04 Resumo Santos et al - IFPA

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Anais da Jornada Integrada de Meio Ambiente
Instituto Federal do Pará, Campus Tucuruí
Ano 2016, ISSN: 2448-3893
ESTUDO DA DINÂMICA ESPACIAL E TEMPORAL DE FOCOS DE CALOR NA
MICRORREGIÃO DO LAGO DE TUCURUÍ ENTRE OS ANOS DE 2010 A 2014
Patrícia N. Santos, Wegilla P. B. Figueirêdo, Wagner Luiz Gonçalves da Silva e Franciel da Silva
Amorim
Instituto Federal do Pará, Campus Tucuruí
patrí[email protected]
Introdução: As questões que envolvem a queima da biomassa, tornaram-se concentradoras de
estudos que são realizados pela comunidade científica mundial e são frequentemente abordadas pela
sociedade que sofre com seus efeitos. Os incêndios, além dos inúmeros danos aos ecossistemas
florestais, têm importância ecológica fundamental devido sua influência sobre a poluição atmosférica e
mudanças climáticas, que têm impactos diretos e indiretos sobre os habitats e os ecossistemas.
Portanto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), através do Sistema de Monitoramento,
Prevenção e Controle de Incêndios Florestais na Amazônia (PROARCO), monitora as ocorrências de
incêndios para todos os estados brasileiros através de sensores espaciais, como o satélite
meteorológico NOAA que produz imagens termais que são integrados ao sistema de informação
geográfica BDQueimadas que é mantido pela Divisão de Processamento de Imagens (DPI). O presente
trabalho busca estudar a dinâmica espacial e temporal dos focos de calor na microrregião do lago de
Tucuruí. Objetivos: Identificar o padrão de distribuição de incêndios florestais na microrregião, através
da análise de densidade por kernel; Apontar o quantitativo de incêndios por município; Relacionar a
distribuição de focos de calor com o desmatamento; Fazer a relação entre os focos e o índice
pluviométrico; Relacionar a dinâmica dos focos e unidades ambientais como terras indígenas,
assentamentos, unidades de proteção ambiental como FLONA, RESEX e de proteção integral; Realizar
a mineração de dados utilizando o software WEKA. Métodos: Os dados, disponibilizados pelo INPE,
foram coletados no período compreendido entre os anos de 2010 a 2014. A área pesquisada, abrange
os municípios de Goianésia do Pará, Breu Branco, Tucuruí, Novo Repartimento e Pacajá. Procedeu-se
com duas formas de análise: a agregada, que agrupa os dados de focos de calor em intervalos anuais
e através dela foi possível quantificar a ocorrência dos focos por mês e por município; e a espacial, que
é baseada na quantificação da distribuição de ocorrência de focos de calor para os períodos anuais
utilizando o estimador de densidade por kernel. Os dados foram processados no software ArcGis 10®,
e o mapa de densidade por kernel foi gerado através da ferramenta Kernel Density da extensão Spatial
Analyst Tools. Posteriormente o WEKA, foi utilizado para realizar a mineração dos dados que foram
processados anteriormente pelo ArcGis 10® para obtenção de informações mais precisas buscando
eliminar ou diminuir substancialmente possíveis redundâncias. Resultados: Foi possível identificar o
padrão de distribuição de incêndios florestais na microrregião, pela densidade por kernel. O quantitativo
de incêndios por município tornou-se visível, e Novo Repartimento se manteve à frente possuindo o
maior número de incidências de focos. Foi constatado que os dados de focos de calor e desmatamento,
são elementos que influenciam um ao outro em certos anos de análise. Ficou claro que o período que
ocorreu o registro elevado de focos foi quando o índice pluviométrico na região se manteve baixo.
Relacionou-se também os dados de focos de calor com as terras indígenas, assentamentos e unidades
de proteção integral. A mineração de dados permitiu comprovar as informações dos mapas.
Conclusões: As técnicas de sensoriamento remoto que alimentam uma base de dados diariamente,
nesse caso trabalhando em conjunto com o ArcGis 10® e o WEKA, permitem a obtenção de informações
confiáveis e estimativas que levaram a visualização da distribuição dos focos, além de considerar
alguns fatores que os influenciam. É importante também avaliar qualitativamente sobre a
implementação de projetos na microrregião como: colonização e reforma agrária, unidades de proteção
ambiental, demarcação de áreas indígenas e abertura de estradas. Esses fatores influenciam na
diminuição das áreas verdes, tornando o ambiente ainda mais propicio para que os focos se
desenvolvam e virem grandes incêndios florestais.
Palavras-chaves: Incendio Florestal, Foco de Calor, Tucuruí.
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