CASOS CLÍNICOS: A importância do tratamento ortopédico maxilar

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CASOS CLÍNICOS:
A importância do tratamento ortopédico maxilar precoce em
portadores de fissuras lábio-palatinas no restabelecimento funcional e
estético.
Autores:
Dra. Lucy Dalva Lopes Mauro
Dra. Dalyse Salles F. e Silva
Introdução:
Dentre as malformações presentes ao nascimento, as malformações de lábio e palato
ocupam lugar de destaque, constituindo um grave problema odonto-médico-social,
sendo que as fissuras lábio-palatinas representam os mais comuns defeitos congênitos
crânio-faciais (PETRELLI, 1992).
A fissura lábio-palatina é uma deformidade de grande complexidade, pois atinge várias
estruturas faciais como: nariz, lábio, palato duro e mole (ELLIS, 2000). A Fissura lábiopalatina é a falta de fusão do lábio e/ou palato, ou seja, é a falta de fusão dos processos
nasais mediais entre si, e destes com os processos maxilares laterais (MELGAÇO et al.,
2002). Outra teoria citada por ALTMANN,1994; NUNES et al. 1998, diz que as
fissuras seriam decorrentes de uma falta de penetração mesodérmica que acarretaria
falta de nutrição vascular e, conseqüentemente, necrose, originando a fenda.
A etiologia das fissuras lábio-palatinas demonstra ser um assunto controverso, embora
existam evidências de que dois fatores parecem estar diretamente relacionados: os
genéticos e os ambientais. Esses fatores podem atuar isoladamente ou em associação,
constituindo assim uma herança multifatorial (ALVES et al., 2004).
As Fissuras Lábio-Palatinas ocasionam distúrbios estéticos e funcionais que podem ser
agravados segundo a extensão da lesão ou pela ausência de tratamento adequado.
O tratamento Ortopédico maxilar precoce no portador de fissura lábio-palatina inicia-se
com a realização de moldagem intra-bucal com hidrocolóide irreversível, para a
confecção de uma prótese ortopédica modeladora. Esta prótese não penetra na fenda,
passando em ponte sobre a lesão, apresenta um prolongamento velar e marca para
orientação e propriocepção. E a utilização da fita adesiva micropore e transpore que são
empregadas na fase pré-operatório do lábio visando corrigir ou evitar alterações ósseas
provenientes do desequilíbrio muscular.
Moldagem e modelo para confecção da prótese ortopédica modeladora.
Prótese ortopédica modeladora
CASO CLÍNICO 1:
Paciente V. E. S, sexo feminino, portador de fissura unilateral esquerdo completa.
15 dias de vida
Fita Adesiva Microprore
Placa ortopédica
3 meses de vida com a fita
adesiva Transpore
A Ortopedia Maxilar Precoce diminui a largura da fissura alveolar no pré e pós
operatório das cirurgias do lábio tanto nas fissuras uni como nas bilaterais; e diminui da
fissura palatina no pré-operatório da cirurgia do palato e no pós -operatório da cirurgia
do lábio e palato mole.
Março / 2009
Julho / 2009
Dezembro / 2009
CASO CLÍNICO 2:
Paciente A. D. L, sexo masculino, portador de fissura unilateral esquerdo completa.
2 dias de vida
6 meses
( antes da 1ª. Cirurgia
– Queiloplastia)
2 meses de vida com uso da placa
ortopédica maxilar e fita adesiva
1 ano e 6 meses de idade
( após a cirurgia )
CASO CLÍNICO 3:
Paciente L. L.S, sexo masculino, portador de fissura lábio-palatina, Iniciou o tratamento
ortopédico maxilar ao 1º. mês de vida, com uso de placa ortopédica maxilar e fita
adesiva micropore e transpore, e aos 6 meses de vida realizou a 1ª. Cirurgia
(queiloplastia).
1 mês de vida
7 meses de vida
1 ano de vida
Conclusão:
O tratamento ortopédico maxilar do paciente portador de fissura lábio-palatino deve ser
precoce para promover adequada reabilitação estético-funcional dos pacientes e a
perfeita integração sócio-psicológica e profissional dos mesmos.
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