs.: Essa conjunção comparativa como é muito usada num recurso linguístico /ü/, de estilística, uma figura
de linguagem chamada comparação ou símile, tais construções diferem-se duma "figura-mãe" a metáfora,
mas essa figura é desprovida da conjunção como.
Principais conjunções: que, do que, como, assim como, (tanto) quanto.

Concessivas: indica uma concessão ou permissão entre as orações.
Ex.: Embora chova, vou à praia.
Principais conjunções:embora, a menos que, ainda que, posto que, conquanto, mesmo que, se bem que, por
mais que, apesar de que.

Condicionais: expressa uma condição. Ex.: Se chover, não irei à praia.
Principais conjunções: se, salvo se, desde que, exceto, caso, desde, contando que, sem que, a menos que.
 Conformativas: exprimem acordo, concordância de um fato com o outro. Ex.: Cada um colhe
conforme semeia.
Principais conjunções:como, consoante, segundo, conforme.
 Consecutivas: traduzem a consequência ou o efeito do que se declara na oração principal. Ex.: Falei
tanto, que fiquei rouco.
Principais conjunções: que (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que.
 Finais: exprimem finalidade. Ex.: Todos estudam para que possam vencer.
Principais conjunções: para que, a fim de que, que.
 Temporais: indicam circunstância de tempo Ex.: Logo que chegou, sentou-se no sofá.
Principais conjunções: quando, antes que, assim que, logo que, até que, depois que, mal, apenas, enquanto.
 Proporcionais: expressa proporção entre as orações. Ex.: O trânsito piorava à medida que a chuva
aumentava.
Principais conjunções: à medida que, quanto mais....mais, à proporção que, ao passo que, quanto mais.
Orações Subordinadas Reduzidas
As orações subordinadas podem aparecer sob a forma de orações reduzidas, que apresentam as seguintes
características:
 Verbo em uma das formas nominais (Gerúndio, Particípio ou Infinitivo);
 Não são introduzidas por conectivos (Conjunções Subordinativas ou Pronomes Relativos).
São classificadas em:
 Reduzida de Infinitivo: Meu desejo era viajar para a Grécia. Obs.: Embora haja alguns gramáticos
que a aceitem, é errada, segundo a gramática normativa, a construção de Oração Subordinada
Substantiva Objetiva Direta: "Deixe eu passar", porque nesse caso (ou em casos similares) não deve
ser utilizado o pronome pessoal do caso reto "eu", porque ele não pode ser usado como objeto direto
de uma oração, assim sendo, a corre(c)ta construção oracional é "Deixe-me passar". (Ricardoszm)
 Reduzida de Gerúndio: Encontrei as crianças brincando no jardim.
 Reduzida de Particípio: Apresentado o resultado, todos discordarão.
DICA: esse tipo de oração pode ser substituído pelos pronomes demonstrativos.
GERÚNDIO: -NDO
PARTICÍPIO: -ADO, -EDO, -IDO
INFINITIVO - AR, ER, IR E OR no caso da palavra PÔR
Atenção
 O sujeito das orações reduzidas de Infinitivo – Obs.: Isto ocorre no Infinitivo Flexionado ou Pessoal,
porque as orações reduzidas de Infinitivo Impessoal com os pronomes oblíquos átonos exercendo a
função de sujeito ex.: Mandei-o sair suj. do verbo no Infinitivo o convém reescrevê-la na oração
desenvolvida 'Mandei que ele saísse' – não deve ser contraído com a Preposição de.
- A maneira de ele trabalhar não é satisfatória. (não: A maneira dele trabalhar não é satisfatória.)
 Os pronomes pessoais oblíquos mim e ti não devem ser usados como sujeito das orações reduzidas
de infinitivo flexionado ou pessoal. No lugar deles, devem ser usados os pronomes pessoais retos eu
e
tu.
- Foi difícil para eu fazer isto. (não: Foi difícil para mim fazer isto.)
Usos da palavra “que”
Estudamos agora todas as possibilidades de ocorrência da palavra “que”. Depois desta aula, não
restará dúvida quanto à classificação desse complicado vocábulo que tantas dificuldades traz aos
vestibulandos e estudantes em geral. Vamos à teoria. A palavra “que” pode ser o seguinte:
Substantivo:
Quando o “que” for substantivo, terá o sentido de qualquer coisa ou alguma coisa, será modificado
geralmente pelo artigo indefinido um e será sempre acentuado.
Ex. Esta menina tem um quê de mistério. = Esta menina tem alguma coisa de mistério.
Advérbio:
Quando o “que” for advérbio, intensificará adjetivos e advérbios e poderá ser substituído por quão ou
muito. Em geral, é usado em frases exclamativas.
Ex. Que linda é essa garota! = Quão linda é essa garota!
Que doido fui eu não aceitando aquela proposta! = Quão doido fui...
Que longe fica sua casa! = Quão longe fica sua casa.
Preposição:
Quando o “que” funcionar como preposição, equivalerá à preposição de, sendo usado em locuções verbais
que têm, como auxiliares, ter ou haver.
Ex. Tenho que trazer meus documentos até amanhã. = Tenho de trazer meus documentos até amanhã.
Interjeição:
Quando o “que” for interjeição, exprimirá emoção, estado de espírito e será sempre exclamativo e
acentuado. Poderá ser substituído por outra interjeição.
Ex. Quê! Jusperino suicidou-se? = Meu Deus! Jusperino suicidou-se?
Quê! Você por aqui também? = Uai! Você por aqui também?
Partícula Expletiva ou de Realce:
Quando o “que” for partícula expletiva, será empregado para realçar ou enfatizar. Sua retirada não alterará o
sentido da frase. Poderá também ser usado na locução expletiva é que.
Ex. Por pouco que a gente não brigou com ele. = Por pouco a gente não brigou com ele.
Nós é que trouxemos o material. = Nós trouxemos o material.
“Oh! Que saudades que tenho / Da aurora da minha vida / Da minha infância querida / Que os anos não
trazem mais!” = Oh! Que saudades eu tenho...
TÓPICO 24 – PRONOMES
Pronome
Pronome Interrogativo
Quando o “que” for pronome interrogativo, substituirá, nas frases interrogativas, o elemento sobre o qual se
desejar resposta.
Ex. Que você disse? = Você disse algo.
Gostaria de saber que homem me procurou. = O homem procurou alguém.
* Nota: É inadequado o uso da palavra "o", antes do pronome interrogativo que, ou seja, a língua culta não
admite perguntas como “O que você disse?”, apesar de ser expressão corrente em nosso país.
Pronome Indefinido
Quando o “que” for pronome indefinido, aparecerá antes de substantivos em frases geralmente exclamativas
e poderá ser substituído por quanto, quanta, quantos e quantas.
Ex. Que sujeira havia naquele quarto. = Quanta sujeira havia naquele quarto.
Que miséria há no Brasil! = Quanta miséria há no Brasil!
Pronome Adjetivo
Quando o “que” for pronome adjetivo, aparecerá antes de substantivo, apenas modificando-o. Não o
confunda com o pronome indefinido.
Ex. Que mulher linda aquela! (Perceba que não há a possibilidade de substituí-lo por quanto, quanta, quantos
ou quantas; ele apenas modifica o substantivo, a fim de tornar a frase exclamativa. Por isso mesmo, é
também denominado de pronome exclamativo.)
Pronome Relativo
Quando o “que” for pronome relativo, aparecerá após o substantivo substituído por ele e poderá ser
substituído por o qual, a qual, os quais, as quais.
Ex. Achei muito bela a garota que você me apresentou. = Achei muito bela a garota a qual você me
apresentou.
TÓPICO 25 – CONJUNÇÃO
Conjunção Coordenativa
Conjunção Coordenativa Aditiva
Quando o “que” for conjunção coordenativa aditiva, iniciará oração coordenada sindética aditiva, aparecerá
sempre entre duas formas verbais iguais e terá valor bastante próximo da conjunção e.
Ex. Falava que falava, mas não convencia ninguém.
Bebia que bebia, ignorando o risco que corria.
Conjunção Coordenativa Explicativa
Quando o “que” for conjunção coordenativa explicativa, iniciará oração coordenada sindética explicativa e
poderá ser substituída por pois ou porque, que também são conjunções coordenativas explicativas.
Ex. Venha até aqui, que preciso falar-lhe. = Venha até aqui, pois preciso falar-lhe.
Conjunção Coordenativa Adversativa
Quando o “que” for conjunção coordenativa adversativa, iniciará oração coordenada sindética adversativa,
indicará oposição, ressalva e apresentará valor equivalente a mas.
Ex. Outra pessoa, que não eu, deveria cumprir essa tarefa. = Outra pessoa, mas não eu...
Conjunção Subordinativa
Conjunção Subordinativa Integrante.
Quanto o “que” for conjunção subordinativa integrante, iniciará oração que exerce função de sujeito, objeto
direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito e aposto não iniciado por pronome
relativo. A oração iniciada pela conjunção integrante será chamada de oração subordinada substantiva.
Ex. Acho que você está equivocado. (A oração “que você está equivocado” funciona como objeto direto do
verbo achar, denominada oração subordinada substantiva objetiva direta)
Ela só pensa em uma coisa: que seu filho seja aprovado. (A oração “que seu filho seja aprovado” funciona
como aposto, denominada oração subordinada substantiva apositiva)
Conjunção Subordinativa Consecutiva
Quando o “que” for conjunção subordinativa consecutiva, iniciará oração subordinada adverbial consecutiva
e aparecerá, em geral, nas expressões tão... que, tanto... que, tamanho... que e tal... que.
Ex. Ele gritou tanto que ficou rouco. = A conseqüência de ele ter gritado muito foi ter ficado rouco.
Conjunção subordinativa Comparativa
Quando o “que” fora conjunção subordinativa comparativa, iniciará oração subordinada adverbial
comparativa e aparecerá nas expressões mais... que, menos... que.
Ex. Ele é mais inteligente que o irmão.
Pronto. Tudo sobre a palavra "que". Na semana que vem, estudaremos as orações subordinadas
substantivas.
TÓPICO 26 – MODO E TEMPO VERBAL
Modo verbal é uma classificação dada a um verbo, que apresenta diferenças e diversas formas de um
mesmo verbo. Verbos possuem por classificação: modo, tempo, pessoa e número.

Tempo
O tempo é usado para indicar quando ocorreu a ação a qual o verbo se refere.
 Presente - Indica o facto no momento em que se fala (ele conjuga).
 Pretérito imperfeito - Indica um acontecimento que se prolongou ao longo do tempo com inicio e
fim no passado (eu estudava).
 Pretérito perfeito - Indica um acontecimento que se iniciou e terminou no passado durante pouco
tempo (eu caí é quase imediato).
 Pretérito mais-que-perfeito - Indica um facto passado em relação a outro (ele conjugara).


Futuro do presente - Indica um facto que irá acontecer no futuro (eu conjugarei).
Futuro do pretérito - Indica um futuro que ocorre no passado (ele conjugaria)-uma coisa que
poderia ter acontecido.
Pessoa
Pessoa é a quem se refere o verbo. Eu e nós pertencem à primeira, tu e vós/vocês à segunda e ele/ela,
eles/elas à terceira.
 Eu - (eu consigo)
 Tu - (tu consegues)
 Ele/Ela - (ele consegue)
 Nós - (nós conseguimos)
 Vós - (vós conseguis) / Vocês - (vocês conseguem)
 Eles/Elas - (eles conseguem)
Número
Indica a quantidade de pessoas. Se são uma ou mais de uma.
 Singular- Indica uma pessoa (eu estou).
 Plural- Indica duas ou mais pessoas (eles estão)
TÓPICO 27 – MODOS VERBAIS
As flexões de Modo determinam as diversas atitudes da pessoa que fala com relação ao fato enunciado.
Assim:
 uma atitude que expressa certeza com relação ao fato que aconteceu, que acontece ou que
acontecerá, é característica do Modo Indicativo. Exemplos:
o Ele trabalhou ontem..
o Ela está em casa.
o Nós iremos amanhã.
 uma atitude que revela uma incerteza, uma dúvida ou uma hipótese é característica do Modo
Subjuntivo (ou Conjuntivo). Exemplos:
o Se eu trabalhasse,…
o Quando eu partir,…
 uma atitude que expressa uma ordem, um pedido, um conselho, uma vontade ou um desejo é
característica do Modo Imperativo. Exemplo:
o Faça isto, agora!
Com relação ao Tempo, podemos expressar um facto basicamente de três maneiras diferentes:
1. No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala;
2. No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala;
3. No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala.
Entretanto, as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as
necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento.
Neste contexto, a Língua Portuguesa oferece-nos as seguintes possibilidades para combinarmos Modos e
Tempos:
Modo Indicativo
Expressa certeza absolutamente apresentando o fato de uma maneira real, certa, positiva.
Presente do Indicativo
Expressa o fato no momento em que se fala.
 O aluno lê um poema.
 Posso afirmar que meus valores mudaram.
 Um aluno dorme.
Pretérito Imperfeito
Expressa o passado inacabado, um processo anterior ao momento em que se fala, mas que durou um tempo
no passado, ou ainda, um fato habitual,diário. Por tanto ele não indica a certeza de um fato acontecido, sendo
assim chamado este tempo verbal de pretérito imperfeito, pois não se refere a um conceito situado
perfeitamente num contexto de passado.
Emprega-se o pretérito imperfeito do Indicativo para assinalar:
 um fato passado contínuo, permanente ou habitual, ou casual.
 Eles 'vendiam' sempre fiado. "Uma noite, eu me lembro… ela 'dormia'"
Numa rede encostada molemente (Castro Alves, Adormecida).
 Ela 'vendia' flores "Glória 'usava' no peito um broche com um medalhão de duas faces." (Raquel de
Queirós, As Três Marias).
 um fato passado, mas de incerta localização no tempo:
'Era' uma vez,…
 um fato simultâneo em relação a outro no passado, indicando a simultaneidade de ambos os fatos:
Eu 'lia' quando ela chegou. "Nessa mesma noite, leu-lhe o artigo em que 'advertia' o partido da conveniência
de não ceder às perfídias do poder." (poema de Quincas Borba).
Pretérito Perfeito
Indica um fato que se perfez. Já ocorrido e concluído. Daí o nome: Pretérito Perfeito; referindo-se a um facto
que se situa completo no passado.
Emprega-se o Pretérito Perfeito do Indicativo para assinalar:
 um facto já ocorrido ou concluído:
 'Trocaram beijos ao luar tranqüilo." (Augusto Gil, Luar de Janeiro)
 "'Andei' longe terras,
 'Lidei' cruas guerras,
 'Vaguei' pelas serras,
 Dos vis Aimorés." (Gonçalves Dias, I-Juca-Pirama).






Posso afirmar que meus valores 'mudaram'.
"'Apanhou' o rifle, 'saiu' ao meio da trilha e 'detonou'."(Coelho Neto, Banzo).
Na forma composta, é usado para indicar uma ação que se prolonga até ao momento presente;
através da locução verbal, na qual se usa o particípio.
'Tenho estudado' todas as noites.
"Eu,
que
'tenho
sofrido'
a
angústia
das
pequenas
coisas
ridículas,
Eu 'verifico' que não tenho par nisto tudo neste mundo." (Fernando Pessoa, Poema em Linha Reta caiu)
Pretérito mais-que-perfeito
Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito para assinalar um fato passado em relação a outro também no
passado (o passado do passado, algo que aconteceu antes de outro fato também passado).
O pretérito mais-que-perfeito aparece nas formas 'simples' e 'composta', sendo que a primeira costuma
aparecer em discursos mais formais e a segunda, na fala coloquial.
 Exemplos de usos do pretérito mais-que-perfeito simples:
o Ele comprou o apartamento com o dinheiro do carro que vendera.
o "Levava comigo um retrato de Maria Cora; alcançara-o dela mesma… com uma pequena
dedicatória cerimoniosa." (Machado de Assis, Relíquias de Casa)
o Morava.. no arraial de São Gonçalo da Ponte, cuja ponte o rio levara, deixando dela
somente os pilares de alvenaria." (Gustavo Barroso, O Sertão e o Mundo)
o Te dou meu coração, quisera dar o mundo
 Exemplos de usos do pretérito mais-que-perfeito composto:
o Quando eu cheguei, ela já tinha saído.
o Tinha chovido muito naquela noite.
Futuro do presente composto
Assinala um fato posterior ao tempo atual, mas anterior a outro fato futuro.
Exemplo:
"Até meus bisnetos nascerem, eu terei me aposentado".
"Quando ele chegar, já terei saído.
Futuro do Indicativo
Emprega-se o futuro do Indicativo para assinalar uma ação que ocorrerá no futuro relativamente ao momento
em que se fala.
 Quando eleito, lutarei pelos menores carentes.
 "… era Vadinho, herói indiscutível, jamais outro virá tão íntimo das estrelas,… " (Jorge Amado,
Dona Flor e Seus Dois Maridos)
 "A
qual
escolherei,
se,
neste
estado,
Eu não sei distinguir esta daquela?" (Alvarenga Peixoto, Jôninha e Nice).
Exemplos de futuro composto:
 Ele vai fazer (fará) compras e vai voltar (voltará) em breve.
Futuro do Pretérito / Condicional
Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar:
 Um facto futuro em relação a outro no passado
o "Se eu morresse amanhã, viria ao menos
o Fechar meus olhos minha triste irmã;
o Minha mãe de saudades morreria. (Álvares Azevedo, Se Eu Morresse Amanhã).
 Uma ironia ou um pedido de cortesia:
o Daria para fazer silêncio!
o Poderia fazer o favor de sair!?
Modo Subjuntivo
Revela um fato duvidoso, incerto.
Presente
Emprega-se o presente do subjuntivo para assinalar:
 um fato presente, mas duvidoso ou incerto, um desejo ou um sentimento.
o Talvez eles façam tudo aquilo que nós pedimos.
o Talvez ele saiba sobre o que está falando.
 um fato futuro, mas duvidoso ou incerto
o Talvez eles venham amanhã.
 um desejo ou uma vontade
o Espero que eles façam o serviço corretamente.
o Espero que me tragam o dinheiro
Pretérito Imperfeito
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para assinalar:
 uma hipótese ou uma condição numa ação passada, mas posterior e dependente de outra ação
passada.
o "Talvez a lágrima subisse do coração à pupila…" (Coelho Neto, Sertão)
o "Como fizesse bom tempo, as senhoras combinaram em tomar o café na chácara." (Aluísio
Azevedo, Casa de Pensão)
o "Estou
hoje
vencido,
como
se
soubesse
a
verdade.
Estou hoje vencido, como se estivesse para morrer." (Fernando Pessoa, Tabacaria - Álvaro
de Campos)
 uma condição contrafactual, ou seja, que não se verifica na realidade, que teria uma certa
consequência; pode se referir ao passado, ao presente ou ao futuro.
o Se ele estivesse aqui ontem, poderia ter ajudado.
o Se ele estivesse aqui agora, poderia ajudar.
o Se ele viesse amanhã, poderia ajudar.
Futuro
Emprega-se o futuro do subjuntivo para assinalar uma possibilidade a ser concluída em relação a um fato no
futuro, uma ação vindoura, mas condicional a outra ação também futura.
 Quando eu voltar, saberei o que fazer.
 Quando os sinos badalarem nove horas, voltarei para casa.
Também pode indicar uma condição incerta, presente ou futura.
 Se ele estiver lá amanhã, certamente ela também estará.
É a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do Subjuntivo simples e o principal no
particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples.
Por exemplo:
Quando você tiver terminado sua série de exercícios, eu caminharei 6 Km.
Pretérito Perfeito
Emprega o passado com relação a um futuro certo.
 Caso eu tenha sido escolhido, ficarei muito feliz.
Pretérito mais-que-perfeito composto
Formado pelo imperfeito do subjuntivo do verbo auxiliar (ter, haver) mais o particípio do verbo principal
Tem valor semelhante ao Imperfeito do subjuntivo Ex: Eu teria caminhado todos os dias desse ano, se não
tivesse trabalhado tanto.
Eu teria viajado se não tivesse chovido
Obs: Perceba que todas as frases remetem a ação para o passado. A frase:Se eu estudasse, aprenderia;é
diferente de Se eu tivesse estudado, teria aprendido.
Imperativo
Exprime uma atitude de solicitação, mando. É formado por afirmativo e negativo.
Este modo verbal não possui a primeira pessoa do singular (eu), pois não podemos mandar em nós mesmos.
Uma atitude que expressa uma ordem, um pedido, um conselho, uma vontade ou um desejo é característica
do Modo Imperativo. Exemplo: Faça isto, agora! Com relação ao Tempo, podemos expressar um fato
basicamente de três maneiras diferentes:
 No presente: significa que o fato está acontecendo relativamente ao momento em que se fala;
 No pretérito: significa que o fato já aconteceu relativamente ao momento em que se fala;
 No futuro: significa que o fato ainda irá acontecer relativamente ao momento em que se fala.
Entretanto, as possibilidades de se localizar um processo no tempo podem ser ampliadas de acordo com as
necessidades da pessoa que fala ou que relata um evento. Neste contexto, a língua portuguesa oferece-nos as
seguintes possibilidades para combinarmos modos e tempo
Exemplo





Parcele sua compra!
Faça sua tarefa!
Lave a louça!
Escove os dentes!
Compre aqui e ganhe um brinde!
Gerúndio
Uma ação que está em curso no momento da fala. No português, é terminado por "ando", "endo" e "indo" (no
caso do verbo pôr e seus derivados, terminado em "ondo").
Exemplos: "Eu estou falando contigo…"; "Nós estamos correndo em círculos!"; "Eles estão indo para a
escola."; "Estou pondo novas informações neste artigo". "Estou Dirigindo o carro".
TÓPICO 28 – HIPERTEXTO
Quantas vezes, ao ler uma notícia na internet, você clicou em uma palavra sublinhada que deu acesso
a outra página e daí clicou em mais uma palavra, depois em outra, direcionando sua busca de informação de
acordo com seu próprio interesse? Várias vezes, não? Ao navegar na internet, encontramos endereços de
sites, ícones piscando, e muitos outros atrativos que nos levam a clicar com o mouse e abrir diversas janelas
ou acessar novas páginas. Esse é chamado efeito hipertextual no ciberespaço.
Chamamos de hipertexto todo texto que possibilita uma leitura não linear e uma maior interatividade
e atuação explorativa do leitor. Ele permite que o leitor possa desviar o fluxo da leitura para os assuntos
referidos no texto com o intuito de aprofundar a compreensão do texto inicial. Não raro, o leitor opta por
outros caminhos na leitura e não retorna ao texto inicial.
O hipertexto é muito apropriado para a representação de informações no computador por dois
motivos: permite subdividir um texto em trechos coerentes e relativamente curtos, facilitando a sua
organização e compreensão; permite também fácil referência a outras partes do texto ou a outros textos,
totalmente independentes, muitas vezes armazenados em locais distantes. Isso cria uma característica própria
de leitura da informação que, após um curto processo de adaptação, passa a ser intuitivo para o usuário, que
se refere a essa leitura como “navegação”.
Vamos falar aqui de dois tipos básicos de hipertexto: os hipertextos “exploratórios” e os
“construtivos”. A internet pode ser considerada exemplo de hipertexto exploratório. Esse tipo de hipertexto
pode ser uma forma de apresentação da informação, semelhante a uma rede formada por nós, independentes
e relacionados, que permite aos leitores navegar de forma não linear entre eles.
No hipertexto construtivo, cada usuário participa ativamente da construção do “texto”, do conjunto
das informações dispostas. Pode ou não existir uma hierarquia para a participação de cada usuário, bem
como regras de participação. Bons exemplos de hipertextos construtivos são os Muds, jogos virtuais onde
cada jogador participa da construção dos personagens e do ambiente da aventura.
(disponível em http://www.infoescola.com/informatica/hipertexto)
TÓPICO 29 – NOVO ACORDO DA LÍNGUA PORTUGUESA6
O novo acordo ortográfico da lingua portuguesa, aprovado no Brasil pelo Decreto Legislativo n. 54, de 18 de
abril de 1995 e, em vigor desde primeiro de janeiro de 2009, introduziu algumas alterações na ortografia de
nossa língua.
Eis um resumo das alterações:
Alfabeto
• Nova Regra: O alfabeto agora é formado por 26 letras
• Regra Antiga: O ‘k’, ‘w’ e ‘y’ não eram consideradas letras do nosso alfabeto.
• Como Será: Essas letras serão usadas em siglas, símbolos, nomes próprios, palavras estrangeiras e seus
derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano
Trema
• Nova Regra: Não existe mais o trema em língua portuguesa. Apenas em casos de nomes próprios e seus
derivados, por exemplo: Müller, mülleriano
• Regra Antiga: agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, frqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente,
argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça
• Como Será: aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente,
arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça.
Acentuação
• Nova Regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em palavras paroxítonas
• Regra Antiga: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia,
apóio, heróico, paranóico
• Como Será: assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia,
apoio, heroico, paranoico
Observações:
• nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis,
papéis.
• o acento no ditongo aberto ‘eu’ continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.
• Nova Regra: O hiato ‘oo’ não é mais acentuado
• Regra Antiga: enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo
• Como Será: enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo
• Nova Regra: O hiato ‘ee’ não é mais acentuado
• Regra Antiga: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem
• Como Será: creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem
6 Fonte: http://alfaleninha.wordpress.com/2009/01/04/resumo-do-novo-acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa/
• Nova Regra: Não existe mais o acento diferencial em palavras homógrafas
• Regra Antiga: pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo (substantivo), pêra (substantivo), péra
(substantivo), pólo (substantivo)
• Como Será: para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo (substantivo), pera (substantivo), pera
(substantivo), polo (substantivo)
Observação:
• o acento diferencial ainda permanece no verbo ‘poder’ (3ª pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo –
‘pôde’) e no verbo ‘pôr’ para diferenciar da preposição ‘por’
• Nova Regra: Não se acentua mais a letra ‘u’ nas formas verbais rizotônicas, quando precedido de ‘g’ ou ‘q’
e antes de ‘e’ ou ‘i’ (gue, que, gui, qui)
• Regra Antiga: argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, obliqúe
• Como Será: argui, apazigue,averigue, enxague, ensaguemos, oblique
• Nova Regra: Não se acentua mais ‘i’ e ‘u’ tônicos em paroxítonas quando precedidos de ditongo
• Regra Antiga: baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme
• Como Será: baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume
Hífen
• Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados
em vogal + palavras iniciadas por ‘r’ ou ‘s’, sendo que essas devem ser dobradas
• Regra Antiga: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae,
auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole,
extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível
• Como Será: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade,
autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal,
ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível
Observação:
• em prefixos terminados por ‘r’, permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra:
hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional,
super-realista, super-resistente etc.
• Nova Regra: O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados
em vogal + palavras iniciadas por outra vogal
• Regra Antiga: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução,
contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular,
intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semiembriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado
• Como Será: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução,
contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular,
intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado,
semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.
Observações:
• esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano,
socioeconômico etc.
• esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por ‘h’: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano,
semi-herbáceo etc.
• Nova Regra: Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado
em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.
• Regra Antiga: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo,
arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico
• Como Será: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arquiirmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico
Observações:
• esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal
diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
• uma exceção é o prefixo ‘co’. Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal ‘o’, NÃO utliza-se hífen.
• Nova Regra: Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição
• Regra Antiga: manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento
• Como Será: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, parachoque, paravento
Observação:
• o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade
sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e
zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenentecoronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.
O uso do hífen permanece
• Em palavras formadas por prefixos ‘ex’, ‘vice’, ‘soto’: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre
• Em palavras formadas por prefixos ‘circum’ e ‘pan’ + palavras iniciadas em vogal, M ou N: panamericano, circum-navegação
• Em palavras formadas com prefixos ‘pré’, ‘pró’ e ‘pós’ + palavras que tem significado próprio: pré-natal,
pró-desarmamento, pós-graduação
• Em palavras formadas pelas palavras ‘além’, ‘aquém’, ‘recém’, ‘sem’: além-mar, além-fronteiras, aquémoceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto
Não existe mais hífen
• Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou
conjuncionais): cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor
de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc.
• Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à
queima-roupa.
Consoantes não pronunciadas
Fora do Brasil foram eliminadas as consoantes não pronunciadas:
• ação, didático, ótimo, batismo em vez de acção, didáctico, óptimo, baptismo
Grafia Dupla
De forma a contemplar as diferenças fonéticas existentes, aceitam-se duplas grafias em algumas palavras:
• António/Antônio, facto/fato, secção/seção.
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