Entrevista - Conhecendo Eletromiografia/Biofeedback

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Entrevista – tema: Eletromiografia/Biofeedback
Nome: Thaís Miranda Curvelo Soares
Formação: Fisioterapeuta Graduada pela EBMSP
Mestre em Ciência da Motricidade Humana - UCB – RJ
1. O que é eletromiografia?
A eletromiografia (EMG) é um recurso tecnológico capaz de
captar atividades elétricas dos músculos durante a contração
muscular. Ela pode ser realizada de modo invasivo (com agulhas)
ou através de eletrodos de superfície. A eletromiografia utilizada
através de eletrodos de superfície é a mais indicada para estudos
cinesiológicos e, por isso, podendo ser utilizada por nós
Fisioterapeutas.
2. E biofeedback, é o mesmo que eletromiografia?
Não. A eletromiografia é um recurso predominantemente de
avaliação e o biofeedback pode ser utilizado para avaliação e
tratamento. Todavia, um mesmo aparelho, muitas vezes, possui
capacidade para realizar avaliação eletromiográfica e funcionar
como biofeedback, utilizando apenas software diferente.
O biofeedback pode ser de vários tipos. O biofeedback
Eletromiográfico, ou seja, aquele capaz de captar a atividade
elétrica do sistema músculo-esquelético que amplifica o potencial
de ação muscular e o converte em informações significativas,
usualmente um som ou sinal visual, percebidos através de um
notebook,
que
retroalimenta
a
resposta
muscular,
potencializando o aprendizado sensório motor. É um recurso que
pode ser utilizado pelo Fisioterapeuta com o intuito de promover
uma melhor consciência do movimento favorecendo a
reabilitação.
O treinamento geralmente ocorre em sessões semanais, com
protocolo individualizado, podendo associar-se a outras
terapêuticas (Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Odontologia,
Fonoaudiologia, Psicologia, dentre outras), tendo como objetivo
minimizar o tempo de recuperação do indivíduo.
3. A eletromiografia de superfície mede a força do indivíduo?
Não. A eletromiografia só é capaz de medir o potencial de
ação muscular. Existe uma relação direta deste com a força;
porém, não é o mesmo que mensurar diretamente. Todavia, pode
ser acoplado um dinamômetro ao aparelho de coleta e, com isso,
também ser feito uma medida de força associada.
4. De que forma
Fisioterapia?
podemos
utilizar
estes
recursos
na
Três grupos de aplicações são considerados: aqueles
envolvendo o tempo de ativação muscular, a relação do sinal
força/EMG e o uso do sinal eletromiográfico como sinal de fadiga.
5. Em sua opinião, qual a principal vantagem desta técnica?
Sua capacidade de mensurar objetivamente a atividade
muscular. Através da eletromiografia e/ou biofeedback, o paciente
reconhece, sem dúvida, quando e quanto o seu músculo está
respondendo ao exercício proposto.
A Integrar Saúde agradece a sua colaboração e esperamos
mais novidades.
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