Saúde do cérebro - MS Brain Health

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Saúde do cérebro
O tempo conta na esclerose múltipla
Gavin Giovannoni
Helmut Butzkueven
Suhayl Dhib-Jalbut
Jeremy Hobart
Gisela Kobelt
George Pepper
Maria Pia Sormani
Christoph Thalheim
Anthony Traboulsee
Timothy Vollmer
A publicação e a tradução deste documento foram financiadas por subsídios da AbbVie, Actelion
Pharmaceuticals e Sanofi Genzyme e por bolsas de estudo da Biogen, F. Hoffmann-La Roche, Merck Serono e
Novartis, as quais não tiveram qualquer influência sobre o conteúdo
Saúde do cérebro: o tempo conta na esclerose múltipla
Agradecimentos
A preparação do relatório e das suas recomendações foi financiada por uma bolsa de estudo da F.
Hoffman-La Roche, que não teve qualquer influência sobre o conteúdo.
O apoio para a redação e edição independente deste documento, assim como a sua publicação e
tradução foi prestado pela Oxford PharmaGenesis Ltd, Reino Unido, e foi financiado por subsídios da
AbbVie, Actelion Pharmaceuticals e Sanofi Genzyme e por bolsas de estudo da Biogen, F. HoffmannLa Roche, Merck Serono e Novartis, as quais não tiveram qualquer influência sobre o conteúdo.
Agradecemos ao Professor João Cerqueira a revisão independente da tradução deste documento.
O relatório completo (em inglês) está disponível on-line em www.msbrainhealth.org
© 2016 Oxford PharmaGenesis Ltd
As opiniões expressas nesta publicação não são necessariamente as do patrocinador ou da editora.
Todos os direitos são reservados. Salvo quando permitido sob as leis de direitos de autor, nenhuma
parte desta publicação poderá ser reproduzida, armazenada num sistema de recuperação ou
transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio, electrónico, mecânico, por fotocópia, gravação
ou outro, sem a autorização prévia por escrito do proprietário dos direitos de autor. A prática de
qualquer ato não autorizado em relação a esta publicação poderá levar a processos civis ou criminais.
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Introdução
Introdução
Nos últimos anos temos assistido a uma rápida evolução em termos de critérios de diagnóstico, opções de
tratamento e procedimentos de monitorização da esclerose múltipla (EM), bem como a uma melhor compreensão
da doença em geral. No entanto, são necessárias grandes mudanças políticas para transformar estes avanços em
melhores resultados para as pessoas com EM e para os seus cuidadores.
Um novo relatório, Saúde do Cérebro: o tempo conta na esclerose múltipla, apresenta recomendações de
medidas destinadas a facilitar uma estratégia terapêutica com potencial para minimizar a atividade da doença e
maximizar a saúde do cérebro ao longo da vida de pessoas com EM. O relatório baseado na evidência e elaborado
por um grupo internacional e multidisciplinar de especialistas, foi publicado em 6 de outubro de 2015 e recebeu o
apoio de diversas associações profissionais e grupos de apoio.
Este documento reproduz o sumário executivo e as recomendações de medidas do relatório. A nossa visão é que
as recomendações serão usadas amplamente por aqueles que estão empenhados em criar um futuro melhor para
as pessoas com EM e para os seus cuidadores.
O relatório completo pode ser lido em www.msbrainhealth.org
Sumário executivo
A esclerose múltipla (EM) é uma doença crónica incurável, na qual o sistema imunitário destrói
os próprios tecidos do cérebro e da medula espinal. É a principal causa de incapacidade não
traumática entre adultos jovens e de meia-idade em muitos países desenvolvidos, afetando 2,3
milhões de pessoas em todo o mundo.a Embora não haja cura para a EM, existem tratamentos que
podem alterar a história natural da doença, através da redução da actividade da doença e do atraso
da acumulação de incapacidade. Este relatório recomenda medidas específicas que visam alcançar o
melhor resultado possível para todas as pessoas com EM.
Uma estratégia terapêutica que ofereça uma maior possibilidade de preservar o tecido
cerebral e da medula espinal nas fases iniciais da doença tem de ser amplamente aceite –
e urgentemente adoptada. Mesmo nas fases iniciais da EM, a cognição, o bem-estar emocional, a
qualidade de vida, as actividades diárias e a capacidade de trabalho podem estar muito afectadas em
resultado das lesões no cérebro e na medula espinal. À medida que a doença progride, a crescente
incapacidade (ex: problemas de mobilidade) acarreta um elevado peso para as pessoas com EM e
respectivas famílias. Isso leva também a perdas económicas substanciais para a sociedade, devido à
redução da capacidade de trabalho.
O período que decorre entre o momento em que uma pessoa exibe sintomas sugestivos de EM
e a consulta com um neurologista para diagnóstico e tratamento sofre frequentemente atrasos
significativos. Isto ocorre apesar de o diagnóstico ser hoje 10 vezes mais rápido do que era na
década de 80b e de haver evidência substancial de que o tratamento precoce é mais eficaz do que o
tratamento tardio. Campanhas de informação sobre a EM dirigidas ao público em geral e aos médicos
referenciadores são urgentemente necessárias, porque têm o potencial de melhorar os resultados
através de um diagnóstico mais precoce. São igualmente necessárias iniciativas para melhorar o
acesso a especialistas em EM e procedimentos diagnósticos especializados.
a. Multiple Sclerosis International Federation. Atlas of MS 2013: mapping multiple sclerosis around the world. Multiple
Sclerosis International Federation, 2013. Disponível a partir de: http://www.msif.org/wp-content/uploads/2014/09/
Atlas-of-MS.pdf (Acesso em 19 de janeiro de 2015).
b. Marrie RA, Cutter G, Tyry T et al. Changes in the ascertainment of multiple sclerosis. Neurology 2005;65:1066–70.
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Saúde do cérebro: o tempo conta na esclerose múltipla
A intervenção precoce é crucial. Intervenções adequadas no estilo de vida, tratamento com um
fármaco que possa reduzir a actividade da doença e consideração de mudança rápida para outro
fármaco se a monitorização demonstrar uma resposta insatisfatória são elementos cruciais da
estratégia. É também fundamental envolver as pessoas com esclerose múltipla de forma proactiva
na tomada de decisões e no controlo da doença . Os profissionais de saúde devem incentivar os seus
doentes a desempenharem um papel informado e de partilha nas decisões de tratamento e a
adoptarem um estilo de vida “saudável para o cérebro”.
A monitorização regular da actividade da doença e o registo formal dessas informações são
essenciais para a estratégia recomendada pelos autores. Os resultados de exames clínicos e
radiológicos permitirão o tratamento personalizado de cada pessoa com EM e a geração de
evidências do mundo real a longo prazo, as quais poderão ser utilizadas para avaliação de estratégias
terapêuticas por entidades reguladoras, avaliadores de tecnologias em saúde, entidades pagadoras
e clínicos.
A disponibilização do conjunto completo de tratamentos que possam reduzir a actividade
da doença aumenta a possibilidade de encontrar a melhor opção para cada pessoa com EM.
O número de tratamentos eficazes continua a crescer, o que possibilita uma adaptação cada vez
maior do tratamento às necessidades individuais. Em muitos países, porém, o acesso a tratamentos
é limitado por restrições nas indicações aprovadas, normas de prescrição ou decisões de
comparticipação, as quais estão geralmente desactualizadas em relação aos dados mais recentes
dos ensaios clínicos e do mundo real. Por isso, apelamos às entidades reguladoras, autoridades
de saúde, seguradoras, avaliadores de tecnologias em saúde e entidades pagadoras para que
melhorem o acesso aos tratamentos, de modo que o tratamento personalizado possa ser otimizado.
Recomendamos também que os órgãos competentes tenham em linha de conta todos os custos
associados com a doença ao efectuarem avaliações económicas, e que incentivem investigação
contínua, desenvolvimento e utilização de estratégias terapêuticas custo-efetivas e modelos
alternativos de financiamento.
São necessárias grandes mudanças nas políticas públicas para que os avanços recentes no
diagnóstico e tratamento de EM se traduzam em melhores resultados. A ampla adopção da
estratégia terapêutica para EM recomendada neste relatório tem o potencial de minimizar a
actividade da doença e de maximizar a saúde do cérebro ao longo da vida para as pessoas com
a doença. Este é o momento para verdadeiramente fazer a diferença na vida das pessoas com EM
e das suas famílias e evitar muitos dos custos económicos e pessoais de longo prazo que resultam
da incapacidade irreversível.
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Recomendações
Recomendações
A esclerose múltipla tem um profundo impacto pessoal, social e económico. Podem ser
alcançados melhores resultados para as pessoas com EM e para os seus cuidadores se
as organizações implementarem os seguintes três conjuntos de recomendações.
1. Minimizar atrasos no diagnóstico da EM e no tempo para o início do
tratamento, porque isso pode resultar em progressão de
incapacidade irreversível.
„„Educar o público em geral para agir de imediato perante os
primeiros sintomas de EM, consultando um profissional de
saúde. Para tal podem ser efectuadas campanhas de
consciencialização com informação sobre os sintomas iniciais
típicos, o impacto negativo dos atrasos no tratamento e os custos
pessoais e sociais da doença.
„„Educar familiares e médicos de família sobre a importância de,
perante uma suspeita de EM, as pessoas serem prontamente
referenciadas para um neurologista e para uma consulta
especializada para que seja possível acelerar o diagnóstico e o
início do tratamento.
„„Recomendar que neurologistas não especializados em EM
referenciem pessoas com suspeita diagnóstica para
neurologistas especialistas em EM.
„„Melhorar o acesso a cuidados especializados em EM: tornar os
procedimentos de diagnóstico e de monitorização mais
amplamente acessíveis, aumentar o número de profissionais de
saúde que se especializam no tratamento de EM, e garantir que
estes especialistas oferecem serviços rápidos de diagnóstico e de
apoio para pessoas com suspeita de EM ou que foram
recentemente diagnosticadas.
„„Adoptar os critérios de diagnóstico mais recentes, por forma a
efectuar o diagnóstico de EM o mais precocemente possível.
„„Alinhar as normas de prescrição com os critérios de
diagnóstico mais recentes para dar às pessoas com EM a
oportunidade de iniciarem prontamente o tratamento e receberem
apoio, assim que o diagnóstico for confirmado.
Entidades nacionais
Associações de doentes
Entidades nacionais
Entidades profissionais
Profissionais de saúde
Entidades nacionais
Entidades profissionais
Profissionais de saúde
Entidades nacionais
Profissionais de saúde
Entidades
comparticipadoras
Entidades nacionais e
internacionais
Profissionais de saúde
Entidades nacionais
Profissionais de saúde
As entidades nacionais podem incluir departamentos governamentais ou organizações privadas, dependendo do país
em questão.
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Saúde do cérebro: o tempo conta na esclerose múltipla
2. Definir metas para o tratamento e para o permanente acompanhamento
que visem o melhor resultado possível para todas as pessoas com EM.
„„Assegurar que os profissionais de saúde de EM dispõem de
tempo para informar as pessoas com EM sobre as estratégias
de tratamento da doença. Realçar a importância de um estilo de
vida “saudável para o cérebro”, dos benefícios do tratamento
precoce com tratamentos que possam modificar o curso da
doença, das prováveis consequências do tratamento inadequado
ou sub-óptimo e o objectivo de minimizar a actividade da doença
ao mesmo tempo que se optimiza a segurança.
„„Implementar um processo de tomada de decisão partilhada
que incorpora o diálogo entre as pessoas com EM e os profissionais
de saúde. Uma colaboração informada e proactiva entre as pessoas
com EM e a sua equipa de cuidados de saúde é vital para que a
doença seja devidamente controlada.
„„Disponibilizar o conjunto completo de terapêuticas
modificadoras da doença para as pessoas com formas de EM com
surtos, independentemente do seu histórico de tratamento, de
modo a acelerar a adopção da estratégia de tratamento mais
apropriada que optimiza a eficácia e a segurança para
cada indivíduo.
„„Incluir em quaisquer definições de actividade da doença ou
resposta sub-óptima evidências recolhidas da monitorização
através da avaliação clínica regular e dos exames de
ressonância magnética programados/não programados, de
modo a auxiliar na identificação rápida das situações de falência do
tratamento e na decisão de mudança (switch) terapêutica.
„„Assegurar que os profissionais de saúde de EM dispõem de
tempo suficiente para monitorizar a actividade da doença em
pessoas com EM.
„„Acordar e implementar, a nível nacional e internacional,
técnicas padronizadas de recolha de dados, protocolos e
conjuntos de dados para seguir eventos clínicos e subclínicos na
prática clínica. Incorporar estas estratégias nas ferramentas de
gestão clínica para facilitar a prática individualizada.
„„Manter o tratamento com uma terapêutica modificadora da
doença em todas as pessoas com EM em que haja um risco de
actividade inflamatória na ausência de tratamento. No caso de uma
resposta sub-óptima, tomar uma decisão rápida sobre a mudança
ou a manutenção da terapêutica.
„„Obter aprovações regulamentares e de avaliação de
tecnologias em saúde para que estas recomendações possam
ser implementadas.
Entidades nacionais
Entidades profissionais
Profissionais de saúde
Entidades nacionais
Entidades profissionais
Profissionais de saúde
Autoridades reguladoras
Profissionais de saúde
Avaliadores de
tecnologias em saúde
Entidades
comparticipadoras
Profissionais de saúde
Autoridades reguladoras
Entidades nacionais
Profissionais de saúde
Entidades nacionais e
internacionais
Profissionais de saúde
Curadores de registos e
bancos de dados
Profissionais de saúde
Entidades
comparticipadoras
Empresas farmacêuticas
Entidades profissionais
Grupos de doentes
Outras partes interessadas
As entidades nacionais podem incluir departamentos governamentais ou organizações privadas, dependendo do país
em questão.
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Recomendações
3. Consultar a base de evidências mais robusta possível e gerar mais
evidências, de modo a tomar boas decisões sobre estratégias
terapêuticas para a EM.
„„Efectuar avaliações económicas de terapêuticas e outras
intervenções de saúde do ponto de vista societal, considerando
os benefícios de saúde e os custos para todas as partes, para
melhorar a avaliação da verdadeira relação custo-eficácia.
Avaliadores de
tecnologias em saúde
Entidades
comparticipadoras
Grupos de doentes
„„Incentivar a contínua investigação, desenvolvimento e
utilização de estratégias terapêuticas custo-efetivas, de
abordagens que reduzam os custos de tratamento da EM e de
modelos alternativos de financiamento, para melhorar o acesso
ao tratamento.
Autoridades reguladoras
Profissionais de saúde
Avaliadores de
tecnologias em saúde
Entidades
comparticipadoras
„„Acordar e implementar, a nível nacional e internacional,
técnicas padronizadas de recolha de dados, protocolos e
conjuntos de dados, para seguir eventos clínicos e subclínicos em
práticas de rotina. Incorporar estas estratégias em registos e
bases de dados de EM nacionais e internacionais para gerar
evidências do mundo real sobre eficácia e segurança de estratégias
terapêuticas a longo prazo. Estas evidências podem ser utilizadas
por entidades reguladoras e pagadoras e possibilitarão que as
diferenças nos standards da prática clínica sejam avaliadas
e resolvidas.
„„Assegurar que o acesso a registos e bases de dados de
esclerose múltipla estão disponíveis para as entidades que
efectuam avaliações das tecnologias em saúde e
avaliações económicas.
Entidades nacionais e
internacionais
Profissionais de saúde
Curadores de registos e
bancos de dados
Entidades nacionais e
internacionais
Profissionais de saúde
Curadores de registos e
bancos de dados
As entidades nacionais podem incluir departamentos governamentais ou organizações privadas, dependendo do país
em questão.
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Saúde do cérebro: o tempo conta na esclerose múltipla
Apoios públicos
As organizações listadas abaixo apoiam publicamente as recomendações apresentadas no relatório.
„„Accelerated Cure Project for Multiple Sclerosis
„„ACTRIMS (Americas Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis)
„„BCTRIMS (Brazilian Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis)
„„Consortium of Multiple Sclerosis Centers
„„ECTRIMS (European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis)
„„Esclerosis Múltiple España
„„European Brain Council
„„European Multiple Sclerosis Platform
„„International Organization of Multiple Sclerosis Nurses
„„International Society of Neuroimmunology
„„LACTRIMS (Latin-American Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis)
„„MENACTRIMS (Middle East North Africa Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis)
„„MexCTRIMS (Mexican Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis)
„„Multiple Sclerosis Association of America
„„Multiple Sclerosis Australia
„„Multiple Sclerosis Coalition
„„Multiple Sclerosis International Federation
„„Multiple Sclerosis Ireland
„„Multiple Sclerosis Research Australia
„„Multiple Sclerosis Society (UK)
„„Multiple Sclerosis Society of Canada
„„Multiple Sclerosis Trust
„„Multippel Sklerose Förbundet
„„National Multiple Sclerosis Society
„„Neuroförbundet
„„PACTRIMS (Pan-Asian Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis)
„„RIMS (Rehabilitation in Multiple Sclerosis) (Reabilitação em Esclerose Múltipla)
„„RUCTRIMS (Russian Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis)
„„Shift.ms
„„Société Francophone de la Sclérose en Plaques
„„Unie Roska
„„The Work Foundation
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