Renascimento_Parte_2

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RENASCIMENTO
Séculos XV e XVI
Durante os séculos XV e XVI
intensificou-se, na Europa, a
produção artística e científica.
Esse período ficou conhecido
como Renascimento ou
Renascença.
O Renascimento foi um movimento
cultural que marcou a fase de transição
dos valores e das tradições medievais
para um mundo totalmente novo, em que
os códigos cavalheirescos cedem lugar à
afetação burguesa, às máscaras sociais
desenvolvidas pela burguesia emergente.
Contexto Histórico

Ampliação do comércio e a diversificação dos produtos de consumo na
Europa a partir do século XV.

O aumento do comércio, principalmente com o Oriente, onde muitos
comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com
isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção
artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.

Os governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda
financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida
como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas
(governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as
populações das regiões onde atuavam.

Neste período, era muito comum as famílias nobres
encomendarem pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.

Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste
período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção
artística. Cidades como, por exemplo, Veneza, Florença e Gênova tiveram
um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália
passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.
Neste momento crítico de profundas
transformações, surgiu o Renascimento, com
uma eclosão criativa sem precedentes,
inspirada nos antigos valores greco-romanos,
retomados pelos artistas que vivenciaram a
decadência de um paradigma e o nascimento
de um universo totalmente diferente. Este
movimento representou, portanto, uma profunda
ruptura com um modo de vida mergulhado nas
sombras do fanatismo religioso, para então
despertar em uma esfera materialista e
antropocêntrica. Agora o centro de tudo se
deslocava do Divino para o Humano, daí a
vertente renascentista conhecida como
Humanismo.
Características Principais:

- Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da
época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma
visão completa e humana da natureza, ao contrário dos
homens medievais;

As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a
ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico;

Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar
centrada em Deus (teocentrismo), nos séculos XV e XVI o
homem passa a ser o principal personagem
(antropocentrismo);

A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande
intensidade. O homem renascentista, principalmente os
cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de
observação da natureza e universo.
Este movimento cultural não se
limitou à Península Itálica. Espalhouse para outros países europeus
como:
 Holanda (Países Baixos): Erasmo de Roterdã foi um dos
principais representantes da filosofia e literatura
renascentista nos Países Baixos. Humanista e fervoroso
crítico social, sua principal obra foi Elogio da loucura. Já
no campo das artes plásticas, podemos destacar o pintor
holandês Jan Van Eyck, cuja obra principal e mais
conhecida é O Casal Arnolfini.

França: no campo da literatura renascentista francesa,
podemos destacar o escritor e padre François
Rabelais, autor da série de romances Gargântua e
Pantagruel. Outro importante escritor renascentista
francês foi o filósofo Montaigne, autor de Ensaios.

Inglaterra: William Shakespeare foi o grande destaque
da literatura inglesa renascentista. Considerado
também um dos maiores escritores de todos os
tempos, é autor de muitas obras famosas como, por
exemplo, Romeu e Julieta, O Mercador de Veneza, O
Rei Lear e Macbeth.

Espanha: Na literatura podemos destacar o escritor
Miguel de Cervantes, autor da conhecida obra Dom
Quixote de la Mancha. Nas artes plásticas, destaca-se
o pintor El Greco, autor de A Ascensão da Virgem,
Adoração dos reis magos, El Expolio, entre outras.
Na vertente humanista da Renascença, o Homem
é a peça principal, agora ocupando o lugar antes
impensável do próprio Criador. Este aspecto
antropocentrista se prolonga por pelo menos um
século em toda a Europa Ocidental. Petrarca via
este período como o fim de uma era sombria,
referindo-se à Era Medieval. Este movimento
privilegia a Antiguidade Clássica, mas não se
limita a reproduzir suas obras, o que reduziria sua
importância. Seus seguidores recusavam
radicalmente os valores medievais e para
alcançar esse objetivo usavam a cultura grecoromana como o instrumento mais adequado para
a realização de suas metas.
Além do Antropocentrismo, o Renascimento
também introduz princípios hedonistas – a
busca do máximo prazer no momento
presente, como tesouro maior do Homem –
e individualistas – a exaltação do indivíduo
e de sua suprema liberdade dentro do
grupo social -, bem como o otimismo e o
racionalismo.
As obras renascentistas (pinturas,
esculturas, livros) apresentavam
características comuns:

Resgate da estética da cultura greco-romana,
principalmente a busca da perfeição na elaboração de
esculturas e pinturas;

Antropocentrismo: valorização das capacidades artísticas e
intelectuais dos seres humanos;

Valorização da ciência e da razão, buscando explicações
racionais para os eventos naturais e sociais;

Valorização e interesse por vários aspectos culturais e
científicos (literatura, artes plásticas, pesquisas científicas).

Humanismo: conjunto de princípios que valorizavam as
ações humanas e valores morais (respeito, justiça, honra,
amor, liberdade, solidariedade, etc).
Cultura Renascentista
A cultura renascentista teve quatro características marcantes, a
saber:
Racionalismo - os renascentistas estavam convictos de que a
razão era o único caminho para se chegar ao conhecimento, e que
tudo podia ser explicado pela razão e pela ciência.
Experimentalismo - para eles, todo conhecimento deveria ser
demonstrado através da experiência científica.
Individualismo - nasceu da necessidade do homem conhecer a si
próprio, buscando afirmar a sua própria personalidade, mostrar
seus talentos, atingir a fama e satisfazer suas ambições, através
da concepção de que o direito individual estava acima do direito
coletivo.
Antropocentrismo - colocando o homem como a suprema
criação de Deus e como centro do universo.
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